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Sumário

Introdução ......................................................................

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Mordomia Fin anceira .....................................................

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Organização Fin anceira da ABUB ...............................

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Como a ABUB é sustentada ........................................

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Perfil e atribuições do tesoureiro ................................

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Modelo de relatórios para GB’s .................................

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Captação de recursos .................................................

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Referências ......................................................................

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intro du ção $$ $

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sta obra é resultado de um processo de compilação de vários materiais confeccionados por tesoureiros regionais e estudantes ABUenses; a temática central é a questão financeira dentro da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB). Desta forma, muitos trechos são citações diretas de obras já existentes, com fins mais localizados. Assim, agradecemos desde já aos estudantes que disponibilizaram suas oficinas e apostilas de trabalho para a concretização deste material: Nilton Mello (ABU Nordeste), Daniel de Souza Brandão (ABU Norte), (Materiais da ABU Centro Oeste), Cassia Suraneia (ABU MG), (Material da ABU SP/MS), Kenia Freitas e Natália Verly (ABU Leste). O objetivo deste material é passar informações e orientar os estudantes acerca da organização financeira do movimento ABUB, auxiliando os tesoureiros regionais e locais em seu serviço.


mordomia fin anceira

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“Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eu fiz a terra, os seres humanos e os animais que nela estão, com o meu grande poder e com meu braço estendido, e eu a dou a quem eu quiser” Jr 27.5

Mordomo, do latim: major Domus Major = Maior, Domus = Casa, major Domus = Maioral da Casa Sinônimos: ecônomo, despenseiro, gerente, administrador etc. Característica Proeminente: não é dono (Sl 24:1) Função: na ausência de seu Senhor, age como se fosse o dono, mas não faz o que quer.

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S

eguir os ensinamentos da Palavra de Deus é a melhor escolha para nossa vida. Crer e confessar que Ele é o nosso Senhor é convidá-lo a habitar em toda e qualquer parte de nosso ser. E ser mordomo é cuidar de tudo o que Deus nos dá. Inclusive de nossos bens materiais!

Pensando um pouco sobre a nossa relação com o que possuímos, o exemplo da viúva pobre é desafiador para nós. Seu comportamento verdadeiro diante de Deus muito nos ensina. O orgulho ou a preservação de sua auto-imagem diante dos outros poderia tê-la impedido de depositar sua moeda, mas seu referencial foi o olhar de Deus. Fidelidade é para ser praticada independente da quantidade – quer seja pouco, quer seja muito! Muitas pessoas deixam de receber a benção de doar por acreditar ser pequena a contribuição. Deus não enxerga assim. E nós como captadores também não devemos enxergar dessa forma! Doar também é um exercício contra a ambição e o egoísmo. Na medida em que nos abrimos à necessidade do outro com compaixão, temos uma atitude amorosa na luta contra a ganância de possuir e de servir ao “dinheiro como deus”. Somos co-participantes do Reino de Deus na Terra; Ele é poderoso o suficiente para prover de forma milagrosa todos os recursos materiais necessários à sua obra, mas prefere contar conosco – com a nossa disposição e o nosso amor em ofertar voluntariamente – para esta obra. Jesus e os discípulos contavam com a oferta de algumas mulheres durante sua caminhada ministerial:sta obra é resultado de um processo de compilação de vários materiais confeccionados por tesoureiros regionais e estudantes ABUenses; a temática central é a questão financeira dentro da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB). Desta forma, muitos trechos são citações diretas de obras já existentes, com fins mais


localizados. Assim, agradecemos desde já aos estudantes que disponibilizaram suas oficinas e apostilas de trabalho para a concretização deste material: Nilton Mello (ABU Nordeste), Daniel de Souza Brandão (ABU Norte), (Materiais da ABU Centro Oeste), Cassia Suraneia (ABU MG), (Material da ABU SP/MS), Kenia Freitas e Natália Verly (ABU Leste). O objetivo deste material é passar informações e orientar os estudantes acerca da organização financeira do movimento ABUB, auxiliando os tesoureiros regionais e locais em seu serviço.

