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Integrantes

Bruna Lascala Lozano Raquel Oliveira Barrios Mรกrio S. Issa Lucas Maurano Pedro H. Miguel


Ao leitor Nós, alunos do 9º ano do Colégio São Luís, fizemos uma viagem de estudo do meio a Paraty, cidade histórica que sofreu grande influência maçônica e é conhecida pelo Caminho do Ouro (caminho antigamente utilizado para transportar ouro de Minas Gerais ao Rio de Janeiro, para assim, ser levado ao exterior). Sua rica paisagem é composta pela vegetação da Mata Atlântica e apresenta um fiorde tropical, chamado Saco do Mamanguá. Por ser uma região litorânea, há a presença de diversos animais marinhos, como lygias, ostras, tartarugas, entre outros. Em Angra dos Reis, há duas usinas nucleares já em funcionamento, e uma terceira em processo de instalação. Essas usinas abastecem, em parte, a cidade de Paraty, sendo de grande importância a ela e também ao estado do Rio de Janeiro. Assim como Paraty passou da época do Ciclo do Ouro para o abandono e depois, para o turismo quando se tornou uma cidade histórica; nós estamos acabando um ciclo (ensino fundamental), para entrar em outro (ensino médio). Com isso, o convidamos a conhecer um pouco da nossa viagem, que fez parte desse ciclo que está acabando, através desse artigo que mostra trabalhos que fizemos sobre ela.


As maravilhas do Saco do Mamanguá O Saco do Mamanguá é localizado em uma baía em Paraty, no estado do Rio de Janeiro. Para acessá-lo só há um modo: ônibus de linha, ou seja, que não sejam particulares. Para circular dentro do Saco do Mamanguá o modo é de barco. A população local é predominantemente composta por pescadores e artesãos, tendo esses um forte envolvimento com os turistas e com o turismo. Muitos servem aos pequenos proprietários que possuem pousadas ao redor do Saco do Mamanguá, sendo uma delas utilizada para representar o cenário do filme Amanhecer- parte 1, onde muitos artistas americanos se instalaram para realizar as gravações. Relevo montanhoso é o que mais caracteriza a paisagem local. Em sua variedade de pedras e rochas, é possível encontrar animais marinhos, como as ostras e as litorâneas. Baratas do mar, nomeadas lygias, circulam em muitas pedras, local onde se encontram também uma porção de fungos. Dentro da água cristalina, encontramse as algas marinhas, estrelas do mar, águas-vivas, pequenos e grandes peixes, entre muitos outros. Por ser uma região litorânea, o clima predominante é o tropical, sendo bastante úmido, principalmente quando anoitece.


Paraty: turismo na vida cotidiana O 9º ano do Colégio São Luís realizou uma viagem de estudo do meio a Paraty. Nela, visitamos o único fiorde tropical da América Latina, o Saco do Mamanguá, onde entrevistamos um artesão local chamado Renato Silva Nascimento. Ele, muito simpático, nos atendeu enquanto fazia uma escultura de madeira e contou sobre como é a vida em Paraty em um pouco sobre si mesmo. 1- Colégio São Luís: Qual é seu nome completo, nível de escolaridade, religião, estado civil e quantos filhos o senhor tem? Renato Silva Nascimento: Meu nome é Renato Silva Nascimento, tenho 39 anos, católico e muito bem casado, infelizmente estudei pouco, até a 4ª série. Tenho quatro filhos. 2- CSL: No caso dos moradores da cidade ou região, como sobrevivem economicamente? Sua profissão está relacionada direta ou indiretamente ao turismo? RSN: Tenho um barco que transporta turistas no verão. Então, é diretamente. Aqui, todo mundo vive do turismo, porque é o que rende mais e que nos dá mais oportunidade. 3- CSL: Quais as principais dificuldades vividas pela população local? RSN: Aqui há falta de saneamento básico, como esgotamento e falta de luz. 4- CSL: Já pensaram em deixar a cidade para “tentar a sorte” em outro local? Por quê? RSN: Não, porque aqui tenho emprego e se eu sair daqui, posso não achar um tão bom em outro lugar. 5-CSL: O meio ambiente local é preservado? Você observa alguma ação do governo para garantir essa preservação? Exemplifique. RSN: Sim. O meio ambiente está muito preservado com fiscalizações do IBAMA. Aqui no Saco do Mamanguá, por exemplo, o governo proibiu de construírem casa a um ano atrás.


