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Sumario 06

Crise Econômica Do mundo para os EUA você vai conferir os principais pontos alarmantes da Crise.

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Brasil: riscos e problemas de uma integração econômica Impactos dos riscos que os brasileiros correm ao país não fazer parceiria com outros.

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EUA x Brasil: uma visão geral da imigração e do turismo Os movimentos migratórios e imigratórios entre eles causas naturais, religiosas e política.

CONTEÚDO 03

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Editorial

A Integração econômica entre Estados Unidos e Brasil

IFAC

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Contabilidade Internacional: padronização contábil

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Como funcionará o NIC no mercado americano

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A crise econômica nos Estados Unidos

A crise econômica e consumidor americano

Impactos do comércio internacional no PIB e no crescimento econômico

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Abrindo uma empresa nos EUA

Finanças corporativas nos EUA

Imigração entre Estados Unidos e Brasil

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Bibliografia


Entenda Problema de Pesquisa: Como a crise econômica afeta as relações comerciais entre os Estados Unidos e o Brasil?

Objetivo Geral:

Editorial Carta ao leitor

Conhecimento. O conhecimento move fronteiras. E em busca desse objetivo a revista World Trade Magazine foi desenvolvida pelos alunos do curso de Comércio Exterior do módulo B do Centro Universitário UNA – mover as fronteiras dos próprios conhecimentos. O principal foco deste volume é desenvolver uma análise sócio-econômica entre Estados Unidos e Brasil, dois países que têm se destacado no atual cenário do comércio exterior. Pretende-se com esta revista, auxiliar o leitor a compreender os fatores da crise econômica que atingiu os Estados Unidos e como isso afetou o Brasil e o comércio em si. Para os alunos do curso de Comércio Exterior da UNA que participaram deste trabalho, é de máxima importância o conhecimento aqui agregado e que irá ampliar as fronteiras do aprendizado em busca de uma maior dominância no mercado de trabalho.

Integrantes: Bruna Carla Eduarda Douglas Ferreira Gustavo Coimbra Isabella França Isabelle Brito Karen Rodrigues Marcelo Paranhos René William Stéfany Lopes

Entender como a crise econômica dos Estados Unidos afetou sua sociedade interna, e principalmente sua balança comercial externa. Objetivos Específicos: Verificar como a crise econômica afeta as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos; Traçar um histórico dos movimentos imigratórios entre os países e compreender como eles alteraram os aspectos sócio-econômicos das duas nações; Diagnosticar a influência cultural nas negociações entre os países. Justificativa Este trabalho visa compreender a importância das relações comerciais entre os Estados Unidos e o Brasil, destacando as mudanças ocorridas na sociedade e economia dos dois países.

Metodologia: Para Lakatus e Marconi (2003, pág. 107) “[...] o método histórico consiste em investigar acontecimentos, processos e instituições do passado para verificar a sua influência na sociedade de hoje [...]”. Este trabalho estudará a história sócio-econômica dos Estados Unidos e Brasil, de forma a focar o comércio bilateral entre os países. Lakatus e Marconi (2003, pág. 163) dizem que “tanto os métodos quanto as técnicas devem adequar-se ao problema a ser estudado, às hipóteses levantadas e que se queira confirmar, ao tipo de informantes com que se vai entrar em contato”. Para tanto, será utilizada uma pesquisa bibliográfica, que, ainda segundo Lakatus e Marconi (2003, pág. 182) “a pesquisa bibliográfica [...] propicia o exame de um tema sob novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras”. Portanto, o estudo bibliográfico torna-se base para o estudo proposto. Ao final da pesquisa, pretende-se obter o resultado de um estudo de caso, que, segundo Vergara (2007), é um trabalho que tem caráter de profundidade e detalhamento.

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A crise econ么mica nos Estados Unidos

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Taxa de Desemprego - EUA (%)

JAN/00 JUL/00 JAN/01 JUL/01 JAN/02 JUL/02 JAN/03 JUL/03 JAN/04 JUL/04 JAN/05 JUL/05 JAN/06 JUL/06 JAN/07 JUL/07 JAN/08 JUL/08 JAN/09 Fonte: Economia em ação IG.

