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ZEZE aquele que sabe o que quer


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Darliane Santos (org.)

ZEZE aquele que sabe o que quer 1a Edição Associação Ludocriarte Brasília-DF, 2019


A ASSOCIAÇÃO LUDOCRIARTE nasceu em 2005, com o objetivo de desenvolver ações socioeducativas para crianças, adolescentes e seus familiares por meio da linguagem lúdica, artística e cultural, em específico, promovendo a criação e o fortalecimento de brinquedotecas em várias regiões do Brasil. O PONTO DE CULTURA LUDOCRIARTE de SÃO SEBASTIÃO/DF atende crianças e adolescentes e oferece um espaço gratuito, aberto a toda a comunidade, de educação complementar e integração social, que visa resgatar o significado do brincar no processo de desenvolvimento humano, estimulando e fortalecendo a integração físico-psico-social, a expressão, a descoberta de habilidades e potenciais, a criatividade, a afetividade, o respeito e a cidadania.

Santos, Darliane (org.) “Zezé, aquele que sabe o que quer” Brasília, Associação Ludocriarte, 2019. 1a Edição – 2019 – Brasil.

Quadra 103 Conjunto 05 Casa 01 Residencial Oeste - CEP: 71.692.213 São Sebastião/DF – Tel. (61) 3339-1976 ludocriarte@gmail.com – www.ludocriarte.org FICHA TÉCNICA Organização Darliane Santos Coordenação Musical Isaac Mendes Colaboradores André Nery, Roberta Santos e Roseli Nunes Designer gráfico Ricardo Caldeira Designer assistente Lully Naledi Revisão de texto Isaac Mendes Ilustrações Crianças da Ludocriarte Fotografia Henrique Silva Imagens Associação Ludocriarte


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Darliane Santos (org.)

ZEZE aquele que sabe o que quer 1a Edição Associação Ludocriarte Brasília-DF, 2019


Apresentação Você já percebeu como as crianças gostam de assistir várias vezes ao mesmo desenho animado? Assistem emocionadas e pedem para repetir a sessão uma, duas, três, cinco, dez, vinte vezes! Chega uma hora em que sabemos, de cor, todas as falas do filme e, mesmo assim, continuamos nos emocionando e vibrando com a história. Este livro nasceu assim: depois de assistirmos diversas vezes à belíssima animação, dirigida por Michel Ocelot, em 1998, “Kiriku e a feiticeira” e, claro, depois de termos praticamente decorado as falas de cada personagem. As crianças do Ponto de Cultura Ludocriarte assimilaram a profundidade dos conteúdos e, com os diálogos e as cenas na ponta da língua, aceitaram os desafios propostos pelos oficineiros do projeto Cultura da Infância: “Se Kiriku tivesse nascido no Brasil, onde seria? Como se chamaria? Qual seria o nome da temível feiticeira?”. Depois de meses de oficinas criativas, nasceu, em uma pequena cidadezinha do Nordeste brasileiro, “Zézé, aquele que sabe o que quer”. A história fluiu coletivamente pelas mãos,

mentes e corações de mais de 80 crianças de São Sebastião/DF. Junto com a história, foram criadas músicas e ilustrações e, na medida que o livro tomava sua forma, surgiu uma poderosa inspiração: por que não dar vida ao livro, a Zezé? E assim foi! A equipe da Ludocriarte, contando com a preciosa colaboração de amigos e voluntários, alguns vindo de bem longe (Marta Magri veio da Itália para nos ajudar), montou um espetáculo teatral, com músicas ao vivo e lindos cenários criados pelos participantes. Zezé viveu e pôde emocionar muitas pessoas da nossa comunidade. Esperamos que você também possa acompanhar este prodigioso menino em sua jornada retratada neste livro que é o resultado do trabalho coletivo de crianças e adultos que acreditam no poder da infância e na sua capacidade de transformação. O projeto “Cultura da Infância – Oficinas de criação e ilustração de histórias, cultura digital e expressão musical” foi realizado de 06/2018 a 06/2019, com o financiamento do Fundo de Apoio a cultura (FAC), Edital de Manutenção de Espaços nº 05/2016, 1º ano.