6- CSL: O que você pensa sobre viver tão perto de uma usina nuclear? Cite vantagens e desvantagens. RSN: Acho muito perigoso, porque se acontecer um acidente nuclear, vou morrer pelo fato da locomoção ser difícil por não ter estradas. Assim, não teria como fugir.


Paraty, uma cidade 8 ou 80

Em meados do ano de 1600 foi fundado o primeiro povoado de Paraty em torno da Igreja de São Roque. Após 40 anos os indios que viviam no outro lado do rio(Hoje onde seria o centro Histórico) foram expulsos e assim o povoado foi crescendo. Com a descoberta de ouro na região das Minas Gerais a dinâmica de Paraty ganhou novo impulso. Em 1702 o governador da capitania do Rio de Janeiro determinou que as mercadorias somente poderiam ingressar na Colônia pela cidade do Rio de Janeiro e daí tomar o rumo de Paraty, de onde seguiriam para as Minas Gerais pelo antiga trilha indígena, agora pavimentada com pedras irregulares, que passou a ser conhecida por Caminho do ouro. O transporte do ouro pela Estrada de Paraty foi proibida em 1710 e isso levou a a cidade a cair no esquecimento. Mais tarde com o ciclo do café o caminho do ouro voltou a ser usado para escoar a produção cafeeira do vale do Paraíba, que então se iniciava. Com a chegada da ferrovia a cidade de Paraty caiu denovo no esquecimento. Hoje Paraty é uma cidade muito importante para o estado do Rio de Janeiro por ser seu segundo polo turistico. Muitas pessoas visitam Paraty para ver seu centro histórico, suas casas maçônicas e etc… Podemos dizer que Paraty ou era muito importante ou nada era tendo um ciclo muito importante na história do Brasil.


Ciclos econômicos em Paraty Paraty, no século XVII, era habitada pelas tribos locais, de índios guaianases. No final desse mesmo século, ouro e diamante foram descobertos na região de Minas Gerais. Com isso, os bandeirantes paulistas se aproveitaram das trilhas abertas feitas pelos guaianases, tornando-as parte do Caminho do Ouro. Assim, Paraty afirmava-se como importante ponto de articulação, passagem obrigatória para quem ia do Rio de Janeiro em direção à região das minas. Isso fez com que Paraty fosse mais ocupada e consequentemente sofreu um processo de desenvolvimento e urbanização, de grande importância para a cidade. Quando o Ciclo do Ouro terminou, Paraty foi “esquecida”, até a hora que a cana de açúcar e o café entraram em alta. Assim, Paraty começou a produzir cachaça. Além disso, passou a ser usada para embarcar diretamente para Portugal, o café vindo do Vale da Paraíba. Depois da abolição da escravidão, em 1888, Paraty foi abandonada. A população foi reduzida de 16000 habitantes a apenas 600. Após a abertura da Estrada Paraty-Cunha e, principalmente, após a construção da Rodovia Rio-Santos na década de 70, Paraty tornou-se uma cidade de turismo nacional e internacional, devido ao seu bom estado de conservação, e às suas belezas naturais. Diante disso, vemos o quanto os ciclos econômicos foram importantes na urbanização de Paraty, no qual se destaca o Caminho do Ouro, simbolizado na foto.


Vídeo filosófico

Fizemos um vídeo para a matéria de filosofia que tinha como objetivo relacionar a cidade de Paraty com o tema de átomos(tema proposto pelo professor do Colégio São Luís, Fabio Mesquita.) O vídeo pode ser encontrado nesse link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=3iRrf6i5kB8&list=FLgt3ScOVymZS7hP R8s2FyrA&index=1&feature=plpp_video


USA Paraty Não foi fácil escolher, mas todos do 9º ano do Colégio foram até às lojas escolher o mais bonito dos cartões postais! Com variedade de cores, tamanhos e formas, os cartões postais foram enviados às famílias dos alunos com um toque especial: o inglês. As mensagens foram escritas em inglês, seguindo as instruções da professora Vera La Mar! Veja como ficaram ótimos:


