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CENTRO EDUCACIONAL 30 DE JUNHO PROGRAMA ENSINO MÉDIO INOVADOR OFICINA: PRODUZINDO E EMITINDO COMUNICAÇÃO 2ª Edição Dezembro 2013

NESTA EDIÇÃO:

O que será do 30 de Junho em 2014?

Editorial

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Entrevista

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Fala Professor

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Acontece - ProEMI

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Os alunos serão transferidos para outras Unidades de Ensino?

Acontece - PME

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Depoimentos

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Os professores e funcionários deverão procurar outras escolas onde haja vaga?

Reportagem

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Para Refletir

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Opinião

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O Prédio onde funciona o Colégio foi vendido? O 30 de Junho será municipalizado? A Escola se tornará particular?

A escola irá acabar? Diante de tantas dúvidas, questionamentos e incertezas, o CNTJ decidiu buscar informações para esclarecer o que é boato e o que é fato em relação ao Futuro do nosso Colégio.

Vem com a gente e veja o que conseguimos apurar !

E mais EQUIPE CNTJ

ProEMI

REPORTAGEM

Oficinas do Programa Ensino Médio Inovador. Página 4

Depoimentos Conheça a experiência acadêmica de ex-alunas da escola.

As Drogas e o Aumento da criminalidade em Serrinha Página 7

Página 7

Opinião

AGRADECIMENTO

Resultado de Enquete Realizada com alunos sobre serviços prestados pela Escola.

Agradecemos as professoras Ilzete e Sandra, pelo incentivo e a diretora Ednalva, pela revisão final desta Edição.

Página 8

A Equipe produtora do CNTJ, coordenada e orientada pela professora Luciana Lara Mota Carneiro, é composta pelos seguintes alunos da Oficina Produzindo e Emitindo Comunicação do Programa Ensino Médio Inovador: Ana Gabrielle, Andréa Almeida, Daniely Cordeiro, Diogo Araújo, Gabriel Nascimento, John Wolter, Laiane Dias, Laís Santiago, Miguel Camay e Millena Tirço.


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Editorial Olá pessoal do 30 de Junho e demais leitores! É com muita alegria que publicamos a 2ª Edição do Jornal CNTJ, elaborado pelos alunos do ProEMI, participantes da Oficina Produzindo e Emitindo Comunicação e orientado e coordenado pela professora Luciana Lara Mota Carneiro. Esta edição do CNTJ está cheia de matérias interessantes, então vem com a gente: Ex proprietário do prédio da escola fala sobre a venda da sede, membros da Comissão de professores pela permanência do 30 se manifestam sobre o assunto. Veja também a divulgação do resultado da enquete realizada com alunos, as produções das Oficinas do ProEMI em fotos e depoimentos de ex-alunos. O jornal traz um tema preocupante: Drogas e criminalidade em Serrinha. Vocês verão também uma pequena homenagem a alunos da escola que foram premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e poderão refletir com a mensagem ‘Pais Maus’. Nosso Jornal também está disponível no blog do ProEMI: Proemi-30dejunho. blogspot.com.br. Acessem! Desejamos a todos uma ótima leitura!

Ficha Técnica

Entrevista Dr. Plínio Carneiro da Silva A 2ª Edição do CNTJ busca entender e esclarecer aos nossos leitores o futuro desta Instituição de Ensino, por isso realizamos uma entrevista com o último proprietário do prédio onde funciona o colégio, para esclarecimento de algumas dúvidas. Dr. Plínio Carneiro da Silva é advogado, ex-professor, Conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Município e sócio Majoritário da Rádio Continental AM.

da decadência do ensino, de forma generalizada. Foi unicamente com esse intuito. O padre (Lucas Di Nuzzo) estava disposto a vender, eu conversei com ele e comprei o prédio. Cheguei a fazer modificações, melhorias na área de construção, produzir uma escada nova, cresci as salas, reformei mais de 500 carteiras, paguei novos funcionários e professores em período de necessidade por falta de pessoal, tudo com recursos próprios, na vontade de conseguir implantar uma aprendizagem a altura da cidade, da juventude. CNTJ - É verdade que vendeu o prédio? O que o motivou?

