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Design nos sĂŠculos XX e XXI


Projeto acadêmico da disciplina de Fundamentos do Design

Desenvolvido por:

Amanda Fabiana Nogueira Barbara Ignácio Ilva Castro Laís Melo Lucas Maciel Mari Ana Pamplona Vítor Pinno

Sob a orientação da professora Camila Assis

SENAI CETIQT Bacharelado em Design de Moda. Coordenador: João Dalla Rosa Júnior. Turma 2016/1


Sumário Caderno 1 Página 1 Art déco: como reconhecer Página 2 Art déco: Henry Dreyfuss Página 3 Art déco: Cassandre Página 4 Art déco: Arquitetura

Caderno 2 Página 5 Bauhaus: Construtivismo Página 6 Bauhaus: De Stijl Página 7 Bauhaus: Werkbund Página 8 Bauhaus: Peter Behrens

Caderno 3 Página 9 Bauhaus: Fases n°1 Página 10 Bauhaus: Fases n°2 Página 11 Bauhaus: Fases n°3 Página 12 Bauhaus: Fases n°4

Caderno 4 Página 13 Bauhaus: Personalidades n°1 Página 14 Bauhaus: Personalidades n°2 Página 15 Bauhaus: Personalidades n°3 Página 16 Bauhaus: Personalidades n°4

Caderno 5 Página 17 Fordismo Página 18 HQ Página 19 Streamlining Página 20 Styling

Caderno 6 Página 21 Design gráfico moderno Página 22 Escola de Ulm Página 23 Brasil: Tenreiro e Sérgio Rodrigues Página 24 Brasil: Aloisio Magalhães

Caderno 7 Página 25 Op Art e Pop Art Página 26 New Wave Página 27 Design Vernacular Página 28 David Carson


Art Déco O termo art déco tem origem francesa, é abreviação de arts décoratifs. Foi um estilo decorativo que se afirmou nas artes plásticas, moda, design gráfico, tipografia, design industrial e arquitetura no período europeu entreguerras. Foi o estilo oficial dos anos 20. Por alguns historiadores, foi considerada a herdeira da art noveau. Era clean e puro, combinava luxo e ornamentação formal, com cores discretas, traços sintéticos, formas estilizadas ou geométricas, linhas em zig-zag, ritmos lineares verticais para enfatizar a monumentalidade, design abstrato, ritmos lineares horizontais para sugerir dinamismo. Materiais nobres como o ébano, mármore, laca e madeiras raras eram comumente usados porque muitos designers rejeitaram materiais industriais ou tradicionais. Sofreu influência dos movimentos artísticos da época como o Futurismo, Construtivismo e o Modernismo em geral. No início uma das principais características foi a exaltação da monumentalidade, que tinha a ver com a riqueza da Golden Age norte-americana, quando a expansão capitalista servia uma burguesia enriquecida do pós-guerra e plenamente dedicada ao lazer. No entanto, depois da mostra art déco no Metropolian Museum de Nova York, em 1934, essa arte ganhou um conteúdo acessível às massas e à produção em grande escala. O barateamento da produção popularizou o estilo que acabou invadindo a vida cotidiana: cartazes, publicidade, objetos domésticos, jóias e bijuterias, moda, o mobiliário, entre outras coisas. O jazz, Coco Chanel, Hollywood, a mulher emancipada eram os símbolos do estilo da vida moderna.

1.1

1.2. Cartaz do filme O Grande Gatsby feito no estilo Art déco.


Art. Déco

1. Henry Dreyfuss Dreyfuss foi neto de emigrantes alemães, viveu a maior parte da sua vida em Manhattan. Cursou Belas-Artes na New York Society for Ethical Culture. Desde o início da sua carreira como designer industrial, ele já tinha ideias claras do que fazer. Para ele, o sucesso do design de um produto se dava a partir da harmonia envolvendo a segurança, o apelo, a aparência, a convivência do uso e a facilidade da manutenção. E ele procurou aplicar todos esses conceitos no design, desde jogos de cozinha até interiores de aviões. Com o passar do tempo, esses conceitos se tornaram fundamentais na concepção de qualquer produto. Acreditava que máquinas adaptadas para as pessoas seriam mais eficientes. Uma característica marcante do seu trabalho foi o domínio de todas as vertentes do produto. Por exemplo, a linha férrea “20th New York Central”, em 1938, onde ele projetou além da locomotiva, os vagões, a mobília, os pratos, o serviço de café, talheres, menu do restaurante do comboio.

A influência de Dreyfuss deve-se a vários projetos baseados em informações sobre medidas humanas e conforto. Esses estudos antropométricos foram reunidos e organizados em seu livro Designing for People em 1955, ainda considerados completos.

2.3 Modelo 500 de Telefone, projetado por Henry Dreyfuss.

1.4 Câmera Polaroid desenhada por Henry.


Art Déco 3. Cassandre Foi um pintor franco-ucraniano, criador de cartazes e designer de fontes tipográficas. Seu nome é Adolphe Jean-Marie Mouron mas após começar assinar seus trabalhos como Cassandre ficou conhecido pelo seu pseudônimo. Se inspirava no cubismo e no surrealismo. O seu estilo impressionou os parisienses e Cassandre ficou famoso rapidamente. Um dos seus pôsteres, chamado Au Bûcheron ganhou o prêmio de primeiro lugar na Exposition Internationale des Arts Décoratifs. Só então começou sua carreira bem-sucedida como artista e designer. O estilo dos seus pôsteres era tipicamente Art Déco e se tornaram imagens icônicas do período. Seus trabalhos tiveram grande influência sobre os artistas da época. O seu estilo de desenho é elegante, com abstração geométrica, vastos planos de cores, imagens em perfeita harmonia com as palavras. Ele também foi a primeira pessoa a simplificar o os seus designs para que pudessem ser lidos por automóveis em alta velocidade.

3.5. Poster Normandie, 1935

1.6. Cataz de 1935, Nova York.


Art Déco 4. Arquitetura Art Déco, expressão que se refere à arte decorativa, se tornou rapidamente modismo internacional. Originou-se em Paris, com a grande mostra Exposition Universelle des Arts Décoratifs em 195 e foi meramente decorativo, visto como elegante, funcional e ultramoderno. Os edifícios, esculturas, joias, luminárias e móveis são geometrizados. Tinha mais simplicidade no estilo. Também considerado um movimento eclético, ou seja, uma mistura de vários estilos e movimentos do início do século XX, incluindo cubismo, Bauhaus, construtivismo, art noveau, futurismo. Associava sua imagem ao moderno, ao industrial, ao cosmopolita. O período foi marcado pelo rigor geométrico e pela predominância de linhas verticais, com o objetivo de tornar os edifícios mais altos através da percepção. Além disso, o uso de materiais nobres era comum. Mesmo quando feitos com bases simples, como concreto armado e compensado de madeira, ganham ornamentos de bronze, mármore, prata, marfim, etc.

