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Trilogia Verão Livro Dois

sem

você não é verão

Jenny Han


No ano passado, todos os sonhos de Belly se tornaram realidade e o pensamento de um verão sem a praia de Cousins era inconcebível. Mas, como a ascensão e queda da maré do oceano, as coisas podem mudar desse mesmo jeito. De repente, o tempo que ela sempre esperava é o que ela mais teme agora. E quando Jeremiah liga para dizer que Conrad desapareceu, Belly deve decidir como ela vai passar este verão: perseguindo o rapaz que ela ama, ou, finalmente, deixá-lo ir.


Tradução por Paola Fernanda.


Capítulo Um Era um dia de verão quente em Cousins. Eu estava deitada na piscina com uma revista no meu rosto. Minha mãe estava jogando paciência na varanda, Susannah estava dentro de casa, trabalhando na cozinha. Ela iria provavelmente sair logo com um copo de chá gelado e um livro que eu deveria ler. Algo romântico. Conrad, Jeremiah e Steven tem estado surfando toda a manhã. Teve uma tempestade na noite anterior. Conrad e Jeremiah voltaram para casa primeiro. Eu os ouvi antes de vê-los. Eles subiram os degraus, falando alto de como Steven perdeu seu shorts depois de uma onda feroz. Conrad veio até mim, tirou a revista suada do meu rosto e riu forçadamente. Ele disse “ Você tem palavras nas suas bochechas.” Eu semicerrei meus olhos para ele. “O que elas dizem?” Ele agachou-se perto de mim e disse, “ Eu não sei dizer, me deixe ver.” E aí ele olhou para meu rosto no seu jeito sério de Conrad. Ele se inclinou e me beijou, e seus lábios estavam frios e salgados do oceano. E aí Jeremiah disse, “Vocês dois precisam de um quarto” mas eu sabia que ele estava brincando. Ele piscou para mim enquanto vinha por trás, levantou Conrad e o jogou na piscina. Jeremiah pulou também e gritou “Vem, Belly.” E claro, eu pulei também. A água estava boa. Melhor que boa. Como sempre, Cousins era o único lugar que eu queria estar. “Alôô? Você ouviu alguma coisa que eu disse?” Eu abri meus olhos. Taylor estava estalando seus dedos no meu rosto. “Desculpa”, eu disse. “O que você estava dizendo?” Eu não estava em Cousins. Conrad e eu não estávamos juntos, e Susannah estava morta. Nada nunca iria ser o mesmo de novo. Isso havia sido –quantos dias isso aconteceu? Quantos dias exatamente?- dois


meses desde que Susannah morreu e eu ainda não consigo acreditar. Eu não consigo me deixar acreditar nisso. Quando uma pessoa que você ama morre, isso não parece real. É como se acontecesse com outra pessoa. É a vida de outra pessoa. Eu nunca fui boa com o abstrato. O que significa quando alguém realmente e verdadeiramente se foi? Algumas vezes eu fechei meus olhos e minha mente, e disse de novo e de novo, Isso não éverdade, isso não é verdade, isso não é real.Essa não é a minha vida. Mas isso é a minha, é a minha vida agora. Depois. Eu estava no quintal de Marcy Yoo. Os garotos estavam bagunçando em volta da piscina e nós, garotas, estávamos deitada em toalhas de praia, todas alinhada em uma fileira. Eu era de Marcy, mas o resto, Katie e Evelyn e as outras garotas, elas eram mais amigas de Taylor. Estava 30 graus já, e ainda era depois do meio-dia. Iria ser um dia quente. Eu estava sentindo meu estomago e podia sentir o suor escorrendo no meio das minhas costas. Estava começando a me sentir doente. Era somente o segudo dia de Julho e eu já estava contando os dias até o verão acabar. “Eu disse, o que você vai usar na festa do Justin?” Taylor repetiu. Ela tinha alinhado nossas toalhas mais perto, então era como se estivéssemos em só uma toalha grande. “Eu não sei”, eu disse, virando minha cabeça então estávamos cara-a-cara. Ela tinha pequenas gotas de suor no seu nariz. Taylor sempre suava primeiro em seu nariz. Ela disse, “Eu vou usar um novo vestido de verão que eu comprei com a minha mãe no shopping.” Eu fechei meus olhos de novo. Eu estava usando óculos escuros então ela não podia dizer se meus olhos estavam abertos ou não. “Qual?” “Você sabe, aquele com bolinhas em volta do pescoço. Eu te mostrei, tipo, dois dias atrás.” Taylor soltou um suspiro um pouco impaciente. “Ah sei.” Eu disse, mas eu ainda não me lembrava e sabia que Taylor sabia disso. Eu comecei a dizer alguma coisa, alguma coisa legal sobre o vestido, mas de repente eu senti um gelo grudar na parte de trás do meu pescoço. Eu gritei e lá estava Cory Wheeler, agachado perto de mim com uma coca na sua mão, rindo.


Eu sentei e o encarei, esfregando meu pescoço. Eu estava tão cansada de hoje. Eu só queria ir pra casa. “Que porra, Cory!” Ele ainda estava rindo, o que me fez mais brava. Eu disse, “Deus, você é tão imaturo.” “Mas você pareceu tão quente”, ele protestou, “Eu estava tentando te esfriar.” Eu não o respondi, eu só manti minha mão atrás do meu pescoço. Meu maxilar estava tenso, e eu podia sentir as outras meninas me encarando. E aí o sorriso de Cory se foi e ele disse, “Desculpa. Você quer essa coca?” Eu sacudi minha cabeça e ele deu de ombros e voltou para a piscina. Eu olhei para trás e vi Katie e Evelyn fazendo a cara qual-oproblema-dela, e eu me senti embaraçada. Sendo má com Cory era como ser mal com um filhote de pastor alemão. Não tinha sentido nisso. Mais tarde, eu tentei captar o olhar do Cory, mas ele não me olhou de volta. Em voz baixa, Taylor disse, “Era só uma brincadeira, Belly.” Eu deitei de volta na minha toalha, pra cima dessa vez. Eu peguei uma respiração longa e soltei, lentamente. A musica do Ipod da Marcy estava me dando dor de cabeça. Estava muito alto. E eu estava ansiosa. Deveria ter pego a coca do Cory. Taylor se apoiou nos cotovelos e puxou meu óculos para que pudesse ver mm jeus olhos. Ela me encarou. “Você está brava?” “Não. Só está muito quente aqui.” Limpei o suor da minha testa com o meu braço. “Não fique brava. Cory não pode parar de ser idiota perto de você. Ele gosta de você.” “Cory não gosta de mim,” Eu disse, olhando pra outro lugar. Mas ele meio que gostava de mim e eu sabia. Eu só queria que ele não gostasse. “Tanto faz, ele está tão afim de você. Eu ainda penso que você deveria dar uma chance pra ele. Iria tirar da sua mente você-sabe-quem.” Eu virei minha cabeça pra longe dela e ela disse, “E se eu fizesse uma trança francesa no seu cabelo pra hoje a noite? Eu podia fazer a parte da frente e prender pro lado como fiz da ultima vez.” “Ok.” “O que você vai usar?”


“Ainda não sei.” “Bem, você tem que ficar bonita porque todo mundo vai estar lá,” Taylor disse. “Eu vou mais cedo pra sua casa e então nos arrumamos juntas.” Justin Ettelbrick tem feito uma grande festa de aniversario todo dia primeiro de julho desde de a oitava série. Em julho, eu já estava em Cousins, e casa, escola e amigos da escola estavam a milhões de quilômetros de distância. Eu nunca tinha me importado de perder, nem mesmoquando Taylor me contou sobre a máquina de algodão doce que seus pais tinham alugado ou os fogos de artifício que dispararam sobre o lago à meia-noite.Foi o primeiro verão que eu estaria em casa para a festa de Justin e foi o primeiro verão que eu não estaria indo para Cousins. E isso, eu me importava. Isso, eu lamentava. Eu pensava que eu estaria em Cousins cada verão da minha vida. A casa de veraneio foi o único lugar que eu queria estar. Foi o único lugar que eu sempre quis estar. "Você ainda vai, certo?" Taylor me perguntou. "É. Eu disse que ia.” Seu nariz enrugou. "Eu sei, mas" a voz de Taylor quebrou. "Não importa." Eu sabia que Taylor esperava que as coisas voltassem ao normal novamente, a ser como antes. Mas nunca poderia ser como antes. Eu nunca ia ser como antes.Eu costumava acreditar. Eu costumava pensar que se eu quisesse o suficiente, desejasse muito, tudo iria funcionar do jeito que deveria. Destino, como Susannah dizia. Eu desejei Conrad em todo aniversário, toda estrela da sorte, todo cílios perdido, toda moeda numa fonte foi dedicada para aquele que eu amava. Eu pensei que sempre iria ser desse jeito. Taylor que eu esquecesse Conrad, apenas apagá-lo da minha mente e memória. Ela ficava dizendo coisas como: "Todo mundo tem que superar um primeiro amor, é um rito de passagem. "Mas Conrad não foi apenas o meu primeiro amor. Ele não era um rito depassagem. Ele era muito mais do que isso. Ele, Jeremiah e Susannah foram minha família. Na minha memória, os três seriam sempre entrelaçados, sempreligados. Não poderia haver um sem o outro.Se eu esqueci Conrad, se expulsasse ele do meu coração, fingisseque ele nunca esteve lá, seria como fazer essas coisas para Susannah. E isso, eu não poderia fazer.


Capítulo Dois Essa costumava ser a semana em que a escola dava dispensa em junho, nós arrumavamos o carro e iriamos direto para Cousins. Minha mãe iria para Costco no dia anterior e compraria caixas de suco de maçã e tamanho econômico de barras de granola, protetor solar e cereais. Quando eu implorei por Lucky Charms ou Cap'n Crunch, minha mãe dizia: "Beck terá a abundância de cereais que vai apodrecer os seus dentes, não se preocupe." Claro que ela estaria certa. Susannah (Beck para minha mãe) amava cereais infantis, assim como eu. Nós tínhamos diversos cereais na casa de verão. Nunca nenhum cereal passou da validade. Houve um verão, em que os meninos comeram cereal como café da manhã, almoço e jantar. Meu irmão, Steven, foi Frosted Flakes, Jeremias foi Cap'n Crunch,e Conrad foi Corn Pops. Jeremiah e Conrad eram meninos de Beck, e eles adoravam seus cereais. E eu, eu comia o que sobrava com o açúcar por cima. Eu tenho ido para Cousins toda a minha vida. Nós nunca tinha pulado um verão, nenhuma vez. Quase 17 anos de brincar com os meninos de pega-pega, esperando edesejando que um dia eu seria velha o suficiente para ser uma parte de sua turma. A turma de verão dos meninos. Eu finalmente fui, e agora era tarde demais. Na piscina, na última noite do ultimo verão, dissemos que sempre iriamos voltar. É assustador quão fácil promessas são quebradas. Fácil assim. Quando cheguei em casa no verão passado, eu esperei. Agosto se transformou em setembro, a escola começou, e ainda esperei. Não era como se Conrad e eu tivessemos feito qualquer declaração. Não era como se ele fosse meu namorado. Tudo o que tinhamos feito era beijar.Ele estava indo para a faculdade,onde haveria um milhão de outras garotas. Meninas sem toques de recolher, meninas em seu dormitório, todas


mais inteligente e mais bonitas do que eu, todas misterioso e nova de uma forma que eu nunca poderia ser. Eu pensava nele constantemente - o que aquilo significava, o que significavamos um ao outro agora. Porque não poderíamos voltar. Eu sabia que eunão podia. O que aconteceu entre nós,entre mim e Conrad, entre mim e Jeremiah – isso mudou tudo. Então, quando agosto e setembro começaram e o telefone ainda não tinha tocado, tudo que eu tinha que fazer foi pensar em como ele olhou para mim na ultima noite, e eu sabia que ainda havia esperança. Eu sabia que eu não tinha imaginado tudo isso. Eu não podia ter imaginado. De acordo com minha mãe, Conrad já tinha mudado-se para seu quarto no dormitório, ele tinha um colega chato de Nova Jersey, e Susannah estava preocupada que ele não estava comendo direito. Minha mãe me disse essas coisas casualmente, sem constrangimento, de modo para que não ferisse meu orgulho. Eu nunca pedi mais informações. A coisa é, eu sabia que ele iria ligar. Eu sabia. Tudo o que eu tinha a fazer era esperar. A ligação foi na segunda semana de setembro, três semanas desde a última vez que eu o vi. Eu estava comendo sorvete de morango na sala de estar. Steven e eu estávamos brigando pelo controle remoto. Era uma noite de segunda-feira, nove horas da noite, horário principal da tv. O telefone tocou, e nem eu nem Steven fizemos um movimento para pega-lo. Quem levanta-se perderia a batalha pela TV.Minha mãe pegou-o em seu escritório. Ela trouxe o telefone na sala de estar e disse, "Belly, é para você. É Conrad."Então ela piscou. Tudo em mim se agitou. Eu podia ouvir o oceano em meus ouvidos. A pressa, orugido em meus tímpanos. Era tipo muito alto. Era de ouro. Eu havia esperado, e esta foi a minha recompensar! Sendo certa, sendo paciente, nunca me senti tão bem. Steven foi quem me tirou do meu devaneio. Franzindo a testa, ele disse: "Por que Conrad iria estar ligando para você? "Eu o ignorei e peguei o telefone da minha mãe. Me afastei de Steven,do controle remoto, do meu copo derretido de sorvete. Nada disso importava. Fiz Conrad esperar até que eu estivesse na escada antes de dizer qualquer coisa. Me sentei sobre os degraus e disse, "Hey." Eu tentei tirar o sorriso do meu rosto, eu sabia que ele iria ouvi-lo por telefone. "Hey," ele disse. E aí?" "Nada de mais".


"Então, adivinhe", disse ele. "Meu companheiro de quarto ronca ainda mais alto do que você." Ele ligou novamente na próxima noite, e na noite seguinte. Nós conversamos por horas uma vez. Quando o telefone tocou, e era para mim e não para Steven, primeiro ele ficou confuso. "Por que Conrad continua ligando para você?" Ele tinha exigido. "Por que você acha? Ele gosta de mim. Nós gostamos um do outro.” Steven quase engasgou. "Ele perdeu a cabeça", disse ele, balançando a cabeça. "É tão impossível que Conrad Fisher poderia gostar de mim?" Eu perguntei a ele, cruzando meu braços desafiadoramente. Ele não teve nem que sequer pensar em sua resposta. "Sim", disse ele. "É tão impossível.” E honestamente, era. Era como um sonho. Irreal. Depois ansiar, esperar e desejar, anos e anos disso, todos os verões ", ele estava me ligando. Ele gostava de falar comigo. Eu o fazia rir, mesmo quando ele não queria. Eu entendia o que ele estava passando, porque eu meio que estava passando por isso também. Havia poucas pessoas no mundo que amava Susannah da maneira que fizemos. Eu pensei que seria o suficiente. Nos tornamos algo. Algo que nunca foi exatamente definido, mas eramos algo. Foi realmente algo. As vezes, ele dirigia três horas e meia da faculdade para minha casa. Uma vez,ele passou a noite, porque era tarde demais e a minha mãe não queria que ele dirigisse de volta. Conrad ficou no quarto de hóspedes, e eu estava em minha cama acordada por horas, pensando sobre como ele estava dormindo a poucos metros de distância, na minha casa de todos os lugares. Se Steven não estivesse pendurado em torno de nós como uma espécie de doença, eu sei que Conrad teria, pelo menos, tentado me beijar. Mas com o meu irmão por perto foi impossível. Conrad e eu estávamos assistindo TV, e Steven caia no meio entre nós. Ele falava com Conrad sobre coisas que eu não sabia ou me preocupava, como futebol. Uma vez, depois do jantar, perguntei para Conrad se ele queria ir buscar sorvete na Brusters, e Steven disse logo: "Parece bom para mim."


Eu o encarei, mas ele apenas sorriu de volta para mim. E então Conrad pegou minha mão, mesmo na frente de Steven, e disse: "Vamos todo mundo." Então, todos nós fomos, a minha mãe também. Eu não podia acreditar que eu estava indo em um encontro com minha mãe e meu irmão no banco de trás. Mas, realmente, tudo isso só fez uma noite incrível de dezembro mais doce. Conrad e eu voltamospara Cousins, só nós dois. Noites perfeitas são tão raras, mas essa com certeza foi. Perfeita, eu quero dizer. Era o tipo de noite que valeu a pena esperar. Estou feliz que tivemos naquela noite. Porque em maio, tudo teria acabado.


Capítulo Três Eu saí da casa da Marcy cedo. Eu disse a Taylor que era para que eu pudesse descansar para a festa do Justin naquela noite. Foi em parte verdade. Eu queria descansar, mas eu não me importava com a festa. Assim que eu cheguei em casa, eu coloquei minha camiseta grandes de Cousins, enchi uma garrafa com refrigerante de uva e gelo picado, e assisti TV até minha cabeça doer. Foi pacifico, um alegre silêncio. Apenas os sons da TV e do ar condicionado ligando e desligando. Eu tinha a casa para mim. Steven tinha um emprego de verão na Best Buy. Ele estava economizando para uma tela de 50 polegadas plana que levaria para a faculdade com ele no outono. Minha mãe estava em casa, mas passou o dia trancada em seu escritório, pegando duro no trabalho, disse ela. Eu entendi. Se eu fosse ela, eu iria querer estar sozinha também. Taylor veio em torno de seis horas, armada com sua maleta de maquiagem rosa pink da Victoria’s Secret. Ela entrou na sala e me viu deitada no sofá na minha camisa de Cousins e franziu a testa. "Belly, você nem tomou banho ainda?" "Eu tomei um banho esta manhã," eu disse, sem levantar. "Sim, e você ficou no sol o dia todo." Ela agarrou meus braços e eu a deixei me colocar em uma posição sentada. "Vai logo e entra no chuveiro." Eu a segui para cima e ela foi para o meu quarto enquanto eu fui para o banheiro. Tomei o banho mais rápido da minha vida. Deixada à sua própria sorte, Taylor era uma grande bisbilhoteira eiria remexer no meu quarto como se fosse dela. Quando saí Taylor estava sentado no chão na frente do meu espelho. Rapidamente, ela aplicou bronzer em suas bochechas. "Quer que eu faça a sua maquiagem também?"


"Não, obrigado", eu disse a ela. "Feche os olhos enquanto eu coloco a minha roupa, ok?" Ela revirou os olhos e depois fechou. "Belly, você é tão puritana". "Eu não me importo se eu sou," eu disse, colocando minha calcinha e meu sutiã. Então coloquei a minha camiseta de Cousins de novo. "Ok, você pode olhar." Taylor abriu os olhos, olhou para cima e aplicou mascara. "Eu poderia fazer suas unhas", ela ofereceu. "Eu tenho três cores novas." "Não, não tem sentido." Eu levantei minhas mãos. Minhas unhas foram mordidas até o começo. Taylor fez uma careta. "Bem, o que você vai vestir?" "Isso," eu disse, escondendo o meu sorriso. Eu apontei para a minha camiseta de Cousins. Eu tinha usado tanto que ela tinha pequenos buracos ao redor do pescoço e foi estava suava como um cobertor. Eu gostaria de poder usá-lo para a festa. "Muito engraçado", ela disse, se remexendo para o meu armário de joelhos. Ela se levantou e começou a procurar ao redor, empurrando cabides para o lado, como se ela não já conhecesse cada peça de roupa que eu tinha. Normalmente, eu não me importava, mas hoje senti uma espécie de coceira e incomodo por tudo. Eu disse a ela: "Não se preocupe com isso. Eu vou usar meu shorts desgastado (cutoff) e uma regata." "Belly, as pessoas se vestem para as festas do Justin. Você nunca foi então você não sabe, mas você não pode apenas usar seu jeans antigo. "Taylor pegou meu vestido de verão branco. A última vez que tinha usado tinha sido no ano passado, na festa com Cam. Susannah tinha me dito que o vestido me servia como uma moldura. Me levantei e peguei o vestido de Taylor para colocá-lo de volta no meu armário. "Isso está manchado ", eu disse. "Eu vou encontrar outra coisa." Taylor se sentou na frente ao espelho e disse: "Bem, então use o vestido preto com pequenas flores. Ele faz seus peitos parecerem ótimos." "É desconfortável, muito apertado", eu disse para ela. "Por favor?" Suspirando, eu tirei do cabide e coloquei-o. Às vezes era mais fácil apenas desistir com Taylor.


Nós tínhamos sido amigas, melhores amigas, desde que éramos crianças. Éramos melhores amigas por tanto tempo, era mais como um hábito, o tipo de coisa que você realmente não tem uma palavra a mais para dizer. "Olha, você está quente." Ela veio e fechou o meu ziper. "Agora, vamos falar sobre a nosso plano de ação. " “Plano de ação?" "Eu acho que você e Cory Wheeler devem ficar na festa." "Taylor-" Ela levantou a mão. "Apenas me escute. Cory é super legal e ele é super fofo. Se ele trabalhar em seu corpo e ter um pouco de definição, ele poderia ser, tipo, gostoso Abercombrie." Eu bufei. "Por favor." "Bem, ele pelo menos tão bonito quanto o C." Ela nunca mais o chamou pelo seu nome. Agora, ele era apenas "você-sabe-quem", ou "O C." "Taylor, para de me pressionar. Eu não posso ficar com ele só porque você quer que eu fique. " "Você não pode pelo menos tentar?" Ela tentou. "Cory poderia ser a sua recuperação. Ele não se importaria." "Se mencionar Cory mais uma vez, eu não vou para a festa," eu disse a ela, e realmente quis dizer isso. Na verdade, eu meio que esperava que ela mencionaria de novo assim eu teria uma desculpa para não ir. Seus olhos se arregalaram. "Ok, ok. Desculpe. Meus lábios estão selados." Então ela pegou sua bolsa de maquiagem e sentou na beira da minha cama, e eu sentei aos seus pés. Ela pegou um pente e separou meu cabelo. Ela trançou rapidamente, com dedos rápidos e seguros, e quando ela terminou, prendeu a trança sobre o topo da minha cabeça, para o lado. Nenhuma de nós falamos enquanto ela trabalhava até que ela disse, "Eu amo seu cabelo assim. Você parece tipo os nativos americanos, como uma princesa Cherokee ou algo assim. " Eu comecei a rir, mas depois eu parei. Taylor chamou minha atenção no espelho e disse: "Tudo bem rir, você sabe. Está tudo bem para você se divertir. " "Eu sei", eu disse, mas eu não fiz.


Antes de sairmos eu passei pelo escritório da minha mãe. Ela estava sentada em sua mesa compastas e pilhas de papéis. Susannah tinha feito minha mãe executora de seu testamento,e havia um monte de papelada envolvida com isso, eu imaginei. Minha mãe sempre estava no telefone com o advogado de Susannah , discutindo as coisas. Ela queria que tudo ocorra como o esperado, os últimos desejos de Beck. Susannah tinha deixado tanto para Steven quanto para mim, algum dinheiro para faculdade. Ela também me deixou jóias. Uma pulseira de safira que eu não poderia me imaginar usando. Um colar de diamantes para o meu casamento -estava escrito especificamente. Brincos e um anel de opala. Aqueles eram os meus favoritos. "Mãe?" Ela olhou para mim. "Sim?" "Você já jantou?" Eu sabia que ela não tinha comido. Ela não tinha deixado seu escritório desde que eu cheguei em casa. "Eu não estou com fome", ela disse. "Se não tiver comida na geladeira, você pode pedir uma pizza se você quiser." "Eu posso fazer um sanduíche", eu ofereci. Eu tinha ido à loja no início da semana. Steven e eu estávamos revezando. Eu duvidava que ela sabia que era a semana de quatro de julho. "Não, está tudo bem. Eu vou descer e fazer alguma coisa mais tarde. " "Tudo bem." Eu hesitei. "Taylor e eu estamos indo para uma festa. Eu não vou chegar em casa muito tarde. " Parte de mim esperava que ela me dissesse para ficar em casa. Parte de mim queria oferecer para ficarcom ela, para ver se ela talvez quisesse ver o que estava passando no Turner Filmes Clássicos, fazer alguma pipoca. Ela já tinha voltado a sua papelada, mordendo a caneta esferográfica. "Parece bom", disse ela. "Tenha cuidado." Fechei a porta atrás de mim.


Taylor estava me esperando na cozinha, mandando mensagens em seu telefone. "Vai logo para irmos." "Espere, eu só tenho que fazer uma última coisa." Eu fui até a geladeira e peguei o material para um sanduíche de peru. Queijo, mostarda, pão branco. "Belly, vai ter comida na festa. Não coma isso agora. " "É para minha mãe", eu disse. Eu fiz o sanduíche, coloquei em um prato, coberto com plástico filme, e deixei no balcão, onde ela poderia vê-lo. A festa do Justin era tudo o que Taylor disse que seria. Metade da nossa classe estava lá, e os pais de Justin não estavam à vista. Lâmpadas tiki alinhados no quintal, e seus alto-falantes estavam praticamente vibrando, a música estava tão alta. Meninas já estavam dançando. Havia um barril grande e um refrigerador vermelho grande. Justin estava na churrasqueira, jogando bifes e linguiças. Ele tinha um avental escrito “BEIJE O CHEF”. "Como se alguém pudesse beijar ele." Taylor disse. Taylor tinha feito um jogo com Justin no início do ano, antes de se contentar com seu namorado, Davis. Ela e Justin tinham saído algumas vezes antes de ele troca-la por uma veterana. Eu tinha esquecido de passar repelente então os mosquitos estavam me comendo como jantar. Eu me curvei para coçar minhas pernas, e eu estava feliz por isso. Fico feliz em ter algo para fazer. Eu estava com medo de acidentalmente fazer contato visual com Cory. Ele esta perto da piscina. As pessoas estavam bebendo cerveja em copos de plástico vermelhos. Taylor trouxe para nós vinho refrigerado. O meu foi Fuzzy Navel. Era xaroposo e tinha gosto de produtos químicos. Tomei dois goles antes de jogar fora. Então Taylor viu Davis perto da mesa de beer pong (jogo), então ela colocou o dedo nos seus lábios e agarrou a minha mão. Nós andamos por trás dele e Taylor deslizou seus braços ao redor de suas costas. "Te achei!", ela disse. Ele se virou e beijaram-se como se não tivessem acabado de se ver algumas horas atrás. Eu fiquei lá por um minuto, sem jeito segurando a minha bolsa, olhando para todo lugar sem ser para eles. Seu nome era na verdade Ben Davis, mas todos o chamavam de Davis. Davis era muito bonito, tinha covinhas e olhos verdes como o vidro do mar. Eele era


pequeno, a princípio Taylor disse que era um motivo para romper, mas agora dizia que não importaria tanto. Eu odiava dirigir para a escola com eles, porque eles davam as mãos todo o tempo enquanto estava sentada na parte de trás como uma criança. Eles se separaram pelo menos uma vez por mês,e eles só estão namorando desde abril. Durante uma separação, ele a ligou, chorando, tentando voltar com ela e Taylor tinha colocado no viva voz. Eu me senti culpada por estar escutando, mas ao mesmo tempo senti inveja e meio impressionada por ele se importar tanto, o suficiente para chorar. "Pete vai mijar", disse Davis, enganchando o braço em volta da cintura de Taylor. "Você vai ficar e ser minha parceira até ele voltar?" Ela olhou para mim e balançou a cabeça. Ela saiu de seu alcance. "Eu não posso deixar Belly." Eu atirei-lhe um olhar. "Taylor, você não precisa ser minha babá. Você deveria jogar. " "Você tem certeza?" "Claro, eu tenho certeza." Eu fui embora antes que ela pudesse discutir comigo. Eu disse oi para Marcy, a Frankie que eu costumava ir de ônibus no ensino médio, a Alice que era o minha melhor amiga no jardim de infância, a Simon com que eu estava no anuário. Eu tinha conhecido a maioria dessas pessoas toda a minha vida e ainda assim eu nunca me senti mais nostálgica por Cousins. Com o canto do meu olho eu vi Taylor conversando com Cory, e eu corri antes que ele pudesse me chamar. Eu peguei um refrigerante e eu andei para o trampolim. Não havia ninguém nele ainda então eu tirei meus chinelos e subo. Eu me deitei no meio, com cuidado para segurar a minha saia perto de mim. As estrelas estavam fora, pequenas manchas de diamantes brilhantes no céu. Engoli em seco a minha Coca-Cola, arrotei algumas vezes, olhei em volta para ver se alguém tivesse me ouvido. Mas não, todos estavam atrás da casa. Então eu tentei cont ar estrelas, que é tão tolo como tentar contar os grãos de areia, mas mesmo assim eu fiz, porque eraalgo para fazer. Gostaria de saber quando eu poderia sair de fininho e voltar para casa. Nós tínhamos vindo com o meu carro e Taylor poderia pegar uma carona com Davis. Então eu me perguntava se seria estranho se eu embrulhasse alguns hot dogs para levar comigo para mais tarde. Eu não tinha pensado sobre Susannah em duas horas, pelo menos. Talvez Taylor estivesse certa,talvez este era o lugar onde eu deveria estar.


Se eu continuasse desejando Cousins, continuasse olhando para trás, eu estaria condenada para sempre. Quando eu estava pensando sobre isso, Cory Wheeler subiu no trampolim e veio para o centro, para onde eu estava. Ele deitou ao meu lado e disse: "Ei, Conklin." Desde quando Cory e eu estávamos na base do último-nome? Desde nunca. E então eu fui em frente e disse: "Ei, Wheeler." Eu tentei não olhar para ele. Tentei me concentrar em contar estrelas não em como ele estava perto de mim. Cory se apoiou em um cotovelo e disse, "Se divertindo?" "Claro." Meu estômago estava começando a doer. Fugir de Cory estava me dando úlcera. "Viu alguma estrela da sorte já?" "Ainda não." Cory cheirava a colônia, cerveja e suor, e por incrível que pareça, não era uma má combinação. Os grilos estavam cantando tão alto e a festa parecia muito longe. "Então, Conklin." "Sim?" "Você ainda está vendo aquele cara que você trouxe para o baile? Aquele com as sobrancelhas juntas?" Eu sorri. Eu não poderia ajudar. "Conrad não tem sobrancelhas juntas. E não. Nós, hum, terminamos." "Legal", ele disse, e a palavra pairou no ar. Este foi um daqueles momentos tipo garfo-na-estrada. A noite poderia irde qualquer maneira. Se eu me inclinasse um pouco à minha esquerda, eu poderia beijá-lo. Eu poderia fechar os olhos e me deixasse perder em Cory Wheeler. Eu poderia ir para a direto no esquecimento. Fingindo. Mas apesar de que Cory era bonito, e ele era bom, ele não era Conrad. Nem perto. Cory era simples, ele era como um corte simples (cut crew, de cabelo), todas as linhas limpas e tudo vai no mesmo sentido.


Conrad não. Conrad poderia me virar do avesso com um olhar,um sorriso. Cory se aproximou e bateu no meu braço de brincadeira. "Então, Conklin. . . talvez nós-" Me sentei e disse que a primeira coisa que eu poderia pensar. "Pô, eu tenho que fazer xixi. Eu te vejo depois, Cory! " Eu me mexi para fora do trampolim o mais rápido que podia, encontrei o meu chinelo, e me dirigi de volta para a casa. Vi Taylor na piscina e fui direto para ela. "Eu preciso falar com você ", eu sibilei. Eu peguei a mão dela e puxei-a pela mesa de lanche. "Tipo, cinco segundos atrás, Cory Wheeler quase me convidou para sair. " "E? O que você disse? " Os olhos de Taylor brilhavam, e eu odiei como presunçosa ela pareceu, como se tudo estivesse indo de acordo com o plano. "Eu disse que eu tinha que fazer xixi," eu disse a ela. "Belly! Leve sua bunda de volta para o trampolim e beije ele! " "Taylor, você irá parar? Eu disse que não estava interessada em Cory. Eu vi você falando comele mais cedo. Você fez ele me convidar para sair? " Ela deu de ombros. "Bem. . . ele esteve na sua todo o ano e ele está tomando seu doce tempo pedindo para sair com você. Eu posso ter gentilmente o empurrado na direção certa. Vocês pareciam tão fofos no trampolim juntos. " Eu balancei a cabeça. "Eu realmente queria que você não tivesse feito isso." "Eu só estava tentando tirar a sua mente das coisas!" "Bem, eu não preciso de você para fazer isso", eu disse. "Sim, você precisa." Nos encaramos por um minuto. Alguns dias, dias como este, eu queriatorcer o pescoço dela. Ela era tão mandona o tempo todo. Eu estava ficando muito cansade de Taylor me empurrando nessa direção e desse jeito, me vestir como se fosse uma das velhas e menos afortunadas bonecas. Sempre tinha sido assim com a gente. Mas a coisa era, eu finalmente tinha uma desculpa real para sair, e eu estava aliviada. Eu disse: "Eu acho que vou voltar para casa."


"O que você está falando? Nós acabamos de chegar. " "Eu apenas não estou com vontade de estar aqui, ok?" Eu acho que ela estava ficando cansada de mim também, porque ela disse, "Isso está começando a ficar velho, Belly. Você está se lastimando por meses. Não é saudável. . . . Minha mãe acha que você deve ver alguém ". "O quê? Você foi falar com sua mãe sobre mim? "Eu olhei para ela. "Diga á sua mãe para guardar seu conselho psiquiátrico para Ellen." Taylor engasgou. "Eu não posso acreditar que você acabou de dizer isso para mim." Sua gata, Ellen, tinha transtorno afetivo sazonal, de acordo com a mãe de Taylor. Eles deram antidepressivos para a gata durante todo o inverno, e quando ela continuou temperamental na primavera, eles enviaram Ellen para um adestrador de gatos. Isso não fez nenhum bem. Na minha opinião, Ellen era simplesmente mau. Eu respirei. "Eu escutei você chorar pela Ellen por meses, e então Susannah morre e você quer que eu beije Cory e jogue beer pong e esqueça sobre ela? Bem, eu sinto muito, mas eu não posso. " Taylor olhou em volta rapidamente, antes que ela se aproximou e disse: "Não aja como se Susannah fosse oúnico motivo de você estartriste, Belly. Você está triste sobre Conradtambém,e você sabe disso. " Eu não podia acreditar que ela me disse isso. Doeu. Doeu porque era verdade. Masainda era um golpe baixo. Meu pai costumava chamar Taylor de indomável. Ela era. Mas para melhor ou para pior, Taylor Jewel era uma parte de mim, e eu era uma parte dela. Não totalmente mesquinhamente, eu disse. "Não podemos todos ser como você, Taylor." "Você pode tentar", sugeriu ela, sorrindo um pouco. "Escute, eu sinto muito sobre a coisa do Cory. Eu só quero que você seja feliz. " "Eu sei." Ela colocou o braço em volta de mim, e eu a deixei. "Vai ser um verão incrível,você vai ver. " "Incrivel" Eu respondi. Eu não estava procurando por incrível. Eu só queria sobreviver. Para me manter em movimento. Se eu fiz isso neste verão, o próximo seria mais fácil. Tinha que ser.


Então eu fiquei um pouco mais. Me sentei na varanda com Davis e Taylor e assisti Cory flertar com uma garota do segundo ano. Eu comi um cachorro quente. Então eu fui para casa. Em casa, o sanduíche ainda estava no balcão, ainda envolto em plástico. O coloquei na geladeira e eu fui lá em cima. A luz do quarto de minha mãe estava ligada, mas eu não fui dizer boa noite. Fui direto para o meu quarto e voltei para minha camisa grande de Cousins e desfiz minha trança, escovei os dentes e lavei o rosto. Então eu entrei em baixo dos cobertores e deitei na cama, pensando. Eu pensei então é assim que a vida é agora.Sem Susannah, sem os meninos. Fazia dois meses. Eu tinha sobrevivido junho. Eu pensei para mim mesma, eu posso fazer isso. Eu posso ir ao cinema com Taylor e Davis, posso nadar na piscina de Marcy, talvez eu possa até mesmo sair com Cory Wheeler. Se eu fizer essas coisas, vai dar tudo certo. Talvez se eu me esquecer o quão bom isso costumava ser, vai tornar as coisas mais fáceis. Mas quando eu dormi naquela noite, eu sonhei com Susannah ea casa de verão, e mesmo no meu sono eu sabia exatamente o quão bom costumava ser. Como era certo. E não importa o que você faça ou o quão duro você tente, você não consegue parar de sonhar.


Capítulo Quatro Ver seu pai chorar realmente mexe com a sua mente. Talvez não para algumas pessoas. Talvez algumas pessoas têm pais que são ok com o choro e estão em contato com as suas emoções. Não o meu pai. Ele não é um chorão, e ele com certeza nunca nos incentivou a chorar também. Mas no hospital e depois na funerária, ele chorou como uma criança perdida. Minha mãe morreu no início da manhã. Tudo aconteceu tão rápido, me levou um minuto para recuperar o atraso e perceber que tudo estava realmente acontecendo. Isso não te atinge na hora. Mas, mais tarde, naquela noite, a primeira noite sem ela, era só eu e Conrad em a casa. A primeira vez nós estávamos sozinhos em dias. A casa estava tranqüila. Nosso pai estava na casa funerária com Laurel. Os parentes estavam em um hotel. Era só eu e Con. Durante todo o dia, as pessoas tinham estado dentro e fora de casa, e agora era só nós. Nós estávamos sentados na mesa da cozinha. As pessoas tinham enviado todos os tipos de coisas. Cestas de frutas, bandejas de sanduíche, um bolo de café. Uma lata grande de biscoitos de manteiga de Costco. Eu arranquei um pedaço do bolo de café e enfiei na minha boca. Estava seco. Eu arranquei outro pedaço e comi esse também. "Você quer?" Eu perguntei a Conrad. "Não", ele disse. Ele estava bebendo leite. Eu me perguntava se era velho. Eu não conseguia lembrara ultima vez que alguém foi ao mercado. "O que vai acontecer amanhã?" Eu perguntei. "Todo mundo vem para cá?" Conrad encolheu os ombros. "Provavelmente", disse ele. Ele tinha um bigode de leite. Isso era tudo o que dissemos um ao outro. Ele subiu para o seu quarto e eu limpei a cozinha. Então eu estava cansado e eu subi também. Pensei em ir para o quarto de Conrad, porque mesmo que

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não estavamos dizendo nada, era melhorquando estávamos juntos, menos solitário. Eu estava no corredor por um segundo, prestes a bater, e então o ouvi chorando. Soluços sufocados. Eu não entrei. Eu o deixei sozinho.Eu sabia que esse é o jeito que ele iria querer. Eu fui para o meu próprio quarto e fui para a cama. Eu chorei também.

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Capítulo Cinco Eu usei meus óculos antigos para o funeral, os únicos com o plástico vermelho. Eles eram como colocar um casaco demasiado apertado de muito tempo atrás. Me deixaram tonta, mas eu não importava. Susannah sempre gostou de mim nesses óculos. Ela disse que eu parecia com o garota mais inteligente na sala, o tipo de garota que estava indo para algum lugar e sabia exatamente como chegar lá. Eu usava o meu cabelo meio preso, porque esse era o jeito que ela gostava. Ela dizia que mostrava meu rosto. Parecia a coisa certa a fazer, de parecer como ela gostava de mim. Mesmo que eu sabia que ela só disse essas coisas para me fazer sentir melhor, ainda sentia como verdadeiras. Eu acreditava em tudo que Susannah dizia. Eu até acreditei nela quando ela disse que nunca iria embora. Eu acho que todos nós, até a minha mãe. Ficamos todos surpresos quando isso aconteceu, e mesmoquando se tornou inevitável, um fato, nós nunca realmente acreditamos. Parecia impossível. Não nossa Susannah, nem Beck. Você sempre ouve sobre as pessoas melhorando, batendo as chances. Eu tinha certeza que Susannah seria uma delas. Mesmo que fosse só um em um milhões de chances. Ela era uma em um milhão As coisas rapidamente ficaram ruins. Tão ruim que minha mãe estava viajando entre a casa de Susannah em Boston, e a nossa, todos os fins de semana primeiramente e em seguida, com mais frequência.Ela teve que tirar uma licença de ausência do trabalho. Ela tinha um quarto na casa de Susannah. A ligação veio no início da manhã. Ainda estava escuro lá fora. Era uma notícia ruim, é claro; má notícia é a única que realmente não pode esperar. Assim que ouvi otelefone tocar, mesmo em meu sono, eu sabia. Susannah tinha ido embora. Eu estava lá na minha cama, esperando a minha mãe vir e me dizer. Eu podia ouvi-la se movendo em seu quarto, ouviu o barulho do chuveiro.

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Quando ela não veio, eu fui para o quarto dela. Ela estava embalando, com o cabelo ainda molhado.Ela olhou para mim, os olhos cansados e vazios. "Beck se foi", ela disse. E era isso. Eu podia sentir meu interior doente. Meus joelhos também. Então eu sentei no chão, contra a parede, me apoiando nela. Eu achava que sabia o que era desgosto. Pensei que desgosto era eu, sozinha no baile. Isso não foi nada. Isso, isso era desgosto. A dor no peito, a dor atrás de seus olhos. O saber que as coisas nunca serão as mesmas novamente. É tudo relativo, eu suponho. Você acha que conhece o amor, você acha que conhece a dor real, mas você não conhece. Você não sabe de nada. Eu não tenho certeza de quando eu comecei a chorar. Quando eu comecei, eu não podia parar. Eu não podia respirar. Minha mãe atravessou o quarto e se ajoelhou no chão comigo, me abraçando, me balançando para trás e para frente. Mas ela não chorou. Ela nem estava lá. Ela era um pé de cana, um porto vazio. Minha mãe dirigiu para Boston no mesmo dia. A única razão que ela tinha estado esses dias em casa que tinha sido para me verificar e obter uma muda de roupa. Ela tinha pensado que haveria mais tempo. Ela deveria ter estado lá para Susannah quando ela morreu. Ou até mesmo para os garotos. Eu tinha certeza de que ela estava pensando as mesmas coisas. Em sua melhor voz de professor, ela disse para Steven e eu que nós iriamos sozinhos em dois dias, no dia do funeral. Ela não queria nós ficássemos nos preparativos do funeral. Havia muito trabalho a ser feito. Terminou na necessidade de prender. Minha mãe tinha sido nomeada executora da vontade, e, claro, Susannah sabia exatamente o que estava fazendo quando ela a escolheu. Era verdade que não havia ninguém melhor para o trabalho, que elas tinham conversado sobre as coisas antes mesmo de Susannah morrer. Mas, ainda mais do que isso, minha mãe estaria no seu melhor enquanto ela estivesse ocupada, fazendo as coisas. Ela não desmoronou, nem mesmo quando ela precisou. Não, minha mãe se levantou para a ocasião. Eu desejei que fosse um gene que eu herdei. Porque eu estava perdida. Eu não sabia o que fazer comigo mesma. Pensei em ligar Conrad. Eu mesmo disquei o número dele algumas vezes. Mas eu não poderia ligar. Eu não sabia o que dizer. Eu estava com medo de dizer as coisas erradas, de estar piorando as coisas. E então eu pensei em ligar para Jeremiah. Mas foi o medo que me trouxe de volta. Eu

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sabia que no momento em que eu ligasse, o momento em que eu dissesse isso em voz alta, seria verdade. Ela teria realmente ido. Na ida, estávamos bem quietos. O único terno de Steven, o que ele tinha usado apenas para o baile, foi envolto em plástico e penduradono banco traseiro. Eu não tinha me incomodado em pendurar o meu vestido. "O que vamos dizer a eles?" Eu perguntei por fim. "Eu não sei", admitiu. "O único funeral que eu já estive foi o da tia Shirle, e ela era velha "Eu era muito jovem para me lembrar desse funeral. "Onde é que vamos passar a noite? Na casa de Susannah?" "Não faço ideia". "Como você acha que o Sr. Fisher está lidando com isso?" Eu não imaginar Conrad ou Jeremiah, ainda não. "Whisky", foi a resposta de Steven. Depois que eu parei de fazer perguntas. Nós trocamos de roupas em um posto de gasolina á 30 milhas da funerária. Assim que eu vi como limpo e liso o terno de Steven estava, eu lamentei não ter penduradomeu vestido. De volta ao carro, eu fiquei alisando a saia com as palmas das mãos, masnão ajudou. Minha mãe me disse que rayon(tecido) era inútil, eu deveria ter escutado. Eu também deveria ter visto isso antes de embala-lo. A última vez que eu usei era em uma recepção na universidade da minha mãe há três anos, e agora era muito pequeno. Nós chegamos cedo,cedo o bastante para encontrar minha mãe agitada em volta, arrumando as flores e conversando com o Sr. Browne, o diretor da funerária. Assim que ela me viu,ela franziu a testa. "Você deveria ter passado esse vestido, Belly." ela disse. Mordi o lábio inferior para não dizer algo que eu sabia que iria se arrepender. "Não tive tempo", eu disse, mesmo que tive. Houve muito tempo. Eu puxei para baixo a saia para que ela não parecesse tão curta. Ela assentiu com a cabeça brevemente. "Vá encontrar os meninos, ok? Belly, converse com Conrad”. Steven e eu trocamos um olhar. O que eu diria? Fazia um mês desde o baile, desde que tínhamos nos falado.

