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PROFESSOR: VALDEMIR LÚCIO DURIGON EMAIL: valdemirdurigon@yahoo.com.br ou valdemirdurigon@gmail.com Telefones: 9415-0763 Vivo 8749-5031 Oi Pode ligar das 7:00 às 23:00 horas dias de semana. Aos Sábados e domingos das 10:00 às 23:00 horas. Somente para tirar dúvidas ou para assuntos de importância.


1. Nome: 2. Onde você estudou antes de estudar no CTUR? 3. Sua casa fica muito distante do CTUR? Quantos ônibus você pega? 4. Por que você faz o curso técnico em agroecologia? 5. Você pretende continuar na área depois de terminar o curso? 6. Você já teve o contato com o cultivo de alguma das seguintes espécies vegetais: Arroz, soja, milho, feijão café, cana-deaçúcar, mandioca? Como? Onde? 7. Faz ou fez algum trabalho nesta área de cultivo de plantas?


Horário de chegada: Até oito horas, neste horário eu farei chamada.

Não é permitido conversas paralelas em sala somente para discutir assuntos da disciplina.

Utilização de celular: Ao entrar na sala de aula deve ser desligado.

• •

Como será a disciplina? Culturas arroz, soja, milho, feijão café, cana-deaçúcar, mandioca, algodão e amendoim.

Avaliação ao final de cada cultura.


EROSÃO E PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DO SOLO E DA ÁGUA PROF. VALDEMIR L. DURIGON


Voรงoroca na รกrea rural


Voรงorocas na cidade de Bauru em Sรฃo Paulo.


1. INTRODUÇÃO EROSÃO DOS SOLOS: Erosão significa desgaste e é ela a responsável pela formação dos solos, sendo chamada de erosão geológica ou natural (CURI et al., 1993). No aspecto físico, a erosão é a realização de uma quantidade de trabalho no desprendimento do material de solo e no seu transporte (BAHIA et al., 1992). Porém, o problema ocorre quando o processo é acelerado pela ação antrópica e atinge níveis danosos ao meio ambiente.


Com o incremento das atividades agropecuárias, houve o aumento de pressão pelo uso do solo, que tem sido feito de forma inadequada, gerando o que se pode chamar de erosão agrícola dos solos, que é o processo de desagregação e arrastamento das partículas de solo produzido pela ação da água das chuvas ou do vento. Com a erosão dos solos, além do empobrecimento pela perda de nutrientes e matéria orgânica e do próprio solo, ocorre, também, a contaminação dos recursos hídricos.


2. CONCEITO DE EROSÃO DOS SOLOS: É o processo de desagregação, transporte e deposição dos solos. A erosão é um processo natural de desagregação, decomposição, transporte e deposição de materiais de rochas e solos que vem agindo sobre a superfície terrestre desde os seus princípios. Para que o processo erosivo de desagregação e remoção de partículas do solo ou fragmentos de rocha ocorra é necessário a ação combinada da gravidade com a água, vento, gelo ou organismos.


A ação humana sobre o meio ambiente pode contribuir para a aceleração do processo de erosão, trazendo como conseqüências, a perda de solos férteis, a poluição da água, o assoreamento dos cursos d'água e reservatórios e a degradação e redução da produtividade global dos ecossistemas terrestres e aquáticos.


Diversos processos erosivos são condicionados basicamente

por

alterações

do

meio

ambiente,

provocadas pelo uso do solo nas suas várias formas, desde o desmatamento e a agricultura, até obras urbanas e viárias, que, de alguma forma, propiciam a concentração das águas de escoamento superficial.


O fenômeno de erosão vem acarretando, através da degradação dos solos e, por consequência, das águas, um pesado ônus à sociedade, pois além de danos ambientais

irreversíveis,

produz

também

prejuízos

econômicos e sociais, diminuindo a produtividade agrícola, provocando a redução da produção de energia elétrica e do volume de água para abastecimento urbano devido ao assoreamento de reservatórios, além de uma série de transtornos aos demais setores produtivos da economia.


O Brasil perde anualmente, pelo menos quinhentos milhões de toneladas de terra através da erosão, correspondendo à retirada de uma camada de 15 cm de espessura

numa

área

de

2.800.000.000

metros

quadrados de terra. Essa

perda

de

solo

influencia

diretamente

a

produtividade das culturas agrícolas, tendo-se em alguns casos de solos seriamente erodidos, a perda total da capacidade produtiva.