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bolha imobiliária americana, foco principal da crise financeira no país, teve diversas consequências em todos os setores da nação, sendo o aumento da taxa de desemprego e o aumento da dívida externa do país os principais fatores de preocupação. Empresas e bancos indo à falência, o governo interferindo cada vez mais para manter a economia interna forte o suficiente para evitar uma crise financeira mundial, trouxeram consequências tanto boas quanto ruins para a maior economia do planeta. A parte boa veio para os bancos, pois com o incentivo aos empréstimos subprime e a ocorrência cada vez maior de calotes nos pagamentos, o governo se viu obrigado a interferir, injetando dinheiro para que os bancos se sustentassem sem ocasionar uma grande crise. Contudo, não foi possível parar a falência de algumas entidades, o que alterou drasticamente o cenário econômico-social do país. No “início” da crise, os índices de desemprego apontados assustaram: de 4% no início de 2000 para quase 6,5% em meados de 2003, chegando a atingir a maior média em 2009, quando o índice de desemprego alcançava a casa dos 10%. Pesquisas isoladas demonstram que houve um aumento na geração de empregos no país, neste ano de 2014, mas em contrapartida, o índice de desemprego cresceu de 6,6% em janeiro para 6,7% em fevereiro, segundo dados do Departamento de Trabalho norte americano. E como essa crise afeta os mercados internacionais? Vários países ao redor do mundo têm grande parte de suas reservas em dólares, inclusive o Brasil. Portanto, se a moeda norte-americana perde seu valor, todos esses países ficam prejudicados, culminando em uma grande crise nas bolsas de valores em todo o mundo. A renegociação do teto da dívida dos Estados Unidos soluciona, temporariamente, a situação pela qual o país está passando, porém não se pode ser descartada a possibilidade de um calote, e os reflexos dele poderiam ser grandes crises financeiras nacionais. Dentre as possíveis consequências, aquela que mais preocupa os consumidores é o aumento no preço de produtos importados, pois, uma vez que ocorra baixa na oferta da moeda, consequentemente ela irá se valorizar, causando a inflação.

...Chegando a atingir a maior média em 2009, quando o índice de desemprego alcançava a casa dos 10%.” 5


Crise Econômica Do mundo para os EUA

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crise econômica mundial começou porque as instituições financeiras emprestaram dinheiro demais para quem não podia pagar, para ajudar também na crise houve a guerra do Iraque em 2003 e o furacão Katrina em 2005. Isso levou à falência de bancos como Lehman Brothers em 2008 e à intervenção governamental para evitar o colapso do sistema financeiro e uma recessão mais aguda. Ao injetar recursos em bancos e até em empresas, no entanto, os governos aumentaram seus gastos, em um momento em que a economia mundial seguia encolhendo. O resultado não poderia ser outro: aprofundamento do déficit público, que em muitos países já era bastante elevado. Assim o governo Americano em outubro de 2013 corria contra o tempo para elevar o teto da divida que corresponde a US$16.699 trilhões, caso isso não ocorresse eles não poderiam mais emprestar dinheiro para o mercado e assim ficará sem caixa para honrar com seus compromissos.

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Caso o teto da divida americana não aumentasse, haveria uma falta de liquidez mundial, haveria turbulência nas bolsas de valores do mundo. Grandes exportadores de petróleo e grandes investidores seriam prejudicados, pois possuem altos investimentos na bolsa norte-americana. Felizmente Barack Obama conseguiu com que aprovassem a lei para aumentar o teto da divida americana, que financiou o governo até dia 15 de janeiro e estendeu os “poderes extraordinários” do Tesouro para continuar tomando empréstimos para pagar os credores até o dia 7 de fevereiro. O Brasil é um grande credor dos Estados Unidos, o terceiro maior. Caso EUA desse o calote, o Brasil não receberá o rendimento desses títulos, que passarão a valer muito pouco, além disso, um calote americano traria para o Brasil muita tensão nos mercados financeiros, além de efeitos como: encarecimentos de financiamentos em bancos e empresas

brasileiras, valorização do dólar e aumento do preço dos importados o que geraria inflação, e consequentemente os juros aumentariam para controlar os preços. Em contra partida, segundo o ministro Guido Mantega, se a economia mundial melhorar, o crescimento do investimento brasileiro crescia mais, sendo os investimentos que puxam a economia brasileira. Mantega ainda diz que “A dívida bruta, que é representada em boa parte pela compra de reservas e empréstimos de recursos do Tesouro para o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social subiu, mas está estabilizada entre 58% e 60% do PIB (Produto Interno Bruto). Para o futuro Mantega prevê que vamos elevar taxa de investimento sobre o PIB, que está em 18% para 24% na próxima década. Se não houvesse esse investimento seria em trajetória mais modesta.


