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Notícia Antiga

No dia 24 de outubro de 1932 nasceu o cartunista, escritor e jornalista brasileiro Ziraldo Alves Pinto.

Edição 855

Curitiba, 24 de outubro de 2013

lona.redeteia.com

Divulgação

Festa literária reúne escritores e promove dialógo cultural A Festa Literária do Colégio Medianeira recebeu na última quarta-feira a jornalista e escritora Eliane Brum. Ganhadora de diversos prêmios, Eliane debateu sobre ficção e realidade, literatura e jornalismo, e relatou um pouco sobre sua carreira e histórias de vida. Página 3 Elana Borri

Universidade Positivo reduz o número de cinzeiros a pedidos da Vigilância Sanitária Para atender ao pedido do órgão municipal, a Universidade Positivo eliminou todos os cinzeiros em áreas cobertas na sede do Ecoville. Eles ficavam principalmente nas escadas de emergência dos blocos, onde agora é proibido o uso do cigarro por ser uma área coberta. Entretanto, atualmente é comum ver bitucas de cigarro no chão. Desde o começo desse ano isso passou a ser crime, previsto em lei, em lugares públicos. Das 20 mil toneladas de lixo sólido produzido diariamente no estado, as bitucas correspondem a 60 toneladas.

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Opinião Editorial

Ônibus

Por onde anda?

“No entanto, ao perceber que a espionagem não se limita apenas aos países subdesenvolvidos, mas também aos países da poderosa Europa, fica mais evidente a preocupação.”

“É mais fácil evitar que os dois gêneros se encontrem do que garantir a punição de quem comete assédios sexuais. Não se dá estrutura para que as mulheres se sintam seguras utilizando o próprio transporte público – então será melhor separarmos os homens das mulheres,” Maximilian Rox.

O que fazem os estudantes de jornalismo depois de formados? Saiba por onde anda a ex-aluna Cassia Morghett.

Colunistas

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MPB

Teatro

“Agora, era inevitável que o mesmo não viesse a caminhar pela estrada da música, pois na sua infância convivia com músicos como Pixinguinha e Jacob do Bandolim.,” Halanna Aguiar.

“ A cada semana, al-

gum musical chega à capital paranaense com um grande elenco de músicos, dançarinos e atores,” Larissa Mayra.


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Editorial

Mais uma vez Agora, o caso de espionagem chegou ao país que utilizou a mesma tática, em larga escala, em uma das piores guerras que o mundo já viu. E, infelizmente, quando se prova do próprio veneno é que se percebe o quanto a estratégia é equivocada. Um porta-voz do governo alemão denunciou que o

celular da chanceler Angela Merkel pode ter sido espionado pelos Estados Unidos. Por conta do ocorrido, o embaixador americano em Berlim foi convocado para dar explicações e para ouvir o posicionamento da Alemanha em relação ao assunto. Segundo a própria chanceler alemã, a relação de confiança

com os EUA deve ser “reconstruída”. Mais do que uma repetição da mesma história, a espionagem na Alemanha traz à tona a fragilidade dos EUA cada vez mais evidente em relação ao caso, além da importância que o assunto merece dependendo da nação atingida. Quando descoberta a “bisbilhotice” com o Brasil,

Por Onde Anda?

Dilma Rousseff aproveitou seu discurso na ONU para definir um Marco Regulatório mundial. Os países que se manifestaram (e que, inclusive, assinaram junto termo pedindo regulamentação) foram a Índia e a África do Sul. No entanto, ao perceber que a espionagem não se limita apenas

aos países subdesenvolvidos, mas também aos países da poderosa Europa, fica mais evidente a preocupação. Primeiro com a França, agora com a Alemanha. A ideia de que a espionagem ultrapassa todos os limites do aceitável já é mais do que sabida. Porém, não tinha ficado tão clara essa preocu-

pação individualista com questões que poderiam ser mais bem trabalhadas com união. Se Brasil, Índia e África do Sul tivessem apoio da Europa como um todo, desde o início, a força para derrubar a espionagem sem limites dos EUA seria ainda maior.