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Nós os encontramos em uma sala ao lado, tinha bancos e caixas de lenços. A cabeça de Jeremiah estava abaixada, como se estivesse rezando, algo que eu nunca tinha visto ele fazer. Conrad estava sentado reto, ombros quadrados, olhando para o nada. "Hey,"Steven disse, limpando a garganta. Ele se moveu em direção a eles, abraçando-os grosseiramente. Me ocorreu que eu nunca tinha visto Jeremiah em um terno antes. Parecia um pouco apertado; ele estava desconfortável, ele continuou apertando seu pescoço. Mas seus sapatos pareceram novos. Eu me perguntei se minha mãe tinha ajudado a escolhê-los. Quando foi a minha vez eu me apressei a Jeremiah e o abraçei tão forte quanto eu podia. Ele estava tenso em meus braços. "Obrigado por terem vindo", disse ele, sua voz estranhamente formal. Eu tive esse pensamento fugaz que talvez ele estivesse com raiva de mim, mas eu deixei isso de lado tão rápido quanto veio. Eu me senti culpada por sequer pensar nisso. Este foi o funeral de Susannah, por que ele estaria pensando em mim? Bati em suas costas sem jeito, minha mão se movendo em pequenos círculos. Seus olhos estavam muito azuis, que era o que acontecia quando ele chorava. "Eu realmente sinto muito," eu disse, e imediatamente se arrependeu de dizer isso, porque as palavraseram tão ineficazes. Elas não transmitem o que eu realmente queria dizer, como eu realmente sentia. "Eu sinto muito " foi tão inútil como rayon. Então olhei para Conrad. Ele estava sentado novamente, com as costas rígidas, sua camisa branca toda amarrotada. "Hey," eu disse, sentando do lado dele. "Hey," ele disse. Eu não tinha certeza se eu deveria abraçá-lo ou só deixar. Então eu apertei seu ombro e ele não disse nada. Ele era feito de pedra. Eu fiz uma promessapara mim mesma: eu não iria o todo o dia. Gostaria de estar lá, eu seria uma torrede força, tal como a minha mãe. Minha mãe, Steven e eu nos sentamos no quarto banco, atrás dos primos de Conrad e de Jeremiah e o irmão de Sr. Fisher e sua esposa, que estava usando muito perfume. Eu pensei que minha mãe deveria estar na primeira fileira, e eu disse isso a ela, em um sussurro. Elaespirrou e me disse que não importava. Imaginei que ela estava certa. Em seguida, ela tirou o casaco e o colocou sobre minhas coxas nuas. 28


Me virei uma vez e vi o meu pai no fundo. Por alguma razão, eu não esperava vê-lo lá. O que era estranho, porque ele tinha conhecido Susannah também, então fazia sentido que ele estaria em seu funeral. Eu dei a ele um pequeno aceno, e eleacenou de volta. "Papai está aqui", sussurrei para minha mãe. "Claro que está.", disse ela. Ela não olhou para trás. Os amigos de escola de Jeremiah e Conrad se sentaram em um grupo juntos, nos fundos. Eles pareciam estranhos e fora do lugar. Os meninos mantiveram suas cabeças baixas e as meninas sussurravam uma para a outra nervosamente. O funeral foi longo. Um pasto que eu nunca conheci a elogiou. Ele dissecoisas agradáveis sobre Susannah. Ele falou sobre seu tipo, compassivo, gracioso, e elaera todas essas coisas, mas soou um pouco como se ele nunca a conheceu. Inclinei para perto daminha mãe para lhe dizer, mas ela estava assentindo suas palavras. Eu pensei que não ia chorar de novo, mas eu fiz, muito. Sr. Fisher se levantou e agradeceutodos por terem vindo, nos disse que éramos bem-vindos para ir para sua casa depois parauma recepção. Sua voz quebrou algumas vezes, mas ele conseguiu continuar.Quando eu vi pela última vez, ele estava bronzeado, confiante e alto. Naquele dia, ele parecia um homem que estava perdido em uma tempestade de neve. Ombros curvados, rosto pálido. Eu pensei em como deve ser difícil para ele estar lá em cima, na frente de todosque a amavam. Ele a traiu, a deixou quando ela mais precisava dele, mas no final, ele tinha aparecido. Ele segurou a mão dela essas últimas semanas. Talvez ele tenha pensado que haveria mais tempo também. Era um caixão fechado. Susannah disse a minha mãe que não queria todo mundo a encarando quando ela não estava em seu melhor. Pessoas mortas pareciam falsas, elaexplicou. Como se eles fossem feitos de cera. Eu me lembrei de que a pessoa dentro do caixão não era Susannah, que não importa o que ela se parecia, porque ela já tinha ido. Quando acabou, depois de ter dito a oração, formamos um processo, todo mundo tinha a sua vez de oferecer condolências. Eu me senti estranhamente adulta ali, de pé, com minha mãe e meu irmão. Sr. Fisher se inclinou e me deu um abraço duro, os olhos molhados. Ele apertou a mão de Steven e quando ele abraçou minhamãe, ela sussurrou algo em seu ouvido e ele concordou.

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Quando abracei Jeremiah, nós dois estávamos chorando tanto, estávamos abraçados. Seus ombros continuaram balançando. Quando abracei Conrad, eu queria dizer alguma coisa, para confortá-lo. Algomelhor do que "eu sinto muito." Mas era mais tão rápido, não havia tempo para dizer maisdo que isso. Eu tinha uma linha inteira de pessoas atrás de mim, todos esperando para dizer suas condolências também. O cemitério não era muito longe. Meus saltos continuavam grudando no chão. Deve terchovido no dia anterior. Antes de eles baixarem Susannah no buraco molhado, Conrad e Jeremiah, ambos colocaram uma rosa branca em cima do caixão, e depois o resto de nósadicionados mais flores. Peguei uma peônia rosa. Alguém cantou um hino. Quando terminou, Jeremiah não se moveu. Ele estava exatamente onde o túmulo ia ser, e gritou. Foi a minha mãe que foi até ele. Ela tomou-o pela mão, e ela falou com ele em voz baixa. De volta à casa de Susannah, Jeremiah, Steven e eu escapamos para o quarto de Jeremiah. Nós sentamos em sua cama em nossas roupas extravagantes. "Onde está Conrad?", eu disse. Eunão tinha esquecido o meu voto de ficar ao seu lado, mas ele estava tornando difícil, a maneira como ele continuava desaparecendo. "Vamos deixar ele sozinho por um tempo", disse Jeremiah. "Vocês estão com fome?" Eu estava, mas eu não queria dizer isso. "Você está?" "Sim, mais ou menos. A comida está no andar de baixo."Sua voz permanecia na palavra “Andar de baixo." Eu sabia que ele não queria ir lá e enfrentar todas essas pessoas, ter que ver a pena em seus olhos. Como é triste, eles diriam, olhe para aqueles dois jovens meninos que ela deixou para trás. Seus amigos não tinhamvindo para a casa, eles foram embora logo após o enterro. Todos eram adultos lá em baixo. "Eu vou," eu ofereci. "Obrigado", disse ele, agradecido. Levantei e fechei a porta atrás de mim. No corredor, parei para olhar para seus retratos de família. Eles estavam foscos e emoldurados em preto, todos tinham o mesmo tipo de moldura. Em uma imagem, Conrad estava usando uma gravata-borboleta e ele estava sem seus dentes da frente. Emoutro, Jeremiah tinha oito ou

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nove anos e ele tinha um boné do Red Sox que ele se recusou a tirar, tipo,por um verão inteiro. Ele disse que era um chapéu de sorte, ele usou todos os diasdurante três meses. A cada duas semanas, Susannah lavava e depois colocava de volta em seu quarto enquanto ele dormia. Lá embaixo os adultos estavam com milhas de distancia entre si,bebendo café e conversando em sussuros. Minha mãe estava na mesa do buffet, cortando do bolo para estranhos. Eramestranhos para mim, pelo menos. Eu me perguntei se ela sabia se eles sabiam quem ela era para Susannah, como ela era sua melhor amiga, como elas tinha passado todos os verõesjuntas por quase toda a vida. Peguei dois pratos e minha mãe me ajudou a enxer-los.. "Vocês estão todos lá em cima?", ela me perguntou, colocando um pedaço de queijo azul no prato. Eu balancei a cabeça e tirei do prato. "Jeremiah não gosta de queijo azul", eu disse a ela. Então eu peguei um punhado de bolachas de água e um cacho de uvas verdes. "Você viu Conrad? " "Eu acho que ele está no porão", disse ela. Reorganizando o queijo no prato, elaacrescentou: "Por que você não vai ver como ele está e leva um prato? Vou levar esses para os meninos. " "Tudo bem." Eu peguei o prato e atravessei a sala de jantar, as sim que Jeremiah e Steven desceram. Eu fiquei lá e vi Jeremiah parar e conversar com as pessoas, as deixando abraçá-lo e agarrar a sua mão. Nossos olhos se encontraram, e eu levantei a minha mão e acenei de leve. Ele ergueu sua e fez o mesmo, revirando os olhos um pouco para a mulher segurando seu braço. Susannah teria ficado orgulhosa. Então eu fui lá embaixo, para o porão. A porão estava acarpetados einsonorizados. Susannah tinha feito quando Conrad começou com a guitarra elétrica. Estava escuro; Conrad não tinha ligado as luzes acesas. Esperei meus olhos se ajustararem e então eu desci as escadas, sentindo meu caminho. Encontrei ele rápido. Ele estava deitado no sofá, com a cabeça no colo de uma menina. Ela estava passando as mãos no seu cabelo, como se pertencesse ali.Mesmo que o verão tinha acabado de começar, ela estava

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bronzeada. Estava sem sapatos, suas pernas nuas estavam esticadas em cima da mesa de café. E Conrad, ele estava acariciando sua perna. Tudo em mim se trancou, ficou apertado. Eu já tinha a visto no funeral. Eu achei ela muito bonita, e eu me perguntava quem ela era. Ela parece do leste asiático, tipo ela poderia ser indiana. Ela tinha cabelos escuros e olhos escuros e estava usando uma minissaia preta e uma blusa de poá branca e preta. E uma tiara, que ela estava usando uma faixa preta. Ela me viu primeiro e disse "Hey," É quando Conrad olhou e me viu em pé na porta com um prato de queijo e biscoitos. Ele sentou. "Isso é comida pra gente?", ele perguntou, não olhando para mim. "Minha mãe mandou.", eu disse, e minha voz saiu sussurrada e tranquila. Eu andei e coloquei o prato na mesa de café. Eu fiquei lá por um segundo, sem saber o que fazer. "Obrigada", a menina disse, de uma maneira que soou mais comovocê pode ir agora. Não em uma forma sutil, mas de uma forma que deixou claro que eu estava interrompendo. Saí da sala devagar, mas quando cheguei à escada, eu comecei a correr. Corripor todas as pessoas na sala de estar e eu podia ouvir Conrad vindo atrás de mim. "Espere um minuto", ele gritou. Eu quase passei pela entrada quando ele me alcançou e agarrou meu braço. "O que você quer?" Eu disse, sacudindo-o. "Me solta." "Essa era Aubrey", disse ele, me soltando. Aubrey, a garota que partiu o coração de Conrad. Eu a imaginei de forma diferente. Eu tinha imaginado uma loira. Essa menina era mais bonita do que eu tinha imaginado. Eu nunca poderia competir comuma menina assim. Eu disse, "Desculpe interromper o seu pequeno momento." "Oh, cresça", disse ele. Há momentos na vida em que você deseja de todo o coração que você pudesse sumir. Tipo, apenas apagar sua existência. Tipo, se você pudesse, você iria se apagar da existência também, só para fazer que esse momento não existisse. 32


O que eu disse em seguida foi um desses momentos para mim. No dia do funeral da mãe do garoto que eu amava mais do que eu nunca amei nada nem ninguém, eu disse: "Vai para o inferno." Foi a pior coisa que eu já disse para alguém, sempre. Não é que eu nunca disseas palavras antes. Mas o olhar em seu rosto. Eu nunca vou esquecer. O olhar em seu rostome fez querer morrer. Ele confirmou todas as coisas más e baixas que eu já tinha pensado sobre mim, as coisas que você espera e reza para que ninguém nunca saiba sobre você. Porque se eles soubessem, eles iriam ver o verdadeiro você, e eles desprezariam você. Conrad disse: "Eu devia saber que você ia ser assim." Miseravelmente, eu lhe perguntei: "O que você quer dizer?" Ele deu de ombros, sua mandíbula apertada. "Esqueça isso." "Não, diga." Ele começou a se virar, para sair, mas eu o impedi. Eu estava em seu caminho. "Diga", eu disse, minha voz aumentando. Ele olhou para mim e disse: "Eu sabia que era uma má ideia, começar algo com você.Você é apenas uma criança. Foi um grande erro. " "Eu não acredito em você", eu disse. As pessoas estavam começando a olhar. Minha mãe estava de pé na sala, conversando compessoas que eu não conhecia. Ela olhou para cima quando eu comecei a falar. Eu não podia nem mesmo olhar para ela, eu podia sentir meu rosto queimando. Eu sabia que a coisa certa a fazer era ir embora. Eu sabia que era o que eu deveria fazer. Naquele momento, era como se eu estivesse flutuando em cima de mim e eu pudesse me ver e como todo mundo naquela sala estava olhando para mim. Mas quando Conrad apenasencolheu os ombros e começou a sair de novo, eu me senti tão louca, e tão – pequena. Eu queria parar, mas eu não podia. "Eu odeio você", eu disse. Conrad virou e acenou com a cabeça, como se tivesse esperado que eu fosse dizer exatamente isso. "Bom", disse ele. A maneira como ele olhou para mim, então, com pena e farto. Ele fez eu me sentir doente.

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"Eu nunca mais quero ver você de novo", eu disse, e então eu passei por ele, e corri até a escada tão rápido que tropeçei no degrau mais alto. Eu caí de joelhos, com força. Eu acho que ouvi algum suspiro. Eu mal podia ver através das minhas lágrimas. Cegamente, eu tenho levantei e corri para o quarto de hóspedes. Eu tirei os óculos e deitei na cama e chorei. Não era Conrad que eu odiava. Era eu. Meu pai veio depois de um tempo. Ele bateu algumas vezes, e quando eu não respondi, ele entrou e se sentou na beira da cama. "Você está bem?", Ele me perguntou. Sua voz era tão suave, eu podia sentir as lágrimasvazando dos cantos de meus olhos novamente. Ninguém deveria ser bom para mim. Eu não merecia. Eu rolei, então estava de costas para ele. "Minha mãe está com raiva de mim?" "Não, claro que não", disse ele. "Vamos voltar lá para baixo e dizer adeus a todos. " "Eu não posso." Como eu poderia voltar lá pra baixo e ver o rosto de todos depois da cena que eu tinha feito? Era impossível. Fui humilhada, e eu tinha feito isso para mim mesma. "O que aconteceu com você e Conrad, Belly? Vocês brigaram? Você dois romperam?"Foi tão estranho ouvir as palavras" romper "sair da boca do meu pai. Eu não podia discutir com ele. Era muito bizarro. "Pai, eu não posso falar sobre essas coisas com você. Você poderia ir? Eu quero ficar sozinha. " "Tudo bem", disse, e eu podia ouvir a dor em sua voz. "Você quer que eu chame sua mãe? " Ela era a última pessoa que eu queria ver. Imediatamente, eu disse: "Não, por favor não." A cama rangeu quando meu pai levantou e fechou a porta. A única pessoa que eu queria era Susannah. Ela era a única. E então eu pensei, claro como o dia. Eu nunca seria a favorita de alguém novamente. Eu nunca seriauma criança de novo, não da mesma forma. Isso era tudo acabado agora. Ela estava realmente foi.

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Eu esperava que Conrad tivesse me ouvido. Eu esperava que eu nunca mais o visse. Se algum dia eu tivesse que olhar para ele de novo, e ele olhasse para mim do jeito que ele fez naquele dia, isso me quebraria.

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Capítulo Seis 3 de Julho Quando o telefone tocou cedo na manhã seguinte, meu primeiro pensamento foi: O único tipo de ligação que você recebe no início da manhã são as más. Eu estava certa, de qualquer jeito. Eu acho que eu ainda estava em estado de sonho quando ouvi sua voz. Por um longo segundo, eu pensei que era Conrad, e nesse segundo, eu não conseguia recuperar o fôlego. Conrad me ligando de novo, isso foi o suficiente para me fazer esquecer como respirar. Mas não era Conrad. Era Jeremiah. Eles eram irmãos, afinal, suas vozes eram iguais. Semelhantes, mas não iguais. Ele, Jeremiah, disse, "Belly, é Jeremiah. Conrad se foi. " "O que quer dizer 'foi'?" De repente, eu estava bem acordada e meu coração estava na minha garganta. Foi passou a ter um significado diferente, de uma forma que não significava antes. Algo permanente. "Ele saiu de férias uns dias atrás e ele não veio para casa. Você sabe onde ele está? " "Não." Conrad e eu não tínhamos nos falado desde o funeral de Susannah. "Ele perdeu dois exames. Ele nunca faria isso. "Jeremias parecia desesperado, em pânico mesmo. Eu nunca tinha o ouvido soar dessa maneira. Ele estava sempre à vontade, sempre rindo, nunca sério. E ele estava certo, Conrad nunca faria isso, ele nunca iria embora sem contar a ninguém. Não o antigo Conrad, de qualquer maneira. Não é o Conrad que eu amava desde que eu tinha dez anos de idade, não ele. Sentei e esfreguei os olhos. "Seu pai sabe?"


"Sim. Ele está pirando. Ele não pode lidar com esse tipo de coisa. "Esse tipo de coisa seria problema de Susannah, não do Sr. Fisher. "O que você quer fazer, Jere?" Eu tentei fazer minha voz soar como minha mãe faria. Calma, razoável. Como se eu não estivesse com medo da minha mente, o pensamento de que Conrad se foi. Não era tanto o fato de que ele estava com problemas. Era que se ele foi embora, ele poderia nunca voltar. E isso me assustou mais do que eu poderia dizer. "Eu não sei." Jeremiah deixou escapar uma grande rajada de ar. "Seu telefone está desligado pordias. Você acha que você poderia me ajudar a encontrá-lo? " Imediatamente eu disse: "Sim. Claro. É claro que eu posso. " Tudo fazia sentido naquele momento. Esta era a minha chance de fazer as coisas certas com Conrad. A maneira que eu vi, era isso que eu estava esperando e eu nem sabia. Foi como se nos últimos dois meses eu tivesse sido sonambula, e agora eu estava finalmente acordada. Eu tinha um objetivo, um propósito. Nesse último dia que eu disse coisas horríveis. Coisas imperdoáveis. Talvez, se eu o ajudasse de alguma maneira, eu seria capaz de consertar o que foi quebrado. Mesmo assim, tão assustada quanto eu estava com o pensamento de Conrad ter ido, tão ansiosa quanto eu estava para me redimir, o pensamento de estar perto dele novamente me aterrorizava. Ninguém nesta terra me afetou da maneira que Conrad Fisher faz. Assim que Jeremias e eu desligamos o telefone, eu estava em todos os lugares ao mesmo tempo,jogando roupas íntimas e camisetas na minha mala grande de noite. Quanto tempo seria necessário para o encontrarmos? Ele está bem? Eu teria sabido se ele não estivesse bem, não teria? Euarrumei minha escova de dentes, um pente. Solução da lente. Minha mãe estava passando roupa na cozinha. Ela estava olhando para o nada, tinha um vinco grande na testa. "Mãe?", eu perguntei. Assustada, ela olhou para mim. "O quê? O que há? " Eu já tinha planejado o que eu iria dizer. "Taylor está tendo algum tipo de colapso porque ela e Davis terminaram de novo. Vou ficar na casa dela hoje à noite,talvez amanhã, também, dependendo de como ela se sentir. "


Prendi a respiração, esperando que ela falasse. Minha mãe tem um detector de mentira comoninguém que eu já conheci. É mais do que intuição de uma mãe, é como um dispositivo de rastreamento. Mas nenhum alerta veio, nem sinos ou assobios. Seu rosto estava perfeitamente em branco. "Tudo bem", disse ela, voltando a passar roupa. E então, "Tente e esteja amanhã à noite em casa", disse ela. "Vou fazer halibute.(peixe)" Ela borrifou amido em calças cáqui. Eu estava livre de casa. Eu deveria estar me sentido aliviada, mas eunão estava, não realmente. "Eu vou tentar", eu disse. Por um momento, pensei em contar a verdade a ela. De todas as pessoas, ela tinha que entender. Ela iria querer ajudar. Ela amava os dois. Foi a minha mãe que levou Conrad para o hospital quando ele quebrou o braço de skate, porqueSusannah estava tremendo tanto que ela não poderia dirigir. Minha mãe era firme, sólida.Ela sempre soube o que fazer. Ou pelo menos, ela costumava saber. Agora eu não tinha tanta certeza. Quando Susannah ficou doente de novo, minha mãe estava no piloto automático, fazendo o que precisava ser feito. Mal presente. Outro dia eu desci e a encontei varrendo o corredor da frente, e seus olhos estavamvermelhos, e eu estava com medo. Ela não era o tipo de chorar. Vê-la assim, como um pessoa real e não a minha mãe, quase me fez não confiar nela. Minha mãe pousou o ferro. Ela pegou sua bolsa no balcão e tirou sua carteira. "Compre para Taylor alguns Ben & Jerry, por mim", ela disse, me entregando 20 dolares. "Obrigado, mãe," eu disse, pegando os 20 e colocando no meu bolso. Seria útil para a gasolina depois. "Divirta-se", disse ela, e ela se foi. Ausente. Passando o mesmo par de calças cáqui ela já tinha terminado. Quando eu estava no meu carro, indo embora, eu finalmente me deixei sentir. Alívio. Sem silencio, mãe triste, não hoje. Eu odiava deixá-la e eu odiava estar perto dela, porque ela me fazia lembrar o que eu mais queria esquecer. Susannah tinha ido embora, e ela não está voltando, e nenhum de nós seria o mesmo novamente.


Capítulo Sete Na casa de Taylor a porta da frente quase nunca estava trancada. Sua escadaria, com seu corrimão longo e brilhantes degraus de madeira, era tão familiar para mim como a minha própria escadaria. Depois que eu entrei na casa, fui direto para o seu quarto. Taylor estava deitada de bruços, folheando revistas de fofocas. Logo que ela me viu, ela sentou e disse: "Você é um masoquista, ou o quê?" Joguei minha mochila no chão e sentei ao lado dela. Eu tinha ligado quando estava vindo; Eu disse tudo. Eu não queria, mas eu fiz. "Por que você está saindo para procurar por ele?", ela exigiu. "Ele não é mais seunamorado. " Eu suspirei. "Como se já tivesse realmente sido." "Esse é o meu ponto." Ela folheou uma revista e me entregou. "Olha isso. Eu podia ver você neste biquíni. O branco. Vai ficar quente comseu bronzeado. " "Jeremiah vai estar aqui em breve," eu disse, olhando para a revista e entreguei de volta para ela. Eu não poderia me imaginar nesse biquíni. Mas eu podia imaginar ela no mesmo. "Você deveria ter escolhido para Jeremy", disse ela. "Conrad é, basicamente, uma pessoa louca. " Eu disse e disse como ele não era tão fácil escolher um ou outro. Nada nunca foi. Não era como se eu tivesse uma escolha, não realmente. "Conrad não é louco, Taylor." Ela nunca tinha perdoado Conrad por não gostar dela o verão que eu a levei para Cousins, o verão que tinhamos 14. Taylor era acostumada a ter todos os meninos gostando dela, ela não era acostumada a ser ignorada. O que foi exatamente o que Conrad tinha feito. Não Jeremiah, no entanto. Assim que ela bateu


seugrandes olhos castanhos para ele, ele era dela. Seu Jeremy, foi como ela o chamou- esse tipo de brincadeira, o tipo que os meninos amam. Com Jeremiah deu certo também, até que ela o abandonou para ficar com o meu irmão, Steven. Apertando os lábios, Taylor disse: "Tudo bem, talvez tenha sido um pouco dura. Talvez ele não seja louco. Mas, tipo, o quê? Você sempre estará sentada à espera dele? Sempre que ele quiser? " "Não! Mas ele está em algum tipo de problema. Ele precisa de seus amigos, agora mais do que nunca” Eu disse, pegando em um fio solto no tapete. "Não importa o que aconteceu entrenós, nós sempre seremos amigos. " Ela revirou os olhos. "Tanto faz. A única razão que eu estou cobrindo para você é para que você comece o encerramento. " "Encerramento?" "Sim. Eu posso ver agora que é o único caminho. Você precisa ver Conrad face-a-face e dizer que você já o superou e que não vai jogar seus jogos. Depois e só depois, você pode seguir sem esse idiota". "Taylor, eu não sou inocente em tudo isso também." Eu engoli. "A última vez que o vi, eu fui horrível". "Tanto faz. O ponto é, você precisa seguir em frente. Para pastagens mais verdes. "Ela me olhou. "Como Cory. Que, aliás, eu duvido que você ainda tenha uma chance com mais alguémdepois de ontem à noite. " Ontem à noite parecia á mil anos atrás. Eu fiz o meu melhor olhar contrito edisse, "Ei, obrigado novamente por deixar o meu carro aqui ficar aqui. Se a minha mãe ligar-" "Por favor, Belly. Mostre um pouco de respeito. Eu sou a rainha de mentir para os pais, ao contrário de você. " Ela espirrou. "Você vai estar de volta a tempo para amanhã à noite, certo? Vamos todos sair no barco dos pais do Davis, lembra? Você prometeu. " "Isso não é até oito ou nove. Eu tenho certeza que vou estar de volta em seguida. Além disso, "eu apontei,"Eu nunca prometi nada." "Então prometa agora", ordenou. "Promete que vai estar aqui."


Revirei os olhos. "Por que você me quer tanto de volta? Assim, você pode jogar Cory Wheeler pra cima de mim de novo? Você não precisa de mim. Você tem Davis. " "Preciso de você também, mesmo que você seja uma melhor amiga terrível. Namorados não são o mesmo que melhores amigas e você sabe disso. Muito em breve vamos estar na faculdade, você sabe.E se vamos para escolas diferentes? O que, então? "Taylor olhou para mim, seus olhosacusador. "Ok, ok. Eu prometo. "Taylor ainda tinha seu coração em nós indo para a mesma faculdade, a maneira como nós sempre dissemos seria. Ela estendeu a mão para mim e nós batemos as mãos. "É isso que você vai vestir?" Taylor me perguntou de repente. Olhando para minha camisola cinzenta, eu disse, "Bem, sim". Ela balançou a cabeça tão rápido seu cabelo loiro balançava todo. "É isso queque você vai usar para ver Conrad pela primeira vez? " "Este não é um encontro, Taylor." "Quando você vê um ex, você tem que parecer melhor do que você já pareceu. É a primeira regra de términos. Você tem que fazê-lo pensar, ‘Droga, eu perdi isso?’ É o único jeito." Eu não tinha pensado nisso. "Eu não me importo com o que ele pensa," eu disse a ela. Ela já estava vasculhando minha bolsa de noite. "Tudo o que tem aqui roupa intima e camisetas. E esse sutiã velho. Ugh. Eu odeio esse sutiã. Ele precisaser oficialmente aposentado." "Pare com isso", eu disse. "Não mexa nas minhas coisas." Taylor saltou, com o rosto toda sorridente e animada "Oh, por favor, me deixa arrumar pra você,Belly! Por favor, me faria muito feliz. " "Não", eu disse, tão firme quanto eu poderia. Com Taylor, você tinha que ser firme. "Eu provavelmente vou estar de volta amanhã. Eu não preciso de mais nada. " Taylor me ignorou e desapareceu em seu closet. Meu telefone tocou e era Jeremiah. Antes de atender, eu disse: "Eu estou falando sério,Tay ". "Não se preocupe, eu tenho tudo certo. Basta pensar em mim como sua fada madrinha ",ela disse de dentro do armário.


Eu rudemente abri meu telefone. "Hey," eu disse. "Onde está você?" "Estou muito perto. Cerca de uma hora de distância. Você está na Taylor? " "Sim", eu disse. "Você precisa de mim para lhe dar as instruções de como chegar?" "Não, eu já sei como chegar." Ele fez uma pausa, e por um segundo eu pensei que ele já tinha desligado.Então ele disse: "Obrigado por fazer isso." "Fala sério," eu disse. Eu pensei em dizer algo mais, como a forma como ele é um dos meus melhores amigos e como parte de mim estava contente de ter um motivo para vê-lo novamente. Só não seria verão sem os meninos da Beck. Mas eu não conseguia achar palavras para soar como na minha cabeça, e antes que eu pudesse imaginar, ele desligou. Quando Taylor finalmente saiu do armário, ela estava fechando o zíper da minha bolsa. "Tudo feito", ela disse, sorrindo. "Taylor-" Eu tentei pegar a bolsa dela. "Não, espere até chegar onde você está indo. Você vai me agradecer ", disse ela. "Eu fui muito generosa, mesmo que você esteja totalmente me abandonando. " Eu ignorei a ultima parte e disse: "Obrigado, Tay." "De nada", disse ela, verificando seu cabelo no espelho da penteadeira "Vê quanto você precisa de mim? "Taylor me encarou, com as mãos nos quadris. "Como é que vocês estãopensando mesmo em encontrar Conrad? Pelo o que vocês sabem, ele está debaixo uma ponteem algum lugar. " Eu não tinha falado essa parte, os detalhes reais, muito pensamento. "Tenho certeza que Jeremiah tem algumas ideias ", eu disse. Jeremiah apareceu em uma hora, assim como ele disse que faria. Nós assistimos pela janela da sala de estar quando seu carro parou na calçada circular de Taylor. "Oh meu Deus, ele parece tão bonito ", disse Taylor, correndo para o banheiro e colocando gloss. "Por que você não me disse o quão bonito ele se tornou?"


A última vez que ela tinha visto Jeremiah, ele tinha sido uma cabeça menor e magro. Não era de admirar que ela tinha o trocador por Steven. Mas ele apenas parece como Jeremiah para mim. Peguei minha bolsa e fui lá fora, com Taylor em meus calcanhares. Quando eu abri a porta da frente, Jeremiah estava de pé nos degraus da frente. Ele estava usando seu boné Red Sox, e seu cabelo estava mais curto do que a última vez que eu o vi. Era estranho vê-lo ali, na porta da casa de Taylor. Surreal. "Eu ia te ligar", disse ele, tirando o boné. Ele era um garoto sem medo de bagunçar o cabelo com o boné ou de parecer estúpido. Foi uma de suas qualidades mais cativantes, que eu admiravaporque eu praticamente vivia em constante medo de me envergonhar. Eu queria abraçá-lo, mas por alguma razão – talvez porque ele não me abraçou primeiro, talvez porque eu me senti tímida, de repente– eu me segurei. Em vez disso, eu disse: "Você chegou aqui muito rápido. " "Eu acelerei como um louco", disse ele, e então, "Ei, Taylor." Ela ficou na ponta dos pés e abraçou-o e eu lamentei não abraçálo também. Quando ela se afastou, Taylor o olhou com aprovação e disse, "Jeremy, você parece bem. "Ela sorriu para ele, esperando que ele diga que ela parecia bem demais. Quando ele não disse nada, ela disse: "Essa foi a sua dica para me dizer o quão bom eu pareço, duh. " Jeremiah riu. "A mesma antiga Taylor. Você sabe está bem. Você não precisa que eu te diga. " Os dois sorriram um para o outro. "É melhor a gente ir," eu disse. Ele pegou a minha bolsa de viagem do meu ombro e seguiu para o carro. Enquanto ele abria espaço para a minha mala no porta-malas, Taylor me agarrou pelo braço e disse:"Me ligue quando você chegar onde você está indo, Cinderbelly." Ela costumava me chamar disso quando éramos pequenas, quando estávamos obcecadas com Cinderela. Ela canta junto com os ratos. Cinderbelly, Cinderbelly. Senti uma súbita onda de afeição por ela. Nostalgia, uma história, contada por muito. Mais do que eu tinha imaginado. Eu sentirei falta dela no próximo ano, quando nós estivermos emfaculdades diferentes. "Obrigado por me deixar estacionar o meu carro aqui, Tay."


Ela assentiu com a cabeça. Então, ela murmurou a palavra encerramento. "Tchau, Taylor", disse Jeremiah, entrando no carro. Entrei também. Seu carro estava uma bagunça, como sempre. Havia garrafas de água vazias sobre todo o piso e banco traseiro. "Tchau," eu disse quando começamos a ir embora. Ela ficou lá e acenou enquanto nos olhava. Ela disse de volta, "Não se esqueça da promessa, Belly! " "O que você prometeu?" Jeremias me perguntou, olhando no espelho retrovisor. "Eu prometi a ela que estaria de volta a tempo para a festa de 4 de julho de seu namorado. Vai ser em um barco. " Jeremiah assentiu. "Você estará de volta a tempo, não se preocupe. Espero traze-la de volta essa noite. " "Oh," eu disse. "Ok". Imaginei que não seria necessário a bagagem de noite depois de tudo. Então ele disse, "Taylor parece exatamente a mesma." "Sim, eu acho que ela é." E então, nenhum de nós disse nada. Nós éramos apenas silêncio.


Capítulo Oito Jeremiah Eu posso dizer o momento exato onde tudo mudou. Foi no verão passado. Con e eu estavamos sentados na varanda, e eu estava tentando falar com ele sobre o quão idiota o novo assistente técnico de futebol era. "Basta sair", disse ele. Fácil para ele dizer. Ele desistiu. "Você não entende, esse cara é louco", eu comecei a dizer, mas ele não estava ouvindo mais. O carro deles tinha parado na garagem.Steven saiu primeiro, depois Laurel. Ela perguntou onde minha mãe estava e me deu um grande abraço. Ela abraçou Conrad seguinte e comecei a dizer: "Ei, onde está Belly Botão?"E lá estava ela. Conrad viu primeiro. Ele estava olhando por cima do ombro de Laurel. Para ela. Ela caminhoupara nós. Seu cabelo estava balançando ao redor por todo o lugar e suas pernas pareciam ter quilômetros de comprimento. Ela estava usando shorts e tênis sujos. Sua alça do sutiã estava saindo de sua parte superior da regata. Eu juro que nunca notei que seu sutiã antes. Ela tinha um engraçadoolhar em seu rosto, um olhar que eu não conhecia. Como tímido e nervoso, mas orgulhoso ao mesmo tempo. Eu assisti Conrad abraçá-la, esperando a minha vez. Eu queria perguntar a ela no que ela estava pensando, por que ela tinha aquele olhar em seu rosto. Mas eu não fiz isso. Eu pisei em torno de Conrad e a levantei do chão, dizendo algo estúpido. Isso a fez rir, e então ela era apenas Belly novamente. E isso foi um alívio, porque eu não queria que ela fosse nada mais que Belly. Eu a conheço por toda minha vida. Eu nunca pensei nela como uma menina. Ela era um de nós.Ela era minha amiga. Ao vê-la de uma


forma diferente, mesmo que apenas por um segundo, isso me surpreendeu. Meu pai costumava dizer que como tudo na vida, há no jogo o momento de mudança. Um único momento em que tudo se junta, mas você dificilmente reconhece no momento. A cesta de três pontos no início do segundo trimestre, que muda o ritmo inteiro do jogo. Acorda as pessoas, as traz de volta à vida. Tudo vaide volta para aquele único momento. Eu poderia ter esquecido, aquele momento em o carro parou e esta menina saiu, uma menina que eu mal reconhecia. Poderia ter sido apenas uma daquelas coisas.Você sabe, quando uma pessoa chama a sua atenção, como uma lufada de perfume quando você andana rua. Você continua andando. Você esquece. Eu poderia ter esquecido. As coisas poderiam voltar a ser como eram antes. Mas então veio o momento de mudança do jogo. Era noite, talvez uma semana até o verão. Belly e eu estávamos na piscina, e ela estava rachando sobre algo que eu disse, eu não me lembro o quê. Euadorava que eu podia fazê-la rir. Mesmo que ela risse muito e não fosse umtipo de façanha, me senti muito bem. Ela disse, "Jere, você é, tipo, a pessoa mais engraçada que eu conheço."Foi um dos melhores elogios da minha vida. Mas esse não era o momento de mudança do jogo. Aconteceu em seguida. Eu estava realmente em um rolo, fazendo uma imitação de Conradquando acorda de manhã. Uma espécie de Frankenstein. Aí Conrad saiu e sentou-se ao lado dela na cadeira de convés. Ele puxou seu rabo de cavaloe disse: "O que é tão engraçado?" Belly olhou para ele, e ela realmente corou. O rosto dela estava todo vermelho,e seus olhos estavam brilhando. "Não me lembro", disse ela. Meu intestino se torceu. Eu me senti como se alguém tivesse me chutado no estômago. Eu era com ciúmes, um ciúmes louco. De Conrad. E quando ela levantou um pouco mais tarde para obter umasoda, eu o assisti vê-la andando e me senti doente por dentro. Isso foi quando eu sabia que as coisas nunca mais seriam as mesmas. Eu queria dizer a Conrad que ele não tinha o direito. Que ele a ignorou todos esses anos,que ele não poderia simplesmente decidir levala só porque ele sentiu vontade.


Ela era toda nossa. Minha mãe a adorava. Ela chamava Belly de sua filha secreta.Ela olhou para a frente a vê-la todos os anos. Steven, mesmo que ele lhe desse um tempo duro, ele era muito protetor com ela. Todo mundo cuidava de Belly, ela só não sabia. Ela estava muito ocupada olhando para Conrad. Por tanto tempo quanto qualquer um de nós poderiase lembrar, ela tinha amado Conrad. Tudo que eu sabia era que eu queria que ela me olhasse assim. Depois daquele dia, eu estava perdido. Eu gostava dela, mais do que um amigo. Eu talvez até mesmo a amava. Houve outras meninas. Mas elas não eram ela. Eu não queria ligar para Belly por ajuda. Eu estava chateado com ela. Não era apenas por ela ter escolhidoConrad. Isso era notícia velha. Ela estava sempre iria escolher Conrad. Mas nós éramosamigos também. Quantas vezes ela me ligou desde que minha mãe morreu? Duas vezes? Uns poucostextos e e-mails? Mas, sentado no carro ao lado dela, sentindo seu cheiro de Bellyh Conklin (sabonete de marfim, coco e açúcar), a forma como seu nariz enrugava quando ela pensava, o seu sorriso nervoso e as suas unhas mastigadas. A maneira como ela dizia meu nome. Quando ela se inclinou para frente para mexer com as saídas de AC, o cabelo dela roçava minha perna e era realmente suave. Isso me fez lembrar de tudo outra vez. Se tornou difícilficar chateado e mantê-la no comprimento de um braço do jeito que eu tinha planejado. Foi era quase malditamente impossível. Quando eu estava perto dela, eu só queria agarrá-la e abraçá-la ebeijar a merda pra fora dela. Talvez, então, ela finalmente tivesse esquecido do babaca do meu irmão.


Capítulo Nove "Então, onde é que estamos indo?" Eu questionei Jeremiah. Eu tentei captar seu olho, para fazê-lo olhar para mim, só por um segundo. Parecia que ele não tinha me olhado nos olhos uma vezdesde que ele apareceu, e isso me deixou nervosa. Eu precisava saber que as coisas estavambem entre nós. "Eu não sei", ele disse. "Eu não falei com Con por um tempo. Eu não tenho nenhuma ideia de ondeele iria. Eu estava esperando que você tivesse algumas ideias. " A coisa é que eu não tinha. Não realmente. Nem um pouco, na verdade. Eu limpei minha garganta. "Conrad e eu não temos nos falado desde que–desde maio. " Jeremiah olhou para mim de lado, mas ele não disse nada. Eu me perguntava o queConrad lhe tinha dito. Provavelmente não muito. Eu continuei falando porque ele não estava. "Você já ligou para o seu colega de quarto?" "Eu não tenho o número dele. Eu nem sei seu nome. " "Seu nome é Eric," eu disse rapidamente. Fiquei feliz em saber que pelo menos. "É o mesmocompanheiro de quarto do ano letivo. Eles ficaram na mesma sala para a escola de verão.Então, hum, eu acho que é para onde vamos, então. Para Brown. Vamos conversar com Eric, com as pessoas no seu dormitório. Você nunca sabe, ele só poderia estar passando o tempo fora do campus. " "Soa como um plano." Ele olhou para o espelho retrovisor e mudou de pista, ele perguntou: "Então, você foi para visitar Con na escola?" "Não", eu disse, olhando para fora da janela. Foi uma coisa muito embaraçoso admitir."E você?"


"Meu pai e eu o ajudamos a se mudar para o dormitório." Quase com relutância, acrescentou,"Obrigado por vir." "Claro", eu disse. "Então, Laurel está bem com isso?" "Oh, sim, totalmente," eu menti. "Eu estou feliz por poder vir." Eu costumava olhar para a frente e ver Conrad todo o ano. Eu costumava desejar o verão como crianças desejam o Natal. Era tudo que eu pensava. Mesmo agora, mesmo depois detudo, ele ainda era tudo o que eu pensava. Mais tarde, eu liguei o rádio para preencher o silêncio entre Jeremiah e eu. Uma vez que eu pensei que eu ouvi ele começar a dizer alguma coisa, e eu disse, "Você acabou de dizeralguma coisa? " Ele disse: "Não". Por um tempo apenas dirigiu. Jeremiah e eu nunca tivemos problemas com conversas, mas lá estávamos nós, sem dizer uma palavra. Finalmente, ele disse: "Eu vi Nona semana passada. Eu passei pela casa de repouso que ela está trabalhando. " Nona era a enfermeira de Susannah. Eu a encontrei algumas vezes. Ela era engraçada e forte. Nona era pequena, talvez 5.2 pés com braços e pernas finas, mas eu tinha visto ela levantar Susannah como se ela não pesasse nada. Que, no final, euacho que ela quase fez.


