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Ano XIII - Número 684 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

Curitiba, 27 de março de 2012

lona.up.com.br

Projeto pretende facilitar a entrada de brasileiros nos EUA

Diego Henrique Silva

Conflitos entre torcidas Na véspera do aniversário, Atlético fazem clubes tomarem providências volta a sonhar com título

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A ação tem a finalidade de agilizar a passagem de brasileiros pela imigração dos EUA. A implementação do programa depende ainda da aprovação do governo brasileiro.

Feitos com a mesma matéria-prima, ovos de Páscoa são mais caros do que barras de chocolate

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Curitiba, terça-feira, 27 de março de 2012

Editorial

As organizadas não são o único problema Mais uma vez o domingo de futebol terminou em tragédia. Em São Paulo, no dia em que o assunto deveria se resumir ao clássico Corinthians x Palmeiras, a violência novamente foi a protagonista. Antes mesmo de o árbitro dar início à partida, Corinthians, Palmeiras e o futebol brasileiro já haviam perdido o jogo. Na manhã que precedia o clássico, um confronto entre “torcedores” das duas equipes deixou um palmeirense de 21 anos baleado na cabeça. O jovem foi encaminhado para um hospital, mas não resistiu. Os valores de alguns poucos frequentadores dos estádios mudaram. O problema é que esses poucos afastam muitos que, por medo ou insegurança, deixaram há tempos de ir aos “jogos de risco”. É difícil compreender como a situação chegou a esse nível, ao passo que na década de 80 nem a divisão das torcidas era necessária. O respeito imperava, e o espetáculo era o que realmente importava. Achar uma solução para esse problema não é tarefa simples. Na mídia e nas redes sociais, o que não falta são defensores da extinção das torcidas organizadas. Tratar o caso dessa maneira seria como incendiar os móveis de uma casa para livrar-se dos cupins. Extinguir os torcedores organizados, além de ser uma atitude preconceituosa e generalista, está longe de ser a solução. Restringir os clássicos a apenas uma das torcidas também já provou não ser a salvação. O último clássico Atletiba, disputado pela primeira vez na história com torcida única, foi um dos mais violentos dos últimos anos. Embora apenas uma das torcidas estivesse no estádio, “torcedores” rivais já estavam nas ruas à espera do término da partida, sendo que o resultado era o que menos importava. Isso prova que o futebol é a última das preocupações destes baderneiros infiltrados. Travestidos de torcedores, a missão de identificar e extinguir esse tipo de frequentador é complicada e demanda tempo. Já passou da hora do país sede da próxima Copa do Mundo se preocupar em erradicar a violência nos estádios, mas é evidente que a prioridade da nossa polícia e dos nossos políticos, infelizmente, não é essa.

Opinião

O gosto da Páscoa é o chocolate Marcela Andressa

Nesta época do ano, os supermercados já estão cheios de ovos de chocolates das mais diversas marcas, preços, tamanhos e sabores. As prateleiras, a cada ano, apresentam ao consumidor novidades, formas e embalagens diferentes, “surpresas” e brindes que acompanham o ovo de Páscoa. Algo que só acontece no mês de abril. Empresas e supermercados se aproveitam da situação para obter lucro colocando os preços dos chocolates lá em cima, principalmente aqueles ovos e coelhinhos feitos para as crianças. Aliás, os pequenos são o principal alvo do capitalismo, com preços absurdos. Um coelho custa muito mais do que um simples chocolate em barra ou bombom na caixa. E o engraçado é que é o mesmo chocolate. Se fosse pouca economia até dava para relevar, mas não é o caso. A diferença é absurda. Enquanto uma barra de chocolate de 170g custa quase R$ 4, um ovo de chocolate de pouco mais de 190g custa mais de R$20. Não há lógica em tamanha diferença de preço. Apenas por ser um ovo, o que já é algo sem nexo para a simbologia da Páscoa. O comércio consegue crescer de forma acelerada nessa época. Comprar um ovo de Páscoa para muitos é uma rotina quando chega abril. Uns declaram até mesmo que “Páscoa sem ovos de chocolate não é Páscoa”. Mas deve se ficar atento a essa simbologia, pois ela é direcionada essencialmente para o comércio e nada além disso. Acredito que muitos vão começar a repensar no “ovo de chocolate”, pois o lado financeiro está sendo cada vez mais afetado. Com tamanha diferença, muitos vão optar pela simples barra ou caixa de bombom como em qualquer época do ano, e vão se sentir satisfeitos com o sabor do chocolate. Afinal, o gosto da Páscoa é o chocolate e não o ovo.

