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Agradecimentos e Dedicatória: Escrito Por: Lucas Gabriel Revisado Por: Melody Ann Capa Por: Yasmin Dias Esse livro (e-book) é dedicado a muitas pessoas que me deram apoio para continuar, minha família e meus amigos tanto reais como virtuais!


Índice: Capítulo 1 - A Ilha De Mutantes Capítulo 2 - A Amizade E O Passado Capítulo 3 - Rumo A New York Capítulo 4 - Missão Especial Capítulo 5 - Roubando Poder Capítulo 6 - Reencontro Capítulo 7 - Vencer Ou Perder Capítulo 8 - O Velório Capítulo 9 - Descoberta Capítulo 10 - A Ilha De Lairys Capítulo 11 - A Segunda Ilha Capítulo 12 - Aliança Capítulo 13 - A Morte Capítulo 14 - A Explosão Capítulo 15 - Nova Missão


Capítulo 1 A Ilha De Mutantes – Onde Estou? Que lugar é esse? – dizia Lucas ao acordar num chão duro, ainda estava um pouco desorientado, no entanto um pequeno flashback lhe vem à cabeça: – Nãoooooooo! Solte-me! Olhou para todos os lados, viu que não havia ninguém, começou a andar passando por uma porta marrom, percebeu que tudo era feito de ferro, achou muito estranho, mas prosseguiu. Andou mais um pouco e viu uma escada, subindo-a começou a ouvir o barulho de água, logo se deparou com a imagem de um imenso mar. – Onde estou? – Perguntava para si mesmo, várias e várias vezes. – Num barco ou você é cego? – Disse um garoto loiro, magro, corpo definido e de estatura mediana. – Olha sabia que você é muito folgado? – Disse levantando a mão pra dar um soco no garoto. – Se eu fosse você eu não faria isso! – Disse uma garota segurando seus braços, ela era baixinha e de cabelos negros. – Afinal quem são vocês? – Perguntou olhando serio para os dois. – Nós somos mutantes! – Responderam em coro. – E você também, por isso está aqui. – falou a garota com um olhar sério. – Eu não sou mutante, nem mesmo sei que diabos é isso. – falou enquanto se afastava dos dois. – Ah Desculpe queimar o ferro em que você se apoiou ao se afastar de nós, isso é normal. – Disse o garoto loiro sorrindo ironicamente. Lucas adoraria tirar o sorriso de seu rosto com as próprias mãos. Garoto abusado!


– Eu não sabia que eu fazia isso. – disse com um olhar nervoso e de medo ao mesmo tempo. Não com medo dele claro, mas da nova informação que descobriu dele mesmo. – Ah antes de tudo meu nome é Aisla. – disse a garota sorrindo. Seu sorriso era realmente sincero e amistoso. – Eu sou o Rhian, prazer. – disse o jovem loiro, sorrindo. – Eu sou o Lucas, mais afinal para onde estamos indo? – Perguntou olhando para aquele imenso mar. – Dizem que é uma ilha especialmente utilizada para mutantes. É como se fosse uma cidade mais só para mutantes. Falou Aisla com o semblante feliz. – Precisamente aquela ilha. – apontou Rhian em direção à ilha. Alguns minutos depois, os três percebem que o barco estava ancorando, correm para a proa para conferir se haviam chegado à ilha e, ficam surpreendidos ao observar uma multidão de mutantes. Eles descem como loucos a curiosidade em saber como era aquela ilha é enorme. – O que é isso? – Indagou Lucas, vendo todos os mutantes alinhados. – Deve ser a cerimônia de reconhecimento. – Disse Aisla meio nervosa. – Cerimônia de reconhecimento? – Lucas perguntou um pouco nervoso também. – É onde a líder, ou seja, a mutante mais forte da ilha, reconhece os novos mutantes, ou seja, os novatos. – Disse Rhian apontando para o céu. – O que há no céu? Para de ser idiota. – Aisla sorriu. – Eu, acho que isso é o suficiente, não é? - Disse uma mulher aparecendo do nada, voava tão rápido que só percebemos sua chegada quando ela apareceu em nossa frente.


– Cabelos castanhos, lisos e longos, uma capa com a barra rasgada, sim, simplesmente muito assustadora. – disse Lucas rindo. – Ah você não me acha assustadora e ainda acha engraçado? – Disse ela ao fazer um raio cair do lado dele. – Ah, eu ri brincando. – tentou se corrigir, era melhor não desdenhá-la. – É claro que você é assustadora. Falou isso com um olhar serio e de medo ao mesmo tempo. – Eu assustadora? Imagina... Eu não sou apenas assustadora, mas extremamente forte, então não ouse ou pense em fazer nada de errado. – O... O... Ok. – disse gaguejando. – Olá para todos os novos mutantes, sejam bem vindos. – seu olhar vagueou por toda a multidão e sua voz era estridente. – Meu nome é Suelen e sou a líder desta ilha. – Essa ilha é incrível. – disse Aisla emocionada. – Qual é a pessoa que chora por causa de uma ilha? – Disse Rhian rindo da cara de Aisla. – Cale-se seu loiro chato. – disse uma garota baixinha, também loira e com duas asas azuis, usava um crachá escrito seu nome. – Karen é seu nome, certo? – Perguntou Rhian grosseiramente. – Sim, mais como você sabe? – Perguntou Karen com um olha de escarnio. – Está no seu crachá. – respondeu Rhian rindo. – Ah, é mesmo, como você é inteligente. – a afirmação Karen soou exatamente o contrário do que quis dizer. – Silêncio os dois. – Suelen falou irritada.


– Ok. – Responderam Karen e Rhian ao mesmo tempo. – Agora se dividam em equipes de quatro pessoas e escolham suas casas. – disse Suelen apontando para a parte da ilha que era cheias de casas. Do nada vários grupos de mutantes saíram que nem loucos só para escolherem seus cômodos, só restaram ali parados sem fazer nada Lucas, Aisla e Rhian. – Karen, como podemos ver não restou nenhum cômodo, eles ficarão no seu até que surjam mais habitações. – disse Suelen rindo virou as costas e saiu em seguida.


Capítulo 2 A Amizade E O Passado Lucas acorda e, diferentemente do que a última vez, hoje ele acordou num lugar macio, com o sol pegando em seu rosto, o som do oceano ao fundo e o barulho de panelas batendo entre si. Ao abrir a porta de seu cômodo para ver o que está acontecendo uma panela voa em sua direção. Rapidamente ele encosta a mão na panela, impedindo a mesma de chegar à sua face, derretendo-a com seus poderes. – DESCULPE! – Gritou Aisla. – Tudo bem, mas o que você está fazendo? – Perguntou Lucas com um sorriso no rosto. – Procurando uma panela pra fritar ovo. – Respondeu Aisla rindo. – Ah ta. – Disse ele virando as costas e saindo. Lucas sai da casa em que está acomodado e se depara com uma multidão de mutantes brincando, rindo e convivendo em paz e harmonia. Mas por que ele estava ali? – Por que eu? Poderia ser qualquer outro, male má sei o que são mutantes. – Questionou-se. – O que foi Lucas? – Perguntou Rhian, lhe dando um susto pela aparição repentina. – Nada. – Respondeu rapidamente o outro. – Sei que não é “nada”, pare de mentir. – Disse olhando sério para Lucas. – Eu mentindo? – Indagou Lucas surpreendido. – Não, imagina… - Debochou. – Eu sei que tem algo te incomodando. Você devia falar com a Suelen, talvez ela possa te ajudar. – Falou sorrindo.


– Ah é mesmo, muito obrigado. – Agradeceu se levantando e correndo para a casa onde Suelen fica. Chegando a uma enorme com os escritos “Líder Suelen Candeu”, foi logo chegando ao portão e tocando a campainha. Karen aparece do nada, batendo suas enormes asas de fada. – Olá, posso ajudar? – Perguntou com uma expressão alegre. – Pode sim. Preciso falar urgentemente com a Suelen. – Respondeu sério e grosseiro ao mesmo tempo. – Ah... Ok, pode ir falar com ela, mas eu acho que ela não poderá lhe ser útil quanto ao que você quer saber. – Disse com um olhar sincero. – Você não sabe o que eu quero. – Afirmou correndo em direção à enorme casa de Suelen, que mais parecia um castelo. – Ele realmente acha que eu sou tão burra assim. – Reclamou com um revirar de olhos. – Hm… Me deixa pensar… Não tem nada de interessante pra eu fazer aqui, então acho que vou ir à casa da Aisla. – Murmurou a si mesma, levantando voo. Após vinte minutos voando, Karen chega na casa de Aisla. Ao entrar, sem ao menos se dar ao trabalho de bater, é acertada no rosto por uma panela, a fazendo desmaiar. Enquanto isso, na casa de Suelen… – Por favor, Suelen, você tem que me ajudar! Eu preciso saber o porquê disso tudo! – Gritou Lucas que nem um louco desesperado. – Eu não posso te ajudar, mas eu sei de uma pessoa que pode. – Proferiu Suelen, tentando acalmar o nervosismo de Lucas. – Quem? – Indagou, mais nervoso ainda. – Espere, passarei as coordenadas da casa dela na ilha para o teu celular. –


Respondeu Suelen. – Ok. – Disse Lucas mais calmo. – Pronto! Tudo certo. – Suelen disse rindo. – Muito obrigado. Irei agora mesmo ver se consigo falar com ela. – Falou Lucas, totalmente calmo. Enquanto isso na casa de Aisla... Karen acordou assustada. Avistou Aisla, que parecia cozinhar. – O que estais fazendo? – Perguntou ainda assustada. – Fazendo o almoço. Ah… E me desculpe pela panelada na cara, foi sem querer. Estava procurando uma frigideira. – Falou nervosa. – Não foi nada, eu posso me curar sozinha com o meu poder. – Afirmou passando a mão em seu corte na cabeça e se regenerando. – Você tem força hein! – É, sou daquelas que não se pode ser chamada de sexo frágil. – Falou rindo alto. – Se você diz. – Sorriu. – Quer ajuda? – Ah, claro! Assim termina mais rápido. – Respondeu Aisla. – Ok, no que precisa de ajuda amiga? Lucas finalmente encontra o local na ilha no qual Suelen deu as coordenadas. – Ah cheguei. – Disse entrando na casa, que tinha uma escada que levava ao esgoto. Ao descer totalmente a escada a porta se fecha e algumas velas se acendem sozinhas.


