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Notícia Antiga

Curitiba

Seleção Brasileira de Futebol perde nos pênaltis para a França e é eliminada da Copa do Mundo FIFA.

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Ano XIV Edição 7974 Sexta-feira, 21 de junho de 2013

lona.redeteia.com

Os males da corrupção Histórico de casos de corrupção incentivam brasileiros a protestarem

Bruna Alves Teixeira

A aceitação do povo sobre as administrações de caráter duvidoso pode gerar danos à democracia. Os protestos são a forma encontrada pelos brasileiros para reivindicar melhores administrações.

Tecnologia O dispositivo criado pelo engenheiro Matheus Tomio ajuda pais a não deixar seus filhos bebês muito distantes. Por meio de duas pulseiras (uma com o pai e outra com a criança) o aparelho dispara um alerta quando o bebê está a mais de 10 metros de distância dos pais.

Divulgação

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Página 2 Repercussão “O jornalismo é serviço social, é transmitir o que o povo brasileiro não consegue fazer sozinho”, Klarissa Henke

COLUNAS

Razões “Via de regra, o feminismo é questionamento, afirmação, fuga do status quo, luta”, Daniel Zanella Por onde anda? O que fazem os estudantes de jornalismo depois de formados? Saiba por onde anda a ex-aluno Denis Arashiro

Música No atual clima de protestos é difícil não se pensar nos clássicos da luta contra a ditatura. Halanna Aguiar comenta as músicas de Gonzaguinha, que hoje não são tão lembradas ainda que ele tenha sido um dos músicos mais censurados na época.

Séries Júlia Trindade comenta sobre a série Chicago Fire. Mais um série americana que fica presa aos padrões e clichês dos seriados policiais que fazem tanto sucesso entre o público.


Sexta

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junho, 2013

OPINIÃO

Editorial Largue o jornal e vá ler um tablet A queda da venda de jornais impressos, em consequência do crescimento do jornalismo na web, levou os principais jornais ao redor do mundo a encontrarem um novo meio de arrecadar dinheiro com a venda de notícias. Agora, as grandes páginas de notícias da web cobram um valor do público para que este possa ter acesso às notícias.

notícias. Até o momento, a web era uma plataforma, como a televisão aberta e o rádio, na qual os consumidores poderiam ter acesso a notícias sem gastos além da plataforma em si (computadores, celulares, tablets...).

Um estudo recentemente divulgado pelo Instituo Reuters, da Universidade de Oxford, aponta que os consumidores estão O jornalismo digital mais conformados com está deixando de ser a possibilidade de pagar uma alternativa gra- por notícias na intertuita para a leitura de net. E não para por aí.

A mesma pesquisa indica que o Brasil é o país onde um maior número de pessoas afirma pagar pelo jornalismo na web. Os jornais impressos que se cuidem. Aos trancos e barrancos os diários sobreviveram ao surgimento dos portais de notícia. Mas, agora, terão que disputar o público pagante com essas páginas. Afinal, quem vai pagar pelas mesmas informações em dois veículos diferentes, sendo que um deles oferece a possiblidade de mobilidade e

O monstro feminista Bem, não me considero feminista por três razões fundamentais: 1 – Não reconheço como mérito a mínima compreensão das buscas feministas, meu respeito às mulheres e o entendimento das amarras sociais que historicamente as prejudicaram; 2 – Não tenho participação ideológica ativa, não frequento as manifestações e tenho sérias dúvidas em relação ao ativismo cibernético, importante à sua maneira, mas confortável à minha natureza; 3 – Declarar-se feminista enquanto homem é

perigoso no que tange ao clássico O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir, escrito a 1949, em dois volumes. Homens de todo mundo, no âmbito da opressão exercida sobre as mulheres, sempre fomos juízes e réus. Dentro do movimento feminista, a francesa Simone de Beauvoir sempre foi um nome a causar certa dissidência. Sua escrita elegante e concisa não se encaixa perfeitamente em nenhum dos três movimentos históricos que abrangem a construção ideológica do feminismo.

