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Edição 852

Curitiba, 21 de outubro de 2013

Wikimedia Commons

Notícia Antiga No dia 21 de outubro de 1879, Thomas Edison inventou a primeira lâmpada elétrica.

lona.redeteia.com

Sindicato alerta para paralisação dos ônibus Lucas de Lavor

O Sindimoc, Sindicato de Cobradores e Motoristas do Transporte Coletivo, reivindica pagamento em dia por parte das empresas. Segundo o sindicato, essa não seria a primeira vez do atraso. No total, são 13 mil funcionários que atuam em Curitiba e Região Metropolitana que podem parar. Uma assembleia marcada para esta noite decidirá se haverá ou não paralisação.

Página 3 Olívia D’Agnoluzzo/Divulgação

Requiém para Dóris é pura Encrenca Livro Requiém para Dóris marca a estreia do músico e compositor curitibano, Oneide Diedrich, nas estantes das livrarias, além de lançar o novo selo editorial Encrenca – Literatura de Invenção. Romance é baseado em música homônima da banda Pelebrói Não Sei?, na qual o autor é vocalista.

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Opinião Editorial

Estupro

Por onde anda?

“Hoje, já há equipamentos avançados para evitar que os testes sejam feitos em cachorros, ratos, coelhos ou qualquer outro animal. No entanto, o valor é muito mais alto, o que explica a “preferência” pelos bichos.”

“A maioria dos homens enxergam o abuso sexual como só um “estuprinho”, não apenas pela falta de respeito em relação as mulheres, mas também pela falta de informação,” Ana Colemonts.

O que fazem os estudantes de jornalismo depois de formados? Saiba por onde anda o ex-aluno Thiago Henrique Noronha.

Tecnologia

Colunistas “ Como os video-

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games são produtos importados (menos o Xbox 360° que já é fabricado aqui), as empresas devem

pagar uma série de tributos para que o produto possa entrar no Brasil [...],” Luiza Romagnoli.


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Editorial

Animais x humanos A briga é antiga. A defesa pelos animais ganhou força nos últimos anos e cada vez são mais frequentes casos de deflagração de maus-tratos contra animais. O caso do Instituo Royal, que fazia teste com animais para indústrias farmacêuticas, trouxe à tona mais uma vez

o absurdo que é utilizar seres vivos para testes. Os cães eram usados para testar reações adversas, como vômito, diarreia, perda de coordenação e convulsões. A l g u n s animais foram encontrados com tumores, mutilados e até sem os olhos. Hoje, já há

equipamentos avançados para evitar que os testes sejam feitos em cachorros, ratos, coelhos ou qualquer outro animal. No entanto, o valor é muito mais alto, o que explica a “preferência” pelos bichos. Essa mentalidade é apenas mais uma prova de que, infelizmente, o

Por Onde Anda?

ser humano ainda se acha superior a qualquer outra forma de vida. Não fosse isso, não haveria tanto animal abandonado muito menos filhotes de raça sendo vendidos, às vezes, pelo preço de um carro. Se o homem encarasse os animais como seres tão cheios

Homens e a falta de respeito

Expediente

defendem que o ser humano está, sim, no mesmo patamar que os bichos. Talvez não seja necessária essa radicalização, mas é um pequeno passo para entender que maus-tratos a qualquer tipo de ser vivo é sinônimo de desvio de caráter e falta de valores.

Thiago Henrique Noronha Estou na rádio Massa FM, desde quando estava no segundo ano da faculdade.Entrei como estágiario em 2008, e estou até hoje na empresa. Hoje sou jornalista e produtor execultivo da Massa FM, agradeço muito ao profes-

Um tema tão sério como o estupro é um assunto tratado como brincadeira no país, em que os homens acham que o ato de abuso sexual não é nada demais, e que de qualquer forma, estão satisfazendo a mulher (com violência). Vivemos numa sociedade extremamente machista, em que comerciais de cervejas fazem apologia ao estupro, como a da Nova Schin, que coloca homens imaginan-

de direitos quanto ele, jamais seriam noticiados fatos como do Instituto Royal, assim como rinhas de galo, rodeios e diversos outros eventos que fazem dos bichos a principal atração normalmente recheados de sofrimento. Na medicina veterinária, há correntes que

sor Luiz Witiuk, que me ensinou todos os caminhos do rádio e hoje uso isso para evoluir sempre. Minha vida hoje é o rádio, conseguimos com muito esforço colocar a Massa FM em primeiro lugar na audiência de Curitiba. E sem-

