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conteúdo

colaboradores

08 FERNANDO TEDESCKI

Acho que meu cão ingeriu veneno. O que eu faço?

28 MARCO ANTONIO GIOSO Em crise de novo?

30 LUCIVALDO SANTOS DA SILVA Os avanços da radiologia veterinária

32 CAPA Conheça o Instituto MAPPA (Meio Ambiente e Proteção Animal)

34 DANIELA SCHERMANN

Planejamento: você sabe que rumo tomar em 2017?

18 SOCIAL Os amigos dos melhores amigos

SEÇÕES

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EDITORIAL

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LITERATURA

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CURSOS

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MARKETING

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NOTAS


Diretoria Luanda

Osmar Silva José Haroldo G. Santos

editorial

Edição 100 Novembro / Dezembro 2016

Editor Osmar Silva osmar@luanda.com.br

Redação Hylario Guerrero (Mtb 13.468) hg.noticia@luanda.com.br

Joelma Farias (Mtb 78.793) joelma.noticia@luanda.com.br

Design Editorial Bruno Ricardo M. Santos Diego Igor de Oliveira arte@luanda.com.br

Fotos Equipe Luanda Editores

Diretor Comercial José Haroldo G. Santos haroldo@luanda.com.br

Publicidade: Luanda Brasil Serviços de Publicidade Dênis Jorge Jhonnatan André petmagazine@luanda.com.br

Administração Dênis Jorge Juici Monteiro Thais Gonçalves luanda@luanda.com.br

Jurídico dra. Adriana Carla Gomes P. Silva

O segmento pet atravessa mais um período exibindo números positivos em seu desempenho econômico, contrariando todas as previsões e a realidade enfrentada pelos demais setores produtivos do País. Os números, na verdade, foram menores que os estimados nas prévias para o ano de 2016. Mesmo assim, não são decepcionantes. Novos produtos foram lançados, tanto na área veterinária como nas diversas opções de acessórios e serviços. Mais eventos foram realizados, expondo a importância do trato aos pets, visando o bem-estar e principalmente a sua posse responsável. Aliás, sobre o esse assunto, nosso conceito de conscientização está muito longe da ideal em nosso País. Muitos pets ainda são abandonados, principalmente cães, à própria sorte nas vias das metrópoles. As pessoas esquecem quando assumem um filhote que esse irá crescer e envelhecer. Quando envelhecem necessitam de tanto ou mais carinho e atenção e, nesta fase da vida, não podem ser descartados, abandonados. É preciso entender que não é barato manter um pet com os cuidados necessários para a sua sobrevivência, mas, invariavelmente, eles já nos recompensaram de todos os custos com a sua dedicação e carinho incondicional. Com a preocupação de proporcionar algum tempo mais de conforto a estes animais abandonados, algumas organizações não governamentais têm prestado excelentes trabalhos recolhendo, tratando e tentando recolocá-los em novos lares. Da mesma forma, pessoas tem se dedicado em ações voluntárias para cuidar de cães e gatos em situação de abandono. A maioria investindo as suas poucas economias e dividindo os seu espaço domiciliar para manter dignamente os pets. Demonstrações de amor, carinho, solidariedade e principalmente civilização. Eles merecem o apoio da sociedade, seja através de contribuições monetárias ou de alimentos e remédios. Todos nós

Impressão Pavaprint Assessoria gráfica Pavaprint R. Joaquim de Almeida Moraes, 273 Jd. Magali - CEP 02844-000 - São Paulo/SP Tel.: + 55 (11) 3461-8400 / 3461-8401 Fax + 55 (11) 3923-5374 luanda@luanda.com.br www.luanda.com.br

A revista Petmagazine aceita matérias técnicas como colaboração para divulgação de projetos, trabalhos, novos produtos, etc. Os artigos deverão vir acompanhados de fotos ilustrativas com as respectivas legendas e curriculum do autor. A revista não se reponsabiliza por opiniões e artigos assinados que podem ou não expressar a mesma opinião do editor. As opiniões emitidas em artigos assinados são de responsabilidade do autor. A Petmagazine não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios veiculados, nem por aquisições em função destes. Todos os direitos reservados, sendo proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sob pena de procedimentos legais. A revista Petmagazine é uma publicação bimestral da Luanda Editores Associados LTDA e tem sua marca registrada no INPI sob o número 820.994.286

Foto da Capa: Maria Carolina - Equipe Luanda


LITE RATU RA

UM GATO DE RUA CHAMADO BOB O livro chegou às livrarias em dezembro com novo visual. James, um músico pedinte das ruas e ex-dependente químico em processo de desintoxicação conhece Bob,um gato diferente de qualquer outro e descobre o norte que faltava para dar um novo rumo à sua vida. James Bowen conduz o leitor a uma jornada de superação. Por meio de relatos pessoais, o autor conta como o pequeno animal foi essencial para a reabilitação das drogas e a própria transformação, passando de alguém absolutamente sozinho para um homem que encontrou o verdadeiro valor da amizade. Autor: James Bowen Editora: Grupo Editorial Novo Conceito

GUIA PARA A DISSECAÇÃO DO CÃO O objetivo do livro é facilitar uma dissecação completa do cão, visando o aprendizado da estrutura básica deste mamífero e de suas características específicas. Procurou-se enfatizar que o conhecimento da anatomia é essencial para o currículo do curso de Medicina Veterinária. As descrições foram fundamentadas na dissecação de cães adultos de raças mistas preparados através de perfusões arteriais. Esta quinta edição contém ilustrações novas e modificadas, com o texto revisado e alterado completamente. Autores: Evans e deLahunta Editora: Guanabara Koogan - Grupo GEN Editora: ROCA

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA VETERINÁRIA Elaborado para estudantes dessa área do conhecimento, o livro tem a finalidade de introduzir na linguagem médica às informações científicas mais recentes a respeito dos mecanismos das lesões teciduais em geral, integrando na medicina clínica os conceitos básicos de patologia. Os capítulos sobre degeneração e necrose celulares, inflamação, trombose, distúrbios hemodinâmicos e neoplasia foram reelaborados de forma a incluir as mais recentes informações científicas e contam agora com ilustrações coloridas de patologia macroscópica. Autor: Norman F. Cheville Editora: Manole Editora

ANATOMIA E FISIOLOGIA CLÍNICA PARA MEDICINA VETERINÁRIA Escrito por professores de veterinária, o livro foi completamente atualizado e oferece uma abordagem prática e abrangente da informação anatômica e fisiológica necessária para ter sucesso na prática veterinária. Autores: Thomas Colville, Joanna M. Bassert Editora: Sauders Elsevier

FARMACOLOGIA CLÍNICA DE PEQUENOS ANIMAIS Com o objetivo de proporcionar ao estudante e profissional de medicina veterinária todas as informações relevantes necessárias ao planejamento de regimes de tratamento medicamentoso de pequenos animais. Atualizado e revisado de maneira abrangente, a segunda edição deste livro cobre as novas informações essenciais sobre os medicamentos usados no tratamento de uma variedade de condições, incluindo cardiopatias e arritmias cardíacas. Autores: Jill E. Maddison, Stephen W. Page e David B. Church Editora: Saunders Elsevier

CONVERSAS COM ANIMAIS Livro corajoso e revelador de uma médica veterinária que ouve a voz dos animais, e que, por meio deles, descobriu o verdadeiro significado do amor. E é também um aprendizado, porque ao saber mais sobre o seu fiel amigo características, necessidadese problemas de saúde. O leitor irá se autoconhecer e receber ensinamentos valiosos. Autora: Marta Sofia Guerreiro Editora: Leya Brasil

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CUR SOS TEÓRICO E PRÁTICO DE US ABDOMINAL

O Instituto Cimas Vet disponibiliza curso de ultrassonografia destinado a acadêmicos e clínicos veterinários que estejam interessados a ingressar nessa especialidade. O curso tem o objetivo de proporcionar aos alunos a aquisição de um conjunto de conhecimentos teórico e práticos na área de ultrassonografia abdominal. Início: Fevereiro de 2017 Informações: www.institutocimas.com.br

CARDIOLOGIA VETERINÁRIA

O curso de Pós-graduação em Cardiologia Veterinária visa a capacitar o profissional a diagnosticar as principais enfermidades cardiológicas em cães e gatos, assim como avaliar e optar pela melhor conduta terapêutica em cada caso, principalmente aqueles que estão relacionados à diminuição da qualidade de vida do animal. Local: Anhembi Morumbi – São Paulo Informações:portal.anhembi.br

