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NA MOCHILA

dicas

MEXA-SE | MÃES QUE BATEM UM BOLÃO | GRAVIDEZ AOS 40

para sua criança se dar bem nas provas

Mães que

batem um bolão E elas são craques no campo, em casa e no trabalho

ANO 4 – 2012 – Nº 22

Xô, sedentarismo! seus Guia especial traz opções para el filhos terem uma rotina saudáv


Editorial

Futebol é coisa de MÃE!

Equipe que produziu a capa desta edição: o fotógrafo Bruno Santos, Lucy De Miguel, o paizão Fernando Leite e Carina Alves. E esse modelo lindo, o Nicolás!

Você vai perceber nesta edição que fizemos algumas mudanças. E uma delas é um novo espaço chamado “Educar pelo exemplo”. Queremos, a cada edição, abordar um tema que mostre como o exemplo da mãe ou do pai é importante para a construção da personalidade e do desenvolvimento cognitivo de uma criança. E o primeiro tema desta séria são as Mães que Batem um Bolão. Aliás, um time do qual eu faço parte. Fiz questão de convidar essas mulheres e amigas para inaugurarem este espaço que consideramos mais que especial. Todas elas, além de craques, são mães dedicadas, tias corujas (sim, temos “jogadoras” que ainda não são mães), mulheres de negócios – mas que possuem algo em comum: sabem dar valor às amizades. Então, além do exemplo que dão às crianças do incentivo à

prática esportiva, também mostram aos filhos como o esporte traz grandes amigos. Aliás, a edição está toda “geração saúde”. Outro destaque fica por conta do Guia Mexa-se, no qual destacamos uma série de opções na cidade de Sorocaba para tirar as crianças do sedentarismo e proporcionar uma vida mais saudável. E há tantos outros temas interessantes trabalhados nesta revista, que prefiro não estragar a surpresa. Espero que você curta cada página, cada informação – e anime-se a bater uma bolinha com as amigas também! Quem sabe podemos marcar um “contra”? Lucy De Miguel Editora lucy@editoravetor.com.br

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Curtinhas

Cosméticos em bebês: modo de usar Não tem coisa melhor que cheirinho de bebê, não é mesmo? Mas é preciso cuidado na hora de usar cosméticos nos pequeninos, já que eles têm a pele bastante sensível. Usar produtos de adultos, então, nem pensar. Para não errar na hora de deixar o bebê cheirosinho, o dermatologista Fernando Passos de Freitas dá as dicas! Sabonete: escolha um neutro, de pH 5,5 e sem cheiro forte, pois o bebê tem o sistema de defesa imaturo, o que aumenta o risco de irritações e alergias. O ideal é dar banho uma vez por dia. “Se estiver muito calor, podem ser dois, sendo que o segundo dispensa sabonete”, ensina Fernando. 8 | Na Mochila

Xampu: também deve ser neutro e com o mínimo de perfume e corante. O cabelo do bebê não precisa de produtos para finalidades específicas, como para fios lisos ou cacheados. Hidratante: o uso não é indicado antes dos seis meses. Só deve ser utilizado para peles ressecadas, devido a problemas como a dermatite atópica (e sempre com a orientação médica) ou por condições ambientais como inverno e baixa umidade do ar. Perfume: é contraindicado, pois pode causar irritação e alergia. Talco: polvilhar a criança após as trocas de fralda é hábito comum, mas o produto

não é recomendado, pois o pó pode ser aspirado pelo bebê e causar problemas respiratórios e alérgicos. Óleo: assim como o hidratante, só deve ser usado caso o bebê tenha pele ressecada e deve-se optar por apenas um dos produtos. O óleo pode ajudar na limpeza do umbigo e deve ser passado alguns minutos antes do banho. Protetor solar: recomendado somente após os seis meses de idade e específicos para bebês, com fator de proteção solar (FPS) igual ou maior que 30. Ainda assim, o produto também pode causar irritação na pele, por isso, o ideal é consultar o médico. www.namochila.com 


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Curtinhas

Crianças preferem usar o Google a perguntar aos pais Quando surge alguma dúvida, é o Google quem as crianças de seis a 15 anos vão procurar, em vez de pedir ajuda a alguma pessoa, como os pais ou professores. Foi o que mostrou uma pesquisa do Birmingham Science City, no Reino Unido. Quase metade dos entrevistados afirmou usar o Google pelo

menos cinco vezes ao dia. A ferramenta também substitui enciclopédias e dicionários tradicionais: 45% disseram nunca ter usado uma enciclopédia e 19%, um dicionário. Para o diretor do Birmingham Science City, Pam Waddel, o resultado não é negativo, uma vez que mostra como a tecnologia é

comum para as crianças de hoje, que se sentem confortáveis em usá-la. No entanto, ainda vale o alerta: o ideal é que os pais estejam sempre conversando com as crianças, investigando suas dúvidas e passando-lhes confiança nas respostas, já que nem tudo o que existe na internet está correto.

Pesquisa revela o que dá alegria às crianças Para descobrir o que faz uma criança feliz, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) encomendou uma pesquisa à Datafolha, que entrevistou 1.525 meninos e meninas entre 4 e 10 anos. Para os pequenos, as maiores fontes de alegria são o próprio aniversário, a prática de esportes, as brincadeiras com os amigos e as férias escolares. A companhia dos pais, dos avós ou a família reunida à mesa também é motivo de felicidade para 90%

dos entrevistados, mostrando a importância da convivência com as pessoas amadas. Televisão, computador e videogame não entraram como principais atividades que proporcionam alegria. O estudo mostra que não adianta compensar a ausência dos pais com um brinquedo novo ou liberdade para jogar videogame o quanto quiser – o que vale, mesmo, é o amor recebido enquanto estão juntos.


Curtinhas

Otites podem prejudicar a audição

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Estima-se que 20% das crianças de até quatro anos tenham pelo menos uma otite por ano. O termo designa as infecções que podem se desenvolver nos ouvidos externo e médio. “A otite externa é associada à proliferação de bactérias. O desenvolvimento destes micro-organismos é causado pela entrada de água no canal auditivo durante banhos na piscina ou mar e também pela inserção de objetos nos ouvidos”, explica a médica Rita de Cássia Cassou Guimarães, especialista em otorrinolaringologia e otoneurologia. Já a otite média costuma ocorrer durante ou após gripes, alergias e infecções na garganta, causando acúmulo de secreção no ouvido e sensação dolorosa. Se não tratadas, as otites podem levar à diminuição ou perda da audição. Portanto, é preciso procurar um médico diante de qualquer sinal de dor, coceira, febre ou alteração na audição.

Crianças e adolescentes estão lendo menos É o que indica a 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro. Em 2007, 36% dos entrevistados indicaram a leitura (de livros, jornais, revistas, artigos na internet) como uma atividade para se fazer no tempo livre. Em 2011, o número caiu para 28%. A pesquisa teve âmbito

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nacional e foram realizadas mais de cinco mil entrevistas. No estudo de 2011, a média de livros lidos por crianças de cinco a 10 anos foi de 5,4 e, em 2007, 6,9. Entre os adolescentes de 14 a 17 anos, a média também caiu de 6,6 para 5,9 livros. Para as crianças, a maior motivação para a leitura é a

exigência da escola, seguida por prazer, gosto ou necessidade espontânea; e professores e pais são os que serviram de exemplo para a leitura. Um bom modo de incentivar o hábito é ler histórias para os pequenos, respeitar os gostos literários, presenteá-los com livros e dar o exemplo, tendo sempre um livro à mão.

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Curtinhas

Uso de antissépticos reduz defesa de crianças alérgicas A exposição a substâncias encontradas em sabonetes e cremes antissépticos interfere no desenvolvimento do sistema imunológico, tornando as crianças mais suscetíveis a desenvolver alergias, segundo estudo realizado pelo Instituto Johns Hopkins Children’s Center, nos Estados Unidos. Os pesquisadores examinaram a relação entre os níveis urinários antibacterianos de uma criança e a

quantidade de anticorpos IgE (Imunoglobulina E), que aparecem em níveis elevados em pessoas alérgicas. Uma das substâncias usadas em sabonetes e cremes dentais é o triclosan, e crianças que apresentaram taxas elevadas de triclosan mostraram riscos dobrados de ter alergias a alimentos. Assim, o ideal é sempre manter a higiene adequada, mas sem abusar de produtos antissépticos.

Distúrbios do sono podem aparecer na infância

Canstock Photo

É durante o sono que o organismo produz o GH, o chamado hormônio do crescimento. Por isso, para que as crianças se desenvolvam saudáveis, noites bem dormidas são fundamentais. No entanto, distúrbios como a apneia obstrutiva do sono podem surgir desde cedo. “A apneia é caracterizada por breves interrupções da respiração durante o sono, que comprometem a oxigenação do cérebro, impedem a progressão do sono para as fases mais profundas e aumentam o risco de doenças cardiovasculares, fadiga crônica e obesidade”, explica o ortodontista Juares Köhler. Um dos sintomas do distúrbio é o ronco, que também pode afetar o processo de desenvolvimento craniofacial por causa da respiração incorreta. Os pais devem verificar o sono das crianças durante a noite e ficar atentos ao comportamento delas durante o dia (os distúrbios geralmente causam sonolência diurna, cansaço e irritabilidade). Caso algum sinal de noites maldormidas apareça, é preciso procurar um médico. O tratamento da apneia pode ser feito com otorrinopediatras, ortodontistas e fonoaudiólogos.

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Educar pelo exemplo

Essas mães batem um bolão! E o melhor de tudo é que transmitem aos filhos a paixão pelo esporte texto Lucy De Miguel

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fotos Lucy De Miguel

“Acredito que at ravés do esporte as crianças consegue m assimilar conqui st as e competitividad e para a vida, ger ando reflexos visíveis nos estudos e na vida pessoal. Além do futebol, pratico corrida há alguns an os, e agora com ecei a participar de pr ovas de rua. É um a sensação inexpl icável. A Julia m orre de orgulho e vibr a com cada corr ida, principalmente com as medalha s qu e ‘ganhamos’, pois ela faz coleção. C om partilhar isso co m a minha filha é um momento único, pr incipalmente quan do ela quer treinar comigo.” Camila Siqueira e Júlia, 4 anos

ilustrações SXC

á três anos, duas professoras de Educação Física resolveram formar um time de futebol só de mulheres para jogar aos sábados à tarde. Convidaram algumas amigas e hoje muitas outras se juntaram ao grupo – empresárias, médicas, dentistas, advogadas, professoras... e a maioria delas, mães. A torcida: os filhos, é claro! O importante é que todas possuem muita garra e disposição para o jogo, além de senso de humor. E ainda dão o exemplo aos filhos de como o esporte traz benefícios para a saúde e para as amizades. Conheça um pouco sobre essas craques de Sorocaba.