1.7.Chrysler Building

4.8. Empire State Building


Bauhaus 1.Construtivismo O movimento construtivista, que prezava pela democratização radical da tecnologia disponível para a produção artística, foi responsável pela abertura de várias escolas e grupos que propunham algo entendido por alguns como o início do ensino de design, por exemplo, as VKhUTEMAS (Oficinas Técnico-Artísticas Avançadas). A abordagem utilitarista e funcionalista da arte se tornou a perspectiva mais comum através da qual viríamos a enxergar o design e outros movimentos artísticos que ultrapassaram as fronteiras da União Soviética, se espalhando pela Europa, principalmente por Alemanha e Países Baixos. A que mais contribuiu para a forma como foi entendido e produzido design no século passado foi a Bauhaus. Sendo considerada berço do design moderno, a Bauhaus teve como proposta inicial elevar o artesanato à um nível equiparado ao das belas artes e uma integração maior de técnicas e habilidades por parte dos mesmos. Esteticamente falando, ela pretendia acabar com a divisão entre as belas artes e as artes aplicadas. Em relação ao ensino, separava a técnica (que podia ser ensinada) da invenção criativa (que não podia). A escola exaltava o desenvolvimento de edificações racionais e funcionalistas, com máximo aproveitamento do espaço, tempo e recursos, sendo assim, multiplicável. Assim como as VKhUTEMAS, a base da Bauhaus eram os laboratórios, nos quais protótipos ou produtos passíveis de produção em massa eram desenvolvidos e perfeiçoados. O Construtivismo pensava a construção como um sistema de forças integradas que compunham o todo, na combinação de linhas, planos e formas. Diferentemente, a Bauhaus projetava essa construção de maneira plena. Apesar disso, essas duas concepções se encontram novamente no fato de que elas pregavam uma transformação do ambiente humano, afetando assim, a vida social das pessoas, sempre por uma visão funcionalista de tudo. Apesar do fato de que o Construtivismo não conseguiu implementar a maioria dos projetos planejados pelos artistas integrantes do movimento e nem concluir uma profunda inserção nos meios de produção, ele foi importante para impulsionar a ligação da arte com a tecnologia e aproximar a produção artística do projeto, como na engenharia, por exemplo, afastando tudo o que fosse acidental e reclamando um caráter funcionalista. Hoje, vários artistas e designers têm projetos que remontam ao Construtivismo Russo, com uma filiação muito mais estética do que conceitual. E, apesar de não ter essa ligação objetiva, muitos desses projetos, como os de Shepard Fairey, acabaram criando inserções sociais que influenciam bastante através de motes e temas sociais e políticos, como no movimento vanguardista russo.

2.1


Bauhaus 2. O Movimento de Stijl Entre seus colaboradores estavam Doesburg, Piet Mondrian, Gerrit Rietvield, entre outros. Um dos mais idealistas movimentos do século XX, o De Stijl (ou Neoplasticismo) foi um marco da arte moderna, o «mais puro dos movimentos abstractos». Doesburg fundou o movimento De Stijl juntamente com Piet Mondrian em 1917. Acreditavam que a arte devia reconciliar as grandes polaridades da vida - “Natureza e intelecto”. Para a génese das ideias professas na Bauhaus vieram fortes contribuições de artistas e intelectuais da Holanda. No início do século xx, a Holanda, junto com a Alemanha e a Rússia, ocupou a vanguarda na evolução do design gráfico internacional. A mais original contribuição holandesa foi o trabalho de Piet Zvart, fotógrafo, tipógrafo e designer industrial. As figuras destacadas dessa vanguarda foram: Gerrit Rietveld (*1888– †1964), criador de móveis e interiores; Piet Zvart, artista gráfico e fotógrafo; Piet Mondrian (artista plástico, de cunho religioso); Théo van Doesburg, motor do movimento vanguardista De Stijl. Já em 1916, Théo van Doesburg tinha publicado na revista de stijl artigos sobre uma composição puramente tipográfica e rejeitara a inclusão de ornamentos. Em 1921, van Doesburg publicou a revista MECANO, também um bom exemplo para a nova tipografia. O movimento De Stijl, articulado pela revista do mesmo nome, deixou poucas obras construídas; contudo, o impacto da sua ideologia (espiritualista e esotérica) foi significativo – tanto na Holanda, como na Alemanha. O ângulo reto e as três cores primárias, completadas pelo preto, branco e cinzento compunham os elementos básicos da expressão. Uma vez que os meios de criação artística ficavam assim especificados, era agora possível quebrar a “supremacia do indivíduo” e criar “soluções colectivistas”. O movimento permaneceu coeso por quinze anos. Arrancando a pintura do campo da representação e abraçando o abstracionismo total, formulando a síntese das formas de arte, o De Stijl caracterizou-se pelo fervor quase religioso de seus partidários, que acreditavam existir leis que regem a expressão artística e que viam na sua arte um modelo para relações harmoniosas dos indivíduos na sociedade. A revista De Stijl foi uma publicação iniciada em 1917 por Theo van Doesburg e alguns colegas que viriam a compor o movimento artístico conhecido por Neoplasticismo. 2.2. Obra de Piet Mondrian


Bauhaus 2. Werkbund Além de qualidade e perfeição, uma das principais preocupações de arquitetos, artistas e industriais alemães do início do século 20 foi a contemporaneidade formal e produtiva dos utensílios diários, até então influenciados pelos rebuscamentos do Art Nouveau e pelos modismos historicistas do século 19. Preocupados com o abismo existente entre artesãos, indústria e artistas, provocado pela substituição da manufatura durante a Revolução Industrial, artistas, políticos, arquitetos e industriais, entre outros, fundaram em 5 de outubro de 1907, em Munique, o Deutscher Werkbund ou Federação Alemã de Ofícios. Entre os frutos do movimento estão a criação da escola Bauhaus, em 1919, e das normas DIN, hoje Instituto Alemão de Normalização, em 1917. A fundação do Deutscher Werkbund também pode ser entendida como o nascimento do design propriamente dito. Os participantes do movimento não entendiam o objeto industrial de forma simplesmente utilitária. Revoltados com a banalidade ornamental do século 19, os fundadores do Deutscher Werkbund procuraram resolver o problema da decadência dos valores artísticos em uma nova sociedade industrial. O Deutscher Werkbund se propôs a dar forma a tudo: "Das almofadas do sofá ao urbanismo, do selo do correio ao arranha-céu", como explicou o arquiteto Hermann Muthesius, conselheiro do Estado prussiano e principal incentivador do movimento. Também entre os fundadores, está o arquiteto Peter Behrens, apelidado de "Mister Werkbund" e considerado o primeiro designer industrial. A contratação de Peter Behrens, em 1907, para desenvolver produtos, imagem corporativa, catálogos de vendas e os prédios da empresa de eletricidade AEG marcou a primeira grande aplicação das ideias do Deutscher Werkbund e o início do design industrial moderno. Behrens foi contratado para distinguir os produtos da companhia AEG não somente pela sua qualidade, mas também pela sua estética. Além do célebre prédio da fábrica de turbinas da AEG, considerado um marco da arquitetura industrial e da arquitetura moderna, o escritório berlinense de Behrens desenhou ventiladores, chaleiras, motores, entre outros, onde privilegiou as limitações da linha de produção e os aspectos técnicos ao ornamento. 2.3 Walter Gropius, Marcel Breuer: Gesellschaftsraum (Espaço Social), exposição Deutscher Werkbund em Paris, de 1930;

Behrens afastou-se do traço sinuoso do Art Nouveau, eliminou a decoração supérflua e, na parte gráfica, criou caracteres mais limpos. O logotipo da firma AEG leva, ainda hoje, a assinatura de Peter Behrens. Os projetos da empresa de produtos elétricos também serviram de escola para os principais representantes da arquitetura moderna, que trabalharam na época, no escritório de Behrens: Walter Gropius, Le Corbusier e Mies van der Rohe.


