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MG - Estou certo de que sim! Por muitos anos, os fãs de jogos de tabuleiro ficaram desamparados, mas acho que isso é coisa do passado. Hoje temos mais acesso aos lançamentos europeus e americanos, e à medida que mais pessoas entram em contato com esse mundo novo, cresce o público em potencial para todas essas iniciativas. É um caminho sem volta. RL - Você acredita que este novo cenário pode ser benéfico para autores como você, o Sergio Halaban e o André Zatz, que já foram premiados no exterior?

MG - Espero que sim! Meu trabalho não costuma ser muito linear - há projetos que ficam "prontos" em dois dias, e há projetos que são iniciados, abandonados, retomados anos mais tarde, abandonados de novo, etc. Então, eu posso dizer que tenho dezenas de jogos em processo de desenvolvimento, hehehe. Quando calha de um projeto bem encaminhado se encaixar na necessidade de um cliente (como foi o caso do Ataque Pirata)... Refletindo a respeito, talvez por isso seja mais complicado lançar jogos no exterior: é difícil para nós saber quais são as necessidades dos publishers de lá! RL - Em 2011 houve algumas mudanças significativas no mercado nacional, a chegada do Colonizadores de Catan e Coloretto pela Grow, o lançamento do Recicle pela Galápagos, o Ouro de Tolo pela Ceilikan, a 1ª locadora de jogos foi aberta (FunBox), o lançamento da Ludo Brasil Magazine, dentre outras iniciativas... Como você analisa este novo cenário? Podemos esperar por novos tempos no mercado nacional de jogos de tabuleiros?

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MG - Acho que será benéfico a todas as pessoas que desejem desenvolver jogos de maneira profissional no Brasil. Mas atenção: isso só vale para aqueles que conseguirem adequar seus projetos às necessidades do mercado - os jogos que interessarem apenas a um público muito limitado continuarão penando para ver a luz do dia... RL - Viver de desenvolvimento de jogos é uma realidade para poucos, o que Maurício Gibrin faz como profissão fora do universo dos jogos? Como conciliar as 2 atividades? MG - Como eu disse, sou formado em jornalismo, mas assim como faço com a criação de jogos, exerço a atividade como free lancer. Também mantenho um site de jogos online, criado por um amigo que, infelizmente, faleceu em 2010. Mas como nenhuma dessas atividades tem horários fixos, é fácil conciliar as necessidades de tempo de cada uma. RL – Maurício, gostaria de agradecer a sua gentileza de conversar com a Ludo Brasil Magazine, e esperamos em breve falarmos sobre seus novos jogos lançados no Brasil e no exterior! -----

Ludo edição 06  

Nesta Edição - Reviews: Recicle, Colonia, 7 Wonders, Rummikub e Go; - Entrevista: Maurício Gibrin (designer do jogo Vineta); - Print & Play:...

Ludo edição 06  

Nesta Edição - Reviews: Recicle, Colonia, 7 Wonders, Rummikub e Go; - Entrevista: Maurício Gibrin (designer do jogo Vineta); - Print & Play:...

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