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Curitiba, segunda-feira, 18 de agosto de 2008 | Ano IX | nº 418 | jornalismo@up.edu.br| Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo Universidade Positivo da

Olimpíada do Conhecimento apresentou novidades tecnológicas aos participantes Taise Verdério

Exposição inédita traz principais obras de Tarsila Pela primeira vez na história do Paraná, Tarsila do Amaral é dona de uma exposição no Museu Oscar Niemeyer. A pintora participou ativamente do Movimento Modernista, além de ter vários quadros conhecidos, como o Antropofagia (foto ao lado). A obra inclusive já inspirou um Manifesto Antropófago. Antropofagia, 1929 - Nemirovski

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A Olimpíada do Conhecimento, que terminou no último sábado, reuniu mais de cinco mil pessoas na Universidade Positivo. O evento teve a chance de divulgar informações para o exercício da cidadania. Formado por uma maioria de estudantes, teve participantes de outros países. Os organizadores dizem que quem passou pelo caminho construído especialmente para o evento, saiu com o espírito voltado para a inovação. Inovação que foi um dos principais objetivos dos jogos e que cumpriu seu papel por meio da demonstração de como é possível desenvolver novas tecnologias.

Vírus de computador ainda representa risco

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Uma pesquisa realizada pela empresa de segurança Symantec mostra que mais de 1,1 milhão de vírus circulam pela internet.

Páginas 4 e 5

Ensaio fotográfico sobre as Cataratas do Iguaçu A atual candidata ao título de uma das sete maravilhas do mundo esconde mistérios, grandeza e uma beleza indiscutível.

Exposição resgata fotografia subjetiva

Fotografado por Erich von Endt

Com 165 fotografias originais, o curador alemão J.A Schmoll Eisenwerth organizou a história da “fotografia subjetiva”, sob o ângulo da corrente alemã. Essa vertente teve mais êxito no período pós-Segunda Guerra.

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Otto Steinert em 1966


Curitiba, segunda-feira, 18 de agosto de 2008

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Ana Pellegrini Costa

Alô, Alô Terezinha! Sejam todos bem vindos à primeira edição desta magnífica coluna (vovó já dizia que humildade é uma virtude). Bem, sem mais nem menos, vamos aos pingos nos “is”. O negócio é o seguinte: está aberto um espaço para você, eu e todo mundo falar sobre nossas preferências cinematográficas. Isso porque vivemos em uma democracia e nada poderia ser mais justo. Mande suas sugestões, críticas, suas opiniões sobre seus filmes preferidos, ou, por que não, os mais odiados. Por que ver tal filme? Por que não ver tal filme? Divida com todos, aproveite sua liberdade de expressão. Hoje, para abrir com chave de ouro, começamos uma sessão de filmes que você não pode deixar de assistir antes de passar para o outro lado. And the Oscar goes to: Cidadão Kane. Sei que minha opção não é nada original, mas não poderia deixar de citar o filme. Orson Welles estava na flor de seus 25 anos quando dirigiu, produziu, protagonizou e foi co-roteirista de Citizen

Kane, em 1941. O filme, basicamente, conta a história de um repórter que busca reconstituir a vida do empresário Charles Foster Kane. O jornalista tem como eixo principal de sua matéria encontrar o significado da última palavra de Kane em seu leito de morte: “Rosebud”. A importância da obra é tanta que o filme de Welles inaugurou a chamada era moderna do cinema. Isso porque o jovem diretor fez uso de flashbacks, profundidade de campo, jogo de sombras, seqüências ininterruptas, distorção de imagens. O resultado é uma iluminação pouco convencional, com o foco transitando do primeiro plano para o background e sobreposição de diálogos. Para alguns todas essas técnicas podem parecer ordinárias hoje em dia, mas naquela época Welles revolucionou a história do cinema. Muita coisa deve ter ficado de fora, que me desculpem os cinéfilos, mas já deu pra ter uma provinha. É por tudo isso e muito mais que vale a pena assistir muitas vezes Cidadão Kane. E para a próxima edição, ainda não foi escolhido o filme. Aquele abraço.

