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APTIDÃO edição nº1

Fev/2017

Escritores Amadores

O sentimento jovem por trás da arte


EDITORIAL:

Lucas Di Capri, EDITOR CHEFE

Na primeira edição da revista Aptidão, abordamos os jovens escritores para entender suas inspirações, o que eles escrevem, os autores que os influenciam e até que ponto a escrita é vista como hobby ou profissão. As fotografias buscam transmitir os seus gostos revelados de modo que o ambiente estabeleça uma conexão com o entrevistado. O uso do preto e branco busca tornar mais rebuscada a paixão dos jovens escritores pela poesia, pelos livros e pela música. Bem vindos à Aptidão.

EXPEDIENTE:

JOVENS ESCRITORES: RELATO DE ARTISTAS E SUAS INSPIRAÇÕES

Editor chefe: Lucas Di Capri Fotógrafos: Lucas Di Capri, Mike Tavares Redatores: Cid Bruno, Gisele Puygcerver Repórteres: Lucas Di Capri, Mike Tavares Revisores: Lucas Di Capri, Mike Tavares Editor de Imagem: Ícaro Chaves FOTO DE CAPA E PÁGINA 1: Mike Tavares

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ANDRESSA ROSA

Andressa, da Engenharia, focada na escrita. Foto de Lucas Di Capri.

“A escrita como amplitude da leitura. Andressa não se contenta apenas em observar, ela tem que participar. Em suas fanfics, coloca seus personagens favoritos nas situações que ela acha que eles deveriam estar. Ela evita o peso da escrita como uma forma de extravasar sentimentos. É mais um exercício de imaginação. Em um mundo que se enxerga sozinha, isolada dentro de si, Andressa faz de seus personagens, companheiros. De clássicos infantis, da Disney e Coleção Vagalume, a grandes nomes da ficção e fantasia mundiais, como Rowling, Tolkien e Martin… nada escapa da ponta de seu lápis.”

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CHEYENNE VIEIRA

Cheyenne, Jornalismo, vendendo suas poesias. Foto por Lucas Di Capri.

“Artista marginal. Puta, como muitas vezes ouviu e aceitou para si. Cheyenne encontra nas ruas sua matéria prima, e é também para elas que entrega tudo que tem em si. Desconhece limites; a arte não os possui. Do erotismo a contos infantis, seus sonhos e realidades se entrelaçam em um vórtice confuso. Confuso de sentimentos e lutas. As lutas da alma, as físicas e as sociais. Cheyenne é artista de rua. Clave em uma mão, Álvares de Azevedo na outra. Os dois vão ao alto, o que volta em retorno, se espalha.”

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CHEYENNE VIEIRA

CLARA MATTOSO

ÍCARO CHAVES Clara, graduanda em Jornalismo, focada em seus romances. Foto por Lucas Di Capri.

“Dançando em um sonho. Clara dá vida ao seu inconsciente. Às confusas formas de seus devaneios em momentos de sono, ela entorna a complexidade da vida. Suas ambições são tão democráticas quanto românticas: quer instigar todos os públicos. Clara se envolve, Clara rodopia. Quer, através de seus traços caligráficos, entregar alegria. Verne, Sparks e Fitzpatric: nomes de peso, que tomam sua mente e alma de leveza.”

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Ícaro, futuro jornalista, na biblioteca municipal de SJDR. Foto por Lucas Di Capri.

“Fantasia adolescente. Ícaro, assim como na mitologia, desde criança foi construindo suas asas, sobre tristezas, desencantos e fuga. Fuga de sua realidade, por vezes insuficiente para preencher sonhos. Os personagens em sua mente são mutações espirituais, forjados em prismas de infinitos lados: músicas, desenhos animados, séries. Superações inquietas e rude despertares. Ícaro se encontra em sua escrita, para não se perder em alucinações. Após tanto se enveredar em si, sua maior influência humana não é mais em ideias, mas sim em ideais. Assim como a cantora Lorde, quer que a sua arte não seja produto, e sim experiência. Tudo no seu tempo, tudo do seu jeito.”

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Com história datada de cerca de 4000 aC, a escrita surgiu no Iraque, na árida região de Uruk. O deserto, onde se erguiam templos para culto dos deuses da Mesopotâmia, guardou por séculos os primeiros registros deste tipo de comunicação. O momento de maior destaque da escrita foi quando os gregos desenvolveram um alfabeto capaz de expressar os sons em forma de vocábulo e que a gente utiliza até hoje.

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RACHEL DOS SANTOS

“[...] nem amigos, nem pais ou amores, no final sempre estaremos sozinhos, por isso a decisão sempre caberá apenas a nós mesmos” -ANDRESSA ROSA E acima de tudo não há esperança pra nós moças prendadas muito bem educadas experts nos truques da cama . Ou tão somente aquelas que nem ligam de rolar na lama.

A estudante de Jornalismo Rachel ao piano. Foto por Lucas Di Capri.

“Prosa, poesia ou canção. Na indefinição, Rachel se transborda em letras. A terapia escrita é sua forma de lidar com os acontecimentos e desacontecimentos. Observando com olhos atentos os momentos únicos, expressando de forma apaixonada os amores e passagens inusitadas. Pelas ideias eternizadas no papel, busca o sentido no contraditório e o porto seguro no desalinhamento do universo. Lispector, Pellegrine e Baccarin. Referências e inspirações, para uma vida de transpirações.A escrita na sua forma mais pura e crua: extravasar, se derramar. Volta por cima e alegrias renovadas, são seus devotados no toque do leitor. Se profissão virar, escritora com a alegria será. Se não, para sempre brincará.”

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Somos apenas aquelas sem salvação mal sabem os outros que justamente por não sermos bobas que mais temos dor no coração. - CHEYENNE VIEIRA

“Nosso destino está ligado a outros, formando a grande chama da Vida” -CLARA MATTOSO

“Abri minhas asas, sentindo-as quase se dobrarem contra as paredes dali. Preso. Aquilo era errado. Meu destino é sair do labirinto, eu não podia correr o risco de ficar trancado em um local sem saída”. -ÍCARO CHAVES

Não sei ser prosa, poesia ou canção. Cansei de ser argumentação, elaborar explicação. Sou logomaníaca, cheia de mistério e contradição. Sou uma simples frase sem nexo em construção, cheias de erros precisando de uma boa revisão.

Colocar as vírgulas nos lugares certos, os pingos nos “is” e acabar com essa interrogação. Sou feita de reticências, pois a muito a se dizer mesmo quando as palavras se vão... - RACHEL DOS SANTOS


VISaO


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