Bauhaus 2. Peter Behrens Nasceu em Hamburgo, em 1868, e morreu em Berlim em 1940. Tinha como formação a pintura e era autodidata em arquitetura. Mudou-se para Munich, onde trabalhou como pintor e tipógrafo. Em 1892 foi um dos membros fundadores do Munich Sezession, e em 1897, co-fundou the United Workshops for Art and Craft (Vereinigte Werkstätten für Kunst und Handwerk). Em 1902, participa da International Exhibition of Applied Art, em Turin. Em 1907, a família Rathenau convidou Peter Behrens a colaborar com a indústria eletroeletrônica AEG, que tinha como meta no novo século aumentar o rendimento com a utilização de métodos modernos de fabricação, aplicação de novas regras de organização do trabalho e do lançamento de produtos competitivos. Naquela época, a concorrência crescera por parte de outros fabricantes mundiais que cresceram com o advento da expansão e eletrificação das cidades, sobretudo com a estandardização, introduzida pelos americanos por meio de suas máquinas automatizadas e da organização do processo produtivo das indústrias inglesas. Peter mudou-se para Berlim com a responsabilidade de projetar os produtos, a imagem corporativa, os catálogos de vendas promocionais e a arquitetura da AEG, que o tornou marco real da união entre artista e indústria proposto pelo movimento Wekbund, de Muthesius. Por seu estúdio em Neubabelsberg, Alemanha, passou quase simultaneamente uma geração de arquitetos progressistas – Walter Gropius, Adolf Meyer, Mies van der Rohe e Le Corbusier. Em 1922, muda-se para Viena onde leciona na Excola de Arquitetura na Academy of Fine Arts, na cadeira de Otto Wagner.

2.4.Centrum IG Farben H��chst, Frankfurt, 1920-25


Bauhaus: Fases 1. Início em Weimar A Bauhaus iniciou suas atividades, em 1919, na cidade de Weimar, sob a direção do arquiteto Walter Gropius e relaciona-se com revolução estética preconizada pelos vanguardistas russos. O seu corpo docente era formado por artistas, arquitetos e artesãos de diferentes nacionalidades e de linhas de pensamento. Ela foi criada ao fundirem-se as escolas de Artes Aplicadas e a Academia de Belas-Artes da Saxônia, após a Primeira Guerra Mundial. Em Weimar pretendeu-se fazer a síntese do trabalho dos artistas e dos artesãos, ignorando a produção em série industrial e capitalista. A ideologia dos primeiros anos está próxima do movimento Arts and Crafts. Seu período na direção, de 1919 a 1927, ficou conhecido como “anárquico expressionista”, já que sua proposta unificadora desafiava várias tradições, dando prioridade à expressão emocional e à individualidade dos estudantes. O programa da Bauhaus sob a direção de Walter Gropius privilegiou a aliança dos conceitos das vanguardas artísticas com o design de objetos, e em todas suas fases à práxis produtiva. Nesta época, ele escreve em seu manifesto de fundação, estabelecendo que a meta de toda atividade plástica é a construção e a decoração e que estas são as tarefas mais nobres das artes. Assim, a arte deveria integrar-se à arquitetura. As aulas eram, á maneira das escolas de arte, ateliers onde a aprendizagem se sustentava no equilíbrio entre a teoria e a prática. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, Gropius decidiu que deveria criar um novo estilo arquitetônico que refletisse essa nova época. O seu estilo — na arquitetura e na criação de bens de consumo — era voltado para a funcionalidade, o custo reduzido e a orientação para a produção em massa, sem se limitar apenas a esses objetivos. Ele afirma que antes de um exercício puro do racionalismo funcional, a Bauhaus deveria procurar 3.1.Sede modernista da Bauhaus, em Dessau. definir os limites desse enfoque, e permitir ao espírito criativo construir o novo em cima da base tecnológica já adquirida pela humanidade. Por essas razões, Gropius queria unir novamente os campos da Arte e Artesanato, criando produtos altamente funcionais, com atributos artísticos. Repudiava-se também o espírito acadêmico e, já na sua criação, a Bauhaus valorizava um método pedagógico não convencional. Seu mérito consiste em abarcar posições artísticas contrárias ao espírito acadêmico e integrá-las numa abordagem pedagógica não convencional. Novas modas, exemplos originais de vida comunitária, todas as formas de expressão testemunham a excepcional criatividade da Bauhaus e sua influência sobre o espírito do tempo.


Bauhaus: Fases 2. Novo Prédio em Dessau A segunda fase da Bauhaus ocorreu de 1923 a 1928 e, em 1926, a escola se estabelece em Dessau, um crescente centro industrial. Como um verdadeiro laboratório da pesquisa formal, era localizado em um edifício idealizado por Gropius, um verdadeiro marco da arquitetura moderna. A Bauhaus de Dessau abriu suas portas com uma proposta curricular ampliada, dando maior ênfase à arquitetura e á tipografia, produzindo publicidade e propaganda, editando livros, produzindo objetos, móveis, cenários e têxteis. A escola leva ao apogeu a valorização das necessidades humanas e estabelece o funcionalismo, a estética “clean” e funcional. O construtivismo também dominou a Bauhaus nesta fase, contribuindo para que arte e tecnologia convivessem harmonicamente sem traumas. O artesanato se prestava a fazer modelos para fabricação industrial. A pesquisa deveria ser rentável e as oficinas de ferro e vidro tornam-se ateliers de produção. Gropius foi o diretor da escola até 1928, ano em que decidiu renunciar porque queria se dedicar aos projetos particulares. Assumiu o arquiteto Hannes Meyer, que dirigiu a escola até 1930, mudando muitos aspectos centrais com que havia sido concebida a escola, valorizando o conforto e evidenciando o design industrial na Bauhaus. Á raiz das diferenças, Meyer deixa a escola e assume o arquiteto Mies van der Rohe, que a dirige até a sua clausura em 1933 em Berlim, onde a escola tinha se mudado um ano antes por causa dos fortes movimentos nazistas em Dessau.