•TIPOS DE EROSÃO 1.Erosão hídrica; 2. Erosão eólica; 3. Erosão glacial; 4. Erosão biológica e 5. Erosão química.


Erosão hídrica: ●

A erosão pela água, mais conhecida como

erosão hídrica engloba alguns dos principais tipos de processos erosivos, afinal, a água é o maior agente erosivo externo existente. Dentre os tipos de erosão hídrica encontram-se: ●

Erosão Pluvial; Erosão Fluvial e Erosão Marinha.


A.Erosão Pluvial: Este tipo de erosão é provocado pelas águas das chuvas. A água das chuvas pode escorrer sobre a superfície do solo formando as enxurradas, ou infiltrar-se no terreno. As gotículas de chuva, ao caírem em um barranco ou em qualquer outro terreno, provocam a saltitação (splash erosion) das partículas, tendo assim o que se chama de “ação mecânica das gotas da chuva”, e é justamente esta que provoca o arrancamento e o deslocamento de partículas.


Quando o escoamento pluvial acontece é porque a quantidade de chuva caída em uma determinada área é maior que o poder de infiltração, dessa maneira formando as enxurradas, que irá esculpir de várias maneiras os locais por onde passar.


Principais formas de erosão pluvial: a)Erosão

laminar:

uniformemente

pela

quando superfície

a como

água

corre

um

todo,

transportando as partículas sem formar canais definidos. Apesar de ser uma forma mais amena de erosão, é responsável por grandes prejuízos na atividade agrícola e por transportar grande quantidade de sedimentos que vão assorear os rios.


b)Erosão em sulcos: quando a água se concentra em determinados sulcos do terreno, atinge grande volume de fluxo e pode transportar maior quantidade de partículas formando ravinas na superfície. Estas ravinas podem

rapidamente

profundidade.

atingir

a

alguns

metros

de


c) Voçorocas ou ravinas: É um estado adiantado da erosão em sulcos. É a continuação do processo de erosão, aumentando o tamanho dos sulcos. Se os sulcos ainda permitem a passagem de máquinas agrícolas, as ravinas ou vossorocas não lhes permitem mais.


Voรงoroca em รกrea de pastagem.


Erosão Fluvial É o desgaste do solo provocado pelas águas dos rios, este processo ocorre graças às fortes correntezas dos rios que são capazes de arrancar fragmentos das margens, alterando assim os seus contornos.


Assoreamento do leito de rios devido a eros達o dos solos


B.Erosão eólica É a erosão provocada pelo vento. Quando sopra, o vento levanta areia do chão, transportando–a para lugares distantes. Durante o trajeto, os grãos de areia agem como lixa sobre as rochas que encontram pelo caminho, desgastando-as e alterando suas formas.


•O solo é um recurso natural que deve ser utilizado como patrimônio da coletividade, independente do seu uso ou posse. É um dos componentes vitais do meio ambiente e constitui o substrato natural para o desenvolvimento das plantas. •A ciência da conservação do solo e da água preconiza um conjunto de medidas, objetivando a manutenção ou recuperação das condições físicas, químicas e biológicas do solo, estabelecendo critérios para o uso e manejo das terras, de forma a não comprometer sua capacidade produtiva.


•As medidas visam proteger o solo, prevenindo-o dos efeitos danosos da erosão aumentando a disponibilidade de água, de nutrientes e da atividade biológica do solo, criando condições adequadas ao desenvolvimento das plantas.


A.Planejamento Conservacionista A solução dos problemas decorrentes da erosão não depende da ação isolada de um produtor. A erosão produz efeitos negativos para o conjunto dos produtores rurais e para as comunidades urbanas. Um plano de uso, manejo e conservação do solo e da água deve contar com o envolvimento efetivo do produtor, do técnico, dos dirigentes e da comunidade. O Agrônomo e outros Profissionais das ciências agrárias e ambientais, devem ser consultados para elaboração do planejamento de conservação do solo e da água.


