Page 265

semanas era perfeitamente elegante. – É verdade; mas os bolos têm esse hábito horroroso de não ficarem bons justamente quando você quer que eles fiquem especialmente bons – suspirou Anne, fazendo flutuar um galho especialmente bem coberto de bálsamo de espruce. – Mas eu imagino que terei de confiar na Providência e prestar atenção quando for acrescentar a farinha. Oh, olhe, Diana, que lindo arco-íris! Você acha que depois que formos embora a dríade virá e o usará como um lenço em volta do pescoço? – Você sabe que essa coisa de dríade não existe – respondeu Diana. A mãe de Diana ficou muito aborrecida quando descobriu tudo sobre a Floresta Mal-Assombrada. Desde então, Diana se absteve de quaisquer outros voos da imaginação semelhantes, e considerava uma imprudência cultivar um espírito de convicção, mesmo no caso de dríades inofensivas. – Mas é tão fácil acreditar que elas existem – revidou Anne. – Todas as noites eu olho pela janela antes de ir para a cama e fico imaginando a dríade sentada lá, penteando seus cachos e usando a fonte como espelho. Às vezes procuro suas pegadas no orvalho da manhã. Oh, Diana, não desista de sua fé na dríade! A manhã de quarta-feira chegou. Excitada demais para dormir, Anne levantou ao amanhecer. Ela pegou um forte resfriado porque se molhou na fonte na noite anterior; mas, naquela manhã, nada que não se assemelhasse a uma pneumonia seria capaz de apagar seu interesse por assuntos culinários. Ela começou a fazer seu bolo logo depois do desjejum. Quando finalmente o enfiou no forno, ela respirou profundamente e fechou a porta atrás dele. – Eu tenho certeza de que desta vez não esqueci nada, Marilla. Mas você acha que ele vai crescer? E se o fermento não for bom? Usei aquele da lata nova. A sra. Lynde disse que hoje em dia é impossível ter certeza se o fermento é bom porque tudo está tão adulterado. 265

Profile for lucasportop2

Anne de Green Gables  

Anne de Green Gables  

Advertisement