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REVISTA DO

UNIVERSITÁRIO 2 www.revistadouniversitario.com

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Distribuição Gratúita

PÓS -GRADUAÇÃO QUERO MAIS

Como ter sucesso em uma entrevista de emprego SEU DINHEIRO

MBAs MODA & BELEZA

Planejamento Financeiro

Escolhendo seu vestido de festa

VITRINE DE CARREIRAS

NA ÁREA

Jornalismo

Entrevista

Saul Quadros

de líder estudantil a presidente da OAB/BA

CONCURSOS PÚBLICOS

Elaborando um Plano de Estudos

OUTUBRO DE 2009 - Nº 2

Engenharia Mecatrônica

REIS

editora

E MUITO MAIS: INTERNET, FESTA DE FORMATURA, COMPORTAMENTO, HOMENAGEM, COMPLEXO 1 AUTOMOBILÍSTICO FORD, FALANDO DE NEGÓCIOS, CONTE SUA HISTÓRIA, CONVITES DE FORMATURA


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Nova Revista, Tudo Novo! Fátima Reis Presidente

É com muita alegria que apresentamos a 2ª edição da Revista do Estudante que, em busca de reafirmar a identidade com seus leitores, passa a se chamar Revista do Universitário. Muda o nome, mas o compromisso permanece: trazer conteúdos e novidades para o público universitário. Seja para sua festa de formatura, carreira ou aperfeiçoamento profissional, na Revista do Universitário você sempre terá informação de qualidade de forma gratuita. Nessa edição temos a honra de ter na capa o presidente da OAB/BA, Dr. Saul Quadros, que abrilhanta nossa revista com uma entrevista repleta de temas importantes para os futuros advogados e também para o público em geral. Não deixe de ler! Além da seção Conte sua História, a partir dessa edição, abrimos um novo espaço para lhe ouvir, estudante ou professor universitário. Através do canal leitor@revistadouniversitario.com você pode nos enviar perguntas, elogios, reclamações, artigos ou sugestões de pauta. Acreditamos que a Revista do Universitário é uma construção de todos, por isso mesmo estamos lhe convidando a participar! Nossa redação irá sempre atendê-lo da melhor forma possível. Outra novidade: nossa revista, a partir dessa edição, passa a ser trimestral. Dessa forma, não precisaremos mais esperar 6 meses para ter esse contato com você. Espero que gostem de mais essa edição da Revista do Universitário. A paz de Jesus a todos vocês! Forte abraço, Fátima Reis

UNIVERSITÁRIO

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CARTA AO LEITOR

Diretora Geral Fátima Reis Diretor de Redação Paulo Assunção Direção de Arte e Diagramação Lucas Vilas Boas Fotografia da Capa Samuel Cerqueira Fotografia interna Nelson Noslen Cabelo e Maquiagem: Salão Maison da Beleza / Kal Nascimento Capa Dr. Saul Quadros Presidente da OAB/BA Impressão Gráfica Tiposet Tiragem 20.000 exemplares Publicação Trimestral Colaboradores Ítalo Reis, Fernanda Souza, Gilvanira Carvalho, Samanta Veloso e Vanessa Veloso. Distribuição Gratuita nas Faculdades, Universidades e Centros Universitários de Salvador Agradecimentos Leda Reis, Jessé Pimentel, Joe Frank, Sandra Reis, Saul Quadros, Jorge Portugal, Samuel Cerqueira, Joelma Maria, Leonor Cerqueira, Fontenele, João Gomes, Roberto Appel, José Raimundo, Cláudia Deman, Lorena Santos, Cláudio Najar, Michelle Damasceno, Carolina Nogueira, Aparecida Cordeiro, Pablo Campos, Jamile Buck, Alexandre Ferreira, Monique Abdon, Marília Mota, Carol Vasconcelos, José Linhares, Bruno Guimarães, Adriano Sampaio, Daniele, Eduardo Mariano, Francisco Blanco, Márcia Neves, Godofredo, Luzinete, Conceição, Dermeval, Maria José, Rita, Adriana, Gustavo, Zilma, Gilberto, Márcio, Leila, Danilo, Jorge Luiz, Milton Moreno, Raimundo Passos, Áurea Borges, Gal Belles, Helena Belles, Pinheiro, Chico Vasconcelos, Saulo Saback, Cristiane Medeiros, Helder Saback, Alexandre Madeiros, Antônio Medeiros, José Antônio, Marileide Cintra, Ricardo Modesto, Ana Portuguesa, Cristiane Arcuri, Lauana, Nathália, Michele, Andréia, Carol, Antônio, Sérgio, Alex, Patrícia Rebouças, Dulce Carneiro e Eliane Mota, Alberto Gomes, Luís Alberto Oliveira, Bruno Mota.

REIS

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Todos os direitos desta revista são reservados à Editora Reis. CNPJ: 09.129.730/0001-61 Esta publicação não se responsabiliza por conceitos ou opiniões emitidas em artigos assinados. www.revistadouniversitario.com contato@revistadouniversitario.com (71) 3240-0163 / 9618-6499


INDEX. 8 14

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“Os cursos de Direito precisam melhorar a qualidade do ensino, que em muitas escolas, deixa a desejar.” 16

Escolhendo seu vestido de formatura 46

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Pós-Graduação MBAs

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Na Área Jornalismo

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Homenagem A. Linhares

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Entrevista Saul Quadros

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Falando de Negócios Crédito para Empreender

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Especial Ford na Bahia: 10 Anos

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Vitrine de Carreiras Engenharia Mecatrônica

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Comportamento Cuidado com sites de relacionamento

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Internet TV, Cyber e Saber

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Quero Mais Como ter sucesso numa entrevista de emprego

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Concursos Públicos Elaborando um plano de estudos

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Sua Festa

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Formatura Convite: Um sonho realizado

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Moda & Beleza Escolhendo seu vestido de festa

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Seu Dinheiro Planejamento Financeiro

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Conte Sua História

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Aooooooonde?

Formatura de ADM com MKT da FBB


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PÓS-GRADUAÇÃO

MBAs Com a popularização do ensino superior, ter uma graduação no currículo não é mais diferencial profissional. Principalmente para as grandes empresas, o fator pós-graduação tem tido um peso cada vez maior e entre as diversas opções oferecidas, sem dúvida alguma, o MBA está entre as mais procuradas pelos profissionais e as mais valorizadas pelo mercado de trabalho. Surgido nos Estados Unidos no final do século 19, os cursos de Master of Business Administration (MBA) têm como objetivo original a capacitação de executivos com conhecimentos teóricos sobre gestão de negócios. Marketing, estratégia, finanças, liderança e gestão de pessoas são algumas das disciplinas que fazem parte dos currículos dos MBAs. Contudo, o maior diferencial do MBA em relação a outros cursos de pósgraduação não são os conhecimentos teóricos ensinados e sim a troca de experiências profissionais, em geral com empresários e executivos, e a expansão do networking. Embora exista um núcleo de disciplinas comuns, com a especialização do trabalho e do conhecimento, as opções de MBAs se multiplicaram e escolher qual o mais adequado deixou de ser tarefa simples. Desde os tradicionais MBAs em Gestão de Negócios e Finanças até o moderno MBA em Gerenciamento de Projetos, as opções são inúmeras, algumas delas bastante focadas, como é o caso dos MBAs em Sistemas de Gestão da Qualidade, Saúde e Meio-Ambiente e o MBA em Gestão Eclesiástica. Entre os grandes programas de MBAs do mundo, brilham as universidades americanas,

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berço do conceito. Harvard Business School, Booth School of Business (Chicago University), Kellogg School of Management (Northwestern University) e Wharton School (University of Pennsylvania) estão entre as maiores referências internacionais. Estudar em alguma dessas escolas é praticamente uma garantia de empregos muito bem remunerados. Todavia, o sonho é para poucos. Além de passar por um rigoroso teste de seleção, o candidato precisa estar preparado para realizar um investimento que pode ultrapassar os 100.000 dólares. Mas, os rankings internacionais não são formados somente por universidades americanas. Na Europa destacam-se os programas de MBA do INSEAD (França), Queen’s School of Business, London Business School e Said Business School (Inglaterra) e IESE Business School (Espanha). Além disso, a região formada pela Ásia e Oceania tem despontado nesses rankings com especial destaque para a Austrália. Vale ressaltar que os MBAs australianos são uma opção interessante para quem busca uma pós-graduação desse tipo no exterior, por sua excelente relação custo x benefício quando comparados com seus equivalentes europeus e americanos.

Biblioteca da Northwestern University (foto: Brian Keegan)

E o Brasil? A boa notícia é que o Brasil possui também excelentes escolas de negócios. Lideram o cenário brasileiro a FGV (São Paulo e Rio de Janeiro), o IBMEC (Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília), a Fundação Dom Cabral


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PÓS-GRADUAÇÃO

MBAs

Vista Panorâmica Northwestern University (foto: Amerique)

(Minas Gerais), a FIA /USP (São Paulo) e a Coppead/UFRJ (Rio de Janeiro). Melhor notícia ainda é saber que algumas dessas instituições, como a FGV (do Rio de Janeiro) e o IBMEC, ofertam cursos na Bahia e que a Unifacs é a faculdade do Norte/Nordeste com mais programas de MBA classificados entre os 20 melhores MBAs do Brasil segundo o ranking 2008 da revista VOCÊ/SA, o mais tradicional do Brasil. Além disso, alguns dos programas de MBAs brasileiros possuem parcerias com instituições internacionais, o que possibilita, inclusive, a realização de algumas disciplinas no exterior. Essa é uma opção mais econômica para quem deseja possuir uma experiência internacional, mas não dispõe dos recursos necessários para realizar um curso em outro país. Enquanto que nos Estados Unidos, o portador de um MBA é considerado mestre, no Brasil, segundo Resolução CNE/CES nº 1, de 3 de abril de 2001, tais cursos conferem apenas um título de especialista àqueles que os concluem. Esse fato decorre da menor carga horária exigida por esse tipo de pós-graduação. Enquanto um mestrado demanda, em média, 2 a 3 anos de estudos e a defesa de uma dissertação, a duração de um curso de MBA é de aproximadamente 18 meses,

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com a entrega de uma monografia ou plano de negócios no final.