A crise econômica e o consumidor americano A crise econômica pela qual os Estados Unidos vêm enfrentando afetou também o setor varejista do país, uma vez que acarretou uma queda no consumo de bens e serviços da população. O americano que sempre teve um comportamento consumista teve que se adaptar, pois com poder de compra caindo cada vez mais, aquele costume de comprar muita comida, roupas somente de marca, eletrônicos teve que ser adaptado a nova realidade de desemprego e falta de renda. Mas esse comportamento parece ter vindo pra ficar com um pensamento mais focado em simplicidade, ostentação e consumismo desenfreado parece não mais fazer parte da sociedade fato esse que vem se refletindo nos últimos anos com a queda nas vendas de natal, por exemplo. Em 2008 as vendas registraram queda de 5,5% em comparação com o ano anterior, tendo se repetido em 2009 com queda de 3,1%. Já em 2010 o mercado parecia estar se recuperando com um crescimento de 0,7% mas continuou sendo um dos piores registros de vendas em

todos os tempos. A partir de 2011 ele vem se recuperando aos poucos registrando um crescimento de 5,8% mas voltou a cair em 2012 registrando um crescimento de apenas 2,8%. Um mercado oscilante onde as empresas americanas terão que mudar pra buscar consumidores cada vez mais preocupados sustentabilidade e simplicidade. Outra questão é a dos imigrantes (neste caso os brasileiros) que deixaram os Estados Unidos porque além de lidar com as políticas de imigração, desemprego elevado, poder de compra caindo cada vez mais rápido, ainda tiveram que lidar com a taxa de câmbio desvalorizada o que não compensava enviar e poupar dólares provocando um retorno ao Brasil que está em um bom momento na economia. Estima-se que até o ano passado 13,5% dos brasileiros que estavam fora do país tenha voltado.

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Impactos do comércio internacional no PIB e no crescimento econômico

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PIB (Produto Interno Bruto), segundo Blanchard (2004), é formado por diferentes bens produzidos e por diversos componentes que determinam a demanda dos bens. O primeiro componente que forma o PIB é o consumo, que são bens e serviços a serem adquiridos pelos consumidores. O segundo componente é o investimento, por vezes chamado de investimento-fixo, que é a soma da compra de investimentos-não-residenciais, que são instalações ou máquinas com o investimento residencial, que é a compra de casas ou apartamentos por pessoas. O terceiro componente são os gastos do governo, que são os bens e serviços adquiridos pelos governos federal, estadual e municipal. O comércio exterior também é importante para o PIB de um país, pois são as importações e exportações que irão

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ajudar a determinar se a balança comercial em um dado ano subiu ou decresceu. Por exemplo, no último ano (2013), o comércio exterior afetou negativamente o PIB do Brasil, segundo cálculos da LAC Consultores. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, as importações cresceram 8,4% enquanto as exportações cresceram 2,5%, sendo que no quarto trimestre as projeções sofreram reversões. Em função disso, a participação das importações no PIB cresceu de 14% em 2012 para 15,1% ano passado, tendo as exportações permanecido com 12,6% de participação. Segundo projeções do Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe), a tendência é de que a economia brasileira continue crescendo abaixo da média da América Latina. De acordo com o secretário executivo da Cepal, Antonio Prado, a economia brasileira recebe grande influência da situação internacional, principalmente dos Estados Unidos e Europa, e isso explicaria este crescimento abaixo da média. Segundo ele, esta influência existe porque o Brasil possui “alto estoque de investimentos de empresas norte americanas e europeias”.


De acordo com o secretário executivo da Cepal, Antonio Prado, a economia brasileira recebe grande influência da situação internacional, principalmente dos Estados Unidos e Europa, e isso explicaria este crescimento abaixo da média.

