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Ele pode ter renunciado a ela por lutar, mas Sawyer Vincent está muito longe de superar a perda da garota que amou a vida toda. Em vez de desistir de seu melhor amigo e da garota com quem pensou que iria passar o resto de sua vida, ele deu a Ashton e ao seu primo Beau a sua bênção. No entanto, acostumar-se a ver Ashton envolta nos braços de Beau não é fácil. Para complicar tudo ainda mais, a prima de Ashton, Lana, está na cidade durante o verão. Doce, amável e com voz suave, que penetra sob sua pele. Só o fato de estar perto dela o faz esquecer tudo sobre Ashton e seu coração partido. Lana é tudo o que eu queria que Ashton fosse, exceto que ela não é Ashton. Ela carece de confiança para se defender, confiança que Ashton carrega como uma coroa. Lana McDaniel viveu sua vida sob a sombra de sua prima. Enquanto Lana lutava com suas notas sem importar o quanto tentasse, sua mãe elogiava a inteligência de Ashton. Ela não tinha sido abençoada com o cabelo loiro e a pele perfeita de Ashton, mas isso não impedia que sua mãe lamentasse seu natural cabelo vermelho e sardas. Mas, nada disso teria importado se Ashton nunca tivesse tido Sawyer Vincent enrolado em seu dedo - o único garoto que Lana queria. Uma vez que Ashton Sawyer terminou com Sawyer, Lana tinha ficado tão certa que ele continuaria em frente. Determinada a fazer com que Sawyer finalmente a visse, Lana convenceu sua mãe a deixá-la passar o verão com Ashton. Mas Sawyer ainda está apaixonado por Ashton e Lana não será a garota rejeitada de nenhum abandonado. Não importa o quão saborosos sejam os beijos de Sawyer Vincent.

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Ashton parou em nosso galho e se sentou. Algum tempo atrás, havia precisado da minha ajuda para se impulsionar. Agora, não precisava para mais nada. Ele a havia desapontado de tantas maneiras. Eu tinha ouvido o termo „„coração partido‟‟ antes e nunca havia realmente entendido. Até agora. Sentado aqui observando, meu peito doía, literalmente. Respirar fundo tinha se tornado difícil desde o dia em que saí da igreja e a vi com Beau. Eu sabia. Eu queria que ela me dissesse isso apenas para provar que eu estava errado. Embora, no fundo, eu soubesse. Ashton não era mais minha. — Impressionante. Você fez parecer fácil — eu disse alto o suficiente para que me escutasse. Ela me enviou uma mensagem de texto para deixar-me saber que estava aqui fora. Eu vim aqui para pensar algumas horas atrás. Este é o lugar onde tudo começou. Era adequado que terminasse aqui também. A expressão de Ashton era um pouco confusa. Eu amava aquele olhar. Ela era adorável.

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— Eu já estava aqui quando você enviou a mensagem. — Eu expliquei e um pequeno sorriso tocou seus lábios. — Oh — respondeu. — A que devo a visita? — Eu tinha uma boa ideia do porquê dela vir aqui. Só queria que dissesse em voz alta. Era o momento de limparmos os ares. Levantando-me, eu me encaminhei para o galho onde ela estava sentada, não sem antes notar o público escondido na escuridão. Parecia que Beau tinha vindo também por mim. Ou talvez tivesse seguido Ashton. — Eu queria ver como você estava. Beau me disse que tinha tido uma concussão. Eu não podia deixar de rir. Tinha tido uma concussão depois de tudo. Eu joguei a pedra na minha mão através da água. — Ele disse como a consegui? — Sim — A culpa em sua voz era evidente. Ele deveria ter admitido que bateu na minha cabeça. De qualquer forma, não era culpa dele. — Eu mereci. Eu fiz merda durante toda semana — Meu peito doeu ainda mais. Ver todos tratá-la de forma tão cruel, como eu fiz me sentei e não fiz nada, a culpa iria assombrar-me por um longo tempo. — Hum — Ela parecia sem saber o que dizer em seguida. Eu tinha decepcionado-a esta semana. Tinha decepcionado a mim mesmo. O cara que tinha sido, a forma como havia reagido... Esse não era eu.

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— Eu não deveria tê-los deixado

fazerem aquelas coisas.

Honestamente deixar que Beau tirasse todas as merdas para fora de mim foi um alívio. Eu estava me punindo. Ter alguém que me machucasse fisicamente foi uma agradável liberação. — O quê? Ela ficou surpresa que me senti mal com o que eu tinha o deixado fazer. Porra, como se isso não tornasse tudo ainda mais complicado. Respirar está se tornando cada vez mais difícil. — Ash, você foi minha garota por anos. Mesmo antes disso, nós éramos amigos. Melhores amigos. Eu não deveria deixar que uma pedra no caminho deixasse eu me voltar contra você do jeito que eu fiz. Foi errado. Você pegou toda a responsabilidade por algo que não era inteiramente culpa sua. Foi culpa do Beau e também minha. — Sua? Como... — Eu sabia que Beau te amava. Tinha visto a forma como ele te olhava. Também sabia que você o amava, mais do que me amava. Vocês dois tinham um vínculo secreto que eu não compartilhava. Estava com ciúmes. Beau era meu irmão e você era a garota mais bonita que já tinha visto. Eu queria você para mim. Então te convidei para sair. Sem perguntar a Beau em primeiro lugar, como ele se sentia sobre isso. Você aceitou e magicamente, rompi o vínculo que vocês dois tinham. Nunca mais voltaram a se falar Não havia mais conversa até altas horas da noite no telhado e não tinha mais que tirá-los de problemas. Beau era meu amigo e você minha namorada. Era como se a amizade de vocês nunca tivesse existido. Eu era egoísta e ignorei a culpa até se

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desvanecer. Só às vezes em que o via te observando, com uma dolorosa e necessitada expressão, era que a culpa se revolvia em minhas vísceras. Mesclada com medo. Medo de que visse o que tinha feito e corresse para ele. Medo de te perder. — Esta é a primeira vez em que expresso a verdade em palavras. Por anos a mantive dentro de mim. Mesmo quando eu

afastei

a

minha

consciência,

me

incomodou.

Vendo

Ashton

transformar a sua personalidade e nunca dizer uma palavra para parála. Isso tudo foi culpa minha. A mão de Ashton brincou ligeiramente com meu cabelo eu queria fechar meus olhos e suspirar diante do inocente e pequeno toque. Sempre a amaria deste modo? Passaria minha vida inteira pagando por meu pecado vivendo com a dor constante em meu peito? — Também te amei. Eu queria ser boa o suficiente para você. Queria ser a garota boa que você merecia. Ouvindo-a dizer que queria ser boa o suficiente para mim, mais uma vez lembrou-me por que não tinha funcionado. Ela era perfeita desde o primeiro dia que a conheci, mas eu a deixei pensar que eu estava esperando mais. — Ash, você era perfeita do jeito que estava. Fui eu que te induzi a mudar. Eu gostei da mudança. Foi uma das muitas razões por que eu estava com medo de perder você. No fundo, sabia que um dia esse espírito livre que tinha reprimido lutaria por liberdade. Foi o que aconteceu. E o fato que aconteceu com Beau, não me surpreende nenhum pouco. — Desculpe Sawyer. Eu nunca quis te magoar. Eu fiz uma

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confusão de coisas. Você não terá que olhar para mim e Beau juntos. Estou saindo da vida de vocês. Você pode ter de volta o que perdeu. Quando Beau não veio da floresta xingando como um marinheiro, eu sabia que ele estava longe demais para ouvir. Alcancei e peguei a mão de Ashton. Eu era o único que poderia convencê-la de que ela não tinha necessidade de fazer isso. Era hora de deixá-la ir. — Ash não faça isso, ele precisa de você. Balançando a cabeça, me deu um sorriso triste. — Não, isso é o que ele quer também. Hoje, quase me ignorou. Falou apenas quando estava dizendo a todos para me deixarem em paz. Ela realmente não tinha idéia. — Não vai durar muito tempo. Nunca foi capaz de te ignorar. Nem mesmo quando ele sabia que eu estava observando. Agora, ele está lidando com muitas coisas. E está fazendo isso sozinho. Não o afaste. Descendo do galho, Ashton subiu na ponta dos pés e colocou os braços em volta do meu pescoço, eu sabia que era a última vez. — Obrigada. Sua aceitação significa o mundo para mim. Mas agora, ele precisa de você. Você é seu irmão. Eu vou ser apenas um obstáculo entre vocês enquanto lidam com seus problemas. A dor foi quase insuportável. Inclinando-me, peguei uma mecha de seu cabelo. Sempre tinha sido fascinado com a sua perfeita cor dourada desde que tínhamos cinco anos. Ela sempre tinha me lembrando de uma princesa de conto de fadas, mesmo quando pescava com anzóis com

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iscas de fígado de frango. Tinha perdido a minha princesa, mas sua lembrança valia cada escuro e doloroso lugar do meu coração — Mesmo que eu estivesse errado em tê-la apenas para mim, independentemente dos sentimentos de Beau, não posso me arrepender. Tive três maravilhosos anos contigo Ash. Essa era minha despedida. Beau estava esperando aí fora que eu me afastasse. Era seu tempo agora. Eu tinha arruinado meu tempo por completo. Deixando cair seu cabelo recuei, dando a volta para o bosque, e caminhando para o meu irmão.

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Capítulo 01

Seis meses depois...

Eu sabia que não devia ter vindo, mas eu não podia continuar evitando as festas no campo. Era hora de começar a agir como se o Beau e Ash estarem juntos não me incomodasse. — Aqui, cara, — Ethan enfiou um copo vermelho de plástico cheio de cerveja na minha mão. Fazendo uma careta, eu comecei a entregar o copo de volta para ele. — Beba. Você precisa. Infernos, eu preciso só assistir vocês três. Eu estava agradecido que ele havia falado baixo o bastante para que ninguém mais pudesse ouvi-lo. Eu conseguia sentir todo mundo me olhando de esgueira. Todos eles estavam esperando para ver como eu iria

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reagir. Passaram-se seis meses desde que eu perdi a Ash para o meu irmão. Era mais fácil vê-los juntos agora, mas, normalmente, eu mantinha minha distância. Esta era a primeira vez que eu tive que testemunhar a Ashton aconchegada entre as pernas de Beau enquanto o meu irmão tarado beijava o pescoço dela, a mão, cabeça, e tudo mais que ele conseguia chegar perto com os lábios dele enquanto ele continuava conversando com todo mundo. Ethan estava certo; eu precisava beber. Tocando o copo com meus lábios, eu inclinei minha cabeça para trás e dei um longo gole. Qualquer coisa para me distrair da sessão de amasso na minha frente seria bom. — Eu ainda não consigo acreditar que vocês dois não vão para a mesma faculdade. Eu sempre esperei ver vocês serem aceitos como um pacote. — Toby Horn quase soava como se eu tivesse escolhido me inscrever na Universidade da Florida ao invés da Universidade de Alabama, como se todo mundo estivesse esperando que eu fizesse isso. Beau e eu planejávamos partir para a Onda Rubra desde que nós tínhamos cinco anos de idade. Mas quando a Florida me ofereceu uma bolsa completa, eu havia aceitado. Eu precisava de distância. Ashton estava indo para o Alabama com o Beau e eu não conseguia lidar com isso. — Florida ofereceu a ele um trato melhor. Não posso culpá-lo por aceitar — Beau explicou. Ele entendia. Ele nunca mencionou, mas ele sabia por que eu havia aceitado ir para Florida. Beau havia sido cuidadoso por muito tempo em não enfiar o relacionamento dele com a Ashton na minha cara, mas desde a

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formatura ele havia deixado isso para trás. Cada vez que eu os via ultimamente ela estava envolta em seus braços e ele a olhava com aquela expressão ridícula de adoração que ele sempre reservara só para ela. — Alabama não consegue lidar com dois garotos Vincent. Eu preciso compartilhar o amor — eu respondi, focando o meu olhar no Toby antes de tomar outro gole da minha cerveja. — Será estranho não ter você por perto, no entanto. — Droga. Por que ela tinha que dizer algo? Ela não podia sentar lá quietinha e deixar o Beau apalpá-la? Escutar a voz da Ashton tornava impossível não encontrar o seu olhar. A inclinação triste de seus lábios fazia aquela dor familiar começar no meu peito. Apenas a Ashton conseguia me deixar assim. — Você vai sobreviver. Além disso, vocês dois quase nunca saem a tomar ar o suficiente para notar muita coisa. — Eu soei como um bundão. O recuo da Ashton por causa do meu comentário sarcástico foi apenas outro golpe contra mim. — Cuidado, Sawyer — A ameaça na voz do Beau era inconfundível. Silêncio caiu sobre o grupo. O foco de todo mundo estava em nós dois. A raiva cruzando o rosto do Beau estava apenas me irritando. Que motivo ele tinha para estar com raiva? Ele ficou com a garota. — Por que você não se acalma? Eu estava respondendo ao comentário dela. Eu não tenho permissão para falar com ela agora? Beau segurou a cintura da Ashton e a tirou de perto dele enquanto ele se levantava.

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— Você tem algum problema, Sawyer? Ashton ficou de pé, jogando seus braços ao redor do pescoço do Beau e começou a implorar para ele me ignorar. Dizendo a ele que eu não falei sério, que nós dois sabíamos que eu tinha falado. Os olhos do Beau nunca deixaram os meus enquanto ele estendeu as mãos por trás do pescoço dele para soltar o aperto da Ashton nele. Colocando o meu copo na caçamba da minha caminhonete, eu dei um passo na direção dele. Esta era uma briga que eu precisava. Segurar a minha agressão dentro de mim era tão difícil ás vezes. Ashton, no entanto, não estava aceitando. Ela agarrou os ombros do Beau e pulou, colocando as pernas dela em volta da cintura dele, se vê-la em volta dele não me irritasse tanto, eu riria da determinação dela para evitar a nossa briga. Ela esteve lidando conosco desde que nós éramos

crianças

e

ela

sabia

exatamente

como

evitar

que

nós

chegássemos às vias de fato. Jogando-se na linha de fogo era a única maneira. Divertimento iluminou os olhos do Beau enquanto o seu grunhido irritado se transformava em um sorriso satisfeito e seus olhos se moveram de mim para a Ashton. — O que você está fazendo baby? — ele perguntou em um sotaque lento que eu odiava. Ele esteve usando isso com as garotas desde que nós atingimos a puberdade. — Essa é a maneira certa de distraí-lo, Ash — Kayla Jenkins gritou do colo do Toby.

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Mais gritinhos e assobios começaram. Beau estava sorrindo para ela agora como se ela fosse a pessoa mais fascinante do mundo. Pra mim chega. Eu tinha que sair daqui. — Vamos comer alguma coisa, eu estou faminto — Ethan sugeriu e Jake North concordou. — Você dirige — Ethan gritou e subiu no assento do passageiro da minha caminhonete. Sem olhar para trás para a Ash e o Beau, eu dei a volta na minha caminhonete e subi. Se ele a carregasse até a caminhonete dele, eu iria perder as estribeiras. Ir embora era a melhor ideia.

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Jewel flertou escandalosamente com o garçom. Eu conhecia o jogo dela e aposto que ele conhecia também. O brilhante esquema de mostrar o decote e piscar os cílios enquanto dá sorrisinhos não era a ideia mais original já inventada. Por que ela não podia apenas ficar feliz com o refrigerante dela enquanto nós aguardávamos por uma mesa que estava além de mim. A viagem de dez horas que eu fiz com ela desde Alpharetta, Geórgia até o sul do Alabama foi a minha cota de tempo gasto com a minha amiga de infância e vizinha da casa ao lado. Jewel e eu tínhamos crescido e nos tornado duas pessoas completamente diferentes, mas a nossa ligação de infância evitava de alguma forma que nós nos afastássemos ainda mais. No entanto, a Jewel só podia ser aturada em doses pequenas.

— Vamos lá, Lana, mostre a ele uma visão desses peitos fabulosos que você finalmente decidiu dividir com o mundo — Jewel sussurrou enquanto seu olhar permanecia no jovem preparando bebidas para outro freguês. Balançando minha cabeça para o seu pedido ridículo, eu peguei o meu refrigerante e dei um gole. Eu estava feliz com o meu refrigerante. Se ela queria se fazer de boba na esperança de conseguir uma bebida,

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então tudo bem, mas eu não iria participar. A última coisa que eu precisava era ser pega com uma bebida alcoólica a apenas trinta minutos de distância da casa dos meus tios. Meu tio era um pastor batista e se ele descobrisse que eu estive bebendo álcool, de jeito nenhum ele me deixaria ficar com ele e sua família durante o verão. — Você é tão estraga-prazeres, Lana, — Jewel resmungou e olhou feio para a minha bebida como se ela fosse ofensiva. Eu não me importava de verdade se ela estava chateada agora. Eu apenas queria jantar e então ir para os meus tios. A visão das luzes traseiras do carro da Jewel seria um evento bem-vindo. — Eu não te entendo, Lana. Você vai e fica toda linda e finalmente decide exibir o que sua mãe... Ok talvez não o que a sua mãe porque só Deus sabe que ela não é realmente atraente... E quanto você ostentar o que a sorte tem te dado e para quê? Nada! Por isso! Você compra para si um guarda-roupa novo, sensual, lindo e finalmente faz um corte no cabelo para mostrar essa cabeça cheia de cabelo seu, mas você nunca flerta. É como se você fizesse isso por você mesmo e isso é uma burrice. Os caras te notam agora Lana. Eles viram a cabeça, mas você apenas os ignora. Este era um discurso familiar dela. A deixava louca saber que eu não me jogava para qualquer garoto que olhava na minha direção. Eu não estava prestes a dizer para ela o motivo. Esse tipo de informação iria tornar a Jewel perigosa. A boca grande dela sempre parecia trazer um mundo de problemas com ela.

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— Eu já te falei que eu não estou interessada em namorar agora. Nós acabamos de nos formar. Eu quero um verão para me preparar para a faculdade no outono, aproveitar estar longe da minha mãe louca e apenas... relaxar. Jewel suspirou e inclinou a cabeça dela para mordiscar o canudo enquanto seus olhos miravam o pobre garçom que devia estar ansioso para que nós sentássemos em uma mesa. — Você ainda pode vir comigo, sabe. Pular esse negócio de ir morar com o pastor e vir fazer festa na praia o verão inteiro. Corey adoraria que você se juntasse a nós. O apartamento do pai dela tem três quartos e uma vista matadora do oceano. Um verão saindo com uma Jewel bêbada e amigos não era atraente, nem um pouco. Eu tinha os meus planos e até agora tudo estava indo conforme o planejado. No entanto, eu não conseguia não ficar nervosa sobre o próximo passo. Era o mais crucial. Ter o meu cabelo naturalmente ruivo escurecido para um bronze mais escuro e estilizado de uma forma atraente ao invés de puxado em uma trança ou rabo de cavalo havia sido o primeiro passo. O ruivo mais escuro havia deixado a minha pele pálida parecer ainda mais delicada. Em seguida, a limpeza do meu guarda-roupa havia sido o próximo passo. Eu havia empacotado cada peça de roupa que eu possuía e as deixei na Legião da Boa Vontade local. Minha mãe havia ficado horrorizada, mas depois que ela viu o estilo de roupa que eu pretendia usar, ela foi muito favorável. Diferente das outras mães, minha mãe queria me ver em

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shorts curto que mostravam grande parte das minhas pernas e blusinhas apertadas que enfatizavam os meus seios tamanho 44. Jewel queria me ensinar a passar maquiagem, mas eu gentilmente recusei e fui até o balcão da Clinique no shopping e pedi para eles me ensinarem, e então eu comprei tudo que eles usaram. Embora eu nunca tivesse gostado muito de maquiagem eu tinha que concordar que ela fez coisas surpreendentes aos meus olhos. Eu havia fechado a porta do meu quarto e me encarado fascinada por horas depois que eles colocaram maquiagem em mim. Convencer a minha mãe a me deixar passar o verão com os meus tios foi um pouco mais difícil. Minha prima, Ashton, havia ajudado tremendamente com a parte dela. Ela havia conversado com a mãe dela que em troca falou com a minha. Nossas mães eram irmãs e quando minha tia convenceu a minha mãe que a Ashton realmente queria que eu fosse passar o nosso último verão juntas antes da faculdade, eu fiquei tão animada que eu momentaneamente esqueci sobre o último passo do plano. A razão porque eu tinha me tornado moderadamente atraente e havia implorado para passar o verão com a minha prima. O objetivo soava tão simples, mas quando eu me permiti a pensar sobre ele, ele se tornava tão incrivelmente complicado. Conseguir que um garoto se apaixone perdidamente por você não é fácil. Ainda mais quando ele está apaixonado pela sua prima desde que você consegue se lembrar.

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Capítulo 02

— Você deve parar o mau gênio, homem. Se alguém pode bater em Beau... Seria você, mas você ainda quer ir andando com uma surra — anunciou Ethan enquanto eu saí da estrada para uma estrada de terra que levou novamente ao terreno. — Passaram seis meses, irmão. Quanto tempo você vai estar irritado com isso? — perguntou Jack do banco traseiro. Porque era questão deles? Ninguém sabia o que era um relacionamento sério. Os dois tiveram tantas meninas em nossos quatro anos de escola, que nem mesmo eu posso nomear todas. Explicar que eu tinha planejado minha vida com Ashton desde os doze anos de idade não era exatamente fácil. Então, ao invés, inclinei-me e liguei o rádio para abafar todo o interrogatório deles. — Você pode colocar a música que você quer, mas a realidade é que você tem que fazer isso. É seu primo e seu melhor amigo. Uma menina não pode ficar entre vocês. Não por muito tempo. — Ethan me viu do banco do passageiro. Eu sei que ele esperava uma resposta, mas

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não lhe dei nenhuma. Seu comentário sobre Beau ser meu primo foi um lembrete de que ninguém me conhecia realmente, exceto Beau e Ash. Ele era meu irmão. Era meu irmão, uma vez que Beau descobriu a verdade que sua mãe, decidiu manter essa informação fechada onde estava o resto de sua vida. Não queria reclamar com o meu pai, que era seu filho e não poderia culpá-lo. Não é como se meu pai tivesse feito algo para ajudar em casa ou para sua educação. Beau não tinha nada além de desprezo para o meu pai, nosso pai. Ele decidiu lembrar o irmão de nosso pai como seu pai. Ele tinha sido o único que Beau tinha conhecido. Mas quando ele morreu, Beau estava na primeira série, era uma boa lembrança para Beau, ao contrário de seu verdadeiro pai. — Ei! Você passou do Hanks — anunciou Ethan apontando seu dedo para o restaurante de hambúrgueres, onde costumávamos comer normalmente. — Eu não vou ao Hanks. — foi a minha única resposta. Foram eles que pularam no minha caminhonete. Se não gostassem de minha necessidade de sair de Grove então poderiam caminhar de volta para a cidade quando chegarmos ao local onde eu estava indo. — Você está deixando Grove? — Perguntou Jake. — Sim. Ethan suspirou e deitou no banco. — Podemos acabar na Flórida antes dele parar esta maldita caminhonete.

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— Flórida? Eu estou morrendo de fome e um hambúrguer do Hanks teria resolvido — gemeu Jake. Reduzindo a velocidade, eu encostei e olhei para Jake. — Você pode descer e voltar andando. Seus olhos se estreitaram e ele balançou a cabeça lentamente. — Não, homem, não importa. Estou bem. Voltei para a estrada e ignorado o intercâmbio entre os meninos. Os dois pensaram que eu estava curando um coração ferido. Bem, eles estavam certos, ninguém disse uma palavra até que eu estacionei a caminhonete no estacionamento de Wings. Ele tinha conduzido cerca de vinte quilômetros para o Sul em direção a próxima cidade grande o suficiente para restaurantes decentes. — Deveria ter dito que estava vindo para Wings, eu teria calado a boca — Jake deu um grito animado de alegria quando ele abriu a porta larga da caminhonete e saiu. Este era um lugar que eu nunca tinha comido com Ash. Não havia muitos lugares que não tinha uma memória com ela, então minhas opções eram limitadas. Esta noite, eu precisava removê-la da minha cabeça e me concentrar no meu futuro, ou pelo menos em meu verão. — Eu vou comer meu peso em algumas asas — Ethan disse em resposta à excitação de Jake sobre minha escolha de restaurante. Pelo menos ele havia ficado feliz. Não que isso importe. Abrindo a porta, eu andei e parei no estande das garçonetes. Uma garota alta com longos cabelos loiros puxados para trás em um rabo de cavalo, sorriu com um brilho em seus olhos de apreciação. Era um

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hábito para mim ignorar e não olhar nos olhos de outras meninas por tanto tempo que, automaticamente, deixei passar. Hoje à noite, eu não ia fazer isso. Era hora de começar a flertar de volta. Joguei um sorriso que eu sabia que era muito impressionante porque era o que Ashton sempre comentou. — Três, por favor — eu disse a ela, e eu vi seus olhos castanhos se tornando maiores e ela piscar repetidamente. Não era excepcionalmente bonita, mas ter toda a sua atenção foi bom para o meu ego. — Ah... Hum, bem... Sim... Uh — ela balbuciou, olhando para os menus e em vez de pegá-los derrubando-os no chão. Agachei-me ao seu lado para ajuda-la a pegá-los. — Desculpe. Eu não sou normalmente tão desajeitada — explicou com duas brilhantes manchas vermelhas em suas bochechas. — Então, apenas sou eu? — Eu brinquei. Um riso nervoso irrompeu dela e eu percebi que eu não gostei disso. Eu não gostei do seu riso. Ash não ri assim. Entregando os menus, me levantei novamente e deliberadamente mudei minha atenção em outro lugar. Eu não preciso flertar com ela. Seria um equívoco. — Bem, hum, aqui. — Eu a ouvi dizer. Tanto Ethan quanto Jake rapidamente a seguiram. Eu comecei a seguir quando meus olhos pararam seu apreço indiferente a concentrar em uma mulher que felizmente a deixaria rir do jeito que ela quisesse.

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Cabelo ruivo pelas costas e enrolado nas pontas. Duas pernas muito longas nuas e cruzando quando ela se sentou no banco sem encosto, sandálias prata de salto alto pendurados na ponta de um pé muito delicado. Eu não tinha visto o rosto dela ainda, mas por trás, era linda. — Você vem ou o que? — Gritou o Jake, mas não virei a cabeça para ver até onde ele tinha ido ou onde eles se sentavam. Em vez disso, eu estava assistindo-a congelado. A voz alta de Jake chamou sua atenção e virou em sua cadeira e olhou sobre seu ombro para ele. Sua pele cremosa era pontilhada com sardas. Normalmente, ele não era fã de um monte de sardas, mas o olhar sensual em seus olhos verdes e lábios inchados, quase irreais, fez todo o trabalho. Ela começou a virar depois de ver o que foram os gritos quando ela congelou e seus olhos se encontraram com os meus. Surpresa, prazer e ansiedade juntos passaram em seu rosto enquanto eu estava estudando. Era fascinante. O garçom veio atrás dela e disse algo e ela olhou para ele. — Sawyer, homem, vamos lá — Ethan chamou desta vez. Tirando meus olhos da ruiva, fiz meu caminho em direção à mesa onde a garçonete estava esperando com nossos menus. — Sawyer, espera. — A voz familiar me parou. Descrença se apoderou de mim quando eu me virei para ver a ruiva bonita fazendo o seu caminho em direção a mim. A saia jeans curta deixando alguns centímetros acima dos joelhos, enquanto eu fiz meu caminho até o seu corpo, apreciando a vista. O top branco que tinha sido

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amarrado na cintura em um tipo de nó solto e pequenos flashes de estômago plano e liso apareceram enquanto se moveu. Finalmente, consegui desviar o meu olhar do decote impressionante pra ver o seu rosto. Um pequeno sorriso puxou seus lábios inchados e reconhecimento me bateu. Não podia acreditar. — Lana? — A descrença na minha voz era inconfundível. A última pessoa que esperava ver era a prima de Ashton. Essa ser a garota que eu dei uma olhada, foi ainda mais chocante. — Sawyer — respondeu com um grande sorriso no rosto. — O que você está fazendo aqui? — Perguntei, pensando mais algo como o que diabos aconteceu com você? Ela não parece em nada com a garota que eu tinha visto há sete meses. Aquela garota era doce, e correta. Esta que estava na minha frente era uma fantasia sexual andante. — Comendo — disse em tom de brincadeira e eu percebi que eu estava sorrindo. Um sorriso verdadeiro, não um forçado, pela primeira vez em meses. — Sim, bem, acho que eu mereci. Quero dizer o que você está fazendo aqui, no sul de Alabama? — Apertou os lábios e, em seguida, mostrou a língua e nervosamente passando por eles. Mmmm... Eu não me importaria de provar esses lábios também.

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— Eu vou ficar com Ashton neste verão. Minha amiga está dirigido em direção a praia, então depois que comermos vamos lá pra casa da Ash. Ash. Droga. Você mencionou a Ashton? Meu bom humor evaporou-se e eu estava novamente forçando um sorriso. Ela observou por cima do meu ombro para a mesa onde eu estava indo e franziu a testa — Já tem uma mesa? — Colocou um olhar frustrado, para onde foi a garçonete — Imaginei — murmurou. Eu segui seu olhar e vi a loira nos observando com uma cara irritada. — O que está acontecendo? — Perguntei, voltando minha atenção para Lana. Ela suspirou e olhou para mim. — Nós estamos esperando por uma mesa há pelo menos quinze minutos. Ah. A garçonete nos deu a sua. Eu poderia corrigir esse problema. — Traga sua amiga e sente-se conosco. Lana deu um sorriso brilhante. — Bem, obrigada. Vi quando ela virou-se e caminhou em direção ao bar. Sua volta foi impossível não olhar como seus quadris balançavam de um lado para o outro. Porra, Lana estava boa.

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— Oh meu Deus, têm que flertar com este gostoso? Inferno garota, quando você decide ostentar atira alto. — O espanto na voz de Jawel me fez rir. No entanto, o fato de que eu senti como se estivesse prestes a vomitar teve meu humor mantido à distância. Eu vi Sawyer. Seus olhos tinham lentamente examinado meu corpo. Ele fez uma pausa nos meus peitos. Eu senti a necessidade de abanar-me. — Eu sei. E nós vamos sentar com ele e seus amigos — eu anunciei pegando a minha bolsa e olhando o refrigerante. — Sério? Jawel gritou alegremente, agarrando a bolsa ao lado de seu assento e levantando-se. O lenço que ela chama de camisa e mostrava toda a sua barriga lisa. Em seu umbigo brilhava dois pequenos strass fazendo os olhos se concentrarem imediatamente na pele exposta Ela fez virar cabeças ao caminhar com seu corpo à mostra — Vamos lá — eu bati e fui para Sawyer que estava de pé onde o deixei, esperando por nós. Seus olhos foram a Jawel e o vi avaliá-la da mesma forma que tinha sido feito comigo. Um nó suave formado em meu estômago e lutei contra o desejo de empurrá-la atrás de mim. Eu não

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quero que ele faça uma caminhada lenta sexy para o seu corpo com os olhos — É tão sexy — Jawel sibilou para mim. Ela tirou seu peito e ela fez aquela coisa balançando seu longo cabelo loiro por cima do ombro, assim aconteceu. Preparada para usar suas habilidades com Sawyer. — Ele não Jawel. Escolha um dos outros. Só não ele. — Eu tentei soar como se eu não estivesse implorando, mas sem mascarar o desespero na minha voz. Eu ouvi um pequeno suspiro ao meu lado. — Ele é a razão que você... — Sua voz sumiu quando sua mente estava de volta no que tinha acabado de descobrir — Oh, wow. Eu entendo. Eu não vou roubar. Não, mas ela ainda parecia bronzeada, loira, livre de sardas e com os bons treinos no mundo dos homens. Essas eram todas as coisas que ele gostava. Quando chegamos a ele, eu sabia que eu tinha que fazer uma apresentação, tanto quanto eu odiava. Porque não deixar o bar ou mesmo flertar com o garçom e fingir que ele não existe? O olhar apreciativo de Sawyer foi fechado em Jawel, e enquanto ela tinha prometido que ela não paqueraria, foi enraizada nele. A menina não podia evitá-lo. — Oi, eu sou a Jawel — arrastando as palavras com uma voz sexy que me fez sentir vontade de estapear sua estupidez.

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— É um prazer conhece-la, Jawel — respondeu, tomando-lhe a mão e... Ele acabou de aperta-la? — Eu sou Sawyer. Um velho amigo de Lana. O fato de que fez suas próprias apresentações não passou despercebido para mim. Não poderia abrir a boca, com medo de deixar ir o rosnado irritado vibrando no meu peito. No momento, eu realmente odiava a Jawel. Ela ia passar o verão com um cara que era o seu suposto namorado, mas ela desatou todos os seus encantos para obter Sawyer? Um caso de uma noite? Estremeci com o pensamento. Poderia matá-la se ela ousasse. — Lana? — A voz de Sawyer me tirou de meus pensamentos viciosos e eu pisquei várias vezes para limpar a minha cabeça. — Hum, sim, desculpe — eu respondi. — Ela está cansada da viagem — explicou Jawel, cobrindo-me. Não havia nenhuma dúvida de que sabia que estava errada. — Eu perguntei se você quer uma carona pra casa de Ashton depois de comer, para que a Jawel não tenha que ir. Ah, me ofereceu uma carona. Jawel teria que sair. Sim, por favor. — Isso seria ótimo. Obrigada. — Eu tentei manter a excitação de minha voz. Um sorriso de satisfação apareceu em seus lábios e eu queria chegar mais e senti-los. Para ver se eles eram tão suaves quanto pareciam. Isso é estranho? Sawyer abriu a passagem e outros dois

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rapazes sorrindo para nós. Eu poderia ver a surpresa em seus olhos curiosos. — Gente, é Lana, a prima de Ash, e sua amiga Jawel. Elas esperavam uma mesa e ofereci para compartilhar a nossa. — Sawyer virou para nós — O cara da esquerda é Ethan e o cara da direita é Jake. Ethan tinha cabelo escuro curto e um sorriso agradável. Ele tirou algumas madeixas de cabelo na frente. Seus olhos castanhos escuros pareciam calorosos e divertidos. Eu gostei instantaneamente. Eu tive que escolher um lado do semicírculo para deslizar-me e parecia o menos ameaçador dos dois. Tomando um rápido olhar para Jake, eu vi que ele observou o estômago nu de Jawel com seu olhar. Os cachos loiros que apareciam fora de seu boné de beisebol eram bonitos, mas a faísca sexual em seus olhos cinza foi um pouco desconcertante. — Jawel — disse Sawyer, salientando quando caiu ao lado de Jake. Mudei-me para o lado de Ethan. Fiquei muito grata que eu não teria que me sentar ao lado de Jake. Então eu vi Sawyer deslizar por trás de Jawel e meu estômago caiu. Ele tinha que escolher um lado, e sem um segundo pensamento, ele tinha escolhido a Jawel. Sua oferta para me levar para a casa de Ashton agora parecia sem importância. Ele fez isso por consideração porque é como ele era. Não porque ele foi atraído por mim ou mesmo remotamente interessado. Eu era uma idiota. — Eu não sabia que Ash tinha uma prima — Ethan me disse. Retirei meus olhos de Sawyer quando ele escorregou ao lado de Jawel e

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olhei para o cara ao meu lado. Pelo menos ele não parecia chateado de ficar comigo, em vez de Jawel. — Hum, sim, eu sou a única. Eu vivo na Geórgia e venho para visitá-la uma vez por ano, na melhor das hipóteses. Um sorriso fácil deixou seus dentes perfeitamente retos brancos. Eu gosto de dentes em meninos. Ethan não era feio. Seus olhos escuros se destacavam com cílios longos. — Então, você vai ficar muito tempo? — Durante todo o verão — disse. Sorrindo Ethan parecia aprovar e assentiu. — Ótimo — ele respondeu então ele levantou seus olhos para a garçonete que tinha acabado de chegar. — O que vão querer pra beber? — Perguntou colocando uma mecha de cabelo castanho atrás da orelha e forçando um sorriso que não alcançou seus olhos. — Coca Cola — Ethan disse, então olhou para o meu quase vazio — Traga dois. — Pediu para mim. Eu gostei. Nenhum menino havia pedido nada para mim. Ele me fez sentir estranhamente especial. — Um coquetel de vodka com laranja para mim — disse Jawel como se fosse se safar dessa. Olhou para mim e deu um pequeno sorriso. —Identificação — respondeu a garçonete e desta vez sorriu enquanto Jawel imediatamente olhou-a arrogante e irritada. — Não tenho comigo — ela respondeu em um tom irritado.

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— Aposto que não — murmurou a garçonete. — Você diz que eu não pareço ter 21? —Perguntou Jawel como se tivesse espantada que alguém ainda fazia essa pergunta. Porque, naturalmente, uma menina de dezoito anos poderia passar por uma de Vinte e um facilmente. — Sim, isso é o que estou dizendo — disse a garçonete sem expressão. Jawel abriu a boca para argumentar, sem dúvida e sabia que precisava intervir antes que nos colocassem pra fora. — Apenas traga-lhe uma cola diet, por favor — eu disse a garçonete com um sorriso de desculpas e então enviando um olhar de aviso para a Jawel. Ela limpou a garganta e cruzou os braços sobre o peito em um beicinho. Felizmente, não muito na forma de seu decote, então Sawyer não estava olhando em direção a sua camisa enquanto ela estava empurrando seus pequenos seios com sua postura ridícula. Todos os outros ordenaram suas bebidas. Sawyer se inclinou para sussurrar algo a Jawel, que a fez rir e eu decidi que eu tinha que me concentrar no menu e só sair dessa. Eu não sei por que eu esperava algo diferente — Você lidou bem — Ethan sussurrou, abrindo o menu perto de mim. Debrucei-me sobre ele e sorri. — Obrigada. Isso acontece muito. Ele sorriu e estudou seu menu. Eu fiz a mesma coisa.

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Capítulo 03

Se a menina rir mais uma vez, eu gostaria de cortar em pedaços meu guardanapo e lança-lo aos meus ouvidos. Porra era irritante. A primeira vez que eu vi eu pensei que poderia me distrair de Ashton esta noite, mas eu estava errado. A única coisa que consegui foi ficar nervoso. Se sua mão deslizar sobre minha coxa novamente, eu iria acabar empurrando-a para Jake. Uma risada suave me chamou a atenção e voltei minha atenção para Lana. Sorria alegremente para o que Ethan estava dizendo a ela. Ele tinha falado com ela em um tom sussurrado durante a refeição inteira. Que foi uma dor nos meus nervos também. Desde que ela tinha sentado ao lado dele, ela tinha chamado sua atenção. Era como se o resto de nós não estivéssemos na mesma maldita mesa. — Parece que ela esta interessada em seu amigo — disse Jawel, obviamente percebendo onde minha atenção estava focalizada. — Hmmm. — foi a minha única resposta.

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— Quanto tempo você conhece Lana? — Ela perguntou. Eu pensei nos dias de seus rabos de cavalo laranja brilhante e pernas magras com joelhos ossudos e me dei conta que ela tinha percorrido um longo caminho. Essas sardas uma vez a tinham feito pouco atraente, agora, de alguma forma, melhorou sua aparência. — Desde que éramos crianças...Eu sempre tive que cuidar dela com Ash e Beau. A torturavam. — Beau? — Perguntou Jawel. Aparentemente, Lana não tinha falado muito sobre Ashton para sua amiga. Se ela tivesse feito isso, ela saberia exatamente quem era Beau. — Meu ir...uh primo — eu respondi. Lana jogou a cabeça para trás e riu de verdade neste momento. Não é que ela estava tentando ser silenciosa, mas se encontrava profundamente encantada e não se importava de quem pudesse ouvir. Os longos cachos castanhos sedosos roçaram a borda da mesa e me perguntei como seria sentir um desses fios em volta do meu dedo. — Você acha que é engraçado, é? — Ethan respondeu sorrindo como um idiota por fazê-la rir tanto. Lana acenou com a cabeça, estendeu a mão e apertou o braço. — Sim, eu acho. Desculpe-me — disse ela, tentando manter o sorriso enorme no seu rosto. A linguagem corporal de Ethan disse que ele não se importava, enquanto ele se inclinou em seu toque e droga começou a sussurrar novamente. Os dois ficaram perdidos em seu próprio mundinho.

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— Normalmente não é boa com os rapazes. Eles a deixam nervosa — observou a Jawel. Ela não parecia nervosa para mim. Embora eu tive que concordar, a Lana que ela lembrava era quieta e reservada. O que mudou além do fato de que ela tinha ido de comum a bela em poucos meses? Jake disse algo a Jawel que roubou sua atenção a ele. Finalmente, algum alívio. Talvez ela tateasse sua coxa agora e me deixasse em paz. Lana tomou seu copo e seus olhos encontraram os meus. Ela fez uma breve pausa e então sorriu para mim. Ela realmente tinha um sorriso agradável. E essas sardas... Demônios ficaram lindas. — Apreciando seu jantar? — Eu perguntei. Ela olhou sobre Ethan que estava olhando para ela como um cachorro

apaixonado.

Ela

conseguiu

envolve-lo

em

seu

dedo

rapidamente. — Sim, obrigado — ela respondeu e, em seguida, tomou um gole de sua bebida. Aqueles lábios exuberantes enrolados envolvendo o canudo eu tive que engolir duramente para não gemer. Como a pequena Lana McDaniel se tornou tão hábil das maneiras de seduzir um homem? — Lana disse que a levaria para a casa de Ashton — disse Ethan e tirou fora meu olhar de Lana e seu canudo para encará-lo. Ao olhar para ele, eu não tinha certeza o que me incomodava. Ele não tinha feito nada de errado Ele tinha entretido a Lana e garantiu que se sentisse confortável na mesa. Forçando meu rosto para relaxar, eu assenti com a cabeça.

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— Sim, eu pensei que já que estávamos indo por esse caminho, Jawel poderia continuar em direção à praia. Ethan parecia um pouco demasiado feliz. — Boa ideia — respondeu com um sorriso e parou para dizer alguma coisa pra Lana que a fez sorrir. Pagar pela comida e sair de lá tinha sido a minha prioridade número um. Eu estava pronto para enviar Jawel em seu caminho. A menina não tinha nenhuma pista que estava incomodando. Assinei o recibo e tirei meu cartão de débito da minha carteira. — Aqui — Jawel disse em tom lamentoso, quando ela deu para a garçonete, uma nota de vinte dólares e seu recibo. — Ethan, não. — a voz de Lana estourou em meus pensamentos, e eu olhei para ela, enquanto pareceu que ela franzia a testa para Ethan que sorriu de voltar. — Eu preciso sair. Eu vou ao banheiro antes de chegar à estrada novamente — Jawel, disse. Levantei-me, mas não consegui tirar os olhos de Lana e Ethan, que pareciam estar discutindo, ou Lana, pelo menos pareceu estar argumentando, Ethan se divertindo. — Esses dois estão me sufocando — sussurrou Jake, fora do recinto — Além disso, por que diabos ele pagaria a refeição da menina, que acabou de conhecer? Não é como se fosse um encontro. Ele tinha pago o seu jantar? Por que não pensei nisso antes? Foi uma coisa educada a fazer. Ela era prima de Ash. Eu deveria ter pago.

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Exceto, que tinha estado tão focado em distanciar-me de Jawel que não tinha pensado em nada. — Vamos, estou com pressa. — Jake não tentou esconder seu aborrecimento. Ele deveria ter gostado de Jawel. Lana rapidamente deslizou para fora da cabine e se levantou. Ethan estava bem atrás dela com a bolsa vermelha na mão. — Esqueceu isso — disse enquanto caminhava atrás dela. Lana sorriu e agradeceu. Indo em direção à porta, olhei para trás para ver se alguém estava me seguindo. Eu tive que sair e apanhar ar fresco antes de bater em alguém por absolutamente nenhuma razão.

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Sawyer parecia calmo. Eu tentei não olhar para ele enquanto ele e Ethan pegavam minhas coisas do carro de Jawel e colocavam na parte de trás da caminhonete. Ele parecia estar com pressa para ir. Talvez Jawel tivesse sido um pouco grossa com ele e estava pronto para fugir. O pensamento me fez sorrir. Dei uma olhada através do véu do meu cabelo, eu percebi que ele tinha relaxado desde que tinha chegado à caminhonete. Ethan tinha oferecido o banco da frente à Jake e disse que iria sentar-se comigo na parte de trás, mas Sawyer disse que não me arrastaria na traseira da caminhonete. Eu realmente não considerava a cabine estendida com um confortável banco de trás como "arrastando-me", mas ele argumentou. Sua carranca de raiva me fez subir no banco da frente. Felizmente, ele pareceu se acalmar, uma vez que os dois subiram atrás. — Você pode alterar a estação se quiser — disse Sawyer, olhando na minha direção, eu não estava prestando atenção ao que tocava no rádio. Eu estava mais preocupada em tentar descobrir por que de repente ele estava mal-humorado. Eu costumava ver Sawyer também. Geralmente eram só sorrisos e cortesias. Este deve ser o Sawyer depois de Ashton. O pensamento me deixou triste.

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— Ah, cara, não a deixe escolher. É uma menina. Vai escolher algo de alguma banda de merda de garotos — queixou-se Jake do banco traseiro. — Oh, que infernos — ele retrucou. Eu virei para ver Ethan olhando pra ele. Ethan estava mais ao meu alcance se pelo menos eu não gostasse de Sawyer — Eu estou pensando em deixá-la ir ai atrás e golpeá-lo — disse Sawyer com um divertido tom em sua voz. — OK. Eu acho. Agora eu vou calar. O resto da viagem foi bastante tranquila. Não havia muito pra Sawyer conversa, exceto me perguntar se eu me sentia confortável. Ele tinha virado a saída de ar para mim, depois perguntou se eu estava com frio. Tinha mudado várias vezes de estações e sempre perguntou se eu gostei da música. Este era o Sawyer que estávamos acostumados. Atencioso e simpático sem nenhum tipo de mau humor, que tinha testemunhado durante toda a noite. Quando Sawyer entrou na estrada de terra, que leva ao campo senti os solavancos no chão, eu olhei para o estacionamento procurando ver se o carro de Ashton e a caminhonete de Beau estavam estacionados. Eu não estava pronta para testemunhar Ashton e os rapazes Vincent. Sawyer poderia me matar. — Até mais tarde. Eu vou em frente e levar Lana até Ash. Ethan pigarreou chamando a minha atenção para os veículos estacionados.

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— Uh, eu posso levá-la — disse em um tom cauteloso ao olhar para Sawyer. Sawyer, por outro lado, nem sequer se virou para olhar para ele. — Eu faço isso, Ethan — respondeu com uma voz fria e dura. Ethan desviou o olhar de mim para Sawyer, e depois soltou um suspiro derrotado, abriu a porta e saiu. Uma vez que a porta se fechou, Sawyer se virou. Eu estava silenciosamente emocionada que ele queria me levar até onde Ashton estava, mas a lembrança persistente do que era, provavelmente, a esperança de vê-la, anestesiava minha alegria. Em vez de me torturar com diferentes cenários na minha cabeça, eu decidi perguntar a ele sobre Ashton — Então, como estão as coisas com vocês três? — Eu não tive que entrar em detalhes. Eu sabia que ele entendia exatamente o que estava falando. Ele ficou tenso, então suspirou e inclinou a cabeça para um lado e virou seus olhos para mim. — Você acreditaria em mim se eu dissesse que eu estou muito bem? — O sorriso triste no seu rosto quebrou meu coração. — Não — eu respondi. Ele soltou uma pequena risada e passou a mão pelo cabelo escuro. — Soube sobre eles a última vez que esteve aqui, não é? Lembro-me que no festival algo estava completamente fora do cenário. Para começar, você não era o tipo de Beau e Ashton não teria ficado tão brava se ele flertasse com você só porque eles tinham retornado a amizade. — Ele

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balançou a cabeça. — Eu acho que você era a única razão pela qual eu pensei que essa história era verdade. Não acreditava que era uma mentirosa. Eu sempre soube que essa mentira poderia me assombrar. Quando Sawyer tinha encontrado Ashton e Beau tendo uma briga de namorados, porque Beau tinha seguido Ashton a floresta para beija-la, eu não podia suportar a ideia de que Sawyer descobriu a verdade dessa forma. Assim, menti-lhe e disse-lhe que Beau estava atrás de mim e Ashton não acreditava que ele era bom o suficiente para mim. Eu disse então para Ashton, que ela tinha que escolher um, ou deixá-los ir, porque o que ela fazia com Sawyer estava errado. — Sinto Muito — eu respondi. Porque estava. Sawyer concordou. — Ah, é eu também. O resto do caminho para casa de Ashton foi muito tranquilo. Não me perguntou se eu estava confortável e não mudou a rádio. Por que tinha aberto minha boca grande? Lembrar minha parte em sua decepção com seu primo e sua namorada tinha sido estúpido. — O Carro de Ash esta aqui, mas eu duvido que ela esteja em casa. Ela e Beau estavam no campo mais cedo. Eu assenti com a cabeça e agarrei a maçaneta da porta. Pensei que era suficiente por esta noite. Eu tinha que sair da sua caminhonete antes de dizer qualquer coisa estúpida.