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Há algum tempo, em meio ao sertão do Nordeste do país, havia um pequeno vilarejo que ficava próximo ao rio São Francisco. Lá, as pessoas viviam em paz e harmonia. As pequenas casas eram simples, mas coloridas e enfeitadas com muito capricho e carinho por seus moradores. Naquele tempo, a terra era fértil. A vila era rodeada por belas árvores, cactos floridos e uma farta plantação de macaxeira, milho e feijão.


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Até que, um dia, uma terrível feiticeira chegou naquele lugar. Seu nome era QUITÉRIA (que era muito séria). Ela começou a espalhar terror e devorou todos os homens da vila, restando apenas mulheres e crianças. Como se não bastasse, decidiu morar próximo ao rio e passou a controlá-lo também.


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Na vila, morava MARIA DA CONCEIÇÃO, uma mulher corajosa, sábia e de bom coração. Maria estava à espera de seu primeiro filho e sofria por saber que o pequeno não conheceria o pai, afinal Quitéria o havia devorado, como fez com todos os homens da vila. Em uma manhã de sol, Maria da Conceição foi até o rio banhar e ficar um pouco só, porque, apesar de estar perto das terras da feiticeira, quando Maria estava perto do rio se sentia em paz. Chegando lá, Maria começou a cantar para o bebê que estava muito agitado. De repente, (que surpresa!) o bebê falou: - Mãe, quero nascer! Maria da Conceição emocionada, respondeu ao seu bebê que uma criança que fala na barriga de sua mãe, poderia nascer sozinha. Então, o bebê nasceu e foi logo se apresentando à sua mãe, dizendo: - Eu me chamo ZEZÉ, aquele que sabe o que quer!


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Zezé, olhando para o rio, pediu que sua mãe o lavasse. - Uma criança que nasce sozinha consegue se lavar sozinha - disse sua mãe. Zezé, nesse momento, se levantou e andou até a beira do rio e começou a se lavar e brincar com a água, mas sua mãe logo o interrompeu pedindo para que ele banhasse rápido, pois os “soldados” poderiam aparecer. - Mãe, quem são os soldados? - São homens que servem a feiticeira Quitéria, uma mulher muito malvada e com muitos poderes que aterroriza nossa vila. Maria, então, contou a Zezé como era a vila antes da chegada da feiticeira e tudo o que Quitéria tinha feito ao seu povo. Zezé, que era muito valente, decidiu naquele momento que enfrentaria a feiticeira e salvaria sua vila.


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Perto dali os soldados da feiticeira dançavam e tocavam para tirá-la do tédio. Um desses servos era mais do que especial (Ops... quero dizer, o mais atrapalhado!). Seu nome era SENTINELA. Sentinela (que era muito fofoqueiro) chegou todo atrapalhado na casa da feiticeira contando que todos na vila festejavam a chegada de um bebê muito especial. A feiticeira, irritada, pediu para que o Sentinela ficasse de olho em Zezé e começou a pensar em um plano maligno contra as crianças da vila. Então, Quitéria lembrou-se de seu boizinho de estimação. Mandou o Sentinela enfeitá-lo e leva-lo até a vila e fazer uma divertida dança para que as crianças fossem atraídas. O Sentinela assim o fez. Ao chegar na vila começou a dançar e cantar. As crianças não resistiram. Era tudo tão colorido e divertido que logo se juntaram àquela festa. Zezé, suspeitando daquilo, tentou impedir que as crianças se aproximassem do boi, mas elas não o escutaram e ele ficou ali por perto observando tudo.


