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A LUZ DA NOSSA IDENTIDADE


A LUZ DA NOSSA IDENTIDADE 29 de Novembro de 2013 - 10 de Janeiro de 2014 Palácio da Independência - Lisboa Sociedade Histórica da Independência de Portugal


Exposição “A Luz da Nossa Identidade” promovida pela SHIP, (Sociedade Histórica da Independência de Portugal) através do seu projecto 1 do 12 ao Vivo para as Comemorações do 1º de Dezembro de 2013, Lourenço de Almada (coordenador da Comissão do 1.º de Dezembro de 1640) Concepção: Francisca Couceiro da Costa Coordenação: Francisca Couceiro da Costa Manuel Pessôa-Lopes Colaboração especial: João Vilhena Catálogo Fotografia: Manuel Pessôa-Lopes Desenho: Frederico Soares da Cunha Arranjo: Lourenço de Almada


Introdução

Esta exposição surge da ideia de que num tempo em que vários valores parecem estar a perder o sentido que lhes conhecemos, e por nos serem caros, seria importante reflectir sobre o que para nós é o valor da nossa identidade, e no caso, a Nossa Identidade Nacional. Como os meios eram escassos procurámos minimizar os custos pedindo a cada artista que participasse com um pano/ tela, e para que houvesse homogeneidade atribuímos igualmente um critério para as suas dimensões. Os convites foram feitos, e a ideia, mais do que o esperado, foi muito bem acolhida. Artistas houve que sugeriram outros artistas, e assim se criou uma dinâmica com um belo e salutar espírito. O resultado é esta exposição em que 40 artistas* participam, percorrendo com as suas obras diversos espaços do Palácio Almada, reforçando assim a sua natural vocação como Palácio da Independência e sede da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, e por outro, e não menos interessante, dando foco á sua longa e rica história. Neste Palácio, situado no certo mais profundamente inter-cultural de Lisboa, surge então esta exposição, onde entre tempos e culturas, em diálogo com as obras que reflectem cada uma por si algo tão profundo como é a Identidade, surge magia. A Magia, ou a Luz da Nossa Identidade.

Francisca Couceiro da Costa Janeiro, 2014

* Curiosa, e não premeditadamente, são 40, como 40 foram os cunjurados que no 1º de Dezembro de 1640 se bateram pela Nossa Independência.


A Presença do Arcanjo de Portugal n´a Luz da Nossa Identidade Todos aqueles que trabalham bem contribuem para a sobrevivência e melhoria de Portugueses e da Humanidade, sobretudo quando desenvolvem valores e virtudes, como o esforço, a perseverança, a justiça, a beleza, a fraternidade e a solidariedade e são portanto cooperadores da emergência do Divino na terra, em muitos casos mesmo inspirados ou apoiados pelos Anjos e Arcanjos. Na verdade o Arcanjo de Portugal permeia os Portugueses, tanto os envolvendo pelo alto como deles recebendo energias, e assim expande-se e alegra-se quando a energia psíquica que brota deles é luminosa, criativa, benfazeja e se dirige à Divindade, pois antes de mais o Arcanjo é um mensageiro e intermediário, a cabeça e coração da nação, ligando-nos com os níveis mais elevados espirituais e Divinos. Ora os artistas são dos seres que mais exercem as suas prorrogativas divinas quando criam arte e a expõem, e em especial, em unidade ou grupo, sob a égide da Identidade Portuguesa, sendo esta tanto a sua nação, história e arte, como a grande Alma Portuguesa e o Arcanjo… Sentir nos quadros pintados, ou nas obras realizadas, facetas do Anjo, criar e comungar com ele é sem dúvida um duplo desafio que ele hoje nos lança: conhecer melhor como e agir em sintonia com ele. Ora o Anjo-Custódio ou Arcanjo de Portugal é um ser subtil e misterioso, tendo pouquíssima gente tido dele um conhecimento claro ou preciso pelo que para muitos ele é apenas uma entidade mítica, por vezes confundido com o Arcanjo Mikael, vulgo S. Miguel. No entanto a designação que lhe foi atribuída, pelo seu principal cultor, o rei D. Manuel I, no começo do séc. XVI, foi a do Anjo Custódio de Portugal, para ele sendo consignada anualmente um festa e missas solenes, com a liturgia respectiva, no dia 25 de Julho. O Anjo Custódio entrou então, desde que o Papa humanista Leão X, um Medici e protector de Erasmo, aprovou tal intenção, por bula, em 1504, no oficiar e rezar dos Portugueses e na Arte Manuelina embora já antes pudesse ter estado representado artisticamente, nomeadamente nos painéis de Nuno Gonçalves. Com efeito, a figura misteriosa central pode representar o Anjo Custódio de Portugal incarnado e humanizado ou ainda, o que me parece mais didáctico, um ser humano, um português, sobre quem pousou ou incarnou mais a presença angélica, arcangélica e logo divina, e neste caso em Portugal, estando representado rodeado por 52 personagens, todas elas muito individualizadas e reais, talvez nisso nos dando a entender que o caminho para o Anjo ou o Arcanjo é o do autoconhecimento e autodeterminação luminosa e em prol de Portugal, o que quer dizer a colectividade, o Todo, o Cosmos, a Unidade Divina… E assim passamos de um ser hipotético, ou mesmo de uma mera entidade mítica, para um ser real e uma actualidade, pois o ungimento angélico e espiritual pode acontecer a qualquer um de nós que saiba merecê-lo pela sua vida, certamente numa batalha, luta, esforço… Se considerarmos que foi só depois de tal consagração por D. Manuel I, do culto do Arcanjo ou Anjo Custódio que surgiram manifestações artísticas dele não faltariam de facto testemunhas disso em esculturas Anjos e Arcanjos de Portugal que ornam capelas, oratórios e igrejas, desde Bucelas a Tomar, de Braga a Évora, havendo ainda considerar de relevante na sua seidade e existência que muitas das


orações oferecidas a Deus ou irradiações psíquicas luminosas passam certamente por este ser e entidade que representa, inspira e defende os Portugueses e Portugal. Assim o Arcanjo de Portugal como mensageiro da Divindade em Portugal está presente e activo invisivelmente nas funções e momentos mais importantes ou difíceis da nação, quer inspirando momentaneamente os reis e heróis, os religiosos e artistas, quer abençoando constantemente, a partir das estátuas e imagens que lhe foram consagradas, os fiéis e o povo que o visitavam, admiravam, relembravam e cultivavam. A feliz e apropriada celebração, com bastante sucesso, de «A Luz da Nossa Identidade» no ano da graça de 2013, no Palácio da Independência, em Lisboa, por vários artistas e intelectuais, por iniciativa da Comissão do 1.º de Dezembro de 1640 da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, através do seu projecto 1 do 12 ao Vivo e colaboração de Francisca Couceiro da Costa, leva-nos a concluir que de novo a Presença do Arcanjo de Portugal está a ser dinamizada tanto mais que a bandeira invocadora do acontecimento o contém ou reproduz, a partir da bela escultura quinhentista existente na charola do convento da Ordem de Cristo em Tomar, e que alguns dos conferencistas ou artistas o sentiram, invocaram ou expressaram. Ora quem percorre a exposição dos quarenta artistas, em todos nota uma tentativa de captação, no imenso Oceano da História Portuguesa, de momentos, pessoas ou símbolos mais significativos de tal devir e nos quais o Arcanjo de Portugal esteve e está presente e assim contemplarmos estas criações de arte moderna é intensificarmos os canais verticais que nos ligam aos planos arquétipos, imaginais e subtis onde os Anjos e Arcanjos vivem, e donde nos inspiram ou abençoam sobretudo quando a eles nos abrimos numa demanda abnegada, criativa, artística, psíquica, religiosa, espiritual. Percorrer a exposição num local tão impregnado da carga da Identidade Portuguesa, num dos seus momentos mais difíceis como é o dos nosso dias, estimula-nos a sabermos resistir melhor à pressão dissolvente da identidade que é promovida discretamente… E que quarenta artistas tenham reagido, não se deixando consumir mas antes afirmando-se como criadores de valores e beleza, de questionamento e de despertar, é sinal que nesta comunidade artística e espiritual de Portugal poderemos ganhar forças para nos ligarmos mais ao ser de Portugal e à Divindade, qualquer que seja o sentido e a face que mais sintamos dela. Possam então deste acontecimento criativo da Identidade Portuguesa, agora em obras, em catálogo virtual e no futuro talvez palpável, fluir muitas e poderosas bênçãos e ligações estimulantes e plenificantes para todos nós e para Portugal… Pedro Teixeira da Mota


Isabel Cristina. Os Lenços de namorados, típicos das tradições e rituais de enamoramento e do vestuário do Minho são, provavelmente, uma adaptação popular dos Lenços de pedidos dos séculos XVII e XVIII. O lenço, bordado pela rapariga com desenhos e versos de amor, é entregue ao rapaz quando ele se ausenta ou como ritual de conquista. O namorado, ou conversado, ao receber o lenço usa-o em público para mostrar que deu início a uma relação amorosa. Utilizando a ingenuidade da linguagem amorosa e o imaginário simbólico elementar, popularizado pelos Lenços de namorados, pretende-se representar alguns dos aspectos que são expressão de um certo carácter nacional – o amor e a saudade, e os “estados de alma” que nestes têm origem e que para estes confluem. A emoção exacerbada, caracterizadora de uma certa forma de “ser e de estar” portuguesa – O meu coracao / so a ti adora / So por ti suspira / so por ti chora –, é manifestada com uma intensidade deveras dramática quando um português se afasta do país – Tua osencia me maltrata / Só tua vista me allenta – deixando-se maravilhar – Só tu és o meu encanto / A minha doce alegria. É nesta procura de uma “alma portuguesa” que surge o painel bordado Meu pequenino Portugal, grande é o teu coração. Isabel Cristina. Isabel Cristina Seabra Pereira Lima, nascida em Lisboa em 1956, licenciada em Artes Plásticas – Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa em 1979 e Mestre em Desenho pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa em 2013. Professora de Desenho do Ensino Secundário desde 1979. Exposições individuais: • 1992, Casa do Adro – Museu Municipal, Loures • 2002, À procura de uma história, textos de Rosário Anselmo, Quinta de São José, Sacavém • 2003, À procura de uma história, textos de Rosário Anselmo, Casa dos Açores, Lisboa • 2013, Jogo de Cucarne, Faculdade de Belas Artes, Lisboa Exposições coletivas: • 1974 Joalharia, Galeria Gordillo, Lisboa • 1978 Gravura, Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, Lisboa • 1979 Artes Plásticas, exposição integrada nas Festas de Nossa Senhora do Castelo, Câmara Municipal de Coruche, Coruche • 1984 Duas Artistas, Galeria Codilivro, Lisboa • 1984 I Congresso Nacional de Sexologia na Reitoria da Universidade de Lisboa • 1985 II Exposição de Artes Plásticas das Comemorações do 99º Aniversário do Município de Loures • 1986 III Exposição de Artes Plásticas das Comemorações do 100º Aniversário do Município de Loures • 1990 Exposição de Artes Plásticas das Comemorações do 104º Aniversário do Município de Loures • 1991 Exposição de Artes Plásticas, Hospital Júlio de Matos, Lisboa • 1998 Serigrafia, Galeria Quadrologia, Sto António dos Cavaleiros • 2002 Fotografia, Cenfores, Sto António dos Cavaleiros • 2011 Obra Aberta, Desenho, Av. Casal Ribeiro nº46, 3º, Lisboa • 2012 Três artistas, Desenho, Galeria Invent’Arte, Odivelas • 2013 Biblioteca D. Dinis em Odivelas


“Meu pequenino Portugal, grande é o teu coração”, 2013 Bordado a ponto pé de flor, ponto cheio, ponto cadeia, ponto de casear e nozinhos. Pano Luneta bege, linha DMC de várias cores em algodão Perlé nº5 e Mouliné Spécial nº25, 220 x 150 cm.