B. Princípios Básicos Dentre os princípios fundamentais do planejamento de uso das terras, destaca-se um maior aproveitamento das águas das chuvas. Evitando-se perdas excessivas por escoamento superficial, podem-se criar condições para que a água pluvial se infiltre no solo. Isto, além de garantir o suprimento de água para as culturas, criações e comunidades, previne a erosão, evita inundações e assoreamento dos rios, assim como abastece os lençóis freáticos que alimentam os cursos de água.


Uma cobertura vegetal adequada assume importância fundamental para a diminuição do impacto das gotas de chuva. Há redução da velocidade das águas que escorrem sobre o terreno, possibilitando maior infiltração de água no solo e, diminuição do carreamento das suas partículas.


PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DO SOLO E DA ÁGUA 3.

Práticas vegetativas;

4. Práticas edáficas e 5. Práticas mecânicas.


3. PRÁTICAS VEGETATIVAS 1)

Florestamento e reflorestamento;

2)

Plantas de cobertura;

3)

Cobertura morta;

4)

Rotação de culturas;

5)

Formação e manejo de pastagem;

6)

Cultura em faixa;

7)

Faixa de bordadura;

8)

Quebra vento e bosque sombreador;

9)

Cordão vegetativo permanente e

10) Manejo do mato e alternância de capinas.


1) Reflorestamento; Áreas muito susceptíveis à erosão e de baixa capacidade de produção devem ser mantidas recobertas com vegetação permanente. Isto permite seu uso econômico, de forma sustentável, e proporciona sua conservação. Este cuidado deve ser adotado em locais estratégicos, que podem estar em nascentes de rios, topos de morros e/ou margem dos cursos d’água.


2) Plantas de cobertura; Objetivam manter o solo coberto no período chuvoso, diminuindo os riscos de erosão e melhorando as condições físicas, químicas e biológicas do solo.


3) Cobertura morta; A cobertura morta do solo com restos de cultura é uma das mais eficientes práticas de controle da erosão, especialmente no da eólica. A cobertura morta protege o solo contra o impacto das gotas de chuva, faz diminuir o escoamento da enxurrada, e incorpora ao solo a matéria orgânica que aumenta a sua resistência ao processo erosivo; no caso da erosão eólica, protege o solo contra a ação direta dos ventos e impede o transporte das partículas.


4) Rotação de culturas; Entende-se por rotação de culturas a sequência ordenada de diferentes culturas, no tempo e no espaço. A condição ideal do sistema de rotação de culturas é a que adiciona matéria orgânica ao solo de forma contínua. A rotação de culturas é fundamentada: ● no fato de uma cultura extrair do solo maiores quantidades de determinados nutrientes do que outros; ●

nos

diferentes

sistemas

radiculares

que

exploram

profundidades variáveis do solo; ● nos diferentes tipos de cobertura do solo; ● na adição de materiais orgânicos de qualidade diferenciada; ● no controle de pragas e doenças.


5) Formação e manejo de pastagem; Os terrenos onde as culturas não proporcionam produções compensadoras ou onde é grande o perigo pela erosão devem ser reservados às pastagens, que fornecem também boa proteção ao solo. A combinação agricultura-pecuária

bem

administrada

constitui

a

condição ideal para a manutenção da fertilidade do solo; de um lado, assegura a produção de uma densa vegetação durante o períodos longos a todas as áreas que dela necessitam, e, de outro, fornece adubo orgânico.


6) Cultura em faixa; Consiste na disposição das culturas em faixas de largura variável, de tal forma que a cada ano se alternem plantas que oferecem pouca proteção ao solo com outras de crescimento denso. Pode-se considerá-la como uma prática complexa, pois combina o plantio em contorno, a rotação de culturas, as plantas de cobertura e, em muitos casas, os terraços.


7) Faixa de bordadura; As faixas marginas das terras cultivadas apresentam, muitas vezes, problemas de controle de eros達o e de preparo

do

solo,

que

s達o

resolvidos

com

o

estabelecimento de faixas de bordadura. Consistem em faixas estreitas formadas com plantas de porte baixo e vegeta巽達o cerrada para conter os excessos de enxurrada que possam escorrer sem provocar danos.


8) Quebra vento e bosque sombreador; Nas regiões sujeitas à erosão eólica, nas faixas marginais

dos

campos,

torna-se

necessário

o

estabelecimento de quebra ventos para o controle dos ventos que sopram junto à superfície do solo. Consiste em uma barreira densa de árvores, colocadas a intervalos regulares do terreno, nas regiões sujeitas a ventos fortes, nos lugares suscetíveis de erosão eólica, de modo a formarem anteparos contra os ventos dominantes.