CNTJ - Por que o senhor comprou o prédio da escola de Lucas Di Nuzzo? Plínio Carneiro - Quando adquirir o prédio, meu interesse era manter em Serrinha uma escola de 1º e 2º graus de bom nível. Fui professor durante muito tempo e sempre fui ligado a educação. Naquela altura da minha vida eu entendi que seria importante manter um colégio de boa aprendizagem em Serrinha, em face

Plínio Carneiro - Vendi. Tive algumas dificuldades, especialmente na relação com o governo. Foi uma luta com o governo do Estado; não conseguia um convênio, um aluguel de salas; tudo foi negado. Havia colocado muitos recursos pessoais no prédio, e em face das dificuldades eu repensei e, como se diz ‘caí na real’. Me entristeci e meu sonho morreu, que era manter um colégio de bom padrão de ensino em Serrinha, em face da decadência geral que aquela altura estava ocorrendo nos estabelecimentos de ensino, não só em Serrinha, como na Bahia. Mas fui vencido, não conseguir.

CNTJ - Em algum momento se arrependeu de ter comprado ou de ter vendido o prédio? Plínio Carneiro - Não. Não há arrependimento de ter comprado ou de ter vendido. O sonho é que não deu certo, mas não me arrependo do sonho. Comprei com esta boa intenção, investi muito, mas quando vi que meu sonho... as dificuldades de ser... eram tão grandes, que não dava para realizar (pausa) eu parei e pensei em vender, até que apareceu uma oportunidade e vendi. CNTJ - Quando decidiu vender pensou sobre as consequências deste negocio para a escola, alunos e professores? Plínio Carneiro - Diante da decepção que tive, quis me desvincular do projeto. Mas sabia que não teria problema, já que o comprador garantiu que não haveria prejuízo para o alunado, bem como para o segmento professor. O compromisso seria manter tudo como está. Plínio Carneiro parabenizou a escola e os alunos da Oficina pela iniciativa do Jornal CNTJ e colocou-se a disposição da mesma.

“ Meu sonho era manter um colégio de bom padrão de ensino em Serrinha, mas fui vencido, não conseguir... Meu sonho morreu.” Dr. Plínio na companhia da professora Luciana Lara e do estudante Miguel.

Miguel Camay e Plínio Carneiro, durante entrevista.

Coordenação e Edição Luciana Lara Produção: Ana Gabrielle, Andréa Almeida, Daniely Cordeiro, Diogo Araújo, Gabriel Nascimento, John Wolter, Laiane Dias, Laís Santiago, Miguel Camay e Millena Tirço.

Esclarecemos aos leitores do CNTJ, que a entrevista realizada não pôde ser publicada na sua totalidade, por envolver nomes de terceiros, cuja divulgação não foi autorizada pelos mesmos. O CNTJ espera contar com a compreensão de todos!


Fala Professor

Reflexões sobre o futuro do 30

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Por Márcia Freitas e Eliana Carvalho, membros da Comissão de Luta dos Professores em favor da permanência do 30 de Junho. "Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor de nosso jardim e não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada" Maiakóvski

É sabido, por toda a comunidade atendida, quão árdua tem sido a escrita da história do Centro Educacional 30 de Junho. Em 2012 o 30 de Junho foi surpreendido por ações em prol da municipalização do ensino com a tomada das séries iniciais do ensino fundamental e, em consequência disto, hoje vemos que alguns dos nossos colegas de trabalho foram defenestrados, assim como papéis em descarte; jogados ao próprio destino na busca de vaga de trabalho em outra U.E. Existimos há décadas como Unidade de Ensino coesa e proativa, entretanto, não temos um prédio próprio: temos estudantes criativos, muitos egressos bem sucedidos, professores comprometidos com a qualidade da educação pública, funcionários cuidadosos e gestão competente e transparente, mas não temos paredes, teto, portas, janelas e, literalmente, chão. Ironicamente cons-

