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Exposição de Yang ShaobinPrimeiros Passos, Últimas Palavras

Endereço: Av. Paulista, 1578 - São Paulo - SP tel. (11) 3251.5644 / Fax. (11) 3284.0574 Próximo à estação de metrô Trianon-MASP Horários: Terças, quartas, sextas, sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h (bilheteria aberta até às 17h) Quintas-feiras, das 11h às 20h (bilheteria aberta até às 19h)

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Os Ronaldo Fraga: Humor e Moda

Gêmeos: Street Art brasileira ganha o mundo.

Alexandre Wolner: o pioneiro do Design Gráfico

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Música

Moda Ronaldo Fraga

Beirut 4

Artes Os Gêmeos 8e9

Cinema Deixa Ela Entrar 5 Projeto Final lulu.indd Spread 2 of 6 - Pages(2, 11)

Design: Alexandre Wolner

Beba esta Idéia. 9/10/2009 11:23:09


Design

O homem e o Tipo A trajetória e o olhar crítico de Alexandre Wollner, um dos maiores nomes do design gráfico brasileiro, são abordados no documentário “Alexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil”, que inaugura a série “Depoimentos sobre o design visual brasileiro”. No documentário de 85 minutos, com legendas em inglês, dirigido por Gustavo Moura e coordenado por André Stolarski, Wollner fala sobre sua participação nos momentos centrais da história do design e dos trabalhos determinaram não somente um novo rumo à produção visual brasileira como também uma personalidade própria a essa arte. Em sua carreira concebeu projetos de identidade visual para empresas que o tornaram internacionalmente reconhecido. Wollner foi aluno da primeira turma do Instituto de Arte Contemporânea do Masp, criado por Pietro Maria Bardi em 1951. Estudou na pioneira Escola de Ulm, que serviu de modelo para as escolas de design no Brasil. Entusiasmado com os planos do então presidente Juscelino Kubitschek, voltou ao Brasil determinado a criar uma nova

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Alexandre Wolner. Abaixo algumas logomarcas criadas por ele.

consciência industrial, alavancada pelo design. Criou, com Geraldo de Barros, Walter Macedo e Ruben Martins, o primeiro escritório de design do país; foi fundador e professor do Instituto de Desenho Industrial do MAM do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Desenho Industrial da UERJ. Responsável por uma parcela representativa da produção de projetos de identidade corporativa no Brasil, entre as empresas cujos programas de identidade foram desenvolvidos pelo designer estão Itaú, Hering, Philco, Eucatex, Metal Leve e Indústrias Klabin. História viva do Design.

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comia estrelas cadentes”. Sem terem nenhum ar de peixes fora d’água, os “novatos” da galeria brasileira dizem que “nem sempre as estrelas cadentes caem dentro d’água”. “Às vezes os peixes têm que sair para pegá-las e têm que aprender a viver fora d’água.” Tudo porque seus peixes têm um objetivo --o de “comer estrelas”. Cada quadro sai por R$ 19.000,00, o valor não é ela que define, explica. Fez parte do caminho incomum d’Os Gêmeos terem tido representação internacional, a importante Deitch Projects,que hoje dita seus preços, de Nova York, antes de virem a ser representados por alguém no Brasil.Cercados por obras que somam mais de R$ 320 mil, contam do momento em que decidiram se dedicar exclusi-

Música

em uma mostra em si. Estamos pensando nessa mostra para divulgar a nossa representação de novos artistas da galeria. Para firmar a representação da Fortes Vilaça”. No seu discurso, o “mundo da rua”, dos grafiteiros, ficou do lado de fora. “Os Gêmeos caíram nas nossas mãos porque a gente estava há uns dois ou três anos falando para todo mundo: “Queremos novos pintores”. Alguém desenvolvendo um universo e um imaginário pictórico”, ela diz. “Uma colecionadora muito amiga um dia nos mostrou um livro com as obras deles. Comecei a vê-lo e disse: ‘Curioso, já vi isso em algum lugar. Será que foi em alguma feira de arte?” Em que exposição?’ De repente, caiu a ficha. Vi isso nos muros de São Paulo. Foi aí que eu percebi que era rua.”