3.2.Dessau Bauhaus, 1926. Foto: Junkers-Luftbild


Bauhaus: Fases 3. Fechamento em Berlim A terceira fase da Bauhaus ocorreu de 1928 a 1933 e foi marcada por modificações que Hannes Meyer fez no currículo da Escola, acrescentando aulas de psicologia, economia, sociologia, biologia e marxismo. Com isso, a oficina de teatro foi fechada e foram reorganizadas todas as outras oficinas da Escola. As antigas características da Escola desapareceram e esta passou a ser mais científica e politizada, uma vez que as oficinas eram usadas como foco de atividades políticas de estudantes marxistas, fazendo com que a Escola sofresse pressões do governo e da cidade onde estava situada. Meyer acabou deixando a Bauhaus em 1930 por pressões políticas, deixando a Escola aos cuidados de Mies van der Rohe. Assim, se segue uma fase marcada pela tentativa do arquiteto Mies de salvar a Bauhaus do extremismo marxista de Hannes Meyer, ou recuperar seu projeto inicial, conciliando forma, função e espiritualidade, através de uma rigorosa preocupação com a arquitetura. Mies foi o criador da frase “menos é mais” e foi o último diretor da Escola, famoso por usar muito vidro e aço em seus arranha-céus. Neste período todos os gêneros artísticos e de artesanato foram deixados em segundo plano, não caracterizando mais a antiga Escola que unificava todas as artes. A Bauhaus era, nesta época, uma escola superior de arquitetura e design. Em 1932, a Bauhaus foi obrigada a mudar para Berlim, por motivos novamente políticos, continuando seus trabalhos em uma condição adversa. Em 1933, a Escola sofria graves pressões do governo e acabou sendo fechada por Hitler. Porém, no decorrer das décadas seguintes, ela tornou-se o aspecto central da atividade configurativa, tornando-se uma “Escola da Vida” devido a sua filosofia construtiva em comum, que era pregada em seus métodos. Esta identidade comum e a vida comunitária integral fizeram que o fervor missionário da Escola se espalhasse pelo mundo rapidamente em seu tempo. A Bauhaus marcou o modernismo na arquitetura e no design e seus próprios métodos de ensino deveriam estar relacionados às propostas de mudanças nas artes e no design propostas pela Escola. Vemos marcas da Bauhaus em cidades planejadas como Brasília e em outras obras de muitos arquitetos ilustres como o brasileiro Oscar Niemeyer. A Bauhaus ainda está nas mobílias de Florence Knoll, que acrescentou um toque americano ao design da Bauhaus e produziu as maiores e mais respeitadas mobílias que já existiram.

3.3.A Cidade Branca de Tel Aviv também e uma marca da Bauhaus no mundo e seguem muitas outras.


Bauhaus: Fases 4. Exposição MOMA O MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York) inaugurou uma exposição para celebrar os 90 anos da escola Bauhaus, onde nasceu o conhecido movimento vanguardista. A exposição foi chamada de "Bauhaus 1919-1933: Oficinas Para a Modernidade". É a primeira mostra exaustiva que o MoMA dedica a esse movimento vanguardista - identificado com a utopia, a linearidade e a estética do funcional - desde 1938, quando o fundador da Bauhaus, Walter Gropius, se encarregou de organizá-la. De acordo com o MoMA, "nenhum outro museu do mundo recebeu tanta influência da Bauhaus quanto o MoMA, cujas coleções se desenharam para acolher um número sem precedentes de meios artísticos e de desenho". Quem visitou o museu pôde ver mais de 400 objetos que refletem o impacto que a Bauhaus teve na arte no século passado, desde a fundação da conhecida escola, em 1919, na cidade alemã de Weimar, até a clausura pelo regime nazista. A exposição do MoMA traz exemplos dos campos distintos influenciados pelo movimento, que é habitualmente associado apenas à arquitetura e ao desenho. Assim, a exibição 3.4.Escultura 'Composição com cubos' (1919) de Johannes Itten, na traz móveis, gráficos, mostra berlinense. têxteis, cerâmica, desenhos de vestuário, pinturas e esculturas, entre outros objetos. São obras de arte de alguns dos mestres mais famosos da Bauhaus. A mostra percorre as diversas ramificações do movimento e sua influência em correntes artísticas que vão do expressionismo ao futurismo e ao dadaísmo, com Wassily Kandinsky e Paul Klee como seus expoentes máximos. Prova disso é que a mostra traz 80 obras da coleção do museu, além de cerca de 150 objetos raramente expostos que vieram das três instituições que tutelam o legado da Bauhaus na Alemanha - a Fundação Clássicos de Weimar, sua homóloga de Dessau e o Arquivo Bauhaus em Berlim. O restante das obras expostas foram emprestadas por várias fundações, como o Centro Pompidou de Paris e o Museu Metropolitano de Artes de Nova York, entre outras instituições e coleções privadas europeias e americanas. Alguns dos objetos foram exibidos em uma mostra do museu Martin Gropius de Berlim, que em julho inaugurou a exposição "O Modelo Bauhaus", também para celebrar os 90 anos do movimento.


Bauhaus: Personalidades 1. Johannes Itten Nascido em 11 de novembro de 1888, na Suíça, foi professor de escola primária, e teve formação de pintor com Adolf Hoelzel, cujas didáticas de arte e teoria de composição influenciaram em seu trabalho. Lecionou Arte perto de Berna, transferindo-se depois para Viena onde dirigiu uma escola de arte. Nesta época, foi apresentado a Gropius que o convidou para dar uma palestra sobre os “Ensinamentos dos Mestres Antigos” na sessão inaugural da Bauhaus em 1919, no Teatro Nacional de Weimar, no mesmo ano foi convidado para ocupar uma cadeira docente da Bauhaus. Itten foi uma figura dominante durante a primeira fase da Bauhaus tendo grande importância nas oficinas, na organização e na estruturação dos cursos. Carregou a influência de Frans Cizek que desenvolvera um sistema de ensino baseado no estímulo da criatividade individual, através da produção de colagens de diferentes texturas e materiais. Na Bauhaus, Itten instituiu o Vorkurs, ensino preliminar, cujo objetivo era eliminar da mente do aluno todos os preconceitos existentes, fazendo-o recomeçar do zero, aprendendo de maneira totalmente nova, princípios 4.1. Johannes Itten e técnicas mais elementares. Suas aulas eram iniciadas com exercícios de ginástica e respiratórios que segundo ele, descontraíam e relaxavam os estudantes, antes de iniciar a “direção e ordem fluentes”. A expressão “linguagem visual” surge como um vocabulário de elementos básicos, organizados numa gramática de contrastes. A Formlehre, sua interpretação da forma, partia de formas geométricas elementares onde cada uma delas tinha um significado: círculo (fluente e central); quadrado (calmo); e triângulo (diagonal). Esta teoria foi elaborada no Curso Básico de Johannes Itten, um programa idêntico foi continuado por Kandinsky e Moholy-Nagy. A ideia de Itten era, libertando o poder criativo individual do aluno, dar-lhes uma nova compreensão dos materiais e da Natureza, familiarizando–os com os princípios básicos subjacentes a toda atividade criativa nas artes visuais, permitindo que cada aluno trabalhasse na sua habilidade específica. Johannes Itten também foi responsável por desenvolver a estrela de cores (círculo cromático) que é baseada no espectro visível. Os tons secundários são formados pela mistura de dois tons primários e os tons terciários pela mistura entre um tom primário e um secundário, incluindo sua variação de luminosidade. Em 1923, Johannes deixou a Escola por não concordar com a orientação que visava a cooperação com a Indústria, proposta por Gropius. Após esse período fundou e trabalhou em diversas escolas de arte inclusive se tornou diretor do Museu de Arts & Crafts de Zurique e da escola afiliada ao museu.