Capítulo Dez Quando Susannah ficou realmente doente novamente, ninguém me disse logo de cara. Não Conrad, ouminha mãe, ou até mesmo Susannah. Tudo aconteceu tão rápido. Eu tentei escapar de ver Susannah dessa última vez. Eu disse a minha mãe que tinha um Exame de trigonometria que contava para ¼ da minha nota. Eu teria dito qualquer coisa para conseguir fugir disso. "Eu vou ter que estudar todo o fim de semana. Eu não posso ir. Talvez no próximo fim de semana,"eu disse por telefone. Eu tentei fazer minha voz casual e não desesperada. "OK?" Imediatamente ela disse, "Não. Não OK. Você está vindo neste fim de semana. Susannah quer vê-la." "Mas —" "Sem rodeios". Sua voz era nítida. "Eu já comprei o bilhete de trem. Te vejo amanhã." No caminho de trem, eu pensei muito em coisas que eu poderia dizer quando eu visse Susannah. Eu diria a ela sobre quão difícil trigonometria era, como Taylor estava apaixonada, como euestava pensando em concorrer para secretária de classe, que era uma mentira. Eu não ia a concorrer para secretária de classe, mas eu sabia que Susannah gostaria disso. Eu iria dizer a elatodas essas coisas, e eu não iria perguntar sobre Conrad. Minha mãe me pegou na estação de trem. Quando entrei no carro, ela disse,"Estou feliz que você veio". Então ela disse, "Não se preocupe, Conrad não está aqui." Eu não respondi, eu apenas olhava pela janela. Fiquei injustificadamente brava com ela por me fazer vir. Não que ela se importasse. Continuou a falar. "Eu vou ir adiante e te avisar que ela não


parece bem. Ela está cansada. Ela está muito cansada, mas ela está animada para te ver." Tão logo ela disse as palavras, "ela não parece bem," fechei os olhos. Eu me odiava por ter medo de vê-la, por não visitar mais vezes. Mas eu não era como minha mãe, tão forte e dura como aço. Ver Susannah desse jeito era muito difícil. Parecia apenas pedaços dela, do que ela costumava ser, se afastado cada vez mais. Vê-la assim tornava real. Quando nós estacionamos o carro na garagem, Nona estava fora fumando um cigarro. Eu a conheci algumas semanas antes, quando Susannah voltou para casa. Nona tinhaum aperto de mão muito intimidante. Quando nós pisamos para fora do carro, ela estava puverizando suas mãos e jogando Febreze em seu uniforme como se fosse uma adolescente fumando em segredo, mesmo que Susannah não se importasse; ela amava cigarros de vez em quando mas não conseguia fumá-los mais. Só um baseado, de vez em quando. "Manhã", Nona gritou, acenando para nós. "Manhã", gritamos de volta. Ela estava sentada na varanda da frente. "É bom ver você," ela disse. Para minha mãe, ela disse, "Susannah já está vestida e esperando por vocês no andar de baixo." Minha mãe sentou-se ao lado da Nona. "Belly, você pode entrar primeiro. Eu vou conversar comNona." E pelo "bate-papo," eu sabia que ela queria dizer que ela também ia ter um cigarro. Elae Nona tinha começado a ser bastante amigável. Nona era intensamente espiritual e também pragmática. Ela convidou a minha mãe para ir paraIgreja com ela vez e mesmo que minha mãe não fosse religiosa, no mínimo, ela foi. No começo que eu pensei que era apenas influencia de Nona, mas depois quando ela começou a ir à Igreja sozinha em casa, percebi que era mais do que isso. Ela estava procurando algum tipo de paz. Eu disse, "Sozinha?" e eu me arrependi imediatamente. Eu não queria qualquer uma delas me jugando por ter medo. Eu já estava me julgando. "Ela está esperando por você," disse minha mãe. Ela estava. Ela estava sentada na sala de estar, e ela estava usando roupas normais e não seu pijama. Ela usava maquiagem. Seu blush


estava brilhantee berrante contra sua pele branca.Ela fez um esforço, para mim. Para não me assustar. Assim eu fingia não ter medo. "Minha garota favorita", disse ela, abrindo seus braços para mim. Eu abracei ela, cuidadosamente, como eu poderia, eu disse a ela que ela parecia muito melhor. Eu menti. Ela disse que Jeremiah não estaria em casa até mais tarde naquela noite, e nós meninas tinhamos a casa toda para nós a tarde inteira. Minha mãe veio para dentro mas nos deixou sozinhas. Ela veio para a sala de estar para dizer um rápido olá e, em seguida, ela foi compraro almoço enquanto nós conversavamos. Logo que minha mãe saiu da sala, Susannah disse, "Se você está preocupada em se encontrar com Conrad, não fique, querida. Ele não vai estar aqui neste fim de semana." Eu engolido. "Ele disse você?" Ela meio que riu. "Esse menino não me diz nada. Sua mãe mencionou que o baile não... ocorreu como o planejado. Sinto muito, querida." "Ele terminou comigo," eu disse a ela. Era mais complicado do que isso, mas quando você resumia tudo, era o que tinha acontecido. Tinha acontecido porque ele queria que acontecesse. Sempre foi sua questão — sua decisão se estavamos ou não juntos. Susannah pegou minha mão e a segurou. "Não odeie Conrad," ela disse. "Não odeio," Eu menti. Eu o odiava mais do que qualquer coisa. Eu o amava mais que tudo. Porque, ele era tudo. E eu odiava isso, também. "Connie está tendo um periodo dificil com tudo isso. É muito." Ela fez uma pausa e empurrou meu cabelo para fora do meu rosto, sua mão persistente na minha testa, como se eu tivesse uma febre. Como se eu fosse quem estava doente, precisando de conforto. "Não deixe que ele te afaste. Ele precisa de você. Ele te ama, você sabe. Eu balancei a cabeça. "Não, ele não ama." Na minha cabeça, eu adicionei, a única pessoa que eleama é ele mesmo. E você. Ela agiu como se não tivesse me ouvido. "Você o ama?"


Quando eu não respondi, ela balançou a cabeça como se eu tivesse. "Você pode fazer uma coisa para mim?" Lentamente, eu assenti. "Cuide dele. Você vai fazer isso? " "Você não vai precisar de mim para cuidar dele, Susannah, você vai estar aqui para fazer isso", eu disse,e eu tentei não parecer desesperada, mas isso não importa. Susannah sorriu e disse: "Você é minha garota, Belly". Após o almoço, Susannah tirou uma soneca. Ela não acordou até tarde, equando ela fez, ela estava irritada e desorientada. Ela estapeou minha mãe uma vez, o que me aterrorizou. Susannah nunca bateu em ninguém. Nona tentou colocá-la na cama, e na primeira Susannah recusou, mas depois ela foi. No caminho para seu quarto, ela me deu uma piscada pouco indiferente. Jeremiah chegou em casa na hora do jantar. Fiquei aliviada ao vêlo. ele feztudo mais leve, mais fácil. Só de ver o rosto dele tirou um pouco da pressão deestar lá. Ele entrou na cozinha e disse: "Que cheiro de queimado é esse? Oh, Laurel cozinhando. Ei, Laure! " Minha mãe o bateu com uma toalha de cozinha. Ele se esquivou dela e começou a olhar sob as panelas de brincadeira. "Ei, Jere", eu disse a ele. Eu estava sentada em um banquinho, descascando feijão. Ele olhou para mim e disse: "Oh, hey. Como você está? "Então ele veio até mim e me deu um abraço meio rápido. Eu tentei procurar nos seus olhos por alguma pista sobre como ele estava indo, mas ele não me deixou. Ele continuou se movimentando, brincando com Nona e minha mãe. Em alguns aspectos, ele era o mesmo Jeremiah, mas de outras formas, eu podia ver como Isso o tinha mudado. Tinha envelhecido ele. Tudo levou mais esforço, suas piadas, seu sorrisos. Nada foi fácil mais.


Capítulo Onze Parecia demorou uma eternidadeantes de Jeremiah falar de novo. Eu estava fingindo estar dormindo, eele estava tamborilando os dedos ao longo do volante. De repente, ele disse, "Esta foiminha música-tema do baile. " Imediatamente eu abri meus olhos e perguntei: "Quantos bailes você já foi?" "Total? Cinco ". "O quê? Sim, certo. Eu não acredito em você ", Eu disse, mesmo que eu acreditasse. É claro que Jeremiah tinha ido a cinco bailes. Ele era exatamente esse cara, o que todas queria ir junto. Ele sabe como fazer uma garota se sentir como a rainha do baile, mesmo que ela não fosse ninguém. Jeremias começou a batucar com os dedos. "No ano junior (junior year???) eu fui a dois, meu e o da Flora Martinez no Coração Sagrado. Este ano, eu fui para o meu baile de formatura e dois outros.Sophia Franklin em –" "Ok, ok. Eu entendi. Você está em demanda. "Eu inclinei e brinquei com o controle do ar condicionado. "Eu tive que comprar um smoking porque era mais barato do que alugar de novo e de novo", ele disse. Jeremiah olhou para frente, e então ele disse que a última coisa que eu estava esperando que ele dissesse. "Você parecia legal no seu. Gostei do seu vestido. " Eu olhei para ele. Será que Conrad tinha mostrado nossas fotos? Será que ele disse alguma coisa? "Como você sabe?" "Minha mãe tem uma das fotos emolduradas."


Eu não esperava que trouxesse Susannah. Eu pensei que baile seria um assunto seguro. Eu disse, "Eu ouvi que você foi rei do baile de sua formatura." "Sim". "Eu aposto que foi divertido." "Sim, foi muito divertido." Eu deveria ter escolhido Jeremiah. Se tivesse sido Jeremiah, as coisas teriam sido diferentes. Ele teria dito as coisas certas. Teria sido Jeremiah no centro da pista de dança, fazendo a máquina de escrever, o cortador de grama e a torradeira e todas as outras danças estúpidas que ele costumava praticar quandoviamos MTV. Ele teria lembrado que as margaridas eram as minhas flores preferidas, e ele teria feito amizade com namorado de Taylor, Davis, e todas as outras meninas teriam ficado olhando para ele, desejando que ele fosse seu encontro.


Capítulo Doze Desde o início, eu sabia que não ia ser fácil de Conrad ir. Ele não era um tipo de pessoa que vai a bailes. Mas a coisa era que eu não me importava. Eu realmente queria que ele fosse comigo, para ser meu par. Fazia sete meses desde a primeira vez que tínhamos nos beijado. Dois meses desde a última vez que eu o vi. Uma semana desde a última vez que ele tinha ligado. Ser o parceiro de baile de uma pessoa é definitivo; é uma coisa real. E eu tinha essa fantasia de baile na minha cabeça, de como seria. Como ele iria olhar para mim, como iriamos dançar lentamente, ele descansaria a mão nas minhas costas. Como nós iriamos comer queijo no jantar depois, e ver o nascer do capô de seu carro. Eu tinha tudo planejado, como iria acontecer. Quando liguei para ele, naquela noite, ele parecia ocupado. Mas segui em frente de qualquer maneira. Eu perguntei: "O que você está fazendo na primeira semana de abril?" Minha voz tremeuquando eu disse que a palavra "de Abril." Eu estava tão nervosa que ele iria recusar. Na verdade, no fundo eu meio que esperava que ele fizesse. Cautelosamente, ele perguntou: "Por quê?" "É a minha formatura." Ele suspirou. "Belly, eu odeio bailes." "Eu sei disso. Mas é a minha formatura, e eu realmente quero ir, e eu quero que você venha comigo. "Por que ele tem que tornar tudo tão difícil? "Eu estou na faculdade agora", ele me lembrou. "Eu não queria nem ir ao meu próprio baile." Despreocupadamente, eu disse, "Bem, veja, isso é mais uma razão para você vir no meu." "Você não pode simplesmente ir com seus amigos?"


Fiquei em silêncio. "Eu sinto muito, eu realmente não posso ir. As finais estão chegando, e vai ser difícil para mim dirigir todo o caminho por uma noite. " Então ele não poderia fazer uma coisa por mim, para me fazer feliz. Ele não se sentia assim. Legal. "Tudo bem", eu disse a ele. "Há uma abundância de outros caras que eu posso ir. Não tem problema ". Eu podia ouvir sua mente trabalhando do outro lado. "Não importa. Vou com você. ", disse ele enfim. "Quer saber? Não se preocupe com isso ", eu disse. "Cory Wheeler já me chamou. Eu posso dizer para ele que eu mudei de idéia. " "Quem diabos é Corky Wheeler?" Eu sorri. Eu o tinha agora. Ou pelo menos eu pensei que eu tivesse. Eu disse, "Cory Wheeler. Ele joga futebol com Steven. Ele é um bom dançarino. Ele é mais alto do que você. " Mas em seguida, Conrad disse, "Eu acho que você vai ser capaz de usar saltos, então." "Eu acho que eu vou." Eu desliguei. Era pedir muito que ele fosse ao meu baile por uma maldita noite? E eu tinha mentido sobre Cory Wheeler, ele não me chamou. Mas eu sabia que ele iria, se eu deixasse ele saber que eu queria. Na cama, debaixo do meu cobertor, eu chorei um pouco. Eu tinha esta noite de baile perfeita em minha mente,Conrad em um terno e eu no vestido violeta que minha mãe me comprou dois verões atrás, o que eu tinha pedido. Ele nunca tinha me visto vestida antes, ou usando saltos, pelo menos. Eu realmente queria ir com ele. Mais tarde ele me ligou e eu deixei ir direto para o correio de voz. Na mensagem, ele disse, "Hey. Sinto muito sobre antes. Não vá com Cory Wheeler ou qualquer outro cara. Eu vou. Você ainda pode usar seus saltos ". Eu devo ter ouvido essa mensagem 30 vezes, pelo menos. Mesmo assim, eu nunca ouvi o que ele estava dizendo, ele não queria que eu fosse com algum outrocara, mas ele não queria ir comigo também. Eu usei o vestido violeta. Minha mãe ficou feliz, eu poderia dizer. Eu também usava o colar de pérola que Susannah me deu pelo meu aniversário de dezesseis anos, e que a agradava muito.


Taylor e as outras meninas tiveram seus cabelos feitos em um caro salão. Decidi fazer o meu próprio penteado. Eu enrolei meu cabelo em ondas soltas e minha mãe ajudou com a parte de trás. Acho que a última vez que ela fez meu cabelo eu estava na segunda série, quando eu usava o meu cabelos trançado todos os dias. Ela era boa com o babyliss, mas, de qualquer jeito, ela foi boa com a maioria das coisas. Assim que ouvi o carro parar na garagem, eu corri para a janela. Ele pareceu otimo em seu terno. Era preto, eu nunca tinha visto isso antes. Desci as escadas e abri a porta da frente antes que ele pudessetocar a campainha. Eu não conseguia parar de sorrir e eu estava prestes a jogar meus braços em torno delequando ele disse, "Você está bonita." "Obrigado", disse eu, e os meus braços caiu ao meu lado. "E você também." Temos de ter tomado uma centena de fotos na casa. Susannah disse que queria um álbum fotográfico de Conrad em um terno e eu com esse vestido. Minha mãe a manteve ao telefone com a gente. Ela deu primeiro para Conrad, e tanto faz o que ela disse para ele, ele disse, "eu prometo." Eu perguntei o que ele estava prometendo. Eu também queria saber se um dia, Taylor e eu seria como isso – ao telefone enquanto nossos filhos se preparam para o baile. A amizade de Susannah e minha mãe se estendeu por décadas e filhos e maridos. Eu me perguntava a minha amizade com Taylor foi feita do mesmo material como a delas. Durável, impenetrável. De alguma forma eu duvidava. O que eles tinham, era uma vez-navida. Para mim, Susannah disse: "Você fez o seu cabelo do jeito que falamos?" "Sim". "Conrad disse como você está bonita?" "Sim", eu disse, mesmo que ele não tinha, não exatamente. "Essa noite será perfeita", ela me prometeu. Minha mãe nos posicionou sobre os degraus da frente, na escada, em pé ao lado da lareira. Steven estava lá com seu encontro, Claire Cho. Eles riam o tempo todo,e quando eles tiraram suas fotos, Steven estava atrás dela com os braços em volta da cintura dela e ela se inclinou de


contra ele. Foi tão fácil. Em nossas fotos, Conrad permaneceu duro ao meu lado, com um braço em volta dos meus ombros. "Está tudo bem?" Eu sussurrei. "Sim", ele disse. Ele sorriu para mim, mas eu não acreditei nisso. Algo havia mudado. Eu só não sabia o quê. Eu dei a ele uma orquídea de terno. Ele esqueceu de levar a minha. Ele tinha deixado na pequena geladeira na escola, ele disse. Eu não estava triste ou brava. Eu estava embaraçada. Todo esse tempo, eu tinha feito um negócio tão grande sobre mim e Conrad, como se nós Fossemos algum tipo de casal. Mas eu tive que implorar para ir ao baile comigo, e ele nem tinha lembrado de trazer flores. Eu poderia dizer que ele se sentiu mal quando ele percebeu, logo no momento em que Steven foi para geladeira e voltou com um buquê de pulso, pequenas rosas cor de rosa para combinar com o vestido da Claire. Ele deu-lhe um grande buquê, também. Claire puxou uma das rosas de seu buquê e entregou-a a mim. "Aqui",ela disse, "nós vamos fazer um buquê." Eu sorri para ela para mostrar que eu estava agradecido. "Tudo bem. Eu não quero fazer um buraco nomeu vestido ", disse a ela. Que besteira. Ela não acreditou em mim, mas ela fingiu. Ela disse: "Que tal colocá-lo em seu cabelo, então? Eu acho que ficaria muito bonito em seu cabelo. " "Claro", eu disse. Claire Cho era legal. Eu esperava que ela e Steven nunca se separassem. Eu esperava que eles ficarassem juntos para sempre. Depois da coisa com o buque, Conrad apertou ainda mais. No caminho para ocarro, ele agarrou meu pulso e disse, em voz baixa: "Me desculpe, eu esqueci o buquê. Eu deveria ter lembrado. " Engoli em seco e sorri sem realmente abrir a minha boca. "Que tipo era?" "Uma orquídea branca", disse ele. "Minha mãe que escolheu." "Bem, para o meu baile de formatura, você vai ter que me levar dois buquês para compensar isso ", eu disse. "Eu vou usar uma em cada pulso."


Eu o assisti quando eu disse isso. Nós ainda estaríamos juntos em um ano, não estariamos? Isso foio que eu estava pedindo. Seu rosto não mudou. Ele pegou meu braço e disse: "Como você quiser, Belly". No carro, Steven olhou para nós no espelho retrovisor. "Cara, eu não posso acreditar que eu estou indo em um encontro duplo com você e minha irmãzinha. "Ele balançou a cabeça e riu. Conrad não disse nada. Eu já podia sentir a noite fugindo de mim. O baile juntava séniores e juniores. Essa foi a forma como a nossa escola fazia isso. Em certa forma era bom, porque você tem que ir ao baile duas vezes. Os seniores tem que votar no tema, e este ano, o tema era a velha Hollywood. Foi no Clube Água, e havia um tapete vermelho e "paparazzis". A comissão de formatura tinha encomendado um desses kits, os pacotes de baile. Ele custa uma tonelada de dinheiro, eles levantavam fundos toda a primavera. Havia todos esses cartazes de filmes antigos nas paredes, e um grande letreiro de Hollywood piscando. A pista de dança era pra supostamente parecer com um set de filme, com luzes e uma câmera falsa em um tripé. Tinha até mesmo uma cadeira de diretor de lado. Sentamos em uma mesa com Taylor e Davis. Com suas quatro polegadas e meia,eles eram da mesma altura. Conrad abraçou Taylor, mas ele não fez muito esforço para falar com ela ouDavis. Ele estava desconfortável em seu terno, sentado lá. Quando Davis abriuo paletó e mostrou seu frasco de prata para Conrad, eu me encolhi. Talvez Conrad fosse velho demais para tudo isso. Então eu vi Cory Wheeler fora na pista de dança, no centro de um círculo depessoas, incluindo meu irmão e Claire. Ele estava dançando break. Inclinei para perto de Conrad e sussurrei: "Esss é Cory". "Quem é Cory?", ele disse. Eu não podia acreditar que ele não se lembrava. Eu simplesmente não podia acreditar. Olhei para ele por um segundo, pesquisando seu rosto, e depois me afasteidele. "Ninguém", eu disse.


Depois que estavamos sentados por alguns minutos, Taylor pegou minha mão e anunciou que estávamos indo para o banheiro. Eu estava realmente aliviada. No banheiro, ela reaplicou seu brilho labial e sussurrou para mim, "Davis e eu estamos indo para o quarto de seu irmão no dormitório após o baile. " "Para quê?" Eu disse, procurando meu próprio gloss.

remexendo

minha

bolsa

pequena

Ela me deu o dela. "Porque, você sabe. Para ficarmos sozinhos. "Taylor arregalou os olhos para dar ênfase. "Sério? Uau ", eu disse lentamente. "Eu não sabia que você gostava dele tanto assim." "Bem, você estava muito ocupada com todo o drama de Conrad. Que, por sinal, ele parece quente, mas por que ele está sendo tão chato? Vocês brigaram?" "Não.. "Eu não conseguia olhar nos olhos dela, então eu continuei aplicando gloss. "Belly, não pegue a merda dele. Esta é a sua noite de formatura. Quero dizer, ele é seu namorado, certo? "Ela balaçou o cabelo, se posicionando no espelho e fazendo biquinho. "Pelo menos o faça dançar com você. " Quando voltamos para a mesa, Conrad e Davis estavam falando sobre o torneio NCAA, e eu relaxei um pouco. Davis era um fã de UConn, e Conrad gostava de UNC. O melhor amigo de Sr. Fisher foi um andador para a equipe, e Conrad e Jeremiah foram ambos grandes fãs. Conrad poderia falar sobre o basquete de Carolina para sempre. Uma música lenta veio em seguida, e Taylor levou Davis pela mão e eles se dirigiram para a pista de dança. Eu os assisti dançar, com a cabeça em seu ombro; as mãos em seus quadris. Muito em breve, Taylor não será mais virgem. Ela sempre disse ela seria a primeira. "Você está com sede?" Conrad me perguntou. "Não", eu disse. "Você quer dançar?" Ele hesitou. "Nós temos?" Eu tentei sorrir. "Vamos lá, você é a pessoa que supostamente me ensinou a dança lenta. "


Conrad levantou-se e me ofereceu sua mão. "Então, vamos dançar." Eu lhe dei a minha mão e segui para o meio da pista de dança. Nós dançamos lentamente, e eu estava feliz pela música era alta pois assim ele não podia ouvir meu coração batendo. "Estou feliz que você veio", eu disse, olhando para ele. "O que?", Perguntou. Mais alto, eu disse, "Eu disse que estou feliz que você veio." "Eu também" Sua voz soava estranho, eu me lembro que, o modo como sua voz travou. Mesmo que ele estivesse bem na minha frente, com as mãos na minha cintura, as minhas em volta de seu pescoço, ele nunca havia estado tão longe. Depois, nós sentamos na nossa mesa. Ele disse: "Você quer ir para algum lugar?" "Bem, o pós-baile não começa até meia-noite", eu disse, brincando com meu colar de pérolas. Eu envolvi em torno de meus dedos. Eu não podia olhar para ele. Conrad disse, "Não, eu quero dizer apenas eu e você. Em algum lugar que nós podemos conversar. " De repente, eu me senti tonta. Se Conrad queria ir para algum lugar onde pudéssemos estar sozinhos, onde pudéssemos conversar, isso significava que ele queria acabar comigo. Eu sabia. "Não vamos a lugar nenhum, vamos ficar aqui por um tempo", eu disse, e eu tentei muito nãosoar desesperadora. "Tudo bem", disse ele. Então ficamos lá, vendo todos ao nosso redor dançando, os seus rostos, maquiagens brilhantes. Eu puxei a flor do meu cabelo e coloquei na minha bolsa. Quando tinhamos ficados quietos por um tempo, eu disse: "Sua mãe fez você vir?" Quebrou meu coração perguntar, mas eu tinha que saber. "Não", ele disse, mas ele demorou demais para responder. No estacionamento, tinha começado a chuviscar. Meu cabelo, meu cabelo que eu tinha passado a tarde inteira enrolando, já estava ficando


liso. Nós estávamos andando para o carro quando Conrad disse: "Minha cabeça está me matando." Eu parei de andar. "Você quer que eu entre e vejo se alguém tem uma aspirina? " "Não, está tudo bem. Você sabe o que, eu poderia voltar para a escola. Eu tenho esse exame na segunda-feira e tudo. Seria tudo bem se eu não fosse ao pós-baile? Eu poderia te deixar lá."Ele não me olhava nos olhos enquanto falava. "Eu pensei que você fosse passar a noite." Conrad se atrapalhou com as chaves do carro e murmurou, "Eu sei, mas eu estou pensando agora que eu tenho que voltar. . . . "Sua voz sumiu. "Mas eu não quero que você vá", eu disse, e eu odiava o jeito que parecia que eu estava implorando. Ele enfiou as mãos dentro dos bolsos da calça. "Sinto muito", ele disse. Ficamos lá no estacionamento, e eu pensei , se entrarmos dentro do seu carro, tudo vai estar acabado. Ele vai me deixar e vai dirigir de volta para a escola e ele nunca mais vai voltar. E vai ser isso. "O que aconteceu?" Eu perguntei, e eu podia sentir o pânico crescente em meu peito. "Eu fiz alguma coisa errada?" Ele olhou para longe. "Não. Não é você. Não tem nada a ver com você. " Eu agarrei o braço dele, e ele se retraiu. "Por favor, só fale comigo; Você vai me dizero que está acontecendo? " Conrad não disse nada. Ele estava desejando que ele já estivesse em seu carro, dirigindo para longe. De mim. Eu queria bater nele. Eu disse, "Ok, tudo bem, então. Se você não vai dizer isso, eu vou" "Se eu não vou dizer o quê?" "Que terminamos. Que, o que quer que seja isso, acabou. Quero dizer, é isso, certo? " Eu estava chorando, e meu nariz estava correndo, e foi tudo misturado com a chuva. Limpei meu rosto com a parte de trás do meu braço. Ele hesitou. Eu vi ele hesitar, pesar suas palavras. "Belly–"


"Não", eu disse, me afastando dele. "Só não faça isso. Não diga nada para mim. " "Espere um minuto", disse ele. "Não deixe isso assim." "Você é quem está deixando isso assim", eu disse. Eu comecei a andar, tão rápido quanto o meu pé poderia ir naqueles saltos estúpidos. "Espere", ele gritou. Eu não me virei, eu andei mais rápido. Então eu ouvi ele bater com o punho no capô de seu carro. Eu quase parei. Talvez eu teria se ele tivesse me seguido. Mas ele não o fez. Ele entrou em seu carro e se foi, assim como ele disse que faria. Na manhã seguinte, Steven veio ao meu quarto e se sentou na minha mesa. Ele tinha acabado de chegar em casa. Ele ainda estava em seu smoking. "Estou dormindo", eu disse a ele, rolando. "Não, você não está." Ele fez uma pausa. "Conrad não vale a pena, ok?" Eu sabia o que lhe custou dizer isso para mim, e eu o amava por isso. Steven era o fã número 1 de Conrad, ele sempre tinha sido. Quando Steven levantou e saiu, eu repetia para mim mesma. Ele não vale a pena. Quando desci as escadas no dia seguinte, na hora do almoço, minha mãe disse: "Você está bem? " Sentei na mesa da cozinha e deitei minha cabeça. A madeira estava fria e lisa contra minha bochecha. Eu olhei para ela e disse: "Então eu acho que Steven já fofocou". Cuidadosamente, ela disse: "Não exatamente. Eu perguntei para ele por que Conrad não ficou a noite como planejamos. " "Nós terminamos", eu disse. De certa forma, foi emocionante ouvir em voz alta, porque se terminamos, o que significava que em um ponto, nós estivemos juntos. Fomos real. Minha mãe se sentou na minha frente. Ela suspirou. "Eu estava com medo que isso fosse acontecer". "O que você quer dizer?" "Quero dizer, que é mais complicado do que apenas você e Conrad. Há mais pessoas envolvidas do que apenas vocês dois. " Eu queria gritar com ela, lhe dizer como insensível e cruel ela estava sendo, e ela não podia ver que o meu coração estava literalmente


quebrado? Mas quando eu olhei para o seu rosto, eu voltei atrás com as palavras e as engoli. Ela estava certa. Havia mais a se preocupar do que apenas o meu coração estúpido. Havia Susannah para pensar. Ela estava iria ficar tão decepcionada. Eu odiava desapontá-la. "Não se preocupe com Beck," minha mãe me disse, com a voz suave. "Eu vou dizer a ela. Você quer que faça alguma coisa para comer? " Eu disse que sim. Mais tarde, no meu quarto, sozinha de novo, eu disse a mim mesma que era melhor assim. Que ele estava querendo terminar as coisas desde o começo, por isso era melhor que eu fizesse. Eu nãoacreditava em uma palavra disso. Se ele ligasse e pedisse para voltar, se ele aparecesse na minha casa com flores ou um aparelho de som em seu ombro tocando a nossa música – nós temos uma música? Eu não sei, mas se ele fizesse pelo menos o menor gesto de todos, eu teria voltado com ele, de bom grado. Mas Conrad não ligou. Quando eu descobri que Susannah estava pior, que ela não ia ficar melhor, eu liguei uma vez. Ele não atendeu, e eu não quis deixar uma mensagem. Se ele tivesse atendido, se ele me ligasse de volta, eu não sei o que eu teria dito. E foi isso. Nós tínhamos terminado.


Capítulo Treze Jeremiah Quando minha mãe descobriu que Conrad iria levar Belly para o baile, ela pirou. Ela estava insanamente feliz. Você teria pensado que eles iriam se casar ou algo assim. Eu não a tinha visto feliz daquele jeito por um longo tempo, e parte de mim estava contente que ele pudesse dar isso a ela. Mas, principalmente, eu estava com ciúmes. Minha mãe continuou a ligar para ele na faculdade, o lembrando de coisas como ter certeza de que ele alugou seu smoking a tempo. Ela disse que talvez ele pudesse pegar o meu, e eu disse que duvidava que coubesse. Ela deixou por isso mesmo, e eu estava aliviado. Acabei indo para algum baile de Colegiada naquela noite, assim ele não poderia usar o meu smoking. O ponto é que, mesmo se pudesse, eu não queria que ele o pegasse. Ela o fez prometer que ele seria doce com Belly, o cavalheiro perfeito. Ela disse: "Faça disso uma noite em que ela vai sempre se lembrar." Quando cheguei em casa na tarde depois do baile, o carro de Conrad estava na garagem, o que era estranho. Eu pensei que ele ficaria hospedado na casa de Laurel e depois iria direto de para a faculdade. Parei no seu quarto, mas ele estava dormindo, e logo depois, desmaiei também. Nessa noite pedimos comida chinesa por que minha mãe disse que estava com vontade, mas quando chegou, ela não comeu nada. Nós comemos na sala de TV, no sofá, algo que nunca fizemos antes de ela ficardoente. "Então?", ela perguntou, olhando para Conrad ansiosamente. Foi o mais enérgico que eu a tinha visto o dia inteiro.


Ele estava empurrando um rolinho primavera em sua garganta, como se tivesse alguma pressa. E ele trouxe toda a lavanderia com ele, como ele esperava a mãe fizesse. "Então,o que? ", perguntou ele. "Então que você me fez esperar o dia todo para ouvir sobre o baile! Eu quero saber tudo! " "'Oh, isso'", disse ele. Ele tinha esse olhar envergonhado no rosto, e eu sabia que ele não queria falar sobre isso. Eu tinha certeza que ele tinha feito alguma coisa que estragou tudo. "'Oh, isso" minha mãe brincou. "Vai, Connie, me dê alguns detalhes. Como ela pareceu em seu vestido? Vocês dançaram? Eu quero ouvir tudo. Eu ainda estou esperando Laurel me enviar as fotos. " "Estava bem", disse Conrad. "Só isso?", eu disse. Eu estava irritado com ele naquela noite, com tudo sobre ele. Ele tinha levado Belly para o baile e agiu como se fosse uma grande tarefa. Se tivesse sido eu, eu teria feito do jeito certo. Conrad me ignorou. "Ela estava muito bonita. Ela usou um vestido roxo. " Minha mãe balançou a cabeça, sorrindo. "Eu sei exatamente qual. Como o buque ficou? " Ele se mexeu na cadeira. "Ficou bom." "Você acabou ficando com o tipo que você fixa em ou o que você usa no pulso?" "O tipo que você fixa", ele disse. "E você dançaram?" "Sim, muito", disse ele. "Nós dançamos, tipo, todas as musicas." "Qual foi o tema?" "Não me lembro", Conrad disse, e quando minha mãe pareceu desapontada, ele acrescentou, "Eu acho que foi Uma Noite No Continente. Foi meio que uma turnê pela Europa. Eles tinham uma grande Torre Eiffel com as luzes da árvore de Natal em cima, e uma ponte de Londres que você podia atravessar. E a Torre de Pisa. " Eu olhei para ele. Uma Noite no Continente foi o tema da nossa escola no último baile, eu sei disso porque eu estava lá.


Mas eu acho que a minha mãe não se lembrou, porque ela disse, "Oh, isso parece tão bom. Eu desejei que pudesse estar na casa de Laurel para ajudar a Belly a se arrumar. Eu vou ligar para Laure esta noite e seu implorar para que me envie as fotos. Quando você acha que as fotos profissionais vão estar prontas? Eu quero para enquadra-las. " "Eu não tenho certeza", disse ele. "Pergunte a Belly, ok?" Ela colocou o prato sobre a mesa de café e se inclinou para trás contra as almofadas do sofá. Ela parecia exausta de repente. "Eu vou", disse ele. "Eu acho que estou indo para a cama", disse ela. "Jere, você pode limpar isso tudo?" "Claro, mãe," eu disse, ajudando-a a levantar. Ela beijou a nós dois no rosto e foi para seu quarto. Nós mudamos a biblioteca para o andar de cima e colocamos o seu quarto em baixo para que ela não tivesse que subir e descer as escadas. Quando ela foi embora, eu disse, sarcasticamente: "Então vocês dançaram a noite toda, hein?" "Só esquece", Conrad disse, inclinando a cabeça contra o sofá. "Você até mesmo foi ao baile? Ou que você mentiu para mãe sobre isso também? " Ele olhou para mim. "Sim, eu fui." "Bem, de alguma forma, eu duvido que vocês dançaram a noite toda", eu disse. Eu me senti como um idiota, mas eu só não podia esquecer. "Por que você tem que ser um babaca? Sobre o que você se preocupa com o baile? " Eu dei de ombros. "Eu só espero que você não tenha arruinado. O que você está fazendo aqui, afinal?" Eu esperava que ele ficasse chateado, na verdade eu acho que eu esperava que ele ficasse. Mas tudo que ele disse foi: "Nós não podemos todos o Sr. Rei do Baile." Ele começou a fechar as caixas de viagem. "Você terminou de comer? ", perguntou ele. "Sim, eu terminei", disse.


Capítulo Quatorze Quando chegamos ao campus, havia pessoas sentadas no gramado. Meninas estavam deitadas em seus shorts e tops de biquíni, e um grupo de meninos estavam jogando Ultimate Frisbee. Nós encontramos uma vaga estacionamento bem em frente ao dormitório de Conrad e depois que entramos dentro do prédio quando uma garota saiu com um cesto cheio deroupa. Eu me senti tão incrivelmente jovem, e também perdida – eu nunca tinha estado lá antes. Era diferente do que eu imaginei. Mais barulhento. Mais ocupado. Jeremiah sabia o caminho e eu tinha que correr para acompanhalo. Ele subiu as escadas de dois em dois e no terceiro andar, paramos. Eu o segui por um corredor iluminado. Na parede do elevador havia um quadro de avisos com um cartaz que dizia: Vamos falar sobre sexo, baby. Havia panfletos de DST e um de como fazer um exame de mama, preservativos neons foram grampeados em torno artisticamente. "Pegue um", alguém tinha escrito com marcador. "Ou três." A porta de Conrad tinha o nome dele, e debaixo, o nome "Eric Trusky". Seu companheiro de quarto era um cara, musculoso com o cabelo castanho avermelhado, e eleabriu a porta vestindo shorts de ginástica e uma T-shirt. "E aí?" Ele nos disse, seus olhos caindo sobre mim. Ele me lembrou de um lobo. Em vez de se sentir lisonjeada por um cara de faculdade estar me olhando, eu apenas me senti ofendida. Eu queria me esconder atrás de Jeremiah do jeito que eu costumava me esconder atrás da saia da minha mãe quando eu tinha cinco anos e era muito tímida. Eu tinha que me lembrar que eu tinha dezesseis anos, quase17. Muito velha para ficar nervosa em torno de um cara chamado Eric Trusky. Até mesmo Conrad me disse que Eric sempre ficava vendo vídeospornôs e ficava emseu


computador praticamente o dia todo. Exceto quando ele viu seu sabão de dois para quatro. Jeremiah limpou a garganta. "Eu sou irmão de Conrad, e essa é – nossa amiga", eledisse. "Você sabe onde ele está?" Eric abriu a porta e nos deixar entrar "Cara, eu não tenho ideia. Ele simplesmente sumiu. Ari te ligou? " "Quem é Ari?" Eu perguntei a Jeremias. "O RA", disse ele. "Ari o RA" eu repeti, e os cantos da boca de Jeremiah se levantaram. "Quem é você?" Eric me perguntou. "Belly." Eu o assisti, à espera de um vislumbre de reconhecimento, algo que me deixe Saber que Conrad falou sobre mim, pelo menos que tivesse me mencionado. Mas é claro que não. "Belly, hein? Legal. Eu sou Eric, "ele disse, inclinando-se contra a parede. "Hum, oi", eu disse. "Então, Conrad não disse nada para você antes de sair?" Jeremiah exclamou. "Ele mal fala. Ele é como um robô."Então ele sorriu para mim. "Bem, ele fala com garotas bonitas ". Eu me senti doente por dentro. Que meninas bonitas? Jeremias exalou alto e apertou sua mãos atrás da cabeça. Então ele pegou o seu telefone e olhou para ele, como se pudesse haver alguma resposta lá. Sentei na cama de Conrad – lençóis e conforto azul marinho. Estava desfeita. Conrad sempre fez sua cama na casa de verão. Com bordas de hoteis e tudo mais. Então este era o lugar onde ele estava vivendo. Esta era sua vida agora. Ele não tem um monte de coisas em seu quarto do dormitório. Sem tv, sem rádio, sem fotos penduradas. Certamente nenhuma de mim, mas nem mesmo de Susannah ou seu pai. Apenas seu computador, suas roupas, sapatos e livros. "Eu estava realmente prestes a sair, caras. Indo para casa de campo dos meus pais. Vocês apenas certifiquem que a porta está fechada


quando vocês saírem. E quando encontrarem C, diga que ele me deve 20 dólares pela pizza." "Não se preocupe, cara. Eu vou dizer a ele. " Eu poderia dizer que Jeremiah não gostava de Eric, o modo como seus lábios quase, mas não formaram um sorriso quando ele disse isso. Ele sentou na mesa de Conrad, avaliando a sala. Alguém bateu na porta e Eric caminhou para abrir. Era uma menina,vestindo uma camisa de mangas compridas, calças e óculos de sol sobre o topo de sua cabeça. "Você viu meu sueter?", Ela perguntou a ele. Ela olhou ao seu redor como se estivesse procurando por algo. Alguém. Será que eles namoram, eu me perguntava? Esse foi o meu primeiro pensamento. Meu segundo pensamento foi,eu sou mais bonita do que ela. Eu tinha vergonha de mim por pensar isso, mas eu não podia fazer nada. A verdade era que não importava quem era mais bonita, ela ou eu. Ele não me queria de qualquer maneira. Jeremiah pulou. "Você é uma amiga de Con? Você sabe para onde ele foi? " Ela olhou com curiosidade. Eu poderia dizer que ela achou Jeremiah bonito, pelo jeito que ela colocou o cabelo atrás das orelhas e pegou seus óculos escuros. "Hum, sim. Oi. Eu sou Sophie. “Quem é você? " "O irmão dele." Jeremiah se aproximou e apertou a mão dela. Mesmo que ele estivesse estressado, ele teve tempo para verifica-la e darlhe um de seus sorrisos, o que ela aceitou. "Oh, wow. Vocês nem sequer são parecidos? "Sophie era uma daquelas pessoas que Encerravam suas frases com um ponto de interrogação. Eu já podia dizer que se eu a conhecesse, eua odiaria. "Sim, nós temos muito disso", disse Jeremiah. "Con disse alguma coisa para você, Sophie?" Ela gostou da forma como ele a chamou pelo nome dela. Ela disse: "Eu acho que ele disse que ia à praia, surfar ou algo assim? Ele é tão louco. " Jeremias olhou para mim. A praia. Ele estava na casa de verão. Quando Jeremias ligou para seu pai, eu sentei na beira da cama de Conrad e fingi não ouvir.


Ele disse a Sr. Fisher que tudo estava bem, que Conrad estava seguro em Cousins. Ele não mencionou que eu estava com ele. Ele disse: "Pai, eu vou o achar, não é grande coisa." Sr. Fisher disse algo em seu fim, e Jeremiah disse, "Mas pai-" Então ele olhou para mim e sussurrou, já volto. Ele foi para o corredor e fechou a porta atrás de si. Depois que ele saiu, eudeitei na cama de Conrad e olhei para o teto. Então este era o lugar onde ele dormia todas as noites. Eu o conheço por toda a minha vida, mas, em alguns aspectos, eleainda era um mistério. Um quebra-cabeça. Saí da cama e fui até sua mesa. Cautelosamente, abri a gaveta e encontrei uma caixa de canetas, alguns livros, papel. Conrad sempre foi cuidadoso com as suas coisas. Eu disse a mim mesma que não estava espiando. Eu estava procurando por provas. Eu era Belly Conklin, a garota detetive. Eu encontrei na segunda gaveta. Uma caixa azul da Tiffany. Mesmo enquanto eu estava abrindo, eu sabia que era errado, mas eu não poderia me segurar. Era uma pequena caixa de joias, e havia um colar dentro, um pingente. Puxei para fora e deixei ele balançar. No começo eu pensei que era um oito, e que talvez ele estivesse namorando alguma menina que patinasse no gelo – e eu decidi que eu a odiava também. E então eu olhei mais de perto, e coloquei horizontalmente na palma da minha mão. Não era um oito. Era o infinito. Foi quando eu soube. Não era para alguma menina que patinava no gelo ou para Sophie do corredor. Era para mim. Ele comprou para mim. Aqui foi a minha prova. A prova de que ele realmente se importava. Conrad era bom em matemática. Bem, ele era bom em tudo, mas ele era realmentebom em matemática. Poucas semanas depois que começamos a nos falar pelo telefone, quando isso se tornou mais como um rotina, mas não menos emocionante, eu lhe disse sobre o quanto eu odiava trigonometria e quão mal eu estava indo. Imediatamente me senti culpado por tocar nesse assunto, lá estava eu reclamando de matemática enquanto Susannah tinha câncer. Meus problemas eram tão mesquinhos e juvenis, high school não era nada comparado ao que Conrad estava passando. "Desculpe," eu disse. "Pelo o quê?"


"Por falar da merda da minha nota de trigonometria enquanto... "Minha voz sumiu. "Enquanto sua mãe está doente. " "Não se desculpe. Você pode dizer o que quiser para mim." Ele fez uma pausa. "E Belly, minha mãe está ficando melhor. Ela colocou em cinco libras este mês. " A esperança em sua voz me fez sentir tão terna com ele que eu poderia ter chorado. Eu disse, "Sim, eu ouvi isso da minha mãe ontem. Essa é realmente uma boa notícia. " "Então, tudo bem. Então o seu professor já te ensinou ângulos (SOH CAH TOA)? " A partir disso, Conrad começou a me ajudar, em toda ligação. No começo eu realmente não prestava atenção, eu só gostava de ouvir a sua voz, ouvi-lo explicar as coisas. Mas então ele fazia perguntas, e eu não queria decepcioná-lo. Assim começou nossas sessões de tutoria. A forma como a minha mãe sorriapara mim quando o telefone tocava de noite, eu sabia que ela pensava que eu estava tendo algum tipo de romance, e eu não a corrigi. Era mais fácil dessa maneira. E isso me fez sentir bem, as pessoas pensando que eramos um casal. Eu vou admitir. Eu os deixei pensar isso. Eu queria que eles pensassem. Eu sabia que não era verdade, ainda não, massenti que poderia ser. Um dia. Nesse meio tempo, eu tinha o meu professor de matemática privado e eurealmente estava começando a pegar o jeito de trigonometria. Conrad tinha um jeito de fazer coisas impossíveis fazerem sentido, e eu nunca o amei mais do que quando ele passou as noites de escola comigo no telefone, explicando os prolemas de novo e de novo, até que finalmente, eu os entendia. Jeremias voltou para o quarto, e eu fechei meu punho em torno do colarantes que ele pudesse vê-lo. "E aí?" Eu perguntei a ele. "O seu pai está bravo? O que ele disse? " "Ele queria ir para Cousins ele mesmo, mas eu disse que eu iria. De jeito nenhum Conrad ouviria meu pai agora. Se ele fosse, seria apenas para irrita-lo mais." Jeremiah sentou na cama. "Então eu acho que nós estamos indo para Cousins este verão, depois de tudo. " Assim que ele disse isso, se tornou real. Na minha cabeça, eu quero dizer. Ver Conrad não era alguma mentira distante; estava


acontecendo. Assim esqueci tudo sobre os meus planos para salvar Conrad e soltei: "Talvez você devesse me deixar nocaminho. " Jeremiah olhou para mim. "Você está falando sério? Eu não posso lidar com isso sozinho. Você não sabe o quão ruim tem sido. Desde que minha mãe ficou doente de novo, Conrad esteve pirando no modo de auto-destruição. Ele não dá a mínima para nada. " Jeremiah parou de falar e depois disse: "Mas eu sei que ele ainda se preocupa sobre o que você pensa sobre ele." Lambi meus lábios, eles estavam muito secos, de repente. "Eu não tenho certeza sobre isso." "Bem, eu tenho. Eu conheço meu irmão. Vai fazer o favor de vir comigo? " Quando eu pensei sobre a última coisa que eu disse a Conrad, a vergonha tomou conta e me queimou por dentro. Você não diz essas coisas para uma pessoa cuja mãe acaba de morrer. Você simplesmente não faz. Como eu poderia enfrentá-lo? Eu simplesmente não conseguia. Então Jeremias disse, "Eu vou trazer você de volta a tempo para a sua festa no barco, se é isso que você está tão preocupada. " Foi uma coisa tão não-Jeremiah- de-dizer que ele me tirou da minha vergonha e o encarei. "Você acha que eu me importo com uma festa no barco de Quatro de Julho estupida? " Ele me deu uma olhada. "Você ama fogos de artifícios." "Cala boca", eu disse, e ele sorriu. "Tudo bem", eu disse. "Você ganhou. Eu vou." "Tudo bem, então." Ele se levantou. "Eu vou dar uma mijada antes de ir. Ah, e Belly? " "Sim?" Jeremiah sorriu para mim. "Eu sabia que você iria desistir. Você nunca teve chances. " Eu joguei um travesseiro nele e ele se esquivou e fez uma pequena volta da vitória para a porta. "Vai logo fazer xixi, seu idiota".


Quando ele se foi, eu coloquei o colar, debaixo do meu sutiã. Ele havia deixado uma marca do infinito na minha mão por eu estar segurando tão forte. Por que eu fiz isso? Por que eu o coloquei ? Por que eu não bastou colocá-lo no bolso, ou deixa-lo na caixa? Eu não posso nem explicar. Tudo que eu sabia era que eu realmente, realmente queria usa-lo. Senti que me pertencia.