ESPECIALIZAÇÃOEM ORTOPEDIA

O curso tem duração de aproximadamente 2 anos e carga horária mínima de 580 horas, incluindo aulas teóricas e práticas, práticas profissionalizantes e defesa de monografia. A participação é restrita a sócios da ANCLIVEPA-SP, ou de qualquer outra ANCLIVEPA dos demais estados. O objetivo do nosso curso é a atualização constante dos alunos, com um conteúdo programático com aulas teóricas e com sua metade de horas/aulas em práticas com modelos ósseos, cadáveres com instrumentais e implantes nacionais para o uso diário do futuro especialista, além da pioneira grade voltada a práticas hospitalares orientada por profissionais capacitados. Início: Turmas com início em Fevereiro de 2017 Informações:anclivepa-sp.com.br Local: São Paulo/SP

CITOPATOLOGIA VETERINÁRIA II

O curso visa promover o treinamento prático e capacitação técnica profissional na área de Citopatologia Veterinária. Público-alvo são estudantes de veterinária e profissionais graduados na área. Data: 10/02/2017 dia inteiro Local: Instituto Bioethicus– Botucatu - SP Informações:www.bioethicus.com.br

APRIMORAMENTO EM ORTOPEDIA II

Possui 12 módulos onde grande parte da carga horária é composta por aulas práticas. Início: De Fevereiro de 2017 a Janeiro de 2018 Local: Unesp/FCAV – Campus Jaboticabal Informações:www.funesp.org.br

RADIOLOGIA DIGITAL PARA VETERINÁRIOS

O curso é voltado para veterinários. A previsão das turmas é para o mês de fevereiro. Início: Fevereiro de 2017 Local: UnidadeII - Metrô São Judas– SP Informações: www.institutocimas.com.br

PÓS-GRADUAÇÃO VETERINÁRIA EM CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA

Na Equalis o curso é composto por 9 módulos teóricos e 8 teórico-práticos e conta com programa elaborado com temas bem escolhidos. O aluno terá ainda a possibilidade de até 90h de prática, não obrigatórias em centros clínicos veterinários especializados de renome no Brasil e até em Portugal no Hospital Veterinário sob a direção do Prof. Nuno Paixão. Durante o curso, o aluno deverá escolher um período de 07 a 15 dias para ficar na rotina em período integral (de segunda-feira a sábado). Início: 10 de fevereiro 2017 Local: Natal /RN Informações:www.equalis.com.br

PÓS-GRADUAÇÃO EM CIRURGIA DE PEQUENOS ANIMAIS

Trata-se de um curso de cirurgia geral que permite ao aluno rever as técnicas mais utilizadas no dia a dia da clínica cirúrgica e o seu aprimoramento em cirurgias ortopédicas e oncológicas. Com objetivo de capacitar médicos veterinários para a tomada de decisões frente aos casos ortopédicos e oncológicos que necessitem de intervenção cirúrgica. Duração de 24 meses com carga horária de 500h. Início: Inscrições até 28 de fevereiro de 2017 Local: Universidade Metodista de São Paulo – UMESP Informações:portal.metodista.br

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FERNANDO TEDESCKI

Doutrinador de cães

Acho que meu cão ingeriu veneno. O que eu faço? Antes de mais nada, saiba que, haja o que houver, você terá que levá-lo ao veterinário. Já tendo essa consciência, agora sim, vamos ao que interessa... É muito comum ouvirmos falar de fórmulas caseiras que podem ser usadas em caso de envenenamento de cães, mas, acredite, esse é um método que pode potencializar a ação do veneno. Bom, o primeiro passo para identificar o envenenamento do cão é visual. Como ocorre em muitas casas ou chácaras, proprietários costumam colocar venenos pelos cantos da casa ou cômodos achando que está bem escondido ou que naquela área o cão não terá acesso, mas esquecem que o animal faz ‘peripécias’, como, por exemplo, pulam janelas, escavam verdadeiros túneis ou, até mesmo, sobem escadas de madeira... Então, é importante centralizar esses venenos e somente o proprietário pode identificar esconderijos seguros, mas mesmo assim deve monitorar os pontos depositados para que não caia em esquecimento. A ação principal e a mais importante de todas é prender o cão nessa fase de extermínio de pragas.

Feito isso, vejamos os principais sintomas de envenenamento:

- Cão amuado (muito quieto) - Boca espumando ou salivando muito.

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- Lábios com pigmentos de corante (os venenos geralmente são coloridos e esfarelam na boca do cão). - Muito tempo deitado. - Cão choramingando ou se retorcendo. - Cão atordoado ou cambaleando Essas são algumas das características visuais. Percebendo isso, é importante correr para o veterinário mais próximo, mas lembre-se que uma ação pode salvar a vida do seu amigo: o simples uso de uma solução barata chamada 'água oxigenada vol. 10'.

Como assim? É bom sempre ter em casa bisnagas plásticas vazias, daquelas utilizadas em lanchonetes que servem para acondicionar ketchup ou mostarda e alguns frascos de água oxigenada vol.10 (verifique sempre a validade). Você irá despejar a solução no recipiente plástico e irá induzir o cão envenenado a beber o líquido, apertando o frasco até formar um jato que descerá goela abaixo do pet. Se algum dia seu cão vier a se envenenar, você terá alguns segundos para garantir sua vida até chegar ao veterinário, pois o veneno é forçado a sair do estômago porque a água oxigenada impulsiona o vômito. Faça-o beber ao menos dois frascos, em seguida leve-o a um veterinário de sua confiança. Até a próxima dica do doutrinador de cães...


RÁPIDAS DE

MARKETING

“PETS: A VIDA SECRETA DOS BICHOS” É LANÇADO EM DVD E BLU-RAY 3D ESTOPINHA É A NOVA ESTRELA DE APLICATIVO CEVA ADQUIRE VACINAS DA MERIAL A Matriz da Ceva Saúde Animal, localizada em Libourne, na França, recebeu da Comissão Europeia a aprovação para a comercialização e desenvolvimento de nove produtos, que atualmente compõem o portfólio da empresa Merial. Com essa aquisição, a Ceva irá ampliar o desenvolvimento e opções de produtos anti-inflamatórios não esteroides.Além dos nove itens, a Merial Saúde Animal, controlada pela Sanofi, Boehringer Ingelheim concordou em transferir os direitos de propriedade intelectual associados, o processo de fabricação e atividade de P&D para a Ceva.

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O Terra, empresa de produtos e serviços digitais, anuncia a parceria com a Estopinha, a cadelinha assistente do especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi. O produto, de mesmo nome da cachorrinha popular na web, oferta conteúdos com foco no universo pet em SMS, MMS, site mobile e aplicativo. Conhecida pela participação em programas de TV e internet, a Estopinha ganha mais um canal para interagir diariamente com seus milhares de fãs.

ANIMAL PLACE ABRE NOVAS FRANQUIAS Há mais de vinte anos no mercado e como franqueadora desde 2013, a Animal Place revela plano de expansão e traça como meta abrir 20 novas unidades até 2020. Em Minas Gerais, estão previstas 10 lojas em cidades como: Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba, Contagem, Juiz de Fora, Montes Claros e Sete Lagoas. O investimento mínimo para abertura de uma unidade é e R$ 180 mil, com taxa de franquia inclusa. O prazo médio de retorno sobre investimento é de 18 meses.

O lançamento oficial ocorreu na unidade Petz Marginal Tietê, no bairro do Pari, em São Paulo, e contou com o patrocínio da Magnus. O objetivo do evento era proporcionar aos apaixonados por animais a oportunidade de conhecer de perto a história de Max, Duke, Bola de Neve e os bichos do filme.

CELLVET ANUNCIA VENCEDORES DO CONCURSO A CellVet Medicina Veterinária Regenerativa, divulga os três campeões que vão receber como prêmio um vídeo personalizado, para cada um, estrelado pelo participante e seu PET do coração. Além de terem publicadas suas fotos e histórias nas mídias sociais da CellVet. A emocionante história de amizade do casal Vanessa Gazzola e Douglas Martini, de Novo Hamburgo (RS), com Bethoven, ficou em 3º lugar. Na 2ª colocação, Roberta Schwantes e o cachorro Augusto, de Carazinho (RS). Em primeiro lugar estão Fernanda Olivier Bolfe e seu cão Bordado, de Ibarama (RS).


CAMPANHA DA ROYAL CANIN ANUNCIA VENCEDORES PET PHOTOS APRESENTA NOVA LOJA VIRTUAL

SEGURO PARA PET SHOPS E CLÍNICAS VETERINÁRIAS A Sompo Seguros S.A. acaba de lançar novo seguro criado para atender às clínicas veterinárias, pet shops, hotéis de animais ou empresas que exerçam mais de uma dessas atividades. O novo Seguro Empresarial Segmentado Pet Shop e Clínicas Veterináriasconta com vantagens exclusivas e coberturas específicas relacionadas às ocorrências presentes no dia a dia do setor. Com coberturas adicionais que vão de Roubo/ Furto, Danos Elétricos, Vendaval, até outras exclusivas, como as coberturas de responsabilidade civil como Banho e Tosa,Dog Walker, Táxi Doge Hotel Pet. Outra Cobertura Adicional é a de Deterioração de Vacinas e Medicamentos em Ambientes Frigorificados.