Expediente Reitor: Oriovisto Guimarães. Vice-Reitor: José Pio Martins. Pró-Reitor Administrativo: Arno Antônio Gnoatto; Pró-Reitor de Graduação: Renato Casagrande;; Pró-Reitora de Extensão: Fani Schiffer Durães; Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa: Luiz Hamilton Berton; Pró-Reitor de Planeja-

mento e Avaliação Institucional: Renato Casagrande; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira, Elza Aparecida de Oliveira Filha e Marcelo Lima; Editoreschefes: Antonio Carlos Senkovski e Karollyna Krambeck

O LONA é o jornal-laboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-330. Fone (41) 3317-3000

Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”.

Marcos Paulo de Assis

O Lona estréia hoje a coluna “Álbuns Clássicos”, escrita pelo estudante de jornalismo e músico Marcos Paulo de Assis. Marcos tem 34 anos, toca na noite curitibana desde 1998 em bares de MPB. Atualmente é integrante da banda de Heavy/Doom “A Tribute to the Plague”. A coluna vai apresentar aos leitores os álbuns que fizeram história dentro da música, levando em conta sempre a qualidade musical e não sua “popularidade”. Alguns vídeos dos álbuns resenhados estarão sempre disponíveis no endereço http://br.youtube.com/user/anubisctba , dando oportunidade aos leitores de se familiarizarem com opções de sons. Email para contato e sugestões anubisctba@bol.com.br

Artista: Robert Johnson Álbum - King of Delta Blues Lançamento - 1929 Considerado o pai do blues, Robert Lee Johnson era um nome artístico. Nasceu em Hazlehurst, Mississippi, Estados Unidos. Sua data de nascimento é desconhecida, bem como a data e a causa de sua morte, que ocorreu quando tinha apenas 27 anos. Graças aos mistérios, surgiu até um filme: “Crossroads”. Conta a lenda que Johnson fez um pacto com o diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Cla-

rksdale, Mississipi, vendendo sua alma em troca de sucesso. Verdadeiro ou não, o fato é que Robert Johnson gravou apenas 40 músicas em duas sessões de gravação em San Antonio, Texas, em novembro de 1936 e em Dallas em 1937. Sua carreira durou apenas três anos. Clássicos como Crossroads blues, Terraplane Blues, Me and the Devil Blues são referências para mestres como Eric Clapton e os Rolling Stones.

Como a história do rock e do blues, que sempre apresenta mistérios e lendas que aumentam ainda mais a fama de seus protagonistas, Johnson é até hoje inigualável na arte de transpor apenas com violão e voz, toda tristeza, lamento e magia que o blues deve ter.

Artista: Heaven and Hell Álbum - Heaven and Hell Live from Radio City Music Hall Lançamento - 2007 O Black Sabbath sempre foi considerado um dos criadores do heavy metal. Ao longo dos 30 anos de estrada, a banda forjou com seus climas soturnos e os riffs pesadíssimos de Tony Lommi o que hoje é chamado de metal pesado. Ozzy Osbourne é o vocalista “oficial” da banda, que também teve Ian Gillan, Tony Martin e Ronnie James Dio, entre outros. Os quatro álbuns que Dio gravou - Dehumanizer, Mob Rules, Live Evil e Heaven and Hell - são considerados por muitos fãs os melhores da discografia do Sabbath. Em 2006, Dio e Iommi resolveram reunir novamente a formação dessa época. O resultado foi a banda Heaven and Hell, com Dio nos vocais, Tony Iommi na guitarra, Geezer Butler no baixo e Vinny Appice na bateria.