?

“Formei-me há pouco tempo e ainda não tenho uma posição executiva em uma organização. Vale a pena fazer um MBA?”

Não é fácil responder a essa pergunta, pois vários fatores devem ser ponderados. Perfil do programa de MBA, função desempenhada pelo profissional na organização, valor do investimento são apenas alguns dos pontos que precisam ser considerados ao tomar essa decisão. Porém, a regra geral é que o aproveitamento dos cursos de MBA é maior quando o profissional já possui alguma experiência profissional e ocupa alguma função de liderança na organização onde trabalha. Alguns especialistas afirmam que uma experiência de três anos é o mínimo que um profissional deve acumular antes de procurar um programa de MBA. A grande maioria das escolas


internacionais exige um mínimo de cinco anos de experiência. Foi justamente para atender a demanda dos profissionais juniores (aqueles com menor experiência e sem posição executiva), que o IBMEC criou o inovador conceito de CBA (Certificate of Business Administration). Segundo Waldeck Ornélas, responsável pelo programa do IBMEC em Salvador, o CBA é “voltado para os jovens que pretendem acrescentar um diferencial competitivo em seu currículo, mas ainda não têm experiência profissional”. Ainda segundo Waldeck, o profissional que possui o CBA em seu currículo está mais preparado para “enfrentar os desafios de sua carreira”, podendo posteriormente “complementar sua formação com um MBA”. Em Salvador, o investimento para cursar um MBA varia bastante. São mais de 50 cursos oferecidos por instituições públicas e, na grande maioria, privadas com valores a partir R$ 5.000 e podendo passar de R$ 15.000,00. Por ser uma especialização voltada para profissionais, mesmo as instituições públicas cobram pelos cursos de MBA. Algumas grandes empresas financiam esses cursos para seus executivos ou jovens talentos.

O processo seletivo para um curso de MBA é composto, em geral, por uma análise curricular seguido de uma entrevista e/ou uma redação. Porém, algumas instituições aplicam provas e exigem uma nota mínima para admissão. É o caso do MBA Executivo em Negócios Financeiros oferecidos pela UFBa em parceria com o Banco do Brasil. A escolha de um bom MBA é importante, pois o investimento de tempo e dinheiro é significativo. O ideal é que se opte por um programa com tradição, que alie teoria e prática e que invista na qualidade e na seleção de seus docentes, pois ter no currículo um curso com esse perfil conta pontos na hora de uma seleção ou promoção. Acima de tudo, é importante escolher, entre tantas opções, aquela que melhor se alinhe às suas necessidades profissionais. Se houver dúvidas, uma boa dica, tendo em vista que tem se tornado comum encontrar profissionais com dois ou mais MBAs em seu currículo, é começar por um MBA mais geral, como Gestão de Negócios (também chamado de Gestão Empresarial por algumas escolas de negócios) e depois fazer outro mais específico

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NA ÁREA

Jornalismo Por Luís Guilherme Pontes Tavares

Em 1967, a Editora Abril publicou anúncio no qual estampava a pergunta “Você quer ser jornalista?” Foi assim que a empresa convocou e selecionou a equipe inicial da revista  Veja, que seria lançada em outubro de 1968. Em 1969, sob o arbítrio superlativo do AI-5, de 13 de dezembro de 1968, o governo militar endossou a lei que criou a profissão de Jornalista. Os dois episódios não são antagônicos, mas a decisão recente do Supremo Tribunal Federal – STF –, derrubando a reserva de mercado para o jornalista diplomado, autorizou a ideia de que a reserva definida em lei não fora uma decisão democrática e, como tal, não se coaduna com a chamada Constituição Cidadã de 1988. É neste novo cenário que a Editora Abril, na página 105 da Veja de 26 de agosto último, volta a convocar candidatos de nível superior, com formação em qualquer área, para o Curso Abril de Jornalismo – www.cursoabril.com.br - Retoma a experiência de 1968 e respalda assim, sem vergonha alguma, a decisão do STF. As empresas jornalísticas de São Paulo são as maiores desse ramo no Brasil e reúnem poder de voto e de influência no seio das entidades que representam o segmento. Portanto, a decisão da Abril repercutirá em todo o país. Isso coloca na mesa de discussão nacional o futuro dos cursos de Jornalismo nas instituições de ensino superior brasileiras. Na verdade, tão logo houve os 8x1 da decisão do STF, várias entidades do âmbito acadêmico do Jornalismo manifestaram a opinião de que daquele momento em diante o que importaria era melhorar cada vez mais a qualidade dos cursos e assim preparar profissionais que, concorrendo com graduados de

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outras áreas de formação, se distinguissem pelo conhecimento, pelo talento e pelo domínio das ferramentas próprias da prática jornalística. Admiro os colegas que afirmam que nasceram para ser jornalistas. Acredito neles. Certamente outros nascerão com este dom, com esta arte que combina indignação diante do inusitado e capacidade de traduzir a realidade de modo claro, conciso e consistente. Para esses, nada melhor do que um excelente curso de jornalismo, que lhes ampliem os conhecimentos científicos e técnicos para o melhor exercício da profissão. Caberá ao Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, à Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo – SBPJor – e à Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação – Intercom –, assim como às demais instituições afins, definir o perfil do melhor curso e, nesse sentido, vale a contribuição recente da comissão do Ministério da Educação, presidida pelo professor doutor José Marques de Melo, cuja missão foi definir novas diretrizes curriculares para o curso de jornalismo. No século XVI, em Veneza, circulava boletim manuscrito com informações sobre o movimento do porto e a circulação de mercadorias. É um exemplo remoto da prática jornalística que, pelas características, se assemelha aos jornais que lemos e admiramos nos dias de hoje. Os periódicos noticiosos são produtos que entraram na vida de todos desde a revolução industrial e que abarcam público cada vez maior por causa das novas tecnologias. A atuação jornalística, de colher e transmitir notícias, é, no entanto, mais remota e recua para além da Roma dos Cézares, tanto no Ocidente como no Oriente. Desde lá, esse profissional se distingue, tivesse ou não, nos anos mais próximos, diploma de nível superior, por usar a inteligência, pelo seu conhecimento, pela sua coragem e pela impar capacidade de sempre defender os valores fundamentais do homem, tal como a Liberdade. Aconteça o que acontecer, o jornalismo e o jornalista não perecerão

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Luís Guilherme Pontes Tavares Jornalista, produtor editorial e professor da FIB/Estácio.


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HOMENAGEM

A. Linhares No último dia 31 de julho, completou 78 anos que, numa época em que o comércio fechava suas portas a publicitários e vendedores de livros, Adherbal e Yolanda Linhares, revelando grande instinto empreendedor, tiveram a coragem de instalar em Salvador a primeira empresa de Publicidade Exterior do Nordeste. Nascia assim a A. Linhares Outdoor. Os primeiros anúncios foram instalados em gradis de árvores e, na sequência, nos bondes de então. Com a construção dos primeiros abrigos de bonde, onde no seu topo eram instalados, de forma pioneira no Nordeste, os fantásticos luminosos a gás néon, as noites baianas ganharam um colorido ímpar. Logo vieram os painéis pintados em estradas e na cidade, os cartazes (outdoors) de 8, 16 e, finalmente, 32 folhas que hoje são tão familiares a todos. Atualmente a empresa, seguindo o exemplo dos seus fundadores, continua investindo maciçamente na modernização da mídia exterior com o lançamento dos seus lightdoors, tridoors,

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empenas, na implantação de novos equipamentos de impressão e na transformação das antigas estruturas de madeira dos seus outdoors em arrojadas armações metálicas sustentadas por um único totem.

Abrigos de Bonde

Hoje estão a frente da A. Linhares a segunda e terceira gerações da família, representadas por Adilson, José, Flávia e Adriana Linhares, que buscam manter a empresa com o mesmo espírito jovem, pioneiro e profissional dos seus pais e avós

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A. Linhares Rua Pedro Gama, 74 - Federação - (71) 3235-6934 www.alinhares.com.br


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ENTREVISTA

Saul Quadros Presidente da OAB/BA

RU: São sucessivas as manchetes relatando o envolvimento de políticos com desvio de dinheiro público, corrupção ativa e passiva, nepotismo, entre outras irregularidades. O senhor acha que estamos assistindo a um processo que pode resultar no descrédito da democracia representativa no Brasil? Persistindo o quadro atual, no longo prazo, haveria risco ao estado democrático e de direito? SQ: O que hoje estamos tomando conhecimento, sempre existiu. A diferença é que tudo estava escondido, encoberto pelo poder político de então. Graças à imprensa e ao trabalho desenvolvido pelo Ministério Público tudo agora está vindo à tona. Isso ao invés de resultar no descrédito da democracia, com certeza a fortalecerá. Estamos vivendo um tempo de “faxina ética”. Mas, os culpados têm que ser punidos, seja pela Justiça, seja pelo povo, não mais conduzindo os políticos envolvidos em atos de corrupção às Casas Legislativas e, muito menos, a postos no Executivo.