4.2 Estrela de cor


Bauhaus: Personalidades 2. Marcel Breuer Nasceu em 21 de maio de 1902, na Hungria. Seu estudo e Magistério inicial na Bauhaus em Weimar e Dessau na década de vinte introduziu o prodígio ao grupo de gigantes da era, dos quais três - Le Corbusier, Mies van der Rohe e Walter Gropius – foram grandes influências ao longo de sua vida profissional. Formou-se na primeira sede da Bauhaus em 1924 e passou a leccionar nesta escola até 1928, em Dessau, durante esse período dirigiu a Oficina de Carpintaria. Sua relação com a instituição era bastante estreita, o que acabou por lhe dar a directoria da instituição após a saída de Mies van der Rohe. Enquanto docente da Bauhaus, realizou uma série de experiências no design de mobiliário, usando metal tubular, foi quando criou os primeiros protótipos da cadeira Wassily, cujo nome é uma homenagem ao colega Wassily Kandinsky, também professor. 4.3 Marcel Breuer na cadeira Wassily Com a ascensão do Nazismo, ele deixou a Alemanha, em 1935, para se juntar a Gropius, em Londres. Foi um dos designers mais conhecidos na Europa. Marcel Breuer emigrou para os Estados Unidos em 1937 e lá trabalhou com seu exprofessor Mies van der Rohe, projetando arranha-céus. A obra de Breuer pode ser inserida no que costuma ser chamado o International Style. No mesmo ano, foi convidado a juntar-se à Faculdade de Arquitetura da Universidade de Harvard e seu trabalho revolucionou o design residencial americano, enquanto ensinava uma geração inteira de alunos que em breve se tornariam arquitetos famosos. Posteriormente abriu um estúdio de arquitetura em parceria com Walter Gropius. Em 1968, quando ganhou a medalha de ouro do Instituto Americano de Arquitetos, Breuer tinha deixado rastros de grandeza com monumentos mundialmente famosos, como New York’s Whitney Museum of American Art, La Gaude Laboratory da IBM, a sede dos Departamento de Arquitetura e Urbanismo em Washington, entre muitos outros projetos. Nesse mesmo ano, ele ganhou a primeira medalha da Fundação Jefferson, que o citou como "entre todos os arquitetos ainda vivos no mundo, a excelência na qualidade do seu trabalho”. Foi considerado por alguns críticos um dos últimos verdadeiros arquitetos funcionalistas.

4.2 New York’s Whitney Museum of American Art


Bauhaus: Personalidades 3. Herbert Bayer Austríaco, nascido em 1900, Herbert teve sua primeira formação em 1919, no estúdio do arquiteto Georg Schmidthammer. No ano seguinte, se tornou assistente do arquiteto Josef Emanuel Margold, que era um membro da colônia dos artistas em Darmstadt. Bayer continuou a sua formação entre 1921 e 1925 na Bauhaus em Weimar e Dessau. Entre 19211922, ele se matriculou no curso preliminar com Johannes Itten. De 1922 a 1924/25, teve Kandinsky como seu professor no departamento de pintura de murais. Walter Gropius o nomeou como um mestre-júnior na Bauhaus, em Dessau. 4.5. Herbert Bayer A partir de 1925, ele foi diretor da oficina de impressão e publicidade recém-fundada na Bauhaus, quando inspirado nessas ideias desenhou um alfabeto construído à semelhança de uma linha de montagem. Bayer desenhou muitos materiais impressos e publicidade gráfica para a Bauhaus até 1928, quando deixou a escola. Dois anos depois, ele projetou a exposição Deutscher Werkbund, em Paris, junto com Gropius e Moholy-Nagy. Durante alguns anos, Bayer trabalhou em Berlim como artista comercial, designer gráfico de campanhas publicitárias e pintor. Ele foi diretor artístico da agência de publicidade Dorland, da Vogue Magazine, em Paris, e freelancer da revista Die Neue Linie. Em 1938, Bayer emigrou para os Estados Unidos e viveu em Nova York. Ele projetou a exposição Bauhaus 1919-1928, em Nova York e 30 anos depois, a exposição 50 Jahre Bauhaus, em Stuttgart, também foi realizada de acordo com seu design. No EUA, ele foi mais ativo como pintor, designer gráfico publicitário e designer de exposições. Inclusive desenvolveu a exposição americana de propaganda Road to Victory, no MoMA. Ele também trabalhou como consultor criativo para várias agências de publicidade importantes da época e lojas de departamento em 1965, além de muitos outros centro 4.6. Selbstporträt culturais. Sua obra é muito diversificada, variando de design gráfico e pintura à arquitetura da paisagem. Suas obras notáveis incluem a fotomontagem Selbstporträt (Autoretrato), a publicidade para Adrianol Emultion, a série Montains and Convolutions e o Marble Garden.

4.7. Marble Garden


Bauhaus: Personalidades 4. László Moholy-Nagy Nasceu em 1985, na Hungria. Foi designer, fotógrafo, pintor e professor de design pioneiro, conhecido por ter lecionado na Bauhaus. Enquanto se recuperava de ferimentos de guerra, ele se dedicou aos desenhos e às aquarelas. Mais tarde, com a derrotada, se exilou em Berlim, onde entrou em contato com toda as efervescências culturais do momento, do Futurismo ao Dadaísmo, passando pelo Construtivismo de seu amigo El Lissitzky e logo se definiu como abstrato, influenciado pelo DADA e por Kurt Schwittters. Começou o seu percurso artístico ao aderir ao Construtivismo. A partir de 1923, Moholy-Nagy fazia parte do corpo docente da Bauhaus como professor na oficina de metal e diretor do Curso Preliminar, Vorkurs, fundado por Itten. Nesse período, em estreita cooperação com Gropius, László editou a série de livros chamados Bauhausbücher. Assim, ele foi um importante 4.8. László Moholy-Nagy impulsionador das atividades editoriais da Bauhaus. Ao longo de toda a sua vida também esteve ativo no design gráfico, tendo trabalhado muito com tipografia. Do Material à Arquitetura, escrito em 1928, inaugurou a série de publicações da Bauhaus. Neste livro, Moholy-Nagy, além de expor o núcleo central de suas concepções sobre o uso da luz, do movimento, da fotografia, do cinema e dos materiais plásticos, ensina como manejar os materiais necessários para a elaboração artística e arquitetônica. Segundo Gropius, ao longo dos anos, este livro converteu-se numa gramática do design moderno. MoholyNagy, influenciado pelo Neo-plasticismo holandês e pelo Construtivismo russo, substituiu a abordagem expressionista de Itten e defendeu a integração da tecnologia e indústria no design e nas artes. Com o fechamento da Bauhaus na Alemanha, os docentes optam pelo exílio. A evolução continua nos EUA, país para onde tinha emigrado boa parte dos grandes nomes da Bauhaus. Um grupo de industriais decidiu fundar em 1937 em Chicago uma escola de design e chamaram Moholy-Nagy para dirigi-la. Esta 4.9. Konstruktionen. 1923 instituição, a New Bauhaus, depois passou a ser designada por School of Design e mais tarde Institute of Design.