Ana Clara Colemonts

ma propaganda falando do dano que isso gera às mulheres, e não apenas o físico, mas também mental. Que tal fazer uma propaganda retratando o estresse pós-traumático, a vergonha, a ansiedade, o pâniO cenário das co e a depressão propagandas são que vítimas de sempre um gru- estupro sofrem? po de homens sorridentes, fazendo brinca- A maioria dos deiras com a homens enxer“pegação” e tor- gam o abuso senando as mu- xual como só lheres um objeto um “estuprinho”, sexual. Mas eu não apenas pela não vejo nenhu- falta de respeido o que fariam se estivessem invisíveis. A resposta é tentar tirar a roupa de mulheres, sem o consentimento delas, já que os homens estão invisíveis.

pre quando vou fazer uma nota ou uma produção para os locutores lembro com carinho e muita atenção dos ensinamentos do Witiuk.

to em relação as mulheres, mas também pela falta de informação. Mulheres que foram vítimas do abuso sexual vivem em constante medo, com vergonha de admitir que foram violentadas para os amigos e familiares, e demoram para conseguir ingressar em um novo relacionamento e/ou ato sexual, sofrem de depressão após-abuso e tendem a pensar em suicídio.

Reitor: José Pio Martins Professora-orientadora: Ana Paula Mira Vice-Reitor e Pró-Reitor de Administração: Arno Gnoatto Editores: Júlio Rocha, Lucas de Lavor e Marina Geronazzo Pró-Reitora Acadêmica Marcia Sebastiani Editorial: Da Redação Coordenadora do Curso de Jornalismo: Maria Zaclis Veiga Ferreira


Notícias do Dia

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Sindimoc alerta para possível paralisação dos ônibus Segundo Sindicato, não é a primeira vez que pagamentos atrasam com empresas diferentes. Caso o pagamento não seja efetuado até hoje, uma assembleia será realizada nessa noite na Praça Ruy Barbosa, onde será decidido se há ou não paralisação Lucas de Lavor

(Sindimoc), um bom número das empresas responsáveis pelo pagamento dos vales já cumpriram o prazo, mas algumas ainda não realizaram o depósito. No total, são 28 empresas que atuam em Curitiba e Região Metropolitana, com 13 mil cobradores e motoristas que atuam junto dessas empresas. A assessoria ainda informa que, caso as empresas efetuem o depósito até o fim do dia, não haverá paralisação.

Segundo a assessoria do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana

Problemas A cada ano, explica o Sindimoc, empresas têm descumprido, em mo-

Lucas de Lavor

Funcionários da rede de transporte público de Curitiba irão se reunir nessa segunda-feira (21) para discutir quais empresas fizeram o pagamento de outubro na data correta e quais estão atrasadas. A prerrogativa é, caso até o final do dia de hoje as empresas não tenham feito esse pagamento, há a chance de paralisação, decisão que será tomada em uma assembleia com os funcionários às 21h na Praça Ruy Barbosa.

mentos diferentes, os acordos assinados na Comissão de Trabalho. Esses acordos, que consistem em itens, tem sido ignorados e os atrasos do pagamento de v a l e - a l i me nt a ç ã o e vale-transporte vem se tornando frequentes. Sem-

pre que isso ocorre, uma reunião entre os funcionários é feita para discutir o assunto. Dessa vez, com o objetivo de cessar os atrasos, a ameaça de paralisação é a esperança de melhora da categoria.

Pagamento é feito corrente do fato do em dia dia 20 ter caído no domingo, o pagaEm nota oficial, mento será efetuao Sindicato das do hoje. Algumas Empresas de Ôni- empresas efetuabus de Curitiba e ram o pagamento Região Metropo- na sexta, segundo litana (Setransp) o Setransp. Até informa que o pa- o momento não gamento é feito no houve sinal de padia 20 a cada mês gamento para os e em outubro, de- funcionários.

Curso de Jornalismo da UP cria Prêmio Melhores Reportagens

Segundo a Coordenadora do Curso de Jornalismo Maria Zaclis Veiga, o objetivo é a valorização do material produzido Lucas de Lavor

São seis categorias de melhores r e p o rtagens: Lona, Te l a Un , R á d i o Te i a e Te i a No tícias. Prêmio I n o v a ç ã o e Me l h o r d o A n o. O p r i me i ro, Prêmio Inov a ç ã o i r á prem i ar as re p or t age ns or ig i nais e ut i l i z am

nov as l i ng u age ns. Já o Prêm i o Mel hor do Ano bus c a cl assi f i c ar a mel hor re p or t age m produ z i d a p ar a c a d a ve í c u l o. S e r ã o c i nc o jú r is qu e av a l i ar ã o as re p or t age ns, tot a l me nte de sv i nc u l a do s c om a i nte re ss e s de a lu no s p ar t i c i- de Jor na l ismo, p ante s do Prê - profe ss or a Mam i o. r i a Z a cl is Ve iga , o prê m i o t rab aPar a a c o orde - l ha o i nc e nt ivo na dor a do c u rs o de pro du ç ã o in -