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aprender valores, prin“Nossos filhos precisam peitar as diferenças, lutar cípios e ética. Precisam res e quirir hábitos saudáveis contra o preconceito, ad pre sem a s. Na minha vid construir amizades sólida de casa, com meus pais. foi assim, o exemplo vem ntas para o sucesso na Como não há fórmulas pro assim como na formação educação, na felicidade, o acreditar que um bom de bons cidadãos, prefir e valor. Não sou perfeita, modelo pode ser de grand esporte, encontro alemas dou o meu melhor. No contribuo com um bom gria, desafio, superação e os que me acompanham exemplo para os meus filh como torcedores fiéis.” ís, 6 e Pedro, 4 anos Juliana Pagliato, com Ta “Desde criança, meus pais me in centivaram à pr esportiva. E meu ática s preferidos sem pre foram os espo coletivos, que en rtes volviam compe tições. Fiz nata judô, basquete çã o, e futebol. O espo rte foi essencial meu desenvolvi para mento como se r humano. Apr a aceitar as vitó endi rias e derrotas . Aprendi que limitações e qu temos e não podemos ser bons em tudo principal ensina .Eo mento é que po de mos evoluir com treinamentos. L os evo isso para a vida, sei que se posso melhorar. mpre Procuro ensinar isso para minha para não desist filha, ir de uma jogada quando ela perd bola, para correr ea atrás. Sempre te ntar, nunca desi Fernanda Corrê stir.” a Fumagalli e Beatriz, 6 anos

“Adoro jogar futebol! Melhor dizer, brincar de futebol. Nós nos reunimos para um super encontro descontraído e nosso filhos fazem parte disso. A alegria é total quando uma de nós marca um gol ou até mesmo o defende. E as crianças encabeçam um coro que serve para todas as jogadoras: ‘Vai, mãe!’. Acredito que por meio do futebol as crianças são incentivadas ao convívio social e à prática do trabalho em equipe. O Eduardo iniciou a natação com um ano e agora fará as aulas de Taekwondo. Ele adora!” Debora Sardelli e Eduardo, 3 anos


Educar pelo exemplo

ança e sempre fui “Curto esporte desde cri pais. Isso passou de incentivada pelos meus A Rafaela é louca por mãe para filha também. no mínimo três vezes dança. Vou para academia des de sábado e nosso por semana. Adoro as tar a. Nos divertimos ‘futebol’ com a mulherad s bastante atrás da muito, e também corremo ças devem ser incenbola. Acredito que as crian desde pequenos. O tivadas a praticar esportes m nada!” sedentarismo não está co la, 16 anos fae Patrícia Fernandes e Ra “Pratico esportes desde que me co nheço por gente. Os que m ais gosto são têni s e futebol. Meus filhos sem pre me viam joga r tênis e pediam pra aprend er. Esperei a idad e permitida, e hoje eles faze m aula de tênis e natação. O Tommy fala que, quando crescer, quer ser jogador de tênis pr ofissional! Pratic ar esporte é muito importante para as crianças de hoje, que ficam atrás de co mputador e vide ogame, ao invés de sair e te r contato com ou tras crianças, ocupando a cabe ça com coisas pr odutivas. O esporte promove um crescimento sa ud ável. Amo meus filhos, por isso quero o melho r para eles!” Estela Festa, com  Tommy, 8 e Ral f 5 anos

“Além da paixão pelo Palmeiras (rs) sempre passei para a Duda o gosto pelo esporte, pois ela me acompanha pelas quadras desde bebezinha. Fazer esporte é algo democrático, não tem rico ou pobre, pois todos se entendem e se ajudam. Sou professora de educação física, e a Duda vivencia essa paixão junto comigo, além de participar de todos os esportes na escola. Mas o seu grande talento é pra dança e eu dou a maior força, pois vejo a sua dedicação e disciplina.” Glaucia Fernandes e Eduarda, 14 anos 18 | Na Mochila


orte vem desde minha “Minha história com o esp ebol, handebol, fiz natainfância. Já joguei vôlei, fut a ornamentais, com direito ção e até pratiquei saltos ma for de o! Mas sempre campeonato brasileiro e tud uei sabendo deste grupo recreativa e amadora. Fiq da para participar. Não de mulheres e fui convida s treinos, por conta dos consigo ser tão assídua no , como médica, mãe, amiga inúmeros compromissos e eu posso. Adoro!” filha... Mas vou sempre qu gêmeas, Gabi e Fefe, 5 anos.  Cibeli Strutz Barroso e as

“Gosto muito de praticar esportes , mas com o futebo eu tinha uma ress l alva. É que em to das as minhas fé meu pai queria vo ri as, ltar um dia antes para não faltar ao de domingo com jogo os amigos. Isso m e deixava louca. não via sentido em Eu deixar um passei o para ficar corren atrás de uma bola do . Anos mais tarde, esse grupo de am me chamou para ig as jogar futebol. Ace itei participar pe companhias, mas las para minha surp resa achei espeta Lembrei-me do cular. meu pai na mesm a hora e pensei: explicado! Meus está filhos ficam supe r orgulhosos por a mãe sair de ca ve re m sa vestindo meião e chuteira. De ce forma, eles passar rta am a se interessar mais pelo esport também ficaram ee amigos dos filho s das minhas am A amizade é um igas. dos grandes bene fícios do esporte. levar pra minha Vou vida.” Juliana Nastri, co m Tiago, 6 e Gus tavo, 4 anos

Palavra de especialista “A prática de esportes e exercícios físicos é recomendada para o desenvolvimento do corpo e da mente, e o incentivo deve começar desde a infância. As crianças estão aptas para o esporte logo nos primeiros meses de vida. Incentivar a criança ao esporte trará muitos benefícios para a sua vida. Além dos aspectos fisiológicos e motores, o esporte tem a competência de ensinar a se relacionar com companheiros e adversários, desenvolver valores de cooperação e respeito às diferenças, aprender a conviver com conquistas e frustrações, conhecendo seus limites e suas potencialidades.” Paula Lopes, personal trainner e “artilheira” Na Mochila | 19


Comportamento

famílias

A sociedade já aceita melhor as diversas faces do conceito familiar. Mas, e as crianças, como lidam com essas estruturas modernas? texto Rose araujo

“Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar...”, já cantava o poeta Renato Russo em meados de 1990. Há 20 anos, a letra da música “Pais & Filhos” fez ressoar os ressentimentos de muitos jovens e adolescentes que sofriam por carregar o fardo de fazer parte de famílias desconstituídas. Naquela época, ninguém conhecia o termo “bullying”, mas o seu conceito era aplicado na prática a quem não vivia dentro do modelo tradicional de família, formado por pai, mãe e filhos. O tempo passou e só fez aumentar a 20 | Na Mochila

© Can Stock Photo Inc. / ilona75

Novas

gama de protótipos familiares. Antes, o que a sociedade enxergava (mas não queria enxergar), eram mães solteiras ou divorciadas criando seus pequenos sozinhas. Os pais eram um acessório à parte. Claro que estamos generalizando, mas isso serve para ilustrar bem as diferenças entre o que se via e o que se vê. “Eventualmente, o que é diferente hoje são os pais serem casados, com famílias do modelo padrão”, afirma a psicóloga Thelma M.M. Santos, especialista em terapia familiar e de casal. As famílias foram se modificando e novos www.namochila.com 


laços se formando. Juliana* (nome fictício), por exemplo, tem 15 anos e desde os 11 vive com o pai, a madrasta e a nova irmãzinha de 3 anos. A mãe mudou de cidade, casou novamente e hoje tem outra filha com o atual marido. Juliana não a vê há três anos e substituiu sua figura pela da madrasta, a quem chama de mãe. “Eu não sinto falta dela. Nossa relação era muito difícil por causa das brigas entre ela e meu pai. Ele ficou com a minha guarda e achei melhor assim”. Juliana diz que nunca sentiu preconceito por não viver com a mãe. Antes do pai se casar novamente, a família era somente ele e ela. “A gente sempre se deu bem e ele cuidava direitinho de mim. Nunca escondi isso de ninguém, nem na escola, nem em lugar nenhum. As pessoas só estranhavam por eu não ter ficado com minha mãe, mas não tiravam sarro de mim”.

Abaixo o preconceito! As crianças se adaptam muito mais rápido ao meio em que vivem do que os adultos. Isso é fato! Por isso, na atual conjuntura, para elas é muito mais fácil entender a nova constituição familiar. “Esta nova geração está acostumada a viver em famílias diferenciadas nas quais ser pai solteiro, mãe solteira, separados, recasados não lhes causa constrangimento ou diferenciação”, salienta Thelma. Mas é bom deixar claro: mesmo não sofrendo bullying pela condição familiar, a criança ainda sofre muito quando não tem uma das figuras presentes. “Estas crianças já não se sentem constrangidas, pois na maioria dos grupos que elas se relacionam as famílias são diferenciadas como as delas, porém é sempre importante lembrar que elas buscam substituições para as figuras significativas quando não as tem. Vale ressaltar que as

ausências do pai e da mãe deixam marcas emocionais irreparáveis, independentemente de estarem casados ou não, pois é possível se separar de seu marido/esposa sem se distanciar dos filhos”, avalia a psicóloga.

A dor é inevitável O processo de separação dos pais, embora já não seja mais um bicho-de-sete-cabeças, ainda traz muita insegurança e dor para os pequenos. Mas o sofrimento pode ser amenizado pela forma com a qual os pais lidam com o processo. “É importantíssimo preparar os filhos para isso. Imprescindível não colocá-los no meio do relacionamento do casal ou ex-casal. Infelizmente, muitos pais acabam usando os pequenos para afetar o parceiro e isso gera uma insegurança muito grande que pode afetar a criança não só no momento, mas em seus relacionamentos futuros”, ressalta Thelma.

Papel dos pais na separação

• Quando se tem filhos, a atitude de uma separação deve ser muito bem pensada e os cuidados para lidar com este contexto devem ser dobrados. • Filhos precisam de segurança para lidar com uma escolha que não é deles. • É primordial que não coloque os pequenos em uma situação constrangedora, tendo que ouvir pai falando mal de mãe ou vice-versa. • Filhos não são confidentes dos pais. Portanto, nada de descarregar as mágoas do ex neles. Evite também mandar recados. • Mantenha o diálogo em função da educação e suporte emocional das crianças.


Comportamento

Quebra-cabeça Quando a criança foi gerada em uma situação independente, seja por opção (inseminação artificial) ou por abandono do parceiro, o vazio que fica geralmente é preenchido por quem está mais próximo, seja avô/avó, padrinho/madrinha... Mas a tendência sempre será buscar a figura faltante. “Existe a necessidade de construir o quebra-cabeça de sua vida, aí mora a importância de dizer a verdade, respeitando a idade do filho em questão, não excedendo nos detalhes quando muito pequenos. Na medida em que vão crescendo, eles precisam ser informados daquilo que lhes cabe saber.” Pais do mesmo sexo Uma das situações relativamente nova e que ainda causa certo “desconforto” na sociedade é a formação de famílias cujos pais são homossexuais. Casais gays têm optado cada vez mais por formar família e isso ainda é uma incógnita para muitas pessoas. Os filhos dessas novas relações podem ainda ser alvo de curiosidade e comentários no meio em que vivem. “Por não ser muito comum, gera curiosidade e atenção, possivelmente no futuro esse contexto se acomode”, afirma a psicóloga.

Alienação parental Sabe quando o pai ou a mãe coloca a criança contra o outro genitor? Isso tem nome. Chama-se alienação parental e é tão grave como qualquer forma de tortura. Esse abuso emocional pode causar sérios distúrbios nos pequenos, como depressão, transtornos de identidade, comportamento hostil e dupla personalidade. Por isso, desde 2010, essa prática foi normatizada e se transformou na lei 12.318/10, que prevê punições a quem exercê-la. No texto da lei, “considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”. O objetivo é reafirmar o princípio da proteção integral à criança. Ela estabelece mecanismos para punir quem dificulta o acesso físico ou emocional ao filho, prevendo sanções que vão desde a advertência até a revisão da guarda.

Nossas Fontes Thelma M. M. Santos, Coordenadora Clínica de Psicologia da Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru, Mestre em Avaliação Psicológica, Especialista em Psicologia Familiar e de Casal 22 | Na Mochila

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Comportamento

“Mãe,

tô semsono!”

