Issuu on Google+

2

SEXTA-FEIRA 30 DE SETEMBRO DE 2011

➤ ARTIGOS

Falta mão de obra qualificada

O mesmo estudo menciona que os jovens que entraram na universidade nesse ano, ao se formarem trabalharão em profissões que ainda hoje não existem

➤ Carlos Henrique Pellegrini * ada vez que o Brasil atinge crescimento anual do PIB superior a 4,0% faltam estradas, caminhões, contêineres, portos, matéria-prima, mão de obra etc. Estudos do Serviço Nacional da Indústria (Senai) dão conta que o Brasil terá um "apagão de empregados". Na prática quer dizer que faltará mão de obra qualificada. Já sentimos essa falta. Para alimentar essa demanda, estima-se que deveremos capacitar cerca de quinze milhões de trabalhadores nos próximos cinco anos. Pesquisa da FGV aponta que 35% das atuais profissões ainda não existiam em 2007, sendo que surgiram por conta das novas tecnologias. O mesmo estudo menciona que os jovens que entraram na universidade nesse ano, ao se formarem trabalharão em profissões que ainda hoje não existem. O trabalho remunerado, atividade essencial ao engajamento econômico e social do ser humano na sociedade está em crise. O capitalismo global contemporâneo vem trocando lealdade por produtividade imediata e vem acabando com a época dos relógios de ouro como prêmio por logo tempo de dedicação. Ninguém mais tem emprego de longo prazo garantido na sua atual empresa. As próprias capacidades individuais, adquiridas por estudo ou experiência, sucateiam de cinco a oito anos. O emprego será cada vez mais voltado para tarefas ou projetos de duração definida. É uma mudança radical em relação ao fim

C

➤ Cássio Gusson *

dos anos 1960 e 1970, quando os indivíduos eram enraizados em sólidas realidades institucionais nas suas corporações, que por sua vez, navegavam em mercados relativamente firmes. Na época dourada do capitalismo do pró-guerra, vigorava certa "ética social" que domava a luta de classes e garantia benefícios como educação, saúde e pensões por aposentadoria, consideradas então direitos universais. A partir dos anos 1980, com a globalização dos mercados, as corporações e seus investidores ficaram mais preocupados com os lucros de curto prazo e os empregos começaram a cru-

zar rapidamente as fronteiras. Com todos os avanços da tecnologia, tornou-se mais barato investir em máquinas do que pagar pessoas para trabalharem. A falta de mão de obra inflaciona os salários, que por sua vez são repassados aos preços, que alimentam o "monstro da inflação". Já há muita falta de mão de obra qualificada no Brasil, deve piorar caso o governo não reaja e capacite rapidamente novos trabalhadores.

Carlos Henrique Pellegrini é professor universitário e Diretor de Gestão e Sucessão Familiar da Maxirecur Consulting, pellegrini@maxirecur.com.br, www.maxirecur.com.br

Quero utilizar este espaço para reclamar de um semáforo localizado em frente ao Romão de Souza e ao terminal da Colônia. O aparelho foi instalado há três meses, mas ainda não está funcionando. Passo pelo local todos os dias e preciso atravessar a rua, porém muitas vezes tenho que esperar por outra pessoa para que me ajude a atravessar, pois o fluxo de carro, motos e ônibus é muito grande e ninguém reduz a velocidade para que os pedestres atravessem.

Dilma de Matos Prado

➤ RESPOSTA DA PREFEITURA A Secretaria de Transportes vem intensificando o trabalho de sinalização da cidade, tanto semafórica quanto

uando em abril deste ano, o ex-presidente Lula afirmou acreditar que o Partido dos Trabalhadores manteria uma hegemonia na presidência, governando a nação até 2022 (data na qual será comemorado o bicentenário de independência do Brasil), a frase soou um tanto panfletária, dado o contexto em que estava inserida, em entrevista na TVT, emissora gerida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço do sindicalismo, do PT e da trajetória política de Luis Inácio. A criação do PSD e sua declarada vocação governista tornam, cinco meses de-

Q

Cenas da Cidade ➤ VALTER TOZETTO JR.

pois, as palavras de Lula profecia. O novo partido nasce, única e exclusivamente, como parte de uma estratégia eleitoral que visa, pelo fortalecimento da sigla, impulsionar seu poder de barganha e, com isso, sua ‘parte’ na fatia do bolo dos cofres públicos. A legenda é reflexo do momento da política nacional, na qual a oposição, carente de discurso, sofre para arregimentar novos seguidores e sucumbe ao poder da máquina estatal que goza de um momento único, no qual, nacional e internacionalmente vê suas políticas produzirem resultados positivos e serem, de certa forma, farol para novos tempos. Neste contexto os partidos que não

Frases

➤ Do jogador de futebol MACENA,

atacante do Paulista, que volta de suspensão

Ficar de fora do jogo contra o Grêmio Osasco serviu para colocar a cabeça no lugar, mas não posso fugir das minhas características.

➤ Do presidente do Sindicato dos

Bancários de Jundiaí e Região, PAULO SANTOS MENDONÇA, sobre a continuidade da greve

COLORIDO Cata-vento embeleza e proporciona um ar ainda mais campestre para propriedade próxima à rodovia Anhanguera

Espaço do Cidadão ➤ SEMÁFORO

As profecias não mentem

A política cada vez mais dirigida pelo marketing e pela articulação sucumbe a assumir riscos desnecessários. É neste ponto que o ex-presidente vê um caminho hegemônico

de solo, com foco na segurança viária, principalmente dos pedestres. O local apontado pela leitora foi beneficiado com esse trabalho e nos próximos dias será concluída a sinalização necessária, para então o semáforo entrar em operação.