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— Espere Lana. — os dedos de Sawyer enrolados em torno de meu braço. Bateu um arrepio quando a sua pele áspera e quente tocou a minha pele — Uh, sim. — Eu consegui dizer. — Olha, eu fui um idiota. Desculpe. Não é culpa sua. Essa merda com Ash e Beau, nada disso foi culpa sua. Eu só precisava de uma saída para desabafar e você foi a única pessoa ao redor. Eu estava errado. — Ele fez uma pausa e me olhou. — Você me perdoa? O olhar sincero em seus olhos me derreteu. Era como um cãozinho ferido. Tinha Ashton que ser louca para tê-lo ferido. Quero dizer, quem faria isso? Ele era tão perfeito Como você pode machucar alguém tão incrivelmente perfeito? — É claro que sim. Um sorriso iluminou seu rosto ele apertou meu braço e me deixou ir. — Ufa, muito obrigado. Saímos da caminhonete e nos encontramos no outro lado para pegar minha bagagem que ele tinha levado para trás e deixado na entrada da garagem — Eu vou ajudá-la. Não levante coisas pesadas — Sawyer disse. Pegando a última mala. Eu costumava não me arrumar muito, mas agora que estava usando maquiagem e meu cabelo penteado, agora eu tenho um armário real, tinha muitas peças na bagagem. — Obrigada.

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— Não pensei que era uma das meninas que carregavam um monte de sacolas — observou. Eu dei de ombros. — As coisas mudam. — Eu me abaixei para pegar meus cosméticos e estojos de beleza. Eles eram os dois menores. — Sim, elas mudam. — Seus olhos foram para a casa e sabia que ele olhou para janela de Ashton. Era tudo sobre ela — Ela é uma idiota... Para o que vale a pena. — Teria colocado minha mão sobre minha boca, se eu já não tivesse soltado isso. Eu não podia acreditar que disse isso. Sawyer voltou sua atenção para mim. Suas sobrancelhas escuras levantadas pela surpresa e eu tinha certeza de que meu rosto estava um vermelho brilhante. — Você acha? Bem, eu não poderia negar isso exatamente agora. Então eu concordei. Sawyer se aproximou de mim e meu coração estava batendo tão forte no meu peito, senti a necessidade de respirar. Seus olhos verdes me estudaram atentamente. Era como se tivesse olhado para mim pela primeira vez. Seus olhos pousaram na minha boca e segurou meu pulso reprimi o impulso de lamber os lábios nervosamente. — Você acha que eu sou uma opção melhor do que Beau? Ele é o cara mau, você sabe. O perigoso. As meninas gostam de bad boys. — Sua voz caiu para murmúrio. Estremeci quando ele se aproximou, seus olhos

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nunca deixando de estudar os meus lábios. Tinha passado um tempo desde que apliquei o gloss. Eu me perguntei se eles estavam secos. Obrigando-me a manter a calma, respondi: — Nem todas as meninas. — Hmmm… Ele levantou a mão e gentilmente correu a ponta de seu polegar no meu lábio inferior. Imaginei mentalmente morder o polegar e o puxar para dentro da minha boca, mas eu não fiz. Em vez disso, simplesmente parei de respirar. — São tão macios quanto parecem... Talvez mais — ele sussurrou então ele abaixou sua cabeça e antes que eu pudesse ter uma respiração, teve sua boca na minha. Forçando oxigênio em meus pulmões através do meu nariz, eu deixei cair as bolsas das minhas mãos e segurei seus braços para não perder a consciência devido ao fato de que eu estava sendo beijada por Sawyer Vincent. Suas mãos apertaram na minha cintura e apertou a minha pele nua. Eu acho que posso ter gemido quando ele pegou meu lábio inferior em sua boca e chupou. Antes que eu pudesse me perder por completo ele se foi. Tonta e completamente chocada, perdi o equilíbrio e estendi a mão para segurar na lateral da caminhonete. — Wow. — Sawyer pegou o meu braço pra me estabilizar. Agora, isso foi constrangedor. Eu tomei uma respiração para me acalmar e ergui os olhos voltados, mais uma vez, para Sawyer. Em vez de

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ter uma expressão atordoada, como eu tinha certeza que estava no meu rosto, ele estava franzindo a testa. — Eu não deveria ter feito isso, Lana. Desculpe. Eu estava chateado e não pensei. — pegando minhas duas malas pesadas e se dirigindo para a porta principal, sem esperar que eu respondesse. Essa não foi a maneira que imaginava nosso primeiro beijo. E acredite, eu havia fantasiado sobre esse beijo durante anos. A maior parte da minha vida. Embora o beijo fosse perfeito, finalmente, mas foi pelo motivo errado. De repente, a raiva tomou o lugar de decepção eu peguei as malas e o segui. Como ele ousa me beijar assim, pedir desculpas e ir embora. — Isso é... A porta da frente se abriu antes de terminar minha frase, que provavelmente era uma coisa boa, pois eu estava prestes a botar pra fora. — Lana, querida, você está aqui. Tia Sara olhou para mim quando ela abriu a porta de tela. Atirando um olhar irritado pra Sawyer, eu passei por ele e entrei na casa.

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Capítulo 04

Isto não podia ser bom. Mentalmente eu me amaldiçoei por fazer uma jogada estúpida. Abri a porta da minha caminhonete com um empurrão tinha começado a entrar, quando o Beau estacionou a caminhonete atrás de mim. Perfeito. Não era o que eu precisava agora. Eu precisava envolver minha cabeça em torno desse beijo estúpido com Lana. Não enfrentar Beau e Ash. A porta da caminhonete se abriu e Beau saiu com um grunhido em seu rosto irado. Qual era o seu problema? — É melhor você ter uma razão muito boa para estar estacionado na entrada de Ash. Me habituar a Beau sendo um homem das cavernas com uma menina, era quase tão duro quanto vê-lo com Ash. Beau não estava com ciúmes, até que Ashton havia endossado. Agora, ele era um lunático, porra.

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— Só vim deixar a Lana — eu respondi, encontrando seu olhar fulminante de raiva. Não me assusta essa merda de homem rude. Eu tinha estado em mais lutas com ele do que poderia contar. A minha resposta, obviamente o confundiu porque levantou uma sobrancelha e em seguida, virou-se para Ash que estava no lado do motorista. — Ela está aqui? — Ash gritou, saltando antes que Beau pudesse pegá-la. — Lembra, eu lhe disse que Lana vinha esta noite. — Implantado um sorriso brilhante para Beau, em seguida, franziu a testa e olhou para mim. — Por que... Como você a encontrou? Ash era adorável quando ela estava confusa. — Ela estava jantando no Wings quando paramos para comer. Ofereci-me para lhe dar uma carona e poupar a sua amiga da viagem. A carranca de Ashton tornou-se um sorriso novamente. Eu gostava de fazê-la sorrir, sempre. — Obrigada! Eu estou tão feliz que você se encontrou com ela. — Ash virou e envolveu seus braços em volta de Beau e deu um beijo rápido e ruidoso nos lábios antes de liberta-lo e voltar — Eu tenho que vê-la. Eu não a vi em meses. Me ligue mais tarde... Beau agarrou sua mão e virou a palma para cima e lambeu antes de beija-la. Nojento, eu não vi isso. — Sim, eu ligo quando eu deitar na cama. — Sua voz caiu até que era muito mais profunda do que normal e eu juro que ouvi o suspiro de Ashton. Eu tinha visto mais do que queria. Comecei a subir na minha caminhonete.

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— Sawyer, espera. — A ordem de Beau me parou. Eu realmente só queria ir embora, mas ele estava me bloqueando, então eu não podia exatamente escapar. Ashton correu para dentro e depois de fechar a porta, Beau voltou seu olhar para mim. — Sobre esta noite. Não faça isso de novo. Já se passaram seis meses e Ashton faz todos os esforços para ser boa para você. Se você falar com ela assim de novo eu vou chutar o seu traseiro. Eu suspeito que isso não era uma desculpa, mas uma ameaça. Mas ele estava certo, eu tinha sido um idiota com Ashton. Eu não queria pressioná-los. Ambos me conheciam melhor do que ninguém. Eles sempre foram meus melhores amigos. Nós compartilhamos segredos e partilhamos memórias. Isso formou um vínculo tão importante que eu tinha desistido de Ash sem muita luta para preserva-la. — Você está certo. Eu fui um idiota. Peço desculpas a ela da próxima vez que nos vermos. Beau parecia satisfeito. Seus olhos se voltam para a janela do quarto dela agora iluminado. Ela e Lana estariam lá dentro conversando e me perguntei se teria algo mais a me desculpar da próxima vez que eu a ver. Porque se Lana disse a ela sobre o beijo, então Ash ficaria chateada. Não porque eu beijei Lana, mas porque eu tinha sido um completo idiota. — Bom — Beau começou a entrar em sua caminhonete e parou. — Ei você! Você quer jogar sinuca? — A tia Honey está trabalhando?

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— Sim. — Isso significa cerveja grátis — Ele balançou a cabeça. — Mostreme o caminho.

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Só tinha alcançado a porta quando Ashton veio correndo e gritando. Ela fez um rápido trabalho para passar à frente de seus pais, até seu quarto. Ela fechou a porta e virou-se para mim, sorrindo alegremente. — Eu estou tão feliz por você estar aqui. Seu longo cabelo loiro caindo solto pelas costas e o bronzeado dourado perfeito. Como ela conseguiu? Era verão há quanto tempo, uma semana? Nós compartilhamos os mesmos olhos verdes. Que era tudo. Quando era mais nova, tinha a odiado. Não porque ela era má, mas porque parecia uma boneca Barbie. Para me vingar, eu é que tinha sido má. — Eu também — respondi quando ela caiu na cama ao meu lado. Longe da minha mãe e suas queixas intermináveis sobre o meu pai foi um grande alívio. Eles estão oficialmente divorciados há três meses, mas minha mãe ainda protesta contra ele diariamente. — Nós vamos nos divertir muito. O Aniversário de Kayla Jenkins é amanhã à noite e vai ter uma grande festa em sua casa. Faz uma todo o ano. Você vai adorar conhecer todos.

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— Então, Beau e eu temos conversado sobre uma viagem de camping. Talvez por uma semana em Cheaha. Vamos convidar Sawyer, já que a caminhada é o seu ambiente, e algumas outras pessoas. Você, naturalmente, virá também. Depois, Leann estará durante todo o verão na casa de praia da sua avó. Então eu disse a ela que nós iremos visitala por uma semana. — Forçar um sorriso era difícil, mas de alguma forma eu consegui. Empurrando a reação de Sawyer para o nosso beijo, longe da minha mente enquanto eu pudesse, eu coloquei toda minha atenção pra falar com Ashton. — Isso tudo parece muito divertido. Sou a favor de qualquer coisa que você sugerir. Inclinando-se para frente ela tocou meu cabelo e estudou o meu rosto. Então seu rosto abriu um sorriso enorme. — Está usando maquiagem e o seu cabelo está mais escuro e... — Ela estudou minha saia e top — roupas com estilo. — Eu decidi que é hora de uma mudança — eu disse, incapaz de reprimir meu sorriso. — Bem, luzes quentes. Ashton levantou-se e começou a tirar as botas de cowboy que estava usando com um vestido de verão preto que mal chegava na metade de seus joelhos. Era como se Deus tivesse decidido testar a sua mão fazendo algo perfeito e escolheu Ashton como sua experiência.

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— Sawyer disse que a trouxe para casa. Como ele está? Quero dizer, está de bom humor? Eu não tinha certeza de como eu me sentia sobre Ashton ainda se preocupar com Sawyer. Eu não esperava isso quando eu planejei passar o verão aqui. Seis meses se passaram desde que terminaram. As pessoas normais seguem adiante em seis meses, certo? Quero dizer, ela está com Beau agora. Tudo não deveria ser água passadas? — Ele está bem — essa também é uma mentira, mas queria protegê-la. Ele não queria que Ashton soubesse que ele ainda era afetado por ela e Beau. Ela suspirou e caiu de costas na cama frente de mim e dobrou as pernas debaixo dela. — Bem. Ele e Beau tiveram uma discussão no campo hoje à noite. Eu tive que saltar para os braços de Beau para impedi-los de brigar. É por isso então que ele terminou em Wings. Eu não tinha o visto lutar desde que éramos crianças. Certamente que não, mesmo disputando Ashton. —

O

que

aconteceu?

Eu

perguntei,

sabendo

que

eu

provavelmente não queria ouvir isso. — Coisas estúpidas. O Beau não gostou do jeito que Sawyer falou comigo. Não foi nada, mas Beau realmente se incomodou e veio me defender. Ainda não sei como lidar com essa coisa de estar entre eles. A última vez que eu estava sentada em sua cama conversando sobre os Meninos Vincent tinha dito a ela que tinha que deixar ir os dois.

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Mesmo assim, eu sabia que ela não seria capaz de fazer. Eram uma parte importante da sua vida. Beau, principalmente. — Sawyer está namorando? — Eu perguntei, tentando soar casual quanto possível. Ashton soltou uma risada curta. — Bem que eu queria. — Isso foi estranho. Ele era lindo, talentoso, atlético, amigável e engraçado, como alguém como ele passou seis meses sem uma menina ou pelo menos um encontro? — Nem mesmo um encontro? Ashton deu de ombros e puxou seus joelhos até o queixo, envolvendo os braços em torno da frente de suas pernas. — Eu acho que talvez um ou dois encontros. Não tenho certeza. Eu não sei, realmente. Sawyer anda agindo de forma estranha perto de mim e Beau fica muito territorial se eu mencionar Sawyer. Ele não gosta de falar muito sobre ele. Como é triste para Sawyer. Ashton tinha sido uma parte importante da sua vida, desde que tinham doze anos. E Agora, ele não poderia realmente falar com ela mais, sem Beau permanentemente sobre eles. Eu não gosto de imaginar Sawyer, sozinho. Ele não merecia isso. Ele havia sido tão bom para ambos. Welcome to the Jungle começou a tocar e Ashton pegou o seu celular na mesa ao lado da cama. — Você não pode estar na cama. — Ashton ronronou no telefone. Tinha que ser Beau.

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— Sério? Oh, bem, bem, bem. Ainda bem que vocês dois estão juntos. — Meus ouvidos reagiram e estudei minhas unhas tentando parecer que não estava completamente curiosa cobre essa conversa. — Eu também te amo. Tenha cuidado e lembre-se que ele não bebe muito, tem que leva-lo para casa em segurança. — Sawyer estava bebendo? Com Beau? Ashton sorriu. — Não, eu te amo mais. Ah, por favor. — Eu vou mantê-lo ao lado do meu travesseiro. Ligue-me logo que chegar em casa. — Sim, estamos pondo o assunto em dia. — Ela ergueu os olhos e sorriu alegremente para mim. — Bem, eu te amo, tchau! Ela largou o telefone em seu colo e suspirou feliz. — Eu sei que você não gosta de como as coisas foram e que Sawyer foi ferido, mas eu amo tanto Beau, Lana. Eu faria tudo de novo se fosse preciso. Odeio ver Sawyer machucado. Eu estou tão feliz. Beau é maravilhoso. — Sua voz era toda sonhadora eu lutei contra a vontade de revirar os olhos.

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Capítulo 05

Eu ainda não entendia porque estava aqui. Claro, estive em todas as festas de aniversário de Kayla desde a sétima série, mas isso porque Ash queria vir. Este ano, o que Ash queria não me importava. Então, porque diabos estava aqui? Spill Canvas soava nos alto-falantes. A piscina tinha varias luzes estroboscópicas de diferentes cores que vinham de uma sacada do andar de cima, fazendo com que a água azul ficasse cor de rosa, púrpura, verde e amarelo. Espreguiçadeiras rodeavam a piscina junto com tochas havaianas. No ano passado, Jake havia se chocado com uma delas que explodiu como um guarda-chuva em chamas. Antes que o fogo saísse do controle, Beau a lançou na piscina. Nós rimos dele durante semanas. Fui até o bar improvisado fora da casa da piscina, o que basicamente consistia em banheiras de metal cheias de gelo e bebidas. Se ia ter que suportar a noite, precisaria de álcool. Muito álcool.

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— Sawyer! O cara chegou! — disse Ryan Mason arrastando as palavras. Já estava bêbado. Isso não era uma surpresa. Os garotos Mason eram os donos da terra onde nós fazíamos nossas festas no campo. O irmão de Ryan começou a fazê-las anos atrás. Assenti em sua direção e peguei uma cerveja Corona que estava escondida sob os cubos de gelo. — Isso mesmo companheiro, beba. Já não tem mais que impressionar a filha do pastor, certo? — gritou Ryan do centro da piscina. Estava em uma boia com uma garota que tinha certeza que era da nossa escola, aninhada ao lado dele. Não respondi ao comentário estúpido. Como se Ash se importasse com isso. Inferno, ela me deixou por Beau. Abri a cerveja, depois joguei a tampa na lixeira ao lado das bebidas e tomei um longo gole. O líquido frio não me fez sentir melhor, mas pelo menos tinha um gosto bom. Caminhando de volta para a casa com a esperança de encontrar uma televisão para assistir a ESPN Sports Center, só havia dado alguns passos antes que as portas se abrissem e entrassem Ashton, Beau e Lana. Ah, inferno, deveria ter ficado em casa. Ashton acenou para Kayla e puxou Lana até onde estavam outras garotas. Os olhos de Beau se encontraram com os meus e ele caminhou até chegar ao meu lado. Suas mãos estavam enfiadas nos bolsos da frente de sua calça. — Nunca imaginei que você estaria aqui — disse Beau me cumprimentando. Encolhendo os ombros, levantei minha Corona:

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— Cerveja grátis. Beau sorriu e assentiu. Cerveja grátis era definitivamente algo que ele entendia. Seus olhos não deixaram Ash enquanto conversava alegremente com as outras garotas. A pequena tela que usava sobre o biquíni deixava pouco a imaginação. Nunca tinha se vestido dessa forma quando estávamos juntos. Provavelmente outra de suas tentativas de ser perfeita para mim. Que merda! — É melhor que você esteja olhando para Lana — advertiu Beau. Observei Lana e me surpreendi ao vê-la em um par de shorts curtos. Suas pernas não eram tão bronzeadas, mas eram longas e exatamente iguais as de Ashton. A cor creme pálida parecia delicada. Corri meus olhos por seu corpo e apreciei a forma que seus quadris sobressaíam da pequena cintura completamente visível sob a blusa que usava por cima do biquíni. Era estranho que tivesse tantas sardas no rosto. O resto de seu corpo parecia tão perfeitamente suave. — Acho que ela gosta de você. — As palavras de Beau interromperam meus pensamentos e tirei o olhar da cabeça cheia de cachos cor de cobre escuro de Lana e olhei meu irmão. — Quê? — Lana perguntou por você esta noite. Se você estaria aqui. — Beau sorriu — Acho que ela tem uma queda pelo zagueiro do time. Voltei minha atenção para Lana no mesmo momento que ela se virou sobre seu ombro e nossos olhos se encontraram. Continuou parada, como se estivesse em choque por eu estar olhando em sua

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direção. A prima de Ashton não era feia para os olhos e era muito doce. Tomei outro gole da Corona enquanto brincava com a ideia de tirar Ash da cabeça com Lana. — Eu te disse — disse Beau em um tom divertido. Talvez ele tivesse razão. A boca de Lana se levantou em um pequeno sorriso e me lembrei como seus lábios eram suaves sob os meus. Havia sido um beijo infernal. — Venha, vamos pegar algo mais forte que uma cerveja. É hora de esquecer Ash, antes que essa merda nos afaste outra vez. Beau foi até a casa da piscina e relutantemente afastei de Lana meu olhar, o qual estávamos segurando por mais tempo que eu esperava, para seguir meu irmão.

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Beau apertou a mão na parte inferior das costas de Ashton de uma forma territorial enquanto a guiava pelas escadas. Vi como ela lutou entre o desejo de ir com seu namorado e seu dever de ficar comigo. — Não posso deixar Lana — sussurrou Ashton. Beau apertou sua cintura e puxou-a para seu peito. Seus olhos nenhuma vez deixaram de olhar o rosto de Ashton. — Lana é uma garota crescida e não se importaria se eu te roubar por uns minutos... ou mais. — Retirou seus olhos cor de avelã de Ashton e sorriu para mim. — Não se importa, certo Lana? Como se eu fosse irritar Beau Vincent ao admitir que não queria ficar sozinha. Sacudindo a cabeça, forcei um sorriso. — Hum, não, claro que não. Vão, eh, fazer o que vão fazer. Beau voltou o olhar para Ashton. — Por favor, vem comigo. — Sua voz baixou e seus olhos escureceram de uma forma suplicante. Não havia nenhuma chance de Ashton negar agora.

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— Está bem — sussurrou ela sem me dar um segundo olhar. Vi como Beau a conduziu pelas escadas. Com certeza ela não ia fazer sexo com ele na casa de Kayla. Sacudindo a cabeça, me dirigi de volta ao exterior da casa. Talvez Sawyer estivesse sozinho e eu tomaria coragem de ir falar com ele. Antes de chegar a porta, Sawyer entrou. Seus olhos pareciam um pouco vidrados e seu cabelo perfeitamente arrumado agora estava uma bagunça. Observei enquanto ele procurava pela casa até que seus olhos me encontraram e pararam. Um pequeno e malvado sorriso se formou em seus lábios e caminhou até mim. Ou ele estava cambaleando um pouco? — Hey Lana, o que está fazendo aqui sozinha? Engoli o nó que se formou em minha garganta, enquanto estava de pé, tão perto de mim que seu braço tocava o meu. — Uh, bem, Ash e Beau se foram — acenei para as escadas sem ser capaz de dizer o que tinham ido fazer. Seu sorriso divertido se transformou em uma expressão de raiva enquanto focava o olhar nas escadas, como se fosse algo repugnante. Genial, deixei ele com raiva novamente com o assunto sobre Beau e Ashton. Uma mão cálida se apertou ao redor da minha e gritei em com a surpresa. Sawyer riu entre dentes e entrelaçou os dedos com os meus.

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— Vamos, pequena e doce Lana. Pode vir me entreter já que foi abandonada a sua sorte. Além disso, tenho observado essas pernas longas e sexys a noite toda. Faz com que estes shorts fiquem muito bem. Eu o olhei boquiaberta enquanto me levou até um sofá vazio. Sawyer disse que minhas pernas eram sexys? Não tive tempo de pensar em sua declaração já que estava sentada em seu colo. Enterrou seu rosto em meu cabelo e respirou com força. — Caramba, você cheira bem — murmurou. Deslizou uma mão ao redor da minha cintura e a estendeu sobre meu ventre nu, enquanto a outra envolvia uma mecha do meu cabelo ao redor de seu dedo. — É como uma seda — sussurrou e passou meu cabelo sobre seus lábios. Depois da surpresa inicial, meu coração começou a bater fortemente. Isto era o mais perto que havia chegado de um garoto, e o fato de que era Sawyer me aterrorizava e emocionava ao mesmo tempo. Deslizou o nariz pelo meu ombro e logo começou a acariciar meu pescoço. Não pude evitar o calafrio que me percorreu quando seu hálito quente tocou minha orelha. Logo a mão em meu estomago deslizou um pouco e me virou para ficarmos frente a frente. — Você se sente tão bem, Lana. Me faz esquecer todo o resto — murmurou enquanto segurava a parte de trás da minha cabeça e suavemente guiou minha boca a sua. A mesma fome intensa que senti na ultima vez que havíamos feito isso me consumiu. Sua língua saiu, lambeu meu lábio inferior, e gemeu. Sawyer Vincent gemeu enquanto lambia e provava minha boca. Me

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aproximei mais dele e passei as mãos por seus cachos escuros com a esperança de que este beijo não terminasse tão rápido como o anterior. Quando sua língua entrou em minha boca, foi minha vez de gemer em sua boca. Tinha gosto de algo sombrio e perigoso. Com cuidado, toquei sua língua com a minha. Suas duas mãos se apertaram em minha cintura e me sentou montada sobre ele antes de passar as mãos pelas costas para me puxar com força contra seu peito. Sua boca abandonou a minha e comecei a protestar até que ele começou um caminho de beijos através da minha mandíbula para suavemente mordiscar o lóbulo da minha orelha antes de deslizar seus lábios até meu pescoço. Me movi ansiosamente quando um calor se acumulou em meu ventre e um formigamento estranho começou entre minhas pernas. — Hey, Saw, procure um quarto, cara — gritou uma voz forte, irrompendo através da minha mente nebulosa e fiquei tensa, me afastando

do

calor

do

corpo

de

Sawyer.

Havia

me

esquecido

completamente de que estávamos na sala de estar! Haviam outras pessoas ao nosso redor. Meu rosto estava queimando. Deslizei o olhar até Sawyer, que me observava com um sorriso divertido. — Não fique tímida comigo agora, Lana — arrastou as palavras, apertando meus lados com suas mãos. — Sawyer! O que você está fazendo? — exclamou Ashton atrás de mim e eu sai de seu colo como se tivesse feito algo errado. — Bem, Ash, estou fazendo exatamente o que parece que estou fazendo — disse Sawyer. — Com Lana!

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— Sim, baby, eu estava. Sua prima é uma coisinha muito doce. E não estava reclamando. Estou muito, muito certo de que ela estava gostando tanto quanto eu. Gritos e assovios vieram de algum lugar da casa. Parecia que não conseguia fazer outra coisa que não fosse olhar Sawyer em estado de choque. — Ela está fora dos seus limites. Está me ouvindo? Não se atreva a usá-la... — Usá-la? Sério, Ash? Acha que é isso? Porque, baby, não é. Posso me sentir atraído por outras garotas. Isso sim é possível. — o tom satisfeito em sua voz era inconfundível. Por que estava tão contente? — Isso não é o que eu quis dizer — Ashton quase gritou. Sawyer levantou suas sobrancelhas com incredulidade. — Mesmo? Porque é isso que parece e soa daqui, querida. — Já chega, Sawyer. — a voz de Beau me assustou e me virei para olhá-lo entrar na casa. Oh, meu Deus, estava irritado. — Dessa vez não fui eu, irmão. Ela começou. — Sawyer não soava nem um pouco preocupado pelo fato de que Beau parecia ponto de machucar alguém. — E se não calar a sua boca bêbada eu vou terminar — a voz de Beau era fria e calma.

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Sawyer não estava bêbado. Ou estava? Eu estava olhando-o e parecia tranquilo. Quando meu pai chegava em casa bêbado gritava e estava zangado. Sawyer era doce e suave, ou era antes de ser interrompido. — Vamos, Lana, temos que ir — exigiu Ashton ao lado de Beau. A mão de Sawyer se apertou a minha. — Não vá — disse em um sussurro suplicante. Isso era tudo o que precisava. Tinha vindo aqui por uma única razão; para ter a atenção de Sawyer Vincent. Não estava disposta a ir embora agora que a tinha. — Quero ficar mais um pouco, se estiver tudo bem — respondi, esperando que Ashton não ficasse brava. Não que ela tivesse alguma razão para estar. — Mas eu... — Não é da sua conta — disse Sawyer, interrompendo Ashton. A raiva brilhou nos olhos verdes de Ashton e Beau a puxou para seu lado e sussurrou algo. Pareceu relaxar um pouco e depois assentir com a cabeça. — Tudo bem. Fique. Mas não deixe Sawyer te levar para casa. Beau e eu esperaremos por você quando estiver pronta. Basta nos ligar. Assenti com a cabeça. Sawyer não prometeu me levar para casa de qualquer forma. Isso soava como um bom plano. — Estou contente que vocês vão. Lana e eu precisamos de um quarto — disse Sawyer, se colocando de pé instantaneamente me

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puxando até ele. As risadas pela atenção que havíamos atraído foi o alerta que precisava. Tirando a mão de seu aperto, mentalmente amaldiçoei minha pele branca e o rubor que sabia que estava cobrindo o meu rosto e meu pescoço. Talvez Sawyer estivesse bêbado. Realmente desejava que estivesse por insinuar para todo mundo ao nosso redor que íamos fazer algo em um quarto, era algo que o Sawyer que eu conhecia não faria. — Sabe, acho que vou com Ash e Beau — contestei, com a esperança de disfarçar a humilhação em minha voz. — Espera. Não. O que eu fiz? — a voz ferida de menino pequeno de Sawyer quase me deteve. Mas suas palavras insinuantes de que íamos para um quarto, e fazer Deus sabe o que, enquanto estávamos em uma casa cheia de gente escutando,me manteve caminhando até Ashton. — Vamos — suspirou Ashton, me puxando para seu lado e me levando até a porta. — Alguém sóbrio leve-o para casa ou me chamem para vir busca-lo — disse Beau como despedida antes de nos seguir. — Não estou bêbado! — declarou Sawyer em voz alta. Depois a porta se fechou e tive que lutar contra as lagrimas.

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Capítulo 06

Eu estava bêbado. Eu só estive uma vez bêbado em minha vida e tinha sido o dia em que eu descobri sobre Beau e Ashton. Eu tinha quase certeza de que eu estava mais bêbado agora do que tinha estado então. Meu estômago revirou e me inclinei pela terceira vez arremessando para o mato na frente do quintal de Kayla. Suor frio escorreu sobre meu rosto, eu descansei minhas mãos sobre os joelhos e fechei os olhos orando para não passar em meu próprio vômito. O que diabos eu tinha bebido? Tudo o que eu conseguia lembrar era estar derramando um pouco de rum em alguns, ou mais de meus refrigerantes. Talvez eu tivesse parado de adicionar a coca-cola depois de um tempo e acabando com o rum puro... Não, espere, eu tinha mudado para vodka. Nós acabamos com o rum. Meu estômago embrulhou novamente, mas não havia mais nada para sair. Inclinei contra a parede de tijolo fresco e deixe o ar fresco me refrescar. — Beba isso, filho da puta idiota.

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Eu tirei meus olhos abertos para ver a expressão irritada de Beau, antes que ele pressionasse uma garrafa de plástico fria em minha mão. Soltando o meu olhar, vi que ele me trouxe água. O sabor do meu licor regurgitado não foi atraente. Gostaria de agradecer-lhe por ter vindo ao resgate, mas eu simplesmente não poderia fazê-lo. Abri a garrafa, tomei um gole e imediatamente me senti melhor. — Pegue mais algumas bebidas, então vamos lá, eu vou te levar para casa. Sua atitude mandona estava começando a me dar nos nervos. Ele não foi de repente o bom irmão, ou meu primo, tanto quanto qualquer outro soubesse. Só porque ele tinha Ash não fez torná-lo o mais esperto. — Para trás, Beau — Eu disse e tomei outro gole da minha água. — Eu prometi a Ash que eu não iria por algum sentido em você esta noite. Não me faça quebrar essa promessa. Revirando os olhos, eu afastie-me do lado da casa onde eu estava descansando e passei por Beau para meu caminhão. Eu não estava bêbado mais. Eu tinha acabado de expulsar cada gota de álcool a partir do meu corpo no matagal do Jenkins. — Não faça isso, Sawyer. Você já bebeu demais e você está pronto para desmaiar. Deixe-me levá-lo para casa. Parei, virei e olhei para ele. — Por quê? Tudo que eu faço é chatear Ash. Eu não consigo parar nem de olhar para ela. Desejá-la. Por que diabos você quer me ajudar então?

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Beau soltou um suspiro e voltou meu olhar. — Porque você é meu irmão. Esse foi o ponto crucial de tudo isso. Claro que não importava para ele que eu era seu irmão quando ele tinha tomado a minha menina. Tecnicamente, ele pensou que eu era seu primo, mas nós sempre fomos tão próximos como irmãos. — Eu pensei que tinha chegado a um acordo sobre isso, Sawyer. Você me deu a sua bênção. Você deu a Ash sua bênção e você foi embora. O que há de errado? O que estava errado? Tudo estava errado. Ele pegou a minha menina. Ele esta na faculdade em que eu queria participar. Ele tem toda merda maldita que eu queria na vida. — Nada — eu murmurei e virei em direção ao meu caminhão novo. — Sawyer, eu literalmente vou forçá-lo a entra no meu carro se eu tiver que fazê-lo — Beau não soava com raiva, apenas sincero. Hoje à noite, eu não estava para um mano-a-mano com ele. Eu era mais do que positivo que eu iria perder e, possivelmente, ter algumas contusões para mostrar para ele. — Tudo bem. Leve-me para casa. Depois de Beau me deixar, eu tinha tomado um longo banho quente e depois me arrastado na cama. Felizmente, meus pais não se levantaram para me verificar. Puxei os lençóis por cima da minha cintura, olhava para o teto e repassava como Ashton tinha estado essa noite na minha cabeça. Ela tinha ficado com raiva. Por quê? Pelo que eu

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estava fazendo com Lana em público? Tudo o que tínhamos feito era beijar. Concedido, foi um beijo realmente quente e que pele de menina incrível ao toque. Seu cabelo cheirava a algum tipo de flor suave e antes de sermos interrompidos pela demanda estúpida de Jake de conseguir um quarto, eu estava pensando em como eu seria o gosto da pele na curva de seu pescoço. Seu pulso estava correndo sob meus lábios e tinha sido intoxicante. Como nada que eu tivesse experimentado antes. Ashton tinha colocado uma parada rápida nas coisas. Ela foi cuspir como louca. Um pouco louca. Estava ela ... com ciúmes? Ela poderia estar? Eu realmente não tinha namorado ninguém desde a nossa separação. Ela nunca tinha me visto com todas as meninas e, certamente, não fazendo desse jeito. Mas ... ciumenta ... talvez. Um pequeno sorriso puxou o canto da minha boca e eu estendi a mão para o meu celular. Eu: Por favor, diga Lana me desculpe, eu fiquei bêbado e fui um idiota. Eu apertei enviar e esperei para ver o que era resposta de Ashton. Quase imediatamente, apitou. Sorrindo, sentei-me e li. Ashton: Sim você foi. Eu digo a ela. Basta ficar longe dela Sawyer. Ela estava com ciúmes. Ela não gostava que eu estivesse interessado em outra pessoa. Ashton queria os dois irmãos Vincent encantado com ela. Bem, isso pode vir a ser divertido como o inferno.

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Eu: Não posso fazer isso Ash. Eu realmente gosto dela. Eu quase pensei que ela não ia responder quando o telefone se iluminou e eu li seu texto. Ashton: Eu não quero mal a ela. Eu ri para mim mesmo, eu sabia melhor. Ela não queria dividir minha afeição. Pirralha mesquinha. Eu: Eu não iria machucá-la. Eu quero passar algum tempo com ela. Posso ter o número dela? Ashton: Não hoje Deitei-me na cama sorrindo, pensando que Ash tinha acabado de fazer este jogo muito divertido para se safar.

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— Lana? — A voz de Ashton invadiu a minha batalha interna de ficar aqui ou apenas desistir e voltar para casa. — Sim — eu respondi, desejando que eu tivesse sucesso o sono falso. Ashton abriu a porta do quarto de hóspedes, onde minha tia insistiu que eu dormisse em vez de no colchão extra no chão do quarto de Ashton onde eu normalmente dormia. Sentei-me e vi como ela se aproximou de mim apertando as mãos. Aquela pequena mania nervosa dela me disse que isso era sobre Sawyer. Não é algo que eu queria falar. Pelo menos não esta noite. — Um ... você, uh, você gosta de Sawyer? Como uma pessoa poderia ser cega? Ashton tinha sido sempre ignorante do mundo ao seu redor. Ela tinha sua pequena bolha, e ela se preocupava com o que a afetava e nada mais. Agora, eu estava invadindo sua bolha e ela foi percebendo as coisas que ela deve ter tido anos atrás. — Sim, um pouco. Seus ombros nus perfeitamente bronzeados levantaram com um suspiro e ela concordou. — Eu pensei assim.

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Ela sentou-se cautelosamente na beira da cama. Eu estudei o rosto e me perguntei se a preocupação era para mim ou para si mesma ou possivelmente Sawyer. — Sawyer não era ele mesmo esta noite. Você sabe disso, — ela levantou os olhos para encontrar os meus e eu só vi tristeza. Inveja ou ansiedade. Ela estava apenas triste. — Eu sei. Eu nem percebi que ele bebeu. — Ele normalmente não faz. Hoje foi um lado de Sawyer que eu nunca tinha visto antes. Ele estava muito ... Modo-Beau. Ou pelo menos o jeito que costumava ser de Beau. Suas palavras fizeram clique tudo. O quebra-cabeça que Sawyer tinha criado hoje tudo se encaixou. Ele já havia atuado como Beau antes quando queria de volta Ashton e não a tinha. Uma pequena dor no meu peito começou e, infelizmente, era tudo muito familiar. Foi a mesma dor que eu senti quando eu vi o concurso, de olhar completamente dedicado que Sawyer concedia a Ashton cada vez que ele olhava em sua direção. Que tinha sido frequentemente. — Faz sentido — eu murmurei, mais para mim do que para Ashton. Em vez de perguntar-me o que eu quis dizer, ela apenas balançou a cabeça e olhou desamparado para a parede azul pálido em frente a ela. Pelo menos ela entendeu e eu não teria que soletrar para ela. Sawyer estava lidando com o não ter Ashton bebendo e agindo diferente. Tinha passado seis meses para sair chorando. Quanto tempo ele precisaria?

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— Ele me mandou uma mensagem hoje à noite. — Quem? — Eu assumi que ela estava falando, de Sawyer, mas com Ashton você nunca pode ter certeza de qual menino Vicent que ela estava falando. — Sawyer. Ele me perguntou sobre você. Queria me dizer que estava arrependido. Meu coração estúpido acelerou e eu tentei manter meu rosto composto.

Lembrei-me

que

ele

tinha

sido

provavelmente

mais

preocupado com os sentimentos de Ashton do que com o meu. — Oh — foi a única resposta que eu poderia reunir. — Eu não sei o que seus motivos são Lana. Quer dizer que você é linda e ele é um cara. Eu posso ver que ele poderia estar interessado em você...— — Mas você também está preocupada que ele está me usando para chegar até você — eu terminei o pensamento para ela. Ashton puxou o lábio inferior entre os dentes e fez uma careta. Sim, soou mal quando disse em voz alta. Mas era a verdade. — O Sawyer que conheço, o Sawyer que amava não é calculista e cruel. Mas o Sawyer que também conheço nunca teria chegado bêbado em uma festa e ficado com uma menina em público. Caramba, eu tenho certeza que você fez mais com Sawyer no sofá que eu fiz com Sawyer durante os três anos em que saía. — Ashton soltou uma risada curta dura — eu basicamente tive de pedir-lhe para fazer mais do que alguns

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beijos castos. Ele era tão controlado. Hoje à noite, quando desci e vi vocês dois e bem as mãos ... — ela parou. Eu sabia exatamente onde suas mãos perversas tinham estado e lembrando o meu rosto aqueceu. — Eu acho que o que eu estou tentando dizer é, tenha cuidado. Eu não sei o que ele está fazendo e eu não quero acreditar que ele está tentando chegar até mim através de você. Eu só não acho que ele faria isso. Honestamente, se você e Sawyer se tornarem algo eu seria feliz por ambos. Ele é um cara maravilhoso. Ele só não foi „'o meu cara"... você sabe? Eu não sabia o que dizer para ela. Fiquei surpresa que ela estava tão bem com Sawyer mudando. Claro, Beau era um gato, mas se Sawyer tivesse sido meu, eu estaria arrasada ao vê-lo seguir em frente. — Ele queria o seu número de telefone celular. Eu não dei a ele. Eu não tinha certeza do que você queria que eu fizesse. — Dê a ele — eu respondi rapidamente. Ashton riu e acenou com a cabeça antes de se levantar. — Bom, tudo bem então. Fico feliz em saber onde você está — a provocação em sua voz foi um alívio. Ela realmente estava bem com isso. — Este verão ... minha vinda aqui ... não foi apenas sobre o desejo de gastar tempo com você antes de ir para a faculdade. Ashton sorriu e levantou as sobrancelhas. — Eu não acredito que você está me dizendo que o menino Vincent trouxe-a a Grove, Alabama e não eu.

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Encolhendo os ombros, voltei a sorrir, — Eles são difíceis de resistir. — Não que eu saiba. Eu estava na janela e vi como Ashton pulou nos braços de Beau e começou a beijar seu rosto todo como se ela não o tivesse visto na noite passada. Era uma espécie bruta. Ele estava sem camisa e coberto de suor. Ele estendeu a mão e virou o sujo boné da Universidade do Alabama, para trás antes de pegar o rosto de Ashton e assumir seus lábios errantes. Balançando a cabeça, virei-me longe da demostração pública principal de carinho que aqueles dois estavam dividindo com a rua inteira. Ela tinha estado toda limpa quando saiu e agora ela tinha Beau Vincent suando toda a sua roupa. Sem mencionar a grama provavelmente presa ao seu corpo. Era melhor esperar que seu pai não decida vir a casa para o almoço. Aquilo podia não acabar bem. O som de Diga a Ele de Colbie Caillat me alertou que eu tinha uma mensagem de texto. Correndo para o armário onde eu tinha deixado o meu telefone, eu agarrei e meu coração acelerou antes mesmo de lê-lo. Sawyer: É Sawyer. Eu sinto muito sobre ontem à noite. Deixeme fazer as pazes com você. Estou levando o barco hoje. Venha comigo, por favor. Eu nem sequer me dei tempo para pensar sobre isso. Eu rapidamente digitei. Eu: Ok. Quando?

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Jogar duro para conseguir pode ser a melhor maneira de lidar com isso, se realmente Sawyer gostava de mim. Mas eu não tinha certeza. Se eu fosse apenas uma arma para ser usada contra Ashton então eu precisava mudar isso. Eu precisava fazer ele me ver. Sawyer: Você pode estar pronta em uma hora? Eu: Sim Sawyer: Use uma roupa de banho. De preferência o biquíni que você estava na noite passada. Eu tive que tomar uma respiração profunda e calmante reli seu pedido várias vezes antes de digitar Eu: ok.

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Capítulo 07

Lana abriu a porta no momento em que me detive na calçada de Ash. Eu precisava corrigir a bagunça que eu havia feito na noite passada, então em vez de apreciar a vista de suas pernas cremosas, e a forma como se pareciam naqueles minúsculos shorts vermelhos, eu saltei do caminhão e caminhei ao redor da frente do táxi para que eu pudesse abrir a porta e ajudá-la a entrar. Um sorriso tímido jogado em seus lábios carnudos que eu reconheci do outro lado do caminhão. Sim, eu tinha esperança. Mesmo depois da façanha que eu havia feito na noite passada, ela foi afetada por mim. A culpa estabeleceu em meu estômago quando eu olhei em seus olhos confiantes. — Hey — seu sotaque da Geórgia não era nada mal. Eu nunca tinha percebido que Lana tinha uma voz sexy.

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— Estou feliz que você tenha me perdoado o suficiente para vir comigo hoje. Ela encolheu um de seus delicados ombros pequenos. Algumas sardas enfeitavam a pele lisa, que ela estava expondo com um top sem mangas. Eu não os tinha notado ontem à noite e o desejo de beijar cada uma delas me chocou. — Não há muito a perdoar. Você agiu como um burro, mas você estava bêbado. Eu deveria ter prestado mais atenção. Eu não podia deixar de rir. Lana McDaniel tinha acabado de me chamar de burro. — Isso é muito atencioso vindo de você — eu respondi. — Hmmm... talvez sim. Eu abri a porta do caminhão e estendi a mão para pegar a mão dela quando ela entrou na cabine. Os shorts subiram ainda mais sobre as pernas e, no meu olhar apreciativo, eu notei uma solitária sarda incrivelmente perto da curva de seu traseiro em forma de coração. Meu coração acelerou e me obriguei a parar de cobiçar seu traseiro. Inseguro se a minha voz iria ou não me trair, eu não disse nada quando eu fechei a porta e voltei para o lado do motorista. Uma vez que nos dirigimos para o lançamento do barco, eu olhei para Lana. — Você ainda sabe wakeboard, não é? — Eu tinha passado horas lhe ensinado a navegar em um verão quando estávamos no ensino médio, enquanto Ash e Beau a vaivam do barco.

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Um pequeno sorriso se repuxou em seus lábios e eu me perguntei se ela estava se lembrando desse dia também. Tinha sido nós dois contra Ash e Beau. Pela primeira vez, eu me senti como se tivesse uma equipe. Era sempre eu tentando controlar os dois, mas naquele dia, eu tinha uma parceira. Com certeza, eu queria Ash como minha parceira. Esse foi o verão antes de tudo mudar. O verão antes de me tornar zagueiro e ganhar a Ash. — Sim, eu acho. Não é como uma bicicleta...sabe, uma vez que você aprende você nunca esquece? Os caras estavam indo para desfrutar isso um pouco demais. Se não precisássemos de ajudante e de um condutor auxiliar estaríamos fazendo isso hoje. Mas esqui e snowboard, com apenas duas pessoas, não era seguro. Alguém precisava ajudar o piloto e então se eu queria wakeboard, e eu faria, especialmente com a Lana, então eu precisava de outro condutor. — Hmmm... talvez um pouco. Ele pode levar algumas tentativas, se você estiver enferrujada — eu finalmente respondi. Lana soltou um pequeno gemido e eu engoli uma risada. Ela teve o momento mais difícil aprendendo a ficar em esquis e então o wakeboard tinha

feito

quase

o

mesmo

embora,

eu

sempre

admirava

sua

determinação. Ela não tinha desistido. — Se estamos esquiando e tudo mais, outros vão estar lá né? Eu balancei a cabeça, notando a pequena decepção em sua voz. Ela queria apenas eu. Eu gostei disso, muito.

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— Será que Ethan vai estar lá? Meu pequeno momento de prazer evaporou. — Ethan? Uh, provavelmente. — Merda. Havia esquecido seu pequeno episódio de complacência em Wings. Ethan não tinha estado na festa de ontem à noite. Ele não sabia nada da nossa pequena demonstração pública de afeto. Não, espere... ele provavelmente sabia. Isso era uma grande fofoca. Alguém já deveria ter falado a essas alturas. — Ah, bom. Eu pelo menos vou ter outro amigo lá. Inferno, não. Eu teria que puxar Ethan de lado sem que ela percebesse e assegurar-me de que entendia que Lana estava fora de suas mãos. Mais uma vez, a culpa começou a puxar para mim e eu empurrei-a para longe. Claro, Ethan pode ser mais sincero sobre seu interesse em Lana, mas ela estava aqui apenas para passar o verão. Depois estávamos todos indo para a faculdade. Se alguém ia ter uma aventura de verão com ela, essa pessoa tinha que ser eu. Fim de história. Não há motivo para culpa. Este era um meio para um fim. Além disso, tomei uma espiada em cima da Lana, não era como se eu não fosse desfrutar de sua companhia. Ela era linda, inteligente e engraçada. Além disso, estar com ela iria deixar a Ashton louca. Talvez até mesmo enviá-la correndo de volta para meus braços... aí estava aquela maldita culpa novamente. Preciso de uma cerveja. Ela sempre me ajudou a limpar minha consciência.

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Meu celular tocou e eu rapidamente puxei-o para fora do meu bolso. Era Ashton. Eu mandei uma mensagem para ela dizendo que eu iria navegar com Sawyer hoje. Ela deve ter pensado que justificava uma chamada de telefone em vez de uma resposta de texto. — Hey — eu disse, tentando não olhar para Sawyer. Ele estava dirigindo, mas eu podia sentir seus olhos em mim. — Você dois vão sozinhos? Porque se você for, acho que não é seguro. Beau e eu podemos ir também. De jeito nenhum eu queria Ashton perto de Sawyer hoje. Eu precisava chamar sua atenção e quando Ashton estava por perto, ele estava com um único pensamento. — Não, nós estamos indo esquiar. Os outros estão chegando também. Vai ser seguro. — Se for Ash diz que ela e Beau são bem-vindos para se juntar a nós. — Sawyer saltou. Genial. —

Diga-lhe

obrigado,

mas

se

vocês

têm

outras

pessoas

provavelmente vai ser mais divertido sem Beau, Sawyer e eu todos juntos... ela parou.

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— Ok, eu vou dizer a ele. — Hoje à noite Beau e eu estamos indo para a praia para comer algumas patas de caranguejo depois ir ouvir Cidade Little Big jogar no Wharf. Ethan também tem dois bilhetes e quer saber se você gostaria de vir, você sabe... com ele. Ethan? Eu virei minha cabeça para que eu pudesse espiar Sawyer. Ele estava observando a estrada, mas eu poderia dizer que a sua atenção estava completamente focada em minha conversa com Ashton. Irritada com as razões por trás de seu interesse, eu decidi que dois poderiam jogar este jogo. — Claro, eu adoraria ir hoje à noite. Estou prestes a ver Ethan então vou lhe dizer eu mesma. A cabeça de Sawyer virou para olhar para mim e eu lhe lancei um sorriso inocente e disse adeus a Ashton antes de desligar. — Ashton e Beau têm outros planos para o dia. Mas ela disse para dizer-lhe obrigada. — Se ele quisesse saber sobre Ethan ele ia ter que perguntar. — O que ela quer que você diga a Ethan? Eu abri minha boca para responder quase automaticamente, mas a fechei rapidamente. Isso não era da sua conta. Só porque ele me perguntou não quer dizer que eu tenha que dizer a ele. A velha Lana teria deixado escapar tudo o que ele queria saber. Esta Lana não faria isso. Esta Lana não era um cachorrinho apaixonado... Ok, talvez eu seja, mas ele não tem que saber disso.