Natércia Caneira Natércia Caneira, em 2001, completou o curso Avançado de Artes plásticas no Ar.Co, em Lisboa. Após vários cursos temáticos centrados na Arte Conceptual, Minimalismo e Land Art, participou no curso “Desenho da Paisagem Urbana” na Escola do Museu de Belas Artes em Boston (SMFA), e concluiu em 2004 o curso “Monumentos enquanto Símbolos Culturais e Emblemas de Poder” na Universidade de Harvard também em Boston, EUA. Desde 1999 que participa em exposições colectivas, das quais se destacam: O Prémio Celpa, Museu Arpad Szenes / Vieira da Silva, em Lisboa The Line Show na Galeria Genovese / Sullivan, Boston ambos em 2004. Sines Local, Verão de Arte Contemporânea, Centro Cultural Emerico Nunes, em 2007. Em 2008 participou na exposição Alternativa 1, Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. Já em 2013, esteve na exposição Open House decorrente da Residência Pedra Sina no Funchal, Madeira. Das exposições individuais evidenciam-se a sua primeira instalação site-specifc nos Estados Unidos, intitulada: Limits of Softness, que decorreu em 2004 na Genovese/Sullivan Gallery, em Boston Fibra de Luz, em 2006 no Museu Nacional do Traje em Lisboa. No Limits em 2007 no Centro Cultural de Odivelas. Détais Du Maroc, no Instituto Camões - Centro Cultural Português em Rabat, Marrocos Em 2009 Skyline Connect, na Fundação D. Luís I - Centro Cultural de Cascais.


“A Portuguesa” Pastel de Óleo, Goma Laca e Folha de Ouro sobre tela de linho. 220 x 170 cm


Graça Cabral Moncada Oratório é onde guardo a luz da nossa identidade, a minha identidade à luz da minha Nacionalidade. Sou Portuguesa, faço parte de um povo que transporta uma cultura greco/romana, católica, apostólica. A nossa História está feita a partir do desejo de alcançar coisas grandes, realizar grandes feitos. Sabendo que Deus nos acompanha sempre e que nos reserva grandes proezas, sempre aguardámos o sinal, para confiantes superarmo-nos com valentia e inteligência. Assim surgimos como povo português e este é o sangue que nos corre nas veias e a fibra de que somos feitos. Nos momentos decisivos, elevamos o olhar ao céu e benzemo-nos para que Deus esteja connosco. Assim, para que Deus esteja comigo, represento este oratório com as figuras religiosas a que mais recorro. No centro está Jesus Cristo cruxificado, Deus feito homem que morrendo na cruz para depois ressuscitar, nós dá significado à vida, indicando-nos o caminho do amor que a Ele nos conduz. Faz-se acompanhar por anjos celestiais e pela pomba do Espírito-Santo que desce à terra para nos abençoar. A seu lado, está representada sua mãe nas duas Rainhas de Portugal - Nossa Senhora da Conceição, Mãe de todos nós, defende o mundo esmagando o demónio a seus pés, foi coroada por D João IV, Rainha de Portugal após o 1º do Dezembro. Nossa Senhora de Fátima com o terço em suas mãos, pede-nos que não deixemos de rezar. Debaixo de Nossa Senhora e nas portas representei homens Santos, que deixaram uma vida confortável e com posses, para se dedicarem a Deus, à Igreja e aos que mais necessitavam. A acompanhar Nossa Senhora da Conceição temos humilde e generoso, São Francisco de Assis, e São Francisco Xavier que foi pelo mundo espalhar a palavra de Deus. Junto a ele, sobre a cómoda, está uma caixa de fósforos Quinas, marca nortenha de alusão nacional, onde figura o nosso escudo português. A caixa está desenhada em perspectiva de modo a que o espectador ao observá-la, a veja sempre voltada em sua direcção. A acompanhar Nossa Senhora de Fátima temos São Tomás de Aquino e Santo António, Doutores da Igreja. Temos ainda, sobre a cómoda velas coloridas, prontas a acender. A sequência de cor: laranja- Terra; azul -Manto Celeste de Nossa Senhora que gera Jesus; encarnado- Cinco Chagas de Cristo; roxo- Ressurreição; amarelo- Luz e verde- a Esperança sugere-nos um percurso que nos dá esperança à vida. Sendo estas de produção IKEA, datam esta tela nos tempos de hoje. Junto a Santo António, não poderia deixar de colocar um manjerico muito cheiroso, castiço e Lisboeta, com uma quadra onde assino as minhas preces: Ao meu querido Santo António / Peço Saúde, Pão e Vinho. / E a Deus Nosso Senhor / Que me indique o caminho Graça Cabral Moncada, nasceu em Lisboa a 1967. Vive e trabalha em Lisboa. Licenciatura em Belas Artes – Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Expõe desde 1990. Lecciona Artes desde 1995 no Ensino Oficial e Particular. Realizou Ateliers para crianças e adultos na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves e no Palácio Nacional da Ajuda. Está representada em várias colecções privadas. Exposições (selecção) 2008 Fábrica 32, São Miguel, Açores 2003 Subtilezas – Pintura no Feminino, Galeria 9arte – Galateia, Lisboa 2000 Debaixo da Linha de Terra, Galeria de Exposições da Ordem dos Arquitectos, Lisboa 1999 Estado de Graça, Átrio do Ministério da Finanças, Lisboa 1997 Projecto Azul, Galeria por Amor à Arte, Porto 1996 Pinturas de Graça Moncada, Livraria A+A, Lisboa 1994 Os Finalistas (ESBAL), SNBA, Lisboa 1990 ESBAP, Porto


“Oratório”, 2013. Acrílico sobre tela. 220x150


Ana Pérez-Quiroga «Existe uma universalidade utópica que nos foi mostrada pelo Modernismo que a realidade mais contemporânea se encarrega a todo o momento de desmentir. Existe nas nossas cabeças uma imagem de uma fila de bandeiras a abanar ao vento, todos os países, na mesma direcção, e isso diz-nos que estamos todos juntos. Existem hotéis com bandeiras de vários países hasteadas à porta e isso informa-nos de que ali se falam várias línguas. Numa embaixada a bandeira diz-nos que ali o território é outro, num hotel as bandeiras abrem-nos os braços porque todos somos bem-vindos ou benvindos, uma vez que segundo o Acordo Ortográfico, o advérbio “bem” pode ou não aglutinar-se ao segundo elemento, quando o segundo elemento da palavra composta começa por consoante. Para o lobby do Hotel Tivoli, Ana Pérez-Quiroga criou uma instalação composta por 36 bandeiras coloridas que pendem do mezzanine, onde de forma intuitiva associa cores, sem hierarquias pré-definidas, usando como referência o trabalho de Josef Albers nos primórdios do Modernismo e da Bauhaus. Um novo acordo onde a nossa percepção é desafiada para além do gosto e da convenção. As cores como elas são, diferentes, iguais. Tal como uma bandeira marca um território, as 36 bandeiras agora mostradas são a garantia de que cada vez mais os territórios se contaminam, como num lobby de hotel, onde se cruzam pessoas com as mais diversas origens. Todas diferentes, todas iguais.» - Nuno Alexandre Ferreira, 2012 Nasceu em 1960, em Coimbra, Portugal. Vive e trabalha entre Lisboa e Xangai. Licenciada em Escultura pela FBAUL, fez o Curso Avançado de Artes Plásticas, do Ar.Co, Mestrado em Artes Visuais Intermédia, na Universidade de Évora e frequenta o 3º ano do Curso de Doutoramento em Artes da Universidade de Coimbra. Bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Trabalha essencialmente com instalação e fotografia, abordando temáticas em torno da crítica institucional e da História da Arte, remetendo para um universo pessoal e intimista. Concentra-se sobre os objectos encontrados, na forma das coisas, em imagens de sempre, analisa o corpo, as suas remissões e intersecções, estuda as tradições e as transmutações, trabalha as metamorfoses do tempo esculpidas, tecidas, montadas e instaladas em memórias pessoais, poeticamente transmitidas no silencioso espaço da contemplação. Expõe regularmente desde 1999, destacando-se as participações institucionais: Culturgest, Lisboa, Portugal – “Disseminações” (2001) Centro de Arte de Salamanca, Espanha – “Comer o no Comer” (2002) Falconer Gallery, Grinnell, Iowa, USA – “Where Are You From?” Contemporary Art from Portugal (2008) MoCA (Museum of Contemporary Art), Shanghai – “Made in Shanghai” (2008) Museu do Chiado/MNAC – “Arte Portuguesa do séc. XX 1960-2010” (2012) Palácio dos Duques, Guimarães – “Assalto ao Castelo em 3 Atos”. Das principais exposições individuais destacam-se: Museu do Chiado/MNAC – “Breviário do Quotidiano #2” (1999) Museu Nacional de Arte Antiga – “Natureza-morta” (2004) Museu Nogueira da Silva, Braga – “From:, To:, Via:” (2012) Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira – “Obra sem senão” (2012). Está representada nas colecções do Museu do Chiado /MNAC), da Caixa Geral de Depósitos, da Câmara Municipal de Lisboa e do Museu do Neo-Realismo.