MERCADO FARMACÊUTICO ESPERA MAIOR CRESCIMENTO Somente o setor de saúde apresentou crescimento de 10% entre setembro de 2015 e setembro de 2016. Mas apesar de novas tendências e oportunidades, o mercado pet também sofreu com a forte recessão da economia brasileira. No acumulado do ano de janeiro a setembro, o crescimento do setor de saúde animal para animais de companhia foi de 6%, se comparado com o mesmo período em 2015. O estudo Árvore de Valor da COMAC identificou que nem todos os tutores têm o hábito de levar o animal ao veterinário com a frequência necessária. A expectativa para 2017 se mantém com previsão de alta, com a tendência de que a crise seja estabilizada e traga espaço para o aquecimento do mercado.

A PetPhotos apresenta loja virtual especialmente para os tutores e seus melhores amigos partilharem do mesmo estilo.ElayneMassaini e sua filha, Alessandra Massaini são fotógrafas no setor de pets e fazem o que realmente gostam com um clique e várias lambidas. A partir disso, elaboraram a loja virtual com produtos exclusivos, como por exemplo: canecas, capinhas para celular, calendários, além de camisetas em vários formatos.Através de peças decorativas, acessórios e estampas no vestuário, aPet Photos mostra conexão amorosa com os bichos.Site: www.petphotosloja.com.br

CONHECIMENTO PARA VETERINÁRIOS NO BRASIL Em 2016, o departamento de Marketing Técnico da Total Alimentos passou por mudanças na forma de trabalhar com a propaganda médica veterinária, com mais foco em resultados e maior dinamismo para as equipes.Outro destaque foi a implantação do uso de amostras de produtos da linha Equilíbrio Veterinary, direcionadas aos médicos veterinários, o que facilitou a experimentação dos tutores em seus pets. Além das atividades rotineiras, o ano foi repleto de eventos e parcerias. A Equilíbrio esteve presente em eventos da ABEV, da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária e da ANCLIVEPA-PR. Atuou no Congresso Nacional da ANCLIVEPA Brasil e na Vet Expo. A equipe técnica também esteve presente nas semanas acadêmicas das universidades.

O Concurso Pet Calendário 2017 anuncia os 12 vencedores que estamparão o Calendário ROYAL CANIN® Brasil 2017 e ainda ganharam 6 meses de alimentação Royal Canin. Os campeões foram: cães;Nutella e Napoleão, Maylow, Major, Coxinha, Frederico e Deromai; gatos: Cheri, Milly, Thor, Merlyn, Benjamim e Tigrão.

CLUBE DE ASSINATURA PARA PETS A startup porto-alegrense PetJog lançou o Pet Boss Club, um clube de assinatura voltado ao mercado pet. Uma caixa é enviada uma vez por mês com uma seleção de produtos para os caninos ou felinos – customizada a partir de um formulário preenchido pela internet. São oferecidos três diferentes planos: Light, Premium e segundo Premium para quem tem dois cães. A seleção de produtos no plano básico varia entre três e cinco itens, contendo petiscos, brinquedos, produtos de higiene, dicas de adestramento e descontos de até 20% em produtos de parceiros no site da loja. Na metade de 2017, os três sócios pretendem lançar novos produtos e até o final do ano começar a exportação dos já lançados

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RÁPIDAS DE

MARKETING

PRODUTORA AUDIOVISUAL DE SANTA CATARINA PRESTA SERVIÇOS EM DESENHOS ANIMADOS NO BRASIL Localizada em Blumenau, a Belli Studio é uma das produtoras que se destacam no cenário de desenhos animados no País. Em seu portfólio vem animando séries desde 2006. Assinou com a Disney exclusividade para exibição de seriado televisivo animado chamado Bóris e Rufus. A série terá transmissão nacional, além da abrangência nos demais países da América Latina.A Disney está acompanhando de perto a produção em todas as sua etapas. O áudio será da equipe da Ultrassom de SP (indicados ao Oscar pelo filme O Menino e o Mundo). A produção finaliza no segundo semestre de 2017 e ainda não tem data de estreia. Os autores da série são Filipe Cargnin e Elisa Baasch e o diretor Rubens Belli.

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PLATAFORMA REÚNE PET SHOPS DO BAIRRO NO CELULAR BRUNO GAGLIASSO EM LANÇAMENTO DO SIMPARIC A Zoetis celebrou o lançamento do antiparasitário oral Simparic no Rio de Janeiro. O produto, que tem como garoto-propaganda o ator Bruno Gagliasso, já foi lançado também em outras capitais, como São Paulo, Recife e Curitiba.Para surpresa da plateia, o petlover apresentou-se ao final do evento no teatro Oi Casa Grande, no Leblon, e brincou com o público dizendo se considerar um “cachorreiro”.De acordo com a gerente de marketing da Unidade de Negócios de Animais de Companhia da Zoetis, Simone Leiderman, o ator foi escolhido como protagonista da campanha pelo carinho e cuidado que dedica aos seus 5filhos de quatro patas.

Beagle é o aplicativo focado em Delivery para produtos pet. Aplicativo criado pela Ideal Brasil; que busca a otimização do tempo e o compromisso de informar os melhores produtos e preços para o seu pet. Lançado em julho de 2016, o aplicativo ofereceum catálogo com + de 12.000 produtos.

OSCAR DOS FELINOS

SERVIÇOS DE APOIO PARA QUEM PERDEANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

Nos dias 24 e 25 de junho, São Paulo sediará o evento, sob a direção da Federação Felina Brasileira - FFB em parceria com a NürnbergMesse Brasil. Inédito no país, o AmercianWinnerFIFe Cat Show chega ao com a expectativa de ser importante evento de felinos já sediado nas Américas.Aguardamos 15.000 visitantes entre atacadistas, estudantes, lojistas, groomers, varejistas, veterinários e #catlovers.O encontro terá, em paralelo uma exposição com a presença das principais empresas de higiene e beleza, saúde e nutrição animal, acessórios e serviços.

O Crematorium Vaticano lançou seu mais novo serviço, o Crematório Pet Vaticano. A novidade tem como objetivo oferecer às famílias o mesmo carinho e respeito que já são conhecidos, mas agora para o membro pet da família. O projeto oferece atendimento aos tutores a oportunidade de organizar uma despedida digna, prática e que não agrida o meio ambiente. O pet não é apenas um animal ou uma companhia e sim parte da família, e quando ele morre, para essas pessoas, a dor é semelhante a perda de um familiar ou amigo.


RÁPIDAS DE

MARKETING PROGRAMA ANIMAL 2017

CÂMERA AJUDA A INTERAGIR COM PET Furbo é o mais recente gadget dedicado aos animais domésticos. Com clara inspiração no recente filme de animação da Universal Studios, “A Vida Secreta dos Bichos”, esta câmara conectada à internet garante a possibilidade de poder alimentar o seu animal de estimação à distância. A câmara e o sensor ficam posicionados verticalmente sobre o orifício que atira a comida em direção do animal. A câmara possui lente grande angular com 120º de amplitude e oferece 720p de resolução. Câmera possui função de visão noturna infravermelha. Disponível apenas no site. www.shopus.furbo.com

TUTORES PODEM GANHAR PONTOS NA CONTRATAÇÃO DE PLANO DE SAÚDE A Multiplus, em parceria com a Health for PET, anuncia uma condição especial para acúmulo de pontos. Voltada para donos de animais de estimação, a contratação do Plano de Saúde PET Total para cães e gatos renderá 7 mil pontos por pet no primeiro ano de vigência*, além de 8 pontos por real gasto em apólices a cada mês. Em um ano, será possível acumular até 21 mil pontos Multiplus, quantidade que permitirá o resgate de produtos e serviços nos demais parceiros da rede, além de passagens aéreas para mais de mil destinos nacionais e internacionais em voos LATAM e companhias aéreas da aliança Oneworld.

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REDE IBIS LANÇA KIT ESPECIAL PARA PETS Kit petTodos os hotéis da Família Ibis do Brasil, que engloba as marcas Ibis, IbisStyles e Ibis budget, começaram a disponibilizar mais um atrativo para que os clientes se hospedem com seus cães de estimação. Trata-se do Kit Pet - que traz uma Sweet Pet (cama), comedouro e tapete higiênico para os cachorros - e que pode ser adquirido diretamente nos hotéis ao custo de R$ 60.Todos os hotéis da Família Ibis são pet friendly, ou seja, seus clientes podem se hospedar junto com seus cães. Eles devem ter até 15kg e paga-se uma taxa diária por animal.