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— Se eu quisesse que você soubesse todos os detalhes da minha conversa, eu teria colocado Ashton em viva-voz — Eu finalmente respondi. — Ouch. Eu só estava perguntando. Talvez eu tivesse ido um pouco longe com o meu comentário. Eu queria que Sawyer gostasse de mim e ele havia me convidado para esquiar com ele. — Desculpe. Não era nada para se preocupar. Não queria parecer tão mal-humorada. Sawyer não respondeu e o silêncio engolfou o caminhão. Uma vez que Sawyer entrou no estacionamento do lançamento do barco, eu tinha tido tempo suficiente para decidir como lidar com seu silêncio. Passar o dia em um barco com um irritado Sawyer não soa como diversão. — Eu realmente sinto muito que eu fui tão rude. Não era nada importante, na verdade. Sawyer virou o motor e virou-se para encontrar o meu olhar. Ele me estudou um momento e, finalmente, concordou. — Tudo bem. Eu não deveria ter enfiado meu nariz nas suas coisas. Eu apenas pensei que nós éramos amigos. Eu realmente não pensei que te ofenderia com a pergunta. Grandioso. Agora, eu me sentia tão baixa quanto à sujeira no fundo dos meus sapatos.

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— Nós somos amigos. Eu não sei por que eu te respondi assim. Acho que eu estava envergonhada com o assunto. O que era uma metade verdade. Uma carranca enrugou a sua testa, o que era ridiculamente quente. — Por que Ash lhe pediu para dizer a Ethan algo embaraçoso? Perfeito. Eu me apoiei em uma parede. Eu não poderia exatamente expulsá-lo de novo. Eu não gosto de ter ele mal-humorado e calmo comigo. O melhor curso de ação seria mentir. — Eu nunca estive em um encontro antes. Ethan pediu-me para ir com ele para um concerto esta noite. Ou ele pediu a Ashton para me perguntar se eu iria com ele. — Ou eu poderia simplesmente deixar escapar toda a verdade e parecer uma idiota. Genial! Eu precisava trabalhar minhas habilidades de mentirosa. Eu não tinha nenhuma. Eu abri minha boca para mentir em vez saiu a verdade. Obriguei-me a não fazer uma careta e alcancei a maçaneta da porta. A completa surpresa nos olhos de Sawyer era humilhante. Eu tinha 18 anos de idade e eu nunca tinha estado em um encontro. Era triste. E agora Sawyer sabia o quão patética eu era. — Espere — a mão de Sawyer disparou e agarrou meu braço para me parar antes de eu pular para fora do caminhão. Suspirando, eu virei para olhar para os seus olhos simpáticos, mas descobri que eles não estavam exatamente cheios de simpatia ou espanto. Em vez disso, eles pareciam meio... frustrado. Bem, isso é interessante.

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— Você gosta do Ethan? Sim, eu gostava de Ethan. Ele era bom, pensativo, engraçado, doce, e ele estava atraído por mim. Não havia ex-namorada que pudesse atravessar meu caminho. Mas ele não era Sawyer. Balançando a cabeça, eu não disse mais nada. Em vez disso, eu esperei. Sawyer abriu a boca para dizer alguma coisa, mas logo a fechou e cerrou os olhos com força antes de balançar a cabeça e soltar meu braço. — Não importa. Vamos. Ele abriu a porta e saiu. Eu daria qualquer coisa para levá-lo a dizer o que era, que ele parou de dizer agora. Mas a conversa estava encerrada. Sua curiosidade tinha sido curada e eu tive um dia inteiro para me debruçar sobre o fato de que eu possa ter acabado de matar qualquer chance que eu tive com ele. Ethan era seu amigo e depois da confusão com Beau, eu duvidava que Sawyer jamais iria fazer um movimento em direção a uma menina que tinha namorado seu primeiro amigo.

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Capítulo 08

Se Ethan sussurrasse em seu ouvido novamente, sua bunda seria lançada do maldito barco. A única razão porque ele permanecia nele por tanto tempo era porque Lana não parecia tão feliz com suas tentativas de namoro. Ela não sorria como tinha feito no restaurante. Em vez disso, ela parecia um pouco tensa com alguma coisa. Tinha decidido à luz do dia que Ethan não era tão interessante? Deus, esperava que sim. Ele não a queria pelas razões certas o que o tornava muito egoísta e calculista. Lana era um maldito doce e de forma alguma queria magoá-la. Se Ethan a fazia feliz, eu não tinha certeza de que eu poderia me interpor no caminho apenas para chegar a Ash. — Deveria aconselhar Ethan a dar um passo atrás? — A voz de Jake interrompeu meus pensamentos e eu olhei para longe de Lana e Ethan, me concentrando em conduzir a embarcação.

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— O quê? — Eu perguntei em uma voz entediada. Jake bufou — Do olhar assassino que está lhe lançando. Desde quando Jake decide começar a prestar atenção ao mundo ao seu redor? Balançando a cabeça, eu me virei e vi Kayla e Toby. Eles tinham estado lá tentando se superarem por mais de vinte minutos. Se não fosse pela curva acentuada e inesperada, continuariam por mais vinte minutos. Eu precisava de uma distração. — Espere, eu estou prestes afundá-los — eu disse em voz alta. Meus olhos imediatamente encontrando Lana, ela tinha um férreo controle sobre o flanco da embarcação olhando para Kayla e Toby com um gesto de preocupação. Girando o leme do barco duramente para a esquerda enviei Kayla e Toby voando pelo ar. Podia ouvir seus gritos e Toby gritava algo muito próximo a "Filho da…" antes de cair na água com um golpe forte. — Oh meu Deus! Eles estão bem? — Perguntou Lana para mim, com um olhar de horror. Eles estavam bem. Eu conhecia o caminho e o lugar certo para afundar alguém fora de sua wakeboard (uma mistura de Surf e Snowboard). Nós todos fazíamos isso desde que éramos crianças. Ambos sabiam como aterrissar com segurança depois de uma boa enterrada. Eu apontei para a água onde Kayla e Toby tinham aterrissado. Lana voltou para o seu lugar quando viu que ambos tinham ressurgido e estavam bem.

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Kayla estava segurando sua prancha e Toby beijando-a enquanto ela ria alto. Lana relaxou os ombros. — Essa é a forma em que o Saw gosta de dizer a alguém que seu tempo terminou — Ethan disse, sorrindo com uma expressão boba no rosto que demonstrou o quanto ele gostou. Eu iria fazer um favor para Ethan levando-a para longe dele. Ele estava fazendo papel de bobo. Lana olhou para mim com aqueles grandes olhos verdes. Eu tive que engolir saliva, porque seus olhos eram tão semelhantes aos de Ashton. — Não acho que queira uma volta. Rindo, cutuquei Jake. — Tome, leve. — Eu não vou conduzir. Eu vou com você — ela me informou. Lana desviou o olhar temeroso de mim para Jake que já estava ao leme. Ela não confiava nele mais do que confiava em mim. — Hum, eu não sei. Talvez...Ethan talvez pudesse conduzir — sugeriu. O cenho franzido que ele estava porque era eu quem estava prestes a sair com a Lana foi substituída por um sorriso de satisfação. Ela confiava nele e ele gostou, é claro. — Que seja — Jake disse, tomando sua bebida e deixando-se cair de volta no banco onde ele tinha estado deitado antes. Ethan se aproximou, pegou o leme e desligou o motor para que Toby e Kayla pudessem subir novamente.

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Estendi a mão e peguei o wakeboard que Toby estava me dando. — Você poderia ter nos dado apenas um aviso antes — Toby reclamou enquanto ajudava Kayla a sair da prancha. — Mas isso foi muito mais divertido de ver — eu respondi, pegando o colete salva-vidas de Kayla e entregando a Lana. — Este é o único que serve. O resto é grande. Lana pegou e estremeceu quando a água fria escorria de sua jaqueta e foi para sua pele quente. — Na verdade, isso não é verdade. Ele tem um muito melhor escondido debaixo dos assentos, mas é de Ash. Ele deu a ela por seu aniversário de um ano de namoro, junto com a melhor wakeboard, pelo menos para as garotas. Mas não deixa ninguém usá-lo, embora ... — Não, querida — Toby interrompeu enquanto empurrava Kayla lentamente para o fundo do barco. Não me atrevi a olhar para Lana. Mais teria preferido que ela não soubesse nada das coisas de Ash. Ainda estavam escondidas embaixo do assento do banco. E eu não estava disposto a deixar que outra pessoa usasse. Ver alguém colocá-los, seria outra porta trancada. Isto tinha sido algo que eu e Ash fizemos juntos. Ela tinha ficado tão animada quando recebeu o presente. Inclusive tínhamos caído na água e flutuamos nela nessa mesma noite enquanto ela chovia beijos sobre meu rosto e me dizia o quanto eu era maravilhoso. Isto foi antes, quando ela ainda era minha. — Aqui está seu colete — disse Jake enquanto me lançava o colete agradavelmente seco. Apanhando-o enquanto batia contra meu peito,

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rapidamente coloquei e cai na água. — Simplesmente salto nele? — perguntou Lana do trampolim, me olhando com o cenho franzido de preocupação. Nadei para ela: — Sente-se — disse. Ela atendeu rapidamente, sem me tirar os olhos de cima. Agarrei-a pela cintura e a ajudei a entrar na água. — Eeeep, faz frio — falou ela e suas mãos apertaram meus braços com força. Seu lábio inferior tremeu um pouco e não pude me deter. Eu a fiz usar um colete salva-vidas frio e úmido porque eu era muito criança para deixa-la usar o de Ashton. O mínimo que podia fazer era aquecer seus lábios. Ela ficou tensa no momento em que minha boca tocou a dela, mas só brevemente. Suas duas mãos deslizaram lentamente por meus braços e por meu cabelo enquanto eu a segurava pela cintura atraindo-a para mim. Pressionando inocentes beijinhos no canto da sua boca só para acender meu apetite. Dei uma pequena mordiscada no seu lábio inferior, sua boca se abriu em um pequeno suspiro, eu mergulhei com tudo. Eu precisava sentir a leve pressão de seus lábios contra os meus. Minha língua se enroscou na dela enquanto a pressionava contra mim, suas mãos em punhos no meu cabelo molhado. Sim, isto era bom. Isto era muito bom. Deslizando minha mão sobre seu quadril aproveitei para envolvê-la ao redor de minha cintura. Um suave gemido escapou dela quando o V entre suas pernas se abriu e ela se apertou mais contra mim, prova de que ela estava gostando um pouco. Ah, inferno era melhor do que bom.

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— Querem parar com essa exibição em público? — Disse Jake em um tom irritado, isso me lembrou que tinha um barco cheio de pessoas atrás de nós, nos observando. Eu me afastei e o suspiro frustrado de Lana me fez pensar se eu realmente me importava se nos víssemos. Os olhos de Lana se focaram e ela olhou por cima do ombro para ver nosso público curioso. Suas bochechas se tornaram rosa brilhante enquanto ela abaixava a cabeça. Mechas de seu cabelo encaracolado se soltaram do coque desleixado que os mantinham no lugar. Ela engoliu em seco os músculos de sua garganta se movendo para trás da suave pele pálida de seu pescoço. — Quero beijar esse lugar... aí mesmo — eu murmurei enquanto corria a ponta do meu dedo polegar por cima do seu pulso batendo. Ela era tão sexy como delicada. — Oh — ela disse sem fôlego. — Vão subir ou não? — Toby chamou atrás de nós. Olhei para o bando de pessoas intrometidas que tinha trazido com a gente. Sua pergunta não merecia uma resposta. Encontrei a prancha que foi jogada ao mar e me voltei para Lana — Você se lembra de como isso funciona? Respirando profundamente Lana assentiu e retirou as pernas da minha cintura me provocando um gemido. Eu tinha apreciado o calor proibido. O brilho de surpresa em seus olhos tornava muito difícil para mim

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não beijá-la novamente. — Sim, acredito que sim — respondeu ela. Voltei-me para pegar a prancha e notei o Ethan me olhando. Fiz um de gesto de desculpa e me movi para me assegurar de que Lana estivesse presa na prancha corretamente antes que Ethan colocasse em marcha o barco. — Ele está olhando com raiva — disse Lana, estudando Ethan enquanto eu nadava para ver se tudo estava no lugar. — Sim, com certeza. — Você acha que ele vai nos afundar? Eu balancei a cabeça. Ethan estava com raiva, mas ele não era estúpido. Lana tinha confiado nele. Ele não ia querer ferrar com tudo. Além disso, ele se entenderia comigo se a assustasse. Eu tinha certeza que ele também sabia disso. — Está bem ajustado? Sente-se segura? Ela assentiu com a cabeça e me deu um sorriso nervoso.

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O que diabos aconteceu? Meu corpo estava formigando e eu não podia sequer pensar nas sensações estranhas acontecendo na minha hum ... área privada. Querido Deus, tinha estado a ponto de transar com o Sawyer ali mesmo na água diante de todos. — Você está pronta? — Perguntou Sawyer para mim. Eu balancei a cabeça e esperei. Fazia um tempo, mas eu sabia o que se sentia quando estava puxando a corda na medida certa. O motor do barco rugiu e Ethan saiu disparado, o que eu também tinha esperado. Quando Kayla e Toby tinham ido pela primeira vez, eu tinha prestado atenção a tudo que eles fizeram. Kayla pulando e voando no ar não era algo que eu estava preparada para tentar fazer, mas observei cuidadosamente com atenção como se faz. Uma vez que eu estava em cima da prancha com segurança e sem tentar me jogar para frente ou para dentro da água, eu ousei olhar para Sawyer. Ele estava sorrindo para mim com aprovação o que apertou meu peito. Ele era tão bonito. Ele fechou o espaço entre nós e me concentrei em me equilibrar

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lembrando-me que ele sabia o que estava fazendo. Eu só tinha que me concentrar em não me mover para a esquerda ou direita. — Olhe isso — Sawyer sorriu para mim e se foi. Olhei enquanto ele saía, saltando na prancha e voando ainda mais alto no ar do que Kayla fazia antes de voltar para baixo e sorrir como um menino enquanto o grupo gritava e gritava. Nem sequer me balancei para a direita. Não me restava dúvida de que cairia se tentasse. Dava rápidas olhadas para Sawyer enquanto ele seguia fazendo malabarismos em seu lado da embarcação. Meus braços estavam queimando e segurar a corda estava cada vez mais difícil. Mordendo os lábios, eu tentei lidar com a dor. — Seus braços estão queimando? — Sawyer me perguntou quando ele passava ao meu lado. Eu balancei a cabeça, odiando acabar com sua diversão. — Solte a corda no três — respondeu e começou a contar. Nós dois soltamos nossas cordas quando ele disse três e afundamos lentamente na água. — Desça da sua prancha — disse Sawyer enquanto ele permanecia em sua posição. Ia outra vez sem mim. Não me sentia tão mal agora por precisar ter parado. O barco retornou para nos pegar no tempo exato em que desatava a prancha dos meus pés.

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— Dê a Toby à prancha e depois venha aqui — instruiu Sawyer e eu fiz o que me disse. Talvez precisasse de ajuda com algo. — Você vai voltar? — Jake gritou de seu lugar no barco. Sawyer concordou. — Sim, seus braços estavam queimando. Toby levou a prancha em suas mãos e uma vez que o deixou seguro no barco, nadei para Sawyer. — Sente-se no meu colo escarranchada. Enrole suas pernas em volta da minha cintura e se agarre bem forte — disse Sawyer com um sorriso malicioso em seus olhos. — O quê? Por quê? — Gaguejei confusa. Ele soltou a corda com uma mão e me indicou que me aproximasse — Vamos, Lana. Coloque essas longas pernas em volta da minha cintura. Eu não vou deixar você se machucar. Confie em mim. Um grito e aplausos me distraíram e me virei para olhar para trás, no barco Kayla estava muito feliz. — Faça isso, Lana! Eu vi Sawyer e Ash fazer isso muitas vezes. — Gritou Kayla. Eu me virei para Sawyer — Mas Ash pode fazer malabarismos. Eu não posso. — Tudo o que você tem a fazer é segurar firme em mim. Enrole suas pernas e braços em volta de mim e eu vou cuidar do resto.

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A excitação e medo lutaram entre si quando eu desisti e deslizei minhas pernas em volta de sua cintura e passei meus braços em volta de seu pescoço. — Hmmm ... Isso é bom — sussurrou Sawyer na curva do meu pescoço. Meu coração começou a bater por uma razão completamente diferente quando o barco foi lançado. Eu me apertei contra ele e enterrei meu rosto em seu ombro. Um riso sexy e quente vibrou em seu peito. Nós levantamos e nos movemos antes que eu pudesse pensar em mais nada. Minhas pernas se fecharam ao redor de sua cintura com tanta força que a excitação forte que eu havia sentido antes, estava agora firmemente pressionado contra mim. — Ah, inferno — sussurrou ele em meu ouvido e passei a me perguntar se pesava muito ou se eu estava apertando muito ele. — Por favor, Lana, não se mova. Não consigo me concentrar quando você faz isso. Eu respirei e afastei-me para olhar para ele. O brilho ardendo em seus olhos enviou meu corpo a um frenesi quente. — Estou machucando você? — Eu consegui perguntar. Sawyer balançou a cabeça e me deu um beijo na testa. — Não da forma que você pensa. Espere, eu vou andar um pouco mais. Eu me afastei para trás e obriguei-me a manter meus olhos abertos quando ele se virou para a esquerda. No momento em que

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estávamos no ar eu ofeguei com prazer. Foi tão libertador. Então nós estávamos de volta na água tão facilmente que não era assustador. — Você gostou? — Perguntou com a boca perto do meu ouvido para não ter de gritar. — Foi divertido — eu assegurei a ele. — Bem, porque nós vamos mais alto desta vez — ele disse e saiu para

a

direita

no

ar

tão

rápido

que

meu

estômago

vibrou

descontroladamente. — Oh, wow — Eu suspirei ao pousar sobre a prancha. — É incrível, não é? Então desaceleramos e afundamos na água. — Obrigado por confiar em mim — disse ele enquanto estávamos sentados na água esperando o barco para nos pegar de volta. — Obrigada pelo passeio.

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Capítulo 09

Logo que a Lana fechou a porta da casa de Ashton, eu peguei meu telefone do bolso e liguei para Beau. — Sim — ele respondeu no terceiro toque. — Eu preciso de um ingresso para o show essa noite. Eu estou indo com vocês. Beau não respondeu logo de cara e então ele soltou um suspiro — A pequena senhorita Lana está te atingindo, hein? A memória da sensação dela ao redor da minha cintura me inundou e eu engoli com dificuldade — Sim, ela está. — Ash a ajeitou com o Ethan essa noite. Você sabe disso, certo? Meu sangue ferveu. Sim, eu sabia, mas eu iria parar isso. Ethan apenas queria a Lana durante o verão. Ele estava indo para a Universidade do Texas no outono e a Lana estava indo... bem eu não

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sabia onde a Lana estava indo mas ela iria para a faculdade também. Sim, eu queria deixar a Ash com ciúmes, mas a ideia de passar um tempo com Lana estava parecendo cada vez melhor por nenhuma outra razão a não ser que ela ma fazia esquecer. Quando eu estava com ela, eu não estava pensando na Ashton. —Ela estava comigo hoje. Você me deve Beau. Bastante. Eu preciso estar lá essa noite. — Ash vai ficar brava. Ela não confia nos seus motivos e eu não tenho certeza se eu confio também. — Você já viu a Lana. O que não há para se gostar? Por que eu iria querê-la se não fosse porque ela é muito gostosa e disponível nesse verão? Eu preciso da distração. Eu acho que vai ser bom para todos nós. Beau ficou em silêncio por um momento — O show já está lotado, mas a Ash comprou dois ingressos para a Leann e ela está vindo para a praia para ir conosco. O encontro dela deu um fora nela e ela está procurando alguém para levá-la. Ela pode não querer te dar o ingresso para ser o encontro dela, mas tenho certeza que ela te venderia. — Eu ainda tenho o número dela. Eu ligo para ela. Obrigado — eu não esperei pela resposta dele antes de desligar e passar pela minha lista de contatos procurando pelo nome da Leann.

***

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Ashton inicialmente tinha nos feito dirigir em carros separados já que o Beau e eu dirigíamos uma caminhonete e o Ethan dirigia um Jeep. Eu não gostei do plano porque me deixava sozinho com a Leann e a Lana sozinha com o Ethan. Não era a combinação que eu queria. Então, eu emprestei a Mercedes Crossover da minha mãe. Ninguém poderia discutir que essa não era uma ideia melhor. Exceto talvez o Ethan que não ficou sabendo dos detalhes. Eu combinei isso com o Beau que em troca fez a Ash concordar. Eu ia pedir ao Beau para ir ao assento de trás para que a Lana e o Ethan ficassem mais perto de mim, mas a ideia do Beau enfiado no banco de trás longe de todo mundo com a Ashton fez o meu peito doer. Eu não achei que conseguiria lidar com isso. Então, eu fiquei em silêncio enquanto o Ethan rapidamente pegou o assento de trás segurando a mão da Lana enquanto ela entrava no carro. A dor ao pensar sobre a Ash e o Beau foi instantaneamente extinguida pelo ciúme explosivo. Os olhos do Ethan estavam observando o traseiro bonitinho da Lana, que ela mal havia coberto com aquele vestido. — Eu acho que você acabou de grunhir — Leann sussurrou enquanto ela passava por mim e abria a porta do passageiro. Tirando meu olhar do Ethan enquanto ele ia sentar ao lado da Lana, eu entrei. Isso iria ser uma viagem de trinta minutos muito longa. — Ainda fazendo careta — Leann provocou ao meu lado. Eu lancei a ela um olhar de morte o que apenas a fez dar uma risadinha.

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— Eu realmente pensei que você nunca iria esquecer a Ash. Eu estou surpresa — ela disse baixinho e então puxou o espelho na frente dela para olhar para a Lana e o Ethan. — Se ajuda, eu não acho que ela está muito afim dele — ela disse, e então voltou a subir o espelho novamente. — Encontre o que você quer ouvir — foi a minha única resposta para os seus comentários intrometidos. Leann estalou sua língua sorrindo antes de se inclinar para frente e olhar as estações. — Sabe, o Ethan é um cara do bem. Ele não tem motivos secundários. Apertando meus dentes, eu balancei minha cabeça e lancei a ela um olhar de aviso. — Você costumava ser um cara tão educado e legal Sawyer Vincent. Você mudou... bastante. Eu ajustei o espelho retrovisor para que a Lana estivesse diretamente na minha visão. A frustração raivosa se dissipou quando ela me deu um sorriso tímido. Piscando, eu olhei de volta para a estrada e decidi que o carro seria o único lugar que o Ethan conseguiria mantê-la longe de mim. Certamente era melhor ele aproveitar. — É a Ash ou a Lana que você está olhando? — Leann perguntou ao meu lado. Eu percebi que havia esquecido da Ashton. Meu estômago se atou. O que estava acontecendo? Ash estava bem atrás de mim sentada ao

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lado do Beau. Eu estendi a mão e ajustei o espelho retrovisor a tempo de ver a Ash rir e descansar sua cabeça sobre o ombro do Beau. A dor familiar voltou. Seus olhos se ergueram e encontraram os meus. A risada que havia brilhado neles sumiu e uma tristeza preocupada surgiu em seu rosto. Eu sentia falta daqueles olhos rindo para mim. Pegando o volante com mais força eu foquei a minha atenção na estrada ao invés da garota que eu sempre amaria atrás de mim ou da prima dela que me enviava em uma névoa de luxúria cada vez que chegava perto. — É melhor você ajustar esse espelho — o aviso baixo do Beau veio detrás de mim. Se apenas eu pudesse odiá-lo. Porque, eu queria. Tanto. Erguendo a mão, eu arrumei o espelho para que eu não pudesse ver nenhuma das garotas e aumentei o volume da música que a Leann havia escolhido, Break Your Little Heart do All Time Low. Combinava.

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— Estou feliz que você veio comigo essa noite — disse Ethan, inclinando-se mais perto de mim. Eu desviei o meu olhar da nuca do Sawyer. — Obrigada por ter me convidado — eu respondi, esperando que o desapontamento na minha voz não fosse óbvio. Quando a Ashton me contou que o Sawyer havia comprado o ingresso extra da Leann e combinado para que todos nós fôssemos juntos, eu esperava que tivesse sido por minha causa, não por ela. Então ele entrou no carro e ajustou seu espelho retrovisor para que ele pudesse me ver e o meu coração havia dado um salto bobo. Mas dentro de segundos ele o ajustou para que ele pudesse ver a Ashton. Ele não estava olhando para mim quando ele piscou... ele estava olhando para a Ashton. Beau havia notado também. Ethan olhou de volta para o Sawyer e suspirou — Não tenho certeza do motivo pelo qual ele está fazendo isso. Sinto muito, mas parece que nós teremos que testemunhar mais do drama dos garotos Vincent essa noite. Sawyer nunca será capaz de esquecer a Ashton, embora ela obviamente tenha esquecido ele. A náusea que seguiu as palavras dele não foi surpreendente. Eu estava pensando a mesma coisa, mas ouvir isso de outra pessoa era

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difícil. Eu estava tão certa de que o Sawyer havia me visto hoje. Eu pude sentir a atração dele por mim. Mas o que eu sabia sobre homens e sexo? Eu não sabia nada. Se qualquer cara tivesse a virilha dele pressionada entre as pernas de uma garota ele provavelmente ficaria duro. Do que eu ouvi sobre garotos, eles não conseguiam evitar. Suspirando, eu encostei no meu assento e cruzei minhas pernas. Minhas esperanças de que essa noite fosse sobre mim se foram. Ethan merecia mais do que eu estar encanada em chamar a atenção do Sawyer. Afinal de contas, Ethan, não o Sawyer, era quem estava pagando pela minha comida e o meu ingresso. — Eu nunca fui a um show antes — eu disse a ele querendo mudar de assunto. Os olhos do Ethan se iluminaram — Sério? Então eu sou o seu primeiro — ele disse balançando suas sobrancelhas de forma provocante. Eu não consegui segurar e ri. — Eu acho que sim — eu respondi em um tom de flerte que eu havia praticado em casa sozinha no meu quarto, mas nunca antes com um cara. Seus olhos se arregalaram por um segundo e então ele fechou a pequena distância entre nós e deslizou sua mão sobre a minha coxa para que ele pudesse pegar minha mão na sua. E eu o deixei. Porque sério, por que não?

***

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Quando nós chegamos ao restaurante à beira-mar, eu tive tempo o bastante para deixar o meu desapontamento de lado e aproveitar, de alguma forma. Se eu tiver que assistir o Sawyer babar pela Ashton a noite toda eu vou acabar no banheiro com vontade de vomitar de novo. Nesse momento, no entanto, eu estava bem. — Você vai amar esse lugar. Eles têm as melhores ostras fritas — Ethan me informou enquanto nós caminhávamos na direção dos degraus que levavam ao restaurante. — Ou você pode comê-las cruas — a voz do Sawyer estava tão próxima do meu ouvido que me assustou. Mudando minha atenção do nosso destino, eu me virei para olhar o Sawyer que estava caminhando atrás de mim. Ele me lançou um sorrisinho sexy — Eu divido a minha dezena contigo. — Dezena? — eu perguntei, ainda deslumbrada pelo aroma tentador do perfume dele e o roçar de seus dedos quando eles tocaram os meus de leve. — Ostras cruas — ele respondeu em uma voz arrastada e preguiçosa. — Oh, eu nunca comi uma antes. Não tenho certeza se eu quero — minha voz soava sem fôlego e afetada por ele. Eu era fraca no que se tratava do Sawyer. — Eu vou te ensinar exatamente como funciona para que ela desça suave e agradável — a voz dele havia abaixado de volume e ficado rouca.

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Eu queria me abanar porque de repente estava muito, muito quente aqui fora. A brisa do mar não estava ajudando em nada para me refrescar. — Oh — foi tudo que eu consegui como resposta. — Se ela quer ostras, eu vou comprá-las para ela. — Ethan respondeu em um tom incomodado, lembrando-me de que era ele ao meu lado. — Eu estava apenas querendo dividir, Ethan Não precisa ficar nervosinho. — Sawyer respondeu, sem tirar seus olhos de mim. Seus dedos se entrelaçaram com os meus e então fizeram uma carícia até a parte interna do meu braço. Eu tive que apertar os meus dentes para não fazer um som constrangedor causado pela sensação deliciosa do toque dele. Ethan abriu a porta e me puxou para mais perto dele e então colocou sua mão na parte inferior das minhas costas e me direcionou para dentro do restaurante na frente dele. Ele estava se colocando entre eu e o Sawyer. O que só me fazia sentir culpada. Eu praticamente me derreti em uma poça aos pés do Sawyer enquanto eu estava em um encontro com o Ethan. — Eu tenho que ir ao banheiro das meninas. Venha comigo, Lana. — Leann diz enquanto ela agarra o meu braço e me leva para o banheiro e para longe do resto do grupo. No momento que a porta se fechou atrás de mim, Leann se virou. — Uau, garota. Você precisa que eu jogue um pouco de água gelada no teu rosto? Depois de testemunhar aquilo eu acho que eu preciso me refrescar.

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Deixando escapar um gemido, eu cubro meu rosto com minhas mãos. Ótimo, todo mundo notou. Por que o Sawyer fazia isso comigo? Eu era seu negócio garantido. Era ridículo. Ele queria deixar a Ashton com ciúmes comigo e eu estava caindo direto nos braços dele. AFF! — Desculpa. — eu finalmente disse através das minhas mãos. Leann deu uma risadinha. — Desculpa pelo quê? Você não fez nada. Sawyer Vincent é gostoso, Lana. Ele nunca, e eu digo nunca, se lançou em alguém que eu tenha testemunhado, nunca. Nem mesmo a Ashton. Eu não posso acreditar que eu o vi daquele jeito. Quer dizer, o menino sempre foi tão educado e respeitoso. Ele nunca foi sexy. Quer dizer tipo... sexy. Eu nem sabia que ele era capaz disso. Mas maldição, eu juro que eu preciso jogar um pouco de gelo dentro da minha blusa. Eu sempre achei ele lindo, mas ele não conseguia competir com o Beau no apelo sexual porque ele era tão... bonzinho. Mas uau, ele estava pingando isso agora. Eu teria pulado nos braços dele se ele tivesse feito isso comigo e eu tenho um namorado. Eu deixei minhas mãos caírem e as palavras da Leann fazer efeito. — Pense um pouco. Você já o viu tocar ou olhar para a Ashton de uma maneira que insinuava que ele queria ficar sozinho com ela? Não, você não viu. Porque nunca aconteceu. Ele agia como se ela fosse uma freira e ele fosse um padre. Mas com você agora pouco — Leann acenou sua mão em minha direção e sorriu maliciosamente — ele foi QUENTE. — Sério? — perguntei, incrédula.

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— Sim, sério! A pergunta é... o que você está fazendo com o Ethan? Porque ele é um cara legal. Eu não quero vê-lo magoado e ele parece realmente gostar de você. Balançando a cabeça, eu caminhei até a pia. — Eu não sei, quer dizer, eu não gosto dele desse jeito e tal. Ele é só um cara legal e ele parece estar interessado em mim e eu pensei... — eu paro de falar. Ethan é amigo dela e eu não tenho certeza de que ser honesta sobre o porquê de eu ter concordado com um encontro com o Ethan era uma boa ideia. — Você pensou que o Sawyer ficaria com ciúmes. Eu já percebi isso. Nós somos mulheres, Lana. Isso acontece quando um deus, como o Sawyer Vincent, libera seu poder sobre nós. Apenas dispense o Ethan com cuidado. Não o magoe, ok? Eu concordo e ergo meu olhar para encarar o meu reflexo no espelho. Quem é essa garota olhando para mim? Eu ainda a conheço? Não apenas ela parece diferente, ela está agindo completamente diferente. — Eu não vou magoá-lo. Eu me certificarei que ele entenda e eu não vou ignorá-lo por causa do Sawyer essa noite também. Leann assentiu — Bom. A porta se abriu atrás de mim e Ashton entra, mordendo seu lábio com seus dentes enquanto ela olha entre Leann e eu. — Eu tive que causar uma interferência, mas eu acho que tudo está

tranquilo

agora.

Leann

cuidadosamente no banheiro.

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a

informa

enquanto

ela

entra


— Ah, ok. — ela me estuda por um momento. — você está bem? — Sim. Estou bem. — Sawyer é diferente com ela, Ash. — Leann diz sem rodeios. — Eu sei. Eu notei. — Eu acho que é mais do que até ele percebe. Ashton olha para a Leann e um pequeno sorriso toca seus lábios. — Você acha? Leann assente — Sim. Ashton alcança minha mão e a aperta. — Vamos, vamos levar você de volta para lá antes que um deles diga a coisa errada e todo inferno caía sobre nós.

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Capítulo 10

— Que diabos foi isso? — Ethan exigiu assim que Ashton estava distante para ouvir. — Ash foi ao banheiro — eu disse lentamente em um entediado tom. Ethan começou a levantar e rosnou para mim. — Sente-se — Beau latiu e Ethan abaixou-se de volta em sua cadeira. — Você sabe o que ele quis dizer, Sawyer. — Ele sabe que eu gosto da Lana. Inferno, ele estava com todos nós no barco. Ela estava comigo. Comigo. Ela quer estar comigo. Você pode ver todo o seu rosto. Não é minha culpa que ele a convidou para sair e ela é muito agradável para chateá-lo.

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Ethan soltou um suspiro de frustração. Ele sabia que eu estava certo. — Você ainda está preso a As.. — Ele parou quando Beau voltou seu olhar irado para ele. — Não, eu não estou preso a Ash. Ela seguiu em frente e eu estou tentando fazer a mesma coisa. Mas você está pisando em meu caminho. — Você quer flertar com ela em meu encontro? Poderia, pelo menos, me deixar aproveitar esta noite com ela? Balançando a cabeça, peguei a Coca-Cola que a garçonete tinha colocado na minha frente. — E deixar que ela pense que eu não me importo que ela esteja com você? Não posso fazer isso. Ela precisa saber o que eu quero. Beau limpou a garganta e se levantou. — Hei baby — ele puxou a cadeira ao lado dele para Ashton se sentar. Virei a cabeça para ver Lana tomando um lugar à mesa passando os olhos de mim para Ethan. Eu havia estrategicamente tomado o lugar no fim da mesa quando Ethan havia sentado, deixando o lugar do lado extremo aberto para Lana. — Eu estou supondo que o banco não é para mim — Leann disse em um tom divertido em sua voz quando ela me passou para ir sentar-se no outro lado de Ashton. Lana puxou a cadeira e sentou, colocando-se equidistante de Ethan e eu. Deslizando mais minha cadeira, eu fechei a distância entre nós, até minha coxa descansar contra a dela.

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— Hey — eu disse calmamente quando ela me espiou através da cortina de seu cabelo que nos separava. Estendi minha mão e afastei seu cabelo que bloqueava minha visão e coloquei-o atrás da sua orelha. —— — Assim está melhor. Sua postura ficou tensa. — Você vai comer essas ostras comigo? — Eu perguntei, inclinando-me para olhar o seu cardápio, em vez de abrir o meu. — Ah, eu uh — ela gaguejou e Leann soltou um suspiro alto. —

Tonzinho de desanimo, seria bom um bocado? Menina está tão

abalada que não pode falar. Eu não consigo tirar meus olhos de Lana, — Estou deixando você nervosa? Lana ergueu os olhos para encontrar o meu olhar. Um pequeno sorriso de desculpas tocou seus lábios. O rosa pálido do brilho labial que estava usando os fez parecer ainda mais cheios do que normal. Inclineime e senti o cheiro do perfume de framboesa. — Um pouco — ela respondeu suavemente. Ela estava em um encontro comigo e Ethan o que fazia impossível para ela estar confortável. O sentimento de culpa que acompanhou esse pensamento me impediu de inclinar e provar um pouco daqueles lábios com sabor de framboesa. — Eu sinto muito. Eu vou parar — eu disse suave o suficiente para que só ela pudesse me ouvir. A voz de Ashton estava no fundo

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quando ela falava com os outros em sua tentativa de chamar a atenção para longe de Lana e eu. — Obrigado — respondeu ela e então voltou seu olhar de volta para o cardápio na frente dela. Deslizando minha cadeira de volta para uma distância apropriada, recusei-me a olhar em sua direção, e me obriguei a pedir minha comida e manter uma conversa com todos. Eu fiz o meu melhor para não deixar que o meu olhar permanecesse por muito tempo sobre ela, ou baixar minha voz quando falava diretamente com ela. Até consegui comer uma refeição inteira enquanto eu observava Beau beijar a mão de Ashton e seu ombro desnudo sempre que tinha oportunidade. — Esse é o Sawyer de que me lembro. Eu me perguntava para onde ele tinha ido. — Leann sussurrou enquanto caminhava ao meu lado para o assento do estádio no cais. Ash e Beau abriram o caminho e Ethan e Lana estavam atrás de nós. Eu não me virei para observá-los. Eu não tinha certeza se poderia lidar com isso, se os visse se tocando de alguma maneira. — O que você quer dizer? — Eu perguntei só porque eu precisava de uma distração. — Sawyer quente e incomodado é novidade. Eu nunca vi você tratar uma menina como se pudesse comê-la na primeira oportunidade. Foi... interessante. — Você acha que Lana tem-me quente e chateado?

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Leann soltou uma gargalhada: — Eu sei que Lana tem você quente e incomodado. Se a garota movesse seu dedo em sua direção, você a teria pressionado na primeira superfície dura que encontrasse. Eu diminuí o passo e olhei para Leann, — O que? — Não aja como se você não soubesse do que eu estou falando. Você quer essa garota. A doce, educada, a bem comportada Lana, e a toda sexy e ela está ficando sob sua pele. Nunca houve isso com Ash. Nem uma vez eu vi você olhar para ela como se a desejasse. Ela era o seu troféu ou posse e você estava muito orgulhoso dela, mas ela não fez ferver o seu corpo. Apertando minha mandíbula, fulminei Leann com o olhar. — Você não tem ideia do que está falando. Eu amei Ashton como louco. Ela era o meu mundo. Eu planejei meu futuro em torno dela. Ela nunca foi um troféu ou posse. Só porque eu não a tratava como um pedaço de rabo quente não significa que ela não era minha razão de viver. Eu a respeitava. Eu nunca a tratei com nada menos do que respeito. Eu não estou em perigo de me apaixonar por alguém como Lana. Ela é uma distração. Claro, eu a tratei de forma diferente, ela é diferente, mas é apenas por diversão. Os olhos arregalados no rosto de Leann quando ela olhou para a direita e à esquerda me alertou para o fato de que eu tinha parado de andar e que havia levantado a minha voz. Eu virei minha cabeça para a direita e vi Ashton e Beau ambos olhando para mim. A expressão de

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Beau era nada satisfeita e Ash parecia que ela estava prestes a chorar. Bom, que inferno. Lana. Virando a cabeça para a esquerda, vi os grandes olhos verdes de Lana brilhando com lágrimas não derramadas quando ela olhou para mim. Ethan estava olhando para mim com uma expressão assassina. — Lana — eu me dirigi a ela e ela balançou a cabeça para mim e virou-se para fugir. Eu dei um passo para ir atrás dela quando Ethan entrou na minha frente. — Não. Eu não vou deixar você fazer isso com ela. Pensei que talvez você fosse sincero e eu estava disposto a renunciar e deixá-lo ficar com ela. Mas você não é. Se fosse você nunca teria sido capaz de gritar isso sabendo que ela poderia ouvir. — Saia do meu caminho, Ethan. — Eu comecei a empurrá-lo, quando uma grande mão apertou o meu ombro. — É preciso deixá-lo ir com ela. Você já fez o suficiente. — Beau não me deixou ir. Eu teria que lutar com ele primeiro e isso só nos levaria a prisão. Ciente da derrota, eu me virei e caminhei para o carro. Uma vez que o concerto começasse e Beau se distraiu, fui procura-la. Eu iria consertar isso. Eu tinha que fazê-lo. O olhar ferido em seus olhos era mais doloroso do que eu poderia imaginar.

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— Lana, espera — a voz de Ethan chamou atrás de mim. Por mais que eu não quisesse que ele me visse chorando por Sawyer, eu não poderia continuar fugindo dele. Ele era o meu parceiro no encontro. Lentamente, eu parei e recostei-me contra a parede de tijolos do lado de fora do banheiro. Ethan parou na minha frente e a expressão preocupada em seu rosto me fez sentir ainda pior. — Lana, eu sinto muito. — Por quê? Você não fez nada além de cometer o erro de me convidar para um encontro com você. — Ele estendeu a mão, tocou o lado do meu rosto, e enxugou as lágrimas com seu dedo. — Nada sobre isso foi um erro. Eu soltei uma risada triste — Sim, claro. — Eu estou falando sério. — ele suspirou e baixou a mão para pegar uma das minhas. — Eu percebi hoje no barco que gostava de Sawyer. O resto da população feminina no Grove tem uma queda por Sawyer, com exceção de Ash, de modo que não era uma grande coisa. Eu

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ainda queria minha chance. Porém, eu não esperava que Sawyer encontrasse uma maneira de vir também. Eu tinha sido estúpida o suficiente para acreditar que ele tinha vindo por causa de mim. Era triste, o quão enganada eu havia estado. — Eu sou uma idiota. — eu sussurrei através do nó na garganta. — Não, você é inteligente, bonita e engraçada. Eu sorri para ele e limpei o resto das lágrimas do meu rosto. — Obrigado. — Você vai ficar bem? — Sim, eu só preciso de um pouco de tempo sozinha. Se isso estiver bem. Ethan assentiu: — Claro, te vejo de novo em nossos assentos. — Tudo bem. Lavei o rosto com a água fria da pia e me sequei com uma toalha de papel. Minha maquiagem tinha ido e as sardas que eu trabalhei tão duro para encobrir estavam destacando-se como um sinal de néon contra o meu rosto vermelho. Eu tinha maquiagem na minha bolsa, mas eu havia deixado no carro. Sawyer provavelmente tinha o trancado, mas as pessoas do sul do Alabama raramente trancavam seus veículos. Eu precisava caminhar e tirar essas coisas da minha mente. Eu poderia pelo menos verificar a carro e dar o meu tempo para que meu rosto vermelho voltasse a sua palidez natural. Eu procurei por linha D e desci até que vi o para-choque da Mercedes da mãe de Sawyer. Ziguezagueando entre os carros, eu não

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percebi a porta do carro aberta até que Sawyer estava bem na minha frente. — Lana — disse ele em um tom surpreso. Eu comecei a virar para que eu pudesse correr de volta para o banheiro e chorar um pouco mais, porque ele era tão perfeito que doía olhar para ele. — Lana, por favor, não vá. Eu preciso falar com você. — Você já disse o suficiente. — Lana — Sawyer agarrou meu braço com firmeza, mas gentilmente, me virou e me empurrou contra a porta de carro. — Eu preciso que você me ouça — ele suplicou e segurou meu rosto com as mãos, esfregando suavemente meu rosto com as pontas de seus polegares. — Eu sou um idiota — ele começou e eu lutei contra a vontade de acenar com a cabeça em concordância. — Eu não quis dizer aquilo daquela maneira. Não era nem mesmo sobre você ou como você me faz sentir. — Sério? Porque com certeza soou assim. — eu exclamei. — Leann estava me acusando de nunca ter amado Ashton. Ela estava dizendo que eu pensava nela como uma posse ou um troféu. Me enfureceu. — Ele fechou os olhos e soltou um suspiro de frustração. — Com você as coisas são diferentes. Eu não tenho certeza o que é isso, mas quando eu estou com você, eu sinto algo que eu nunca senti antes. Eu quero você. Muito. Surpreende-me e me assusta como o inferno.

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Talvez eu não seja bom para você. Talvez o que eu sinto é errado. Porque eu amava a Ashton. Ela era tudo o que eu precisava... mas nunca senti o desejo incontrolável de tê-la debaixo de mim. — Sua voz se desvaneceu. — Nunca inventei motivos para ter as suas pernas embrulhadas ao meu redor, para que pudesse senti-la pressionada contra mim. Nunca. — ele engoliu rígido. — Nunca pensei em estar dentro dela. Esqueci-me de respirar enquanto olhava para ele. Ele parecia dividido entre o medo e o desejo. O cara doce que eu havia me apaixonado anos atrás estava lá, mas embaixo de outra pessoa que estava mudando lentamente. — Eu não sou bom para você. Eu não sei por que você me faz te querer tanto. Eu estava com raiva de mim mesmo quando eu disse tudo àquilo antes. Estava louco, porque eu te quero de uma maneira que nunca antes havia experimentado. Antes de você, eu só queria me destacar na escola e no futebol. Eu queria que meus pais se orgulhassem de mim. Mas agora, eu quero outras coisas também. Você me leva em uma direção que não consigo entender. Levantei-me na ponta dos pés e detive suas palavras com os meus lábios, mas antes que ele pudesse me puxar contra ele, eu recuei e interrompi o beijo. — Obrigado por me explicar. — eu respondi quando seus olhos procuraram meu rosto para uma resposta do por que eu o beijei para depois recuar rapidamente. — Eu sei que você amava ou ama a Ashton. Te vi crescer adorando-a. É só que... Eu não tenho certeza se posso lidar com você me

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paquerando em um momento e no próximo estar de mau humor ou ter explosões de raiva sobre Ashton e Beau. — Muito bem — disse Sawyer quando ele chegou mais perto e entrelaçou seus dedos nos meus. — Eu não estou pronto para qualquer tipo de relacionamento, mas eu gostaria de aproveitar este verão. Antes de você vir para a cidade, eu não tinha certeza se eu iria mesmo ficar por aqui até agosto. Agora que você está aqui eu não quero ir mais. Eu gostaria de aproveitar este último verão despreocupado, com você. Isso não era exatamente o que eu esperava quando eu decidi vir aqui neste verão, mas era muito mais do que eu esperava. Talvez Sawyer fosse encontrar uma maneira de seguir a diante. Além disso, nós precisávamos de tempo para conhecer um ao outro sem Ashton entre nós. — Eu gostaria disso também.

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Os olhos de Ashton se arregalaram com surpresa quando ela viu Lana e eu caminhando em direção a eles, juntos. Ela estava de pé na frente de Beau com seus braços protetores ao seu redor. Rasguei a minha atenção dela e parei de tentar ler suas expressões faciais. Isso era algo que eu tinha que parar de fazer. A cabeça de Beau virou-se para ver o que Ashton estava olhando e ele levantou as sobrancelhas em seguida, balançando a cabeça uma vez antes de voltar a assistir ao Little Big Town cantando Boondocks. — Eu estou aqui com Ethan. — Lana disse ao meu lado. — Eu sei. — Mas isso não significa que eu gostei. Sua pequena mão agarrou a minha e apertou-a antes de solta-la rapidamente e caminhar em direção a Ethan que finalmente percebeu que ela estava de volta. Sua expressão preocupada passou dela para mim e o olhar zangado que me lançou não passou despercebido. Ele não gostou vê-la voltar comigo. Eu não podia culpá-lo. Eu odiava ver o rosto de Lana todo vermelho e manchado de tanto chorar. Eu fui com ela até o banheiro depois que ela recuperou sua bolsa no carro. Ela havia entrado e coberto um bocado de suas sardas adoráveis.

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Eu não a segui. Este era o encontro de Ethan. O único. Porque ele era meu amigo e eu realmente precisava ficar um pouco longe de Lana após a conversa que tivemos no carro, passaria o resto da noite conversando com Leann e apreciando a música. Leann me estudou quando eu fiz meu caminho para ficar ao lado dela. Antes que ela pudesse abrir a boca e fazer vinte perguntas que não eram da sua conta, informei-a. — Não quero falar sobre isso. Ela fechou a boca e me deu um sujo olhar antes de concentrar sua atenção sobre o que Ethan estava dizendo para Lana. Eu não me permiti sequer lançar um olhar para eles.