Espaço do leitor Lendo a edição 683 do LONA, vi uma matéria sobre a diferença de peso entre chocolates e ovos de páscoa, e percebi que faltavam números. O leitor não se interessa por análise nutricional ou diferença no peso, ele quer saber o quanto realmente aquilo lhe afetará. Antes de ler a matéria, achei que encontraria respostas sobre essa grande diferença entre barras de chocolate e ovos de páscoa, mas acabei ficando com mais dúvidas. O excesso de siglas e parênteses confunde o leitor. Falta chegar ao enfoque principal da matéria, que é o quanto uma família normal pode gastar a mais, só por ter que comprar ovos de páscoa ao invés de chocolates normais. Uma entrevista com um consumidor talvez desse uma noção melhor sobre essa grande diferença de preços. Rodolpho Roncaglio – estudante do 3° período do curso de jornalismo

Expediente Reitor: José Pio Martins | Vice-Reitor e Pró-Reitor de Administração: Arno Gnoatto | Pró-Reitora Acadêmica: Marcia Sebastiani | Coordenação dos Cursos de Comunicação Social: André Tezza Consentino | Coordenadora do Curso de Jornalismo: Maria Zaclis Veiga Ferreira | Professores-orientadores: Ana Paula Mira, Elza Aparecida de Oliveira Filha e Marcelo Lima | Editoras-chefes: Renata Silva Pinto, Suelen Lorianny e Vitória Peluso | Editorial: Angelo Sfair O LONA é o jornal-laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo. Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 - Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba - PR. CEP: 81280-30 - Fone: (41) 3317-3044.


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Curitiba, terça-feira, 27 de março de 2012

Clubes tentam evitar conflitos de torcedores Uma das medidas tomadas no Paraná é a torcida única no clássico Atletiba Júlio Rocha Matheus Klocker Victor Perrone

de 100 mil reais e perdeu o mando de campo de dez jogos. Além disso, torcidas organizadas foram proibidas de entrar no estádio. E cada vez mais os times vêm tentando combater a violência das torcidas. No campeonato paranaense, foi adotado o sistema de torcida única, que visa separar os públicos rivais. A medida não foi bem recebia pelo ministério público, a promotora Stella Maria Burda, por via de uma nota, declarou: “Rasga-se o Estatuto do Torcedor, diante da impossibilidade de o estado dar segurança aos torcedores”. De acordo

com Stella, a segurança dos estádios é insuficiente para sediar a Copa do Mundo. “É lamentável que situações como esta ocorram em um país [...] que pretende, em breve,

sediar jogos de futebol da Copa do Mundo”. Ainda assim, a medida irá continuar no próximo Atletiba, que acontecerá no dia 22 de abril e terá torcida exclusiva do Coritiba. Wikimeida Commons/Leonef

O clássico Corinthians e Palmeiras, que aconteceu no domingo (25), foi marcado pelo conflito entre as torcidas que resultou na morte do jovem palmeirense André Alves, 21. Casos como esse chocam torcedores que vão ao estádio e não participam das brigas, como o corintiano João Herédia que já chegou a presenciar cenas de violência e,

por isso, sempre procura o “setor família” que diz ser mais seguro.” Esses falsos torcedores sujam o nome do time e dos torcedores de verdade”. Brigas de torcidas são comuns em clássicos de grande porte e jogos decisivos, como a partida do Coritiba contra o Fluminense que foi decisiva para o rebaixamento do time alviverde no ano, resultado que foi recebido com violência dos torcedores da torcida organizada Império Alviverde. A destruição do Couto Pereira e vários feridos foram consequência dessa revolta. O Coritiba teve que pagar uma multa

Pacaembu em 2010 no classico Palmeiras e Corinthians

EUA inicia projeto para facilitar a entrada de brasileiros no país do Sul que terá essa entrada facilitada. O programa é chamado de Global Entry e O Consulado Geral atualmente atende apenas Norte-americano anunciou cidadãos norte-americanos, ontem um projeto que faci- holandeses e mexicanos. Todo esse projeto, politará a entrada de brasileiros nos EUA. O Brasil será rém, não dispensa o visto. o primeiro país da América Para se cadastrar, o viajan-