OBMEP Todos os anos nossa escola participa e/ou desenvolve várias atividades e Projetos. Projeto de Leitura e de Ciências, Trabalhos de Campo e de Pesquisa, DNA (Desafio Nacional Acadêmico), AVE, TAL, EPA, FACE, PROVE e a OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), organizada pela professora Lucicleide Araújo, contando com o apoio dos demais professores de Matemática da escola. Na OBMEP alguns alunos se destacaram em todas as edições que participaram, e por isso prestamos nossa homenagem a alguns deles.

truímos nossa identidade institucional e, portanto, nossa história, beneficiando um patrimônio físico que não nos pertence. A comunidade serrinhense precisa mobilizar-se para impedir que mais uma escola pública seja fechada e exigir do governo a aquisição de uma sede própria para o 30 de Junho, pois é inadmissível que décadas de trabalho sejam ignoradas e todas as conquistas, pautadas numa filosofia de trabalho que nos identifica enquanto instituição, sejam desvalorizadas. Em cenários brasileiros, poucos municípios têm demonstrado competência no tocante à gestão da educação básica com vistas na qualidade do ensino e valorização dos seus profissionais. O que é visto claramente é o desmantelo gradual de equipes e projetos pedagógicos, maquiados por propostas insustentáveis por desprezar alguns elementos imprescindíveis ao processo pedagógico:

Graziela Souza e Silva foi premiada no ano de 2010 com Certificado de Menção honrosa, quando estudava na 8ª série. Bruno Santos Mota Oliveira participou da OBMEP em todos os anos de sua vida acadêmica nesta U.E., sendo premiado em todas elas, a nível Regional e Nacional: Na 5ª série, com medalha de Bronze e Menção Honrosa; na 6ª série, medalha de bronze e de ouro. Nas 7ª e 8ª séries, menção honrosa. No ensino médio: 1º ano, com medalha de prata e Menção Honrosa, 2º ano, Menção Honrosa e 3º ano Medalha de Ouro e medalha nacional. Tamillys Santos Mota Oliveira também participou da OBMEP em todos os anos de sua vida

Formação adequada de gestores e docentes; compromisso e engajamento com a educação de qualidade e a responsabilidade com o presente e o futuro dos sujeitos envolvidos, além do zelo pelas instituições. Quando todos - os que já foram e os que ainda poderão ser expulsos desta UE – saírem, o 30 de Junho jamais será o mesmo, ainda que conservem suas características físicas e tragam outros profissionais qualificados e competentes, pois a energia que alimenta nossos projetos e nossa prática pedagógica vem de cada um de nós. Reflitamos mais uma vez: Seria justo, em nome de tudo o que já vivemos e sonhamos, sucumbirmos, silenciosa e obedientemente como corpos dóceis e servis? Quiçá, no movimento tão imprescindível quanto inexorável, próprio dos momentos de crise e reorganização cíclica, sejamos capazes de olhar para o futuro desta

acadêmica nesta U.E., sendo premiada na maioria delas: 6ª série, com medalha de prata e menção honrosa; 8ª série, medalha de Ouro e menção honrosa. No 1º ano, menção Honrosa, 2º ano, medalha de prata e menção honrosa e aguarda ansiosa o resultado deste ano, já tendo sido aprovada na 1ª e 2ª Fases. Estes alunos cursaram nesta escola todo Ensino Fundamental e Médio. Bruno se formou em 2012, Tamillys está cursando o 3º ano do Ensino Médio e Graziela, cursa o 1º ano. Desejamos muita sorte e sucesso a todos, e que eles sirvam de exemplo aos demais alunos desta e de outras escolas, acreditando em seu potencial, e com dedicação conquistem seus sonhos e objetivos.

instituição com a mesma esperança que olhamos e lutamos nos dias atuais. Pelas razões supracitadas é que, na tentativa de compreender este processo – compra e venda do prédio, municipalização sem aquiescência da comunidade – nós, professoras desta U.E, nos mobilizamos junto a autoridades locais argumentando acerca da manutenção de nossa instituição, dada a sua importância na educação em nosso município. Sendo assim, estamos aguardando que o Ministério Público averigue o caso para que, a partir daí, definamos os termos das próximas ações em prol do nosso 30 de Junho, numa ação conjunta escolacomunidade, conscientes de que é imprescindível para todos nós a sobrevivência desta escola, para que ela siga cumprindo seu papel social de educadora comprometida com o processo ensino aprendizagem, e com o futuro de tantos jovens adolescentes e suas famílias que nela acreditam.