Paraty nas telas Nas aulas de artes com a professora Rosangela, pintamos uma tela que retratava uma imagem de Paraty. Foram trabalhadas nesse projeto as pinceladas leves e aparentes, dando o destaque nos trabalhos. Veja a seguir um dos quadros feitos em aula:


“Paraty é o melhor país do mundo” Na viagem a Paraty, entrevistamos Benedito de Barros (de 80 anos) que nos recebeu em um bar, segurando um cavaquinho e tomando cerveja. Divorciado e com 2 filhos, Benedito mora em Paraty e trabalha como pescador.Com um sorriso no rosto, respondeu às nossas perguntas, contando-nos a respeito de Paraty e sua vida. CSL: Benedito, o senhor cursou até que série? Benedito de Barros: Eu estudei até a 3º série. CSL: Como os moradores de Paraty sobrevivem economicamente? B.B: Aqui, os moradores utilizam a pesca e o turismo para sobreviver economicamente. CSL: Qual é a sua profissão? B.B: Primeiramente, sou pescador, mas nos meus tempos livres sou músicos e toco para grupos de turistas que vêm a Paraty. Inclusive toquei para vocês no luau. CSL: Sua profissão esta direta ou indiretamente ao turismo? B.B: Diretamente, pois como eu disse, além de pescador, eu sou músico, e toco para grupos de turistas que vêm a cidade. CSL: Quais as principais dificuldades vividas pela população de Paraty? B.B: A questão da saúde, que é muito ruim e precária, fazendo com que as pessoas busquem tratamento em outras cidades. CSL: O senhor já pensou em deixar a cidade para “tentar a sorte” em outro local? B.B: Não, mesmo com os problemas que tem aqui, eu acho Paraty o melhor “país” do mundo. CSL: O meio ambiente local é preservado? Você observa alguma ação do governo para garantir essa preservação?


BB: Sim, está cheio de leis que punem quem desmata e/ou danificam a natureza. CSL: O que você pensa sobre viver tão perto de uma usina nuclear? B.B: Eu acho perigoso, porque a gente não tem lugar para recuar.


Simetria em Paraty Nas aulas de matemática aprendemos sobre a entusiasmante simetria que foi descoberta a muito tempo atrás .Para ilustrar nosso conhecimento tivemos que fazer trabalhos escolares apresentando esses conceitos que aprendemos. Esse trabalho poderia ser qualquer objeto de criação própria que mostrasse os tipos de simetria ensinados pela professora Monica. No nosso caso fizemos um cardápio como você ,leitor, poderá ver nas paginas seguintes.


A energia  do  futuro    

Hoje em dia, um dos assuntos mais polêmicos discutidos pela população do mundo inteiro, principalmente entre cientistas, é sobre o uso da energia nuclear. Essa, apesar de apresentar algumas desvantagens, deverá ser a fonte de energia do futuro da população terrestre. Mesmo que a produção de energia nuclear traga riscos de acidentes nucleares à população, como ocorreu na usina de Chernobyl, levando à morte de trinta e dois operários, e também provocar doenças pela contaminação da radiação, esses acidentes já foram atualmente reduzidos para um nível de probabilidade muito baixo. A energia nuclear lança apenas vapor d’água na atmosfera. Cada gigawatt significa menos 60 milhões de toneladas de CO2 (emissão de usinas termoelétricas). É a melhor forma de gerar energia sem piorar o efeito estufa. Tal questão é apontada por vários especialistas em energia. O cientista britânico James Lovelock, professor da Universidade de Oxford, considerado o pai do movimento ambientalista, defende abertamente a expansão da energia nuclear para evitar que o impacto do aquecimento global seja ainda mais devastador. Com isso, sabemos que essa é uma energia a favor do meio ambiente e, consequentemente, da nossa saúde. Muitos se questionam sobre a dificuldade de armazenamento de resíduos nucleares, porém, esses são produzidos em pequeno volume, sendo facilmente controláveis e monitorizáveis. Além disso, são armazenados em locais isolados e seguros. Diante disso, percebemos que a energia nuclear traz benefícios significantes à humanidade, principalmente por ser a menos prejudicial ao aquecimento global. As suas desvantagens estão sob controle. Tudo isso nos leva a concluir que usinas nucleares devem ser usadas para produzir energia ao mundo.

Bem Vindo a Paraty  

revista feita por lucas maurano,bruna lozano,mario issa,pedro miguel,raquel barrios

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