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RELATÓRIO

DE

AUDITORIA ENERGÉTICA

ESCOLA EB1JI DE SÃO JULIÃO DO TOJAL

Loures

Relatório 13.089.12/002 30 de Setembro de 2012

CONSULTORIA EM ENERGIA – GESTÃO DE CARBONO – AUDITORIA ENERGÉTICA – CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA – QUALIDADE DO AR INTERIOR SIMULAÇÃO TERMODINÂMICA – CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL – ARQUITECTURA BIOCLIMÁTICA – TERMOGRAFIA


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Índice Índice ........................................................................................................................................ 2 Índice Tabelas ............................................................................................................................. 2 Índice Ilustrações ........................................................................................................................ 3 1.

Introdução .......................................................................................................................... 4

1.1. 2.

Caracterização do Edifício .................................................................................................. 4 Consumos Globais de Energia ................................................................................................ 6

2.1.

Energia Elétrica ................................................................................................................ 6

2.1.1.

Energia Elétrica Activa .................................................................................................. 6

2.1.2.

Energia Eléctrica Reativa ............................................................................................... 7

2.2.

Gás Natural ..................................................................................................................... 7

2.3.

Consumo Global ............................................................................................................... 8

3.

Equipamentos Consumidores de Energia ............................................................................... 11

3.1.

Sistemas de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado ..................................................... 11

3.1.1.

Sistemas Centralizado Para Aquecimento – Ampliação .................................................... 11

3.1.2.

Produção de Águas Quentes Sanitárias - AQS ................................................................ 12

3.1.3.

Unidades Individuais de Climatização ............................................................................ 12

3.2.

Iluminação .................................................................................................................... 14

3.3.

Equipamentos ................................................................................................................ 16

4.

Desagregação de Consumos ................................................................................................ 18

4.1.

Desagregação de Energia elétrica ..................................................................................... 18

4.2.

Desagregação de Gás Natural .......................................................................................... 21

4.3.

Desagregação dos Consumos Globais ............................................................................... 22

5.

Medidas de racionalização de energia ................................................................................... 24

5.1.

Metodologia Utilizada e Pressupostos ................................................................................ 24

5.2.

Introdução de Proteção Solar Exterior ............................................................................... 24

5.3.

Otimização dos Sistemas de Iluminação ............................................................................ 25

5.4.

Substituição dos Sistemas de Climatização de Expansão Direta ............................................ 27

5.5.

Controlo e Gestão dos Equipamentos ................................................................................ 27

6.

Considerações Finais .......................................................................................................... 30

7.

Bibliografia ........................................................................................................................ 32

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Índice Tabelas

Tabela 1 – Consumo global da instalação para um ano e respetivas emissões de CO2. .......................... 9 Tabela 2 – Tipos de sistemas de climatização nos edifícios. ............................................................. 11 Tabela 3 – Características técnicas dos principais equipamentos. ..................................................... 12 Tabela 4 – Características das unidades do tipo Split, para climatização das salas de aula do edifício antigo. ..................................................................................................................................... 13 Tabela 5 – Características das unidades do tipo Split, para climatização das salas de aula do edifício da ampliação. ................................................................................................................................ 14 Tabela 6 - Equipamentos de iluminação existentes no edifício ......................................................... 15 Tabela 7 – Desagregação por dia útil e não útil e extrapolação para o mês de Abril. ........................... 19 Tabela 8 – Consumos anuais de energia elétrica estimados. ............................................................ 20 Tabela 9 – Desagregação anual dos consumos de gás natural. ........................................................ 21 Tabela 10 – Desagregação dos consumos globais (energia elétrica e gás natural) por sector. .............. 22 Tabela 11 – Medida de melhoria: Colocação de proteções solares exteriores. .................................... 25 Tabela 12 – Fator de depreciação em função do período de manutenção. ......................................... 26 Tabela 13 – Equivalência entre lâmpadas TLD. .............................................................................. 26 Tabela 14 – Medida de melhoria: Substituição de lâmpadas TLD por TLD Eco ou equivalentes. ............ 27

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Índice Ilustrações

Ilustração 1 - Vista aérea da Escola EB1JI São Julião do Tojal. .......................................................... 4 Ilustração 2 – Evolução do consumo de energia elétrica para um ano de funcionamento normal ............ 6 Ilustração 3 – Desagregação do consumo de energia elétrica por período tarifário ............................... 7 Ilustração 4 – Evolução do consumo de gás natural para 2011 .......................................................... 8 Ilustração 5 - Desagregação dos consumos globais por fonte energética............................................. 9 Ilustração 6 - Desagregação das emissões de CO2 por fonte energética ............................................. 9 Ilustração 7 – Distribuição da potência em instalada em iluminação pelas várias soluções .................. 16 Ilustração 8 - Monitorização dos consumos elétricos (diagrama de carga geral) ................................. 18 Ilustração 9 – Desagregação mensal do consumo de energia elétrica, de acordo com a semana de campo ............................................................................................................................................... 19 Ilustração 10 – Desagregação dos consumos de energia elétrica por sector, para um ano ................... 20 Ilustração 11 – Desagregação anual do consumo de gás natural (kWh) ............................................ 21 Ilustração 12 – Desagregação dos consumos globais por sector, em energia primária ........................ 22

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1.

INTRODUÇÃO A INENERGI ADVANCER realizou um conjunto

sustentabilidade, servindo de exemplo para os

de ações enquadradas no âmbito do projeto

seus utilizadores.

e-Aire (Programa INTERREG IV B) onde a CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES é parceiro e se compromete, tendo em vista a redução de emissões de carbono, a promover a execução de Auditoria Energética e elaboração do Plano de Racionalização do Consumo de Energia (PREn) para as instalações da Escola EB1JI de São Julião do Tojal, localizada em São Julião do Tojal, Loures. Neste âmbito foi realizada uma Auditoria

Energética

à

instalação,

com

1.1. CARACTERIZAÇÃO DO EDIFÍCIO Os edifícios auditados da Escola EB1JI de São Julião do Tojal localizam-se na Rua Alves Redol, na freguesia de São Julião do Tojal, Loures e onde

se

desenvolvem,

exclusivamente,

atividades de ensino.

o

objetivo de elaborar PREn para o cumprimento dos requisitos impostos pelo projeto europeu supramencionado, tendo sido elaborados os respetivos

relatórios

e

demais

documentos

acordados. O presente documento constitui o relatório de Auditoria Energética, que se realizou entre os dias 9 e 13 de Abril de 2012 nos edifícios da Escola EB1JI de São Julião do Tojal, em Loures, Ilustração 1 - Vista aérea da Escola EB1JI

Portugal.