“Garantia de Eternidade” , # 1, 2 e 3 da instalação Garantia de Eternidade, 2012 3 bandeiras em seda natural de cores variadas, galão de algodão, cordão de seda de cores


Vítor Pomar Vítor Pomar nasceu em 1949, em Lisboa. Vive e trabalha em Assentiz, Rio Maior. Exposições individuais: 2012 “Karma Mudra”, Galeria de Arte do Teatro Municipal da Guarda “Os Atributos do Ar”, Galeria Bloco 103, Lisboa “Uma Pátria Assim...”, Pintura, EDP, Museu da Electricidade, Lisboa 2011”Nada para fazer nem sítio aonde ir”, CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 2008 Só Acredito em Milagres, Centro Cultural de Cascais. 2007 Ilha do Tesouro 1977-2007, Galeria Antiks Design, Lisboa. Curadoria de M. Céu Baptista. 2006 Nada de Especial, Casa da Cultura de Rio Maior, Rio Maior. Tirar Daí o Sentido, Galeria A H, Viseu. Deitar as mãos à cabeça, pintura, Galeria das Antas, Porto 2005 Álbum de Família – I love my photos 3, Galeria Municipal TREM, Faro Micropráticas, LISBOAPHOTO, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa. 2004 I love my photos, primeira parte 1990-1994, Índia, Sikkim, Butão, Nepal, Galeria Neupergama. New York City Blues – Fotografia 1982, Lagar de Azeite, Oeiras. Vítor Pomar, Fidelidade-Mundial Chiado 8 Arte Contemporânea, Lisboa. 2003 Vítor Pomar – O Meu Campo de Batalha, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto. 1965-200: Vítor Pomar 1965-2002, António Henriques – Galeria de Arte Contemporânea, Viseu. 2000 Vive la France, Vítor Pomar, Cooperativa Árvore, Porto. Slow Motion: Vítor Pomar, Art Attack + Estgad, Caldas da Rainha. 1999 Vítor Pomar: Foro Íntimo, Câmara Municipal de Loulé 1998 Vítor Pomar. Fotografia 1970/1974, CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa Últimas exposições colectivas: 2012 Entre Espaços, 22 artistas da colecção do CAM, F. C. Gulbenkian Presenças, Obras da Colecção de Arte da Fundação EDP no Museu Municipal Amadeu de Souza-Cardoso em Amarante 2009 Serralves 2009, a Colecção, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto. 2007 Transfert. Obras do CAMJAP em Itinerância, CAM –Fundação Calouste Gulbenkian, Palácio da Galeria/Museu Municipal de Tavira 2006 Residências, Museu do Caramulo 2005 BESphoto, Centro Cultural de Belém, Lisboa. 2002 Arte Contemporânea: Colecção Caixa Geral de Depósitos – Novas Aquisições, Culturgest, Lisboa Zoom 1986-2002: Colecção de Arte Contemporânea Portuguesa da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Uma Selecção, Fundação de Serralves, Porto EDP.Arte: Prémio Desenho, Prémio Pintura, Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa Caravelas, Art et Littérature du Portugal Aujourd’hui, Centre d’Art et d’Échanges Culturels de Pignans, Pignans (França) Na Paisagem: Colecção da Fundação de Serralves, Museu Almeida Moreira, Viseu 2001 Autoportraits, œuvres sur papier de la collection du Centre d’Art Moderne José de Azeredo Perdigão de la Fondation Calouste Gulbenkian, Centre Culturel Calouste Gulbenkian, Paris 2002 Prémio de Pintura EDP.Arte


S/ tĂ­tulo., 1984 AcrĂ­lico sobre tela, 145 x 100 cm, tecido 220x150 cm


Inês de Barros Baptista

Atendendo aos dados históricos sobre o nascimento de Portugal, e mesmo que sobre esta matéria existam divergências e sejam apontadas datas diferentes, foi escolhida a data de 15 de Março de 1143, às 12h00, em Guimarães para traçar o mapa de Portugal. Com o Sol em Peixes e o Ascendente em Caranguejo, dois signos de água, facilmente se percebe que sejamos um povo emotivo, sensível (Peixes), maternal e hospitaleiro (Caranguejo). A Lua está em Sagitário, Vénus e Júpiter estão em Aquário, Marte está em Leão. Mercúrio, Kyron e Saturno estão em Carneiro. Plutão está em Touro, Úrano e Neptuno estão em Escorpião. Inês de Barros Baptista nasceu em Lisboa, em Setembro de 1966, e é mãe de quatro filhos. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Trabalhou como jornalista durante vários anos, foi directora da revista PAIS&Filhos e colaboradora da revista Pública. Tem onze livros publicados, entre os quais “Morrer é só não ser visto” e “Mães como nós”. Embora sem formação artística específica, a arte sempre fez parte do seu percurso de vida e da sua expressão criativa.


“Mapa AstrolĂłgico de Portugalâ€?, 2013 Bordado e colagens. Materiais: pano-cru, serapilheira, seda, renda, feltro, linha, papel reciclado, arame, missangas, barro branco. 160 x 220 cm


Luís Camacho «A pintura de Luís Camacho mergulha no âmago do comunicabilidade total, absoluta, faustosa e selvagem, que envolve o corpo e os sentidos incluindo o sexto.» António Rodrigues Nasceu em Moura em 1956. Estudou pintura na Escola António Arroio e na faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Vive e trabalha em Lisboa, Exposições individuais: 2005 – Galeria Palmira Suso, Lisboa 2002 – Galeria Palmira Suso, Lisboa 2000 – Galeria Palmira Suso, Lisboa 1996 – Fortaleza de Almeida, Almeida 1991 – Centro Cultural das Descobertas, Lisboa 1990 – Galeria EMI – Valentim de Carvalho, Lisboa 1988 – Loja do Desenho, Lisboa 1888 – Galeria de Colares, Colares 1986 – Galeria Leo, Lisboa 1986 – Galeria Alfarroba, Cascais 1983 – Galeria Leo, Lisboa 1983 – Galeria de Roma e Pavia 1983 – Galeria de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa 1980 – Galeria Leo, Lisboa 1979 – Galeria de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa 1977 – Galeria Opinião, Lisboa 1974 – Galeria Futura Exposições Colectivas 1998 – Figure Et Personnages – Retrospectiva do Azulejo em Portugal do séc. XVI ao séc. XX, Rabat, Marrocos. 1993 – Jardim do Tabaco, Pavilhão AB do Porto de Lisboa, Lisboa 1993 – SAIFU ´93, Museu de Arte Moderna de Saitama, Japão. 1991 – Vois, Galeria Bab Ronoh e Galeria Waffar Bank, Casablanca, Marrocos 1990 – Escritura para a Arte, Catânia, Itália. 1990 – Galeria TH, Lyon 1989 – 5 Pintores, Galeria São Mamede, Lisboa 1989 – Quarto Crescente, Palácio Nacional da Pena, Sintra. 1988 – 5 Pintores Portugueses, sala Amadis, Madrid, e Centro Cultural do Mindelo, Cabo Verde. 1987 – Marca Madeira, Funchal 1986 – III Exposição de Artes Plásticas Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 1985 – II Bienal de desenho, Cooperativa Árvore, Porto 1985 – Exposição AICA, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa 1985 – Incendio, Palácio Nacional de Queluz, Queluz 1985 – 1984/ O futuro é Já Hoje?, Centro de arte Moderna Azevedo Perdigão, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 1983 – Perspectivas actuais, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa 1982 – ARUS, 1ª Exposição nacional de Arte Moderna, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto 1982 – Projecto Sema, Edifício Mobil, Lisboa 1982 – II Bienal de V. N. de Cerveira, V. N. de Cerveira 1978 – Arte Moderna´78, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa 1978 – Outras Formas, Outras Comunicações, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa 1977 – Mitologias Locais, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa Outras intervenções, 1984, Painel de azulejos 7 Colinas, Projecto Sétima Colina, integrado na Lisboa´94 Capital Europeia da Cultura, Escadinhas da Mãe d´Água, Lisboa


“Independente Mente“ Técnica mista sobre feltro. 220 x 40 cm


João Vilhena Para o desafio proposto e entendi como forma de articulação da questão da identidade para o projecto de Francisca Couceiro da Costa, destinado a um suporte pouco habitual para mim (pano) um desafio. Nesse sentido o jogo do galo pareceu-me a forma de tornar esta acção uma visualização que poderia praticar em torno do espaço predefinido do pano entre mim e o outro jogador. No jogo do galo pode não haver vencedores e nesse sentido é um jogo cuja vitória sobre o que fazemos é apenas uma aprendizagem para que se aceite que a nossa identidade é uma articulação de forças exógenas a cada um e aceitar isso é a vitória que encontramos nesta acção. No caso da tela, por acaso perdi com o parceiro que fez o X. Foi feito um video em “stop motion” de 15 segundos onde se vê o jogo que foi divulgado na internet. Os espaços brancos para a matriz foram feitos directamente sobre o pano e a cada jogador foi dado apenas uma trincha preta. A obra final deve ser engradada de acordo com o desejo do autor apôs a exposição para que exista uma superfície. Outra questão desta tela implica a natureza gráfica da mesma e como de forma minimalista se aborda o gesto a apenas 2 cores (branco e preto), conseguindo o pano-cru (creme) como fundo e superfície para 3 plano. A passagem da acção (da horizontal) onde foi trabalhada para a vertical (parede) implica igualmente uma anulação da perspectiva, espaço e composição tradicional da pintura. João Vilhena, é um artista plástico de origem Portuguesa. João Vilhena tem vivido entre Nova Iorque, Los Angeles, Londres e Oeiras (Lisboa). A sua obra elabora um discurso multidisciplinar, integrando referências da cultura cinematográfica e literária. Uma lógica de ponto de vista, acção cristalizada, dentro de uma estratégia de montagem e desmontagem, permite a este autor condensar na sua obra registos de acções -que percorrem a pintura, escultura, fotografia e video-arte, numa permanente reflexão sobre a condição humana. João Vilhena, inicia a sua carreira ainda como estudante, sendo presença regular desde 2000 no mercado de arte nacional e internacional. Encontra-se representado em diversas colecções públicas e privadas e é um dos nomes incontormáveis da mais recente geração de criadores. A sua vivência em Los Angeles, Nova Iorque, Reino Unido e Itália, são uma permanente referência na criação e obra deste artista singular. Em 2005, elabora uma biografia não autorizada onde morre, em circunstâncias misteriosas, lançando nesta um desafio e viagem pelo que são os mistérios do mundo da arte. Autor de diversos livros e publicações, encena uma representação de si mesmo, numa dialéctica onde o privado e público são mais que o mesmo e o mundo uma encenação ou palco de todos nós.


“Encontro com a Independência”, 2013 Acrílico sobre pano cru 100% algodão grosso, 220x150 cm


Maria Ribeiro Telles «EmVós Portugal nasceu Maria, emVós Portugal nasceu como um ramo de oliveira; nossa coroa e Senhora! Maria,osmaresdomundoafastastes, àproadascaravelas, àpassagemdoVerboEterno.

Maria,Vós tanto por nós velastes que nósVos contemplámos de Portugal sempre Rainha. Maria, que viestes verVossos filhos em povo, na Cova da Iria. nossa Mãe e Paz do mundo.

Maria, rogai por nós! De novo lá à frente os mares do nosso futuro até à Pátria prometida. O Céu, com Cristo Jesus!» Pe. António Figueira

Maria Ribeiro Telles nascida em Coruche 1960, licenciada em Artes Plásticas – Pintura pela Universidade de Lisboa Faculdade de Belas Artes (ULFBA). Lecionou desde 1983 tendo sido professor de Desenho e Técnicas de Pintura em vários cursos de restauro ligados à formação profissional. Realizou trabalhos em cortiça, nomeadamente uma Instalação para o Museu Municipal de Coruche, patente no Observatório do Sobreiro e da Cortiça, em cujo auditório pintou um mural sobre cortiça em 2008. Expõe individualmente desde 1992 e participa desde os anos 80 em exposições coletivas: II E III Bienal de Chaves (1985 e 1987) Feira Internacional de Lisboa (desde 1997) ARCO 03 (Feira contemporânea de Madrid, Espanha 2003) ARTeven (Lille, França, 2004), através da galeria Monumental.


“ Terra de Santa Maria”, 2013 Pintura acrílica e colagem sobre algodão. Dimensões: 240 x 120 cm


Fernando Quartin Os textos abstractizados que se encontram inscritos na superfície do suporte simbolizassem não tanto a Nossa História mas mais as Estórias da Nossa História contada através da instabilidade das memórias sobrepostas, lendas, sonhos. O Mar Portuguêz (com “z”) esse Ser enorme, que não se repete, representado através da irregularidade da superfície da tela pela sua ligação íntima à nossa História. Nascido em Lisboa em 1959, frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Começou a expôr em 1984. Até à actualidade tem desenvolvido a par da carreira de artista plástico uma carreira de fotógrafo.