– Oi te… Tem alg… Alguém aqui? – Começou a suar de medo. – Não. – Respondeu uma mulher rindo. – Podes me ajudar? Estou procurando uma mulher chamada Jayne. – Perguntou, um pouco menos temeroso. – Ah… Sou eu. – Falou uma mulher de cabelos ruivos. Uma cicatriz enorme era visível em um dos olhos. Também havia dois pares de asas só que com um pequeno defeito, sendo uma menor do que a outra. – Eu preciso saber mais sobre o meu passado. – Afirmou um pouco tenso. – Ah, tudo bem. Feche os olhos. – Pediu ela começando a se concentrar. – O que você se lembra do seu passado? – Nada. A única coisa que sei é que eu sou órfão. – Disse, começando a ficar muito nervoso. – Órfão? Não, você não é órfão. Eu vejo que seus pais estão vivos.... E que sua memória foi apagada. – Concluiu abrindo os olhos e olhando seriamente para Lucas. – O quê? – Exclamou assustado.


Capítulo 3 Rumo A New York Ainda estava assustado com o que Jayne havia dito a ele, chegava a suar de medo, não fazia a menor ideia de como reagir. — Ah não podemos esquecer que... — Eu não quero mais saber. — Lucas saiu correndo daquele esgoto, não queria escutar mais nada daquilo. — Espere. Tentara fazer com que Lucas voltasse, portanto não deu certo. Lucas continua saindo de lá com passos rápidos, correndo o máximo rápido que pôde ao sair. Devido a sua desatenção, acabara esbarrando-se em alguém. — Ei Lucas olhe por onde corre. Falou Rhian achando o jeito que Lucas agia estranho. — Ah, não enche Rhian. Lucas continua correndo até chegar a seus aposentos, trancando-se em seu quarto logo em seguida. — Ué, o que deu nele? — Falou Karen terminando de arrumar a mesa. — Se eu soubesse te contaria. — Falou Aisla resmungando. — Mas o que o Lucas tá fazendo? — Rhian entrou de repente sem fazer cerimônia. — Como acabei de dizer, eu não faço a mínima ideia. Falou Aisla rapidamente. — Lucas você está aí? — Rhian pôs-se em frente à porta do quarto onde dita pessoa se encontrava, batendo nela fazendo o famoso “toc, toc” na


espera da resposta na qual não recebera. — Ele tá ai sim, o vi entrando e se trancando aí. — Ah é Aisla? Deixa comigo. — Espera o que você vai fazer Rhian? — Ele não quer abrir por bem, então abrirá por mal. — Apontou seu braço mecânico na porta. — Espera, enquanto tu faz isso eu irei ligar para a Suelen e vou ir aonde o Lucas foi, talvez eu descubra algo. Logo em seguida, Aisla foi saindo já com o seu telefone em mãos. – Ok. Respondeu Rhian Enquanto Aisla saía, Rhian começou a forçar seu braço na porta com a intenção de quebrá-la, o que não durou mais do que alguns minutos após conseguir dar um tiro elétrico nela. — Nossa, apesar de ser um tiro pequeno tem uma força enorme. — Disse Karen olhando espantada para Rhian, não queria nem imaginar qual seria o resultado de um tiro ainda mais devastador. — Lucas, pare com essa besteira e diga de uma vez o que está acontecendo. Falou Rhian olhando seriamente para Lucas. Mas Lucas permaneceu calado apesar daquele olhar sério de Rhian direcionado à ele. — Ah ok, tudo bem, obrigado Suelen. — Foi tudo o que Aisla disse antes de desligar o telefone e ir logo até a fonte do problema, chegando até o lugar desejado em poucos minutos. — Parece que é aqui. — Sem mais nada a perder, Aisla entrou no mesmo buraco em que Lucas esteve. — Isso é um buraco, uma escadaria, um túnel, um esgoto ou o que?


— O que você quer aqui? — Ecoou a voz de Jayne que fechara a porta somente com a força de seu pensamento. — Eu preciso saber, o porquê do Lucas está naquele estado em que chegou lá em casa. Disse Aisla preocupada. — Ah! Eu falei que ele não era órfão, ele achava que era órfão e teve sua memória apagada. Respondeu no mesmo tom em que Aisla havia perguntado. — O quê? Não tem nada que poderíamos fazer para achar os pais deles? Disse Aisla com o intuito de receber uma boa resposta. — Talvez, eu não posso dizer onde os pais deles estão, se eu não tenho uma foto deles, ou qualquer outra coisa que sejam deles. Falou Jayne, deixando assim a Aisla feliz — Você consegue conversar por telepatia com alguém? Aisla Perguntou alegremente — Posso tentar. Sorriu Suelen Enquanto isso no comodo de Lucas... — Ah pare de me incomodar, quer saber? Eu digo, fui falar com a Suelen sobre o meu passado, mas ela não pôde me ajudar, então me deu o endereço de uma mulher chamada Jayne, ela vê seu futuro, passado e presente, ou seja, ela lê sua mente. Então acabei indo e perguntei sobre o meu passado e ela me disse que meus pais estão vivos e que apagaram a minha memória. — Lucas respondeu irritado, estava cansado dos questionamentos. — Olá Karen, está me ouvindo? Karen vai pra cozinha, um tanto espantada com a voz que escutara em sua cabeça. Estaria ficando louca ou algo assim? Seria alguma entidade perigosa comunicando-se consigo?


— Karen está me ouvindo? uma voz ecoou em sua cabeça — Sim, mas quem é você? Perguntou Karen assustada — Sou a Jayne, aquela que leu a memória do Lucas, eu preciso de um favor. — Tudo bem, diga. Falou Karen ainda assustada — Tem uma maneira de achamos os pais de Lucas, mas precisamos de algo que lembre eles como uma foto, qualquer coisa. Falou quase perdendo a conexão com a mente de Karen — Ok. — Foi tudo o que disse antes de dirigir-se ao quarto de Lucas. — Lucas, você tem alguma foto do seu pais? — Tenho. — Falou Lucas procurando em sua mochila — Ótimo. — Um sorriso surgiu no rosto de Karen. — Essa. — Entregou-lhe a tal foto — Era disso que eu precisava. — Falou Karen pegando a foto, assim correndo saindo da casa, pegando impulso e saindo voando. — Nossa até fugindo ela é graciosa. Disse Rhian com um sorriso de safadeza. — Mas por que ela iria querer uma foto dos meus pais? Disse Lucas Espantado — Sei lá. Falou Rhian com a mesma cara de safadeza Aproximadamente 20 minutos voando, ela chega onde estavam Jayne e Aisla, ao olhar para o lado vê Suelen vindo voando também. — Ótimo, aqui está a foto. — Falou entregando para Jayne Ao encostar seus dedos na foto, Jayne tem uma visão, do lugar em que os


pais de Lucas estavam. — O que foi Jayne? — Perguntou Suelen preocupada. — Eu descobri aonde estão os pais do Lucas. — Vamos para minha mansão, Jayne chame Lucas e Rhian por telepatia. — Ok. Alguns minutos depois, Chegando a enorme mansão de Suelen com todos reunidos, um silencio toma conta da sala onde eles se reunirão eis que então alguém resolve falar. — Eles estão em New York, eu não sei o lugar com precisão, pois a foto era muito antiga. Disse Jayne abismada com o que havia visto depois de encostar naquela foto. — O quê? — Perguntou Lucas espantado com o que Jayne dissera. — Calma Lucas. — Falou Suelen tentando acalmá-lo. — Você e Aisla irão para New York tentar achar seu pais. Tem um helicóptero esperando vocês. — Ta, mas e eu? Disse Rhian Chatiado — Eu tenho uma missão especial para você e para a Karen, Rhian.


Capítulo 4 Missão Especial Rhian levantou lentamente de sua cama. Notou que o lugar que estava tinha todas as paredes pintadas de verde. De repente lembrou-se que aquele era o dia da missão especial. Passou-se dois dias desde que Lucas e Aisla foram para New York e que Suelen havia mencionado a tal missão especial. Rhian sorriu rapidamente saindo do seu quarto. Sua ansiedade era inexplicável. Sentou-se em uma cadeira e tomou um café bem reforçado, pois sabia que precisaria de energia extra. Finalmente deixou o cômodo em que estava e começou a andar em direção a enorme mansão de Suelen. Depois de tanto andar finalmente chegou ao local adentrando ao portão. – Estou Pronto - Suspirou Rhian. – Antes tarde do que nunca! - Disse Suelen rindo ironicamente. – Porque a risada? - Indagou Rhian – Ah! Quer calar a boca e deixa-la falar de uma vez - Falou Karen que ia se aproximando de ambos já irritada devido a espera. – Querem saber qual a missão? - Perguntou Suelen. – Sim! - Responderam uníssono – Talvez vocês achem estranho, mas desde que Jayne apareceu por aqui, nunca mais saiu de sua toca digamos assim. – Suelen disse seriamente. – Serio? – Perguntou Karen surpresa. – Então se eu entendi isso significa que a Jayne saiu somente uma vez para ajudar o Lucas, mas a grande pergunta é: por quê? - Complementou Rhian. – Isso eu também não sei, portanto vocês irão até o local onde eu a achei. -


Falou ainda mais nervosa. – Claro. – Responderam uníssono. – Só uma duvida. Quando você a achou? E a cidade? Mexeram no local onde a acharam? - Questionou Rhian – Não, não foi mexido em nada! A cidade está devastada, ninguém vive lá. Fica próximo a Rússia, se chama Wiegmann. - Respondeu Suelen. – Ah ótimo assim. - Suspirou Rhian – E onde está o helicóptero? - Indagou Karen – Tá com o Lucas e a Aisla. – Suelen respondeu rapidamente. – Ah é, e como a gente vai? – Novamente perguntou. – Tu tem asa ué! Use pra levar você e o Rhian para lá. - Sorriu dando as costas a ambos. – Porque ela sempre faz isso comigo? – Resmungou Karen com raiva. – Sei lá. - Respondeu Rhian Rhian e Karen deixaram a mansão indo em direção ao oceano. A jovem pega a mão do rapaz envergonhadamente, o que o deixa levemente corado, mas retribui o gesto apertando sua mão. O coração da moça começa a bater aceleradamente deixando-a desconcertada. – Ei você ta bem? - Perguntou Rhian olhando intensamente para ela. – To sim, érr... vamos? - Disse Karen ao sair voando com suas belas asas. Enquanto isso em New York ... No apartamento que Lucas e Aisla alugaram para passar alguns dias. – Ah! Para de ser chato Lucas! – Gritou Aisla chateada – Estamos há dois dias aqui e nada.