Tamillys e Bruno, recebendo premiação no ano de 2012.

Tamillys e Bruno, na companhia da professora de Matemática, Lucicleide, organizadora da OBMEP na escola.


Acontece

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Oficinas do ProEMI

O Programa Ensino Médio Inovador - ProEMI, coordenado pela professora Luciana Lara Mota Carneiro, desenvolve nesta Unidade de Ensino Oficinas que atendem às necessidades e anseios dos estudantes, com foco na promoção de melhorias significativas para sua aprendizagem, permitindo a diversidade de práticas pedagógicas e uma unidade entre teoria e prática, ampliando o tempo dos alunos na escola e garantindo uma rica aprendizagem para os estudantes envolvidos. Conheça um pouco mais das Oficinas do ProEMI que acontecem no Centro Educacional 30 de Junho:

Oficina Produzindo e Emitindo Comunicação Professora Luciana Lara Mota Carneiro Incialmente ministrada pelas professoras Sandra Souza e Ilzete Lima; em Licença médica e recém-aposentada, respectivamente, a Oficina, atualmente conduzida pela coordenadora do ProEMI, professora Luciana Lara, desenvolve habilidades de leitura, interpretação e produção de diversos gêneros textuais em diversos contextos e áreas de conhecimento. A principal atividade da Oficina é a produção deste Jornal impresso, também disponível em página da internet, oportunizando aos alunos envolvidos, além do desenvolvimento em produções textuais, a atuação e organização no desenvolvimento pessoal e social, tornando o aluno mais desinibido e sociável.

Oficina Calculando e Multiplicando o Aprendizado Professora Lucicleide Araújo de Oliveira. Uma proposta que tem sido implementada sob forma de oficinas apresenta expressivamente efeitos positivos, pois além de permitirem um grau de envolvimento amplo dos alunos, ampliam seus conhecimentos, desconstruindo possíveis medos e/ou sensações desagradáveis na aprendizagem matemática. Metodologias alternativas responsáveis são imprescindíveis, no sentido de fazer com que os alunos percebam que aprender matemática – seus conceitos e/ou suas aplicabilidades - pode ser um percurso prazeroso através de descobertas, autonomia e coragem de enfrentar desafios. Nesta Oficina são realizadas diversas atividades; escritas, lúdicas, dinâmicas, vídeos, jogos, brincadeiras, enfim, atividades que envolvam o aluno e auxiliem na aprendizagem da Matemática.

Oficina Experimentando e Praticando Ciências Professor Giancarlo de Almeida Cordeiro. Esta Oficina realiza atividades que integram teoria e prática, desenvolvendo metodologia para sistematização do conhecimento. São realizadas periodicamente análises, investigações e produções, através de trabalhos de campo e pesquisa e especialmente através de experimentos a respeito de uma série de conteúdos de ciências naturais, promovendo o aprofundamento teórico, bem como estimulando e despertando nos alunos a curiosidade e o interesse acerca do conhecimento científico, auxiliando os estudantes na construção de novos conhecimentos.


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Oficina Cantando e Expressando Arte