Wikimedia Communs/James R. Tourtellotte

Matheus Klocker

Alfandega norte-americana

te deverá já ter o visto e depois se cadastrar no site oficial do Sistema Global Online de Inscrição (http:// goes-app.cbp.dhs.gov/ main/goes). A taxa para o cadastramento no site é de 100 dólares, e depois de feito o cadastro basta esperar pela análise e uma entrevista que resultara na aprovação. Essa aprovação terá uma validade de cinco anos. Nessa fase inicial estima-se que 1,5 mil brasileiros sejam beneficiados com o projeto. Essa medida fará com que muitas pessoas evitem desconfortáveis esperas e filas na alfândega. As filas de controle vão dar lugar a quiosques automatizados que fica-

rão dentro dos aeroportos norte-americanos. Esses quiosques estarão disponíveis em 20 aeroportos do país. Nesses pontos o viajante deverá chegar o seu passaporte, digitais e apresentar a declaração a alfandega. “Seria um respeito ao cidadão brasileiro, um incentivo a mais para a pessoa sair daqui e conhecer o EUA’’, disse o empresário Guido que viaja frequentemente ao país. ‘’Ultimamente percebe-se que há mais brasileiros indo para os EUA como turismo do que para trabalho, esse deve ser um dos motivos para esse projeto ter sido criado’’, completou. A implantação desse

projeto depende apenas da aprovação do governo brasileiro, e da aceitação da Polícia Federal para colaborar com o programa. ‘’ Existe um grande interesse dos brasileiros para visitar os Estados Unidos e do americano visitar o Brasil’’ disse Thomas Shannon, embaixador dos EUA, para o portal de notícias G1. A expectativa é de que o acordo seja assinado até junho desse ano e esse projeto finalmente se concretize. Estima-se que 1.8 milhões de vistos serão aprovados quando o Global Entry estiver funcionando, em 2011 944.868 foram aprovados, e que a espera nas filas diminua 70%.


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Esportes

Curitiba, terça-feira, 27 de março de 2012

Atlético vence o Cianorte e ainda sonha com o título paranaense O time da capital teve grande desempenho em seu último jogo e foi aplaudido pela torcida

Em rodada sem empates, o Londrina se mantém em primeiro Júlio Rocha

A 5ª rodada do segundo turno do campeonato Paranaense não teve empates e isolou o Londrina na liderança. A equipe repetiu o 4x0 da rodada anterior contra o Iraty, que continua na lanterna, mantendo a invulnerabilidade. Em cinco jogos, o Londrina marcou 15 gols e não recebeu nenhum. O Coritiba, que tinha chances de alcançar a liderança, decepcionou os torcedores perdendo de 2x0 para o Arapongas e manteve o segundo lugar, mas é ameaçado pelo Operário que com a

vitória da última semana contra o Rio Branco se igualou em pontos com o alvi-verde ficando atrás apenas no saldo de gols. Se preparando para as comemorações de aniversário, o Atlético venceu o Cianorte por 3x0 e, matematicamente, ainda pode sonhar com o título eliminando uma final. Goleadas na 6ª rodada poderão mudar o rumo do campeonato, o Coritiba e o Operário podem assumir a liderança caso goleiem, respectivamente, o Londrina e o Cianorte. O atual líder necessita apenas empatar para se manter no primeiro lugar.

ritmo acelerado com jogadas rápidas durante todo o primeiro tempo e não deu espaço ao Leão do Vale, que pouco chutou a gol. No segundo tempo o treinador Carrasco colocou Martin Ligüera no lugar de Harrison. O Atlético manteve o mesmo ritmo do primeiro tempo e logo aos 10 minutos, Paulo Baier faz um lançamento ma-

jestoso para Guerrón que cortou o zagueiro e concluiu a gol, anotando o seu segundo gol na partida. O técnico do Cianorte, Paulo Turra, tentou ajustar a equipe com duas substituições após ver seu time levar o segundo gol. Mas as substituições foram de pouco efeito já que, aos 15 minutos, Edigar Junio bate um con-

trapé de Fabrício e fez o terceiro. O furacão continuou criando oportunidades de gols, mas não aumentou o placar e a partida terminou com resultado de 3 a 0 para o time da capital, que saiu de campo aplaudido pela torcida. Com esse resultado, o Atlético ainda pode sonhar com o título do paranaense dispensando uma final.

PARTIDAS

No domingo, véspera do aniversário de 88 anos do Atlético Paranaense, o time obeteve um resultado importante, vencendo o Cianorte de 3 x 0 e ficando a cinco pontos do líder, Londrina. O técnico Juan Ramón Carrasco acertou

em cheio ao escalar o atacante Edigar Junio no lugar de Bruno Furlán no time titular. Graças a ele aconteceu a jogada que deu assistência para o primeiro gol, assinado pelo atacante Guerrón, que só teve o trabalho de empurrar a bola para dentro do gol , tudo isso ainda nos cinco minutos do primeiro tempo. O furacão manteve o

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Victor Perrone

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LONA 684 - 27/03/2012  

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