– É, mas eu não tenho culpa! Sabe que isso é importante para mim. - Lucas falou saindo revoltado do apartamento. Aisla o seguiu e ao sair se depararam com diversos carros. Até que avistou um taxi. – TAXI! - Gritou Aisla estressada. Ambos entraram no carro. O taxista, um garoto por volta dos 18 anos de idade, olhos verdes, cabelo loiro e alto. – Para onde desejam ir? - Perguntou o garoto – Queremos fazer um tour pela cidade. - Respondeu Lucas – Ok. - O garoto sorriu—A propósito meu nome é Gabriel – Ah prazer Gabriel, eu sou Lucas – Cumprimentou. Após muito andar pela cidade, Gabriel entrou bruscamente com o carro em um beco sem saída. Nele havia somente uma casa, uma humilde casa pintada de azul. – O que é isso? - Indagou Aisla assustada. – É onde eu moro. - Respondeu – não tem muita opção para mutantes viver numa cidade. – O que? Você é um mutante? - Perguntou Lucas de olhos arregalados. – Sim e vocês também. - Exclamou Gabriel. – Como você sabe? – Perguntou surpreso. – Isso é simples, se vocês fossem simples humanos, sem nenhum poder digamos assim, já teriam saído correndo com medo. – É isso tem um pouco de lógica. – Foi a vez de Aisla falar. Todos se sentaram numa calçada a frente da casa de Gabriel até que. – Então vocês estão procurando seus pais Lucas? Perguntou Gabriel – Isso mesmo. Respondeu Lucas – Mas tá difícil não temos nenhuma pista.


– Hm... Imagino. - Disse Gabriel – Querem entrar para tomarem um café – Não obrigado já tomamos café. - Respondeu Aisla – O que vocês irão fazer agora? - Perguntou Gabriel – Vamos voltar para a ilha. Não encontramos nada sobre meus pais aqui. Falou dando de ombros – Entendo. – Hey, Se você perceber que não dá mais pra ficar aqui, a ilha é um local perfeito para mutantes! – Sério? – Perguntou e Aisla afirmou com a cabeça. – Toma, esse é o meu número. Caso resolva ir te passarei as coordenadas. – Disse a jovem entregando um pequeno papel contendo o número do celular. – Tudo Bem! Agora preciso ir - Falou Gabriel indo em direção a sua casa. – Pronto para ir? Perguntou Aisla – Sim. - Sorriu Lucas – Vamos ligar para a Suelen mandar o helicóptero. Enquanto isso na completa destruída cidade de ‘Wiegmann’... – É frio aqui. - Falou Karen se encolhendo – Eu não estou sentindo nada. - Falou Rhian seguindo em frente. – Ah claro você é metade robótico, não vai sentir coisa alguma mesmo. Resmugou Karen – Eu posso te esquentar ... se quiser...assim – Disse maliciosamente puxando a jovem para um beijo. Karen ficou extremamente envergonhada e logo se desvinculou dos braços do rapaz, mesmo aquele sendo o melhor


beijo de sua vida. – Olha! Uma casa, vamos ver o que tem. Chegaram a casa e tudo o que viram pelo chão era sangue, até que olharam para uma das paredes e nela havia uma pequena frase “Cuidado com a Jayne! Ela é muito perigosa” Ao Olhar pra baixo Karen notou uma foto, pegou-a do chão e leu o que estava escrito. “Jayne e sua irmã mais nova Yasmin” – Que estranho! - Susurrou Karen - Melhor irmos embora. Falou esticando a mão para Rhian. Ele a pegou e ambos saíram de mãos dadas.


Capítulo 5 Roubando Poder Passou um mês desde que Lucas voltou à ilha. Não mencionou nada sobre seus pais, afinal era um assunto delicado, mas só porque ele não mencionava, não significa que ele não pensava nisso; pelo contrário, era tudo no que ele pensava, a única coisa que alegrava ele naquele dia era a Aisla ter avisado que Gabriel se mudaria para a ilha. — Lucas acorda, agora — disse Aisla batendo na porta do quarto do Lucas. — AH!!!!! Deixe-me! — gritou Lucas em resposta. — O navio com os novos mutantes logo vai chegar — resmungou Aisla — Ah é mesmo, já estou indo — Lucas levantou em um pulo. Enquanto isso no quarto de Karen... — Amor acorda — Disse Karen dando um beijinho em Rhian. — Ah eu tava pensando se a gente podia fazer outra coisa, e deixar eles irem lá ver os novos mutantes — Sorriu Rhian — Tudo bem — Sorriu maliciosamente Karen Todos foram lá esperar os novos mutantes, que dizer quase todos, logo em uns 20 minutos o navio ancorou. Não demorou nem 5 minutos para ver a multidão de mutantes chegando pouco a pouco. Logo Lucas avistou Gabriel acompanhado de uma mulher. – Olá Gabriel, quanto tempo!— falou Lucas erguendo seu braço para um aperto de mão. – Aham, muito — Falou Gabriel retribuindo – Ah essa é a Yasmin, minha namorada.


Yasmin era uma jovem de estatura mediana, cabelos longos da cor castanho claro, um par de asas brancas, usava uma jaqueta longa e preta que ia até um pouco abaixo do joelho e por baixo uma roupas normais de mutantes , nas cores preto e azul. — Prazer Yasmin. — O prazer é meu. — Vocês podiam ficar na nossa casa. A gente dá um jeito por enquanto, pois eles irão ter que construir outras na ilha, porque muitas já foram ocupadas. — Ah! Tudo bem — disse Gabriel Minutos depois, todos se sentam a mesa para almoçar. Até que Rhian resolve falar algo. — Qual é seu nome moça? — indagou Rhian apontando o dedo para Yasmin. — Meu nome é Yasmin, prazer — falou esticando seu braço para um aperto de mão. — YASMIN? — Gritou Rhian, até que se engasgou. — Opa desculpe o mal modos dele. Falou Karen tentando se desculpar pelo ocorrido — Agora Rhian vem aqui que quero falar sério com você. — O que foi? — Questionou Rhian, se recuperando da comida engasgada. — Tais ficando louco? — Existem milhões de Yasmin por ai. — Ah desculpe, mas ainda acho que é ela, e nada mudará minha opinião. — Ta ok, mas disfarça pelo menos tudo bem? — Ok, ok.


Os dois voltaram à mesa e o silêncio dominou o resto do almoço. Lucas se levanta para ir escovar os dentes, mas ele é interrompido pelo toque de seu telefone. — Alô quem fala? — Sou eu a Suelen, preciso que você venha rapidamente aqui, mas só você. — Tá, mas... Tu tutututu — Lucas é interrompido, e fica falando sozinho no telefone. Lucas sai o mais depressa possível de sua Casa e companhia, até chegar à gigantesca mansão de Suelen. — O que foi de tão grave? — pergunta Lucas irritado. — Eu tenho algo para te mostrar — disse Suelen ao ligar seu computador. — Ta vendo esse guri de cabelos AZUIS? — Ah sim, mas o que tem ele? — Ele tem um poder extremo, que pode ser usado somente uma vez, mas sem enrolação; é o seguinte, ele pode absorver um poder qualquer, mas somente uma vez, o grande problema é que ele acaba absorvendo mais do que pode e poderá matar o mutante que tentou absorver. — Mas como que você sabe disso... Que ele só pode absorve um poder uma única vez? — indagou Lucas — Eu pesquisei sobre isso, ele podia fazer isso direto quando era mais jovem, dizem que o DNA dele foi alterado para que ele pudesse fazer isso somente uma vez, em caso de necessidade ou de maldade dele mesmo, o grande X da questão é que eu quero que você fique de olho nele — Falou Suelen rapidamente, quase se afogando. – Ok! — Saiu Lucas pela porta de entrada. Lucas ficou de olho nesse mutante todos os dias que pôde, chegou a ter


algumas conversas com ele nas quais ele falava de seu passado e que seu nome é Tayman, também falava de seu poder, mas na única vez em que Lucas tirou os olhos dele, poderia ser fatal e foi. Passou-se uma semana quando Lucas foi ao um pequeno riacho no qual ele e Aisla tinham combinado de ser encontrar. — Oi Aisla, o que você queria me mostrar? — Perguntou Lucas com um sorriso. — Ah! Eu queria te mostrar isso — Aisla usou seu braço fez com que uma parte do riacho se movesse. Finalmente tinha dominado seu poder. —- Incrível! E eu que nem consigo fazer nada muito bem. — Obrigado — disse Aisla abraçando Lucas. — Já volto — virou-se Lucas — Vou pegar uma surpresinha para você. — Hm ok. Adoro surpresas! Lucas entrou em seu aposento, ele jurava que tinha deixado o presente de Aisla em cima da cama, mas não. Ele continuou a procurar por todo o quarto até que achou, pegou-o e saiu correndo de volta para falar com Aisla. Ao chegar lá ele viu a pior cena que ele podia ver em toda sua vida, Aisla estava caida ao chão, Lucas tentou salva-lá, mais não conseguiu; ele só a ouvi falar bem baixinho suas últimas palavras. — Foi o Tay... — Aisla fechou os olhos e parou de respirar. — Eu acabo com aquele.... — Lucas saiu o mais rápido possível, e deixou o corpo de Aisla ali mesmo.


Capítulo 6 Reencontro Poucos sabiam sobre noticia de que Aisla estava morta, muito menos Karen e Rhian que estavam dispostos a resolver outro assunto. Os dois estavam deitados na cama de Rhian quando de repente um despertador toca e os acorda de um sonho bom, talvez nem tão bom para o garoto já que Karen estava tendo um sonho com o casamento dos dois. O sonho para Karen era tão bom que ela só acordou depois de Rhian a chamar varias vezes insistindo para ela acordar. – Acorda amor, temos de resolver aquele problema. – Sussurrou Rhian no ouvido de Karen. – Ah, só cinco minutos. - ela resmungou. – Bom eu não queria fazer isso, porém será necessário. – Pronunciou Rhian ao encostar seu braço mecânico nas costas de Karen, soltou uma pequena descarga elétrica a fazendo acordar. – Ai! Seu babaca, pra que fazer isso. – Exclamou Karen emburrada. – Olha que fofo, nossa primeira briga. – disse Rhian. – Para com isso Rhian. - Karen levantou-se da cama e se arrumou para o tal assunto que tinham que resolver. Rhian após também ter se arrumado foi tomar café, estranhou o porquê de Lucas e Aisla não estarem ali. Depois de tomarem café saíram o mais rápido que podiam e foram até o local onde Jayne mora. – Licença, Jayne precisamos falar com você agora e é serio. - Anunciou Rhian num tom alto. – O que foi? Por que não me deixam dormir em paz. - Jayne apareceu na sala toda mal vestida e com cara de sono.