Dessa reunião surgiu o CD e o DVD Live From Radio City Music Hall. Reunindo clássicos como The Sign of the Southern Cross, I, Die Young, Children of the Sea, Lady Evil, Voodoo e a própria Heaven and Hell, o álbum é uma aula de como tocar pesado com simplicidade, diferente da idéia de que para soar pesada uma banda deve tocar o mais rápido possível. Tony Iommi é chamado de “riffmaster”, o mestre dos riffs, pela facilidade em construir estruturas musicais baseadas em riffs marcantes. Dio é talvez o melhor vocalista do estilo. Com uma voz poderosa e muito carisma, o veterano desfila simpatia e domínio de palco. Sua idade real é um mistério, mas supõe-se que tenha quase 70 anos. A banda lança novo disco de estúdio em 2009.

D ica

Se você não tem contato com som pesado, esse álbum é uma grande oportunidade de começar a conhecer o Heavy Metal bebendo de sua melhor fonte. Vídeos desse álbum no meu canal no youtube: http://br. youtube.com/user/anubisctba


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Geral

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“Olimpíada do Conhecimento” apresenta projetos, avança na tecnologia e aprende com a sociedade

Universidade Positivo recebe parceiros do Senai para competição Texto e fotos: Taise Verdério

Encerrada no último sábado, 16 de agosto, a “Olimpíada do Conhecimento 2008”, promovida pelo Senai em parceria com empresas do segmento industrial, reuniu mais de cinco mil pessoas no campus da Universidade Positivo. “A Olimpíada do conhecimento é a maior evidência de que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial está cumprindo e aprimorando o seu papel, formando e qualificando os industriários e tornando-os mais cidadãos”, afirmou o assessor da Presidência do Senai, José Rodrigues Carneiro Campello Neto. Para ele, a estrutura foi muito bem organizada e estimulava a participação da sociedade em novos projetos. Estudantes de várias regiões do país foram convidados a visitar as competições, a conhecer novas propostas e a estar frente a frente com o avanço da tecnologia. Pamela Regiane do Nascimento, aprendiz do Senai de Carambeí, cidade próxima a Ponta Grossa, antes mesmo de andar pelos corredores já apontava: “Es-

pero ver coisas diferentes, de repente chegar até o lugar dos competidores, acredito que tenha robôs que se mexem com um único sensor”. A estudante afirma ser importante este tipo de evento, pois só assim as pessoas terão mais oportunidades. Para ela, a única reclamação foi o pouco tempo para visitar tudo e o grande número de pessoas num mesmo grupo, o que tornou o passeio apressado. Já a orientadora pedagógica do Senai de Carambeí, Kelly Cristina Campones, acredita que a Olimpíada é importante para que os aprendizes possam ter a visão macro da entidade e da produção industrial brasileira. “O objetivo é que eles voltem com corpo e alma para desenvolverem novas tecnologias e que sejam de utilidade pública, que a sociedade ganhe com isso.” Mas não são apenas brasileiros a participar desta grande competição. A argentina Ornella Florencia, estudante do Instituto San Carlos em Puerto Iguassu, na fronteira com o Brasil, ficou admirada com o que encontrou: “Diferente, lindo, permite conhecer diferentes coisas, eu

nunca vi uma exposição desta grandeza”. Ornella, que pretende ser advogada, confessa não ter interesse especial pelo ensino técnico, mas observa ser importante para toda a sociedade. “Quem sabe se eu tivesse oportunidade de estudo, de ter ido além da 5° série, talvez eu estivesse competindo também”. Foi o que alegou a faxineira Maria de Cristo Leite, enquanto limpava os saguões do evento. Para ela, quase não deu tempo de ver muita coisa, mas o suficiente para declarar que a Olimpíada estava maravilhosa. A psicóloga do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) Cristiana Sarot ficou impressionada com o que viu. Para a visitante, o fato de alunos e representantes das escolas poderem acompanhar de perto as instalações torna a Olimpíada maravilhosa, um mega evento, digna de grandes resultados imediatos e futuros. Durante a visitação, os convidados se deparavam com uma área chamada de Praça da Cidadania, onde podiam acompanhar apresentações de teatro, leitura, malabarismo, entre outras artes. Ana Tere-

“A sociedade foi quem mais ganhou na competição”, diz assessor da presidência do Senai