História de Portugal reflectida nas Ondas do Mar Portuguêz Acrílico sobre lona (+-) 220 x 150 cm


Graça Delgado Graça Delgado: nasceu, vive e trabalha em Lisboa Licenciatura e Curso Complementar de Pintura Faculdade Belas Artes de Lisboa, Tem especialização em “Arte têxtil e Decoração Tecido Africano” e executa trabalhos experimentais com Índigo e “ wherable art “. Fez colaboração vária com o Ministério da Educação e de ateliers de reciclagem de professores. Nomeadamente investigação do ensino artístico até 1998 e na Faculdade Ciências e Univ. Nova até 2012. Pintura cenográfica e livros de artista, “vídeo no atelier” realizado por Álvaro Queiroz - Cinemateca Portuguesa. Exposições colectivas e pémios: 1975 - “ARA - Cooperativa Portuguesa Tapeçaria “uesa 1990 -Teatro S. Luís “Centenário Álvaro Campos “ - canário / pintura têxtil 1992 - Fundação Calouste Gulbenkian - CAM -”Sementes “ - cenários e figurinos Prémios: 2003 - Menção Honrosa – 2º grande Prémio BANIF pintura (Presidente Júri José Augusto França) 2000 – 1º Prémio – Bienal Pintura Domingos Sequeira (Presidente Júri João Pinharanda) 2000-Menção Honrosa -1º Encontro Tapeçaria Contemporânea – Fábrica Manuel Diniz Exposições individuais: 2013 – Centro Nacional de Cultura – “Fernando Pessoa - Pesquisador“ 2003 – “Interiores” – Galeria Diferença 1994 - Pintura Têxtil “ – ETNIA – Coop. Cultural caminha 1992 - “Painéis – Pintura “ – Escola Politécnica 1992 – “ Pintura têxtil “- 1º F.I:M – Festival Internacional Multimedia – Golegã 1992 – “ Pintura “ – 35º Aniversário Livraria Barata 1990 - “ Por Debaixo da Pele “ - Arte têxtil Contemporânea – Museu Nacional do Traje 1990 – “ Com a Pele Dum Outro “ – Adornos de Cabedal – Artefacto 3 1988 - “Arte Têxtil Contemporânea – Galeria Quadrum – Palácio dos Coruchéus 1987 – “Tapeçaria Experimental” – Galeria Convento de Jesus - Setubal 1987 – “Estampagem “ – Galeria Universum - Casa Museu Álvaro de Campos – Tavira


“Identidade(s) “ Técnica mista. 210 x 150 cm


João Galrão Antes de Eu Ter Nascido 3 2013 é uma pintura onde está representado a efígie da república sentada numa posição zen e rodeada por umas linhas coloridas de linguagem pop e sobre ela uma malha que simboliza as pedras das muralhas dos castelos como fundo em contraste com uma espécies de linhas horizontais coloridas simbolizando o céu. Nesta abordagem em que a república surge pacificamente sobre esta muralha alcançável e vencida pelos factos da história, estes elementos como a muralha e o céu são símbolos da liberdade alcançada pela nossa cultura e história, sendo esta tela parte de um novo trabalho do artista intitulado Before I Born em que numa linguagem pop surge vários elementos como uma santa iluminada, um urso tatuado, uma cruz, um castelo, uma betoneira entre outros elementos que preenchem as várias composições em que são explorados elementos do quotidiano e da história, misturado com a vivência e memórias passadas do artista. Vive e trabalha em Lisboa. De 1996 a 2001 estudou na Ar.Co, Lisboa, onde concluiu o Curso Avançado de Artes Plásticas em 2001. Actualmente como comissário e um dos artistas plástico do “Projecto Afrontamentos”. O seu trabalho situa-se na fronteira entre a pintura e a escultura: quando confere às telas um valor tridimensional que advém das elevações e acidentes provocados por grades ou suportes de madeira intervencionados; ou quando, recentemente, tem criado volumes geométricos em material sintético nos quais são cavadas semi-esferas de cores diversas em plástico. Recentemente após uma incapacidade física temporária iniciou a sua aventura dentro do universo da pintura, influenciado por uma linguagem pop e psicadélica, usando materiais de suporte desde prateleiras de alumínio, tela e madeira. Exposições individuais: Galerias Graça Brandão, Porto (2003) Hammer Sidi, Londres (2003) Vera Cortês Agência de Arte, Lisboa (2005) Casa Triângulo, São Paulo (2005) The Chemistry Gallery em Praga (2008) Desde 1996 tem participado em várias exposições colectivas, entre as quais: Exposições dos Alunos do Ar.Co (1999, 2000 e 2001); O Quarto do Coleccionador, Galeria Canvas, Porto (2002) 48ème Salon de Montrouge (Salão Europeu de Jovens Criadores) Montrouge, Barcelona e Amarante (2003); V Convocatória de Jóvenes Artistas, Galeria Luís Adelentado, Valência (2003).


“Antes de Eu Ter Nascido 3”, 2013 Acrílico sobre tela. 220 x 160 cm


Pedro Charters d’Azevedo Esta obra nasceu das impressões causadas pela esforço que durante séculos foi necessário para nos autonomizarmos, sermos nós mesmos. O trabalho pretende manifestar qualquer tipo de esforço e apresenta-lo como muito sofrido e difícil de alcançar, daí as fitas penduradas que representam o sangue que se despendeu para que tudo acontecesse. A minha interpretação do tema baseia-se não na Luz física mas no Luz espiritual, no esforço na luta pela autonomia. Foi muito influenciado por um poema que transcreve: Esta Gente / Essa Gente O que é preciso é gente gente com dente gente que tenha dente que mostre o dente Gente que não seja decente nem docente nem docemente nem delicodocemente Gente com mente

com sã mente que sinta que não mente que sinta o dente são e a mente Gente que enterre o dente que fira de unha e dente e mostre o dente potente ao prepotente O que é preciso é gente que atire fora com essa gente Essagentedominadaporessagente

não sente como a gente não quer ser dominada por gente NENHUMA! A gente só é dominada por essa gente quando não sabe que é gente Ana Hatherly, in “Um Calculador de Improbabilidades”

Nasceu em Lisboa a 3 de Novembro de 1946 é autodidata e começou a desenhar e a pintar regularmente em 1998. Iniciou a sua actividade pública em 1999, dedicando-se em exclusivo à pintura a partir de 2000. Em 2001 frequenta o Curso de Pintura da “Sociedade de Belas Artes”. Até hoje realizou algumas dezenas de exposições quer individual quer coletivamente, em França, Bélgica, Itália e Portugal (Porto, Lisboa, Leiria, Setúbal, Porto Santo, Aveiro, Aljustrel, Lagos, Beja). Os seus quadros estão em colecções particulares e públicas como a Casa Barbosa du Bocage em Setúbal, INDEG, Lisboa, etc. Foram-lhe atribuídos 17 prémios: 3-Menções Honrosas, 1-Medalha de Mérito; 1-2º Prémio; 6-Medalhas de Ouro; 5-Medalhas de Prata; 1-3º Prémio. Participou na “Cow Parade” com a “Button Cow”.


“A Luta e o Sacrifício das “Gentes”, 2013 Acrílico sobre pano. 220 cm x 150 cm


António Flor Cemitério vazio de almas, restos mortais desprezados. Abandono do passado, esquecer quem foi. Exposição-venda de campas, convites publicitários ao culto do corpo vivo, e ao prazer; situado já ali, a curta distância. Importante é o agora, identificação comum contra um passado que não nos une e um futuro extinto. O nome é António Flor e nasci a 16 de Janeiro de 1961. Existe uma discordância documental nesta data, para o dia 13 de Janeiro, que não esclareci; agrada-me esta incerteza. Fotografo porque não domino qualquer instrumento musical; é a única forma que sei para exorcizar as minhas alucinações. Quase sempre o faço com objectivos muito precisos e, nesse acto, tento reduzir as coisas ao que me parece ser o mínimo indispensável. Com raríssimas e curtas intermitências, sou cromofóbico. Sim, já expus: Bragança, Caldas da Rainha, Nodar, Ourém. Não nutro simpatia por actos auto-biográficos, por isso me escrevo na primeira pessoa e pouco mais que a data de nascimento.


“na Terra, como na terra”, 2013 Fotografia / díptico. Impressão de pigmento sobre papel fotográfico semi-mate 310gr com 65 cm X 25 cm. Montagem em tela PVC com 220 x 140 x 0, 3 cm


Paulina Evaristo “Estranha forma de ser” pretende revelar a singularidade de ser Português. Nas doze palavras encontra-se a extraordinária Alma de um povo, alma carregada de Saudade, saudade cantada no Fado. A Língua é património, Camões, o eterno poeta lírico, Pessoa, o oráculo multifacetado, Amália, a voz, Saramago, o génio da palavra. O Sonho comanda a vida e o Mar uma constante. A Caravela sonha com terras desconhecidas e à mesa preside o Bacalhau. Este é o modo de ser Português: Estranha forma de ser, com referência a Estranha forma de vida, sendo o Fado expressão e símbolo da extraordinária alma portuguesa. Natural da Madeira, Licenciou-se em Coimbra, fez o Curso de Pintura na SNBA- Lisboa. Exposições: 2013 - Galeria do CNAP, Wonder 4 Art - Cardinal Cinco Bienal do Porto Santo - LX Factory – Ler Devagar, Lisboa - Forum International des Arts et de Dialogue des Cultures, Assotiation Maroc Mediterranée por le Dévelopement et la Cooperation, Rabat, Marrrocos, Worshops com crianças e Atelier - II Expositión International Grupo Arte 20.16, Sojo Ribera de Córdoba, Espanha - Talia Charity Association, Palácio da UNESCO, Beirute, Líbano - V Forum International de Belas Artes, Sétif, Argélia - Wonder 4 Art, Espaço Arte “Aníbal Afonso”, Lisboa - Sharm El Sheihk International Fine Art Symposium – Atelier e Exposição – Egipto - Dhamar International Symposium, Yemen – Atelier e Exposição - Catástrofe, Cardinal Cinco,Olivais, Lisboa - 2012 – Salão Convívio, SNBA, Lisboa - Wonder 4 Art, Novo Tempo, Bairro Alto, Lisboa - Os Reis Magos, Exode Gallery, Beirute, Líbano - International Artistic Meeting, La Kasbah de L´Artiste, Valée das Roses, Kalaat M´gouna, Marrocos – Atelier e Exposição - Catástrophe, Cardinal Cinco Colectivo, Galeria das Mercês, Lisboa - Exposition International Grupo Arte 20.16, Sojo Ribera, Cordoba, Espanha - Wonder 4 Art, Galeria Municipal, Arruda dos Vinhos - Fourth Mediterranean Fórum of Fine Arts, Sétif, Argélia – Exposição e Atelier - Wonder 4 Art, Associação 25 de Abril, Lisboa / - Casa de Artes e Cultura do Tejo, Vila Velha de Ródão - Fundação M. Castelo Branco, Hotel Muchaxo, Cascais