– Jayne você tem uma irmã, né?- Indagou Karen. – Ah, sim uma irmã imaginaria, não sei do que vocês estão falando. Jayne desconversou. – Jayne, não tente nos enganar, nós sabemos que você tem uma irmã e o nome dela é Yasmin. - Rebateu Rhian num tom superior. – Como vocês sabem?- Jayne perguntou alarmada. – Quando eu e Rhian fomos a Wiegmann achamos uma foto sua de quando você e Yasmin eram pequenas. - Karen a se pronunciar deixou uma lagrima escapar. – Quem era para estar chorando era eu. - Disse ironicamente – Mais enfim, ela e eu não nos vemos desde quando eu completei sete anos, ou seja, faz 13 anos que não nos vemos, na realidade nós fomos separadas quando tínhamos essa idade, pois começamos a mostrar nossos poderes e existem diferença entre mutantes, em mim começou a crescer asas pretas e nela asas brancas, na época diziam que mutantes com asas pretas eram ruins e mutantes com asas brancas bons, então meus pais acreditaram nessa historia e acabaram me entregando para uns caras cruéis cortar minha asas, eles tentaram cortar com uma espada, mas na hora em que iriam cortar eu me virei fazendo eles acertaram a espada em meu rosto, em conseqüência tenho essa cicatriz enorme no rosto.- Jayne contou sua história. – Então... - Suspirou Rhian – Hoje você vai ver ela, não é Yasmin?- Ao escutar essas palavras, Yasmin desceu as escadas até chegar ao local onde os outros se encontravam. – YASMIN!- Gritou Jayne – Como vocês conseguiram?- Indagou. – Na realidade ela veio junto com Gabriel, que é o namorado dela. Explicou Karen. – Muito obrigada. - Agradeceu Yasmin com os olhos cheios de lagrimas. Rhian e Karen resolveram deixar as duas á sós, agora que já tinha se


encontraram provavelmente iriam querer colocar a conversa em dia. Os dois chegaram em casa e foram logo se deitar, quando porventura alguém bateu na porta. Karen correu para abrir a porta e contatou que e era Gabriel que mal conseguia respirar de tanto que correu. – É VERDADE?- Indagou gritando. – O que?- Perguntou Karen alarmada. – Que a Aisla morreu. -Suspirou Gabriel usando um tom de voz estranho. – Como assim?- Indagou assustada. – Eu tava andando pela rua... – Suspirou ele – Digamos que meio que para conhecer o local, quando eu vi Lucas correndo por tudo que é lugar, então fui falar com ele que disse praticamente berrando que a Aisla morreu. – Para onde ele pode ter ido?- Questionou Karen que logo depois deu um pulo – Suelen, ele deve ter ido falar com ela, vem Rhian precisamos correr. - Exclamou ela em um tom de voz alto e logo a seguir saindo apressada Os três foram correndo em direção a mansão de Suelen, Karen e Gabriel explicaram o motivo disso tudo para Rhian no caminho, logo que chegaram ouviam-se estouros de raios, Rhian disparou até a janela viu vários clarões por causa dos raios, depois notou que estava havendo uma luta entre Suelen com alguém que ele não conseguiu enxergar, voltou até a entrada onde Gabirel e Karen o esperavam. – Então Rhian o que é isso?- Sussurrou Karen – É a Suelen, ela que tem esse poder de raios, ela está usando-o para batalhar com alguém. - Explicou também aos sussurros. – Nós temos que ajuda-la.- Cochichou Gabriel. – Sim, mais como?- Resmungou Rhian. – Ah tive, uma ideia. - exclamou Gabriel no mesmo momento em que duas


enormes correntes saíram de seu corpo – Vamos fazer assim, tu entra lá para ajudá-la, eu fico de cima esperando caso vocês precisem de ajuda e Karen fica aqui preparada para quando precisar usar seus feitiços de cura. – Ótima ideia. - Sorrio Rhian Gabriel olhou para cima, uma de suas correntes voou para cima e se prendeu em algo, não era algo muito firme, porém Gabriel escalou até chegar ao teto, depois notou que sua corrente tinha se prendido em uma antena de tv mal instalada, ele achou uma janela no telhado e ficou a observando para quando ele precisasse entrar em ação. Uma intensa batalha está para começar...


Capítulo 7 Vencer Ou Perder Ao entrar na mansão de Suelen, Rhian se depara com uma cena horrível, tudo de belo que havia ali fora destruído. Olhou mais a frente e viu Suelen inconsciente. Sem saber o que fazer ele se escondeu atrás de uma estatua– a única coisa que ficou intacta no meio daquela bagunça. Os olhos e cabelos de Tayman estavam com a coloração de um azul bem claro. Subitamente duas enormes asas começaram a crescer em suas costas. Elas tinham o mesmo tom de azul de seus olhos e nas suas extremidades detalhes da cor preta. – Vou fingir que aqui não tem ninguém... – Resmungou Tayman. Rhian ficou vermelho e começou a suar frio. Abruptamente a estatua cai em cima do seu corpo. Pronto, agora não havia mais nada inteiro naquele local. – Ai, minha cabeça! Você perdeu a noção do perigo? – Gritou Rhian com raiva. – Que perigo? – Tayman riu ironicamente – Você acha que pode me enfrentar, mas convenhamos você é um pedaço de lata inútil. Eu matei Aisla e agora posso controlar o elemento água, portanto posso fazer você ficar totalmente enferrujado. – E você acha que tenho medo?– Perguntou Rhian. – Medo? Claro que não, só quero que você veja como eu estou sendo bonzinho deixando você vivo. – Respondeu Tayman sendo sarcástico. – Bozinho é? Sei... – Rhian levanta usando sua mão direita para se apoiar no chão. – Veja se isso é bom. – Rhian aponta seu braço mecânico e dispara vários tiros de energia elétrica. Tayman é levemente empurrado com os tiros, mais logo reage.


– Sinceramente... – Ao dizer isso Tayman ergueu suas mãos de onde saíram vários tiros de aguá com propulsão extra– uma coisa que Aisla não sabia fazer. Rhian usa seu braço direito em forma de proteção e de repente em seu surge em seu braço um escudo prateado. Rhian ficou surpreso, pois nem ele sabia disso; contudo nada daquilo adiantou, seu escudo– que também era feito de metal– começou a ficar de uma cor levemente escura, ele estava começando a ficar enferrujado. – O que? Como você consegue... – Balbuciou Rhian sem entender. – Eu avisei – Exclamou Tayman começando a se aproximar de Rhian. Inesperadamente se ouvi um estardalhaço, vindo da parte de cima da casa. Na mesma hora Rhian se agachou para não se machucar com os vários cacos de vidros que caíram na direção dos dois. Tayman não teve a mesma sorte, ele foi acertado por vários, então ao olhar de novo para ele, Rhian percebe que os seus braços estavam presos por duas correntes que logo foram reconhecidas. – Gabriel? – Se surpreendeu Rhian. – Ah sim! – Exclamou ele descendo da janela onde havia ficado á espreita, ainda segurando Tayman. – Vocês acham mesmo, que com míseros poderes podem me deter? – Ironizou Tayman – Acho que não... – Ao pronunciar essas palavras Tayman fez muita força com suas asas, alçou voo, rodopiou um pouco e largou Gabriel com tudo no chão o fazendo cair em cima de Rhian. – Talvez eles não possam, mas eu sim, eu posso e eu vou conseguir. – Falou Lucas que apareceu do nada. – Toda essa revolta é porque eu matei Aisla? – Disse Tayman com um olhar frio. – Talvez, mas tem outro motivo, sabe qual? – Não. – Respondeu Tayman ainda com o mesmo olhar.


– Você mexeu com quem não deveria. – Lucas lançou a ele um olhar extremamente sério. Lucas além de usar suas roupas pretas e vermelhas de sempre, estava com algo novo, algo poderíamos chamar de coragem, nunca ninguém o vira assim, fumegando de raiva. – Rhian, Gabriel tirem a Suelen daqui, pois as coisas vão esquentar literalmente – Gritou Lucas Rhian e Gabriel –que se encontravam jogados no chão– se levantaram correndo, pegaram Suelen e partiram levando Karen junto. Lucas, vendo eles se afastarem não esperou nem um segundo para usar suas forças, vários jatos de chamas saiam de usas mãos, Tayman fazia o mesmo usando jatos de águas que saiam de suas mãos. – É só isso que você tem para me mostrar? – Berrava Tayman. Os dois poderes se colidiram, por minutos estavam os dois ali tentando ver quem era o mais forte, o único pensamento de Lucas estava em Aisla, depois de muito pensar nela seus poderes foram ficando mais fortes, subitamente os dois entraram em choque e explodiram fazendo Lucas voar para um lado e Tayman para o outro. Por mais que Lucas tentava manter– se acordado, ele não conseguia, logo ele não resistiu e desmaiou. [...] – Lucas... Lucas... Acorde... Ouvindo uma voz que não parava de o mandar acordar, Lucas ficou por minutos, deitado sem se quer saber o motivo de estar ali. Depois que percebeu, ele levantou assustado, viu Karen olhando para ele, ela tinha uma expressão extremamente assustada e feliz ao mesmo tempo. – Onde... Onde está Tayman? – Pergunta Lucas angustiado.


Capítulo 8 O Velório Lucas olhava estranho para Karen, logo percebeu que ela estava assustada com tudo o que tinha acontecido, não era pra menos, uma batalha extremamente estranha tinha acontecido, ele não sabia se Rhian – que estava enferrujado graças a Tayman – e se Suelen – que ainda não havia acordado – estavam bem. – Ele fugiu... – Karen falou tão baixo, que quase não foi ouvida pelo garoto. – Como ele pode ter fugido? – Perguntou Lucas espantado. – Eu não sei. Nós já estávamos quase chegando à enfermaria da ilha, de repente ouvimos uma explosão, então olhamos em direção à mansão e vimos algo saindo voando de lá. Gabriel e eu corremos para ver o que tinha acontecido, mas apenas encontramos você desacordado. – Karen começou a ficar mais nervosa. – Alguma novidade sobre Suelen e Rhian? – Indagou Lucas, que queria mudar de assunto após perceber que Karen estava nervosa. – Sim, Rhian está bem, nem sei como eu consegui, mas o que Tayman havia atingido eu consegui desenferrujar; o caso ruim é o da Suelen, que está inconsciente desde àquela hora na luta, a sorte é que ela ainda está viva, porque a pulsação dela está estabilizada e seu coração está batendo, porém a cada hora ela fica mais pálida e mais gelada. – Karen começou a chorar muito. – Mas... Mas você não pode fazer nada? – Lucas se arrumou e levantou-se da cama em que acordara. – Não, tudo o que eu podia ter feito, eu já fiz, Rhian foi fazer uma pesquisa na biblioteca para ver se descobre sobre algo que possa ajuda – lá, ainda não sei se ele achou, mas o importante é tentar – Falou Karen se entristecendo mais.