A insônia também acontece na infância e as causas vão de doenças até o descuido dos pais com a rotina. Saiba como melhorar o sono das crianças

E

stima-se que um terço da população mundial sofra de insônia, que se caracteriza pela dificuldade de iniciar ou manter o sono. E esse problema não é exclusivo dos adultos: segundo dados da Associação Mundial de Medicina do Sono, 25% das crianças dormem menos do que deveria. Isso pode prejudicar o desenvolvimento, 24 | Na Mochila

já que 90% do hormônio do crescimento nessa fase é liberado durante o sono. “Cada um de nós, incluindo nossos filhos, tem sua necessidade própria de sono. A orientação é que crianças de 1 a 6 anos durmam de 10 a 12 horas por noite e, após essa idade, de 8 a 10 horas, mas isso não é uma regra”, ensina o pediatra Yechiel www.namochila.com 

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texto Marisa Sei


Moises Chencinski. Mais importante é que os pais percebam que a criança está conseguindo manter uma noite tranquila e acordando disposta.

Não quer dormir por quê? As causas da insônia na infância são diversas. “Problemas emocionais, atividades extracurriculares, cobranças, ambiente familiar conturbado e doenças (desde as mais complexas como o refluxo gastroesofágico até as mais simples, como um nariz entupido) podem ser fatores que influenciam no sono”, lista o pediatra. Portanto, os pais devem ficar atentos caso a criança apresente irritabilidade excessiva, choro sem causa aparente, mudança de comportamento e piora no desempenho escolar. O ideal é procurar ajuda médica para verificar a causa da insônia e tratá-la. No entanto, noites maldormidas também podem ser resultado de maus hábitos, como dormir com a televisão ligada. Assim,

descartadas as patologias que atrapalham o sono infantil, a causa pode ser a falta de cuidados dos pais. “Muito depende da rotina e dos rituais estabelecidos pelos pais para que a criança adquira o bom hábito do sono regular. É preciso colocá-la na cama na hora certa”, diz Chencinski. Ou seja, é importante que os pequenos caiam no sono sempre no mesmo horário, especialmente se têm compromissos logo de manhã, como ir à escola. Durante o dia, rever os hábitos também pode melhorar o descanso noturno. Segundo estudo realizado pela Academia Americana de Pediatria, crianças que assistem a conteúdos violentos na televisão, internet ou videogame durante o dia estão mais propensas a ter problemas de sono, como pesadelos, acordar durante a noite e sonolência diurna. É dever dos adultos, portanto, controlar o tempo de uso desses aparelhos pela criançada e estimular atividades relaxantes antes de dormir.

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Para dormir bem Controle a ingestão de líquidos antes de os pequenos se deitarem. Alimentos ricos em cafeína, como chocolate, chá preto e chá-mate, café e refrigerantes devem ser evitados à noite, pois são estimulantes. Ao invés de cansar as crianças com atividades que exigem energia, incentive-as a fazer algo relaxante antes de dormir, como ler ou ouvir uma música suave. Chá de camomila ou um copo de leite morno pode ajudar os pequenos a dormirem melhor. O leite contém triptofano, aminoácido que participa da produção de serotonina que, por sua vez, regula o sono e dá sensação de bem-estar. Desligue a televisão e o computador pelo menos uma hora antes da criançada se deitar. A luz desses equipamentos impede que o cérebro entenda que já é hora de descansar.

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Comportamento

Barrando as consequências “A criança que não dorme direito pode ter alterações de humor e de apetite, desatenção nas atividades escolares e cotidianas e problemas no crescimento. Os sintomas devem ser informados ao pediatra, que dará os encaminhamentos necessários para resolver esse quadro”, indica o médico. Assim, se a falta de sono for frequente, consultar um pediatra é essencial para detectar problemas de saúde ou emocionais. O tratamento começa sempre com a revisão dos hábitos da criança e dos adultos que convivem com ela. “Uma pesquisa realizada na Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostra que a disponibilidade emocional das mães na hora de colocar seus filhos para dormir foi importante fator para que eles adormecessem mais facilmente e não acordassem à noite. Podemos entender como disponibilidade emocional o fato de os pais prestarem atenção e atenderem suas crianças de forma tranquila, promovendo atividades calmas e que envolvam algum contato com elas antes de dormir”, comenta Chencinski. Isso quer dizer que, ordenar sem paciência para as crianças irem para a cama pode não trazer bons resultados. O melhor é ensiná-las desde cedo o horário correto para dormir, além de fazê-las descansar em seu próprio quarto, sozinhas. Para ajudar os pequenos a relaxarem, o pediatra pode recomendar medicamentos homeopáticos ou fitoterápicos. “É comum a indicação dessas medicações para o tratamento de distúrbios do sono, estresse e ansiedade em crianças, pois são de fácil acesso e não apresentam contraindicações e nem efeitos colaterais”, afirma o pediatra. 26 | Na Mochila

Curiosidades Ao adormecer, os sentidos se perdem na seguinte ordem: visão, paladar, olfato, audição e tato. E, ao despertar, o tato é o primeiro a voltar. Por isso, encostar nas crianças pode acordá-las. A maior parte da liberação do GH, o hormônio do crescimento, ocorre na fase do sono profundo. O GH evita o acúmulo de gordura, melhora o desempenho físico e mantém o tônus muscular. Crianças que não dormem pelo menos 10 horas aos 3 anos de idade têm mais chances de serem obesas aos 7 anos. Isso porque a leptina, hormônio que dá sensação de saciedade, também é liberada durante o sono.

Nossas fontes Yechiel Moises Chencinski é pediatra e homeopata www.namochila.com 


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Informe Publicitário

Tem novidades na

Spaço Alfa:

foto dos acrobatas: Hung Chung Chih / Shutterstock.com

agora com aulas de música e atividades circenses

O

mês de agosto vem repleto de novidades na Escola de Dança Spaço Alfa. Já estão abertas as novas turmas para aulas de Música (violão e canto) e para o curso de Técnicas Circenses. “A ideia é, com o tempo, transformar a escola em um Centro Cultural reunindo em um mesmo espaço todas as atividades relacionadas à arte”, afirma Paula Tomazella, diretora administrativa.


Em um espaço circense (uma tenda na própria escola), o aluno vai ampliar seu conhecimento a respeito do circo, além de aprender técnicas de acrobacias, equilíbrio de objetos, malabares com bolas e dramatização, além das aulas de coreografia com tecido, que trabalham a flexibilidade, o equilíbrio e proporcionam um condicionamento físico completo. As aulas, que acontecem aos sábados, seguem um padrão de segurança individual e coletiva, e têm como objetivo desenvolver a capacidade de comunicação corporal, além de explorar as características expressivas e criativas das práticas circenses. A escola também está preparando um novo espaço físico (sede própria em construção), que vai oferecer mais espaço para todas as modalidades de dança, música, teatro, circo – com ambientes equipados com o que há de mais moderno em infraestrutura para as aulas.

Equipe premiada Seriedade e compromisso são primordiais na Spaço Alfa. Por isso, a equipe de professores é formada por profissionais gabaritados – e de grande talento. No ballet, por exemplo, a professora Ismênia Rogich, registrada pelo Ballet Stagium, acaba de completar 50 anos na arte da dança clássica. O destaque também fica por conta da professora Carla Cesnik, bailarina e docente na Escola Cisne Negro, de São Paulo, que é responsável pela certificação das alunas da Spaço Alfa na metodologia da Royal Academy of Dance, de Londres. E todo esse empenho já começa a render frutos desta escola que acaba de completar um ano. A equipe de Street Dance infantil faturou o primeiro lugar na seletiva do Passo de Arte, realizado em junho deste ano, em Indaiatuba. A turma do Sapateado Americano juvenil também foi contemplada com o segundo lugar. E na competição internacional, o destaque veio para o Sapateado Americano juvenil

Paula Tomazella e Cláudia Guerreiro, proprietárias da Spaço Alfa

(1º lugar) e para o Street Dance infantil (2º lugar), na competição de julho.

Bolsas de estudo As novidades para este ano não param por aí. Neste segundo semestre a escola de dança está preparando uma seletiva que vai dar bolsas de estudo aos bailarinos que desejam integrar o Grupo de Dança Spaço Alfa. Podem concorrer crianças a partir de 9 anos, jovens e adultos, que serão treinados todos os dias da semana para participarem de competições. Quem pensa que é fácil, está enganado. Além dos professores da própria escola, as aulas serão dadas por docentes renomados, que vão formar um Grupo à altura das competições internacionais. Prepare-se!

Rua Caracas, 492 | Campolim | Sorocaba – SP Fone: 15 3346-1266 | www.spacoalfa.com.br


Guia Mexa-se!

Xô, sedentarismo! Nada de passar horas diante do computador, da TV ou do videogame. Criança tem mesmo é que se exercitar e começar, desde cedo, a cultivar hábitos de vida saudáveis. A revista NA MOCHILA preparou esse guia especial para que vocês, pais, conheçam o que a cidade oferece de melhor em termos de esportes e artes. Tem pra todos os gostos (e bolsos!).

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voleibol

natação

Instituto da Infância

Às quartas e sextas-feiras, das 8h30 às 18h30. Informações e Matrículas: Amegym - Rua Almirante Barroso, 169, Centro. Aulas: Ginásio dos Comerciários – Rua Trinidad, 302, Jd. América. Fones: 15 3327-2845 / 15 3011-5159 sorocaba@escoladevoleibernardinho.com.br

De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 20h30. Aos sábados, das 9h às 12h Av. Barão de Tatuí,1250 - Jd. Paulistano – Sorocaba Fone: (15) 3233-5354 piscinainfancia@yahoo.com.br

fotos Lucy De Miguel

Turmas

Treinar numa escola de vôlei desenvolvida pelo técnico da Seleção Brasileira já é realidade em Sorocaba. Os professores e ex-atletas profissionais Rogério de Paula e Crisálida Gonçalves trouxeram a Escola de Vôlei Bernardinho no início do ano. O objetivo é ensinar voleibol para crianças e jovens, com uma metodologia diferenciada e inovadora. As turmas de minivôlei são divididas em faixas etárias dos 7 aos 10 anos e dos 11 aos 13 anos, que aprendem a jogar em quadras menores, com redes adequadas às alturas das crianças e com bolas mais leves e macias, possibilitando maior participação, envolvimento e condição de sucesso. Tudo para que os alunos aprendam de forma divertida, mas com qualidade. Para os jovens entre 14 e 16 anos há a categoria 4 x 4 que é uma transição do minivôlei para o voleibol, praticado com bola oficial, altura de rede e medida de quadra próximas da categoria profissional. As aulas acontecem no ginásio do Clube dos Comerciários e duram uma hora. Além do voleibol, são agregados valores essenciais na formação e na educação da criança e do jovem, tais como disciplina, cooperação, responsabilidade e superação.

Turmas

Escola de Vôlei Bernardinho

Muito mais do que uma atividade física completa, a natação para crianças é hoje primordial para sobrevivência. Dados estatísticos mostram que o afogamento é a segunda causa de morte acidental entre crianças de 1 a 14 anos no Brasil. Por isso é importante aprender o quanto antes para ter habilidade para a autodefesa. No Instituto da Infância há turmas para bebês a partir de 4 meses até 7 anos de idade. A água é salinizada (método a base de sal grosso), e é a única piscina na cidade que não contém produtos químicos, como cloro ou ozônio. Desta forma, a água não irrita a pele ou os olhos da criança, e é ideal para portadores de rinite ou outros problemas respiratórios. Além disso, a temperatura da água fica em torno de 30 e 33 graus – é mais quentinha que em outras piscinas para adultos. O local oferece estrutura para bebês, com trocadores e banheiras, além de uma higiene impecável. Os professores são formados e especializados em natação infantil. Quem estiver interessado pode agendar uma aula grátis.

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Guia Mexa-se! teatro

fotos Lucy De Miguel

Camarim Casa do Ator

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criança aprende a ganhar e perder, trabalha o coletivo e se desenvolve como cidadã”.

