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O MUNICIPAL - Nºs 366-367 | Julho-Agosto/2011

ARTIGOS DE OPINIãO

U m n o v o p a ra d i g m a d e M u n i c i p a l i s m o Num mundo que muda de forma inquietante

de apoio e de incentivo ao empreendedorismo,

todos os dias há que encontrar âncoras: locais,

promover acções de sensibilização e de formação

pessoas, projectos, instituições. Valorizamos

sobre temas de interesse, criar projectos sociais

o que nos é próximo, o que nos faz sentir, de

de apoio a instituições, rentabilizar, em cada

alguma forma, seguros.

sector, recursos humanos e financeiros, enfim, ser capaz de fazer “mais com menos”, são pequenas

O Municipalismo deve assumir, nesta página

grandes mudanças que farão a diferença. Cada

inigualável da nossa história, um papel único,

um de nós poderá, assim, contribuir de forma

de referência, de proximidade com os cidadãos,

positiva para a sustentabilidade do seu município,

antecipando problemas, equacionando solu­

da sua região, do nosso País, sob pena de se

ções, dando resposta às preocupações das

esvaziarem as freguesias rurais, de vermos partir

populações. Em momentos críticos, aguça-se o engenho

os mais qualificados, de fomentar a descrença e desconfiança

de forma a poder estar à altura dos desafios. Enquanto

nas instituições, de se generalizar o derrotismo.

trabalhadores das autarquias, aproximam-se tempos em que a nobreza da nossa profissão será posta à prova. A posição privilegiada que assumimos, de proximidade atenta às necessidades das populações, através do “know how” capital, impõe-nos uma responsabilidade acrescida. Deixemos para trás a postura de “dar resposta ao solicitado”. É-nos exigido, agora, que sejamos pró-activos, que coloquemos todo o nosso “engenho e arte” em prol de um municipalismo mais forte, mais eficiente, ainda mais próximo dos cidadãos. São eles o cerne da nossa existência. Os corpos técnicos das autarquias reservam gente com formação, com conhecimento, com capacidade. Essa vantagem deve ser potenciada, criando grupos de trabalho multidisciplinares capazes de enfrentar desafios e gerar sinergias. O que fazer? Coisas tão simples como organizar e disponibilizar contactos, divulgar medidas

Um Estado menos administrativo e mais social, capaz de fazer parte da solução e não do problema. Estaremos à altura? Eu acredito que sim. Dr.ª Ludovina Maria da Costa Lopes Margarido Câmara Municipal da Guarda

Artigo Opinião|ATAM  

O novo Paradigma de Municipalismo

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O novo Paradigma de Municipalismo

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