São Julião do Tojal. Para o uso correto da energia é necessário saber onde, como e porquê se efetua o seu consumo. Este é o passo essencial para a gestão eficiente da energia elétrica, controlando os custos económicos e ambientais do uso

A Escola é constituída por dois edifícios, um deles com dois pisos e outro, mais recente por um piso totalizando uma área bruta de 1.500 m2. Os edifícios têm ocupação nos dias úteis para atividades de ensino, tendo sido registada

desta forma de energia.

ocupação no período de auditoria entre as 8h00 Com este relatório pretende-se: 

e as 19h00.

Determinar os custos com a aquisição

Descrição dos Espaços por piso

de eletricidade e gás natural; 

Conhecer

a

potência

elétrica

ocorre da seguinte forma:

contratada e tomada; 

Propor,

eventualmente,

técnico-económicas reduzir

no

de

energia

soluções sentido

sustentadamente

consumos

os

de

da

energia,

Instalações Sanitárias; 

Julião do Tojal tenha um melhor desempenho compatibilizando

perspetiva económica com o ambiente e a .

a

Edifício Antigo (Pisos 0 e 1): Biblioteca (Piso 0), Salas de Aula/Atividades e

elétrica e o

Contribuir para que a Escola EB1JI de São uso

atuais

controlo dos seus custos;

no

A distribuição dos principais espaços pelos pisos

Edifício da Ampliação (Piso 0): Salas de

Aula/Atividades,

Sanitárias,

Arrumos,

Instalações Refeitório,

Cozinha e Espaços de Apoio, Central Térmica, Copa e Gabinetes.

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CONSUMOS GLOBAIS DE ENERGIA Neste capítulo é efetuada uma análise tarifária

2.1.1.

ENERGIA ELÉTRICA ACTIVA

que permite traçar um perfil inicial da utilização

Tendo em conta que não estão disponíveis os

global de energia e da sua distribuição na

registos de consumos para todos os meses dos

Escola EB1JI de São Julião do Tojal.

anos de 2010 e 2011, para a caracterização de um ano típico, optou-se por considerar que, não

Em termos de energia, os edifícios que a

havendo discrepâncias significativas entre os

compõem, apresentam consumos de dois tipos:  

consumos totais de 2010 e 2011, o consumo combinado, apresentado nas faturas disponíveis

Energia elétrica; Gás Natural.

para cada um dos anos, representa um ano típico para esta escola. Tendo em conta as faturas para o período

2.1. ENERGIA ELÉTRICA No que concerne à opção tarifária, verificou-se

indicado o consumo para um ano típico é de

que a Escola EB1JI de São Julião do Tojal tem

45.755MhW. A distribuição mensal do consumo

um

indicado está ilustrado no gráfico seguinte.

contrato

de

fornecimento

de

energia

elétrica em Baixa Tensão Especial com Média Utilizações em regime tetra horário, com ciclo diário. A potência contratada é de 41,41kW, para uma potência instalada de 108,9kVA. 6

Consumo de Energia Activa - 2010/2011 5

4

[MWh]

2.

3

2

1

0 Jan.

Fev.

Mar.

Vazio Normal

Abr.

Mai.

Super Vazio

Jun. Ponta

Jul.

Ago.

Set.

Cheias

Out.

Nov.

Dez.

Diagrama de Carga Anual

I Ilustração 2 – Evolução do consumo de energia elétrica para um ano de funcionamento normal

Verifica-se para esta instalação uma variação

maiores

no consumo de energia elétrica que reflete o

aumentam

calendário escolar, com o registo de consumo

equipamentos de climatização elétricos, bem

mais baixo em Agosto, mas esta variação está

como a maiores necessidades de iluminação

também

associadas a dias mais curtos e com menor

relacionada

com

as

variações

na

temperatura exterior. Como é notório no gráfico

necessidades os

de

consumos

aquecimento associados

que a

disponibilidade de iluminação natural.

apresentado, os meses de Inverno apresentam o consumo mais elevado, correspondendo a CONSULTORIA EM ENERGIA – GESTÃO DE CARBONO – AUDITORIA ENERGÉTICA – CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA – QUALIDADE DO AR INTERIOR SIMULAÇÃO TERMODINÂMICA – CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL – ARQUITECTURA BIOCLIMÁTICA – TERMOGRAFIA


7

A

distribuição

dos

período

energéticas associadas ao período de utilização

tarifário está representada no gráfico seguinte e

mais intensa da escola, que corresponde ao

evidenciam

período de cheias.

as

consumos maiores

por

necessidades

Distribuição por Período Horário do Consumo de Energia Activa - 2010/2011

18%

12%

50% 20%

Vazio Normal

Super Vazio

Ponta

Cheias

Ilustração 3 – Desagregação do consumo de energia elétrica por período tarifário

Assim, tendo em conta o gráfico anterior,

Julião do Tojal apresenta consumo de energia

verifica-se que a maior fatia de consumo de

reativa fora das horas de vazio. Este consumo

energia elétrica ocorre durante o período de

deverá estar associado, essencialmente, aos

Cheias com 50% do consumo, 20% no período

equipamentos de frio da cozinha.

de Pontas e 18% e 12% no período de Vazio Normal e Super Vazio, respetivamente. Os períodos

de

Vazio

e

Super

Vazio

estão

compreendidos diariamente entre as 22h00 e as 8h00 e representam, no total, 30% do consumo da instalação, o que evidencia que o consumo de base do edifício, sem ocupação, compreende consumos

uma

grande

verificados

e

percentagem

dos

dever-se-á

aos

equipamentos de cozinha, como equipamentos de frio, que pela sua função têm um regime de funcionamento

permanente,

e

outros

equipamentos em regime de standby, embora com menor relevância.

Em 2010/2011 o consumo de energia reativa verificado foi de 193kVArh representando um custo total de 0.57€, ou seja, um valor residual que

não

relativamente

justifica à

uma

compensação

intervenção do

fator

de

potência da instalação. 2.2. GÁS NATURAL O gás natural é utilizado na caldeira de apoio ao sistema solar térmico (para preparação das AQS),

utilizadas

na

cozinha

e

instalações

sanitárias, e para alimentação do sistema de aquecimento

hidráulico

que

recorre

a

radiadores de parede instalados no edifício mais Os consumos indicados resultam numa fatura

recente

anual de 7.038€ para a energia elétrica.

equipamentos na cozinha que utilizam gás natural.

2.1.2.

ENERGIA ELÉCTRICA REATIVA

da

instalação.

Foram

Existem

disponibilizadas

também para

esta

instalação as faturas de gás natural para um

Verificou-se, pelos dados disponíveis no portal

período de um ano (2011) que refletem a

da EDP que o edifício da Escola EB1JI de São

evolução mensal de consumos ilustradas no gráfico seguinte.

