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e o prato. E prato, vela e maçãs desceram estrondosamente a escada da despensa e, no dia seguinte, incrustados em sebo derretido, foram encontrados lá embaixo por Marilla, que os recolheu e deu graças pela casa não ter pegado fogo. – Qual é o problema, Diana? – gritou Anne. – Sua mãe cedeu por fim? – Oh, Anne, venha rápido – implorou Diana, nervosa. – Minnie May está terrivelmente doente... Pegou crupe, diz a pequena Mary Joe... E meu pai e minha mãe estão na cidade, e não há ninguém que possa buscar o médico. Minnie May está muito mal, e a pequena Mary Joe não sabe o que fazer... E, oh, Anne, estou com tanto medo! Matthew, sem dizer palavra, apanhou o gorro e o casaco, passou por Diana e saiu quintal afora, no escuro. – Ele foi atrelar a égua alazã para ir a Carmody buscar o médico – disse Anne, que correu para pegar uma capa e um casaquinho. – É como se tivesse me dito. Matthew e eu somos espíritos tão afins que consigo ler os pensamentos dele, sem que as palavras se façam necessárias. – Não creio que ele vá encontrar um médico em Carmody – disse Diana, aos soluços. – Sei que o dr. Blair foi à cidade e imagino que o dr. Spencer também tenha ido. A pequena Mary Joe nunca viu um caso de crupe e a sra. Lynde está fora. Oh, Anne! – Não chore, Di – disse Anne, animada. – Sei exatamente como tratar a crupe. Você esqueceu que a sra. Hammond teve gêmeos três vezes. Depois de cuidar de três pares de gêmeos, a gente ganha muita experiência. Todos eles viviam pegando crupe. Espere aqui que eu vou buscar a garrafa de ipecacuanha: pode ser que vocês não tenham o remédio em casa. Vamos. As duas meninas saíram correndo, de mãos dadas, e atravessaram às pressas a Vereda dos Namorados e o campo empedernido logo depois, pois havia neve demais para que tomassem o atalho 221

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Anne de Green Gables  

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