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Depois disso, Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustentá-los com os seus bens. (Lucas 8: 1-3 – Grifo nosso)

O ato de ofertar é demonstrado na bíblia como uma atitude de amor e responsabilidade para com o Reino. Não se preocupe com o valor monetário da sua oferta, seja fiel no pouco e quando você tiver muito já estará disciplinado a ofertar para o Reino (Lucas 16: 10-15).

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organização fin anceira

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Aliança Bíblica Universitária do Brasil – ABUB – é uma “sociedade civil de caráter religioso e assistencial, sem fins lucrativos” (Estatuto ABUB, artigo 1, 1984). Desta forma, somos sustentados por meio de recursos doados voluntariamente por seus membros, ABUenses (através dos chamados Alvos dos GBs), e por simpatizantes da causa. Atualmente a ABUB possui cerca de 93 grupos filiados, em vários estados brasileiros. Num movimento de tamanha extensão, há necessidade de uma organização burocrática para dar sustentação aos trabalhos desenvolvidos em cada região. Não no sentido pejorativo, de uma burocracia que cria hierarquias rígidas e atrasa processos de trabalho; trata-se de uma outra burocracia, que em sua forma genuína permite uma organização dos meios para atingir determinados fins. Na ABUB, as finanças são conduzidas por um corpo de pessoas dispostas a servir voluntariamente nesta área. Do nível local ao nacional, contamos com estudantes e profissionais dispostos a encarar a responsabilidade de organizar e zelar pelo desenvolvimento e pela manutenção desta missão estudantil. Em nível nacional temos: um Diretor Financeiro, um Contador, um Administrador e um Assessor de Mobilização de Recursos. Em nível regional contamos com dois Tesoureiros para cada região da ABUB; são intitulados “Tesoureiros(as) Regionais”. Já em nível local, nos GBs – Grupos Base –, podemos contar com os “Tesoureiros Locais”. Podemos perceber que existe um grupo na linha de frente para cuidar e chamar a responsabilidade de todos os membros do movimento pelas finanças. A intenção de toda essa estrutura “burocrática” é que haja um fluxo de comunicação contínua e eficaz entre todas as instâncias de trabalho da tesouraria da ABUB.


COMO A ABUB É SUSTENTADA

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ABUB é uma missão de estudantes, não uma missão para estudantes. São os próprios estudantes cristãos que devem conduzir o trabalho do grupo local e evangelizar seus companheiros de universidade. Mesmo assim, a ABUB precisa de sustento financeiro. Primeiro, o grupo local tem suas despesas – treinamentos, viagens missionárias, recepção de calouros, seminários ou congressos nas universidades, ações sociais e intervenções nas comunidades, cópias de materiais para estudos bíblicos, materiais para evangelismo nos campi (como cartazes, manual do calouro, kit de calouro, faixa de recepção etc.). Em segundo lugar, o Escritório Nacional, que tem despesas contábeis, gastos com água, luz, impostos, correspondências, funcionários etc. precisa ser sustentado. E por último, existem os obreiros remunerados de tempo integral que fazem um trabalho de apoio, capacitação e aconselhamento pastoral aos estudantes cristãos. Nosso desafio é levantar mais mantenedores para que o movimento possa crescer em todas as regiões. Se tivéssemos mais pessoas dispostas a serem obreiros por algum tempo, e mais dinheiro para sustentá-los, provavelmente teríamos mais grupos e melhor capacitação e estruturação dos já existentes. Contas da ABUB e Formas de Doação A ABUB é sustentada por doações voluntárias de três fontes:

1) Os próprios estudantes; 2) Os profissionais cristãos, em geral, “eternos ABUenses”; 3) Algumas igrejas evangélicas.