Daniel Zanella O homem representa a um tempo o positivo e o neutro, a ponto de dizermos “os homens” para designar os seres humanos, tendo-se assimilado ao sentido singular do vocábulo vir o sentido geral da palavra homo. A mulher aparece como o negativo, de modo que toda determinação lhe é imputada como limitação, sem reciprocidade. Há duas formas de encarar a própria ignorância: o autorreconhecimento de sua existência e dos limites do pensamento e a escolha pelos sistemas fechados, confortáveis

O LONA é o jornal-laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo. Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 - Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba -PR CEP 81280-30 Fone: (41) 3317-3044.

festivais de curtas-metragens. Em 2009 abri uma produtora audiovisual em paralelo ao meu trabalho como Supervisor Técnico dos Laboratórios de Comunicação Social da UP, onde trabalho desde 2001. Produzi diversos materiais, entre eles dois programas televisivos, institucionais para a Posigraf e até para a Universidade Positivo, documentários e videoaulas. Conheço a universidade desde seu surgimento em 1999, quando ainda se chamava UnicenP.

O jornalismo fez do “luto um poema” Uma parte da vida, Dante Aleghieri passou no exílio. O governo de Florença acusou Dante de diversas coisas, inclusive de corrupção. Ele foi banido da cidade por dois anos e ainda teria que pagar uma multa. Caso algum dia ele voltasse para Florença, seria multado e condenado à morte. Para Dante, ficar longe de seu país e de Beatriz, que sempre foi o seu grande amor impossível, era a pior coisa do mundo, era como se estivesse morrendo interiormente. Dante decidiu mudar o rumo de sua vida e “fez do luto um poema”. Então, quando estava no exílio em Ravenna, Dante começou a escrever. Tinha

duas opções: “Ou morrer de dor ou transformar a sua perda em letras”. Morrer para Dante significava morrer interiormente, pois havia perdido Beatriz e nunca mais a veria e nem a sua segunda paixão que era Florença, a cidade onde havia nascido e a sua família vivia. O mesmo está acontecendo em nosso país. O povo cansou de sentir dor e humilhação com péssimas condições de saúde, transporte público precário e em diversas outras áreas. A relação que podemos fazer com Dante Aleghieri e o jornalismo é transformar “as perdas em letras”. Finalmente milhares de pessoas de diversas capitais do

evitarmos a discussão da desigualdade, ao reproduzirmos comportamentos que vão ao encontro do que é injusto e desigual. O sexo oposto não deveria ser o oposto. Ou acreditemos que o bíblico Timóteo, em 2:11,12, estava certo: A mulher ouça a instrução em silêncio, com espírito de submissão. Não permita à mulher que ensine, nem que se arrogue autoridade sobre o homem, mas permaneça em silêncio.

país decidiram sair da “toca” e gritar ao mundo inteiro os seus direitos. O jornalismo transforma toda esta euforia de mudança que as manifestações estão transmitindo em textos, reportagens e coberturas. Jornalismo só se faz vivendo ou comprando a causa junto com todo este povo que está nas ruas neste momento manifestando e declarando que amam o Brasil, mas não do jeito que está. Por amar tanto este país, já estava mais do que na hora do povo demonstrar que o Brasil não é só futebol. Tem um povo que ama e deseja mais do que tudo, ver o crescimento em seu país, desde que seja feito com ordem e

Acervo Pessoal

Sou natural de Santos, litoral paulista. Vim para Curitiba em 1997 aos 16 anos de idade. Me formei em Publicidade & Propaganda no ano de 2002. Em 2006 decidi complementar minha formação e iniciei o curso de Jornalismo. Durante o período acadêmico pude vivenciar a emoção de ganhar prêmios em festivais e congressos como o Expocom e Intercom, Festival de Cinema de Curitiba, Curta Cidadania de Maringá e o Putz. Cheguei a fazer uma parceria com o canal FizTV da editora Abril e fui jurado em dois

no que tange à resolução: sou isto que este sistema me oferece. Por isto, geralmente fundamentalistas religiosos e esportistas têm pouco a acrescentar em suas palavras, que envergam de cima pra baixo. Via de regra, o feminismo é questionamento, afirmação, fuga do status quo, luta. Assim como ideologias de direita e de esquerda, não é estanque e seu cerne é múltiplo: pode-se questionar do estatuto do nascituro ao direito da mulher em vestir a roupa que quiser. O monstro, se há, somos nós, homens, ao

Por Onde Anda?