Capítulo Quinze Antes de irmos para o carro eu peguei as apostilas , cadernos e o laptop de Conrad e enchi o tanto quanto eu podia a mochila North Face que tinha encontrado em seu armário. "Desta forma, ele vai ser capaz de estudar para os exames semestrais na segunda-feira", Eu disse, entregando a Jeremiah o laptop. Ele piscou e disse: "Eu gosto do jeito que você pensa, Belly Conklin." Na saída, passamos pela sala de Ari da RA. Sua porta estava aberta e eleestava sentado em sua mesa. Jeremiah colocou a cabeça e disse: "Ei, Ari. Eu sou o irmão de Conrad, Jeremiah.Encontramos Conrad. Obrigado pelo alerta, cara. " Ari sorriu para ele. "Não tem problema." Jeremiah fazia amigos por onde passava.Todo mundo queria ser amigo de Jeremiah Fisher. Então nós estávamos em nosso caminho. Fomos direto para Cousins, ponto final. Nós dirigimos com as janelas abaixadas, o rádio ligado. Nós não falamos muito, mas desta vez eu não me importava. Eu acho que nós dois estávamos muito ocupados pensando. Eu, eu estava pensando sobre a última vez que eu fui por esse caminho. Só quenão tinha sido com Jeremiah. Tinha sido com Conrad.


Capítulo Dezesseis Foi, sem dúvida, uma das melhores noites da minha vida. Bem lá na Véspera de Ano Novo na Disney World. Meus pais ainda estavam casados e eu tinha nove anos. Nós assistimos os fogos de artificios explodirem bem no castelo d Cinderela, e Steven nem sequer reclamava. Quando ele me ligou, eu não reconheci sua voz, em parte porque eu não estava esperando por issoe em parte porque eu ainda estava meio adormecida. Ele disse: "Eu estou no meu carro a caminho da sua casa. Posso falar com você? " Era 12:30 da madrugada. Boston era cinco horas e meia de distância. Eletinha dirigido a noite toda. Ele queria me ver. Eu disse a ele para estacionar no final da rua e eu iria encontrá-lo na esquina, depois que minha mãe fosse para a cama. Ele disse que ia esperar. Eu apaguei as luzes e esperei perto da janela, olhando para as lanternas de trás. Assim que vi o carro dele, eu queria correr para fora, mas eu tinha que esperar. Eu podia ouvir minha mãe sussurrando em torno de seu quarto, e eu sabia que ela ia ler na cama por pelo menos meia hora antes de adormecer. Parecia tortura, sabendo que ele estava lá foraesperando por mim, não ser capaz de ir até ele. Foi uma ideia maluca, porque erainvernoe seria muito frio em Cousins. Mas, quando ele sugeriu, pareceu louco de um jeito bom. No escuro eu coloquei meu cachecol e o chapéu que vovó tricotou para mim para o Natal. Então eu fechei a porta do meu quarto e andei nas pontas dos pés pelo corredor até o quarto da minha mãe, pressionando a minha orelha contra a porta. A luz estava apagada e eu podia ouvir seu ronco baixinho. Steven nem estava em casa ainda, o que foi uma sorte para mim, porque ele tem um sono leve assim comonosso pai.


Minha mãe estava finalmente dormindo, a casa estava tranquila em silêncio. A nossa árvore de Natal ainda estava armada. Nós mantemos as luzes acesas durante a noite porque isso fazia parecer que ainda fosse Natal, como se a qualquer minuto, Papai Noel poderia aparecer com os presentes. Eu não me incomodei deixando um recado. Eu iria ligar para ela de manhã, quando ela acordasse e se perguntasse onde eu estava. Desci as escadas, tomando cuidado no degrau rangente no meio, mas uma vez que eu estava fora de casa, eu voei os degraus da frente, o gramado gelado. Ele entrou entre os buracos do meu tênis. Eu esqueci de colocar no meu casaco. Lembrei do cachecol e chapéu, mas não do casaco. Seu carro estava na esquina, exatamente onde ele deveria estar. O carro era escuro,sem luzes, e eu abri a porta do lado do passageiro como se eu tivesse feito isso um milhão de vezes antes. Eu coloquei a minha cabeça lá dentro, mas eu não entrei, ainda não. Eu queria olhar para ele primeiro. Era inverno, e ele estava usando um casaco cinza. Suas bochechas estavam rosadas do frio,seu bronzeado havia desaparecido, mas ele ainda parecia o mesmo. "Hey," eu disse, e então entrei. "Você não está usando um casaco", disse ele. "Não está tão frio", eu disse, mesmo que estivesse, mesmo que eu estivesse tremendo enquanto dizia isso. "Aqui", ele disse, tirando seu casaco de lã e entregando para mim. Eu coloquei. Era quente, e não cheirava a cigarros. Só cheirava como ele. Então Conrad parou de fumar depois de tudo. O pensamento me fez sorrir. Ele ligou o motor. Eu disse, "Eu não posso acreditar que você está realmente aqui." Ele parecia quase tímido quando ele disse: "Eu também não." E então ele hesitou. "Você ainda vem comigo? " Eu não podia acreditar que ele ainda tinha que perguntar. Eu iria a qualquer lugar. "Sim", eu disse a ele. Senticomo se nada mais existisse fora desse mundo naquele momento. Havia apenas nós.Tudo o que tinha acontecido naquele verão, e cada verão, antes disso, tinha tudo levado até isso. Para o agora. Sentar ao lado dele no banco do passageiro parecia como um presente impossível. Parecia o melhor presente de Natal da minha vida.


Porque ele estava sorrindo para mim, e ele não estava sombrio, solene, ou triste,(somber, solemn or sad) ou qualquer outra palavra com spalavras que eu tinha vindo a associar a Conrad. Ele era a luz, ele estava animado, ele era todas as melhores partes de si mesmo. "Eu acho que eu vou ser um médico", ele disse, me olhando de lado. "Sério? Uau. " "A medicina é incrível. Por um tempo, eu pensei que eu gostaria de ir para ofinal de pesquisa, mas agora eu acho que eu prefiro trabalhar com pessoas de verdade. " Eu hesitei, e então disse: "Por causa de sua mãe?" Ele acenou com a cabeça. "Ela está ficando cada vez melhor, você sabe. Medicina é tornar isso possível.Ela está respondendo muito bem ao seu novo tratamento. Sua mãe te disse? " "Sim, ela disse", eu disse. Mesmo que ela não tivesse feito tal coisa. Ela provavelmente não queria me dar esperanças altas. Ela provavelmente não queria que suas esperanças fossem altas. Minha mãe era assim. Ela não se permitia ficar animada até que ela sabia que era uma coisa certa. Não eu. Já me senti mais leve, mais feliz. Susannah estava ficando melhor. Eu estava com Conrad. Tudo estava acontecendo da maneira que deveria ser. Me inclinei e apertei seu braço. "É a melhor notícia de todas", eu disse, e eu quis dizer isso. Ele sorriu para mim, e estava escrito por todo seu rosto: esperança. Quando chegamos à casa, estava congelando. Nós dobramos o calor e Conrad fez fogo. Eu o vi agachar e rasgar pedaços de papel e cutucar a lenha suavemente. Aposto que ele tinha sido gentil com seu cão, Boogie. Aposto que ele costumava deixar Boogie dormir na cama com ele. O pensamento de camas e dormir de repente me deixou nervosa. Mas eu não deveria ter ficado, porque depois que ele acendeu o fogo, Conrad sentou na poltrona e não no sofá ao meu lado. O pensamento de repente me ocorreu:Ele também estava nervoso. Conrad nunca ficava nervoso. Nunca. "Por que você está sentado tão longe?" Eu perguntei a ele, e eu podia ouvir meu coração batendo atrás das orelhas. Eu não podia acreditar que tinha sido corajosa o suficiente para realmentedizer o que eu estava pensando.


Conrad olhou surpreso também, e ele veio e se sentou ao meu lado. Eu avancei para mais perto dele. Eu queria que ele colocasse seus braços em volta de mim. Eu queria fazer todas as coisas que eu só tinha visto na TV e ouvido Taylor falar. Bem, talvez não todas, mas alguns. Em voz baixa, Conrad disse, "Eu não quero que você fique com medo." Eu sussurrei, "Eu não estou", mesmo que eu estivesse. Não com medo dele, mas com medo de tudo o que eu sentia. Às vezes era demais. O que eu sentia por ele era maior do que omundo, do que qualquer coisa. "Bom", ele respirou, e então ele estava me beijando. Ele me beijou longa e lentamente, e mesmo que tivéssemos nos beijado antes, eu nunca pensei que pudesse ser assim. Ele tomou seu tempo, passou a mão na parte inferior do meu cabelo, o jeito que você faz quando você anda balançando sinos. Beijar ele desse jeito, estar com ele assim... era limonada fresca com um canudo de comprimento, doce, calculado e agradável de uma forma que senti infinito. O pensamento que passou pela minha cabeça era que eu nunca queria que ele parasse de me beijar. Eu poderia fazer isso para sempre, pensei. Nós nos beijamos no sofá como se pudesse ter sido por horas ou minutos. Tudo que fizemos naquela noite foi beijar. Ele estava cuidadoso, a forma como ele me tocou, como se eu fosse um enfeite de Natal que ele estava com medo de quebrar. Uma vez, ele sussurrou, "Você está bem?" Uma vez, eu coloquei minha mão em seu peito e eu podia sentir seu coração batendo tão rápido quanto o meu. Eu dei uma olhada para ele, e, por algum motivo, me encantou ver seus olhosfechados. Seus cílios eram maiores do que os meus. Ele adormeceu primeiro. Eu ouvi algo sobre como você não deveria dormircom um fogo ainda queimando, então eu esperei que acabasse. Eu assisti Conrad dormir por um tempo. Ele parecia um menino, a maneira como seu cabelo caia em sua testa e seus cílios batiam contra sua bochecha. Eu não me lembro dele parecendo tão jovem. Quando eu tive certeza de que ele estava dormindo, me inclinei e sussurrei, "Conrad. É só você. Para mim, sempre foi você. " Minha mãe pirou quando eu não estava em casa naquela manhã. Eu perdi duas chamadas dela porque eu estava dormindo. Quando ela ligou, pela terceira vez, furiosa, eu disse, "Não leu meu recado? "


Então lembrei que eu não tinha deixado um. Ela praticamente rosnou. "Não, eu não vi nenhum recado. Nunca saia no meio da noite, sem me dizer novamente, Belly ." "Mesmo que eu só vou para um passeio a meia-noite?" Eu brinquei. Eu fazer minha mãe rir era uma coisa certa. Eu iria contar uma piada e sua raiva iria evaporar. Comecei a cantar sua canção favorita Cline Patsy. "Eu saio andando, depois de meia-noite, no luar– " "Não é engraçado. Onde você está? "Sua voz era firme, cortada. Eu hesitei. Não havia nada a minha mãe odiava mais do que um mentiroso. Ela iria descobrir de qualquer maneira. Ela era como um vidente. "Hum. Cousins? " Ouvi ela inalar. "Com quem?" Eu olhei para ele. Ele estava ouvindo atentamente. Eu desejava que ele não estivesse. "Conrad," eu disse, baixando a voz. Sua reação me surpreendeu. A ouvi inalar novamente, mas desta vez foi um pouco como um suspiro, como um suspiro de alívio. "Você está com Conrad?" "Sim". "Como ele está?" Era uma pergunta estranha, com ela estando no meio de estar brava comigo. Eu sorri para ele e abanei o meu rosto como se estivesse aliviada. Ele piscou para mim. "Ótimo", Eu disse, relaxando. "Ótimo. Bom.", ela disse, mas era como se ela estivesse falando para si mesma. "Belly, eu a quero em casa esta noite. Está claro? " "Sim", eu disse. Eu estava grata. Eu pensei que ela iria exigir que eu fosse imediatamente. "Diga a Conrad para dirigir com cuidado." Ela fez uma pausa. "E Belly?" "Sim, Laurel?" Ela sempre sorria quando eu a chamava pelo seu primeiro nome. "Divirta-se. Este será o seu último dia de diversão por um longo, longo tempo. "


Eu gemi. "Eu estou de castigo?" Estar de castigo era uma novidade, ela nunca tinha me deixado de castigo antes, mas eu acho que eu nunca tinha lhe dado uma razão para isso. "Essa é uma pergunta muito estúpida." Agora que ela não estava brava mais, eu não pude resistir. "Eu pensei que você disse que não tinha perguntas idiotas? " Ela desligou o telefone. Mas eu sabia que tinha a feito sorrir. Fechei o meu telefone e enfrentou Conrad. "O que vamos fazer agora?" "O que nós quisermos." "Eu quero ir para a praia." Então é isso que nós fizemos. Empacotamos as coisas e corremos para praia com botas de chuva que encontramos no quarto lama. Eu usava a de Susannah, e eles eram dois tamanhos maiores, e eu a arrastava pela areia. Eu caí sobre minha bunda duas vezes. Eu estava rindo o tempo todo, mas eu mal podia ouvir, porque o vento estava uivando tão alto. Quando voltamos para dentro, eu coloquei as minhas mãos congelando em seu rosto e, em vez de empurrá-las para longe, ele disse: "Ahh, isso é bom." Eu ri e disse: "Isso é porque você está insensível." Ele colocou as mãos nos bolsos do casaco e disse com uma voz tão suave que eu me perguntei se tinha ouvido direito, "Para todos os outros, talvez. Mas não para você." Ele não olhou para mimquando ele disse isso, que é como eu sabia que ele quis dizer isso. Eu não sabia o que dizer, então em vez disso, eu fiquei nas pontas dos pés e o beijei na bochecha. Estava frio e suave contra meus lábios. Conrad sorriu brevemente e, em seguida, começou a andar para longe. "Você está com frio?", ele perguntou de costas para mim. "Mais ou menos", eu disse. Eu estava corando. "Vou acender outro fogo", disse ele. Enquanto ele acendia o fogo, eu encontrei uma velha caixa Senhorita Suiça Chocolate Quente na despensa, ao lado dos chás Twinings e os cafés Chock full O’nuts da minha mãe. Susannah costumava fazer para nós chocolate quente em noites chuvosas, quando o ar estava frio. Ela usava leite, mas é claro que não tinha nenhum, então eu usei água.


Enquanto eu me sentava no sofá e balançava meu copo, observando os mini marshmallows derreterem, eu podia sentir meu coração batendo, tipo, um milhão de vezes por minuto. Quando eu estava com ele, eu não conseguia recuperar o fôlego. Conrad não parou de se mover. Ele estava rasgando pedaços de papel, ele estava cutucando as brasas, ele estava agachado em frente à lareira, deslocando seu peso para frente e para trás. "Você quer que seu chocolate?" Eu perguntei a ele. Ele olhou para mim. "Certo, claro." Ele sentou ao meu lado no sofá e bebeu da caneca dos Simpsons. Sem foi sua preferida. "Este gosto–" "Incrível?" "Velho". Olhamos um para o outro e rimos. "Para sua informação, o cacau é minhaespecialidade. E de nada.", eu disse, tomando meu primeiro gole. Tinha gosto de velho. Ele olhou para mim e virou meu rosto. Então ele estendeu a mão e esfregou minha bochecha com o polegar como se estivesse limpando fuligem. "Eu tenho o cacau em pó na minha cara?" Eu perguntei, de repente paranoica. "Não", ele disse. "Só um pouco de sujeira-oops, quero dizer, sardas." Eu ri e lhe dei um tapa no braço, e então ele pegou minha mão e me puxou mais perto dele. Ele empurrou meu cabelo dos meus olhos, e eu me preocupei que ele poderia ouvir o jeito que segurei minha respiração quando ele me tocou. Estava ficando mais e mais escuro do lado de fora. Conrad suspirou e disse: "É melhor eu te levar de volta. " Eu olhei para o meu relógio. Eram cinco horas. "É. . . Eu acho que seria melhor nós irmos. " Nenhum de nós se moveu. Ele estendeu a mão e enrolou meu cabelo em torno de seus dedos como um carretel. "Eu adoro a forma como o seu cabelo é macio", ele disse.


"Obrigado," eu sussurrei. Eu nunca tinha pensado no meu cabelo como algo especial. Era apenas cabelo. E era marrom, e marrom não era tão especial como loiro, preto ou vermelho. Masa maneira como ele olhou para ele... para mim. Como se fosse algum tipo de fascínio para ele, como se ele nunca se cansasse de tocar. Nós nos beijamos de novo, mas era diferente da noite anterior. Não havia nadalento ou preguiçoso sobre isso. A maneira como ele olhou para mim– urgente, me querendo, precisando de mim... era como uma droga. Era quero-quero-quero. Mas era eu que estava querendo acima de tudo. Quando eu puxei-o mais perto, quando eu coloquei as minhas mãos por baixo da camisa e em suas costas, ele estremeceu por um segundo. "Minhas mãos estão muito frias?" Eu perguntei. "Não", ele disse. Então, ele me soltou e se sentou. Seu rosto era uma espécie de vermelho e seu cabelo estava grudado no seu pescoço. Ele disse, "Eu não quero apressar nada." Eu sentei também. "Mas eu pensei que você já–" Eu não sabia como terminar a sentença. Isso era tão embaraçoso. Eu nunca tinha feito isso antes. Conrad ficou ainda mais vermelho. Ele disse: "Sim, quero dizer, eu fiz. Mas você não fez. " "Oh," eu disse, olhando para o meu sapato. Então olhei para cima. "Como você sabe que eu não fiz? " Agora ele parecia vermelho como uma beterraba e ele gaguejou, "Eu apenas pensei que você não tinha– quero dizer, eu apenas assumi–" "Você pensou que eu não tinha feito nada antes, certo?" "Bem, sim. Quero dizer, não. " "Você não deve fazer suposições como essas", disse. "Sinto muito", disse ele. Ele hesitou. "Então, você fez?" Eu olhei para ele. Quando ele abriu a boca para falar, eu o parei e disse, "Eu não fiz. Nem sequer perto. " Então eu inclinei e o beijei no rosto. Parecia um privilégio ser capaz de fazer isso, de beijá-lo sempre que quisesse. "Você é muito doce para mim", sussurrei, e eu me senti tão feliz e grata por estar ali, naquele momento.


Seus olhos eram escuros e sérios quando disse: "Eu só – quero sempre saber que você está bem. É importante para mim. " "Eu estou bem", eu disse. "Eu estou melhor do que bem." Conrad assentiu. "Bom", disse ele. Ele se levantou e me deu a mão para me ajudar a levantar. "Vamos para casa, então." Eu não cheguei em casa naquela noite até depois da meia-noite. Paramos e jantamos em um restaurante na rodovia. Eu pedi panquecas e batatas fritas, e ele pagou. Quando eu cheguei em casa, minha mãe estava tão brava. Mas eu não me arrependo. Eu nunca me arrependi, nem por um segundo. Como você pode se arrepender de uma das melhores noites da sua vida inteira? Você não pode. Você lembra de cada palavra, cada olhar. Mesmo quando dói, você ainda se lembra.


Capítulo Dezessete Nós dirigimos através da cidade, por todos os lugares antigos, o mini campo de golfe, orestaurante de camarão e Jeremiah dirigia o mais rápido que podia, assobiando. Eu queria que ele fosse mais devagar, fazer o caminho durar para sempre. Mas não, é claro. Nós estávamos quase lá. Peguei minha bolsa e tirei um pequeno pote de brilho labial. Eu passei algum brilho em meus lábios e passei os dedos pelo meu cabelo. Estava todo bagunçado porque ficamos com as janelas abaixadas, e estava uma bagunça. Na minha visão periférica, eu podia sentir os olhos de Jeremiah em mim. Ele provavelmente estava balançando a cabeça e pensando que menina burra eu era. Eu queria dizer a ele, eu sei, eu sou uma menina burra. Eu não sou melhor do que Taylor. Mas eu não podia simplesmente entrar e enfrentar Conrad com cabelo bagunçado. Quando eu vi o carro dele na garagem, eu podia sentir meu coração se contrair. Ele estava lá. Como um tiro, Jeremiah estava fora do carro e saltando para a casa. Ele subiu os degraus dois por vez, e eu segui atrás dele. Foi estranho, a casa ainda cheirava a mesma. Por alguma razão, eu não esperava isso. Talvez com Susannah morta, eu pensei que tudo iria ser diferente. Mas isso não aconteceu. Eu quase esperava vê-la flutuando em um de seus vestidos caseiros, nos esperando na cozinha. Conrad realmente teve a coragem de parecer irritado quando nos viu. Ele tinha acabado de chegar do surf, seu cabelo estava molhado e ele ainda vestia sua roupa. Eu me senti tonta – mesmo que tivesse sido apenas a dois meses, foi como ver um fantasma. O fantasma do primeiro amor do passado. Seus olhos brilharam em mim por cerca de um segundo antes de rondar Jeremiah. "O que diabos você está fazendo aqui?", ele perguntou. "Estou aqui para te pegar e te levar de volta para faculdade", disse Jeremiah, e eu podia dizer que ele estava trabalhando duro para soar


relaxado, descontraído. "Você realmente estragou as coisas, cara. O pai está fora de controle. " Conrad acenou. "Diga a ele para ir se ferrar. Eu vou ficar. " "Con, você perdeu duas aulas e você tem prova na segunda-feira. Você não pode apenas abandonar. Eles vão expulsá-lo da escola de verão." "Isso é problema meu. E o que ela está fazendo aqui? "Ele não olhou para mim quando ele disse isso, e foi como se ele tivesse me esfaqueado no peito. Eu comecei a me afastar deles, em direção ao porta de vidro de correr. Era difícilrespirar. "Eu trouxe ela comigo para ajudar", disse Jeremiah. Ele olhou para mim e depois suspirou. "Olha, nós trouxemos os seus livros e tudo mais. Você pode estudarhoje e amanhã e depois podemos voltar para a faculdade." "Dane-se. Eu não me importo ", disse Conrad, caminhando até o sofá. Ele tirou a parte de cima da sua roupa de mergulho. Seus ombros já estavam ficando queimados. Ele sentou no sofá, mesmo que ainda estivesse molhado. "Qual é o seu problema?" Jeremiah o perguntou, mal soando. "Neste momento, este é o meu problema. Você e ela. Aqui. "Pela primeira vez desde que tínhamos chego, Conrad me olhou nos olhos. "Por que você quer me ajudar? Por que até mesmo você estáaqui? " Eu abri minha boca para falar, mas nada saiu. Assim como sempre, ele podia me devastar com um olhar, uma palavra. Pacientemente, esperou que eu dissesse alguma coisa, e quando eu não o fiz, ele fez. "Eu pensei que você nunca quisesse me ver novamente. Você me odeia, lembra? "Seu tomera sarcástico, depreciando. "Eu não odeio você", eu disse, e então eu fugi. Eu empurrei a porta deslizante e sai para a varanda. Fechei a porta atrás de mim e desci as escadas até à praia. Eu só precisava de estar na praia. A praia me faria sentir melhor. Nada,nada melhor do que sentir a areia sob meus pés. Estava sólida e mundando, constante e em sempre mudando.Era verão. Sentei na areia e vi as ondas correr para a praia e depois se espalhar para fora, fina como glacê branco em um cookie. Tinha sido um erro vir aqui. Nada que eu pudesse dizer ou fazer apagaria o passado. A


maneira como ele disse "ela", com tanto desdém. Ele nem sequer me chamou pelo meu nome. Depois de um tempo, eu voltei para a casa. Jeremiah estava na cozinha sozinho. Conrad não estava à vista. "Bem, isso foi bem", disse ele. "Eu nunca deveria ter vindo." Jeremiah me ignorou. "Dez a um, a única coisa que ele tem na geladeira é cerveja", disse. "Alguma aposta?" Ele estava tentando me fazer rir, mas eu não iria. Eu não podia. "Só um idiota apostaria. "Mordi o lábio. Eu realmente não queria chorar. "Não deixe que ele chegar até você", disse Jeremiah. Ele puxou meu rabo de cavalo e envolveu em seu pulso como uma cobra. "Eu não posso evitar." O jeito que ele olhou para mim – como eu não significava nada para ele, menos que nada. "Ele é um idiota, ele não quer dizer nada que diz," Jeremiah disse. Ele me cutucou. "Você está arrependida de ter vindo?" "Sim". Jeremiahdeu um sorriso torto para mim. "Bem, eu não estou. Estou feliz que você veio. Eu estou feliz que eu sou tenho que lidar com sua merda sozinho. " Porque ele estava tentando, eu tentei também. Eu abri a geladeira como se fosse uma daquelas mulheres de O Preço Certo, as mulheres que usavam vestidos de noite e de joias caras. "Ta-da", eu disse. Ele estava certo, a única coisa dentro era duas caixas de Icehouse. Susannah teria se matado se ela pudesse ver o que havia acontecido com seu frigorífico Sub-Zero. "O que vamos fazer?" Eu perguntei a ele. Ele olhou para fora da janela, para a praia. "Nós provavelmente vamos ter que ficar aqui esta noite. Eu vou falar com ele, ele vai vir. Eu só preciso de algum tempo."Ele fez uma pausa. "E quanto a isso. Por que você não vai pegar um pouco de comida para o jantar, e eu vou ficar aqui efalar com Con. " Eu sabia que Jeremiah estava tentando se livrar de mim, e eu estava agradecida. Eu precisava sair daquela casa, para longe de Conrad. "Camarão frito para o jantar?" Eu perguntei a ele.


Jeremiah acenou com a cabeça e eu poderia dizer que ele estava aliviado. "Parece bom. Tudo que você quiser. "Ele começou a puxar a carteira, mas eu o parei. "Está tudo bem." Ele balançou a cabeça. "Eu não quero que você use o seu dinheiro", ele disse, me entregandoduas notas de vinte e as chaves. "Você já veio até aqui para ajudar." "Eu quis vir". "Porque você é uma boa pessoa e que queria ajudar Con", ele disse. "Eu queria te ajudar também," eu disse a ele. "Quer dizer, eu ainda quero. Você não deveria ter quelidar com isso por conta própria. " Por um breve momento, ele não se parecia com ele. Ele parecia seu pai. "Quem mais vai?" E então ele sorriu para mim, e era Jeremiah de novo. O menino de Susannah,sol e sorrisos. Seu anjinho. Aprendi a dirigir no carro de Jeremiah. Era bom estar no banco do motorista novamente. Em vez de ligar o rádio, eu rolei para baixo as janelas e deixei o ar salgado entrar. Eu dirigi para a cidade lentamente, e estacionei o carro na Velha Igreja Batista. Havia crianças passeando em trajes de banho e shorts, e também os pais e golden retrievers sem coleiras. Era provavelmente o primeiro fim de semana sem escola para a maioria deles. Era essa sensação que estava no ar. Eu sorri quando eu vi um garoto perdido de duas meninas mais velhas, provavelmente suas irmãs. "Espere", ele gritou, seu chinelo batendo ao longo da calçada. Eles só andaram mais rápido, sem olhar para trás. Minha primeira parada foi a loja geral. Eu costumava passar horas ali, remoendo cada centavo do doce. Cada escolha parecia de vital importância. Os meninos pegavam doce de forma anárquica, uma colher disso, um punhado daquilo. Mas eu era cuidadosa, dez grandes Swedish Fish, cinco bolas de malte, uma colher de tamanho médio de Jelly Bellys de pera. Pelos velhos tempos, enchi um saco. Eu coloquei Goobers para Jeremiah, um Bar Clark para Conrad, e mesmo que ele não estivesse aqui, um Lemonhead para Steven. Eram doces memoriais, uma homenagem á Cousins de nossa infância, quando pegar centavos para doces era a parte maior e melhor do nosso dia. Eu estava em pé na fila esperando para pagar quando ouvi alguém dizer, "Belly?"


Eu me virei. Era Maureen O'Riley, dona da loja de chapeis extravagantes da cidade – Maureen é uma confeccionadora de chapéus. Ela era mais velha do que os meus pais, em seus cinquentas, e ela era simpática com a minha mãe e Susannah. Ela levava seus chapéus muito a sério. "Como está sua mãe? Como está Susannah?" Ela me perguntou. "Minha mãe tá bem", disse a ela. Me movi, para longe de Maureen. Ela se moveu comigo. "E Susannah?" Eu limpei minha garganta. "O câncer voltou e ela faleceu." O rosto bronzeado Maureen franziu-se em alarme. "Eu não tinha ouvido. Sinto muito por ouvir isso. Eu gostava muito dela. Quando? " "Começo de maio", disse. Era quase a minha vez de pagar, e então eu poderia sair e essa conversa teria acabado. Então Maureen apertou minha mão, e meu primeiro impulso foi puxa-la, mesmo que eu sempre tivesse gostado de Maureen. Eu só não quero ficar na loja geral, falando sobre Susannah estar morta como se fosse fofocas da cidade. Nós estávamos falando sobre Susannah aqui. Ela deve ter sentido isso, porque ela deixou. Ela disse: "Eu gostaria de ter sabido. Por favor envie minhas condolências para os meninos e sua mãe. E Belly, passe na loja para me ver algum dia. Nós vamos te deixar equipada com um chapéu. Eu acho que é hora de ter um, algo com um corte. " "Nunca usei um chapéu", disse eu, tateando pela minha carteira. "Está na hora", disse Maureen novamente. "Algo para de libertar. Venha, eu vou cuidar de você. Um presente. " Depois, andei pela cidade devagar, parando na livraria e na loja de surf. Eu caminhei sem rumo, mergulhando a mão no saco de doces de vez em quando. Eu não esbarrar em qualquer outra pessoa, mas eu não estava com pressa de voltar para a casa. Era óbvio que Conrad não me queria por perto. Eu estava piorando as coisas? A maneira como ele olhou para mim... era mais difícil do que eu pensei que ia ser, vê-lo novamente. Estar naquela casa novamente. Um milhão de vezes mais difícil. Quando voltei para a casa com os carangueijos em um saco de papel gorduroso, Jeremiah e Conrad estavam bebendo cerveja no deck de trás. O sol estava se pondo. Iria ser um belo pôr do sol. Eu joguei as chaves e o saco em cima da mesa e cai sobre uma poltrona. "Passe uma cerveja ",


eu disse. Não era porque eu particularmente gostava de cerveja. Eu não gostava. Era porque eu queria ser uma parte deles, a maneira que algumas cervejas lá atrás os aproximava de alguma maneira. Assim como nos velhos tempos, tudo o que eu queria era ser incluída. Eu esperava que Conrad olhasse para mim e dissesse não, ele não estaria me dando qualquer cerveja. Quando ele não fez, eu fiquei surpresa ao me sentir decepcionada. Jeremiah alcançou o refrigerador e me jogou uma Icehouse. Ele piscou para mim. "Desde quando é que a nossa Belly Botão bebe? ", disse. "Tenho quase 17", eu lembrei ele. "Você não acha que eu sou muito velha para você chamar assim? " "Eu sei como você está velha", disse Jeremiah. Conrad alcançou o saco de papel e tirou um sanduíche. Ele mordeu avidamente, e eu perguntei se ele tinha comido algo o dia todo. "De nada", eu disse ele. Eu não pude me segurar. Ele não tinha olhado para mim desde que voltei. Eu queria fazer ele me reconhecer. Ele resmungou obrigado, e Jeremiah me lançou um olhar de advertência. Tipo, não o irrite bem quando as coisas estão boas. O telefone de Jeremiah tremeu sobre a mesa, e ele não se mexeu para pega-lo. Conrad disse: "Eu não vou deixar esta casa. Diga isso para ele. " Minha cabeça virou-se. O que isso queria dizer, ele não estava indo embora? Tipo, para sempre? Olhei encarei Conrad, mas seu rosto estava impassível como sempre. Jeremiah se levantou, pegou o telefone e entrou na casa. Ele fechou a porta de correr atrás dele. Pela primeira vez, Conrad e eu fomos deixados sozinhos. O ar estava pesado entre nós, e eu perguntei se ele estava arrependido do que ele tinha dito antes. Eu me perguntei se eu deveria dizer algo, e tentar consertar as coisas. Mas o que eu diria? Eu não sabia se havia algo que eu pudesse dizer. Então, eu não tentei. Em vez disso eu deixei o momento passar e eu só suspirei e renconstei na minha cadeira. O céu estava rosado ouro. Eu tinha a sensação de que não havia nada mais bonito do que isso, este por do sol especial combinava com a beleza de qualquer coisa neste mundo, 10 vezes mais. Eu podia sentir toda a tensão do dia se afastando de mim e indo para o mar. Eu queria memorizar no caso de eu não conseguir voltar novamente. Você nunca sabe a última vez que você vai ver um lugar. Uma pessoa.


Capítulo Dezoito Sentamos para assistir TV por um tempo. Jeremiah não fez mais nenhum movimento para falar com Conrad, e ninguém mencionou faculdade ou Sr. Fisher. Gostaria de saber se Jeremiah estava à espera de ficar sozinho com ele novamente. Me obriguei a bocejar. Para ninguém em particular, eu disse: "Eu estou tão cansada." Assim que eu disse isso, eu percebi que realmente estava. Eu estava tão cansada. Parecia que tinha sido o dia mais longo de sempre. Apesar de tudo o que eu fiz foi andar por aí em um carro, eu me sentia completamente sem energia. "Eu vou dormir", eu anunciei, bocejando novamente, desta vez de verdade. "Boa noite", disse Jeremiah e Conrad não disse nada. Assim que eu cheguei no meu quarto, eu abri minha bolsa de noite, e fiquei horrorizada quando vi o que estava lá dentro. Tinha o novo biquíni gingham de Taylor(tipo os da Katy Perry quadriculado, não sei em pt), suas valorizadas sandálias plataforma, um vestido solto de verão, os shorts que seu pai se referia como "roupa de baixo jeans", algumas camisas de seda, e em vez de a grande camiseta que eu estava procurando primeiramente para dormir, um pijama rosa conjunto com pequenos corações vermelhos. Shortinhos e um top correspondente. Eu queria matá-la. Eu presumi que ela estava adicionando ao que eu tinha já embalado, não substituindo. As únicas coisas que ela tinha deixado minhas, foram as roupas de baixo. O pensamento de andar saltitante pela casa nesses pijamas, sendo vista no caminho para escovar os dentes pela manhã, me deu vontade de bater nela. Muito. Eu sabia que Taylor tinha boas intenções. Ela achava


que estava me fazendo um favor. Dar suas sandálias plataformas para a noite era altruísta, para Taylor. Mas eu ainda estava brava. Era exatamente como a coisa com Cory. Taylor fez o que queria fazer, e ela não se importava o que eu pensava sobre isso. Ela nunca se importou com o que eu pensava sobre isso. Não foi apenas culpa dela, porém, porque eu a deixei. Depois eu escovei meus dentes, coloquei o pijama de Taylor e fui para a cama. Eu estava pensando se devia ou não ler um livro antes de dormir, um dos livros de bolso antigos em minha estante, quando alguém bateu na minha porta. Puxei as cobertas até meu pescoço e disse: "Entre!" Era Jeremiah. Ele fechou a porta atrás de si e sentou-se ao pé da minha cama. "Hey," ele sussurrou. Eu afrouxei o aperto em minhas cobertas. Era só Jeremiah. "Hey. E aí? Você falou com ele? " "Ainda não. Eu vou aliviar ele esta noite e tentar de novo amanhã. Eu só estou tentando estabelecer as bases primeiro, plantar algumas sementes." Ele me deu um conspirador olhar. "Você sabe como ele é." Eu sabia. "Tudo bem. Isso parece bom. " Ele estendeu a mão para um high five. "Não se preocupe. Nós temos isso. " Eu high-fived ele. "Nós temos isso", repeti. Eu podia ouvir a dúvida em minha voz, mas Jeremiah apenas sorriu, como se já fosse um negócio feito.


Capítulo Dezenove Jeremiah Quando Belly se levantou para ir para a cama, eu sabia que ela queria que eu ficasse e tentasse falar com Conrad sobre a faculdade. Eu sabia porque quando éramos crianças, costumávamos praticar ESP(telepatia, controle da mente)um com o outro. Belly estava convencida de que eu podia ler sua mente e ela podia ler a minha. A verdade era que eu podia ler Belly. Sempre que ela estava prestes a contar uma mentira, seu olho esquerdo apertava um pouco. Sempre que ela estava nervosa, ela sugava sua bochecha antes de falar. Ela era uma leitura fácil, sempre tinha sido. Olhei para Conrad. "Quer levantar cedo e surfar amanhã?" Eu perguntei a ele. "Claro", ele disse. Amanhã eu iria falar com ele sobre a faculdade e como era importante para voltar. Tudo daria certo. Nós assistimos TV um pouco mais, e quando Conrad adormeceu no sofá, eu subi as escadas para o meu quarto. No final do corredor, a luz Belly ainda estava ligada. Eu fui, fiquei junto à porta e bati suavemente. Eu me senti como um idiota em pé do lado de fora da porta dela, batendo. Quando éramos crianças, nós só corriamos para dentro e fora do quarto de cada um sem pensar. Eu queria que inda fosse tão simples assim. "Entre", disse ela. Eu entrei e sentei à beira da cama. Quando eu percebi que ela já estava de pijama, eu quase virei as costas e fui embora. Eu tinha que me lembrar de que eu a tinha visto de pijama um milhão de vezes antes, e qual era o grande problema? Mas ela costumava usar sempre uma


grande camiseta como o resto de nรณs, e agora ela estava usando algum top rosa pequeno com alรงas pequenas. Eu perguntei se era confortรกvel para dormir.


Capítulo Vinte 4 de Julho O verão sempre me fez sentir melhor. Eu desejei que todas as janelas tivessem vista para um oceano, nada sem ser quilômetros e quilômetros de areia e mar. Na praia, Jeremiah e Conrad estavam boiando em cima das pranchas com roupas pretas. Era uma visão familiar. E assim, eu estava esperançosa. Talvez Jeremiah estava certo. Talvez Conrad iria voltar com a gente depois de tudo. E então eu iria voltar para casa, longe dele e de tudo o que ele me lembrava. Eu deitaria na piscina do bairro e iriamos nos pendurar nas lanchonetes com Taylor, e logo o verão iria passar. Gostaria de esquecer como costumava ser. Essa vez era realmente a última vez. Antes de fazer qualquer coisa, eu liguei para Taylor. Eu expliquei como nós todos estávamos em Cousins, como nós só precisávamos convencer Conrad para voltar à faculdade e terminar a sessão de verão. A primeira coisa que ela disse foi: "Belly, o que você pensa que está fazendo?" "O que você quer dizer?" "Você sabe o que eu quero dizer. Toda esta situação é retardada. Você deve estar em casa, onde você pertence. " Eu suspirei. Não importa quantas vezes eu pedi para ela não dizer "retardado", ela ainda diz. Ela até tinha um primo com Síndrome de Down. Eu acho que ela fazia isso de propósito porque sabia que me incomodava.

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"O que te importa se Conrad abandonou a faculdade?", ela disse. "Deixe ele ser um perdedor se quiser. " Mesmo que eu soubesse que ninguém podia me ouvir, eu baixei minha voz. "Ele está passando por muita coisa agora. Ele precisa de nós. " "Ele precisa do irmão dele. Que, por sinal, é mais gostoso do que ele, olá! Conrad não precisa de você. Ele te traiu, lembra? " Eu estava sussurrando agora. "Ele não me traiu e você sabe disso. Nós já tinhamos terminado. Não é como se nós tivessemos sido um casal real em primeiro lugar." A última parte foi difícil de dizer. "Ah, certo, ele não traiu você, ele terminou com você depois do baile. Que cara incrível. Gaylord(palavra pra descrever alguém tão gay que desafia as leis da física, segundo google ahha). " Eu a ignorei. "Você ainda vai por favor me dar cobertura se a minha mãe ligar?" Ela bufou. "Duh. Acontece que eu sou uma amiga leal. " "Obrigado. Ah, e muito obrigada por pegar todas as minhas roupas. " "De nada", disse ela toda presunçosa. "E Belly?" "Sim?" "Não perca de vista a missão na mão." "Bem, Jeremiah está trabalhando com ele–" "Não isso, idiota. Eu estou falando sobre a missão. Você tem que fazer Conrad te querer de volta, e então você tem que rejeitar ele. Brutalmente. " Eu estava feliz que estávamos no telefone assim ela não podia me ver revirar os olhos. Mas a coisa era que ela tinha um ponto. Taylor nunca se machucou porque ela era a pessoa que estava no comando. Ela chamava os tiros. Os meninos queriam ela, e não o contrário. Ela estava sempre citando aquele quote de Pretty Woman, a de ser um prostituta. "Eu digo quem, eu digo quando, eu digo quem." Não era que a ideia não me agradasse. Era só que isso nunca iria funcionar. Obter a atenção de Conrad na primeira vez, mesmo que brevemente, tinha sido quase impossível. Não iria funcionar uma segunda vez.

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Depois de Taylor e eu desligarmos, liguei para minha mãe. Eu disse a ela que eu estava ficando na casa de Taylor novamente naquela noite, que ela ainda estava muito chateada para eu ir embora. Minha mãe concordou. "Você é uma boa amiga", ela disse. Houve um alívio em sua voz quando ela me pediu para dizer aos pais de Taylor um olá. Ela nem sequer questionou a mentira. Eu podia ouvi-la através do telefone: Tudo o que ela queria era para ser deixada sozinha com a sua dor. Depois, tomei um banho e coloquei as roupas que Taylor escolheu para mim. Uma camisola com flores bordadas na parte de cima e seus famosos shorts (cutoffs). Desci com meu cabelo ainda molhado, puxando meu shorts. Os meninos estavam dentro de novo, sentados na mesa da cozinha e comendo bombas sujas, os grandes mufins de canela açucarada que Susannah costumava levantar cedo para comprar. "Olha o que eu tenho", disse Jeremiah. Ele empurrou o saco de papel branco na minha direção. Eu agarrei o pacote e enfiei meia bomba suja dentro da minha boca. Ainda estava quente. "Yum", eu disse com minha boca cheia. "Então... E aí? " Jeremiah olhou Conrad espero. "Con?" "Vocês devem ir em breve se não quiserem pegar o tráfego de 4 de julho", Conrad disse, e me matou ver a expressão no rosto de Jeremiah. "Nós não vamos embora sem você", disse Jeremiah para ele. Conrad exalou. "Olha, Jere, eu aprecio você vir aqui. Mas, como você pode ver, eu estou bem. Eu tenho tudo sob controle." "Como diabos você tem. Con, se você não estiver de volta na segunda-feira para seus exames, você está fora. A única razão que você está indo para a escola de verão são aqueles Incompletos do último semestre. Se você não voltar, então o que? " "Não se preocupe com isso. Eu vou descobrir as coisas. " "Você continua dizendo isso, mas cara, você ainda não descobriu nada. Tudo o que você fez até agora é fugir. "

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A maneira que Conrad olhou para ele, eu sabia que Jeremiah tinha dito a coisa certa. O antigo sistema de valores de Conrad ainda estava lá, enterrado debaixo da raiva. O velho Conrad nunca desistia. Foi a minha vez de dizer alguma coisa. Eu respirei e disse: "Então, como é que você vai fazer para se tornar um médico sem diploma universitário, Conrad? " Ele fez uma pegada dupla, e então ele me encarou. Eu olhei de volta. Sim, eu disse isso. Eu diria o que fosse preciso, mesmo que o machucasse. Era algo que eu tinha aprendido de assistir Conrad em praticamente todos os jogos que já tinhamos jogado. Ao primeiro sinal de fraqueza, você ataca com força total. Você marca um strike e usa todas as armas em seu arsenal, e você não desiste. Sem piedade. "Eu nunca disse que ia ser um médico", disparou ele. "Você não sabe o que você está falando." "Então nos diga", eu disse, e meu coração batia muito rápido. Ninguém falou. Por um minuto, eu pensei que ele poderia realmente nos deixar entrar. E então, finalmente, Conrad se levantou. "Não há nada a dizer. Eu vou voltar lá pra fora.Obrigado pelas bombas sujas, Jere." Para mim, ele disse, " Você tem açúcar pelo seu rosto toda. "E, assim, ele estava fora e deslizou a porta da varanda aberta. Quando ele se foi, Jeremiah gritou: "Merda!" Eu disse, "Eu pensei que ia trabalhar com ele!" Saiu soando mais como uma acusação do que eu queria. "Você não pressionar muito Conrad, ele se fecha", disse Jeremiah, amassando o saco de papel. "Ele já está fechado." Olhei para Jeremiah e ele parecia tão derrotado. Eu me senti mal por pressioná-lo. Então, eu cheguei perto, toquei seu braço e disse: "Não se preocupe. Nós ainda temos tempo. Ainda é sábado, certo? " "Certo", ele disse, mas não como se quisesse dizer isso. Nenhum de nós disse mais nada. Como sempre, foi Conrad que ditou o humor da casa, como todos os outros se sentiam. Ninguém se sentiria bem de novo até que as coisas estivessem bem com Conrad.