Escola e Teatro O Teatro de Bolso é uma moda no mundo inteiro. Esse tipo de apresentação intimista acontece no Camarim Casa do Ator. São peças encenadas por companhias da cidade ou de alunos da própria escola, tendo a plateia em interação durante todo o espetáculo. “As peças despertam nas pessoas as emoções mais verdadeiras, pois há um contato próximo com os atores.”Cada peça fica em cartaz durante um mês. As apresentações acontecem aos sábados e domingos, às 20 horas, mas os lugares são limitados. Os ingressos custam R$ 5,00 e os interessados devem fazer sua reserva antecipadamente.

contato

Ter contato com o palco, se apresentar em público, viver vários personagens e estar envolvido com arte e cultura também é coisa pra criança. A Escola de Teatro Camarim Casa do Ator, tradicional no ensino de artes cênicas para adolescentes até a melhor idade, agora está com turmas abertas para o público infantil. Os grupos são formadas por crianças a partir de 6 anos. As aulas duram duas horas, uma vez por semana, num teatro de última geração com espaço cênico, cortinas, som, iluminação e plateia. O espaço é dirigido pelo experiente arte/educador, ator e diretor de teatro Hamilton Sbrana e pela atriz, professora de teatro e apresentadora de TV Lucila Ressa. Hamilton explica que fazer aula de teatro não significa, necessariamente, estudar para ser um grande ator: “Toda pessoa deveria fazer aula de artes cênicas, pois isso vai ser importante para a vida. Dominar algumas técnicas teatrais pode ajudar, por exemplo, em uma entrevista para emprego, em uma apresentação no trabalho, torna a pessoa mais crítica, mais sensível e com mais facilidade para enfrentar a realidade que a envolve.” Lucila Ressa explica que a metodologia inclui jogos, brincadeiras e exercícios teatrais próprios para esta faixa etária: “As crianças aprendem a se desinibir, a trabalhar em grupo, além de resgatar as brincadeiras tradicionais. A arte é mágica e aqui não existe bullying. Através dos jogos teatrais a

Rua Vicente Decária, 373 Jd. Rosálea Alcolea - Sorocaba Fones: 15 2104-5489 ou 2104-1243 Turmas para crianças: 5ª. feira à tarde ou 6ª. feira pela manhã.


pilates

fotos Lucy De Miguel

Estúdio Convida

enjoe das aulas. “Utilizamos técnicas de recreação aliadas a uma linguagem lúdica que se adapta a todas as idades, deixando as aulas bem divertidas e não cansativas”, afirma o professor. O Pilates não é apenas uma técnica de ginástica, mas possui fundamentos muitos interessantes e que são transmitidos para as crianças durante as aulas. Alguns dos princípios básicos do Pilates exploram a concentração, relaxamento, vigor, respiração, fluidez nos movimentos, centração, alinhamento e Power House (casa de força). Os benefícios são muitos e variam desde os mais básicos como o auxílio na correção postural até o aumento da flexibilidade corporal, que faz com que a criança tenha mais ânimo e vontade de praticar atividades que exijam mais movimento, como correr e pular, por exemplo, evitando assim o sedentarismo. “O ser humano nasceu para se exercitar, não para ficar parado”, afirma Tio Gê. Turmas

O mestre em educação Geronimo Miguel Cardia, conhecido como “tio Gê”, é o proprietário do Estúdio Convida, que é dedicado à saúde da criança e do adulto por completo. Além da experiência com crianças na área pedagógica, o tio Gê também possui cursos de aperfeiçoamento na área de recreação, ginástica escolar e pedagogia do movimento (Unicamp). O espaço surgiu da necessidade de disponibilizar, em um único local, várias técnicas que auxiliem as pessoas nas áreas mais importantes: física, emocional e alimentação saudável. A estrutura é bem agradável, com vestiários amplos e aconchegantes, salas desenvolvidas especialmente para atender turmas de crianças e adultos, desde o pilates solo até com aparelhos, espaço “alimentação saudável” e suporte na área emocional com psicóloga, em um lugar bem planejado que inspira tranquilidade, segurança e bem-estar. A criança tem um limite e um tempo diferente dos adultos, o que necessita de mais paciência, vontade e técnicas para que ela não se canse e

De 2ª. a 6ª., das 8h às 12h | 13h às 21h Sábados, das 8h às 12h Rua Aimorés, 11 - Vl. Santana – Sorocaba Fones: 3346-4742 / 3318-2800 www.estudioconvida.com.br Na Mochila | 33


Guia Mexa-se! Karatê e Escola de Dança

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Ballet: 3 a 4 anos (sábados às 10h); de 5 a 7 anos (3ª e 5ª, às 18h); 8 a 10 anos e acima de 10 anos (2ª e 4ª, às 18h) Sapateado: 5 a 7 anos (3ª e 5ª, às 18h45); 8 a 10 anos e acima de 10 anos (2ª e 4ª, às 19h); Street Dance: 5 a 7 anos e de 8 a 10 anos (6ª, às 18h); acima de 10 anos (6ª, às 19h) Dança Irlandesa: 8 a 10 anos (3ª, às 10h); acima de 10 anos (2ª, às 15h) De 3 a 8 anos – 3ª e 5ª feira, às 18h Acima de 8 anos e adultos – 3ª e 5ª feira, às 19h15; Sábado às 10h15 Local: Rua Amazonas, 39 | Centro | Sorocaba Fone: (15) 3221-6888 www.athenasacademia.com.br

fotos Divulgação

Horários Dança

Respeito ao ser humano Esta é a filosofia adotada pelo Karatê na Athenas Academia, uma arte que não utiliza armas,

e sim técnicas e agilidade do corpo aliadas à concentração. As aulas são ministradas pelo Shihan Ronan Ramos (4º Dan) e pela Sensei Hellen Almeida (2º Dan). Para as crianças, este aprendizado colabora na construção de valores sociais, como generosidade, respeito e afeto, além do desenvolvimento físico e motor. A filosofia do estilo Kyokushin se resume em quatro pontos: ser rigoroso consigo mesmo, ser compreensivo com seus semelhantes, venerar seus pais e ser fiel à pátria.

Horários karatê

Athenas Academia

Um espaço completo, que oferece várias modalidades de dança e mantém a tradição do Karatê Kyokushin Mas Oyama. Assim é a Athenas Academia, voltada para crianças, jovens e adultos. Neste ano, a novidade é que a academia se filiou a Royal Academy of Dance de Londres, uma das maiores instituições de exames de ballet clássico do mundo, tendo como responsável a professora Fernanda Chelles. “O Ballet Clássico é uma arte estimulante e inspirada, e para que mantenha sua força é necessário haver professores com qualificações reconhecidas internacionalmente, compartilhando seu conhecimento e seu amor pela dança às futuras gerações”, explica a professora e diretora Yara Ramos. A academia também oferece cursos de sapateado americano, dança irlandesa, jazz e street dance. Os professores são capacitados em cursos de formação específicos para docentes, o que os qualifica para a inclusão no Registro de Professores da Academia.


artes marciais

artes marciais

Taekwondo Mestre Pedro

Turmas

Segunda a Sexta: 18h às 19h30 Av. Dr. Américo Figueiredo, 3.894 Júlio de Mesquita - Sorocaba (15) 3222-2141/ 3388-5561

fotos Divulgação

Turmas

Judô Bandeirantes

Uma arte que exige respeito, obediência, perseverança e, principalmente, coloca limites nas atitudes positivas e negativas do ser humano. Estes são alguns dos benefícios das aulas de Judô ministradas na Associação Desportiva Bandeirantes Sorocaba, sob a orientação de Antonio Rizzardo Rodrigues – o Professor Toninho. Formado em Educação Física, faixa preta Kodansha 7º grau e arbitro da Federação Internacional de Judô, Toninho atua na academia juntamente com seu filho Bruno, também professor de educação física e faixa preta de 2º grau. Esta arte marcial pode ser praticada por crianças a partir dos 6 anos, pois ensina desde os movimentos básicos até a história do Judô, bem como as técnicas e os princípios em que ele se baseia. Além de melhorar o condicionamento físico, também é voltada para o aprimoramento geral em termos educacionais, preparando a criança para enfrentar os desafios do dia a dia e buscando sua afirmação dentro do grupo e da sociedade. O judô desempenha papel importante no aumento da capacidade de armazenamento de informações, respostas rápidas, agilidade e destreza, e principalmente no aumento da concentração e equilíbrio mental.

Uma atividade completa, que desenvolve na criança a disciplina, a coordenação física, a flexibilidade, o equilíbrio e a capacidade mental. Assim é o Taekwondo, arte marcial coreana que é ensinada na academia do Mestre Pedro Luiz Lopes (6º Dan), onde treinam os atletas que representam Sorocaba nos jogos regionais e abertos do interior. Mestre Pedro já formou 176 faixas pretas nesta arte (entre crianças, jovens e adultos). Nesta academia, a arte passa de pai para filho, pois as aulas contam com o auxílio dos filhos Rafael, 3ºDan, e Lucas, 2º Dan, que ministram o curso em diversas turmas. “Qualquer criança, a partir dos 4 anos, já pode frequentar as aulas, pois trabalhamos com exercícios básicos de pernas e braços, que vão desenvolver a capacidade atlética, a defesa pessoal e a autoestima”, diz Pedro. Uma vantagem do Taekwondo é que a criança aprende a ter respeito por si e pelos outros, melhorando até mesmo o seu desempenho escolar e a sociabilização. Esse esporte olímpico vem ganhando mais notoriedade, principalmente por não ser violento. E a arte é indicada por psicólogos e pediatras no tratamento de crianças hiperativas.

Artes marciais Horário família: (4ª e 6ª – 9h30), crianças (2ª a 5ª - 18h30). Adultos (3ª e 5ª - 19h30), (sábados – manhã). Hapkido para adultos (2ª e 4ª 19h30 e aos sábados pela manhã) Local: Rua Martins de Oliveira, 314- Árvore Grande - Sorocaba Fone: 15 3017-2462 Na Mochila | 35


Gestação

Mamãe após os 40

A chamada gravidez tardia ainda causa muitas dúvidas entre as mulheres. Será que os 40 anos de agora são os novos 30 também para a gestação? Descubra! 36 | Na Mochila

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texto Marisa Sei

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A

cada seis gestantes atendidas no Hospital das Clínicas de São Paulo, uma tem mais de 35 anos. As mulheres estão engravidando mais tarde: antes, elas querem investir na carreira, em estudos, ter uma boa poupança. Com tanto planejamento, o bebê acaba vindo só por volta dos 40 anos, o que pode beneficiar o convívio familiar. No entanto, os médicos consideram a gestação após os 35 anos como de maior risco para a mãe. Para saber mais sobre as vantagens e desvantagens, convidamos os ginecologistas Alfonso Massaguer e Alberto D’Áuria para responder algumas perguntas.

Quais riscos a gravidez após os 40 anos apresenta para a saúde da mamãe? Nessa idade, é mais fácil aparecer todas as complicações gestacionais, como diabetes e doença hipertensiva da gravidez. “Muitas dessas mulheres já terão hipotireoidismo, o que merece mais atenção. Além disso, partos prematuros acontecerão com mais frequência, pois o útero não é mais jovem”, informa Alberto. E para o bebê, quais os perigos? Os folículos ovarianos, precursores dos óvulos, têm a idade da mãe. Ou seja, quanto mais idade a gestante tiver, mais velho é o óvulo. “Esse envelhecimento é o principal fator de risco para alterações cromossômicas no bebê, como a Síndrome de Down”, revela Alfonso. A chance de uma mulher ter um filho com Síndrome de Down é de uma em 50. A gestação aos 40 pode ser saudável? “Sim, desde que o pré-natal seja rigoroso, com uma equipe multidisciplinar incluindo nutricionista, obstetra e psicólogo, o que

ajuda muito na redução de complicações”, responde Alfonso. O ideal é que as mulheres que estejam pensando em engravidar procurem um médico com pelo menos três meses de antecedência, para iniciar os cuidados antes mesmo do bebê começar a se formar. Nesse período, o médico pode recomendar suplementos de ácido fólico, uma vitamina do complexo B indispensável para a formação do sistema nervoso do feto.