➤ RONDAS Quero parabenizar a Polícia Militar de Jundiaí pelas rondas que tem feito na região central da cidade. Não é de hoje que vejo policiais andando pelas ruas, fazendo ronda. Além de intimidarem quem está com más intenções, acabam gerando uma certa tranquilidade tanto para os comerciantes como para a população que frequenta o Centro. Que este exemplo se espalhe por toda a cidade.

Douglas Silva

As opiniões expostas nesta página não representam necessariamente o pensamento da direção.

➤ SUGESTÃO Gostaria de parabenizar a atual administração do Teatro Polytheama pelo trabalho. Costumo visitar Jundiaí com frequência e a cena cultural da cidade está se ampliando com muita qualidade. Sugiro que invistam em divulgação on-line. Como moro atualmente em São Paulo, procuro informações na internet com frequência. O mesmo ocorre com amigos de Jundiaí e região, que se queixam da impossibilidade de acessar a programação. Fica a sugestão e os parabéns.

Diene G. Gimenes

➤ COMO É DIFÍCIL SER BRASILEIRO Já não bastava a greve

Email: opiniao@jj.com.br redacao@jj.com.br

dos carteiros, agora foi a vez dos bancários. Se você por um milagre receber uma conta para pagar, não vai ter alguém para recebê-la. Dizem as organizações de defesa(?) do consumidor para você entrar na internet, imprimir a segunda via do boleto, e pagar nos terminais eletrônicos, para não incorrer em multa. E dizem os politicamente corretos que a greve é prerrogativa dos regimes democráticos. Ah, bom! Daqui a pouco vão mandar você mesmo fazer a leitura do seu consumo de água, luz e telefone, calcular a conta e levar o dinheiro em espécie para a prestadora do serviço. Será que não está na hora de nós, honestos contribuintes, fazermos nossa greve e não pagarmos porcaria nenhuma até acabarem com esta palhaçada? Fica a sugestão.

Paulo Sergio Pasquale

As negociações também precisam melhorar no sentido de novas contratações.

Fax: 11.2136-6077

➤ PONTO ELETRÔNICO Muito se tem dito sobre a vigência do Registro Eletrônico de Ponto - REP, cuja data de início foi, novamente, prorrogada para 3/10/2011. Entretanto, as empresas não têm observado que o Sistema de Registro Eletrônico de Ponto está em pleno vigor. Muitas empresas já têm questionado judicialmente a obrigatoriedade da utilização do REP, obtendo maior sucesso na questão da obrigatoriedade de impressão do comprovante diário do trabalhador. A jurisprudência predominante tem sido no sentido de que o REP deve, sim, ser utilizado. Porém, algumas firmas ainda não adquiriram o REP em virtude dessas discussões, pois entendem que qualquer alteração na Portaria geraria um novo desembolso financeiro. É importante ressaltar que ne-

pretendem viabilizar, no curto prazo, um nome para a disputa nacional, descobrem que compor a base não é um movimento de submissão, pelo contrário, é uma forma de fortalecer a sigla, obter visibilidade, manter-se na mídia, fazer propaganda e lobbie pelos interesses de suas lideranças. Antes acompanhado que só e não há melhor companhia que aquela que está ganhando. Lula visualiza o Brasil em uma crescente expansão econômica forjada pelo Consenso de Brasília, carente de uma ideia que lhe contraponha e que seja assimilável pelo povo. A política cada vez mais dirigida pelo marketing e pela articulação sucumbe a assumir riscos desnecessários. É neste ponto que o ex-presidente vê um caminho hegemônico. Afinal o PT imprimiu uma ideia de nação que tornou o Brasil uma força internacional e criou não apenas uma nova classe social, a Nova Classe C, como fez do torneiro mecânico um mito. Do outro lado, a oposição foi minguando, estrangulada pelo seu tecnicismo supostamente acadêmico e pela sua dificuldade em dialogar e manejar os interesses dispostos na mesa de negociação. No meio disto há o ‘grosso’ da política nacional que tem gostado da ideia de que é impossível governar uma nação sozinho. Ainda é cedo para que Lula torne-se o sábio da montanha, mas o texto de seu horóscopo encontra forte embasamento na realidade. Digamos que são sinais dos tempos. Cássio Gusson é publicitário, documentarista, diretor de comunicação da prefeitura de Várzea Paulista e Pós-Graduado em Globalização e Cultura pela FESP SP. E-mail: cassio.gusson@gmail.com

Endereço: Rua Baronesa do Japi, 53 - Centro Jundiaí-SP CEP 13.207-684

nhuma empresa está obrigada a usar o ponto eletrônico, podendo optar pelo registro manual ou mecânico. Entretanto, se fizer uso de controle eletrônico de jornada, deve observar e seguir as regras previstas na Portaria 1.510/09, que passa a valer no mês de outubro.

Karin Friese Soliva Soria

IMPORTANTE: A direção de redação do Jornal de Jundiaí Regional se dá o direito de NÃO PUBLICAR cartas que ofendam a honra e a dignidade de pessoas físicas ou jurídicas e de adequar textos ao nosso espaço padrão. Mais: só serão publicadas cartas cuja procedência for comprovada, via e-mail ou telefone, que devem constar na mensagem enviada.


JJR300911C0102