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8

Consumo total de Gás Natural - 2011 12

10

[kWh]

8

6

4

2

0

Ilustração 4 – Evolução do consumo de gás natural para 2011

Tendo em conta o gráfico anterior, verifica-se

também que sendo o mês de Agosto, um mês

uma clara diferenciação entre os consumos na

de interrupção nas atividades escolares e que,

estação de arrefecimento e na estação de

portanto, seria expectável um consumo nulo ou

aquecimento, evidenciando a existência de um

residual de gás natural, o consumo verificado é

sistema de climatização assente em tecnologia

semelhante ao registado no mês de Setembro.

que recorre à queima de gás natural. Assim, os

O consumo de gás natural representa um custo

meses

de 3.955€ anuais.

de

aquecimento

apresentam

um

consumo superior, em aproximadamente 70%, aos

meses

diferença

de

também

necessidades

de

arrefecimento. contribuirão Águas

Para as

Quentes

esta

maiores Sanitárias

2.3. CONSUMO GLOBAL Tendo em conta os dados já apresentados foram

calculados

o

consumo

global

da

(AQS), cuja produção é realizada através dos

instalação em energia primária (tep) e em

painéis solares instalados mas que recorre à

emissões para a atmosfera (tCO2), que se

caldeira instalada como apoio. Salienta-se

indicam na tabela seguinte.

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Tabela 1 – Consumo global da instalação para um ano e respetivas emissões de CO2. kWh

Consumo Anual Parciais

consumo

Energia elétrica

Gás Natural

Energia elétrica

Gás Natural

45.755

69.923

9.837

6.010

21.505

16.130

-

total

aproximadamente,

kgCO2

Gás Natural

Total

O

kgep

Energia elétrica

da 16tep

15.848

instalação anuais,

é

37.634

de,

As emissões de CO2 equivalentes e a sua

repartidos

repartição pelas duas fontes de energia estão

entre 62% com origem em energia elétrica e

também evidenciadas no gráfico seguinte. A

38% no gás natural.

instalação é responsável pela emissão de, aproximadamente, 37tCO2e, sendo que 43% têm origem no gás natural e 57% na energia

Desagregação de consumos por fonte energética (kgep)

elétrica.

Gás Natural 38%

Emissões de CO2 (tCO2e) Gás Natural 43%

Energia Eléctrica 62%

Energia Eléctrica 57%

Ilustração 5 - Desagregação dos consumos globais por fonte energética. Ilustração 6 - Desagregação das emissões de CO2 por fonte energética .

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11

3.

EQUIPAMENTOS CONSUMIDORES DE ENERGIA 3.1. SISTEMAS DE AQUECIMENTO, VENTILAÇÃO E AR CONDICIONADO Esta Secção está reservada à apresentação das principais características dos sistemas energéticos afetos às instalações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC), instalados no edifício da Escola EB1JI de São Julião do Tojal. Tendo em consideração as áreas servidas pelos diversos sistemas instalados e o tipo de sistema utilizado para a produção de energia térmica, os sistemas existentes podem dividir-se em centralizados e individuais. Na tabela seguinte apresentam-se os tipos de sistemas de climatização que servem as diversas áreas do edifício.

Tabela 2 – Tipos de sistemas de climatização nos edifícios. Áreas Climatizadas

Tipo de Sistemas de Climatização

Edifício da Ampliação (Geral)

Sistema centralizado assente em caldeira de chão a gás natural e radiadores nos diferentes espaços.

Edifício da Ampliação (Salas de Aula/Atividades)

Unidades Individuais de expansão direta do tipo split.

Edifício Antigo (Geral)

Unidades individuais para aquecimento por efeito de Joule.

Edifício Antigo (Salas de Aula/Atividades)

Nas

Unidade Individual de expansão direta do tipo split.

próximas

funcionamento equipamentos

subsecções e

as

analisa-se

características

afetos

aos

o

As características dos equipamentos afetos à

dos

produção de água aquecida estão indicadas na

sistemas

tabela seguinte:

apresentados na Tabela 2.

3.1.1.

SISTEMAS PARA

CENTRALIZADO AQUECIMENTO

AMPLIAÇÃO O aquecimento dos espaços que constituem o edifício correspondente à ampliação é realizado através de um sistema centralizado com uma caldeira a gás natural de 38kW, uma rede de tubagem de distribuição do calor e emissores localizados. Os emissores são essencialmente do tipo de parede e lineares de chão, no caso do Refeitório.

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12

Tabela 3 – Características técnicas dos principais equipamentos. Equipamento

Caldeira

Depósito de acumulação

Bomba

Marca e Modelo

BUDERUS Logano G334

BUDERUS SM400

GRUNDFOS UPS25-80

Potência útil [kW]

90

-

-

Rendimento

92%

-

-

422

390

-

-

0,14-0,21-0,245

2

-

3

-

3.1

-

Capacidade [l] Potência elétrica (kW) Regimes de funcionamen to Potência de manutenção [kWh/24h]

Imagem

3.1.2.

PRODUÇÃO

DE

ÁGUAS

3.1.3.

QUENTES SANITÁRIAS - AQS As

AQS

desta

instalação

são

UNIDADES

INDIVIDUAIS

DE

CLIMATIZAÇÃO

asseguradas

Para

além

do

sistema

campo de coletores que se encontra ligado a

existem ainda algumas unidades individuais de

um

climatização no edifício. Estas unidades foram instaladas ao longo do tempo de utilização do

uma interligação entre o sistema centralizado

edifício tendo como objetivo colmatar algumas

para aquecimento e o sistema solar térmico que

falhas do sistema de climatização centralizado

permite

que não permitem que se assegure o conforto

de

de

400

menor

litros

anterior,

de

dias

cerca

secção

capacidade de acumulação. No entanto, existe

nos

de

na

para

aquecimento,

depósito

descritos

centralizado

através de um sistema solar constituído por um

insolação,

a

produção de águas quentes sanitárias com

térmico

recurso à caldeira. O sistema solar térmico

equipamentos são máquinas de expansão direta

instalado consiste em 5 painéis que perfazem

de

2

em

potência

todos

os

relativamente

espaços. baixa

Estes

(splits)

e

uma área total de 9,24m , com permutador de

unidades de aquecimento por efeito de Joule

100kW

(radiadores elétricos).

e

ganhos

6.715kWh. Tendo

anuais

de

em conta o

energia

de

projeto

de

execução, a fração solar do sistema é de 83,9%. Não foi considerado o mês de Agosto, uma vez que corresponde ao encerramento do estabelecimento para férias escolares.

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13

estão

3.1.3.1. SISTEMA DE EXPANSÃO DIRETA SPLIT – SALAS DE

instaladas

6

unidades

cujas

características a seguir se apresentam

AULA/ATIVIDADES Nas salas de aulas/atividades a climatização é, igualmente, assegurada por uma unidade split. Estas

unidades

foram

instaladas

para

compensar os ganhos térmicos associados à radiação solar, tendo em conta que estas salas se caracterizam por apresentarem grandes vãos envidraçados sem proteção exterior. Nas salas de

aulas

do

edifício

da

Ampliação

foram

A unidade exterior possui um compressor tipo hermético alternativo, um permutador fluido frigorigéneo/ar e válvula de 4 vias (permite a inversão do ciclo, operando em modo bomba de calor). As unidades interiores associadas a este sistema

são

do

tipo

mural.