Fordismo O fordismo foi um conjunto de teorias criadas por Henry Ford para tornar a produção automobilística mais eficiente. Fora iniciada, simbolicamente, em 1914 e 1973. Esse método consistia em aumentar a produção baixando o preço do produto, visando, então mais lucro e mais vendas. O método foi criado para a produção automobilística, a princípio, porém depois de vista a eficiência rela que gerou essa técnica outras empresas de outros ramos começaram a adotar o fordismo. Em destaque da produção fordista encontram-se, além dos automóveis, a construção naval, o aço, os produtos petroquímicos, a borracha e os eletrodomésticos. O fordismo utilizava o método de produção em massa, e por isso tinha de haver muita padronização nos produtos. Era preciso diminuir o preço da produção para baratear os produtos, contudo era necessário também que os funcionários recebessem bem e tivessem tempo de lazer para fazê-los consumir os produtos de massa produzidos. “Pela aplicação de novas tecnologias e métodos de fabricação ele [Ford] demonstrou que era possível produzir mais barato sem sacrificar a qualidade do produto e, por conseguinte, ganhar cada vez mais cobrando menos. Assim nascia a ideologia do consumo de massa, contrariando a vivencia do consumidor industrial do século 19, o qual estava acostumado a pagar mais para ter o melhor. ” (Cardoso, 2004. P.112) Ao contrário de tudo do que promovia Morris, no Arts and Crafts, no qual as máquinas deveriam se adaptar as necessidades do design, no fordismo ocorre uma alienação das formas e da estética por conta da padronização que reduzia o detalhamento e a ornamentação.

5.1.Linha de montagem da Ford, 1914.


HQs A história em quadrinhos não tem nascimento datado e nem berço por que é uma linguagem, que utiliza de imagens e palavras. Esse tipo de linguagem ficou muito mais difundido após a invenção da impressão e pode-se dizer que há três locais principais do globo onde elas se desenvolveram mais: na Europa, na América do Norte e no Japão. Entres esses lugares aconteceram influencias transculturais que desenvolveram esse gênero textual. Por exemplo, “o mangá japonês dos anos 1920 e 1930 foram influenciados em parte pelas tiras cômicas norteamericanas importadas, cujo estilo linear recebeu influência da ilustração do art nouveau francês, cujas as raízes podem ser atribuídas, em parte, às gravuras japonesas que haviam chegado à Europa no século XIX” Mazur e Danner (2014). “Nos EUA os primeiros quadrinhos a exemplo de “Pafúncio” (1913), “Gato Félix” (1921), ainda primavam pelo desenho e as narrativas lineares. Mas em alguns quadrinhos como “Tarzan” (1929) e “Dick Tracy” (1921) já se percebia a evolução do design com uma forte influência do cinema como: o sombreamento dramático, enquadramentos inusitados com muito uso de close e o enquadramento seqüenciado de imagens baseado em montagens cinematográficas. ” (GOMES et al., 2016) Os quadrinhos tinham limitações e com o público formado por crianças começaram a haver censuras por parte do governo, pois acreditavam que esse tipo de leitura corrompia os jovens leitores. Contudo, foi após da segunda guerra mundial que os quadrinhos, principalmente europeus, ganharam destaque e se libertaram das normas culturalmente impostas. Nos EUA, em 1950, descobriram, em uma pesquisa, que os quadrinhos na realidade tinham como maiores leitores pessoas de mais de 20 anos e 48 por cento 5.2. Capa da revista do Gato Felix, 1962. formado pelo sexo feminino. Com a descoberta desse novo público, em 1960, surgiu os quadrinhos voltados apenas para os adultos. Nesse momento, concluíram que os quadrinhos poderiam ser um importante veículo de comunicação e até uma forma de arte.


Streamline De acordo com o dicionário inglês-português Longman, Streamline significa agilizar, simplificar. Após a Grande Depressão, na década de 30, iniciou nos EUA um estilo conhecido como stremlined. Esse estilo se baseava nas pesquisas aerodinâmicas feitas, nas quais o ar tinha grande resistência física e por isso era necessárias formas que tornassem a resistência do ar favorável. Essa pesquisa teve aplicações em diversos setores, inclusive no design. Os ângulos agudos, então, foram substituídos por curvas simples que promoviam sensação de movimento e a estrutura interna passou a ser totalmente escondida dentro do “esqueleto” do produto. Então, mais do que encontrar entusiasmo criador em uma linha de aspiração, era necessário ficar atento a morfologia adequada para as novas tecnologias. A característica principal desse estilo era ligada a velocidade, no qual os objetos afirmavam potência e dinamismo. Outra característica importante era o simbolismo, ou seja, a aparência prevalecia em relação a função. O estilo passava para os consumidores a ideia de que o país estava a caminho de um futuro melhor, por isso o Streamline foi a concretização do “sonho americano”. Esse movimento aplicado em diversos setores do desenho industrial, foi também espalhado para a arquitetura e para o design de produtos e de interiores. Os edifícios passaram a ser construídos com mais curvas, horizontalidade e características náuticas. A ênfase desse novo movimento foi eliminar os elementos que desordenam um traçado orgânico.

5.3.Hechts Warehouse, Washington, DC. 1937.


Styling Não muito diferente do Streamline, o Styling tinha o objetivo de tornar o objeto atraente aos olhos de quem vai comprar. A funcionalidade se via em segundo plano nesse segmento de estilo. O Styling surgiu na mesma época que o Streamline, nos anos 1930 e o homem considerado mestre desse modelo é o Raymond Loewy (1893-1986). Raymond era um francês que fez seu maior sucesso nos Estados Unidos da América. Ele foi um dos mais importantes designers industriais do século XX. Em 1929, abriu sua empresa que criava desde pequenos projetos como selos postais até projetos para naves espaciais. Antes de abrir sua empresa, Raymond, nesse mesmo ano, recebeu a função de transformar o visual de um mimeógrafo da fabricante britânica de máquinas duplicadoras Sigmund Gestetner. Foi nesse momento que sua carreira de desenhista industrial se iniciou. O que ele fazia era simplesmente racionalizar as coisas para que as tornassem mais simples. Ele chamava esse método de beleza através da função e da simplificação. Entre seus projetos mais famosos estão: O pacote de cigarros da Lucky Strike, a garrafa da Coca-cola, o logotipo da Shell International, o emblema de Serviço Postal dos EUA, o interior dos foguetes Saturno I, Saturno V e Skylab, etc. Loewy impulsionou sua carreira apresentando os benefícios que derivavam do Funcional Styling. Passou mais de 50 anos utilizando esse estilo. Em 1947 Raymond tentou montar um escritório no Brasil, ele até chegou a ser projetado e estruturado, mas acabou fechando no mesmo ano. Com 92 anos de idade, Loewy morreu deixando um legado na história do desenho industrial. A repórter do New York Times, Susan Heller escreveu: “Dificilmente pode-se abrir uma cerveja ou um refrigerante, preparar o café da manhã, ir a bordo de um avião, comprar gás, enviar uma carte ou adquirir um aparelho sem encontrar uma criação de Loewy. ”

5.4. Pacote de Lucky Strike desenhado por Loewy, 1939.

5.5. Capa da revista Time com Raymond. Outubro de 1949.


Design Gráfico Moderno 1. Estilo Internacional O termo Estilo Internacional nasceu em 1932, quando ocorreu a grande exposição de arquitetura moderna “The Internacional Style: Architectue since 1922” realizada em Nova Iorque. Onde foi caracterizado de maneira genérica a produção arquitetônica desde os anos 20 até os anos 60. Os arquitetos que participaram desse movimento, uniram tecnologia e funcionalidade, a sua linguagem formal e geométrica, afim de produzir a estética moderna. Que eles promoveram. Suas principais características consistiam em: criar uma padronização do formato visual, com uma informação simples e concreta, sem nenhum tipo de interferência visual, fazer algo universal. Na Tipografia, os anos 1940 e toda a década de 1950 mostraram um grande amadurecimento dos princípios orientadores da Tipografia, Uma série de acontecimentos pontuam este processo como demarcações significativas de seu desenvolvimento. Especificamente nesse campo, destaca-se o trabalho de Amil Ruder, na Basiléia, ele foi professor durante 30 anos, e atuou como diretor.