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A Integração

econômica ENTRE

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EUA e Brasil

egundo Balassa (1973), em economia não estão ao certo definidos os conceitos sobre a integração. Alguns conceituam como sendo a junção de partes em um todo, contudo, ele também propõe que se defina integração econômica como sendo um processo e uma situação. O processo de integração econômica facilita a comunicação entre os mercados ao passo de cooperação entre ambos. Têm-se diferentes níveis de integração econômicas sendo elas: Zona livre de comércio - É a primeira fase da integração. Segundo ele, é na zona de comércio livre que as barreiras ao comércio de produtos, são abolidas. União Aduaneira: É considerada a segunda fase do processo. Estabelece uma relação entre os comércios de países não membros de um mesmo bloco econômico para a superação de barreiras econômicas.

Mercado comum: É a livre circulação de mercadorias, pessoas, serviços e capitais entre países não membros estabelecidos para reforçar o comércio. São abolidas não só as restrições comerciais como também as restrições de movimentos de fatores produtivos. União econômica monetária: É uma unificação da moeda e da linguagem econômica. Uma proposta feita pela SEC pede que de maneira unânime as empresas estrangeiras apresentem seus dados de acordo com os padrões internacionais conhecidos pela sigla em inglês IFRS e definidos pelo Conselho Internacional de Normas Contábeis o NIC sem ter de ajustar os números ao padrão contábil norte americano, o GAAP, A proposta direciona os EUA para um padrão contábil que é aceito mundialmente, levando a um entendimento das questões financeiras de forma global. Brasil e Estados Unidos tem uma extensa relação comercial, sendo o mercado americano o principal comprador do Brasil. Para estabelecer uma conexão entre estes mercados, foi promovida uma reunião entre o Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC) e o Department of Commerce (DOC), na qual retomaram, no dia 13 de janeiro de 2014, os trabalhos da agenda de colaboradores para 2014 voltadas ao comércio, serviços e logística entre Brasil e Estados Unidos. Na pauta, estavam temas que discorriam desde o interesse do setor privado brasileiro e americano, voltados ao fortalecimento do comércio exterior de serviços até a competitividade e ampliação do investimento mútuo de empresas dos dois países. Só em 2006 americanos compraram 24,67 bilhões quase 18% das vendas brasileiras. Em contrapartida, o Brasil importou em 2006 14,85 bilhões de dólares dos EUA.

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Isso deveria servir como um alerta para o país que, se não se mexer para fechar um acordo semelhante, ficará isolado no cenário comercial mundial.” Concluiu Michael Emerson.

Brasil: riscos e problemas de uma Integração Econômica

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Brasil é um país integrado à economia mundial capitalista e com conexões culturais com diversos países do mundo e possui uma economia aberta ao mercado internacional, ou seja, nosso país vende e compra produtos de diversos tipos para diversas nações. Há uma grande vantagem fazer parte da globalização econômica, mas há também desvantagens. Uma grande desvantagem é que o Brasil é diretamente afetado quando ocorre uma crise mundial, pois tem sua economia muito ligada ao mundo financeiro internacional. É muito comum, em momentos de crise econômica mundial, os investidores estrangeiros retirarem dinheiro do Brasil, provocando queda nos valores das ações e diminuição de capitais para investimentos. Um dos motivos do Brasil e os países do MERCOSUL, não fazerem parte da integração monetária europeia, é

pelo fato de ter abertura total dos mercados, e os países que se encontram em desenvolvimento são resistentes a tal situação. Este medo vem justamente de fraquezas econômicas e pouco desenvolvimento em áreas industriais. Uma abertura geral poderia provocar a ruína de parques industriais nestes países. O Brasil tem defendido a ideia de uma abertura gradual e de negociações feitas em blocos. Desta forma, ganharia mais força para negociar com os Estados Unidos. Alguns analistas acham um acordo comercial entre o MERCOSUL e a União Europeia (UE) é mais urgente do que nunca para o Brasil, que corre o risco de ficar isolado no cenário mundial se o bloco europeu fechar o tratado de livre comércio que está negociando com os Estados Unidos. “O Brasil será a única grande economia do mundo sem um acordo de livre comércio com alguma outra grande economia”, observou Michael Emerson, economista do Centro para Estudos de Política Europeia (CEPS).