RU: Como o senhor avalia a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Distrito Federal, que proíbe que o jornal O Estado de São Paulo veicule informações sobre o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP)? Qual a posição da OAB a respeito? SQ: É simplesmente decepcionante, lamentável e triste! A imprensa não pode ser amordaçada. A OAB se posiciona contra qualquer tipo

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Estamos vivendo um tempo de ‘faxina ética’ ”


de censura à imprensa e, a decisão adotada pelo ilustre Desembargador implica em censura explícita à imprensa, atentatória ao estado democrático de direito.

RU: Grande parte da população brasileira tem uma percepção de que a justiça é lenta, ineficiente e privilegia as classes mais abastadas. Qual seu pensamento a respeito? O que a OAB tem feito no sentido de contribuir na reversão dessa imagem?

CNJ (Conselho Nacional de Justiça) como um caso crônico. A que se deve essa triste deferência? SQ: O problema da lentidão no Poder Judiciário Estadual, como já disse, data de muito tempo. Providências concretas deixaram de ser tomadas. Somente, agora, há cerca de dois anos, nova Lei de Organização Judiciária do Estado da Bahia foi aprovada. Mas seus efeitos não surgirão imediatamente.

SQ: A lentidão da justiça se encontra situada esRU: Como o senhor avalia a Campanha sencialmente no Poder Judiciário Estadual. Na Ficha Limpa que busca alterar a Lei de InJustiça do Trabalho e na Justiça Federal não elegibilidades? Uma vez que pode tornar inse registra tal fato a não ser por exelegíveis os candidatos conceção e pontualmente, aqui ou denados apenas na primeira ali. Justiça tardia não é justiça, instância, haveria prejuízo ao é a prática da injustiça. A OAB direito de defesa? tem desenvolvido esforço muito A imprensa não pode grande no sentido de agilizar-se SQ: A posição da OAB é de inos processos. Mas o problema teiro apoio. ser amordaçada. é crônico, data de muito tempo A OAB se posiciona e a solução não depende de contra qualquer tipo de nossa entidade. A solução RU: Algumas leis despertam censura à imprensa. passa não só pelo Poder Judigrande polêmica. Por exemciário, mas também pelo Legisplo, a Lei Anti Fumo de São lativo e Executivo. Paulo. Qual a sua opinião a respeito? Ela é inconstitucional como alegam alguns? RU: Há excessos de possibilidades de recursos nas leis brasileiras? Seria essa a SQ: Entendo que não, até mesmo porque quem causa da lentidão do judiciário brasileiro? deseja fumar, poderá continuar fumando. Só não terá o direito praticar o seu vício em locais SQ: Entendo que não. O direito de defesa é safechados (restaurantes, teatros, bares, etc), grado. É verdade que a legislação processual porque as conseqüências negativas daquele ato precisa ser alterada e atualizada (o que aliás já não podem ser impostas a quem não gosta, não vem acontecendo).Pode-se até mesmo pensar deseja e não é viciada em fumar. na “redução dos recursos” mas o que não se pode é cercear o direito de defesa, explicitamente assegurado pela Constituição Federal. RU: Como o senhor analisaria os resultados do exame da Ordem após a unificação das provas? RU: Ainda falando em lentidão da Justiça, o judiciário baiano foi diagnosticado pelo SQ: O exame de ordem é o meio mais adequado

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ENTREVISTA

Saul Quadros

para avaliar-se o conhecimento jurídico prático e teórico do bacharel em direito e, a sua unificação, o meio de também avaliar-se a qualificação os diversos Cursos de Direito no Brasil.

RU: Muitos bacharéis em Direito encontram grande dificuldade em serem aprovados no exame da Ordem. A que o senhor atribui essa dificuldade? SQ: O exame de Ordem não tem por objetivo impedir ou mesmo dificultar que o jovem bacharel se torne advogado. Não é um certame classificatório, não há disputa de vagas. Seu objetivo é saber se o bacharel em direito se encontra qualificado para exercer a advocacia. O alto percentual de reprovação é um indicativo de que os cursos de Direito precisam melhorar a qualidade do ensino, que em muitas escolas, lamentavelmente, deixa a desejar.

SQ: A ESAD- Escola Superior de Advocacia Orlando Gomes vem fazendo este trabalho desde o início de nossa gestão. São cursos regulares, em Salvador, seminários, palestras e eventos culturais em todo o interior do Estado.

RU: A  regulamentação do conceito de “atividade jurídica” por parte do CNJ e do CNMP prevê que cursos de pós-graduação da área jurídica serão admitidos para o cômputo deste período, o que foi contestado pela OAB através da Adin 4219. O que o senhor poderia nos dizer sobre este posi-

RU: Se fosse hoje um calouro de Direito e não desejasse seguir carreira no setor público, em qual área do Direito você buscaria se especializar? Por quê? SQ: Procuraria me especializar e estudaria muito o Direito Ambiental. Tratase de um direito “novo”, no Brasil e, simplesmente fascinante! É evidente que outros ramos do Direito, especialmente na área cível, como aqueles que envolvam o comércio exterior também aguçam a curiosidade do jovem advogado e será um bom campo de atuação.

RU: Existe algum projeto em curso na OAB Seção Bahia voltado para os estagiários e em especial para os do interior do estado?

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cionamento? Existe o medo de surgir uma “indústria  de pós-graduação”? SQ: O Conselho Federal tem posição firmada a respeito. O entendimento da nossa entidade maior se encontra expresso na inicial da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) por ela ajuizada. As Secionais estão inteiramente de acordo com o Conselho Federal.

RU: A pouco tempo do término do seu mandato à frente da OAB Seção Bahia, qual o


resumo da sua administração? Do que se orgulha? SQ: Fizemos muito, modéstia à parte. Recuperamos financeiramente a entidade, além de pagarmos todos os nossos fornecedores. As quotas institucionais devidas ao Conselho Federal, à Caixa de Assistência e ao Fundo Cultural estão rigorosamente em dia. Nossas obrigações sociais, de igual modo. Regatamos a credibilidade da entidade perante a sociedade civil do nosso Estado. Lutamos contra a redução do horário de atendimento na Justiça Comum (“turnão”) e na Justiça do Trabalho, e vencemos nossos pleitos junto ao CNJ. Interiorizamos o Exame de Ordem levando-o para as Cidades de Vitória da Conquista, Barreiras e Feira de Santana. Adquirimos e concluímos a construção de várias sedes de Sub-Secções como Itaberaba, Feira de Santana, Brumado, Teixeira de Freitas, Vitória da Conquista e Itamarajú, e reformamos tantas outras, como Porto Seguro, Barreiras, Ibicaraí, Ilhéus, e Eunápolis. Instalamos salas para os advogados, na Justiça do Trabalho em Porto Seguro, Valença, Itabuna, Vitória da Conquista, Itapetinga, Irecê e Jequié. Em Salvador, instalamos a sala dos advogados no Tribunal Regional Eleitoral e no Juizado de Brotas, além de reformamos a do Tribunal de Justiça. Transformamos o “escritório virtual” no Fórum Ruy Barbosa, no CADCentro de Atendimento aos Advogados, mais amplo, confortável, com escritórios que serão compartilhados pelos advogados para que eles possam, ali, atender os seus clientes. Criamos o “recorte digital” que é um serviço para todos os advogados (hoje o advogado recebe em casa ou no escritório, através de e-mail todas as publicações feitas nos Diários Oficiais), e colocamos à sua disposição uma assinatura eletrônica do COAD; organizamos a Conferência Estadual dos Advogados com a participação de mais de 1.100 colegas inscritos. Reformamos o Clube dos Advogados. ESAD – Escola Superior de Advocacia esteve presente em todo o interior, além de ministrar seus cursos regulares em Salvador. Instituímos o Plano de Saúde para todos

os empregados das Subsecções (anteriormente só os da Capital tinham aquele privilégio). Tudo foi feito sem que tivéssemos elevado o valor da nossa anuidade, o que demonstra que com “ação e ética” pode-se administrar nossa entidade de maneira séria. A nossa administração sempre teve como foco o advogado, ao lado da defesa dos direitos da sociedade, do estado democrático de direito, dos direitos humanos, da promoção da igualdade racial. Enfim, temos a sensação do dever cumprido.

RU: Quais os principais desafios deverão ser enfrentados pelo futuro presidente da OAB Seção Bahia? Em que gostaria ter avançado mais? SQ: É preciso dar continuidade ao trabalho que temos desenvolvido.

RU: Um conselho ou uma recomendação ao futuro advogado. SQ: Estudem. Mantenham-se atualizados. Lutem pela liberdade. Sejam independentes. Defendam os direitos humanos. Não tenham, nunca, receio de exercer a profissão com destemor e independência. Sejam essencialmente éticos. Tenham o orgulho de, um dia, poder aconselhar o seu filho a também se tornar um advogado

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Saul Venâncio de Quadros Filho é advogado formado pela UFBA, professor de direito da UCSal e atual presidente da OAB/BA. Foi Procurador Geral do Município do Salvador e Presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado da Bahia.

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FALANDO DE NEGÓCIOS

Crédito para empreender Por Bruno Mota

O jovem empreendedor que identifica uma oportunidade no mercado deve submeter esta a um plano de negócios para verificar se é viável ou não seguir em frente. No exercício do Plano de Negócio, passadas as etapas propostas (análises mercadológica, do macro e micro ambientes, estudo das variáveis sociais, geográficas, políticas, culturais, dentre outras), ao chegar a parte financeira (onde deverão constar as projeções de despesas e receitas e os cálculos dos índices de viabilidade e risco – VPL, TIR, Pay Back, entre outros) é preciso calcular os recursos necessários para implantação e funcionamento da atividade pretendida, explicitando o que é recurso próprio e o que é de terceiros. Uma vez que se chegue aos valores de terceiros, a pergunta passa a ser: onde encontrar os recursos necessários com as melhores condições para o novo negócio? Antes de tentarmos responder essa questão, achamos importante observar algumas informações sobre a operação de crédito e sobre a oferta de crédito no país, que serão subsídios para chegarmos às instituições que ofertam crédito.