Denis Arashiro Reitor José Pio Martins Vice-Reitor e Pró-Reitor de Administração Arno Gnoatto Pró-Reitora Acadêmica Marcia Sebastiani Coordenadora do Curso de Jornalismo Maria Zaclis Veiga Ferreira Professor-orientador Ana Paula Mira Editores-chefes Júlio Rocha e Marina Geronazzo Editorial Júlio Rocha

um plataforma que não Com os avanços tecse deteriora com o tem- nológicos em sustentpo? abilidade e mobilidade e a popularização desse Jornais estão disponibi- tipo de tecnologia está lizando versões digitais levando o jornalismo do veículo impresso para um futuro em que para os assinantes, e es- o uso de papel será tas versões em se most- cada vez mais dispenrando mais vantajosas sável. Os jornais são que o tradicional. Um os primeiros afetados, jornal digitalizado pode as revistas também já ser lido em diferentes sofreram o impacto e plataformas (tablets, e- logo estarão em situareaders, computadores ção parecida com seus e celulares) e não ocu- irmãos maiores. pam espaço em casa e nem geram uma quantidade enorme de lixo diariamente.

Klarissa Henke decência. O jornalismo é serviço social, é transmitir o que o povo brasileiro não consegue fazer sozinho. A corrupção está sufocando os brasileiros, o aumento gradativo de tudo e os baixos salários fazem com que o povo muitas vezes se esqueça da nossa “pátria amada e idolatrada”. O povo ficou calado “morrendo de dor” durante muito tempo, mas agora que o gigante acordou deve haver uma união. Toda esta repercussão mundial deve-se ao fato da imprensa noticiar e fazer uma das maiores coberturas que certamente irão entrar para a história do nosso país. É o povo

brasileiro unido com o jornalismo e certamente as mudanças aparecerão com o tempo. Jornalismo é demonstrar a realidade dos fatos e não maquiar a situação. Em alguns momentos os protestos podem não fazer sentido ou para alguns demonstrarem bagunça, mas não acredito que demonstrar cidadania e se importar pelo lugar onde se vive seja uma bagunça. As imagens e fotografias que apareceram nos telejornais não fazem parte do sensacionalismo, é a pura realidade.


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Geral

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Corrupção traz mais do que prejuízos financeiros para os cidadãos A prática transformou percepções sobre a forma de fazer política e atualmente é vista de forma menos impactante Fernanda Cercal Odppes

A democracia é frequentemente prejudicada e atingida pelas diferentes formas de corrupção praticadas pelos políticos. Recentemente o Brasil tem sido palco de uma onda de protestos. O objetivo pr incip a l dessa mobi l i z a ç ã o social era baixar a tarifa do transporte público, porém se tornou uma oportunidade para os brasileiros mostrarem sua insatisfação com o país em geral, envolvendo críticas à precariedade da saúde e educação, e até mesmo pedidos pela redução de impostos. O abuso do poder público envolve desde a busca por vantagens para o partido do qual fazem parte até o anseio por benefícios privados. Essas ações ilícitas afetam diversas nações democráticas, o que é evidente pelos escândalos divulgados pela mídia em países como Alemanha, Itália, Estados Unidos e França, por exemplo. Isso indica, inclusive, que a corrupção acontece, muitas vezes, em instituições que detêm grande poder sobre os recursos públicos. Diante do problema, analistas indicam três fatores que contribuem para o crescimento da corrupção. O primeiro refere-se às oportunidades criadas devido a dispersão do poder decorrente da democratização. Isso permite aos agentes públicos trocar favores por benefícios privados. O segundo aponta a onda de reformas neoliberais que ampliou o poder de decisão dos políticos sobre bens, entre os quais podemse destacar as empresas públicas que foram privatizadas, isso permitiu a negociação ao seu próprio favor com os interessados

pela compra. O último fator aborda o surgimento de lideranças personalistas ou carismáticas, que alcançam o poder mobili-

Existe, portanto, certa aceitação dessa prática, que produz efeitos negativos sobre a qualidade da democracia. Dentre

identificar através da voz da população quais projetos merecem atenção. Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de

zando a massa. A televisão, nessa circunstância, contribuiu fortemente para a obtenção desse apoio, que ainda levou à prática ainda mais frequente dos atos de cor-

os pontos destacados estão inibição de participação política, o estímulo à aceitação de escolhas autoritárias e influências sobre a submissão à lei e à confiança interpessoal.