A estudante argentina Ornella Florencia sinha Vicenti, contadora de his- cimento profissional e têm tórias, declarou nunca ter vis- maior facilidade de colocação to um evento tão bem organi- no mercado de trabalho. zado e que estimulasse, ao Para o diretor executivo do mesmo tempo, o ensino tecno- Sindicato Intermunicipal do Cológico e artístico. “Para mim, mércio Varejista de Materiais de isto é um sinal Construção do de que a socieParaná, Eliodade apresenta mar Fiorenza, “Quem sabe se eu uma certa es“os adolescenperança na tivesse oportunida- tes devem educação”, disaproveitar de de ter ido além se. esta oportuniOs resultadade para teda 5° série, talvez dos das provas rem chances estivesse competin- no mercado de das 14 modalidades em distrabalho. Na do também” puta, nas minha época a MARIA DE CRISTO LEITE quais aprendigente não tizes do Senai de nha este tipo todo o Brasil de estímulo”. mostraram suas habilidades e Ele percorreu os vários estandes rapidez na execução de tarefas, do evento na tarde de sexta-feiforam divulgados no final da ra e manifestou o desejo de ver o tarde de sábado. Os classifica- conhecimento adquirido pelos dos nos primeiros lugares da aprendizes numa prática eficiOlimpíada adquirem reconhe- ente e num futuro próximo.


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4 Especial

Apesar dos atrativos da internet, é preciso prestar atenção à invasão dos vírus

Caiu na rede.... é risco! anos, de classe média e conhecem tudo sobre as linguagens do Carolina Adam Helm computador. Todos os dias são criados pelo menos dez novos víSão 10 horas da manhã. rus e a melhor prevenção para Bernardo acorda, vai até o ba- não ser contaminado por algum nheiro para lavar o rosto, toma deles é a informação. Saber café e corre para seu escritório. como os vírus se propagam e Liga o computador, começa a como podem infectar as máquiacessar sua caixa de e-mails, nas é necessário para agir corvisitar seus sites favoritos, retamente. Bernardo Carli Osternack como o do seu time, Coritiba, e buscar as últimas notícias nos tem 24 anos e é formado em Desenho Industrial. portais jornalísNa área em que ticos. Seu comatua, a ferraputador passa o "Todos os menta fundadia todo ligado, fabricantes mental para a pois ele sabe que realização do seu a qualquer hora dizem que seu trabalho é o compode precisar faproduto é melhor putador. Ele tralar com alguém balha no site Alou checar alguque os demais" tos Agitos, que ma informação. JEAN ABREU, exibe fotos das Não é só BerPROGRAMADOR baladas curitibanardo que tem a nas. Precisa esrotina assim. Muitas pessoas já se sentem de- tar conectado à internet para pendentes de ter um computa- lançar as imagens na rede de dor ligado à internet disponível maneira rápida. Já teve muitos problemas com vírus e seu como dia todo. Quanto mais tempo se está putador pessoal foi invadido por conectado, maiores as chances um cracker. Tanto os crackers como os de ser surpreendido por um vírus capaz de trazer muita dor hackers possuem um conhecide cabeça e ações prejudiciais a mento muito vasto a respeito de tecnologia. Ao contrário do que algum trabalho, por exemplo. Segundo a pesquisa da em- muitos pensam, quem faz invapresa de segurança Symantec, sões com a tentativa de prejudimais de 1,1 milhão de vírus cir- car e roubar senhas e informaculam pela rede e podem preju- ções restritas, se chama cracker. dicar o usuário. No Brasil, Esse termo surgiu em 1985 pequem faz essas invasões são jo- los hackers, que eram contra o vens de aproximadamente 20 uso jornalístico indevido da deAna Carolina Silveira