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Capítulo Vinte e Um A primeira que aquilo me acertou naquele dia foi quando eu estava no banheiro, lavando o açúcar do meu rosto. Não tinha toalha de rosto, então eu abri a dispensa, e na prateleira abaixo das toalhas de praia, estava o grande chapéu flexivel de Susannah. O que ela usava toda vez que se sentava na praia. Ela tinha cuidado com sua pele. Tinha. Não pensar sobre Susannah, conscientemente não pensar nela, tornou mais fácil. Porque então ela não havia realmente ido. Ela estava apenas fora em outro lugar. Isso foi o que eu estava fazendo desde que ela morreu. Não pensar nela. Era mais fácil de fazer em casa. Mas aqui, na casa de verão, ela estava em toda parte. Eu peguei seu chapéu, o segurei por um segundo, e depois o coloquei de volta na prateleira. Fechei a porta, e meu peito doía tanto que eu não conseguia respirar. Foi muito difícil. Estar aqui, nesta casa, era muito difícil. Subi as escadas tão rápido quanto eu podia. Tirei o colar de Conrad e troquei minhas roupas para um biquíni de Taylor. Eu não me importava quão estúpido eu parecia nele. Eu só queria estar na água. Eu queria estar onde eu não tinha que pensar em nada, onde nada mais existia. Eu iria nadar e flutuar, e respirar dentro e fora, e só ser. Minha toalha velha Ralph Lauren de ursinhos estava na dispensa como sempre. Eu coloquei em torno de meus ombros como um cobertor e fui para fora. Jeremiah estava comendo um sanduíche de ovo e bebia de uma caixa de leite. "Hey," ele disse. "Hey. Vou nadar." Eu não perguntei onde Conrad estava, e não o convidei para vir comigo. Eu precisava de um momento sozinha. Eu abri a porta deslizante e a fechei, sem esperar ele me responder. Eu joguei minha toalha em uma cadeira e mergulhei. Eu não subi para superfície imediatamente. Eu fiquei debaixo da água, segurei a respiração até o último segundo.

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Quando subi, senti como se pudesse respirar novamente, como se meus músculos estivessem relaxando. Eu nadei para trás e para frente, para trás e para frente. Aqui, nada mais existia. Aqui, eu não tinha que pensar. Cada vez que eu afundava na água, eu segurei minha respiração por tanto tempo quanto poderia. Debaixo de água, ouvi Jeremiah chamar meu nome. Relutantemente, eu subi para a superfície, e ele estava agachado ao lado da piscina. "Eu vou sair por um tempo. Talvez eu pegue uma pizza no Nello ", ele disse, levantando-se. Eu empurrei o meu cabelo dos meus olhos. "Mas você acabou de comer um sanduíche. E você tinha todas aquelas bombas sujas. " "Eu sou um menino em crescimento. E isso foi a uma hora e meia atrás. " Uma hora e meia atrás? Eu estive nadando por uma hora e meia? Parecia minutos. "Oh," eu disse. Examinei meus dedos. Eles estavam totalmente enrugados. "Se cuida", disse Jeremiah, batendo continência. Dando impulso pelo lado da piscina, eu disse, "Até mais." Então, eu nadei tão rápido quanto eu podia para o outro lado e voltei, apenas no caso de ele ainda estar assistindo. Ele sempre admirava minhas voltas. Fiquei na piscina por mais uma hora. Quando eu vim para a superfície depois da minha última volta, eu vi que Conrad estava sentado na cadeira onde eu tinha deixado minha toalha. Ele estendeu-a para mim silenciosamente. Eu saí da piscina. De repente, eu estava tremendo. Peguei a toalha dele e envolvi em volta do meu corpo. Ele não olhou para mim. "Você ainda finge que está nos Jogos Olímpicos? ", ele me perguntou. Eu comecei, e então eu balancei a cabeça e sentei ao lado dele. "Não", eu disse, e a palavra ficou suspensa no ar. Abracei meus joelhos no meu peito. "Não mais." "Quando você nada", ele começou a dizer. Eu achei que ele não ia continuar, mas então ele disse, "Você não notaria nem se a casa estivesse pegando fogo. Você fica tão focada no que está fazendo, é como se você estivesse em outro lugar. "

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Ele disse isso com respeito relutante. Como se ele tivesse me observando por um longo tempo, como se estivesse me observando há anos. Que eu acho que ele esteve. Eu abri minha boca para responder, mas ele já estava de pé, indo de volta para a casa. Quando fechou a porta de correr, eu disse, "É por isso que eu gosto de nadar."

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Capítulo Vinte e Dois Eu estava no meu quarto, prestes a tirar meu biquíni quando meu telefone tocou. Era o toque de Steven, uma música da Taylor Swift que ele fingia odiar, mas secretamente amava. Por um segundo, pensei em não atender. Mas se eu não atendesse, ele iria ligar de novo até que eu atendesse. Ele era chato assim. "Olá?" Eu disse isso como uma pergunta, como se eu já não soubesse que era Steven. "Hey," ele disse. "Eu não sei onde você está, mas eu sei que você não está com Taylor." "Como você sabe disso?" Eu sussurrei. "Eu trombei com ela no shopping. Ela é pior do que você em mentir. Onde diabos você está? " Mordi o lábio superior e eu disse: "Na casa de verão. Em Cousins ". "O que?" Ele meio que gritou. "Por quê?" "É uma espécie de uma longa história. Jeremiah precisava da minha ajuda com Conrad ". "Então, ele chamou você?" A voz do meu irmão estava incrédula e também um pouquinho ciumenta. "É." Ele estava morrendo de vontade de me perguntar mais, mas eu estava apostando no fato de que o seu orgulho não o deixaria. Steven odiava ser deixado de fora. Ele ficou em silêncio por um momento, e nesses segundos, eu sabia que ele estava pensando sobre todas as coisas de casa do verão que estavamos fazendo sem ele. Por fim, ele disse: "Mamãe vai ficar tão chateada." "O que te interessa?" "Eu não me importo, mas minha mãe vai."

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"Steven, relaxa. Eu estarei em casa em breve. Nós apenas temos que fazer uma última coisa. " "Que a última coisa?" O matou eu saber algo que ele não sabia, que por uma vez, ele era um homem estranho. Eu pensei que eu ia ter mais prazer nisso, mas eu me senti com uma estranha pena dele. Então, em vez de entusiasmada a maneira que eu normalmente faria, eu disse, "Conrad sumiu da escola de verão e temos que levá-lo de volta no tempo para as provas na segunda-feira. " Essa seria a última coisa que eu faria por ele. Levá-lo para a escola. E então ele seria livre, assim como eu. Depois de Steven e eu desligarmos o telefone, eu ouvi um carro parar em frente a casa. Eu olhei para fora da janela e havia um Honda vermelho, um carro que eu não conhecia. Nós quase nunca tinha visitas na casa de verão. Arrastei um pente no meu cabelo e desci as escadas com minha toalha em volta de mim. Parei quando vi Conrad abrir a porta, e uma mulher entrar. Era pequena, com cabelos loiros descoloridos que estava em um coque bagunçado, ela usava calça preta e uma blusa de seda coral. Suas unhas estavam pintadas para combinar. Ela tinha uma grande pasta na mão e um conjunto de chaves. "Bem, olá", ela disse. Ela ficou surpresa ao vê-lo, como se fosse supostamente para ela estar ali e não ele. "Olá", disse Conrad. "Posso ajudar?" "Você deve ser Conrad", disse ela. "Nos falamos no telefone. Eu sou Sandy Donatti,agente imobiliária do seu pai. " Conrad não disse nada. Ela sacudiu o dedo para ele, brincando. "Você me disse que seu pai mudou de ideia sobre a venda." Quando Conrad ainda não disse nada, ela olhou em volta e me viu nas escadas. Ela franziu a testa e disse: "Eu só estou aqui para verificar a casa, tendo certeza de que tudo está chegando e sendo empacotado. " "Sim, eu casualmente.

enviei

os

carregadores

embora",

Conrad

disse

"Eu realmente queria que você não tivesse feito isso", disse ela, com os lábios apertados.

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Quando Conrad encolheu os ombros, ela acrescentou, "Me disseram que a casa estaria vazia." "Te foi dado informações erradas. Eu vou estar aqui para o resto do verão. " Ele fez um gesto para mim. "Essa é Belly." "Belly?", Repetiu. "Yup. Ela é minha namorada. " Eu acho que eu me engasguei alto. Cruzando os braços e inclinando-se contra a parede, ele continuou. "E você e meu pai se conheceram como? " Sandy Donatti corou. "Nós nos conhecemos quando ele decidiu colocar a casa à venda", ela estalou. "Bem, a coisa é, Sandy, a casa não é dele para ele a vender. É a casa da minha mãe, na verdade. Será que o meu pai lhe disse isso?" "Sim". "Então eu acho que ele também disse que ela está morta." Sandy hesitou. Sua raiva parecia evaporar com a menção de mães mortas. Ela estava tão desconfortável, ela estava se movendo para a porta. "Sim, ele me disse isso. Sinto muito pela sua perda. " Conrad disse: "Obrigado, Sandy. Isso significa muito, vindo de você. " Seus olhos corriam ao redor da sala uma última vez. "Bem, eu vou falar algumas coisas com o seu pai e então eu vou estar de volta. " "Faça isso. Certifique-se de que ele saiba que a casa está fora do mercado. " Ela apertou os lábios e, em seguida, abriu a boca para falar, mas pensou melhor. Conrad abriu a porta para ela, e então ela se foi. Deixei escapar um grande suspiro. Um milhão de pensamentos estavam passando pela minha cabeça–Eu estou com vergonha de dizer que namorada estava bem perto do topo da lista. Conrad não olhou para mim quando ele disse: "Não diga a Jeremiah sobre a casa." "Por que não?" Eu perguntei. Minha mente ainda estava demorando a palavra "namorada".

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Levou tanto tempo para ele me responder que eu já estava caminhando de volta para cima, quando ele disse: "Eu vou dizer a ele sobre isso. Eu só não quero que ele saiba ainda. Sobre o nosso pai. " Eu parei de andar. Sem pensar, eu disse, "O que você quer dizer?" "Você sabe o que eu quero dizer." Conrad olhou para mim, seus olhos firmes. Acho que eu sabia. Ele queria proteger Jeremiah da parte do fato de que seu pai era um idiota. Mas não era como se Jeremiah já não soubesse quem seu pai era. Não era como se Jeremiah fosse um garoto estupido, sem uma pista. Ele tinha o direito de saber se a casa estava à venda. Imaginei que Conrad leu tudo isso no meu rosto, porque ele disse daquele jeito zombando, descuidado dele "Então você pode fazer isso por mim, Belly? Você pode manter um segredo de seu BFF Jeremiah? Eu sei que vocês não guardam segredos um do outro, mas você pode lidar com isso só desta vez?" Quando eu olhei para ele, toda pronta para dizer a ele o que ele poderia fazer com o seu segredo, ele disse: "Por favor?" e sua voz era suplicante. Então eu disse: "Tudo bem. Por agora. " "Obrigado", ele disse, e passou por mim e foi para cima. A porta do seu quarto fechou, e o ar condicionado ligou. Eu fiquei parada. Levou um minuto para que tudo fizesse sentido. Conrad não fugiu só para surfar. Ele não fugiu pelo motivo de fugir. Ele veio para salvar a casa.

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Capítulo Vinte e Três No final da tarde, Jeremiah e Conrad foram surfar novamente. Eu pensei que talvez Conrad quisesse dizer a ele sobre a casa, só os dois. E talvez Jeremiah quisesse tentar conversar com Conrad sobre a escola de novo, apenas os dois. Tudo bem por mim. Eu estava contente em só assistir. Eu os assisti da varanda. Eu sentei em uma cadeira de praia com a minha toalha enrolada apertada em torno de mim. Havia algo tão reconfortante e certo sobre sair da piscina molhada e sua mãe colocar uma toalha em torno de seus ombros, como uma capa. Mesmo sem uma mãe lá para fazer isso por você, foi bom, aconchegante. Dolorosamente familiar de uma forma que me fez desejar ainda ter oito anos. Oito anos foi antes de morte, divórcio ou desgosto. Oito anos tinha apenas oito anos. Cachorros-quentes e manteiga de amendoim, - picadas de mosquito e lascas, bicicletas e pranchas de body boarding. Cabelos emaranhados, ombros queimados de sol, Judy Blume, na cama nove e meia. Eu sentei lá pensando nesses tipos de pensamentos tristes por um longo tempo. Alguém estava fazendo churrasco, eu podia sentir o cheiro da queima de carvão. Eu me perguntava se era o Rubensteins, ou talvez fosse o Tolers. Eu me perguntei se eles estavam grelhando hambúrgueres, ou bife. Eu percebi que estava com fome. Entrei na cozinha, mas eu não conseguia encontrar nada para comer. Apenas as cervejas de Conrad. Taylor me disse uma vez que a cerveja era como pão, todos os carboidratos. Eu percebi que mesmo que eu detestava o gosto, eu poderia beber se fosse me encher. Então eu peguei uma e caminhei de volta para fora. Eu sentei na minha cadeira de praia e estalei a parte de cima da lata. Era estranho estar nesta casa sozinha. Não um sentimento ruim, apenas um diferente. Eu estive vindo para essa casa to da a minha vida e eu poderia contar em uma mão o número de vezes que eu tinha estado sozinha na mesma. Eu

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me senti mais velha agora. Que eu suponho que eu era, mas eu acho que eu não me lembro de me sentir mais velha no ultimo verão. Eu tomei um longo gole de cerveja e eu estava feliz que Jeremiah e Conrad não estivessem lá para me ver, porque eu fiz uma cara horrível e eu sabia que eles iriam me zuar por isso. Eu estava tomando outro gole quando ouvi alguém limpar a garganta. Eu olhei para cima e eu quase engasguei. Era o Sr. Fisher. "Olá, Belly", ele disse. Ele estava vestindo um terno, como se tivesse vindo direto do trabalho, o que ele provavelmente tinha feito, apesar de ter sido um sábado. E de alguma forma o seu terno nem estava amarrotado, mesmo depois de uma longa viagem. "Oi, Sr. Fisher," eu disse, e minha voz saiu toda nervosa e trêmula. Meu primeiro pensamento foi, Deveríamos apenas ter forçado Conrad no carro e o fazer voltar para a escola e ter seus testes estúpidos. O dar tempo foi um enorme erro. Eu podia ver isso agora. Eu deveria ter pressionado Jeremiah para pressionar Conrad. Sr. Fisher levantou uma sobrancelha para a minha cerveja e eu percebi que ainda estava a segurando, meu dedos atados em torno dela tão apertados que estavam dormentes. Eu deixei a cerveja no chão, e meu cabelo caiu no meu rosto, pelo que eu estava contente. Foi um momento para esconder, para descobrir o que dizer em seguida. Eu fiz o que sempre fiz–Eu adiei para os meninos. "Hum, então, Conrad e Jeremiah não estão aqui agora."Minha mente estava correndo. Eles estariam de volta a qualquer minuto. Sr. Fisher não disse nada, ele apenas balançou a cabeça e esfregou atrás de seu pescoço. Então ele subiu os degraus da varanda e se sentou na cadeira ao lado da minha. Pegou minha cerveja e tomou um longo gole. "Como está Conrad?", Perguntou ele, deixando a cerveja em seu apoio de braço. "Ele está bem", eu disse imediatamente. E então eu me senti tola, porque ele não era bem mesmo. Sua mãe tinha acabado de morrer. Ele tinha fugido da escola. Como ele poderia estar bem? Como pode qualquer um de nós? Mas eu acho que, em certo sentido, ele estava bem, porque ele tinha um novo propósito. Ele tinha um motivo. Para viver. Ele tinha um objetivo, ele tinha um inimigo. Aqueles eram bons incentivos. Mesmo que o inimigo fosse seu pai.

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"Eu não sei o que esse garoto está pensando", Sr. Fisher disse, balançando a cabeça. O que eu poderia dizer sobre isso? Eu nunca soube o que Conrad estava pensando. Eu não tenho certeza se muitas pessoas têm. Mesmo assim, me senti defensiva por ele. Protetora. Sr. Fisher e eu nos sentamos em silêncio. Não sociável, o silêncio é fácil, mas duro ehorrível. Ele nunca teve nada a dizer para mim, e eu nunca soube o que dizer para ele. Por fim, ele limpou a garganta e disse: "Como está a escola?" "Acabou", eu disse, mordendo meu lábio inferior e me sentindo com 12 anos. "Só terminou. Eu vou ser uma sênior esse outono." "Você sabe aonde você quer ir para a faculdade?" "Não, na verdade." A resposta errada, eu sabia, porque a faculdade era uma coisa Sr. Fisher estava interessado em falar. O tipo certo de faculdade, eu quero dizer. E então ficamos em silêncio de novo. Isso era também familiar. Esse sentimento de medo, de destruição iminente. O sentimento de que eu estava com problemas. Que todos nós estávamos.

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Capítulo Vinte e Quatro Milk-shakes. Milk shakes eram coisa de Fisher. Quando o Sr. Fisher vinha à casa de verão, tinha milk shake o tempo todo. Ele iria comprar uma caixa napolitana de sorvete. Steven e Conrad eram chocolate, Jeremiah era morango, e eu gostava de uma mistura de baunilha com chocolate, como aqueles Frosties at Wendy. Mas grossa espessura. Os milk-shakes do Sr. Fisher eram melhores do que os da Wendy. Ele tinha um liquidificador chique que gostava de usar, que nenhum de nós, as crianças deveriam mexer. Não que ele disse isso, exatamente, mas sabíamos que não. E nunca fizemos. Até Jeremiah ter a ideia de Kool-Aid Slurpees(raspadinha). Não tinha 7-Eleven em Cousins, e mesmo que tivéssemos milk shakes, nós às vezes ansiávamos por Slurpees. Quando estava especialmente quente lá fora, um de nós diria: "Cara, eu quero um Slurpee", e então todos nós estaria pensando sobre isso todo dia. Então, quando Jeremiah teve essa ideia de Kool-Aid Slurpees, era, como, destino. Ele tinha nove anos e eu tinha oito anos, e nesse tempo soava como a melhor ideia do mundo, de sempre. Nós olhamos para o liquidificador, para o alto, na prateleira de cima. Sabíamos que teríamos de usá-lo–na verdade, desejavamos usá-lo. Mas não havia essa regra implícita. Ninguém estava em casa, somente nós dois. Ninguém teria de saber. "Que sabor você quer?", Ele me perguntou por fim. Então foi decidido. Isso estava acontecendo. Eu senti medo e também alegre por nós estarmos fazendo essa coisa proibida. Eu raramente quebrava as regras, mas essa parecia uma boa para quebrar. "Cereja preta", eu disse.

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Jeremiah olhou no armário, mas não havia nenhuma. Ele perguntou: "Qual é o seu segundo sabor favorito? " "Uva". Jeremiah disse que Slurpee Kool-Aid de uva parecia bom para ele também. Quanto mais ele dizia as palavras "Slurpee Kool-Aid", mais eu gostava do som. Jeremiah pegou um banquinho e tirou o liquidificador da prateleira de cima. Ele colocou o pacote inteiro de uva no liquidificador e acrescentou dois grandes copos de plástico de açúcar. Ele me deixou ver. Então ele esvaziou metade do gelo do congelado no liquidificador, até que estava cheio até a borda, e ele estalou o topo da maneira que tinha visto o Sr. Fisher fazer um milhão vezes. "Granulado? Espuma? ", Ele me perguntou. Eu dei de ombros. Eu nunca dei muita atenção quando o Sr. Fisher usava. "Provavelmente espuma", eu disse, porque eu gostei do som da palavra "espuma". Então Jeremiah jogou espuma, e o liquidificador começou a cortar e zumbir. Mas só a parte de baixo estava misturando, então Jeremiah forçou a mistura. Funcionou por um minuto, mas depois o liquidificador começou a cheirar a borracha queimada, e eu me preocupava que fosse muito trabalho com todo o gelo. "Temos que mexer mais", eu disse. "Ajudar a continuar." Eu peguei a grande colher de madeira e levei a parte de cima do liquidificador e agitei tudo. "Vê?", eu disse. Eu coloquei o fundo no topo, mas acho que não fiz isso o suficiente, porque quando Jeremiah colocou espuma, nosso Slurpee KoolAid de uva foi para toda parte. Todo sobre nós. Todo sobre o novo balcão branco, por todo o chão, por toda a pasta de couro marrom do Sr. Fisher. Olhamos um para o outro em horror. "Rápido, toalhas de papel!" Jeremiah gritou, desligando o liquidificador. Eu mergulhei para a pasta, esfregando-o com a parte

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inferior da minha T-shirt. O couro já estava descolorindo, e estava pegajoso. "Oh, cara," Jeremiah sussurrou. "Ele adora que pasta." E ele adorava. Ele tinha suas iniciais gravadas no fecho de bronze. Ele realmente amava,talvez até mais do que o seu liquidificador. Eu me senti péssima. Lágrimas picavam minhas pálpebras. Foi tudo culpa minha. "Eu sinto muito", eu disse. Jeremiah estava no chão, sobre suas mãos e joelhos limpando. Ele olhou para mim, Kool-Aid de uva escorrendo pela testa. "Não é culpa sua." "Sim, é", eu disse, esfregando o couro. Minha camiseta estava começando a virar marrom de esfregar a pasta tão forte. "Bem, sim, meio que é," Jeremiah concordou. Então ele estendeu a mão e tocou odedo no meu rosto e lambeu um pouco de açúcar. "Gosto bom, no entanto." Nós estávamos rindo e deslizando os pés ao longo do chão com toalhas de papel quandotodos voltaram para casa. Eles entraram com grandes sacos de papel, o tipo que lagostas vêm, e Steven e Conrad tinham cones de sorvete. Sr. Fisher disse: "Que diabos?" Jeremias se levantou. "Nós estávamos–" Eu entreguei a pasta ao Sr. Fisher, minha mão tremendo. "Sinto muito," eu sussurrei. "Foi um acidente." Ele pegou de mim e olhou para ela, o couro manchado. "Por que você estava usando meu liquidificador?" Sr. Fisher exigiu, mas ele estava perguntando a Jeremiah. Seu pescoço estava vermelho brilhante. "Você sabe que é para não usar o meu liquidificador". Jeremiah assentiu. "Sinto muito", disse ele. "Foi minha culpa", eu disse em uma voz pequena. "Oh, Belly," minha mãe disse, balançando a cabeça para mim. Ela se ajoelhou no chão e pegou as toalhas de papel ensopadas. Susannah tinha ido buscar o esfregão. Sr. Fisher exalado alto. "Por que você nunca ouve quando eu te digo uma coisa? Pelo amor de Deus. Eu te disse ou não para você nunca usar esse liquidificador? "

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Jeremiah mordeu o lábio, e da maneira como o queixo tremia, eu poderia dizer que ele estava muito perto de chorar. "Responde quando eu falar com você." Susannah voltou em seguida com seu esfregão e balde. "Adam, foi um acidente. Esquece isso." Ela colocou os braços em volta de Jeremiah. "Suze, se você o mimar, ele nunca vai aprender. Ele vai ficar um bebêzinho ", disse Sr. Fisher. "Jere, eu disse ou não que vocês crianças nunca deveriam usar o liquidificador?" Os olhos de Jeremiah encheram de lagrimas e ele piscou rapidamente, mas algumas lágrimas escaparam. E em seguida, um pouco mais. Foi horrível. Eu me senti tão envergonhada por Jeremiah e também me senti culpada por ser eu quem tinha trazido tudo isso sobre ele. Mas também me senti aliviada que não era eu que estava se metendo em confusão, chorando na frente de todos. E então, Conrad disse, "Mas pai, você nunca disse." Ele tinha sorvete de chocolate em sua bochecha. Sr. Fisher se virou e olhou para ele. "O que?" "Você nunca disse isso. Sabíamos que não era supostamente para não usar, mas você nunca tecnicamente disse isso."Conrad parecia assustado, mas sua voz era assunto-ou-fato. Sr. Fisher balançou a cabeça e olhou para Jeremiah. "Vá se limpar", ele disse rudemente. Ele estava envergonhado, eu poderia dizer. Susannah olhou para ele e varreu Jeremiah para o banheiro. Minha mãe estava limpando embaixo dos balcões, os ombros em linha reta e dura. "Steven, leve sua irmã para o banheiro ", ela disse. Sua voz não deixou espaço para discussão, e Steven agarrou meu braço e me levou lá em cima. "Você acha que eu estou em apuros?" Eu perguntei a Steven. Ele limpou meu rosto mais ou menos com um pedaço de papel higiênico molhado. "Sim. Mas não tão com problemas quanto Sr. Fisher. Mamãe vai rasga-lo em dois. " "O que significa isso?"

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Steven deu de ombros. "Só uma coisa que eu ouvi. Isso significa que ele é o único com problemas. " Depois que meu rosto estava limpo, Steven e eu rastejamos de volta para o corredor. Minha mãe e Sr. Fisher estavam discutindo. Olhamos um para o outro, os nossos olhos enorme quando nós ouvimos nossa mãe xingar, "Você pode ser como um cabeça de merda, Adam". Eu abri minha boca, prestes a exclamar, quando Steven colocou a mão sobre minha boca e me arrastou para o quarto dos meninos. Ele fechou a porta atrás de nós. Seus olhos estavam brilhantes de toda a agitação. Nossa mãe tinha xingou o Sr. Fisher. Eu disse, "Mamãe chamou Sr. Fisher de cabeça de merda." Eu não sabia nem o que era cabeça de merda, mas com certeza soou engraçado. Imaginei um chapéu que parecia uma bunda sentada em cima da grande cabeça do Sr. Fisher.(original era ass-hat, mas cabeça de merda era melhor, então...) E então eu ri. Foi tudo muito emocionante e terrível. Nenhum de nós nunca tinha realmente entrado em problemas na casa de verão. Não um grande problema de qualquer maneira. Era uma grande zona de problemas. As mães eram relaxadas na casa de verão. Onde em casa, Steven iria ter problemas se respondesse, aqui, minha mãe não parecia se importar tanto. Provavelmente porque na casa de Cousins, nós, as crianças não éramos o centro do mundo. Minha mãe estava ocupada fazendo outras coisas, como envasamento de plantas, ir a galerias de arte com Susannah, desenhar e ler livros. Ela estava muito ocupada para ficar com raiva ou ser incomodada. Nós não tínhamos sua total atenção. Isso era uma coisa boa e ruim. Bom, porque fugíamos das coisas. Se brincávamos na praia depois da hora de dormir, se tivéssemos sobremesa dupla, ninguém realmente sem importava. Ruim, porque eu tinha a vaga sensação de que Steven e eu não éramos tão importantes aqui, que havia outras coisas que ocupavam a mente da minha mãe – memórias que não fazíamos parte, uma vida antes de existirmos. E, também, a vida secreta dentro de si mesma, onde Steven e eu não existíamos. Foi como quando ela foi em suas viagens sem nós – eu sabia que ela não sentia muita falta ou pensava muito em nós. Eu odiava esse pensamento, mas era a verdade. As mães tinham toda uma vida separada de nós. Eu acho que nós, as crianças também tínhamos.

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Capítulo Vinte e Cinco

Quando Jeremiah e Conrad vinham da praia com suas pranchas sob seus braços, eu tinha esse pensamento louco que eu deveria tentar avisá-los de alguma forma. Assobiar ou algo. Mas eu não sei como a assobiar, e era tarde demais. Eles encostaram as pranchas na casa, e então subiram os degraus e nos viram sentados lá. O corpo inteiro de Conrad apertou-se, e eu vi Jeremiah murmurar "merda" sob sua respiração. Então Jeremiah disse: "Ei, papai." Conrad escorregou direito por nós e foi para a casa. Sr. Fisher o seguiu, Jeremiah e eu nos olhamos por um momento. Ele se inclinou para mim e disse: "Que tal você ligar o carro, enquanto eu pego as nossas coisas, e então fugimos? " Eu ri, e depois pus minha mão sobre a boca. Eu duvidava que Sr. Fisher me apreciaria rindo enquanto todas essas coisas sérias estavam acontecendo. Levantei e puxei minha toalha apertada em torno de mim, sob minhas axilas. Depois fomos para dentro também. Conrad e Sr. Fisher estavam na cozinha. Conrad estava abrindo uma cerveja, nem sequer olhava para seu pai. "O que diabos vocês crianças estão planejando aqui?" Sr. Fisherdisse. Sua voz soava muito alta e não natural na casa. Ele estava olhando em torno da cozinha, da sala de estar. Jeremiah começou, "Pai–" Sr. Fisher olhou diretamente para Jeremiah e disse: "Sandy Donatti me ligou esta manhã e me contou o que aconteceu. Você deveria supostamente levar Conrad de volta para faculdade, não ficar e– e festejar e interferir com a venda. " Jeremiah piscou. "Quem é Sandy Donatti?" 115


"Ela é nossa agente imobiliária", disse Conrad. Eu percebi que a minha boca estava aberta, e eu bati para fechada. Eu passei meus braços em torno de mim apertados, tentando ficar invisível. Talvez não fosse tarde demais para eu e Jeremiah fugirmos. Talvez dessa forma ele nunca descobrisse que eu sabia sobre a casa também. Faria alguma diferença que eu só soubesse sobre isso desde essa tarde? Eu duvidava. Jeremiah olhou para Conrad, e depois de volta para seu pai. "Eu não sabia que tínhamos um agente imobiliário. Você nunca me disse que estava vendendo a casa. " "Eu disse que era uma possibilidade." "Você nunca me disse que estava realmente fazendo isso." Conrad interrompeu, falando apenas para Jeremiah. "Isso não importa. Ele não está vendendo a casa." Ele bebeu sua cerveja calmamente, e todos nós esperamos para ouvir o que ele diria a seguir. "Não é dele para ele vender." "Sim, é", disse Sr. Fisher, respirando pesadamente. "Eu não estou fazendo isso por mim. O dinheiro será para vocês, garotos. " "Você acha que eu me importo com o dinheiro?" Conrad finalmente olhou para ele, seus olhos frios. Sua voz estava inexpressiva. "Eu não sou como você. Eu poderia dar a mínima para o dinheiro. Eu me importo sobre a casa. A casa da mamãe. " "Conrad–" "Você não tem o direito de estar aqui. Você deve sair. " Sr. Fisher engoliu e seu pomo de Adão subia e descia. "Não, eu não vou sair. " "Diga para Sandy não se incomodar em voltar." Conrad disse que a palavra "Sandy" como se fosse um insulto. Que eu acho que era para ser. "Eu sou seu pai", disse Fisher disse com voz rouca. "E sua mãe deixou para mim decidir. Isto é o que ela queria. " Conrad alisou, com força sua testa e sua voz tremia quando ele disse: "Não fale sobre o que ela iria quer." "Ela era minha esposa, porra. Eu perdi ela também. " Isso pode ter sido verdade, mas era exatamente a coisa errada a dizer para Conrad nesse momento. Isso o estressou. Ele deu um soco na

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parede mais próxima, e eu vacilei. Eu estava chocada que ele não deixou um buraco. Ele disse, "Você não a perdeu. Você a deixou. Você não sabe uma coisa sobre que ela iria querer. Você nunca estava lá. Você foi um pai de merda e um marido de mais merda ainda. Portanto, não se preocupe em tentar fazer a coisa certa agora. Você só fode tudo. " Jeremiah disse: "Con, cala a boca. Só cala a boca. " Conrad virou e gritou: "Você ainda está defendendo ele? Isso é exatamente o por que nós não dissemos a você! " "Nós?" Jeremiah repetiu. Ele olhou para mim então, e o olhar aflito em seu rosto me cortou. Eu comecei a falar, para tentar explicar, mas eu só fui longe o suficiente para dizer: "Eu só descobri hoje, eu juro ", quando Sr. Fisher me interrompeu. Ele disse, "Você não é o único ferido, Conrad. Você não pode falar dessa maneira comigo. " "Eu acho que eu posso." O quarto estava mortalmente quieto e Sr. Fisher parecia como se pudesse bater em Conrad, ele estava tão bravo. Eles olharam um para o outro, e eu sabia que Conrad não seria o que recuaria. Foi o Sr. Fisher que desviou o olhar. "Os carregadores estão voltando, Conrad. Isso stá acontecendo. Você ser birrento não pode parar isso. " Ele saiu logo depois. Ele disse que estaria de volta na parte da manhã, e as palavras eram ameaçadoras. Ele disse que estava hospedado na pousada na cidade. Ficou claro que ele não podia esperar para sair daquela casa. Nós três ficamos na cozinha depois que ele se foi, nenhum de nós dizendo nada. Pelo menos eu. Eu nem deveria estar lá. Por uma vez, eu gostaria de estar em casa com minha mãe, Steven, Taylor, longe de tudo isso. Jeremiah foi o primeiro a falar. "Eu não posso acreditar que ele está realmente vendendo a casa", ele disse, quase para si mesmo.

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"Acredite", disse Conrad duramente. "Por que você não me contou sobre isso?" Jeremiah exigia. Conrad olhou para mim antes de dizer: "Eu não acho que você precisava saber." Os olhos de Jeremiah se estreitaram. "Que diabos, Conrad? É a minha casa também. " "Jere, eu descobri sozinho." Conrad se apoiou no balcão da cozinha, com a cabeça para baixo. "Eu estava em casa pegar algumas roupas. A agente, Sandy, ligou e deixou uma mensagem na secretária, dizendo que os carregadores estavam vindo buscar as coisas que eles embalaram. Voltei para a faculdade, peguei minhas coisas e vim direto para cá. " Conrad saiu da faculdade e tudo mais para vir para a casa de verão, e aqui nós estavamos achando que ele era um cabuladro que precisava de salvação. Quando na realidade, ele era o que estava fazendo a salvação. Eu me senti culpada por não dar a ele o benefício da dúvida, e eu sabia que Jeremiah sentiu também. Trocamos um olhar rápido e eu sabia que nós estávamos pensando exatamente a mesma coisa. Então eu acho que ele se lembrou que ele estava chateado comigo também, e desviou o olhar. "Então é isso?" Disse Jeremiah. Conrad não lhe respondeu imediatamente. Então, ele olhou para cima e disse: "Sim, eu acho que é. " "Bem, bom trabalho cuidando de tudo isso, Con." "Eu tenho lidado com isso sozinho," Conrad estalou. "Não é como se eu tivesse qualquer ajuda sua. " "Bem, talvez se você tivesse me dito sobre isso." Conrad cortou. "Você teria feito o que?" "Eu falaria com o pai." "Sim, exatamente." desdenhoso.

Conrad

"O que diabos isso significa?"

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não

poderia

ter

soado

mais


"Isso significa que você está tão ocupado sendo o seu burro, que não pode ver quem ele é." Jeremiah não disse nada de imediato, e eu estava realmente com medo de onde isso iria chegar. Conrad estava procurando por briga e a última coisa que precisava era que os dois começassem a brigar no chão da cozinha, quebrando coisas e uns aos outros. Desta vez, a minha mãe não estava aqui para detê-los. Era só eu, e que era quase nada. E então Jeremiah disse: "Ele é o nosso pai." Sua voz foi medida, e eu soltei um suspiro pequeno de alívio. Não haveria qualquer luta, porque Jeremiah não deixaria que isso acontecesse. Eu o admirava por isso. Mas Conrad apenas balançou a cabeça em desgosto. "Ele é um dirtbag(não achei significado em portugues, mas é como uma pessoa que é acostumada a largar tudo)". "Não chame ele disso." "Que tipo de cara trai sua mulher e a deixa quando ela tem câncer? Que tipo de homem faz isso? Eu não posso nem mesmo olhar para ele. Ele me faz mal, bancando o mártir agora, o viúvo de luto. Mas onde estava ele quando a mãe precisava dele, hein, Jere? " "Eu não sei, Con. Onde você estava? " A sala ficou em silêncio, e parecia que o ar era quase crepitante. A maneira que Conrad encolheu, a forma como Jeremiah prendeu a respiração logo após ele dizer isso. Ele pegar de volta, eu poderia dizer, e ele estava prestes a se desculpar, quando Conrad disse: "Isso é um golpe baixo." "Eu sinto muito", disse Jeremiah. Conrad encolheu os ombros, parecendo como se não importa de qualquer maneira. E então Jeremiah disse: "Por que você não pode simplesmente esquecer? Por que você tem que se pegar todas as coisas de merda que já aconteceram com você? " "Porque eu vivo na realidade, ao contrário de você. Você prefere viver em um mundo de fantasia do que ver as pessoas pelo que elas realmente são." Ele disse que de uma maneira que me fez pensar no que ele estava realmente falando.

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Jeremiah se irritou. Ele olhou para mim e depois de volta para Conrad e disse: "Você apenas está com ciúmes. Admita. " "Ciúmes?" "Você está com ciúmes por papai e eu termos um relacionamento real agora. Não é tudo apenas sobre você mais, e isso te mata. " Conrad riu. Era um som terrível. "Isso é pura merda." Ele virou-se para mim. "Belly, você está ouvindo isso? Jeremiah pensa que eu estou com ciúmes. " Jeremiah olhou para mim, como, esteja do meu lado, e eu sabia que se eu ficasse, ele ia me perdoar por não ter contado a ele sobre a casa. Eu odiava Conrad por me colocar no meio, por me fazer escolher. Eu não sabia de que lado eu estava. Os dois estavam certos e errados. Eu acho que demorei demais para responder, porque Jeremiah parou de olhar para mim e disse: "Você é um babaca, Conrad. Você só quer que todos sejam tão miseráveis como você é." E então ele saiu. A porta da frente bateu atrás dele. Eu senti como se devesse ir atrás dele. Eu me senti como se o tivesse deixado afundar quando ele mais precisava de mim. Em seguida, Conrad disse para mim: "Eu sou um babaca, Belly?" Ele abriu outra cerveja e ele estava tentando soar indiferente, mas sua mão estava tremendo. "Sim", eu disse. "Você realmente é." Fui até a janela e vi Jeremiah entrar em seu carro. Era tarde demais para segui-lo, ele já estava saindo da garagem. Mesmo que ele estivesse chateado, estava com seu cinto de segurança. "Ele vai estar de volta", disse Conrad. Eu hesitei e então disse: "Você não deveria ter dito essas coisas." "Talvez não." "Você não deveria ter me pedido para manter segredo." Conrad encolheu os ombros como se já estivesse esquecido isso, mas depois olhou novamente para a janela e eu sabia que ele estava preocupado. Ele me jogou uma cerveja e eu peguei. Eu estalei a parte de cima e tomei um longo gole. Quase não tinha gosto ruim. Talvez eu estivesse acostumando com isso. Eu estalei meus lábios em alta.

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Ele me olhou, e havia um olhar divertido em seu rosto. "Então você gosta de cerveja, agora, hein? " Eu dei de ombros. "É boa", eu disse, e eu me senti muito adulta. Mas, então, eu acrescentei, "eu ainda acho Cherry Coke melhor. " Ele quase sorriu quando disse: "A mesma velha Belly. Eu aposto que se cortasse seu corpo para abri-lo, açúcar derramaria de você. " "Essa sou eu", eu disse. "Açúcar e temperos e tudo de bom." Conrad disse, "Eu não sei sobre isso." E então nós dois estávamos quietos. Tomei outro gole de cerveja e a coloquei ao lado de Conrad. "Eu acho que você realmente ferir os sentimentos de Jeremiah". Ele deu de ombros. "Ele precisava de um choque de realidade." "Você não tem que fazer desse jeito." "Eu acho que você é o único que pode ferir os sentimentos de Jeremiah." Eu abri minha boca e depois fechei. Se eu perguntei o que ele queria dizer com isso, ele iria dizer. E eu não queria que ele dissesse. Então eu bebi minha cerveja e disse: "E agora?" Conrad não me deixou fugir tão fácil. Ele disse, "E agora com você e Jeremiah ou com você e comigo? " Ele estava me provocando e eu o odiava por isso. Eu podia sentir minhas bochechas queimando enquanto dizia: "E agora com esta casa, foi o que eu quis dizer." Ele encostou no balcão. "Não há nada a fazer, realmente. Quer dizer, eu poderia ter um advogado. Tenho 18 agora. Eu poderia tentar e parar. Mas eu duvido que isso resolvesse. Meu pai é teimoso. E ele é ávido. " Hesitante, eu disse, "Eu não sei se ele está fazendo isso sem– sem ganancia, Conrad." O rosto de Conrad meio que fechou. "Confie em mim. Ele está. " Eu não poderia deixar de perguntar: "E a escola de verão?" "Eu não poderia me importar menos sobre a escola agora." "Mas–"

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"Basta deixĂĄ-lo, Belly." EntĂŁo ele saiu da cozinha, abriu a porta de correr, e foi para fora. Conversa terminada.

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Capítulo Vinte e Seis Jeremiah. Toda a minha vida eu olhei por Conrad. Ele sempre foi o mais inteligente, rápido, apenas melhor. A coisa é, eu nunca tinha invejado ele. Ele era apenas Conrad. Ele não poderia deixar de ser bom nas coisas. Ele não tinha culpa se nunca perdeu no Uno, corridas ou notas. Talvez parte de mim que precisava de alguem para se espelhar. Meu grande irmão, o cara que não podia perder. Mas houve desta vez, quando tinha treze anos. Estávamos lutando em torno da sala de estar, por meia hora. Meu pai estava sempre tentando nos fazer lutar. Ele esteve na equipe de luta livre na faculdade, e ele gostava de nos ensinar novas técnicas. Estávamos lutando, e minha mãe estava na cozinha, fazendo petiscos de bacon porque teriamos visita naquela noite e eles eram os favoritos do meu pai. "Prende ele, Con," meu pai estava dizendo. Nós estávamos realmente concentrados nisso. Nós já tinhams derrubado um catiçal de prata da minha mãe. Conrad estava respirando com dificuldade, ele esperava me vencer facilmente. Mas eu estava ficando bom, eu não ia desistir. Ele tinha minha cabeça presa debaixo do braço e então eu tranquei o joelho e nós dois estávamos no chão. Eu podia sentir algo mudando; Eu quase tive ele. Eu estava indo para vencer. Meu pai ia ficar tão orgulhoso. Quando eu o tinha preso, meu pai disse: "Connie, eu lhe disse para manter seus joelhos dobrados ". Eu olhei para o meu pai, e vi o olhar em seu rosto. Ele tinha aquele olhar que ele tem às vezes, quando Conrad não faz algo certo, todo apertado ao redor dos olhos e irritado. Ele nunca me olhou assim.

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Ele não disse: "Bom trabalho, Jere." Ele começou criticando Conrad, dizendo-lhe todas as coisas que ele poderia ter feito melhor. E Conrad aceitou. Ele estava balançando a cabeça, o rosto vermelho, o suor escorrendo por sua testa. Então, ele acenou para mim e disse, de uma forma que eu sabia que ele realmente quis dizer isso: "Bom trabalho, Jere". Foi quando meu pai entrou na conversa e disse: "Sim, bom trabalho, Jere". De repente, eu queria chorar. Eu não queria bater Conrad nunca mais. Não era pena. Depois de toda aquela coisa na casa, eu entrei no meu carro e comecei a dirigir. Eu não sabia onde eu estava indo e parte de mim não queria nem voltar. Parte de mim queria deixar Conrad lidar com essa bagunça sozinho, do jeito que ele queria em primeiro lugar. Deixar Belly lidar com ele. Deixa-los ter isso. Eu dirigi por meia hora. Mas mesmo enquanto estava fazendo isso, eu sabia que, eventualmente, eu voltaria. Eu não poderia simplesmente largar tudo. Esse era o estilo de Con, não meu. E foi baixo, o que eu disse sobre ele não estar lá para a nossa mãe. Não era como se ele soubesse que ela ia morrer. Ele estava na faculdade. Não foi culpa dele. Mas ele não era o que estava lá quando tudo ficou ruim novamente. Tudo aconteceu tão rápido. Ele não poderia ter sabiado. Se ele soubesse, ele teria ficado em casa. Eu sei que ele teria. Nosso pai nunca iria ganhar um prêmio de Pai do Ano. Ele falhou, isso era certo. Mas quando isso contou, lá no final, ele voltou para casa. Ele disse que todas as coisas certas. Ele fez nossa mãe feliz. Conrad não podia vê-lo. Ele não queria. Eu não voltei para a casa imediatamente. Primeiro eu parei na pizzaria. Era hora do jantar, e não havia comida em casa. Um garoto que eu conhecia, Mikey, estava trabalhando no registo. Eu pedi uma pizza grande com tudo, e então eu perguntei-lhe se Ron estava entregando. Mikey disse sim, que Ron estaria de volta em breve, que eu deveria esperar. Ron viveu em Cousins o ano todo. Ele ia para a faculdade comunitária durante o dia e entregava pizzas à noite. Ele era um cara

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legal. Ele tinha comprado cerveja para crianças de menor por tanto tempo quanto eu poderia lembrar. Se você desse a ele 20, ele iria te dar algo. Tudo que eu sabia era que, se essa ia ser a nossa última noite, não poderia ser assim. Quando voltei para casa, Conrad estava sentado na varanda da frente. Eu sabia que ele estava esperando por mim, eu sabia que ele se sentiu mal por o que ele disse. Eu toquei a buzina, enfiei a cabeça para fora da janela e gritei: "Vem me ajudar com essas coisas." Ele desceu do carro, checou os sacos de cerveja e o saco de bebidas alcoólicas, e disse: "Ron?" "Yup." Eu peguei duas caixas de cerveja e as entreguei. "Nós estamos tendo uma festa".