As

principais

características destas unidades são indicadas na tabela seguinte.

instalados dois splits por sala, uma vez que

O

estes espaços estão orientados a Sudoeste e

manualmente não permitindo, por isso, um

têm ainda claraboias que contribuem para o

controlo efetivo dos horários de funcionamento

aumento da carga térmica. No edifício antigo

da climatização deste espaço.

controlo

destas

unidades

é

feito

Tabela 4 – Características das unidades do tipo Split, para climatização das salas de aula do edifício antigo.

Características Marca

Sistema Split – Unidade Exterior/interior Mitsubishi

Modelo

MUH-GA50VB-E1

Fluido Frigorigénio Capacidade Arrefecimento Nominal [kWt] EER1

MSH-GE50VB

R410a 5 2,91

Capacidade Aquecimento Nominal [kWt] COP2

5,2 3,35

Unidades Exteriores

Unidades Interiores

1 EER – Energy Efficiency Ratio, nas condições Eurovent. 2 COP - Coefficient of Performance, nas condições Eurovent.. CONSULTORIA EM ENERGIA – GESTÃO DE CARBONO – AUDITORIA ENERGÉTICA – CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA – QUALIDADE DO AR INTERIOR SIMULAÇÃO TERMODINÂMICA – CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL – ARQUITECTURA BIOCLIMÁTICA – TERMOGRAFIA


14

No edifício da Ampliação estão instaladas 11

instaladas

3

soluções

unidades do tipo split agrupadas duas a duas

equipamentos.

em cada sala de aula e uma em cada gabinete.

apresenta-se a compilação das características

As suas características diferem por terem sido

associadas a estas máquinas.

Assim,

na

distintas tabela

de

seguinte

Tabela 5 – Características das unidades do tipo Split, para climatização das salas de aula do edifício da ampliação. Características Marca

Sistema Split – Unidade Exterior/Interior Mitsubishi – LG - Samsung

Fluido Frigorigénio

R410a

Capacidade Arrefecimento Nominal [kWt]

2,650 – 3,5 - 3,2

EER

3,42 – 3,18 - 3,21

Capacidade Aquecimento Nominal [kWt]

2,650 – 3,8 - 3,8

COP

n.a. – 3,46 – 3,42 Unidades Interiores

Unidades Exteriores (instaladas na cobertura)

O sistema de climatização do edifício tem

3.2. ILUMINAÇÃO

funções de aquecimento e arrefecimento. Não

A iluminação dos diferentes espaços assenta

existem sistemas de ventilação pura para os

essencialmente

espaços comuns ou mesmo nas instalações

comlâmpadas fluorescentes, maioritariamente

sanitárias.

tubulares.

A potência total associada a este tipo de

encontradas é a indicada na tabela seguinte.

A

em

luminárias

compilação

equipadas

das

soluções

sistema é de 62.51kWt, ou seja, representa um consumo para arrefecimento aproximado de 13,5kWh.

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15

Tabela 6 - Equipamentos de iluminação existentes no edifício Potência Instalada e Quantificação Tipo de Lâmpada

Total

Total s/ Balastro

Balastros

Luminárias

Lâmpadas

[kW]

[kW]

[kW]

[Qtd.]

[Qtd.]

Incandescente

40

40

0

1

1

Fluorescente Tubular - T8

5,036

4,354

682

80

86

Fluorescente Tubular - T5

6,051

5,539

512

89

137

Fluorescente Compacta

964

857

107

25

25

Vapor de Sódio Baixa Pressão

1,600

1,600

-

4

4

O total de potência instalada em equipamentos

com as remodelações realizadas e que não

de

beneficiaram todos os espaços. Esta repartição

iluminação

interior

iluminação

é

de

interior

aproximadamente

88%

13,691kW.

A

representa, da

potência

está representada na Ilustração 7.

em Das

iluminação instalada (12,091kW).

soluções

identificadas,

as

lâmpadas

fluorescentes tubulares T5 representam 44% da De

realçar

que

nos

espaços

com

menor

potência

instalada,

seguida

tubulares

fluorescentes

foram colocados sensores de luminosidade que

lâmpadas de vapor de sódio representam 12%,

controlam o fluxo das luminárias instaladas

aproximadamente, e são utilizadas apenas na

nesses espaços.

iluminação

As

com

lâmpadas

utilização e com luminosidade natural suficiente

exterior.

T8

das

37%.

restantes

As

soluções

representam 7% da potência instalada e, por Das soluções encontradas verifica-se alguma heterogeneidade para espaços com a mesma função. Essas discrepâncias estão relacionadas

isso, não são significativas no consumo total da instalação.

De

ressalvar,

também,

que

a

iluminação através de lâmpadas fluorescentes compactas é utilizada em espaços com baixa utilização como instalações sanitárias

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16

Distribuição dos Sistemas de Iluminação [kW] 3,2%

0,3%

7,7% 40,3%

48,4%

Incandescente

Fluorescente Tubular - T8

Fluorescente Tubular - T5

Fluorescente Compacta

Vapor de Sódio Baixa Pressão

Ilustração 7 – Distribuição da potência em instalada em iluminação pelas várias soluções

Assim, e apesar de se verificarem soluções

identificados são os que estão associados à

consideradas eficientes e adequadas como a

preparação

utilização de lâmpadas fluorescentes T5 para a

fogão, marmita, grelhador (a gás), máquinas

iluminação

também

de lavar loiça, forno, equipamentos de frio

encontramos para esses espaços lâmpadas T8

como arcas e frigoríficos. A potência total

com

baixa

instalada para equipamentos de gás é de,

por

aproximadamente, 13kW e de 15kW para os

das

balastros

eficiência

que

salas

de

aula,

eletromagnéticos podem

ser

de

substituídas

equipamento equivalente de eficiência superior.

de

refeições,

nomeadamente:

equipamentos elétricos. Existem outros equipamentos em utilização de apoio

3.3. EQUIPAMENTOS

às

atividades

de

ensino

como

computadores, projetores e ainda de apoio a funcionamento

uma pequena copa mas que representam uma

destacam-se os que estão associados à cozinha

potência instalada residual, quando comparados

que

com a cozinha.

Dos

equipamentos serve

a

escola.

em Os

equipamentos

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17

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18

DESAGREGAÇÃO DE CONSUMOS 4.1. DESAGREGAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA De forma a viabilizar a desagregação dos consumos de energia elétrica entre as várias utilidades procedeu-se à monitorização do quadro geral entre os dias 9 e 16 de Abril de 2012. Os resultados obtidos encontram-se representados na Ilustração 6 e representam as médias horárias de potência tomada para o período em análise.