nominação hacker. Hackers não têm a intenção de prejudicar nem invadir computador algum, eles apenas modificam hardwares e softwares de computadores com o intuito de melhorar seu funcionamento. Jean Carlo Bastos de Abreu atua na área de programação e manutenção de microcomputadores há 14 anos. Segundo ele, a maior procura por ajuda técnica é "quando a navegação na internet fica lenta e quando a rede apre-senta erros de acesso a programas". Um computador adquire vírus quando recebe ou abre um arquivo infectado, por meio de disquete, pen-drives, CD, ou ainda através de e-mail, Msn, Orkut e sites. Abreu diz que não existe software que seja imune a vírus, mas o Linux e os sistemas da Apple têm bem menos vírus porque "são usados por cerca de 10% do total de usuários de microcomputadores". Os vírus de computador podem causar muitos problemas como deletar arquivos, impedir acionamento de programas e até passar senhas e informações pessoais para o computador de um espião. Bernardo Osternack costumava acessar sua conta bancária pela internet e comprar

Ilustração: Luísa Barwinski

coisas com cartão de crédito em entrar em sites que exijam silojas virtuais. Um dia percebeu gilo, é preciso estar muito bem protegido. Deque sua senha pois do susto, do banco havia “Na época da ele começou a sido usada por eleição nosso usar o antivíoutra pessoa, rus diariamenquando uma sistema quase foi te e está cada quantia de dinheiro foi invadido, ao mesmo vez mais preocupado com a transferida tempo, de três segurança de para outra conta. Por sorte, o lugares diferentes.” seu computador. dinheiro transTERESA CRISTINA MELLO, Não existe ferido não era PROPRIETÁRIA DE LOJA um programa uma grande de antivírus quantia, mas serviu para perceber que, para que seja mais seguro: "Todos os

14 ameças ao seu computador Arquivo - Anexa ou associa seu código a um arquivo. Ele costuma infectar arquivos executáveis do Windows, especialmente .com e .exe, e não age diretamente sobre arquivos de dados. Para que seu poder destrutivo tenha efeito, é necessário que os arquivos contaminados sejam executados. Alarme falso - Não causa dano real ao computador, mas consome tempo de conexão à Internet ao levar o usuário a enviar o alarme para o maior número de pessoas possível.

Backdoor - Permitem que hackers controlem o micro infectado pela "porta de trás". Normalmente, vêm embutidos em arquivos recebidos por e-mail ou baixados da rede. Ao executar o arquivo, o usuário libera o vírus, que abre uma porta da máquina para que o autor do programa passe a controlar a máquina de modo completo ou restrito. Boot - Infecta na área de inicialização dos disquetes e de discos rígidos. Essa área é onde se encontram arquivos essenciais ao sistema. Costumam ter alto poder de destruição, impedindo, inclusive, que o usuário entre no micro.

Cavalo de Tróia ou Trojan - Sã sivos que trazem embutidos um

Encriptados - Tipo recente q cultam a ação dos antivírus.