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Para melhor atender aos estudantes e doadores desta Missão, a ABUB optou por


ter três contas bancarias, em agências diferentes, das quais seguem os dados abaixo: BRADESCO Agência: 0287-9 C. Corrente: 60590-5

Existem três formas de realizar doações à ABUB:

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL Agência: 1602 C. Corrente: 159-7

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BANCO DO BRASIL Agência: 3567-X C. Corrente: 71290-6

1. Depósitos em conta com o código identificador. Após solicitar um código à administradora da ABUB (por meio do endereço: escritorio@abub.org.br) o grupo local sempre depositará o valor do alvo acrescido de centavos (exemplo: R$ 20,03 – sendo os R$ 0,03 o código identificador do Grupo Base W). 2. Depósito em conta com aviso de doação: se for complicado depositar em centavos, o grupo local pode efetuar o depósito e enviar um email (para escritorio@abub.org,br) avisando que o valor “X” foi depositado na conta “Y” , no dia “W” do mês “K” referente ao alvo do grupo local “P”. 3. Doações online (pagseguro): O grupo também pode gerar um boleto online através do site da ABUB, especificando, no menu superior, a opção “doe”. Outras formas de doação online são transferências bancárias, pagamento via cartão de crédito ou ainda optar pela movimentação bancária “Mesada” ou débito programado, de acordo com o banco.


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O mesmo se aplica aos doadores nominais. Se alguma pessoa quiser contribuir diretamente para o sustento do obreiro, ela pode ser orientada a proceder da mesma maneira. Basta o doador entrar no site da ABUB – www.abub.org.br – e se cadastrar como doador, especificando para qual região, obreiro ou grupo base quer direcionar sua oferta.


PERFIL E ATRIBUIÇÕES DOS TESOUREIROS (AS)

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Tesoureiro Regional precisa ser um estudante eleito no CR (Conselho Regional) de sua região, com mandato de dois anos; estar congregando em uma igreja local; concordar com as Bases de Fé da ABUB; ter o coração disposto a servir voluntariamente; e, por fim, ser apto para trabalhar com finanças.

O Tesoureiro é o responsável imediato pela articulação financeira do grupo, seja em nível regional ou local. Ele tem o papel de ser o elo entre os contribuintes e os beneficiados. Ele é quem recolhe as doações, controla os recibos, planeja campanhas de doações ou outras formas de arrecadação. Por exemplo, se no seu grupo local há estudantes que precisam de ajuda financeira para irem ao IPL (Instituto de Preparação de Líderes), é o tesoureiro que deverá planejar ações para arrecadar esse dinheiro. Contudo, o tesoureiro não deve trabalhar sozinho, mas pensar em formas de despertar outros ABUenses a conseguir os recursos necessários para ajudar aqueles que precisam. Abaixo segue a lista das atribuições gerais dos tesoureiros, sejam eles Regionais ou Locais (GBs):

1. Administrar as finanças do grupo, no que diz respeito ao recolhimento de doações, documentação, previsão de despesas e uso dos recursos, de acordo com as prioridades do grupo; 2. Estar atento e sensível às necessidades dos membros do grupo no que concerne às despesas com viagens, acampamentos ou envio a treinamentos, dentro das prioridades e possibilidades do grupo; 3. Manter o grupo informado dos valores recolhidos, das despesas e dos compromissos financeiros assumidos; 4. Manter e zelar por uma conta corrente [ou conta poupança] em


nome do tesoureiro local, e sempre que possível, de uso exclusivo para o grupo; 5. Elaborar proposta de orçamento do grupo local com base nos valores arrecadados anteriormente e nas possibilidades destes, e apresentá-la ao grupo; 6. Fazer pagamentos e reembolsos das despesas junto aos seus respectivos responsáveis ou bancos, tais como as decorrentes de viagens, material de escritório, papelaria, telefone, correios, compra de livros etc.; 7. Fazer o depósito mensal do alvo numa das contas do escritório central, com os centavos referentes à sua cidade (código verificador), dentro do prazo previsto (a partir do dia 25 até o dia 30 de cada mês); 8. Fazer relatório mensal do movimento financeiro do grupo, apresentá-lo ao grupo e enviá-lo aos tesoureiros regionais e nacional dentro dos prazos previstos (até o dia 30 de cada mês); 9. Zelar pela correta remessa do alvo comprometido no Conselho Regional, sempre dentro do prazo previsto (até o dia 30 de cada mês); 10. Manter estreito relacionamento com o Secretário de Literatura no que concerne à aquisição e venda de livros, camisas e outros; administrando os recursos e fazendo as necessárias previsões e provisões;

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11. Apresentar relatório semestral do movimento financeiro do grupo ao Conselho Regional (CR), representando o grupo nas decisões do