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Capítulo Vinte e Sete Depois da briga, depois que o Sr. Fisher foi embora, fui para o meu quarto e lá fiquei. Eu não queria estar perto quando Jeremiah voltasse, no caso de ele e Conrad precisarem de um momento sozinhos. Ao contrário de Steven e eu, os dois quase nunca brigaram. Em todo o tempo que eu os conheço, eu só os vi fazer isso, tipo, três vezes. Jeremiah olhou para cima para Conrad e Conrad olhou para Jeremiah. Era simples assim. Eu comecei a olhar em volta, nas gavetas e armários para ver se havia alguma coisa minha deixada lá. Minha mãe era muito rigorosa sobre nós pegarmos todas as nossas coisas toda vez íamos embora, mas você nunca sabe. Eu percebi que eu poderia muito bem confirmar. Sr. Fisher provavelmente faria os carregadores jogarem todas as tranqueiras fora. No fundo da gaveta eu encontrei um antigo caderno de composição dos meus dias de Harriet the Spy. Estava colorido de marcadores rosa, verde e amarelo. Eu tinha seguido os rapazes por dias, tomando notas até quando eu deixei Steven louco e ele disse a mãe sobre mim. Eu tinha escrito: 28 de junho. Peguei Jeremiah dançando no espelho quando ele pensou que ninguém estava assistindo. Pena que eu estava! 30 de junho. Conrad comeu todos os picolés azuis novamente, mesmo que ele não fosse para ele comer. Mas eu não disse. 1 de julho. Steven me chutou sem motivo. E assim por diante. Eu tinha ficado cansada disso em meados de julho e larguei. Eu tinha sido um pouco intrometida. A eu-de-oito-anos teria gostado de ter sido incluída nesta última aventura, teria adorado o fato de que eu sai com os meninos enquanto Steven tinha que ficar em casa.

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Eu encontrei algumas outras coisas, lixo, como um pote meiousado de brilho labial de cereja, duas faixas de cabelo empoeiradas. Na prateleira, havia meus velhos livros Blumes Judy e também os livros do V.C Andrews escondido atrás deles. Pensei em deixar tudo isso para trás. A única coisa que eu tive que pegar foi o Mint Junior, meu urso polar de pelúcia velho, o que Conrad ganhou para mim naquela vez no calçadão milhões de anos atrás. Eu não podia deixar Mint Júnior ser jogado fora como se fosse lixo. Ele tinha sido especial para mim uma vez. Fiquei lá em cima por um tempo, só olhando para minhas coisas antigas. Eu encontrei uma outra coisa que valeria a pena manter. Um telescópio de brinquedo. Lembro do dia em que meu pai comprou para mim. Ele tinha estado em uma das pequenas lojas de antiguidades ao longo do calçadão, e foi caro, mas ele disse que eu deveria tê-lo. Houve um tempo em que eu estava obcecada com estrelas e cometas e constelações, e ele pensou que eu poderia crescer e ser uma astrônoma. Isso acabou por ser uma fase, mas foi divertido enquanto durou. Eu gostei da forma que meu pai olhou para mim, como se eu tivesse tomado depois dele, a filha de meu pai. Ele ainda me olhou assim algumas vezes, quando eu perguntei sobre o molho Tabasco em restaurantes, quando eu coloquei na estação de rádio NPR sem ele pedir. O molho Tabasco eu gostei, mas não tanto a NPR. Eu fiz isso porque eu sabia quanto o deixava orgulhoso. Fiquei feliz que ele era meu pai e não o Sr. Fisher. Ele nunca teria gritado ou me amaldiçoado, ou ficado bravo sobre o Kool-Aid. Ele não era esse tipo de homem. Eu nunca tinha apreciado o suficiente o tipo de homem que ele era.

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Capítulo Vinte e Oito Meu pai raramente vinha à casa de verão, para um fim de semana em agosto, talvez, mas era muito raro isso. Nunca me ocorreu perguntar por quê. Houve esse fim de semana em que ele e Sr. Fisher apareceram ao mesmo tempo. Como se eles tivessem tanto em comum, como se fossem amigos ou algo assim. Eles não poderiam ser mais diferentes. Sr. Fisher gostava de falar, falar, falar, e meu pai só falava se tinha algo a dizer. Sr. Fisher estava sempre assistindo SportsCenter, enquanto meu pai raramente assistia TV – e definitivamente não esporte. Os pais estavam indo a um restaurante chique em Dyerstown. Uma banda tocava lá nas noites de sábado e eles tinham uma pequena pista de dança. Era estranho pensar nos meus pais dançando. Eu nunca tinha os visto dançando antes, mas eu tinha certeza que Susannah e Sr. Fisher dançavam o tempo todo. Eu tinha visto uma vez, na sala de estar. Lembrei-me como Conrad tinha corado e virado as costas. Eu estava deitada de barriga na cama de Susannah, vendo minha mãe e ela se arrumarem no banheiro principal. Susannah tinha convencido minha mãe a usar um vestido dela, que era vermelho e tinha um profundo decote em V. "O que você acha, Beck?" Minha mãe perguntou incerta. Eu poderia dizer que ela sentiu engraçada com isso. Ela geralmente usavam calças. "Eu acho que está incrível. Eu acho que você deve mantê-lo. Vermelho é tão você, Laure". Susannah estava alongando seus cílios e arregalando os olhos no espelho. Quando eles saíssem, eu iria praticar o uso do curvex. Minha mãe não tinha um. Eu sabia o conteúdo de sua bolsa de maquiagem, uma daquelas de plástico verde Clinique presente-de-compra. Tinha um protetor labial Burt Bees e um delineador de café expresso, um tubo rosa e verde da Maybelline, rímel e um frasco de protetor solar colorido. Entediante.

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A bolsa de maquiagem da Susannah, porém, era um tesouro. Era azul marinha de pele de cobra com um fecho de ouro pesado e suas iniciais foram gravadas nela. Dentro tinha sombras e paletas e pincéis de zibelina e amostras de perfume. Ela nunca jogava nada fora. Eu gostava de separar por genero e organizar tudo em fileiras, de acordo com a cor. Às vezes, ela me dava um batom ou uma sombra da amostra, nada muito escuro. "Belly, você quer que eu faça seus olhos?" Susannah perguntou. Sentei-me. "Yeah!" "Beck, por favor, não faça olhos de vadia nela novamente," minha mãe disse, deslizando um pente em seu cabelo molhado. Susannah fez uma careta. "É chamado de olho esfumaçado, Laure". "Sim, mamãe, é um olho esfumaçado," Eu saltei. Susannah estendeu seu dedo torto para mim. "Vem cá, Belly." Eu corri para o banheiro e me apoiei sobre o balcão. Eu gostava de sentar no balcão com minhas pernas balançando, ouvindo tudo com uma das garotas. Ela mergulhou uma pequena escova em um pote de delineador preto. "Feche os olhos", ela disse. Obedeci, e Susannah arrastou o pincel ao longo da minha linha externa, misturando e manchando habilmente com a ponta de seu polegar. Em seguida, ela varreu sombra em toda a minha pálpebra e eu me contorci na cadeira animadamente. Eu adorava quando Susannah me maquiava, eu não poderia esperar o momento da inauguração. "Você e Sr. Fisher vão dançar esta noite?" Eu perguntei. Susannah riu. "Eu não sei. Talvez. " "Mãe, você e o papai vão?" Minha mãe riu também. "Eu não sei. Provavelmente não. Seu pai não gosta de dançar. " "Papai é chato", eu disse, tentando torcer ao redor e dar uma olhada no meu novo look. Gentilmente, Susannah pôs as mãos sobre meus ombros e me sentou reta.

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"Ele não é chato", minha mãe disse. "Ele só tem interesses diferentes. Você gosta dele quando ele te ensina as constelações, não é? " Eu dei de ombros. "Sim". "E ele é muito paciente, ele sempre ouve suas histórias," minha mãe me lembrou. "Verdade. Mas o que isso tem a ver com ser chato? " "Não muito, eu suponho. Mas tem a ver com ser um bom pai, o que eu acho que ele é ". "Ele definitivamente é", Susannah concordou, e ela e minha mãe trocaram um olhar sobre a minha cabeça. "Dê uma olhada em você." Girei em torno e me olhei no espelho. Meus olhos estavam muito esfumaçados e cinza e misteriosos. Eu senti como se fosse eu quem deveria sair para dançar. "Veja, ela não se parece com uma vadia", disse Susannah triunfante. "Parece que ela tem um olho preto," minha mãe disse. "Não, não pareço. Eu pareço misteriosa. Eu pareço uma condessa. "Eu saí do banheiro contrariada. "Obrigado, Susannah." "A qualquer hora, docinho." Nós nos beijamos no ar como duas senhoras que almoçam. Então, ela me pegou pela mão e me levou até seu escritório. Ela me entregou sua caixa de joias e disse, "Belly, você tem o melhor gosto. Você vai me ajudar a escolher algumas joias para usar hoje à noite? " Eu sentei em sua cama com a caixa de madeira e peneirada com cuidado. Eu encontrei o que eu estava procurando – os brincos de opala com o anel de opala combinando. "Use estes, "eu disse, segurando as joias para ela na palma da minha mão. Susannah obedeceu e, assim que ela fixou os brincos, minha mãe disse: "Eu não sei se isso realmente vai. " Em retrospecto, eu não acho que realmente vai. Mas eu amava tanto essas joias de opala. Eu admirava isso mais do que qualquer coisa. Então eu disse: "Mãe, o que você sabe sobre o estilo?" Imediatamente, eu me preocupei se ela ficaria brava, mas tinha saído, e era verdade, afinal. Minha mãe sabia sobre joias tanto quanto maquiagem.

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Mas Susannah riu, e minha mãe também. "Vá lá embaixo e diga aos homens que estará pronto para ir em cinco, condessa," minha mãe pediu. Saltei da cama e fiz uma reverência dramaticamente. "Sim, mamãe." As duas riram. Minha mãe disse: "Vá, sua pequena diabinha." Corri pelas escadas. Quando eu era criança, sempre que eu tinha de ir a qualquer lugar, eu corria. "Elas estão quase prontas", eu gritei. Sr. Fisher estava mostrando ao meu pai sua vara de pesca. Meu pai parecia aliviado ao me ver, e ele disse, "Belly, o que fizeram com você?" "Susannah me maquiou. Você gostou? " Meu pai me chamou para mais perto, me olhando com olhos sérios. "Eu não tenho certeza. Você parece muito madura. " "Pareço?" "Sim, muito, muito madura." Eu tentei esconder o meu prazer procurando um lugar para mim na curva do braço do meu pai, a cabeça bem ao seu lado. Para mim, não havia elogio melhor do que ser chamada de madura. Eles saíram um pouco mais tarde, os pais de cáqui prensadas e camisas e as mães em seus vestidos de verão. Sr. Fisher e meu pai não pareciam tão diferentes quando eles se vestiam assim. Meu pai me deu um abraço-adeus e disse que se eu ainda estivesse acordada quando eles voltarem, nós sentaríamos no deck um pouco e olharíamos para as estrelas cadentes. Minha mãe disse que eles provavelmente estariam de volta muito tarde, mas meu pai piscou para mim. Na saída, ele sussurrou algo para minha mãe que a fez cobrir a boca e rir, um tipo gutural de rir. Eu me pergunto o que ele disse. Foi uma das últimas vezes que eu me lembro de eles serem felizes. Eu realmente gostaria de ter apreciado mais. Meus pais sempre foram estáveis, tão chato como dois pais poderiam ser. Eles nunca brigavam. Os pais de Taylor brigavam o tempo todo. Eu estaria na casa para uma festa do pijama, e o Sr. Jewel iria

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chegar tarde em casa e sua mãe estaria realmente irritada, pisando em torno de em seus chinelos e batendo as panelas. Ficaríamos na mesa de jantar, e eu iria afundar mais e mais em meu assento, e Taylor iria apenas falar sobre coisas estúpidas. Como se Veronika Gerard usava ou não as meias mesmos dois dias em uma fila no ginásio ou se deveríamos ser voluntarias para garotas da água da equipe de futebol VJ quando fossemos calouras. Quando seus pais se divorciaram, eu perguntei para Taylor se, de alguma pequena forma, ela estava aliviada. Ela disse que não. Ela disse que, mesmo que eles brigassem o tempo todo, pelo menos eles ainda eram uma família. "Seus pais nunca brigam", disse ela, e eu podia ouvir o desdém em sua voz. Eu sabia o que ela queria dizer. Eu me perguntei sobre isso também. Como pode duas pessoas que estiveram apaixonadas nunca brigar? Será que eles não se importam o suficiente para brigar, para não apenas brigar um com o outro, mas também para o seu casamento? Eles já estiveram apaixonados? Será que a minha mãe nunca se sentiu sobre o meu pai do jeito que eu sentia sobre Conrad – viva, louca, bêbada com ternura? Essas eram as perguntas que me assombraram. Eu não queria cometer os mesmos erros que meus pais cometeram. Eu não queria que meu amor desaparecesse um dia como uma cicatriz antiga. Eu queria queimar para sempre.

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Capítulo Vinte e Nove Quando eu finalmente voltei para o térreo, estava escuro e Jeremiah estava de volta. Ele e Conrad estavam sentados no sofá, assistindo TV como se a briga nunca tivesse acontecido. Imaginei que era assim com os meninos. Sempre que Taylor e eu brigavamos, nós ficavamos bravas por pelo menos uma semana e havia uma luta por quem teria poder sobre quais amigos. "De que lado você está?" Nós exigiamos de Katie ou Marcy. Nós iriamos dizer coisas más que não poderiamos pegar de volta, iriamos chorar e fazer as pazes. De alguma forma, eu duvidava que Conrad e Jeremiah tivessem chorado e feito as pazes enquanto eu estava lá em cima. Eu me perguntava se eu estava perdoada também, por manter segredo de Jeremiah, por não ter um lado - seu lado. Porque era verdade, a gente veio aqui juntos, como parceiros, uma equipe, e quando ele precisou de mim, eu o abandonei. Demoreiv nas escadas por uns segundos, sem saber se devia ou não esquecer, então Jeremiah olhou para mim e eu sabia que estava. Perdoada, é isso. Ele sorriu, um sorriso verdadeiro, e um verdadeiro sorriso de Jeremiah era o tipo que poderia derreter sorvete. Eu sorri de volta, grata como nunca. "Eu estava prestes a ir te pegar", disse ele. "Nós estamos tendo uma festa." Havia uma caixa de pizza sobre a mesa de café. "Festa de pizza?" Eu perguntei. Susannah costumava fazer festas de pizza para nós, crianças, o tempo todo. Nunca era só "Pizza para o jantar." Era uma festa de pizza. Só que desta vez, com cerveja. E tequila. Então era isso. A última noite. Teria sido muito mais real se Steven estivesse aqui também. Teria sido completo, nós quatro juntos novamente.

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"Corri para algumas pessoas da cidade. Eles vão vir mais tarde e trazer um barril ". "Um barril?" Eu repeti. "É. Um barril, você sabe, de cerveja? " "Oh, certo," eu disse. "Um barril". Então, sentei no chão e abri a caixa de pizza. Havia uma fatia sobrando, e era uma pequena. "Vocês são suínos," eu disse, colocando-a em minha boca. "Opa, desculpe", disse Jeremiah. Então ele foi para a cozinha, e quando ele voltou, ele tinha três copos. Ele tinha um equilibrado na curva do cotovelo. Ele deu um para mim. "Saúde", disse. Ele entregou um copo para Conrad também. Cheirei o copo, desconfiada. Era castanho claro com uma fatia de limão flutuando em cima. "Cheiro forte", eu disse. "Isso é porque é tequila", ele cantou. Ele ergueu seu copo no ar. "Pela última noite ". "Pela última noite," nós repetimos. Ambos beberam os deles de uma vez. Eu tomei um gole pequenino do meu, e era muito ruim. Eu nunca tinha bebido tequila antes. Eu bebi o resto rapidamente. "Isso é muito bom", eu disse. "Nem um pouco forte." Jeremiah começou a rir. "Isso porque o seu é 95% de água." Conrad riu também, e eu olhei para os dois. "Isso não é justo", disse eu. "Eu quero beber o que vocês estão bebendo. " "Desculpe, mas não servimos menores aqui", disse Jeremiah, caindo ao meu lado no chão. Eu dei um soco no ombro. "Você é menor de idade também, besta. Todos nós somos. " "Sim, mas você é realmente de menor", disse ele. "Minha mãe me mataria." Foi a primeira vez que qualquer um de nós tinha mencionado Susannah. Meus olhos dispararam para Conrad, mas seu rosto estava em branco. Deixei escapar um suspiro. E então eu tive uma ideia, a melhor

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ideia de sempre. Eu pulei e abri as portas da estante de TV. Corri meus dedos ao longo das gavetas de DVDs e vídeos caseiros, tudo bem rotulado pela escrita cursiva inclinada de Susannah. Eu encontrei o que eu estava procurando. "O que você está fazendo?" Jeremiah me perguntou. "Espere", eu disse, de costas para eles. Liguei a TV e apareceu no vídeo. Na tela, estava Conrad, com 12 anos. Com aparelho e pele ruim. Ele estava deitado em uma toalha de praia, carrancudo. Ele não iria deixar ninguém tirar uma foto dele naquele verão. Sr. Fisher estava atrás da câmera, como sempre, dizendo: "Vamos lá. Diga 'Feliz Quatro de Julho', Connie". Jeremiah e eu olhamos um para o outro e começamos a rir. Conrad olhou para nós. Ele fez um movimento para o controle remoto, mas Jeremiah pegou primeiro. Ele segurou acima de sua cabeça, rindo sem fôlego. Os dois começaram a lutar ao redor, e depois pararam. A câmera tinha focado em Susannah, vestindo seu chapéu de praia grande e uma longa camisa branca sobre seu traje de banho. "Suze, querida, como você se sente hoje, no dia do aniversário da nossa nação?" Ela revirou os olhos. "Dá um tempo, Adam. Vá gravar as crianças." E então sob seu chapéu, ela sorriu - aquele lento, profundo sorriso. Era o sorriso de uma mulher que realmente e verdadeiramente amava a pessoa que estava segurando a câmera de vídeo. Conrad parou de lutar pelo controle remoto e ele observou por um momento, então ele disse: "Desligue isso". Jeremiah disse: "Vamos lá, cara. Vamos apenas assistir. " Conrad não disse nada, mas ele não parou de assistir também. E então a câmera estava sobre mim, e Jeremiah estava rindo novamente. Conrad também. Isso era o que eu estava esperando. Eu sabia que isso iria tirar uma risada. Eu, usando óculos enormes e um maiô colorido, meu estômago redondo estourando sobre o fundo como uma criança de quatro anos de idade. Eu estava gritando á todo pulmão, fugindo de Steven e Jeremiah. Eles estavam atrás de mim com o que eles alegavam ser uma água-viva, mas o que mais tarde descobri, era um amontoado de algas marinhas.

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O cabelo de Jeremiah era loiro-branco na luz do sol, e ele parecia exatamente do jeito que eu lembro. "Bells, você parece uma bola de praia", disse ele, ofegante de tanto rir. Eu ri também, um pouco. "Assista," eu disse. "Aquele verão foi realmente ótimo. Todos os nossos verões aqui foram realmente... ótimos." Ótimo nem sequer começar a descrevê-los. Silenciosamente, Conrad levantou e, em seguida, ele voltou com a tequila. Serviu-nos cada um, e desta vez o meu não estava aguado. Todos nós bebemos de uma vez juntos, e quando eu engoli, queimou tanto que lágrimas escorriam pelo meu rosto. Conrad e Jeremiah começaram a rachar novamente. "Chupe o limão", Conrad disse, então eu fiz. Logo eu estava quente e preguiçosa e ótima. Deitei no chão com meu cabelo espalhado e eu olhei para o teto e vi tudo rodando e rodando. Quando Conrad se levantou e foi ao banheiro, Jeremiah rolou para o seu lado. "Ei, Belly", disse ele. "Verdade ou Desafio". "Não seja bobo", eu disse. "Oh, vamos lá. Brinque comigo, Bells. Por favor? " Revirei os olhos e sentei. "Desafio". Seus olhos tinham aquele brilho malandro. Eu não tinha visto aquele olhar em seus olhos desde de antes de Susannah ficar doente de novo. "Eu te desafio a me beijar, estilo old-school. Eu aprendi muito desde a última vez. " Eu ri. O que fosse que estivesse esperando que ele dissesse, não era isso. Jeremiah inclinou o rosto para cima de mim e eu ri novamente. Eu me inclinei para a frente, puxei seu queixo em direção a mim, e o beijei no rosto com um barulho alto. "Ah, cara!", Protestou. "Isso não é um beijo de verdade." "Você não especificou," eu disse, e meu rosto ficou quente. "Vamos, Bells", ele disse. "Isso não é como nós nos beijamos na última vez."

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Conrad voltou para a sala, em seguida, enxugando as mãos em seu jeans. Ele disse: "O que você está falando, Jere? Você não tem uma namorada? " Olhei para Jeremiah, cujo rosto estava em chamas. "Você tem namorada?" Eu ouvi a acusação na minha voz e eu odiei. Não era como Jeremiah me devesse nada. Não era como se ele pertencesse a mim. Mas ele sempre me deixou sentir como se pertencesse. Todo esse tempo juntos, e ele nunca mencionou uma vez que ele tinha uma namorada. Eu não podia acreditar. Imaginei que eu não era a única a guardar segredos, e o pensamento me deixou triste. "Nós terminamos. Ela vai para a escola em Tulane, e eu vou ficar por aqui. Nós decidimos que não há nenhum ponto em ficarmos juntos." Ele olhou para Conrad e depois olhou para mim. "E nós sempre fomos ligado e desligado. Ela é louca ". Eu odiava a ideia dele com uma garota louca, uma garota que ele gostava o bastante para voltar de novo e de novo. "Bem, qual é o nome dela?" Eu perguntei. Ele hesitou. "Mara", disse ele, por fim. O álcool em mim me deu a coragem de dizer: "Você a ama?" Desta vez, ele não hesitou. "Não", ele disse. Peguei uma massa de pizza e disse, "Ok, minha vez. Conrad verdade ou desafio? " Ele estava deitado de bruços sobre o sofá. "Nunca disse que eu estava jogando." "Frango", Jeremiah e eu dissemos juntos. "Jinx(má sorte)", dissemos ao mesmo tempo. "Vocês parecem ter 2 anos de idade," Conrad murmurou. Jeremiah se levantou e começou a fazer sua dança de galinha. "Bock bock bock bock". "Verdade ou desafio", repetia. Conrad gemeu. "Verdade". Fiquei tão contente que Conrad estivesse brincando com a gente que não conseguia pensar em nada de bom para perguntar. Quer dizer, havia um milhão e uma coisas que eu queria perguntar a ele. Eu queria

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perguntar o que tinha acontecido com a gente, se ele já tinha gostado de mim, se nada disso tinha sido real. Mas eu não podia perguntar essas coisas. Mesmo através de minha neblina de tequila, eu sabia disso. Em vez disso, eu perguntei, "Lembra daquele verão que você gostava da menina que trabalhava no calçadão? Angie? " "Não", ele disse, mas eu sabia que ele estava mentindo. "O que tem ela?" "Você já ficou com ela?" Conrad finalmente levantou a cabeça para cima do sofá. "Não", ele disse. "Eu não acredito em você." "Eu tentei uma vez. Mas ela me bateu na cabeça e disse que não era esse tipo de garota. Eu acho que ela era uma Testemunha de Jeová ou algo assim. " Jeremiah e eu rimos. Jeremiah estava rindo tanto, que se dobrou e caiu de joelhos. "Oh, cara," ele engasgou. "Isso é incrível." E era. Eu sabia que era só porque ele tinha bebido uma caixa de cerveja, mas Conrad estava se soltando, nos dizendo coisas, me senti incrível. Como um milagre. Conrad se apoiou em seu cotovelo. "Tudo bem. Minha vez. " Ele estava olhando para mim como se fôssemos as únicas duas pessoas na sala, e de repente eu estava apavorada. E exultante. Mas então eu olhei para Jeremiah, nos observando, e tão de repente, eu não era ninguém. Solenemente eu disse, "Nuh-uh. Você não pode me perguntar, porque eu acabei de perguntar para você. É a lei." "A lei?", Repetiu ele. "Sim", eu disse, inclinando a cabeça contra o sofá. "Você não está no mínimo curiosa sobre o que eu ia perguntar?" "Nope. Nem mesmo um pouquinho." O que era uma mentira. É claro que eu estava curiosa. Eu estava morrendo para saber.

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Estendi a mão e derramei um pouco de tequila no meu copo e depois me levantei, meus joelhos tremendo. Eu me senti tonta. "Pela nossa última noite!" "Nós já brindamos por isso, lembra?" Disse Jeremiah. Mostrei a língua para ele. "Tudo bem, então." A tequila me fez sentir corajosa novamente. Desta vez, deixe-me dizer o que eu realmente queria dizer. O que eu tinha pensado toda a noite. "Para... para todo mundo que não está aqui esta noite. Para a minha mãe, Steven, e Susannah acima de tudo. Ok? " Conrad olhou para mim. Por um minuto, eu estava com medo do que ele iria dizer. E em seguida, ele levantou o copo também, assim como Jeremiah. Nós todos bebemos um gole de nossos copos juntos, e queimou como fogo líquido. Tossi um pouco. Quando eu sentei, perguntei Jeremias: "Então, quem vem para a festa?" Ele deu de ombros. "Algumas crianças da piscina do clube de campo do último verão. Eles estão dizendo às pessoas também. Ah, e Mikey e Pete e esses caras. " Gostaria de saber quem "Mikey e Pete e esses caras" eram. Eu também queria saber se eu deveria limpar antes que as pessoas viessem. "Que horas as pessoas vão vir?" Eu perguntei a Jeremiah. Ele deu de ombros. "Dez? Onze? " Eu pulei. "Já é quase nove! Eu tenho que me vestir. " Conrad disse, "Você não está já vestida?" Eu nem sequer me preocupei em responder-lhe. Eu só me atirei para cima.

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Capítulo Trinta Eu tinha o conteúdo da minha bolsa despejado no chão quando Taylor ligou. Que foi quando eu me lembrei que era sábado. Parecia que eu tinha ido a muito tempo. Então me lembrei de que Quatro de Julho. E era para eu estar em um barco com Taylor e Davis e todo mundo. Gulp. "Ei, Taylor," eu disse. "Ei, onde você está?" Taylor não parecia brava, o que era uma espécie de estranho. "Hum, ainda em Cousins. Desculpe eu não conseguir voltar a tempo para a festa no barco. " Da pilha de roupas, eu peguei uma blusa de chiffony de só um ombro e experimentei. Sempre que Taylor a usava, ela usava o cabelo puxado para o lado. "Tem chovido todos os dias, por isso, cancelaram a festa no barco. Cory está tendo uma festa hoje à noite no apartamento de seu irmão no lugar. E você? " "Eu acho que nós estamos tendo uma festa também. Jeremiah acabou de comprar uma tonelada de cerveja e tequila e outras coisas ", eu disse, ajustando a blusa. Eu não tinha certeza de quanto ombro deveria estar mostrando. "Uma festa?", Ela gritou. "Eu quero ir!" Tentei mexer o meu pé em uma das sandálias de plataforma de Taylor. Eu desejei que eu não tivesse mencionado a festa - ou a tequila. Ultimamente, Taylor estava louca por shots de tequila. "E a festa de Cory?", Eu disse. "Eu ouvi que o condomínio de seu irmão tem uma Jacuzzi. Você ama jacuzzis. " "Oh, sim. Maldição. Mas eu quero ir para festa com vocês também! Festas na praia são as mais divertidas ", disse ela. "De qualquer forma, eu ouvi de Rachel Spiro que um grupo de calouras putas estão chegando

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agora. Pode até não valer a pena ir. OMG, talvez eu deveria apenas entrar no meu carro e dirigir até Cousins! " "No momento em que você chegar aqui, todo mundo teria ido. Você provavelmente deve apenas ir para Cory. " Eu ouvi um carro parar na calçada. As pessoas já estavam aqui. Portanto, não era como se eu estivesse mentindo para ela. Eu estava prestes a dizer a Taylor que eu tinha que ir, quando ela disse em uma voz baixinha, "Você, tipo, não quer que eu vá? " "Eu não disse isso", eu disse. "Você basicamente disse." "Taylor," eu comecei. Mas eu não sabia o que dizer em seguida. Porque ela estava certa. Eu não queria que ela viesse. Se ela viesse, seria tudo sobre ela, do jeito que sempre era. Esta era a minha última noite em Cousins, nesta casa. Eu nunca iria estar dentro desta casa, nunca mais. Eu queria que essa noite fosse sobre mim e Conrad e Jeremiah. Taylor esperou que eu dissesse algo, para negar, pelo menos, e quando eu não fiz, ela cuspiu, "Eu não posso acreditar o quão egoísta você é, Belly." "Eu?" "Sim, você. Você mantem sua casa de verão e os meninos de verão só para si e você não quer compartilhar nada comigo. Nós finalmente começamos a passar todo um verão juntas e você não se importa! Tudo o que importa é estar em Cousins, com eles. " Ela parecia tão rancorosa. Mas em vez de me sentir culpada da maneira que eu normalmente sentiria, eu me senti incomodada. "Taylor", disse eu. "Pare de dizer o meu nome desse jeito." "Como?" "Como se eu fosse uma criança." "Bem, então talvez você não devesse agir como uma só porque você não está convidada para ir em algum lugar. "Assim que eu disse isso, eu me arrependi. "Foda-se, Belly! Eu apostei alto. Você é uma melhor amiga realmente ruim, sabia? " Deixei escapar um suspiro. "Taylor... cala a boca. " 141


Ela engasgou. "Não se atreva a me dizer para calar a boca! Não tenho feito nada mais que suportar você, Belly. Eu escuto todos as suas besteiras de Conrad e eu nem reclamo. Quando vocês se separaram, quem foi que deu o seu Chunky Monkey e te tirou da cama? Eu! E você nem sequer aprecia isso. Você é, tipo, dificilmente divertida agora. " Sarcasticamente, eu disse: "Puxa, Taylor, eu sinto muito, eu não sou mais divertido. Ter alguém que você ama morto pode fazer isso. " "Não faça isso. Não culpe tudo por isso. Você esteve correndo atrás Conrad desde que eu te conheço. Está ficando patético. Supere isso! Ele não gosta de você. Talvez ele nunca tenha gostado. " Essa foi talvez a pior coisa que ela já me disse. Acho que ela poderia ter se desculpado se eu não tivesse voltado para ela com: "Pelo menos eu não dei a minha virgindade para um cara que raspa as pernas! " Ela engasgou. Em confidencial, Taylor tinha uma vez me dito que Davis depilava as pernas para a equipe de natação. Ela ficou em silêncio por um momento. E então ela disse: "É melhor não usar minhas plataformas hoje à noite. " "Tarde demais. Eu já estou usando!" E então eu desliguei. Eu não podia acreditar nela. Taylor era a amiga de baixa qualidade, não eu. Ela foi a egoísta. Eu estava com tanta raiva, minha mão tremia quando eu apliquei o delineador e eu tive que esfregar e começar de novo. Eu usava blusa de Taylor e seus sapatos e eu puxei o meu cabelo todo para o lado de um jeito demasiado. Eu fiz isso porque eu sabia que ia irritá-la. E então, por último, eu coloquei o colar de Conrad. Eu o meti debaixo da minha camisa, e desci.

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Capítulo Trinta e Um "Bem-vindo", eu disse a um menino com uma camisa da Led Zeppelin. "Botas legais," eu disse para uma menina com botas de cowboy. Eu fiz o meu caminho ao redor da sala, distribuindo bebidas e jogando latas vazias fora. Conrad me olhou com os braços cruzados. "O que você está fazendo?", Ele perguntou para mim. "Estou tentando fazer com que todos se sintam em casa", eu expliquei, ajustando o top de Taylor. Susannah era uma excelente anfitriã. Ela tinha um talento para fazer as pessoas se sentirem bem-vindas, queridas. As palavras de Taylor ainda estavam por perto na parte da trás da minha cabeça. Eu não era egoísta. Eu era uma boa amiga, uma boa anfitriã. Eu mostraria a ela. Quando Travis do World Video colocou os pés em cima da mesa de café e quase derrubou um vaso furacão, eu lati, "Cuidado. E tire seus pés fora da mobilia." Como uma reflexão tardia, eu acrescentei," por favor ". Eu estava prestes a voltar para a cozinha para mais drinques quando eu a vi. A menina do verão passado. Nicole, a que Conrad gostava, estava na cozinha conversando com Jeremiah. Ela não tinha o boné do Red Sox, mas eu reconheceria seu perfume em qualquer lugar. Ele cheirava a baunilha e rosas em decomposição. Conrad deve ter visto ela ao mesmo tempo em que eu porque ele chupou em sua respiração e murmurou, "Merda". "Será que você quebrou o coração dela?" Eu perguntei a ele. Tentei soar como uma provocação e despreocupada. Devo ter tido sucesso, porque ele me tomou pela mão, agarrou a garrafa de tequila e disse: "Vamos sair daqui."

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O segui como se estivesse em um transe, sonambulismo. Porque era como um sonho, sua mão na minha. Estávamos quase em livres da casa quando Jeremiah nos viu. Meu coração afundou. Ele acenou para nós e gritou: "Gente! Venha dizer oi." Conrad soltou a minha mão, mas não a tequila. "Ei, Nicole", disse ele, começando a andar em sua direção. Peguei umas latas de cerveja e o segui "Oh, hey, Conrad," Nicole disse, surpresa, como se ela não tivesse assistido o tempo todo que estivemos na cozinha. Ela ficou de ponta-pés e o abraçou. Jeremiah chamou minha atenção e levantou as sobrancelhas comicamente. Ele sorriu para mim. "Belly, você se lembra Nicole, certo?" Eu disse: "Claro." Eu sorri para ela. Anfitriã perfeita, eu me lembrei. Altruísta. Cautelosamente, ela sorriu para mim. Entreguei uma das cervejas que eu estava segurando. "Saúde", eu disse, abrindo a minha. "Saúde", ela repetiu. Nós tocamos nossas latas e bebemos. Eu bebi a minha rápido. Quando eu terminei, eu peguei a outra e bebi essa também. De repente, a casa estava muito quieta, então eu liguei o aparelho de som. Aumentei a música e chutei meus sapatos. Susannah sempre disse que não era uma festa sem dança. Peguei Jeremiah, joguei um braço em volta de seu pescoço, e dancei. "Belly–", ele protestou. "Só dança, Jere!" Eu gritei. Então ele dançou. Ele era um bom dançarino, aquele Jeremiah. Outras pessoas começaram a dançar também, até mesmo Nicole. Não Conrad embora, mas eu não me importava. Eu mal notei. Dancei como se fosse 1999. Eu dancei como se meu coração estivesse partido , o que meio que estava. Principalmente eu só joguei meu cabelo em torno, muitas vezes. Eu estava bastante suada quando disse: "Podemos nadar na piscina? Uma última vez? " Jeremiah disse: "Dane-se isso. Vamos nadar no oceano. "

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"Yeah!" Parecia uma ótima ideia para mim. Uma ideia perfeita. "Não", disse Conrad, vindo do nada. De repente ele estava de pé ao meu lado. "Belly está bêbada. Ela não deve nadar. " Eu olhei para ele e franzi a testa. "Mas eu quero", eu disse. Ele riu. "E daí?" "Olha, eu sou um nadadora muito boa. E eu não estou nem bêbada. "Eu andei em um linha semi-reta para provar meu ponto. "Desculpe", disse ele. "Mas você realmente está." Besta, chato Conrad. Ele ficava sério nos piores momentos. "Você não é divertido." Olhei para Jeremiah, que estava sentado no chão agora. "Ele não é divertido. E ele não é nosso chefe. Certo, gente? " Antes de Jeremiah ou qualquer outra pessoa pudesse me responder, eu fiz corri para a porta deslizante, e então eu tropecei descendo os degraus e corri para a praia. Eu me senti como um cometa voador, um raio no céu, como se eu não tivesse usado os meus músculos em tanto tempo e me senti grande para esticar as pernas e correr. A casa, toda iluminada com pessoas dentro, parecia a um milhão de quilômetros de distância. Eu sabia que ele viria depois de mim. Eu não tinha que virar para saber que era ele. Mas eu fiz de qualquer jeito. "Vamos voltar para a casa", disse Conrad. Ele tinha a garrafa de tequila na mão. Eu a agarrei para fora de sua mão e tomei um gole como se eu tivesse feito isso um milhão de vezes antes, como se eu fosse o tipo de garota que podia beber da garrafa. Eu estava orgulhosa de mim mesma por não cuspi-la de volta. Dei um passo em direção à água, sorridente para ele. Eu estava o testando. "Belly", alertou. "Eu estou dizendo a você agora, eu não vou puxar seu corpo morto do oceano quando você se afogar. " Eu revirei meus olhos para ele e, em seguida, mergulhei meu dedo dentro. A água estava mais fria do que eu pensei que estaria. De repente nadar não soava como uma grande idéia. Mas eu odiava recuar com Conrad. Eu odiava perder para ele. "Você vai me parar?" Ele suspirou e olhou para trás, em direção à casa. Eu continuei, tomei outro gole de tequila. Qualquer coisa para fazê-lo prestar atenção. "Que dizer, porque eu sou uma nadadora mais

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forte do que você. Estou muito, muito mais rápida. Você provavelmente não poderia me pegar se você quisesse. " Ele estava olhando para mim de novo. "Eu não vou atrás de você." "Sério? Você realmente não vai? "Eu tomei um grande passo, depois outro. A água estava nos meus joelhos. A maré estava baixa, e eu estava tremendo. Foi estúpido, realmente. Eu nem sequer quero nadar mais. Eu não sabia o que eu estava fazendo. Longe, no outro lado da praia, alguém disparou um foguete. Soou como um míssil. Ele pareceu como um salgueiro de prata. Eu o assisti cair no oceano. E quando eu comecei a me sentir decepcionada, quando eu tinha me resignado ao fato de que ele não se importava, ele andou para mim. Ele me ergueu, por cima do ombro. Larguei a garrafa direta para o oceano. "Me coloca no chão!" Eu gritei, batendo em suas costas. "Belly, você está bêbada." "Coloque agora!" E pela primeira vez, ele realmente ouviu. Ele me largou, bem na areia, bem na minha bunda. "Ai! Isso realmente dói! " Não doeu tanto assim, mas eu estava furiosa, e mais do que isso, eu tinha vergonha. Eu chutei areia em suas costas e o vento chutou de volta para mim. "Idiota!" Eu gritei, cuspindo areia. Conrad balançou a cabeça e se afastou de mim. Seus jeans estavam molhados. Ele estava indo embora. Ele estava realmente indo embora. Eu estraguei tudo de novo. Quando me levantei, senti tão tonta que quase cai de volta no chão. "Espere", eu disse, e meus joelhos cambalearam. Eu empurrei meu cabelo com areia fora do meu rosto e respirei fundo. Eu tinha que dizer isso, tinha que lhe dizer. Minha última chance. Ele se virou. Seu rosto era uma porta fechada. "Espere um segundo, por favor. Eu preciso te contar uma coisa. Eu realmente sinto muito pela maneira como agi naquele dia." Minha voz estava alta e desesperada, e eu estava chorando, e eu odiava que eu estivesse chorando, mas eu não podia parar. Eu tinha que continuar falando, porque era isso. Última chance. "No... no funeral, eu fui terrível com você. Eu fui horrível, e eu estou tão envergonhada de como eu agi.

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Não era assim que eu queria que as coisas fossem, nem um pouco. Eu realmente, realmente queria estar lá para você. É por isso que eu vim para te encontrar. " Conrad piscou uma vez e depois novamente. "Está tudo bem." Limpei meu rosto e meu nariz escorrendo. Eu disse, "Você quer dizer isso? Você me perdoa? " "Sim", disse ele. "Eu te perdoo. Agora, pare de chorar, tudo bem? " Eu pisei na direção dele, mais e mais perto ainda, e ele não recuou. Estávamos perto o suficiente para beijar. Eu estava segurando a minha respiração, querendo tanto que as coisas fossem como antes. Dei um passo mais perto, e foi aí que ele disse: "Vamos voltar, ok?" Conrad não esperou que eu respondesse. Ele só começou a ir embora, e eu o segui. Eu me senti como se estivesse indo para estar doente. Desse jeito, o momento acabou. Foi um quase momento, onde quase qualquer coisa poderia ter acontecido. Mas ele tinha feito isso acabar. De volta à casa, as pessoas estavam nadando na piscina com suas roupas. Algumas garotas agitavam faiscas ao redor. Clay Bertolet, nosso vizinho, estava flutuando na borda da piscina em uma de suas regatas brancas. Ele agarrou meus tornozelos. "Vamos, Belly, nade comigo ", disse ele. "Vamos," eu disse, chutando-o e relando em seu rosto no processo. Abri caminho através de todas as pessoas no deck e fiz meu caminho de volta a casa. Eu acidentalmente pisei no pé de alguma garota e ela gritou. "Desculpe," eu disse, e minha voz saiu muito longe. Eu estava tão tonta. Eu só queria minha cama. Eu rastejei até as escadas com as mãos, como um caranguejo, do jeito que eu costumava fazer quando eu era criança. Eu caí na cama, e foi exatamente como eles dizem nos filmes, o quarto estava girando. A cama estava girando, e então me lembrei de todas as coisas estúpidas que eu disse, e eu comecei a chorar. Me tornei uma verdadeira boba naquela praia. Foi devastador, tudo isso- Susannah indo embora, o pensamento desta casa não ser mais

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nossa, eu dando a Conrad a chance de me rejeitar mais uma vez. Taylor estava certa: eu era uma masoquista. Eu estava de lado e abracei meus joelhos no meu peito e chorei. Tudo estava errado, e acima de tudo eu. De repente, eu só queria minha mãe. Cheguei do outro lado da cama para o telefone na minha mesa de cabeceira. Os números iluminados na escuridão. Minha atendeu na quarta chamada. Sua voz era sonolenta e familiar de uma maneira que me fez chorar ainda mais. Mais do que qualquer coisa no mundo, eu queria entrar dentro do telefone e trazê-la aqui. "Mamãe", eu disse. Minha voz saiu um coaxar. "Belly? O que há de errado? Onde você está? " "Eu estou na Susannah. Na casa de verão. " "O quê? O que você está fazendo na casa de verão? " "Sr. Fisher vai vendê-la. Ele vai vendê-lo e Conrad está tão triste e Sr. Fisher nem se importa. Ele só quer se livrar da casa. Ele quer se livrar dela. " "Belly, devagar. Eu não posso ouvir o que você está dizendo. " "Só venha, ok? Só por favor, venha e o corrija. " E então eu desliguei, porque de repente o telefone pareceu muito pesado na minha mão. Senti como se eu estivesse em um carrossel, e não de um bom jeito. Alguém estava soltando de artifício fora da casa, e senti como se minha cabeça estava batendo junto com eles. Então eu fechei os olhos e foi pior. Mas minhas pálpebras estavam pesadas demais e logo eu estava dormindo.