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Nesse momento, o Sentinela agiu rapidamente, pegou uma flauta enfeitiçada e começou a tocar. Quando as crianças ouviram o som da música, não conseguiam controlar seus corpos. Zezé, então, teve a confirmação que era tudo armação da feiticeira e começou a pensar de que forma poderia salvar seus amigos. Quando tapou os ouvidos, percebeu que o problema era a música. Correu atrás do Sentinela, pegou a flauta e logo começou a tocar, salvando as crianças dessa armadilha. O feitiço virou contra o feiticeiro. O Sentinela e o boi começaram a dançar, sem conseguir controlar o corpo, seguindo em direção à casa da Quitéria. O boi ainda tentou pegar a flauta, mas, como não tem mãos, pegou com a boca e a engoliu. As crianças comemoram felizes a vitória de Zezé contra a feiticeira, cantando: “Zezé tão sabido e de bom coração, Ajudou toda a gente aqui nesse sertão, Usando a sua força, o povo, ele salvou, Salve, salve meu povo! Salve Zezé! Ele é muito valente e sabe bem o que quer!”


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Logo após, o Sentinela chegou na casa de Quitéria, desesperado, e falou à feiticeira que um menino muito esperto salvou todas as crianças. A feiticeira, já sabendo de quem se tratava, ficou muito irritada. Não discutiu com o Sentinela, pois já sabia que ele faria uma brincadeira sem graça e prometeu a si mesma que um dia mataria o menino Zezé. Em uma noite, uma grande tempestade chegou até vila, os moradores ficaram com muito medo do barulho dos trovões misturados com as gargalhadas maléficas de Quitéria, que parecia estar se divertindo com aquele dilúvio. Ao amanhecer, o céu estava limpo e houve uma grande agitação na vila, pois o poço que fornecia água para todos os moradores estava seco! Zezé se aproximou e os moradores, bravos com a situação, o culparam, pois ele havia enfrentado a feiticeira. Eles acreditavam que essa era a forma dela se vingar. Todos voltaram para suas casas irritados com Zezé que achou aquilo muito estranho e decidiu investigar o que havia acontecido.


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Zezé foi até o poço e decidiu descer até o fundo para ver por que não tinha água. Ele descobriu que uma pedra tinha caído e entupido a saída da água. Usando a sua força e esperteza, ele conseguiu retirar a pedra que estava entupindo o local, porém, se desequilibrou e caiu dentro do poço. O pobre Zezé acabou se afogando. Quando os moradores voltaram ao poço, ficaram muito felizes pela volta da água e começaram a festejar, cantando:

“A água chegou, a água voltou, A pedra do poço, Zezé retirou, Usando a sua força, o povo, ele salvou, Salve, salve meu povo, Salve Zezé! Ele é muito valente e sabe bem o que quer!”


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Maria da Conceição não estava animada e procurava seu filho em meio àquela algazarra, mas não o encontrou. Foi quando uma moradora avistou Zezé boiando no poço. Toda a vila rapidamente se organizou para tentar salvar seu pequeno herói, mas, dessa vez, Zezé havia partido dessa para melhor. Maria chorou a dor da perda de seu único filho e os moradores a consolaram e cantaram em sua homenagem: “Foi-se, o menino Zezé, Ele sabia o que queria, Foi-se embora, a alegria, Foi-se, o menino Zezé Ele era tão sabido, Salvou todos os seus amigos. Foi pra nunca mais voltar, Sua valentia vou lembrar...”


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A vila estava arrasada com a morte do menino e já preparava o velório, quando de repente, Zezé se levantou e caminhou em direção a sua mãe. As pessoas gritaram espantadas. Maria, assustada e feliz, abraçou seu filho. Logo todos os moradores se deram conta de que Zezé estava realmente vivo e celebraram sua vitória. Um pouco distante dali, a feiticeira gritava com muita raiva chamando o Sentinela que foi correndo, com seu jeito desengonçado, atender a feiticeira. - Por que todo esse barulho? - perguntou a feiticeira, impaciente. -Oh, VENERADA MESTRA, todos na aldeia festejam a volta da água! Foi Zezé quem retirou a pedra do poço e ele se afogou, mas sobreviveu! E agora toda a vila está festejando a vida do menino. A feiticeira ficou furiosa e decidiu acabar com a vida do garoto! Ordenou que o Sentinela ficasse de olho em Zezé e na primeira oportunidade que tivesse, levasse o menino até ela.