Minas Gerais e o Instituto Vox Populi ainda apresentou a informação de que quase um em cada quatro brasileiros diz que oferecer dinheiro a um guarda para evitar uma

rupção para a arrecadação de verba para a campanha eleitoral. No Brasil, um episódio marcante é o caso do mensalão, que mobilizou a atuação da imprensa e revoltou grande parte da população do país. Uma pesquisa feita em 2006 sobre a desconfiança dos cidadãos sobre as instituições democráticas, no entanto, revelou que a percepção sobre a política da corrupção no Brasil e América Latina é inerente ao desenvolvimento e desempenho das instituições e à cultura política.

Essas consequências, segundo a pesquisa, afetam a legitimidade do Estado democrático e distorcem a noção de igualdade política, tendo em vista que os políticos são capazes de alcançar benefícios que não seriam possíveis se utilizassem apenas o poder que lhes foi instituído. Outro ponto a ser ressaltado é que a corrupção também desvia o entendimento do conceito de democracia, pois o foco das políticas públicas tornase assuntos relacionados ao próprio interesse e não há um espaço aberto para

multa não pode ser considerado um ato de corrupção. P.C.M., 30 anos, por exemplo, confessa que já fez a proposta, “quando a infração é bastante leve, acabamos agindo dessa forma, as pessoas se arriscam mesmo para não pagar multa”. Isso demonstra que a prática ilícita tornou-se tão comum que, de alguma forma, já foi incorporada pelos cidadãos. É o que dizem especialistas, para eles a corrupção do cotidiano acaba sendo alimentada pela corrupção política. São peque-

nos subornos, manobras feitas por empresas para escapar de multas ou impostos, que tornam evidente o reflexo negativo da corrupção sobre diferentes níveis da sociedade e a const r uç ão de um círculo vicioso. A impunidade encoraja o cidadão a fazer o mesmo que seus representantes, pois o que se apreende é que priorizase o próprio benef ício. Para o cientista político, Maurício Cardoso, a prática é abrangente e está presente em boa parte das ações dos cidadãos: “Embora mais acentuada na área da política, na verdade, a corrupção está implícita em todas as coisas da vida. Isso porque corrupção significa toda deterioração, empobrecimento de uma ideia perfeita, de um conceito ideal”, afirma. Assim, o Ministério Público adverte que a corrupção traz efeitos prejudiciais à prestação dos serviços públicos e ao des e nvolv i me nto social e econômico do país. Para combatê-la, o órgão engaja-se em investigações das ações ilícitas, segundo a promotora de justiça, Marina Calille Sanches “os promotores de justiça atuam a favor da comunidade e necessitam de um contato direto com a população para que os problemas sociais locais sejam solucionados”. Dessa forma, conclui-se que os efeitos da corrupção, além de tornarem a política atual menos eficiente, comprometem também a vida das gerações futuras, que viverão em um ambiente cujas ações só tendem a piorar.


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Tecnologia

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Tecnologia portátil em forma de pulseira garante mais seguranças para pais e filhos Pulseira eletrônica Bebê a Bordo prevê a segurança familiar e evita que crianças sejam esquecidas dentro de veículos Halanna aguiar Ultimamente nos deparamos com diversos componentes portáteis que nos auxiliam nas funções do dia a dia. Um exemplo recente foi a criação de uma pulseira eletrônica denominada de Bebê a Bordo, que tem com o objetivo evitar que se esqueçam crianças em veículos e que essas venham a sofrer sequelas ou falecer, assim como evitar as perdas, sequestros e tragédias familiares. O idealizador e desenvolvedor do projeto, Matheus Tomio, 22 anos, cursa o 3º ano de Engenharia de Controle e Automação e prevê na pulseira a garantia da segurança familiar. O estudante conta que a ideia da pulseira surgiu há alguns anos enquanto morava na Bahia, pois em 2007 ouvia com muita frequência nos noticiários sobre o esquecimento de crianças nos carros, seguidos de falência. Junto com seu pai, decidiu criar algo que evitasse essas tragédias. Porém, seu pai tinha uma visão bem diferente de como seria desenvolvido esse projeto, até porque no começo a ideia não era criar uma pulseira, mas sim um dispositivo imantado que seria colocado em cima do carro. Quando Matheus resolveu concretizar a pulseira, seu pai ficou descontente, achando que ele tinha mudado todo o rumo do projeto, mas no fim percebeu que a mudança foi essencial para que tudo desse certo. Matheus teve a oportunidade de desenvolver o projeto somete quando entrou para a faculdade, onde teve o apoio necessário para concretizar a ideia. Logo vi-