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Capítulo Trinta e Dois Jeremiah. Logo depois que Belly subiu para a cama, levei todo mundo para fora e era apenas Conrad e eu. Ele estava deitado de bruços no sofá. Ele tinha estado ali desde que ele e Belly voltaram da praia. Ambos estavam molhados e arenosos. Belly estava despedaçada, e ela esteve chorando, eu poderia dizer. Seus olhos estavam vermelhos. Culpa de Conrad nenhuma dúvida sobre isso. As pessoas tinham traxido areia para dentro e estava por todo o chão. Havia garrafas e latas de todos os lugares, e alguém tinha sentado no sofá em uma toalha molhada, e agoraa almofada tinha uma grande mancha cor de laranja. Virei rapidamente. "A casa está um desastre", eu disse, caindo sobre o La-Z-Boy. "Papai vai pirar se ele ver desse jeito amanhã." Conrad não abriu os olhos. "Tanto faz. Nós vamos limpár na parte da manhã."Eu olhei para ele, chateado. Eu estava cansado de limpar suas bagunças. "Vai nos levar horas. " Então ele abriu os olhos. "Você foi quem convidou todo mundo acabou." Ele tinha um ponto. A festa tinha sido minha ideia. Não era pela bagunça que eu estava chateado. Era por Belly. Ele e ela, juntos. Isso me fez doente. "Seus jeans estão molhados", eu disse. "Você está deixando areia em todo o sofá." Conrad sentou-se, esfregou os olhos. "Qual é o seu problema?" Eu não aguentei mais. Eu comecei a me levantar, mas depois me sentei. "O que diabos aconteceu lá fora com vocês? "

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"Nada." "O que isso significa, nada?" "Nada significa nada. Só esquece, Jere ". Eu odiava quando ele ficava assim, todo impassível e individual, especialmente quando eu estava bravo. Ele sempre foi assim, mas estava mais e mais esses dias. Quando a nossa mãe morreu, ele mudou. Conrad não dava a mínima para nada ou ninguém. Eu perguntei se Belly estava incluída. Eu tinha que saber. Sobre ele e ela, como ele realmente sentia, o que ele ia fazer sobre isso. Não era como saber se ele matou um cara. Então eu perguntei a ele rapidamente. "Você ainda gosta dela?" Ele olhou para mim. Eu tirei o inferno fora dele, eu poderia dizer. Nós nunca tinhamos falado sobre ela antes, não desse jeito. Foi provavelmente uma boa coisa eu ter pego ele fora de guarda. Talvez ele diga a verdade. Se ele dissesse que sim, estava acabado. Se ele dissesse que sim, eu iria desistir dela. Eu poderia viver com isso. Se fosse qualquer um, menos Conrad, eu teria tentado de qualquer maneira. Eu teria dado um último tiro. Em vez de responder a pergunta, ele disse, "Você gosta?" Eu podia me sentir ficando vermelho. "Eu não sou a pessoa que a levou para o maldito baile." Conrad pensou sobre e depois disse: "Eu só a levei porque ela me pediu. " "Con. Você gosta dela ou não, cara? "Eu hesitei por cerca de dois segundos, e então eu só fui para isso. "Porque eu gosto. Eu gosto dela. Eu realmente gosto dela. Você gosta? " Ele não piscou, nem mesmo hesitou. "Não." Isso realmente me irritou. Ele estava cheio de merda. Ele gostava dela. Ele mais do que gostava dela. Mas ele não podia admitir isso, se não o homem para cima. Conrad nunca seria aquele cara, o tipo de cara que Belly precisava. Alguém que estaria lá para ela, alguém que ela podia contar. Eu podia. Se ela me deixasse, eu poderia ser esse cara.

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Eu estava chateado com ele, mas eu tinha que admitir que fiquei aliviado também. Não importa quantas vezes ele a machucasse, eu sabia que se ele a quisesse de volta, ela era sua. Ela sempre teve sido. Mas talvez agora que Conrad não estava de pé no caminho, ela me veria lá também.

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Capítulo Trinta e Três 5 de julho. "Belly." Eu tentei rolar, mas depois ouvi novamente, mais alto. "Belly!" Alguém estava me sacudindo para acordar. Abri os olhos. Era a minha mãe. Ela tinha círculos escuros ao redor dos olhos e sua boca havia desaparecido em uma linha fina. Ela estava vestindo sua roupa de casa, aqueles que ela nunca saia de casa, nem mesmo para ir malhar. O que, no mundo ela estava fazendo na casa de verão? Houve um som de bipe que no começo eu pensei que era o despertador, mas então eu percebi que eu tinha batido o telefone, e era o sinal de ocupado eu estava ouvindo. E então me lembrei. Eu bêbada ligada para minha mãe. Eu a trouxe aqui. Eu sentei, minha cabeça batendo tão forte que senti como se meu coração estava martelando dentro dela. Então, era assim que uma ressaca parecia. Fiquei com minhas lentes de contato e meus olhos estavam queimando. Havia areia por toda a cama e alguns grãos estavam preso em meus pés. Minha mãe se levantou, ela era um grande borrão. "Você tem cinco minutos para arrumar suas coisas. " "Espere... o que? " "Nós estamos indo." "Mas eu não posso ir embora. Eu ainda tenho que-"

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Era como se ela não pudesse me ouvir, como se eu estivesse no mudo. Ela começou a pegar minhas coisas do chão, jogando as sandálias e shorts de Taylor na minha mala. "Mãe, pára! Apenas pare por um minuto. " "Estamos indo em cinco minutos", repetiu ela, olhando ao redor do quarto. "Apenas me escute por um segundo. Eu tinha que vir. Jeremiah e Conrad precisavam de mim. " O olhar no rosto da minha mãe me fez parar de repente. Eu nunca tinha visto ela com raiva desse jeito antes. "E você não sente a necessidade de me dizer sobre isso? Beck me pediu para cuidar dos meninos. Como posso fazer isso quando eu nem sequer sei que precisam de minha ajuda? Se estivessem em problemas, você deveria ter me dito. Em vez disso você escolheu mentir para mim. Você mentiu ". "Eu não quero mentir para você", eu comecei a dizer. Ela continuou caminhando. "Você já esteve aqui fazendo Deus sabe o quê... " Olhei para ela. Eu não podia acreditar que ela tinha acabado de dizer isso. "O que isso significa 'Deus sabe o que? " Minha mãe se virou, seus olhos selvagens. "O que eu deveria pensar? Você fugiu com Conrad antes e você passou a noite! Então você me diz. O que você está fazendo aqui com ele? Porque me parece que você mentiu para mim, para que você pudesse vir aqui e ficar bêbada e brincar com o seu namorado. " Eu odiava. Eu a odiava tanto. "Ele não é meu namorado! Você não sabe nada! " A veia na testa de minha mãe estava pulsando. "Você me chama às quatro da manhã, bebada. Eu ligo para seu celular e ele vai direto para o correio de voz. Eu ligo para o telefone da casa e tudo que eu vejo é um sinal de ocupado. Eu dirijo a noite toda, preocupada, e eu chego aqui e a casa é um naufrágio. Latas de cerveja em todos os lugares, o lugar um lixo. O que diabos você pensa que está fazendo, Isabel? Ou você até mesmo sabe? " As paredes da casa eram realmente finas. Todos provavelmente poderiam ouvir.

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Eu disse, "Nós vamos limpar. Esta foi a nossa última noite aqui. Você não entende isso? Sr. Fisher está vendendo a casa. Você não se importa? " Ela balançou a cabeça, sua mandíbula apertada. "Você realmente acha que você ajudou se intrometendo? Este não é o nosso negócio. Quantas vezes vou ter que explicar isso para você?" "É tão nosso negócio. Susannah iria querer que nós salvássemos esta casa! " "Não fale comigo sobre o que Susannah iria querer," minha mãe quebrou. "Agora, coloque suas roupas e pegue suas coisas. Nós estamos indo. " "Não." Eu puxei as cobertas até os ombros. "O que?" "Eu disse que não. Eu não vou! "Olhei para minha mãe tão desafiante quanto pude, mas eu podia sentir meu queixo tremendo. Ela marchou até a cama e arrancou os lençois logo depois de mim. Ela agarrou meu braço, me puxou para fora da cama, em direção à porta, e eu me torci para longe dela. "Você não pode me fazer ir", eu soluçava. "Você não pode me dizer nada. Você não tem odireito. " Minhas lágrimas não moveram minha mãe. Só a deixaram mais irritada. Ela disse: "Você está agindo como uma criança mimada. Você não pode olhar além de sua própria dor e pensar em alguém? Não é tudo sobre você. Todos nós perdemos Beck. Sentindo pena de si mesma não está ajudando nada. " Suas palavras me picaram tanto que eu queria machucá-la de volta de um milhão de vezes pior. Então eu disse a coisa que eu sabia que iria doer mais nela. Eu disse, "Eu gostaria que Susannah fosse minha mãe e não você. " Quantas vezes eu pensei nisso, desejando secretamente? Quando eu era pequena, Susannah era pra quem eu corria, não para ela. Eu costumava me perguntar como seria, ter uma mãe como Susannah, que me amava por mim e não ficava decepcionado em todas as vezes que eu fazia besteira. Eu estava respirando com dificuldade enquanto eu esperava minha mãe me responder.

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Chorar, gritar comigo. Ela não fez nenhuma dessas coisas. Em vez disso, ela disse, "Que pena para você." Mesmo quando eu tentei o meu melhor, eu não poderia tirar a reação que eu queria da minha mãe. Ela era impenetrável. Eu disse, "Susannah nunca vai te perdoar por isso, você sabe. Por perder sua casa. Por abandonar seus meninos. " A mão da minha mãe bateu no meu rosto tão forte que balancei para trás. Eu não a vi chegando. Apertei meu rosto e logo eu chorei, mas parte de mim estava satisfeita. Eu finalmente consegui o que queria. A prova de que ela poderia sentir alguma coisa. Seu rosto estava branco. Ela nunca tinha me batido antes. Nunca, jamais, não em toda a minha vida. Eu esperei que ela dissesse que estava arrependida. que ela dissesse que ela não tinha a intenção de me machucar, que ela não quis dizer as coisas que ela tinha dito. Se ela dissesse aquelas coisas, eu diria também. Porque eu estava arrependida. Eu não quis dizer as coisas que eu disse. Quando ela não falou, me afastei dela e, em seguida, ao redor dela, segurando a minha face. Então eu corri para fora do quarto, tropeçando em meus pés. Jeremiah estava em pé no corredor, me olhando com a boca aberta. Ele olhou para mim como se não me reconhecesse, como ele não soubesse quem era essa pessoa, essa garota que gritou para a mãe e disse coisas terríveis. "Espere", ele disse, chegando a me parar. Eu passei por ele e desci as escadas. Na sala de estar, Conrad estava pegando garrafas de cerveja e jogando-as em um saco de reciclagem azul. Ele não olhou para mim. Eu sabia que ele tinha ouvido tudo também. Eu corri pela porta de trás e então eu quase tropecei ao descer as escadas de saída para a praia. Eu cai no chão e sentei na areia, segurando a minha bochecha queimando na palma da mão. E então eu vomitei. Eu ouvi Jeremiah vir atrás de mim. Eu sabia que era ele imediatamente, porque Conrad saberia que não era para me seguir. "Eu só quero ficar sozinha", eu disse, limpando a boca. Eu não me virei. Eu não queria que ele visse meu rosto.

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"Belly,", ele começou. Ele sentou ao meu lado e chutou areia sobre meu vômito. Quando ele não disse mais nada, eu olhei para ele. "O que?" Ele mordeu o lábio superior. Então ele estendeu a mão e tocou minha bochecha. Seus dedos estavam quentes. Ele parecia tão triste. Ele disse: "Você deve apenas ir com a sua mãe." O que quer que eu estivesse esperando que ele dissesse, não era isso. Eu vim até aqui e eu entrei em tantos problemas, só assim eu poderia ajudá-lo e Conrad, e agora ele queria que eu fosse embora? Lágrimas brotaram nos cantos dos meus olhos e eu enxuguei com as costas das minhas mãos. "Por quê?" "Por causa Laurel está muito chateada. Tudo se tornou porcaria, e é minha culpa. Eu nunca deveria ter lhe pedido para vir. Sinto muito. " "Eu não vou embora." "Em breve, todos nós vamos ter que ir". "E é isso?" Ele deu de ombros. "Sim, eu acho que é." Ficamos sentados na areia por um tempo. Nunca me senti mais perdida. Eu chorei um pouco mais, e Jeremiah não disse nada, pelo que eu estava grata. Não havia nada pior do que seu amigo assistir você chorar depois de você ter tido problemas com sua mãe. Quando eu terminei, ele se levantou e me deu a mão. "Vamos lá", ele disse, me puxando para meus pés Voltamos para dentro da casa. Conrad tinha sumido e a sala de estar estava limpa. Minha mãe estava limpando o chão da cozinha. Quando ela me viu, ela parou. Ela colocou o esfregão de volta no balde e se inclinou contra a parede. Bem na frente de Jeremiah, ela disse: "Eu sinto muito." Eu olhei para ele, e ele saiu da cozinha e subiu as escadas. Eu quase o detive. Eu não queria ficar a sós com ela. Eu estava com medo. Ela continuou. "Você está certa. Estive ausente. Eu estado tão consumida com a minha própia dor, eu não estendi a mão para você. Eu sinto muito por isso. " "Mãe-" eu comecei a dizer. Eu estava prestes a dizer-lhe que sentia muito também, por dizer as coisa antes, aquela coisa horrível que eu gostaria de ter de volta. Mas ela levantou a mão para cima e me parou.

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"Eu apenas estou- fora de equilíbrio. Desde que Beck morreu, eu não consigo encontrar meu equilíbrio. " Ela descansou a cabeça contra a parede. "Eu venho aqui com Beck desde que eu era mais jovem do que você está agora. Eu amo esta casa. Você sabe disso. " "Eu sei", eu disse. "Eu não quis dizer isso, o que eu disse antes." Minha mãe concordou. "Vamos sentar por um minuto, tudo bem?" Ela sentou na mesa da cozinha e eu sentei em frente a ela. "Eu não deveria ter batido em você", ela disse, e sua voz falhou. "Eu sinto muito." "Você nunca fez isso antes." "Eu sei." Minha mãe atravessou a mesa e pegou a minha mão na sua, apertado como um casulo. No começo eu senti duro, mas depois eu deixei ela me confortar. Porque eu podia ver que era um conforto para ela, também. Ficamos assim pelo o que parecia ser um longo tempo. Quando ela deixou minha mão, ela disse, "Você mentiu para mim, Belly. Nunca minta para mim." "Eu não queria. Mas Conrad e Jeremiah são importantes para mim. Eles precisavam de mim, então eu vim. " "Eu queria que você tivesse me dito. Os meninos da Beck são importantes para mim também. Se algo está acontecendo, eu quero saber sobre isso. Ok? "Eu balancei a cabeça. Então ela disse, "Você já empacotou? Eu quero vencer o tráfego de domingo no caminho de volta." Olhei para ela. "Mãe, não podemos simplesmente ir embora. Não com tudo o que está acontecendo. Você não pode deixar Sr. Fisher vender a casa. Você simplesmente não pode. " Ela suspirou. "Eu não sei o que eu posso dizer para mudar sua mente, Belly. Adam e eu não batemos olho a olho em um monte de coisas. Eu não posso impedi-lo de vender a casa se é isso que ele quer. " "Você pode, eu sei que você pode. Ele vai ouvir você. Conrad e Jeremiah, eles precisam desta casa. Eles precisam. "

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Eu deitei minha cabeça em cima da mesa, a madeira era legal e suave contra a minha bochecha. Minha mãe tocou o topo da minha cabeça, passando a mão pelo meu cabelo emaranhado. "Vou ligar para ele", disse ela, finalmente. "Agora, vá lá em cima e tome um banho." Com esperança, olhei para ela e vi o conjunto firme de sua boca e o estreito de seus olhos. E eu sabia que ainda não tinha terminado. Se alguém pudesse fazer as coisas certas, era a minha mãe

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Capítulo Trinta e Quatro Jeremiah. Teve essa vez - acho que eu tinha 13 e Belly tinha 11, prestes a fazer 12. Ela pegou um resfriado de verão, e ela estava infeliz. Ela estava acampado no sofá com caixas de lenços ao redor dela, e estava usando o mesmo pijama de rato por dias. Por ela estar doente, ela podia escolher qual programa de TV queria assistir. A única coisa que ela podia comer eram picolés de uva, e quando cheguei com um, minha mãe disse que Belly o deveria ter. Apesar de que ela já tinha tido três. Eu fiquei preso com um amarelo. Era tarde, e Conrad e Steven tinham carona para o Arcade’s, o qual eu supostamente não era para saber. As mães achavam que eles estavam levando suas bicicletas na loja de equipamento para mais anzóis de borracha. Eu estava indo surfar com Clay, e tinha meus trajes de nado e uma toalha em volta do meu pescoço quando corri para minha mãe na cozinha. "O que você vai fazer, Jere?", ela perguntou. Fiz um sinal de 10. "Eu vou surfar com Clay. Até mais! " Eu estava prestes a abrir a porta de correr quando ela disse, "Hmm. Você sabe o que? " Desconfiado, perguntei: "O quê?" "Seria legal se você ficasse em casa hoje e animasse Belly. A coitada poderia ter algum consolo." "Ah, mãe-" "Por favor, Jeremiah?" Eu suspirei. Eu não queria ficar em casa e animar Belly. Eu queria ir surfar com Clay.

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Quando eu não disse nada, ela acrescentou, "Nós podemos grelhar esta noite. Eu vou deixar você ser o encarregado dos hambúrgueres. " Eu suspirei de novo, mais alto desta vez. Minha mãe ainda pensava que me deixar acender a grelha e hambúrgueres eram um grande trato para mim. Não que isso não fosse divertido, mas ainda assim. Abri minha boca para dizer "não, obrigado", mas depois eu vi o olhar de afeição e feliz em seu rosto, do jeito que ela só fazia quando sabia que eu diria que sim. Então eu fiz. "Tudo bem", eu disse. Eu subi as escadas e tirei minhas roupas de nado então me juntei a Belly na sala de TV. Sentei tão longe dela quanto eu poderia. A última coisa que eu precisava era pegar o resfriado e ficar de fora por uma semana. "Por que você ainda está aqui?", Perguntou ela, assoando o nariz. "Está muito quente lá fora", disse eu. "Quer ver um filme?" "Não está tão quente lá fora." "Como você sabe se você não foi lá fora?" Ela estreitou os olhos. "Sua mãe fez você ficar aqui dentro por mim?" "Não", eu disse. "Ha!" Belly pegou o controle remoto e mudou de canal. "Eu sei que você está mentindo." "Eu não estou!" Assoando o nariz alto, ela disse, "ESP(controle de mente, etc), lembra?" "Isso não é real. Posso ter o controle remoto?" Ela balançou a cabeça e segurou o controle perto do peito de forma protetora. "Não. Meus germes estão por toda parte. Desculpe. Ainda tem pão torrado? " Pão torrado era como chamávamos o pão que minha mãe comprava de um mercado numa fazenda(farmer's market). Ele vinha cortado, e era branco e espesso e um pouco doce. Eu tive as três ultimas fatias de pão essa manhã. Eu recheei com manteiga e geléia de amora e comi muito rápido antes que alguém acordasse. Com quatro crianças e dois adultos, ia muito rápido.

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Era cada um por si. "Não há mais pão de sobrando", eu disse. "Conrad e Steven são suínos", disse ela, fungando. Culpada, eu disse: "Eu pensei que tudo o que você queria comer eram picolés de uva." Ela encolheu os ombros. "Quando eu acordei esta manhã, eu queria pão torrado. Eu acho que talvez estou ficando melhor. " Ela não parecia nada melhor para mim. Seus olhos estavam inchados e sua pele parecia acinzentada, e eu não acho que ela tenha lavo seu cabelo em dias porque era todo oleoso e emaranhado. "Talvez você devesse tomar um banho", eu disse. "Minha mãe diz que você sempre se sente melhor depois de tomar um banho. " "Você está dizendo que eu estou fedendo?" "Hum, não." Eu olhei para fora da janela. Era um dia claro, sem nuvens. Aposto que Clay estava explodindo. Aposto Steven e Conrad estavam também. Conrad havia esvaziado seu velho cofrinho primeirasérie e encontrou uma tonelada de moedas. Eu aposto que todos eles estariam no Arcade's essa tarde. Eu me perguntava quanto Clay iria ficar fora. Eu poderia ser capaz de pegá-lo em poucas horas, ainda estaria claro. Acho que Belly me pegou olhando para fora da janela, porque ela disse, nessa voz imprestável, "Apenas vá se você quiser." "Eu disse que não", eu atirei. Então eu respirei. Minha mãe não gostaria que eu deixasse Belly chateada quando ela estava doente assim. E ela realmente parecia solitária. Eu meio que me senti com pena dela, estar preso dentro de casa o dia todo. Resfriados de verão ferravam mais do que qualquer coisa Então eu disse, "Você quer que eu te ensine como jogar poker?" "Você não sabe como jogar", ela zombou. "Conrad te bate o tempo todo." "Tudo bem", eu disse. Eu me levantei. Eu não sentia tanta que pena dela. "Não importa", disse ela. "Você pode me ensinar." Sentei de volta. "Passe as cartas", disse rispidamente. Eu poderia dizer que Belly se sentiu mal porque ela disse, "Você não deve se sentar muito perto. Você vai ficar doente também. "

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"Tudo bem", eu disse. "Eu nunca fico doente." "Nem Conrad," ela disse, e eu revirei os olhos. Belly adorava Conrad, como Steven fazia. "Conrad fica doente, ele fica doente o tempo todo no inverno. Ele tem um sistema imunológico fraco", eu disse a ela, embora eu não soubesse se isso era verdade ou não. Ela encolheu os ombros, mas eu poderia dizer que ela não acreditou em mim. Ela me entregou as cartas. "Só dizendo", disse ela. Jogamos pôquer toda a tarde e foi realmente muito divertido. Eu fiquei doente dois dias depois, mas eu não me importava muito. Belly ficou em casa comigo e nós jogamos mais poker e assistimos muito The Simpsons.

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Capítulo Trinta e Cinco Jeremiah. Assim que ouvi Belly subir as escadas, eu a encontrei no corredor. "Então? O que está acontecendo? " "Minha mãe está ligando para seu pai", disse ela gravemente. "Ela está? Uau. " "Sim, então, tipo, não desista já. Não acabou ainda."Então ela me deu um dos seus nariz-enrugados-sorrisos. Eu bati em suas costas e praticamente corri escada abaixo. Lá estava Laurel, limpando o balcão. Quando ela me viu, ela disse: "Seu pai está vindo vindo. Para o almoço. " "Aqui?" Laurel assentiu. "Você pode ir até a loja e pegar algumas coisas que ele gosta? Ovos e bacon. Mistura para muffins. E as toranjas grandes. " Laurel odiava cozinhar. Ela nunca definitivamente tinha feito ao meu pai um café da manhã de lenhador. "Por que você está cozinhando para ele?" Eu perguntei. "Porque ele é uma criança e crianças ficam irritadas quando não estão alimentados", ela disse isso em seu jeito seco. Do nada, eu disse: "Às vezes eu o odeio." Ela hesitou antes de dizer: "Às vezes eu também." E então eu esperei para ela dizer: "Mas ele é seu pai", a maneira como minha mãe costumava fazer. Laurel não fez, no entanto. Laurel não era mentira. Ela não dizia coisas que não queria dizer.

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Tudo o que ela disse foi: "Agora pode indo." Levantei e lhe dei um abraço de urso, e ela estava rígida nos meus braços. Eu a levantei no ar um pouco, do jeito que eu costumava fazer com a minha mãe. "Obrigada Laure," eu disse. "Realmente, obrigado. " "Eu faria qualquer coisa por vocês, rapazes. Você sabe disso. " "Como você sabia que precisava vir?" "Belly me ligou", disse ela. Ela estreitou os olhos para mim. "Bêbada". Oh, cara. "Laure-" "Não venha com 'Laure' para mim. Como você pôde a deixar beber? Confio em você, Jeremiah. Você sabe disso. " Agora eu me senti horrível também. A última coisa que eu queria era que Belly ficasse em problemas, e eu realmente odiava a ideia de Laurel pensar mal de mim. Eu sempre tentei tanto cuidar de Belly, ao contrário de Conrad. Se alguém tivesse corrompido ela, era Conrad, não eu. Mesmo que fosse eu quem tenha comprado a tequila, não ele. Eu disse: "Eu realmente sinto muito. Com o meu pai vendendo a casa, e sendo nossa última noite, me empolguei. Eu juro, Laure, que nunca vai acontecer de novo. " Ela revirou os olhos. "'Isso nunca vai acontecer de novo? Não faça promessas que não pode manter, querido. " "Isso nunca vai acontecer de novo na minha frente," eu disse a ela. Apertando os lábios, ela disse: "Vamos ver." Fiquei aliviado quando ela me deu outra careta-sorriso. "Se apresse e vá ao mercado, ok?" "Sim sim, senhora." Eu queria que ela sorrisse de verdade. Eu sabia que se eu continuasse tentando, continuasse brincando, ela iria. Ela era fácil assim. Desta vez, ela realmente sorriu de volta para mim.

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Capítulo Trinta e Seis Minha mãe estava certa. O banho ajudou. Inclinei meu rosto na parede do banheiro e deixei a água quente me lavar e e senti muito, muito melhor. Depois do meu banho, eu voltei lá embaixo uma nova mulher. Minha mãe estava usando batom, e ela e Conrad estavam conversando em voz baixa. Eles pararam de falar quando me viram em pé na porta. "Muito melhor", minha mãe disse. "Onde está Jeremiah?" Eu perguntei. "Jeremiah voltou para a loja. Ele esqueceu a toranja ", ela disse. O temporizador tocou e minha mãe pegou os muffins do forno com um pano de prato. Ela acidentalmente tocou a tigela do muffin com a mão nua e gritou e derrubou a tigela no chão, os muffins viraram de lado. "Droga!" Conrad perguntou se ela estava bem antes que eu pudesse. "Eu estou bem", disse ela, correndo para pôr água gelada sobre sua mão. Em seguida, ela pegou a tigela de volta e colocou sobre o balcão, em cima da toalha. Eu sentei em um dos bancos de balcão e vi minha mãe esvaziar a tigela de muffin dentro de um cesto. "Nosso segredinho", disse ela. Os muffins deveriam supostamente esfriar um pouco antes de os tirar do forno, mas eu não disse isso a ela. Alguns estavam quebrados mas pareciam ok. "Pegue um muffin", disse ela. Peguei um, e estava super quente e caindo aos pedaços, mas estava bom. Eu comi rapidamente. Quando terminei, minha mãe disse: "Você e Conrad tiram o lixo."

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Sem dizer uma palavra, Conrad pegou duas dos sacos mais pesadas e me deixou com o saco meio-cheio. O segui para fora, para latas de lixo no final da calçada. "Você ligou para ela?", Ele me perguntou. "Eu acho que eu sim." Eu esperei que ele me chamasse de bebê por ligar para minha mãe no momento em que as coisas ficaram assustadoras. Ele não o fez. Em vez disso, ele disse: "Obrigado." Eu olhei para ele. "Às vezes você me surpreende", eu disse. Ele não olhou para mim quando disse: "E você dificilmente me surpreende. Você ainda é a mesma." Eu olhei para ele. "Muito obrigada." Joguei o meu saco de lixo no lixo e fechei a tampa um pouco forte. "Não, eu quero dizer... " Esperei que ele dissesse alguma coisa, e parecia que ele poderia ter dito, mas então o carro de Jeremiah desceu a rua. Nós dois assistimos Jeremiah estacionar e depois sair do carro com uma sacola de supermercado de plástico. Ele caminhou até nós, seus olhos brilhantes. "Hey," ele disse para mim, sua sacola balançando. "Hey," eu disse. Eu não conseguia nem olhar em seus olhos. Tudo tinha voltado enquanto estava no banho. Fazendo Jeremiah dançar comigo, fugindo de Conrad, e ele me levantando e me deixando na areia. Tão humilhante. É terrivel os dois terem visto eu me comportar dessa maneira. Então Jeremiah apertou minha mão, e quando eu olhei para ele, ele disse "Obrigado" tão docemente que doía. Nós três caminhamos de volta para a casa. The Police estava cantando "Message in a Bottle" e o som era muito alto. Imediatamente minha cabeça começou a bater e tudo que eu queria era voltar para a cama. "Podemos desligar a música?" Eu perguntei, esfregando minhas têmporas. "Não," minha mãe disse, pegando a sacola de Jeremiah. Ela tirou uma grande toranja e jogou-a para Conrad. "Esprema", disse ela,

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apontando para o espremedor. O espremedor era do Sr. Fisher, e era enorme e complicado, um desses Jack Lalanne dos comerciais noturnos. Conrad bufou. "Para ele? Eu não vou espremer sua toranja. " "Sim, você vai." Para mim, minha mãe disse: "Sr. Fisher está vindo para café da manhã. " Eu guinchei. Corri até ela e entrelacei meus braços em torno de sua cintura. "É apenas o café da manhã, " ela me avisou. "Não aumente suas esperanças." Mas já era tarde demais. Eu sabia que ela mudaria a mente dele. Eu sabia. E assim fizeram Jeremiah e Conrad. Eles acreditavam na minha mãe e eu também- nunca mais do que quando Conrad começou a cortar a toranja ao meio. Minha mãe acenou para ele como uma sargento. Então ela disse: "Jere, você põe a mesa, e Belly, você faz os ovos." Eu comecei a quebrar os ovos em uma tigela, e minha mãe fritava bacon na frigideira de ferro fundido de Susannah. Ela deixou a gordura do bacon para eu fritar os ovos dentro. Eu mexi os ovos, e o cheiro dos ovos e da gordura me fez querer vomitar. Eu segurei a respiração enquanto mexia, e minha mãe tentou esconder um sorriso enquanto ela me observava. "Se sentindo bem, Belly?", Perguntou ela. Eu balancei a cabeça, meus dentes cerrados. "Pensando em beber de novo?", ela perguntou em tom de conversa. Eu balancei a cabeça tão forte quanto poderia. "Nunca, nunca mais." Quando o Sr. Fisher chegou meia hora depois, estávamos prontos para ele. Ele entrou e olhou para a mesa em espanto. "Uau", disse ele. "Isso parece ótimo, Laure. Obrigado." Ele deu a ela um olhar significativo, o tipo olhar adulto coconspirador. Minha mãe sorriu um tipo de sorriso Mona Lisa. Sr. Fisher não iria saber o que o acertou. "Vamos sentar", disse ela. Nós todos nos sentamos em seguida. Minha mãe estava sentada ao lado de Mr. Fisher e Jeremiah na frente dele. Sentei ao lado de Conrad. "Comam," minha mãe disse.

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Eu assisti Sr. Fisher empilhar um monte de ovos em seu prato e, em seguida, quatro faixas de bacon. Ele amava bacon, e ele realmente adorou a maneira como minha mãe fez- incinerados, quase queimado. Passei o bacon e ovos e só peguei um muffin. Minha mãe derramou suco de toranja em um copo para Sr. Fisher. "Fresh espremido, cortesia de seu mais velho ", disse ela. Ele tomou, um pouco desconfiado. Eu não podia culpá-lo. A única pessoa que já tinha feito o suco de Sr. Fisher foi Susannah. Mas o Sr. Fisher se recuperou rapidamente. Ele enfiou uma garfada de ovos em sua boca e disse: "Olha, obrigado mais uma vez por ter vindo para ajudar, Laurel. Eu realmente aprecio isso." Ele olhou para nós, as crianças, sorrindo. "Esses caras não estavam muito interessados em ouvir o que eu tinha a dizer. Estou contente por ter uma ajudante. " Minha mãe sorriu para ele tão agradavelmente. "Oh, eu não estou aqui para apoiá-lo, Adam. Estou aqui para ser a ajudante dos meninos da Beck. " Seu sorriso desapareceu. Ele largou o garfo. "Laure-" "Você não pode vender esta casa, Adam. Você sabe disso. Isso significa muito para as crianças. Seria um erro." Minha mãe estava calma, a questão-do-fato. Sr. Fisher olhou para Conrad e Jeremiah e depois de volta para a minha mãe. "Eu já tenho minha mente formada, Laurel. Não me faça ser o cara mau aqui. " Respirando forte, minha mãe disse: "Eu não estou fazendo você ser nada. Eu estou apenas tentando ajudá-lo. " Nós, crianças, ficamos absolutamente imóveis, enquanto esperávamos Sr. Fisher falar. Ele estava lutando para manter a calma, mas seu rosto estava ficando vermelho. "Eu aprecio isso. Mas eu já tenho minha mente formada. A casa está à venda. E, francamente, Laurel, você não tem um voto nisso. Sinto muito. Eu sei Suze sempre fez você se sentir como se esta casa fosse parte sua, mas não é. " Eu quase engasguei. Meus olhos dispararam de volta para minha mãe, e eu vi que ela também estava ficando vermelha. "Oh, eu sei disso", disse ela. "Esta casa é puramente de Beck. Tem sido sempre de Beck. Este era o seu lugar favorito. É por isso que os meninos devem ter ela. "

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Fisher levantou-se e empurrou a sua cadeira. "Eu não vou discutir sobre isso com você, Laurel." "Adam, sente-se," minha mãe disse. "Não, eu não acho que eu vou." Os olhos da minha mãe eram quase brilhantes. "Eu disse, SENTESE, Adam." Ele ficou boquiaberto com ela, todos nós ficamos. Então ela disse: "Crianças, saiam." Conrad abriu a boca para argumentar, mas ele pensou melhor, especialmente quando ele viu o olhar no rosto de minha mãe e seu pai se sentar. Quanto a mim, eu não podia sair de lá rápido o suficiente. Nós todos saímos da cozinha e sentamos no topo da escadas, esforçando-se para ouvir. Nós não tivemos que esperar muito tempo. Sr. Fisher disse: "Que diabos, Laurel? Você realmente acha que poderia me obrigar a mudar de ideia? " "Desculpe, mas vai se foder." Eu bati minha mão sobre minha boca e os olhos de Conrad estavam brilhando e ele estava balançando a cabeça em admiração. Jeremiah, porém, parecia que iria chorar. Eu estendi a mão, agarrei sua mão e dei um aperto. Quando ele tentou puxar, eu segurei mais apertado. "Esta casa era tudo para Beck. Você não pode passar pela sua própria dor e ver o que isso significa para os meninos? Eles precisam disso. Eles precisam disso. Eu não quero acreditar que você é tão cruel, Adam. " Ele não respondeu. "Esta casa é dela. Não sua. Não me faça parar você, Adam. Porque eu vou. Eu vou fazer tudo ao meu alcance para manter esta casa para os meninos de Beck. " Sr. Fisher disse: "O que você vai fazer, Laure?" E ele parecia tão cansado. "Eu vou fazer o que tenho que fazer." Sua voz foi abafada quando ele disse: "Ela está em todo lugar aqui. Ela está em toda parte." Ele poderia estar chorando. Eu quase senti pena dele. Acho que minha mãe fez o mesmo, porque sua voz era quase gentil quando ela disse: "Eu sei. Mas Adam? Você foi uma obrigação como

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marido. Mas ela o amava. Ela realmente amava. Ela o aceitou de volta. Tentei convencê-la de não fazer isso, Deus sabe que eu tentei. Mas ela não quis ouvir, porque quando ela centra sua mente em alguém, é isso. E ela centrou sua mente em você, Adam. Ganhe isso. Prove que estou errada. " Ele disse algo que eu não conseguia ouvir. E então minha mãe disse: "Você faz isso como uma última coisa por ela. Ok? " Olhei para Conrad, e ele disse em voz baixa, para ninguém em particular, "Laurel é incrível." Eu nunca tinha ouvido alguém descrever minha mãe dessa forma, especialmente Conrad. E nunca tinha pensado nela como "incrível". Mas naquele momento, ela era. Ela realmente era. Eu disse: "Sim, ela é. Assim como Susannah. " Ele olhou para mim por um minuto e então se levantou e foi para seu quarto sem esperar para ouvir o que mais Sr. Fisher disse. Ele não precisa. Minha mãe tinha ganhado. Ela tinha feito isso. Um pouco mais tarde, quando parecia seguro, Jeremiah e eu voltamos lá embaixo. Minha mãe e Sr. Fisher estavam bebendo café da maneira que adultos fazem. Os olhos dele estavam avermelhados mas os dela eram os olhos claros de um vencedor. Quando ele nos viu, ele disse: "Onde está Conrad?" Quantas vezes eu ouvi o Sr. Fisher dizer: "Onde está Conrad?" Centenas. Milhões. "Ele está lá em cima", disse Jeremiah. "Vá pegá-lo, ok, Jere?" Jeremiah hesitou e depois olhou para minha mãe, que assentiu com a cabeça. Ele subiu as escadas e alguns minutos mais tarde, Conrad estava com ele. O rosto de Conrad era guardado, cauteloso. "Eu vou fazer uma proposta", disse Sr. Fisher. Este era o velho Sr. Fisher, influente, negociador. Ele gostava de fazer propostas. Ele costumava oferecer propostas para nós, crianças. Tipo, ele iria nos levar para a pista de kart se varressemos a areia para fora da garagem. Ou ele iria levar os meninos para pescar se limpassem as caixas de pescaria. Cautelosamente, Conrad disse, "O que você quer? Meu fundo de garantia? "

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A mandíbula de Sr. Fisher apertou. "Não. Eu quero você de volta na faculdade amanhã. Eu quero que você termine seus exames. Se você fizer isso, a casa é sua. Sua e de Jeremiah. " Jeremiah gritou em voz alta. "Sim!", ele gritou. Ele estendeu a mão e envolveu Sr. Fisher em um abraço de meninos, e Sr. Fisher bateu-lhe nas costas. "Qual é o negócio?" Conrad perguntou. "Não tem negócio. Mas você tem que tirar pelo menos C's. Não D's ou F's." Sr. Fisher sempre se orgulhou de fazer negociações dificeis. "Temos um acordo?" Conrad hesitou. Eu soube imediatamente o que estava errado. Conrad não quer dever nada ao seu pai. Mesmo que isso fosse o que ele queria, apesar de ter sido por isso que ele tivesse vindo aqui. Ele não quer tirar nada de seu pai. "Eu não estudei", ele disse. "Eu poderia não passar." Ele estava o testando. Conrad nunca tinha "não passado". Ele nunca tirou nada abaixo de um B, e até mesmo Bs eram raros. "Então, nenhum acordo", disse Sr. Fisher. "Esses são os termos." Urgentemente, Jeremiah disse, "Con, apenas diga sim, cara. Nós vamos ajudá-lo a estudar. Não vamos, Belly? " Conrad olhou para mim, e eu olhei para a minha mãe. "Posso, mãe?" Minha mãe concordou. "Você pode ficar, mas você tem que estar em casa amanhã." "Aceite o trato", eu disse a Conrad. "Tudo bem", disse ele, por fim. "Sele isso como um homem, então," Sr. Fisher disse, estendendo sua mão. Relutantemente, Conrad estendeu o braço e sacudiu sua mão. Minha mãe me chamou a atenção e murmurou, Sele isso como um homem, e eu sabia que ela estava pensando em como sexista Sr. Fisher era. Mas isso não importava. Nós tínhamos ganhado. "Obrigado, papai", disse Jeremiah. "Realmente, obrigado."

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Ele abraçou seu pai novamente e Sr. Fisher o abraçou de volta, dizendo: "Eu preciso voltar para a cidade." Então, ele acenou para mim. "Obrigado por ajudar Conrad, Belly." Eu disse, "De nada." Mas eu não sabia para o que estava dizendo "de nada", porque eu não tinha feito nada. Minha mãe mais ajudou Conrad em meia hora do que eu tinha feito em todo o tempo que eu o conhecia. Após o Sr. Fisher sair, minha mãe se levantou e começou a limpar os pratos. Eu me juntei a ela e os carreguei para a máquina de lavar. Eu descansei minha cabeça em seu ombro por umsegundo. Eu disse: "Obrigada." "De nada." "Você foi uma verdadeira durona, mãe." "Não me xingue", disse ela, os cantos de sua boca subindo. "Você quem disse." Então, lavamos os pratos em silêncio, e minha mãe tinha aquele olhar triste em seu rosto e eu sabia que ela estava pensando em Susannah. E eu gostaria que houvesse algo que eu pudesse dizer para tirar esse olhar, mas às vezes apenas não havia palavras. Nós três a acompanhamos até o carro. "Você meninos vão levá-la para casa amanhã?", ela perguntou, jogando a bolsa no banco do passageiro. "Definitivamente," disse Jeremiah. Em seguida, Conrad disse, "Laurel." Ele hesitou. "Você vai voltar, não é?" Minha mãe virou-se para ele, surpresa. Ela estava tocada. "Você quer uma senhora de idade como eu por perto?", ela perguntou. "Claro, eu vou estar de volta sempre que você quiser." "Quando?", ele perguntou. Ele parecia tão jovem, tão vulnerável que meu coração doeu um pouco. Imaginei minha mãe estava se sentindo da mesma maneira, porque ela estendeu a mão e tocou seu rosto. Minha mãe não era uma pessoa do tipo toque-de-bochecha. Só não era seu jeito. Mas Susannah era. "Antes de o verão acabar eu vou voltar para fechar a casa. "

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Minha mãe entrou no carro. Ela acenou para nós assim que recuou a calçada, com seus óculos de sol e a janela para baixo. "Vejo vocês em breve", ela gritou. Jeremiah acenou e Conrad disse: "Vejo você em breve." Minha mãe me disse uma vez que quando Conrad era muito pequeno, ele a chamava de "sua Laura ." Onde está minha Laura? ", Dizia, vagando à procura dela. Ela disse ele a seguiu por toda parte, ele a seguia até mesmo ao banheiro. Ele a chamou de sua namorada e iria trazer seus caranguejos de areia e conchas do mar para colocá-los em seus pés. Quando ela me contou, pensei, o que eu não daria para ter Conrad Fisher me chamando de sua namorada e me trazendoconchas. "Eu tenho certeza que ele não se lembra," ela disse, sorrindo ligeiramente. "Por que você não pergunta se ele lembra?" Eu disse. Eu adorava ouvir histórias sobre quando Conrad era pequeno. Eu gostava de provocá-lo, porque a oportunidade de provocar Conradsurgiam tão raramente. Ela disse: "Não, isso seria constrangê-lo", e eu disse: "Então, e dai? Não é o ponto? " E ela disse: "Conrad é sensível. Ele é muito orgulhoso. Deixe ele ter isso. " O jeito que ela disse isso, eu poderia dizer que ela realmente o entendia. O entendia de umjeito que eu não entendia. Eu estava com ciúmes disso, de ambos. "Como eu era?" Eu tinha perguntado. "Você? Você era o meu bebê. " "Mas como eu era?" Eu insisti. "Você costumava perseguir os meninos. Era tão bonito o jeito que você os seguia por aí, tentando impressioná-los." Minha mãe riu. "Eles costumavam te pegar para dançar e fazer truques. " "Como um filhote de cachorro?" Eu fiz uma careta com o pensamento. Ela acenou. "Oh, você estava bem. Você só gostava de ser incluída."

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Capítulo Trinta e Sete Jeremiah. O dia que Laurel chegou, a casa estava um desastre e eu estava na minha cueca boxer passando minha camisa branca de botão. Eu já estava atrasado para o banquete de sêniores e eu estava de mau humor. Minha mãe tinha apenas dito duas palavras durante todo o dia e até mesmo Nona não poderia levá-la a falar. Era para eu pegar Mara, e ela odiava quando eu chegava atrasado. Ela ia ficar toda irritada e se sentaria e estaria de mau humor por todo o tempo que eu a tinha feito esperar. Eu tinha abaixado o ferro por um segundo para que eu pudesse virar a camisa e acabei queimando da parte de trás do meu braço. "Merda!" Eu gritei. Realmente dói muito. Foi quando Laurel apareceu. Ela entrou pela porta da frente e me viu de pé na sala de estar na minha cueca boxer, segurando a parte de trás do meu braço. "Deixe correr um pouco de água fria sobre isso", ela me disse. Corri para a cozinha e segurei meu braço debaixo da torneira por alguns minutos e, quando voltei, ela tinha terminado a camisa e começado minha calça cáqui. "Você usa com um vinco na frente?", ela me perguntou. "Uh, com certeza", eu disse. "O que você está fazendo aqui, Laurel? É terça-feira." Laurel geralmente vinha em fins de semana e ficava no quarto de hóspedes. "Eu só vim aqui para verificar as coisas", disse ela, correndo o ferro na frente da calça. "Eu tive uma tarde livre." "Minha mãe já está dormindo", disse a ela. "Com o novo medicamento que ela está tomando, ela dorme o tempo todo."

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"Isso é bom", Laurel disse. "E quanto a você? Por que você está todo bem vestido? " Sentei no sofá e coloquei minhas meias. "Eu tenho esta noite um banquete sênior," Eu disse a ela. Laurel me entregou minha camisa e calças. "Que horas começa?" Olhei para o relógio do vovô no foyer. "Dez minutos atrás," eu disse, entrando em minhas calças. "É melhor você ir." "Obrigado por passar minhas roupas", eu disse. Eu estava pegando minhas chaves quando ouvi minha mãe chamar meu nome de seu quarto. Eu virei para sua porta, e Laurel disse, "Só vá ao seu banquete, Jere. Eu cubro isso. " Eu hesitei. "Você tem certeza?" "Cem por cento. Vá. " Eu acelerei todo o caminho para a casa de Mara. Ela saiu assim que eu estacionei em sua garagem. Ela estava usando aquele vestido vermelho que eu gostava e ela parecia bem, e eu estava prestes a dizer isso, mas então ela disse, "Você está atrasado." Fechei minha boca. Mara não falou comigo o resto da noite, nem mesmo quando ganhamos O Casal Mais Bonito. Ela não tinha vontade de ir para a festa de Patan e nem eu. O tempo todo que estivemos fora, eu estava pensando em minha mãe e me sentindo culpado por estar fora por tanto tempo. Quando chegamos à casa de Mara, ela não saiu imediatamente, o que era o seu sinal de que queria conversar. Eu desliguei o motor. "Então, e aí? Você ainda está com raiva de mim por estar atrasado, Mar? " Ela parecia triste. "Eu só quero saber se vamos ficar juntos. Você pode apenas me dizer o que você quer fazer, e então nós vamos fazer isso?" "Honestamente, eu realmente não posso pensar sobre esse tipo de coisa agora." "Eu sei. Sinto muito. " 175


"Mas, se fosse para dizer sim ou não, eu acho que nós vamos estar juntos na escola, no outono, mas longa distância-" Eu hesitei, e então eu disse isso. "Eu provavelmente diria não ". Mara começou a chorar, e eu me senti como um verdadeiro pedaço de merda. Eu deveria ter apenas mentido. "Isso é o que eu pensei", disse ela. Então ela me beijou na bochecha e saiu correndo do carro e entrou na sua casa. Então é assim que nós terminamos. Se for para ser completamente honesto, admito que foi um alívio não ter que pensar mais em Mara. A única pessoa que eu tinha espaço na minha cabeça era para a minha mãe. Quando cheguei em casa, minha mãe e Laurel ainda estavam jogando cartas e ouvindo música. Pela primeira vez em dias, ouvi minha mãe rir. Laurel não foi embora no dia seguinte. Ela ficou toda a semana. Na época, eu não perguntei sobre seu trabalho, ou todas as outras coisas que aconteciam em casa. Eu estava grato por ter um adulto por perto.