Conselho; 12. Apresentar relatório financeiro em todas as reuniões de Diretoria dos GBs, desta forma o grupo saberá a realidade do caixa local e do movimento regional e nacional; 13. Manter a atualização do cadastro dos doadores; 14. Manter acesso frequente à internet, mais especificamente à lista de emails dos tesoureiros regionais e ao grupo fechado dos mesmos no Facebook; 15. Treinar o próximo tesoureiro; 16. Capacitar estudantes quanto à mordomia financeira através de oficinas em treinamentos, materiais, conversas pessoais etc.; 17. Entender e repassar ao grupo a necessidade de manutenção financeira do movimento; 18. Repassar a “visão, sacrifício e compromisso” para os outros do grupo, deslocando o eixo de responsabilidade de uma só pessoa (tesoureiro) para todo o grupo. Atribuições Específicas Dos Tesoureiros (as) Regionais...

1. Elaborar o relatório financeiro da região para ser apresentado ao CD (Conselho Diretor). Esse relatório deve ir junto com o relatório geral da Região, elaborado pelas secretárias; 2. Elaborar e apresentar o relatório semestral da região aos CRs; 3. Treinar e capacitar os tesoureiros dos GBs quanto ao trabalho da tesouraria;


4. Ministrar oficinas de finanças em CRs, TMRs (Treinamentos Microrregionais), CFs (Cursos de Férias) ou em qualquer outra instância de treinamento em que for aberta a oportunidade. Esse é um trabalho de conscientização quanto à responsabilidade financeira da região; 5. Criar, desenvolver e coordenar campanhas e projetos de captação de recursos na região; 6. Acompanhar os depósitos e envios de relatórios dos GBs ao Escritório Nacional. Caso algum grupo não deposite o alvo ou não envie o relatório em tempo oportuno, o tesoureiro deve entrar em contato com o tesoureiro local e zelar pelo cumprimento desta ação; 7. Elaborar em conjunto com o obreiro e o CR a proposta orçamentária para a região, sendo essa aprovada em CRs, e enviadas para a aprovação no CD; 8. Prestar contas aos doadores regionais das finanças da região, agradecendo-os em forma de cartas, emails, telefonemas etc.;

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MODELO DE RELATÓRIO PARA GBs

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Para melhor auxiliar os tesoureiros dos GBs criamos um modelo de relatório financeiro simples, mas bem completo. Nele devem ser discriminadas todas as receitas (entradas) e despesas (saídas), bem como as aplicações (reservas) realizadas pelo grupo base.

Seguem as definições de alguns termos técnicos do relatório:

Saldo anterior = resultado líquido do mês anterior; Receitas = discriminação de todas as receitas do mês; Saldo das Receitas = Soma de todas as entradas; Despesas = todas as saídas do mês; Saldo das Despesas = soma de todas as saídas do mês; Orçamento de Caixa = Saldo Anterior + Saldo das Receitas – Saldo das Despesas; Saldo Bruto = Saldo das entradas – Saldo das Saídas; Aplicações = são reservas que o grupo pode fazer todo mês para algum treinamento futuro. Isso é planejamento! O grupo pode estipular uma porcentagem de aplicação para cada treinamento e separar todo mês esse valor. Desta forma, no final do período, o grupo terá se planejado financeiramente para as despesas que virão em virtude dos treinamentos já confirmados no ano. Resultado Líquido = Saldo Bruto – Soma das Aplicações. O valor gerado em Resultado Líquido é o que realmente sobrou do mês,


depois que todas as despesas foram pagas e as aplicações realizadas. No mês seguinte, o resultado líquido virará “Saldo Anterior”. É muito importante que o tesoureiro faça, ao lado da planilha do relatório, uma planilha com os dados dos doadores do mês e mantenha-a sempre atualizada com os dados: nome completo do doador, endereço, telefone, email, skype, MSN, Facebook, profissão. Abaixo segue um modelo de relatório financeiro para os GBs:

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CAPTAÇÃO DE RECURSOS

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tesouraria também é um ministério e, como todo ministério, precisamos de muita oração para conduzir nossos passos. Captar recursos não é fácil, ainda mais nos últimos tempos em que muitos evangélicos andam se envolvendo em práticas desonestas. Por isso, temos de orar para que Deus nos dê sensibilidade no direcionamento e na captação dos recursos, além de mantermos o máximo de transparência.

