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Categoria de Exposição** (em maiores de 13 anos) Homossexual Bissexual Heterossexual Usuário de Drogas Injetáveis

Masculino 2009 2010 39,5 40,6 11,5 9,7 42,0 41,4 6,6 7,8

A PERCEPÇÃO

Feminino 2009 2010 0,0 0,0 0,3 0,7 96,4 94,8 3,0 4,0

E O PERFIL DA AIDS NA

CIDADE DE SÃO PAULO

Jovens - 13 a 19 anos Em 2009, foram 31 novos casos nesta faixa etária, sendo 22 (71%) casos no sexo masculino e 9 (29%) no sexo feminino. Em 2010, foram 29 casos, sendo 14 (48,3%) no sexo masculino e 15 (51,7%) no sexo feminino.

Faixa Etária

A prevenção e o diagnóstico

Desde 1980, a faixa etária com o maior número de casos de Aids é de 30 a 39 anos, tanto no sexo feminino quanto no sexo masculino.

precoce do HIV – Avanços Uma das prioridades da SMS-SP é a ampliação do acesso ao diagnóstico do HIV, que é fundamental para o início precoce e mais eficaz do tratamento, contribuindo para melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com o HIV/Aids. Em 2006, o Programa Municipal de DST/Aids (PM DST/Aids) iniciou a implantação do Teste Rápido para Diagnóstico do HIV (TRD – HIV) nos serviços especializados em DST/Aids. A partir daí, ampliou esta metodologia para as diversas Unidades Básicas de Saúde do município de São Paulo, proporcionando treinamento aos profissionais. O oferecimento de testes rápido diagnóstico para o HIV e os Centros de Testagem Itinerantes realizados pela rede especializada em DST/Aids, em locais de grande concentração de pessoas e em horários diferenciados, tem contribuído para ampliação do acesso ao diagnóstico precoce. Destacamos em 2011 o Programa “Quero Fazer” que se constitui em uma unidade móvel de saúde que realiza testes rápido do HIV em locais de concentração de populações vulneráveis, principalmente população de homens que fazem sexo com homens e gays. Esta é uma iniciativa em parceria entre (USAID) United States Agency for International Development, a (ONG) Organização Não Governamental, (EPAH) Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada, Departamento de DST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e os Programas Municipal e Estadual de DST\Aids de São Paulo. Garantir insumos e informações atualizadas sobre todas as formas de prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e o HIV/Aids também tem sido um dos principais pilares do Programa Municipal de DST/Aids. Em 2010, a SMS-SP distribuiu 47 milhões de preservativos.

A PERCEPÇÃO

E O PERFIL DA AIDS NA

CIDADE DE SÃO PAULO

PESQUISA uma fonte segura para novas estratégias


Dados

A efetividade destes trabalhos é um desafio permanente que necessita de uma rede integrada de atenção à saúde, composta por instituições governamentais, privadas e sociedade civil.

Epidemiológicos* Total de Casos - 77.459 (1980 a 2010) Número de pessoas com Aids em 2010 - 37.331 Novos casos de Aids Ano

Total

2009 2010

2.483 2.160

Coeficiente de Incidência (Números de casos diagnosticados no ano a cada 100.000 hab.) 22,6 19,5

A preocupação com a vulnerabilidade dos paulistanos levou o Programa Municipal de DST/Aids a realizar uma pesquisa de mercado¹- pioneira na cidade de São Paulo, com o objetivo de conhecer a percepção que a população da cidade tem em relação à Aids, identificando opiniões, atitudes e práticas sobre este assunto.

43%

A pesquisa “A percepção da Aids na cidade de São Paulo” teve em sua primeira fase (2010), entrevistas em profundidade com mulheres e homens de diversas faixas etárias, classes sociais, escolaridades e residentes em várias regiões da cidade. Estas entrevistas subsidiaram um questionário que foi aplicado a 2002² pessoas das cinco macrorregiões e que atendem a diversidade do componente sócio-demográfico.

Em 1991, este número era de 14%, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas, DataFolha. 3 Já em 2008, a (PCAP) , realizada em âmbito nacional, aponta que 36,5% da população já realizou o teste.

DST: o que é?

88% dos paulistanos não têm dúvidas de onde ir para fazer o teste anti- HIV e 81% confiam no serviço público para a realização do mesmo.

9% O HIV/Aids é a DST mais lembrada pela população. HIV/Aids Outras DSTs

Total

2009 2010

1.061 946

14% Taxa de Mortalidade (Números de óbitos por Aids, ocorridos em determinado ano, por 100.000 hab.) 9,6 8,6

Estável

Novos casos de Aids Total 774 661

Coeficiente de Incidência 13,5 11,4

Novos casos de Aids Ano 2009 2010

Total 1.709 1.499

Coeficiente de Incidência 32,6 28,4

Desde 1997, o município de São Paulo possui 2 casos novos de Aids no sexo masculino para cada 1 caso novo de Aids no sexo feminino.