9) Cordão vegetativo permanente e Os cordões de vegetação permanente são fileiras de plantas perenes e de crescimento denso, dispostas com determinado espaçamento horizontal e sempre em contorno. Em culturas anuais cultivadas continuamente na mesma faixa, ou em rotação, são intercaladas faixas estreitas de vegetação cerrada, formando os cordões de vegetação permanente; em culturas perenes como café, e pomar, os cordões são colocados entre as árvores, com determinado espaçamento horizontal, formando barreiras vivas para controle da erosão.


10) Manejo do mato e alternância de capinas. A alternância de épocas de capina em ruas adjacentes, durante o período chuvoso, é uma maneira, praticamente sem despesa, de reduzir as perdas por erosão tanto em culturas anuais como perenes. Consiste em fazer as capinas sempre pulando uma ou duas ruas, e, depois sempre uma ou duas ruas com mato imediatamente abaixo de outra ou

de outras

recém-capinadas. A terra perdida pelas ruas limpas de mato será retida pelas ruas com mato que ficam imediatamente abaixo.


4. PRÁTICAS EDÁFICAS 1)

Cultivo de acordo com a capacidade de uso da terra;

2)

Controle do fogo;

3)

Adubação: verde, química, orgânica e

4)

Calagem.


1) Cultivo de acordo com a capacidade de uso da terra; As terras devem ser utilizadas em função da sua aptidão agrícola, que pressupõe a disposição adequada de florestas / reservas, cultivos perenes, cultivos anuais, pastagens, etc, racionalizando, assim, o aproveitamento do potencial das áreas e sua conservação.


2) Controle do fogo; A queima dos restos vegetais realizada por muitos agricultores com o objetivo de facilitar a mecanização é uma

prática

condenada

pela

agroecologia.

Ela

empobrece o solo porque reduz a quantidade de matéria orgânica, diminui os microrganismos e deixa o terreno sem proteção quanto à erosão e às altas temperaturas.


3) Adubação: verde, química, orgânica e Os nutrientes necessários aos vegetais são divididos em duas categorias: -Macronutrientes, que são o N, P, K, Ca, Mg, S, C, H e O. -Micronutrientes, que são B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo e Zn.


A. Nutrição de plantas: Na agricultura orgânica a adubação mineral é a complementação da orgânica. É considerado que um solo rico em matéria orgânica é capaz de transformar os minerais existentes em forma assimiláveis pelas plantas. É permitido o emprego de adubos minerais como: cinzas, pó de basalto e de granito, argilas, vermiculitas, pó

de

algas,

fosfatos

cabonatos, guano e outros.

de

rochas,

termofosfatos,


4) Calagem. A quantidade e dos tipos de corretivos a serem utilizados na correção, dependem do: Do solo; Da cultura e Da produtividade.

A. Análise do Solo: A análise deve ser feita com bastante antecedência para conhecer a necessidade de correção química na fase de preparo do solo e da adubação de plantio.


Em culturas perenes a análise de solo pode ser realizada a cada dois a três anos, porém nas demais anualmente. Os dados importantes correspondem ao pH do solo, à presença de alumínio (tóxico para as plantas) e à saturação de bases (V%).

Relações Adequadas: •pH do Solo: 5,5 a 6,5 •pH em torno de 6,0 permite a máxima disponibilidade de nutrientes

pelas

raízes,

melhores

condições

para

o

desenvolvimento e atividades dos mircrorganismos úteis e o aumento da resistência das plantas contra pragas e doenças. • pH acima de 7,0 diminui a disponibilidade de muitos micronutrientes, como zinco, ferro, boro, e manganês.


Teor de Cálcio e Magnésio: O cálcio na análise do solo deve estar entre 15 a 40 mmol c/dm3 . O valor ideal de saturação de bases da CTC, o teor de cálcio deve ser igual ou maior que 55 por cento. O magnésio na análise de solo, deve ser igual ou maior que 9 mmol c/dm3. O teor ideal de magnésio deve ter entre 10 e 15 por cento, na saturação de bases da CTC.