6.2Exemplo de arquitetura do Estilo Internacional

6.1Cartaz com a Tipografia muito usada


Design Gráfico Moderno 2. Escola de Ulm A Escola de Ulm, foi sucessora da Bauhaus com seus métodos de ensino, matérias que eram lecionadas, ideais políticos e em que acreditava sobre o Design, que ele tinha um importante papel social a desempenhar, não algo apenas belo. Ao lado de Aicher, o suíço Max Bill e o italiano Tomas Maldonado moldaram a instituição em um cenário pós-guerra. A HfG Ulm existiu durante 15 anos, por lá passaram cerca de 640 estudantes, mas assim como a Bauhaus, ela não foi apenas uma mera instituição de ensino do design, comunicação visual, arquitetura, informação e cinema. Eles tinham uma obrigação moral de aprender lições obtidas com a experiência vivenciada na guerra, o intuito a influenciar os jovens a almejas uma sociedade melhor. O sucesso da Escola, não se refletiu só nos prêmios recebidos nos diversos setores de design, eram extraordinários também os resultados obtidos pelas equipes de criação. Os prérequisitos metodológicos davam base aos projetos moldados na economia de recurso, optando sempre por produtos duráveis, mais sustentáveis e ecológicos, bem antes da existência dos movimentos. A Escola de Ulm desenvolveu durante sua existência, vários projetos em parceria com a indústria, como por exemplo a empresa de eletrodomésticos Braun. Os projetos desenvolvidos para a empresa, ajudaram a concretizar sua filosofia funcionalista.

6.3.Aicher com estudantes da HfG

6.4.Cartaz de Congresso da HfG Ulm


Design Gráfico Moderno Tenreiro Joaquim Tenreiro nasce em Melo, pequena aldeia de Portugal, e fixa-se no Rio de Janeiro em 1928. Filho e neto de marceneiros, aprende a trabalhar com a madeira ainda criança. Em 1929, cursa desenho no Liceu Literário Português, paralelamente estuda no Liceu de Artes de Ofícios. Participa, em 1931, do Núcleo Bernardelli. Trabalha, entre 1933 e 1943, como projetista nas firmas Laubish & 6.5. Cadeiras desenhadas por Joaquim. Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes, especializadas em móveis de estilos francês, italiano e português - "luízes de todos os números e renascimentos tardos de 400 anos", como relata Tenreiro, ironicamente. Funda, em 1943, a empresa Langenbach & Tenreiro, colocando em prática sua concepção de móvel moderno. Tal qual o pai, Joaquim Tenreiro conhecia todos os segredos da madeira, seus veios, nós e texturas revelados desde a infância na marcenaria da família. Dono de traços leves e formas precisas, o designer, escultor, pintor e desenhista nascido em Melo Guarda, Portugal, foi responsável pela mudança drástica na indústria moveleira brasileira que até então produzia em larga escala apenas cópias do mobiliário da Europa.

Sérgio Rodrigues Sérgio Rodrigues, designer de móveis, arquiteto. Ingressa em 1947 na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil (FNA), no Rio de Janeiro. Em 1949, atua como professor assistente de David Xavier de Azambuja, que, em 1951, o convida a participar da elaboração do projeto do Centro Cívico de Curitiba, com os arquitetos Olavo Redig de Campos e Flávio Regis do Nascimento, por intermédio de quem conhece Lucio Costa. Rodrigues forma-se em arquitetura em 1951. Em 1954 contratamno para comandar o setor de criação de arquitetura de interiores de sua nova empresa, a Forma S.A., em São Paulo. Nesse período, entra em contato com a produção de 6.6 diversos designers europeus. Em 1955, pede demissão da Forma, e volta ao Rio de Janeiro. Alimenta a ideia de criar um espaço de produção e comercialização do design brasileiro, que se concretiza com a abertura da Oca, em 1955. Foi Sergio que descontraiu a casa e a maneira de sentar, quebrando a rigidez do estilo pé palito e ao criar, em 1955, a Oca, mistura de loja, ateliê e galeria de arte. Na Praça General Osório, em Ipanema, o espaço tinha as luminárias Dominici, tecidos da artista plástica Fayga Ostrower, móveis da Forma e peças assinadas por ele, tornando-se o ponto de encontro dos intelectuais.


Design Gráfico Moderno Aloisio Magalhães Aloísio Barbosa Magalhães (Recife PE 1927 - Pádua, Itália 1982). Pintor, designer, gravador, cenógrafo, figurinista. Participa do Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP) em 1950, onde exerce as funções de cenógrafo e figurinista, além de ser responsável pelo teatro de bonecos. Em 1956, com bolsa concedida pelo governo americano, viaja aos Estados Unidos, onde se dedica às artes gráficas e à programação visual. 6.7.Aloisio Magalhães Publica, com Eugene Feldman, os livros Doorway to Portuguese e Doorway to Brasília, e leciona na Philadelphia Museum School of Art. De volta ao Brasil, em 1953, dedica-se esporadicamente à pintura e faz pesquisas em artes gráficas. Participa da fundação do Gráfico Amador, oficina criada por um grupo de intelectuais interessados na arte do livro, realizando experimentações com técnicas de impressão. As edições têm cuidadosa forma gráfica e entre elas destaca-se Pregão Turístico do Recife, de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), com design e ilustrações de Aloísio Magalhães. Em 1960, após trabalhar por algum tempo nos Estados Unidos com programação visual e artes gráficas, muda-se para o Rio de Janeiro. Abre um escritório voltado à comunicação visual, campo no qual é pioneiro no país, e realiza projetos para empresas e órgãos públicos. Cria, entre outros, o símbolo da Fundação Bienal de São Paulo e o do 4º Centenário do Rio de Janeiro, seu primeiro trabalho de grande repercussão, e espontaneamente reproduzido pela população em vários pontos da cidade. Na criação dos símbolos, Magalhães parte, na maioria das vezes, de uma unidade que é refletida, explorando a tridimensionalidade e a rotação do volume no espaço. Trabalha com design e projeto editorial de livros de arte. Em 1963, colabora na criação da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), onde 6.8.Um dos trabalhos de Aloisio leciona comunicação visual. Realiza o projeto da cédula do cruzeiro novo, em 1966.