– Posso vê-la bem rapidinho? – Lucas saíra da sala– tinha paredes de coloração marrom com umas listras brancas horizontais– em que estava. – Ah, tudo bem, acho que ela irá gostar de uma visita. –Disse Karen ficando mais feliz por Lucas ter se recuperado. Os dois passaram por um corredor totalmente branco, entraram em uma porta á esquerda. Ao chegarem lá viram Suelen acordada, olhando para eles. Lucas se assustou quando a viu, ela estava literalmente pálida, mais branca do que as listras na parede de seu quarto, porém Lucas estava um pouco feliz, pois sabia que essa era a primeira vez que ela acordara desde então. – Lucas... Chegue mais perto, por favor. – Suelen se arrumou em sua cama. – Tudo bem. – Lucas chegou mais perto dela e se sentou na parte que ela não estava ocupando da cama. – Posso te pedir um favor? – Suelen agora falava com uma voz rouca, parecia à voz que geralmente pessoas idosas tinham. – Claro, você pode pedir tudo o que quiser. – Respondeu Lucas assustado, mas sem hesitar. – Eu quero... Bem, eu quero que você tome conta da ilha enquanto eu estiver nesse estado. Caso eu morra quero que você fique no comando para sempre. – Suelen agora tentara forçar um sorriso. – Eu não sei se posso fazer isso. – Lucas ficara abismado com o que Suelen lhe pedira. – Claro que pode, além de mim, você é o mutante que tá se tornando cada vez mais poderoso, sei que Karen merecia esse cargo, mas ela deve entender meu ponto de vista; agora, por favor, me prometa. – Insistiu novamente. – Tudo bem, eu prometo que cuidarei da ilha, enquanto você não estiver


bem. – Na realidade, Lucas prometera isso apenas para deixar ela mais alegre, na verdade ele nem sabia o que fazer. Lucas deu um último aceno antes de sair da sala e deixar Suelen descansando um pouco. Karen o esperava no lado de fora, Lucas contou a ela que Suelen estava se lamentando por não poder ir ao velório de Aisla; ele ocultou a parte do pedido de Suelen, pois acreditava que a mesma que devia contar a Karen. [...] Depois de se passarem duas horas, Os outros mutantes e Lucas chegaram a uma pequena sala, ela era localizada ao norte da ilha e seria onde Aisla iria ser velada. Lucas entrou e se juntou aos outros, todos estavam de branco, aliás, tudo naquela sala era branco, as cadeiras; paredes e pisos, tudo exceto o caixão de Aisla era da cor preta. Todos os presentes prestavam suas ultimas homenagens. Quando chegou a vez de Lucas ele olhou para ela no caixão, observou seus cabelos negros em contraste com sua pele agora pálida, ele tentou, mas não conseguiu dizer nada, então ele fez a única coisa que podia: correr, ele correu para o mais longe dali que pode. [...] – Você acha que pode se esconder para sempre? – Jayne apareceu naquele local junto de Gabriel. – Jayne me contou o porquê de você ter saído daquele modo... Aisla já foi enterrada. – Gabriel chegou mais perto de Lucas. Os três estavam em um rochedo em frente ao mar, onde as ondas que batiam nas rochas respingavam neles. – Será que uma pessoa não pode nem sofrer mais? – Indagou Lucas nervoso. – Claro que pode, mas nós somos teus amigos e queremos teu bem. – Jayne com seus dois pares enormes de asas pretas, se sentou no rochedo.


– Ah que seja... Eu ia dar um presente para ela, e iria me declarar também... – enxugou uma lágrima sorrateira que escorreu – Eu fui pegar o presente e aquele... Aquele... Prefiro nem xingar ele, nenhum xingamento serve para ele. – Lucas gritou irado. – Bem... Eu não sou bom com palavras, a única coisa que posso dizer, é para que você deixe fluir, relaxe, tire um tempo para si e não para obrigações, só assim você saberá o que fazer. – Disse Gabriel colocando sua mão no ombro de Lucas. – Agora, nós já vamos indo, e você vê se relaxa, só isso. Jayne e Gabriel saíram e deixaram Lucas a sós com seus pensamentos.


Capítulo 9 Descoberta Naquele mesmo dia – o dia do enterro – Lucas voltara tarde para casa. Ele mal havia deitado em sua cama e já tinha adormecido, coisa não deveria ter feito, pois Rhian acordara todos cedo na manhã seguinte, alegando que precisava falar algo importante. Todos se reuniram na mansão destruída de Suelen, a única que não compareceu foi a própria, pois ainda estava na enfermaria. Eles foram até o lugar mais limpo e sem destroços que encontraram na mansão. – Então... Eu encontrei um livro que pode ajudar Suelen a se recuperar. – Começou Rhian calmamente. – Fala mais rápido, não podemos perder tempo. – Reclamou Karen. – Relaxa minha Kakazinha. – Falou Rhian meloso. – Sério isso? Pra que tanto mel, vamos rá... – Indagou Jayne. – Continuando... – Rhian a interrompeu. – Eu pesquisei pelos sintomas que ela apresentava: desfalecia constantemente; e palidez continua. O que eu achei é o seguinte: existe um arquipélago ao norte daqui, com quatro ilhas, cada uma dessas ilhas tem uma flor que é facilmente reconhecida pelo seu caule, um caule de coloração preta. – Agora, apenas precisamos saber quem vai atrás dessa flor. – Disse Gabriel. – Só Rhian e eu iremos, e mais ninguém. – Falou Lucas lançando um olhar sério a todos. – Corta essa, eu quero ajudar. – Gritou Gabriel em protesto. – Não mesmo, alguém precisa proteger a ilha enquanto nós estamos fora, além do ma... – Lucas tentava concluir sua fala.


– Eu posso ficar de guarda. – Interrompeu Jayne, – Yasmin pode me ajudar. – Tem como dizer não a vocês? – Lucas falava tentando se manter calmo. – Tudo bem, porém Karen você terá que comandar as coisas por aqui enquanto estamos fora. – Tudo bem. – Falou Karen com um olhar de misto de surpresa e felicidade. – Era tudo o que eu queria desde que me mudei para esse lugar. – Gabriel, Rhian, posso dar uma palavrinha com vocês? – Perguntou Lucas aos dois. Os três saíram da mansão de Suelen, e foram á casa de Lucas. Eles entraram e se sentaram á mesa. – Como vamos chegar lá? – Indagou Lucas. – Temos que ver isso ainda, talvez possamos encontrar um barco ou algo do tipo. – Respondeu Rhian. – Desculpa mudar de assunto, mas tem alguém nessas ilhas ou algo assim? – Perguntou Gabriel á Rhian. – Ah bem, sim, eu não quis falar na frente delas, pois iriam ficar preocupadas e tudo mais. – Começou Rhian enquanto pegava o livro novamente e o colocava em cima da mesa. – Todas as ilhas têm uma guardiã... – Os meninos iam interromper, mas ele não deixou. – Isso mesmo, no feminino. Elas são mutantes, e para serem guardiãs das ilhas elas devem ser fortes. – Lucas? Meninos? Vocês estão ai? – Questionou Jayne, dando uma batidinha na porta. Ela entrou com um objeto na mão. – Eu meio que achei isso, é a chave do helicóptero que tu e... Bem... Aisla foram a New York naquele dia, sabe... Pra tentar achar seus pais. – Ah, tudo bem, será bem melhor usar isso do que um barco, além do mais seria lento. – Lucas fala com um pouco de remorso ao lembrar-se de Aisla.


– Bem, vamos descansar e amanhã iremos começar a busca. Todos foram se deitar cedo naquele dia, pois precisariam estar bem descansados para amanhã. Ao acordar bem cedo no dia seguinte, Lucas percebe que todos já estão acordados; olha o horário em um relógio de parede, 07h30min da manhã. Lucas chegou ao local onde ficam as mesas e percebeu que lá havia várias mochilas grandes. – Coloquei comida aqui dentro. – Esclareceu Karen vendo a cara de confusão que estampava o rosto de Lucas. – Comida para uma semana, caso precisem. – Obrigado, Karen. – Respondeu Lucas meio sonolento. – Eu sei que não é uma boa hora para tocar no assunto, mas se tu precisar de alguém pra conversar sobre... Bem... Tu sabes que se precisar é só falar. – Karen falara para tentar animá-lo, ela logo percebe no olhar do Lucas, que não o animou, e sim exatamente o contrário. – Quer me ajudar? Simplesmente não toque nesse assunto. – Lucas agora falava com rancor. – Desculpe, minha intenção não foi chatia... – Comentava Karen tentando deixar ele calmo. – Sei que não foi tua intenção, não foi intenção de ninguém, agora me deixe tomar café em paz. – Lucas interrompeu aborrecido. [...] Ás 08h00min, Lucas, Gabriel e Rhian já haviam se encontrado perto do gramado onde ficava o helicóptero. Os três, para não perderem tempo, entraram rapidamente no helicóptero, e rumaram ao arquipélago. Ao observá-los, veriam pelo olhar deles, que a insegurança e o medo tomavam conta dos três.