Lucas de Lavor

Alunos que durante o ano letivo publicaram alguma matéria em alguns dos veículos da Rede Teia (rede de veículos do curso de Jornalismo da Universidade Positivo), terão a oportunidade de concorrer ao Prêmio Melhores Reportagens 2013, premiação interna do curso de Jornalismo da universidade. Estudantes de to-

dos os anos terão a oportunidade de concorrer ao primeiro ano que o prêmio é realizado.

te r na . “E sp e ro que os a lunos p ar t icip e m . A id e i a é va l or iz ar o mate r i a l pro duz id o. Pe rce-

b e mos que te mos mate r i a l b a c ana e que re mos va l or i z ar to d o e ss e e sforço”.


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Geral

Romance “Pelebrônico” marca estreia de Oneide Diedrich na literatura Requiém para Dóris, primeiro livro do vocalista da banda curitibana Pelebrói Não Sei?, é baseado em música homônima e estreia novo selo editorial Victor Hugo Turezo

“Há saltos de tempo e espaço. Algumas mudanças de voz ao longo da narrativa. Mudo de acordo com o clima de Curitiba”, diz o autor, que usa o clima instável da capital paranaense para dar ritmo à obra.

“Requiém para Dóris é o nome de uma música do Plebrói. Faço referências constantes ao longo do livro. Posso dizer que é um livro musical. Uma obra “Pelebrônica”, conta o escritor, que também carrega para

Livro de estreia de Oneide Diedrich é musical e “Pelebrônico”

“Agora estou trabalhando em um segundo livro e está bem mais fácil e rápido o processo de criação.”

dentro da obra influências de músicas que marcaram sua vida, alguns clássicos da literatura e de pessoas com quem convive e admira.

dução do romance foi árduo e longo, levando cerca de oito anos para ficar pronto. Antes, Oneide evitava o máximo a escrita. Passava meses sem escrever uma linha O processo de pro- sequer, pois não se sentia confortável para continuar. Não conseguia se concentrar na produção. Olívia D’Agnoluzzo/Divulgação

Os momentos em cima de tablados de madeira surrados, em casas de shows undergrounds nas cidades pelas quais Diedrich e os outros componentes da banda se apresentaram ao longo dos anos, serviram de inspiração e marcam vários pontos do livro.

Olívia D’Agnoluzzo/Divulgação

Além de atuar nos palcos com a banda Pelebrói Não Sei?, o músico e compositor, Oneide Diedrich, agora abre caminho no universo dos livros. Requiém para Dóris, seu primeiro livro, é narrado de forma não linear, abordando em cada capítulo histórias que podem ser lidas sem seguir uma sequência cronológica.

“Anteriormente, sempre que possível evitava escrever, e quando conseguia produzir, sentia algo estranho. Vivia num dilema. Tive que me acostumar com esse estranhamento para poder curtir o processo de produção. Agora estou trabalhando em um segundo livro e está bem mais fácil e rápido o processo de criação”, relata. Selo

Requiém para Dóris demorou oito anos para ser escrito; forma não linear da narrativa dá ao leitor várias formas de leitura.

Requiém para Dóris também carrega

outro importante projeto. Além de ser o livro de estreia de Oneide Diedrich, a obra lança também um novo selo editorial, o Encrenca – Literatura de Invenção, idealizado por Otavio Linhares, Luiz Fernando Leprevost e pelos irmãos Frede e Thiago Tizzot. Segundo o blog da editora, o selo aposta na publicação de literaturas inventivas, que tratem de temáticas originas, redimensionem o conhecido e inventem o jamais visto. O Encrenca também foi criado com o intuito de homenagear os escritores curitibanos Manoel Carlos Karam, Jamil Snege, Valêncio Xavier, Wilson Bueno e Paulo Leminski, que impulsionaram o cenário da literatura local em suas respectivas épocas.


Colunistas

Luiza Romagnoli 8 bits “Orgulho” de ser brasileiro Muitos gamers (inclusive a minha pessoa) estão chorando... Mas não é de alegria, e sim de tristeza. A Sony anunciou nesta quinta-feira (17) que o PlayStation 4 irá custar R$ 4 mil no Brasil. O novo “play4” será lançado nos Estados Unidos dia 15 de novembro, enquanto aqui, chega duas semanas mais tarde, no dia 29 do mesmo mês. A Sony Brasil revelou ao site g1.com que esse preço absurdo e incoerentemente estratosférico “corresponde a impostos de importação de 60 a 70% do preço final do PS4 no país.” Ok, vamos tentar entender essa palhaçada.