OP ART Conhecida também como Arte Óptica, a Op Art foi um movimento que originou-se durante a década de 1930, mas ganhando força somente duas décadas mais tarde. A Op Art, baseia-se em recursos visuais, basicamente na ilusão de ótica, e foi criada a partir da frase "menos expressão e mais visualização". Também é considerada uma variação do expressionismo abstrato. Op Art é cerebral e sistemática, e assim como a ciência e tecnologia, suas possibilidades são ilimitadas. Um dos artistas precursores do movimento foi o artista húngaro, Victor Vasarely, considerado o "pai" da Op Art. As principais características das obras desse movimento são; Tridimensionalidade, Efeitos óticos e visuais, Movimento e contraste de cores, Tons vibrantes (principalmente preto e branco), Formas geométricas e linhas, Observador participante, Estilo abstrato. Pode-se ainda dividir a Op Art em quatro estilos principais, e elas são: as designadas Optical Art, que foram vistas nesse 7.1 'Zebras' (1938) de Victor Vasary, uma das primeiras obras de Op Art

texto até então; as que apresentam movimento real, produzido pela manipulação do espectador ou ainda por motores, como os mobiles de Calder (1898-1976); as que vivem do efeito de jogos de luzes e reflexos luminosos; e por fim as que ue agridem a retina com efeitos ópticos ondulados, pela colocação instável das cores . 7.2 Mobiles de Calder A principal exposição de Op Art ocorreu em 1965 no Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA). Conhecida como "The Responsive Eye", a exposição contou com a participação de vários artistas importantes.


Pop Art A pop art surgiu nas décadas de 50 e 60. o crítico Lawrence Alloway denominou esse movimento por se referir a tudo que era produzido pela cultura em massa no hemisfério ocidental. Pop art é o marco de passagem da modernidade para a pósmodernidade na cultura ocidental. Na primeira figura temos a colagem O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes tão atraentes?, de Richard Hamilton, que foi concebida inicialmente como um pôster para a exposição This is Tomorrow, em 1956. Essa colagem respondia a pergunta, a sociedade havia se tornado muito consumista. O movimento representava o retorno da arte figurativa, opondo-se ao Expressionismo alemão que até então 7.3 dominava. A cultura em massa, o culto à televisão, às fotos, às histórias em quadrinhos, ao cinema ea produção publicitária dominaram completamente então. Era também uma crítica à tudo isso, questionando muitas vezes o porque de toda essa adoração. Andy Warhol foi o mais famoso artista desse movimento, tendo, até hoje, suas obras reproduzidas em diversos produtos, obras essas como as de Marilyn Monroe e Elvis Presley. Além das serigrafias Warhol também se utilizava de outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de 7.4

arte.

A Pop Art continua sendo usada nos dias de hoje, tanto em obras quanto em propagandas publicitárias e até mesmo em música. No ano de 2015, a cantora brasileira Anitta gravou um videoclipe totalmente inspirado na Pop Art e nos quadrinhos, "Bang!".

7.5

7.6


New Wave New Wave foi um movimento, principalmente musical, que surgiu no início dos anos 80. Era série de estilos musicais então emergentes, tanto mais alegre, divertido e colorido, quanto um som mais triste, sombrio e meditativo. Esta expressão está conectada às origens da música pop norte-americana, inglesa, canadense e australiana, no fim da década de 70 e princípio da de 80. New Wave era um pouco mais singelo que o movimento Punk, mas eram movimentos concomitantes. A New Wave também atingiu o design e foi influenciado pelo movimento punk da mesma forma. Foram feitos vários experimentos com tipografia, uso das cores, texturas, formas geométricas numa mesclagem que transformou a comunicação visual. O movimento foi criado para ir contra a monotonia design modernista era (chato e sem uso de elementos lúdicos) com sua tipografia neutra e objetiva.

7.7

O mais importante artista desse movimento foi o Wolfgang Weingart. Ele era professor e trazia vários questionamentos em suas aulas de tipografia, sobre Estilo Internacional e o rumo que o design estava tomando. Foi então que, impulsionado por seus questionamentos, iniciou diversas experimentações tipográficas, abordando entre outros, as relações e limites de legibilidade dos tipos. A partir disso, Weingart obteve uma nova técnica para suas criações: a junção da impressão offset e o processo fotográfico. Ele rejeitou o uso do ângulo reto como princípio organizador, desenvolvendo um trabalho rico em efeitos visuais. Outro grande nome foi April Greiman, que envolvia uma grande quantidade de elementos diferentes que se articulavam dando a impressão de um jogo onde as peças podem subitamente se mexer e compor algo novo.

7.8


Design Vernacular Os projetos criados por Glaser, Chwast e Herb Lubalin na década de 1960 faziam uso de grafismos apropriados de fontes históricas, do chamado design vernacular americano e da cultura popular, rejeitando o a neutralidade do Bauhaus a favor do humor e da expressão da personalidade do designer. Coloridos, irreverentes e assumidamente artísticos, a obra destes designers marca uma ruptura com os valores vigentes do Estilo Internacional. O Design Vernacular estabelece uma ligação direta entre o homem e sua cultura local, podendo ser modificado mediante ações sociais ou religiosas e não é um movimento acadêmico. Essa expressão vem da junção do termo Design (desenho) com o termo vernáculo (língua nativa). Aplicado a qualquer produto 7.9 desenvolvido a partir de um hábito cultural. Esse tipo de Design é visto por muitos como anti-profissional e subalterno, por se tratar de projeto informais fortemente ligados aos costumes locais, fora do padrão do Design moderno. Pichações e grafites, vistos de forma tão pejorativa, são movimentos vernaculares. Há grupos que estudam e valorizam projetos vernaculares, tais como a ornamentação de carrocerias de veículos, uma referência quando lembramos de Design Vernacular, que é uma tradição antiga estimada anterior aos anos 1920, onde personaliza e leva à veículos cores, grafismos e elementos visuais de sua cultura local.

7.10


David Carson

7.11

David Carson Formou-se em Sociologia, em 1977 e de 1982 a 1987 lecionou na Torrey Pines High School sociologia, psicologia, economia e história, mas foi somente em 1983 que teve sua primeira aproximação com o Design Gráfico. A partir daí, influenciado pelo designer HansRudolph Lutz, começou a participar na parte gráfica de uma pequena revista de surf e a partir de 1983 até 1987. Marvin Scott Jarret se sentiu atraído pela sua criatividade e inovação (diretor e criador da revista de música alternativa Ray Gun). Foi então que em 1992 se tornou diretor de arte da revista. Carson então triplicou as vendas da revista, atraindo ainda mais atenção para sua figura que começou a fazer consultoria de design para como Prince e David Byrne. Em 1994 passou a dirigir comerciais de TV para anunciantes de peso como Coca-Cola, Levi Strauus & Co., Ryder Trucks. Em 1996, Carson larga a direção de arte da Ray Gun e passa a dedicar-se a fama alcançada. Abre seu escritório de Design próprio o David Carson’s design, com escritórios 7.12 espalhados, em Nova York e San Diego por exemplo. Atualmente possui além de seus escritórios nos EUA, um escritório em Zurich, na Suíça e é considerado o designer mais influente da atualidade.


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Projeto acadêmico da disciplina de fundamentos do design