Capítulo 10 A Ilha De Lairys Todos ainda se entreolhavam dento do Helicóptero, não disseram uma palavra até saírem dele. Depois de longos 30 minutos, eles chegam a uma ilha, nela havia muitas árvores e uma imensidão de flores da cor verde, além disso, fazia um calor absurdo. —Eu me esqueci de avisar... — Começou Rhian. — O que? — Indagou Gabriel. — Que cada ilha tem um clima diferente... —Rhian tentava concluir. — Ta, deixa isso pra lá, que ilha é essa?— Gabriel o interrompe novamente. — Essa ilha é chamada de Lairys. O nome da flor que temos que achar é Vux, ela uma pequena flor azul, como eu disse anteriormente é fácil reconhecer essa flor nas ilhas, nessa ilha todas as flores são verdes, a única diferente é a que precisamos achar, como eu falei antes o caule dela é preto. — Rhian esclareceu. — Tudo bem, vamos logo. — Lucas falou se sentindo o maioral. — Pessoal, tomem cuidado, a guardiã da ilha pode ser forte. — Gabriel caminhava cuidadosamente. — Se a gente não provocá-la, com certeza, ela não irá nos atacar. — Lucas falou tentando tranquilizá-lo. Depois de caminharem cuidadosamente, começaram a ouvir várias batidas de pés fortes, Rhian olhou mais pra frente e... — Um elefante está vindo para cima de nós! — Gritou Rhian. — Deixem isso comigo. — Gabriel olhou sério para os outros. — Eu


cuido disso, vocês vão atrás da flor, não devemos perder tempo. Lucas e Rhian correram o mais longe que puderam dali, agora somente Gabriel poderia enfrentar aquele animal. “Por que ele nos atacou?”— Era a pergunta que ecoava na mente dos três. — Tome essa. — Gabriel usou suas correntes para prender o elefante. Gabriel manteve o elefante preso por 30 segundos. Subitamente o animal se transformou em uma bela garota, a qual usava um top azul, uma camisa colada transparente com listras verticais preta, botas e luvas azuis, no braço direito usava uma pulseira de prata por cima da luva e uma calça preta com somente uma pequena tira branca na cintura, e por fim, em sua mão um longo arco vermelho. — M... ais c-como? — Gaguejou Gabriel. — Eu sou Nicole, a guardiã da ilha Lairys, meu poder é me transformar no animal que quiser. — Explicou a garota. —Não me leve a mal, mas para vocês pegarem a flor, você terá que ganhar de mim. — Os olhos verdes dela brilhavam. — Primeiro: como você sabe que a gente quer a flor? — Indagou Gabriel confuso. — Ah, muitos mutantes vieram antes só para isso. — Concluiu Nicole. — Agora sem mais, vamos começar a luta. — Nicole rapidamente pegou seu arco, e deixou-o pronto para ataque. — Pronto. — Gabriel rapidamente usou suas correntes para arrancar o arco de Nicole, o arco dela qual ao lado de uma enorme pedra. Nicole rapidamente se transformou numa cobra da cor verde, cujo seria difícil de enxergar no gramado verde da ilha, depois de alguns segundos ela reapareceu em sua forma humana com o arco na mão atrás da pedra, ela lançou duas flechas seguidas, Gabriel desviou de uma com sua corrente direita e a outra passou de raspão no seu braço esquerdo. Ele ergueu sua corrente e a girou no ar, lançando-a nas costas de Nicole, a guardiã caiu no


chão inconsciente. Gabriel correu até conseguir achar Lucas e Rhian. — Acharam a flor? — Berrou Gabriel. — Não. — Resmungou Lucas. — Não sabia que ia ser tão difícil encontrar uma flor. — Rhian sentava numa pedra para descansar. — Vocês já olharam em tudo? — Perguntou Gabriel indo para juntos dos dois. — Sim, menos naquela montanha, que na realidade está mais pra mini montanha. — Ironizou Lucas. — Deixa comigo. — Gabriel falou se achando. Gabriel usa seu braço — que não estava machucado — para lançar uma de suas correntes, cuja se segurou no pico da montanha, que devia ter aproximadamente 5 metros. — Achou algo aí em cima? — Indagou Lucas gritando. — Nada, nad... — Ao olhar para outro lado a montanha — o lado em que os amigos não se encontravam — viu uma flor diferente de todas as outras, no meio de todo aquele verde que se encontrava uma bela flor azul, conhecida como “Vux”. Gabriel rapidamente desceu para pegar a flor, ela batia certinho com a descrição, uma flor azul com o caule de coloração preta. — ACHEI. — Gabriel gritou com todas as suas forças. Lucas e Rhian correram até o amigo. Muito admiraram a beleza da flor, mas por fim, decidiram em ir para a próxima ilha. Passaram por Nicole — que ainda estava desmaiada — e entraram no helicóptero. Eles não alçaram vôo, apenas abriram suas mochilas e comeram um pouco. Após estarem satisfeitos se deitaram nos bancos e descansaram. [...]


Lucas acordou antes dos outros, haviam se passado 2 horas e eles precisavam partir para a próxima ilha. — Pessoal, acho melhor nós irmos logo. — Lucas os cutucou, fazendo-os despertarem.


Capítulo 11 A Segunda Ilha Lucas, Gabriel e Rhian decolaram o mais rápido que puderam para prosseguir em sua jornada. Não demoraram muito para chegar à outra ilhaela ficava praticamente colada na ilha de Lairys - chegando à ilha logo reparam coisas diferentes, em comparação dá primeira ilha. – Essa ilha é bem... Diferente, da outra. – Falou Gabriel. Na ilha de Talra, existiam vários lagos, e todas as flores eram azuis. A diferença era grande, já que na outra ilha todas as flores eram verdes, todas menos a que eles precisavam, que era uma da coloração azul. – O nome da flor que precisamos achar é Zaut, ela é igual a todas as outras flores daqui, só que ela não tem a cor azul, ela é de uma coloração vermelha. – Explicou Rhian. – Provavelmente deve estar em um desses lagos, certo? – Indagou Lucas. – Certamente, esses lagos não estariam aqui a toa. – Concordou Rhian. – Como que uma flor, ficaria tanto tempo aqui? – Resmungou Gabriel perguntando. – Não sei, eu não sou professor de geografia. – Ironizou Rhian. – Vamos procurar... – Falava Gabriel. – Meio que não rola, eu controlo o fogo, ficar muito tempo na água não é pra mim. – Interrompeu Lucas. – Pra mim também não, pois vocês viram o que aconteceu da última vez em que eu me molhei muito. – Disse Rhian. – Tudo bem, tudo bem, deixem comigo. – Gabriel falou se achando.


– Parados, agora. – Falava uma voz feminina totalmente irritante. – Para vocês pegarem a flor dessa ilha, terão que me vencer numa batalha, terão que vencer Laura, a guardiã da ilha de Talra. Laura era uma garota jovem de estatura mediana, cabelos castanhos claros e longos, olhos azuis; ela usava uma saia azul um pouco acima do joelho, um par de botas curtas de cores diferentes, - uma azul e uma preta - usava um top azul, e por cima uma camisa transparente com listras horizontais pretas, um par de luvas curtas pretas, e uma capa por dentro preta e por fora azul. – Eu escolho você para batalhar... – Começou ela, apontando um dedo para Rhian. – Pronto? – Por que eu? – Indagou Rhian. – Porque aparentemente de todos aqui, você é... O menos fraco. – Laura olhava para os outros dois com uma cara de riso. – Tudo bem, eu luto com você. Lucas e Gabriel, vocês precisam tentar achar a flor. – Rhian mal esperou e já estava usando um dos seus braços para atirar bolas de energia elétrica. Rhian fazia o possível e o impossível para tentar acertar Laura, mas ela era muito ágil, desviava de todos os golpes. Depois de alguns minutos, ela preparou sua mão e logo deu um soco, Rhian se estabanou no chão, ela tinha muita força, mais força do que os três juntos, além de ter grande agilidade. Rhian mal se levantou e ela já estava preparando um chute, a sorte foi que Rhian foi ágil e usou seu escudo, desta vez, quem caiu foi Laura. Os dois continuavam lutando ferozmente, era soco, chute, tiro de energia elétrica e escudo; Laura era muito resistente, ela tinha uma tremenda força. [...] Enquanto Rhian lutava, Gabriel entrava em cada um dos lagos. Ele buscava vasculhar cada cantinho de cada lago. O único problema é que isto de nada adiantava, pois ele não encontrava a flor.


[...] Laura chutou Rhian usando toda a sua força, esse chute foi tão forte que Rhian foi parar em um dos lagos em que Gabriel procurava a flor. A sorte de Rhain foi que Gabriel tirou-o rápido de lá. Rhian não viu escolha se não usar seu escudo em Laura; ele acertou sua cabeça e só assim ela deu sossego, ela havia ficado inconsciente. – Então... Nada ainda? – Perguntou Rhian se aproximando de seus amigos. – Não, eu vou dar um tempo para respirar. – Falou Gabriel ao sair de um dos lagos. Eles permaneceram vários minutos descansando, demoraram tanto, que Laura acordou. – Não acharam ainda? – Questionou ela com cara de sabichona. – Não, mas agora que já descansamos, vamos continuar procurando. – Disse Lucas calmamente. – Tudo bem, tudo bem. Rhian venceu a luta, nada mais justo do que eu mostrar qual é o lago. – Laura agora se posicionava em um lago com uma placa, que continha escrito o número três, em todos os lagos havia uma plaquinha numerada. – É esse – Disse ela sorrindo agora. – Muito obrigado. – Gabriel mergulhou o mais fundo que pode até achar uma flor da cor vermelha com um caule preto. – Pronto. – Disse Gabriel – Está aqui, podemos continuar agora. Os três iam em direção ao helicóptero, quando Laura os parou. – Lucas... Só um recado, quando vocês terminarem de achar as flores, e estiver tudo calmo e resolvido, venha até aqui, eu preciso conversar com você. – Laura pediu enquanto eles entravam no helicóptero. – Tudo bem. – Gritou Lucas, com um olhar de desconfiança e curiosidade ao mesmo tempo. Laura sorriu enquanto acenava em forma de adeus.


Os três estavam perto de encontrar uma cura para Suelen, e isso os deixava felizes, porém também estavam com medo, pois sabiam que coisas mais difíceis estavam por vir.