Cassia Morghett Logo que me formei, em 2009, eu fui morar fora, na Virgínia (EUA). Fiquei lá por 1 ano e 3 meses para estudar inglês, porque eu não sabia a língua, e para jornalismo é importante. Para tudo, na verdade! Quando voltei, foi difícil entrar na área e apareceu a oportunidade de trabalhar no Escritório Internaciuonal da PUC. Estou gostando bastante. Eu faço

a parte de comunicação do site, matérias sobre o que acontece na área internacional da universidade. Uso bastante as técnicas jornalísticas. Acho que jornalismo me ajudou muito pra vida em geral. De prático, o que me ajudou foi a escrita, inclsuive as técnicas que eu uso. Mas o curso mesmo me mudou muito. Eu era muito tímida, tinha muito problema

com isso. Também nao gostava muito de ler. E com todos os milhares de livros que tínhamos que ler, hoje sou apaixonada. São pequenas coisas, mas que mudaram muito o que sou hoje. Jornalismo é um curso pra alma também, mesmo que a gente acabe nao seguindo a carreira, o que acontece com muita gente.

Com licença senhor, mas chegou o meu ônibus Maximilian Rox Acho extremamente sarcástico um dos sistemas de transporte público mais bem vistos do mundo ser forçado a adotar uma medida de segregação de gêneros. Chega a ser vergonhoso aos curitibanos que tanto se orgulharam de ter um ônibus modelo ver a falta de educação às mulheres serem estampadas nos veículos e biarticulados. Essa separação de ambos os gêneros nos horários de

Expediente

pico só demarca que há um grande problema circulando pelas ruas da cidade: a falta de respeito por parte dos homens. Prefere-se separar a educar. É mais fácil evitar que os dois gêneros se encontrem do que garantir a punição de quem comete assédios sexuais. Não se dá estrutura para que as mulheres se sintam seguras utilizando o próprio transporte público – então será me-

lhor separarmos os homens das mulheres. Não se dá educação suficiente para que os garotos saibam respeitar as garotas – então será melhor separarmos os homens das mulheres. Isso só representa uma medida superficial em meio a um imenso problema de desrespeito já enraizado no subconsciente de alguns representantes do sexo masculino. É preciso garantir a segurança

e os direitos das mulheres do que simplesmente separá-las e manter o problema ainda ocorrendo em outros locais. Isso não resolverá o problema de desrespeito ao sexo feminino, apenas o afastará de uma situação localizada e específica – apenas um ponto de risco entre os vários possíveis. Porque deixá-las vulneráveis nos demais lugares, expostas ao mesmo tipo de assédio? Protegê-la de somente uma

das situações não a deixará segura das outras, e essa medida se esquece desse tão importante detalhe. Enquanto a sociedade não encontrar um meio de solucionar esse problema, a resolução estará na segregação temporária; no vergonhoso “me desculpe senhor, não é por nada não, mas chegou meu ônibus”. O ônibus rosa, cor viva do desrespeito masculino.

Reitor: José Pio Martins Professora-orientadora: Ana Paula Mira Vice-Reitor e Pró-Reitor de Administração: Arno Gnoatto Editores: Júlio Rocha, Lucas de Lavor e Marina Geronazzo Pró-Reitora Acadêmica Marcia Sebastiani Editorial: Da Redação Coordenadora do Curso de Jornalismo: Maria Zaclis Veiga Ferreira


Notícias do Dia

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FLIM promove palestra sobre literatura e jornalismo com Eliane Brum A jornalista ganhadora de mais de 40 prêmios falou sobre morte, tempo, infância e a relação com as pessoas