“Estranha Forma de Ser”, 2013 Acrílico s/ tecido. 220 x 150 cm


Vera Pyrrait Azul, azul, azul , azul ... ... o meu País “escreve-se” na cor do mar , mutante é certo, nem sempre transparente, decerto ... longe, perto, o sabor do azul salgado tempera aqui e ali, mais adentro e mais profundo ... azul ... ... um pequeno pedaço de terra à beira do azul plantado e empurrado pelos seus limites geográficos para “fora”, “longe”, “além” ... mais além, muito mais que além mar ... azul do sonho, da poesia, ... novos povos, cantos e culturas ... sopram ventos que nos levam ... desafios ... velas desfraldadas, marinheiros, sons e cordas ... “elos” e gente ... gente ... azulejos, manta colorida, histórias e mais histórias e cantigas... azul, azul, azul e ainda esse azul, azul sem fronteiras, azul musical ... oceano azul que se revestiu para mim de um novo significado, ponte para um país irmão, Brasil do meu coração ... azul, azul, azul ... país azul ... é assim que o sinto... é assim que ele se inscreve e se escreve dentro de mim ... incrustado numa profusão de sabores, acarinhado no meu coração na medida do meu amadurecimento enquanto gente ... e quanto mais “universal” me sinto, mais sentido encontro em “celebrarme” e celebrar no meu agora, “à luz da nossa identidade”, da minha identidade, a terra onde escolho viver e me acolhe ... Portugal de hoje e de sempre ... azul, azul, azul ... água, elemento do seu mapa astral, do seu mar de peixe, água de emoções ancestrais, que me olha desde menina e que eu amo e olho e olho e mergulho, e amo ... o azul do mar ... o mergulho... o apelo irresistível ... o azul, sempre o azul aquecido pelo sol imensamente presente a revestir também de azul o céu de Lisboa e de tantas outras cidades ... o Tejo que espreita, verde, esmeralda, outra vez azul, cinza, espelho e miragem, calmo ou revolto, num sobressalto que embala para um tempo de viagens e aventuras, abraço que envolve no presente as memórias de um povo audaz ... rio das descobertas ... Portugal heterogéneo ... abrem-se portas e janelas ... Portugal menino ... ouve-se um fado e canta-se a saudade, nas cordas da guitarra um gemido, nos mastros, nas caravelas, brisas amenas, caminhos, fusão de sentidos... Portugal plural ... Portugal vivo, metamorfósico ... Portugal renascido ... azul, azul, azul ... Acredito num Portugal “Azul” onde impere o sorriso e a leveza, a esperança e a verdade ... acredito na capacidade de “ir“ ainda mais além e reinventar uma nova forma de estar e viver “Aqui” , valorizando cada dia a cor do momento à luz do “Agora” ... eu acredito no “Agora”... e o meu “Agora” é Portugal !!! ... azul , azul, azul ... meu pequeno grande País azul! Vera Pyrrait, nasceu em Lisboa, em 14 Maio de 1963. Frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Laje (RJ), tendo completado o 1ºAno da Universidade Federal do Rio de Janeiro em Comunicação Visual. É Licenciada em Pintura pela Esc. Superior de Belas Artes de Lisboa. Desde 1985 vem expondo regularmente, sobretudo em Portugal, tanto individualmente (“Regresso” foi a última exposição individual realizada em 2011 na Galeria Palpura - Lisboa), como integrada em exposições colectivas, (presentemente na exposição coletiva realizada no âmbito do 6º Encontro de ilustração em S. João da Madeira). Paralelamente e desde 1987, vem sendo professora no âmbito das artes, estando neste momento efetiva na EBI Rainha D. Leonor de Lencastre (S. Marcos), onde tem trabalhado nos últimos anos. Em 2007 iniciou o seu percurso na Ilustração com “Pede um Desejo” de Inês de Barros Baptista, tendo posteriormente ilustrado mais dois livros da mesma autora, (“Quem era eu antes de mim” e “Índigo, o mistério do rapaz de luz”). Foi convidada a participar no 1º Encontro de Ilustração, tendo participado na 3ª, 5ª e 6ª edição deste evento. Em 2010, correspondendo ao desafio do Instituto de Apoio à Criança (IAC), ilustrou o livro “Histórias com direitos”, integrando poemas e contos de diversos autores portugueses, celebrando os 50 anos da Convenção Internacional dos Direitos das Crianças.


“... meu País azul ...”, 2013 Técnica mista. 2.20 x 1.30 m


Ângela Belindro Tendo como base a cor parto na busca da simplificação das formas geométricas. Observo, capto, analiso experiencias e memórias vividas. Construindo e destruindo; procuro uma resposta simples, básica, primitiva, autêntica. Nesta obra em particular tive o atrevimento de apresentar um rústico e imponente obelisco acompanhado por uma mascara que representa o povo na luta pela sua independência. Frequentou o Curso de Pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes de 2004 a 2009. Algumas Exposições colectivas (selecção): 2013 - 18ª Galeria Aberta - Beja; - XVIII Bienal Artes Plásticas - Festa do “Avante”; - ARTE & EROS “O Lugar do Erotismo na Arte” - Fábrica Braço de Prata - Lisboa; - Prémio Abel Manta de Pintura - Gouveia; - 4ª Edição Festival ŠUND - Fábrica Braço de Prata – Lisboa. 2012 - VIII Bienal de artes plásticas (pintura e escultura) - C.M. Vidigueira; - ALCARTE – 30 ANOS - ALCOCHETE; - Mertolarte – Mértola. 2011 - Prémio Fundação Marquês de Pombal - Artes Plásticas - Jovens Artistas; - Aveiro Jovem Criador; XVII Galeria Aberta - Beja; XVII Bienal Artes Plásticas - Festa do “Avante”; - Prémio de Artes de Arruda dos Vinhos; - ARTIS - X Festival de Artes plásticas de Seia. 2010 - Aveiro Jovem Criador; - Bienal Internacional de Artes Plásticas e Design Industrial da Marinha Grande.


“Melodia da celebração”, 2013 Acrílico sobre tela. 220 x 150 cm


Susana Bravo Todo o trabalho que tenho desenvolvido tem sido á volta da “memória” seja ela literária, social, histórica, coletiva, familiar ou pessoal, o “arquivo “ pessoal, particular ou institucional tem sido uma forma de pesquisa e a pintura tem sido o meio criativo em que as histórias e as memórias podem coexistir no mesmo espaço temporal; nos outros veículos criativos por exemplo na música existe sempre uma linha temporal, mas na pintura tudo pode acontecer num espaço, e é neste contexto que as minhas histórias se desenvolvem. As pinturas são apontamentos autobiográficos interlaçados com observações de vidas de mulheres comuns, sejam elas “reais” ou “personagens fictícias”. “O meu trabalho é essencialmente uma forma de narrativa que visa saciar a minha paixão por compreender a vida e tudo aquilo que faz de mim uma criadora. Contar histórias faz parte do meu processo criativo explorando o fundamental, ingénuo e antigo prazer que nós humanos temos com histórias e contos. Todo o trabalho que tenho desenvolvido tem sido á volta da “memória” seja ela literária, social, histórica, coletiva, familiar ou pessoal, o “arquivo“ pessoal, particular ou institucional tem sido uma forma de pesquisa e a pintura tem sido o meio criativo em que as histórias e as memórias podem coexistir no mesmo espaço temporal; nos outros veículos criativos por exemplo na música existe sempre uma linha temporal, mas na pintura tudo pode acontecer num espaço, e é neste contexto que as minhas histórias se desenvolvem. Exposições individuais 2013 “Estudos em aguarela sobre o tema a dança” – Galeria Projecto – V. N. de Cerveira 2012 “ Viagem á linha do equador” -Galeria Vértice – Estoril “A bailarina. o vôo, a cor á hora do chá” – Galeria Stº António -Porto 2010 Museu Teixeira Leal “ Palavras Afro-Brasileiras” – Salvador da Bahia – Brasil e Cooperativa Árvore “ Palavras Afro-Brasileiras” – Porto 2008 Galeria Stº António “ Circo Aberto” - Porto 2006 Galeria Vértice – Lisboa 2005 Galeria Aviz. Porto, Galeria Belomonte – Porto 2004 Galeria Por Amor à Arte. Galeria Esteta - Porto 2003 Centro Cultural do Alto Minho - Viana do Castelo; Galeria Paços d Arte Paços de Ferreira e Galeria Vértice – Lisboa 2002 Galeria Projeto – V. N, de Cerveira e Galeria Santa Clara - Coimbra 2001 Galeria Vértice – Lisboa 2000 Galeria Eugénio Torres – Porto 1996 Museu Jardim Tropical – Lisboa 1995 ANJE - Faro 1993 Galeria da Calçada – Porto 1990 Labirintho - Português Suave - Porto 1989 Português Suave - Porto 1988 Casa das Varandas - Valença do Minho


”Rosas “, 2013 Acrílico sobre pano. 220 x 150 cm


Carlos Cordeiro Sessenta anos de ocupação não foram suficientes para apagar 5 séculos de história, uma forte identidade e consciência de nação. A tela pretende ser uma homenagem à restauração da independência, ocorrida a 1 de Dezembro de 1640. De um ponto de vista simbólico, a tela evoca a tensão, luta e coragem de um povo que tornou possível a revolta de 1640 e com ela a devolução da independência a Portugal.

Natural de Lisboa, 1950. Formação: Arquitectura, ESBAL, 1980; Curso “História da Arte do Século XX”, na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA); Curso de “Pintura” na SNBA. Sócio da SNBA; Membro do grupo de artistas plásticos “Grup’Art 05” e da Associação Cardinal 5.


“1640”, 2013 Digigrafia. 220 x 106 cm


Ana Cosme Ambição, Coragem, Visão, Espírito, Temor, Aventura, Riqueza, Descoberta, Pavor, Crença, Sacrifício, Entrega, Epopeia, Amor, União, Conquista. Ser Grande, Ser Maior …. Uma pátria: a nossa língua, património comum. Cumpriu-se o Mar…. Natural de Torres Vedras, 1972. Licenciatura em Política Social, no ISCSP, Universidade Técnica de Lisboa e Pós-Gradução em Gestão e Administração Pública pela mesma Universidade. Quadro técnico na administração pública local, com percurso profissional por áreas como habitação, administração geral, turismo e cultura. Curso “História da Arte do Século XX”, na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA); Curso “Temas de Estética e Teorias da Arte Contemporânea”, na SNBA; Curso de “Pintura” na SNBA. Sócia da SNBA. Membro do grupo de artistas plásticas “Wonder4Art” e da Associação Cardinal 5. Exposições em 2013 - Clube Nacional de Artes Plásticas (CNAP), Lisboa, (exposição colectiva, Wonder 4 Art); - Mostra Colectiva no âmbito da Cardinal 5 Bienal do Porto Santo, Galeria Ler Devagar/LX Factory, Lisboa (exposição colectiva); - Arte & Eros “O Lugar do Erotismo na Arte”, Fábrica de Braço de Prata, Lisboa (exposição colectiva) - Espaço Arte “Anibal Afonso”, Clube de Pessoal, EDP, Delegação de Lisboa (exposição colectiva); - Catástrophe, Cardinal 5, casa da Cultura da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, Lisboa, (exposição colectiva).