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Contabilidade internacional: padronização contábil

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contabilidade é uma ciência social que é influenciada pelo meio que está incluída, e como cada país tem sua própria política e econômica, a contabilidade torna-se diferente entre os países. Porém, a contabilidade internacional surge para padronizar as regras contábeis, para que haja uma facilidade na troca de informações entre os mercados internacionais. O IASB (International Accounting Standards Board) afirma estar “comprometido em reduzir tais diferenças buscando harmonizar as regulamentações, normas contábeis e procedimentos relacionados com a preparação e apresentação de demonstrações contábeis”. A não utilização das normas internacionais de contabilidade se torna um problema para os investidores, que necessitam compreender as práticas contábeis de cada país e convertê-las para um mesmo padrão, e isto aumenta seus custos. O Brasil adotou as normas internacionais contábeis (IFRS), e seu principal objetivo era estabelecer um contato mais amplo com as empresas que tinham investimentos no país que necessitavam de informações fiscais e contábeis. Por meio de ordem do Bacen (BANCO CENTRAL) as empresas de capital aberto deveriam se adequar às nor-

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mas internacionais (IFRS) a partir de 31 de dezembro de 2010, em seus demonstrativos contábeis. “O Brasil passou a adotar as Normas Internacionais de Contabilidade, mais comumente conhecidas como International Financial Reporting Standards (IFRS), a partir de 2008, com a promulgação da Lei 11.638, de 28 de dezembro de 2007. A principal inovação trazida por esse processo de convergência às normas internacionais é que a prática contábil brasileira passa a estar muito mais baseada na interpretação dos pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) do que na mera aplicação de regras nacionais, como no passado recente”. Essa nova lei introduziu importantes conceitos do direito societário, tendo sido adaptados conceitos legais bastante utilizados em economias mais desenvolvidas, alinhando, também, a normatização brasileira às legislações dos Estados Unidos e de países da Europa. Foram trazidas inovações tanto para as demonstrações contábeis quanto para as práticas contábeis, visto que essas normas são baseadas muito mais em princípios do que em regras (SAIKI e ANTUNES, 2010).


Abrindo uma empresa nos EUA

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abertura de um negócio nos Estados Unidos é muito diferente comparado com o Brasil. O processo de abertura de empresa nos Estados Unidos pode ser bem simples para os cidadãos americanos e para os portadores de Green Card (Carta de Residência Permanente nos Estados Unidos). Caso contrário, o processo é mais complicado, mas possível. Nos Estados Unidos, os estados podem ser considerados como países: cada estado tem suas próprias leis que, em muitos casos, podem ser completamente diferente do estado vizinho. A lei empresarial em maior parte está controlada pelas leis do estado. Porém, recomenda-se procurar um advogado que conheça bem as várias diferenças entre as leis.

Fonte : Google Imagens, acesso em 22/03/2014

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Existem tipos de empresas que podem ser abertas no país, cada tipo é melhor para um propósito específico ou situação. Os tipos são: Corporação - estrutura mais comum em grandes empresas, é separada e distinta de seus proprietários. Como uma entidade separada, as Corporações têm várias características distintas, tais como responsabilidade limitada e fácil transferência de partes da empresa. Os impostos são remetidos pela empresa e são separados dos donos. Sub-Corporação - Se assemelha a empresa de corporação, por possuir a facilidade de transferência e os benefícios do limite de responsabilidade. Corporação Profissional - Modelo específico para profissionais como advogados, médicos, arquitetos e contadores. Sociedade - Entidade de negócios com pessoas que compartilham os riscos e benefícios dos negócios. A sociedade pode incluir sócios que têm responsabilidade pelas dívidas e ações da parceria, mas também pode incluir sócios que são apenas investidores. Sociedade Geral - É uma sociedade entre duas ou mais pessoas em um negócio criado com o objetivo de gerar lucros. Todos os sócios participam nas operações diárias, tendo responsabilidades pelas dívidas da empresa. Sociedade Limitada - Sociedade distinta de seus sócios, que podem ser de dois tipos: gerais e limitados. Os Sócios Gerais possuem responsabilidades pelas operações do dia-a-dia da empresa e assumem as dívidas e ações dos parceiros. Os Sócios Limitados investem no negócio, mas não participam das operações diárias e suas responsabilidades se limitam ao montante investido, isentando-se de responsabilidades pelas dívidas ou ações da empresa. A estrutura desta sociedade é ideal para investidores, já que permite que os mesmos participem da empresa sem assumir riscos e responsabilidades pessoais.