Diagrama de Carga Diário

12 Potência Tomada (kW)

10 8 6 4 2

23:15:00

22:30:00

21:45:00

21:00:00

20:15:00

19:30:00

18:45:00

18:00:00

17:15:00

16:30:00

15:45:00

15:00:00

14:15:00

13:30:00

12:45:00

12:00:00

11:15:00

10:30:00

09:45:00

09:00:00

08:15:00

07:30:00

06:45:00

06:00:00

05:15:00

04:30:00

03:45:00

03:00:00

02:15:00

01:30:00

00:45:00

0 00:00:00

4.

Hora

Ilustração 8 - Monitorização dos consumos elétricos (diagrama de carga geral)

Tendo

apresentado

cozinha e equipamentos deixados em standby.

podemos concluir que o maior pico de consumo

em

conta

o

diagrama

São também notórios picos de consumo ao

ocorre às 8h00 com a ocupação do edifício e

longo do dia destes sistemas. A partir das

dever-se-á ao acionamento dos sistemas de

15h00 o consumo diminui acentuadamente até

climatização de expansão direta para atingir as

às

temperaturas de conforto das salas a serem

estabelecimento.

18h00,

hora

de

encerramento

do

ocupadas. O edifício é desocupado às 19h00 e é visível o No

temperaturas

acionamento da iluminação exterior a partir das

exteriores eram elevadas, próximas dos 24ºC,

período

de

auditoria

as

20h00, bem como a sua desativação às 7h30. A

pelo que se considera que este pico está

iluminação exterior é comandada por célula

associado ao arranque dos compressores dos

crepuscular e a coerência entre o horário de

sistemas de expansão direta.

funcionamento aqui evidenciado e as horas de nascimento e ocaso do sol, para o período em

Pode

também

verificar-se

que

existe

um

consumo de base de, aproximadamente, 2kW que

corresponderá

quase

integralmente

ao

análise,

permitem

validar

o

correto

funcionamento deste dispositivo de controlo da iluminação exterior.

funcionamento dos equipamentos de frio da CONSULTORIA EM ENERGIA – GESTÃO DE CARBONO – AUDITORIA ENERGÉTICA – CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA – QUALIDADE DO AR INTERIOR SIMULAÇÃO TERMODINÂMICA – CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL – ARQUITECTURA BIOCLIMÁTICA – TERMOGRAFIA


19

Tendo em conta o diagrama de carga, bem

auditoria e extrapolados os valores mensais

como os horários de funcionamento, ocupação

para

e

comparação

potências

instaladas

foi

realizada

a

validação

da da

desagregação fatura

por

energética.

desagregação dos consumos para o período de

Tabela 7 – Desagregação por dia útil e não útil e extrapolação para o mês de Abril. Sector

Dia Útil

Dia Não Útil

Equipamento

51

46

Iluminação

33

0

AVAC

12

0

8

8

104

54

Iluminação Exterior Total

Durante

a

semana

em

estudo

o

Semana de Campo

Mês

344

Registo EDP

1.476

165

726

62

273

58

248

629

2.723

2.847

edifício

Assim, pode a desagregação realizada ser

apresentou um consumo em energia elétrica

considerada como válida tendo em conta o

próximo dos 628kWh. O consumo mensal foi

desvio inferior a 10%.

calculado para o mês de Abril, ou seja, tendo sido obtido um total de 2.723kWh. De acordo com

a

informação

disponibilizada

pelo

distribuidor de energia, o consumo verificado para este mês foi de 2.847kWh, apresentado a estimativa um valor de desvio inferior a 4%.

Os consumos monitorizados foram agrupados em

4

grandes

sectores,

nomeadamente:

Equipamento, Iluminação, AVAC e Iluminação Exterior. A preponderância de cada um destes sectores de consumo, no consumo global de energia elétrica, está evidenciada no gráfico seguinte

Desagregação de Consumos

AVAC 10%

Iluminação 27%

Iluminação Exterior 9%

Equipamento 54%

Ilustração 9 – Desagregação mensal do consumo de energia elétrica, de acordo com a semana de campo

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20

O consumo afeto a equipamentos representa

serve o estabelecimento de ensino. A quase

54% do total monitorizado para os edifícios.

totalidade do consumo de base deste edifício

Esta elevada percentagem prende-se com o

(sem ocupação) é afeta a equipamentos de frio

facto de serem confecionadas todos os dias

na cozinha.

úteis cerca de 200 refeições na cozinha que

A desagregação dos consumos em iluminação

de

interior foi realizada tendo em conta a potência

sistemas de climatização para arrefecimento em

instalada,

10% do consumo total do edifício (62kWh).

indicados

os e

horários a

de

percentagem

funcionamento de

valores

apurados

são

foi

estimado

o

consumo

dos

utilização

verificada no trabalho de campo. Assim sendo, os

campo,

estimativas.

A

iluminação interior representava na semana da auditoria 27% do consumo (165kWh), tendo sido verificado em trabalho de campo que, aproximadamente, 36% da potência instalada em iluminação está em utilização dentro do período normal de funcionamento do edifício.

Importa ainda referir que o consumo associado ao sistema de iluminação exterior, representa um consumo ponderado de 9% (58kWh) com uma utilização de 11 horas diárias. Este valor varia ao longo do ano de acordo com a luminosidade natural. Por extrapolação dos dados obtidos e através do

Embora a auditoria tenha sido realizada em Abril, verificaram-se elevadas temperaturas que implicam o funcionamento dos sistemas de

modelo

de

simulação

dinâmica

foram

estimados os consumos anuais para cada um dos sectores. Os resultados são indicados na tabela e gráficos seguintes:

climatização para arrefecimento. Para a semana

Tabela 8 – Consumos anuais de energia elétrica estimados. Sector

Ano [kWh]

Equipamentos

16.240

Iluminação

7.260

Aquecimento

6.735

Arrefecimento Iluminação Exterior Total

12.550 2.970 45.755

Desagregação anual de energia eléctrica Iluminação Exterior 6%

Arrefecimento 27%

Aquecimento 15%

Equipamentos 36%

Iluminação 16%

Ilustração 10 – Desagregação dos consumos de energia elétrica por sector, para um ano CONSULTORIA EM ENERGIA – GESTÃO DE CARBONO – AUDITORIA ENERGÉTICA – CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA – QUALIDADE DO AR INTERIOR SIMULAÇÃO TERMODINÂMICA – CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL – ARQUITECTURA BIOCLIMÁTICA – TERMOGRAFIA


21

Pela figura anterior verifica-se que a maior parte

do

consumo

equipamentos cozinha

e

está

elétricos

restantes

em

associada utilização,

espaços

Desagregação dos Consumos de Gás Natural (Anual)

aos

(36%).

Equipament o 12%

na Os

AQS 2%

sistemas de climatização representam 42% do consumo, repartidos por aquecimento (15%) e arrefecimento

(27%) ao

longo do

Aqueciment o 86%

ano. A

iluminação interior representa 16% do consumo verificado, seguida da iluminação exterior com 6% do total anual.