Hoax - Mensagens que geralm o usuário sobre um vírus mira

Macro - Tipo que infecta as ma funções como Salvar, Fechar e


Curitiba, segunda-feira, 18 de agosto de 2008 fabricantes dizem que seu pro- tes de relacionamento como duto é melhor que os demais", Orkut, e bate-papo, como o afirma Abreu. O melhor proce- Msn. Ela adora baixar músidimento é aliar um antivírus a cas, vídeos e episódios de suas um extremo cuidado na nave- séries preferidas. Seu computador, apesar de ter um antivígação. José de Carvalho Júnior é rus, está sujeito a ser contatécnico da empresa M&C Co- minados por arquivos recebimunicação há seis anos e expli- dos e pelos arquivos baixados ca o funcionamento da detecção dos programas. Já teve em seu de vírus. “Os programas execu- equipamento muitos Cavalos tam em ambientes que chama- de Tróia, que são os mais comos sistema operacional, seja muns, e outros vírus ainda em um computador, notebook mais potentes, que chegaram a excluir toda ou celular, sua lista de desta forma “Fiquei desesperada programas e nenhum programa está sequando vi que tinha arquivos do Desktop. Caguro em um perdido aqueles mila ainda ambiente que está tentando pode ser contaarquivos.” recuperar o minado por CAMILA FARINHUK, que foi perdido, um vírus”. Na 16 ANOS mas quase perempresa em deu as espeque Júnior trabalha, já aconteceram várias ranças. “Fiquei desesperada quando vi que tinha perdido tentativas de invasões. De acordo com a proprietá- aqueles arquivos. Os prograria Teresa Cristina Mello, du- mas eu até consigo recuperar, rante a campanha eleitoral de mas minhas fotos da câmera 2006 quando a empresa traba- digital foram excluídas e isso lhou para então candidato Ro- não tem volta”, lamenta. O professor de Fundamenberto Requião, em um único dia foram detectados três mil ata- tos de Computação e Prograques de crackers. “Na época da mação do cusro de Engenharia eleição houve tentativa de in- da Computação da Universidavasões, ao mesmo tempo, do de Positivo, Maurício Perretto, Uruguai, do Rio de Janeiro e concorda com a afirmação de acho que de uma empresa de que existem centenas de milhaMinas. Nosso sistema, quando res de crackers no Brasil, mas viu que poderia ser derrubado ao mesmo tempo, diz que exise invadido, ele próprio derrubou, tem muitos profissionais e seficou cinco minutos fora do ar, guranças que atuam nessa já migrou pro outro e não con- área para impedir as invasões. No curso de Engenharia da seguiu haver invasão”. A M&C investe muito em Computação, Perretto afirma tecnologia. “Está no nosso que “não há nenhuma discipliDNA.”, afirma Teresa. A empre- na ligada diretamente a vírus, sa possui quatro links de aces- mas existe a matéria Seguranso, que garantem para o clien- ça em Rede, que é a que mais se aproxima disso”. Segundo ele, o te 24 horas no ar. Camila Farinhuk tem 16 curso não apresenta uma discianos e, como a maioria dos jo- plina específica porque os alunos vens, não sai da frente do com- já têm um conhecimento sobre putador, sempre visitando si- isso na sua formação básica.

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Dicas de segurança para navegar 1 - Saia usando Logout, Sair ou equivalente - apenas fechar a janela de e-mail, Orkut ou site de banco, por exemplo, não é suficiente. 2 - Crie senhas difíceis de serem descobertas - prefira senhas combinadas entre números e letras, e não utilize a mesma senha para mais de um serviço. 3 - Mude a sua senha periodicamente - mude de senha a cada 3 meses, assim a invasão por algum espião se torna mais difícil. 4 - Use navegadores diferentes - não utilize, por exemplo, apenas o Internet Explorer, pois possui muitas pragas digitais. Utilize navegadores de outras empresas. 5 - Cuidado com downloads - fique atento ao baixar músicas, vídeos e programas. 6 - Atente-se ao usar Windows Live Messenger, Google Talk, AIM, Yahoo! Messenger, entre outros - eles podem mandar automaticamente links que contém vírus. 7 - Cuidado com e-mails falsos (spam) - e-mails de empresas, ofertas tentadoras podem prejudicar o computador. 8 - Cuidado com anexos de e-mail - o e-mail é uma das principais formas de disseminação de vírus, é preciso tomar cuidado com os conteúdos anexados. 9 - Atualize seu antivírus e seu antispyware - não basta só instalar um antivírus, é preciso atualizá-lo regularmente. 10 - Cuidado ao fazer compras na internet ou usar sites de bancos - só faça compras em sites de venda conhecidos, e nunca acesse contas de bancos, por exemplo, em computadores públicos. 11 - Atualize seu sistema operacional - falhas de segurança existem em qualquer sistema operacional, por isso atualize pelo menos uma vez ao mês. 12 - Atualize também os seus programas - além de programas novos terem mais recursos, eles também possuem correções para falhas de segurança. 13 - Não revele informações importantes sobre você - não passe informações como endereço, telefone, local de trabalho e não disponibilize fotos que mostrem informações relevantes sobre você. 14 - Cuidado ao fazer cadastros - antes de se cadastrar em sites, pesquise se o site não faz nenhuma atividade ilegal. Fonte: http://www.infowester.com/dicaseguranca.php

ão programas aparentemente inofenm outro programa (o vírus) maligno.