Jorge Nikolas Camargo

Ao falar de tempo, a documentarista contou sobre as mudanças que vivenciou nos últimos anos. “Precisava achar uma nova voz para mim”, desabafou Eliane. Para isso, ela conta que tomou duas decisões em 2010: uma delas dois de deixar o seu emprego na revista Época e a outra foi ir à busca de novos desafios. “Muitas pessoas questionaram o fato de eu deixar a revista Época, mas as decisões malucas e aparentemente ir-

to muito profundo. Meu maior fracasso seria se essas pessoas não se reconhecessem nas histórias escritas”, contou a escritora. “No documentário Uma Vida Severina, acompanhei a senhora Severina que estava grávida de um feto anencéfalo. Ela fez uma peregrinação pelo país, lutando por justiça. Foi alguém com quem eu vivi momentos extremamente fortes. No final [quando Severina deu a luz] havia um caixão ao

tar desde os tempos dos gregos”, conta ela aos risos. “Devo também a uma mulher que conheci só por foto, que se chama Luiza, filha de um romance do século 19, entre um homem branco, chamado Sabino, que se apaixonou pela escrava do seu pai. Quando ela engravidou, ele assumiu a criança e a mulher. Por isso foi deserdado pelo pai. Mas a escrava, depois de dar a luz, morreu e o destino de Sabino acaba tendo que, so-

escrever é a Luzia”, conta Eliane, emocionada. “Meu pai me ensinou a agradecer a Luzia e todos os anos eu levo flores ao túmulo dessa mulher. Como meu pai diz: foi Luzia que nos arrancou da cegueira das letras. Hoje, meu pai tem 83 anos e continua levando flores ao túmulo de Luzia, pelo menos uma vez por ano”. A palestrante conta ainda que comprou o seu túmulo próximo ao de Luzia: “Dei uma vaca para a festa da Jorge Camargo

Na noite de ontem, quarta-feira (23), a Festa Literária do Colégio Medianeira (FLIM) trouxe para um bate papo à jornalista, escritora e documentarista Eliane Brum. A palestra, mediada pelo professor da UFPR e jornalista José Carlos Fernandes teve como tema: ficção e realidade, literatura e jornalismo. Durante duas horas, a escritora conversou com a platéia sobre suas experiências jornalísticas e contou um pouco sobre sua história de vida. “Era um domingo chuvoso quando eu acordei e olhei pela janela. Vi aquela cidade cinza, e então resolvi transcrever a minha dor de existir para as palavras”, conta Brum, que lançou seu primeiro livro aos 11 anos – uma coletânea de textos que escrevia em qualquer pedaço de papel e que seu pai guardava. Depois ele transformou em um livro. Em meio a risadas, a escritora conta que “foi à primeira experiência em que se sentiu nua perante a sociedade”, com sua intimidade exposta para que todos pudessem ler. Em 2008, Eliane acompanhou uma senhora que sofria de um câncer terminal. Durante 115 dias a jornalista manteve contato com a mulher. “Ela me disse uma vez: quando eu tive tempo, descobri que meu tempo havia acabado”, conta a jornalista. E finalizou dizendo que “cada um de nós tem várias vidas para viver, várias vozes para descobrir”.

responsáveis que eu tomei foram as que mais deram resultados”, disse a palestrante. Eliane Brum falou ainda sobre a relação que mantém com as pessoas sobre as quais ela conta as histórias de vida. “As pessoas que abrem as portas de suas vidas para mim tem um pac-

lado da cama, e não um berço”, completou Eliane. A escritora também fez agradecimentos especiais a todos que a inspiram: “Devo muito a muita gente. Inclusive ao meu pai, de quem eu herdei essa característica de falar. Se perguntar a ele o preço do pão, ele começa a con-

zinho, criar a criança [Luzia]. Para isso, ele peregrinou pelo Rio Grande do Sul. Com o passar do tempo, a menina cresceu, virou professora como o pai e nunca se casou. Foi quando ela chegou ao povoado de Barreiro, onde mora a família do meu pai. E então, quem ensinou meu pai a ler e

padroeira e comprei meu túmulo em troca”, conta. Eliane contou ainda que desde criança, quando ia para a chácara de seus tios, ao invés de ir brincar como todas as outras crianças faziam, ela “preferia sentar em um canto da sala, observando a conversa dos adultos, enquan-