O pré-natal é diferente daquele realizado em mulheres mais jovens? Sim. Os cuidados devem ser intensificados, com consultas médicas constantes. “O pré-natal deve ter muita atenção com peso, dieta, pressão arterial, redução das jornadas de trabalho e maiores cuidados com a pele, que tem menos colágeno. Recomendo o aumento do uso de filtro solar, pois a gestação pode elevar as chances de manchas hiperpigmentadas”, indica Alberto. A gravidez tardia pode apresentar vantagens?

“Estabilidade financeira, maturidade que pode ajudar na educação e, talvez, no aproveitamento de cada momento da infância, o que tende a ocorrer com menos intensidade quando a mãe é mais jovem”, lista Alberto. Com a carreira já encaminhada, a mãe pode se dedicar mais à criação do filho.


Gestação

De que forma a reprodução assistida pode ajudar as mamães? “A reprodução assistida possibilita a seleção de embriões cromossomicamente bem formados”, diz Alberto. Consiste em um conjunto de métodos para viabilizar a gestação em casais com dificuldades de engravidar, geralmente por infertilidade de um deles. Mulheres jovens que já têm planos para a gestação tardia podem optar pelo congelamento de óvulos – nessa técnica, o ovário é estimulado por meio de medicamentos contendo hormônios a produzir uma quantidade maior de óvulos, que são aspirados e congelados. Assim, uma mulher de 40 anos que teve o óvulo congelado aos 30 pode ter uma gravidez com um óvulo mais jovem, que apresenta menos riscos de malformações no feto.

Alberto. Da mesma forma que os óvulos, o sêmen também pode ser congelado.

Gestantes com 40 anos ou mais podem ter parto normal? Não existem contraindicações para o parto normal, mas o número de cesáreas costuma ser maior nessa idade, já que a mãe fica mais ansiosa. Quais cuidados uma mulher jovem deve tomar caso pretenda ter filhos só mais tarde? Os mesmos indicados para ter qualquer pessoa ter uma vida saudável: alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos, dormir bem, não fumar e controlar a ingestão de bebidas alcoólicas. Nossas fontes Alberto D’Áuria é ginecologista da Cryopraxis – Banco de Sangue de Cordão Umbilical Alfonso Massaguer é ginecologista e obstetra, membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)

A idade do pai também interfere na gestação? Sim. “Hoje, sabe-se que os espermatozoides também vão se deteriorando com o avanço da idade, aumentando ainda mais as chances do casal ter problemas. Pela lógica, se mulheres de 40 anos tiverem maridos de 25, os riscos podem ser reduzidos”, explica

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As chances de engravidar nessa idade são menores? Sim. A fertilidade feminina começa a cair já a partir dos 35 anos, pois a mulher nasce com um número limitado de óvulos e nessa idade a quantidade já está bastante reduzida, o que diminui também as chances de engravidar naturalmente.


Blogueiras

Gaturro

Este gatinho é muito famoso na Argentina e promete conquistar também os brasileiros. No site, as crianças poderão se cadastrar gratuitamente e se divertir com os jogos, além de fazer muitos amigos através do avatar dos simpáticos personagens: Gaturro e Aghata. O mais legal é que além de jogos educativos direcionados à criançada, o site ainda é monitorado 7 dias por semana, 24 horas por dia, para garantir a segurança dos pequenos. www.mundogaturrorecreio.com.br

Criança Hiperativa

Muitos são os mitos e verdades sobre o TDAH. Pensando nisso, desde que descobriu que seu filho tinha um déficit de atenção, o papai Alexandre Farias sentiu a necessidade de compartilhar suas dúvidas, descobertas e experiências que só crescem a cada dia. O blog conta com depoimentos de pais e crianças e com a opinião de especialistas, todos focados em um mesmo objetivo: garantir a criança com TDAH uma rotina normal e menos desconfortável possível. www.criancahiperativa.blogspot.com

A música e a criança

Já é cientificamente comprovado que a música oferece inúmeros benefícios para a criança, porém, poucas pessoas utilizam desse recurso no dia a dia. A Alícia, que é formada em pedagogia e leciona piano erudito, começou pesquisar e estudar musicalização infantil, é não é que ela se apaixonou! Através do blog ela dá dicas de livros, vídeos e sites, materiais explicativos, informações e tudo de mais útil e necessário para ser usado em benefício dos pequenos. www.artesemelodias.blogspot.com

Participe da seção Blogueiras! Se você tem um blog ou site voltado para pais e/ou filhos e quer compartilhar com outras pessoas, envie um email para redacao@namochila.com Na Mochila | 39


Saúde

Fissura

Labiopalatal Saiba o que é e entenda como tratamento precoce e amor podem garantir uma vida feliz texto Amanda Sampaio

O

s olhinhos buscam tudo o que acontece ao redor; os pés ensaiam um vaivém sem destino exato. Maria Luíza esboça um jeito tímido, mas não esconde por muito tempo o que ela quer de verdade: brincar. Comum para alguém com quatro anos de idade. João não desgruda da frente da televisão e espera a vez de jogar no videogame. Além do comportamento típico de criança, eles dividem outra semelhança. Nasceram com fissura labiopalatal. A cada 650 bebês brasileiros, um é portador de algum tipo de fenda no lábio ou palato (céu da boca). Essa é a estimativa do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, o Centrinho da Universidade de São Paulo, localizado em Bauru e referência internacional no assunto. Por lá, passam diariamente milhares de pessoas em busca de tratamento clínico e, especialmente, cirúrgico. E o que é melhor: sem custo algum. Ao longo da vida, os pacientes, que saem de diversos lugares 40 | Na Mochila

do País, repetem muitas vezes o trajeto até Bauru. A história de Maria Luiza, de Sorocaba, também faz esse caminho. Ela nasceu com fenda labiopalatina bilateral. “Minha filha já foi submetida a três cirurgias até agora e há mais uma plástica programada para daqui a um ano”, conta a mãe da menina, Maria José. Os cuidados para integrar o indivíduo à sociedade, no entanto, não se restringem à cirurgia. Por isso, Maria Luiza frequenta consultas com a fonoaudióloga, fundamentais para o processo da fala. “Há uma

a, 3 anos João Batist www.namochila.com 


forte tendência para a hipernasalidade da voz e para a troca de fonemas. Isso deve ser amenizado ou corrigido ao longo do tratamento”, explica Maria Carolina Bottesi, fonoaudióloga. A luta pela reabilitação requer empenho, dedicação e especialmente muito amor dos pais. Aos poucos a vida vai seguindo um curso bem natural. Hoje, o dia-a-dia de Maria Luiza se compara ao de inúmeras meninas da mesma idade. “Para mim, não importa como ela nasceu, minha filha é perfeita. Levamos uma vida normal”, destaca a mãe.

Entenda o que é Também chamadas de lábio leporino ou fenda palatina, essas alterações congênitas ocorrem entre a quarta e a décima segunda semana de gestação e caracterizam-se pela abertura na região do lábio e/ou palato. A fissura pode atingir apenas um ou os dois lados do lábio superior; existem também as que se estendem até o palato.

Maria Luiza

, 4 anos

As causas da formação incompleta dessas estruturas não são rigorosamente precisas. Muito se fala sobre hereditariedade, uso de medicamentos, realização de exames como raio-x, alterações morfológicas maternas, diabetes, hipotireoidismo, infecções e até mesmo situações de estresse.

Tratamento O tratamento inclui um trabalho integrado de vários profissionais, como médicos, fonoaudiólogos, dentistas, nutricionistas e psicólogos. Costuma ser longo, mas garante a reabilitação do paciente e da família. Sem ele, podem surgir sequelas graves, como prejuízo na audição, déficit nutricional, problemas na fala, além de dificuldades na integração social. As cirurgias atuam como etapa fundamental. Geralmente, são necessárias várias delas. As operações corretivas começam bem cedo, por volta dos três meses de vida ou quando o bebê atinge o peso adequado e tem condições favoráveis de saúde para o procedimento. As cirurgias plásticas também se mostram indispensáveis, pois fortalecem a construção da autoestima e, consequentemente, a inclusão social. Alterações na forma e no tamanho dos dentes, além do crescimento desigual dos arcos dentários também podem ser observadas. “A maioria dos pacientes acaba por fazer correção com aparelhos ortodônticos, devido às condições em que nascem os dentes”, explica a dentista Ana Maria Bertin, que atende crianças e adolescentes com fissuras. A terapia psicológica também é imprescindível e deve ter início o quanto antes. Primeiro para os pais, que desempenham papel decisivo no sucesso do tratamento e,


Saúde

a, 3 anos João Batist

posteriormente, por volta dos três anos de idade, para as crianças. Essa é a opinião da psicóloga clínica Daiany Tanigushi.

Amamentação Além das dificuldades a que qualquer mãe pode estar sujeita (como o fato de cessar a produção de leite, por exemplo), há também um obstáculo físico para os bebês. Eles têm que encontrar uma forma própria para sugar o leite no seio da mãe. Existe o risco do escape do leite pelo nariz, devido à livre comunicação da boca com o canal nasal. Além disso, pode haver fadiga dos pequenos, que se esforçam em demasia para se alimentar. Mas, tudo pode ser vencido. “É possível amamentar. Há técnicas que ajudam nesse processo. Nosso papel é orientar e mostrar a importância dessa prática para o ganho de peso do paciente e para o vínculo entre mãe e filho”, afirma a nutricionista Mariana Thomazella. Apoio na região A sensação de não saber por onde começar aflige muitas famílias que convivem com 42 | Na Mochila

Maria Luiza, 4

anos

essa realidade. “Eu não tinha orientação nenhuma sobre o assunto. Assim que o João nasceu, a Maternidade me encaminhou para a Afissore, onde eu pude entender melhor o tratamento e tirar minhas dúvidas”, conta Cássia Oliveira, mãe de João Batista, de três anos. A Associação dos Fissurados Labiopalatais de Sorocaba e Região – Afissore – trabalha há mais de vinte anos para reintegrar à sociedade pessoas que nascem com anomalia craniofacial. Atua em parceria com o Centrinho de Bauru e oferece atendimento gratuito aos pacientes e aos familiares. Nossas Fontes Ana Maria Bertin, dentista especializada em atendimento a fissurados Maria Carolina Bottesi, fonoaudióloga com especialização em voz Daiany Taniguchi, psicóloga clínica Mariana F. L. Thomazella, nutricionista mestre em aleitamento materno em bebês com fissuras www.namochila.com 


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Alimentação

Vegetariano

desde pequeno Os benefícios desse tipo de dieta podem se estender até a vida adulta, mas é preciso ter cuidado com o equilíbrio de nutrientes texto Marisa Sei

N

o Brasil, são 17,5 milhões de vegetarianos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope). O número de pessoas aderindo a esse tipo de dieta vem crescendo e é normal que os adeptos queiram transmitir o hábito aos filhos. Mas será que ela é capaz de suprir as necessidades das crianças, que estão em fase de crescimento? Segundo a nutricionista Roseli Ueno, sim, e pode até trazer benefícios para a vida adulta, já que os pequenos acabam tendo uma alimentação mais variada e rica em vegetais. “Eles ingerem maior quantidade de fibras, que previnem problemas de colesterol, intestino preguiçoso, alguns tipos de câncer, diabetes e pressão alta ao longo dos anos, e também têm menor chance de se tornarem obesos”, explica.