Companhia de Responsabilidade Limitada - Opera como uma sociedade, mas possuindo membros ao invés de sócios e um acordo operacional em vez de um acordo de sociedade. Este tipo de estrutura empresarial é bastante popular entre as pequenas empresas, pois além de ser criada com poucos gastos, ela preserva os bens materiais e financeiros do(s) membro(s).

Sociedade de Responsabilidade Limitada - Funciona como uma sociedade em que todos os sócios estão protegidos da responsabilidade pelos atos de outros parceiros ou empregados. É comum entre profissionais como advogados e contadores, pois em alguns estados eles não podem criar uma Corporação para limitar suas responsabilidades.

Sociedade Unipessoal - É um negócio dirigido por uma única pessoa, sendo o negócio considerado parte do indivíduo – e não uma entidade separada. É uma entidade fácil e barata para ser criada, tornando-se o tipo mais comum para os pequenos negócios. O dono da empresa possui toda a responsabilidade pelo negócio.

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Ou seja, mesmo que ilegal, um imigrante pode criar uma empresa. Porém sem uma situação legal nos EUA, um estrangeiro não pode receber pela empresa, o que contradiz com a ideia de criação de um negócio próprio.

No estado de Nevada, empresas desses tipos podem ser criadas por qualquer estrangeiro, independente do seu estado como imigrante. Ou seja, mesmo que ilegal, um imigrante pode criar uma empresa. Porém sem uma situação legal nos EUA, consequentemente sem autorização para trabalhar, um estrangeiro não pode receber pela empresa, o que contradiz com a ideia de criação de um negócio próprio. Portanto qualquer pessoa maior de idade pode criar uma empresa americana, porém somente os cidadãos americanos ou residentes com o Green Card podem receber dinheiro vindo desta empresa. Uma opção para os estrangeiros receberem pela empresa criada é através do Green Card, porém o porte da empresa ou o tamanho do investimento devem se encaixar nas especificações:

1. Empresa de porte médio ou grande – é necessário o investimento mínimo de US$1,000,000.00 em uma empresa comercial que empregue pelo menos 10 trabalhadores americanos ou, caso a empresa seja aberta em uma área rural ou com um grande índice de desemprego, o investimento mínimo é reduzido para US$500,000.00. Os estrangeiros que abrirem empresas com estas especificações podem conseguir o Green Card e tornarem-se residentes legais, sendo aptos a receber pela empresa criada. 2. Filial de uma empresa brasileira – é necessário comprovar a existência da empresa matriz no Brasil e a realização de negócios nos EUA, justificando a criação de uma filial. Esta opção possui restrições, como a autorização de permanência máxima de 03 (três) meses por ano.

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Finanças corporativas dos EUA

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om o passar dos anos podemos perceber que os Estados Unidos são uma grande nação de forte base econômica, porém isso não impede essa potência mundial de sofrer com as crises econômicas, que infelizmente afetam a maioria de suas organizações de grandes, médios e pequeno porte. Segundo pesquisas realizadas pela BAIN E COMPANY em 2009, só em cinco décadas os Estados Unidos já havia passados por 8 crises econômicas,sendo as últimas destas crises evidentemente construídas através de vários anos e por diversos fatores sendo um deles e a quebra do banco Lehman Brothers devido aos baixos índices de juros de acordo com os dados fornecidos pelo FRB (Federal Reserve Board), desde de 2008 “as taxas de juros de curto prazo são essencialmente em zero e portanto incapaz de cair muito mais”, os altos índices de consumo e endividamentos dos americanos é devido às concessões de créditos facilitados, que consequentemente afetam seu desdobramentos tanto no Brasil quanto no mundo. As crises financeiras dos países não só trazem malefícios como também benefícios, porém só trará bons resultados às organizações que estiverem com seus recursos financeiros em alta. Pois eles são um grande combustível para manter-se durante a crise.