Hoje a ABUB tem três Grupos de Receitas, que sempre vêm discriminados nos relatórios financeiros enviados pelo Escritório Nacional: - Receitas Regionais: são as somas de todos os alvos dos GBs ofertados no mês mais as ofertas de doadores regionais fixos (pessoas que doam especificamente e mensalmente para uma determinada região); - Receitas Personalizadas: são ofertas levantadas pelo obreiro de tempo integral da região, com o fim especifico de ajudar na captação do seu próprio sustento; - Receitas Especiais: são ofertas de caráter esporádico e que surgem para um fim especifico. Por exemplo, alguém que não é um doador regional oferta diretamente para a ABUB para ajudar a pagar as despesas do CF 2010 da região nordeste. Identificando potenciais doadores A começar por mim, tesoureiro, quem mais pode se sensibilizar e auxiliar no sustento da missão estudantil? Identificar doadores é um dos primeiros e mais estratégicos passos. Os doadores podem ser os próprios estudantes, assessores auxiliares, ex-ABUenses, familiares, pastores, líderes, irmãos da igreja, e acreditem: recursos que a


universidade investe na comunidade! As estratégias e linguagens podem ser diferentes, mas, em todo o caso, é preciso pensar em uma abordagem “pessoal” (dentro das possibilidades, no caso das igrejas e universidades, você deve falar diretamente com a “pessoa-chave”): seja por meio de uma visita, ligação, ou email. É difícil alguém se sensibilizar com uma mensagem genérica.

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Para cada público, pense em uma estratégia! Faça listas com nomes e contatos!

Captação individual

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A captação individual é uma maneira saudável para desenvolver a mordomia financeira nos estudantes, porque é com a contribuição contínua que o estudante aprende a colaborar com a obra missionária de maneira constante. É através da captação individual que o estudante se dá conta de que os missionários são seres humanos como quaisquer outros e têm despesas mensais, como gastos com higiene e alimentação e, nós, como irmãos dos missionários e coparticipantes desta missão estudantil, temos a missão de sustentá-los também nos gastos diários e não somente nos gastos esporádicos, como as viagens missionárias. Assim sendo, a captação individual cria uma empatia maior frente às necessidades financeiras da obra. Vejam a tesouraria como um ministério integral, em que o estudante vai aprender não apenas a ser solidário com a obra missionária, mas também a ter uma conduta mais séria em relação ao seu dinheiro. Além disso, não podemos perder o foco da nossa responsabilidade como cristão para com a expansão do Reino de Deus na terra. Quando temos a consciência de nosso papel no reino e de que tudo que temos é de Deus, fica mais


fácil se desapegar do dinheiro e investir com liberalidade neste reino. A viúva pobre não ofertou do que estava sobrando, isso é algo a ser pensado! Captação em grupo Esse tipo de captação é indicado para reuniões de comunhão ou de diretoria da ABU em que os participantes já possuem alguma experiência com a Missão ABUB. Não é recomendada para a reunião do núcleo, onde o Estudo Bíblico será voltado para o evangelismo. Além da oração diária, tenha uma vida organizada, faça uma ficha cadastral dos doadores e mantenha contato direto com eles. Incentive-os a fazer o cadastro no site da ABUB, pergunte se eles querem ser lembrados na data da oferta e mantenha o diálogo. Se o doador for um ABUense formado, lembre-se dele para palestrar nos TIFS, CRs, CFs... mostre a ele que nós o respeitamos pelo que ele é e por tudo aquilo com que ele já contribuiu em serviço quando era estudante, e não apenas pelo que pode nos oferecer financeiramente. Cultive também o diálogo informal, contando as novidades que estão acontecendo na ABU, talvez até convidando-os para eventos; encaminhe também e-mails informativos da obreira, mas tome cuidado para não encher a caixa de entrada do doador! Ações para captar recursos Várias são as ações que podem ser feitas para captar recursos para um grupo de ABUB. Podemos enumerar várias idéias para auxiliá-los nesta missão; contudo, cada estratégia precisa ser contextualizada à realidade do GB ou da região. As mais utilizadas hoje são:

1. Doadores Mensais: pessoas que mensalmente tenham o compromisso de doar uma quantia fixa. As grandes doações que sempre aparecem nas épocas de


eventos (IPL, CF, TIFS, CN etc.) são muito importantes; todavia, é mais importante ter um fluxo continuo de caixa do que esporadicamente termos uma oferta de um valor grande.