OPERAÇÕES DE CRÉDITO E CONTRATAÇÃO O crédito é uma operação onde as instituições bancárias e financeiras cedem um determinado recurso a um determinado custo (juros) para ser pago em determinada quantidade de parcelas.

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No caso de crédito para investimento, geralmente é concedido uma carência (intervalo de tempo – de acordo com o “ciclo da atividade”que o empreendedor tem para começar a atividade) para o pagamento da primeira parcela (esta pode ser principal + juros, só principal ou mesmo só juros) que depende do contrato de crédito. Nessas operações, a Taxa de Juros é o principal determinante para tomada de decisão, mesmo por que até uma determinada taxa o empreendedor viabiliza o projeto (cálculo dos índices de viabilidade ou risco do negócio, como a TIR, o VPL, o Pay Back ou outros) e inviabiliza o mesmo a partir desta. Portanto é preciso saber qual a taxa de juros que pode contratar crédito. Tendo a taxa que viabiliza o negócio, devese partir para negociar as demais condições da operação, tais como carência, prazo e condições de pagamento (principal + juros). É preciso ter em mente que o recurso emprestado tem um determinado preço e sua contratação exige certezas. Evite tomar valores maiores que o necessário por conservadorismo (receio de não ter o dinheiro para pagar as primeiras parcelas) e faça uma cotação dos serviços em uma planilha relacionando juros, documentos exigidos para contratar a operação de crédito, trâmite do processo de cada instituição (intervalo de tempo da entrada até o recebimento do dinheiro), taxas cobradas (cadastro, etc), as condições oferecidas (pagamento do principal ou pagamento dos juros, ou mesmo principal mais juros), de forma que tenha em uma única folha o resumo da oferta de crédito para viabilizar seu empreendimento.

OFERTA DE CRÉDITO NO BRASIL Segundo o Banco Central do Brasil (BACEN) a oferta de crédito no Brasil quando comparado ao Produto Interno Bruto (PIB), principal


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referencia usada no mundo para medir a oferta, chegou ao mês de agosto em 45%, ou seja, a cada R$ 100,00 do PIB existe hoje no país, R$ 45,00 é crédito. A mesma em junho era de 36,7% do PIB. Dentro deste universo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desembolsou - no período de janeiro a julho – recursos da ordem de 74,1 bilhões de reais, representando um aumento de 66,2% em relação ao mesmo período no ano passado, ou seja, um cenário positivo para aquele que quer empreender.

ENTÃO, ONDE BUSCAR OS RECURSOS?

BNDS_ www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/ bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/ Linhas_Programas_e_Fundos

DESENBAHIA_ www.desenbahia.ba.gov.br/credito/produto_ finalidade.asp?codigo=304

BANCO DO BRASIL - PROGER_ www.bb.com.br/portalbb/ page44,108,3221,8,0,1,2.bb?codigoMenu=128 &codigoNoticia=117&codigoRet=479

BANCO DO NORDESTE DO BRASIL (BNB)_ www.bnb.gov.br/content/aplicacao/ Negocios_e_Investimentos/Principal/gerados/ negocios_e_investimentos.asp

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CEF)_ www.caixa.gov.br/pj/pj_comercial/mp/ investimentos

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Além dessas alternativas, muitas outras existem no mercado junto aos bancos privados (Itaú, Bradesco, Santader/Real e outras instituições), exigindo do empreendedor que pesquise bem, conheça todas as linhas e condições para tomar a decisão certa para empreender. O crédito pode realizar planos se bem usado

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Bruno Mota Economista, pós-graduando e tutor da disciplina “Conjuntura Econômica” na UNIFACS. Conquistou o 1º Lugar no Prêmio de Monografias Economista Jariro Simões/CORECON – 2009


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ESPECIAL

Ford na Bahia: 10 anos Embora o primeiro veículo – um Ford Fiesta - só tenha saído da linha de montagem em 2002, pode-se dizer que a história da Ford na Bahia começou há 10 anos. Foi em 1999 que, depois de encarniçadas batalhas política e fiscal, a Ford preteriu estados de maior tradição no setor automobilístico e escolheu a Boa Terra como o local ideal para o seu Projeto Amazon. Em 1998, o Rio Grande do Sul, inicialmente escolhido como o local da nova planta industrial da Ford no Brasil, passava por uma transição política em nível estadual. O novo governo desejava rever os termos contratuais estabelecidos pelo governo anterior e foi justamente esse fato que colocou a Bahia nos planos da Ford. Aproveitando-se da oportunidade que se apresentava, em um lance de ousadia, o então governador César Borges autorizou que fosse publicado um anúncio nos grandes veículos de comunicação da região Sudeste. O anúncio dizia: “GM e Ford venham para Bahia, aqui se cumprem acordos”. Em paralelo às negociações comerciais, no Congresso Nacional, o grupo político liderado pelo falecido senador Antônio Carlos Magalhães conseguia a extensão do Regime Especial Automotivo para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Deu certo. Em 16 de junho de 1999 a Ford comunicou que estava de malas prontas para Camaçari. Fundada pelo visionário engenheiro norteamericano Henry Ford em 1903, a Ford Motor Company é um dos maiores ícones empresariais do mundo. Henry Ford foi um inovador, não

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somente por que criou a linha de montagem mecanizada, mas também por ter empregado um sistema de gerenciamento baseado em metas e por ter promovido uma revolução social decorrente da melhoria dos salários e do estímulo a produtividade. Graças a essas iniciativas, suas ideias continuam sendo estudadas nas grandes escolas de negócio do mundo inteiro. Sediada em Deaborn, Michigan, a Ford Motor Company é atualmente dirigida pelo Srs. William Clay Ford Jr (Executive Chairman), bisneto de Henry Ford e Alan R. Mulally (President e Chief Executive Officer). Presente no Brasil desde 1919, a Ford teve um faturamento global superior a U$ 146 bi no ano de 2008 e atualmente emHenry Ford (1919) prega cerca de 213 mil profissionais em mais de 90 unidades industriais espalhadas pelo mundo. No Brasil são 4 fábricas, sendo que a mais moderna delas é justamente a localizada na Bahia. Apesar de enfrentar uma situação financeira desconfortável em nível mundial - registrou prejuízo de U$ 9 bi em 2008 – a Ford do Brasil vai muito bem, obrigado. Mesmo com uma modesta 4ª posição no mercado nacional, a Ford do Brasil é lucrativa e exerce papel importante na estratégia global da empresa. Com capacidade para produzir 250 mil veículos/ano, a moderna fábrica baiana produz um automóvel em 80 segundos, 10% dos carros do mercado nacional e é uma plataforma de exportação para outros países em desenvolvimento. Para a economia baiana, a chegada da Ford inaugurou todo um novo setor econômico. Já possuidor do complexo petroquímico mais


integrado do hemisfério Sul, com a inauguração do Complexo Industrial Ford Nordeste, o estado da Bahia diversificou sua matriz econômica com uma indústria de transformação altamente sofisticada, se isolando ainda mais na posição de principal centro industrial da região Nordeste. Um fato controverso da chegada da Ford foi a migração de muitos profissionais do Sul para a

Ford Fusion Hybrid (modelo 2010)

Bahia, sobretudo para ocupar cargos de maior remuneração e importância. Esperava-se na ocasião um aproveitamento maior dos profissionais locais, mas o fato é que não havia profissionais com experiência na manufatura de automóveis em número suficiente para preencher todas as posições quando da instalação da fábrica na Bahia. Esse fato deu início a um processo de adaptação do meio acadêmico a esse novo tipo de indústria. Currículos foram modernizados e novos cursos de graduação e pós-graduação foram criados e, cada vez mais, os profissionais baianos estão aumentando o seu espaço em todas as empresas do complexo. Atualmente, no entorno da Ford orbitam 27 empresas que produzem componentes/sistemas diversos para os seus veículos. Juntas, Ford e demais empresas do complexo automotivo de Camaçari geram, entre diretos e indiretos, aproximadamente 88

mil postos de trabalho. Segundo dados da empresa, 90% desses empregos são hoje preenchidos com mão de obra local. Para Diogo Henrique Pereira, aluno do 10º semestre de Engenharia Elétrica da Faculdade Área 1 e atualmente estagiário da área de Engenharia Avançada de Manufatura da Ford, o “estágio na Ford oferece oportunidades de aprendizado que não seriam possíveis de serem obtidas somente na instituição de ensino, a empresa foi fundamental para complementar e aperfeiçoar os conhecimentos teóricos obtidos em classe”. Ainda segundo ele, “a empresa valoriza e estimula o desenvolvimento pessoal e profissional de seus funcionários”. Para o futuro, a exemplo de outras montadoras, a Ford investe pesado em tecnologias limpas. A empresa mantém um centro de pesquisa que desenvolve automóveis híbridos, que funcionam com gasolina e energia elétrica, e tem firmado diversas parcerias com empresas especializadas nesse tipo de tecnologia. Em 5 anos já conseguiu vender mais 100.000 veículos híbridos e planeja, já para o próximo ano, um lançamento movido exclusivamente por eletricidade. Ou seja, é acreditando na sustentabilidade que a Ford busca superar as dificuldades que tem vivido em nível mundial e manter-se como um ícone de inovação tecnológica