Atenção ao cardápio Para a nutricionista Karina Barros, é mais fácil manter a criança saudável com uma dieta equilibrada, que inclua carnes, 44 | Na Mochila

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Proteína indispensável Dentro do vegetarianismo, ainda existem diferentes tipos de dieta. Os ovolactovegetarianos, por exemplo, não excluem laticínios nem ovos. “Estes conseguem ter um bom aporte de proteínas e de ferro”, afirma Roseli. Já os vegetarianos estritos não consomem nada de origem animal, incluindo produtos como gelatina e mel. “Quanto mais restritivo, menores as chances de conseguir obter todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento. Muitos precisam de suplementação e atenção do pediatra”, avisa a nutricionista. A ingestão adequada de proteínas é fundamental para que as crianças cresçam saudáveis. Os nutrientes participam da formação e manutenção de todos os tecidos do corpo e de hormônios. Para suprir essa necessidade, é preciso combinar diferentes fontes de proteína vegetal, presente em

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ovo e queijos. “No caso de uma dieta vegetariana, é necessário muito cuidado para garantir o aporte adequado de nutrientes, mas não é impossível”, ressalta. Para isso, basta caprichar no consumo de leguminosas, grãos, frutas, verduras e legumes variados. O ideal é levar a criança a um nutricionista, que será capaz de avaliar sua alimentação e até elaborar um cardápio individualizado. Incentive-a a explorar diferentes sabores e texturas, conhecer a imensa variedade de vegetais que existem e, sempre que possível, opte pela versão integral de arroz, pães e massas, mais rica em vitaminas, minerais e fibras.

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Alimentação

todos os alimentos, em maior ou menor quantidade, ou juntá-las com proteínas animais dos ovos, leites e derivados. A combinação brasileiríssima de arroz e feijão no mesmo prato, por exemplo, é capaz de oferecer importantes proteínas encontradas apenas em alimentos de origem animal.

indicada por um nutricionista.

Não é só soja Na tentativa de “substituir” a carne na alimentação, muitas pessoas incluem soja e derivados (proteína texturizada, leite, queijo) diariamente. Porém, é mais importante diversificar a oferta de vegetais e ter cuidado com os excessos. “A soja contém fitoestrogênios, uma forma de estrogênios vegetais que pode alterar a função de alguns hormônios no organismo. Muitos estudos vêm sendo desenvolvidos para descobrir o metabolismo e os efeitos dessas substâncias na infância. Até o momento, não existe nada conclusivo sobre efeitos maléficos, mas o excesso de alimentos à base de soja deve ser evitado”, alerta Karina.

O mito da anemia Crianças precisam de maior quantidade de ferro na alimentação, já que o mineral participa tanto da formação de hemoglobina (pigmento presente no sangue que carrega o oxigênio) quanto da mioglobina, proteína necessária para o desenvolvimento dos músculos. Contudo, os pequenos vegetarianos só correm o risco de sofrerem com a carência de ferro caso a dieta seja desequilibrada. Os vegetais variados oferecem o ferro necessário e a ingestão de vitamina C ajuda bastante na sua absorção. A anemia ferropriva é uma das mais comuns, mas o problema Onde encontrar? também pode ter outras causas, Proteínas: cereais integrais, leguminosas como a genética ou a falta de (feijão, ervilha, lentilha), grão-de-bico, vitamina B12. Portanto, caso oleaginosas, derivados da soja, verduras. surjam sintomas como cansaFerro: folhas verde-escuras (agrião, couve, ço, dores musculares, dificulrúcula, mostarda), gergelim, linhaça, feijões, dade de respirar e tontura, o oleaginosas, aveia, trigo integral, pêssego, uva. recomendado é levar a criança Vitamina B12: ovos, leite, iogurte e queijos ao médico para o diagnósti(para quem é ovolactovegetariano). co e tratamento corretos. A Vitamina C: acerola, mamão, laranja, kiwi, caju, vitamina B12 só é encontrada pimentão, rúcula, espinafre, cenoura. em alimentos de origem animal, portanto, geralmente é necessária a suplementação nos vegetarianos, especialmente nos estritos, que deve ser

Nossas fontes Karina Barros, nutricionista da Abiad (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres) Roseli Ueno, nutricionista especialista em adolescência pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) 46 | Na Mochila

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Comportamento

A cada dois meses, pelo m enos, ela surge no calendário escolar e toca o terror na cabeça das crianças e adolescentes. M as veja como ajudar seu filho a tirar isso de letra!

P

texto Rose Araujo

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Como ajudar os filhos nessa mi ssão? Para a psicopedagoga Ana Eli sabeth Santos de Oliveira Lim a, estudar para as provas “é chato me smo. A criança deve estudar duas horas diariamente em casa, no mí nimo. Este tempo dedicado vai dei xá-la envolta em seus afazeres com satisfação e alegria, se ela tiver ma terial e ambiente agradável.”

achov

ara disciplinar a rotina, muitas escolas estabelecem semanas especiais para as provas. É o mo mento que os estudantes precisam mo strar o quanto adquiriram de conhec imentos naquele bimestre. A tensão se instala e é nessas horas que muitos se dão conta que levaram as aulas “na flauta” e precisam correr atrás do pre juízo.

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que vai e uma rotina. É ele qu do ais m r se ve de tros setores da vida, O aprendizado diário cola e também em ou es na o nh pe m se de garantir o bom oria. ento e valoriza a sabed sgastante pois leva ao conhecim provas se tornou de de a an m se a e qu ta di nascem Ana Elisabeth acre cial. As crianças não so lor va um “É . im fez ass porque a sociedade a istificar isso”. a escola deveria desm e as ov pr de exteriorizar pensando em do que uma maneira o sã ais m da na as ov to de forma Para ela, as pr la. E isso deve ser fei au de a sal na do iri o conhecimento adqu centivá-lo a gostar natural, sem pressão. seu filho, o ideal é in em ha tin en m se sa es o pelo colégio, Para plantar ntemente do que é pedid de en ep ind s, ro liv ns bo iciar ambiende estudar. Ler ucação, além de prop ed e s efa tar ra pa s a à maior determinar horário ectual. Tudo isso lev tel in to en im olv nv se de tes favoráveis ao bom estudo. ao ça ian cr dedicação da s crianças: itar a aprendizagem da cil fa ra pa as dic as ess Veja Faça pesquisas buscando local m bo um a o olh esc a, cas Em diferentes referências, com ia ênc fer pre de os, es, de estud revistas, jornais, film ural, a ventilado, claro, com luz nat entre outros, para realizar s. çõe tra sem barulhos e dis atividade que foi proposta.

Elabore um plano de estudos semanal, organizando os conteúdos que serão estudados. Não deixe as lições de casa para o dia posterior, aproveitando que o conteúdo ainda está “fresco” na mente. udo Programe o horário de est e qu para os momentos em as crianças estiverem mais e atentas e dispostas. Evite qu s nto me mo sejam realizados em e podem de sono e cansaço, fatos qu . ho pen prejudicar o desem

Peça à criança para refazer os exercícios que errou ou apresentou dificuldades. Seu filho deve descobrir as rização melhores técnicas de memo r em para estudar (esquemas, fala em ar ud est voz alta, dramatizar, grupos, entre outros). É importante reconhecer as áreas que apresenta dificuldade, dedicando um tempo maior de estudo.

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Comportamento

Mostre para seu filho que ele é capaz de solucionar problemas, dando a ele a capacidade de buscar sua independência. Não pressione a criança nos estudos, pois fiscalização intensa não funciona. Ensin e-a a ter responsabilidade, pois ela não terá você pelo resto da vid a.

Papel dos pais

Peça à criança para preparar o material escolar antecipadamente, verificand o os livros e cadernos que irá uti lizar. Envolva-se na vida escolar do seu filho. Pergunte a ele o que aprendeu e como isso pode ser importante na vid a dele. Dê o exemplo. Leia livros, jornais, ouça música, veja filmes e espetáculos de qualidade. 50 | Na Mochila

Para Ana Elisabeth, os pais não devem ajudar os pequenos a estudar para as provas. “Devem forn ecer aos filhos material (enciclopédia s, livros, computador) e local agradá vel e permanente para estudarem . Podem, inclusive, promover encont ros de amigos para estudar junto, mas nunca professores particulares”, afir ma. Ela divide bem os papéis dos pais e das escolas. “Aos pais cabe a função de serem pais: conversar, jogar, passear com seus filhos. Devem estimu lar leituras diversas através de livros e assinaturas de revistas para a criança. Nunca ensinar. Esta função é da escola e dos professores. Muitas vez es as crianças brincam nas aulas e esperam que a mãe ou explicadora ens ine em casa. Isso é inversão de valore s.”

Nossas fontes Ana Elisabeth Santos Psicopedagoga e Diretora do de Oliveira Lima, Centro Lauro de Oliveira Lima, do Rio Integrado Site Brasil Escola (www.brasile de Janeiro scola.com) www.namochila.com 


Comportamento

Alguns conceitos das histórias infantis devem ser trabalhados corretamente com as crianças para não gerar dúvidas ou preconceitos. Porém, o incentivo à leitura é apenas um dos benefícios ganhos ao inserir os pequenos no mundo da fantasia texto Marisa Sei

Montagem com imagens SXC

É

comum que os contos de fadas sejam o primeiro gênero literário com que as crianças têm contato. São as histórias escutadas antes de dormir e os livros apresentados pelos professores. Mas o que Cinderela, João e Maria, Chapeuzinho Vermelho e muitos outros personagens têm a oferecer, além do incentivo à leitura? Segundo psicólogos e pedagogos, eles podem colaborar com o desenvolvimento da criançada. “Os contos de fadas podem ser grandes aliados no processo educacional, pois nos ajuda a conversar com as crianças sobre temas atuais. É possível discutir estereótipos de beleza e caráter falando sobre as características de príncipes, princesas, bruxas, madrastas, por exemplo, introduzindo o tema beleza com o conto O Patinho Feio; sobre pedofilia, com Chapeuzinho Vermelho; sobre o prejuízo que a

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Comportamento

curiosidade extrema causa, com Barba Azul, sobre propriedade alheia, com Cachinhos Dourados e os Três Ursos... Mesmo as crianças que não têm conhecimento prévio dos contos, quando passam a conhecê-los, eles viram referências, pois são histórias que têm um enredo de memorização relativamente fácil”, explica a pedagoga Marcela Tanimoto.

Desconstruindo estereótipos “Você conhece alguma princesa gorda?”, questiona a pedagoga. Na maioria dos contos, as personagens possuem um padrão físico: são brancas, magras e, como descritas nas histórias, são belas. “Se o professor não se ativer a essas questões, as crianças podem ter problemas de autoestima”, avisa Marcela. Assim, mesmo com crianças ainda pequenas, é possível levantar a discussão sobre os modelos de beleza presentes nos contos, explicando sobre a valorização da beleza que não está descrita na história. Desde que sejam questionados, os pequenos também conseguem entender sobre exclusão ou preconceito. Felizes para sempre? Os finais das histórias mostram que o bem sempre vence. Por outro lado, a princesa só é feliz quando se casa com o príncipe encantado, vai morar em um castelo rico e constitui uma família. Os contos poderiam, então, influenciar o modo das crianças verem o mundo e as possibilidades de encontrar a felicidade. Mas, para Marcela, mesmo na infância se vivenciam as mudanças da sociedade, em que a mulher já não é apenas uma dona de casa. Ela trabalha fora, se divorcia, comanda a casa e continua sendo muito feliz. “Não nego que ainda existam meninas que sonham com o príncipe encantado, não só as pequenas, mas também adolescentes e 52 | Na Mochila

até adultas que, por influência dos contos de fadas, ainda esperam encontrar o homem perfeito. Mas grande parte das meninas, digo pela experiência com minhas alunas (trabalho com crianças de cinco anos de idade), não têm essa ideologia”, revela a pedagoga.