2. Realização de Sebos: na própria universidade, igreja, eventos da ABU, CF, CR... 3. Campanhas de Doação: por exemplo, fazer uma campanha cujo objetivo seja: que todos os ABUenses do GB doem, no mês de novembro, R$ 10,00, cada. Pense: se todas as pessoas da diretoria de seu grupo, mais os lideres do GB, doassem, no mês de novembro, R$ 10,00 cada, quanto dinheiro seu grupo local arrecadaria? Agora se essa prática permanecesse pelos 12 meses do ano, quanto teríamos? Tudo é uma questão de planejamento. R$ 10,00 é, às vezes, uma pizza de que podemos abrir mão em um final de semana. 4. Venda de roupas usadas (famosos brechós): esse é outro excelente método de arrecadar dinheiro. O ideal é fazer uma campanha nas igrejas para coletar roupas usadas e escolher uma feira popular – popular mesmo! – e vender as roupas. Se os estudantes pagarem suas passagens, o custo será zero. A sugestão é que o valor das peças de roupas não ultrapasse o de R$ 5,00. Além de estarmos contribuindo com aquela comunidade, estaremos arrecadando dinheiro. 5. Realização de Festas: Festa do Sorvete, Noite da Pizza, Noite do Cachorro Quente etc.; 6. Venda de brigadeiros, bombons etc. nos restaurantes universitários; 7. Pedágios; 8. Venda de assessórios e camisas personalizadas da ABUB;

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9. Venda de lanches em alguma programação evangélica (cantinas): não compre,


de início, todos os ingredientes para a venda. Procure conseguir por meio de doações. Sendo assim, os custos diminuirão e o lucro será maior.

10. Cine ABU: reunião dos estudantes em alguma casa de ABUenses, além de passarem um tempo juntos assistindo a um bom filme, vocês irão faturar com o valor do ingresso. Sugestão: R$ 3,00. Se conseguirem doação da pipoca e do refrigerante, o “lucro” será 100%; 11. Publicidade nos Manuais dos Calouros: venda cota de publicidade nos manuais dos calouros de sua universidade. Se for uma cidade pequena, há grandes chances dos comerciantes até brigarem por um espaço no manual. O que será vendido é o espaço para pôr a logo e o número do telefone do comércio no manual. Dê preferência a estabelecimentos que sejam úteis aos estudantes, como: farmácias, restaurantes, tele-gás, marmitex, papelarias, Disk Hambúrguer etc. 12. O que a criatividade do grupo permitir fazer. Agradecer e prestar contas: “muito obrigado, usamos os recursos para...” Na Bíblia, muitas são as citações que nos orientam a cultuar a Deus com ação de graças. Agradecer por: saúde, bens, familiares, cuidados que recebemos... Paulo nos exorta a agradecer continuamente ao Senhor! Cremos que Deus se manifesta através da vida das pessoas. Assim, em atitude de gratidão a Deus, precisamos também agradecer ao nosso doador: seja ele o estudante do grupo local ou um ex-ABUense, um pastor, a reitoria etc. É importante deixar expressa nossa gratidão – talvez por um bilhete singelo, uma carta, uma ligação... E ainda, prestar contas do que fizemos com o dinheiro do doador.