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PARA TRABALHAR NA FORD OU NAS DEMAIS EMPRESAS DO COMPLEXO_ wwww.ford.com.br/trabalhe conosco.asp

PARA SABER MAIS_ www.ford.com.br/sobre_ford.asp www.ford.com/about-ford/ Complexo Industrial Ford Nordeste Avenida Henry Ford, 2000, Área Industrial Leste Bairro Copec - Camaçari - Bahia CEP: 42.810-000

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VITRINE DE CARREIRAS

Engenharia Mecatrônica Os cursos de Engenharia sempre foram alinhados entre os mais difíceis. Seja a Engenharia Elétrica, Mecânica, Civil ou outra qualquer, os estudantes desses cursos precisam dedicar muitas horas de estudo para dar conta de uma miríade de disciplinas de Cálculo, Física, Química entre outras específicas de cada um deles. O que dizer então de uma Engenharia que combina conhecimentos das Engenharias Elétrica e Mecânica com tópicos da Ciência da Computação e da Teoria de Projeto e Controle de Sistemas? Difícil não? Essa Engenharia existe e é chamada de Mecatrônica ou, como é reconhecida oficialmente pelo MEC no Brasil, Engenharia de Controle e Automação. O Engenheiro Mecatrônico é responsável pelo projeto e gerenciamento de processos avançados de manufatura de produtos, portanto seu principal mercado de trabalho é a indústria, aonde atua com vistas à automação e melhoria desses processos. Entre as suas especialidades, destaca-se a concepção e projeto de sistemas robóticos. Devido à necessidade de aumentos contínuos de produtividade imposta pelas economias capitalistas modernas, a procura por esses profissionais é crescente. A visão sistêmica e a capacidade de resolver problemas do Engenheiro Mecatrônico, características muito

valiosas em qualquer setor da economia, têm lhe aberto portas não somente nas indústrias de base e transformação, seus tradicionais campos de atuação, mas também em mercados aparentemente improváveis como o financeiro e hospitalar. Atualmente na Bahia existem apenas duas faculdades que oferecem o curso de Engenharia Mecatrônica: a Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) e a Área 1/ FTE. Em ambas as faculdades são necessários cinco anos para concluir o curso. Como todas as engenharias, os dois primeiros anos do curso são focados nas disciplinas básicas que todos os engenheiros precisam dominar: Matemática, Física, Química e o básico de Teoria da Computação. Os três últimos anos misturam disciplinas profissionalizantes dos cursos de Engenharia Elétrica, Mecânica e Ciência da Computação com disciplinas específicas, como Metrologia e Processos de Fabricação, Automação Industrial e Administração dos Sistemas de Produção

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FTC_ portal.ftc.br

ÁREA 1 / FTE_ http://area1fte.edu.br/ engenharia-mecatronica/

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COMPORTAMENTO

Cuidado com sites de relacionamento Em tempos de web 2.0, o sucesso das redes sociais é algo estupendo. No Brasil, a mais conhecida delas é, sem dúvida alguma, o Orkut. Criada pelo engenheiro turco Orkut Büyükkökten, esse projeto do Google rapidamente se tornou um sucesso entre os brasileiros. Atualmente, estima-se que existe mais de 23 milhões de perfis que se declaram brasileiros nessa rede, o que torna o Brasil o “país mais populoso do planeta Orkut”, com mais de 50% dos seus habitantes. Acompanhando essa tendência de comportamento, as empresas e as consultorias de Recursos Humanos estão cada vez mais atentas aos perfis dos candidatos a vagas de emprego nas redes sociais. Das informações constantes no perfil do candidato às comunidades das quais faz parte, a análise de redes sociais tem sido cada vez mais utilizada como fonte de informação na seleção de profissionais. Afinal de contas, em uma rede social muito se pode descobrir sobre quem você é, do que você gosta (e não gosta), em que você acredita e com quem se relaciona. É por isso mesmo que você precisa ter cuidado com os sites de relacionamento. Mesmo sendo um espaço pessoal, aonde você tem o direito de ser mais informal, um aparentemente “inofensivo” perfil do Orkut pode lhe prejudicar na luta por uma posição no mercado de trabalho. Vejamos o que você deve evitar:

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:x

1_ Fotos demasiadamente pessoais.

Lembre-se a Internet é um espaço público e fotos que você não teria coragem de colocar no álbum da família não deveriam estar disponíveis para o mundo inteiro ver.

2_ Participar de comunidades que

demonstrem indolência ou descaso quanto ao trabalho e ao estudo. Pode ser engraçado entre amigos, mas comunidades como “Odeio meu chefe”, “Odeio trabalhar” e “Quero ganhar dinheiro dormindo” não testemunham positivamente a seu respeito quando vistas pelos olhos de um consultor de Recursos Humanos.

3_ Participar de comunidades que

afrontem a lei. Mais do que construir uma imagem negativa a seu respeito, tal prática é crime.

4_ O uso de expressões de baixo calão. 5_ Participar de muitas comunidades

“engraçadas”. Mesmo sendo um espaço informal, se você tem um excesso de comunidades inúteis como “Não sei dobrar lençol com elástico” ou “Eu gritava mãe vem me limpar”, pode ser confundido com uma pessoa sem seriedade.


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COMPORTAMENTO

Cuidado com sites de relacionamento

Por outro lado, marcam pontos (ou pelo menos não os perdem) aqueles que, além de evitar os itens da página anterior:

1_

Evitam erros de linguagem. Clichês e o abuso do “internetês” também devem ser evitados.

2_

Mantém atualizados.

seus

perfis

profissionais

3_ Participam ou moderam comunidades e fóruns de discussão relacionados à sua carreira e desenvolvimento profissional.

4_ Escolhem com sabedoria as fotos com os

amigos. Uma foto em que você aparece brindando em um evento familiar é bem diferente daquela em que seus amigos estão lhe dando um banho de cerveja!

5_ Não contradizem as informações constantes no seu currículo. Lembre-se que para o recrutador a mentira é fatal.

:) E os meus amigos? Esse é um ponto delicado. O seu perfil pode não ter nada que o contra indique a uma vaga de trabalho, mas esse talvez não seja o caso de algum dos seus amigos. Como um recrutador encara

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isso? A princípio você não tem responsabilidade pelos atos de terceiros, porém algumas amizades podem ser realmente perigosas. Imagine a seguinte situação. Se algum dos seus amigos participa de comunidades que contrariam a lei (incitação à violência, apologia às drogas, etc.) e, principalmente, se você tem um nível de interação elevado com ele (muito scraps e mensagens trocados entre vocês), o que indica grande proximidade e possível afinidade de pensamento, você corre o risco de ser mal interpretado por um recrutador, mesmo não compartilhando de alguns dos pontos de vista do seu amigo. O mais sábio a fazer nessas situações é manter uma distância segura dessas pessoas, pois as mesmas estão cometendo infrações. Enfim, continue usando sua rede social favorita, mas fique atento para evitar as armadilhas citadas acima. A Internet, quando bem utilizada, pode ser uma excepcional ferramenta de colocação profissional. Não deixe que ela se torne um obstáculo entre você e sua sonhada vaga no mercado de trabalho

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INTERNET

TV, Cyber e Saber Por Jorge Portugal

Quando o tema é educação e o déficit educacional do país, principalmente no tocante ao ensino médio, não tenha dúvida: os meios de comunicação ainda não fizeram um terço do tanto que podem nessa área. A sub-utilização de TV, rádio e Internet é algo tão absurdo que chega à condição de crime de lesa-juventude. O que nos fazem crer é que os pensadores e fazedores da educação tristemente ignoram que o mundo chega hoje à moçada através da tela da TV e do computador. Que a sala de aula é importante, fundamental, porém deve estar cada vez mais conectada a esses “mass-mídia”, por sua vez elevados à condição de salas de aula complementares. Dou dois exemplos aqui da Bahia e sem precisar sair de casa. Há nove anos propusemos à grade de programação da Rede Bahia, o Aprovado! Seria um programa de TV, uma espécie de revista de educação e cultura, com linguagem clara e ritmo ágil, que costurasse assuntos de interesse do pré-vestibulando, informações sobre profissões e mercado de trabalho, dicas de matérias dadas pelos melhores professores dos cursinhos baianos e, de quebra, um convidado musical que pontuasse com suas canções toda essa conversa informativa e agradável.Não deu outra: os pessimistas que vaticinaram o fracasso imediato do projeto tiveram que engolir

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a longa vida do programa e sua impressionante pontuação no Ibope.Estamos falando de uma “sala de aula complementar”com quase dois milhões de alunos-espectadores espalhados por todo o território baiano.Pois bem, mesmo tendo como convidados expoentes do pensamento e da pesquisa baianos, figuras de renome nacional no campo da cultura, temas de alta relevância do saber contemporâneo, o Aprovado! jamais foi citado como fonte de alguma questão de vestibular, ou utilizado com alguma regularidade como conteúdo de reforço para estudantes do ensino médio.Um verdadeiro desperdício! Um dia, ministrando aula em um colégio da elite baiana, uma estudante me interrompeu e fez-me uma pergunta entre a indignação e a esperança: - “Portuga, por que as nossas aulas daqui não são iguais às do Aprovado? Aqui a gente fica olhando toda hora para o relógio e lá a gente nem sente quando o tempo passa”.É sinal de que algo “ali” está dizendo alguma coisa a eles. Recentemente lancei um site de educação na internet: www.redeeduca.com.br . Em apenas duas semanas já temos cerca de 50.000 visitas de todo o Brasil e boa parte do mundo, e contamos com 18.000(dezoito mil) estudantes que regularmente entram nesse portal e ficam pesquisando em um tempo médio de duas horas, todos os dias. Mas lá temos aulas em vídeo postadas na webTV, conteúdo escrito sobre as atualidades de todas as áreas, aulas em áudio, o QuizEduca( teste de avaliação instantâneo) e outros atrativos para essa turma que já nasceu “olhando um computador”. Como se vê, pode custar muito pouco ligar o mundo das pessoas ao mundo do saber. Basta fazer com engenho e arte. Volto ao tema em breve