APLICATIVO PUPPYLOOK LANÇA MARKETPLACE A recém-lançada atualização do aplicativo PuppyLook, para donos de animais de estimação e pet shops, disponibiliza marketplace de produtos para o mundo animal. Agora, os tutores podem realizar compras através do aplicativo e recebê-las em casa. Com lojas virtuais inicialmente na região de Campinas, interior de São Paulo, o marketplace do PuppyLook oferece produtos para todas as necessidades do pet: desde ração e alimentos, roupas, brinquedos, acessórios, até produtos para passeio, higiene e farmácia. O objetivo da empresa é alcançar 400 lojas cadastradas no aplicativo até o fim de 2017, além de expandir a lista de estabelecimentos por diversas regiões do país.

Com oobjetivo de informar, o programa mantém aspecto cultural e educacional, integrando o meio ambiente com a fauna do Brasil e do mundo, através de reportagens, projetos especiais e de proteção ambiental.Com o compromisso da apresentadora Fabiana Fonseca, o programa está formatado para ser exibido em canais abertos e fechados apresentando a evolução de todos os setores.Possui edições especiais, exibindo matérias excepcionais como feiras e exposições de animais em outros países em relação a animais de companhia, mergulho submarino entre outras. Tem abrangência em 12 Estados, 72 municípios dentre eles 10 capitais via satélite através da rede Evangelizar.


NO TAS PROJETO AUTORIZA ENTERRO DE PETS EM CEMITÉRIOS

MAIS SEGURANÇA PARA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

A Câmara de Vereadores de Blumenau (SC) aprovou projeto de lei que autoriza os proprietários de animais de estimação a enterrá-los nos cemitérios da cidade, em locais onde as famílias dos tutores possuem jazigos e sepulturas. Falta ainda sanção do prefeito para que a medida entre em vigor.

LEI É PROMULGADA NO PARANÁ A lei que regulamenta a visita de animais de estimação em hospitais públicos e privados, conveniados ao Sistema Único de Saúde, foi promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Ademar Traiano. Conforme o texto, agora passa a existir uma regulamentação para divulgar o método e cabe a cada hospital aderi-lo ou não. Aqueles que optarem por liberar a entrada de animais de estimação poderão criar as suas próprias regras. A lei também prevê algumas normas como apresentação de atestado veterinário, higienização prévia do animal e a visita precisa ser autorizada pelo médico do paciente.

A deputada Mariana Carvalho apresentou projeto de lei que dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação de sistemas de monitoramento de áudio e vídeo em estabelecimentos comerciais destinados à exibição, ao tratamento, à higiene e à estética de animais domésticos. Na justificativa da sua proposta, a parlamentar ressalta que a sociedade tem-se preocupado cada vez mais com o bem-estar animal, sendo importante que a Câmara acompanhe essa demanda, traduzindo-a na adequação da norma brasileira relacionada ao assunto.Segundo ela, a matéria almeja garantir maior segurança, aos atuais e futuros donos de animais de estimação. O projeto aguarda parecer do Relator na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC)

ESTUDO REVELA INTERESSE EM TUTORES DE PETS O jornal de pesquisa Anthrozoos, pesquisou aleatoriamente pessoas que costumavam usar o aplicativo Match, que incluía informações sobre seus animais de estimação em seus perfis que buscam relacionamentos amorosos. Das 1.210 pessoas que responderam aos questionamentos, 61% eram mulheres – e os gatos e cães eram os animais de estimação mais citados por elas. Eles revelaram respostas sobre qual era a influência dos pets em suas rotinas e conquistas amorosas e o resultado mostrou que 35% delas e 26% deles acabam se sentindo mais atraídos por alguém que possui pet como amigo e companheiro. O estudo também revelou que os animais passam a ser utilizados como uma “ferramenta social” na hora da paquera. Os cães são mais utilizados, pois são animais mais sociáveis que os gatos. De acordo com a pesquisa, 83% das mulheres revelam que os cães são os animais de estimação mais interessantes que um homem pode ter.

ESCOLA DE SAMBA PAULISTA VAI HOMENAGEAR PETS A Águia de Ouro vai homenagear os cães em seu enredo no carnaval 2017. A agremiação da Pompeia, Zona Oeste de São Paulo, vai cantar o enredo 'Amor com amor se paga – Uma história animal'. A Águia de Ouro será a última escola a desfilar no primeiro dia no Sambódromo do Anhembi, na sexta-feira, 24 de fevereiro.

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ANIMAIS TAMBÉM VÃO ÀS COMPRAS No Shopping Crystal, em Curitiba (PR), os animais têm circulação permitida em praticamente todos os espaços, exceto nas operações de alimentação, além dos sanitários e fraldários, desde que estejam equipados com coleira e guia, sempre acompanhados de seus donos. Os cães que pesam mais de 20 kg e animais de raças consideradas violentas devem estar com focinheira. Informações no site www.shoppingcrystal.com.br.


CAMPANHAS DE ADOÇÃO DA PETLAND

EM NY TUTORES PODEM SER ENTERRADOS COM SEUS PETS

Por meio do programa Adopt a Pet, criado nos Estados Unidos, a rede de franquias Petland, já encontrou um lar para mais de 400 mil animais de rua. No Brasil e nos demais países onde a rede está presente, as campanhas de adoção são realizadas todos os finais de semana nas unidades da Petland, sempre com apoio de ONG’s que têm como principal propósito oferecer aos animais resgatados a oportunidade de ter um novo lar. Atualmente, a rede de parceiros da Petland é integrada por nove instituições.

O governador de Nova York, Andrew M. Cuomo, sancionou recentemente lei que permite que cemitérios humanos enterrem animais de estimação junto com seus donos. A nova lei permite que apenas os restos mortais cremados sejam enterrados. Os cemitérios religiosos estão isentos e os cemitérios não são obrigados a aceitar animais. A mudança beneficia o crescente número de pessoas que desejam que seus planos finais incluam seus animais de estimação.

DELEGACIA ESPECIALIZADA ATENDE CASOS DE MAUS-TRATOS

DIA NACIONAL DE ADOTAR UM ANIMAL

Celebrado no dia 04 de outubro, pelo 16ºano consecutivo o Dia Nacional de Adotar um Animal já conseguiu através de iniciativas individuais e do apoio de entidades sérias, resultados surpreendentes onde ocorreram adoções e a aproximação de muitas pessoas à causa dos animais. Informações: www. adotarebomdemais.com.br

Para proteger os animais domésticos de maus-tratos, o Estado de São Paulo conta com legislação específica e medidas para coibir abusos. A Lei 16.308 sancionada em setembro do ano passado, determina que o agressor perde a guarda sobre o pet e fica proibido de adotar outro durante cinco anos. O Governo do Estado possui uma delegacia eletrônica para o registro de boletins de ocorrência (BO) sobre maus-tratos. A pessoa pode manter o anonimato se preferir. Os denunciados podem ser enquadrados na Lei Federal 9.605/1998, que prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de pagamento de multa. A Lei 15.316 proíbe testes de laboratório em animaise aplica multas ao laboratório infrator. O Estado de São Paulo é o primeiro do país a proibir testes em animais.

PROPOSTA AUMENTA PENA PARA ATOS DE VIOLÊNCIA CONTRA PETS

Projeto de lei pronto para votação no Plenário do Senado (PLC 39/2015) pune com mais rigor os atos de violência contra cães e gatos. O texto determina uma pena de prisão de até dois anos para quem matar os animais de estimação, e de até três meses pelo abandono. Para quem promover briga entre cães, a detenção pode chegar a um ano. O relator do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, senador Álvaro Dias, acredita que a agressão contra animais domésticos é uma conduta grave que deve ser reprimida.

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SOCIAL

OS AMIGOS DOS MELHORES AMIGOS Apesar do descaso do poder público local e de queixas de familiares e amigos, protetores dedicam suas vidas à causa da defesa animal. Na região central do Recife (PE), um bazar gerido por voluntários – muitos dos quais senhoras – é o emblema de uma militância pouco glamourosa, mas sincera Texto: Tiago Eloy Zaidan

Uma parte considerável das pessoas, quando resolvem criar um animal de estimação, correm a um pet shop. Lá, escolhem o animal que lhes parece mais conveniente ou bonito. Na contramão, outros se dirigem a abrigos e escolhem adotar animais abandonados, sem raça definida e, em muitos casos, adultos. Há ainda aqueles – mais raros – que, além de optarem pelo abrigo, escolhem um animal deficiente. A dona de casa, Mariluce Figueiredo, 66, é uma dessas pessoas. Laura era uma pequena cadela vira-latas que, por conta de um acidente, apenas se arrastava com as patas da frente. O comprometimento da parte traseira também retirou da cadela o controle sobre as necessidades fisiológicas. Por isso, precisava usar fraudas. Mariluce Figueiredo a adotara contra todos os prognósticos. Com paciência, ainda tentou estimular as patas traseiras do animal com alguns exercícios. “Um dia o amigo do meu filho foi ao nosso apartamento. Quando ele chegou ao prédio, lá eu estava, com Laurinha, no térreo, fazendo exercício com ela. Ela de frauda. Ele chegou lá em cima e disse ao meu filho: ‘agora mesmo vi uma doida lá embaixo com uma cachorra de frauda’. Ele não me conhecia. Aí, meu filho disse: ‘ela é a minha mãe’”, conta a dona de casa.