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Certo dia, o pequeno Zezé e sua mãe foram ao rio lavar roupa e ficaram conversando. - Mãe, me diz por que a feiticeira é tão malvada? – perguntou Zezé. - Eu não sei, mas ela não é a única – respondeu, Maria. - Mas ela é a mais malvada de todas – disse Zezé, assertivo. - Ou ela apenas tem mais poder – concluiu, Maria. Maria da Conceição, após pensar um pouco, disse a Zezé que somente uma pessoa poderia responder as suas perguntas sobre a feiticeira: seu avô. Um sábio pajé que morava em uma aldeia do outro lado do rio. Mas, para que Zezé pudesse chegar até lá, ele teria que atravessar o rio que era muito largo, fundo e tinha uma forte correnteza. Além de passar ainda pela casa de Quitéria que era vigiada noite e dia pelo Sentinela. Zezé e sua mãe voltaram para casa e, juntos, pensaram em um plano para que ele pudesse chegar até o avô.


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Na manhã seguinte, a mãe de Zezé o ajudou a preparar um disfarce, aproveitando que um tradicional cortejo de Cacuriá passaria pela vila e acabaria perto do rio. Quitéria não permitia que outras festas acontecessem na vila além de Cacuriá e Bumba meu boi, pois sua família era maranhense e essas festas faziam com que ela se lembrasse de sua terra. Então, Maria da Conceição coseu uma roupa de passarinho verde para que Zezé pudesse entrar no cortejo sem que ninguém o notasse. O Sentinela até o viu fantasiado, mas pensou que era um novo membro do grupo. Após Zezé atravessar, disfarçado, a casa da Quitéria ele encontrou um cardume de peixinhos que se divertia próximo à margem do rio, ele contou sua história aos seus novos amigos que o ajudaram, levando-o até o outro lado do rio. Depois da passagem do cortejo, a feiticeira perguntou ao Sentinela se ele havia visto Zezé. - Oh, venerada mestra, eu não o vejo há algum tempo! Para falar a verdade, ele nem saiu de casa hoje. – respondeu o Sentinela. - Melhor assim! Deve estar doente. Mas eu quero que você fique de olho nesse pestinha! – falou a feiticeira com raiva.


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Enquanto isso, do outro lado do rio, Zezé avistou uma pequena aldeia. Curioso, ele caminhou até lá e foi recebido por uma roda de indígenas que o envolveram em uma dança e o levaram até o seu avô, o sábio pajé daquele lugar. Ao se aproximar do avô e cumprimenta-lo, Zezé foi logo perguntando sobre a feiticeira. Com tantas perguntas, Zezé descobriu muitas coisas sobre a história daquela mulher. Seu avô lhe contou que não foi ela quem entupiu o poço, mas que a grande tempestade tinha derrubado a pedra e deixado toda a vila sem água. Contou-lhe também que ela não devora os homens, mas que os enfeitiça e os transforma em servos e que na verdade, Quitéria gostava de um bom baião de dois como todos daquele lugar.


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Mas a coisa mais importante que o pajé revelou para Zezé foi que a feiticeira sofre muito, pois, quando ela era apenas uma criança, enfiaram um espinho de mandacaru envenenado em sua coluna que só poderia ser arrancado com os dentes, de tão profundo que estava. - E por que ela não pede para uma amiga? – perguntou, Zezé. - Ela não tem amiga. E, além disso, se ela soubesse que alguém conhece o seu segredo e tentasse arrancar o espinho, ela o mataria! - Por quê? - No momento em que o espinho fosse arrancado de sua coluna, ela sentiria uma dor que ninguém poderia imaginar. Existe também uma outra razão: é este espinho que dá a ela seu poder mágico. Se ele fosse retirado, ela perderia todos os seus poderes – disse o avô.