Ilustração 11 – Desagregação anual do consumo de gás natural (kWh) 4.2. DESAGREGAÇÃO DE GÁS NATURAL Não existem contadores de gás natural para os diferentes utilizadores nesta instalação. Assim, a desagregação foi estimada tendo em conta as potências instaladas, horários de funcionamento e o modelo de simulação dinâmica construído a fim de desagregar os consumos para um ano de funcionamento.

O

gás

natural consumido na instalação

repartido por três utilizadores finais, como já foi referido, sendo que, dois deles partilham a central térmica (AQS e aquecimento). Sendo assim, os consumos associados às AQS foram estimados

com

disponibilizado

base pela

O gás natural é consumido com três fins

Loures. Considerou-se

distintos:

aquecimento

aquecimento

e

AQS,

através

da

é

o

no

projeto

Câmara como

resultado

de

Municipal consumo

do

modelo

AQS de para de

queima na caldeira da Central Térmica e

simulação dinâmica, embora os resultados do

confeção de refeições nos equipamentos a gás

modelo apresentem um elevado desvio para os

da

a

meses de arrefecimento. Contudo, sendo que

desagregação para uma semana, apresenta-se

nesses meses não existem necessidades de

a desagregação realizada para o período de um

aquecimento, desprezou-se o desvio. Tal como

ano através do modelo de simulação dinâmica.

se pode verificar pelas faturas no mês de

cozinha.

Assim,

não

sendo

possível

Agosto, em que os serviços da Escola EB1JI de São Julião do Tojal deveriam estar encerrados

Tabela 9 – Desagregação anual dos consumos de gás natural. Setor Aquecimento Cozinha

verifica-se um elevado consumo de gás natural que deverá estar associado ao funcionamento da caldeira, ainda que num regime mais baixo.

Anual (kWh)

Não havendo necessidades de AQS para esse

60.091

período, de acordo com o projeto entregue, não

8.722

AQS

1.110

Total

69.923

deveria

estar

a

central

térmica

em

funcionamento. O consumo do mês de Agosto foi repartido pelos diferentes sectores para minimizar o erro porque se desconhece a sua utilização final. Os consumos associados à cozinha foram estimados com base no número de refeições servidas, bem como no perfil de consumo nos meses de aquecimento, em que a caldeira deixa de servir as necessidades de aquecimento e de AQS

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22

Assim, verifica-se que 86% do gás natural

4.3. DESAGREGAÇÃO DOS CONSUMOS

serve os sistemas de aquecimento através da

GLOBAIS

caldeira, 12% é utilizado na cozinha e 2%

Tendo em conta os dados já apresentados para

servirá as AQS quando o sistema solar térmico

cada uma das fontes energéticas foi possível

não satisfaz na totalidade as necessidades da

estimar a desagregação de consumos globais

escola.

da instalação, em energia primária (tep). Os resultados obtidos apresentam-se na tabela e gráficos seguintes.

Tabela 10 – Desagregação dos consumos globais (energia elétrica e gás natural) por sector. Consumo Anual

Consumo Global (tep)

Equipamentos

4,241

Iluminação

1,561

Aquecimento

6,613

Arrefecimento

2,698

Iluminação Exterior

0,639

AQS

0,095

Total

15,848

Desagregação dos Consumos Globais por Sector (tep)

Aquecimento 42%

Iluminação 10%

Arrefecimento 17%

Equipamentos 27%

Iluminação Exterior AQS 4% 0,6%

Ilustração 12 – Desagregação dos consumos globais por setor, em energia primária

Da

tabela

verificar

e

que

gráfico os

anteriores

maiores

é

possível

consumos

estão

4% e as AQS com um consumo inferior a 1% do total anual.

associados à Central Térmica (Aquecimento) com 42% do consumo total, seguida dos Equipamentos com 27%. O arrefecimento é responsável

por

17%

do

consumo

e

a

Iluminação Interior por 10%. Os setores com menor consumo são a Iluminação Exterior com CONSULTORIA EM ENERGIA – GESTÃO DE CARBONO – AUDITORIA ENERGÉTICA – CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA – QUALIDADE DO AR INTERIOR SIMULAÇÃO TERMODINÂMICA – CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL – ARQUITECTURA BIOCLIMÁTICA – TERMOGRAFIA


23

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24

5.

MEDIDAS

DE

RACIONALIZAÇÃO

DE

ENERGIA A

utilização

racional

de

energia

visa

em que TRB corresponde ao Tempo de Retorno

proporcionar o mesmo nível de produção de

Bruto, o termo

bens,

investimento

serviços

e

de

conforto

através

de

corresponde ao

associado

à

medida

e

tecnologias que reduzem os consumos face a

corresponde à economia de energia promovida

soluções

pela nova solução, dada por

convencionais.

Uma

medida

de

utilização racional de energia pode conduzir a

,

reduções substanciais do consumo de energia e das emissões de poluentes associadas à sua

onde

conversão. Em muitas situações a medida de

economizada,

é o preço unitário de compra

da energia e

corresponde aos custos de

melhoria

do

desempenho

energético

pode

também conduzir a uma elevada economia nos custos do ciclo de vida dos equipamentos utilizadores de energia (custo inicial mais custo de

funcionamento

ao

longo

da vida útil).

Embora geralmente sejam mais dispendiosos,

é a quantidade anual de energia

manutenção e de operação anuais necessários para a exploração do investimento adicional. Para o cálculo do preço unitário de compra da energia

teve-se

em

consideração

a

opção

tarifária do edifício, no ano de 2011.

em termos de custo inicial, os equipamentos energia,

Por outro lado, este estudo baseia-se também

conduzindo a custos de funcionamento mais

na utilização de alguns pressupostos que dizem

reduzidos e apresentando outras vantagens

respeito a cada medida, sendo especificados

adicionais.

aquando da sua descrição.

mais

eficientes

consomem

menos

5.2. INTRODUÇÃO

DE

PROTEÇÃO

SOLAR EXTERIOR 5.1. METODOLOGIA

UTILIZADA

E

PRESSUPOSTOS Todas

as

medidas

são

nomeadamente: O investimento inicial na nova solução;

O impacto no consumo promovido pela medida;

térmico

das

soluções

sua

eficiência

estudou-se

energética.

a

Por

viabilidade

essa

razão,

económica

de

colocação de proteções solares exteriores nos

A

desempenho

construtivas de um edifício influi diretamente na apresentadas

comparadas com base em diferentes critérios,

O

redução

anual

na

fatura

envidraçados do edifício tendo em conta o impacte

nos

consumos

energéticos

dos

sistemas de climatização.

de

Para esta medida considerou-se a introduções

eletricidade por via da implementação

de proteções solares exteriores em todos os

da medida;

envidraçados

O período de retorno do investimento

quadrantes Nordeste e Noroeste, num total de

adicional na medida;

159m2,

Para análise do Tempo de Retorno Bruto do investimento,

relativamente

à

solução

convencional, é utilizada a seguinte expressão:

com

orientação

aproximadamente.

diferente

dos

Considerou-se

a

seguinte solução: 

Reabilitação

energética

envidraçados,

com

dos

colocação

vãos de

estores exteriores de lâminas de PVC, ,

equipados

com

todos

os

seus

acessórios.