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Capítulo 11

Música tocava em algum lugar distante enquanto eu girava em círculos. Pouco antes de eu saltar um penhasco enorme pra minha morte, meus olhos se abriram num golpe. Olhei para o teto. A música era muito mais forte agora. Colbie Caillat me dizia que eu tinha uma ligação telefônica. Gemendo, peguei meu telefone no travesseiro ao meu lado. Eu tinha ido para a cama com a esperança de receber um texto de Sawyer, mas nunca chegou. Por que minha mãe ligou às sete e meia da manhã — Mãe? — Oi querida, eu sinto muito por acorda-la, mas queria ligar antes de seu estúpido pai. Você tem que ouvir isso de mim e não dele. Ele não tem absolutamente nem uma gota de compaixão pelos outros. Sai por ai ferindo as pessoas só porque tem vontade. Homem egoísta. Não ligou pra

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você, certo? Porque se ligou, eu vou pular em um avião e voar para Nova Iorque para chutar... — Mãe, você poderia me dizer o que está acontecendo, por favor? — Eu já tinha me levantado e sentado, enquanto minha mãe divagava sobre meu pai. Esse era seu passatempo favorito. A busca de nomes para o meu pai — Desculpe. Eu me empolguei — suspirou ao telefone — Lana, seu pai vai se casar de novo, e com aquela vadia. Eu estava preparada para isso, talvez não tão cedo, mas sabia que ele havia se mudado para estar perto de uma mulher que tinha conhecido em uma viagem de negócios. Eu estava esperando para vê-lo uma semana nesse verão se ele encontrasse tempo na sua agenda. Soava patético esperar que ele marcasse uma hora pra mim, mas ele era meu pai. Até o ano passado vivia na minha casa. O odiei no começo, mas com o tempo eu queria um relacionamento com ele outra vez. — Está bem — comecei, tentando medir cuidadosamente as palavras ao falar com a minha mãe. Ela ficaria louca se eu o defendesse. Eu não gostava quando ela me lembrava de que ele tinha me deixado, cada vez que eu tentei defende-lo. Porque ela estava certa. Ele tinha me deixado, mas ele me amava. Eu sabia que ele amava. Ele me disse isso no dia que assinaram os papeis do divorcio, que só ficou casado até eu crescer. Ele estava pensando em sair quando eu estivesse na faculdade, mas coisas aconteceram e não teve como adiar. Ele disse que nada disso foi minha culpa. Que me amava e estava orgulhoso de mim. Eu precisava acreditar nisso. Eu me agarrei a essa noite quando eu estava na cama e

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ouvi minha mãe chorando e gritando enquanto puxava as coisas pelo quarto. — Sabíamos que era sério quando ele se mudou para lá para estar com ela. Quando ele planeja se casar? — É claro que eu não esperava que seu pai de 47 anos iria se casar com essa cadela de 23 anos de idade! O que as pessoas vão achar? Ele está arruinando a nossa reputação. Se as pessoas desta cidade descobrirem. Você não será capaz de andar pela cidade sem pessoas sussurrando pelas suas costas. Isso vai nos arruinar, Lana. Nós vamos a Ruína! Vinte e três? Estremeci. O que o estava pensando o meu pai pra ficar noivo de uma menina apenas cinco anos mais velha do que eu? Isso foi... grosseiro. Minha mãe continuou disparatando e chamando meu pai com diferentes nomes. Eu sentei lá olhando para a parede na minha frente. A mensagem: “Lar é onde o coração está" em uma pintura emoldurada e pendurada na parede azul pálido zombando de mim. Casa? O que era estar em casa agora? Será que a casa da minha mãe, onde nunca houve paz? É o apartamento do meu pai em Manhattan? Ele tinha cerca de 500 metros quadrados e ele estava prestes a se mudar com sua mulher, em idade universitária. Lagrimas picavam meus olhos quando senti o cheiro do café que flutuava pelo corredor. Eu podia ouvir meus tios conversando alegremente na cozinha e fritando bacon no forno. Isso era estar em casa. Uma como eu nunca tive. — Lana Está me ouvindo?

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Sacudi-me para fora do meu estado de pena, e limpei minha garganta. — Mãe Desculpe Você estava dizendo? — Ele quer que você vá para Nova York para estar no casamento. Você pode acredita nisso? Meu bebê, em Nova York. Eu disse a ele de jeito nenhum. Você não vai ao seu casamento ridículo. Mas ele insistiu que quer falar com você em primeiro lugar. Esteja preparada para o seu telefonema hoje. A prostituta quer que você seja dama de honra. Você nem a conhece. — Está tudo bem, mãe. Obrigado por me avisar. Eu tenho que ir. Eu te ligo mais tarde. Ashton está esperando para uma corrida. — Mamãe engoliu minha mentira e eu caí para trás contra o travesseiro quando telefonema terminou. Isso poderia ser mais fodido? O telefone da casa tocou e eu ouvi minha tia responder. Eu não tinha que adivinhar pra saber que a minha mãe estava contando tudo o que havia me dito pra minha tia. Se minha mãe mencionar a mentira que eu contei sobre a corrida com Ashton, eu sabia que a minha tia iria me cobrir. Ela me entende. Sempre entendeu. Eu me aconcheguei debaixo das cobertas e fechei os olhos. Por agora, poderia fingir que esta era a minha casa. E que eu tinha um lugar seguro e feliz. Ao entrar na cozinha, várias horas depois, o leve cheiro de bacon ainda enchia o ar. Ashton estava no balcão com seu pijama e seu cabelo despenteado, enquanto ela se servia de uma xícara de café.

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— Bom dia — Eu disse parando ao lado do armário e servindo uma xícara de café. — Oh, é a minha companheira de corrida de manhã cedo. — O tom zombeteiro de sua voz me fez sorrir. — Ah, sim, desculpe. Eu precisava de uma desculpa para desligar. Ashton riu e me entregou uma xícara de café. — Não se preocupe. Mamãe cobriu você conforme a nota que ela nos deixou. — Notei a nota em cima do balcão. Estendi a mão e peguei. Bom dia, meninas. Espero que tenham gostado da sua corrida matinal. Eu tenho que dizer que quando Caroline me ligou esta manhã e disse que as duas estavam indo correr, eu fiquei um pouco surpresa. Poderia ter jurado que eu tinha passado por duas portas que estavam fechadas

hermeticamente.

Mas

não

se

preocupem,

eu

não

compartilhei essa informação com a minha irmã. Creio que as duas tiveram uma longa caminhada agradável antes de entrar em casa, para comer alguns bacon e ovos fritos. Com amor, Mãe.

Sorri para mim mesma e deixei a carta.

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— Como a sua mãe consegue ser tão legal e a minha ser uma louca psicopata? — Eu perguntei, tomando um gole do meu café preto. Ashton nem tentou negar as tendências insanas da minha mãe. Isso me deixou triste e dei de ombros. — Por que sua mãe ligou tão cedo esta manhã? Revirei os ombros e apoiei a minha xícara. Eu realmente não quero falar sobre isso, mas eu sabia que falar com alguém além da minha mãe iria fazer a minha decisão mais fácil. — O meu pai vai se casar. — Os olhos de Ashton se arregalaram e ela se inclinou sobre os cotovelos apoiados sobre a mesa e me estudou por um momento. Eu sabia que ela estava tentando avaliar minha reação a esta notícia. — Esperava por isso, certo? — perguntou hesitante. — Sim, eu esperava. Mas não tão cedo, e talvez não com uma menina apenas cinco anos mais velha do que eu. Sua boca se abriu. — Tio Nolan está comprometido com uma garota de 23 anos? Parecia ridículo quando ela disse em voz alta, também. Meu pai não era um homem atraente. Claro, eu o amava, mas estava velho e careca. Pra não falar sobre ter uma barriga. — Louco, não? — Sim, muito louco... Você está bem? Você vai? Eu não tinha certeza se já tinha estado bem. Mesmo quando os meus pais moravam juntos. Eles lutaram constantemente. A maioria das

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minhas memórias eles estavam em uma cena em que a minha mãe gritava com meu pai. — Eu estou bem. Talvez ele me ligue hoje. Sua namorada... quer que eu seja sua dama de honra. Nem sei. Acho que vou perguntar se eu posso ser seu padrinho. Acho que eu poderia usar um smoking. Ashton soltou um longo suspiro e depois caminhou ao redor parando ao meu lado. Ela passou o braço em volta da minha cintura e apertou. — Quando você quiser conversar, falar mal ou mesmo chorar, eu estou aqui. Meus olhos se encheram de lágrimas e engoli o nó na minha garganta. Eu não gosto que as pessoas pensem que eu sou fraca. Eu nunca fui uma pessoa de compartilhar emoções. Guardava tudo dentro de mim. E lidava com elas por conta própria. Mas, saber que havia alguém lá para cuidar de mim, significou muito. Eu inclinei minha cabeça contra ela e olhei para o pátio em silêncio. Não há muito mais a dizer. Bastava ter alguém ao meu lado para as coisas ficarem muito mais fáceis.

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Beau: Que dia você tem que estar na Flórida para os treinos? Eu: Três dias por semana a partir de Julho. Beau: comigo é o mesmo. Só temos Junho para acampar. Eu: Eu estou pronto quando você estiver. Beau: Você conversou com Lana? Eu: Não, não hoje. Acabei de voltar do campo de treinamento. Beau: Ash vai passar a manhã com ela. Tem alguma merda com seus pais. Eu olhei para o último texto de Beau. Me fez ficar chateado e ansioso. Eu não tenho certeza se gostava disso. Não há tempo para nada mais do que uma aventura de verão. Eu: vou ligar pra ela. Obrigado. Beau: Tenha cuidado com ela.

Eu não respondi. Este não era o seu assunto. Quando eu estava com Ashton, ele tinha sido mais intrometido do que deveria ter sido, mas eu deixava, porque Ash era uma parte de sua vida também. Mas Lana... não era da sua conta. Eu joguei o telefone na cama, fui ao banheiro para

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um banho. Eu tinha planejado um dia que poderia ter Lana só para mim de qualquer maneira. Tinha sido minha inspiração enquanto corria subia e descia as escadas, uma centena de vezes. — Aonde você vai querido? Minha mãe chamou de seu escritório, quando eu passei para a garagem. Eu estava esperando me esgueirar sem ter que responder perguntas. Ela havia ficado chateada quando Ashton me deixou. Ela ficou ainda mais chateada quando soube que tinha sido por Beau. Passamos muito tempo juntos no aconselhamento. Tivemos de lidar com a desonestidade de meu pai e encontrar uma maneira de enfrentar a verdade sem destruir nossa família. O pai ainda queria se aproximar de Beau, mas ele não o fez. Não havia nenhuma maneira de Beau fazer o primeiro movimento. Ele tinha uma muito bem merecida amargura em relação ao meu pai. — Vou sair coma Lana, lembra a prima de Ashton da Geórgia. Vamos para Mobile para fazer algumas compras para equipamentos de camping e talvez assistir a um filme ou algo assim. Mamãe olhou para cima e franziu a testa. — Lana, não é a filha da irmã louca da Sara? Eu não sabia muito sobre a mãe de Lana, a não ser que Ashton não era uma fã. Encolhendo os ombros. Eu coloquei minhas mãos nos bolsos. —Lana não é louca. Isso é tudo que importa

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— Hunf... Bem, não fique muito apegado. A maçã não cai longe da árvore. A voz da minha tia Honey tocou em meus ouvidos quando não há muito tempo tinha dito a mesma coisa sobre o meu pai e Beau. Franzindo a testa, eu respondi — Sim, eu notei quando soube que meu pai a estava traindo e depois mentiu sobre isso para aqueles que supostamente amava. A parte de trás da minha mãe ficou tensa. Eu odiava aquele olhar ferido em seus olhos. Ela não merecia a minha raiva. Tinha sido uma vítima. — Desculpa mãe. — Não deveria entrar em seus assuntos. Você está certo. Vá se divertir. Aproveite este verão. Tudo muda no outono. Há um grande mar lá fora, com uma grande quantidade de peixes e agora você e Ashton estão separados. Essa é a hora de começar a testar a variedade. Mamãe adorava Ashton. Posso até ter escolhido nossos padrões de porcelana em um ponto. A ouvir dizer que tinha de começar a "testar a variedade" foi um grande passo para ela. Atravessei o quarto e me inclinei para beijar o topo de sua cabeça. — Eu te amo — disse antes de sair novamente. — Eu também te amo querido — respondeu.

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Capítulo 12

— Não, papai. Não é que não quero estar ai. Eu quero. É só que eu nunca fui para Nova York e eu não conheço a Sandra. Eu me sentiria mais confortável se eu pudesse levar alguém comigo. — Você pode trazer qualquer um, menos a sua mãe. Eu não quero ter que lidar com isso. Eu quero fazer você passar um tempo com Sandra. Ela realmente quer te conhecer. Temos uma notícia especial para você. — Notícia especial? Pai limpou a garganta e cobriu o receptor do seu telefone, e falou em uma voz abafada para outra pessoa. Que outra notícia poderia ter? Ele já tinha jogado a bomba de casamento. Certamente, havia de se mudar para Alpharetta. Isso seria desastroso. Minha mãe não seria

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capaz de me deixar sair de casa sem pensar que todo mundo está falando sobre isso ou ter que lamentar. — Sandra quer que eu diga. Dessa forma, você pode estar preparada quando você chegar. — Bem... — Respondi esperando com um nó no estômago doente. — Você vai ser uma irmã mais velha — respondeu. Seu entusiasmo era inconfundível. — O quê? Como? Sandra tem um filho? — Nada mais faria sentido. Por que ele achou que eu ficaria animada pelo meio-irmão que nunca teria a chance de conhecer? — Não, não, Sandra não tem um filho ainda. Você sabe como. Você tem 18 anos, Lana. Você sabe como os bebês são feitos... Não? Eu assumi que sua mãe lhe disse que... — Eu sei como os bebês são feitos pai. Eu não entendo é... espera... ela está grávida? — Eu perguntei em horror. Tinha alguém grávida do meu pai? Ele tinha quase 50! Quantos anos poderia fazer isso? Ugh! Nojo. Ele ia ser como o avô do menino. Papai riu ao telefone. — Sim, Sandra está grávida. Pretendíamos nos casar neste Natal. Ela adora o Natal em Nova York, mas bem, o bebê estará aqui para o Natal, assim, em vez disso, decidimos não esperar e ter um casamento de verão. Eu fiquei sem palavras. Como alguém pode responder a este tipo de notícia? Eu me afundei nos degraus da porta de trás da casa de Ashton e inclinei a cabeça sobre os joelhos.

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Meu pai continuou a falar sobre o casamento e os planos do bebê. Mudar-se de Manhattan para Nova Jersey para que eles pudessem comprar uma casa. Eu não teria um quarto, mas eu poderia dividir o do bebê quando eu fosse visitar. Ele disse que eu era bem-vinda quando quisesse. — Lana? — A voz de Sawyer era uma distração bem-vinda. Levantei a cabeça, eu fui à procura de Sawyer que estava na minha frente com uma expressão preocupada. Eu me perguntava o que tinha ouvido. — Papai, eu tenho que ir. Meu, uh, amigo acabou de chegar e temos planos. Ligo para você mais tarde, quando eu decidir o que fazer. — Você vem? — Não tenho certeza papai, eu tenho que ir agora. Eu te ligo quando eu decidir — Eu apertei o fim da chamada antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa. Eu não conseguia nem me levantar para ir, precisava de um momento. — Você está bem? — Sawyer perguntou, abaixando-se até mim, quando era óbvio que eu não ia me levantar tão cedo. Comecei a acenar com a cabeça e sacudindo, ela terminou em um "não" em vez do sim. Passou seu braço em volta dos meus ombros e me puxou para o seu lado. A oferta de consolo fez meus olhos se encherem de lágrimas. Eu enterrei minha cabeça na curva de seu braço, e tentei silenciar os soluços que não conseguia controlar.

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Sawyer não tentou me dar palavras de incentivo ou sem sentido. Em vez disso, me segurou forte e choveu beijinhos no meu cabelo, e testa enquanto eu chorava em seus braços. Eu nunca tinha chorado em alguém antes. Abrir-me para compartilhar minhas emoções era novo para mim. A parte de mim que ficou surpresa com este comportamento foi posta de lado enquanto eu absorvia o conforto que eu poderia obter. Seria breve, mas enquanto eu tinha, eu o faria. Depois de vários minutos, eu consegui controlar minhas lágrimas. Levantando-me, limpei o meu rosto. Felizmente, o meu pai me ligou antes que eu tivesse a chance de colocar a maquiagem. Eu teria ficado humilhada se o rímel tivesse escorrido por toda camisa branca de Sawyer. — Você quer falar sobre isso? Compartilhar com Sawyer que o meu pai tinha um noiva de 23 anos grávida não era algo que eu faria. Eu não quero ver a pena em seu olhar. Preferia desejo ou atração. Se tivesse pena eu não seria capaz de suportar isso — Não — respondi e sentei olhando a forma como eu havia deixado sua camisa molhada. — Eu vou secar — eu disse com um sorriso. Eu ainda podia ver a preocupação em seus olhos quando ele procurou meu rosto. Parte de mim queria que ele soubesse tudo sobre mim. Só que tinha uma parte maior, que queria que ele nunca soubesse como a minha vida era realmente patética. — Obrigada.

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Sawyer inclinou-se e me deu um beijo suave em cada canto da minha boca antes de cobrir a boca com a sua. Ele não tentou me abrir para ele. Em vez disso, manteve-se suave e doce. — Mmmmm... Eu estive pensando sobre esses doces lábios toda a manhã — sussurrou contra minha boca. Ficar derretida contra ele foi fácil e inevitável. Eu não conseguia ter o suficiente de Sawyer. Passou a mão pelo meu cabelo antes de envolvêlos em várias ondas ao redor de seus dedos — Por que não vai terminar de se arrumar? Estou ansioso para tê-la só para mim o dia todo. Minhas pernas estavam logo em pleno funcionamento novamente. Levantei-me e sorri. — Dê-me dez minutos. Sawyer se levantou e começou a me seguir quando parou. — Uh, sim, uh, eu acho que vou esperar no carro se estiver tudo bem. Ashton não estava dentro de casa. Saiu com Beau a cerca de uma hora atrás, mas eu sabia por que ele não quis vir. Ele deve ter muitas lembranças desta casa e não estava pronto para voltar agora. — Bem, eu não vou demorar — Eu assegurei a ele.

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Entrar para a estrada de terra que leva para o campo parecia uma má ideia. Eu tinha acabado de passar o dia com Lana, completamente sozinho. Ela tinha comprado um saco de dormir, mochila e alguns suprimentos para nosso acampamento. Então, em vez de assistir a um filme ela me convenceu a 18 buracos de minigolfe. Soou como uma ideia estúpida, mas ouvir o riso e vê-la se exibindo, quando ela tinha feito um buraco em uma tacada, foi mais divertido do que qualquer filme. — Eu não tinha estado em um desses desde... — Ela ficou em silêncio, mordendo o lábio inferior. A última festa de campo em que Lana tinha ido, tinha acobertado Beau e Ashton. Quando a percepção de que Lana tinha conhecimento de que Beau e Ash estavam jogando nas minhas costas, e eu disse que estava desapontado. Eu sempre pensei que era da minha equipe. Não foi culpa dela. Eu tinha ido longe o bastante para ver isso claramente. — A última vez foi quando Beau e Ash estavam jogando nas minhas costas. Apesar de que você emcobrir aquela noite não foi culpa sua. Não se preocupe tanto.

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Ela deixou seu lábio inferior de seus dentes e apareceu vermelho e inchado. Bem, inferno, era muito tentador. Soltei suas mãos, deslizei a mão entre suas coxas, e a puxei em minha direção.

— Assim é melhor. Você estava longe demais — sussurrei antes de inclinar minha cabeça para que eu pudesse puxar o lábio inferior em minha boca e chupar suavemente. Um gemido me surpreendeu e fui puxando-a para mais perto. Eu deixei minha mão deslizar ainda mais entre suas pernas nuas e apertei a minha mão contra a pele macia de sua coxa. Lana pressionou meu peito contra o seu e fez um som de súplica em sua garganta. Levantando a perna, eu a levei no meu joelho e minha mão deslizou um pouco mais por dentro de sua coxa. Sua respiração era confusa e eu percebi que meu coração estava acelerando quando eu cheguei mais próximo de sua calcinha. — Não, não continue — Lana disse ofegante quando ela me deu um leve empurrão quebrando o beijo. Ela rapidamente tirou a perna do meu joelho e fechou as pernas. Eu estava muito perto de fazer algo que tinha feito apenas uma vez em minha vida, tinha sido na sétima série e eu fiquei um pouco confuso com o porquê de Nicole querer que tocasse a sua calcinha. — Sinto muito — eu disse, sentando-me no meu lugar e concentrando-me nas árvores na minha frente, em vez de ver se ela estava com raiva de mim, ou pior, apavorada. Eu precisava controlar

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meu coração palpitante primeiro. Eu tinha estado tão perto e ela tinha sido tão quente. — Não sinta. Eu só... Eu nunca fiz nada como isso antes e eu fiquei um pouco nervosa. Eu não tenho certeza de que esteja pronta para isso. Sua mão pequena cobriu a minha e meu punho duro relaxou sob seu toque. — Nem eu — eu disse finalmente me virando para encontrar seu olhar. Seus olhos se arregalaram de surpresa. — Você não... O quê? Eu soltei uma risada e virei minha mão para que nossas mãos se tocassem. Então entrelacei os dedos com os dela. — Eu nunca tinha feito nada parecido antes. A menos que você conte a sétima série, quando Nicole nos trancou no armário de Kayla durante um jogo de girar a garrafa e me obrigou a tocar a sua calcinha ou ela iria dizer a escola inteira que eu estava com muito medo de beijála. Uma pequena risada borbulhante escapou da boca de Lana, que levou a mão livre sobre ela para não rir em voz alta. Eu sorri e apertei sua mão. Era uma história engraçada. — Deixe-me dizer-lhe, que eu quase molhei as calças. Desta vez, o riso era alto demais para cobri-lo com a mão, eu tirei a sua mão da boca. — Não faça isso. Eu gosto de ouvir você rir. E é um inferno de história engraçada. Então, o riso é o esperado.

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— Eu não posso acreditar que Nicole tenha ameaçado você — disse ela, ainda rindo baixinho. — Sério? Conhece a Nicole? Ela estava determinada a perder a virgindade antes do ensino médio, se possível. Eu acho que Beau pode ter ajudado a cumprir esse objetivo em nosso oitavo ano. — Oh, meu... Seu sorriso desapareceu e uma expressão séria substituiu cheia de pensamentos. — O que está acontecendo na tua cabeça agora? — Um sorriso forçado imediatamente apareceu em seus lábios. — Nada, desculpe. — Ela olhou para o fogo distante entre as castanheiras — Pronto para ir? Ela era fechada para um monte de coisas. Quanto menos ela queria falar, mais eu queria saber. Seu telefone começou a cantar uma canção de amor sentimental que eu tinha ouvido antes no rádio, pegou sua bolsa e puxou-a para fora. Em vez de responder, rapidamente desligou-o e colocou-o de volta na bolsa. —

Ninguém

importante?

Eu

perguntei,

querendo

que

compartilhasse, qualquer coisa comigo. Ela balançou a cabeça e estendeu a mão para a maçaneta da porta. — Não. Ninguém que não possa ligar depois.

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Vi quando ela pulou para fora do meu carro antes que eu pudesse sair. Lana McDaniel continha todos muito longe. Eu queria saber se alguma vez eu realmente saberia o que ela estava pensando. Sentado na traseira do caminhão de Jake com Lana entre minhas pernas, eu estava satisfeito. Ash enrolada no colo de Beau nem estava no meu radar. Eu tinha conseguido falar com todo mundo, incluindo Beau. Nós

discutimos

futebol,

faculdade,

e

nosso

acampamento

sem

problemas. Foi bom. Lana era agradável. Não, Lana era mais do que agradável. Tê-la em meus braços fazia tudo suportável. — Atenção, Kyle e Nic acabaram de chegar — disse Ethan, antes de tomar outro gole de cerveja. Nicole não tinha estado muito perto desde Beau e Ash se enrolarem. Ela havia se insinuado algumas vezes. Uma vez, eu tinha sido tentado a levá-la para o meu caminhão uma noite e só transar com ela. Superei isso. Mas ela não conseguiu. Eu não queria que a minha primeira vez fosse com Nicole na parte de trás do meu carro em uma festa de campo. Eu esperei todo esse tempo, podia esperar mais. Ash seria a minha primeira e última vez. Mas esse plano acabou agora. Imagino que um dia a menina certa vai chegar e quando isso acontecer o lugar não será importante. Apenas que seja com a pessoa sem a qual eu não poderia viver. — Ela está vindo para cá — Kayla disse presunçosamente. Ela adorava o drama. — Você quer ir, baby? — Beau perguntou a Ashton, começando a se mover para que ela pudesse levantar. — Não. Eu não tenho medo de Nicole, Beau. O que ela pode fazer?

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— Hmmm? — Beau riu e se inclinou e beijou o nariz de Ashton. Meu peito doía apenas ligeiramente com a sua visão. Nada como nos tempos do passado, quando eu tinha sido incapaz de respirar profundamente quando ele a beijava. — Bem, olhe para os Vincents. Se dando bem. Tanto de vocês amontoados. Ninguém tentando acertar o outro. Parece que Sawyer superou Ash. — Nicole arrastou as palavras ,quando piscou e girou para uma parada na frente de Lana, que estava em seu caminho. — Vejo que superou sua depressão por Ashton, por que não saímos a noite pra nos divertir? — Lana ficou tensa em meus braços. Um relâmpago protetor me atravessou e a puxei mais forte contra mim, colocando as mãos nos seus quadris. — Eu não tenho que ir, Nic. Já encontrei alguém para passar o tempo neste verão. Nicole sorriu quando ela deixou o olhar viajando para cima e para baixo como ela não estivesse impressionada com Lana. — Você pode fazer muito melhor. — Eu discordo. — Você precisa de alguém com experiência depois de desperdiçar todos esses anos com a filha do pastor. Ouvi Beau pedindo a Ashton para se acalmar e ignorá-la. — Eu não gosto da mercadoria usada. Eu tenho padrões, você sabe.

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O riso de surpresa de Lana me fez sorrir como um idiota. Eu gostava de fazê-la rir. Ela relaxou e se encostou em mim quando eu apertei o meu domínio sobre ela. Saber que a fiz se sentir segura e sem ameaças foi uma sensação inebriante. — Uma vez que os Vincents foram a coisa mais quente ao redor. Você não está aproveitando seu potencial. Ambos são chatos. Um dia desejara as emoções que você perdeu. — Nicole rosnou antes de puxar seu cabelo castanho escuro por cima do ombro e caminhar para Kyle, que ficou em silêncio enquanto a observava se insinuar. — Vamos Kyle, já tive muito deste lugar. — Ele caminhou ao lado dela e Kyle me deu um olhar de desculpas antes de seguir. — Porque a seguiu? — Ashton perguntou quando eles se afastaram. — Porque é sexo fácil — Jake respondeu.

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Capítulo 13

— Se você vai dormir na barraca de Beau, quem vai dormir comigo? Não quero dormir sozinha em uma barraca. Existem ursos negros nas Montanhas Cheaha. Sei disso porque pesquisei no Google. — Bom, tenho certeza que você pode dividir uma barraca com Sawyer. Não tenho duvidas de que ele prefere dividir com você a dividir com Jake. Deixei-me cair em sua cama e gemi de frustração. Dividir uma barraca com Sawyer seria difícil. Nós tínhamos estado em dois encontros desde a festa no campo e nenhuma dessas vezes tínhamos feito mais do que beijar. Depois de frear sua mão que subia lentamente pela minha coxa, ele a manteve longe do meu corpo. — Ele não se ofereceu e eu não vou perguntar. Posso conseguir uma fechadura para minha barraca?

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Ashton riu e jogou outro par de shorts em sua cama para colocar na mala. — Os ursos não podem abrir o zíper da barraca, Lana. — Bom, os psicopatas com motosserras que vagam pelo bosque em busca de garotas jovens que estão sozinhas para cortá-las em pedaços, sim, podem. — Respondi. — Não há nenhum psicopata com motosserra! Não posso acreditar que você nunca acampou. É seguro, Lana. Eu prometo. — É fácil para você falar. Você estará amontoada a salvo nos braços de Beau Vincent. Tenho certeza que ele poderia enfrentar um urso negro — murmurei. Ashton tirou uma mochila vermelha grande de seu armário, muito parecida com a azul que Sawyer tinha me ajudado a escolher. A excitação pela nossa viagem que estava próxima me fazia desejar compartilhar de sua alegria. Mas cada vez que eu ficava excitada, visões de ursos negro, cobras e motosserras perseguiam meus pensamentos. — Pare de franzir a testa. Você ficará bem. Encontrarei alguém que possa dividir a barraca com você. Não vai ficar sozinha. Alcançando o pequeno biquíni azul que Ashton havia atirado sobre a cama, agarrei-o e levantei uma sobrancelha com surpresa. — Então, acho que sua mãe não viu isto. Ashton revirou os olhos e me tomou antes de olhar a porta para certificar que estava fechada. — Não, não viu. Comprei para esta viagem.

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— Aposto que sim — Brinquei. Ashton franziu o cenho. — Shhhh... não se lembra o quanto tive que implorar para isto acontecer? O que nos salva é o fato que Sawyer vai estar lá e eles acham que eu e você vamos dividir a barraca. E pode ser que eu tenha omitido o fato de que Beau vai estar lá. — Ashton! Você não fez! E se sua mãe me perguntar? — Perguntei horrorizada. — Isso não vai acontecer. Meus pais e Honey Vincent não são exatamente amigos. — Tudo bem, se você está dizendo — respondi enquanto meu celular me avisava que tinha uma mensagem nova. Sawyer: O que você está fazendo? Eu: Olhando Ash fazer as malas. Sawyer: Porque não está fazendo a sua? Eu: Porque estou me estressando pelos ursos negros que vão me comer enquanto durmo. Sawyer: HÁ! Nenhum urso vai te comer. Eles não comem cabeças vermelhas. Você está segura. Eu: Muito engraçado. Acontece que aprendi que eles são enormes e em Cheaha há um monte deles. Sawyer: Nah, nunca vi nenhum lá. Eu: Bom, eles estão lá. Eu vi no Google.

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Sawyer: Eu te manterei segura. Eu: Talvez durante o dia, mas a noite quando eu estiver sozinha em minha barraca eles virão até mim. Sawyer: Sozinha em sua barraca? Humm, não. Você ficará em minha barraca. Levantei a cabeça para ver Ashton me olhar enquanto trocava mensagens com Sawyer. Estava achando graça, no mínimo. — Bom, o que está dizendo? — Que vou dividir a barraca com ele. Ashton levantou as sobrancelhas. — Eu te disse. Eu: Tem certeza? Sawyer: Infernos, claro que tenho certeza. Por que acha que estou indo para este acampamento? Eu: Humm... Porque você gosta de dormir no chão duro cheio de pedras e ser perseguido por ursos? Sawyer: Engraçadinha. Leve seu pequeno e lindo traseiro até seu quarto e faça sua mala. Eu: Sim, senhor. — Oh, vós, homens de pouca fé — disse Ashton cantarolando enquanto me levantava e colocava meu celular no bolso dos meus shorts.

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— Sim, sim, você sabe tudo — respondi. — Vai fazer sua mala agora? — Sim, acho que preciso começar a fazer isso. Mas, temos mesmo que sair tão cedo pela manhã? — Acho que sim. É uma viagem de cinco horas e teremos que caminhar até chegarmos ao lugar certo para montar acampamento e armar as barracas antes do Sol se pôr.

Ainda estava escuro lá fora quando Sawyer chegou no Suburban de seu pai. Tinha lugar para oito. Então podíamos ir todos juntos. Eu tinha colocado tanta roupa na mochila quanto pude. Ashton assegurou que haviam chuveiros que poderíamos usar. Não iria me enfiar em águas infestadas de cobras para tomar banho. — Bom dia, raio de sol — disse Sawyer enquanto saia em tropeções pela porta. Nós tínhamos dormido demais e não tinha tempo para fazer café. Meus olhos focaram no copo de plástico em sua mão enquanto eu o alcançava. — Você toma puro, certo? — Vem cá — disse agarrando um pedaço da camiseta preta que ele vestia para que ficasse perto suficiente para que pudesse beijá-lo. Lhe dei um beijo estalado em seus lábios antes de pegar o copo em suas mãos — Você é meu herói.

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— Se vou receber este tipo de cumprimento pode ser que comece a aparecer todas as manhãs com um copo de café na mão — disse Sawyer arrastando as palavras em uma voz sexy enquanto deslizava sua mão ao redor da minha cintura. — Temos que carregar o carro. Fique longe da menina garoto apaixonado e nos dê uma mão. — Reclamou Jake enquanto pegava minha mochila e meu saco de dormir na varanda e se dirigia ao Suburban. Sawyer começou a rir e pegou um saco de lona que Ash e eu tínhamos colocado algumas coisas que não couberam em nossas mochilas. Ele me olhou e levantou uma sobrancelha com ar de pergunta. — As mochilas não eram suficientes. Também, não é tudo meu. Tanto Ashton como eu precisávamos de mais algumas coisas — expliquei. — Está quebrando uma regra de acampamento, mas como você está incrivelmente sexy nestes pequenos shorts de caminhada, eu vou ignorar. Coloquei o copo de café fumegante nos lábios para esconder o sorriso bobo em meu rosto. Quem diria que Sawyer Vincent podia ser tão bom em flertar!? — O que é este saco? — Exigiu Toby enquanto Sawyer o jogava para que pudesse prender no teto do carro. — Ash e Lana tinham algumas coisas que não couberam em suas mochilas. Cala a boca e amarre — respondeu Sawyer e se virou para mim com um sorriso arrogante.

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— Kayla tentou fazer isso e a fiz levar de volta para dentro — Reclamou Toby. — Não é nossa culpa que você seja um péssimo namorado, Toby. Agora amarre — disse Beau em um tom de desgosto enquanto andava por trás do Suburban. Caminhei até a caminhonete para entrar e me detive porque não tinha certeza se deveria assumir que ia viajar na frente com Sawyer. Procurei por Ash pelo jardim, mas estava muito escuro e a luz da varanda só iluminava o jardim. — Então, você é a nova garota de Sawyer? — Perguntou uma voz desconhecida atrás de mim. Me virei para ver uma menina baixa com uma cabeça cheia de cabelo loiro pálido com cachos selvagens saindo em todas as direções. Seus olhos eram de um azul brilhante. Tão surpreendentes que tinham que ser lentes de contato. Tinha um bronzeado dourado que não combinava com a cor de seu cabelo, absolutamente. Mas era muito bonita. — Humm, sim, bem, não. Somos só amigos. — Respondi. Ela revirou os olhos. — Não são só amigos. Sawyer não beija suas amigas. Se beijasse, eu estaria na fila esperando minha vez. Tenho sido sua amiga desde a pré-escola e ele nunca me beijou dessa forma. — Oh — Foi a única resposta que encontrei. Era muito cedo e eu não tinha terminado meu café. Minha capacidade verbal estava escassa.

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— Sou Heidi. Kayla é uma de minhas melhores amigas. Fomos animadoras de torcida juntas durante os quatro anos do ensino médio. Jake e eu temos uma coisa de às vezes sim, às vezes não. Agora mesmo, é sim. — Piscou para mim e tomou um gole da garrafa térmica. — Vai entrar? Acho que Jake e eu iremos na parte de trás. — Fez uma pausa e olhou ao redor — a menos que Beau e Ash a peguem. Não pense que estou interessada na maratona amorosa de Beau Vincent durante o caminho. — Vão sentar quatro pessoas na parte de trás? Não vai ficar apertado? Heidi franziu a testa como se acabasse de se dar conta. — Oh, acho que não podemos sentar em pares. Agora, eu realmente não tinha certeza de onde deveria me sentar. Sawyer veio por trás e abriu a porta do passageiro. — Vai sentar aqui comigo. Se tenho que dirigir durante todo o caminho, pelo menos mereço ser entretido. Isso respondia minha pergunta. Heidi olhou para trás para olhar Toby e Jake amarrando as coisas no teto do Suburban. — Então, como vamos sentar? Estou pronta para entrar e não sei onde sentar.

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— Ash e eu iremos atrás. Alguém terá que nos acompanhar se queremos que caiba todo mundo. — Informou Beau enquanto abria a porta e ajudava Ash a entrar. -— Jake você vai atrás com Beau. Heidi pode sentar com Kayla e eu no meio — disse Toby. — Por que tenho que ficar na parte de trás apertado com Beau? Por que você não vai? — Retrucou Jake. — Porque Kayla é minha namorada. Heidi é sua amiga de foda — respondeu Toby, descendo do teto e testando as cordas com um puxão. — Hey! Não me chame disso! — gritou Heidi. Toby deu de ombros. — Me desculpe Heidi. Chamo como vejo vocês. Se vocês alguma vez ficarem exclusivos, terei o cuidado de mudar de opinião. — O que não posso acreditar é que você acabou de dizer foda no jardim do pastor — Jake sorriu enquanto dava a volta no carro para até nós. Sawyer se inclinou e sussurrou no meu ouvido: — Vão discutir isso por mais alguns minutos. Vá em frente e entre. Ele segurou minha mão e me ajudou a subir. Amava como me fazia sentir especial quando fazia pequenas coisas como essa. — Pararei em um Starbucks e te comprarei outro café assim que sairmos de Grove — me prometeu antes de fechar a porta.

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Lana estava segurando o novo copo de café perto do nariz, cheirando a vontade. Eu tinha decidido dirigir até Mobile só para encontrar um Starbucks. Ela estava muito mais acordada e alerta do que quando tinha saído cambaleando de casa mais cedo com uma cara de sono. Queria me enrolar nela e leva-la de volta para a cama, mas não era algo que eu podia fazer. Havia traçado uma linha entre nós fisicamente e eu estava tentando me manter atrás dessa linha. Mas quanto mais tempo passávamos juntos, mais difícil ficava. — Por que o café do Starbucks cheira melhor que qualquer outra coisa que você pode fazer em casa? — Perguntou ela, com seus olhos em minha direção enquanto piscava provocantemente. Se não fosse pelo fato de que sabia que essa garota não tinha ideia de como provocar, acharia que era de propósito. Quanto mais a conhecia mais me dava conta de que na realidade não tinha ideia de como ela era tentadora. — É um jogo mental. Fazem um excelente trabalho de marketing — Respondi, procurando meu copo e tomando um longo gole antes de voltar a coloca-lo no porta-copos. — Mmmm... não sei. Tentei comprar café da marca Starbucks na loja e fazer em casa, mas o cheiro não é o mesmo.

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Comecei a responder, mas Jake gritou: — Não há espaço suficiente no banco para mim e para Beau. Estamos apertados. Heidi e eu precisamos trocar de lugar. — Beau, coloque Ash em seu colo e movam-se — Respondi, dando um olhar a Lana que estava me olhando com surpresa nos olhos. Piscando um olho, procurei sua mão. — O que foi? — Perguntei. Só sacudiu a cabeça e me devolveu um sorriso. — Ah! Deus, assim está muito melhor — Rosnou Jake em voz alta. — Jogue o meu travesseiro Heidi. Vou ter que dormir. Com Ash no colo de Beau ela vai sair do controle muito em breve e prefiro não assistir. Meu estômago se apertou com suas palavras, mas só por um segundo. Não havia me importado de sugerir que Ash se sentasse no colo de Beau, mas a ideia de que ele a tocasse ainda me incomodava. Entrelaçando meus dedos com os de Lana, me concentrei no caminho e no fato de que ela estaria enrolada ao meu lado durante as próximas três noites. As barracas estavam todas montadas e o fogo ardia brilhante quando o Sol se pôs nas Montanhas Cheaha. As garotas haviam subido para os banheiros para tomar banho. Tivemos que montar acampamento mais perto do que preferia dos banheiros públicos, pois Ashton tinha feito beicinho quando sugeri que afastássemos mais uns metros. Beau tinha baixado suas mãos e sem olhar a mim nem a ninguém tinha começado a montar acampamento.

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Ash nunca tinha feito beicinho quando queria que as coisas fossem do seu jeito. Foi estranho ver sua posição em uma opinião. Foi mais estranho ver Beau ceder a alguém tão facilmente. Ela realmente era diferente com ele. Ela não cedia a suas vontades e não perguntava o que ele queria primeiro. A garotinha de espírito livre que gostava de jogar balões de água nos carros, enrolar os jardins em papel higiênico, e sair às escondidas pela janela de seu quarto para consolar ao pobre filho da faxineira, estava de volta. Ela só precisava de Beau para ajuda-la a se encontrar outra vez. Um nó se formou em minha garganta ao me dar conta de que era minha culpa de que ela havia se perdido. Me afastei da luz da fogueira e me enfiei na escuridão para observar a natureza sombria que nos rodeava. Pressionando uma mão em meu peito, me esforcei para afastar a dor latejante que se encontrava ali. Quando eu pensava que as coisas estavam ficando melhores sobre como eu me sentia sobre Ashton, sempre acontecia algo que me enviava em espirais de volta a dor. É claro, estava ficando mais fácil e não era nem perto do que tinha sido no começo, mas não tinha ido embora. Temia que jamais fosse. Ashton sempre seria meu maior erro. Não por têla amado, e sim por tê-la perdido. — Você está bem? — A voz rouca de Beau rompeu o silencio ao meu redor. Deixando cair a mão do meu peito, a coloquei no bolso e assenti sem virar para olhá-lo.

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— O que você está fazendo aqui fora? Se afastando dos gemidos de Jake? — Só olhando ao redor — Respondi. Beau parou ao meu lado. Eu podia vê-lo observar na mesma direção que eu pela minha visão periférica. — Você parece feliz com Lana. Ash disse que ela realmente gosta de você. Podia escutar o aviso silencioso em sua voz. Se ferisse Lana, feriria Ashton e Beau não estaria de acordo com isso. — Lana é ótima. Conhece minha posição. Agosto logo chegará e eu irei para a Flórida e ela irá... pra onde quer que ela vá. Beau virou a cabeça para me olhar. — Você nem sequer sabe para qual universidade ela irá? — Não. Ela nunca disse. Beau sacudiu a cabeça. — Uma vez, há muito tempo, você era um bom irmão. Era cuidadoso com os sentimentos dos outros. Era fodidamente ridículo o quanto você era atencioso e simpático. Você mudou cara. Não posso acreditar que estou dizendo isso, mas sinto falta desse cara. Ele era alguém que sempre admirei. Não podia ter orgulho das minhas escolhas, mas sempre tive muito orgulho das suas. A raiva que estava sentindo instantaneamente se foi, com esta ultima frase. Beau se virou e voltou para o acampamento me deixando

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ali para pensar no que tinha dito. Saber que ele se orgulhava de mim fez meus olhos queimarem. Isso era algo que nunca tinha imaginado que meu irm達o bastardo admitiria.

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Capítulo 14

Sentei-me em meu saco de dormir verificando minhas mensagens que havia magicamente aparecido quando nós chegamos ao banheiro. A recepção aqui na região selvagem não era muito boa. Mas havia wi-fi nos banheiros o que era surpreendente e meio engraçado. Sawyer, Beau e Toby ainda estavam do lado de fora apagando o fogo e se certificando que todos os nossos suprimentos estavam empacotados de forma segura para a noite. Nós havíamos sentado em volta da fogueira e assado salsichas e marshmallows. Sawyer havia levado algumas coisas geladas na caixa térmica que nós tivemos que consumir essa noite porque até amanhã à noite o gelo teria derretido e tudo estaria arruinado. Eu nem queria pensar sobre o que nós íamos comer amanhã à noite.

Pai: Eu preciso que você me ligue.

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Pai: Por favor, me ligue, querida. Eu não consigo ligar para o seu telefone. Pai: Eu liguei na casa. Sarah me disse que você foi acampar. Fique segura e me ligue o quanto antes.

Eu não estava pronta ainda para falar com ele. Eu tinha que ligar para ele quando eu chegasse na Ashton. Mas nesse momento, eu precisava de mais tempo.

Mãe: Você não tem que ir para Nova Iorque. Mãe: Por que você não me contou que a vagabunda estava grávida? Mãe: Eu NÃO quero que você vá para lá. O seu pai está estragando completamente a sua vida. Apenas o ignore. Ele pode apodrecer no inferno até onde me importa. Mãe: Não ligue para ele! Sarah disse que ele ligou perguntando onde você estava. E você não me contou que você estava namorando o SAWYER VINCENT! Eu estou tão animada por você.

Eu finalmente havia conseguido algo que tinha sido da Ashton. A minha mãe adorava a Ashton e grande parte da minha vida eu tive que ouvir o quão perfeita a Ashton era e como eu deveria tentar ser mais como ela. Não era de se admirar que eu era tão má com ela quando nós

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éramos crianças. Balançando minha cabeça, eu apaguei o restante das mensagens sem lê-las.

Jewel: Você já decidiu o que fazer sobre a faculdade ou pelo menos você falou com o seu pai a respeito do dinheiro? Jewel: Você pode me ignorar, mas quando você estiver presa em Alpharetta tendo que ir de ônibus para a faculdade comunitária enquanto todo mundo está vivendo uma experiência real na faculdade... você vai desejar que você tivesse feito algo!

Ela estava certa. Eu precisava falar com meu pai sobre o dinheiro que eu precisava. Eu tinha uma pequena bolsa de estudos, mas se eu estava indo para uma faculdade fora do estado, eu precisava de ajuda financeira. Eu fui aceita e a minha matrícula havia sido paga. O problema é que devido à renda do meu pai, eu não conseguiria nenhum tipo de dinheiro extra. Eu não havia pedido empréstimos a tempo e agora eu precisava de ajuda. A tenda se abriu e Sawyer se abaixou e entrou sorrindo para mim. — Esperando acordada por mim? O meu coração acelerou e todas as preocupações sobre faculdade foram deixadas de lado. — Sim. — Eu tive que matar todos esses ursos negros que estavam circulando a tenda — ele brincou.

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Eu comecei a responder quando ele arrancou a camiseta por cima da cabeça e seu peito nu muito bem definido estava a centímetros do meu rosto. Engolindo com dificuldade, eu me concentrei em respirar direito. O abdômen dele era tão perfeito que ele não parecia real. Quer dizer, eu já havia o visto sem camiseta, mas nunca antes tão de perto. O short largo dele ficava pendurado no seu quadril. Até mesmo seu quadril era definido. O pequeno pedaço de pelo escuro que começava abaixo de seu umbigo até embaixo da cintura dos seus shorts me fez engolir em seco. De repente, estava muito, muito quente na tenda e eu precisava que alguém jogasse água gelada em mim ou me ventilasse. — Lana — a voz do Sawyer invadiu meus pensamentos e eu ergui meus olhos da sua tentadora barriga tanquinho para encontrar o seu olhar. Ah meu Deus. Lambendo meus lábios nervosamente, eu tentei pensar em uma resposta, mas o Sawyer estava me deitando de costas e cobrindo minha boca e corpo dentro de segundos. Seus lábios eram mais gentis do que o olhar em seus olhos haviam sido. Eu perdi o fôlego quando o peito dele roçou no material fino da minha regata e a língua do Sawyer estava na minha boca, provocando, saboreando e me levando a loucura. Eu precisava senti-lo. Deslizando minhas mãos pelos braços dele, eu o senti flexiona-los sob o meu toque. Amando a sensação poderosa que vinha junto com o conhecimento que eu poderia afetá-lo apenas com o toque, eu continuei a minha exploração de suas costas musculosas. Eu acariciei seu abdômen de dar água na boca com as minhas unhas provocando um gemido dele. Sua boca deixou a minha e ele começou a

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beijar a minha mandíbula e descer para o meu pescoço. Quanto mais próximo ele chegava do meu peito, mais pesada a minha respiração ficava. Mantendo-se posicionado em cima de mim com um braço, ele pegou sua outra mão e traçou o decote da minha regata com seu dedo enquanto me observando de perto. Eu sabia que ele estava esperando permissão para ir mais longe e embora eu soubesse que o deixar ir mais além não era uma boa ideia, eu não podia dizer não a ele. O brilho necessitado em seus olhos era impossível de negar. Por medo de que minha voz não fosse funcionar, eu me inclinei para cima e em seu toque em resposta. Seus olhos se arregalaram de surpresa e, em seguida, um olhar vidrado tomou conta deles enquanto ele abaixava a cabeça. Ele manteve seus olhos nos meus até que sua boca pressionou o topo do meu decote que estava um pouco acima da gola. Seus olhos verdes prenderam minha atenção enquanto sua língua saiu e deu uma pequena lambida no bojo do meu seio e, em seguida, se arrastou ao longo do topo até ela encontrar o vinco entre os dois. Uma grande mão deslizou embaixo da barra da minha regata e deixou um rastro quente escaldante na minha barriga até ele parar na parte de baixo do meu sutiã. Algo perto de um gemido escapou de mim e foi todo o incentivo necessário que o Sawyer precisou. A mão dele deslizou pela renda do meu sutiã e encontrou o fecho frontal e rapidamente o desprendeu. Eu fechei meus olhos bem apertados quando eu senti os meus dois seios ficando livres. Ninguém havia me tocado desse jeito.

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Quando sua mão calejada cobriu o meu seio direito, eu quase me atirei para cima. O abalo, que foi diretamente para a pequena dor entre as minhas pernas me chocou. Ele foi subindo lentamente a minha regata pelo meu corpo. Se eu fosse parar ele então agora seria hora. Eu abri meus olhos e comecei a dizer algo, mas suas pupilas dilatadas e expressão maravilhada me pararam. Em vez disso, eu me inclinei para cima e ergui meus braços enquanto ele tirava a regata e o sutiã de mim. Era isso. Minha primeira vez de topless na frente de um garoto. E não era apenas qualquer garoto. Era o único que eu havia imaginado fazendo isso. Cada fantasia que eu já havia conjurado sobre o Sawyer Vincent me tocando não se comparava em nada a realidade disso acontecendo. — Lana — ele sussurrou, me olhando. Eu me mexi, abrindo minhas pernas para que ele ficasse entre elas e a sua excitação estivesse pressionada diretamente na dor entre as minhas pernas. — AhmeuDeus — eu gemi em voz alta e a boca do Sawyer estava na minha. Seus lentos beijos doces haviam desaparecido e ele consumiu minha boca com uma urgência selvagem. Meu corpo se debateu contra o dele como se ele tivesse mente própria e desta vez, Sawyer gemeu. As duas mãos dele cobriram meus seios nus. Ele torceu cada mamilo entre o seu polegar e dedo fazendo o meu mundo inteiro sair do controle. A boca dele abafou a minha resposta a ele, mas nesse momento eu não ligava. Era como se alguém tivesse disparado fogos de artifício no meu corpo. Eu me agarrei a ele com medo de que eu pudesse estar caindo em algum lugar que eu não pudesse mais voltar. A dor havia se transformado em prazer que eu não sabia que existia.