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Zezé se encorajou e prometeu arrancar o espinho das costas da feiticeira. E, depois de um suspiro, disse: - Vovô, às vezes me sinto cansado de lutar sempre sozinho. Eu me sinto um pouco pequeno. Eu tenho um pouco de medo. Você poderia me dar um talismã para eu lutar contra a feiticeira? - Não, Zezé! A sua força vem da ausência de talismã. A feiticeira conhece o mundo dos feitiços e engana melhor os homens que acreditam estar protegidos e não desconfiam de nada. Em compensação, ela fica desarmada diante da inocência pura e de uma inteligência sempre atenta e livre - após uma pausa, disse: - Zezé, estou ao seu lado. Zezé agradeceu o avô pelas sábias palavras e pelo colo, e seguiu determinado em seu caminho.


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O Sentinela avistou Zezé do outro lado do rio e correu para avisar Quitéria. - Venerada mestra! Venerada mestra! Zezé está vindo do outro lado do rio e parece que vem em direção a essa casa! - Como assim? Ele jamais poderia ter pisado do outro lado do rio. Seu imprestável! Eu mesma terei que acabar com essa palhaçada e, com as minhas próprias mãos, matarei Zezé. Dá-me a lança envenenada! O Sentinela, todo desengonçado, entrou na casa de Quitéria brincando de cavalinho com a lança, a feiticeira ficou enfurecida e decidiu sair em busca do menino a fim de matá-lo. Zezé se escondeu e esperou Quitéria se aproximar. Quitéria gargalhava de felicidade imaginando que finalmente, Zezé morreria. Mas a lança caiu de sua mão. Achando que o Sentinela estava junto, gritou ordenando que o Sentinela viesse pegá-la. O Sentinela não atendeu o seu chamado. Ela olhou para o lado e não o encontrou. Quitéria pensou que era mais uma de suas brincadeiras.


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Zezé aproveitou que ela estava distraída e, com os dentes arrancou o espinho de suas costas: - AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – gritou a feiticeira. E todos da vila ouviram o seu grito de dor. A feiticeira percebeu que não sentia mais nenhuma dor. Ela estava livre e sem poderes. Bom ou ruim, o que importa é que agora a gratidão pulsa em seu coração. Após tanto mal, será que suas ações serão perdoadas? Ela sentia medo e culpa. Quando Zezé percebeu o que estava acontecendo, ele a lembrou que ela também foi vítima de algo terrível ao qual conseguiu sobreviver. Quitéria é uma mulher forte, linda e, agora, capaz de proteger sua criança interna que tanto sofreu. Como sempre, Zezé, tão pequeno e tão sábio, ajudou a feiticeira a caminhar rumo ao vilarejo para mostrar a todos que ela mudou e que estava pronta para uma nova vida.


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Colaboradores

A concretização deste livro e desta história só foi possível pela colaboração de uma rede de apoio que acredita na Cultura da Infância como uma poderosa ferramenta de transformação: Paolo Chirola, Magda Regina Rosa, Maria de Fátima Silva, Maria Lucia de Morais Ono, Lucimeire de Jesus, Sílvia Pinheiro, Leidiane Maria de Andrade, Cristiano Silva, Elisabeth Maria da Graça Neves, Zaira Bastos Pinheiro, Noeme Cristina Álvares de Carvalho, Isabela Léda, Jeferson do Prado, Daniel Guedes, Daniel Teodoro, Gisele Mello, Gabriel Muniz, Nilmar Paulo, Sherwin Morris, Maria Inês Henriques, José Maurício Sant’Anna Menezes, Victor Z, David Lisboa, Bruno Demétrio.