Oficina ministrada pelas professoras: Márcia, aulas de Canto e Coral e Ana Paula, aulas de Arte. Professora Márcia Costa de Freitas. A oficina Cantando e Expressando Arte - Canto Coral, ministrada pela professora Márcia Freitas, conta com a participação e regência da maestrina Viviane Ramos. A mesma visa o desenvolvimento de habilidades musicais, através do desenvolvimento de técnicas respiratórias voltadas para o canto, leitura e interpretação de partituras; além de contribuir, através do seu variado repertório musical com a formação de novos padrões de apreciação musical. 0s Estudos neurocientíficos indicam os variados benefícios oriundos da sensibilização e práticas artísticas e, em específico da música, para o trato do déficit de atenção no processo de ensino e aprendizagem, uma vez que as atividades desenvolvidas nesta oficina, primam pelo contínuo estímulo aos elementos imprescindíveis à maturação cognitiva, como a atenção, a memória e a socialização de experiências. Professora Ana Paula Lima Melo. Ministrada pela Artista plástica e Arte-educadora Paula Lima, a Oficina Cantando e Expressando Arte - Artes, visa proporcionar aos alunos a sensibilidade para as Artes, desenvolvendo a percepção, a reflexão e imaginação. Em meio a tintas, lápis, inúmeros materiais e cores, os alunos expressam sua criatividade e aprendem a apreciar e refletir sobre suas produções e a dos colegas, em um ambiente harmonioso, onde a música tem papel fundamental para a sua concentração. São Atividades que valorizam diversas culturas, em aulas dinâmicas e interativas, que fazem com que os alunos conheçam o universo das Artes Visuais, dança, música e teatro, para que possam compreender e identificar a arte como fato histórico, respeitando a existência dos padrões artísticos e estéticos.

Oficinas do PME O Programa Mais Educação (PME), foi criado pelo Ministério da Educação (MEC), e tem como prioridade contribuir para a formação integral de crianças e jovens, ampliando tempos e espaços de aprendizagens, além de buscar a melhoria no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). No Centro Educacional 30 de Junho o Programa Mais Educação, coordenado pela professora Eliana de Carvalho Santana, desenvolve diferentes ações, incluindo atividades de reforço escolar, através de Oficinas destinadas a alunos do Ensino Fundamental.

Oficina de Esporte e Lazer: Formação e fortalecimento das equipes de Futsal e Voleibol para participação no Campeonato Inter classe e no JERP. Oficina Promoção da Saúde: Estudo e campanha contra o uso de drogas e entorpecentes, enfatizando o uso do tabagismo e seus efeitos ao organismo. Projeto Educação Sexual, com Stands, Projeção de Filmes, distribuição de brindes diversos. Oficina Rádio Escolar: Implantação da Rádio Escolar – visita à Rádio Continental; Entrevista com radialista; Entrevistas com professores e com a Coordenação do PME; Divulgação dos eventos da Escola. Acompanhamento Pedagógico: Matemática: Atividades utilizando jogos, xadrex, revistas de raciocínio lógico; Letramento: Oficina de produção textual; portfólio. Interface com projeto de Leitura.

Eliana, coordenadora do PME


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Depoimentos

Ex-alunas da escola relatam sobre sua experiência na vida acadêmica.

Por Helena Rachel da Mota Araújo Helena Rachel é graduada em Ciências Biológicas e mestre em Diversidade Animal pela UFBA e atualmente é professora substituta na mesma universidade.

Estudei no Colégio Solange Maria, de 2001 a 2005 . Foi uma época intensa e uma das melhores da minha vida, não só pelo aprendizado acadêmico, mas também pelas relações de amizade entre os alunos e professores. O colégio me proporcionou diversas experiências, principalmente com relação a parte cultural, que envolveram a participação em diversas peças, ‘micos’ com apresentações diversas e trabalhos com pinturas (trabalhar pintando no refeitório geraram boas conversas e muita degustação de feijão tropeiro, kkk). A relação com os professores sempre foi fácil, o que possibilitou conversas sobre quais seriam meus objetivos depois do ensino médio e muito apoio sobre a decisão que tomaria. Apesar das dúvidas e mesmo sem ter a noção do que era a Universidade Federal da Bahia, consegui isenção para o vestibular e

me inscrevi para Ciências Biológicas. Passei na 1ª fase sem acreditar que realmente tinha acontecido e me desesperei quando não conseguia me concentrar para estudar para a 2ª fase. Mas com o apoio de algumas pessoas e elas sabem quem são, consegui estudar e realizei a prova em Salvador. Depois dos dois dias de prova sai em completa depressão, nem queria falar sobre como tinha sido, porque na minha cabeça não passaria. Nem acreditei quando vi o resultado, são insanas as emoções que te abrangem nesses momentos. Deu início a uma nova fase da minha vida. Em março de 2006 sai da casa dos meus pais, mudei de cidade e com 17 anos eu tinha uma nova vida. A UFBA foi um mundo de descobertas e muita novidade, além de passar a morar em uma capital e viver em um ritmo frenético. Descobri-me na biologia no primeiro semes-