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Enquanto eu voltava lentamente para a terra, eu percebi duas coisas. Sawyer não estava mais tocando o meu seio. Suas mãos estavam em cada lado da minha cabeça segurando tensamente o saco de dormir em seus punhos. Sua cabeça estava enterrada na curva do meu pescoço e ombro. Sawyer estava respirando profundamente e com dificuldade. Seu corpo estava rígido sobre o meu e eu cuidadosamente desenrosquei minhas pernas dele onde eu estava segurando-o firmemente. Sawyer não se moveu ou relaxou. Preocupação e constrangimento pela minha reação ao que nós estávamos fazendo começou a me consumir. Ele estava bem? Eu havia acabado de ter um orgasmo? Sua boca quente deu um beijo no meu pescoço e eu estremeci embaixo dele. — Não — ele exigiu em um sussurro tenso. Eu parei, instantaneamente preocupada que eu havia feito algo mais errado. Nós ficamos deitados daquele jeito mais alguns minutos em silêncio e a minha preocupação começou a aumentar. Finalmente, ele lentamente levantou a sua cabeça e, em seguida, afrouxou o seu aperto de morte no saco de dormir e se empurrou para longe de mim com cuidado para não colocar qualquer pressão entre as minhas pernas. Humilhação tomou conta de mim quando eu o vi alcançar a minha regata. Sem dizer nada, eu o deixei vesti-la em mim. Ele a colocou sobre o meu peito nu e a barriga e, em seguida, rapidamente a soltou e sentou em seu saco de dormir. Eu havia feito algo errado. O meu estômago ficou enjoado. — Desculpa — eu sussurrei.

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Sawyer ergueu sua cabeça para que ele estivesse olhando em minha direção, mas eu não encontrei o seu olhar. Eu não conseguia. — O quê? — ele perguntou em uma voz rouca baixa que eu nunca ouvi ele usar. Cobrindo o meu rosto com as minhas mãos para que ele não pudesse ver as lágrimas nos meus olhos, eu respondi — eu não sei por que eu fiz aquilo. Eu sinto muito. Eu não quis... Sawyer estava na minha frente tirando as minhas mãos do rosto e me forçando a olhar para ele. — Você sente muito? Lana, você entende alguma coisa do que acabou de acontecer? Eu dei de ombros e então balancei minha cabeça negativamente. Sawyer soltou uma pequena risada e então me alcançou e me colocou em seu colo. — Esse foi o momento mais incrível da minha vida. Não se desculpe por isso. Por favor — Ele disse no mesmo tom baixo sexy que ele havia utilizado antes. Eu o estudei por um momento. — Mas... eu não entendo. Sawyer inclinou-se e beijou a ponta do meu nariz e, em seguida, beijou cada uma das minhas pálpebras. — Deixe-me explicar para você então. Eu apenas acabei de ter uma linda garota confiando em mim o suficiente para tocá-la e vê-la de uma maneira que nunca, jamais a vi. Eu pude segura-la e vê-la e senti-la enquanto ela se desfazia em meus braços. Foi como nada que eu já experimentei. Ela foi de tirar o fôlego e ela estava respondendo a mim. Ela me queria. Era eu que estava a fazendo perder o controle.

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Ah. Mas... — Você agiu tenso ou bravo quando eu reagi daquela maneira e se afastou de mim como se você não quisesse mais ficar perto de mim. Sawyer deu uma risadinha — Lana, eu estava usando cada grama de autocontrole que eu pude encontrar para não retirar seu shorts e ir para um lugar onde nenhum de nós está pronto para ir. Por um momento ali, tudo que eu vi foi uma necessidade escarlate e eu estive bem próximo de tomá-la. O que você pensou que era raiva era eu me forçando a me acalmar. A dureza que eu ainda podia sentir embaixo do meu traseiro enquanto eu sentava em seu colo me contou que ele não tinha exatamente se acalmado inteiramente. — Mas você ainda... — Eu parei de falar e um sorriso torto apareceu em seu rosto. — Sim, bem, eu duvido que eu vou me livrar disso sem um banho realmente gelado o que eu acho que vou precisar fazer em um minuto. Ah, uau. Eu tinha conhecimento suficiente para saber que um cara podia passar por muita dor se uma menina o animasse o bastante e ele não... conseguisse sua liberação. A dor se tornava tão intensa antes que eu me quebrasse em milhões de pedaços. Eu não conseguia imaginar ser forçada a ficar naquele estado sem nenhum final. Ele me abraçou enquanto eu encontrava a minha liberação. — Eu podia... ajudar — eu ofereci baixinho e o corpo do Sawyer ficou rígido com as minhas palavras.

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— O quê? — Eu podia te ajudar com a sua, hum... necessidade por liberação. Eu quero dizer que é minha culpa que você esteja assim. Eu poderia... quer dizer, eu quero ajudar. — Ah, merda — ele murmurou, cobrindo seu rosto com sua mão e a esfregando com força. — Lana, você não pode dizer coisas assim para mim nesse momento. — Por quê? — Porque apenas vai me deixar com mais dor pensar sobre isso. Saindo do colo dele, eu não ergui meus olhos para ver qual seria a reação dele. Em vez disso, eu respirei fundo e estendi a mão para o botão do shorts dele. A mão dele agarrou a minha — Ah não. Eu não vou deixar você fazer isso. — Eu quero. Sawyer balançou a cabeça — Não, Lana. Eu vou até o banheiro e vou consertar isso. Enfiando a mão dele longe com mais força do que era necessário, eu continuei a abrir o shorts dele. — Ahdeus — ele gemeu quando eu puxei o shorts para baixo. Ele ergueu seu quadril para que eu pudesse puxá-lo o bastante pelas suas pernas.

Foi

a

maior

viagem

de

poder.

Ver

o

Sawyer

Vincent

completamente fascinado com tudo o que eu estava fazendo, era sexy, sem mencionar divertido.

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Eu empurrei de lado o nervoso, reservado a Lana que estava gritando na minha cabeça que eu não podia tocar um garoto lá, tão longe. Eu estendi a mão até a cueca dele e minhas mãos sentiram sua quente e suave ereção. — Puta merda — Sawyer exalou em uma voz rouca que enviou arrepios através de mim. Eu abri meus olhos enquanto o calor dos raios da manhã atingia a tenda. Os eventos da noite passada lentamente tomaram conta de mim e o corpo que eu tinha pressionado contra mim me fez sorrir. Lana McDaniel havia abalado o meu mundo ontem à noite. Quando ela tinha gozado nos meus braços, eu tive a absoluta certeza que nada poderia ser tão quente. Mas em seguida, a expressão de espanto em seu rosto com sua boca levemente aberta maravilhada enquanto ela gentilmente usava seus cuidados inocentes para me dar liberação foi absolutamente a coisa mais sexy que eu já vi. Puxando ela para mais perto do meu peito, eu inalei o perfume doce, e sutil do xampu dela e fechei meus olhos. — Bom dia — ela disse, grogue, enquanto ela virava em meus braços até ela estar de frente para mim. O sorriso tímido em seu rosto disse que ela sabia que havia me feito um homem muito feliz ontem à noite. — Dia — eu murmurei antes de beijar suavemente a boca dela. Ela se afastou e cobriu sua boca para impedir que eu fizesse algo mais.

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— Hálito matinal. Eu preciso escovar meus dentes — ela explicou enquanto ela mantinha a mão sobre a boca. — Eu tenho certeza que ela cheira tão doce quanto o resto de você, — eu assegurei a ela, abaixando minha cabeça e beijando o pescoço dela antes de cheirar sua pele alto o suficiente para fazê-la dar uma risadinha. Eu não curtia muito risadinhas, mas aquela risadinha era sexy e rara. Eu gostava. Muito. — Levantem; nós temos uma cachoeira pra encontrar. Vai ser quente como o inferno em algumas horas e nós precisamos estar próximos da água fria para nos refrescarmos quando a hora chegar. — A voz do Jake cresceu ao longo do acampamento. Lana se afastou de mim e sentou-se. Eu virei de costas e a observei enquanto ela pegava seus suprimentos para se arrumar. Ela me deu um sorriso enquanto ela alcançava o zíper da tenda. Eu notei o sutiã descartado dela de ontem à noite e me sentei e a peguei pelo braço. — Você não pode sair lá fora desse jeito — eu disse em uma voz mais exigente do que eu pretendia. A ideia do Jake ou qualquer outro vendo ela sem sutiã naquela regata justa enviou um choque de possessão através de mim. De jeito nenhum. — Como assim? — ela franziu a testa, olhando para a minha mão em seu braço. Eu peguei o sutiã dela e o balancei na sua frente. — Você precisa colocar isso aqui.

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Ela ergueu as roupas em seus braços — eu vou colocar o meu biquíni embaixo das roupas. Eu não preciso do sutiã hoje. — Hum, sim, você precisa. Você não vai sair dessa tenda com seus seios apenas cobertos por um pedaço fino de algodão. Um sorriso puxou seus lábios e ela pegou o sutiã das minhas mãos.

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Capítulo 15

A cachoeira era apenas uma caminhada de cinco quilômetros, o que era uma coisa boa, porque se eu tivesse de ouvir Heidi reclamar mais um minuto, eu iria enlouquecer. Eu procurei por Lana e encontrei-a sentada em uma pedra sobre a água, ao lado de Ashton. Me detive e as observei. As risadas de Ashton sempre me faziam sorrir. Ouvindo-a sorrir sobre a água enquanto ela falava alegremente com Lana, fazia as coisas muito melhores. Ashton havia tido meu coração por tanto tempo que, mesmo depois de sua traição, eu o teria entregado novamente caso ela pedisse. Tanto quanto eu amava o meu irmão, eu não tinha certeza se eu não faria ainda. Meus olhos se voltaram para Lana que estava falando agora. Sua expressão me fez sentir como um rei. Ela tinha estado em um humor excelente toda manhã. Saber que era por minha causa era bom. A memória do toque de Lana na noite passada superou qualquer coisa que eu já experimentei com Ashton. Eu não tinha certeza de como eu me sentia sobre isso.

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Ashton me possuía. Eu havia movido o céu e a terra para fazê-la feliz. Era diferente com Lana. Eu gostava de sua companhia e estar com ela era estimulante. Mas eu sabia como era sentir o amor, e o que eu sentia por Lana não chegava nem perto. Era mais intenso, mas apenas algo físico. A ideia de deixá-la em agosto não doía do jeito que acontecia quando eu pensava em Ash estar tão longe. — Ela é um pedaço quente de bunda. Se você ficar entediado e quiser negociar com os amigos da tenda é só me avisar. — Eu virei minha cabeça para olhar para Jake enquanto ele estava sorrindo com a sua atenção voltada para Lana. — O que você acabou de dizer? — Eu exigi, elevando-me sobre Jake por apenas alguns centímetros. Mantive minhas mãos preparadas para derrubá-lo em sua bunda se ele ousasse repetir seu comentário bruto. — Woa Saw, calma cara. Você sabe que eu não estava falando de Ash, não é? — Jake levantou suas mãos e se afastou de mim. — Eu sei de quem você estava falando e eu sugiro que você tire os seus pervertidos olhos de cima dela. Ela não está disponível. — Bem, bem, bem, o que diabos você fez Jake? Não tenho certeza se eu já vi Sawyer tão pronto para bater em alguém além de mim antes. — Disse Beau em um preguiçoso tom divertido. — Cale-se Beau — Estalei sem olhar para ele. — Eu não sei. Ele ficou louco. Eu só fiz um comentário sobre Lana. A última vez que ele falou sobre ela era apenas uma "distração" de

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merda. Eu não sabia que ele seria todo territorial. — Jake respondeu, olhando por cima do meu ombro para o meu irmão. Eu podia ver o pedido de apoio em seus olhos e isso só me irritava mais. — Ele tem razão, irmão. Pare com isso. Você tem se referido a Lana como uma distração para mais de uma semana. Se mudou de ideia, então deveria deixar todo mundo saber. Eu odiava quando Beau tinha um ponto válido. Ele era o Neandertal. Não eu. Ele não deveria fazer sentido. Empurrando minha camisa sobre a minha cabeça, eu joguei-a no solo rochoso e mergulhei na água. Eu precisava estar perto de Lana. Essa era a única coisa que poderia acalmar a tormenta dentro de mim.

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Eu queria um banho antes de dormir. Eu estava exausta. Hoje tinha sido uma explosão, mas entre o calor, a natação e as caminhadas eu mal conseguia manter os olhos abertos. Eu conectei meu telefone na pequena estante sobre a pia no balneário e fui me limpar. Ash disse que estava com dor de cabeça e que queria alguns minutos antes de vir tomar um banho. Heidi e Kayla ambas disseram que estavam também cansadas para caminhar até o chuveiro, o que eu achei um pouco grosseiro. Decidiram que a água nas cachoeiras era um banho suficiente para elas. Eu tinha suado em nossa caminhada de volta e eu sabia que elas também tinham, mas isso não era da minha conta. Se elas queriam ir desagradáveis para cama, então que assim seja. Andar a pé até aqui só com os ursos, cobras e o psicopata da motosserra tinha tomado uma grande dose de coragem da minha parte. Eu também estava ansiosa para voltar para Sawyer. A esperança de que pudéssemos ter uma noite semelhante a da noite passada tinha estado na vanguarda dos meus pensamentos durante todo o dia. Ashton tinha mencionado meu sorriso bobo e eu havia sido vaga com a resposta do porque eu estava tão boba. Enfim, eu tinha certeza que ela sabia exatamente o porquê.

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Depois de terminar o meu banho, me sequei e escorreguei na minha blusa, sem sutiã desta vez, e no short rosa listrado que eu havia trazido para dormir. Estava escuro e eu tinha que levar meus suprimentos e roupas sujas de volta comigo. Eu poderia manter aqueles em frente da minha camisa. Sawyer nunca notaria que eu tinha saído da tenda sem sutiã. Sua reação possessiva ao me ver essa manhã sem um me havia surpreendido. Ninguém nunca tinha sido possessivo sobre mim. Talvez a resposta saudável tivesse sido a de defender a minha terra e forçá-lo a aceitar a minha própria pessoa. Mas não o fiz. Eu queria ser querida. Pegando o meu telefone, eu observei todas as chamadas perdida e as mensagens de texto. Suspirando, eu passei por eles e vi que meu pai tinha chamado duas vezes. Minha mãe tinha chamado 15 vezes e então ambos deixaram várias mensagens de texto. Eu precisava ligar para um deles de volta. Mamãe me manteria no telefone para sempre e eu realmente queria voltar à barraca. Então, eu cliquei no nome do meu pai e esperei que o telefone chamasse. — Finalmente. Será que não há recepção aí? Eu te liguei várias vezes. — Oi, papai. Desculpe, mas, sim, a recepção é de má qualidade aqui. — Estou feliz que finalmente recebeu minhas mensagens e chamadas. Eu preciso falar com você sobre o casamento. Houve uma mudança de planos. — Ok

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— A avó de Shandra vive na costa da Carolina do Sul. Ela é rica e sua casa é um marco histórico. Ela a ofereceu a Shandra para usar para o casamento. Desde que Shandra não pode ter seu casamento de Natal em Nova York, ela decidiu que um casamento de verão na costa seria mais adequado. Eu quero que isso seja perfeito para ela. Especial, sabe? — ele faz uma pausa à espera de uma resposta minha. Não respondi. — Você ainda está aí? — Sim papai, eu estou ouvindo. — Oh, bem, bem. Isso vai custar um pouco mais do que o previsto inicialmente. Além disso, os membros da família que sua avó insistiu que deveriam comparecer estão voando de todas as partes. A casa vai ficar abarrotada. Ainda não sei o que foi que ele queria me dizer que não sejam planos de partes de seu casamento, o que eu não acho que era um assunto muito urgente, eu esperei. — Simplesmente não há espaço para você na casa. Eu não pude fazer a avó de Shandra dar-lhe um quarto quando ela está sendo tão generosa já. Além disso, o custo da viagem está realmente fazendo o meu orçamento apertado. Voar para fora e pagar o seu quarto de hotel simplesmente não é possível. Quero dizer, eu a quero lá, mas eu não sei como eu posso pagar para você estar lá.

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Eu encostei-me à parede e fechei os olhos. Lágrimas rolaram de meus olhos e enxuguei-as furiosamente. Eu não iria chorar por isso. Não iria. — Tudo bem. Tudo bem. — eu consegui falar através da minha garganta entupida. — Então, você entende, né? Ele estava gastando todo seu dinheiro em um casamento para uma garota com quem ele estava prestes a começar uma nova família. Ele não conseguiu o dinheiro para fazer com que sua filha estivesse com ele em seu grande dia. Por mais que tenha doído, isso era algo que eu poderia viver. Eu sabia, porém, que a realidade do que ele estava me dizendo era muito mais. A nova esposa, uma casa nova, um grande casamento, um novo bebê... meu pai não ia me ajudar com a faculdade. Eu nem sequer tive a coragem de perguntar. Se eu tivesse que ser desiludida por ele mais uma vez, eu não estava certa de que eu poderia lidar. — Lana? — Sim, está bem papai. Eu entendo. — Eu sabia que você iria. Shandra estava muito preocupada se isso iria perturbar você. Eu disse a ela que não era nada como Caroline e isso não seria um grande negócio para você. — Eu preciso ir. Eu não quero usar toda a minha bateria. — Certo, é claro. Bem, se divirta e desfrute do seu verão. Talvez eu possa ir te ver no outono. Qual faculdade você finalmente escolheu?

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Eu estaria indo para a faculdade júnior local. Meu pai tinha uma nova família. — Eu tenho que ir papai — eu respondi e encerrei a chamada. As lágrimas escorriam pelo meu rosto minha dura determinação de não deixar que meu pai ou a minha mãe me machucassem nunca mais. Quanto mais eu poderia suportar antes de desmoronar? Segurar tudo isso estava me matando viva. Precisava de alguém para me escutar. Alguém para me segurar enquanto eu chorava. Eu só precisava de alguém para cuidar de mim. Só a mim. Por essa vez, eu precisava que fosse sobre mim... precisava de Sawyer. Joguei água no meu rosto e sequei todas as lágrimas. Eu não queria responder quaisquer perguntas sobre a maneira como eu estava. Ele era o único com quem eu queria falar sobre isso. Pegando minha bolsa, eu coloquei o meu telefone dentro e me dirigi para a porta. Ele cuidaria de mim. Me ouviria. Assim que atravessasse o caminho que levava até o nossa acampamento, Sawyer veio correndo para mim. Alívio correu sobre mim no momento em que o vi. Mas foi por pouco tempo. A expressão séria no seu rosto me surpreendeu. — Sawyer — eu comecei e ele correu atrás de mim em direção à casa de banho. — Eu não tenho tempo agora, Lana — ele disse. Atordoada, eu fiquei lá congelada no meu lugar.

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Em segundos, ele estava correndo de volta para fora da casa de banho com um pano molhado em sua mão. Determinação definindo sua mandíbula. Seus olhos passaram por mim. Quando se apressou, eu estendi a mão e agarrei seu braço. Ele estava começando a me assustar. — O que há de errado? — Eu perguntei. — Lana me solta. Eu não posso falar com você agora. Ash precisa de mim. Como suas palavras registradas na minha cabeça, eu arranquei minha mão para longe dele. Ele não ofereceu uma explicação ou pedido de desculpas. Em vez disso, ele fugiu deixando-me ali sozinha. Minhas emoções já estavam em frangalhos então eu tentei argumentar que algo realmente sério deveria estar errado com Ashton. Pânico me enviou correndo atrás dele. Parei no momento que eu vi Sawyer agachar atrás de Ashton e suavemente puxar seu cabelo pra trás. Ela estava doente. Sawyer limpou sua boca e, em seguida, dobrou o pano cuidadosamente e começou a lavar seu rosto pálido. — Eu tenho você Ash. Está tudo bem — ele murmurou enquanto ela deitou a cabeça contra seu peito fracamente. O ciúme tomou conta de mim como uma onda, mesmo eu sabendo que ela estava doente. Eu não gosto de vê-lo tão doce e protetor com ela. Dando um passo para frente, eu perguntei. — Ash, você está bem?

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Sawyer levantou a cabeça, mas eu não encontrei seu olhar. Eu não tinha certeza se podia. Ela levantou a cabeça e soltou um suspiro. — Eu estou com enxaqueca. Muito sol, mas Beau levou o carro para a loja mais próxima para buscar um pouco de remédio para a dor. — Posso fazer alguma coisa? — Eu perguntei. — Eu a tenho, Lana. Você pode ir para a tenda — A voz exigente de Sawyer cortou meu espírito já quebrado. Eu não poderia ficar aqui e assistir a isto. Ash estava doente, mas ela estava em boas mãos. Os meninos Vincent estavam cuidando dela. — Ok — eu consegui responder e virei-me para caminhar em direção à tenda. Parada do lado de fora eu odiava a ideia de ir para dentro. As lembranças da noite passada estavam lá. Eu precisava esquecer essas memórias. Minha vida estava fora de controle o suficiente. Eu não preciso da ajuda Sawyer Vincent para quebrar o meu coração. Meu pai estava fazendo um bom trabalho sozinho. Eu amava dois homens em minha vida e eu não tinha sido o suficiente para qualquer um eles. Eu nunca seria sua primeira escolha. Uma lágrima rolou fresca no meu rosto. Antes que alguém pudesse me ver chorar, eu abri a barraca e me arrastei para dentro. Movendo meu saco de dormir de volta para o canto mais distante da tenda tão longe quanto possível de Sawyer, eu me enrolei dentro dele e chorei. Eu chorei porque meu pai não me queria. Eu chorei porque meus sonhos de faculdade tinham deslizado pelos meus dedos, e chorei porque eu me deixei acreditar que Sawyer poderia se apaixonar por mim.

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****

Acordei cedo e espiei por sobre Sawyer. Ele estava dormindo em seu saco de dormir. A dor que ele tinha infligido ontem à noite não tinha aliviado com o sono. Agarrando as minhas coisas, eu calmamente saí da tenda. Eu não queria estar lá quando ele acordasse. — Você

acordou

cedo. —

Jake

ajoelhou-se sobre

o

fogo

adicionando algumas lenhas recentes. Correndo a mão pelo meu cabelo timidamente, eu assenti. — Eu tenho café, quer um pouco? — Jake perguntou, levantandose e pegando um pote de café para me mostrar. — Como você fez isso? — E perguntei, caminhando até ele. Eu quase podia sentir o cheiro do café. — Eu trouxe uma máquina de café comigo. Usei a eletricidade da casa de banho. — explicou ele, derramando um pouco em um copo de isopor. — Você vai ter que beber ele preto. Eu não tenho açúcar ou creme. — Disse ele segurando o copo para mim. — Eu sempre bebo preto — Eu respondi, tomando um pequeno gole. Jake ergueu as sobrancelhas. — Sério? Isso é quente.

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Revirando os olhos, me virei para caminhar até o balneário e me vestir. — O quê? Eu não recebo um obrigado? Olhei por cima do ombro — Obrigada. Ele sorriu e balançou a cabeça. — Você sabe, ele vai ser sempre assim. Ele nunca vai realmente seguir em frente. Ela sempre será a única. Eu parei e respirei fundo com a faca que ele mergulhou no meu estômago e a torção causou muito dor para me manter em movimento. — Eu não estou sendo cruel. Eu estou apenas sendo honesto. Você está perdendo seu tempo. Com um aceno de cabeça afiada, eu forcei meus pés a se moverem. Eu precisava ir. Não há mais verdade. Eu tinha um pouco demais nas últimas doze horas. Eu precisava de um descanso.

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Capítulo 16

Eu ferrei com tudo. Velhos hábitos custam a morrer e minha necessidade de ajudar e proteger Ash era um hábito muito antigo. Ontem à noite quando Beau tinha me deixado com ela, pedindo-me para cuidar dela, enquanto ele ia à procura dos medicamentos para dor, tinha dado uma olhada em seu rosto pálido e entrei em pânico. Precisava ser necessário para aliviar a sua dor. Parecia que tinha apertado um interruptor em mim. Quando Beau tinha retornado, ela estava enrolada em meus braços enquanto eu a balançava e a tranquilizava, a realidade da situação tomou conta de mim. Tinha sido um suplente. Ela não era minha dessa maneira. Nunca voltaria ser. Ela era de Beau. Abrindo a barraca e vendo Lana longe do meu saco de dormir, me disse tudo o que eu precisava saber. Ela tinha visto o que fiz ontem à noite. Apenas 24 horas antes tinha tocado e beijado seu corpo em

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lugares que nos tinha dado a nossa primeira experiência real com prazer. Estava tão tentado a chegar perto e puxá-la contra mim enquanto dormia, mas eu sabia que meu contato não seria bem-vindo. Tinha sido brusco e grosseiro com ela quando perguntou sobre Ashton. Olhando para trás, sabia que não queria que me visse cuidando de Ash. Eu queria que desaparecesse para que não me visse tratando-a com uma ternura que ninguém mais tinha visto em mim. Este foi meu momento secreto com Ash. Meu passo para trás no momento em que ela se transformou em meus braços. Lana ainda estava lá e isso causou sentimentos em mim que eu não entendia, com Lana lá de pé com os olhos abertos e feridos, me fez sentir que o que estava acontecendo era errado. Isso enlouqueceu minha cabeça. Ela estava fora da barraca quando despertei e me ignorou desde então. Eu não sabia o que dizer. Como ia explicar o que aconteceu ontem à noite? Como eu poderia fazer isso? Desde que começamos a nossa caminhada esta manhã tinha sido líder do grupo como uma mulher determinada a fugir. Não a recuperei. Ela se recusou a fazer contato visual comigo durante o almoço e fui muito covarde para forçá-la a reconhecer-me. — Por que não pude ficar para trás no camping com Ash e Beau? — Queixou-se Heidi detrás de mim. — Porque Ash está se recuperando de sua enxaqueca da noite passada e Beau está cuidando dela. Confie em mim, eles querem privacidade. Pelo menos, eu sei que Beau quer. — Jake riu.

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— Ela está doente, Jake. Beau não vai transar com ela no chão duro de uma tenda — Heidi sussurrou. — Quem disse que ela ia ficar no chão? — Jake respondeu. Ouvi-los falarem sobre a vida sexual de Ash e Beau era algo que eu não estava afim. Acelerei o ritmo até que estivesse alguns passos atrás de Lana. O short que ela usava se apertavam em sua bunda com força a cada passo que dava. Tinha tido minha mão nesse pequeno e doce traseiro apenas uma noite atrás. Eu estava tendo minhas dúvidas de que teria essa oportunidade mais uma vez. A ideia me incomodou. Não, não concordo com isso. Eu não iria deixá-la ir. Agosto não estava aqui ainda. Não estava preparado para me afastar dela. — Será que você vai falar de novo comigo? — Eu perguntei. Ela fez uma pausa antes de continuar sua caminhada morro acima. — Claro. O que você quer conversar? — ela disse em uma voz entediada. — Lana, por favor, ande mais devagar e fale comigo — eu disse. Ela não parou. Pelo contrário, aumentou sua velocidade. Se eu fizesse isso, iria começar uma corrida. — Não há nada para falar Sawyer. Prefiro caminhar. Alcançando-a peguei sua mão e ela parou. Ela tentou solta-la, mas eu segurei firme.

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— Me solte — rosnou, finalmente, levantando os brilhantes olhos verdes para mim. A dor refletida neles enfraqueceu meus joelhos. Ah, droga. Que diabos tinha feito? — Por favor, Lana, por favor, fale comigo — eu implorei, reduzindo a distância entre nós. — Continuem caminhando amigos. Não há nada para se ver. Vamos deixar que Sawyer tente limpar a bagunça que ele fez — Jake anunciou para os outros que passavam na nossa frente. Uma vez que estavam longe, eu deixei que Lana puxasse sua mão. — Está bem. Fale — disse ela, cruzando os braços protetoramente sobre seu peito. — Ontem à noite... — Eu comecei a tentar pensar em como eu poderia explicar isso sem ser pior do que foi. — Vou ajudá-lo desde que você parece ter perdido as palavras. — Ontem à noite, Ashton ficou doente e você teve uma desculpa para abraçá-la e cuidar dela. Foi a forma que você encontrou para confortar e proteger Ashton. Nada ou ninguém mais te importava porque você a ama. Eu precisei de você e você estava lá para ela. Não me deixou ajudála porque não podia suportar a ideia de perder a oportunidade de abraçála. — Isso não é tudo. Estar atento e ajudar Ashton é um hábito. Eu tenho feito isso à maior parte da minha vida. Esse tipo de hábito é difícil de quebrar.

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Lana soltou uma risada dura. — Sério? Bem, se isto não é uma forma bastante elegante de embrulhar tudo o que eu acabei de dizer. — Lana deu um passo em minha direção e apontou um dedo no meu peito. — Eu estou cansada de ser a segunda ou terceira opção. Eu tenho o suficiente disso na minha vida. Ontem à noite também precisava de alguém. Eu precisava de alguém para me ouvir. É muito ruim, ninguém querer ser o ombro para Lana poder lamentar. Ninguém se importa que Lana precise de alguém que se importe com ela. Seus olhos brilhavam com lágrimas não derramadas e meu peito estava tão apertado que parecia que estava prestes a quebrar e se abrir. — Isto acabou. Esqueça. Já terminei — Lana cuspiu então se virou e foi embora. Agindo rapidamente envolvi minha mão ao redor de seu braço. — O que aconteceu ontem à noite? Por que precisou de mim? Seus ombros se soltaram, puxei-a contra o meu peito e a abracei ela gostasse ou não. — Deixe-me ir, Sawyer. — Sua voz se quebrou. — Não. Agora me diga o que você quer dizer com isso. Outro soluço e ela balançou a cabeça com raiva. — NÃO. Não queira exigir respostas. Eu não falo muito com as pessoas. Eu mantenho minhas emoções dentro de mim. Mas na noite passada, eu queria dizer para você. — Ela soltou uma risada curta e triste. — Eu pensei que eu poderia ter alguém que quisesse me ouvir. Alguém que se importava. Mas eu estava errada.

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— Não, você não está. Eu me importo. Eu quero que fale comigo. — Tarde demais — ela resmungou, lutando contra o domínio que eu tinha sobre ela. — Eu estava errado na noite passada, Lana. Sinto muito. Por favor, me perdoe. Por favor, por favor, me perdoe. Nunca acontecerá novamente. — Fiz uma pausa, sem saber se estava pronto para despir a minha alma para ela. — Você está certo. Isso não vai acontecer novamente. Porque eu estou cheia das tentativas de fazerem as pessoas se preocuparem comigo. Eu não deveria ter que trabalhar muito duro para aqueles de quem eu goste me amarem de volta. Ninguém mais tem que tentar. Ninguém. Só eu. Apenas Lana McDaniel. É suficiente. Se eu sou tão difícil de amar, então eu não preciso de ninguém. Eu me arrumei sozinha por muito tempo. Estou a ponto de enlouquecer! Se fosse possível que a dor de alguém quebrasse meu coração, então Lana tinha acabado com o meu. A emoção queimou minha garganta, apertei mais ela contra mim. Eu queria entrar em sua cabeça. Era tão fechada e eu me perguntava por que. Agora sabia. Não confiava em ninguém o suficiente para deixá-los entrar — até a noite passada. Tinha decidido que podia me deixar entrar, e o que eu tinha feito? Tinha jogado sua confiança em seu rosto. Deus, eu era o maior idiota do mundo. — Sinto muito — sussurrei, dando um beijo na sua têmpora. —

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Você me perdoa? Você pode confiar em mim para te colocar em primeiro lugar? Eu juro que o que aconteceu na noite passada nunca vai acontecer de novo. Foi a primeira vez que tive que lidar com algo assim desde o término. Quando Beau retornou e Ashton moveu suas pernas e braços desesperadamente para estar perto dele, não doeu do jeito que eu pensei que doeria. Então entendi. Entendi que ela não precisava mais de mim. Ela não era mais minha para proteger. Eu poderia continuar. Já era tempo. A noite passada foi o encerramento que eu precisava. — Eu parei e apertei os ombros de Lana e a virei para que ela me olhasse. O vermelho dos seus olhos inchados me deixou triste. — Isso é novo para mim. Estou aprendendo a ter um relacionamento com alguém que não seja Ashton. Eu cometi um erro terrível. Era como uma recaída. Mas você...— Eu coloquei seu cabelo molhado de lágrimas para trás da orelha. — Você toca um lugar dentro de mim que Ashton nunca tocou. Eu sinto coisas por você que nunca senti por ela. Eu a amei por um tempo muito longo. Eu não posso evitar o fato de que eu ainda quero estar lá quando ela precisa de mim. Da próxima vez que tiver que tomar uma decisão te escolherei primeiro. Eu posso prometer isso. Lana olhou para meu rosto como se estivesse esperando mais. Eu não sabia o que dizer mais. — Não é fácil ser sempre a segunda melhor. Em breve, vou ser a melhor terceira com meu pai. Eu continuo sendo empurrada para baixo da lista com ele. Talvez isso me faça ser egoísta, mas eu só preciso ter alguém para quem possa correr. Na noite passada, eu estava correndo em sua direção. — Fez uma pausa e engoliu. — Você acha que após as rejeições que tenho lutado na minha vida, eu teria me acostumado. Mas,

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não é fácil. Não é verdade. Isso faz de você cauteloso. Tenha cuidado para que não te iludam. Eu tinha minhas esperanças com você. Vai ser difícil para mim dar esse tipo de confiança de novo. Isso não significa que não podemos nos ver ainda neste verão. Significa apenas que temos que dar alguns passos para trás, aceleramos muito na outra noite na tenda. Agora, precisamos retroceder. Ela estava me perdoando. Eu poderia ganhar a sua confiança de volta. Ela tinha se aberto para mim novamente e estava disposta a isso. Gostaria de ter estado lá quando ela precisou. — Muito bem — Respondi. Deslizei um dedo por baixo de seu queixo e inclinei sua cabeça para trás. — Eu preciso te beijar agora. — Ok — sussurrou enquanto meus lábios tocaram os dela.

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Beau tinha desmontado o acampamento e amarrado na parte superior da Suburban, quando chegamos ao acampamento. Ele disse que Ashton precisava dormir em uma cama decente esta noite e todos nós estávamos indo para um hotel e voltaríamos para casa de manhã. Ninguém discutiu com ele. Eu acho que todos nós estávamos prontos para uma verdadeira cama de qualquer maneira. Eu quase suspirei de alívio. Eu disse a Jake para sentar-se na frente com Sawyer e eu me sentaria com Ashton atrás. Eu não estava preparada para passar mais tempo com Sawyer agora. Eu o tinha perdoado, mas meu coração ainda estava machucado. Ashton tinha entendido e tinha vindo para mim e pegado na minha mão enquanto deslizava para o meu lado. Tinha sido um bom passeio. Estávamos no hotel mais próximo e mais acessível e os rapazes estavam

indo

alugar os

quartos.

Eu

não

tinha

certeza se

eu

compartilharia um quarto com Sawyer. Eu tinha dinheiro suficiente para pagar o meu próprio, se fosse necessário. Não há razão para poupar para a faculdade dos meus sonhos. Meu pai tinha derrubado essa esperança.

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Sentada no lobby do hotel, esperando com as outras meninas. Ainda suja de nossos dias ao ar livre, eu queria um banho. Sem mencionar que eu estava fisicamente e emocionalmente esgotada. Sawyer se aproximou de mim com sua mochila e a minha pendurada sobre seus ombros. — Precisa pegar algo da bolsa de lona que você Ash e compartilhavam? — Hum ... sim. Eu acho. Nós dividiremos um quarto? Sawyer parecia preocupado quando ele fechou a curta distância entre nós. — Eu pensei que estávamos bem. Não sentou ao meu lado, mas pensei que queria ficar com Ash. — Está bem. Eu posso alugar meu próprio quarto, se necessário. Sawyer se aproximou e colocou a mão na minha. Eu o deixei enfiar os dedos nos meus. — Eu te quero comigo. Eu balancei a cabeça e forcei um sorriso. Ele se inclinou e beijoume na testa. — Eu vou corrigir isso. Eu prometo. Você vai confiar em mim novamente — sussurrou antes de endireitar-se de novo e me levar para o elevador. — Nós conseguimos todos os quartos no mesmo andar. — Sawyer deslizou o cartão na porta do quarto 314 e abriu-a. Ele estendeu a mão para mim para que entrasse primeiro. O quarto era mais espaçoso que a maioria dos hotéis onde já me hospedei, ele tinha exigido que nos

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hospedássemos no Marriott e não no motel barato do outro lado da rua. Uma grande cama descansava no centro de tudo. — Uma cama — eu disse, olhando para ele. — Não tinham nenhum quarto com duas disponíveis. Está bem pra você? — Claro — respondi e peguei minha mochila ainda em seu ombro. — Eu posso tomar banho primeiro? Ele deslizou a mochila pelo braço e entregou-a a mim. — Claro. Fique à vontade. Vou pedir o jantar. — Ok, obrigado. Voltei para o banheiro. — Lana? — Ele parecia triste. Eu odiava fazê-lo se sentir triste, mas eu não tinha energia para fazer qualquer coisa sobre isso. Eu estava esgotada. — Sim? — Perguntei e me virei para olhar para ele. Ele me lembrou de uma criança perdida. Seu rosto perfeito estava preocupado. — Sinto muito. — Por quê? — Por ser um idiota — respondeu. — Eu o perdoei, Sawyer. Ele parecia derrotado. — Você fez isso realmente? — Meu perdão não faz meu coração doer menos. Demora um tempo para curar.

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NĂŁo esperei sua resposta. Fechei a porta atrĂĄs de mim e abri a ducha.

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Capítulo 17

Luz solar se derramava pela janela e um braço me segurava firmemente enquanto uma perna me prendia à cama. Sawyer tinha se aconchegado contra as minhas costas em algum momento na noite passada. Eu havia comido o cheeseburger que ele havia pedido para mim e dei algumas mordidas no bolo de chocolate antes de me espremer o mais longe possível do lado dele na cama e dormir instantaneamente. Eu ainda estava de lado, mas o Sawyer estava pressionado contra mim. Ele estava me abraçando como se eu fosse algum tipo de tábua da salvação. Eu estendi a mão para mover o braço dele para que eu pudesse levantar e ir usar o banheiro. — Não. Por favor, apenas me deixe te abraçar mais um pouquinho, — ele murmurou no meu cabelo. — Você está acordado — eu respondi.

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— Ahaaammmm e eu estou aproveitando. Por favor, só mais um pouquinho. Eu sorri pela primeira vez desde o incidente com a Ashton. — Você ainda pode aproveitar sem mim — Eu brinquei. Ele congelou por um segundo antes de se aconchegar ainda mais próximo de mim e mover sua mão para que sua palma cobrisse o meu estômago nu onde a minha regata havia subido enquanto eu dormia. — Eu não consigo aproveitar sem você. É você que eu estou aproveitando — ele sussurrou em uma voz sonolenta rouca enquanto ele mordiscava o lóbulo da minha orelha. — Ah — eu dei um gritinho e ele riu, enviando arrepios pelos meus braços por causa do calor de sua respiração fazendo cócegas no meu ouvido e pescoço. — Eu senti tanto a sua falta — ele respondeu em um tom mais sério. Eu não precisava apontar que eu estive com ele por três dias. Eu sabia o que ele queria dizer. Mentalmente e emocionalmente, eu estava fora de sinal ontem. O meu peito não doía esta manhã e eu conseguia respirar profundamente novamente. Talvez fosse o fato dos braços dos Sawyer envoltos ao meu redor me dando uma falsa sensação de segurança. — Eu posso ir ao banheiro, por favor? — eu perguntei, fazendo cócegas no braço dele com minhas unhas. — Você promete voltar?

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Eu tinha planejado em pular no chuveiro de novo e me arrumar. No entanto, por mais que eu odiasse admitir isso, eu havia sentido a falta dele também. — Sim, se é isso que você quer. — Eu quero — ele murmurou no meu ouvido e pressionou um beijo suave na minha têmpora.

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— Traga o frasco de antisséptico bucal com você — eu chamei quando eu ouvi a porta do banheiro abrir. Lana deu a volta na cama e me entregou o frasco de antisséptico bucal. — Aqui está. Eu abri e tomei um gole. Então fiz um pouco de bochecho antes de engolir. — Você não acabou de engolir isso! Sorrindo, eu estendi a mão, e agarrei a cinturinha dela e a puxei em cima de mim. — Eu acho que sim. Eu provavelmente preciso de um boca a boca para me salvar de um envenenamento, que eu provoquei — inclinandome para frente e mordiscando o seu lábio inferior. — Boca a boca não vai te salvar de envenenamento. Você precisaria bombear o seu estômago — ela informou enquanto ela pressionava um beijo no canto da minha boca. — Hummm... bem isso soa como muito trabalho. Eu pensarei nisso

depois.

Eu

deslizei

minhas

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mãos

pelos

seus

cachos


embaraçados e trouxe a sua boca na minha. Logo que ela abriu sua boca para me deixar entrar, o telefone da Lana começou a tocar. Ela se afastou do beijo. Eu precisava daquele beijo. Eu preciso de uma garantia que eu não havia perdido isso... seja lá o que era isso entre nós. — Não responda — eu implorei, me esticando para beijar o queixo dela. Rindo suavemente ela se curvou de volta nos meus braços e me deixou sentir o gosto da sua boca com gosto de pasta de dente de menta. Mas no minuto que o toque parou ele começou novamente. Lana ergueu sua cabeça e olhou de volta para o seu telefone com uma careta. Eu lutei contra a vontade de pegar o telefone e joga-lo contra a parede para silenciá-lo. — Pode ser uma emergência — ela disse e eu afrouxei o meu aperto nela e a deixei se rastejar para longe de mim para verificar seu telefone. A expressão tensa que veio sobre o seu rosto fez eu me sentar e ver quem que estava incomodando-a. Porque obviamente não era uma ligação bem-vinda.

Mãe — piscava na tela.

Lana saiu da cama — Eu preciso atender isso. Ela apenas ficará ligando até eu atender. — Oi, mãe — sua voz soava cansada ao invés de preocupada pela determinação de sua mãe para fazê-la atender o telefone. Lana deu a volta na cama e seguiu para o banheiro. Quando a porta se fechou, eu

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joguei o travesseiro do outro lado do quarto e murmurei uma maldição. Ela não estaria me deixando de fora se eu estivesse ficado com ela. Eu estava disposto a apostar que ela iria me contar que merda seus pais estavam fazendo ela passar na outra noite. Eu não teria que me preocupar sobre como consertar isso. Eu sabia o que precisava ser feito. — Não MÃE! — eu ouvi ela erguer sua voz e eu pulei da cama para ouvir na porta. Eu estava invadindo sua privacidade, mas ela estava chateada. Eu tinha minhas razões. Era uma maldita boa razão. — Eu não quero que você ligue para ele. Eu não quero que você peça a ele. Ele seguiu em frente, mãe. Ele está arrumando uma nova família agora e nós somos o passado dele. Apenas deixe passar. Eu vou ver o que faço. Apenas deixe quieto. Por favor. Ela estava falando sobre o pai dela? — Mãe, eu sou uma adulta. Você não pode continuar a tomar todas as decisões por mim. Eu posso tomá-las agora. Então por favor, pare. Eu me afastei da porta e fui até a janela com vista para as montanhas que nós deixamos ontem à noite. Por que eu me importava tanto em descobrir quais eram os problemas dela? Não era como se a gente fosse um casal. Eu fiquei tenso quando eu percebi algo. Eu não tinha nenhuma reivindicação sobre Lana. Se o Ethan ou qualquer outra pessoa a chamasse para sair novamente, eu não poderia impedi-la de dizer sim. Alguém mais poderia tocar a pele macia dos braços dela, suas coxas, seu estômago, sua... ah, infernos, não. Eu precisava consertar isso e rápido.

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Isso era mais do que um caso agora. Claro, nós iríamos seguir nossos caminhos separados em agosto, mas agora, eu não queria dividir. Eu não seria capaz de dividir. Eu tinha bastante certeza que eu arrancaria os braços de outro cara se eu o visse tocando-a. A porta do banheiro se abriu e a Lana saiu. Um sorriso forçado tocava seus lábios quando seus olhos encontraram os meus. — Está tudo bem? — eu perguntei, esperando que ela me contasse o que estava acontecendo na vida dela. Ao invés disso, ela apenas encolheu os ombros. Droga. — Lana, escuta, nós precisamos falar sobre algo — Eu comecei a atravessar o quarto para que eu pudesse toca-la em caso de eu precisar implorar. Ela balançou a cabeça — Se isso for notícia ruim, eu realmente acho que eu não posso lidar com isso agora. Me dê algumas horas primeiro, por favor. Bem, infernos, se a dor na voz dela não me quebrava no meio. Eu a puxei contra o meu peito e a segurei ali. Ela estava dura como uma tábua de primeira, mas eu continuei esfregando suas costas e beijando o topo da cabeça dela até ela relaxar e colocar seus braços em volta da minha cintura. — Não é ruim. Mas é urgente — eu expliquei. Ela inclinou a cabeça para que ela pudesse olhar para mim — Urgente?

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— Muito. Como que alguém poderia perder um membro se sair da linha. Lana se afastou e o cenho franzido em sua testa era adorável. — Do que diabos você está falando, Sawyer? — O fato de que eu quero... não, eu preciso, que nós sejamos exclusivos até nós nos separarmos quando nós seguirmos para a faculdade. Lana fez um pequeno „o‟ com sua boca e então ela assentiu lentamente — Ok. Isso soa como um bom plano. Mas por que alguém perderia um membro? Eu tracei o lábio inferior dela com o meu dedo — Porque se eles te tocarem, eu teria que arrancar cada membro ofensivo. Uma pequena bolha de riso escapou dela e então ela mordeu o meu dedo. Seus olhos sorriam para mim como uma gatinha brincalhona. — Então, você quer jogar duro, não é? — Eu a peguei e a joguei na cama antes de cobrir o corpo dela com o meu.

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A viagem de volta para Grove foi rápida, mas também eu havia dormido a maior parte do caminho. Jake não ficou feliz quando o Sawyer o informou que eu iria sentar na frente. Eu me senti mal sobre isso, mas eu gostava de saber que o Sawyer me queria próxima a ele. Todo mundo havia carregado seu equipamento em seus carros e foram embora. Ashton até mesmo tinha ido para dentro para deitar na cama. Ela ainda estava bem fraca. Sawyer pegou minhas malas e as colocou dentro da porta da casa, em seguida olhou para mim. — Venha comigo um pouco — ele disse, me puxando de volta para fora na varanda e fechando a porta atrás de mim. — Você não está cansado de dirigir? Ele balançou a cabeça e me puxou contra ele. Minha tia e tio não estavam em casa, mas eles poderiam chegar a qualquer minuto. Eu não tinha certeza do que eles pensariam disso. — Ok. Deixa eu ver a Ash e eu já volto. — Eu esperarei aqui — ele respondeu, soltando a minha mão para que eu pudesse correr de volta para dentro.

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Eu bati suavemente na porta da Ashton e em seguida, dei uma espiada lá dentro. Ela já estava enrolada embaixo das cobertas. Fechando a porta dela suavemente, eu segui de volta para o Sawyer. — Ela está bem? — ele perguntou quando eu saí. — Sim. — Bom. Vamos lá. Ele colocou a mão nas minhas costas e me levou para o carro dele. — Primeiro de tudo, eu tenho que pegar a minha caminhonete em casa. Eu quero que você possa sentar próximo o suficiente de mim para que eu possa te tocar se eu quiser. Sorrindo para mim mesma, eu entrei.

***

Eu já estive na casa do Sawyer com a Ashton antes. Nós éramos mais jovens e eu nunca entrei. Na maioria das vezes nós apenas nadávamos no lago atrás da propriedade dele. Caminhar até a porta da frente com minha mão presa firmemente na dele dava um pouco de nervoso. Os pais dele não estavam em casa e ele havia me convencido a entrar. — Por aqui — ele indicou para eu seguir na frente dele por uma escadaria que levava para o que parecia ser um porão.

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— Porque nós estamos descendo aqui? — eu perguntei, olhando para ele por cima do meu ombro. — Essa é a minha caverna. Pode ir — ele me encorajou. A caverna dele... hummm. Eu andei o resto do caminho pelas escadas e parei no final incerta de que porta abrir. Havia duas. Uma a minha direita e outra a minha esquerda. Sawyer estendeu a mão para mim e torceu a maçaneta da porta do lado direito e em seguida ligou o interruptor. As luzes se acenderam e eu fiquei parada ali maravilhada enquanto eu absorvia o cômodo. Era enorme. Dois grandes sofás de couro preto sensacionais estavam no meio do cômodo em frente de uma enorme televisão de tela plana que estava pendurada na parede. Uma geladeira vermelha com o logotipo da Universidade do Alabama no exterior estava contra o lado esquerdo da sala e um balcão preto de mármore, completo com uma pia, estava à esquerda da geladeira. Na outra parede, prateleiras e prateleiras cheias de troféus se estendiam do chão até o teto. Camisetas emolduradas de times de futebol americano estavam entre os troféus. Embaixo da televisão estavam uma longa mesa preta estreita completa com um Xbox e um Wii. Fotos também aglomeravam a superfície. Todas elas cuidadosamente emolduradas. A mãe do Sawyer deve ter feito isso. Eu não conseguia imagina-lo emoldurando fotos sozinhas para ficarem de decoração. — Você está com sede? — ele perguntou, caminhando até a geladeira e a abrindo. — Parece que a Loretta veio essa semana. Está abastecida. Coca, Mountain Dew, Gatorade azul, ou água mineral?