Experiências no imaginário “Através da assimilação do conteúdo da estória, a criança se identifica com personagens e experimenta sensações, vive papéis e, dessa forma, trabalha conflitos internos, medos, anseios. De maneira intuitiva, ela pode reproduzir no seu cotidiano as ações do seu personagem identificado, na tentativa de obter o mesmo êxito ou desfecho da estória na vida real”, explica a psicóloga Triana Portal. Mergulhar nas histórias, portanto, é uma forma de se preparar para enfrentar situações reais. Elas se tornam uma referência do mundo, do que se deve ou não fazer – a criança aprende as regras de maneira divertida. Eles podem mostrar, também, que para os problemas sempre há uma solução, ajudando os pequenos a amadurecerem. “Diferentemente do que parece aos olhos do adulto, que vê a vida da criança como um mar de rosas, crescer dói, é complexo, muitas vezes assustador. Ao experimentar o mundo através dos personagens, a criança vai treinando e digerindo as vicissitudes do viver”, complementa a psicóloga.

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Divulgação

Moral da história Todos os contos de fada têm algo a ensinar às crianças, de forma explícita ou implícita. Assim, após a leitura, comentar sobre o final das histórias é uma boa forma de dar a oportunidade para que os pequenos apresentem suas dúvidas ou mostrem que realmente absorveram o ensinamento. “Na maioria das vezes, a moral se explica por si só, a criança é capaz de captar a mensagem de que uma ação tem consequências e conceitos como o de que o bem vence o mal, ou da importância do trabalho e da obediência das regras. Normalmente, a criança questiona quando tem dúvidas e as explicações devem ser fáceis, de forma a esclarecer apenas o que foi perguntado, sem gerar confusões”, orienta Triana. Para Marcela, quando as crianças acabam de ingressar à escola, a apresentação da moral dos contos de fada é bem-vinda com perguntas simples. É sempre bom fazê-las pensar além dos acontecimentos da história. “Já as crianças maiores quase sempre entendem qual é a moral somente com a leitura. Não é incomum ouvir ‘quem mente o nariz cresce’ – elas sabem o que aconteceu com o Pinóquio e é até engraçado vê-las colocando a mão no nariz para verificar! Ou, ainda, quando dizem que não se deve conversar com estranhos porque podem ser lobos maus”, destaca a pedagoga.

Branca de neve e... o caçador? Recentemente, foram lançados no cinema duas adaptações do conto Branca de Neve e os Sete Anões: os filmes Branca de Neve e o Caçador e Espelho, Espelho Meu. Em ambos, a princesa é transformada em heroína e, mesmo existindo um príncipe encantado que a ajuda em suas lutas, a responsável pela destruição da bruxa má e pela sua felicidade e a do reino todo é a própria princesa. As histórias podem ser bem aceitas e compreendidas pelas crianças, mas Triana avisa que apresentar muitas adaptações às crianças menores pode amplificar demais as possibilidades de compreensão sobre o mundo, o que pode gerar confusão. O conteúdo, tanto dos filmes quanto dos livros, também deve ser adequado para cada idade. “Histórias com passagens muito fortes podem aterrorizar os mais novinhos, que confundem o real e a fantasia. No entanto, uma certa dose de anseio vai ensinando à criança conceitos complexos como morte e separação”, completa a psicóloga. Para Marcela, esses filmes são um bom material para confrontar histórias e personagens. “Mas é um aliado desde que o adulto o utilize com cautela e deixe claro que um filme jamais substituirá a leitura de um livro”, finaliza. Nossas fontes Triana Portal é psicóloga e psicoterapeuta Marcela Tanimoto é pedagoga Na Mochila | 53


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Espaço Mulher

Sapatilha linha confort, R$ 160,00

www.clicasorocaba.com.br/mariapires

Rua Anhanguera, 164 - V. Santana Sorocaba (15) 34186466

Sapato baixo, R$ 130,00

Casaqueto de algodão com viscose, R$ 165,00

Peep Toe, R$ 130,00 Sapato estilo scarpin, R$ 160,00

Scarpin salto Anabela, R$ 160,00

Botas em couro a partir de R$ 175,00

Legging lã acrílica, R$ 137,00

Sapato meia pata social, R$ 160,00 54 | Na Mochila

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Blusa conjugada Intuição: R$ 249,90

Blusa de tricô com lurex: R$ 104,90

Calça montaria: R$ 129,90

Vestido longo Haes: R$ 149,90

Facebook : mamaopapaya-modafeminina

Calça DBZ Flare: R$ 249,90

Vendas on-line: www.clicasorocaba.com.br/mamaopapayamodafeminina

Av. Barão de Tatuí, 1230 Sorocaba/ SP (15) 3234 7218 www.mamaopapaya.com.br Tamanhos do 38 ao 50

Maxipull de tricô Intuição: R$ 312,90

Cinto de couro: R$ 68,80 Blusa conjugada Intuição: R$ 249,90

Maxipull Intuição: R$ 209,90 Na Mochila | 55


Espaço Mulher

Shopping Plaza Itavuvu Av, Itavuvu, 2.182 Box 137 e 138 Sorocaba

Regata tricô com crepe, R$ 129,90 Short preto alfaiataria, R$ 79,90 Cinto, R$ 44,90

Max colar R$ 49,90

Regata em tricô com franja, R$ 129,90 Cinto dourado, R$ 89,90 Short boxer suede, R$ 109,90

Max colar R$ 69,90

Cardigan, R$ 149,90 Short-saia paetê, R$ 179,90 Blusa de seda, R$ 119,90 54 | Na Mochila

Regata paetê, R$ 129,90 Calça flare crepe, R$ 179,80 www.namochila.com 

Fotos: Bruno Santos

Max colar R$ 64,00


Minimercado

Deu a louca na Just A Just For Kids (15 3033 2470 | www. justforkids.com.br – Sorocaba/SP) está com ofertas arrasadoras em roupas infantis de inverno e verão. Toda a loja está com 50% de desconto e a liquidação maluca vai até 25 de agosto. São peças das marcas Puramania, Tommy Hilfiger, Boca Grande, JR Kids, entre outras. A promoção vale também para os pijamas divertidos de meninos e meninas. De R$ 94,90 por 47,50.

Sonhando acordado! As mamães modernas e que gostam de inovar o dia a dia vão surpreender seus filhos com esta novidade da Contos e Pontos, em Sorocaba (Mercadão Campolim – Boxes 127 e 128 – 15 3327 0389). São os charmosos “livros travesseiro” com histórias de clássicos infantis que viram travesseiros de verdade. São super confortáveis, coloridos e divertidos, ideais para viajar, tirar uma soneca ou dormir fora de casa, além de ser um forte aliado para a “hora da história” incentivando (e ensinando!) a criança a ler! Um Dia com Lilico (Ed. Salamandra): R$ 45,90 Linha Disney: R$ 39,90 (peq.) | Kit biblioteca Cars: R$ 89,90

Dançar também é estar na moda neste inverno. Por isso a Grazie Ballet (Rua da Penha, 1135 – Centro Sorocaba – 15 3211 4288) preparou novidades para as pequenas arrasarem dentro e fora das aulas! São shorts e perneiras em lã, collants em helanca de manga longa, de todas as cores e gostos, que combinam com tudo, além das charmosas bolsas, que vão deixar o look impecável!

Fotos divulgação

Sempre na moda!

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Planeta melhor

Fantoche de caixa de leite

Este brinquedo, além de fácil, é bem divertido e você pode reunir seus amiguinhos para um teatro de fantoches, que tal? A dica é da Priscila Okino, do grupo Muriquinhos (www. muriquinhos.blogspot.com)

Modo de fazer:

Materiais:

Uma caixa de leite; Papel ou tecido para encapar a caixa; Retalhos de E.V.A.; duas tampinhas de refrigerante; dois pedaços de papel adesivo branco; um tubo de tecido (pode ser a manga de uma camisa velha ou a perna de uma calça); fita isolante preta ou de outra cor escura; tesoura de ponta arredondada; cola quente;

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Corte a caixa de leite quase na metade, deixando um dos lados grudados;

3 Encape a caixa com capricho; Para os olhos, encape as duas tampinhas de refrigerante com o adesivo branco; www.namochila.com 


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Recorte e cole duas bolinhas de fita isolante;

Recorte o nariz, a língua e as orelhas nos retalhos de E.V.A.;

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Cole os olhos na parte maior da caixa de leite;

Cole o nariz e as orelhas;

Cole a extremidade do tubo de tecido na parte de trás do fantoche;

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Não se esqueça de colar a língua;

Pronto! Agora é só brincar com seu novo amigo. Na Mochila | 59


Álbum de família

Estas páginas são dedicadas às meninas e meninos que são o motivo principal desta revista. Para ver sua criança aqui, envie uma foto com o nome completo e idade para o e-mail namochila@editoravetor.com.br

Carlos Eduardo, 8 anos e Pedro Henrique Valandro, 3 anos

João Lucas Rizzato, 1 ano

Pedro Luiz Rizzato, 4 anos

Nicolas Perry, 11 meses

Isabelly Frati Nogueira, 3 anos

Maria Eduarda Ieric Rocha, 1 ano

Valentina Gochi Neves, 2 anos

Lorenzo Gochi Neves, 1 ano e 4 meses

Laura Sumie, 7 anos

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Luise C. de Oliveira Tonussi, 5 meses

Matheus, 8 anos e Murilo Ribeiro Bueno, 6 meses

Matheus Francisco de Oliveira, 3 anos

Thiago, 4 meses e Matheus Proênça Karaboyadjian, 12 anos

Ana Júlia Canongia Lopes, 1 ano e Lucas Queiroz, 2 anos

Beatriz Baena C. Machado, 1 ano

Isadora Fernanda de Oliveira, 2 meses

Victorio Colella Pezato, 9 meses

Murilo Alves dos Santos, 4 anos

Victória Brunetti dos Santos, 5 anos

Leonardo, 4 anos e Luísa Vieira, 9 meses

Matheus Bittencourt Furia, 6 anos Na Mochila | 61


Álbum de família

Pedro Henrique de M. Cardoso, 11 meses

Gabriel Donetti A. de Souza, 4 anos

Mariana, 10 meses, Julia, 8 anos e Paulo H. de Paula Lima, 2 anos

Natália Ribeiro Azevedo, 7 anos 62 | Na Mochila

Matheus Pelle de Arruda, 3 anos

Beatriz P. de Carvalho Lopes , 1 ano

Kathellyn Victória S. Domingos, 10 anos

Camila Travassos C. Mariano, 4 anos

Marcus Vinicius A. Zanetti, 2 anos

Marcio Tadeu Cabreriço, 5 anos

Tiago Henrique M. de Oliveira, 6 anos

Emanuele Torsoni Soares, 3 anos www.namochila.com 


Lais Pietra Werneck da Costa, 2 anos

Matheus Carvalho Gilli, 1 ano

Henrique Fumes Degani, 1 ano

Maria AmĂŠlia Stefani Fernandes, 6 anos

Brenda Zamuner de Matos, 8 anos

Bianca Janoto Evaso, 2 anos

Esther Caroline Telles, 2 anos

Maria Eduarda Monteiro, 1 ano

Pedro Vaz Macia Mingoti, 10 meses

Laura Migliani Bezerra, 6 meses

Gabriel Sanches Monteiro, 1 ano

Nataly Padilha de Brito, 7 anos Na Mochila | 63


Distribuição

Escolas parceiras do Sorocaba Colégio Aconchego dos Anjos Rua Antonio Brunetti, 59 | V. Hortência Rua Antonio R. Sanches, 30 | Jd. Ipê Sorocaba - SP | Fone: (15) 3227-2667 aconchegodosanjos@yahoo.com.br Colégio Ágape Sorocaba Rua Pedro José Senger, 223 | Vila Haro Sorocaba - SP | Fone: (15) 3237-1772 www.colegioagapesorocaba.com.br Colégio Amore Mio Rua Miranda de Azevedo, 592 – Centro Sorocaba - SP | Fone: 3318-3148 www.colegioamoremio.com.br Colégio Alpha R. Santa Cruz, 229 | Centro Sorocaba - SP | Fone: (15) 3211-8047 www.alphaeduca.com.br