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Jorge Portugal Educador, poeta, apresentador de TV e membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais


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QUERO MAIS

Como ter sucesso numa entrevista de emprego Por mais que você tenha se preparado academicamente, acumulado experiência profissional e elaborado um currículo impecável, existe algo que pode colocar todo esse esforço a perder na hora de lutar por um espaço no mercado de trabalho: a entrevista de emprego. Normalmente conduzidas pelos profissionais de Recursos Humanos das empresas ou, cada vez mais, por recrutadores especializados, a entrevista de emprego busca captar o que as páginas do seu currículo não conseguem dizer: sua expectativa, sua motivação em relação à empresa, traços de seu comportamento, da sua personalidade e, até mesmo, do seu caráter.

impõe ao profissional que o ocupa. Afinal de contas, o entrevistador buscará o profissional melhor qualificado para responder a estes desafios e você tem de se mostrar o tal. Segundo administradora de empresas, especialista em Gestão Estratégica de Recursos Humanos e Coordenadora de Carreiras da Faculdade Social da Bahia, uma das perguntas mais comuns em entrevistas é justamente “O que mais te atrai em nossa empresa?”. Leonor informa que “esta pergunta já descarta muitos candidatos que não dedicaram algum tempo para obter informações sobre a empresa”. Portanto, consultar o site da empresa, conversar com algum profissional que nela trabalha, procurar entender o mercado em que ela atua e quais são os seus produtos e concorrentes são ações fundamentais para se sair bem numa entrevista de emprego.

É comum que o processo de seleção de um profissional seja dividido em algumas etapas: uma preleção, uma dinâmica com o restante dos candidatos e a entrevista propriamente dita. Em todas essas etapas, tenha certeza, você estará sendo avaliado. Então como se comportar para ser bem sucedido? Em primeiro lugar, como tudo na vida, você deve estar preparado. Faça o seu dever de casa. O mínimo que o entrevistador espera é que você: Tenha informações sobre posição que está sendo atentamente o anúncio do preenda quais os desafios

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a empresa e a oferecida. Leia emprego. Comque esse cargo

Tenha consistência. Ao estudar o cargo e a empresa, pense em como VOCÊ e o seu conjunto único de habilidades podem contribuir no cargo oferecido para o sucesso da empresa. Leonor ressalta que respostas vagas, como:


“Porque eu tenho muito a contribuir para esta empresa” não convencem. Segundo ela, “o que se busca são profissionais que tenham um diferencial que agregue valor à empresa e saibam explicitá-lo na hora da entrevista”. Logo, saiba exatamente quais são os seus pontos fortes e fracos. Questione-se: “o que eu tem feito para aperfeiçoar os meus pontos fracos?”, pois os entrevistadores gostam de saber sobre isso. Leonor recomenda que os candidatos saibam destacar que sabem lidar com suas deficiências e, portanto, não deixarão que elas afetem o seu rendimento profissional. Lembre-se que você não precisa ser perfeito, apenas satisfazer os requisitos do cargo oferecido. É fundamental ser honesto. Não tente parecer uma pessoa que você não é. Escolha uma roupa apropriada. O ambiente corporativo é diferente da faculdade, nunca é demais lembrar. O mais efetivo é reunir informações sobre o “dress code” da empresa e do cargo e procurar segui-lo. Você deve estar bem vestido para o cargo ao qual está concorrendo, nem mais nem menos. Evite roupas que o torne o centro das atenções. As mulheres devem evitar roupas muito apertadas, curtas ou com decotes.

Não se atrase!

Planeje-se para chegar alguns minutos antes do horário combinado. Pense que seu futuro chefe pode estar acompanhando o entrevistador e certamente ele busca

um profissional que observa prazos e metas. Seja educado. Trate a todos com cortesia. Além de seguir as dicas acima, você precisa estar atento para não cometer alguns erros imperdoáveis. São eles: Usar gírias, jargões, ditados ou slogans. Esse tipo de erro é mais comum com as pessoas que estão nervosas e buscam falar muito para relaxar e projetar tranquilidade. É o nervosismo que leva alguns candidatos a buscarem uma “intimidade” maior com o entrevistador através do emprego de expressões mais informais. Essas expressões empobrecem o discurso do candidato e revelam imaturidade ou despreparo. Seja objetivo e claro (fale apenas o suficiente, não enrole) nas suas participações, escutando atentamente as questões colocadas pelo entrevistador e pensando sempre antes de respondê-las.

Falar mal do ex-chefe. Muito cuidado com as perguntas sobre sua experiência profissional pregressa. Massacrar o antigo chefe não é uma boa estratégia, pois revela que você é uma pessoa que se considera sempre certa e, assim, não consegue analisar um problema sobre os seus

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QUERO MAIS

Como ter sucesso numa entrevista de emprego

múltiplos aspectos. Além disso, não é ético falar mal de uma pessoa que não pode se defender.

enfatizando excessivamente as suas conquistas passadas, ou demonstrar-se sem a agressividade necessária para o ambiente competitivo moderno. Evidencie que você tem humildade para começar de baixo, mas deseja subir bem alto

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Esconder-se do entrevistador. Muito comum em dinâmicas com múltiplos candidatos, esse é mais um erro causado pelo nervosismo. Alguns candidatos evitam questionar o entre-vistador achando que ficará com a vaga aquele que menos erros cometer. Não é bem assim. Evitar erros é importante, mas se você entrar mudo e sair calado de uma dinâmica de seleção profissional, o entrevistador pode concluir que você não tem conteúdo. Partindo do pressuposto que você está preparado, não há o que temer. Ao interagir, olhe cordialmente nos olhos do entrevistador, mantendo-se conectado com ele, e esclareça suas dúvidas com confiança e tranquilidade. Revelar-se ambicioso em demasia ou sem ambição alguma. Como responder a uma pergunta como: “Você deseja ser o presidente dessa empresa?”. A resposta correta é: “Vou trabalhar para isso”, pois demonstra que você não teme desafios e compreende bem que o sucesso depende do trabalho bem feito. E se o entrevistador perguntar se está pronto para isso, seja humilde: “Hoje não, mas me prepararei com vista a atingir esse objetivo”. O erro aqui é cair na tentação de se supervalorizar,

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CONCURSOS PÚBLICOS

Elaborando um plano de estudos Por Alexandre Medeiros PALAVRAS INICIAIS O concurso público é a “bola da vez”! Em qualquer roda de amigos, quando se fala de emprego, segurança e estabilidade, resplandece o referido tema. Dificilmente o caro leitor encontrará, atualmente, uma pessoa que não conheça ou, ao menos, não saiba de alguém que está estudando para concurso. Tal fenômeno, que decorre de uma miríade de fatores, entre eles a falta de emprego no setor privado e os baixos salários, faz com que, cada vez mais, centenas, milhares de pessoas busquem a nomeação em um cargo público como elemento definidor dos seus próprios destinos. Não é raro a aprovação em um cargo público ser o grande determinante, por exemplo, para a marcação da data de casamentos (e, em alguns casos, a postergação da mesma) ou para a decisão acerca de quando se ter um bebê. Ocorre que, exatamente por ser o concurso uma instituição democrática, a aprovação, independentemente do grau de escolaridade e remuneração, exige bastante dedicação, disciplina e muito controle emocional.

QUADRO DE HORÁRIO, HORAS DE ESTUDO E DISCIPLINA Fundamental para a tão almejada vaga no

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serviço público é que o candidato, na medida do possível, se antecipe à saída do edital do concurso, visto que as provas são realizadas, em regra, dentro de um ou dois meses após sua publicação, e o conteúdo programático costuma ser extenso.

Sendo assim, o interessado deve montar um quadro de horário dando ênfase às disciplinas de maior peso. Por exemplo, se o peso de uma determinada matéria corresponde a 60% do conjunto da prova, então deverá ser disponibilizada uma carga horária equivalente a ela.

Conheço candidatos que estudaram, sistematicamente, três horas por dia e passaram. Outros dez, alguns até quinze. Digo sempre que cada pessoa tem sua história, sua realidade e deve ajustar sua rotina de estudo a esses fatores peculiares, atentando, sobretudo, para a qualidade do mesmo. Duas horas bem aproveitadas são muito mais eficientes do que quatro horas de “simulação de estudo” - no dizer do Prof. Waldir Santos. Portanto, comungamos da idéia de que o número ideal de horas de dedicação ao concurso é o máximo que você puder. Sabemos que a cadeira incomoda, a fome e a sede chegam a todo momento, o sono parece que não desistirá nunca; todavia, o mais importante é traçar uma meta possível de estudo dentro da sua realidade e tentar segui-la à risca. Como diz o “guru” dos concursos, William Douglas: “o sacrifício é temporário, o cargo é permanente”, o candidato deve estudar até passar. Na medida do possível, o ideal é não deixar acumular matéria e jamais interromper totalmente os estudos. Consoante registra Lia Salgado (autora de “Como vencer a maratona dos concursos públicos”), “estudar para concurso assemelha-se a subir uma duna de areia: se você pára de subir, começa a descer, porque a areia vai cedendo”.