Capítulo 12 Aliança Mais ma vez, o helicóptero ia parava em outra ilha. A ilha da vez, era composta apenas por um terreno muito arenoso e cheio de pedras, não havia- literalmente- nenhuma flor, na realidade somente uma... – Então, como podem observar não há flores nessa ilha. Possivelmente só há uma, o nome dela é Chan, aliás, o nome dessa ilha é... - Rhian tentava concluir. – Ellafot. – Disse uma voz feminina extremamente aguda. - Meu nome é Ana, sou a guardiã dessa ilha. Ana tinha olhos castanhos, usava uma calça e camisa colocando no corpo, ambos eram rosa, a bota que ela usava também era rosa, contudo essa tinha detalhes pretos. Para completar o look uma enorme capa branca, além de longos cabelos castanhos encaracolados. – Ah, tudo bem eu luto com você... - Começou Lucas. – Eu, bem... Eu não quero lutar, vou até ajudar vocês. - Falou Ana. – Tudo bem. - Disse Lucas com um olhar de desconfiança. – Por que tu queres nos ajudar? – Porque vocês precisam unir todas as forças. Temos que fazer um tipo de aliança. - Resmungou Ana. - Eu sei que uma mutante forte que é amiga de vocês está em coma, e que vocês precisam achar as quatro flores das ilhas para ajudá-la a se recuperar. – Como você sabe disso. - Rhian se colocou na frente dela e a encarou seriamente. – Ah desculpe, me esqueci de falar que meu poder é ler mentes, além de manipulá-las... – Ana o encara.


– Tá explicado... - Começou Gabriel – Mas porquê você iria nos ajudar? – Por causa da Natalia, ela é guardiã da ilha Grab a última ilha do arquipélago, ela foi comprada pelo... Bem eu não lembro o nome dele... Era um menino de cabelo azul... - Ana começava a se sentir culpada como se não devesse contar algo. – Tayman, eu sabia, já estava demorando para ele querer atacar a ilha de novo. - Falou Lucas explodindo de raiva. – Laura foi contra o ataque, e eu também, já Nicole não tem opinião própria. Depois que vocês saíram da ilha Talra, Laura foi tentar falar com a Nicole, mais é difícil, pois o olhar de Natalia... É como se ela hipnotizasse os outros. Sabemos que os dois estavam planejando atacar a ilha hoje ou amanha. - Ana apoiava sua costa numa árvore. – Pera ai... Hoje? - Gritou Lucas. – Sim!- Resmungou Ana. – Mais afinal ela só controla e manipula a mente dos outros?- Indagou Rhian. – Não, ela se transforma em dragão, além que conseguir usar qualquer tipo de arma, esse ultimo não é bem um poder, mas se tu não quiseres morrer, não dê uma arma para ela. – Droga. - Falou Lucas gritando novamente. – Nós temos que ser rápidos, Gabriel procura a flor dessa ilha, eu vou atrás da ultima flor, Rhian vai até a nossa ilha e avisa a todos para se preparam. Ana tem como você ver se a Laura vai nos ajudar? – Sim. - Respondeu Ana. – E como você pretende chegar à próxima ilha sem o helicóptero? Indagou Rhian. – Ah é fácil, ao norte desta ilha tem uma ponte de madeira, ela conecta as duas ilhas, se você for por lá conseguirá chegar à última ilha. - Falou Ana


com um tom de sabe-tudo. – Lucas, antes de você ir... A flor que tu precisa achar, é uma amarela, aqui diz que ela fica dentro da caverna da guardiã da ilha Grab. - Disse Rhian folheando o livro dele. - Agora, vamos. Os quatro rapidamente separaram-se cada um para um lado. Lucas seguiu para norte, passou por várias árvores e pedras. Depois de aproximadamente 30 minutos andando, ele encontrou uma ponte de madeira, a atravessou calmamente. Quando estava chegando do outro lado, ele escutou um barulho forte, era o helicóptero seguindo em direção a ilha deles, e dentro estava Rhian. Lucas olhou para o céu e focou rapidamente sua atenção nele, depois voltou a olhar em direção a ilha e seguiu em frente. Ele parou somente quando avistou uma enorme caverna, ficou boquiaberto. Não restavam dúvidas era a caverna em que estava a flor. Ainda com medo, ele entrou nela. Lucas percebeu que a única coisa que a iluminava, eram algumas tochas acesas, mas, mesmo assim, ele adentrou mais a caverna, quando chegou ao fundo, encontrou uma parede cheia de pedras com uma porta branca. Com toda a coragem que reuniu, ele passou por ela, a única coisa que havia, era um trono banhando em outro, uma mesinha de canto marrom com um pote transparente com uma flor amarela, ele não esperou nenhum segundo, pegou a flor, e correu para fora da caverna. Atento, ele prosseguiu seu caminho de volta a ilha Ellafot, passou novamente pela ponte de madeira, e foi até o local onde avistara Ana anteriormente, ao chegar perto da árvore, encontrou um bilhete escrito em um papel branco: “Já fizemos nossa parte, Gabriel achou a penúltima flor e Laura aceitou ir com a gente, tem um barquinho no litoral sul da ilha, nos encontramos lá” Somente após de ter lido o bilhete, Lucas se tocou de que não havia visto Natalia na caverna, ele começou a ter um pressentimento ruim, mas, mesmo assim, ele sabia que não podia perder tempo. Deixou o bilhete ali


mesmo no chão, e foi correndo para o litoral da ilha. O mar estava agitado, ele viu um pequeno barquinho marrom, foi até ele, e entrou, procurou por um remo, e quando o achou começou a remar o mais rápido que pode para sua ilha.


Capítulo 13 A Morte Ofegante, Lucas remava o mais rápido que podia. Se passado alguns minutos ele notou uma linda gaivota branca no céu segurando um remo, logo percebeu que aquilo não era normal, remou depressa tentando fugir, mas a gaivota continuara-a o perseguir até que ela o alcançou e largou o remo em sua cabeça. Lucas passou a mão na cabeça, tentando de alguma forma amenizar a dor, de repente o pássaro começou a brilhar, e então virou uma mulher. Lucas observou suas vestes, a maneira de como se portava e, por fim, juntou as peças, e descobriu que se tratava de Nicole. — Não sei se sou uma boa companhia, mas eu gostaria de saber se posso ajudar vocês. – Nicole ficou enjoada, se apoiou nas bordas do barco sentido um pouco tonta. — Isso é meio estranho, porque me disseram que você estava sendo controlada pela Natalia. – Resmungou Lucas confuso. — Estava, só que eu me dei conta do que era o certo e resolvi ajudar. – Nicole colocava o remo no lado oposto do de Lucas e o ajudava a remar, e aos poucos seu enjoo foi embora. Depois de longos dez minutos remando seus braços estavam doloridos. [...] — Logo... Logo. – Natalia repetia essa palavra. Todos os amigos de Lucas estavam amarrados e amordaçados, eles estavam trancados dentro da mansão destruída de Suelen, a única que não estava ali era a própria, pois estava ainda na ala hospitalar. Natalia não parava de falar "logo" enquanto analisava uma enorme bola de cristal, que mostrava Lucas e Nicole no barco, eles estavam se aproximando da ilha. Poucos minutos depois Tayman entrou na mansão exclamando que eles haviam chegado.


— Eles chegaram, anda se prepare Natalia, por quê a batalha logo começará. [...] — Rápido. – Berrou Lucas enquanto saía do barco as pressas. — Espere. – Nicole quase tropeçou. — Eu sei onde eles estão. – Disse a garota se arrumando. — Como você sabe? – Indagou Lucas curioso. — Eu vim aqui antes de te achar, vim ver como estava tudo. – Nicole parecia confusa. — Então aonde eles estão? – Continuo Lucas a indagar. — Lá. – Nicole apontou para enorme mansão de Suelen. — Então vamos. – Lucas pegou a mão de Nicole e a puxou, meio que obrigando ela a andar mais rápido. Tayman e Natalia estavam à espreita na porta, assim que o mutante e a guardiã atravessaram a entrada, os inimigos usaram as duas espadas que cada um segurava, dando uma enorme pancada na nuca de cada um, fazendo-os assim desmaiar. Lucas recobrava a consciência aos poucos, sua visão estava embaçada, dava para ver somente os joelhos de alguém, quando sua visão retornou ao normal, viu que na verdade era Nicole, que estava amarrada e ajoelhada a sua frente. Natalia estava atrás dela empunhando uma espada reluzente constituída por um cabo dourado e uma lâmina comprida e leve. — É Nicole fizeste um ótimo trabalho. – Comentou Natalia. — Mas... Mas você falou... Falou que se eu trouxesse o Lucas até aqui você me deixaria em paz. – Gritou Nicole. Lucas notou que os seus amigos estavam ali também, todos na mesma


situação: com cordas amarrando seus pulsos e pernas; e com um pedaço de fita na boca. — Mas como eu sou uma boa amiga e não preciso mais de você, acho justo te dar uma morte lenta e dolorosa. – Natalia deu um sorriso sombrio, passou lentamente sua espada na barriga de Nicole. — PARA. – Gritou Lucas. — Tudo bem, eu vou parar. – Disse Natalia. — Eu vou parar depois de fazer isso. Natalia enfiou a espada no estômago de Nicole, fazendo muito sangue jorrar, Lucas estava tão perto delas, que o sangue respingou em seu rosto. — Eu vou parar, viu? Claro que vou, depois disso e disso. – Natalia não tinha escrúpulos, pois introduziu a espada mais duas vezes em Nicole. — PARA. – Berrou Lucas. — Me mate, deixe-a em paz. — Não se preocupe querido, você será o próximo. – Natalia enfiou mais uma vez seu punhal em Nicole. Nicole, angustiada de dor, nem conseguia falar, estava quase morta. Lucas não aguentou ver a dor e o sofrimento em seus olhos, em um movimento brusco se levantou e tentou impedir Natalia, mas não foi rápido o suficiente. — E isso. – Com um sorriso sínico que exalava satisfação, Natalia empurrou o corpo de Nicole no chão e cortou sua cabeça. Natalia olhou para Lucas, que observava em choque o corpo inerte e sem vida de Nicole, sorriu zombeteira, contente com o sofrimento dele, saiu da sala trancando-a pelo lado de fora. Rhian e Gabriel estavam horrorizados, Laura e Ana estavam aos prantos, com seus soluços sendo abafados pela fita. O mutante que ainda estava chocado começou a sentir uma sensação estranha, sentimento esse que ele só havia sentido uma vez, que foi no momento em que Aisla morreu.


— Porque eu só sinto isso depois que alguém morre? – Indagou Lucas baixinho. O garoto começou a ferver de raiva, ele estava tão quente que as cordas começaram a queimar, já liberto, não pensou nem duas vezes, foi rapidamente soltar seus amigos. — Desculpa... – Laura ainda estava soluçando— Não conseguimos fazer nada. – Disse se sentindo impotente. — Tudo bem, agora vamos acabar com eles. – Falou Lucas. — Dessa vez alguém vai morrer, e não será a gente.