tre, várias dúvidas me acompanharam nos meus 4,5 anos de curso e muitas me acompanham até hoje, mas não me arrependo de ter seguido esse caminho. Em 2011 vi a oportunidade de fazer mestrado também na UFBA, em Diversidade Animal. Fiz a prova, passei e depois de 2 anos de estudos e trabalhos, defendi minha dissertação e agora sou mestra. Mas, ainda existem planos para serem postos em prática e dúvidas para serem esclarecidas. Uma certeza, o doutorado, talvez em 2014 ou 2015, é um sonho que tenho e irei realizar. Continuarei nessa área que me encanta e que me faz bem trabalhar, contudo ainda busco desafios. A carreira acadêmica não é fácil, ela é cansativa e em muitos casos traz algumas privações, contudo é uma carreira bela e que dependendo da sua vontade, trás grandes realizações.

“ Estudei no Colégio Solange Maria,[...] Foi uma época intensa e umas das melhores da minha vida, não só pelo aprendizado acadêmico, mas também pelas relações de amizade entre os alunos e professores.”

Por Aleriles Carneiro Campos Aleriles é musicista da Orquestra NEOJIBA* e estudante do curso de Engenharia Civil, no Centro Universitário Estácio da Bahia - FIB.

Sou estudante de Engenharia civil e Musicista, minha vida acadêmica é bastante proveitosa, uma vez que assimilo o conteúdo de maneira satisfatória, buscando sempre ir além do que é transmitido em sala de aula. Por isso não me contento apenas com o que aprendo na faculdade. É preciso buscar o conhecimento não só em sala de aula, mas também fora dela, ou seja, onde ele estiver. Assim, enriqueço muito mais o meu aprendizado. Essa facilidade na aprendizagem deve-se ao fato de ter estudado na ótima Escola 30 de Junho, onde há professores capacitados, que trabalham com dedicação e competência, sempre preocupados com a formação do aluno de maneira plena para que ele desenvolva todo o seu potencial. Dessa forma, apesar de ter estudado numa escola

estadual, nada me impediu de alcançar uma faculdade, porque quando se tem um objetivo na vida, a caminhada torna-se mais suave, independente da escola onde se concluiu o ensino médio. Todos nós temos potencial para chegar aonde quisermos, pois o limite está na mente de cada um. Portanto, quem se propõe a conquistar seus sonhos, não pode jamais perder a empolgação pela vida, é preciso sempre termos objetivos, e confesso que conquistei grandes objetivos: A Engenharia e a música. Minhas conquistas com a música foram muito importantes, me proporcionando conhecer um mundo diferente do que estava acostumada. Me apresentei com Orquestra, viajei; o que era algo quase impossível para uma pessoa que começou tudo em uma filarmônica no interior

onde eu residia. Assim, consegui me dedicar com bastante responsabilidade porque a exigência para se tocar numa orquestra é muito grande, e, dessa forma, me desenvolvi muito, não só como musicista, mas também como ser humano. Hoje a música e a Engenharia andam lado a lado. Há pouco tempo estive na Europa, onde participei de um evento na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Portugal, conheci grandes músicos e fiz parte de uma oficina de música, portanto o estudo da música e o aprendizado na escola me deram uma disciplina muito boa, que aplico na minha vida profissional e pessoal. Enfim, a música educa, transforma. Portanto estudar, acreditar e ser dedicado nos levam longe. *NEOJIBA

“Todos nós temos potencial para chegar aonde quisermos, pois o limite está na mente de cada um[...]Quem se propõe a conquistar seus sonhos, não pode jamais perder a empolgação pela vida.”

- Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia


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Reportagem

Drogas e Criminalidade

O USO DE DROGAS E O AUMENTO DA CRIMINALIDADE EM SERRINHA A criminalidade vem aumentando na cidade de Serrinha, acompanhada de mortes por assassinatos, prisões, ameaças e temor da população. Percebe-se que há uma relação deste aumento da criminalidade com o uso ou tráfico de drogas ilícitas. De acordo a relato de policiais, ouvidos pela equipe do CNTJ, mais de 60% dos crimes ocorridos nos últimos meses na cidade tem relação com as drogas, e com o surgimento do Crack, potencializou-se o consumo e o tráfico, aumentando ainda mais a criminalidade. Para sustentar o vício ou para pagar dívidas de drogas, os usuários cometem crimes, muitas vezes com violência. Na maioria das vezes as vítimas de homicídios são jovens que se envolvem com o uso de drogas e não conseguem pagar as dívidas com os traficantes que, muitas vezes, sentenciam essas pessoa à morte.

Ocorrem também crimes contra o patrimônio, como furtos e roubos. A maioria dos criminosos presos em Serrinha, por crimes que envolvem drogas, apresentam entre 18 e 30 anos. O Uso de drogas enfraquece o relacionamento nas famílias, no trabalho, no circulo de amizade, enfim, em toda uma comunidade. Causa perdas econômicas e emocionais, além de trazer problemas à saúde e aumentar os crimes na sociedade. Além da dependência, o uso constante pode provocar overdose, levando a pessoa à morte. É necessário a aplicação de medidas preventivas para minimizar a situação: Um maior investimento em políticas públicas, capazes de diminuir a influência das drogas sobre o aumento da criminalidade; utilização de rondas ou patrulhas constantes, tanto diurnas como noturnas, reprimindo a utilização

Pais Maus Dr. Carlos Hecktheuer - Médico psiquiatra Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães, eu hei de dizer-lhes: - Eu os amei o suficiente para ter-lhes perguntado aonde vão, com quem vão, e a que horas regressarão. - Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio, e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia. - Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar os doces que tiraram do supermercado, ou revistas, do jornaleiro, e fazêlos dizer ao dono: "Nós tiramos isto, e queríamos pagar". - Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, 2 horas, enquanto limpavam o quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos. - Eu os amei o suficiente para deixá-los ver, além do amor

que eu sentia por vocês, o meu desapontamento e as lágrimas nos meus olhos. - Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. - Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para lhes dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até me odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque, no final, vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais; quando eles perguntarem se os seus pais eram maus, os meus filhos vão lhes dizer: “Sim, os nossos pais eram

Manchetes retiradas do portal Clériston Silva, no endereço: cleristonsilva.com.br

de drogas ou ações ilícitas; estimular a criação de grupos que preparem os jovens a seguirem doutrinas éticas, fraternas e filantrópicas, como os Escoteiros, os DeMolay, dentre outros. Também se faz necessário maior investimento dos governos Estadual e Municipal nas Polícias Cívil e Militar; aumento de pessoal e viaturas, melhoria de equipamentos e salários mais dignos; a criação de uma delegacia de homicídios e antidrogas na cidade, auxiliando na elucidações dos crimes, ajudando a diminuir os números de homicídios, já que afasta a sensação de impunidade, tanto para os criminosos quanto para à sociedade, bem como a implantação de Polícia Comunitária, em bairros mais violentos.

Serrinha sempre foi considerada uma cidade tranquila e sem violência, porém a criminalidade vem crescendo e percebe-se que um dos fatores que exercem influência direta neste problema é o uso de drogas. É imprescindível que os governantes tomem medidas urgentes para solucionar ou pelo menos amenizar as consequências sofridas pela sociedade. Igualmente importante cada cidadão exercer sua cidadania, auxiliando a sociedade serrinhense a ser novamente uma cidade tranquila e muito boa para se viver.

Agradecemos a colaboração de alguns Policiais, especialmente ao Policial Civil Adalto Júnior.

Para Refletir maus. Eram os piores do mundo. As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, frutas, torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes, comiam batatas fritas e sorvetes no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistiam em que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nossos pais insistiam sempre conosco para que lhes disséssemos sempre a verdade, e apenas a verdade. E, quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzi-

na para que saíssemos; tinham que bater à porta, para que os conhecessem. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, aos 12 anos, tivemos que esperar até os 16 para chegar um pouco mais tarde; e ainda levantavam para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos). Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, roubo, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por crime algum. FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS! Agora, que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos PAIS MAUS, como eles foram”.