AGRADECEMOS PROFUNDAMENTE PELO EMPENHO DE CADA PARCEIRO NESTE PROJETO

MARTA MAGRI Direção do espetáculo

HENRIQUE SILVA Narrativa visual KELLY COSTA Preparação teatral

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Este livro é resultado do trabalho em conjunto de 86 jovens autores que aceitaram o desafio de dar vida à história do Zezé, nosso herói brasileiro! ONCINHAS Ana Clara da Silva Araujo, Erick Gomes de Sousa, Hugo Araújo da Silva, Iam Faria dos Passos, Ketly Lorrany Amorim de Jesus, Letícia S. Fontenele Fonseca, Luna Matos de Melo, Marcos Vinicius Sousa dos Santos, Maria Fernanda R. Santana, Nathiely Oliveira dos Santos, Samuel Freitas de Oliveira, Sarah Sousa Marques, Stefanny Ketlen da Silva, Valentina Martins G. de Castro, Wenderson dos Anjos Pinheiro. TATUS Allana dos Santos Rocha, Bruno Lira Alves, Gabriel Ferreira da Silva, Guilherme Coutinho Santos, Isabele Rodrigues dos Santos, Isabelly Coutinho Santos, Ithalo Emanuel Pereira, João Felipe Araújo de Almeida, Luís Fernando Araújo de Almeida, Manuela Vital Dantas, Maria Cecília Nery Martins, Maysa Rodrigues Mendes, Paulo Rocha de Faria, Pietro Alves de Faria, Rafael Almeida Silva, Tayná Martins Cruz, Victória Santana de Jesus, Wender Kauã Pinto. RAPOSAS Amanda Mendes Bezerra, Amanda Nascimento dos Santos, Caio Moraes de Aguiar, Danillo Gomes Machado, Gabriela Rodrigues Lopes, Gabriela Rosa do Nascimento, Isabely Carvalho Mendes, José Alejandro dos Santos Silva, Kevilly Mota Gomes, Luan Gama da Silva, Malu Matos de Melo, Maria Gabrielly Alves de Azevedo, Rayssa Almeida Ramos, Rosiane Nery Santiago, Ryann Almeida Ramos, Sarah Maria Firmino de Sousa, Samuel Alves Gomes, Thiago dos Santos, Yasmim Alves dos Santos. LOBOS Brenda Isabella de Souza Pinto, Gabriella de Franco Xavier, Geovana Sechtig Passos, Guilherme de Oliveira Teodoro, Gustavo Castello Isaias, Jamile de Sousa Santos, Marcos Rocha de Faria, Mariana da Silva Carneiro, Mariany Rodrigues dos Reis, Mayk Rodrigues de Souza, Natiele Sousa Mota, Nicolas Ferreira Rocha, Raissa Souza Mendes, Rebeca Vital Dantas, Vinicius Mendes Fabricio, Vitoria Gomes Matias, Yasmin Correia Alves. TAMANDUÁS Adriele Oliveira de Andrade, Andressa da Silva Luna, Arthur da Silva Carneiro, Bruno Demetrio dos Anjos Araujo, Dayane Rodrigues dos Reis, Déborah Fernanda S. de Jesus Costa, Gabriel da Silva G. de Araújo, Heliardo dos Santos Pinheiro, Júlia Lorrane Sousa de Olveira, Kaio Silva de Jesus, Luis Eduardo dos Santos Bezerra, Luna Teixeira dos Passos, Maria Clara Tavares Matos, Noemí Sousa Marques, Rodrigo dos Santos Lopes Gomes, Selma de Souza Silva.


Zezé tão sabido e de bom coração, ajudou toda a gente aqui nesse sertão, Usando a sua força, o povo, ele salvou. Salve, salve meu povo! Salve Zezé! Ele é muito valente e sabe bem o que quer!

Este projeto foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal

parceria Projeto de Extensão Ludoteca LudoIF

realização

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Zezé, aquele que sabe o que quer  

Este livro nasceu depois que as crianças e educadores da Associação Ludocriarte assistiram repetidas vezes à belíssima animação, dirigida po...

Zezé, aquele que sabe o que quer  

Este livro nasceu depois que as crianças e educadores da Associação Ludocriarte assistiram repetidas vezes à belíssima animação, dirigida po...

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