“Valeu a Pena?”, 2013 Técnica Mista. 100 x 220 cm:


Clo Bourgard e Wilson Galvão (parceria) A instalação colateral pretende dar uma perspectiva de surpresa visual, de interacção com as sátiras relativas aos aspectos fulcrais da sociedade hoje em dia. Com uma atmosfera contemporânea e uma abordagem de instalação rebuscando uma tradição Portuguesa há muito perdida. Esta intensificação anacrónica entre o passado e o presente com um grau futurista é o que propomos apresentar.

Clo Bourgard nasceu em Lisboa em 1970 e desde cedo se dedica á arte, passando pela Escola Artística António Arroio, pelo Instituto de Conservação e Restauro de Pintura de Lisboa e pela Academia de Ciências de Lisboa como formadora na área de Restauro de Pintura. Wilson Mestre Galvão é natural de Paris (1967) vive em Lisboa onde frequentou e concluiu o curso de equipamento e decoração Escola de Artes Visuais António Arroio. Formou-se em arquitetura pela ULHT. Ao longo da sua carreira, para além da arquitetura tem desenvolvido trabalhos na área do design de equipamento participando em diversas exposições internacionais. Na área da cenografia fez diversos trabalhos onde teve a oportunidade de colaborar com coreógrafos cujas obras foram apresentadas a vários palcos mundiais.


“Colateral”, 2013 Acrílico sobre pano. 2,20 x 1,50 cm


Teresa Almeida e Silva Teresa Almeida e Silva nasceu, em 1956, em Lisboa. Curso de Artes Plásticas na S.N.B.A. Curso de Pintura da E.S.B.A.L (1981/86). Bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito da pintura e serigrafia (1989/91). Exposições individuais: 1987 Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa. 1988 Espaço Poligrupo -Renascença, Lisboa. 1989 Espaço A/Clube 50 (desenhos), Lisboa. 1991 Galeria Ara, Lisboa. 1993 Espaço A/Clube (pintura sobre papel), Lisboa. 1996 Espaço A/Clube 50 (objectos), Lisboa. Galeria Ara, Lisboa. 1999 Galeria Ara, Lisboa. 2001 Espaço A/Clube 50 (pinturas s/ papel), Lisboa. 2002 Galeria Ara, Lisboa. 2007 Galeria Armazém, Lisboa – Portugal. 2008 Museu Nacional de História Natural (Sala do Veado), Lisboa – Portugal. Exposições Colectivas: 1980 II Bienal de Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Cerveira. 1981 “Lis 81”, Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa. 1982 “O papel como suporte”, S.N.B.A, Lisboa. 1984 “Novos Novos”, S.N.B.A, Lisboa. 1985 Atrium da Imprensa/Casa da Imprensa, Lisboa. 1986 “Jovens Pintores”, Galeria Almada Negreiros, Lisboa. Projecto Aguampla (tecidos de artistas e designers). Lisboa 1987 Espaço Poligrupo- Renascença, Lisboa. “Estrada Marginal”, Museu Nacional do Traje, Lisboa. “E.S.T.R.O” , Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. Marca 87, 1º Festival de Arte Contemporânea, Madeira. 2ª Bienal de Arte dos Açores e Atlântico – Angra do Heroísmo 1989 - Quarto Crescente”, Palácio Nacional da Pena. Sintra “Cinco Pintores” Galeria S. Mamede, Lisboa. “Insular é o México”, Monumental Bertrand, Lisboa. 1990 “Barcos de Papel”, Sala Almada Negreiros/Cais de Alcântara. Lisboa 1991 Galeria Ara, Lisboa. “Jardim do Tabaco”, Pavilhão AB do Jardim do Tabaco/Porto de Lisboa, Lisboa. Trienal de OsaKa, Osaka Foundation of Culture, Osaka, Japão. 1993 “Saifu”, Museu de Arte Moderna de Saitama, Tóquio, Japão. 1994 “O que não esquecemos”, Casa da Cultura de Portel, Portel. Galeria A5, Santo Tirso. 1995 Galeria Ara, Lisboa. FAC’95, Feira de Arte Contemporânea, Galeria Ara, Lisboa. 1996 Monserat Gallery, Nova Iorque. FAC’96, Feira de Arte Contemporânea, Galeria Ara, Porto 1997 FAC’97, Feira de Arte Contemporânea, Galeria Ara, Lisboa. 1998 “Bandeiras”, Eppingen, Alemanha. Galeria Arco, Faro. 1999 Comemoração do 1000º Programa “Acontece”, Convento do Beato, Lisboa. Galeria Ara, Lisboa. FAC’00, Feira de arte Contemporânea, Galeria Ara, Lisboa. 2002 Arco’02, Feira Internacional de Arte Contemporânea, Galeria Ara, Madrid. Mostra Luso Galaica D’Arte Contemporânea, Chaves. “A Noite de Vaishakha Purnima” - Galeria LAG. Lisboa, 2003 Arco’03, Feira Internacional de Arte Contemporânea, Galeria Ara, Madrid. “Impressões”, Espaço A/Clube 50. Lisboa, Portugal 2004 Arco’04, Feira Internacional de Arte Contemporânea, Galeria Ara, Madrid. “A Loja do Lopes” - Armazém 7. Lisboa 2005 Arco’05, Feira Internacional de Arte Contemporânea, Galeria Ara, Madrid. 2006 Cooperativa Árvore - Porto 2010 - Museu Nacional de História Natural - Sala do Veado, Lisboa 2010 - Museu Nacional de História Natural - Sala do Veado/ Cabinet D’Amateur. 2011 – Reitoria da Universidade de Lisboa – espaço_arte@ulis2011


S/ tĂ­tulo, 2013 Monotipia sobre linho. 220 x 150 cm


Sebastião Lobo Sebastião de Barros e Vasconcelos Saraiva Lobo é um artista joalheiro Português. Atualmente com 20 anos, Sebastião produz peças desde os 16 anos e já deu nome a mais de 30 peças únicas, assim como a 5 coleções temáticas. Apesar do seu trabalho ser muito diversificado na aparência, todas as peças carregam o seu estilo e assinatura. Sebastião Lobo prefere contar uma história e fazer um impacto através do seu trabalho, invés de utilizar palavras. Independentemente do tema ou conceito, as criações procuram criar cenários e ambientes entre a realidade, e a fantasia. As peças Sebastião Lobo nascem do seu trabalho com o metal, comum ou precioso, de papel plástico ou objectos coleccionados. O artista acredita que todos os materiais têm potencial para fornecer resultados interessantes e a sua combinação um desafio. Assim como as peças, o atelier de Sebastião Lobo é um ser vivo, respirando a sua imaginação sem limites.


“Efémera”, 2013 Arame queimado e pano 300 x 210cm


Francisca Couceiro da Costa As sete saias fazem parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar. Diz o povo que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; as sete cores do arco-íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete. A sua origem não é de simples explicação e a opinião dos estudiosos e conhecedores da matéria sobre o uso de sete saias não é coincidente nem conclusiva. No entanto, num ponto todos parecem estar de acordo: as várias saias (sete ou não) da mulher da Nazaré estão sempre relacionadas com a vida do mar. As nazarenas tinham o hábito de esperar os maridos e filhos, da volta da pesca, na praia, sentadas no areal, passando aí muitas horas de vigília. Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para protegerem a cabeça e ombros do frio e da maresia e as restantes a taparem as pernas, estando desse modo sempre “compostas”. A introdução do uso das sete saias foi feito, segundo uns, pelo Rancho Folclórico Tá-mar nos anos 30/40, segundo outros pelo comércio local no anos 50/60 e ainda de acordo com outras opiniões as mulheres usariam sete saias para as ajudar a contar as ondas do mar (isto porque “ o barco só encalhava quando viesse raso, ora as mulheres sabiam que de sete em sete ondas alterosas o mar acalmava; para não se enganarem nas contas elas desfiavam as saias e quando chegavam à última, vinha o raso e o barco encalhava”). O uso de várias saias pelas mulheres da Nazaré também está ligada a razões estéticas e de beleza e harmonia das linhas femininas – cintura fina e ancas arredondadas, (esta poderá ser também uma reminiscência do traje feminino de setecentos que as damas da corte usavam - anquinhas e mangas de renda - e que pavoneavam aquando das visitas ao Santuário da Senhora da Nazaré), podendo as mulheres usarem 7, 8, 9 ou mais saias de acordo com a sua própria silhueta. Certo é que a mulher foi adoptando o uso das sete saias nos dias de festa e a tradição começou e continua até ao presente. No entanto, no traje de trabalho são usadas, normalmente, um menor número de saias (3 a 5). - As “sete saias” , Cultura | Etnografia, Município da Nazaré, www.cm-nazare.pt Nasceu no Porto em 1961. Vive e trabalha em Lisboa. Estudou na Vrye Academie, Holanda, Cooperativa de Ensino Superior Artístico – Árvore, no Porto, Escola Massana e Faculdade de Bellas Artes, Barcelona. Exposições Individuais (seleção): 1990 – Árvore, Porto 1991 – -1/ 1, Galeria Way, Rio de Janeiro 1992 – Bola de Neve, Atelier da Calçada de Monchique, Porto 1994 – Pequeno Desenho, Árvore, Porto 1997 – Constelações Imaginárias, Galeria André Viana, Porto 1999 – Nuvens Casas Sapatos Flores, Galeria André Viana, Porto 2000 – Anjos Metálicos, Sala Post-it, Edifício Artes em Partes, Porto 2001 – Rua da Saudade, Rua da Saudade, Lisboa 2010 – Museu Nacional de História Natural – Sala do Veado, Lisboa Exposições Colectivas (selecção): 1988 – Noves Pintores, Galeria Roma e Pavia, Porto 1989 – Quarto Crescente, Museu National da Pena, Sintra 1991 – Jardim do Tabaco, Jardim do Tabaco, Lisboa 1993 – Saifu, Museu de Arte Moderna de Saitama, Japão 1994 – O Que Não Esquecemos, Casa da Cultura de Portel, Portel 1998 – Bandeiras, Stadt-und Fachwerk Museum, Eppingen, Alemanha – Flores, Galeria André Viana, Porto 2000 – Mail Art, Quarto de Maria, Edifício Artes em Partes, Porto 2002 – Apartamento, Artistas Unidos, Lisboa Livros Editados: 1994 – Pequeno Desenho, com poemas de Bernardo Frey, Edição Árvore 2010 – O Exercício do Resto, com texto de Emília Pinto de Almeida, Edição de Autor


“O meu lugar é o lugar do meu coração”, 2013 Algodão, tule, flanela, latão e diversas aplicações: pedras, conchas, moedas, seda medalhas, alga, flor, alfazema, essencia de alfazema e vibracionais de coral e cavalo marinho, entre outros, 235 x 150 cm.