to o tio fumava o cigarro de palha e a tia servia um prato de bolachas brancas”. Sutilmente, sem ser percebida, a menina “pegava uma bolacha, sem muitos movimentos para não ser notada, enquanto ficava tentando entender a história daquelas pessoas”. Eliane se considera uma contadora de histórias reais: “Toda essa experiência me faz pensar que não existem pequenas histórias, e que toda história de vida é extraordinária. Eu, particularmente, me interesso por aquelas que não virariam notícia”. Para finalizar, a palestrante respondeu algumas perguntas, autografou alguns livros e terminou com um conselho: “O jornalismo é a documentação da história contemporânea. A maneira como olhamos para nós mesmos e para os outros, é determinante”. Serviço A Festa Literária promovida pelo Colégio Medianeira acontece desde segunda-feira, 21. O evento é aberto ao público, e durante toda a semana reúne escritores, contadores de histórias, oficina de criação literária, feira de livros e lançamentos de livros dos alunos – uma coletânea de textos produzidos ao longo do ano. Neste ano, a festa literária acontece entre os dias 21 a 26 de outubro. Confira a programação completa no hotsite oficial do evento: www.coleg i ome d i ane i r a . g 1 2 . br/blogs/flim2013.


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Geral

Universidade Positivo elimina os cinzeiros em áreas cobertas A empresa teve que atender ao pedido da vigilância sanitária e também busca o ISO 14001

Elana Borri

Elana Borri

Desde fevereiro de 2013, quem joga bitucas de cigarro no chão em Curitiba está sujeito à aplicação de multa. Essa medida partiu de uma lei proposta pela vereadora Noêmia Reis do PSDB, aprovada ainda neste ano, que inicialmente previa que os fabricantes de cigarros seriam os responsáveis pelo recolhimento e reciclagem das bitucas e quem as jogasse no chão seria punido. Entretanto, como a lei foi votada ainda no ano passado, o então prefeito Luciano Ducci vetou parte do projeto e, atualmente, os fabricantes não possuem nenhuma responsabilidade pública com o lixo descartado pelos fumantes e a lei tem somente a função de punição. O lixo jogado em local inadequado também é prejudicial à natureza. Cada toco de cigarro demora cerca de 20 a 24 meses para se decompor totalmente.

Bitucas jogadas no chão da Universidade Positivo.

No mês de abril deste ano, o governo do estado do Paraná iniciou uma campanha educativa contra o descarte incorreto de bitucas de cigarro. Foram fixados adesivos em quase 20 mil estabelecimentos do estado que vendem cigarro. De acordo com uma pesquisa feita pela empresa Souza Cruz, a maior do setor tabagista brasileiro, o Paraná gera cerca de 60 toneladas de bitucas por dia. Isso equivale a 0,03% do total

de lixo sólido recolhido por dia no estado. A campanha é parte do programa chamado Paraná Sem Lixões, que tem por objetivo o envolvimento do setor produtivo na coleta e reciclagem dos produtos após a sua utilização. Mas a preocupação com o meio ambiente e descarte do lixo é recorrente não somente em lugares públicos. Na Universidade Positivo, a quantidade de bitucas de cigarro descartadas incor-

retamente também é grande. O Gerente Administrativo da universidade Wilson Lima afirmou que a equipe de zeladores tem um preparo especial e a limpeza é feita corriqueiramente, mas apesar disso, é inevitável que esse tipo de sujeira se acumule. Ele também afirmou que a redução do número de cinzeiros, notada por alguns alunos, foi devido à um pedido da prefeitura, já que a vigilância sanitária autoriza a implan-

tação deste tipo de lixeira somente em lugares abertos. Antes, era possível ver os cinzeiros nas escadas de emergência dos blocos da Universidade, locais que são cobertos. Wilson contou também que a Universidade não possui nenhuma campanha contra o fumo, mas que com a busca pelo ISO 14001, a empresa pretende inicial algum projeto. O Grupo Positivo, do qual a Universidade Positivo faz

parte, implantou um Sistema de Gestão Ambiental em 2012 visando o monitoramento e a redução dos impactos ambientas, como a produção de resíduos (entre eles as bitucas), consumo e desperdício de água e energia, que as sedes do grupo geram e adotando a metodologia do ISO 14001. O objetivo é de melhorar a gestão do sistema do grupo.