BAZAR

Paraibana de Campina Grande, Mariluce ingressou na militância há 30 anos. Na época, engajou-se em um abrigo no subúrbio de Olinda, região metropolitana do Recife. Dedicava todos os domingos. “Eu fazia uma bacia de cuscuz, e a gente misturava com a ração. Não era ração de boa qualidade e a gente enriquecia com o cuscuz. Passamos anos ali, ajudando, apanhando os dejetos dos cachorros e lavando. A gente saia de lá exausta. Mas com aquela sensação de dever cumprido, de ter feito alguma coisa pelo outro. Para mim, o outro é um ser humano, é um animal, é um vegetal”. Atualmente, a dona de casa coordena um bazar, na rua Joaquim Nabuco, região central do Recife. Toda a arrecadação é destinada a ações como a compra de ração para animais abrigados por protetores e

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instituições diversas. Dentre os beneficiados, está a senhora Antônia Carneiro, cuja dedicação lhe valeu o apelido de ‘Tonha dos Gatos’. Esta moradora de uma humilde residência no bairro do Ipsep, zona sul do Recife, acolhe mais de 80 felinos abandonados. Mariluce explica que os protetores envolvidos diretamente com o acolhimento em massa de animais não possuem tempo para organizarem os seus próprios bazares. É bem verdade que muitos chegam a passar necessidades, ou, como dona Antônia, não têm condições de ir ao médico cuidar dos próprios problemas de saúde. “A gente às vezes agenda com um médico amigo e diz ‘atenda pelo amor de Deus, criatura". Com uma renda mensal parca, Antônia sofre com o constante abandono de animais à sua porta. Outros tantos são jogados pelo muro. Há ainda aqueles que são recolhidos na rua pela própria protetora, a despeito das dificuldades financeiras. Para Mariluce, aqui reside o calcanhar de Aquiles das protetoras. “Elas perdem o controle. Não conseguem ver um animal na rua, porque acham que ele vai sofrer, vai ser maltratado. E às vezes vai. Mas você tem que ter um controle daquilo. De pegar o que você sabe que vai ter condições de manter”. Apesar de advertir sobre o aparente descontrole de alguns ativistas, a dona de casa acredita que a sociedade possui a sua parcela de responsabilidade na sobrecarga de alguns protetores. “Todo mundo deveria ter pelo menos um animal adotado. Elas estão sobrecarregadas por isso. Porque nós não adotamos, nós não assumimos também”.

CASTRAÇÃO

Uma das estratégias utilizadas para reduzir o contingente de animais abandonados é a castração. Existe inclusive uma Lei estadual em Pernambuco – nº 14.139/2010 – que versa sobre a prática da esterilização como ferramenta de controle populacional em detrimento da eutanásia. No entanto, é consenso entre os militantes da causa animal que o poder


_ A dona de casa Mariluce Figueiredo: paixão pelos animais. _ Interior do bazar, na rua Joaquim Nabuco, no Recife: arrecadação voltada para a causa animal.

público regional não faz a sua parte. Para se ter uma ideia, um ano e meio depois da lei, em 16 janeiro de 2012, a imprensa local denunciou o Centro de Vigilância Ambiental (CVA) da capital por maus-tratos e mortes de animais. Na ocasião, o portal G1 Pernambuco trouxe em uma manchete a declaração da diretora da vigilância à saúde do Recife, Adeílza Ferraz: “CVA não é pet shop”.

já foi muito pior. Anos atrás, Mariluce e demais voluntárias precisavam armar tablados em sacristias de igrejas e em praças públicas para expor as mercadorias doadas. “A gente tinha que montar e recolher tudo quando terminava o bazar; e, no outro dia, tornava a montar novamente. Aí eu entendi o quanto é dura a vida de ambulante”, lembra.

Com o dinheiro arrecadado no bazar, também são organizados mutirões mensais de castração. Um acordo com uma clínica veterinária garante preços abaixo do mercado para a cirurgia. A protetora paraibana, no entanto, encarrega-se de fornecer todo o material cirúrgico necessário, como gaze, álcool iodado, seringas e antibióticos.

Já no novo espaço, a rotina de militância é espartana. O bazar abre todas às terças e quintas. Poderia abrir em mais dias, caso aparecessem mais voluntários. Nestes dias, Mariluce sai de seu apartamento, no bairro do Espinheiro, às 8h30. Abre o bazar por volta das 9h. Na chegada, conta com a ajuda do marido, o aposentado Renato Figueiredo, 72. Ele ajuda a desempilhar as mercadorias e descobri-las. Isso porque, todos os fins de tarde, ao fechar a lojinha, a ativista é obrigada a cobrir tudo com lonas de plástico, para proteger os produtos das inúmeras goteiras. Algumas bugigangas e peças de roupas são expostas do lado de fora, próximo à porta. Ao observar o casal abrindo o bazar, sinto um alívio ao constatar que nenhum dos dois é alérgico à poeira.

“As pessoas que querem fazer a cirurgia de seu animalzinho falam comigo, aqui no bazar ou por telefone. Eu agendo. Vou batalhar o material com o dinheiro daqui. Quando tá tudo comprado e agendado com veterinário, eu ligo pra pessoa e informo o dia”, explica a dona de casa. O espaço humilde onde funciona o bazar foi cedido por uma psicóloga, também protetora. A energia elétrica para os cerca de 4 pontos de luz é puxada do imóvel ao lado. As lâmpadas ficam penduradas ao teto, o qual, por sinal, se resume a telhas desarranjadas suportadas por vigas de madeira velha. Ajeitar o telhado está nos planos da lojista militante. O recinto pode parecer insatisfatório. Mas a protetora paraibana agradece, pois a situação do bazar

DIA A DIA

Renato volta para casa. Aos poucos, os voluntários – em sua maioria senhoras aposentadas – começam a chegar. Uma delas é a técnica de enfermagem aposentada Graça Oliveira, 60. Seu envolvimento com o bazar vem dos tempos em que Mariluce precisava se virar nas praças da cidade. O ingresso de Graça na militância em defesa dos animais partiu de uma reflexão: “já tem tanta gente

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SOCIAL

_ Conceição Maciel e o cavalo Cristovão: um marco na vida pessoal e na militância.

S.O.S. 4 Patas

_ O geógrafo e voluntário do bazar Stélio Marques e sua mascote: pitbull adotado

tomando conta de criança e de idosos. As pessoas precisam se mobilizar e manter esse cuidado. Cada um tem que fazer a sua parte. E eu considero que estou cuidando do ser humano. Porque a partir do momento em que você recolhe um animal na rua, castra, vermífuga e trata, vai evitar doença. É saúde pública”. Prendada, a técnica de enfermagem também é responsável por reformar algumas das peças de roupas deixadas no bazar.

fletos diversos relacionados à causa animal. Neste pequeno território, São Francisco de Assis é um pop star.

O geógrafo Stélio Marques, 26, é o voluntário do bazar mais novo, e milita na causa animal desde os 20 anos. “Todo mundo tem um tempo disponível para fazer, além das coisas que fazem normalmente, alguma coisa de que gosta. Eu percebi que a causa animal me atraía. Eles [os animais] são invisibilizados”.

Rapidamente todos os voluntários se juntam à dona de casa para recolher peças de roupa, algumas sandálias e uns poucos brinquedos, os quais estavam expostos para venda do lado de fora. Recolhido tudo, a conversa segue descontraída. Mas, pouco depois, de novo dona Mariluce, sempre atenta:

Em geral, os voluntários vêm dispostos a passarem o dia inteiro em um local sem conforto algum. Quando a refeição não é trazida em uma quentinha, o almoço é substituído por um lanche. A água para beber também vem de casa. Não há água corrente no local. Caso precisem ir ao banheiro, correm a uma lanchonete ao lado. O expediente do bazar estende-se, em geral, até às 17h. Mas as voluntárias só cerram as portas quando o último cliente é atendido. Neste horário, o marido de Mariluce volta para ajudá-la.

- Eita, minha gente! É chuva de vento!