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A crise imobiliária do país é dada por motivos bem definidos como a queda do valor do imóvel e a alta de seus juros gerando grandes ondas do subprime com relação aos vários produtos por conta da facilitação de credito dentro do país. Para diminuir os danos causados a Reserva Federal tomou medidas tentando melhorar sua economia, realizando compras de títulos e notas emitidas de certas empresas patrocinadas pelo governo para mantê-las. Só em 2012, o Comitê de Mercado Aberto Federal (FOMC) iniciou um programa de compra de aproximadamente U$40 bilhões de títulos por mês com o objetivo também de tentar diminuir as taxa de juros de longo prazo. Em dezembro de 2013 a comissão decidiu devido à máxima de emprego diminuir modestamente o ritmo de suas compras, na reunião feita em março de 2014 foi decidido que a redução continua, porém a mesma pretende auxiliar na recuperação financeira através de uma revisão nas taxas de juros de longo prazo como as taxas de hipotecas facilitando as condições de sua população para convívio e gastos de suas empresas e dos investimentos nacionais.


IFAC

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IFAC é uma organização global para a profissão contábil dedicada a servir o interesse público por meio do fortalecimento da profissão e contribuindo para o desenvolvimento de fortes economias internacionais. Composto por 179 membros e associados em 130 países e jurisdições, o que representa aproximadamente 2,5 milhões de contabilistas na prática pública, educação, serviço do governo, indústria e comércio. O IFAC tem como plano identificar a direção estratégica da organização. Ele fornece a justificativa para as escolhas feitas na seleção de certas estratégias e serviços a serem entregues aos seus vários círculos eleitorais. A organização também oferece as estruturas e processos que suportam o desenvolvimento de normas internacionais de alta qualidade.

O IFAC tem como plano identificar a direção estratégica da organização.

Também há o IFAC Normas, que apoia as áreas de auditoria, garantia e controle de qualidade, contabilidade do setor público, educação contábil e ética, são uma parte importante da infraestrutura financeira mundial para a estabilidade econômica ao redor do mundo. Além disso, por meio de seus órgãos, ele oferece ferramentas e orientações para facilitar à implementação de normas e apoiar profissionais contabilistas nos negócios e em pequenas e médias práticas, ajudando também no desenvolvimento contabilista nos países emergentes economicamente, promovendo seus valores de integridade, transparência e competência.

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Como funcionará o NIC no mercado americano

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ara adotar o NIC nos EUA a SEC (Comissão de Valores Mobiliária), americana definiu que as empresas divulgam seus balanços nos Estados Unidos. Uma medida estratégica que tem a finalidade de atrair mais empresas para a bolsa americana. A SEC votou de maneira unânime para propor que empresas estrangeiras apresentem seus balancetes (SIC, balanços) na linguagem americana, e dentro dos padrões internacionais de contabilidade. Atualmente, a maioria das empresas estrangeiras apresenta seus balanços de acordo com os padrões internacionais conhecidos pela sigla em inglês IFRS e definidos pelo Conselho Internacional de Normas Contábeis, o NIC, sem ter de ajustar os números ao padrão contábil norte americano, o GAAP, e destacar as diferenças, como se exige hoje em dia.

A proposta direciona os EUA para um padrão contábil que e aceito mundialmente, que se for aprovado terá todas as empresas falando a mesma língua financeira. Para falarem a “mesma língua” contábil a SEC vai emitir um regulamento preliminar que seria o primeiro passo para permitir que as empresas norte americanas apresentem seus balanços de acordo com o IFRS.

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A decisão que a SEC toma para adaptar-se a um mercado acionário cada vez mais globalizado e para responder a temores de que o mercado norte americano está perdendo a competitividade em relação às bolsas de Londres e Hong Kong. A decisão também traz preocupações, reconhecidas pela SEC, qual seria a melhor maneira de garantir que os investidores norte americanos recebam informações precisas e consistentes. A Comissão de Valores Mobiliária (SEC) implantaram regras que tornam mais fácil empresas estrangeiras pararem de divulgar balanços nos EUA se elas não estiverem mais listadas em bolsas do país. A SEC também estuda meios de reconhecer as regras de outros países, para que dessa forma falem a mesma língua, facilitando a negociação de ações estrangeiras nos Estados Unidos ao mesmo tempo protegendo os investidores norte americanos. Os benefícios dessa adaptação às Normas Internacionais de Contabilidade e a convergência desse padrão contábil irá fazer com que os investidores tenham a oportunidade de investir mais amplamente, dessa forma quanto mais rápido for adotado um único padrão mais fácil e rápido serão as relações contábeis dos países.