Colunistas

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Halanna Aguiar Samba, choro e afins De Paulo a Paulinho “Antigamente era Paulo da Portela/ Agora é Paulinho da Viola/Paulo da Portela nosso professor/ Paulinho da Viola o seu sucessor/Vejam que coisa tão belo/O passado e o presente/Da nossa querida Portela/Paulo com sua voz comovente/ Cantava ensinando a gente/Com pureza e prazer/O seu sucessor na mesma trilha/É razão que hoje brilha/Vaidade nele não se vê/Ó Deus/Conservai esse menino/ Que a Portela do Seu Natalino/Saúde com amor e paz/Quem manda um abraço é o Rufino/Pois Candeia e Picolino/Lhe

Desejam muito mais”. Os integrantes da Ala de Compositores da Portela, Monarco e Chico Santana, escreveram essa canção em homenagem aos Paulo’s da Portela. Paulo Benjamin de Oliveira, mais conhecido como Paulo da Portela, lutou nas décadas de 20, 30 e 40 para acabar o estereótipo atribuído ao sambista de malandro e vagabundo. Paulo da Portela também foi eleito o Cidadão Samba em 1937, prêmio que era dedicado aos sambistas de destaque da cidade do Rio de Janeiro, onde o mesmo obteve a carteira

do Cidadão Samba, como representante da escola de samba Portela, escola da qual ajudou a fundar. Ultimamente, Paulo César Batista de Faria, popularmente conhecido como Paulinho da Viola, é quem deixou a sua marca no samba e no Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela (GRESS PORTELA). Quem diria que o filho do violonista do conjunto Época de Ouro, Benedito César Ramos, viria a se tornar um dos nomes mais importantes da história do samba. Contra as vontades do pai que não queria ver o filho no mundo

da música, Paulinho da Viola procurar se aperfeiçoar por conta própria. Agora, era inevitável que o mesmo não viesse a caminhar pela estrada da música, pois na sua infância convivia com músicos como Pixinguinha e Jacob do Bandolim. Paulinho até compôs uma música em homenagem a essa discordância do seu pai me relação a carreira musical. “Tinha eu catorze anos de idade/Quando meu pai me chamou/Perguntou se eu não queria/Estudar filosofia, medicina ou engenharia/Tinha eu que ser doutor/Mas a mi-

nha inspiração/Era ter um violão/Para me tornar sambista/ Ele então me aconselhou/Sambista não tem valor/Nesta terra de doutor/E seu doutor/O meu pai tinha razão/Vejo um samba ser vendido/E o sambista esquecido/O seu verdadeiro autor/ Eu estou necessitado/ Mas meu samba encabulado/Eu não vendo não senhor”. A partir de 1964 Paulinho se dedicou inteiramente a carreira musical, até que em 1966, a Portela foi campeã com um samba de sua autoria, “Memórias de Um Sargento de Milícias”. Desde então a carreira de Paulinho deco-

lou de uma forma impressionante. Dono de um grande tesouro, o mestre possui uma obra imensa e mesmo depois de ter atingido os seus 70 anos de idade, continua cantando, tocando e compondo maravilhosamente bem. Com sua voz doce e ao mesmo tempo profunda, Paulinho toca no coração da gente como ninguém jamais tocou. Que a obra desses dois mestres sejam sempre relembradas.

Todas as músicas foram cantadas em inglês e isso dificultou a compreensão da história. Talvez uma alternativa mais aceitável seria representar a peça completamente em inglês e com a utilização de legenda, pois da forma como está parece que as músicas são algo à parte do espe-

táculo. Achei tudo muito bonito, mas sai do teatro com uma vontade de assistir uma peça mais intimista e intensa, mas isso é só uma questão pessoal. Cada um sabe do que gosta!