Álvaro Leite Siza Uma ampulheta simbólica de um tempo Português superior a VIII séculos, dos quais quase 90%, de Monarquia cujo estandarte vai registando a História, ao deslizar pelos 100 anos de República. Representa a nossa identidade e Cultura Nacional. Álvaro Leite Siza Vieira nasceu a 28 de Julho de 1962, no Porto. Estagiou no atelier do Arquitecto Eduardo Souto de Moura em 1992 e licenciou-se em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto em 1994. A sua primeira obra construída foi a Casa Vanzeller, em Afife, Portugal no ano de 1992, a partir desta data elaborou um vasto conjunto de outros projectos de Arquitectura entre os quais se destacam: A Discoteca Estado Novo, em Matosinhos (1995); O Salão de Festas na Quinta do Eirado, S. Mamede Infesta, (1998); A Casa Francisco Ramos Pinto em Francelos e a Discoteca Mantra, em Matosinhos, ambos construídos em 2000. Durante este período participou ainda em inúmeras Exposições Internacionais de Arquitectura, Pintura, Mobiliário e Design. Dos objectos de Design destacam-se: a Colher de Café xx/xy, em Prata; o Colar Fractal; o Galheteiro e o Candeeiro Fez. De Mobiliário: o Contador de CD’s; o Banco de Palhinha; o Maple Tolo; a Mesa de Baixela e a Cadeira Mies em Corte. Em 1999 iniciou o projecto da Casa Tolo, em Alvite, Portugal, cuja construção finalizou em 2004. Projectou um Complexo Residencial na Maia, Portugal, em 2000. Em 2001 participou no Concurso Internacional para New Tomihiro Museum of Shi-Ga, Azuma Vilage, Japão, e projectou o Café Fractal, para o Programa Polis em Vila do Conde. Em 2003 o Polo Museológico da Fundação Manuel Cargaleiro em Vila Velha de Ródão e em 2004 o Projecto do Complexo Desportivo para o Sport Club do Porto. Projecta em 2005 a Casa Fez na Foz do Douro no Porto. Foi nomeado para o England International Wallpaper Awards 2007, com o projecto da Casa Tolo. Também para os Russian International Architectural Awards (ARCHIP), com o mesmo trabalho do qual foi vencedor na categoria “Private Houses”, tem sido membro de Júri deste prémio Internacional, desde então. Em 2008 projectou O Museu da Agua e O Museu do Vinho para a Câmara Municipal do Cartaxo. Tem sido convidado para inúmeras publicações, documentários Televisivos e Conferências Internacionais. Recentemente tem vindo a desenvolver outros projectos: o Museu Conventual Fez; as Moradias Préfabricadas, em betão armado; o Projecto para do Complexo Turístico Hotel & Spa, no Parque da Peneda Gerês; bem como novos objectos de design e outras Intervenções plásticas.


“O Vaso Portugal”, 2009 Jarras de acrílico, bandeira e pano. 100x40 cm


João Marchante Lusitânia reencontrada Por onde andas, Lusitânia, que não te vemos? Precisaremos de caixa-de-luz que te revele? Quem és tu? Ainda és? Que tempos desgraçados estes, em que te olvidam, te espezinham e te renegam… Por onde andas, lusíada, herdeiro das nobres gestas, defensor da terra de teus avós, paladino da honra e de outros valores tão esquecidos? Verdadeiro lusíada, pelos genes e por paixão, o João Marchante, nesta tela gigantesca com elementos simples mas simbólicos, dá-nos a resposta. A sua e de tantos ainda, felizmente. Estás aí, afinal, na História de Portugal, na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, em todos os livros de portugueses grandes dessa biblioteca. Segues segura e confiante, Lusitânia, enquanto houver quem os leia, enquanto houver quem te proteja, quem te carregue, quem te defenda. É essa a identidade nacional. Faça-se luz. Leonor Martins de Carvalho João Marchante nasceu em Lisboa no ano de 1966. Vive e trabalha em Lisboa. Lecciona História e Estética do Cinema. Realiza e exibe Vídeo desde 1987. Faz e expõe Fotografia desde 1997. Escreve e edita um blogue pessoal desde 2007. Está representado em diversas colecções públicas e privadas de Arte. Encontra-se referido em variadas publicações. É autor de inúmeros textos sobre Cultura.


“Luzitânia”, “Eu e Caixa-de-Luz na Biblioteca Lusíada”, 2013 Fotografia edição: 3, impressão digital. 220 x 150 cm


Tomás Colaço Nesta peça, que é uma lona preparada para pintura a óleo, sem grade, está pintada, a óleo, uma paisagem na técnica “grisaille” ou seja, na gama de cinzentos onde entram todas as cores. Representa uma paisagem de Angola retirada de uma “cena” de um filme da Guerra de África (Angola) de 1964. Nesta pintura é retirada a cena de guerra mantendo-se apenas visível, a paisagem. É apresentada no chão, pode ser pisada e poderá sugerir o reflexo do jardim onde está exposta quando se chega. “Neste momento Tomás Colaço prepara um projecto artístico a que chama “Casa Museu Isabel e José”. Será um espaço “secreto” na rua da Esperança na casa onde viveu a escritora Isabel da Nóbrega ...., que mandou fazer uma casaca para José Saramago, com quem vivia aqui, para ele ir receber o prémio nobel, tudo isto se passou 30 anos antes de ele ter ido receber, de facto, o nobel, mas com outra casaca porque esta....está aqui. O seu último projecto, antes deste, chama-se “Os Clandestinos” e foi um “happening” de 3 dias na Lx Factory em Lisboa. Antes desta fez uma peça, também um “happening” em Aix en Provence, no Centro de Arte “La Non -Maison” onde recebi 250 pessoas para jantar sem ter gasto nenhum dinheiro. Para isso foi trabalhar para o “Domaine de Belambre”, nas vindimas, e recebi em vinho (excelente) que serviu durante o jantar. Foi também para outras quintas e castelos trabalhar para o campo para receber em legumes, em patos etc para fazer o meu menu que lhe foi aconselhado pela Princesa Masha Magaloff e pela princesa Alexandra Saxe Coubourgh Kohary. A este “acontecimento” chamou-lhe “Le Festin” e os convidados eram membros do governo e da aristocracia francesa, directores de museus de arte contemporânea e outros, galeristas mas também os vizinhos da rua, incluindo o merceeiro Albanês, o pescador marroquino, o padeiro português, emigrantes clandestinos e artistas locais.”


“Cenário” (Angola 1964), 2009 Óleo Sobre Tela. Dimensões: 210 x 310 cm


Salomé Nascimento Trabalho com o que encontro, colecciono e me reflecte. identifico-me, indentificamo-nos. surge uma identidade re_visito este stencil graffiti encontrado algures, na minha interpretação e numa primeira abordagem, representa união com o próprio, a integridade, e num segundo olhar, a relação de interdependência necessária à construção. Na identificação e união resultante, encontramos a identidade, uma casa que nos alberga, mas que ela nunca seja uma prisão, mas antes um abrigo, e que, sem o estigma do diferente e sem rótulos, nos possamos reencontrar e unir com o outro. unidos e não partidos Salomé Nascimento (1970) vive e trabalha em Lisboa. Licenciada em design de comunicação pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, passa pela Escola Superior de Educação, realizando um ano do curso de educação visual na Escola Superior de Educação. Em Veneza na ´Accademia di Belle Arti´ frequenta o curso de pintura. Inicialmente fixa-se em Milão onde realiza vários projectos como designer gráfica e ilustradora. Transfere-se mais tarde para Veneza como art director da editora westzone publishing, desenvolvendo projectos com artistas contemporâneos, como Nan Goldin, Richard Serra, Dennis Hopper, Wolfgang Laib, Brice Marden, entre outros. De volta a Lisboa, frequenta formações variadas na perspectiva de ampliar o conhecimento sobre si própria e adquirir novas ferramentas e técnicas de interacção. Entre outros desenvolve o projecto individual no AR.CO na área do desenho e vídeo, realiza a formação em história de arte contemporânea do MoMA e frequenta o curso de arte-terapia na Sociedade Portuguesa de Arte Terapia. Actualmente trabalha como artista plástica apresentando regularmente o seu trabalho, em paralelo, gere o espaço ME108.


‘Identificação’, 2013 Encásutica s/pano-cru. 145 x 220 cm


Maria del Mar e Marta Gaspar (parceria) “Portugal numa casca de noz” tem como pano de fundo a comemoração dos Descobrimentos Portugueses. «O mar, sendo um dos maiores elementos da criação, não nos deixa indiferentes à sua grandeza, mistérios e simbolismos. Sempre foi um espaço lendário, associado a numeroso mitos e lendas, povoado por um variado bestiário fabuloso e até ilhas encantadas e utópicas. Simbolicamente, o mar representa a vida e a morte. Nascemos a ver, ouvir e sentir o mar. Desde os alvores da nacionalidade, e terminada a conquista do solo, o mar era o nosso grande chamamento, a nossa vocação essencial. Chegara o momento de partir e desbravar o mar desconhecido, torná-lo o nosso mar arável. Com essa partida, mudaríamos o rumo da nossa história.» Ensaios “O Mar, as Descobertas e a Literatura”. J. Cândido Martins (Universidade Católica Portuguesa) Maria del Mar de Deus Martinez Amate e Marta Gonçalves Gaspar têm desenvolvido nos últimos dezoito anos trabalho nas Artes Plásticas, construindo esculturas em pasta de papel, essencialmente animais em grandes dimensões (a partir da reutilização e reciclagem de vários materiais), com os quais têm realizado várias exposições em Jardins e Museus do nosso país e também em Espanha ::: Barcelona e Madrid. Ambas professoras, estão a frequentar o segundo ano de Mestrado em Educação Especial. Maria del Mar Amate nasceu em Lisboa a 26 de Dezembro. Formada no Curso de Design ramo Tecnologias Gráficas pela Escola Superior de Arte e Design de Caldas da Rainha. Frequentou o 3º ano do Curso de Desenho da Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa. Desde muito nova que se sente atraída pela criação artística. Marta Gaspar nasceu em Lisboa a 14 de Outubro. Formada no Curso de Design ramo Tecnologias Gráficas pela Escola Superior de Arte e Design de Caldas da Rainha. Frequentou o Curso de Design Gráfico do ARCO em Lisboa. Desde cedo que se sente seduzida pela comunicação visual através da expressão artística.


“Portugal numa casca de noz”, 2013 Colagem sobre tela plástica. 220 X 150 cm


Paulo Pereira Gomes O texto sobre a obra, está escrito á luz de todos, que como eu procuram ainda hoje a sua identidade... “ Estudou arte & design com o professor José Man. Técnicas de expressão e práticas de representação com a professora Helena Sampayo.


“O Povo que faz parte da nossa identidade...”, 2013 Tela e filme plástico. 220 x 150 cm


Rita Burmester Nasceu no Porto em 1967. Em 1990 finaliza o Curso Superior de Fotografia da Escola Superior Artística do Porto e participa em múltiplas colaborações com a Galeria Ether / Vale Tudo Menos Tirar Olhos, em Lisboa. Em 1993 expõe no Teatro Nacional de S. João imagens suas aplicadas na monografia,Teatro S. João / Um Renascimento. Participa na exposição “3 + 3 Olhares, no Teatro Rivoli em 1997, nesse ano inicia a sua colaboração com o Museu de Serralves na documentação fotográfica de exposições e do seu acervo, quatro anos mais tarde, em 2001, expõe em Barcelona no Colégio de Arquitectura, no âmbito da exposição “Panorama Portugal – Pinhais da Foz uma Vida em Absoluto”. Com o Pedro Dantas publica em 2001 Porto de A´brir editado pela ASA e cofinanciado pela Porto 2001 Capital Europeia da Cultura. Em 2004 expõe na Galeria Espaço 552 no Porto e em 2015 participa na exposição colectiva “Delimitações – Entre público e Privado”, 5 fotógrafos contemporâneos na Galeria Encosta, em Oeiras. Em 2018 edita o livro Splendid Garage com Pedro Dantas.