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CONCURSOS PÚBLILCOS

Elaborando um plano de estudos

“CURSINHO”, ESTUDO EM CASA, MATERIAL DIDÁTICO E INTERNET O cursinho, que deve ser escolhido com muito critério, acelera o processo de aprovação, o que não impede, em absoluto, que uma pessoa que estude em casa seja aprovada. Entendo, no entanto, que, sobremaneira, para aqueles que nunca tiveram contato com o mundo dos concursos, o acesso a bons cursos preparatórios pode ser decisivo para a aprovação. Há, inclusive, aqueles que oferecem, entre outros, cursos de resoluções de questões (simulados), normalmente aos finais de semana. Logo, se a decisão for esta, opte por bons professores, considere indicações dos colegas que já estejam na estrada há mais tempo, ou, até mesmo, solicite no cursinho, onde se pretende estudar, assistir à primeira aula, no sentido de avaliar a didática deste ou daquele outro professor. Imperioso, ainda, ter em mãos um excelente material didático. Isso é decisivo! A Internet oferece muito material de qualidade, inclusive há possibilidade de fazer cursos “online”. Entretanto, é preciso ter muito cuidado devido ao excesso de informações na rede, nem sempre confiáveis.

A “PSICOLOGIA” DA BANCA. O “SABER FAZER CONCURSOS” Como diz a Prof. Kelle Catiane, cada instituição que elabora concurso público apresenta uma “psicologia” diferente. Algumas bancas, como a FCC e a FUNRIO (organizadora do próximo concurso da PRF), priorizam, em geral, um conhecimento “literal”, ou seja, o acerto depende muito mais de um mecanismo de memorização, o que normalmente gera a necessidade de uma pontuação muito

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alta para a aprovação. Já outras bancas, como o CESPE e a ESAF, enfatizam, via de regra, a associação de idéias, gerando, por conseguinte, pontos de corte mais baixos. É preciso, como lembra Waldir Santos, “saber fazer prova”, em lugar de apenas saber a matéria. Portanto, é fundamental a realização do maior número possível de questões de concursos anteriores, principalmente da banca que supostamente irá realizar o próximo concurso almejado. Neste ínterim, os cursos de simulados ajudam bastante.

ATIVIDADE FÍSICA E LAZER Não se deve esquecer da preparação física, que deve ser feita paralelamente aos estudos, até mesmo porque esta ajuda no desempenho dos estudo, tornando-o mais qualitativo. É possível deixar, por exemplo, o domingo para a família, a praia, o cinema, a saída com os amigos, com a namorada ou namorado, sem comprometer a aprovação, porque, pelo contrário, essa folga irá melhorar consideravelmente a concentração e o rendimento, ou, como diz Lia Salgado, até mesmo o humor do candidato.

O MITO DO GÊNIO Concurso público, definitivamente, não tem nada a ver é com genialidade, o que não impede, por outro lado, que gênios sejam aprovados. Outrossim, fatores como idade, tempo de conclusão dos estudos, obrigações familiares, dentre outros aspectos supostamente impeditivos para a dedicação aos estudos e facilidade de absorção dos mesmos, não têm relação, necessariamente, com a aprovação ou não dos candidatos. Há inúmeros registros de pessoas que foram desempregadas na meia-idade, com filhos, casamento, inúmeras obrigações a cumprir, contas vencendo e que lograram êxito em certames. Quase todos os aprovados terão uma história de muitas dificuldades. Portanto, se a sua meta é essa, se pretende passar em algum concurso, mãos à obra. A aprovação é uma questão de tempo, mas, para tanto, não é permitido desistir

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Alexandre Medeiros Professor de Direito Administrativo da Faculdade Ruy Barbosa e Professor de cursos preparatórios para concursos .


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SUA FESTA

Formatura de Administração com Enfase em Marketing 2008.2 da Faculdade Batista Brasileira (FBB)

42 Fotos: Nelson Noslen


A sua pode ser a pr贸xima! Mande suas fotos para: suafesta@revistadouniversitario.com!

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FORMATURA

Convite: Um sonho realizado Por Miriam Medina É um convite? Não! É um material gráfico? Não! É a realização de um sonho! É simplesmente assim. Um sonho que se transforma em realidade, um sonho que se materializa em forma de páginas, imagens, textos, dobras, capas, cores, texturas, formatos, mas com muita emoção, sentimentos, alegrias e muitas vezes lágrimas. A batalha vencida em conseguir o objetivo real. No meio de muitos e difíceis obstáculos, o desejado nível superior. O convite hoje, com uma nova roupagem, uma nova formatação, tem como objetivo de informar e gritar, para quem quiser ouvir, que você agora já saiu da ingenuidade dos colégios, passou pelos bancos acadêmicos e hoje se transformou num profissional capaz e habilitado para o mercado. Quantas vezes escutei alguém da comissão dizer... “este aqui vai para o mural lá do trabalho, para informar que não sou mais estagiário”, ou então, “vou entregar ao meu sogro e dizer a ele que agora posso casar” (muitas e boas risadas), etc, etc, etc. Quantas histórias contadas de querer desistir no meio do caminho, de professores malas, de matérias terríveis, de ônibus lotados, de falta de grana, de noites mal dormidas e desesperos. Mas a tão sonhada formatura é algo muito maior, chega a ser transcendental. Transcender é ir além dos limites do nosso entendimento, é querer, e querer muito. Muito

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mais do que um simples canudo, é algo de futuro, de realização, de pensar alto, de superação. O convite que é palpável, material, informativo, objetivo, deixa de ser apenas um simples convite e passa a ser um OFSR – Objeto de Formatura Sonhada e Realizada (sigla que acabei de inventar para escrever este artigo). Isso mesmo, sonhada e realizada. O Convite como objeto, talvez de muitos desejos, tornou-se um cúmplice fiel dessa vitória tão esperada, um parceiro dessa bandeira xadrez de chegada, mas acima de tudo, um sócio colaborador na invejável tarefa de dizer, de se fazer saber, de tomar ciência, que você é um vencedor, que você conseguiu, que você agora está se formando! O OFSR é exatamente tudo isso, e para ser um representante a altura desse sonho, ele deve ser tratado com muito carinho, com muita dedicação. Deve-se dispor de tempo para elaborá-lo com cuidado, com textos redigidos e escritos com apuro, imagens escolhidas para transmitir emoção e aguçar sentidos, cores que comuniquem um motivo de ser, formatos inovadores e surpreendentes, ou seja, um convite que seja realmente diferenciado e lembrado por muito tempo, que seja “o seu convite de formatura”, que você possa chamar “de seu”. Isso é um convite de formatura. Um objeto que todos vocês já receberam um dia, de amigos e parentes, e que a partir de agora será visto com outros olhos, com outras mãos, com outro cuidado e com outro sentimento. Mas não esqueça que o convite de formatura é o registro de uma nova etapa de vida, onde se inicia um caminho contínuo, rumo à eterna busca do conhecimento. Mas isso já é outra história a ser contada... Boa sorte, boa formatura e bom futuro

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Miriam Medina Sócia da Estação Design Convites


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MODA & BELEZA

A escolha da roupa ideal Por Dulce Carneiro

“O look correto para tornar a sua formatura ainda mais especial” Missa, colação de grau, baile... Momentos inesquecíveis na vida de um formando que requerem cuidados pra lá de especiais. Um vasto cronograma de atividades compõe a agenda desses novos profissionais que se preocupam com cada detalhe, de forma que tudo dê certo no grande dia. Um dos itens mais importantes, principalmente para as mulheres, é a escolha do traje ideal, que deve realçar ainda mais os anfitriões e seus familiares, já que todos os holofotes estão direcionados para as grandes estrelas dessa celebração. Tecidos, cores e estilo precisam ser considerados para evitar gafes ou surpresas desagradáveis. A busca pelo modelo deve ser feita cerca de dois meses antes da formatura para que tudo esteja em seu devido lugar na grande data. Familiares e convidados também devem ficar atentos na hora de escolher o look, pois nada como estar bem vestido em uma festa, homenageando assim os formandos e conferindo sucesso ao encontro.

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Cada vez mais diversificados, os vestidos de festa, quando escolhidos corretamente, trazem uma exuberância sem igual e um caimento que favorece qualquer tipo de físico deixando as mulheres mais elegantes, femininas e sensuais.

Algumas dicas: cor é um quesito fundamental, não apenas »do Aponto de vista estético, mas como um efeito

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estimulante e de atração. Nuanças e combinações são inúmeras, contudo existem algumas cores que funcionam bem para qualquer pele, como o azul-marinho, o coral, os tons naturais. Se o preto não lhe favorecer quebre-o com elementos de outra cor. A cor fica ao seu critério, mas azul, verde, amarelo ouro, vermelho, são as que mais chamam atenção. Vale salientar também que a cor deve ser vista antes de terminar as aulas, pois desta maneira é possível indicar para familiares e amigos que o tom deve ser evitado. Não é elegante ir ao baile com a mesma tonalidade dos formandos;

Sabendo da importância dessa escolha, a Cheville criou, em 2007, o projeto Cheville Formatura. Trata-se de uma assessoria completa, para formandas e familiares. Tudo isso com a experiência de profissionais renomados e de destaque no Estado.

Decotes são artifícios de sedução e requinte. Fique atenta:

Meia-taça - sensual, valoriza seios pequenos. Ombro-a-ombro - ótimo para quem tem quadris largos. Amplia o tamanho dos ombros, equilibrando a silhueta. Quadrado - disfarça seios volumosos, além de diminuir ombros. “V” - afina o corpo, emagrece e alonga o pescoço. Bateau (canoa) - diminui ombros e pescoço e valoriza o rosto. Disfarça braços e ombros gordinhos. Tomara-que-caia - destaca os ombros e valoriza o busto. Apontam para mulheres femininas e poderosas. Deixa a roupa sofisticada, esportivas e confere um toque de sensualidade nos vestidos de noite.