Larissa Mayra Falo de Teatro Figurinos maravilhosos, músicas impecáveis e cenários grandiosos. Sim, tudo estava muito bonito, mas parecia que algo insistia em fugir de mim. O ator lá no fundo do Teatro Positivo, mesmo que ele estivesse na boca de cena. Acho que essa sensação de distância com o palco ajudou a minha distração. No meio de tudo, os bailarinos. Se os diálogos não eram suficientes para prender a minha atenção, confesso que as danças me pareciam mais interessantes. Os grupos de bailarinos conseguiam preencher o palco e transmitir sensações mais fortes que as representações. “New York, New York” é uma adapta-

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Toda vez que penso em musicais, me vêem algo grandioso em que uma estética que valoriza o belo se prevalece. Além disso, não tem como não lembrar da cultura norte-americana. Os musicais no estilo “Broadway” são exemplo disso e fazem muito sucesso no Brasil. A cada semana, algum musical chega à capital paranaense com um grande elenco de músicos, dançarinos e atores. As produções desses espetáculos não economizam na utilização de efeitos e figurinos. No último domingo à noite, quando sentei para assistir o musical “New York, New York”, todas essas coisas alimentaram os meus pensamentos.

ção do livro de Earl Mac Rauch, publicado em 1977 e conta a história de amor entre a cantora Francine Evans e o saxofonista Johnny Boyle. Tudo isso é ambientado na América do pósguerra, porém no musical o pós-guerra ganha brilho e é romanceado. A atriz e cantora

Alessandra Maestrini (sim, ela é a atriz que fez a Bozena) e o ator e cantor Juan Alba são os protagonistas da trama. Alessandra se destaca no musical pelo seu canto, que é realmente incrível. Já Juan Alba parece se encaixar mais no seu personagem, consegue atrair a atenção do público.


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NOTÍCI ANTIGA No dia 24 de outubro de 1932 nasceu o cartunista, escritor e jornalista brasileiro Ziraldo Alves Pinto. Conhecido por ser um dos mais conhecidos escritores infantis do Brasil, ele é o criador do Menino Maluquinho, um de seus personagens mais famosos. Em 1954 traba-

lhou no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S. Paulo) onde tinha uma coluna dedicada ao humor.O escritor era também colaborador da revista Cruzeiro e do Jornal do Brasil. Ziraldo foi fundador da revista Pasquim que se opunha ao regime militar, o que foi possivelmente

a razão da sua prisão pela ditadura em 1964. Além disso ele também recebeu vários prêmios como o Nobel Internacional de Humor em 1969 e o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria infantil com o personagem Menino Maluquinho.

O que fazer em Curitiba? Galeria Teix De 5 a 30 de setembro, na Galeria Teix (Rua Vicente Machado, 666), fica a exposição “Quanto um Chapéu de Palha”, e reúne 11 obras inéditas em tecido, bordadas e pintadas à mão do artista Alexandre Linhares. Informações: (41) 3018-2732. Exposição “Consciente do Inconsciente” no MASAC De 8 de agosto a 3 de novembro, no Masac – Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba (Largo da Ordem - Setor Histórico), tem a exposição São Francisco de Assis – O Homem Atemporal, com esculturas da artista plástica Nilva Rossi. Memorial de Curitiba Até dia 3 de novembro, no Memorial de Curitiba (R. Claudino dos Santos, 79 – Setor Histórico) fica a exposição “Curitiba Protesta”. As recentes manifestações populares que tomaram conta das ruas de todo o país são tema da exposição Curitiba Protesta. Integram a mostra 60 imagens feitas por fotojornalistas que acompanharam as manifestações, apresentando um recorte visual dos principais momentos dos atos que lotaram ruas e avenidas do centro da capital. Entrada franca. Informações: (41) 3321-3328.


Lona 855 - 24/10/2013