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25

Tabela 11 – Medida de melhoria: Colocação de proteções solares exteriores.

Colocação de Proteções Exteriores Preço [€/m2]

31,34

Custo estimado da instalação [€]

4.900

Redução no consumo energético anual [kWh]

1.400

Redução anual da fatura energética [€] Período de Retorno Simples [anos]

180 >10 anos

Emissões de CO2, equiv. evitadas [kgCO2]

Dos resultados apresentados, verifica-se que a colocação de proteções nos vãos envidraçados

Rentabilizar ao máximo as condições de iluminação natural

indicados

Utilizar

permite

uma

redução

658

de

a iluminação

elétrica, contudo apresenta um período de

natural e mantendo sempre limpas as

retorno elevado, superior a 10 anos, embora

zonas de entrada de luz. Observou-se

permita

em

economia

aproximadamente

anual

1.400kWh.Contudo,

de

alguns

locais

potencial

tendo

da

como

forma

uma

complementar

elétrica

aproximadamente 3% no consumo de energia

que

iluminação

existe

um

aproveitamento

da

no

iluminação natural. No entanto, dada a

interior dos diferentes espaços, no Estudo de

orientação dos vãos envidraçados, e a

Conforto Térmico disponibilizado pela Câmara

existência

Municipal de Loures, será a única medida com

manual

impacto significativo no conforto térmico das

laminados

salas de aula, sem que se recorra ao sistema de

inexistente

climatização. Não foi considerada a ventilação

aproveitamento de iluminação natural,

natural dos espaços uma vez que as soluções

não é potenciado;

em

conta

as

temperaturas

verificadas

apenas das no

de

um

cortinas

controlo interiores

interior

e

uma

ventilação

o

preconizadas aquando da construção da escola foram desativadas, pelo que se entendeu o 

estudo de medidas com recurso a ventilação natural com reduzido interesse.

Proceder a uma manutenção periódica às luminárias.

O envelhecimento das lâmpadas, bem como o pó que se deposita nas lâmpadas e luminárias levam a que o fluxo emitido seja inferior aquele 5.3. OTIMIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO Relativamente

pode

Tabela

12

em

que

se

apresenta um fator típico de depreciação da iluminância, em função do tipo de ambiente e

atualmente, 14% do consumo energético do

do planeamento da manutenção para a limpeza

edifício.

e

A

exterior, conceção

de

na

iluminação

e

sistemas

observar

representam,

interior

aos

que chega à superfície a iluminar, como se

estes das

instalações

de

iluminação na ótica da Utilização Racional de

verificação

do

estado

das

luminárias

e

lâmpadas.

Energia pressupõe a verificação de alguns parâmetros essenciais para a redução dos consumos

energéticos,

mantendo

ou

melhorando as condições globais de iluminação dos espaços considerados. Assim, deve ter-se em linha de conta os seguintes aspetos: CONSULTORIA EM ENERGIA – GESTÃO DE CARBONO – AUDITORIA ENERGÉTICA – CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA – QUALIDADE DO AR INTERIOR SIMULAÇÃO TERMODINÂMICA – CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL – ARQUITECTURA BIOCLIMÁTICA – TERMOGRAFIA


26

através

Tabela 12 – Fator de depreciação em função do período de manutenção.

Limpo

0,95

0,91

0,88

Normal

0,91

0,85

0,80

Sujo

0,80

0,66

0,57

5.3.1.

torne

importante

uma

demasiado

ação

de

baixa,

é

verificação

e

uma limpeza a estas de modo a remover poeiras e sujidades que afetam o rendimento do conjunto luminária e lâmpada e a detetar outro tipo de anomalias que possa reduzir a eficiência do sistemas de iluminação. Optar

corretamente

pelo

tipo

de

SUBSTITUIÇÃO

DAS

FLUORESCENTES

TUBULARES

LÂMPADAS TLD

iluminação

constituídos

por

lâmpadas

fluorescentes tubulares do tipo TLD3. Neste caso, para a substituição destes sistemas de iluminação,

constituídos

por

lâmpadas

fluorescentes tubulares TLD, foi estudada a sua substituição por lâmpadas equivalentes, mas energeticamente mais eficientes (por exemplo, lâmpadas TLD Eco), de modo a reduzir o consumo energético, associado a este tipo de sistemas de iluminação, mas mantendo um adequado nível médio de iluminância.

iluminação mais adequada para os

Para as lâmpadas TLD de 36W e 58W, apesar

diferentes espaços, tendo também em

do elevado número de horas de funcionamento

atenção as necessidades de restituição de

destes sistemas de iluminação, recomenda-se

cor das tarefas a executar, privilegiando a

aos responsáveis do edifício que procedam à

iluminação

sua gradual substituição por lâmpadas TLD Eco

direta

em

detrimento

da

iluminação indireta; 

que

taxa de ocupação elevada recorre-se a sistemas

manutenção periódica às luminárias, realizando

energia

Em alguns dos espaços que apresentam uma

Assim, para evitar que em pouco tempo a se

de

36W E TLD 58W

de

iluminância

economias

proporcionam.

Período de Manutenção 2500h 5000h 7500h

Ambiente

das

Utilizar

sempre

ou Energy Saver, ou outras equivalentes. equipamentos

de

rendimento elevado, não só no que se

Ao equacionar a substituição deste tipo de

refere ao tipo de lâmpadas como também

lâmpadas tem de ter-se em consideração a

das armaduras e seus acessórios;

potência equivalente da lâmpada a substituir, e

sendo que o nível médio de iluminância nos

comando automático nas instalações

espaços, em que os sistemas de iluminação

de iluminação. A nível da iluminação

equipados com lâmpadas TLD de 36W e 58W,

exterior verificou-se que estão instalados

mantêm-se inalterado. Na tabela seguinte são

sensores crepusculares que comandam os

apresentadas as respetivas equivalências.

Utilizar

sistemas

de

controlo

circuitos destes sistemas de iluminação. A

Tabela 13 – Equivalência entre lâmpadas TLD.

nível da iluminação interior, nos espaços de utilização mais esporádica, como os vestiários também

e são

instalações utilizados

sanitárias, sistemas

de

comando automático, como sensores de luminosidade. Convém referir que, na maioria das situações verificadas, o acréscimo de investimento inicial devido à utilização dos equipamentos atrás descritos é recuperado, em tempo aceitável,

TLD [W]

TLD Eco [W]

58

51

36

32

Assim, tendo em consideração as especificações técnicas e os preços presentes nos catálogos consultados, na Tabela 14 apresentam-se os 3

Podem-se designar também por T8, pois a designação varia consoante o fabricante.

