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ENTREVISTA CAPA

Fortalecer a indústria nacional para enfrentar o tigre asiático Setor de bicicletas poderia se espelhar no modelo do mercado de brinquedos para crescer e enfrentar a concorrência externa Imagem: Divulgação Texto: W.Marek

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oda a indústria nacional reclama da alta carga tributária e da falta de incentivo do governo brasileiro para combater os produtos importados da China. No setor de bicicletas não é diferente. Outros mercados conseguiram se articular através de associações organizadas e de certa forma, fortaleceram toda a cadeia para minimizar os efeitos dos importados. Um dos exemplos é o setor de brinquedos, que através da atuação do presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa, consegue enfrentar muitos desafios para se manter competitivo sem perder a função de ajudar a formar os cidadãos do futuro. O executivo aborda ainda questões como a qualidade dos nossos brinquedos e o custo Brasil, que facilita a entrada dos produtos chineses.

de brinquedos? Devemos crescer em relação à temporada passada? Synésio: Sim. O faturamento do setor em 2012 foi de R$ 3,875 bilhões, 12% superior ao ano anterior. Considerando as vendas no varejo, o valor supera os R$ 7,5 bilhões. A expectativa de crescimento para 2013 é de outros 12%.

Cyclomagazine: Qual o panorama do mercado brasileiro

Sua postura como líder setorial sempre foi de defender a

Apesar da alta carga tributária, o Brasil continua atraindo investidores estrangeiros? Somos realmente o país mais interessante entre os BRICS para receber investimentos externos? A indústria brasileira de brinquedos não é dependente de investimentos estrangeiros. Mas, se fosse, o Brasil seria sem dúvida um dos mercados mais interessantes em razão de ser um dos poucos países do mundo a manter uma indústria de brinquedos em plena atividade, com mais de 370 fábricas.

Cyclomagazine 192  
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