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— Loretta? — perguntei, confusa. — A governanta. Ela faz todas as compras do supermercado também. — Oh. — As pessoas realmente tinham governantas que faziam suas compras do mercado? Que estranho. — Hum, água está bom. — Eu fui até as prateleiras e comecei a ler as placas nos troféus. Melhor Jogador da Partida parecia ser o prêmio mais popular que ele havia recebido. — Aqui está — ele me entregou uma água e virou sua atenção para as prateleiras. — Minha mãe fez tudo isso. Ela queria algum lugar para que tudo isso pudesse ficar exposto. Ela realmente tentou transformar um dos quartos de hóspede em um „Templo do Sawyer‟ como meu pai costumava chamar. Ele se recusou a deixá-la fazer isso e ela os enfiou aqui embaixo. Eu concordei com ele para que eles de alguma forma pudessem ficar escondidos. — Há muitos deles — eu respondi, dando um gole na água. — Sim, há. — Ele fez um sinal com a cabeça indicando o sofá — Venha se sentar comigo. Nós podemos encontrar um filme pra nós e alugá-lo no iTunes. Eu o segui até o fim de um dos sofás de couro. Ele colocou seu Gatorade no chão, e estendeu a mão, pegando minha água e a colocando ao lado dele. — Venha aqui — sua voz caiu para um sussurro rouco que fez o meu coração acelerar. Eu o deixei me puxar para o seu colo.

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— Eu estive pensando nessa boca o dia inteiro — ele confidenciou antes de cobrir meus lábios com os dele. Eu lambi o lábio inferior dele e ele abriu para mim deixando eu prova-lo prazerosamente. A pressão suave da boca dele era perfeita e me deixava um pouco tonta. As mãos dele deslizaram pelas minhas coxas até que as duas mãos estavam no meu traseiro. Um de seus dedos traçou a borda da minha calcinha. — Eu realmente gosto dessa saia — ele murmurou contra os meus lábios. Eu realmente gostava dela também nesse momento. Minha respiração estava saindo em curtos suspiros enquanto ele deslizava uma mão dentro da minha calcinha e o meu traseiro nu estava acariciado por uma mão enquanto sua outra mão deslizava lentamente pela minha coxa e se aproximando da parte interna dela. Eu sabia qual seria o seu próximo passo. O que eu não sabia era se eu deixaria as coisas irem tão longe. Então ele gemeu dentro da minha boca enquanto seus dedos tocavam a parte interna da minha coxa e a minha perna se abriu por vontade própria. O beijo lento e fácil se tornou frenético enquanto nós dois lutávamos para acalmar a nossa respiração. A mão dele foi subindo e subindo na minha coxa, agora exposta. No segundo que o dedo dele roçou com a parte externa da minha calcinha, eu estremeci em seu abraço e algo muito próximo a implorar saiu da minha garganta. Sawyer se afastou e sua respiração acelerada fez eu me estremecer de prazer. Eu amava saber que eu o deixava assim. Ele beijou o meu pescoço até ele encontrar a curva do meu ombro. Ele ficou muito quieto. O hálito quente dele banhava o meu peito e

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pescoço. A mão dele lentamente se moveu novamente. Um dedo solitário deslizou dentro da borda da minha calcinha e fez contato direto. Ele murmurou algo contra o meu pescoço, mas eu não conseguia me concentrar o bastante para entender. Meu cérebro estava em uma névoa nebulosa e o meu coração estava prestes a bater para fora do meu peito. A vontade de me mover contra a mão que agora segurava a virilha na minha calcinha era forte. Mas eu esperei enquanto ele colocava seu dedo mais para dentro e gentilmente percorria as dobras. — ahahahmeudeus — eu consegui botar para fora em um canto sem fôlego. — Deus, você está tão quente — ele sussurrou com uma voz tensa enquanto ele começava a beijar o local onde ele havia enterrado sua cabeça no meu pescoço. Quando ele deslizou sua outra mão sobre a minha perna e a abriu mais, antes de estender a mão e puxar minha calcinha para o lado enquanto ele gentilmente me acariciava, eu comecei a me desfazer em seus braços. — É isso, baby — ele me encorajou enquanto eu me agarrava nele, chamando seu nome e desejando que isso nunca acabasse. Quando eu finalmente consegui recuperar o fôlego, os dedos dele haviam me deixado e colocado a minha calcinha de volta no lugar; em seguida eu estava sendo abraçada em seus braços enquanto ele sussurrava coisas contra o meu pescoço entre beijos e pequenas mordiscadas.

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Sawyer finalmente ergueu sua cabeça da pele agora sensível ao longo do meu pescoço onde ele havia amado profundamente. — Isso foi... isso foi... meu deus — ele sussurrou antes de reivindicar minha boca para outro beijo. Depois de um longo e prazeroso beijo, Sawyer deitou no sofá e me colocou de costas para ele. — Vamos assistir aquele filme agora — ele disse em uma voz provocante.

***

No minuto que a Ashton estacionou seu Jetta na clareira perto do lago dos Vincent, Sawyer veio correndo em nossa direção. Seu cabelo estava penteado para trás e molhado com gotas de água voando de seus cachos grossos. O calção azul escuro que ele estava usando estava pendurado na sua cintura e mostrava seu delicioso abdômen e ossos do quadril. — Tenho bastante certeza que ele não está correndo aqui para me ver — Ashton brincou enquanto eu fiquei sentada o encarando com admiração. Saindo do meu olhar de adoração, eu abri a porta do carro e sai. Sawyer estava ao meu lado instantaneamente. — Eu achei que vocês nunca chegariam aqui — ele disse em uma voz satisfeita enquanto sua mão molhada e fria pegava a minha e me puxava contra o peito dele. Ele estava molhando as minhas roupas secas, mas eu não iria reclamar.

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— Desculpa, nós dormimos demais — eu expliquei. — Não se desculpe com ele. Foi ele que te manteve acordada até tarde — Ashton provocou e seguiu até Beau que já estava indo em direção a ela. — Eu me diverti ontem à noite — Sawyer me informou em um sussurro rouco. Nós fomos comer algo no Hank‟s e então nós fomos para o campo. Não houve festa ontem à noite. Sawyer aproveitou o local e trouxe um grande cobertor para nós e nós ficamos deitados de costas embaixo das estrelas. Eu apontei para diferentes constelações e ele tentou colocar suas mãos embaixo de diferentes partes das minhas roupas enquanto ele fingia me ouvir. Tinha sido perfeito. — Eu também — eu respondi, sorrindo para ele. Ele abaixou a cabeça para beijar-me suavemente e então sussurrou — Vamos ver se eu consigo te ensinar como pular daquela corda. Balançando minha cabeça, eu abafei uma risadinha. — De jeito nenhum. Você tentou isso uma vez e eu acabei com dez pontos na minha cabeça. Sawyer esfregou sua mão suavemente sobre a minha nuca onde eu havia cortado em uma rocha quando eu entrei em pânico quando eu tinha dez anos. Quando o Sawyer havia dito — Largue da corda, AGORA — eu havia demorado alguns segundos para obedecer. Aqueles poucos

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segundos foram a diferença entre eu cair em águas profundas e eu cair na margem. Eu nunca subi naquela corda de novo. — Eu prometi que eu não deixaria você se machucar dessa vez. Além disso, eu tinha uns dez anos. Eu era horrível em ensinar coisas às pessoas. Eu sou muito melhor agora. — Ele apertou minha mão e a trouxe aos seus lábios antes de me levar em direção ao lago. Risos e gritos viajaram através da água alto e claro. Pelo menos vinte pessoas ou mais já estavam lá. Essa era supostamente para ser a última festa no lago antes de todos seguirem para a faculdade. Eu nunca estive aqui a não ser com o Sawyer, a Ashton, e o Beau. As garotas estavam deitadas no píer, os caras estavam subindo nas árvores para conseguir realizar os truques perigosos na corda e não havia uma pessoa que não estivesse com uma cerveja em suas mãos. Era um milagre. — Você realmente não vai subir naquela corda comigo? Eu seguro a corda; você segura em mim e sem giros. — Você promete sem giros? — eu perguntei a ele, vendo o rosto dele para perceber qualquer sinal de lorota. — Prometo — ele me assegurou alcançando a barra da minha camiseta e a puxando. Ele parou e a segurou em sua mão encarando o biquíni que eu apenas havia trazido porque a Jewel havia me implorado. Não era algo que eu vestia normalmente, mas eu pensei que se eu estava vindo para a festa no lago do Sawyer Vincent como seu encontro, eu precisava ser capaz de manter sua atenção mesmo com as outras garotas de biquíni correndo por aí. Especialmente a Ashton.

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Quando eu vi o biquíni vermelho que ela havia escolhido para usar, eu sabia que eu tinha que melhorar o meu jogo. — Hum, você consideraria colocar de novo a camiseta? — ele me perguntou enquanto ele começava a colocá-la novamente sobre a minha cabeça. Eu estiquei a mão e o parei — Não, Sawyer, pare. Ele se aproximou e franziu a testa para mim — Não há muito tecido neste biquíni, Lana. Eu olhei ao redor e reparei em todos os outros biquínis que as garotas estavam usando. O meu não estava nem entre os mais decotados. Voltando minha atenção de volta para ele, eu tirei a camiseta da mão dele. — O nome disso aqui é biquíni, Sawyer. Se você olhar em volta, você notará vários deles. Nós garotas costumamos usa-los quando nós nadamos. — Minha voz estava pingando sarcasmo. — Estou ciente disso, Lana, mas eu não gosto da ideia de todo mundo vendo tanto assim de você. Esse negócio mal cobre os seus seios. Estou com medo até de ver o quanto do seu bumbum sexy vai aparecer. Ah. Ele estava com ciúmes. — O meu bumbum está coberto. — Eu me virei e deslizei para fora do meu shorts jeans azul com o meu bumbum virado na sua direção. — Ah, infernos — ele gemeu e estendeu o braço e me puxou em sua direção. — Você poderia pelo menos não dar essa reboladinha com esses pequenos pedaços de tecido sendo a sua única cobertura?

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Eu não consegui evitar, eu ri. — Você acha que isso é engraçado? — ele sussurrou, descansando suas mãos na minha cintura. — Eu acho que é hilário — eu respondi, me virando para pressionar um beijo em seus lábios carnudos. Ele realmente estava descontente com esse biquíni. — Vamos lá, eu pensei que nós íamos fazer o negócio na corda. A carranca dele aumentou — eu não sei se isso é uma boa ideia. Uma dessas pequenas tiras de tecido poderia cair com o impacto. Revirando meus olhos, eu alcancei a mão dele e o puxei em direção à árvore — Você está sendo ridículo, Sawyer. Vamos lá. Murmurando algo baixinho, ele me seguiu até a árvore. Ele foi atrás de mim com suas mãos em meu traseiro. Eu não tinha certeza se ele estava me ajudando ou tentando me cobrir. De qualquer forma, era bonitinho. Quando nós chegamos no galho e um cara que eu não conhecia jogou a corda na direção do Sawyer, eu percebi que eu falei muito cedo. Isso era aterrorizante daqui de cima. — Não olhe para baixo — Sawyer direcionou enquanto ele segurava na minha cintura e se movia para ficar na minha frente para que ele pudesse pegar a corda. Ele se agachou — Se posicione, segure nos meus ombros e então coloque suas pernas ao redor da minha cintura.

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Eu estudei as costas dele e me perguntei se seria uma grande coisa se eu apenas voltasse para a árvore pelo caminho seco. Sawyer olhou de volta para mim. — Vamos lá, Lana. Eu tenho tudo sob controle. Você ficará bem. Eu não tinha tanta certeza sobre a parte do „ficará bem‟ mas eu desisti e fiz o que ele instruiu. Sawyer ficou de pé e eu coloquei meus braços em volta do pescoço dele e fechei meus olhos. — Pegue um dos seus braços e coloque embaixo do meu braço. Se você fizer desse jeito, você vai me sufocar até a morte — ele me informou em um tom divertido. Eu não tinha pensado nisso. Eu acho que isso poderia ser uma má ideia. Eu agarrei seu ombro firmemente com uma mão enquanto eu deslizei a outra embaixo de seu braço. Eu estiquei os dois braços até que eu consegui segurar minhas mãos, firmando o meu abraço no corpo do Sawyer. — Perfeito. Agora, segure-se, baby, porque aqui vamos nós — e nós estávamos no ar na sua última palavra. Eu abri meus olhos bem a tempo de vê-lo soltar a corda e fecha-los novamente, gritando enquanto nós despencávamos para a água. A água do lago não estava tão fria quanto eu estava esperando quando nós caímos nela. Eu estava extremamente grata. Eu soltei o Sawyer e bati minhas pernas, empurrando meu caminho de volta para a superfície. Foi aí então que eu notei que a parte de baixo do meu biquíni

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tinha deslizado para o meio do meu bumbum. Alcançando e puxando para cima, eu estava feliz que o Sawyer não saberia que ele tinha sido parcialmente certo sobre o meu biquíni sair durante o impacto. A cabeça do Sawyer emergiu alguns segundos depois da minha e ele estava sorrindo como um idiota. — O quê? — eu perguntei. Ele piscou, estendendo a mão e me puxando contra ele. — Eu posso ver realmente bem embaixo dessa água — ele murmurou e o entendimento me ocorreu. Eu dei um tapa no braço dele e ele riu e em seguida deu um beijo rápido nos meus lábios. — Quer ir de novo? — ele perguntou com um sorrisinho.

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Capítulo 18

Depois de uma semana de encontros com Lana — ou na minha casa, no campo de festa, ou no Hank‟s era hora de levá-la a algum lugar agradável. Ela nunca reclamou e era aberta a qualquer sugestão minha. Mesmo no outro dia, quando eu perguntei se ela queria ir comigo para escolher o material para o meu dormitório na faculdade, ela tinha ido comigo alegremente. Admito, eu tive que controlá-la em suas ideias de decoração. Eu sou um cara e nossas cortinas e colchas não precisam combinar. Eu só precisava de algo escuro o suficiente para bloquear a luz do sol nas manhãs para que eu realmente pudesse começar a dormir. Hoje, eu decidi surpreendê-la com uma viagem a Nova Orleans. Foi uma viagem de duas horas de Grove. A única informação que eu tinha dado a ela foi que ela precisava usar um vestido e sapatos confortáveis. O restaurante que eu a estava levando para aquela noite era agradável demais para shorts e exigia um código de vestimenta um pouquinho melhor. Nós estaríamos fazendo uma boa caminhada pelas ruas também.

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Tanto quanto eu amava as pernas dela em saltos, eu não achei que ela iria me agradecer por não avisá-la sobre a caminhada. Eu não poderia imaginar uma ocasião que estivesse tão ansioso por ver alguém. Ela tinha adormecido em meus braços na noite passada e eu tive que me esgueirar para fora da janela do quarto de Ashton que Beau tinha usado muitas vezes quando éramos crianças. Eu apertei o botão da porta da garagem e quando esta começou a recuar meus olhos pousaram sobre Ashton em pé na frente de seu Jetta, diretamente atrás de mim. Abrindo a porta da caminhonete, saí e fui para onde ela estava. Lágrimas escorriam pelo seu rosto e seus ombros tremiam com os soluços altos. Mas que diabos? — Ash, o que há de errado? Lana está bem? — Meu coração apertou. Por que mais Ash estaria na minha calçada chorando como se alguém tivesse morto? Deus, por favor me diga se Lana estava bem. Eu só a deixei em sua cama algumas horas atrás. Ela estava bem. — Ash, diga-me agora, o que está errado. — Eu senti minha garganta apertar e resisti à vontade de agarrar seus ombros e sacudi-la. Eu precisava que ela falasse. — Lana está bem — ela soluçou e eu soltei o fôlego abrandando meu pânico. Não se tratava de Lana. Eu poderia me acalmar. — Graças a Deus — respirei. — É Beau, ele... ele — ela explodiu em lágrimas novamente. — Beau está bem? — Eu perguntei e ela empurrou o celular de Beau em minhas mãos.

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— Basta ler o texto — ela lamentou. Ler que texto? Balançando a cabeça, olhei para baixo no celular de Beau. O texto que tinha deixado Ashton toda chateada estava aberto na tela. Sugar: Ei sexy. Eu me diverti horrores dançando com você na semana passada. E você ainda me deve mais uma partida de sinuca. Aquele foi um jogo injusto e você sabe disso. Você me distraiu. Então encontre outra noite longe da sua chave de cadeia e arraste a sua bunda maravilhosa de volta para o bar no próximo fim de semana, quando eu estarei de volta à cidade Beijos. Ergui os olhos para encontrar os de Ashton inchados e vermelhos, e tudo que eu podia pensar era exatamente em como eu ia matar meu irmão.

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Sawyer: Não vou poder ir ai. Não tenho certeza se você conversou com Ash, mas Beau a traiu e ela precisa de mim. Eu tenho que ir chutar sua bunda e depois ver o que posso fazer para acalmá-la. Ela estava do lado de fora da minha garagem esta manhã soluçando desesperadamente. Reli a mensagem de texto de Sawyer pela terceira vez antes de finalmente largar meu telefone. Eu não sei o que me surpreendeu mais: Beau traindo Ash ou Sawyer me dispensando para resolver os problemas dela. Ele poderia ter pelo menos me ligado. Talvez pedir minha ajuda com Ash. Ele não tinha feito nenhum. Porque isto era o que ele estava esperando. Todo esse tempo, eu fui apenas um preenchimento enquanto esperava. Beau serviu Ashton à ele numa bandeja de prata e eu não era estúpida o suficiente para pensar que eu tinha uma chance de me agarrar a ele. Ele a amava. Ele só gostava de mim. Eu era a aventura de verão. Ela era a garota com quem ele queria passar a eternidade. Pegando meu telefone de volta, eu encontrei o número de Jewel e pressionei ligar. — Já era hora de você me ligar. Como está indo com o Sr. quente e sexy?

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— Não está. Eu preciso sair. Posso ir ai? — Uh, oh. Isso não parece bom. Claro, você pode vir aqui. Eu preciso buscá-la? Porque poderia já ser noite antes deu estar ai. Eu tenho planos com este salva-vidas fabulosamente quente. Ele tem a melhor bunda que eu já vi. Seu cabelo é um pouco longo, mas eu posso ignorar isso. — Não, eu vou pegar uma carona. Vejo você em poucas horas. Obrigada Jewel. — Sem problema chica. Te vejo em breve. Eu desliguei o telefone e disquei um número a mais. — Olá — o tom cauteloso na voz de Ethan me disse que sabia quem estava chamando. — Ei, Ethan, é Lana e eu tenho um grande favor para lhe pedir, mas eu vou pagar. — Uh, ok. — Eu preciso de uma carona até a praia.

~*~

Ethan entrou no estacionamento do condomínio onde Jewel estava hospedada. O carro dela estava estacionado pelo lado esquerdo do edifício então eu sabia que tinha encontrado o lugar certo.

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— Eu sei que você disse que não queria falar sobre isso, mas eu preciso saber alguma coisa, Lana. Sawyer vai pirar quando ele descobrir que você se foi, e ele é meu amigo. Me encolhendo perante a situação que eu coloquei Ethan, peguei minha bolsa e tirei cinco notas de vinte dólares da bolsa e entreguei para ele. — Eu não quero seu dinheiro. Apenas algum tipo de explicação. — Beau e Ash não estão mais juntos e Sawyer está ocupado consolando e ajudando ela a cuidar de seu coração partido. Isso é tudo que você precisa saber. Ethan franziu a testa: — Você tem certeza disso? Eu não posso pensar em qualquer mulher que poderia tirar Ash da cabeça de Beau Vicent. Ele está apaixonado por ela desde que éramos crianças. — Bem, acredite. Acho que ele teve o seu caminho e seguiu em frente. Felizmente, ela tem o outro menino Vincent apaixonado por ela para pegar os cacos. Se ela for inteligente, ela vai agarrar Sawyer e não vai deixa-lo ir. Seu amor por ela é inquebrável e incondicional. — Eu vi você e Sawyer no campo e na cidade. Ele parecia ter superado completamente Ash para mim. Ele a observou com tal brilho predatório nos olhos; que tive medo de falar com você. Meu coração se partiu um pouco mais e eu forcei a dor longe. Eu não faria isso. Sawyer Vincent não iria me quebrar. Eu era mais forte do que isso. — Bem, as aparências podem enganar. Eu não quero falar sobre isso, Ethan. Por favor, apenas pegue o dinheiro para que eu não

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me sinta culpada por pedir-lhe para me trazer por todo o caminho até aqui depois de como as coisas terminaram entre nós. Eu odeio que estivesse tão cega por Sawyer que eu não lhe dei uma chance. Eu aprendi a lição. Ethan pegou o dinheiro que eu estava empurrando para ele. — Eu vou aceitá-lo se é isso que vai fazer você se sentir melhor, mas eu não quero pegar o dinheiro. Inclinei-me e dei um beijo em sua bochecha. — Obrigado por estar lá para mim quando eu precisava de alguém. Você não tem ideia de como isso é raro para mim. Estendi a mão para a maçaneta da porta e saltei fora do jipe. Dando a volta, comecei a pegar minha bagagem quando Ethan se aproximou de mim e pegou duas malas. —Eu cuido disso — ele falou antes de se virar e ir para os apartamentos. — Qual o andar? — Ele perguntou quando parou ao lado dos elevadores. Eu segui atrás dele carregando minhas sacolas de cosméticos e produtos de higiene pessoal. — O botão ali debaixo — eu apontei para a unidade 103 e assim que a porta se abriu, Jewel saiu gritando. — Você está aqui, você está aqui! Ah, e você trouxe um dos lindinhos de Wing com você. — É bom ver você de novo, Jewel — Ethan disse educadamente colocando minha bagagem do lado de fora da porta e se afastando para me deixar passar.

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— Você também, uh. — Ethan. Seu nome é Ethan. — Isso mesmo — ela estalou os dedos como se tivesse estado na ponta da língua. — Bem, Ethan, você quer entrar? Nós estamos tendo uma festa hoje à noite. Você é bem-vindo para festejar e ficar por aqui. Ethan olhou de Jewel para mim e balançou a cabeça: — Não, eu preciso voltar. Tenho planos para esta noite, mas obrigado. — Awww, poowy — Jewel fez beicinho. Era tão obviamente falso; eu não tinha certeza de por que ela tentou. A menos é claro que ela achasse que parecia crível. — Se cuide, Lana — Ethan disse, com uma expressão preocupada. — Você também, Ethan. Obrigada novamente. — Ele assentiu e foi em direção ao Jipe. Uma vez que ele estava em seu jipe e saiu do estacionamento, Jewel agarrou meu braço e puxou-o — Vem para dentro. Conte-me tudo sobre Grove enquanto eu faço um sanduíche. Eu peguei minha bagagem e levei-a para dentro. — Qual é o quarto que você me quer? — No final do corredor, é a terceira porta à esquerda. Você tem a melhor vista para o mar do quarto. Não deite na cama ainda. Precisamos tirar a cama e lavar a colcha e os lençóis. Só Deus sabe quem usou aquela sala durante uma de nossas festas.

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Servil, eu fiz uma nota mental para ir comprar um spray Clorox e limpar o lugar.

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Capítulo 19

Batendo na porta do trailer de Beau eu mentalmente o amaldiçoei. Ele tinha que ter Ashton tão malditamente, ele a levou para longe de mim e para quê? Ele perdeu no prazo de sete meses. Quão estúpido poderia ser o homem? — Que diabos, Sawyer? — Beau exigiu abrindo a porta e olhando para mim como se fosse um louco. Passei por ele e bati o telefone na mesa de café onde eu uma vez me sentei jogando Go Fish, às duas horas da manhã, com Beau enquanto esperava sua mãe chegar em casa do trabalho. — É melhor ter um bom motivo para isso, Saw. — ele rosnou, batendo a porta atrás de si. — Ash viu seu telefone — Respondi A falta de preocupação foi a minha primeira dica de que tivemos um grande mal entendido em nossas mãos.

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— Você tem uma mensagem... de uma garota — eu continuei e esperei um olhar preocupado ou culpado ou qualquer coisa. Ele continuou parecendo confuso. A inocência de sua expressão perdida me disse tudo o que eu precisava saber. Beau não tinha traído Ash. Graças a Deus. Talvez não seja tarde para Lana e eu chegarmos á Nova Orleans depois de tudo. Peguei o telefone e entreguei a ele. — Leia o texto de Sugar. Então, como uma luz apagando, os olhos de Beau se arregalaram e meu momento de alívio foi substituído por descrença. — Sugar me mandou uma mensagem? E Ash leu? — Sim, trapaceiro estúpido. Você não aprendeu até agora que quando você TRAPACEIA você é PEGO! Droga, Beau, como você pôde fazer isso? Ela te ama. Ela está uma bagunça completa. Eu a encontrei na minha garagem chorando esta manhã. O rosto de Beau ficou pálido ele pegou um par de jeans desgastados, colocou e virou para correr para a porta. O segui. — Que diabos você está fazendo? — Onde ela está, Saw? Onde está Ash? — Gritou enquanto corria para seu caminhão. — Eu não estarei dizendo onde ela está. Você a destruiu, Beau. Beau parou e caminhou de volta para mim com uma expressão

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raivosa. — Sugar é a porra da minha TIA. Irmã mais nova da minha mãe. Agora diga onde minha garota está antes de eu bater a merda fora de você. — Sua voz tinha ido de uma fria ameaça a um rugido. — Desde quando você tem uma tia chamada Sugar? O nome da irmã de tia Honey é Janet — Gritei de volta. Não sei o que ele estava tentando fazer aqui. Eu era o seu irmão, para botar-tudo-pra fora. Eu conhecia sua árvore genealógica. — Sim, bem, o nome da minha mãe é Paula, mas isso não é o nome que ela é conhecida agora, é? — Janet é conhecida por Sugar? — Eu perguntei, aliviado. — YES! Agora, onde diabos está a minha garota? Eu tinha certeza que tinha acordado todo o parque do trailer. — Ela está em casa. Vai — Eu respondi e Beau correu para o caminhão que rugiu para a vida e girou para fora da garagem. Eu só esperava que ele não atropelasse ninguém em seu caminho para a casa dela, porque eu estava disposto a apostar que ele não ia parar, se tivesse que fazer. Descendo os degraus tirei o celular do bolso e escrevi para Ash: Eu: Não é o que parece. Beau a caminho. Ouça-o. Acontece que tia Honey tem uma irmã mais nova, o nome dela é Sugar. Diga a Lana para ficar pronta. Eu estou indo buscá-la. Ashton: Oh, não. Eu fiz uma confusão com as coisas. Estou tão triste.

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Eu: Não é uma grande coisa. Ficou arrumado muito rápido. Preste atenção em Beau. Ele correu daqui para a sua casa como se houvesse um incêndio. Ashton: Ok Eu decidi não enviar um texto a Lana. Eu tinha a sensação de que eu provavelmente estava em apuros por causa do último texto que eu tinha enviado. Ele não explicava bem as coisas, mas eu estava com pressa para encontrar Beau e acalmar Ashton. Aparecendo e explicando era uma ideia melhor. Beau me encontrou na porta da casa de Ashton, quando eu cheguei lá. A expressão séria no rosto me surpreendeu. Certamente ele tinha sido capaz de esclarecer as coisas com Ashton. Será que ela não acredita nele? — Ei, tudo bem? — Eu perguntei, subindo os degraus. — Isso depende de você — Respondeu Beau. — O quê? — Ash está chateada, mas não comigo. Ela está chateada consigo mesma. Correr para você quando ela pensou que eu tinha traído ela foi sua primeira reação. Tem sido sempre nós três. Ela não pensar em ir a ninguém. Ela só achou que você poderia saber como endireitar. Você sempre endireita a bagunça que ela faz. Estou avisando agora que tanto se você culpá-la, como levantar a sua voz, ou mesmo olhá-la torto quando você entrar na casa e ouvir o que ela tem a lhe dizer, eu vou derrubá-lo. Ela ficou chateada. Ela agiu por instinto. O que aconteceu

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como repercussão não é culpa dela. — Onde diabos você quer chegar, Beau? — Eu perguntei, começando a sentir-me ansioso quando passei por ele para a casa. Ashton estava de pé na cozinha com os olhos inchados, vermelhos e mordendo o lábio inferior. — O que há de errado com vocês dois? — Eu perguntei em confusão. — Eu só estou aqui por Lana qualquer outro problema de vocês, eu estou fora. Corrijam vocês mesmos. — Ohnoohnoohno — Ashton começou a murmurar. Seus olhos preocupados levantados para Beau por ajuda. — Basta dar a ele, Ash — Beau encorajou suavemente. — Dar me o quê? — Eu exigi. Então meus olhos notaram o pedaço de papel pendurado em sua mão direita. Andei até ela e peguei o papel. Caligrafia perfeita cobria a página no que parecia ser uma carta. Soltando os meus olhos para a parte inferior da página, assinatura de Lana destacou-se e meu coração parou de bater. Nananananão, por favor Deus, não, eu implorei silenciosamente quando comecei a ler.

Ashton, Deixe-me começar por dizer obrigado. Eu precisava de uma fuga neste verão da loucura da minha vida. Você ajudou a tornar isso possível. Eu precisava falar sobre o meu pai e como eu me

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sentia e você estava lá para mim. Ninguém jamais esteve lá para mim antes. Conhecer alguém que se importava era mais precioso para mim do que você jamais poderia ter imaginado. Mas, eu cometi o erro de abrir meu coração para alguém que claramente nunca poderia sentir o mesmo por mim. Eu sabia que Sawyer te amava. Conheço ele desde que éramos crianças. Pensei talvez apenas tendo a sua atenção por um curto espaço de tempo seria suficiente. Não era. Eu cresci com pais que nunca pensaram em mim, nas escolhas que fiz. Minhas emoções não eram algo que eles se preocupavam e talvez seja minha culpa, porque eu não falava. Eu só empurrei a mágoa e raiva dentro de mim. Eu queria ser forte, porque eu sabia que eles eram fracos. Estou cansada de ser forte. Estou cansada de ser a segunda melhor. Preciso de alguém para me amar. Ficar em Grove não é uma opção possível para mim. Deixei-me esperar muito. Eu fui despedaçada muitas vezes. Eu não posso ficar num lugar próximo...a alguém que acabará me destruindo. Por favor, diga aos seus pais, obrigado por mim. Me desculpe, não ficar para despedidas e explicações, mas eu acho que você entende por que eu tinha que ir. Você tinha o direito ao menino Vincent o tempo todo. Ele te ama de uma forma que eu espero um dia inspirar em alguém. Ele daria o mundo para você. Quando você tem alguém tão especial, incrível, que te ama, não deixa-o ir. Esta é a sua segunda chance de valorizar o que você teve toda a sua vida. Sawyer sempre foi o menino Vincent que vale a pena lutar.

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Ele é especial. Amor, Lana — Ela não diz onde ela foi? Será que ela vai para casa? Como ela chegou lá? — Eu estava indo jogar tudo para o alto. Lágrimas ardiam meus olhos e eu engoli o caroço na minha garganta. Eu não tenho tempo para chorar como um maldito bebê. Eu precisava encontrar Lana, AGORA. Dobrando o papel cuidadosamente, coloquei-o no bolso e tirei meu telefone. Seu telefone foi direto para o correio de voz. Merda. — Você tentou chamá-la? Você ligou para a mãe dela? — Eu perguntei a Ashton enquanto tentava seu número novamente. — Não levante a voz para ela. Sei que você está chateado, mas lembre do meu aviso. E para o registro você não é todo aquele maldito especial. Apenas colocando pra fora. Eu não dou a mínima para o aviso do Beau. Eu precisava encontrar Lana. — Eu não vou levantar a minha voz. Eu preciso encontrar Lana — Eu gritei, olhando para ele quando bati meu punho contra a lareira de tijolos. A dor não foi suficiente para amenizar a agonia no meu peito. — Sawyer, pare! Você está sangrando. Beau, faça alguma coisa — A voz preocupada de Ashton parecia que estava descendo de um túnel. — Onde ela está? — Eu rugi, batendo o punho contra a parede, tentando parar as lágrimas que borravam minha visão. Eu tinha que

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encontrá-la. Ela precisava de mim. Oh Deus, ela precisava de mim. Pressionando ambas as minhas mãos contra o tijolo, deixei minha cabeça e as lágrimas rolarem livremente. Eu tinha perdido. Eu não podia perdê-la. Ela estava tão despedaçada e eu nem sabia. Eu queria encontrar seu pai idiota e bater seu rosto até que a dor dentro de mim, depois de suas palavras na carta, diminuíssem. Como poderiam eles ignorá-la? Como alguém poderia esquecer dela? — Sawyer, vamos encontrá-la — Disse Ashton quando um pequeno soluço lhe escapou. — Beau, ele está chorando. Eu não suporto isso. Faça alguma coisa — ela implorou. — Por que você não nos dá um minuto, Ash? — Beau respondeu. Ouvi Beau sussurrar para Ashton e beijá-la antes de seus passos desaparecerem no corredor. — Cara, você tem que ter uma porra de firmeza. Você está perdendo e essa merda não vai ajudar em nada. Além disso, você deixou Ash em lágrimas. Ele não tinha o direito de me dizer como lidar com isso. Eu tinha perdido ao tentar ajudá-lo. Eu me afastei da parede e fui embora enquanto limpava a prova do meu colapso do meu rosto. — Olha, mano, eu entendo. Você a ama. Eu sei que está realmente sentindo. Mas chorar como uma porra de uma mulherzinha não vai fazer nada de bom. Nós temos que encontrá-la. É preciso de meninos grandes

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para fazer isso. Pense que você pode fazer e me ajude a pensar nisso? Eu congelei e deixei minhas mãos para os meus lados. O que ele disse? Virando Eu olhei para ele. — Você acabou de dizer: " Eu a amo "? Beau revirou os olhos e cruzou os braços sobre seu peito enquanto encostava no batente da porta. — Realmente? Você tem que me perguntar isso? Ele balançou a cabeça como se eu fosse o maior idiota do planeta. — Deixe-me perguntar uma coisa. Quando você perdeu Ash... você chorou? Eu sei que brigamos um com o outro e você gritou bastante. Mas você chorou? — Não. Beau assentiu. — O que você quer? Ou você apenas está louco como o inferno? Lembrei-me dessas semanas depois da nossa separação. Eu não lembro de ter lutado contra as lágrimas. Nem uma vez. — Não. — Não penso assim. Porque embora você amasse Ash, ela não era a única. Quando você se apaixona por aquela que te pertence, ela vai ser a única que terá o poder de fazer você chorar.

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Capítulo 20

— Não vou dizer onde estou, mamãe — Repeti pela quinta vez. — Lana Grace McDaniel! Você só tem dezoito anos. É perigoso viajar por sua conta. Sou sua mãe! Preciso saber onde você está. Venha para casa. Apenas, onde quer que esteja volte para casa. Ashton já te ligou três vezes, e esse Sawyer... — Não. Não quero ouvir isso. Não me importa. Só, por favor, mamãe, se quiser falar comigo não mencione Ashton, certo? — Mas eles... — Encerrarei a chamada e desligarei o telefone. Entendeu? Escutei a inalação brusca. Nunca havia falado com ela dessa forma, mas estava cansada. Ela nunca me escutava. Tentava me controlar. Não mais. Tinha dezoito anos, mas me sentia muito mais velha. Sempre me senti assim.

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— Tudo bem — soltou. — Agora, se não quiser me dizer mais nada, tenho que desligar. Te ligarei em breve. Acredite em mim quando te digo que estou completamente a salvo. Isso é tudo o que precisa saber. — Se isso é pelo seu pai... — Não, mamãe, não é sobre ele. Não mais. Minhas decisões são sobre mim. De agora em diante o que eu faço não tem nada haver com o que você ou papai façam ou digam. O silêncio de minha mãe era tão estranho, que me perguntei se tinha desligado o telefone. Essa definitivamente seria uma primeira vez. Então, escutei um profundo suspiro. — Tudo bem — Disse finalmente. — Certo. — Respondi. — Te amo, Lana. Você sabe disso, certo? Não, eu não sei. Na verdade, não. Não tinha certeza se mamãe entendia o conceito de amar alguém mais que a si mesma. — Claro, mamãe. Também te amo — Disse finalmente. Ela tinha feito o bastante em termos de honestidade para uma conversa. Eu a amava, e não tinha certeza se ela poderia lidar com mais algumas verdades. Terminando a chamada, esperei e desliguei meu celular antes de jogá-lo em uma mala grande. Não que eu pensasse que minha mãe era inteligente o suficiente para me rastrear ou algo assim. Não tinha certeza se ela tinha considerado este método para me encontrar. Eu pensei que

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se o mantivesse desligado, a menos que o checasse, estaria segura. Talvez eu devesse arrumar um desses celulares descartáveis e usá-lo para ligar a partir de agora. Lembro de um episódio da série CSI onde este método funcionou. Sacudindo a cabeça pela minha imaginação para me manter escondida da minha mãe, me aproximei da janela grande no meio da parede esquerda. Jewel não havia brincado sobre a vista. Dava pra ver a piscina a minha esquerda, já que estávamos no ultimo andar, mais para frente não havia mais que praias de areia branca e o Golfo do México. Poderia ficar aqui o resto do verão. Resolver algumas coisas. Curar. Depois voltar para Alpharetta e enfrentar meu futuro. Talvez possa conseguir um trabalho ou dois que paguem bem. Guardar por dois anos e depois estudar na Universidade da Geórgia. Não é minha primeira opção, mas é melhor que ficar em casa e estudar em uma faculdade comunitária. Seria mais acessível ir para a faculdade estadual do que ir para a Florida. Sorrindo para minha estupidez, pensei em todas as coisas que vendi no Ebay quando escutei a noticia que Sawyer tinha se matriculado na Florida. Imaginei que se eu pudesse juntar dinheiro suficiente, meu pai poderia me ajudar. Tinha feito o pedido, fui aceita e tinha usado o pequeno subsidio que havia recebido do clube local de senhoras de que minha mãe era parte, para pagar a matricula. Ainda precisava de muito mais. Não que importasse. Nunca poderia fazer isso agora. Talvez essa era a forma do destino de intervir e estragar meus planos estúpidos. Acho

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que não era para eu ir para Universidade da Florida. Não era pra ser com Sawyer. — Ei, garota, deixe de olhar a essa bela praia com essa expressão triste e coloque seu quente, pequeno biquíni rosa e venha tomar um pouco de Sol comigo. Me virei para ver Jewel de pé na porta. Seu longo cabelo loiro estava em um rabo de cavalo alto, e vestia um biquíni verde limão, que fazia que seu bronzeado parecesse ainda mais escuro. — O que aconteceu com seu encontro? O que houve com você e Heath? Achei que ele estaria aqui passando o verão com você. — Quando me disse sobre seu encontro com o salva-vidas, estava tão focada em respirar com meu coração despedaçado que não tinha processado seu comentário. Ela acenou com sua mão como se estivesse espantando uma mosca. — Me pegou com um jogador de vôlei que, acho que, joga em um time profissional. Tão quente, Lana, te digo, tão quente. E valeu muuuuito à pena. Heath se virou e saiu. Era o melhor. Nós já tínhamos tirado o melhor da relação. Hora de seguir em frente. Assim era Jewel. Ela podia passar de garoto em garoto e nunca olhar para trás. Qualquer garoto que quisesse ter uma relação séria com ela, estava pedindo problemas. Jewel não podia fazer isso. No entanto, podia ser uma amiga. Talvez não a melhor amiga do mundo, mas a única que eu realmente tinha. Agora mesmo, ela era uma salva-vidas.

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— Deixa eu me trocar e encontro com você lá fora em alguns minutos — Lhe disse. Assentiu e se afastou, por um instante pensei em minha mãe. — Ei, Jewel — Chamei. Virou e me olhou com uma expressão despreocupada que usava sempre como uma coroa. — Sim? — Não diga ao meu pai ou minha mãe que estou aqui se ligarem, certo? Jewel assentiu. — Não se preocupe. Eu também queria me esconder deles se fossem meus pais. — E se Ashton ligar... não quero que ela saiba também. O olhos de Jewel se abriram em surpresa. — Uau, sério? O que a prima perfeita que tanto ama te fez? Posso ir até lá e pegá-la pelo seu lindo cabelo loiro se for necessário. Ela é muito certinha para o meu gosto mesmo. Sacudindo a cabeça, não pude evitar sorrir. Sim, Jewel podia flertar com o garoto que você gostava, e se vestir como uma vadia para confessar esperando tentar o padre, mas ela cuidaria de suas costas em uma luta se precisasse. — Ashton não me fez nada. Ainda a amo, só preciso me afastar de Grove e de tudo de lá. Jewel apertou seus lábios como se quisesse perguntar mais e tentava evitar, então finalmente assentiu. — Entendo. Não direi a uma maldita alma que pergunte sobre você. Pronto. Agora coloque seu alegre

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traseiro em um biquíni e passe protetor solar, porque Deus sabe que você não precisa de mais nenhuma sarda.

~*~

Não poder usar meu celular era um saco. Precisava ler algo enquanto eu descansava na praia. Meu celular tinha o aplicativo Kindle. Não tinha um livro de verdade comigo, e tudo o que Jewel tinha eram revista que eu não estava com humor para ler. Já sabia que todos esses artigos sobre “Como fazer” não funcionavam. Havia testado a maioria. Jewel me cumprimentou feliz quando me viu através de seus quentes óculos de sol aviador cor-de-rosa. Ela tinha uma boa organização ali. Duas cadeiras de praia e um grande guarda-sol, o qual estava inclinado dando sombra inteiramente sobre uma cadeira vazia. Ela estava tomando sol com uma revista em seu colo e um grande copo furacão em sua mão. — Você parece bem, Lana banana! — Gritou e depois assobiou. Estava mais que envergonhada com os comentários de Jewel. Me sentei na cadeira embaixo da sombra, apoiei minha cabeça para trás e suspirei. Isso era agradável. A brisa, o som do oceano... — Tome um gole. Tem suco de laranja, suco de abacaxi, cerveja de gengibre e vodka. É incrível. Tinha começado a recusar quando peguei o copo e pensei, que diabos! Tomando um gole da mistura de sabor tropical, notei que era realmente bom. Poderia facilmente beber tudo. Mas não fiz. Precisava de

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todos os meus sentidos comigo agora mesmo. Beber para afastar os problemas era uma coisa fraca a se fazer. Devolvi a bebida a Jewel — Humm. Obrigada. Jewel começou a se levantar. — Fique com esta, vou fazer outra. — Não, obrigada. Não quero beber, não agora. Jewel franziu o cenho antes de pegar a bebida e se sentar novamente. — Vai me contar o que aconteceu? Não, provavelmente não. — Não quero falar sobre isso — Respondi. Jewel suspirou. — Certo, tudo bem. Mas, só vou ficar sem uma resposta por agora. Eventualmente você vai me dizer o que aconteceu em Grove. Acho justo. Ela havia me dado um escape e não tinha feito nenhuma pergunta. Quando estivesse preparada, ela merecia uma explicação. O telefone em seu colo começou a cantar Circus de Britney Spears. Era o tema de Jewel. Olhou para o telefone, e depois par mim. — É sua mãe. Estava preparada para isso. — Atenda. Haja como se não soubesse de nada. Jewel sorriu. Ela adorava a ideia de poder mentir. Era ridículo, mas ela amava o sentimento que isso dava a ela.

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— Alô? Ela

ficou

em

silêncio

por

alguns

momentos.

Minha

mãe

provavelmente estava falando a mil por minuto. — Então, espere... ela simplesmente desapareceu? Você já falou com ela? — Jewel me deu uma piscadela. Ela era boa nisso. — Oh, uau. Não, não me ligou nem nada. Devo tentar ligar para ela? Posso ver se atende minhas ligações e me diz onde está. Era realmente boa. Diabos, quase acredito que ela não tinha ideia de que eu tinha deixado Grove. — Desligado? Ai. Quem mijou no seu cereal? — Cobri minha boca com minha mão de surpresa. Ela acabou de dizer mijou enquanto falava com minha mãe. — Estranho Sra. Mac, mas não, ela não tem me ligado. Gostaria que sim, mas não sei de nada mesmo. Te avisarei se souber. Minha mãe odiava quando Jewel a chamava de Sra. Mac. Na verdade, minha mãe odiava Jewel. Esta ligação deve tê-la deixado muito irritada. — Tenho que desligar Sra. Mac. Sinto muito, mas meu salva-vidas está aqui e é uma delicia, sabe? Te ligo assim que souber de algo — sussurrou e logo desligou o telefone. Checou duas vezes para ter certeza que havia desligado antes de sorrir. — Vamos, diga. Fiz um bom trabalho nesta ligação. Se eu não estivesse completamente entorpecida eu poderia rir.

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— Sim, você foi incrível. Eu nunca terei certeza se você está me dizendo a verdade novamente, porque você foi completamente crível. Estou quase convencida de que você não tem me visto ou ouvido falar de mim. Jewel riu e recostou-se na cadeira. — Seja como for, você é a única pessoa na Terra que pode ler através das minhas mentiras. Prefiro chamar de atuação. Acredito que deveria me mudar para Hollywood. Acho que eu seria brilhante na telona. Ou talvez em um programa da CW... ooooooh. Poderia aparecer em Vampire Diaries e seduzir Damon para tira-lo de sua paixão por Elena. Então, eu poderia fazer uma dessas cenas de nudez que ele tanto gosta de fazer. Fechei os olhos enquanto ela falava de um Damon nu e quanto seria fantástico na televisão.

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Três dias e nada. Nem sua mãe conseguiu encontra-la. Eu estava vazio. Nada mais me importava. Não queria sair da cama. A única coisa que me mantinha em pé era a esperança talvez hoje ela ligasse. Ou talvez eu a encontrasse. Não conseguia dormir. Cada noite em minha cama olhando o teto, lembrando de todas as coisas impensadas que eu havia feito a ela. E ela tinha sido tão malditamente doce. Eu não a merecia, mas ela me queria. A mim. A ninguém mais. Mesmo depois que a chamei de uma distração, ela me perdoou. Quando precisou de alguém para escutá-la e abraça-la, eu a empurrei para longe para ajudar Ashton que estava vomitando. Também havia me perdoado por isso. Infernos, tudo o que ela tinha feito este mês era me perdoar pela minha estupidez. Não tinha certeza se poderia me concentrar o suficiente para a próxima semana, quando teria que ir para a Flórida para a primeira semana de treinos. Como eu poderia deixar Grove sem saber se Lana estava bem, sem poder abraça-la e lhe dizer como me sentia? Como poderia ir sem ser capaz de dizer-lhe que estava apaixonado por ela? Pegando a primeira coisa que estava ao alcance das minhas mãos, um porta-retratos qualquer, o joguei através da sala e gritei de

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frustração. Qualquer coisa para liberar o medo, a dor, e o sufocante sentimento de perda remexendo dentro de mim. — Você fez um buraco no gesso. Sua mãe não vai ficar muito contente com isso, eu acho — Disse Beau arrastando as palavras, enquanto me virava e o olhava de pé na porta me observando. — Como se eu me importasse — Rosnei com raiva. Beau encolheu os ombros. — Só quero dizer que talvez você queira bater em uma parede de concreto já que não pode quebra-la. Mas, de novo, precisa dessas mãos funcionando na semana que vem. Florida vai precisar do seu menino de ouro se quiserem ter uma oportunidade de ganhar dos Tide em algum momento nos próximos quatro anos. Sabia que estava tentando distrair minha mente de Lana, mas era inútil. Não estava com humor para discutir a ajuda financeira do futebol universitário com ele. Neste momento, não tinha a mínima importância quem ganhava o quê. Só queria que Lana voltasse. Abaixei para o sofá atrás de mim para me sentar, e deixei que minha cabeça se apoiasse no couro preto. — Tenho que encontrá-la Beau — O tom desesperado da minha voz não me passou despercebido. — Nós a encontraremos. Só nos dê algum tempo. A garota não quer ser encontrada. É inteligente. Cobriu todas as suas pistas. Não podia ter coberto tudo. Alguém tinha que tê-la ajudado. Mas, quem?

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— Não pode ter desaparecido assim. Não é como se Grove tivesse um maldito táxi para pegar. Infernos, nem sequer pode se chamar um, porque não existem. Há pelo menos 50 quilômetros até a estação de ônibus mais próxima. ALGUÉM tem que tê-la ajudado. Esta é a pista que está faltando. Beau sentou no sofá na minha frente. — Sua mãe ligou para essa amiga sua da praia, certo? Assenti, fechando meus olhos. Eu conhecia Jewel. Não havia como ter deixado tudo tão rapidamente para vir a Grove e pegar Lana. Não tinha como. Mesmo se ela quisesse, não poderia fazê-lo. — Ela não tem ouvido nada de Lana. Sua mãe disse que tinha certeza. Falou com Jewel ela mesma e a menina não tem ideia. Também não estava preocupada com isso. Beau franziu o cenho. — Sua amiga não se importaria se estivesse desaparecida? — Você não conhece Jewel. Está interessada em garotos e festas. Essas são suas preocupações. Passei uma refeição inteira tentando manter suas mãos longe do meu pau. Acredite em mim. A garota é superficial. — Só porque é uma garota festeira não quer dizer que não seja leal à suas amigas. Você esteve quanto tempo com ela? Uma refeição? Não acho que seja tempo suficiente para julgar as lealdades de uma pessoa. Te incomodou, mas Lana não parece ser uma garota que apoiaria alguém

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que não tivesse boas qualidades. É malditamente cuidadosa. Se chama Jewel de amiga, então há coisas de Jewel que você não sabe. Beau tinha um ponto. — Sabe? Você tem razão. — Fiquei de pé e peguei o telefone. Agora tinha o numero da mãe de Lana na discagem rápida. — Está ligando pra quem? — Perguntou Beau, enquanto se inclinava e apoiava seus cotovelos sobre os joelhos. — Para a mãe de Lana. Preciso do número de Jewel. Beau assentiu. — Agora você está pensando. Depois de conseguir o numero de Jewel, e garantir a mãe de Lana que ligaria se descobrisse algo, rapidamente desliguei e disquei o número que ela me deu. — Alô? — Uma brilhante e alegre voz respondeu após o terceiro toque. — Jewel? Aqui é Sawyer Vincent — Respondi. — Oooooh, bom, não é uma surpresa? Não me lembro de te dar meu número, Sawyer Vincent. Sente tanto a minha falta que se deu ao trabalho de consegui-lo? — Sussurrou. Beau estava errado sobre isso. Já estava repugnado. Agora a garota tinha meu telefone e a oportunidade de me aborrecer o quanto quisesse. — Uh, sim, bem, esperava que pudesse me ajudar...

