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Goya Lopes A estampa brasileira tem a cara da estilista. Texto: Eduardo Madeiro | Imagens: Cortesia de Goya Lopes

Como não falar de estampa sem falar na influência africana e indígena na moda? E que tal transformar isso tudo em uma mistura abrasileirada.

queriam a palavra na sociedade, queriam mostrar nossas raízes nacionais. E onde entra a estampa nesse contexto? A nova geração não queria parecer com

A moda de estampas étnicas surgiu forte

seus pais, com a ideia de padronização nas

nos anos 60. Muito se deve à influência hippie

roupas neutras para se “encaixar” no mo-

norte americana. O clima de “paz e amor” grita-

delo de sociedade perfeita estipulada pelo

va mais forte nas pessoas que estavam lutando

“politicamente correto” a ser copiado. Se-

por um mundo de igualdade, e aqui no Brasil

ria o momento de colocar a “cara a tapa” e

essa onda não seria diferente.

questionar que país era o Brasil. Nossos jo-

O Tropicalismo foi o movimento que se

vens buscavam achar um ponto de referên-

apropriou da ideia hippie americana, porém

cia nacional, pois suas lutas eram outras em

com uma nova linguagem. Os jovens brasileiros

comparação aos americanos. DMBr #14 - Março/Abril 2016 | 57 |

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