Da série “Algumas Paisagens Possíveis”, 2012 Fotografia, impressão digital. 220 x 90 cm


Ana Cristina Leite Revisitar o passado, estar no presente, imaginar o futuro, poderão constituir o mapa identitário que me ajudou a descobrir uma certa forma de estar na vida, uma certa forma de ser portuguesa. Ser-se português obriga-nos a constantes viagens metafóricas no espaço e no tempo. No espaço porque à imagem dos antigos marinheiros que tiveram de saír, também agora nos sentimos apertados como que num quarto de paredes estreitas. A saída podendo ser física torna-se por opção, metafórica, porque no fundo das nossas almas gostamos de cá estar, de nos inscrevermos mesmo no pior momento. No tempo, porque o próprio é indissociável do espaço que queremos, que é o “cá estar”. Assim construí um mundo muito próprio em que a metáfora torna-se o veículo que percorre interiormente esse mapa identitário num vaivém entre presente, passado e futuro. Todavia constantes viagens interiores, sempre criam inúmeros cansaços e permanentes interrogações! Nenhuma viagem é sempre igual. O equilíbrio é fulcral a todo o viajante, mesmo aos mais afoitos. É necessário parar, ponderar e só depois voltar a criar..! Esta minha obra nasce a pensar no equilíbrio, talvez na paz que o viajante sempre acaba por almejar. Esta obra representa uma vida que permanece no interior de uma luz. Como se essa luz fosse um ser.. O retrato das minhas mãos a tentar equilibrar uma esfera, como se de magia se tratasse ! Dei-lhe o título de “Kid Eclipse”, porque o meu filho nasceu num dia de eclipse, talvez no recato de muito ansiada pausa de viagens interiores. O metafórico dá assim lugar ao físico, consubstanciado no nascimento de um filho e o inerente sentido de proteções mútuas. Eu protejo o meu filho, o meu filho protege-me a mim... Sou portuguesa, vivo num país que neste preciso momento torna-se necessária uma certa magia para nos inscrevermos, para nos aguentarmos!.. Precisava de equilíbrio, talvez o do tal viajante.. O meu filho deu-me força, forneceu-me o equilíbrio mágico que me aguenta suspensa entre as minhas mãos todo o trabalho que me resta fazer! Quanto ás viagens interiores, elas continuam, só que agora levo o meu filho como acompanhante definivo. Um luxo que me apazigua a alma, me dá sentido à vida e me estimula a pulsão criadora... Nasceu no Porto , Formada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes do Porto . Trabalhou no atelier de Bruno Cecobelli em Roma . Ao longo de 20 e tal anos tem trabalhado em pintura . Trabalhou com várias galerias , entre elas a galeria Mário Sequeira em Braga. Está representada em várias colecções particulares e o Museu das Astúrias adquiriu um quadro seu. Ganhou 3 prémios . Participou em várias feiras Internacionais , nomedamente na Feira da Arco, em Madrid , Feira de Bolonha , Fiac Paris , Feira de S Paulo , Feira de Dubay , Feira de Lisboa , Art Basel Miami. Neste momento trabalha com 3 Galerias , uma na Holanda , Espanha e Alemanha . Durante alguns anos , leccionou Pintura e Desenho em algumas escolas do Pais .


S/ tĂ­tulo, 2013 ImpressĂŁo digital sobre tela plastificada. 220x150 cm


Tiago Taron O azul que deveria estar na bandeira (e o branco). Nasceu em Lisboa, em 1 de Janeiro de 1965, onde vive.


“Em Busca do Azul Perdido�, 2013 Digigrafia em pano bandeira (90 cm / 3,125), de desenho em papel (aguarela, caneta e tempera de Ovo 18 cm/ 62,5 cm)


Luísa Soeiro Curso de Artes Plásticas “pintura“ da E.S.B.A.P, concluído em 1981. Exposições (selecção): 1981 Finalistas da E.S.B.A.P. 1984 Desenho e gravura, colectiva na S.N.B.A. 1985 Prémio Malhoa, pintura colectiva na S.N.B.A. 1994 “Penas” Pintura e colagem individual. Galeria da calçada. Porto 1995 Colectivamente individuais, “Pintura “Associação Ateliers de S. Paulo 1996 Colectivamente individual, “ Pintura “Atelier de S. Paulo 1997 “Pintura” Individual Associação Ateliers de S.Paulo. “ Pintura “ Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira 1998 Colectiva Associação Ateliers de S. Paulo. 1999 “ Pintura “ Individual Associação Ateliers de S. Paulo 2000 “ Pintura “ “ “ “ “ “ “Professora Pintora tranquilamente” Individual Ateliers de S.Paulo 2001 “Pintura “ Individual Galeria Caminus 2002 “Pintura “Individual Faculdade de Economia U.N.L. “ Divisões” Pintura, Individual Frágil 2006 “Passadeiras “, Pintura, Individual Chapitô 2008 “Caixas de Petri” Individual Fabrica do Braço de Prata


“A Vida é Feita de Nadas”, 2013 Pano de algodão branco pintado com tinta de água negra. 225 x 150 cm


Meco - Américo Filipe Américo Filipe nasceu em 1956 em Lisboa. Em 1982 Licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura pela FBAUL (Universidade de Lisboa), Portugal. Está representado em diversas colecções privadas e públicas. Exposições (síntese) 1987 - Realiza e participa na exposição “Estrada Marginal”, Museu Nacional do Traje. Lisboa, Portugal 1989 - Realiza e participa na exposição “Quarto Crescente”, Palácio Nacional da Pena. Sintra, Portugal 1993 - “Saifu” Museu de Arte Moderna de Saitama. Tóquio, Japão 1995 - FAC’95, Feira de Arte Contemporânea – Galeria Ara. Lisboa, Portugal 1996 - Galeria Ara. Lisboa, Portugal - Montserrat Gallery. Nova Iorque, E.U.A. 1997 - Galeria Ara (individual). Lisboa, Portugal 1998 - “Bandeiras” Museu de Eppingen. Eppingen, Alemanha - Museu de Eppingen (individual). Eppingen, Alemanha - Galeria Arco. Faro, Portugal 1999 - FAC’99, Feira de Arte Contemporânea – Galeria Ara. Lisboa, Portugal 2002 - “A Noite de Vaishakha Purnima” exposição colectiva - Galeria LAG. Lisboa, Portugal 2003 - Espaço A/Clube 50 - exposição colectival, Lisboa, Portugal - “Colagem digital” (individual) - Galeria LAG. Lisboa, Portugal - “Impressões” exposição colectiva 2005 - “Colagem digital” (individual) - Galeria Iosephus. Lisboa, Portugal 2006 - Cooperativa Árvore - exposição colectiva, Porto – Portugal 2008 - Museu Nacional de História Natural - Sala do Veado - (individual), Lisboa – Portugal. 2010 - Museu Nacional de História Natural - Sala do Veado - exposição colectiva, Lisboa – Portugal. 2010 - Museu Nacional de História Natural - Sala do Veado/ Cabinet D’Amateur 2011 – Reitoria da Universidade de Lisboa – espaço_arte@ulis2011


S/ título, 2013 Acrílico sobre lona. 220x150 cm


Sofia Aguiar As pinturas de insectos de Sofia Aguiar têm sido apresentadas em várias exposições mas sempre como parte de uma instalação. Os insectos são normalmente representados isolados, óleo sobre madeira, em formatos pequenos e sempre em grande quantidade, enchendo grandes espaços, como uma invasão. Pela primeira vez, o suporte de madeira é substituído pela tela, a escala aumenta, e as representações de insectos deixam de ser isoladas. Vive e trabalha entre Lisboa e Tânger. Expõe regularmente desde 2005 em projectos nacionais e internacionais. Faz parte do colectivo de artistas do L’appartement 22, em Rabat, tendo participado em várias exposições com curadoria de Abdellah Karroum. Destacam-se: Sentences On The Banks and Other Activities, 2010, Amã, Jordânia; Others a proposal for articulating works and places (part 2) Museu de Arte Contemporânea da Sicília, Palermo (2010); Bienal de Marraquexe 2009; 54ª Bienal de Veneza (Pavilhão de Marrocos) 2011; Bienal do Benim 2012. Prepara, actualmente, a sua participação na III Bienal de Yakoustk (Rússia). Tem obras em colecções internacionais como Ernst&Young (Londres),L’appartement 22 (Rabat); Fondation Zinsou (Cotonou).


S/ título, 2013 Óleo s/tela. 150 x 200 cm


Lourenço de Almada “Entre a espada e a parede” há um tempo diverso, corajoso e belo, que se deve visitar sempre que necessário para fazer cumprir Portugal, Para lá chegar é preciso atravessar uma porta tão especial que esteja carregada dos mesmos símbolos (*) cujos Quarenta Conjurados, em 1640, tal como os quarenta artistas hoje aqui, à “Luz da Identidade Nacional” souberam interpretar como seus e que os fez vencedores. Eis ela, existe, e no mesmo local! (*) Símbolos: Esfera armilar / Portugal Universal. Bandeira da Restauração / acção do restabelecimento do Justo e Nobre Ideal. Bandeira da Soberania / razão Material e Espiritual dum Povo e seu Soberano. Lourenço José de Almada, nascido a 13 de Abril de 1961, é marcado pela polivalência e entre ela o prazer pela pesquisa sobre a Portugalidade e a Espiritualidade. Escreveu o roteiro português do peregrino, “a Caminho de Santiago”, no ano de 2000, Lello Editores. Expôs pela primeira vez individualmente fotografias suas, tiradas e trabalhadas por si, em 2007, em Lisboa, sobre o título “Património Místico Renovado” e de novo em 2011, em Ponte de Lima, com o título de “Alma de Peregrino”. Recentemente tem vindo a coordenar a Comissão do 1.º de Dezembro da SHIP e dela o seu projecto 1 do 12 ao Vivo.


“PortuGrall”, 2013 Fotografia edição: 3. Fotomontagem digital, pintura fotográfica, e impressão sobre tela plástica. 220 x 80 cm


Agradecimentos: Adelaide Moutinho Borges Augusto Moutinho Borges Carlo Pereira Catarina Almada Frederico Soares da Cunha Gui Abreu Lima João Vilhena José Adrião Luísa Morais Luís Saraiva Lobo Manuel Amaral Maria João de Almeida Marta Coelho Miguel Cabral Moncada Paulo Pereira Pedro de Faro Pedro Teixeira da Mota Rui Viana Teresa Gabriel Tiago Taron

Apoios:


Catálogo de exposição "A Luz da Nossa Identidade"  

Catálogo da exposição realizada no Palácio da Independência, em Lisboa, comemorativa do 1.º de Dezembro de 1640, organizado pela Sociedade H...

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