eram os primeiros prêmios, começando pelo PUC Jovens Ideias de 2012 no XX SEMIC, onde ele e sua equipe receberam R$500 pela terceira colocação e tam-

da Fundação Telefônica Vivo onde foram premiados com um Xbox-360. O estudante conta que não consegue colocar em número o que foi gasto para a criação da

Matheus. Matheus teve a oportunidade de desenvolver o projeto somente quando entrou na faculdade e teve o apoio necessário para concretizar

conta o estudante. O estudante acredita que, “para encontrar a nona sinfonia pessoal”, é preciso melhorar o projeto. Matheus conta que serão

bém no Campus Party Brasil 2013, pelo Desafio Tecnologias que Transformam,

pulseira: “Não anotei nada, a ideia. Logo vieram os priqueria ver funcionar, que- meiros prêmios, começando ria ver no mercado”, conta pelo PUC Jovens Ideias de 2012 no XX SEMIC, onde ele e sua equipe receberam R$500 pela terceira colocação e também na Campus Party Brasil 2013, pelo Desafio Tecnologias que Transformam, da Fundação Telefônica Vivo onde foram premiados com um Xbox-360. O estudante conta que não consegue colocar em números o que foi gasto para a criação da pulseira: “Não anotei nada, queria ver funcionar, queria ver no mercado”, conta Matheus. O estudante diz que a importância desse produto para a sociedade é de sempre prevenir, já que, no caso de um esquecimento, é impossível remediar. Para ele, o dispositivo é simples. Quando uma criança se distancia mais de 10 metros do responsável, ambas as pulseiras vão vibrar e o da criança vai emitir um sinal sonoro. “Como os dispositivos são feitos para reconhecer somente um ao outro, não importa quantas pessoas estejam utilizando o Bebê a Bordo num mesmo local, uma pulseira só irá vibrar se seu par ultrapassar o perímetro estabelecido”,

três modelos diferentes da pulseira Bebê a Bordo. A primeira é o Radar I, que se comunica via Bluetooth, Radar II, por meio de um roteador Wireless, e por último a Sonar, pulseira com GPS que irá mostrar ao responsável onde exatamente está a criança. Matheus conta que agora que o produto explodiu, até o final do ano as pulseiras já vão estar disponíveis para vendas nas escolas, lojas de brinquedos e locais que tenham envolvimento direto e indireto com crianças. “Estou ansioso, nervoso, feliz e, acima de tudo, orgulhoso. Sempre quis ser um bombeiro, depois médico e, agora, engenheiro. Posso realizar o que as outras duas opções tinham em comum: salvar vidas!”. Para ele, o projeto será bem aceito e alcançará o objetivo de salvar vidas. O estudante ainda conta que o próximo projeto está previsto para o segundo semestre desse ano, envolvendo crianças e sempre com a finalidade de salvar vidas: “Bebê a Bordo. Pela vida. Para a vida!”, conta Matheus.