Como os videogames são produtos importados (menos o Xbox 360° que já é fabricado aqui), as empresas devem pagar uma série de tributos para que o produto possa entrar no Brasil. De impostos federais, são cobrados imposto de i mp or t a ç ã o, Pis, Cofins, e IPI (imposto sobre produtos industrializados), que somados com o ICMS estadual, faz com que os videogames tenham 164% do seu valor taxado em impostos. Agora pasmem: o concorrente do PlayStation 4, o Xbox One, da Microsoft, chega ao Brasil no dia 22 de novembro por R$ 2,2 mil. Isso porque a Microsoft fabrica o video-

game em território nacional. Logo, eles não pagam imposto de importação. Nos Estados Unidos, o PS4 vai custar US$ 400,00 e o Xbox One US$ 500,00. Se nós fizermos as contas levando em conta a cotação do dólar (R$2,4): US$ 400 x R$2,4 = R$ 960 (preço em reais sem impostos). Logo, R$ 960,00 + 70% de impostos = R$ 1.632,00. E se colocar mais 100% de lucro do valor não chega em R$ 4 mil! E ainda, o PS4 é R$ 1,8 mil mais caro que o Xbox One. E com esse preço mais R$ 400,00 v o c ê compra DOIS Xbox

One. E se fizermos o caminho contrário, a conversão para dólar dos R$ 4 mil que serão cobrados por um PS4 no país, equivale a cerca de US$ 1,85 mil. A Sony ainda disse à imprensa, que os games do PS4 terão preço sugerido de R$ 180. Ainda, na caixa do PlayStation 4 americano, que deve ser o mesmo que o vendido no Brasil, acompanha o console com 500 GB de disco rígido, um controle DualShock 4 e cabos. Além disso, o PlayStation 4 será vendido sem o seu

acessório de captura de movimentos, a PlayStation Camera. Já o Xbox One, vem de fábrica com a câmera Kinect 2.0 (o assessório de captura de movimentos da Mirosoft). Minha conclusão de tudo isso é: obrigada Sony e governo brasileiro por nos fazerem de idiotas. Porque mesmo com esse preço exorbitante, vai ter gente comprando sem questionar nada.

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NOTÍCI ANTIGA No dia 21 de outubro de 1879, Thomas Edison inventou a primeira lâmpada elétrica. Nasceu nos Estados Unidos e foi um inventor, cientista e empresário que desenvolveu diversos dispositivos. Durante toda sua vida Thomas Edison registrou cerca de 2.300 patentes, uma de suas principais criações

foi o fonógrafo. O aparelho era um cilindro coberto com papel alumínio. Criador de diversos projetos, Thomas ainda teve um papel muito importante na indústria do cinema, quando fez a primeira câmera cinematográfica bem-sucedida. As contribuições para os ramos da tecnologia e da ciên-

cia são inúmeras, mas até hoje as mais importante são: lâmpada elétrica incandescente, ogramofone, o cinescópio (também conhecido como cinetoscópio), e o microfone de grânulos de carvão feito para o telefone.

O que fazer em Curitiba? Galeria Teix De 5 a 30 de setembro, na Galeria Teix (Rua Vicente Machado, 666), fica a exposição “Quanto um Chapéu de Palha”, e reúne 11 obras inéditas em tecido, bordadas e pintadas à mão do artista Alexandre Linhares. Informações: (41) 3018-2732. Exposição “Consciente do Inconsciente” no MASAC De 8 de agosto a 3 de novembro, no Masac – Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba (Largo da Ordem - Setor Histórico), tem a exposição São Francisco de Assis – O Homem Atemporal, com esculturas da artista plástica Nilva Rossi. Memorial de Curitiba Até dia 3 de novembro, no Memorial de Curitiba (R. Claudino dos Santos, 79 – Setor Histórico) fica a exposição “Curitiba Protesta”. As recentes manifestações populares que tomaram conta das ruas de todo o país são tema da exposição Curitiba Protesta. Integram a mostra 60 imagens feitas por fotojornalistas que acompanharam as manifestações, apresentando um recorte visual dos principais momentos dos atos que lotaram ruas e avenidas do centro da capital. Entrada franca. Informações: (41) 3321-3328.

Lona 852 - 21/10/2013  

JORNAL-LABORATÓRIO DIÁRIO DO CURSO DE JORNALISMO DA UNIVERSIDADE POSITIVO.

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