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27

principais

resultados,

obtidos

da

simulação

estudo (considerou-se um custo médio da

energética e da análise económica efetuada,

energia

elétrica

de

0,0763€/kWh

resultantes da implementação da medida em

funcionamento médio de 6h/dia).

e

um

Tabela 14 – Medida de melhoria: Substituição de lâmpadas TLD por TLD Eco ou equivalentes. Substituição das lâmpadas TLD por TLD Eco Potência total T8 com balastro eletromagnético [W]

4.727

Potência total T8-Eficientes com balastro eletromagnético [W]

4.242

Redução da potência total instalada em sistemas de iluminação interior [kW]

0,485

Redução no consumo energético anual [kWh]

854

Redução no consumo energético anual [kgep]

184

Redução anual da fatura energética [€]

95

Custo de substituição das lâmpadas [€]

289

Período de Retorno Simples [anos] Emissões de CO2,equiv. Evitadas [kgCO2]

3 401

Dos resultados apresentados, verifica-se que a

Refrigerant Flow (VRF), com um sistema a três

substituição

fluorescentes

tubos. Um sistema com estas características

tubulares por lâmpadas equivalentes mas de

das

lâmpadas

permitiria um aumento na eficiência de 20%,

desempenho

de

em relação aos sistemas instalados no edifício

permitirem uma redução de aproximadamente

mais antigo e de 12%, aproximadamente no

1% no consumo global anual, apresenta um

edifício da Ampliação.

energético

superior,

além

período de retorno de 3 anos, permitindo uma economia anual de aproximadamente 95€. Ao equacionar

a

substituição

deste

tipo

de

lâmpadas tem de considerar-se a potência equivalente da lâmpada a substituir, sendo que os níveis médios de iluminância mantêm-se inalterados. Se

se

proceder

à substituição

lâmpadas instaladas no final do seu ciclo de pelas lâmpadas TLD Eco, o período de retorno

Contudo, dada a dimensão da escola e o seu perfil de consumo, os benefícios obtidos não suportam

o

investimento

necessário.

Foi

considerada a aquisição de dois equipamentos VRF, a três tubos, com potências térmicas totais de 60kW, aproximadamente, e com EER de 3,48 e COP de 3.97 e incluiu-se também a aquisição de unidades interiores, tendo sido obtido o valor de investimento de 42.000€

será imediato.

(preço de referência do mercado). Tendo em conta que a redução de consumos estimada não ultrapassa os 3.000kWh/ano, para as condições 5.4. SUBSTITUIÇÃO DOS SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO

DE

EXPANSÃO

DIRETA

relativamente

coeficientes baixos,

associada seria de 150€/ano, o que torna o investimento, do ponto de vista da reabilitação

Os sistemas de expansão direta instalados apresentam

verificadas na semana de auditoria, a economia

se

de

energética, inviável.

performance

comparados

com

outros sistemas de climatização disponíveis no mercado.

5.5. CONTROLO E GESTÃO DOS EQUIPAMENTOS

Estudou-se a possibilidade de substituir as

Tal como já foi indicado, verificou-se através

unidades de expansão direta existentes por dois

das faturas de gás natural que, apesar de o

sistemas

mês de Agosto constituir um mês de pausa nas

centralizados

do

tipo

Variable

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atividades escolares, o consumo verificado na

este mês para averiguar se é possível evitar

escola corresponde a 7% do consumo anual de

este

gás natural, num total de 2.287kWh, com um

medida permitiria reduzir 3% do consumo total,

custo associado de 163€.

em energia primária, para um período de

consumo

energético.

A

adoção

desta

retorno imediato, uma vez que não terá custos Recomenda-se aos responsáveis pela gestão do funcionamento da Escola EB1JI de São Julião do Tojal que verifiquem as reais necessidades de

associados, caso se verifique que este consumo está associado ao funcionamento da caldeira para apoio às AQS.

AQS ou consumo de gás na cozinha que possam justificar os consumos verificados para

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30

6.

No que diz respeito à restante envolvente,

CONSIDERAÇÕES FINAIS

verifica-se como ponto negativo a elevada área

A Escola EB1JI de São Julião do Tojal foi alvo de

de envidraçados sem proteções exteriores. A

intervenções

solução de proteção solar assenta em cortinas

recentes

para

ampliação

e

reabilitação das infraestruturas e equipamentos

interiores

existentes.

regulação e não evitam os ganhos solares

Dessa intervenção são notórios os esforços na reabilitação das coberturas dos edifícios, que têm já isolamento exterior, substituição de iluminação menos eficiente por soluções que recorrem a lâmpadas TL-5 e com recurso, em locais

com

menor

sensores/reguladores permitindo,

assim,

utilização de

diminuir

de

luminosidade os

consumos

associados a iluminação. Aliás, a média de consumos para instalações semelhantes é de 25-30% de energia elétrica para iluminação interior e, neste caso, essa percentagem não ultrapassa os 20%. Estudou-se ainda a possibilidade substituir o sistema de climatização existente por outro de maior eficiência energética, nomeadamente um sistema de Variable Refrigerant Flow (VRF) a 3 tubos. Contudo, o custo de aquisição e de instalação de dois sistemas assentes nesta tecnologia torna a medida economicamente inviável.

que,

não

permitem

uma

boa

através do vidro para o interior das salas. Aquando

das

obras

colocadas

proteções

consistiam

em

de

ampliação

solares

painéis

foram

móveis

deslizantes

e

que que

permitiriam o correto sombreamento dos vãos, contudo, essa estrutura foi retirada por se encontrar danificada e não foi instalada solução alternativa. Num edifício cujos equipamentos consumidores

de

energia

instalados

apresentam, na sua generalidade, uma boa eficiência

energética,

os

benefícios

destas

soluções são contrabalançados com o deficiente controlo dos ganhos solares. Importa gestão

ainda dos

ressalvar

períodos

de

que

uma

correta

funcionamento

da

Central Térmica podem resultar em importantes economias

que

não

estando

diretamente

relacionadas com um aumento da eficiência da instalação, contribuem de forma relevante para a

melhoria

do

desempenho

energético

da

instalação.

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7.

BIBLIOGRAFIA 

Decreto-Lei n.º 78/2006 de 4 de Abril – Sistema Nacional de Certificação Energética e de Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE).

Decreto-Lei n.º 79/2006 de 4 de Abril – Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização em Edifícios (RSECE).

Decreto-Lei n.º 80/2006 de 4 de Abril – Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifício (RCCTE).

Despacho n.º 11020/2009 de 30 de Abril – Método de Cálculo Simplificado para a Certificação Energética de Edifícios Existentes.

ITE 50 - “ Coeficientes de Transmissão Térmica Elementos da Envolvente dos Edifícios”, publicação do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

ITE 54 - “Coeficientes de Transmissão Térmica de Elementos Opacos da Envolvente dos Edifícios”, publicação do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

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Concelho de Loures - Escola EB1JI de São Julião do Tojal - Auditoria Energética - Relatório  
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