Os preços são módicos. Uma armação de óculos usada é vendida a R$ 4 reais. Uma bermuda para surfistas seminova sai por R$ 15. É possível comprar livros infanto-juvenis por R$ 2. Todas as mercadorias são doadas. Muitas das quais são trazidas pelas próprias voluntárias, ou arrecadadas junto aos seus familiares. Ali, é possível encontrar de panelas a brinquedos. Da mesma forma, há uma grande quantidade de roupas usadas e, até mesmo, um provador improvisado. Todavia, nem tudo está à venda. À porta, uma mesinha oferta a todos os passantes orações e pan-

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Enquanto conversávamos distraidamente, começa a chover. A precipitação teria passada desapercebida não fosse o brado de dona Mariluce: - Corre, minha gente! Está chovendo!

E lá vão elas, as senhoras do bazar, empurrar um pouco mais para dentro da lojinha as mercadorias que estavam próximo à porta. Por este episódio, pode-se constatar que não há glamour nenhum nessa causa. Muitas vezes, não há sequer reconhecimento.

PRECONCEITOS E DIFICULDADES

A equipe de voluntários do Colina não é perene, e A autônoma Lúcia Araújo, 47, também voluntária na rua Joaquim Nabuco, revela que o preconceito com a causa animal já foi pior. “Antes, aqui mesmo, a gente não declarava que este bazar beneficente era para animais. Diziam: ‘por que vocês não vão adotar criança?’. A gente precisava esconder, porque muitos deixavam até de comprar”. Lúcia, responsável por cuidar da mãe – bastante idosa –, também alcançou o tempo em que o bazar era itinerante. E dessa época, guarda algumas reações negativas dos passantes: “Ouvia muito desaforo, como: ‘vão adotar uma criança!’”.


esteja incomodado com isso. Às vezes fala que eu me envolvo demais, que eu me preocupo, sofro com a situação. Ele sempre diz: ‘não pegue demais [gatos e cães abandonados]. Nós estamos ficando velhos. Você sabe que os filhos não gostam como você gosta. E aí, depois, como é que vai ficar?’. Ele tem razão. É ele quem me segura”, admite.

ABANDONO

A vida de quem possui uma sensibilidade aguçada em relação à animais desassistidos definitivamente não é fácil. Não é raro quem se dedica a abrigar bichos ter que, praticamente, esconder-se. Receber a reportagem, ou uma visita qualquer, pode trazer problemas. Em alguns casos, isso inclui também envolver-se com a vizinhança. Explica-se: habitualmente a casa de um cuidador de animais desamparados passa a ser vista por muitos como um depósito público, onde qualquer um, às avessas com o seu bicho de estimação, pode desobrigar-se de seu animal, jogando-o pelo muro. Animais doentes, crias indesejadas, enfim, toda sorte de bichos desafortunados.

Ainda hoje, todavia, a autônoma costuma ouvir ilações as quais considera inoportunas. “Eu tenho 47 anos e não tenho filhos. Aí as pessoas: ‘ah, não tem filho’. Estou com os animais. Mas não é porque eu não tive filhos. As pessoas associam automaticamente”.

_ Animais abrigados por dona Mariluce, em um sítio nas proximidades de Campina Grande (PB).

Essa prática costuma ser um dos pontos fracos de quem se sensibiliza com os animais em estado de vulnerabilidade. Jogados e desamparados no quintal da própria casa, dificilmente um militante da causa enxotará o bicho. O problema é que nem sempre onde cabe dois, cabe mais um. Muitos domicílios de protetores já estão no limite de sua capacidade. Há casos de pessoas que abrigam mais de 100 animais, muitas vezes em um espaço exíguo e com uma renda mensal escassa que mal dá para cobrir as despesas do próprio acolhedor.

Graça Oliveira relata que, no mínimo, despertava curiosidade ao anunciar a sua ligação com o bazar: “Quando eu dizia que era voluntária em uma causa voltada para animal de rua, as pessoas estranhavam: ‘animal de rua, animal abandonado! Por que isso? Tanta gente precisando!’” Mariluce, mãe de três filhos, revela outro hit dos críticos da causa animal: “as pessoas dizem: ‘você tem tanto amor para dar, porque não adota uma criança?’”. Para a coordenadora do bazar, “geralmente essas pessoas que criticam são as que não fazem nada”. E quando os comentários provêm da própria família? “Às vezes os meus filhos acham que eu exagero um pouco. Que não é para ser assim. Mas aí eu explico a eles que não é um lazer. Isso é uma coisa que eu assumi. Uma tarefa minha. Espiritual até, que eu assumi com esse reino”, revela Mariluce.

A dona de casa paraibana, no entanto, garante que o marido não faz queixas. “Eu não acho que ele

Mariluce Figueiredo

Além de manter o bazar, a dona de casa abriga aproximadamente 30 animais em um sítio próximo a sua cidade natal, Campina Grande, no agreste da Paraíba. No apartamento onde mora, são mais 4 gatos. “Todos os filhos estão casados, e aí eles acham que às vezes eu relego um pouco o marido”, diz.

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SOCIAL Nesse sentido, mesmo eventuais colaboradores podem se tornar um problema. Após doarem um saco de ração, muitos se acham no direito de encaminhar animais abandonados ao abrigo, mesmo que este não seja propriamente um abrigo, e sim a residência de uma pessoa que voluntariamente acolhe animais. Por isso, muitos ativistas se esquivam de recepções em casa, preferindo o contato pelas redes sociais ou em feiras de adoção, mesmo quando a visita tem um suposto interesse em ajudar.

-tratos a cavalos, promove o resgate e, caso o animal esteja doente ou ferido (geralmente está), é levado para a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no bairro de Dois Irmãos, onde recebe cuidados veterinários. Os medicamentos ficam por conta da bióloga. Paralelamente, a ativista inicia a divulgação do equino para adoção. Enquanto não é transferido para o novo lar, o cavalo fica no campus da UFRPE ou nas instalações do Centro de Vigilância Ambiental. Durante este interlúdio, o bicho é monitorado pela S.O.S. 4 patas.

Este é o caso de dona Antônia, citada anteriormente. Problema semelhante também é enfrentado pela bióloga Conceição Maciel, 47, fundadora e presidente da S.O.S. 4 Patas, criada em 2006. “Hoje, a gente não permite mais a visitação no abrigo. As pessoas, em um primeiro momento, querem ajudar; num segundo, elas veem um cachorro na rua e quer que a gente fique. Então, não tem condições. A gente já teve que sair de um lugar e ir para outro por conta das pessoas acharem que lá é um depósito de animais”, desabafa.

“Não é fácil apreender [os cavalos], porque não tem um carro para transportar. Ficamos na dependência da Prefeitura do Recife. A prefeitura dos outros municípios não liberam carros para transportar animais de grande porte”, conta a bióloga. O primeiro cavalo resgatado por Conceição a marcou profundamente. Batizado de Cristovão, o equino sofria de uma doença terminal, fruto dos anos de abandono. “Eu lutei com Cristovão por 7 meses, mas ele não resistiu e faleceu no dia 25 de julho, dia de São Cristovão”, revela visivelmente emocionada.

De outro lado, a bióloga já se habituou a ouvir queixas de parentes e amigos. “Eles dizem: ‘você gosta mais de animal do que de mim’. ‘Você se preocupa muito, vai ficar maluca’”.

Mesmo para quem vive cercado de animais, como o são os voluntários e protetores citados nesta matéria, a perda de cada um deles representa uma tristeza única.

SENSIBILIZAÇÃO

Tristeza sentida por Mariluce, quando Laurinha, a cadela do início da reportagem, acabou falecendo por consequência do acidente que a deixou deficiente. Com os olhos cheios de lágrimas, a dona de casa lamenta o descaso para com a cadelinha. Imagina que se Laura tivesse recebido atenção um pouco antes, poderia ter sobrevivido.

A bióloga mantém hoje 120 animais, apenas com a ajuda de pessoas físicas e do bazar de dona Mariluce. Todos os bichos abrigados estão disponíveis para adoção, a qual é articulada por meio das redes sociais.

Nestes casos terminais, resta fazer companhia ao animal. Não o abandonar mais uma vez, com o pretexto de que não consegue suportar, ensina Mariluce, comovida pelas lembranças. “Eu sempre digo que os amo. Que eles são muito amados e que algum dia, em algum lugar do cosmo, a gente vai se reencontrar. E que ele vá em paz, que eu vou fazer o possível para ele não sofrer”.

A S.O.S. 4 patas procura sensibilizar a população com relação aos animais através de palestras em escolas, igrejas e universidades. Com o intuito educacional, Conceição também se vale de cartazes em ônibus e em estações de integração do sistema público de transporte.