Trecho do vídeo do youtube que divulga o projeto


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COLUNISTAS

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Júlia Trindade Sexta fora de série Chicago Fire Chicago Fire, da emissora NBC, é uma série de televisão estadunidense criada por Michael Brandt e Derek Hass. A produção é de Dick Wolf, que também produz a série americana Law & Order. Sabe aquele tipo de série que, apesar de ser nova, já parece velha só de ler o resumo? Pois bem, Chicago Fire se encaixa nesse perfil logo de cara. O seriado acompanha a vida e o trabalho de uma equipe de bombeiros e paramédicos. Eles são pessoas corajosas que arriscam suas vidas para ajudar quem estiver em perigo. A história começa com a morte trágica de um integrante da equipe, o que intensifica o clima de rivalidade entre os líderes do esquadrão Matthew Casey (Jesse Spencer, de Doutor House) e Kelly Severide (Taylor Kinney). Os dois colocam a culpa no outro pela morte do colega ao longo da temporada, mas, nos momentos de perigo, os líderes deixam as desavenças de lado e trabalham em equipe. Chicago Fire entra em uma longa lista de produções norte americanas de séries policiais, área na qual é difícil se destacar

e ainda mais complicado para se renovar. O seriado, além de ter essa característica desfavorável, apresenta muitas falhas nas operações dos próprios bombeiros. Mesmo que a ficção perdoe esses erros e o objetivo do seriado seja entreter o público, Chicago Fire não deixa de ser um show que retrata o serviço dos bombeiros em uma localidade específica. Dessa forma, ao menos nesse aspecto, a série deveria

ser file:///C:/Users/1201093/ Downloads/Halanna.png mais fiel à realidade. As inconsistências, porém, não impedem que o público perca o interesse na outra parte da narrativa da série: o lado pessoal dos membros da equipe, que oferece mais drama e até um pouco de comédia. Peter Mills (Charlie Barnett) é o novo membro do esquadrão e pretende seguir os passos do pai, conquistar

um espaço na corporação e fazer parte do esquadrão de resgate. Porém, por causa da desaprovação da mãe, ele enfrenta um dilema de continuar ou não com a carreira. Gabriela Dawson (Monica Raymund) e Leslie Shay (Lauren German) são as paramédicas da equipe e também adicionam situações interessantes para deixar a série mais distinta das outras de mesmo tema. A primeira temporada

terminou em maio desse ano com 24 episódios. A segunda está programada para estrear no segundo semestre de 2013. A emissora de televisão pode até ter encontrado um novo hit com Chicago Fire, pois o seriado tem uma boa audiência. Mas se você está procurando por uma série inovadora e imprevisível, Chicago Fire não pode satisfazer as suas expectativas. No Brasil, a série Chica-

Halanna Aguiar Samba, choro e afins E vamos à luta! Em meio as manifestações que estão acontecendo em todo o Brasil, surgiu-me a ideia de escrever sobre as canções de protesto que marcaram época. Aliás, quando estava acompanhando as notícias sobre a manifestação em Curitiba me lembrei de algumas canções que foram censuradas na época na ditadura, e por incrível que pareça as primeiras canções que vieram na minha cabeça não foram: “Pra Não Dizer Que Eu Falei Das Flores” de Geraldo Vandré, “Cálice” do Chico Buarque, e muito menos “Alegria, Alegria” de Caetano Veloso. Não que eu esteja menosprezando essas canções, ao contrário, mas quando penso em músicas para protesto o primeiro cantor que vem a cabeça é Gonzaguinha em especial com a canção “Memória Para Um Tempo Sem

Memória”. Nunca escondi o quanto admiro Gonzaguinha, seja por canções de protestos ou românticas e lamento por diversas vezes em ter que escutar: “Nunca ouvi falar nele”. O que poucas sabem é que Gonzaguinha foi um dos artistas mais perseguidos pela ditadura e teve mais de 55 músicas censuradas, mesmo assim, para muitos, ele ainda passa apenas como o filho do Rei do Baião, o Gonzagão. Outro clássico censurado do cantor foi à canção “Comportamento Geral”, uma das músicas que popularizou Gonzaguinha. Esses dias eu estava procurando algumas entrevistas do cantor para saber como ele se sentia em ter quase todas as composições vetadas pela censura federal e espantosamente Gonzaguinha se mostrou um tanto tranquilo quanto a isso e

comenta que certa vez ao ir a uma censura para discutir o teor de uma letra sua, e o cantor pegou um lápis e censurou a própria letra. “A gente continua lutando no dia-a-dia por qualidade melhor de vida, por um relacionamento melhor entre as pessoas, para acabar com esses desequilíbrios sociais...”. “Quanto a relação de censura, é uma coisa que a gente não vai entender jamais os critérios que passam pela cabeça de uma pessoa que assume essa postura”. Grande Gonzaguinha! Mas claro, não posso deixar de citar nesse texto outras canções que também foram cesuradas na época da ditadura militar. A música “Jorge Maravilha” de Chico Buarque é uma delas e foi feita em menção ao general Geisel, onde o general não gostava muito do cantor, mas