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— O que você quiser, tenho certeza que posso te agradar. Sou muito talentosa com minhas mãos... e boca. Ela não sabia como reconhecer uma pista. Tinha certeza disso. — Você tem falado com Lana recentemente? Ela te ligou? Sei que a mãe dela te ligou e você não sabe de nada, mas estou desesperado. Preciso encontrá-la. Se há algo que você saiba por favor, por favor digame. Preciso dela. Por favor — Parei de suplicar e rezei para que esta chamada não tenha sido em vão. — Uh, wow. Hum, que diabos aconteceu entre vocês dois? Quer dizer, sua mãe ligou e estava preocupada, e achei que talvez Lana havia sumido por culpa de seu pai ou algo assim. Tenho esperado que me ligue, mas não ligou ainda. É sua culpa? Você a magoou? O pequeno raio de esperança que tinha, havia sumido. Sabia que Lana não tinha fugido até Jewel. Além do que, era impossível. Quem havia a levado até Jewel? Esta menina realmente não tinha pistas. — Preciso falar com ela. Preciso vê-la. Se ela te ligar, ou tiver ideia de onde ela esteja, poderia por favor me ligar? Te pagarei pelos aborrecimentos, só me deixe saber se sabe de algo. Não a estou procurando por sua mãe, estou fazendo isso por mim. Somente por mim. — Ceeeeerto, Sawyer Vincent. Posso te assegurar que deixarei saber se surgir algo. Mas, diabos, estou curiosa agora. A pequena Lana banana finalmente dormiu com um cara? Espero que sim, porque a garota estava a caminho de caducar. — Só me ligue se souber de algo, certo? — Repeti.

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— Claro, sexy. Mas, enquanto isso você poderia me visitar. Me faria muito feliz. Estou morando nos condomínios Kiva Dunes em West Beach. Unidade 103. Meu quarto é o mais afastado do canto, olhando diretamente para a agua ao invés de olhar a piscina. — A recusei enquanto arrastava as palavras. A garota não tinha ideia. — Não, obrigado. Só me diga se souber algo. Obrigado. — Terminei a chamada antes que ela pudesse me dizer o quanto poderia me fazer feliz. — Bem? — Perguntou Beau. — Não sabe de nada. Sua suposição de que ela pudesse ter qualidades que valem a pena, estava fora de rumo. — Huh — Foi sua única resposta.

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Capítulo 21

A música estava balançando minha janela e os estranhos enchendo a sala de estar do apartamento foram ficando cada vez mais bêbados. Eu teria pensado que uma vez que este era um condomínio, as pessoas nas outras unidades iriam reclamar. Mas, aparentemente, este era o centro de festa. Os alto-falantes na piscina estavam estourando com música para dançar. Eu podia ouvir o mesmo barulho dentro da minha cabeça. Todo esse lugar era uma loucura. Não era um grande edifício. Ele tinha, no máximo, trinta unidades e de acordo com Jewel todos eles eram utilizados por seus proprietários. Eles não estavam alugados. Fechei as cortinas para me dar um pouco de privacidade. Três pessoas diferentes já tinham batido na minha porta. Após a segunda batida, parei de responder. Caras bêbados, com igualmente bêbadas meninas à procura de um lugar para sexo desagradável, desprotegido, infestado de doenças.

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Estremecendo com o pensamento, fui para o banheiro privado ligada ao meu quarto. Eu estava grata por este pequeno espaço de paz. — Abra essa porta agora, Lana — Jewel gritou, batendo na porta do meu quarto. Grande, ela já estava bêbada e vai me forçar a ir pra festa. Suspirando, fui abrir a porta e acabar com isso. Eu só queria um longo banho quente. Empurrando a porta aberta, comecei a dizer a ela que não estava interessada, quando ela invadiu o quarto passando por mim e batendo a porta atrás dela. Ela trancou-a, em seguida, virou-se para me encarar. — Que DIABOS você fez com Sawyer Vincent? — ela exigiu com um olhar de espanto no rosto. Eu não queria falar sobre Sawyer. — Eu disse que não quero falar sobre ele. — Bem, você vai falar porque eu menti a minha bunda por você, enquanto o rapaz implorou e suplicou-me a chamá-lo se eu ouvisse de você ou tivesse alguma ideia de onde você poderia estar. Ele chamou Jewel? — Quando? Agora pouco? Ele te chamou? — Eu perguntei, confusa. — Sim, ele me ligou. Sotaque do sul sexy e tudo. Foi lamentável, eu lhe digo. LA-MEN-TÁ-VEL. O que você fez? Você pode me ensinar? Porque garota, você deve ter abalado o mundo dele. Afundando na cama atrás de mim eu olhava para ela, balançando a cabeça. Por que ele estaria me chamando? Ele tinha Ashton agora. Ele não poderia simplesmente ser feliz? Por que ele estaria implorando a

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Jewel por ajuda? Por causa de Ashton. Essa era a única coisa que fazia sentido. — O que ele disse, exatamente? — Perguntei. Jewel apoiou uma das mãos na cintura e sacudiu a cabeça. — Oh, não. Você não faz as perguntas primeiro. Eu faço. Eu pergunto e você responde. Então, e somente então, eu vou lhe dizer o que foi dito entre nós. Argh. — Por favor, não me obrigue a fazer isso. Eu não quero falar sobre ele. — Não há mais mendicância. Eu tive minha cota para a noite, muito obrigado. Agora, fale. Só de pensar nele fiquei ansiosa. Como eu poderia falar sobre ele? Levantando-me, comecei a andar em frente a cama. Eu posso fazer isso. Eu queria saber o que ele disse para Jewel e o que ela disse de volta, porque se Jewel deixou escapar algo, eu precisava arrumar as malas e ir embora. Eu não queria Ashton ou minha mãe aparecendo aqui. — Eu estive apaixonada por Sawyer Vincent desde que eu era criança. Assim como ele foi apaixonado por Ashton. Eles se separaram cerca de sete meses atrás, porque ela se apaixonou por seu primo, Beau. Não me pergunte por que, porque eu não posso descobrir isso. Sawyer é perfeito. Beau é...bem, Beau é um pagão... mas ele é insanamente apaixonado por Ashton.

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— Espere, esses dois rapazes estão apaixonados por Ashton? — Jewel perguntou. — Sim. Sempre foram — eu respondi, então respirei fundo antes de continuar. — Eu pensei que uma vez que Sawyer tivesse tempo para superar Ashton, então eu iria entrar e fazer um movimento nele. Tentar obter sua atenção. — A dor da risada dolorosa que me escapou beirou um soluço. Eu odiava minha fraqueza quando mencionei o nome dele. — Eu fiz essa coisa toda de transformação na esperança de atrair Sawyer. Já era mais que tempo de parar de me parecer como um rato de qualquer maneira. Eu fiz isso porque queria ser uma garota que pudesse chamar a atenção de Sawyer. E funcionou. Ele me notou. Mas não foi o suficiente. — Por favor, Deus, deixe que seja o suficiente para ela. Eu não quero falar sobre isso. — Ok, então se não foi o suficiente, por que é que esse rapaz esta me pedindo ajuda para encontrá-la? Porque da forma como ele soava, você chegou a ele muito mais do que você pensa — Jewel me assegurou. Eu ia ter que contar tudo a ela ou ela acabaria assumindo a coisa errada e diria a ele onde eu estava. — Tenho certeza que ele estava pedindo, porque quando Ashton quer algo, Sawyer vai mover montanhas para buscar para ela. — Ela está com Beau, certo? — Perguntou Jewel. Afastando-se dela para que as lágrimas ardendo em meus olhos ficassem escondidas, eu balancei minha cabeça. — Não. Beau a traiu. Fiquei

realmente

chocada,

porque

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ele

está

tão

completamente


apaixonado por ela, mas ela tinha provas. Assim que ela descobriu, ela correu para Sawyer. Ele me deixou como se eu estivesse pegando fogo, para que ela corresse em linha reta para os seus braços. — Fungando, limpei as lágrimas que tinham conseguido escapar antes de olhar para Jewel. — Você quer dizer que ele está desesperado para te encontrar, porque Ashton está chateada que você foi embora? Tudo o que eu podia fazer era acenar com a cabeça. — Droga — Jewel murmurou, e, em seguida, uma irritada carranca surgiu em seu rosto. — Eu vou bater naquele rosto bonito dela. — Jewel, não. Não culpe Ashton. Nada disto é culpa dela. Ela não pode controlar o fato de que Sawyer a ama. Eles foram um casal por três anos. Ele é o seu lugar seguro. — Isso é uma merda. Você sabe disso, né? — O desgosto no rosto dela quase me fez sorrir. Quase. — Sim, é verdade. Mas eu entrei nisso. Eu aproveitei a oportunidade. — Dando de ombros, fui sentar-me ao lado dela na cama. — Nós duas sabemos que era hora que eu começasse a me arriscar. Eu cai e me queimei, mas eu aprendi com ele. Jewel passou o braço em volta do meu ombro e puxou minha cabeça contra a dela. — Ah, droga. Isso é uma merda — ela suspirou. — Eu não disse nada a ele. Ele pediu e implorou a mim para chamá-lo se eu ouvisse de você ou eu pensasse em algum lugar que você poderia estar. Ele disse que 'precisava' encontrá-la. Eu estava errada sobre seu

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tom ansioso. Achei que você tinha o menino envolto em torno de seu dedo e ficado com raiva dele e o deixado na seca. Eu não sabia que ele estava tentando aliviar a culpa de alguma outra garota. Ela pode ser sua prima, mas eu não sou uma fã. Só estou dizendo. Ficamos em silêncio por um tempo. Finalmente, sentei-me de volta. — Obrigado por ter mentido. Eu tenho total confiança em suas habilidades de atuação. Jewel sorriu. — Então você quer ir para LA comigo? Poderíamos balançar aquela cidade. Eu e você. Uma verdadeira risada conseguiu sair e eu balancei minha cabeça. — Não agora. Talvez algum dia em breve. — Saia e vá festar. Esqueça tudo. Beba uma das minhas bebidas tropicais. Eu tenho uma que eu faço com rum de coco que é de morrer. Eu não estava pronta. — Dê-me mais alguns dias? — Claro, querida.

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Sawyer sempre foi o garoto Vincent pelo qual vale a pena lutar. Ele é especial. Reli a última linha para o que parecia ser a centésima vez. Eu estava de malas prontas em direção à Flórida. Fazia mais de uma semana e nada de Lana. Nenhum sinal dela. Sem mensagem. Seu telefone ainda ia diretamente para o correio de voz. Ela ligou para a mãe novamente para dizer que estava bem, mas o número era desconhecido e que ela não tinha sido capaz de rastreá-lo. Tudo o que eu sabia era que ela estava viva. Essa pequena quantidade de conhecimento me impediu de perder minha mente. Eu vivia para aqueles telefonemas de sua mãe me dizendo o que Lana tinha dito. Foi a minha única conexão com ela e, embora eu não fosse um fã de seus pais, eu estava começando a ter um estranho tipo de afeição por sua mãe louca. Ela amava Lana, mesmo que ela fosse péssima em demonstrá-la. A mulher era definitivamente controladora, mas Lana estava fazendo uma série sobre ela agora mesmo, e eu estava disposto a apostar que o relacionamento seria para sempre mudado para melhor. Dobrando a nota que Lana deixou pra Ash nas partes desgastadas onde eu tinha aberta para lê-la e, em seguida, dobrei-a mais uma vez,

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coloquei no meu bolso. Eu não ia a lugar nenhum sem ela. Tê-la perto de mim, me lembrava quando eu a encontrasse, eu poderia resolver isso. Foi um mal entendido e minha culpa. Se eu tivesse aberto meus olhos e percebido que estava apaixonado pela garota isso não teria acontecido. Infelizmente, Lana não sabia disso. Ela pensou que eu ainda amava Ash. — Sawyer, você está pronto? — Meu pai chamou da entrada. Eu não estava pronto. Eu não queria deixar Grove. E se ela voltasse e eu tivesse ido embora? Além disso, como diabos eu deveria concentrar o suficiente para lançar uma bola de futebol? Esta semana ia ser um desastre. — Indo, pai — eu gritei de volta. Peguei meu telefone para que eu pudesse olhar novamente para a imagem que Ash tinha me mandado por mensagem de nossa viagem para as montanhas. Lana tinha estado caminhando até as pedras em direção à cachoeira em Cheaha e Ash tinha batido uma foto dela, quando ela olhou para trás, rindo. Era a única imagem que eu tinha dela. Eu tinha impresso e emoldurado para que eu pudesse mantê-la na minha cama. Algumas noites, olhando para ela era a única coisa que me permitiu seguir adiante. Coloquei meu celular no meu bolso. Eu tinha minha nota e minha imagem. Ele teria que me acalentar os próximos dias. Quando cheguei ao pé da escada, Ethan estava de pé na entrada falando com o meu pai. Seus olhos encontraram os meus e senti algo diferente. Havia algo que estava faltando. — Ethan?

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Ele arrastou os pés. — Ei, Sawyer. Eu, uh, esqueci que você estava saindo hoje. Eu não tinha ido a uma festa de campo, ou em qualquer outro lugar, uma vez que Lana me deixou. — Sim, o treino vai começar. — Eu vim para te perguntar uma coisa, mas pode esperar até você voltar. — Você está aqui, poderia muito bem perguntar. — Deus o ajude se ele me perguntasse se Lana estava disponível. Eu teria que quebrar seu maldito pescoço. — Uh, é sobre Lana — ele começou. Olhei para o meu pai. — Você pode nos dar um segundo, pai? Franzindo a testa, meu pai concordou e pegou uma das minhas malas e antes de sair. — O que tem Lana? — Eu perguntei, certificandose que ele ouviu o aviso em minhas palavras. Ethan suspirou. — Não tenho certeza de como perguntar isso — ele começou. — Eu escolheria minhas palavras com cuidado, irmão — eu respondi. Ele acenou com a cabeça. — Sim, peguei isso alto e claro. — Limpando a garganta, ele mudou seus pés novamente. — Você, uh, a ama? Lana, quero dizer. O fato de que ele sentiu a necessidade de esclarecer que era Lana a quem ele estava se referindo me chateou. Eu não gostei dela ser

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comparada com Ashton. Ela era muito mais do que o que eu tinha tido com Ashton. Não houve comparação. — Sim — eu pus pra fora. — Quero dizer, você a ama mais do que...— — Não ouse dizer isso — rosnei. Isso era um penhasco que Ethan não queria descer. Os olhos de Ethan se arregalaram de surpresa. — Ok. Eu entendo — ele recuou e foi para a porta. — Isso é tudo o que você queria dizer? Descobrir se Lana estava disponível? Você sabe que ela me deixou certo? Ninguém pode encontrála. Ethan engoliu em seco e balançou a cabeça lentamente. — Uh, não, eu quero dizer, eu ouvi alguma coisa. Eu não tinha certeza. — Eu tenho que ir, se isso é tudo o que você precisava. Ethan se virou e saiu pela porta da frente. — Boa sorte na Flórida. Eu vou uh, te vejo quando você voltar. Ansioso para ouvir sobre isso. O resto de nós vai ter que viver através de você e Beau agora. Desde que os nossos dias de futebol estão contados. Sua voz ainda estava tensa, mas eu poderia dizer que ele estava tentando me acalmar. Se eu fosse um bom amigo, eu pediria desculpas. Agora, eu não podia. Eu faria isso na próxima vez que o visse. Deslizando minha mão no bolso, esfreguei a carta de Lana suavemente entre meus dedos. Eu tinha que encontrá-la.

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Capítulo 22

Minhas sardas estavam apenas ficando pior. SPF 80 não estava sequer ajudando. Claro, minha pele não era vermelha, mas minhas sardas estavam ficando bronzeadas. Não era algo que eu queria. Mesmo assim, esta é uma boa terapia. Deitada aqui na minha área sombreada segura me fez sentir como se eu estivesse escondida do mundo. Eu estava escondida de todos que tinham o poder de me machucar. Pena que era uma coisa passageira. Eu teria que sair no final do mês e voltar para Alpharetta e minha mãe. Eu não quero pensar sobre isso. De frente para ela, depois de me esconder por mais de um mês, seria difícil. Mas eu ainda estava verificando isso. Ela continuou tentando me falar sobre Sawyer. Sempre terminava comigo desligando. Eu percebi que ela tinha eventualmente parado. Talvez quando receber o convite de casamento de Ashton em poucos

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anos, ela terá finalmente largado suas esperanças de que Sawyer Vincent estava interessado em mim. Meu estômago revirou e eu lutei contra a sensação de mal estar, que o pensamento havia instigado. — Lana? — Uma voz familiar interrompeu meus pensamentos e eu desloquei ao redor para ver Ethan de pé atrás da cadeira onde Jewel normalmente descansava. Ela não estava aqui hoje. Ela havia saído para comprar sapato. Alarde. — Ethan? — Eu respondi em estado de choque. Eu não esperava vê-lo novamente. — Ei, desculpe apenas aparecer, mas você não pode exatamente ser alcançada por telefone nos dias de hoje. — Oh. Ele tinha tentado ligar. Isso me surpreendeu. — Está tudo bem. Você quer sentar? Ele olhou para a cadeira ao meu lado e pensou sobre isso um minuto antes dele caminhar ao redor e sentar-se. Ele tinha a intenção de ficar um tempo. — Então, o que é isso? Existe algo que você queria me dizer? Ethan não deitou na cadeira. Ele sentou-se na borda de frente para mim, com os cotovelos apoiados nos seus joelhos. Sua cabeça estava sob a sombra do guarda-sol e a expressão séria no rosto preocupando-me. Se isto era sobre Sawyer, eu não estava pronto para isso. — Você, uh, tem se divertido — ele perguntou.

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— Sim, mas eu tenho um sentimento que você não dirigiu uma hora e meia apenas para me perguntar se eu estava gostando mesmo. Ethan riu e balançou a cabeça. — Não, eu não fiz. — Não pense assim. Fale, Ethan. —Trata-se de Sawyer. — Não importa. Terminado Ethan. Eu não quero saber o que você tem a dizer, — Peguei minha bolsa e comecei a me levantar. — Se você pretende visitar e falar sobre o tempo e tentar uma boa bebida tropical é mais do que bem-vindo. Mas eu não vou falar de Sawyer. — Espere, por favor, não vá — ele pediu, levantando-se comigo. — Você vai ignorar meus desejos? — eu perguntei. Seus ombros caíram e ele sacudiu a cabeça. — Não. Eu não vou trazê-lo à tona. Sentando, eu coloquei minha bolsa de volta ao meu lado e pus a mão dentro para pegar uma barra de granola. Peguei uma extra e entreguei a Ethan, que também se sentou. — Aqui, uma barra de granola. Ele estendeu a mão e me deu um sorriso fraco. — Obrigado. Ficamos em silêncio e comemos. Depois que eu terminei a minha, eu me virei para olhar para ele. Seu rosto estava preocupado e eu quase perguntei-lhe se Sawyer estava bem. O temor de que Sawyer poderia estar ferido ou doente lutou com o medo de Ethan me dizer algo que eu não poderia suportar.

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— Então, quando você vai para a faculdade? — Eu perguntei, tentando pensar em outra coisa senão Sawyer. — No próximo mês. E você? Eu odiava admitir isso a alguém. No entanto, era a hora de enfrentar os fatos. — Não tenho certeza. Eu tive uma mudança de planos devido à súbita falta de dinheiro do meu pai. Então, eu vou estar indo para a faculdade comunitária local nos próximos dois anos. Eu tenho que descobrir o que fazer depois disso, mas eu tenho tempo. De montão. A acidez de falar as palavras em voz alta se estabeleceu em minha boca. — Uau, eu sinto muito, Lana. Eu sempre imaginei que você estaria indo para uma Ivy League ou algo assim. — Não, eu não. — Eu estava mais preocupada com outras coisas do que com a minha educação. Péssimo movimento. — Você já falou com Ash? — Ele perguntou. — Não quero falar sobre ela, se você não se importa. E a resposta é não. Ele estava determinado a discutir sobre Sawyer comigo. Ele queria saber se ficou claro para ele para perguntar, se estava acabado? Certamente ele não queria dar a esse desastre de trem outra tentativa. Eu tinha sido um encontro horrível. — Beau não a enganou — ele deixou escapar rapidamente. Por que essa notícia dói? Por que diabos eu me importo que Sawyer tinha sido humilhado por Beau, mais uma vez?

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Se Beau não tinha enganado então Ash ainda estava com ele. Ela estava louca de amor pelo cara. Por que, por que, por quê? Eu não deveria me importar que Sawyer estaria sozinho. Eu não deveria me importar que ele conseguiu o que queria ter com ela. Eu não deveria. Isso não importa. Se não for desta vez, haverá um lado e um lado e de um lado e de cada vez, Sawyer vai correr de volta para ela, esperando, esperando e quebrando seu coração e o meu no processo. — Não vamos falar sobre o que Beau quer, tudo bem. Na verdade, não vamos falar de ninguém em Grove, exceto você. Eu respondi com um tom severo que me senti culpada por usar. Ethan não era nada mais que agradável. — Só pensei que você gostaria de saber — respondeu ele, mudando em seu assento. — Não me importo. Eu fechei a porta. Ou melhor, bateram no meu rosto e eu saí após a adição de um cadeado. — Você sabe, às vezes as coisas não são o que parecem — ele começou, e eu levantei a minha mão para detê-lo. — Pare. Eu não sei por que você está aqui. Mas se é por causa de Sawyer,

ou

Ashton,

eu

estou

pedindo-lhe

como

uma

amiga

agradavelmente para sair. Ethan soltou um suspiro cansado. — Ninguém sabe onde você está. Eu mantive o seu segredo. Assim como eu prometi. Eu apenas pensei que talvez pudesse vir explicar algumas coisas por eles.

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— Por quê? Por que você iria explicar tudo por eles? Se eu não me engano, você estava interessado em mim e Sawyer veio mergulhando dentro e me levou para a direita fora de seu alcance. Estou errada sobre isso? Ethan soltou uma risada forte e balançou a cabeça. — Não, você tem razão. — Ok, então por que você está aqui, tentando ajudar a suavizar as coisas com Sawyer de novo? — Porque ele é meu amigo — Ethan respondeu. — E você também. Ele era um cara tão legal. Abençoe seu coração, ele não tinha ideia no que ele estava se envolvendo. Isso não era solucionável. — Bem, então, você precisa de melhores amigos — eu murmurei. — Sawyer nunca tinha caçado qualquer garota que ele pensasse que seus amigos pudessem estar interessados. Quando ele agiu do jeito que ele fez com você, eu não gostei, mas eu sabia que algo estava diferente. Devia ter chegado a ele de uma maneira que ninguém mais fez, porque ele não estava agindo como ele mesmo. — Eu era um meio dele se vingar de Ashton — Eu respondi com azedume. — Talvez no início fosse, Lana. Pensei também nesse ponto. Agora eu sei que ele mudou. Tornou-se algo mais. — Não é o suficiente. Seja o que for, não foi o suficiente. Ninguém será capaz de competir com ela. — As lágrimas entupindo minha garganta apenas me irritaram. Eu não ia chorar novamente.

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— Não há competição — disse ele em voz baixa. Recusei-me a chorar na frente dele. — Basta ir, Ethan. Por favor, — Eu virei minha cabeça para longe dele e fechei os olhos. Depois de um minuto de silêncio, ouvi-o levantar-se e ir embora. Lágrimas silenciosas escorriam pelo meu rosto quando as palavras “não há competição” repetiam uma e mais vezes na minha cabeça.

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Eu não estava em casa uma hora, quando Beau me ligou. Ele me pediu para encontrá-lo no bar para um jogo de bilhar. Eu tentei dizer a ele que eu só queria tomar um banho quente e dois Tylenol e me enfiar na cama. Meu corpo doía. Como diabos ele tinha feito para não querer enrolar-se e cair também? Além disso, o que dizer de Ashton? Será que ele não quer ir vê-la? Puxando para o estacionamento de cascalho, eu olhei em volta para o caminhão de Beau. Eu o encontrei pela extremidade do edifício. O Jeep de Ethan estava bem ao lado. Eu precisava me desculpar com ele de qualquer maneira. Saí da minha caminhonete e me dirigi para a porta. Era uma noite lenta, mas, muitas pessoas não iam ao bar em uma quarta-feira. De quinta a Domingo que eram os horários de pico aqui. Eu só tinha estado algumas vezes com Beau, mas eu tinha passado pelo lugar várias vezes. Eu sabia que tinha noites de estacionamento cheio. — Bem, se não é o meu sobrinho favorito — Tia Honey chamou de trás do bar. Eu balancei a cabeça em sua direção. — Ei, tia Honey. — Quer uma cerveja? Eu já posso dizer-lhe que você provavelmente

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vai precisar. Que diabos isso significa? Comecei a dizer-lhe que não e então percebi que se eu não poderia ter um chuveiro de água quente e analgésicos, a cerveja era a melhor coisa. — Claro, obrigado. —Vá em frente para os meninos. Eles estão esperando. Eu vou te levar a cerveja em apenas um segundo. — Sim, senhora — eu respondi. — Eu disse que não me chame de senhora. Me faz soar como mãe de alguém — ela brincou e me lançou um sorriso. Ela realmente era uma obra de arte.

Eu fiz meu caminho para Beau, que estava encostado na borda de uma mesa de bilhar com seus tornozelos cruzados e uma caneca de cerveja gelada na mão. Era a expressão em seu rosto que me deu a dica de que isso não era apenas um encontro amigável. Eu estava aqui com um propósito. Deslizando minha mão no meu bolso, eu segurei a carta de Lana entre meus dedos. Lembrar as palavras dela me ajudava a lidar com as coisas. Se esta era uma má notícia, eu precisava de um lembrete de que ela estava lá e que ela me amava. — O que é isso, Beau? — Eu exigi no momento em que eu estava perto o suficiente. — Eu tenho algumas respostas para você que você vai querer. Mas você precisa manter a calma quando começar a dar essas respostas. Meu coração acelerou e eu congelei. — Lana?

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Beau assentiu. — Sim. Lana. — Você sabe onde ela está? — Sim, eu sei. Mas não é a minha história para contar. — Beau virou a cabeça e eu segui seu olhar para Ethan de pé a poucos metros de distância de nós. — Vá em frente, Ethan, antes dele perder isso. Ethan desviou o olhar de mim para Beau e eu podia ver o medo em seus olhos. — O que você sabe? — Comecei em direção a ele, pronto para sacudi-lo até que ele me dissesse o que ele sabia. A mão de Beau apertou o cerco no meu ombro e me parou. — Você não vai conseguir suas respostas se machucá-lo. — Ele se virou para Ethan. — Ethan, diga a ele. Eu te disse, eu não vou deixá-lo rasgar suas bolas. Meu coração começou uma corrida e o sangue fervia em minhas veias. A ideia de que Ethan tinha de alguma forma tido a ver com isso tornava difícil respirar constante e calmamente. — É melhor fazer isso rápido, Ethan, porque ele vai explodir em um segundo e eu estou dolorido como a merda dessa semana. Eu realmente não quero ter que parar com isso — Beau insistiu. — Ok, sim. Hum, bem, veja você, Sawyer. Eu recebi um telefonema de Lana...— — Por que diabos ela te ligou? — Eu exigi, dando mais um passo em direção a Ethan. — Sai logo com isso, Ethan — Beau rosnou quando sua mão

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apertou meu ombro. — Não. Antes. Ela me ligou antes. No dia que Ash pensou que Beau a tinha enganado. Ela me ligou naquele dia e me disse que precisava de um favor. Ela disse que não podia ficar mais aqui e precisava da minha ajuda. Peguei ela e... — — ONDE ELA ESTÁ? — Eu rugi, dando mais um passo. Ambas as mãos do Beau apertaram o cerco contra os meus ombros. — Calma, mano — alertou. — Senhor, tem piedade, rapaz. Beba esta cerveja e relaxe. A menina está segura e se você deixar o rapaz falar você vai descobrir onde ela está. — Tia Honey estava na minha frente empurrando uma caneca de cerveja na minha mão. — Aqui, segure isso. Dessa forma, você só pode acertá-lo com um soco. — Vá em frente, mamãe. Eu tenho eles — Beau disse atrás de mim. — Hmmm, não parece. Mas eu espero que você esteja certo. Eu não estarei pagando nenhum reparo se ele fizer merda aqui — respondeu ela. Colocando a cerveja na beirada da mesa de sinuca, eu não tirei os olhos de Ethan. Ele sabia onde ela estava. Ele sabia onde ela estava. — Eu a levei para o apartamento de sua amiga na praia. Ela não estava lá. Eu tinha chamado Jewel...espera. Ele tinha levado ela lá? — Você viu Jewel? Será que ela realmente entrou no condomínio?

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— Eu perguntei, na esperança de que eu não tinha sido enganado por essa amiga maluca dela. — Sim, eu carreguei as malas até à porta. Jewel veio do lado de fora gritando e toda feliz ao vê-la. Em seguida voltei... — começou Ethan. As palavras que ele falou expulsou uma explosão de fúria possessiva. Dei de ombros fora do alcance de Beau caminhei para Ethan. — O que significa isso? Você voltou? — Não tão rápido. Ele não terminou. Não o fôda agora — Resmungou Beau, enganchando os braços em mim por trás e me puxando para trás. Ethan enxugou a testa nervosamente e engoliu em seco. — Olha, cara, eu não sabia. Achei que você tinha seguido em frente. Eu não sabia o que sentia por Lana. Quando cheguei a sua casa sábado para falar com você sobre Lana, foi a primeira vez que eu percebi que eu tinha cometido um grande erro ao ajudá-la a fugir. Então, eu voltei. Eu estava indo para corrigi-lo. Ela não quis me ouvir. Inferno, eu não conseguia nem dizer o seu nome. — Ela estava lá? Quando é que você foi? — Eu estava fazendo backup. Eu precisava saber. Eu tinha que chegar até ela. — Ela está lá. No condomínio. Unidade do condomínio 103. Dunes Kiva — ele gritou e eu comecei a correr para a porta. Em seguida, as palavras da conversa por telefone com Jewel voltaram para mim: — Nesse meio tempo você poderia vir me visitar. Eu ia te fazer muito feliz. Eu vou ficar em Kiva Dunes condomínios em West

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Beach. Unidade 103. Meu quarto fica no canto olhando diretamente para a água em vez das janelas de frente para a piscina. — A cadela louca não era tão louca, afinal. Eu aposto a minha bunda que no quarto estava Lana. Jewel estava tentando me dizer, sem delatar a Lana. Beau estava certo. Lana teve cuidado com quem ela permitia ter próximo. Jewel era uma mentirosa infernal embora. Eu acreditei completamente nela. A coisa loira burra que ela fez tinha realmente me jogado para fora. Peguei minha porta do caminhão e percebi que minhas mãos tremiam. Eu sabia onde Lana estava. E estava indo recuperá-la. — Sawyer, espere! — Beau chamou. Eu me virei para olhar para ele. Ele estava fazendo o seu caminho para mim. — O quê? Eu tenho que ir. — Eu não quero falar sobre isso com ele. Eu só queria ir encontrar Lana. — Você quer que eu dirija? — ele perguntou com uma carranca preocupada no rosto. — Não, eu quero chegar lá. Agora. Beau suspirou. — Eu entendo que você quer encontrá-la. Mas tenha cuidado. Ela vai estar lá quando você chegar. Quando tinha meu malvado irmão começado a se preocupar sobre minhas habilidades de condução? Balançando a cabeça, eu empurrei minha porta do caminhão aberta. — Eu tenho que ir. Beau deu um passo atrás, quando eu bati a porta e liguei o motor, meu coração batendo ansiosamente em meu peito. Eu sabia onde ela estava. Eu finalmente a encontrei.

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Capítulo 23

Os amigos de Jewel começaram a aparecer por volta das sete. O sol ainda não tinha se posto. Ignorei-os pela maior parte do tempo, enquanto terminei de cortar a mussarela e tomates para a minha salada. Ontem à noite, Jewel se enroscou com um cara local, que estava em uma banda. Estava receosa de que todos eles não iriam mais pra casa e, eventualmente, só se mudariam para o resto do verão. Jewel estava com tudo para cima do vocalista hoje. Ela tinha uma coisa por tatuagens e piercings, e ele os tinha em abundância. Se ele se mudasse para o quarto dela, então a sua banda de rock se mudaria também. Por mais que eu não quisesse voltar para Alpharetta mais cedo do que o necessário, não tinha certeza de como eu ia ser capaz de lidar com os roqueiros ao vivo. — Bem, olá. Como eu não vi você na noite passada? Eu tenho uma coisa louca e um sério delírio por ruivas.

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Eu olhei para cima para ver um desses caras estilo roqueiro se inclinando sobre o balcão e olhando de soslaio para mim. — Vá embora — Eu respondi e voltei a preparar a minha salada. Eu teria que comer no meu quarto novamente esta noite. Eles continuavam a aparecer cada vez mais cedo. Não era como se eu pudesse reclamar. Eu estava aqui sem pagar aluguel. — E, mal-humorada. Eu gosto das minhas ruivas mal-humoradas. Elas falam sujo na cama e fazem essas coisas ruins que me deixam louco. Batendo minha faca no balcão eu olhei para ele. — Eu acho que acabei de vomitar na minha boca. Para trás! Não estou interessada. Seus lábios se curvaram em um sorriso. Esse cara era de verdade? Ele mostrou a língua para mim, mostrando o pedaço de metal que a perfurava. Não é de estranhar. Ele tinha piercings em suas sobrancelhas e um em seu lábio. — É isso aí, gatinha. Mostre-me as garras, bebê. Doce gatinha. — Disse ele em uma voz divertida. ECA! Peguei a faca e a segurei com força na mão antes de ir ao redor do balcão. Esse pervertido me empurrou longe demais. Eu tinha dito a ele para recuar e ele não o fez. Agora, eu estava indo fazê-lo recuar. Eu segurei a ponta da faca inclinada em direção a ele enquanto fechei a distância entre nós. Seu sorriso divertido começou a vacilar, enquanto tentava decidir se eu realmente iria esfaqueá-lo.

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— Escute, seu pedaço de lixo. Eu não estou interessada em você. De. Jeito. Nenhum. Então, quando eu digo para me deixar em paz, eu quero como o inferno que você se afaste. Ele ergueu as duas mãos. — Uau menina. Eu estava apenas brincando. Não precisa ficar violenta. — Desviou o olhar ao redor da sala procurando alguém para entrar e tomar a faca da menina louca. Uma forte gargalhada veio atrás de mim. — Ela te tem pelas bolas, Fence. Acho que vai ser mais cuidadoso sobre qual gatinha você irá falar da próxima vez, não vai? Eu não olhei para trás para ver quem falava. Eu sabia que era um dos outros membros da banda. — Sim, acho que eu aprendi minha lição — ele respondeu, mas o seu sorriso vacilou. — Eu prometo te deixar sozinha, doçura. Agora é só abaixar a faca. — Ele estava falando para mim lentamente como se eu fosse uma idiota. Virei-me e voltei a cortar os meus tomates. O roqueiro chato soltou um suspiro de alívio e foi embora, deixando-me mais uma vez sozinha na cozinha. Terminei rápido a minha salada e fui para o quarto. Vários dos membros da banda fizeram comentários sobre mim e minha habilidade com uma faca, mas eu ignorei. Eu tenho que lembrar de fazer o meu jantar mais cedo a partir de agora. Uma vez que terminei de comer, a festa já tinha começado. Eu não poderia ficar neste quarto nem mais uma noite. Claro, eu não queria sair

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para aquela bagunça selvagem também. Antes de ficar muito fora de controle, tranquei a porta do quarto e fui até a janela para escapar. Não queria que ninguém se fizesse em casa na minha cama enquanto eu estava fora. Não acho que nenhum deles iria tentar entrar pela janela. Eu tinha me trancado por duas semanas. Todo mundo sabia, até agora, que meu quarto estava fora dos limites. Certificando-me de que ninguém viu minha fuga, eu fui para a água. Apenas uma longa caminhada para esticar as pernas e respirar o ar puro do oceano e então eu voltaria para ficar rolando na cama pela noite. Talvez hoje não fosse tão inquieto. Começando uma corrida, eu empurrei todas aquelas memórias que tendiam a influenciar-me quando eu baixava a guarda, para o fundo da mente. Imaginei-me correndo de tudo isso. Deixá-las no passado, enquanto o meu cabelo voava atrás de mim. Lágrimas silenciosas escorriam pelo meu rosto enquanto eu me deixava ir...uma memória de cada vez.

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Este lugar era como uma fraternidade. Eu não gosto disso. Eu não gostava nada. Eu comecei a bater na porta quando a música soou através das paredes finas. Algumas garotas de biquíni se inclinaram sobre o corrimão no segundo andar e gritaram o que queriam fazer comigo se eu fosse lá pra cima. Balançando a cabeça, eu fui para o quarto do canto que dava de frente ao oceano. Um cara tinha uma garota pressionada contra a lateral do prédio e eu estava mais do que certo que eles estavam tendo relações sexuais. Essa porcaria tinha cercado Lana por duas semanas. Eu ia matar Ethan quando voltasse pra casa. Ela não pertencia aqui. Se alguém tivesse tocado...Eu parei. Eu não poderia fazer isso. Eu tinha que reconquistála. Se eu fosse todo homem das cavernas, ela iria lutar comigo. Virando a esquina, a janela de frente para o mar me cumprimentou. Olhei para as outras janelas desta unidade e todas elas davam de frente pra piscina. Tinha que ser o quarto de Lana. Bati e esperei, mas não havia nada, só o silêncio. As luzes estavam apagadas. Ela poderia realmente estar em algum lugar com esse bando selvagem de pessoas? Eu estendi a mão e pensei em verificar se a janela estava fechada. Não estava. Nada inteligente, Lana. Será que ela não sabe melhor do que

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deixar as janelas abertas? Qualquer um poderia ter entrado, não queria nem pensar nisso. Eu precisava me concentrar. Empurrando a janela aberta, eu entrei, a sala se encheu com o doce cheiro do seu perfume. Jewel tinha dado indicações direto para Lana e eu tinha perdido a sugestão. Fale sobre julgar alguém injustamente. Eu não tinha ideia quando se tratava de Jewel. Ela tinha sido um inferno de uma atriz. Eu acreditei em cada palavra que ela disse. Essa coisa loira burra que ela tinha feito era apenas um ato. O quarto estava vazio. Olhei para a porta e percebi que estava trancada. Então, ela escapou pela janela. Ela não estava na festa. Uma batida na porta me assustou. Eu congelei e esperei para ver se eles iriam embora. E se ela tinha conhecido alguém aqui? E se ela fosse com ele agora? Eu o mataria. — Lana! Você está aí? — A voz familiar de Jewel chamou a partir do outro lado da porta. Eu não respondi. Eu não queria que ela soubesse que eu estava aqui. Ela podia ver Lana antes que ela voltasse. Em seguida, Lana poderia correr novamente. Eu tinha que fazê-la falar comigo. — Ok, tudo bem. Se você esta brava por causa de Fence, me desculpe. Chain me contou o que ele disse. Ele estava brincando Lana. Isso é apenas a maneira como caras como ele são. Eles dizem coisas como essa. Ele não quis dizer nada com isso. Fence? Chain? E o que esse cara tinha dito a Lana? Eu me lembrei que eu tinha que convencer Lana a me aceitar de volta. Que eu a amava. Eu não podia ir atacando porta afora e bater a merda fora de caras com

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nomes loucos de bunda. Eles foram provavelmente todos apedrejados de qualquer maneira. — Chain disse que ameaçou Fence com uma faca, — Jewel riu em aprovação. — Ele ficou impressionado e talvez um pouco excitado. É melhor que você esteja trancada aqui esta noite. Talvez as coisas vão se arrumar em breve. Talvez, Sawyer vai me ligar de novo. A faca? E se ele se lançou para ela e a esfaqueou? Foda-se! Eu tinha que tirá-la deste lugar. Será que ela me quer também? É isso o que Jewel quis dizer com talvez eu ligasse de novo? Deus, eu esperava por isso. Eu tinha que dizer a ela que eu a amava. Eu nunca tinha sido tão estúpido antes. Ela estaria de volta. Eu só precisava esperar. Eu estava perto. Sentado na cama, me aproximei e peguei um travesseiro. Segurando-o no meu nariz, inalei. Deus, que saudade desse cheiro. Enterrando meu rosto em seu cheiro, eu estava sentado assistindo a janela...em espera.

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As lágrimas secaram no meu rosto ao fazer o caminho de volta para o apartamento. Eu corri por mais de uma hora. Meus pulmões queimavam e as minhas pernas, provavelmente se sentiriam como gelatina de manhã. Eu não era muito de exercícios, por isso ia doer. Puxando para cima da minha janela, eu entrei para encontrar alguém sentado na minha cama, no escuro. Naturalmente, eu gritei. —Lana, sou eu. — As mãos de Sawyer estavam em meus braços instantaneamente. Sawyer...Sawyer estava aqui. Eu fiquei congelada, tentando decidir se eu tinha desmaiado da corrida e este era um sonho. — Eu não quis assustá-la. Eu sinto muito! As palavras 'Sinto muito' me tiraram da neblina chocada e puxei para fora do seu alcance, rapidamente me afastando dele e em direção à porta. — Lana, por favor, não. Por favor, me escute. Não me expulse. Você não tem ideia...— — Eu não faço ideia? Eu? Sim, eu tenho uma ideia. Eu quero que você saia. Você me entende? SAIA. Eu. Não. Quero. Ver. Você. — Eu

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estava gritando, mas eu sabia que ninguém iria me ouvir acima do barulho do lado de fora. — Lana, por favor, — implorou Sawyer, hesitante, caminhando em direção a mim. Fechei os olhos e cruzei os braços protetoramente sobre meu peito. Eu odiava a forma como o som suplicante em sua voz me puxava. — Se você já sentiu uma pequena quantidade de qualquer coisa por mim, você vai embora e me deixar seguir em frente, — eu sussurrei ferozmente. Quando ele não respondeu, eu estava dividida entre a alegria, porque deixar significava que ele sentia algo por mim, não importa quão pequeno seja, alívio que ele não estaria aqui para testemunhar-me desabando no chão, e agonia, porque vê-lo estava completamente me rasgando. Eu ouvi o fraco barulho de papel e abri meus olhos lentamente para ver Sawyer parado no mesmo local com uma carta de aparência desgastada em suas mãos. Ele começou a ler: Eu cometi o erro de abrir meu coração para alguém que claramente nunca poderia sentir o mesmo sobre mim. Eu sabia que Sawyer te amou. Conheço ele desde que éramos crianças. Eu pensei que talvez apenas conseguindo sua atenção por um curto espaço de tempo seria suficiente. Não foi. Meu peito parecia que ia explodir. Ele tinha a carta que eu tinha deixado pra Ashton. Ah, meu Deus!

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Ele levantou os olhos do papel e olhou diretamente para mim com tanta dor em seus olhos e algo mais... — Eu amei Ashton uma vez. Ela foi a minha paixão de infância. Ela era tudo o que eu conhecia. Mas quando ela me deixou, eu não chorei. Quando você me deixou, eu chorei como um bebê. Eu parei de respirar quando ele baixou os olhos para o papel em suas mãos. Eu cresci com dois pais que nunca pensaram sobre mim nas escolhas que fizeram. Minhas emoções não eram algo que eles se preocupavam e talvez isso seja culpa minha, porque eu não falei. Eu só empurrei a mágoa e raiva dentro de mim. Eu queria ser forte, porque eu sabia que eles eram fracos. Estou cansada de ser forte. Estou cansado de ser a segunda melhor. Preciso de alguém para me amar. Ele parou de ler e ergueu os olhos para olhar para mim mais uma vez. — Você não deve nunca, e eu digo nunca, ser a segunda opção de ninguém. Quem não vê-la pelo presente incrível que você é, é um bastardo cego. Ele baixou os olhos para o papel e começou a ler novamente. Permanecer em Grove não é uma opção possível para mim. Eu me deixei ter esperança por mais do que eu poderia alcançar. Estive quebrada muitas vezes. Eu não posso ficar em algum lugar próximo...à alguém que eventualmente acabará por me destruir. Seus olhos azuis levantaram para encontrar os meus e as lágrimas brilhando neles me tirou o fôlego. — Se eu perder você por causa do idiota cego que fui então eu vou ser o único que será destruído.

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Ele continuou a ler. Você teve o garoto Vincent certo o tempo todo. Não deixe de reconhecê-lo neste momento. Ele te ama em uma maneira que eu espero um dia inspirar em alguém. Ele daria o mundo para você. Quando você tem alguém que é especial, que é incrível, que te ama, não o deixe ir. Esta é a sua segunda chance de valorizar o que você teve toda a sua vida. Sawyer sempre foi o garoto Vincent pelo qual vale a pena lutar. Ele é o único especial. Sawyer lentamente dobrou o papel e esfregou seu polegar sobre ele como se fosse algo precioso, em seguida, colocou-o de volta no bolso. — Ashton não tinha o garoto Vincent certo. Eu sei disso porque eu entendo agora como sentir o amor realmente. O tipo que te consome. O amor tem o poder de quebrar você. Ele detém o poder de completá-lo. Quando eu li esta carta, eu estava na sala de Ashton após consertar as coisas para ela e Beau, que era tudo que eu queria fazer. Eles pertencem um ao outro. Eles sempre pertenceram. Eu entendo isso agora. Não porque ela o escolheu, mas porque você me escolheu. Até você, eu estava perdido. Pensei que Ashton fosse o que a minha vida deveria ser. Deixar de lado a zona de conforto que o nosso relacionamento representava foi difícil. Então você entrou na minha vida como uma luz rompendo as trevas. Você fez tudo fazer sentido. — Ele deu um passo mais perto de mim e eu lutei contra a vontade de me jogar em seus braços. — Lana. Eu penso em você a cada minuto de cada dia. Quando eu estou com você, meu mundo está completo. Quando eu te toco, eu

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entendo o significado da vida. Quando eu perdi você, eu fiquei completamente destruído. Você. Me. Possui. Uma lágrima rolou pelo meu rosto e caiu do meu queixo. Isso não era suficiente. Desta vez, eu precisava de mais. Sawyer estendeu a mão para a minha mão e me puxou para mais perto dele. Eu queria derreter em seus braços, mas eu não podia. — Eu amo você, Lana. Eu te amo tanto. Tudo sobre você. A maneira como seus lábios se curvam lentamente quando você sorri, as sardas sob o seu perfeito traseiro, a forma como seu riso envia calor inundando pelas minhas veias, como o seu toque me acende em chamas. Eu te amo e vou passar o resto da minha vida certificando-me de que você saiba que você é minha número um. Você sempre será a minha número um. Era isso. Isso foi o suficiente. Isso era tudo que eu sempre precisei ouvir.