Um dos tecidos mais usados em festa de for»matura são o cetim, tafetá e a seda. E não se esqueça esta noite é sua então… Arrase

!

Dulce Carneiro Economista, empresária, especializada em moda e proprietária da Cheville Básica e Maison.

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SEU DINHEIRO

Planejamento Financeiro “Maaaannhêêêê, o Tavinho acordou!” Na verdade, você ainda nem tinha acordado direito, mas do jeito que você chegou ontem em casa depois do baile de formatura, qualquer movimento que sugerisse vida em seu corpo, por menor que fosse, deveria ser anunciado. Seus pais deram a ordem, e sua irmã, grudada ao lado de sua cama desde as 11h, não perderia a oportunidade de berrar ao lado de seu ouvido por nada. “Parabéns de novo, meu filhinho. E de novo, e de novo e de novo! Que felicidade, meu filhinho formado.” Era sua mãe. Trazia um largo sorriso no rosto e uma bandeja cheia de frutas, iogurte e cereais (“Parece que nunca acordou de ressaca!” - você pensa. “Eu preciso é de um café preto bem forte!”). “Meu filhinho tem que recuperar as energias que amanhã começa outra etapa na sua vida.” Pois é, uma nova etapa, sua mãe tem razão. E você também ao preferir um café preto bem forte, mesmo. A vida mansa de estudante universitário acabou. As responsabilidades limitadas e a carga-horária reduzida de trabalho de estagiário ficaram para trás. Agora você é um jovem profissional e precisa pensar no seu futuro. Principalmente em seu futuro financeiro. Por sorte, você ainda mora com seus pais... PAUSA PARA REFLEXÃO: Não é “por sorte”.

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Afinal de contas, você só tem 23 anos. É mais que normal ainda morar com os pais. Seria “por azar” ou “por circunstâncias da vida” não morar mais com eles. Voltando ao nosso texto, morar com os pais tem suas vantagens: casa, comida e roupa lavada. Além de plano de saúde, seguro e IPVA do seu carro. Só cabe a você pagar a gasolina, as roupas (principalmente aquelas de uma moda que sua mãe não entende “Levanta essa calça, menino! Por que essa cueca tem que ficar sempre aparecendo!?”) e o lazer (boate, cinema, jantar com a namorada). Seus pais pensaram até nas piores contingências, por isso contrataram um seguro de vida e já trataram do processo de herança. Isso faz com que seu salário (que aumentará para R$1.200,00 líquidos com sua ascensão de estagiário para funcionário contratado) seja quase que exclusivamente para investimento, afinal a parte que lhe cabe das despesas domésticas soma cerca de R$400,00. “É isso aí! Vamos investir tudo em Vale e Petrobras! Um amigo do meu amigo disse que é batata!”. Calma. Por um princípio de Planejamento Financeiro Pessoal, investir é uma ação secundária (além de exigir conhecimento e acompanhamento). As ações primárias são aquelas que visam a objetivos financeiros primários (ou básicos) relativos à manutenção do padrão de vida. Assim, as disponibilidades para investimento são o superávit de um orçamento que considerou a contratação de seguros (saúde, automóvel, vida), o acúmulo de poupança para períodos de desemprego (como você não é funcionário público, sua estabilidade depende da situação e da expectativa econômico-financeiras de seu empregador), a existência de um plano de aposentadoria (uma vez que o benefício máximo do Regime Geral da Previdência Social – ao qual você faz parte – está limitado a aproximadamente R$3.000,00) e a não existência de dívidas.


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SEU DINHEIRO

Planejamento Financeiro

O que? Você tem dívidas? No cartão de crédito? Meu Deus! Tô vendo que vamos precisar desenvolver um planejamento financeiro para você. O Planejamento Financeiro Pessoal tem basicamente 4 etapas (você verá outras etapas em livros e sites especializados, mas são desdobramentos das que seguem): (1) conhecer sua situação e suas características financeiras atuais (o que você tem, quanto você ganha, quanto gasta, quanto sobra ou quanto falta, com o que você gasta, qual sua tolerância ao risco, quais suas atitudes e valores em relação ao dinheiro, etc.); (2) definir seus objetivos financeiros (atingíveis, bem delimitados, de curto, médio e longo prazos); (3) estabelecer os planos de ação para lhe levar do atual para os objetivos; e (4) revisar os planos sempre que o ambiente mudar (cenário econômico, casamento, filhos, separação, desemprego, ascensão salarial, etc.). Já conhecemos sua situação financeira atual. Mora com os pais, tem seguros, tem bom padrão de vida, sobra uma boa grana mensalmente. Resta conhecer mais profundamente suas características quanto ao risco e ao uso do dinheiro (existem questionários específicos para tanto. Não trabalharemos nesse texto por uma questão de espaço). Seus objetivos primários são: no curto prazo, pagar suas dívidas (a gestão do crédito também faz parte do mundo das Finanças Pessoais. Não faz sentido financiar a fatura do cartão de crédito. É a maior taxa de juros do mercado. Quite urgentemente essa dívida com seu próximo salário ou contrate um empréstimo a juros mais baixos para esse fim) e, no longo prazo, manter seu padrão de vida (a aposentadoria da Previdência Social não será suficiente para mantêlo, por isso você precisa separar uma parte de seu superávit mensal para contratar uma Previdência Complementar ou poupar – via outros produtos – com a mesma finalidade. Sugiro R$200,00. Com esse valor, supondo uma taxa

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real (já descontada a inflação) média de 0,1% ao mês, você acumulará o equivalente a R$100 mil em 35 anos. Lembre-se de que o ambiente vai se modificar várias vezes nas próximas décadas, por isso é necessário rever os planos de ação sempre que a mudança for relevante). Seus objetivos secundários são: no curto prazo, trocar o carro (à vista, entrada mais financiamento? Prefira financiamentos sem juros. Se não for possível, avalie as taxas e perceba que, quanto mais tempo você esperar poupando, menos juros você pagará: reservando R$250 por mês, você consegue um ganho real de R$3.000 em um ano. Reservando todo o superávit – R$600 – você ganhará R$7.200. Talvez dê para trocar o carro dando o seu de entrada. Mas lembre-se de que a compra de um carro novo implica em outros custos, tipo IPVA e seguro mais caros, que, por premissa, seus pais continuam pagando) e, no médio prazo (digamos 17 anos, quando tiver 40 anos), acumular um milhão de reais (isso só será possível daqui a um ano, quando você tiver trocado o carro. Se você tiver optado por guardar os R$600 todo mês e conseguido pagar o carro à vista, seu superávit salarial para esse novo objetivo financeiro será de R$600 mensais. Com esse investimento mensal, 16 anos de prazo e valor futuro igual a um milhão, será necessária uma taxa real média de 1,8% ao mês, atualmente 2,3% ao mês de taxa efetiva. Não vejo como simples, mas também não vejo como impossível. Se você tem perfil agressivo, pode trabalhar com renda variável e um pouco de opções – lembrando que as maiores causas de perda são desconhecimento e negligência. Contudo prefiro sugerir que você diminua seus gastos mensais, busque aumentar sua renda e use camisinha

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Rodrigo Leone Professor de Finanças, Tomada de Decisão e Métodos Quantitativos no IBMEC e consultor em gestão financeira empresarial


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CONTE SUA HISTÓRIA

“Minha história é um exemplo para todos com muito tempo de prática profissional. Procurem estudar e aprender a teoria” Por José Raimundo

Meu nome é José Raimundo Macário da Silva, tenho 32 anos e sou natural de Euclides da Cunha – BA. Moro em Salvador  desde 1988 e concluí o 2º grau em 1994. Em 1996 comecei a trabalhar na Retirauto Veículos, uma concessionária Chevrolet.

José Raimundo é aluno do 6º semestre de Administração Geral na Faculdade Regional da Bahia - UNIRB

Lá comecei no estoque de peças. Após 2 anos de trabalho, tirei férias de um vendedor de peças e acabei atuando 10 anos nessa posição. Depois de ir à formatura de sobrinhos e de uma irmã, fui tomado pelo interesse de tentar um nível superior. Em 2007.1 comecei a fazer Administração Geral e, já no segundo semestre do curso, fui convidado pela empresa para assumir uma nova posição na empresa, o posto de supervisor de vendas de peças. Hoje estou cursando o 6º semestre e adquiri durante esses cinco semestres muitos conhecimentos que pude aplicar na empresa. Passei a acreditar que é muito importante, para todos que trabalham e querem crescer em uma empresa, ter o nível superior. Tenho colegas vendedores com 15, 20 anos de casa que continuam na mesma função, sem buscar algo mais. Na faculdade, aprendi que precisamos sair da caverna. Depois que comecei meu curso de graduação, vejo as coisas com outros olhos. Antes apenas criticava e achava tudo errado. Agora trago ideias para o crescimento da empresa

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Você também tem uma história interessante para contar?

!

mande sua história para suahistoria@revistadouniversitario.com! Você pode estar em nossa próxima edição!

:)


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Aoooonde? Acesso Bahia www.acessobahia.com.br

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Cais Dourado www.caisdourado.com.br

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Correio da Bahia www.correiodabahia.com.br

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Fenix Jóias fenixjoias@hotmail.com

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Acesso Bahia www.acessobahia.com.br

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Revista do Universitário #2  

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