a sua filha adorava o trabalho de Chico. “Você não gosta de mim, mas sua filha gosta...”. Clássico! Outra canção de Chico censurada foi “Cálice”, escrita pensando em dar duplo sentindo na palavra cálice para cale-se. A canção composta por João Bosco e Aldir Blanc, eternizada na voz de Elis Regina, “O Bêbado e o Equilibrista” concebia o desejo da população pela anistia ampla, geral e irrestrita. No trecho: “Choram Marias e Clarisses”, os compositores se referiam as mulheres do jornalista Vladimir Herzog e o operário Manuel Fiel Filho, que foram mortos sob tortura. Para complementar, temos a canção de Geraldo Vandré “Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores”, “Mosca na Sopa” do lendário Raul Seixas, entre outras. Portanto, esses artistas,

juntamente com suas canções, provam que é possível sim mudar o cenário atual. Não basta só querer, tem que fazer acontecer. Aqui fica o convite para todos os curitibanos e brasileiros a participarem das manifestações. Vem pra rua! “Quem espera, nunca alcança. Quando o sol nascer é que eu quero ver quem se lembrará. Quando amanhecer é que eu quero ver quem recordará. Não quero esquecer essa legião que se entregou por um novo dia. Eu quero é cantar essa mão tão calejada que nos deu tanta alegria. E VAMOS À LUTA”. Gonzaguinha, Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória..


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SEXTA 21 JUNHO, 2013

AGENDA

NOTÍCI ANTIGA No dia 21 de junho de 1986 a Seleção Brasileira de Futebol perde nos pênaltis para a França e é eliminada da Copa do Mundo FIFA. A Copa de 86 foi a 13ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 24 países divididos em seis grupos de quatro. De cada grupo os 2 primeiros colocados se classificavam diretamente para as Oitavas de Final. Para completar as 16 seleções classificadas, os 4 terceiros colocados de melhor campanha conquistavam a vaga por índice técnico. No total 113 países participaram das eliminatórias

A Copa de 1986 seria disputada na Colômbia. Porém, os graves problemas econômicos deste país impediram os colombianos de serem os anfitriões do torneio. A FIFA ofereceu a Copa para o Brasil, os Estados Unidos e o Canadá em 1982, mas os governos destes três países recusaram. Então a Copa foi aceita pelo México, que foi escolhido em 1983 para sediar o mundial mais uma vez. Nem mesmo os terremotos um ano antes do mundial colocaram em risco a realização da copa. Foi sem dúvida a Copa de um nome Diego Armando Maradona.

“El pibe de oro” jogou muito, deu assistências decisivas, fez gols antológicos e foi protagonista em jogos históricos. Sem dúvida alguma foi a maior copa de um jogador de futebol, a ponto de Maradona até hoje fazer sombra a Pelé como o maior jogador da história, ao menos na Argentina que conquistou o título da Copa do Mundo de 1986 com uma campanha impecável. Após sete jogos disputados, a seleção sul-americana somou seis vitórias e um empate, com 14 gols marcados e apenas cinco sofridos.

O que fazer em Curitiba? 22 de junho, às 16 horas: A Montanha no Meio do Mundo. Espetáculo infantil do Grupo Obragem Museu Oscar Niemeyer: Entrada gratuita 26 de junho, às 21 horas: El Merekumbé. Show de lançamento do segundo disco. Teatro do Paiol: R$ 5 26 de junho, às 20h30: Orquestra OPUS convida: Daniela Mercury Teatro Positivo: R$ 50 e R$ 25 (meia-entrada) Acústico Mundo Livre no Jokers Sexta, às 20h30, no Jokers tem Acustico Mundo livre, com shows em formato acústico. Apresentação das bandas Depois das 3 e Leash, além da discotecagem com Dj Ronypek. Entrada: masculino R$ 20,00 e feminino R$ 15,00.


Lona 797 - 21/06/2013