EUA x Brasil: uma visão geral da imigração e do turismo

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s movimentos migratórios e imigratórios são desencadeados por diversos fatores, entre eles causas naturais, religiosas e principalmente políticas (econômicas e sociais). Mesmo com o mundo cada vez mais globalizado, as legislações de cada país referente às imigrações têm se tornado cada vez mais rígida, segundo dados da Advocacia Dias Marques, para que sejam protegidos os cidadãos das nações que têm primariamente o direito ao emprego. Ainda assim, os Estados Unidos é um dos países que mais atraem imigrantes, devido à grande oferta de trabalho que é “recusado” por grande parte de sua população. O histórico de atração de americanos para o Brasil tem início no final do século XIX, quando uma grande massa de americanos deixaram sua terra natal fugindo da Guerra Civil que assolava os Estados Unidos na época. Chegando ao Brasil, se instalaram em algumas cidades, principalmente a cidade de Americana, em São Paulo, que recebeu este nome devido à grande quantidade de americanos residindo na vila. De um modo geral, as imigrações de americanos para o Brasil foram pequenas, porém deixaram grandes contribuições, no que diz respeito a religião (o protestantismo foi fortemente difundido), educação (construção de escolas, como o Colégio Mackenzie, em São Paulo), entre outras áreas. Atualmente, o Brasil tem sido alvo de novas imigrações. De acordo com informações da BBC Brasil, o país tem sido “invadido” por imigrantes de diversos países do mundo (além dos comuns Estados Unidos e países da Europa, que buscam fugir da crise econômica mundial). Em contrapartida, os Estados Unidos têm sido o principal alvo brasileiro na busca de um lugar para morar no exterior. Segundo dados do G1, o fluxo de turistas e imigrantes para os Estados Unidos aumentou em 15% em 2013 quando comparado com o ano anterior. O Brasil também entra no ranking dos que mais gastam dentro do país.

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Imigração entre Estados Unidos e Brasil

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e acordo com Goza e Luse (1992) os movimentos imigratórios no Brasil se deram a partir de 1980. Durante os anos de 1940 e 1980 o Brasil teve um crescimento econômico surpreendente, gerando em torno de 7% ao ano, isso proporcionou que os brasileiros visitassem os Estados Unidos como turistas, conhecendo assim um país muito desenvolvido economicamente, com costumes voltados ao consumismo e uma economia forte e estável. A partir dos anos 80 o Brasil entrou em uma crise e a classe média brasileira começou a perder poder econômico e sentindo que os líderes brasileiros estavam desnorteados e sem planos macroeconômicos para buscar a melhora, começou a buscar soluções domésticas para ter aquela situação. Essa foi a principal influência para os imigrantes brasileiros se aventurarem em uma longa viagem internacional. Já segundo Salles (1999) os pioneiros neste tipo de emigração foram os mineiros, principalmente da cidade de Governador Valadares que começaram este processo em meados dos anos 60, aumentando o fluxo nos anos 80 e inicio dos anos 90. O Brasil durante esse período sofria com vários problemas econômicos tais como queda de poder de compra das famílias, planos econômicos como o Cruzado que não foi suficiente além das decepções com o Governo isso já no final da década de 80, Teresa Salles em suas pesquisas para escrever um livro sobre esses movimentos, entrevistou muitos brasileiros residentes nos Estados Unidos e questionados sobre os motivos para deixar o Brasil todos sempre responderam que a crise e o plano Cruzado foram seus principais motivos. Mas com o passar dos anos esses números foram aumentando e o governo foi criando políticas anti-imigração onde dificultavam a retirada de vistos alegando que imigrantes causavam desemprego e dificuldades econômicas à população nativa tornado os movimentos imigratórios ilegais.

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Una- Brasil x EUA  

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