Diferentemente da maioria das outras iniciativas, a S.O.S. 4 patas também trabalha com cavalos e jumentos. “A gente conseguiu ano passado doar 5 cavalos. O que não é fácil. Qualquer pessoa pode adotar um cavalo comprovando moradia rural”, explica a ativista. O trabalho com os equinos funciona da seguinte forma: Conceição recebe uma denúncia de maus-

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Conceição Maciel

Outra atividade desenvolvida pela entidade é a estruturação de um projeto para que todas as escolas públicas do Recife tenham um animal de estimação como uma espécie de mascote. Por ora, uma experiência piloto vem sendo encetada na escola Francisco Pessoa de Queiroz, na zona norte da capital. Segundo Conceição, com o projeto, os alunos do 6º ano primário aprendem a cuidar de um filhote, vacinam e o encaminham para adoção, depois de castrado.

_ Animais abrigados pelo S.O.S 4 Patas, muitos dos quais em recuperação


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MARCO ANTONIO GIOSO Atua em Gestão, Marketing e Coaching FMVZ-USP www.usp.br/locfmvz

Em crise de novo?

Sim, ainda estamos em crise. Os estudiosos dizem que é a maior de todas em 500 anos de Brasil. Aqueles que vêm frequentando nossas palestras, cursos e outros eventos, sabem que no final de 2013 já adiantávamos que em 2014 iria haver um início de crise e que ela se agravaria em 2015. Naquele ano, dizíamos, também, que em 2016 teríamos saudades de 2015. Não tínhamos bola de cristal, apenas tínhamos informações de pessoas que estudam o assunto diariamente. O ano de 2017 será muito parecido com o ano de 2016. Pensemos de uma forma distinta. Para você, dono de empresa, houve recessão? Sua empresa diminuiu de tamanho, cresceu ou igualou-se ao ano passado em faturamento, lucro e número de clientes? Viajo o Brasil inteiro e quando pergunto a plateia de forma bastante incisiva, pedindo honestidade e franqueza, a resposta era: cresci! O setor pet cresceu perto de 7% em 2016. Enquanto a economia brasileira teve diminuição de seu PIB em mais de 3%. Conheço muitos veterinários que tiveram crescimento de dois dígitos no ano passado, com recorde de faturamento e aumento do lucro. Também conheço veterinários que disseram que não cresceram, mas também não diminuíram. O empresário Abílio Diniz, quando questionado sobre a crise no final de 2015, dizia: "se você conseguir no ano de 2016 não fechar as portas e mesmo se diminuir seu faturamento em até 15 a 20%, mantenha-se firme porque o Brasil voltará a crescer". Mas existem também aqueles que acham que eu vivo junto com o Abílio num país que não existe. É interessante, pois eles estão simplesmente projetando seus medos e frustrações com estes comentários. Mas não sabem disto. Fica mais fácil criticar

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quem pensa de maneira otimista. E mais, como lidar com o fato de 70% dos veterinários que frequentaram os meus eventos (mais de 5 mil no ano), dizerem ter crescido no ano passado? É um fato. Mesmo que haja uma enorme margem de erro durante uma apresentação, digamos que o erro seja de 50%, ainda assim 35% devem ter realmente crescido no ano passado. O setor pet é conhecido mundialmente por ser o último a entrar em crise e o primeiro a sair dela. Claro que houve retração em alguns setores da economia e do setor pet. Houve diminuição na compra de alguns tipos de produtos industrializados; clientes na clínica diminuíram a solicitação de intervenções eletivas; pediram mais prazo para cumprir com o seus pagamentos; veterinários escolheram, mais a dedo em qual aparelho investir. Muitos veterinários perguntavam-me, com medo, se deveriam investir em 2016, porque tinham capital. Minha resposta, em geral, é sim, desde que feita com bastante planejamento. O setor pet irá crescer no Brasil pelos próximos 30 anos. Nossa experiência de estar nesse setor desde a década de 80, tendo visitado mais de 30 países, conhecendo os hospitais, clínicas e lojas pet, é que o Brasil tem forte tendência a cuidar de animais de estimação, tanto que temos a segunda maior população pet do mundo. Ela está crescendo e a cada dia eles estão mais dentro de casa. O pet realmente vai se tornar mais e mais nosso parente ou amigo. Isto significa que o setor irá crescer e quem estiver nele, com eficácia e eficiência, projetando resultados, profissionalizando-se a gestão, se beneficiará muito deste crescimento. Se você acredita que sua empresa, ou você, esteja em crise, convido-o a refletir mais,

porém mudando o seu paradigma de vida pessoal e empresarial. Peço que você reflita sobre a sua realidade, pois nós sempre acreditamos que o que se passa conosco é o que se passa com os outros. Aprenda mais sobre business, sobre os números do seu setor, a média de faturamento e de lucro, quanto se paga de salário, de aluguel, quanto se investe em marketing. Você só poderá saber como estão os seus números ao compará-los ao do seu setor. Ficar imaginando que está tudo ruim só porque a sua vida não está tão boa é contraproducente. Quebre os seus paradigmas e cresça durante a crise. Felizmente centenas de veterinários o fizeram nos últimos dois anos e hoje colhem lindos frutos para sua equipe e sua família. Algumas dicas finais: - Se você tem capital para investir, invista, com planejamento; - Em época de crise, não se deve perder nem um cliente. Isto significa ouvir desaforos e não retrucar; - Se você é empregado, pense cinco vezes antes de pedir demissão por qualquer discussão com colegas ou o seu patrão. O desemprego vai aumentar em 2017, chegando próximo de 14 milhões de pessoas sem emprego; - Se por acaso diminuir o número de clientes num determinado período, aproveite para se reunir com sua equipe e treiná-los; - Como diz o velho ditado, bastante clichê: "onde muitos choram, alguns aproveitam para vender lenços". Você está em que parte deste ditado?


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LUCIVALDO SANTOS DA SILVA Diretor do Instituto Cimas de Ensino: Empresário fundador do Instituto Cimas de Ensino. Técnico, tecnólogo em Radiologia, especialista em anatomia para o diagnóstico por imagens. Atualmente, trabalha na Unifesp no departamento de diagnósticos por imagem.Coautor dos livros: * Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por Imagem: guia para ensino e aprendizado; * Enfermagem em Diagnóstico por Imagem.

Os avanços da radiologia veterinária para profissionais das técnicas radiológicas Venho estudando a radiologia veterinária desde 2004, quando iniciei minha Pós-Graduação em Anatomia Comparada ao Diagnóstico por Imagem. Desde então, onze anos se passaram e muitas novidades surgiram nesse segmento. Primeiramente, foi a digitalização que despontou como uma inovação surpreendente, pois, tal instrumento,possibilitava maior visibilidade às imagens radiográficas, qualidade para o serviço bem como a probabilidade de envio dessas imagens por meio da rede. Em 2005, foi instalada em São Paulo a primeira tomografia veterinária e, a partir de tal data, veio o interesse da classe médica para essa modalidade. Hoje, contabilizamos no Brasil, mais de 30 tomógrafos na medicina veterinária. Com isso, podemos afirmar que, em muitos centros de diagnósticos, temos equipamentos de última geração. Outra modalidade da qual a medicina veterinária passou a fazer uso foi a Ressonância Magnética, que não tardou a chegar. Atualmente, no Brasil, temos quatro (4) ressonadores de baixo campo para uso da modalidade veterinária. Dessa forma, estamos caminhando para um avanço fantástico na utilização e aperfeiçoamento de tais recursos no âmbito da radiologia veterinária. Por isso, acredita-se que, em pouco tempo, teremos a modalidade da radioterapia e medicina nuclear a serviço da medicina animal com uma grande frequência, pois já existem alguns centros de diagnósticos que estão, a par e passo, trabalhando com tais modalidades. O Brasil está na direção certa, pois em países da Europa, e principalmente nos EUA, o uso dessas modalidades já são uma realidade que oferece aos pets qualidade nos diagnósticos e a possi-

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bilidade assertiva na busca por evidenciar uma patologia e, até mesmo, auxiliar no tratamento de uma determinada doença. Há também a possibilidade da medicina veterinária fazer uso da telerradiologia. Definida como “transmissão digital de imagens radiográficas, por meio das tecnologias de informação e de comunicação”, tem o objetivo de permitir o diagnóstico à distância ou emitir uma segunda-opinião especializada. Esta modalidade vem ganhando força e várias empresas já oferecem o serviço de telerradiologia a clínicas, hospitais e centros de diagnósticos. Tais fatos, relatados nesse artigo, possibilitam-nos observar como o mercado se abre para os profissionais de radiologia, sejam esses técnicos ou tecnólogos. Sendo assim, o avanço desse tipo de serviço irá precisar de mão de obra especializada, e esses profissionais devem deter um conhecimento técnico apurado. No Brasil, são poucas as instituições de ensino que qualificam profissionais para esse mercado e, por isso, o mercado anda carente de profissionais especializados que possam conduzir esses novos contornos. A dica que deixo é para que esses profissionais aproveitem o momento aquecido desse mercado, pois em 2015 o segmento veterinário cresceu 10%, e o Brasil é o segundo no mercado mundial. Os amigos de estimação precisam de cuidados iguais aos seres humanos. Então, qualificar-se nessa seção é fundamental para que, tanto as empresas quantos os profissionais, ofereçam qualidade no tratamento desses animais.