Relação entre os nutrientes (Ca/Mg/K) É de fundamental importância manter as relações equilibradas entre cálcio, magnésio e potássio, não somente para obter boa produtividade, mas também maior resistência da planta e dos frutos. •Ca/Mg = 3-4/1 •Ca/K = 9-12/1 •Mg/K = 3/1 Saturação em Bases (V%): Na faixa em torno de 55 a 70%.


B. Necessidade de Calcário: •Na agricultura orgânica não são aceitas aplicações elevadas de calcário de uma vez. Há certificadoras que recomendam o seu parcelamento, aplicando o máximo de 2,0 toneladas de calcário por hectare/vez. •Em solos argilosos, deve-se aplicar de um terço à metade da necessidade calagem calculada pelo método de saturação de bases, para a profundidade de amostragem de 0 a 20 cm, até o limite de 2,5 toneladas/ha. •Nos solos argilo-arenosos e arenosos deve-se aplicar metade da necessidade de calagem, até o limite de 2,0 toneladas por hectare.


C. Época de Aplicação A aplicação de calcário deve anteceder períodos chuvosos, seja no Brasil central ou na região sul.

D. Local de Aplicação: •Incorporação em profundidade; •Aplicação Superficial e •Mistura Calcário + Gesso.


E. Tipos de Calcário Tipo

CaO

MgO

Calcário calcítico

45 - 55

<5

Calcário magnesiano Calcário dolomítico

31 - 32

5 - 12

25.– 40

> 12


5. PRÁTICAS MECÂNICAS 1) Preparo do solo e plantio em nível; 2) Distribuição adequada dos caminhos; 3) Sulcos e camalhões em pastagens; 4) Enleiramento em contorno; 5) Terraceamento e 6) Subsolagem.


1) Preparo do solo e plantio em nível; Neste método todas as operações de preparo do terreno, balizamento, semeadura, etc, são realizadas em curva de nível.

No cultivo em nível ou contorno

criam-se obstáculos à descida da enxurrada, diminuindo a velocidade de arraste, e aumentando a infiltração d’água no solo. Este pode ser considerado um dos princípios básicos, constituindo-se em uma das medidas mais eficientes na conservação do solo e da água. Porém, as práticas devem ser adotadas em conjunto para a maior eficiência conservacionista.


Aração no sentido morro abaixo nas proximidades da estrada de Japeri a Miguel Pereira-RJ.


รrea em que foram feitos terraรงos


2) Distribuição adequada dos caminhos; Um dos principais fatores causadores de erosão nas áreas agrícolas são as estradas vicinais, tão importantes no escoamento da produção. A má locação dessas estradas é responsável, muitas vezes, pelos mais graves problemas de erosão, pois faz com que a água da enxurrada acumule em determinados pontos e em grande volume, ganhando velocidade, o que aumenta o seu potencial erosivo.


As estradas devem ser localizadas procurando acompanhar os espigões ou ser construídas de maneira a ficarem com declives suaves. No caso de construção perpendicular aos espigões, os terraços (quando

existirem)

devem

ser

respeitados,

acompanhando as elevações dos camalhões. É de fundamental importância, ainda, a construção de caixas de retenção (ou bacias de captação de água) laterais, que têm a função de segurar a água que escorre na estrada.


3) Sulcos e camalhões em pastagens; A pastagem é tida como uma prática vegetativa de controle erosão, devido à proteção que as gramíneas oferecem

ao

solo.

No

entanto

em

determinadas

situações, outras práticas são requeridas para se evitar que o processo erosivo cause danos à pastagem. Apesar de pouca difundida e usada no Brasil, a prática normalmente recomendada para pastagens é a construção de sulcos e camalhões em contorno, especialmente em regiões com pouca chuva.


Pastagens em formação, onde a vegetação ainda não esteja proporcionando cobertura eficiente, em terrenos

muito

inclinados

e/ou

pastos

fracos

e

excessivamente pastoreados são situações em que os sulcos e camalhões são indicados e eficazes.


4) Enleiramento em contorno; É a operação de amontoar em forma de leiras em nível os restos vegetais de pós-colheita (cana-deaçúcar, algodão, etc.), de operações de desmatamento planejado,

de

destoca

(reflorestamentos,

de

culturas

fruticultura,

permanentes

cafezais).

