O objetivo desta pesquisa é estudar o fanzine Coletivo Cancrocítrico, criado no início do movimento Punk em Londrina e publicado entre 1988 e 1993. Constamos que essa publicação possuiu as características de uma mídia radical descritas por Downing (2004). Além disso, foram usados como base os estudos de E.P. Thompson (1987) e Bilhão (2008) para compreender de que forma o fanzine procurou colaborar com a construção de uma identidade punk em Londrina. As 20 edições do Cancrocítrico estão carregadas de elementos simbólicos de contracultura e contestação à hegemonia e propõem, na prática, uma nova forma de se comunicar relacionada ao que ficou conhecido entre os punks como “Faça você mesmo”.