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CAPA

Conheça o Instituto Mapaa Existe uma infinidade de instituições no Brasil que pretendem proteger os pequenos animais. Tirá-los de situações lamentáveis de sobrevivência, vítimas do abandono de humanos. Algumas poucas, na verdade, nas quais se pode confiar. O Instituto MAPPA (Meio Ambiente e Proteção Animal), realiza trabalho sério desde a sua constituição, finalidade, filosofia e atuação Texto: Divulgação | Fotos: Equipe Luanda

O MAPAA

vem trabalhando desde 2011 com o resgate de animais em situação de risco. Uma organização sem fins lucrativos que tem como missão somar forças para promover mudanças dos hábitos sociais, na direção de uma realidade sustentável e igualitária. Atuando pela construção de um País em que os animais e os recursos naturais sejam tratados com atenção, respeito e consciência. Através das denúncias que recebem diariamente, vão às ruas resgatar quem mais precisa: cães e gatos debilitados, atropelados ou que sofreram maus-tratos. O primeiro passo que dão após o resgate é encaminhar o animal para o atendimento médico veterinário. No entanto, após tanto tempo nas ruas, nem sempre estes animais estão prontos para conviver em sociedade novamente. Trabalham duro para que eles voltem a se sentirem bem na presença do ser humano e de outros animais. Quando estão prontos, entra a segunda fase do projeto, a adoção. Isso acontece através do "Adote com a gente!". Utilizando as mídias sociais e eventos de adoção que promovem, levam os cães e gatos já recuperados para que esses encontrem seus futuros tutores. Selecionam bem quem serão estas famílias, para que possam proporcionam o lar que os resgatados merecem. Além dos pedidos de resgate que recebem, é através

das denúncias que deslocam sua equipe para averiguar casos de maus-tratos na cidade de São Paulo e região. Procuram entender o que está acontecendo, orientar os tutores na melhor forma de cuidar dos animais e, se for o caso, buscar o auxílio da polícia quando a retirada do animal se faz necessária. As doações são a única fonte de renda do MAPAA. Para manter-se independente, o instituto não aceita doações do governo, de companhias ou partidos políticos. Com a doação de colaboradores espalhados por todo o Brasil, podem continuar respondendo as muitas denúncias de maus-tratos que recebem, tirando os animais das ruas e os colocando no seu devido lugar – lares com famílias que os amam.

Colaborar com o MAPAA é muito simples: Basta acessar o site e, então, descubra como você pode fazer parte desta história. Site: www.mapaa.org.br Para acompanhar o dia a dia dos projetos, acesse: Facebook: www.facebook.com/InstitutoMAPAA Twitter: www.twitter.com/instituto_mapaa Instagram: www.instagram.com/instituto_mapaa

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DANIELA SCHERMANN Daniela Schermann é líder de marketing do Opinion Box, empresa especializada em soluções digitais para pesquisas de mercado e opinião

Planejamento: você sabe que rumo tomar em 2017? Tomar decisões, conduzir ações e solucionar problemas de maneira rápida. Na rotina das empresas essas são atividades comuns. Com novas demandas surgindo o tempo todo e equipes super enxutas, o desafio é fazer mais com menos e atender às exigências dos clientes. Em meio a esse cenário, muitas empresas se esquecem de fazer uma das coisas mais importantes: o planejamento. No último trimestre do ano, toca o sinal de urgência. Quem ainda não planejou 2017 ainda pode fazê-lo! Para ajudar, vou indicar algumas pesquisas que podem ajudar no processo.

Por onde começar o planejamento? Antes de sair traçando metas, planos e ações para colocar em prática em 2017, comece fazendo uma avaliação de 2016. Reúna a sua equipe, analise o que foi feito ao longo do ano que terminou. Avalie as metas e indicadores para ver quais foram os pontos fortes e quais os pontos fracos. Entre os itens que não foram cumpridos ou que ficaram abaixo da meta, procure entender os motivos. Pesquisas de satisfação e pesquisas de clima organizacional são fundamentais para que você tenha uma visão ainda mais completa do cenário. Ao realizar essas pesquisas, você vai ouvir os dois públicos fundamentais para o sucesso da sua empresa: seus clientes e seus colaboradores. Com base nas informações que você reuniu com sua equipe, nos indicadores da empresa e nos resultados da pesquisa, realize um diagnóstico da empresa até o momento.

2017: para onde queremos ir? Agora, é hora de começar a planejar o ano. Um bom exercício a ser feito nesse momento é solicitar para que o gestor de cada área apresente as suas ideias, tanto para o seu próprio departamento quanto para a empresa como um todo.

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É importante levar em conta alguns fatores externos, como cenário macroeconômico e tendências do seu mercado. Além disso, fazer uma pesquisa para saber como seus concorrentes estão sendo avaliados também pode trazer resultados valiosos para o seu planejamento, identificando oportunidades e fraquezas da sua marca em relação aos produtos similares no mercado. Ao fim dessa etapa, a equipe envolvida no planejamento deve chegar a um consenso de onde a empresa quer chegar em 2017, seja em termos de resultados financeiros ou algum outro indicador que seja mensurável. Por exemplo, uma startup pode decidir que quer dobrar seu faturamento, um restaurante pode determinar que quer implantar um novo serviço de delivery consolidado e uma agência de publicidade pode estabelecer que quer conquistar cinco novas grandes contas com receita recorrente. E você, onde quer chegar?

também de recursos humanos e tecnológicos. Na nossa pesquisa sobre inovação nas empresas, feita em parceria com a Locaweb, nós mostramos como algumas empresas estão procurando inovar e apresentamos uma lista de ferramentas e soluções para quem quer ser inovador. Esse material pode dar insights muito interessantes para o seu planejamento, e você pode baixar gratuitamente o e-book com o resultado da pesquisa. Além disso, é importante que o planejamento tático apresente as responsabilidades e os prazos previstos para cada uma das ações. No caso das responsabilidades, não é necessário estipular o nome de quem irá executar cada uma das tarefas, mas sim qual a área ou gestor responsável. Com relação aos prazos, um erro muito comum que as empresas cometem é colocar muitas ações concentradas no primeiro semestre e poucas no segundo. Acabam ocorrendo prazos impossíveis de cumprir logo no início do ano, que comprometem o planejamento como um todo e ainda desanimam o time. Por isso, procure traçar uma linha do tempo possível de ser executada, com as ações bem distribuídas ao longo dos doze meses.

Planejamento estratégico

O resultado final

Até aqui, você já fez uma análise do cenário e já sabe onde sua empresa está. Além disso, já definiu para onde quer ir e seus objetivos macros. Agora, é hora de fazer o planejamento estratégico, ou seja, definir quais são as estratégias que farão você sair de onde está e caminhar até onde você quer chegar. Nessa etapa do planejamento, serão traçadas as principais estratégias de cada área e da empresa como um todo. Após definir as estratégias da empresa para o ano, é preciso definir como isso será feito. Aqui, cada área vai estabelecer ou validar suas metas e objetivos, e também quais ações deverão ser realizadas para que cada objetivo estratégico seja cumprido.

Transforme o seu planejamento de 2017 em um documento acessível. Ele deve apresentar, de forma clara e objetiva, cada uma das etapas acima: diagnóstico, objetivo, estratégias e ações. Apresente alguns dados que orientaram as decisões do planejamento, como indicadores da empresa e resultados de pesquisa. Reúna as principais metas e o cronograma macro do ano. Por último, mas não menos importante: trace um calendário de reuniões periódicas para revisitar o planejamento e conferir se as metas e ações estão sendo cumpridas. A periodicidade dessas reuniões vai variar de empresa para empresa, mas podem ser mensais, bi, tri ou até mesmo semestrais. Não esqueça de incluir no seu planejamento as pesquisas que você pretende realizar durante o ano. Pesquisas de satisfação, de hábitos de consumo e de buyer persona são fundamentais. Caso seu planejamento esteja prevendo o lançamento de um novo produto, não deixe de fazer uma pesquisa de teste de produto.

Planejamento tático Deve contemplar quais recursos serão necessários para que as ações sejam cumpridas. Não estamos falando apenas de orçamento, mas


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