Preocupaçao

Sexo

Diminuiu Aumentou

Número total de casos - 21.667 (1980 a 2010)

Número total de casos - 55.792 (1980 a 2010)

/

Atualmente, a população de São Paulo acredita que a Aids:

47% 39%

Ano 2009 2010

67% acreditam que todas as pessoas, sem distinção de sexo, correm o risco de se infectar pelo HIV. Enquanto 48,5% acreditam não fazer parte do grupo de pessoas com chance de se infectar.

89% dos entrevistados não têm receio de sofrer preconceito por realizar um teste. 19,2% acreditam que só homossexuais e profissionais do sexo têm risco de infectar pelo HIV.

91%

Óbitos por Aids Ano

dos paulistanos já fizeram o teste pelo menos uma vez na vida.

Preconceito

Nesse contexto, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP) mantém um trabalho constante de vigilância epidemiológica para identificar mudanças nos fatores determinantes da saúde coletiva, além do incentivo a pesquisar com o objetivo de produzir informações capazes de reduzir as lacunas existentes e subsidiar estratégias de promoção, prevenção e assistência integral à população.

Teste anti-HIV

64% dos entrevistados disseram-se preocupados ou extremamente preocupados com a infecção pelo HIV. Enquanto 11% concordam totalmente e 18% parcialmente, que a Aids é um assunto muito distante do seu dia-a-dia. 78,7% fariam um teste de Aids , caso aparecesse algo estranho em seu corpo.

93,7% dos entrevistados procurariam um médico, 89,8% fariam teste anti – HIV, 86,9% conversariam com parceiro(a), 79,6% procurariam um serviço

Preservativos

Novas tecnologias surgiram durante os últimos anos, porém convivemos com uma epidemia comportamental, cultural e geracional, em constante movimento. Identificar novas necessidades é trabalhar na perspectiva do controle do HIV/Aids e do monitoramento de indicadores que permitam novas proposições para as linhas do cuidado em saúde.

A percepção da Aids na cidade de São Paulo

Top of mind

Apresentação

A Aids ainda é considerada um dos mais importantes problemas de saúde pública. Após trinta anos, observamos que diversas e diferentes ações concretizaram investimentos nas áreas da prevenção e da assistência, principalmente no acesso ao diagnóstico, insumos de prevenção, tratamento e políticas inclusivas.

O uso do preservativo deve ser uma iniciativa de:

75% afirmam não ter resistência ao uso do preservativo e 14% às vezes. 49%

45%

Ambos Própria Do outro

65%

Em relação ao uso do preservativo, das pessoas afirmam que a rejeição é maior por parte dos homens,

27% de ambos e 8% das mulheres.

6%

57% dos entrevistados disseram sempre se proteger em uma relação sexual e 27% às vezes ou na maior parte das vezes. Já 37,8% afirmaram que teriam relações

Assim como em estudos nacionais, a percepção sobre Aids demonstrada pelos paulistanos aponta que os investimentos em ações de prevenção e o acesso à informação devem ser contínuos e dinâmicos.

sexuais sem proteção se confiassem no parceiro (a).

A pesquisa de percepção propiciou ao entrevistado, de forma espontânea, retratar suas atitudes e opiniões, possibilitando o conhecimento preciso de tendências e posições dos diferentes segmentos sociais.

35,5% já tiveram medo de se infectar pelo vírus HIV (se expôs a uma situação de risco) e 25% afirmaram que nunca irão se infectar com nenhuma doença sexualmente transmissível.

46,8% afirmaram ter consciência que precisam se prevenir mais, pois correm riscos desnecessários.

público caso houvesse algum sinal de preocupação.

26% das pessoas afirmaram se preocupar com alguma infecção apenas após a relação sexual.

Essas informações subsidiam a formulação de estratégias de comunicação mais eficazes e auxiliam na tomada de decisões cotidianas, principalmente na área da prevenção. Referências: *Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN –CCD/COVISA **Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN – TABNET/SMS ¹ Dados coletados pela Case – Pesquisas e Projetos Ltda. ² A estimativa de erro máximo amostral para 2002 entrevistas é de aproximadamente 2,2 p.p, num intervalo de confiança de 95%. ³ Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira – 2008 – Ministério da Saúde – Brasília – DF – 2011

A Percepção e o Perfil da Aids na cidade de São paulo  
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