O

dimensionamento de enleiramento em nível, ou seja, o espaçamento entre leiras está condicionado ao tipo de equipamento utilizado na operação motomecanizada e a cultura explorada.


5) Terraceamento; São obstáculos transversais à linha de declive, os quais têm a função de interceptar, drenar e/ou infiltrar o excesso de água precipitada. O terraço é formado por um canal e um dique (camalhão). Os terraços quanto a sua função podem ser classificados de dois modos, ou seja: Com gradiente: são construídos em desnível com o objetivo de interceptar e drenar a água em excesso. Sem gradiente: São construídos em nível para interceptar e promover a infiltração de água no solo.


6) Subsolagem e A mobilização por longos períodos e o uso contínuo de máquinas agrícolas pesadas pode levar à formação de camadas de solo compacto em profundidade. Este fenômeno pode impedir o crescimento das raízes, bem como a infiltração da água e dos nutrientes.


A subsolagem tem por objetivo reconstituir as propriedades do solo e implica a mobilização prévia, sem inversão, das camadas compactas de solo abaixo dos níveis normais de mobilização. A profundidade de ação do subsolador é decidida em função do grau de compactação e do teor de unidade do solo à profundidade.


Terraços em áreas agrícolas.


1. Terreno desmatado. 2. Terreno cultivado morro abaixo. 3. Assoreamento de rios e açudes. 4. Erosão com voçoroca invade terras cultivadas. 5.Êxodo rural. 6. Lavouras cultivadas sem proteção. 7.Pastagem exposta à erosão. 8. Inundações.


1. Terreno com exploração florestal. 2. Terreno cultivado em curva de nível e outras práticas conservacionistas. 3. Rios e açudes livres de assoreamento. 4. Culturas com práticas conservacionistas.

5.

Desenvolvimento

de

comunidades

agrícolas. 6. Áreas de pastagens protegidas contra a erosão. 7. Áreas de pastagens protegidas. 8. Inundações controladas e áreas agrícolas reaproveitadas


LEI Nº 7.803, DE 18 DE JULHO DE 1989 Consideram-se de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima seja: 1) de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura; 2) de 50 (cinqüenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinqüenta) metros de largura; 3) de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50 (cinqüenta) a 200 (duzentos) metros de largura; 4) de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura;


5) de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros; c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados "olhos d'água", qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinqüenta) metros de largura; g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais; h) em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação. Parágrafo único. No caso de áreas urbanas, assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal, e nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, em todo o território abrangido, observar-se-á o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo, respeitados os princípios e limites a que se refere este artigo."


16. REFERÊNCIAS •

Araujo, Q. de R.; Marrocos, P. C. L.; Serôdio & M. H. de C. F. Apostila sobre Conservação do Solo e da Água,

Química

Industrial, BSc Ceplac - Cepec-BA,. •

Bertoni, J. & Lombardi Neto, F. Conservação do solo – Livroceres, 1985, 368 p.

Pires, F. R. & Souza, C. M. de. Práticas Mecânicas de Conservação do Solo e da Água, Universidade Federal de ViçosaMG, 176 p.

Lima, V. C.; Lima, M. R. de & Melo V. de F. O Solo no Meio Ambiente – Abordagem para Professores do Ensino Fundamental e Médio e Alunos do Ensino Médio, Universidade Federal do Paraná – Setor de Ciências Agrárias - Curitiba-PR, 2007, 130 p.


Penteado, S. R. Introdução à agricultura Orgânica, Editora Aprenda Fácil, 2003, 240 p.

Macedo, J. R. de; Capeche, C. L. & Melo, A. da S. Recomendações de manejo e conservação de solo e da água – Manual técnico 20 – Programa Rio Rural, 2009, 46 p.

EMBRAPA-ACRE, Práticas de Conservação do Solo e Recuperação de Áreas Degradadas, 2003, 32 p.

Baitelli/Weschenfelder, Topografia Aplicada à Agronomia Conservação do solo, Texto retirado de Introdução à Engenharia Agrícola. Cortes, L.A.B. & Magalhães P.S.G.; Campinas-SP. Editora da UNICAMP. 1992.


OBRIGADO

Conservação do solo e da água  

Lucas Gomes e Valdemir Durigon. Um dos trabalhos apresentados na feira de Agropecuária.

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