A Equipe do CNTJ, realizou uma enquete com os alunos da escola sobre alguns serviços e atendimentos prestados por esta U.E. e disponíveis aos estudantes. Foram entrevistados 120 alunos, dos turnos matutino, vespertino e noturno, entre os dias 22 de outubro e 07 de novembro. As perguntas feitas foram: 1. Sobre as REFEIÇÕES servidas nesta escola (lanches e Almoço), você os considera... 2. Sobre o ATENDIMENTO dos funcionários (portaria, secretaria, sala dos professores, biblioteca e merenda), de forma geral, você considera o atendimento... 3. Sobre a LIMPEZA das salas de aula, sanitário, biblioteca e pátio, você considera a limpeza realizada... 4. Sobre o RESPEITO E CONSERVAÇÃO dos materiais disponíveis aos alunos na escola (como carteiras, mesas, ventilador, quadro branco, TV, computador, bola, jogos, livros), você considera que os alunos... Vejam o resultado da enquete nos gráficos ao lado. A equipe CNTJ encaminhou os resultados da enquete para direção da escola, que já está buscando soluções para melhorar cada um destes aspectos; reuniões já estão sendo realizadas com gestores e funcionários e sugestões serão ouvidas do Colegiado Escolar.

Opinião 1. Sobre as REFEIÇÕES servidas nesta escola

3. Sobre a LIMPEZA realizada

Nossas Considerações Respondendo aos questionamentos O prédio onde funciona nossa escola foi vendido. Desconhecemos o real objetivo do atual proprietário em relação ao futuro do prédio, mas de acordo ao apurado, não acreditamos que será para a criação de uma escola particular, como foi especulado. O Ensino Fundamental que funciona no Colégio foi todo municipalizado, é de responsabilidade do município, ou seja, da Prefeitura. Infelizmente, sobre os demais questionamentos não temos ainda resposta definitivas. Apenas algumas considerações:

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Os professores, com o apoio da direção, montaram uma Comissão de Luta em favor da permanência do 30 de Junho, já que consideram essencialmente importante manter viva a história do Colégio. O primeiro ato da Comissão foi realizar uma reunião com o diretor da Direc, Sr. José Jivaldo, que respondeu algumas perguntas acerca do problema. Confirmou que, embora ele não seja favorável, poderá haver remanejamento de professores e alunos para outras escolas, devido a municipalização. Ao ser questionado sobre a possibilidade da disso-

2. Sobre o ATENDIMENTO dos funcionários

4. Sobre o RESPEITO e CONSERVAÇÃO

O futuro do 30 de Junho lução da escola, deixou claro que sua posição é pela permanência do colégio, mas que a decisão final não caberia a Direc e sim a Secretaria do Estado. Foi realizada também uma reunião com o prefeito da cidade, Osni Cardoso, que disse não ter se planejado para adquirir o imóvel e que não sabe quem foi o comprador do prédio. Ao ser questionado sobre a possibilidade de o município ceder um terreno para o Estado construir um novo prédio para o funcionamento do colégio, afirmou que seria possível.

A Comissão encaminhou o caso ao Ministério Público e aguarda seu posicionamento. Sabemos que, mesmo que o 30 de Junho deixe de existir, os alunos não ficarão sem estudar, seriam transferidos para outras U.E., bem como a equipe de professores e funcionários, que buscariam vaga em diversas escolas da Direc 12. Mas, acreditamos que esta não é a questão crucial. O que está em discussão é a permanência da nossa identidade como Comunidade Escolar; é manter viva a escrita que estamos traçando há décadas. Fomos o Colégio Solange Maria, o

Menino Jesus de Praga, o Colégio do Padre, somos o Centro Educacional 30 de Junho, mas independente da nomenclatura atribuída, somos a mesma Escola e não queremos que ela morra. Precisamos nos unir - professores, alunos, famílias, funcionários - e lutar pela nossa escola, pela sobrevivência da história que traçamos e que queremos continuar a escrever; uma UE comprometida com a educação, com a formação de jovens cidadãos conscientes de seu papel na sociedade. Vem com a gente nesta luta!


2ª edição cntj dez 2013