Colégio Ápice Av. General Osório, 432/448 Sorocaba - SP | Fone: (15) 3231-4312 www.colegioapice.com.br

Colégio Aquas Rua Gabriel Rezende Passos, 489 Jd.Gonçalves | Sorocaba - SP Fone: (15) 3227-7234 www.colegioaquas.com.br Colégio Ativo Av. São Paulo, 1536 Árvore Grande | Sorocaba - SP | Fone: (15) 3031-4111 www.colegioativo.com.br Escola Beija-Flor R. José Marchi, 693 | Jardim Pagliato | Sorocaba - SP Fone: (15) 3339-9310 | www.beijaflorsorocaba.com.br Escola Catatau Rua Capitão Grandino, 243 Sorocaba - SP | Fone: (15) 3211-6086 www.escolainfantilcatatau.com.br Escola Compasso Rua Profa. Ossis S. Mendes, 485 | Sorocaba - SP | Fone: (15) 3231-8500 www.escolacompasso.com.br Escola Cantinho Bom Av. Dr. Pereira da rocha, 158 Vila Hortência | Sorocaba - SP Fone: (15) 3211-0508 escolacantinhobom@hotmail.com

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Colégio COC Santa Rosália Rua Manoel Pereira e Silva, 80 Santa Rosália | Sorocaba - SP Fone: (15) 3032-1111 www.cocsta.com.br

Espaço Criança Rua Con. Januário Barbosa, 366 Jd. Vergueiro | Sorocaba - SP Fone: (15) 3234-4689 www.portalespacocrianca.com.br

Colégio Dialético l Pé de Moleque Rua Gustavo Magalhães, 386 Jd. Faculdade | Sorocaba - SP Fone: (15) 3211-8687 www.pedemolequesorocaba.site.com.br Colégio Dom Aguirre Av. General Osório, 2012 Trujillo | Sorocaba – SP Fone: (15) 2101-2000 www.domaguirre.com.br

Dó Ré Mi R. Curupaiti, 454 | Vila Jardini Sorocaba - SP | Fone: (15) 3221-8283 www.escoladoremisorocaba.com.br

Centro Educacional Futura Rua Benedito de O. Lousada, 526 Pq. São Bento | Sorocaba - SP Fone: (15) 3223-4371 | cefutura@hotmail.com

Escola Centopéia’s Rua Oswaldo Martins, 73 Jd. Refúgio Rua João Wagner Wey, 802 | Elton Ville | Sorocaba - SP Fones: (15) 3321-5263 / 3321-2751 www.escolacentopeias.com.br Colégio Educare Rua Comed. Hermelino Matarazzo, 1421 | Vila Sta. Rita | Sorocaba - SP Fone: (15) 3231-0762 educareeduca@yahoo.com.br Colégio Galileu Rua Jerônimo da Veiga, 83 Jd. Ana Maria | Sorocaba - SP Fone: (15) 3411-0267 | www.colegiogalileu.com.br

Colégio Iguatemi Rua Limeira, 265 | Jd. Iguatemi Sorocaba - SP | Fone: (15) 3228-3822 www.colegioiguatemi.com.br Escola Magnus Junior Rua Evaristo da Veiga, 574 Sorocaba - SP | Fone: (15) 3222-1353 www.escolamagnus.com.br

Colégio Maricel Rua Pedro José Senger, 132 Vl. Augusta | Sorocaba-SP Fone: (15) 3227-6606 | escolamaricel@uol.com.br Colégio Montesso R. Catulo da Paixão Cearense, 97 Vila Jardini | Sorocaba - SP Fone: (15) 3222-9929 www.escolamontesso.com.br

Nova Escola Rua Tocantins, 659 | Vila Jardini Sorocaba - SP | Fone: (15) 3202-6253 www.novaescolasorocaba.com.br

Colégio Parque das Águas Av. Dr. Arthur Bernardes, 745 Jd. Maria do Carmo Sorocaba - SP | Fone: (15) 3234-1279 www.colegioparquedasaguas.com.br

Colégio Renascer Rua Comendador Vicente do Amaral, 802 Central Parque | Sorocaba - SP | Fone: (15) 3202-5656 www.colegiorenascer.com.br Salesiano R. Gustavo Teixeira, 411 | Mangal Sorocaba - SP | Fone: (15) 3229-3600 www.salesianosorocaba.com.br

Colégio São Gabriel Rua Epaminondas Neves, 463 Jd. Astro | Sorocaba - SP Fone: (15) 3237-5762 | www.colegiosaogabriel.com.br

Colégio Ser R. Mario Campestrini, 100 Campolim | Sorocaba – SP Fone: (15) 2101-0101 www.colegioser.com.br


Projeto NA MOCHILA Sorocaba Colégio Sorocaba R. Atanázio Soares 3.700 Sorocaba | Fone: (15) 3302-2690 www.colegiosorocaba.com.br

Colégio Victória Av. Pereira da Silva, 226 Santa Rosália | Sorocaba - SP Fone: (15) 3231-8455 | www.colegiovictoria.com.br

Colégio Vincere Av. Dr. Américo Figueiredo, 1.081 Jd.Simus | Sorocaba - SP Fone: (15) 3222-2697/3411-9268 atendimento.colegiovincere@hotmail.com Escola Viver e Aprender R. Siqueira Campos, 203 | Jd. São Paulo Sorocaba - SP | Fone: (15) 3222-5851 www.escolavivereaprender.com.br

Colégio Uirapuru Avenida Prof. Arthur Fonseca, 633 Jd. Panorama | Sorocaba - SP Fone: (15) 2102-6600 www.colegiouirapuru.com.br

Escola Viking Rua Itajubá, 147 – Trujillo Sorocaba - SP | Fone: (15) 3231-4307 www.escolaviking.com.br escolaviking@terra.com.br

Araçoiaba da Serra Santa Escolástica Av. Manoel Vieira, 306 Araçoiaba da Serra - SP Fone: (15) 3281-1361 csesantacruz@hotmail.com

Colégio Magna Vida Rua Daniel Vieira Rodrigues, 115 Araçoiaba da Serra - SP Fone: (15) 3281-3834 magna.vida@hotmail.com

Boituva Anglo Boituva Ensino Fundamental e Médio Travessa Nüssli, 20 | Boituva - SP Fone: (15) 3263-2136 www.angloboituva.com.br

Colégio Peres Guimarães Rua São Benedito, 594 V.N.S. Aparecida Boituva - SP | Fone: (15) 3363-4523 www.colegioperesguimaraes.com.br

Colégio Terra Mater Rua Ângelo Ribeiro, 700 Boituva - SP | Fone: (15) 3263-1174 www.colegioterramater.com.br

Cerquilho Escola Cata-Vento / Anglo Rua Alfredo Carlos Madeira, 37 Cerquilho - SP | Fone: (15) 3384-1375 www.escolacatavento.com.br

Ibiúna Colégio Dom Bosco de Ibiúna Rua Cel.Salvador Rolim de Freitas, 290 | Ibiúna - SP Fone: (15) 3241-2001 aledombosco@hotmail.com

Escola Cooperativa de Ibiúna Rua Dr.Gabriel Monteiro da Silva, 390/408 | Ibiúna - SP Fone: (15) 3241-1021 www.coopibiuna.com.br Colégio Objetivo Ibiúna Rua Raimundo Santiago, 110 Centro | Ibiúna – SP Fone: (15) 3241-2327 www.objetivoibiuna.com.br

Itu Turma do Pincelito R. Santa Rita, 1.391 | Itu - SP Fone: (11) 4013-3907 www.escolapincelito.com.br

Escola Nova Geração R. do Patrocínio, 526 | Itu - SP Fone: (11) 4025-8161 www.novageracaoitu.com.br

Porto Feliz Escola São José Pça. Dr. José Sacramento e Silva, 43 | Porto Feliz - SP Fone: (15) 3261-9460 | www.saojosepf.g12.br

Salto Escola Sagrada Família Av. Dom Pedro II, 804 | Salto - SP Fone: (11) 4028-9616 www.esf.g12.br

São Roque Colégio Objetivo - S. Roque R. Tiradentes, 550 | São Roque - SP Fone: (11) 4784-9777 www.objetivosaoroque.com.br

Escola Aquarela R. Antonio dos S. Santinhos, 115 São Roque - SP | Fone: (11) 4712-8122 escolaaquarela@bol.com.br

Piedade Colégio Objetivo Piedade Rua Benjamin Constant, 81 | Centro Piedade - SP | Fone: (15) 3244-1322 www.objetivopiedade.com.br

Votorantim Colégio Antenor Thomazi Av. São João, 649 – Jd.Icatu Votorantim - SP – Fone: (15) 3243-2299 colegiocristaoat.com.br

Pássaros Centro Educacional Rua Celestino Soares, 280 – Jd.Karolyne Votorantim - SP – Fone: (15) 3343-2802 passaroseducacional.com.br

Colégio Dimensão Unid. I – Av. Carmen Galan Burgos, 121 | Unid. II – Rua Paula Ney, 277 Votorantim - SP Fone: (15) 3243-2200

As escolas aqui relacionadas são parceiras do Projeto NA MOCHILA, do qual a publicação faz parte. A distribuição acontece gratuitamente para os pais dos alunos do Ensino Infantil e Fundamental I.

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Cecília

No mundo da

fantasia

Apesar dos meus 3 anos e 6 meses, ainda tenho alguns medos. Aliás, de monstro eu nem tinha medo antes, agora, de vez em quando, peço pro papai ou pra mamãe irem comigo ao meu quarto ver se não há algum escondido por lá! Às vezes é só por brincadeira, mas de vez em quando… quem sabe quando um deles pode aparecer, não é mesmo? Tenho vários amiguinhos e eles também têm seus medinhos. Eles me contam tudo. Por isso, quando estou “discutindo” com a mamãe e ela não aceita meus argumentos, cito meus amigos. Outro dia, por exemplo, contei que o Lipe havia me dito que no carro dos pais dele a cadeirinha era no banco da frente! Nem assim convenci meus pais e continuo no banco de trás. Mas tentei. Gosto muito de brincar com meus amigos no clube, mas quando vem alguém em casa já vou logo mostrando meu Ipad. É bem fácil de jogar, de assistir desenhos, de pintar. Eu já gostava de brincar no computador do papai, os meus jogos preferidos eram os da ‘Dora, a aventureira’, mas no Ipad é muito mais fácil, tem muitos jogos bem bacanas e posso levá-lo a qualquer lugar. Já ensinei amigos, meu tio Flávio, a Dedé (minha antiga babá) e até a vovó como brincar. Mas continuo adorando brincar com meus outros brinquedinhos e bichinhos ou mesmo correr pela casa em dia de chuva ou de muito frio. O Ipad é só mais uma diversão, principalmente nas viagens de carro, ou então pra ver um filminho antes de dormir. Não é toda noite que quero que mamãe leia meus livros, gosto de variar minhas atividades. Na próxima edição conto mais,

Beijinhos da Cecília arte Kilder Catapano

A cada edição de Na Mochila você pode acompanhar minhas conquistas, experiências, enfim tudo que aprendi nesses três anos... Se quiser acompanhar mais sobre o meu dia a dia, veja o blog feito pelo meu pai, que é designer: http://blogdacecilia.wordpress.com/

Luciane Murae é jornalista e mãe de Cecília. Foi convidada para registrar nessa coluna o crescimento dessa garotinha.

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Revista NA MOCHILA 22 - ED. Agosto/12