Ciganos Modernos Beirut é o nome da banda de Zach Condon, nativo de Santa Fe, Novo México. O primeiro lançamento oficial com o nome de Beirut contou com a colaboração de Jeremy Barnes (Neutral Milk Hotel, A Hawk and a Hacksaw) e Heather Trost (A Hawk and a Hacksaw); ele combina elementos do Leste Europeu e do folk. Zach Condon tem o trompete e o ukelele como seus principais instrumentos, tendo sido impedido de tocar guitarra por conta de um machucado no pulso. Quando mais novo, Zach Condon já havia lançado alguns álbuns. Ele gravou com o nome The Real People quando tinha 15 anos um albúm de lo-fi chamado The Joys of Losing Wight. Estudou na escola Santa Fe High School até os 16 anos de idade, quando foi viajar pela Europa, continente no qual teve contato com a música balcânica, incluindo Boban Markovi Orchestra e Goran Bregovi . Em 2006, o Beirut lançou dois álbuns inspirados pelos Balcãs pela Ba Da Bing, Gulag Orkestar e Lon Gisland. Também lançaram outras músicas separadas, três disponíveis no Pompeii EP, outra num split-CD junto a Calexico, e outra numa coletânea para a revista The Believer. Enquanto morava no Brooklyn, Zach Condon gravou também um video de "Scenic World" na fábrica da Sweet'N Low, e tocou em vários lugares em Nova Iorque e Europa. O segundo álbum, The Flying Club Cup, vazou na internet em 25 de Agosto de 2007 e lançado em 9 de outubro de 2007. Vale conferir.

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vamente ao trabalho como artistas, no início dos anos 90. Trabalhavam então como contínuos em duas agências paulistanas diferentes do Bradesco. Rua? Que rua? “Ficávamos desenhando durante o expediente”, conta Gustavo, aparentemente o mais extrovertido da dupla. “Nos davam advertência atrás de advertência.” Ele chegou a ser promovido a escriturário. “A mim, nunca passaram de boy”, diz Otávio. “Tínhamos que trampar para ganhar dinheiro e ajudar em casa”, continua Gustavo. E conclui: “Mas a questão não era nem grana, era que não conseguíamos ficar por lá. Queríamos trabalhar e viver só do desenho. Tínhamos muito pouco tempo, e a vida é curta para ficar tirando extrato”. Deu tudo certo. Márcia Fortes, por óbvio, aposta nos dois: “Não estamos pensando

Os Gêmeos(acima) e montagem de quadros na Fortes Vilaça

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Cinema

Arte

Deixa Ela Entrar Não se engane. Deixa Ela Entrar não é o típico filme de vampiros. A presença de um personagem com caninos longos e sugador de sangue pode fazer este filme sueco parecer uma obra de terror, mas esse drama triste e angustiante passa longe das convenções cinematográficas estabelecidas para esse tipo de personagem. O único horror aqui é sobreviver às crises da adolescência. Também não se encontra um retrato romantizado, como na série Crepúsculo. O drama sueco está mais interessado em explorar as dificuldades do amadurecimento e a forma como um amor pode entrar na vida das pessoas do que paixonites juvenis - embora os protagonistas estejam na adolescência. Dirigido pelo sueco Tomas Alfredson, a partir de um roteiro assinado por John Ajvide Lindqvist, baseado em seu

Os Gêmeos:Dupla Personalidade “Na real”, dizem Otávio e Gustavo Pandolfo, 32, mais conhecidos como os grafiteiros e artistas plásticos Os Gêmeos, “a gente separa o mundo da rua e o mundo da galeria”. Foi por um caminho incomum --saindo do Cambuci, bairro paulistano de classe média em que pintaram seus primeiros muros, passando por importantes galerias norte-americanas e européias-- que os dois ligaram esses mundos. Percurso que se completa hoje, na abertura de sua primeira exposição individual no Brasil, na Fortes Vilaça, em São Paulo, que passa também a representá-los no país. “Começam” sua vida artística comercial por aqui, no entanto, com os mesmos empresários da linha de frente da produção artística contemporânea no Brasil. A Fortes Vilaça representa no país nomes como Vik Muniz, Nuno Ramos e Adriana Varejão. Deve ser mais que coincidência o fato de a exposição ter, também ela, um “caminho” que vai da rua, e do grafite, à forma mais tradicional e intramuros da produção artística, a pintura em tela. Na fachada da Fortes Vilaça, no bairro