Na carta que utilizar para sensibilizar o doador para a captação, apresente o que o grupo pretende fazer e o modo como isso mudaria vidas. Agora é hora de relatar os fatos: isso dá credibilidade e “fideliza” o seu doador. Quando lidamos com dinheiro, principalmente com um dinheiro que não é nosso, mas sim proveniente dos esforços pessoais de outrem, precisamos exercitar a transparência e o discernimento no seu uso. É importante que nunca esqueçamos o quanto as pessoas se esforçaram para conseguir esse dinheiro; e, se doaram, é porque acreditam em nosso ministério. Os relatórios financeiros precisam ser apresentados nas reuniões de diretoria; contudo, só exponha os nomes dos doadores (e os respectivos valores das doações) quando os mesmos autorizarem, pois podem existir doadores que não queiram ser identificados, de quem apenas a diretoria do grupo conhecerá a identidade. Por exemplo, não exponha nomes e valores em listas abertas de e-mails. É muito importante que se tenha um bom controle das despesas, através de recibos e notas fiscais para registro no relatório e informar os doadores quanto aos gastos dos grupos. Desta forma, todos ficam conscientes da realidade financeira do grupo e o doador fica sabendo onde seu dinheiro está sendo investido.

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Nin guém gosta de ser enganado. Obter doações exige muita honestid ade e franqueza. Não se esqueça de planejar essa importante atitude!


Ampliando a Visão dentro da Missão...

Grupo Base (e, principalmente, Diretoria local) - Cuidem de seu tesoureiro; - Lembrem-se de pastorear uns aos outros; - Liguem para seu tesoureiro, descole um encontro pra saber como ele está lidando com suas responsabilidades, se tem enfrentado dificuldades, se está desanimado ou motivado, se precisa de ajuda; - A responsabilidade de arrecadação do alvo é DE TODO O GRUPO, que deve, portanto, assumi-la como tal e não sobrecarregar o tesoureiro; - A diretoria dos GBs e a diretoria regional têm que ser o exemplo: sejam os primeiros a contribuir.

Tesoureiros (as) - Lembrem-se de que a obra que Deus tem para realizar em nós é maior do que aquela que ele tem para realizar através de nós; - Separe tempo de oração pelas finanças e doadores da ABUB; - Reconheça seus limites e saiba pedir socorro quando necessário; - Fuja da vaidade e da tentação da onipotência: procure aprender a dividir tarefas e responsabilidades; para alguns isso pode ser bem difícil, mas com certeza trará um enorme aprendizado e, de quebra, você estará formando líderes (“o bom líder é aquele capaz de formar novos líderes”).


- Seja humilde e paciente, evitando julgar aquele que sempre se esquece de mandar a doação ou que raramente contribui para a arrecadação do alvo e ainda não tem uma visão de cuidado financeiro no reino. - Procure reconhecer o valor de cada um, dê o exemplo, oriente, estimule, não deixe de investir... e seja o primeiro a ofertar, você será o exemplo para outros! - Não trabalhe esperando reconhecimento de seu grupo local ou região; faça tudo por amor à Obra de Deus e, se o reconhecimento humano vier, será algo que só te motivará a trabalhar mais para a Missão; você não deve deixar, entretanto, que ele defina o quanto e como você investirá seus talentos no Reino. - Por fim, não se sinta constrangido por pedir ofertas, seu trabalho é um chamado à Missão, tudo o que você faz é n’Ele, por Ele e para Ele (Jeová).

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REFERÊNCIAS

REGIÃO CENTRO-OESTE. Oficina sobre Tesouraria: Como não ser um Judas. ABUB: MG. 200?. MELLO, Nilton. MORDOMIA DAS FINANÇAS. ABUB: Nordeste. 20??. BRANDÂO, Daniel de Sousa. PLANEJAMENTO DE TEMPO: Como administrar seu tempo no mundo da urgência?. ABUB: MG. 20??. FREITAS, Kenia; Verly, Natália. Apostila de Finanças: $O$ Tesoureiros Leste. ABUB: ES. 2010. ALIANÇA BÍLICA UNIVERSITÁRIA DO BRASIL. Estatuto, regimento geral. São Paulo: 1984. 11 p. SURANEIA, Cássia. Oficina: Levantamento de Recursos para seu Grupo Local. ABUB: Governador Valares. 20??. CENTRO OESTE, Região. Tesouraria e captação de recursos. ABUB: SP. 2010. Disponível em: www.abub.org.br


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Texto: Natalia Verly Revisão: Pércio Faria Rios Diagramação: Lucas Rolim


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Alianca Biblica Universitaria


Manual Tesouraria ABUB