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Capítulo Trinta e Oito Nós três caminhamos de volta para a casa. O sol estava quente em minhas costas e eu pensei em como seria bom deitar na praia por um tempo, para dormir a tarde e acordar bronzeada. Mas não havia nenhum tempo para isso, não quando nós precisavamos preparar Conrad para suas provas amanhã. Quando estávamos dentro, Conrad caiu sobre o sofá e Jeremiah se esparramou no chão. "Tão cansado", ele gemeu. O que minha mãe fez por nós, para mim, foi um presente. Agora era a minha vez de dar um de volta. "Levantem", eu disse. Nenhum deles se moveu. Os olhos de Conrad estavam fechados. Então eu joguei um travesseiro em Conrad e cutuquei Jeremiah no estômago com o pé. "Temos que começar a estudar, seus vagabundos preguiçosos. Agora levantem! " Conrad abriu os olhos. "Eu estou muito cansado para estudar. Eu preciso tirar um cochilo primeiro. " "Eu também", disse Jeremiah. Cruzando meus braços, olhei para eles e disse: "Estou cansada também, sabe. Mas olhe o relógio, já é uma hora. Nós vamos ter que trabalhar a noite toda e sair muito cedo daqui amanhã de manhã. " Dando de ombros, Conrad disse, "Eu trabalho melhor sob pressão." "Mas-" "Sério, Belly. Eu não consigo trabalhar assim. Apenas me deixe dormir por uma hora. " Jeremiah já estava caindo no sono. Eu suspirei. Eu não podia lutar contra ambos. "Tudo bem. Uma hora. Mas é isso. " 177


Eu espreitei a cozinha e me servi com Coca-Cola. Eu estava tentada a tirar um cochilo também, mas isso seria dar o exemplo errado. Enquanto eles dormiam, eu chutei o plano em marcha. Eu tirei os livros de Conrad para fora do carro, trouxe seu laptop para baixo, e configurei a cozinha como uma sala de estudo. Liguei as lâmpadas, empilhei livros e pastas, por tema, peguei canetas e papel. Por último, preparei uma grande garrafa de café, e apesar de eu não beber café, eu sabia que estava bom, porque eu preparava uma garrafa para minha mãe todas as manhãs. Então peguei o carro de Jeremiah e fui ao McDonald's para pegar cheeseburgers. Eles amavam os Cheeseburgers do McDonald's. Eles costumavam ter concursos de comer cheeseburger e empilhá-los como panquecas. Às vezes, eles me deixavam jogar também. Uma vez, eu ganhei. Eu comi nove cheeseburgers. Eu os deixei dormir meia hora extra- mas só porque me levou muito tempo para deixar as coisas arrumadas. Então eu enchi a garrafa de spray de Susannah, a que ela usava apenas para molhar suas plantas mais delicadas. Eu pulverizei em Conrad primeiro, bem nos olhos. "Hey", disse ele, acordando imediatamente. Ele enxugou o rosto com a parte inferior de sua camiseta, e eu lhe pulverizei de novo por ter feito isso. "Levante e brilhe,", eu cantava. Então fui até Jeremiah e pulverizei nele também. Ele não acordou. Ele sempre foi impossível de acordar. Ele poderia dormir sob uma onda. Eu pulverizei e pulverizei e, quando ele apenas rolou, eu tirei a parte superior do frasco e despejei água bem nas costas de sua camisa. Ele finalmente acordou e estendeu os braços para fora, ainda deitado no chão. Ele me deu um sorriso lento, como se estivesse acostumado a ser acordado desta forma. "Bom dia", ele disse. Jeremiah podia ser difícil de acordar, mas ele nunca foi um resmungão quando finalmente acordava. "Não é manhã. É quase três horas da tarde. Eu deixei vocês dormirem meia hora exta, então é melhor serem gratos", eu atirei. "Eu sou", disse Jeremiah, levantando seu braço para eu ajudá-lo. A contragosto, dei-lhe a mão e ajudei-o. "Vamos," eu disse.

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Eles me seguiram até a cozinha. "Mas que-", Conrad disse, olhando ao redor da sala com todas as suas coisas. Jeremiah bateu palmas e, em seguida, ele segurou uma das mãos no alto para eu bater, o que eu fiz. "Você é incrível", ele disse. Em seguida, ele sentiu o cheiro e viu o saco gorduroso branco do McDonald's e se iluminou. "Sim! Cheeseburgers Mickey D's! Eu reconheceria esse cheiro em qualquer lugar. " Eu bati em sua mão. "Ainda não. Há um sistema de recompensa aqui. Conrad estuda, e depois ele consegue comida. " Jeremiah fez uma careta. "E eu?" "Conrad estuda, e você consegue comida." Conrad ergueu as sobrancelhas para mim. "Um sistema de recompensa, hein? O que mais eu ganho? " Eu corei. "Apenas os cheeseburgers." Seus olhos brilharam mais me avaliando, como se estivesse tentando decidir se quer ou não comprar um casaco. Eu podia sentir meu rosto esquentar quando ele olhou para mim. "Por mais que eu goste do som de um sistema de recompensa, eu vou passar", disse ele, por fim. "O que você está falando?" Jeremiah perguntou. Conrad encolheu os ombros. "Eu estudo melhor sozinho. Eu tenho tudo sob controle. Vocês podem ir. " Jeremiah balançou a cabeça em desgosto. "Assim como sempre. Você não pode lidar com pedir ajuda. Bem, chato ser você, porque nós vamos ficar. " "O que vocês sabem sobre psicologia de calouros?" Conrad disse, cruzando seus braços. Jeremiah surgiu. "Nós vamos descobrir." Ele piscou para mim. "Bells, podemos comer em primeiro lugar? Eu preciso de gordura. " Eu senti como se tivesse ganhado um prêmio. Como se eu fosse invencível. Alcançando o saco, eu disse: "Uma de cada. É isso. " Quando Conrad voltou estava transformado, enquanto ele estava remexendo no armário, procurando por Molho de Tabasco, Jeremiah 179


estendeu a mão para outro high five. Eu bati em sua mão silenciosamente e sorrimos um para o outro. Jeremiah e eu éramos uma boa equipe, sempre tínhamos sido. Nós comemos nossos cheeseburgers em silêncio. Assim que terminamos, eu disse: "Como você quer fazer isso, Conrad? " "Vendo como eu não quero fazer isso de jeito nenhum, eu vou deixar você decidir", ele disse. Ele tinha mostarda em seu lábio inferior. "Ok, então." Eu estava preparada para isso. "Você vai ler. Eu vou trabalhar nos cartões de anotações psicológicos. Jeremiah vai destacar ". "Jere não sabe como destacar," Conrad zombou. "Hey!" Disse Jeremias. Depois, virando-se para mim, ele disse, "Ele está certo. Eu sou péssimo em destacar. Eu só acabo destacando toda a página. Eu vou fazer os cartões e você destaca, Bells ". Eu rasguei um maço de cartões de índice e entreguei a Jeremiah. Incrivelmente suficiente, Conrad escutou. Ele puxou seu livro de psicologia para fora da pilha de livros e começou a ler. Sentado à mesa, estudando com a testa enrugada, ele parecia o velho Conrad. A pessoa que se preocupava com coisas como exames e camisas passadas e ser pontual. A ironia de tudo isso era que Jeremiah nunca foi muito de estudar. Ele odiava estudar, ele odiava aulas. Aprender era, sempre foi, coisa de Conrad. Desde o início, ele era o único com o conjunto de química, pensando em experimentos para nós fazermos como seus assistentes. Lembro de quando ele descobriu a palavra "absurdo", e saiu por aí dizendo isso o tempo todo. "Isso é um absurdo", ele dizia. Ou "tolo", seu insulto favorito, ele dizia muito também. No verão que ele tinha dez anos, ele tentou descobrir seu caminho através da Enciclopédia Britânica. Quando viemos de volta no próximo verão, ele estava no Q. Eu percebi que de repente, eu sentia falta dele. Todo esse tempo. Quando você tem que esconder isso, lá estava. Sempre tinha sido. E mesmo que ele estivesse sentado um pé de distância, eu sentia falta dele mais do que nunca. Debaixo de meus cílios eu o assisti, e pensei, volte. Seja o você que eu amo e lembro.

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Capítulo Trinta e Nove Terminamos com a psicologia e Conrad estava trabalhando em seu trabalho de Inglês com seus fones de ouvido quando meu telefone tocou. Era Taylor. Eu não tinha certeza se ela estava ligando para pedir desculpas ou para exigir que eu levasse suas coisas de volta imediatamente. Talvez uma mistura de ambos. Eu desliguei meu celular. Com todo o drama da casa, eu não tinha pensado sobre a nossa briga uma vez. Eu só estaria de volta para a casa de verão por uns dias, e como sempre, eu já tinha esquecido Taylor e tudo de casa. O que importava para mim era aqui. Tinha sido sempre assim. Mas essas coisas que ela disse, eles feriram. Talvez fosse verdade. Mas eu não sei se eu poderia perdoá-la por dizê-las. Estava escurecendo quando Jeremiah se inclinou e disse em voz baixa: "Você sabe, se você quiser, você pode sair esta noite. Você poderia simplesmente pegar meu carro. Eu poderia buscá-lo amanhã, depois que Conrad terminar com seus exames. Poderíamos sair ou alguma coisa. " "Ah, eu não vou embora ainda. Eu quero ir com vocês amanhã. " "Você tem certeza?" "Claro, eu tenho certeza. Você não quer que eu vá com vocês?" Ele estava começando a machucar meus sentimentos, a maneira como ele estava agindo como se eu estivesse me impondo, como se não fossemos uma família. "Sim, claro que sim." Ele fez uma pausa como se ele fosse dizer outra coisa. Eu o cutuquei com meu marcador. "Você está com medo de ficar em apuros com Mara?" Eu estava apenas na metade provocação. Eu ainda não tinha certeza por que importava, mas importava. Supostamente éramos próximos. Ou pelo menos, costumavamos ser. Eu deveria saber se ele tinha uma namorada ou não. E a quanto tempo eles 181


tinham "terminado", de qualquer maneira? Ela não estado no funeral, ou pelo menos acho que não. Não era como se Jeremiah tivesse andando ao redor apresentando-a as pessoas. Que tipo de namorada não vai ao funeral da mãe do namorado? Até mesmo a ex de Conrad tinha ido. Jeremiah olhou para Conrad e baixou a voz. "Eu disse a você, Mara e eu terminamos. " Quando eu não disse nada, ele disse: "Vai, Belly. Não fique brava. " "Eu não posso acreditar que você não me contou sobre ela", eu disse, destacando todo um parágrafo. Eu não olhei para ele. "Eu não posso acreditar que você manteve isso em segredo." "Não havia nada para dizer, eu juro." "Ha!", Eu disse. Mas eu me senti melhor. Eu dei uma espiada em Jeremiah, e ele olhou para mim com os olhos ansiosos. "Tudo bem?" "Tudo bem. Isso não me afeta de uma maneira ou de outra. Eu apenas pensei que você teria me dito uma coisa como essa. " Ele relaxou em seu assento. "Nós não estávamos tão sério assim, confie em mim. Ela era apenas uma menina. Não foi assim como foi com Conrad e-" Eu encarei, e ele parou de falar com culpa. Não era como Conrad e Aubrey. Ele a amava. Em um tempo, ele tinha sido louco por ela. Ele nunca tinha sido assim comigo. Nunca. Mas eu o amei. Eu o amava por mais tempo e mais verdadeiramente do que eu tinha amado alguém em toda a minha vida e eu provavelmente nunca amaria qualquer um dessa forma novamente. Que, para ser honesta, era quase um alívio.

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Capítulo Quarenta 6 de julho Quando acordei na manhã seguinte, a primeira coisa que fiz foi ir para a minha janela. Quem sabia quantas vezes mais eu iria ver essa paisagem? Estávamos todos crescendo. Eu iria estar na faculdade em breve. Mas a coisa boa, a coisa reconfortante, era saber que a casa ainda estaria aqui. A casa não estava indo embora. Olhando pela janela, era impossível ver onde o céu terminava e começava o oceano. Eu tinha esquecido como as manhãs de nevoeiro poderiam ser aqui. Fiquei ali e tentei me satisfazer, tentei fazer a última memória. Então eu corri para os quartos de Jeremiah e Conrad, batendo nas portas. "Acordem! Vamos levar este show para estrada!" Eu gritei, começando a andar pelo corredor. Eu desci as escadas para pegar um copo de suco, e Conrad estava sentado na mesa da cozinha, onde estava quando eu fui dormir 4 horas da manhã. Ele já estava vestido e fazendo anotações em um caderno. Eu comecei a voltar para fora da cozinha, mas ele olhou para cima. "Pijama legal", ele disse. Eu corei. Eu ainda estava estúpido pijama de Taylor. Carrancuda, eu disse, "Estamos saindo em 20 minutos, então esteja pronto. " Enquanto estava subindo, eu ouvi Conrad dizer: "Eu já estou." Se ele disse que estava pronto, estava pronto. Ele iria passar nesses exames. Ele iria provavelmente detonar. Conrad não falha em nada que ele se concentre. Uma hora depois, estávamos quase no nosso caminho. Eu estava fechando a porta de vidro deslizante na varanda quando ouvi Conrad dizer: "Deveríamos?"

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Eu me virei, comecei a dizer: "Deveríamos o que?" Quando Jeremiah saiu do nada. "É. Pelos velhos tempos ", disse Jeremiah. Uh-oh. "De jeito nenhum", eu disse. "DE JEITO NENHUM!" A próxima coisa que eu soube foi que Jeremiah estava agarrando as minhas pernas e Conrad os meus braços e, juntos, estavam me balançando para frente e para trás. Jeremiah gritou, "Belly Flop" e me atirou no ar, e eu cai na piscina, eu pensei, Bem, aí, eles estão finalmente unidos em algo. Quando voltei a superficie, eu gritei "Babacas!", isso só me fez rir mais. Eu tive que voltar para dentro e tirar minhas roupas molhadas, as roupas que eu usei no primeiro dia. Eu mudei para um vestido de Taylor e suas sandálias plataforma. Enquanto torcia o meu cabelo com uma toalha de mão, era difícil de ficar brava. Eu até sorri para mim mesma. Possivelmente o último Belly Flop da minha vida, e Steven não estava lá para participar. Foi idéia de Jeremiah dirigir o carro, assim Conrad poderia continuar estudando no caminho. Conrad nem sequer tentou pegar o banco da frente, ele apenas foi direto para o fundo e começou a folhear seus cartões de nota. Previsivelmente, eu chorei quando fomos embora. Eu estava feliz de estar na frente e usando óculos de sol, assim os meninos não poderiam me provacar sobre isso. Mas eu amava aquela casa, e eu odiava a dizer adeus. Porque, era mais do que apenas uma casa. Era cada verão, a cada passeio de barco, cada pôr do sol. Era Susannah. Nós dirigimos em silêncio por um tempo, e depois que Britney Spears entrou no rádio, e eu aumentei. É necessário dizer que Conrad odiava Britney Spears, mas eu não me importava. Eu comecei a cantar junto, e Jeremiah também o fez. "Oh baby baby, I shouldn’t have let you go," eu cantava, dançando em direção ao painel. “Show me how you want it to be,” Jeremiah cantou de segunda voz, balançando seus ombros. Quando a música mudou, era Justin Timberlake, e Jeremiah fez um incrível Justin Timberlake. Ele era tão autoconsciente e fácil sobre quem ele era. Ele me fez querer ser assim também.

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Ele cantou para mim "And tell me how they got that pretty little face on that pretty littleframe, girl.” Eu coloquei minha mão no meu coração e desmaiei por ele, como uma groupie. “Fast fast slow, whichever way you wanna run, girl.” Apoiei-lo no coro. “This just can’t be summer love ...” Do banco de trás, Conrad rosnou: "Vocês podem, por favor, abaixar o som? Estou tentando estudar aqui, lembra? " Eu me virei e disse: "Oh, desculpe. Está incomodando? " Ele me olhou com os olhos semicerrados. Sem dizer uma palavra, Jeremiah abaixou a música. Nós dirigimos por outra hora ou mais e então ele disse: "Você precisa de fazer xixi ou qualquer coisa? Eu vou parar na próxima parada para abastecer. " Eu balancei a cabeça. "Não, mas eu estou com sede." Entramos no estacionamento do posto de gasolina, e enquanto Jeremiah enchia o carro e Conrad cochilava, eu corri para a loja de conveniência. Eu peguei para mim e Jeremiah uns Slurpees, metade de Coca-Cola e meia cereja, uma combinação que eu tinha perfeiçoado ao longo dos anos. Quando voltei para o carro, e entreguei seu Slurpee. Todo seu rosto se iluminou. "Ah, obrigada, Bells. Que sabor você me trouxe? " "Beba e veja." Ele tomou um longo gole e acenou em agradecimento. "Metade Coca-Cola, meia cereja, sua especialidade. Legal. " "Ei, lembra daquela vez-", eu comecei a dizer. "Sim", disse ele. "Meu pai ainda não quer que ninguém toque no seu liquidificador". Eu coloquei meus pés em cima do painel e recostei no banco, tomando meu Slurpee. Pensei para mim, a felicidade é um Slurpee e canudos rosas. Do fundo, Conrad disse, irritado: "Onde está o meu?" "Eu pensei que você ainda estava dormindo", eu disse. "E você tem que beber um Slurpee do jeito certo ou ele vai derreter, então... Eu não vi o porque comprar. " Conrad olhou para mim. "Bem, pelo menos me dê um gole."

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"Mas você odeia Slurpees." O que era verdade. Conrad não gostava de bebidas açucaradas, ele nunca gostou. "Eu não me importo. Estou com sede. " Entreguei a minha lata e me virei e o vi beber. Eu estava esperando que ele fizesse uma careta ou algo assim, mas ele apenas bebeu e a entregou de volta. E então ele disse: "Eu pensei que sua especialidade fosse o cacau." Eu olhei para ele. Será que ele realmente disse isso? Será que ele se lembra? A maneira como ele olhou para mim, uma sobrancelha levantada, eu sabia que ele se lembrava. E desta vez, eu era a única a olhar para longe. Porque eu me lembrava. Lembrava de tudo.

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Capítulo Quarenta eUm Quando Conrad saiu para fazer seu exame, Jeremiah e eu compramos sanduíches de pão trigo integral de peru e abacate e comemos no gramado. Eu terminei o meu primeiro, eu estava com muita fome. Quando ele terminou, Jeremiah enrolou a folha de aluminio e jogou na lixeira. Ele sentou ao meu lado na grama. Do nada, ele disse para mim: "Por que você não veio me ver depois que a minha mãe morreu?" Eu falei: "Eu f-f-fui, eu fui para o funeral." Jeremiah estava olhando firme para mim, sem piscar. "Isso não é o que eu quero dizer." "Eu-eu não acho que você iria me querer lá ainda." "Não, foi porque você não queria estar lá. Eu queria você lá. " Ele estava certo. Eu não queria estar lá. Eu não queria estar perto da casa dela. Pensar nela fez meu coração doer, era demais. Mas o pensamento de Jeremiah esperando que eu ligasse para ele, precisando de alguém para conversar, isso doeu muito. "Você está certo," eu disse a ele. "Eu deveria ter ido." Jeremiah tinha estado lá por Conrad, por Susannah. Para mim. E que tinha estado lá por ele? Ninguém. Eu queria que ele soubesse que eu estava aqui agora. Ele olhou para o céu. "É difícil, sabe? Porque eu quero falar sobre ela. Mas Conrad não quer, e eu não posso falar com o meu pai, e você não estava lá. Nós todos a amamos, e ninguém pode falar sobre ela. " "O que você quer dizer?"

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Ele inclinou a cabeça para trás, pensando. "Que eu sinto falta dela. Eu realmente sinto falta dela. Ela se foi há apenas dois meses, mas parece mais tempo. E também parece que apenas aconteceu, tipo ontem." Eu balancei a cabeça. Era exatamente como isso parecia. "Você acha que ela ficaria feliz?" Ele quis dizer satisfeito com Conrad, a maneira que nós o ajudamos. "Sim". "Eu também." Jeremiah hesitou. "E agora?" "O que você quer dizer?" "Quer dizer, você vai voltar este verão?" "Bem, com certeza. Quando minha mãe vier, eu venho também. " Ele acenou com a cabeça. "Ótimo. Porque meu pai estava errado, você sabe. A casa é sua também. E de Laure, e Steve. É de todos nós. " De repente, fiquei impressionada com a estranha sensação, de querer, de necessitar, de chegar e tocar seu rosto com as costas da minha mão. Então ele saberia, então ele saberia exatamente o quanto essas palavras significavam para mim. Porque às vezes as palavras eram lamentavelmente inadequadas, e eu sabia disso, mas eu tinha que tentar de qualquer maneira. Eu disse a ele: "Obrigada. Isso significa- muito. " Ele deu de ombros. "É apenas a verdade." Os vimos vindo de longe, andando rápido. Nós levantamos e o esperamos. Jeremiah disse: "Parece uma boa notícia para você? Parece uma boa notícia para mim. " Parecia para mim, também. Conrad caminhou até nós, com os olhos brilhando. "Eu detonei", disse ele, triunfante. Primeira vez que o vi sorrir, realmente sorrir -alegre, despreocupado- desde que Susannah morreu. Ele e Jeremiah fizem high fived tão duro que a batida soou no ar. E, em seguida, Conrad sorriu para mim, e girou em torno de mim tão rápido que quase tropeçei. Eu estava rindo. "Viu? Viu? Eu te disse! " Conrad me pegou e me jogou por cima do ombro como se eu não pesasse nada, do jeito que ele fez outra noite. Eu ri enquanto ele corria,

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revezando entre esquerda e direita, como se estivesse em um campo de futebol. "Me coloca no chão!" Eu gritei, puxando a barra do meu vestido. Ele fez. Ele me pôs no chão suavemente. "Obrigado", ele disse, sua mão ainda no minha cintura. "Por vir." Antes que eu pudesse dizer de nada, Jeremiah se aproximou e disse: "Você ainda tem um sobrando, Con." Sua voz era tensa, e eu ajeitei meu vestido. Conrad olhou para o relógio. "Você está certo. Eu vou de cabeça para o departamento de psicologia. Este será rápido. Eu encontro vocês em uma hora ou algo assim. " Ao observá-lo ir, um milhão de perguntas passaram pela minha cabeça. Eu me senti tonta, e nãoapenas por ser girada ao redor no ar. Abruptamente, Jeremiah disse: "Eu vou encontrar um banheiro. Te encontro no carro. " Pescou as chaves do bolso e as jogou para mim. "Você quer que eu espere?" Eu perguntei, mas ele já estava indo. Ele não se virou. "Não, vá em frente." Em vez de ir direto para o carro, eu parei na loja do estudante. Comprei um refrigerante e um moletom que dizia Brown em letras maiúsculas. Mesmo que não estivesse com frio, eu o coloquei. Jeremiah e eu sentamos no carro, ouvindo o rádio. Estava começando a ficar escuro. As janelas estavam abaixadas e eu podia ouvir um pássaro cantando em algum lugar lá fora. Conrad iria terminar sua última prova em breve. "Moletom legal, a propósito", disse Jeremiah. "Obrigada. Eu sempre quis um de Brown. " Jeremiah assentiu. "Eu me lembro". Eu toquei meu colar, torcendo-o em volta do meu dedo mindinho. "Eu me pergunto..." Eu deixei minha sentença, esperando que Jeremiah me estimulasse, me perguntasse sobre o que eu me perguntar. Mas ele não o fez. Ele não me perguntou nada. Ele ficou em silêncio. Suspirando, olhei pela janela e perguntou: "Ele já falou sobre mim? Quer dizer, ele já disse alguma coisa? " "Não faça isso", ele retrucou. 189


"Fazer o quê?" Eu me virei para ele, confusa. "Não me pergunte isso. Não me pergunte sobre ele." Jeremiah falou em uma dura, baixa voz, um tom que ele nunca tinha usado comigo e eu não lembro dele usando com ninguém. Um músculo em sua mandíbula se contraiu furiosamente. Eu recuei e afundei em meu lugar. Eu senti como se ele tivesse me dado um tapa. "Qual é o seu problema?" Ele começou a dizer alguma coisa, talvez um pedido de desculpas e talvez não, então ele parou, inclinou-se e me puxou para ele - tipo pela força gravitacional. Ele me beijou, forte, e sua pele estava áspera contra minha bochecha. Meu primeiro pensamento foi, eu acho que ele não teve tempo de fazer a barba de manhã, e então eu estava o beijando de volta, enrolando meus dedos por seu cabelo macio amarelo e com meus olhos fechados. Ele beijou como se estivesse se afogando e eu era o ar. Era apaixonado, desesperado e como nada que eu tivesse experimentado antes. Isso era o que as pessoas queriam dizer quando diziam que a terra parou de girar. Parecia que o mundo do lado de fora do carro, naquele momento, não existia. Era apenas nós. Quando ele se afastou, suas pupilas eram enormes e sem foco. Ele piscou, e em seguida, limpou a garganta. "Belly," ele disse, e sua voz era nebulosa. Ele não disse nada, só o meu nome. "Você ainda-" Se importa. Pensa em mim. Me quer. Grosseiramente, ele disse: "Sim. Sim, eu ainda. ". E então nós estávamos nos beijando novamente. Ele deve ter feito algum barulho, porque nós dois olhamos para cima ao mesmo tempo. Nós saltamos para longe. Lá estava Conrad, olhando bem para nós. Ele tinha parado perto do carro. Seu rosto estava branco. Ele disse: "Não, não pare. Eu sou quem está interrompendo. " Ele se virou bruscamente e começou a andar. Jeremiah e eu nos olhamos em um silêncio horroroso. E então minha mão estava na maçaneta da porta e eu estava de pé. Eu não olhei para trás. Eu corri atrás dele e chamei seu nome, mas Conrad não se virou. Eu agarrei o seu braço e ele finalmente olhou para mim, e havia tanto

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ódio em seus olhos que eu estremeci. Mesmo que, em algum nível, não era isso que eu queria? Fazer o seu coração doer do mesmo jeito que ele fez o meu? Ou talvez, fazê-lo sentir algo por mim além de pena ou ndiferença. Fazê-lo sentir alguma coisa, qualquer coisa. "Então você gosta de Jeremiah agora?" Ele queria soar sarcástico, cruel, e ele realmente soou, mas ele também parecia aflito. Como se ele se preocupasse com a resposta. O que me fez sentir feliz. E triste. Eu disse, "Eu não sei. Isso importa para você, se eu gostar? " Ele olhou para mim, e então ele se inclinou para frente e tocou o colar em volta do meu pescoço. O que eu tinha sido escondido sob a camisa durante todo o dia. "Se você gosta de Jeremiah, por que está usando meu colar?" Molhei meus lábios. "Achei quando estávamos arrumando seu quarto no dormitório. Não significa nada. " "Você sabe o que significa." Eu balancei a cabeça. "Eu não sei." Mas é claro que eu sabia. Me lembrei de quando ele explicou o conceito de infinito para mim. Imensurável, esticando um momento para o outro. Ele me comprou o colar. Ele sabia o que isso significava. "Então devolva." Ele estendeu a mão, e eu vi que ele estava tremendo. "Não", eu disse. "Não é seu. Eu nunca dei a você. Você simplesmente pegou. " Foi quando eu finalmente entendi. Eu finalmente entendi. Não era o pensamento que contava. Era a execução real que importava, o aparecer para alguém. A intenção por trás disso não era suficiente. Não para mim. Não mais. Não era o suficiente para saber que no fundo, ele me amava. Você tinha que realmente dizer isso para alguém, mostrar que você se importava. E ele só não fez. Não é suficiente. Eu podia sentir ele me esperando discutir, protestar, pleitear. Mas eu não fiz nada dessas coisas. Lutei pelo que pareceu a eternidade, tentando desfazer o fecho do colar em volta do meu pescoço. Que não foi

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nenhuma surpresa, considerando o fato das minhas mãos tremerem muito. Eu finalmente consegui soltar e entreguei para ele. Surpresa registrou sobre o seu rosto por um segundo, e então, como sempre, ele se fechou novamente. Talvez eu tenha imaginado. Que ele se importava. Ele enfiou o colar no bolso. "Então vá embora", ele disse. Quando não me mexi, ele disse, bruscamente, "Vá!" Eu era uma árvore, enraizada no local. Meus pés estavam congelados. "Vá para a Jeremiah. Ele é o único que quer você, " Conrad disse. "Eu não. Eu nunca quis. E então eu estava tropeçando, fugindo.

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Capítulo Quarenta e Dois Eu não voltei para o carro imediatamente. Tudo que eu tinha diante de mim eram escolhas impossíveis. Como eu poderia enfrentar Jeremiah depois do que aconteceu? Depois de nos beijamos, depois de eu ir correndo atrás de Conrad? Minha mente estava girando em um milhão de direções diferentes. Eu continuei tocando meus lábios. Então eu toquei minha clavícula, onde o colar costumava estar. Andei em torno do campus, mas depois de um tempo, eu voltei para o carro. Que escolha eu tinha? Eu simplesmente não poderia ir embora sem contar a ninguém. E não era como se eu tivesse um outro jeito de ir para casa. Imaginei que Conrad estivesse pensando a mesma coisa, porque quando eu voltei para o carro, ele já estava lá, sentado no banco de trás com a janela aberta. Jeremiah estava sentado no capô do carro. "Oi", ele disse. "Hey". Hesitei, sem saber o que era viria depois. Por uma vez, a nossa conexão ESP falhou, porque eu não tinha idéia do que ele estava pensando. Seu rosto estava ilegível. Ele deslizou para fora do carro. "Pronta para ir para casa?" Eu balancei a cabeça, e ele me jogou as chaves. "Você dirige", ele disse. No carro, Conrad me ignorou completamente. Eu não existia para ele mais, e apesar de tudo o que eu disse, isso me fez querer morrer. Eu nunca deveria ter vindo. Nós não estávamos falando um com o outro. Eu tinha perdido os dois. O que Susannah diria se ela visse a bagunça que estamos agora? Ela teria ficado tão desapontada comigo. Eu não tinha ajudado de jeito nenhum. Eu só piorei as coisas. Justamente quando pensamos que tudo ia ficar bem, tudo desmoronou. Eu estava dirigindo pelo o que parecia ser para sempre

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quando começou a chover. Isto começou com pequenas gordas gotas e então ele começou a chover muito, em gotas duras. "Você pode ver?" Jeremiah me perguntou. "Sim", eu menti. Eu mal podia ver dois pés á frente de mim. Os limpadores de pára-brisa estavam balançando para frente e para trás, furioso. O tráfego estava se arrastando, e então diminuiu, quase parando. Havia luzes da polícia no caminho à frente. "Deve ter havido um acidente," Jeremiah disse. Nós estávamos sentados no trânsito por mais de uma hora quando começou a chover granizo. Olhei para Conrad pelo retrovisor, mas seu rosto estava impassível. Ele poderia muito bem ter estado em outro lugar. "Devemos encostar?" "Sim. Saia na próxima saída e vamos ver se podemos encontrar um posto de gasolina," Jeremiah disse, olhando para o relógio. Era 10:30. A chuva não desistiu. Sentamos no estacionamento do posto de gasolina pelo o que parecia ser para sempre. A chuva estava forte, mas estavamos tão quietos que quando o meu estômago roncou, eu tinha certeza que ambos ouviram. Tossi para encobrir o barulho. Jeremiah saltou do carro e correu para dentro do posto de gasolina. Quando ele correu de volta, seu cabelo estava molhado e emaranhado. Ele me jogou um pacote de manteiga de amendoim e biscoitos de queijo sem olhar para mim. "Há um motel poucas milhas para baixo", disse, enxugando a testa com a parte de trás de seu braço. "Vamos esperar", disse Conrad. Foi a primeira vez que ele tinha falado desde que partimos. "Cara, a estrada está praticamente fechada. Não há nenhum ponto. Eu digo para que ficamos só algumas horas e saimos de manhã. " Conrad não disse nada. Eu não disse nada, porque eu estava muito ocupada comendo os biscoitos. Eram de um brilhante laranja e salgado e duros, e eu os enfiei em minha boca, um após outro. Eu nem sequer ofereci um a qualquer um deles.

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"Belly, o que você quer fazer?" Jeremiah disse muito educadamente, como se eu fosse sua prima de fora da cidade. Como se sua boca não estivesse na minha algumas horas atrás. Eu engoli o meu biscoito. "Eu não me importo. Façam o que quiser. " No momento em que chegamos ao motel, era meia-noite. Eu fui para o banheiro para ligar para minha mãe. Eu disse a ela o que tinha acontecido e na hora, ela disse: "Eu estou indo te pegar." Cada parte de mim quis dizer Sim, por favor, vem agora, mas ela soava tão cansada, e já havia feito tanto. Então, ao invés disso eu disse: "Não, está tudo bem, mãe. " "Tudo bem, Belly. Não é tão longe. " "Está tudo bem, de verdade. Vamos sair amanhã de manhã. " Ela bocejou. "O motel é em uma área segura?" "Sim." Mesmo que eu não soubesse exatamente onde estávamos ou se era uma área segura. Mas parecia seguro o suficiente. "Basta ir dormir e acordar amanha. Me ligue quando estiver na estrada. " Depois que desliguei o telefone eu me inclinei contra a parede por um minuto. Como é que eu acabei aqui? Eu troquei para o pijama de Taylor e coloquei meu moletom novo por cima. Eu tomei meu tempo escovando os dentes e tirando minhas lentes de contato. Eu não me importava de que os meninos poderiam estar esperando para usar o banheiro. Eu só queria um tempo sozinha, longe deles. Quando eu voltei para fora, Jeremiah e Conrad estavam no chão, em lados opostos da cama. Cada um deles tinha um travesseiro e um cobertor. "Vocês deveriam ficar com a cama," eu disse, embora eu apenas estivesse parcialmente falando sério. "Há dois de você. Eu vou dormir no chão. " Conrad estava ocupado me ignorando, mas Jeremiah disse: "Não, você pode ficar. Você é a menina. " Em circunstâncias normais, eu teria argumentado com ele apenas para o princípio disso-o que eu ser uma garota tem a ver com o fato ou

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não de eu dormir no chão? Eu era uma menina, não uma inválida. Mas eu não queria discutir. Eu estava muito cansada. E eu queria a cama. Me arrastei para cima da cama e fiquei embaixo as cobertas. Jeremiah ligou o alarme em seu celular e desligou as luzes. Ninguém disse boa noite ou sugeriu de ver se há algo de bom na TV. Tentei dormir, mas não consegui. Eu tentei lembrar a última vez que nós três tinhamos dormido no mesmo quarto. Eu não poderia a princípio, mas depois eu lembrei. Nós tínhamos uma tenda na praia e eu implorei e implorei para ser incluída e finalmente, minha mãe os fez me deixar entrar. Eu, Steven, Jeremiah e Conrad. Jogamos Uno por horas e Steven fez high fived comigo quando ganhei duas vezes em seguida. De repente, eu senti falta do meu irmão mais velho tanto que eu queria chorar. Parte de mim pensou que, se Steven tivesse estado lá, as coisas não teriam chegado a isso. Talvez nada disso teria acontecido, porque eu ainda estaria correndo atrás dos meninos, em vez de estar no meio. Mas agora tudo mudou e nunca poderia voltar para a forma como costumava ser. Eu estava deitada na cama pensando sobre tudo isso quando ouvi o ronco de Jeremiah, que realmente me incomodou. Ele sempre foi capaz de adormecer no momento em que sua cabeça tocasse o travesseiro. Acho que ele não estava perdendo o sono por causa do que tinha acontecido. Eu acho que eu não deveria. Eu virei para o outro lado, de costas para Jeremiah. E então eu ouvi Conrad dizer, calmamente: "Antes, quando eu disse que nunca quis você. Eu não quis dizer isso. " Minha respiração ficou presa. Eu não sabia o que dizer ou se até mesmo deveria dizer algo. Tudo o que eu sabia era que isso era pelo o que eu estava esperando. Neste exato momento. Exatamente isso. Eu abri minha boca para falar, e então ele disse de novo. "Eu não quis dizer isso." Prendi a respiração, esperando para ouvir o que ele diria a seguir. Tudo o que ele disse foi: "Boa noite, Belly".

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Depois disso, é claro que eu não conseguia dormir. Minha cabeça estava muito cheia de coisas para pensar. O que ele quis dizer? Que ele queria estar, tipo, juntos? Eu e ele, de verdade? Ele era o que eu quis a minha vida toda, mas então lá estava o rosto de Jeremiah no carro, aberto e precisando de mim. Naquele momento, eu queria e precisava dele também, mais do que eu já tinha feito. Tinha sempre sido assim? Mas depois de hoje, eu nem mesmo sabia se ele me queria mais. Talvez fosse tarde demais. Então lá estava Conrad. Eu não quis dizer isso. Fechei os olhos e o ouvi dizer essas palavras novamente e novamente. Sua voz, viajando por todo o escuro, me assombrando e me emocionando. Então, eu estava lá quase sem respirar, passando por cima de cada palavra. Os meninos estavam dormindo e cada parte de mim estava totalmente acordada e viva. Era como um sonho realmente incrível, e eu estava com medo de cair no sono, porque quando eu acordasse, isso teria acabado.

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Capítulo Quarenta e Três 7 de julho Eu acordei antes do alarme de Jeremiah tocar. Tomei um banho, escovei os dentes, coloquei as mesmas roupas do dia anterior. Quando eu saí, Jeremiah estava no telefone e Conrad estava dobrando seu cobertor. Esperei que ele olhasse para mim. Se ele apenas me olhasse, sorrisse, dizer alguma coisa, eu saberia o que fazer. Mas Conrad não olhou para cima. Ele colocou os cobertores de volta no armário e depois ele colocou seus tênis. Ele desfez os laços e puxou-os mais apertado. Fiquei esperando, mas ele não olhou para mim. "Hey," eu disse. Ele finalmente levantou a cabeça. "Hey," ele disse. "Um amigo meu está vindo me pegar." "Por quê?" Eu perguntei. "É mais fácil dessa maneira. Ele vai me levar de volta para Cousins para que eu possa pegar o meu carro, e J pode te levar para casa. " "Oh," eu disse. Fiquei tão surpresa, levou um momento para o desapontamento, a absoluta descrença, para se cadastrar. Ficamos ali, olhando um para o outro, sem dizer nada. Mas era o tipo de nada que significava tudo. Em seus olhos, não havia nenhum vestígio do que tinha acontecido entre nós antes, e eu podia sentir algo dentro de mim quebrar. Então era isso. Estávamos finalmente, finalmente acabados. Eu olhei para ele, e eu me senti tão triste, porque este pensamento me ocorreu: Eu nunca vou olhar para você da mesma forma novamente. Eu nunca vou ser aquela garota novamente. A menina que

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vem correndo de volta toda vez que você afastá-la, a menina que ama você de qualquer maneira. Eu não poderia mesmo estar brava com ele, porque era quem ele era. Isso era o que ele tinha sempre sido. Ele nunca mentiu sobre isso. Ele deu e depois tirou. Eu senti na boca do meu estômago, a dor familiar, aquela perda, o sentimento de arrependimento que só ele podia me dar. Eu nunca quis sentir isso de novo. Nunca, nunca. Talvez por isso eu vim, para que eu pudesse realmente saber. Então, eu poderia dizer adeus. Eu olhei para ele, e pensei, se eu fosse muito corajosa ou muito honesta, eu lhe diria. Eu diria que, de modo que ele soubesse e eu soubesse, e eu nunca poderia voltar atrás. Mas eu não era tão corajosa ou honesta, então tudo que eu fiz foi olhar para ele. E eu acho que ele sabia de qualquer maneira. Eu libero você. Eu o despejo do meu coração. Porque se eu não fizer isso agora, eu nunca vou. Eu fui a primeira a desviar o olhar. Jeremiah desligou o telefone e perguntou Conrad, "Dan está vindo?" "Sim. Eu vou ficar aqui e esperar por ele. " Jeremiah olhou para mim então. "O que você quer fazer?" "Eu quero ir com você", eu disse. Peguei minha bolsa e os sapatos de Taylor. Ele se levantou e pegou a minha bolsa do meu ombro. "Então vamos." Para Conrad, ele disse: "Vejo você em casa." Eu me perguntava o que ele queria dizer casa, a casa de verão ou sua casa. Mas eu acho que realmente não importava. "Tchau, Conrad," eu disse. Eu saí pela porta com os sapatos de Taylor na minha mão e eu não me preocupei em colocá-los. Eu não olhei para trás. E bem ali, eu senti, o brilho, a satisfação de ser quem saiu primeiro. Enquanto andávamos pelo estacionamento, Jeremiah disse: "Talvez você devesse colocar o seu sapatos. Você pode cortar seu pé em alguma coisa." Eu dei de ombros. "São os sapatos de Taylor," eu disse, como se isso fizesse sentido. Acrescentei, "Eles são muito pequenos." Ele perguntou: "Você quer dirigir?"

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Eu pensei sobre isso e então eu disse: "Não, está tudo bem. Você dirige. " "Mas você gosta de dirigir meu carro", ele disse, dando a volta para o lado do passageiro e abrindo minha porta primeiro. "Eu sei. Mas hoje eu me sinto como se estivesse com uma espingarda. " "Você quer comer o café da manhã primeiro?" "Não", eu disse. "Eu só quero ir para casa." Logo estávamos na estrada. Abri toda a janela. Eu enfiei a cabeça para fora e deix o meu cabelo voar para qualquer lugar. Steven me disse uma vez que os erros e coisas pegavam no cabelo das meninas quando passeavam com ele pendurado para fora da janela. Mas eu não me importava. Eu gostei da forma como me sentia. O sentia livre. Jeremiah olhou para mim e disse, "Você me faz lembrar do nosso velho cão, Boogie. Ele adorava andar por aí com a cabeça para fora da janela. " Ele ainda estava usando sua voz educada. Distante. Eu disse, "Você não disse nada. Sobre antes." Eu olhei para ele. Eu poderia ouvir o meu coração batendo em meus ouvidos. "O que tem a dizer?" "Eu não sei. Muito ", eu disse. "Belly-", ele começou. Então ele parou e soltou um suspiro, balançando a cabeça. "O quê? O que você vai dizer? " "Nada", disse ele. Então eu atravessei e peguei sua mão, entrelaçando nossos dedos. Parecia como se fosse a coisa mais certa que eu tinha feito há muito tempo. Eu me preocupei que ele fosse sair, mas ele não o fez. Demos as mãos todo o resto do caminho para casa.

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Alguns Anos Depois Quando eu costumava imaginar o para sempre, era sempre com o mesmo menino. Em meus sonhos, meu futuro estava definido. Uma coisa certa. Esta não era a maneira que eu imaginei. Eu, em um vestido branco na chuva, correndo para o carro. Ele, correndo na minha frente e abrindo a porta do passageiro. "Você tem certeza?" Ele me pergunta. "Não", eu digo, entrando no carro. O futuro é incerto. Mas ainda é meu.

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Esta obra foi formatada pelo grupo de MV, de forma a propiciar ao leitor o acesso à obra, incentivando-o à aquisição da obra literária física ou em formato ebook. O grupo é ausente de qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. O Grupo tem como meta a formatação de ebooks achados na internet, apenas para melhor visualização em tela, ausentes qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. No intuito de preservar os direitos autorais e contratuais de autores e editoras, o grupos, sem prévio aviso e quando julgar necessário poderá cancelar o acesso e retirar o link de download do livro cuja publicação for veiculada por editoras brasileiras. O leitor e usuário ficam cientes de que o download da presente obra destina-se tão somente ao uso pessoal e privado, e que deverá abster-se da postagem ou hospedagem do mesmo em qualquer rede social, blog, sites e, bem como abster-se de tornar público ou noticiar o trabalho do grupo, sem a prévia e expressa autorização do mesmo. O leitor e usuário, ao acessar a obra disponibilizada, também responderão individualmente pela correta e lícita utilização da mesma, eximindo-se os grupos citados no começo de qualquer parceria, coautoria ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar da presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos termos do art. 184 do código penal e lei 9.610/1998.

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Summer 02 sem você não é verão  
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