Capítulo 14 A Explosão O silêncio reinava ali naquele local, o único som que se podia ouvir era a respiração dos mutantes que estavam trancados naquele lugar. — Como vamos sair daqui? — Laura quebrou o silêncio, ela já havia parado de chorar. — Pela porta. — Respondeu Lucas. — Mas ela está trancada... — Argumentou Laura. — Não está mais. — Lucas chutou a porta de maneira inacreditável, ato este, que a fez cair para frente quebrada em pedaços. O grupo ultrapassou o batente da porta, verificaram se o perímetro estava limpo, não havia ninguém a vista, tudo parecia tranquilo. — Karen e Rhian vão até a enfermaria, levem as quatro flores para curar a Suelen... – Entregou as flores para os dois — Ana, Laura, Yasmin, Jayne e Gabriel venham comigo. Todos foram para suas devidas direções, Natalia e Tayman estavam esperando por Lucas, o mesmo não sabia como, mas sabia onde ela estava, era uma coisa dentro dele que mostrava o caminho, talvez pudesse ser a raiva, contudo nem mesmo ele sabia... — Veja se não é você... Nunca pensei que escaparia tão rápido assim. — Natalia estava confiante. — Sem conversa furada, eu quero lutar contra você. — Lucas não dava a mínima para a confiança dela. — Tudo bem, mas não aqui, não queremos chamar a atenção de todo mundo da ilha. Que tal ali? — Disse Natalia apontando para um enorme galpão de cor branca, com as portas de coloração marrom.


— Pode ser. — Concordou Lucas. Lucas e seus amigos se dirigiram para o galpão, com Natalia e Tayman ao seu encalce. Ao entrarem, eles se depararam com o chão coberto de grama e com vários botijões de gás espalhados... — Pronto? Saindo de onde estava, Natalia correu até Lucas e o chutou, mas por sorte o garoto desviou a tempo. Voltando a posição de ataque, ela pega sua espada ainda suja com sangue de Nicole, e desfere vários golpes seguidos no mutante, que usou seu braço para soltar chamas que fizeram a espada derreter. — É uma luta justa, sem armas. — Gabou-se Lucas. Agora chamas saiam de todas as partes de seu corpo, ele estava começando a ficar descontrolado, seus amigos logo perceberam isso, pois parte das chamas estavam indo em direção a eles. [...] — Anda mais rápido, Karen. — Gritou Rhian. — Eu não consigo correr mais que isso. — Resmungo Karen tentando correr mais ainda. Rhian deu um tiro com seu braço mecânico, fazendo assim a porta da enfermaria se abrir. — Não temos tempo a perder. — Rhian foi em direção a cozinha que havia ali, pegou uma chaleira, e procurou seu livro com as instruções de como fazer o chá. O problema ele não o encontrava em lugar nenhum. — Droga, acho que eu perdi o livro. — Disse Rhian começando a ficar com raiva. — Coloca as flores na chaleira junto com a água, tudo bem se isso não for


a cura, mas talvez possa ajudá-la. — Karen se meteu na frente dele arrancando as flores de suas mãos, e colocando as mesmas dentro da chaleira. Depois de longos 15 minutos a água ficou de uma coloração preta, o cheiro era extremamente bom. Rapidamente Karen colocou o chá em um copo e foi em direção ao quarto de Suelen. — O que houve? — Suelen ficou aflita ao ver os dois entrando no seu quarto. — Não temos tempo para explicação, apenas beba. Esse chá pode te curar. — Rhian pegou o copo da mão de Karen e colocou nas mãos de Suelen. — Tudo bem. — Ela começou a tomar a tal cura. De repente estouros e explosões soaram, eles foram até a janela e viram que havia um foco de fogo. — Droga... — Suelen se espantou. — Quando meu pai construiu a ilha, ele disse que qualquer foco de fogo poderia a fazer explodir em questão de segundos. — Temos que sair daqui, antes que isso tudo vá para os ares. — Disse Rhian. — Temos que avisar aos outros. — Karen estava extremamente nervosa e com medo, só de pensar no que poderia acontecer com eles. — Não se preocupe, Jayne sabe também. — Suelen estava tentando fazer Karen se sentir mais confortável. [...] O fogo consumia pouco a pouco cada pedacinho do galpão. Lucas estava descontrolado e acabou acertando nos botijões com gás, iniciando assim um incêndio. — Temos que sair daqui e rápido. — Gritou Jayne.


Todos saíram correndo, todos menos Lucas, que não podia sair dali, pois estava no chão sufocando Natalia com sua mão em seu pescoço. — To nem ai se eu vou morrer, mas você também irá. — Lucas estava dando um sorriso cheio de rancor. Ele ficou mais uns dois minutos sufocando-a quando de repente a ilha finalmente explodiu.


Capítulo 15 Nova Missão — Que lugar é este? — Indagou Lucas ao acordar em um lugar extremamente estranho. Paredes brancas o cercavam, ele abrira um pouco seus olhos, mas não enxergava quase nada. O mesmo se lembrava de apenas uma única coisa. Se recordava apenas de estar enforcando Natalia quando subitamente acontece uma explosão, fora isso mais nada vinha em sua mente. — Lucas, está melhor? — Perguntou uma doce voz feminina. — Estou. — Lucas abriu um pouquinho mais seus olhos, para enfim ver que Laura estava sentada em um sofá localizado ao canto da sala. — Que bom, espero que os médicos te liberem logo. — Laura abriu um sorriso. — Onde estou? — Indagou Lucas se levantando da cama em que estava, foi até uma janela, e observou que o movimento de carros não parava. — Estamos em New York, foi o único lugar que conseguimos chegar a tempo depois da explosão. — Respondeu Laura tentando se manter calma. — Explosão? — Lucas estava muito confuso com tudo que estava acontecendo. — Ah sim, você se descontrolou por causa da raiva, acertou um dos botijões e começou a explodir tudo, a ilha não durou nem dez minutos. — Laura começou a ficar aflita. — E os outros? — Lucas não parava de fazer perguntas. — Não sei... Realmente não sei quem ficou vivo ou não, só sei que quando estava quase explodindo, eu consegui voltar e te salvar.


— Mas como? — Lucas perguntava novamente. […] — VAMOS! — Berrava Gabriel em meio ao caos que a ilha estava ficando, os mutantes que haviam sido avisados já estavam saindo da ilha, era uma enorme correria, gritos vindos de todos os lados. — Laura aonde você vai? — Perguntou o mesmo ao ver que Laura se dirigia a direção contrária, voltando para onde eles haviam acabado de sair. — Vou salvar o Lucas. — Laura não estava se preocupando com ninguém, foi correndo até o galpão para salvar o mutante. […] — Então eu te encontrei em meio a alguns escombros, tentei te tirar de lá, mas não consegui, a única coisa que nos salvou foi à conexão de parentesco. — Parentesco? Como assim? — Lucas ficou pasmo com o que Laura havia dito. — Isso é um assunto meio delicado para ser falar agora... Mas ai vai, eu sou... Sou... Sua irmã. — Laura se sentia extremamente nervosa. — Você? Minha irmã? C-como assim? — O garoto estava mais nervoso do que sua irmã. — Jayne... Ela me disse isso, ela havia me dito que, um garoto chamado Lucas esteve lá e pediu para ela ver algo sobre ele, e ela viu... Viu que tu eras meu irmão, mas achou melhor não contar, ela falou que era para dizer só quando necessário, e que um laço de parentesco iria me salvar. — Mas... — Lucas tentou perguntar algo novamente, estava confuso, e olhando para a mutante parada ali na frente dele, um sentimento novo cresceu dentro de si. O coração dele se encheu de ternura, não importava mais se ele estava confuso, agora ele tinha alguém para contar, para proteger, ele tinha sua


irmã. Segurou suas mãos, para só então perceber que Laura estava tremendo. — Lucas, tem como a gente falar disso depois? — Laura estava a ponto de chorar. — Temos outro problema, foram encontrados dois corpos na ilha, mas somente um foi identificado, era o de... Natalia. — Talvez o outro seja do Tayman. — Complementou Lucas. — Não, não é. — O medo estava estampado na cara da menina. — Como assim? — Lucas nesse momento estava aflito também, mas só sabia questionar. — Ele... Esteve aqui, me mandou te dizer que não importa aonde você vá, ele sempre irá te perseguir, até te matar. — Laura começou a chorar. — Não se preocupe só me deixe descansar um pouco. — Falou Lucas tentando confortá-la, acariciou suas mãos e sorriu para ela que rapidamente retribuiu. Ela tinha medo, mas ali perto de seu irmão se sentiu segura, protegida. Laura rapidamente saiu do quarto e deixou Lucas descansar, ele tentou pegar no sono, mas somente depois de uns trinta minutos rolando de um lado para o outro, ele finalmente conseguiu dormir. Lucas estava em um sono profundo e começou a ter um sonho estranho. […] Lucas estava um lugar totalmente branco, não havia árvores, grama... Não havia nada, somente ele ali. Bem, ele e alguém que vinha em sua direção, contudo o garoto não conseguia enxergar direito, sua visão estava embaçada. Depois de algum tempo sua percepção ficou nítida e ele viu que era Aisla. — Lucas, não fale nada só me escute. Você sozinho não conseguirá deter Tayman, ele vai tentar acabar com você destruindo pessoas que você ama e se importa, começando pela Laura, você precisa ir atrás dos outros e fazer


uma equipe de mutantes, por favor, chame de Mytalin X, antes que tu perguntes o porquê, eu não tenho tempo para explicar, comece por aonde você está.— Aisla falou tão rápido que Lucas não entendeu nem a metade, os olhos da garota se encheram de lágrimas e então ela continuou — Você precisa se preparar para o pior... Um de seus amigos morreu. […] Ele acodou assustado, suando frio e tremendo. Estava com medo do que Aisla havia dito, mas eles não tinham tempo pra perder, então não pensou duas vezes, chamou um médico no quarto e perguntou quando ele ia poder ser liberado. O médico verificou todos os aparelhos, checou a sua ficha, pressão, e por fim, falou que ele já estava melhor e que teria alta ainda hoje. Após toda a burocracia, Lucas finalmente recebeu alta do hospital. Ele saiu na rua, encarou Laura que estava ao seu lado. O rosto do garoto ficou sério, maxilar trincado, os olhos frios, sem vida; e olhando para sua irmã, finalmente anunciou: — Vamos, nós temos uma nova missão.

Mytalin X  

Um simples mutante. Um sonho de querer ser normal. Uma vida inteira aturando seus poderes sobrenaturais. Uma maldição que talvez, só talvez,...

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