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Exames: Sumário de Urina: hematúria, leucocitúria. Urocultura revela microrganismo. Presença de germes no líquido prostático purulento, analisado em quatro amostras de urina: 10 ml de jato inicial: flora uretral; 10 ml de jato intermediário (após emissão de cerca de 200 ml de urina): flora vesical; secreção prostática colhida por massagem, 10 ml de urina após a massagem prostática. Tratamento: Medidas gerais: Repouso no leito, banhos quentes de assento, controle da obstipação; evitar equitação, ciclismo, álcool, alimentos picantes, excitação e contatos sexuais. Antibióticos: de escolha as Quinolonas: Pefloxacino (PEFLACIN cp 400 mg) 400 mg 12/12 h ou Ciprofloxacino 500 mg 12/12h ou Ofloxacino (FLOXSTAT,OFLOXAN cp 200, 400 mg) 200 mg 12/12 h. Duração do tto: 4-12 semanas. Se houver resistência: Clindamicina 300 mg 6/6 h ou Minociclina (MINOMAX cp 100 mg) de 12/12 h. Pode-se usar também como escolha em internados a associação Ampicilina + Aminoglicosídeo por 7 dias. A seguir: Quinolonas por 2-3 semanas. Nos casos graves: Gentamicina + Ceftriaxona (ROCEFIN). Outros: Na retenção urinária: punção supra-púbica ou sonda evacuadora brandamente - analgésicos e antiinflamatórios - laxantes. A prostatite aguda pode evoluir para o abscesso prostático e drenar espontâneamente para a uretra e reto. Se permanecer fechado: drenagem por expressão digital ou cirurgicamente. Frequente evoluir para a forma crônica. 2) Prostatite bacteriana crônica: Sucede a aguda; doença tenaz evoluindo por fases aguda e subaguda, causa mantenedora de uretrites e cistites de repetição. Localiza-se mais na parte periférica da glândula. Clínica: aumento da frequência miccional, urgência, disúria,sensação de esvaziamento vesical incompleto, dores perineais, infeção urinária recorrente; às vezes secreção uretral. Pode ocorrer dor ao ejacular e hematospermia. Toque retal: próstata aumentada,irregular e sensível. Ainda cultura da amostra urinária após massagem prostática (10 ml primeiros: uretra; jato médio: bexiga; após massagem: próstata); cultura de esperma. A presença de 10-20 leucócitos nesta urina após jato médio estéril, confirma o diagnóstico. USG transretal: áreas hipo/hiperecogênicas,focais/difusas,calcificações, cisto prostático e vesiculite. Tratamento: difícil, de longa duração. Os antibióticos têm pouco acesso à próstata. Usa-se SMX/TM (BACTRIM F) de 12/12 h x 12 semanas; Ciprofloxacina (CIPRO) 500 mg 12/12 h x 4 semanas, controle de 4/4 semanas com cultura da secreção prostática. Depois manter com 01 cp de SMX/TM 160/80 mg (BACTRIM) ou Norfloxacino à noite por tempo indeterminado. Infiltração direta de Gentamicina também foi utilizada. Outros: banhos de assento - AINEs - Esvaziamento da secreção prostática por ejaculação cada 3-5 dd; supressão de cateteres, endoscopia ou sondas vesicais. 3) Prostatite crônica não bacteriana ou Prostatose: frequente (90%), etiologia desconhecida, culturas negativas. Quadro pode ser semelhante à bacteriana. Tratamento: restrição de álcool e temperos picantes, banhos quentes de assento, atividade sexual moderada nas crises - AINE e antiespasmódicos - Doxiciclina 100 mg 12/12 h x 4 semanas ou Ciprofloxacino x 2 semanas Massagens prostáticas - Alfa-bloqueadores: Doxazosina (UNOPROST,CARDURAN,ZOFLUX cp 1, 2 e 4 mg) 2 mg x dia (uso controvertido). 4) Prostatodínia: Pacientes sem passado de ITU; têm micção imperiosa, disúria discreta e dor perineal com culturas estéreis. Há diminuição do jato urinário e espasticidade da musculatura da uretra prostática. Os sintomas advém da falta de relaxamento do esfíncter urinário interno e da musculatura estriada do assoalho pélvico, que aumenta a pressão da uretra prostática e acarreta refluxo urinário para a próstata. A capacidade vesical em geral está aumentada. Tratamento: Alfa-bloqueadores: Doxazosina 2-4 mg/d ou Tamsulosina 0,4 mg/d ou Alfuzosina 5 mg 12/12 h Diazepam 5 mg 2-3 x dia - diatermia retal, miorrelaxantes, banhos quentes de assento. Evitar muito tempo sentado. 5) Vesiculite seminal: prostatites bacterianas.

80% das prostatites se associam às vesiculites. Tratamento idêntico às

PRURIDO ANAL: Decorre da irritação das terminações nervosas da pele perianal, mais no homem e mais à noite. Etiologia : dermatoses (psoríase, seborréia, neurodermite, dermatite de contato, condiloma, líquen); doenças anorretais (fístulas, fissuras, hemorróidas); corrimento vaginal, micoses, parasitoses (oxiúros, tricomonas, escabiose

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Manual do clínico geral 1  

DR LUCIDIO

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