da Vila Madalena, a dupla pintou sua marca registrada, facilmente reconhecível por quem passa de carro ou a pé por vários pontos da cidade: um rosto humano amarelo, com olhos separados na face. No piso inferior da galeria, ainda é nas paredes (em todas elas) que aparece o trabalho mural d’Os Gêmeos. Sentados no chão, pedem para que a reportagem não revele no texto a grande instalação no centro da sala, em que pela primeira vez usam recursos mecânicos para trazer a “quase todos os sentidos” seu universo lúdico. Engrenagens se movem, bonecos dançam, e sons de chuva e de caixinhas de música podem ser ouvidos. Sobre a pintura nas paredes, fazem a distinção com seu trabalho “externo”: “Grafite é outra história. Fica na rua e está sujeito a qualquer coisa. Ele se modifica sem parar”. Protegidos do ar seco que bateu recordes de poluição na última semana na cidade, peixes pulam para fora d’água nos murais ao redor dos artistas, e são às vezes puxados por fios que os ligam a personagens humanos. Têm a ver com o título da exposição: “O peixe que

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romance, "Deixa Ela Entrar" é um filme que confia mais em seus visual poderoso para conduzir a narrativa do que em contar uma história pelo simples fato de contar uma história. A neve é uma constante numa paisagem gélida, assim como os ambientes interiores sempre parecem frios e claustrofóbicos. Em meio a esses tons de branco e azul acinzentado, sempre que o sangue irrompe é um vermelho forte que se destaca e nos faz lembrar da condição humana dos personagens e de nós mesmos. Oskar (Kåre Hedebrant) tem 12 anos e parece viver no seu próprio mundo. Na escola, é atormentado pelos meninos mais velhos e maiores. Seu único amigo também logo o abandona para ficar com os outros garotos. Em casa, passa boa parte do tempo sozinho enquanto a mãe trabalha. Não é a toa, que a chegada de Eli (Lina Leandersson), sua nova vizinha, é um acontecimento em sua vida. Mesmo sem muito entender quem é Eli e por que ela age de forma estranha - nunca vai à escola, só aparece à noite, parece não tomar banho - Oskar abre o seu mundo para ela. Há uma figura estranha na vida da menina: Hakan (Per Ragnar), com quem ela divide o apartamento. Aos poucos, Oskar, acompanhado do público, começa a desvendar quem é Eli. Num momento, ela quer entrar no apartamento do menino, mas ele não a convida. Ela insiste para ser convidada, mas ele se faz de difícil. A menina cruza a porta mesmo assim. O que se segue então é visualmente tão belo quanto assustador, e emocionalmente ressonante. É nesse momento que Oskar parece, finalmente, descobrir que está diante não de uma criança como ele, mas de uma figura ímpar. Uma desconfiança que pouco depois será confirmada. Essas dores dos jovens personagens de Deixa Ela Entrar podem ser lidas metaforicamente como as dores do crescimento, as dificuldades do amadurecimento psicológico e de encontrar o seu lugar no mundo. Para a maioria das pessoas, a adolescência é a fase mais complicada da vida, repleta de indefinições e com forte pressão para a tomada de decisões que terão um peso grande no futuro. Os personagens enfrentam problemas típicos desse período e são obrigados a fazer opções cujas conseqüências terão que carregar por toda a vida.

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Moda

Graça na Moda Ronaldo Fraga também é ilustrador, ao fundo um de seus croquis.

Humor, ousadia e crítica social. Essas têm sido as constantes nas coleções do mineiro Ronaldo Fraga, de 36 anos, que, temporada após temporada, dedica-se a contar “histórias absurdas do homem comum”, como ele próprio define. Graduado em estilismo pela Universidade Federal de Minas Gerais no início dos anos 90, passou os anos seguintes especializando-se no exterior. Em Nova York, cursou a Parson’s School com a bolsa que recebeu por ter vencido um concurso da empresa têxtil Santista. Em Londres, aprendeu chapelaria na Saint Martins e, junto com o irmão, abriu uma pequena produção de chapéus, vendidos nas famosas feiras de Camden Town e Portobello. Com a renda do negócio, viajou toda a Europa. Em 2001, Fraga foi convidado a entrar no São Paulo Fashion Week e desde então desfila nas duas edições anuais do evento. Logo na segunda participação, as roupas para o verão 2001-2002, inspiradas em Zuzu Angel, foram indicadas como melhor coleção feminina de 2002 para o prêmio Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil.

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