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Capítulo 24

Menina louca de Eli Young Band me acordou de um sonho muito bom. Alonguei-me, e senti os braços de Sawyer apertados em torno de mim. "Menina louca, você não sabe que eu te amo?" Continuou tocando e eu me virei para olhar para Sawyer que estava pegando o meu telefone. — Por que o meu telefone está ligado e por que está tocando uma música country? — Eu perguntei meio grogue enquanto ele olhava para a tela e, em seguida, baixava o olhar para a mim. — É a sua mãe. Fale com ela ou ela vai se preocupar. Eu fiquei boquiaberta. — Minha mãe? Mas... — Eu procurei o seu telefone ontem a noite no seu saco de dormir e liguei. Quando encontrei você minha adrenalina foi diminuindo. Eu mudei o seu toque para uma música que me fizesse pensar em você. — Ele baixou a boca para a mim e cantou: “Eu te disse ultimamente, eu te

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amo como um louco, menina?—juntamente com o meu telefone tocando. Eu não poderia ficar brava com ele enquanto ele fazia isso. Sawyercantando-pela-manhã era muito pirado e doce. Mesmo se ele tivesse feito o possível para a minha mãe me chamar. Suspirando, eu peguei o telefone dele e respondi. — Oi, mãe. — Oh, Lana, que bom que você ligou o telefone novamente. Estou muito feliz. Será que isso significa que você vai voltar para casa? Estou pronta para te ver. — Não, eu não vou voltar para casa. Ainda não, de qualquer maneira. — Eu encontrei o olhar de Sawyer e perguntei o que eu ia fazer. Eu não tinha certeza de que eu seria recebida de volta na casa da tia Sarah depois de eu ter fugido daquele jeito. — Eu realmente não sei o que vou fazer ainda. — Por que você está fazendo isso? É ainda sobre Sawyer? Eu posso dizer-lhe que..— — Mamãe, não se trata de Sawyer — eu respondi, chegando e passando minhas mãos pelo seu cabelo bagunçado. — Ele é perfeito. Eu realmente não sei ainda como eu vou terminar o meu verão. Sawyer franziu a testa e seus braços se apertaram em torno de mim como se eu estivesse desaparecendo no ar. — Espere, você acabou de dizer que Sawyer era perfeito? Pensei que estivesse com raiva dele. Quer dizer, eu concordo com você, ele é um jovem encantador. Temos falado muito ao longo das últimas duas

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semanas e acho que ele realmente ama você. O menino estava tão chateado. Ele me chama o tempo todo para ver se eu ouvi alguma coisa sobre você. Mesmo quando você ligava, eu imediatamente ligava para ele também e dizia que você estava bem. Oh, não. Eu não quis dizer isso. Não fique com raiva de mim, querida. Ele estava tão preocupado. Eu sorri para ele. — Ele pode ser bastante persuasivo. Entendo. — Ele é um bom partido, Lana. Família rica e indo para a Flórida para a faculdade também. Fiquei tão surpresa quando ele me disse que tinha recebido uma bolsa de estudos lá para o futebol. Isso é perfeito. — Não, mãe, não é. Papai não vai ser capaz de ajudar. — Dizendo que nunca ficou mais fácil. — Bobagem. Sim, ele vai ajudar. A pensão alimentícia que ele me dá a cada mês terá que pagar por isso. Além disso, eu estou vendendo a casa e enxugando as despesas. É uma casa muito grande para mim. — Mamãe, não, você ama a casa e eu não acho que você entende o quanto isso vai custar, com livros e despesas diárias. — Eu não sou idiota, Lana. Eu verifiquei tudo isso quando você se foi. Você ainda está recebendo e-mail e eu tive que pagar mais algumas taxas e ter o primeiro trimestre pago. Eu comprei coisas para seu quarto do dormitório, até você chegar em casa para me ajudar. — Lana, o que há de errado? — Sawyer sentou-se rapidamente e puxou-me em seus braços. — É Sawyer? Você está de volta em Grove? — Minha mãe perguntou, quando eu dei um tapinha no peito de Sawyer para acalmá-lo

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silenciosamente. Eu chorei ouvindo minha mãe e ele tinha entrado em pânico. — Sim, isso é Sawyer. Ele, uh, me encontrou na noite passada — eu respondi ao telefone enquanto sorria para Sawyer que estava me observando

com

cuidado

e

com

linhas

de

expressão

entre

as

sobrancelhas. — Encontrou você? Onde você está? Como ele a encontrou? — Eu estive com Jewel o tempo todo. Ela me encobriu e, sinceramente, eu não tenho nenhuma ideia de como ele me encontrou, a não ser... — Fiz uma pausa antes de eu terminar esse pensamento. Eu não queria ter que explicar tudo isso para a minha mãe, e ela gostaria de saber. Eu tinha certeza que ia me dedurar. Ethan era o único em Grove que sabia onde eu tinha ido. — Olha mamãe, eu te ligo mais tarde. Eu tenho que descobrir algumas coisas hoje, mas eu vou ter a certeza de que você saiba. Deixeme falar com Sawyer, tudo bem, e obrigado. Eu te amo. — Eu também te amo, Lana. Desliguei e coloquei o meu telefone ao meu lado rastejando em cima dele. — Então, como você conseguiu o meu paradeiro com Ethan? E ele ainda está vivo? Sawyer riu e me passou por cima dele. — Sim, ele ainda está respirando. Na verdade, eu o deixei completamente ileso. Eu corri para fora de lá tão rápido quando eu consegui a sua localização, eu nem sequer disse adeus.

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— Bom, agora me diga como você conseguiu isso dele — eu respondi, passando minhas mãos sobre seu peito nu. Eu tinha que tocálo. — Ele só me disse — ele disse em um sussurro rouco. Sua atenção estava voltada para as minhas mãos traçando círculos em torno de seus peitorais muito firmes. — Ele tem culpa, eu acho — eu murmurei antes de me inclinar para beijar uma contusão em suas costelas. — Será que esses grandes jogadores de futebol o machucaram? — eu murmurei, deixando um rastro de beijos em seu abdômen e fazendo uma inspeção de seu peito. — Uh huh, eu posso te mostrar um monte de outros lugares que estão doendo — ele suspirou, passando as mãos pelas minhas costas até a minha bunda. — Mmmmkay, deixe-me terminar de beijar essa e eu vou chegar as outras — eu murmurei. — Por favor, não tenha pressa — ele gemeu, deslizando as mãos para dentro da minha calcinha. — Você ainda não me respondeu sobre como você conseguiu o meu local de esconderijo com Ethan — eu o lembrei quando eu deslizei para baixo de seu corpo para que eu pudesse beijar logo abaixo do umbigo. — Gaaah, baby — ele arqueou para mim, então tomei uma respiração irregular. — Quem é Ethan? — ele perguntou em voz baixa e profunda.

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Ergui os olhos para encontrar o olhar fascinado. — Você se lembra de Ethan. Seu amigo que disse sobre mim — lembrei a ele antes de continuar lambendo suavemente a pele logo acima cueca. — Oh, caralho — ele gemeu, enfiando as mãos nos meus cabelos. Eu decidi deixar a coisa Ethan ir. Eu estava me divertindo muito vendo o cara que eu amava se desfazer em meus braços. Deslizando o dedo na parte superior da cueca, eu me inclinei para frente e sussurrei em seu ouvido: — Qualquer contusão lá que eu precise prestar atenção? — Ah, sim, muitas e muitas — ele resmungou. Puxando os shorts para baixo lentamente, eu vi seu rosto. Ele não estava respirando. Eu duvidava que ele mesmo estivesse percebendo isso. Uma vez que eu tinha a cueca puxada para baixo até os tornozelos, joguei-a no chão e peguei minha blusa, puxando-a. Ele fez alguns sons incoerentes e eu não pude deixar de rir quando eu coloquei uma mão em cada lado de seus quadris e baixei minha boca. Eu soprei suavemente sobre a ponta de sua ereção com a minha boca pairando sobre ele. — Puta merda! — Sawyer resmungou. Eu amei isso e eu o amava. — Sim, bem ali. Você encontrou. — Ele respirou ofegante. Ele estava tão animado que ofegava, a minha boca ficou um pouco acima de sua cabeça inchada. Colocando para fora a minha língua eu levei um soco por dentro e ele quase saiu da cama. Suas mãos estavam fechadas sobre os punhos.

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— Por favor — ele implorou. Impossível ignorar seu apelo. Abri a boca e levei-o para dentro de mim, sugando suavemente, como eu abaixei minha boca sobre ele. Ele gemeu, jogando a cabeça para trás na cabeceira da cama e levantando seus quadris para encontrar minha boca. Sorri quando eu o levei para lançar em um novo caminho para nós dois.

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Lana estava refazendo as malas depois do nosso chuveiro. Essa era uma daquelas lembranças que eu nunca iria esquecer. Lana molhada e pressionada contra a parede do chuveiro era algo que ficaria impresso no meu cérebro para o resto da minha vida. Ela era linda. Ela era perfeita. E ela era minha. Eu coloquei as malas na parte de trás da minha caminhonete enquanto ela buscava alguma coisa para comer de café da manhã. Haviam pessoas espalhadas por todo o chão dormindo. Eu queria apenas sair e levá-la em algum lugar para comer. Mas ela estava determinada a ver Jewel antes de sair. Eu entendi que, embora o cheiro de álcool azedo e o odor corporal não eram extremamente apetitoso. Eu tinha enviado Lana para este lugar nojento a fim de fugir. Ainda me irritava quando pensava sobre isso. Eu odiava saber que ela tinha lidado com este estilo de vida em torno dela durante semanas. Eu pisei sobre um braço que estava caído na pequena passagem da porta da cozinha. A cerca de arame estava tatuada sobre todo o braço. As palavras de Jewel de ontem a noite sobre "Fence", dizendo coisas para Lana que o segurou com uma faca voltaram para mim. Eu estava feliz por ter minhas botas. Eu não passo por cima.

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Um alto — VÁ SE FODER! — veio do dono do braço ofendido quando eu pisei sobre ele no meu caminho para a cozinha. Um cara de piercing e o corpo coberto de tatuagens, com furos em todos as direções sentou-se onde estava, e segurou seu braço protegendo-o. Seus olhos percorreram a sala até que o seu olhar grogue me encontrou. — Que diabos foi isso, cara? Você quase quebrou o meu braço — ele lamentou, ainda segurando seu braço como um bebê maldito. — Isso foi pelo inferno que você disse para minha menina ontem. Se você tivesse tocado nela, seu braço estaria quebrado — eu respondi antes de ir para a cozinha, onde Lana estava me observando com sua linda boca pequena e redonda aberta. — O que foi isso? E como é que você sabe sobre o que ele me disse ontem? — Eu não sabia que ela tinha sido conquistada. Porra, cara. O que os dois precisam para relaxar? — Um rapaz resmungou da sala de estar. O resto dos ocupantes foi para fora e nem sequer se moveram com o barulho. — Eu estava em seu quarto por algum tempo na noite passada — eu comecei a explicar. — E ouviu-me vir pedir desculpas à porta — Jewel terminou para mim quando ela entrou na cozinha, passando as mãos sobre sua cabeça confuso. — Eu tinha a sensação de que era você lá quando Lana não respondeu. Eu tinha visto uma sombra entrar na janela da piscina. Eu

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pensei que era Lana. Quando ela não falou de volta eu descobri que você finalmente descobriu minha pequena dica. Sorrindo eu coloquei meu braço em volta da cintura de Lana e puxei-a contra mim. — Na verdade, eu não descobri a sua dica até que Ethan confessou ter trazido Lana para cá. Eu estava totalmente convencido de que você não tinha a menor ideia de onde ela estava. Jewel riu e deu um tapa no balcão com a mão. — Eu disse! Eu sou uma atriz brilhante. Hollywood precisa de mim! Eles não sabem o que estão perdendo. Lana sorriu para mim. — Ela realmente é muito boa no que faz. Eu estava quase convencida de que ela não sabia onde eu estava quando ela falou com a minha mãe no telefone. Ela definitivamente tem um talento quando se trata em mentir. — Eu preciso de um pouco de gelo. — Disse o cara roqueiro. — Ele esmagou meus ossos com essas grandes botas de bunda — O cara da sala chamou. Jewel olhou por cima do ombro para ele e depois para mim. — Esses tipos músicos são facilmente feridos. Eu espero que você não mexa o braço para cima. Ele é o baterista. Eles têm um show hoje à noite e Cadeia ficará furioso se o baterista não puder tocar. — Ele vai sobreviver — eu assegurei a ele. Jewel acenou com a cabeça e abriu o freezer para pegar gelo. — Então, eu acho que isso significa que você está indo embora — disse ela, olhando para Lana.

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— Sim. Não tenho certeza se eu vou para casa ou para Ashton. Tia Sarah pode ficar com raiva de mim e eu precisaria sair correndo. Como o inferno. Ela não ia voltar para a Geórgia sem mim. — Ela vai voltar para a Grove. Ela vai ficar comigo se ela quiser. Jewel levantou as sobrancelhas em surpresa quando ela mudou sua atenção de mim para Lana. — Hmm...e se Ashton vier correndo para você de novo? Você vai derrubar Lana como um bolo quente? Lana ficou tensa em meus braços e eu odiava a ideia que ainda assustava. Puxei-a na minha frente e levantei o rosto para olhar para mim. Isso era algo que eu precisava repetir mais e mais até que ela pudesse acreditar em mim. Foi minha culpa que ela tinha esse medo. — Eu nunca vou. Nunca. Virar as costas para Lana por alguém ou alguma coisa. Ela é o meu número um. Ela sempre será meu número um. Eu a amo tanto. Muito. Os olhos de Lana se encheram de lágrimas e eu dobrei a minha cabeça para beijar seus lábios. — Eu prometo. Quero dizer cada palavra — Eu sussurrei contra sua boca antes de cobri-la com a minha. — Ok, agora eu acho que eu vou chorar. Isso foi muito doce, maldição! — Jewel disse atrás de nós. Eu senti o sorriso nos lábios de Lana antes que ela abrisse a boca apenas o suficiente para me deixar entrar. — Pai — Eu chamei com uma saudação quando bati uma vez na porta de seu escritório e entrei. Meu pai estava sentado atrás da grande

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mesa de mogno que ele tinha comprado em algum lugar que ele e minha mãe tinham visitado. Eu não lembro dos detalhes. — Sawyer — respondeu ele, olhando para cima da papelada sobre a mesa. — Como foi o treino? — Bom. Vou aprender muito este ano. A pessoa de camisa vermelha fez uma jogada inteligente. Meu pai acenou com a cabeça em concordância. — Beau teve uma boa semana também. Eles estão começando na linha ofensiva. — Ele me deixou louco que porque nunca perguntava sobre seu outro filho. O que ele tinha ignorado. O que ele nunca reivindicou. Meu pai franziu a testa e olhou de volta para a sua papelada. — Isso é bom. Seu primo sempre se destacou como um receptor. — Você quer dizer o meu irmão. Beau não é meu primo. Ele é meu irmão. — Eu nunca tinha forçado o meu pai a enfrentar isso. Eu estava tão zangado com Beau sobre Ashton quando tudo isso aconteceu, que eu deixava isto passar gradualmente. Se Beau não queria lidar com isso, então eu percebi por que eu deveria? Mas isso não era justo. Esta farsa que meu pai vivia não era justa. Limpando a garganta, ele tirou os óculos de leitura e recostou-se na cadeira para nivelar seu olhar em mim. — Você quer falar sobre isso? É disso que se trata? — Sim. Eu quero falar sobre isso. — Eu não estourei, eu mantive o meu tom de voz. Gritar não ia me fazer chegar a lugar algum.

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— Beau é biologicamente meu, sim. Mas eu não queria criá-lo. Eu não amava sua mãe. Seu tio sim. Não eu. Eu não vejo Beau como meu filho. Meu sobrinho, sim. — Mas ele é seu filho. Seu pai morreu quando ele tinha seis anos de idade. Ele precisou de um pai por 12 anos e agora você não fez nada. Nem uma vez você foi vê-lo. Nenhuma vez lhe disse que estava orgulhoso dele. Nem uma vez você fez a sua vida mais fácil. — Eu parei quando minha voz ficou mais alta e mais alta. — Dizer a ele que eu estava orgulhoso dele? Para quê? Sendo um perdedor? Vindo praticar futebol com uma ressaca? Saindo para bares? Por que diabos eu deveria ter motivo de orgulho? Huh? Por favor, me diga. Minhas mãos se fecharam em punhos e eu respirei fundo. Eu estava tão perto de suspender meu próprio pai. — Ele foi preso com a tia Honey que o deixou em casa sozinho, quando ele era apenas um garoto. Se ele não tivesse vivido em um parque de trailers onde as pessoas lidam com drogas e Deus sabe mais o quê, talvez ele teria sabido melhor. Mas ele não fez. Ele cometeu erros. Ele teve que aprender as coisas da maneira mais difícil. Ele teve que aprender tudo da maneira mais difícil. Porque VOCÊ NÃO ESTAVA LÁ — Eu rosnei, apontando o dedo para o meu pai. — Beau consertou-se sozinho. Ele ganhou uma bolsa de futebol para a UNIVERSIDADE DO ALABAMA, pelo amor de Deus. Ele encontrou uma maneira de ganhar dinheiro para que ele pudesse comprar uma caminhonete. Ele ama sua mãe e cuida dela, mesmo que ela não faça nada para ganhar a sua ajuda. Por quê? Porque ele a ama. Ela é tudo o

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que ele já teve. Ele fez a si mesmo e do que ele fez é um maldito bom homem. Estou tão orgulhoso de chamá-lo de meu irmão, eu estou explodindo quando o vejo. E VOCÊ, você não fez nada. Nem uma maldita coisa para ajuda-lo. Nada — eu terminei e virei-me para deixar o seu escritório. Eu não queria ficar aqui. Não sob este teto. Não com ele. — Você está certo — a voz do meu pai chamou-me e eu parei, apertando os olhos fechados com força antes de voltar e olhar para ele. — Eu não estava lá. Eu deixei que ele descobrisse tudo por conta própria. Eu estava com medo de sua mãe descobrir. Eu estava com medo desta cidade descobrir. Eu não quero perder essa vida que eu construí para mim. Embora você esteja errado sobre uma coisa. Eu fui vê-lo. Por que

você

acha

que

eu

fugia

secretamente

para

trazê-lo

de

congestionamentos ou ficava com ele quando ele estava sozinho? Você acha que era tão bajulador? Não era. Quando você saía para procurá-lo, eu o seguia. Eu vi vocês dois. Eu vi como você consertou seus problemas, pegou a confusão e ficou ao seu lado quando ele estava sozinho. Eu estive sempre lá. Eu estava orgulhoso por você estar lá por ele quando eu não estava. Eu não estou orgulhoso de mim mesmo, Sawyer. Eu vou viver com esse arrependimento pelo resto da minha vida. No entanto, estou orgulhoso de Beau. Ele tornou-se o homem que eu sempre esperei que ele fosse. Ele é mais resistente do que você por causa da vida que ele viveu. Ele é mais difícil de afiar, mas ele é um bom garoto. Meu pai se abaixou e abriu uma gaveta em sua mesa que ele sempre manteve trancada, e tirou um grande álbum e colocou-o sobre a mesa. — Vá em frente, dê uma olhada.

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Fui até lá e abri a capa de couro para ver fotos de Beau como um bebê. Fotos de nós dois em nossos capacetes de futebol quando eles eram maiores do que nós. Cada página virada trazia memórias da vida de Beau. Cada

artigo

onde ele tinha sido

mencionado

tinha

sido

cuidadosamente cortado e colocado em uma página. Depois eu virei a última página, e vi uma foto de Beau em seu equipamento vertical no campo do estádio Bryant-Denny na semana passada durante o treino. Levantando os olhos, eu olhei para o meu pai e vi um homem que eu não sabia que existia. — Eu fui para ambos os treinos, na semana passada. Vocês dois me fazem orgulhoso. Balançando a cabeça tentando absorver tudo isso, eu afundei na cadeira atrás de mim. — Por que você não se aproxima dele? Se você tem tudo isso, você tem que amá-lo. Você precisa se preocupar com ele. Por que você não está fazendo algo sobre isso? Ele precisa de você também. — Ele me odeia e eu não o culpo — Disse papai, tomando a pasta e colocando-a de volta na gaveta. — Claro que sim, ele te odeia. Você é pai dele e ele acha que você não se importa com ele. — Você conhece Beau. Melhor do que ninguém. Você realmente acha que ele ia me ouvir? Que ele me perdoaria? — Pai, ele não tem que perdoá-lo. Ele não tem que gostar de você. Mas ele precisa saber que você o ama. Que você está orgulhoso dele. Tudo que você tem a fazer é dizer a ele. Como ele lida com isso ou

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conduzirá isso não é importante. O que é importante é que ele deve saber. O que é importante é que você precisa dizer a ele. Papai sentou-se em sua mesa e nenhum de nós falou. Não havia nada mais a dizer.

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Capítulo 25

Minha mãe estava sentada no sofá bebendo chá da tia Sarah, quando Sawyer e eu entramos na sala. — Mãe? — Meus tios tinham me recebido de volta e me garantiram que eles estavam apenas felizes que eu estava segura. Eles não sabiam os detalhes, mas entenderam que tinha muita coisa acontecendo com os meus pais. — Lana — ela sorriu para mim e, em seguida, voltou a sorrir para Sawyer. — Olá, Sawyer. — Olá, Sra. McDaniel — respondeu ele educadamente. — Eu não sabia que você estava vindo visitar — disse eu, tentando descobrir o que estava acontecendo. — Papelada, vim por que você precisava assinar e eu percebi que podia ir fazer compras para o seu dormitório — explicou ela.

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Eu não tinha contado a Sawyer sobre a Flórida ainda. Eu estava com medo que minha mãe estivesse sendo otimista e podemos não ser realmente capaz de fazê-lo funcionar. — Oh, hum, bem — eu parei, tentando pensar em uma maneira de conseguir que Sawyer saísse daqui antes que minha mãe falasse alguma coisa sobre a faculdade. — Estaria tudo bem se eu for também? Lana chegou a ajudar a escolher as minhas coisas do dormitório por isso é justo eu ter de ajudar a escolher as dela — Sawyer resmungou com uma voz divertida quando caminhou até sentar na cadeira do meu tio. — Claro. Isso seria lindo! Não seria lindo, Lana? — Minha mãe perguntou um pouco entusiasmada. Como é que eu ia conseguir sair dessa? — Mãe, é preciso certificar-se de que todo o espaço está harmonizado e bom antes de irmos comprar coisas do dormitório. Quer dizer, ainda há uma chance de isso não funcionar e eu vou ter de ficar em casa por dois anos e ir a um faculdade comunitária. E se a casa não vender? Sawyer sentou-se relaxado e inclinou-se para frente. — O quê? Por que não funcionaria? Eu tinha a impressão de que era um negócio feito. Ele estava dirigindo a pergunta à minha mãe como soubesse o que diabos ele estava falando. — Sawyer — Comecei e fui cortada pela minha mãe.

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— Sawyer — ela acalmou. — Lana, a casa está vendida. Fiz dinheiro suficiente para pagar todos os quatro anos de sua educação e me comprar um condomínio de bom tamanho na praia. Dessa forma, quando você estiver fora me deixar na Flórida, eu ainda posso estar perto o suficiente da minha irmã, quando eu precisar de alguma companhia. Ela disse Flórida. Será que Sawyer acha que eu estava atrás dele? Perseguindo? Encolhendo-me, forcei-me a encontrar seu olhar. Ele sorriu e levantou e caminhou até mim. Ambas as mãos em volta da minha cintura me puxando contra ele inclinou a cabeça para baixo para sussurrar no meu ouvido, — Você realmente acha que eu estaria tão animado sobre a faculdade se pensasse que estaria deixando minha menina para trás? — Você sabia. — Eu suspirei aliviada. — Sim, eu sabia. E se por um segundo tentar voltar me para fora da Flórida eu vou sequestrá-la pessoalmente e levá-la comigo — brincou ele, em seguida, apertou um rastro de beijos no meu rosto até que sua boca pairou sobre a minha. — Eu não vou perder você de novo. Você está comigo. Eu quero você ao meu lado. Sempre. — Isso não é doce. — A voz contente da minha mãe lembrou de que nós não estávamos sozinhos. Apertando minha cintura mais uma vez Sawyer entrou ao meu lado para nós dois ficarmos de frente para minha mãe. Seu sorriso era tão brilhante e feliz. Era raro para minha mãe

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sorrir. Eu cresci com ela tão carrancuda com o meu pai que não era algo que eu estava acostumada. Eu gostei. Ela não era pouco atraente quando sorria. Por que não podia ter sorrido mais para mim quando eu estava crescendo? Talvez a nossa casa teria sido um lugar mais feliz. Talvez ela me amasse, afinal. Ela vendeu sua casa. Ela amava sua casa. Era um símbolo de status para ela em Alpharetta. Ela estava dando isso...para mim. — Obrigado, mãe. Por tudo. Eu não posso acreditar que você vendeu a casa. Mas eu sou muito grata. Eu prometo que um dia eu vou fazer isso com você — assegurei a ela. Franzindo a testa, ela se levantou e sacudiu a cabeça. — Eu sou sua mãe, Lana. Você não vai fazer isso para mim. Este é o meu trabalho. Você foi um doce a vida inteira, amável, carinhosa criança que não me deu muitos problemas. Você pegou o que seu pai e eu jogamos em você e você fez um trabalho. É a sua vez, menina. É sobre você neste momento. Não sobre mim e os meus desejos ou o seu pai e suas escolhas egoístas. Agora, é tudo sobre você. Soltei a mão de Sawyer e fechei a distância entre minha mãe e eu. Eu não tinha a abraçado nos últimos anos. Mas agora eu queria abraçála bem apertado e deixar que ela saiba que eu a amava. Muito. Ela pode ter cometido erros, enquanto eu estava crescendo e poderia não ter sido perfeita, mas eu a amava. Pela primeira vez na minha vida eu percebi que ela me amava também. Ela realmente me amava.

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Seus braços me seguraram com força contra ela. — Você vai viver a vida que você sempre quis. Há uma mundo lá fora esperando por você e um futuro maravilhoso. E um menino muito bonito esperando para vivêla com você. Rindo, virei a cabeça e olhei Sawyer. Ele piscou para mim e meu coração se agitou em meu peito. — Tudo bem, vocês dois, isso é o suficiente das coisas piegas. Vamos às compras antes que eu precise voltar a cabeça para casa e iniciar a arrumação — disse minha mãe, acariciando minhas costas antes de soltar-me. Sawyer estendeu a mão para mim e eu coloquei a minha na dele. — Vamos fazer compras — disse ele com um olhar divertido. Eu tinha certeza de que sua ideia de fazer compras não estava nem perto do que compras com minha mãe realmente era. Ele não tinha ideia do que estava por vir.

Sawyer me abandonou, esta manhã, por uma garota. Eu não pude deixar de sorrir. Eu era o único que normalmente matava o treino. Foi uma mudança agradável ser ele não aparecendo. Eu não podia imaginar

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por que ele quis ir às compras com Lana e sua mãe. Aquela mulher era batalhadora. Para não falar que sendo compras. Quem vai às compras com sua garota? Então, novamente, Ash nunca me pediu para ir às compras com ela. Se ela pedisse, eu iria. Descendo as arquibancadas, eu diminuí o ritmo. Esta tinha sido a minha centésima viagem cima a baixo. Era hora de pesos. Quando cheguei aos fundos, limpei minha testa com a minha toalha e tomei um longo gole da garrafa de água que tinha deixado sobre a arquibancada inferior. — Olá, Beau. — A voz profunda, e familiar atrás de mim não era uma voz querida. Abaixando minha água eu joguei a toalha por cima do meu ombro e virei para enfrentar Harris Vincent, meu tio/pai biológico. — Sawyer não está aqui — eu respondi e desci os últimos degraus para a casa de campo. — Eu não estou aqui para ver Sawyer. Estou aqui para te ver — Harris disse e eu parei de andar. Eu? Ele queria falar comigo? Seu pequeno segredo sujo? Eu virei para trás. — O quê? — Foi a única resposta que ele teve de mim. Gostaria de ficar aqui e ouvir o que ele tinha a dizer, por uma razão e uma única razão, Sawyer. — Eu, uh, eu vi você praticando na última semana. Você pareceu bem lá fora. O meu treino? Que diabos ele estava falando? Tive treinando em

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Tuscaloosa. Certamente ele não quis dizer aquilo. — Eu vim para assistir. Você fazer ali. Dando um passo em direção a ele para que ele pudesse me ouvir sem gritar, eu perguntei — Você veio ao meu treino de Bryant-Denny? Por que você faria isso? — O homem ainda não tinha chegado ao hospital quando eu tinha quebrado a clavícula não ligava nenhum pouco. Ele não era exatamente ativo na minha vida. — Eu fui ver os treinos de ambos os meus filhos, na semana passada. Eu congelei. Ele me chamou de filho. Eu comecei a balançar minha cabeça. — Não, não, você não consegue fazer isso. Eu. Não. Sou. Seu. Filho. Eu tinha que ficar longe deste homem. Ele era o pai de Sawyer, eu não queria machucá-lo. Mas MALDIÇÃO se ele ia me chamar de seu filho. — Você é meu filho. Eu não mereço você, mas você é meu. Você pode me negar. Você pode me odiar e você tem todo o direito. — Droga certamente eu tenho — eu rugi. — Isso não muda o fato de que tenho orgulho do homem que você se tornou. O homem que você se tornou sem nenhuma ajuda minha. Eu estava tomando altos, suspiros de ar. O que ele estava fazendo? Por que ele estava fazendo isso? — Orgulhoso de mim? Por quê? Porque eu posso jogar futebol?

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Porque eu estou jogando no seu ambiente familiar? Porque isso é só besteira. Harris balançou a cabeça. — Não, não é porque você está jogando no mesmo campo de futebol que uma vez joguei. Embora isso me faça sentir um toque de orgulho. Eu não posso evitar. Mas isso é apenas um momento em sua vida. O homem que acabou por ser é o que me deixa orgulhoso. Você fez escolhas ruins e você esteve no caminho errado, mas você também foi forte o suficiente para sair desse caminho e encontrar um que levaria você em algum lugar na vida. O mundo queria chamá-lo de perdedor, mas você era muito mais forte do que eles imaginaram. Você lutou contra. Você pegou a vida que você queria e você lutou por isso. Mesmo quando o resto do mundo achava que você não ia fazer nada de si mesmo. Você provou que eles estavam errados. Isso, meu filho, é por isso que eu estou orgulhoso de você. Eu queria gritar do alto de meus pulmões com a injustiça deste momento. Eu precisava desse homem quando eu era novo e assustado. Mas agora? Eu não preciso dele agora. — Um homem sábio uma vez me disse que você não tem que me perdoar. Você não tem que gostar de mim, mas você precisa saber que eu te amo. Que eu estou orgulhoso de você. Tudo o que eu precisava fazer era dizer-lhe. Como você lida com isso ou leva isso não é o que é importante. O que é importante é que você sabe. — Ele me deu um aceno curto e linhas de preocupação e de expressão derrotado quando ele se virou para ir embora fizeram algo dentro do meu peito queimar. Eu não entendo isso, mas eu não preciso. Não agora.

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— Harris — Eu notei a sua forma de se retirar. Ele parou e virou para olhar para mim. — Sim, Beau? Engoli em seco, nervoso, sem saber como dizer isso exatamente. Porque suas palavras não fizeram isso melhor. Não consertar o passado. — Eu não sei o que fazer com isso ainda. Eu nunca sei o que fazer com isso. — Fiz uma pausa quando uma memória me veio de Harris em pé no muro, durante uma das minha aulas de jogos de futebol como ele bem disse, o meu treinador depois de ter me tirado de um jogo. Eu tinha perdido o treino um dia antes, porque minha mãe tinha ficado doente com a gripe e eu precisava levá-la ao Centro de cuidados urgentes em Mobile. Era o lugar mais próximo de cuidados de saúde gratuito ao redor. Eu tinha sido colocado no jogo uma vez que o treinador voltou para a margem. Toda vez que eu olhava de volta para a vedação durante o jogo, Harris tinha estado lá de pé com os braços cruzados na frente do peito como se ele estivesse guardando algo ou alguém. — Esse jogo, na escola quando eu tinha perdido o treino no dia anterior. Fiquei no banco de reservas. Em seguida, quando o treinador voltou de uma acalorada discussão com você, ele me colocou no jogo, — Eu parei e estudei seu rosto e vi a resposta em sua expressão. — Você o forçou a me colocar, não foi? Harris me deu um sorriso triste. — Não foi sua culpa, você tinha que levar sua mãe para ver um médico. Foi uma decisão injusta por parte do treinador Madison e eu o lembrei exatamente como imprudente seria sua decisão de deixar o seu melhor receptor no banco. — Isto não

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corrigia tudo de errado. Mas ele me disse que, às vezes, mesmo que eu não soubesse, ele tinha olhado para mim. Eu apenas não sabia. Outros exemplos na minha vida, quando as coisas pareciam ruins e, em seguida, tudo de repente estava bem sem nenhuma explicação: tinha sido sempre ele? — O treinador não era um grande fã meu — eu respondi. Harris levantou uma sobrancelha. — Bem, você não era exatamente o cara mais confiável na equipe. — Deixei escapar uma risada curta. — Eu joguei tão bem de ressaca como sóbrio. O sorriso em seu rosto não era algo que eu estava acostumado a ver dirigido a mim. — Você provavelmente fez — ele concordou. Ficamos ali olhando um para o outro como se estivéssemos com medo de que tudo voltaria ao normal no momento em que ele se afastasse. — Olha, meu filho — ele limpou a garganta — ou Beau se é isso que você prefere que te chame. Se você quiser ir comer alguma coisa em algum momento, ou pegar uma bebida, ou qualquer outra coisa...é só chamar. Eu estarei lá. Ele se virou e começou a ir embora quando eu não respondi. Antes que ele ficasse muito longe eu chamei. — Você pode me chamar de filho, se é isso que você quer.

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Epílogo Quatro anos depois...

— Vem cá, linda — eu gritei, tirando meu capacete e segurando meus braços aberto para Lana enquanto ela corria para o campo em direção a mim. Ela estava vestindo sua blusa azul que tinha o emblema do jacaré da Flórida na frente. Eu sabia que a volta dele, Vicent #10. Eu tinha feito isso para ela antes de meu primeiro jogo desta temporada. Ela gritou e pulou em meus braços. — Você fez isso! Você fez isso! — Ela choveu beijos por todo o meu rosto e eu apreciei cada minuto enquanto a segurava com as mãos em concha apertando sua bunda. — Bem, eu tive alguma ajuda — eu provoquei.

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Rindo, ela passou as mãos pelo meu cabelo suado e beijou minha testa. — Eu estou todo repugnante, baby. Ela inclinou-se para trás e olhou para mim, um sorriso aparecendo em seus lábios cheios perfeitos. — Sim, você está. O que a divertia eu não tinha ideia, mas ele tinha. Ela parecia estar à beira de rir sobre algo. Então ela agarrou meu rosto e apertou os lábios contra os meus novamente e eu não me importava mais. Eu só queria isso. — Parabéns, mano — A voz de Beau chamou e eu abri meus olhos enquanto Lana deixava minha boca. Eu a deslizei de volta para baixo para seu corpo ficar ao lado do meu quando me virei para ver meu irmão andando na minha direção em vermelho e branco. Ashton estava ao lado dele em uma camisa quase idêntica à de Beau. — Obrigado, cara. Você jogou bem. Que pegada fez na terceira era irreal. Eu tinha que me manter vaiando à margem. Beau riu e balançou a cabeça. — Eu avisei a eles que, apesar de bater em você os últimos três anos, o melhor artilheiro da SEC já tinha visto seria a partir deste ano. Ashton soltou Beau para vir abraçar Lana. Ela estava há quatro anos na Universidade de Flórida. Ash e Lana falavam várias vezes por semana. Beau e eu conseguíamos trabalhar juntos de quebra quando estávamos de volta em casa. Beau veio mesmo para o jantar de Natal dos últimos dois anos. Quando ele chamou de "Pai" nosso pai antes de sair

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para voltar para a escola depois da primeira pausa de inverno, eu pensei que nosso pai ia ter um colapso e até chorar. Não havia acontecido durante a noite, mas lentamente Beau e papai foram encontrando maneiras de consertar o que foi quebrado. Beau estava planejando propor a Ashton durante o jogo do campeonato SEC deste ano. The Florida Jacarés e Maré Vermelha se enfrentam mais uma vez nesta temporada. Além de nós, ninguém mais tinha sido capaz de tocar Bama este ano. O plano era para ter nossos pais lá, mesmo a tia Honey, quando Bama enfrentar os jacarés no jogo SEC. "Quer se casar comigo, Ashton Sutley Gray?" Estaria brilhando na tela grande no último trimestre, quando sobrasse apenas um minuto no jogo. Eu tive que ouvir horas de planejamento e as maquinações de Beau. Ele apenas quer isso direito. Estendi a mão e peguei a mão esquerda de Lana para beijar o marquês de diamante da corte que agora repousava sobre seu dedo anelar. O nosso compromisso, no mês passado, não tinha sido tão grande e produzido, embora tivesse feito dez horas de notícia. Depois de ganhar o meu primeiro jogo como zagueiro para a Flórida Jacarés, eu contornei todos disputando minha atenção e fui direto para Lana enquanto ela caminhava para mim. O técnico assistente da linha ofensiva manteve o anel enfiado no bolso durante o jogo, mas ele colocou na minha mão uma vez que o jogo tinha acabado. Ela correu para os meus braços, como sempre fazia depois do jogo, mas desta vez, em vez de

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pegá-la, eu me deixei cair em um joelho. Eu nunca vou esquecer o olhar em seu rosto ou a forma como ela soou quando ela disse que sim. Já não era eu, Beau e Ash contra o mundo. Eu tinha Lana e ela era o jogador número um do meu time.

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O Casamento - Sawyer e Lana Cinco anos mais tarde...

— Sawyer — Lana gritou quando eu me arrastei para a janela da sala de estar da minha mãe. — Você não deveria me ver antes do casamento. É má sorte. — A carranca em seus olhos não mascarou o animado tom de sua voz. Fechei a janela atrás de mim, em seguida, virei para apreciar a vista da minha incrivelmente linda noiva. Seu cabelo vermelho longo tinha sido enrolado, e os cachos em cascata livremente pelas costas. O vestido branco que ela usava era simples e elegante. Ele também abraçou a cada curva e minha mente foi instantaneamente para mais tarde, esta noite, quando eu seria o homem de sorte a tirá-lo. Diminuindo a distância entre nós, eu coloquei uma mão possessiva em seu quadril e a puxei contra mim, com cuidado para não enrugar o

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vestido ou a camisa. Não que eu me importasse, mas eu sabia que ela iria. — É o dia do meu casamento. Estou fazendo novas regras. Além disso, a coisa de não ver a noiva é uma merda. Eu não poderia ficar mais um minuto sem ver esses olhos bonitos. Sua expressão severa derreteu instantaneamente e ela sorriu para mim. — Uma garota não pode argumentar com essa lógica — ela ronronou e ficou na ponta dos pés para pressionar os lábios suavemente contra os meus. Um pequeno beijinho doce antes de se mudar de novamente. — Nós não podemos estragar minha maquiagem. Ash passou mais de uma hora sobre ela. Ela vai ficar chateada se borrar. Ash foi a última preocupação na minha cabeça. Agora, eu só queria a minha esposa. Fazendo uma pausa, eu olhava para ela e deixei afundar a palavra...esposa. Lana seria minha esposa em uma hora. Como eu conseguiu isso? Deus sabia que eu não merecia. Coloquei uma onda solitária atrás de sua orelha e corri suavemente meu polegar sobre o brinco de diamantes de lágrima que eu tinha comprado para ela por seu aniversário no ano passado. Ela era a coisa mais preciosa da minha vida e uma vez eu quase a deixei escorregar por entre meus dedos. — Sawyer, você tem que ir — disse, colocando as mãos no meu peito me empurrando suavemente. — Eu estou indo. Mas em primeiro lugar. — Fiz uma pausa e enfiei a mão no bolso pra tirar uma carta que eu tinha mantido guardada por cinco anos. — Eu quero ler uma coisa.

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Os olhos de Lana encontraram a carta familiar em minha mão e ela franziu a testa. Eu sabia que ela reconheceu. Ela tinha escrito depois de tudo. Mas ela não sabia que eu ainda tinha todos esses anos. — O que você está fazendo com essa carta? — Ela perguntou nervosamente. Eu sabia que não possuía boas lembranças para ela. Tinha sido ferida e quebrada quando escreveu as palavras que eu tinha memorizado. — O dia em que li esta carta, eu mudei. Completamente. Não porque eu finalmente percebi que eu estava apaixonado por você. Não porque eu tinha lhe causado dor. Eu mudei porque eu sabia naquele momento que você era o meu número um. Nada mais importava se eu não tivesse você. Eu comecei a dizer mais, mas Lana agarrou as lapelas do meu smoking e me puxou para ela. Todo pensamento sobre sua maquiagem foram embora quando seus lábios macios pressionaram avidamente contra o meu. Um pequeno furto de sua língua contra o meu lábio inferior e eu decidi que não estava realmente preocupado com as rugas nossas roupas.

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— O que vocês estão fazendo? — A voz horrorizada de Ashton me tirou da minha neblina. Eu rapidamente recuei dos braços de Sawyer e virei para enfrentar a minha dama de honra. — Nós uh, bem, nós estávamos, uh — eu gaguejei, nervosa. — Eles estavam se sugando — Catherine anunciou quando entrou na sala sorrindo como um gato Cheshire. Sawyer riu da observação de sua irmã mais nova e eu tive que lutar para não sorrir. Ashton não parecia se divertir com a situação. — Você estragou o seu batom. Sawyer, saia daqui antes que eu vá buscar sua mãe! — Ashton repreendeu e caminhou em minha direção parecendo uma princesa das fadas em seu vestido rosa e seus cachos loiros saltitantes em sua cabeça. — Relaxe, Ash. Estou indo embora. Eu só precisava ver a minha menina. Você sabe, certificar-me que ela ainda ia vir andando pelo corredor para me fazer o homem mais sortudo do maldito planeta. — Eu acho que vou vomitar — Catherine entrou na conversa empoleirada no sofá.

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Catherine e Cade não tinham estado em torno do Sawyer no verão. Eles tinham ido passar seis semanas com a avó. Tinha sido um ajuste para conhecer a grande família de Sawyer. Tinha sido sempre apenas eu e meus pais e meu pai havia nos deixado ficando por ser eu e minha mãe. — Ela vai fazê-lo até o altar. Eu prometo. Agora vai! — Ashton exigiu e Sawyer piscou para mim antes de se virar e sair da sala pela porta dessa vez. — Eu juro que vocês dois são tão difíceis. A regra é...— — Eu vou me casar com Sawyer, Ashton. Não vamos nos preocupar com as regras — eu interrompi. A frustração de sua face desapareceu e um pequeno sorriso tomou seu lugar. — Estou muito feliz por vocês dois — respondeu ela, enquanto seus olhos brilhavam com lágrimas não derramadas. — Não me faça chorar. Você já tem que corrigir o meu batom. Você não quer ter que corrigir os meus olhos também, não é? Sacudindo a cabeça Ashton agarrou minha mão e me levou até a cadeira onde eu tinha sentado por mais de uma hora, enquanto ela fixava-se no meu rosto pela primeira vez. — Eu estou indo corrigi-lo neste momento e você mantenha os lábios fora de Sawyer até que você diga 'eu aceito'.

Luzes brancas cobriam cada ramo de árvore no quintal dos Vincents. Uma centena de cadeiras brancas estavam alinhadas com

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curvas brancas simples ligadas na parte de trás de cada uma. Pétalas de rosa cobriam o caminho em frente me levando a Sawyer. A música Forever de Ben Harper começou a tocar nos alto-falantes. Isso foi minha sugestão. Sorri para o meu tio quando ele estendeu o braço para me levar. — Eu não posso acreditar que eu estou dando vocês, meninas, ambas para um menino Vincent, no espaço de um ano. — Ele riu baixinho. Virei o meu olhar de volta para o caramanchão coberto de luzes brancas onde Sawyer estava esperando por mim. Seu cabelo escuro enrolado ao redor do colarinho branco de sua camisa. Seus belos olhos verdes brilhavam de prazer quando se centraram em mim. Ele estava esperando por mim. Era hora de começar o nosso para sempre.

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O Casamento - Beau e Ashton

Quem era aquele cara? E como diabos ele conseguiu chegar até aqui? Chegando, eu puxei duro meu colarinho de linho branco e respirei fundo. Quanto mais eu pensava sobre tudo o que poderia dar errado, ficava mais difícil de respirar. — Você vai ter que ficar junto, cara. Ela não vai fugir. A menina gosta de você, ela te ama loucamente. O que é que você não consegue? O tom divertido de Sawyer combinava com o sorriso no rosto. Nossos olhos se encontraram no espelho enquanto ele estava atrás de mim. Eu queria acreditar que ele estava certo. Mas maldição se não foi difícil. Desde o

momento em

que Ashton se

levantou nas

arquibancadas e gritou, "SIM" em plenos pulmões no jogo SEC

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campeonato do ano passado, eu estava esperando para a realidade da sua decisão de aprofundar. Eu estava me casando, Beau Vincent. Eu sabia que ela poderia fazer muito melhor, mas dane-se, eu não quero que ela perceba. Cada dia que passa desde o momento em que eu deslizei o anel de diamante no dedo dela, eu estava esperando pelo fim deste conto de fadas. A vida sempre puxou o tapete debaixo de mim quando as coisas tinham sido boas. Agora que as coisas estavam perfeitas maldição como eles poderiam conseguir, isso iria acontecer de novo? — Eu não sou bom o suficiente para ela — Dizer as palavras em voz alta me fez sentir doente. O sorriso de Sawyer desfez em uma carranca. — Quem disse? Porque eu posso muito bem garantir que não é a verdade. Ninguém nunca vai amá-la tanto quanto você e, Ashton Gray te ama desde que éramos crianças. Você sabe mano, o pé frio é suposto ser o noivo a se preocupar em estar tomando uma má decisão. Não é o noivo que pensa que ela está tomando a decisão errada. Balançando a cabeça, virei para longe da minha reflexão e focando a minha atenção para fora da janela da casa de praia que meu pai tinha alugado para a ocasião. Ashton disse que queria um casamento na praia e meu pai tinha a certeza que ela tinha uma localização privilegiada. Eu estava tão malditamente orgulhoso no dia que eu a trouxe aqui para mostra-la. Ela gritou e bateu palmas quando saiu correndo para a praia de areia branca. Se eu ainda tivesse guardado qualquer amargura com meu pai, teria tudo derretido no momento que Ashton girou voltando da areia com

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entusiasmo proclamando que este era o local perfeito para o nosso casamento. Ele tinha feito Ashton feliz. Ele foi perdoado. — Lana disse que ela está linda e ela está delirantemente feliz. Pare de se preocupar. Este é o dia que você finalmente fará Ashton Grey totalmente sua.

A beleza simplista da decoração era tão Ashton. Ela disse que queria complementar a beleza natural do local, e não ultrapassá-la com outras coisas. Tudo estava perfeito, assim como ela.E ela me escolheu. — Por que eu? Ela poderia ter tido você. Por que ela me escolheu? Sawyer riu atrás de mim e eu olhei para trás por cima do meu ombro para vê-lo sorrindo. — Essa é uma pergunta que me perseguiu uma vez. Eu não conseguia descobrir isso também. Quer dizer, eu sou um bom partido malditamente bonito. Ele deu de ombros e me deu um tapa nas costas. — Você é a outra metade. Não eu. Nunca fui eu. Eu tenho a minha outra metade agora. Eu sei o que se sente. Ela só encontrou a dela antes de eu encontrar a minha. — O que Deus estava pensando fazendo de mim a outra metade de Ashton? — Ele estava pensando que ela merecia alguém que a amasse, não importando o quê — respondeu Sawyer. A convicção em sua voz diminuiu um pouco o meu medo.

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— Eu vou amá-la até o dia que eu morrer. Ela realmente é o meu mundo. Sawyer concordou. — Percebi no dia que você a escolheu a cima de mim — Meus lábios se curvaram em um sorriso. — Sim, eu acho que você fez.

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— Ok menina, é isso — sussurrou Lana, descendo para apertar minha mão com força. — Eu não posso acreditar que está quase na hora — eu respondi, olhando para frente para a porta que dava para a praia. Os padrinhos tinham tudo seguido Beau para fora enquanto eu tinha ficado lá em cima escondida. Eu não tinha que olhar para fora para saber que à direita do Beau ficou Sawyer, seu padrinho de casamento. Então Harris Vincent estava ao lado de seu filho mais velho. Depois de Harris, ficou Ethan e Jake. Lana tinha me trazido para baixo antes das damas de honra terem feito o seu caminho para fora da porta para que elas pudessem me desejar sorte. Lana era minha dama de honra. Ao lado dela, Leann estaria esperando na frente. Então Jessica e minha companheira de quarto da faculdade, Crystal. — Você está absolutamente deslumbrante. Nunca houve noiva mais linda na história do mundo. Lana sorriu para mim antes de pisar até a porta soprando-me um beijo, enquanto caminhava do lado de fora.

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— Ela está certa você sabe. Eu não acredito já ter visto uma noiva mais bonita. — A emoção na voz de meu pai causou o lacrimejar de meus olhos. — Papai, por favor, não me faça chorar. Ele estendeu o cotovelo para me levar. — Nunca. Pense em todos em suas roupas íntimas. Ouvi dizer que ajuda. Uma risada assustada rapidamente secou minhas lágrimas e eu me virei para olhar para ele. — Isso é o que você deveria fazer quando você está nervoso — disse a ele. Ele sorriu. — Funcionou não é? Eu apertei o braço dele. — Sim, funcionou. — Vamos fazer isso, menina. Aquele menino parecia tão assustado antes quando caminhava pelo corredor pensei que ele podia libertar-se e correr para cima para certificar-se de que você ainda estava lá. Não há necessidade de deixá-lo esperando. Ele pode sair do lugar e vir aqui atrás de você. Rindo da descrição muito precisa do meu pai, do meu futuro marido, assenti com a cabeça e dei um passo até a porta. Respirando fundo eu o segui para a luz perfeita do sol poente. No momento em que meus pés descalços tocaram a areia, eu levantei meu olhar para encontrar Beau. O temor e alívio em seu rosto quando eu fiz meu caminho lentamente em direção a ele enviou o meu

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coração em um frenesi selvagem, estar perto dele ainda me deixava tonta. Eu duvidava que algum dia fosse ser diferente. Sua boca perfeita mudou e eu li os låbios quando ele disse, "Eu te amo". O mundo ao redor de mim desapareceu. Tudo o que restava era eu e Beau meu passado, meu presente, e o meu futuro.

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Rai Serena Jose Manuela Marianna Raquel Anna Juliana

Michelle e Nina

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Livro 01 - The Vincent Boys

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Livro 02 - The Vincent Brothers

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02 the vincent brothers abbi glines  
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