Multipartite - Infecta registro mestre de inicialização, trilhas de boot e arquivos.

Programa - Infectam somente arquivos executáveis, impedindo, muitas vezes, que o usuário ligue o micro.

que, por estarem codificados, difi-

Mutante - Programado para dificultar a detecção por antivírus. Ele se altera a cada execução do arquivo contaminado.

Script - Programado para executar comandos sem a interação do usuário.

mente chegam por e-mail alertando bolante, altamente destrutivo.

acros de documentos, desabilitando e Sair.

Polimórfico - Variação mais inteligente do vírus mutante. Ele tenta dificultar a ação dos antivírus ao mudar sua estrutura interna ou suas técnicas de codificação.

Stealth - Vírus "invisível" que usa uma ou mais técnicas para evitar detecção. Pode redirecionar indicadores do sistema de modo a infectar um arquivo sem necessariamente alterar o arquivo infectado. Fonte:http://muvucatecno.blogspot.com


Curitiba, segunda-feira, 18 de agosto de 2008

6 Perfil

Carlos Simas tem todos os ingressos dos jogos do Atlético na Arena da Baixada

Um atleticano do século: ele não perde um jogo por nada João Pedro Schonarth

Fanático é pouco para descrever Carlos Alberto Chaves Simas. Atleticano roxo ainda não é o suficiente. Carlos Simas é alguém que tem no Clube Atlético Paranaense um pedaço da sua história. O representante comercial da Fiat Lux nasceu em Curitiba, no ano de 1946. Com 15 anos entrou na empresa e desde então continua lá. Mesmo aposentado, exerce seu cargo com maior prazer. "Todo mundo que me conhece sabe que na minha vida aparece em primeiro lugar a Fiat Lux, em segundo lugar o Atlético e em terceiro, a família", brinca o senhor de 61 anos. Sua paixão pelo time curitibano começou cedo: aos sete anos foi conhecer o recém-inaugurado Maracanã, no Rio de Janeiro. O jogo, que ele não esquece, foi entre Flamengo e Vasco. "Pai, que time é parecido com o Flamengo em Curitiba?", perguntou o pequeno Carlinhos. A resposta: Atlético Paranaense. O nome do clube soou como canção aos seus ouvidos e ele se apaixonou. Começou na Fiat Lux como office-boy e logo no início da sua promissora carreira tornou-se sócio do clube rubro-negro. As

oportunidades surgiram dentro da empresa e com muita determinação ele fez diversos cursos na Associação de Dirigentes de Vendas do Brasil. Devido ao entusiasmo, quando palestras apareciam, a resposta na empresa de fósforos era sempre a mesma: "Vai o Carlinhos". "Carlinhos" cresceu, virou homem, e aos poucos começou a flertar com a sua futura esposa, Bernadete. "Não foi difícil levar ela para o Atlético". A família de Bernadete morava em São José dos Pinhais e não gostava de futebol, "porque 'polaco' só gosta de igreja". Visitava a noiva uma vez durante a semana e outra no final de semana. Isso se não houvesse jogo do Furacão. "Primeiro o clube, depois a namorada", explica. Em 1969, os jovens se casaram e a vontade de ter filhos crescia a cada ano. "Mas primeiro a gente se estruturou para depois receber as crianças", pondera. Carlos e Bernadete iam a todos os jogos que podiam. No Campeonato Paranaense de 70, o clube do coração chegou à final contra o Seleta, de Paranaguá. O casal desceu a serra com uma promessa feita: "Se o Atlético fosse campeão, eu daria um beijo no jogador mais feio do time", lembra com um sorriso no rosto. O clube da

Só cem pessoas ganharam o título de Atleticano do Século

capital goleou o time parnanguara por 4 a 1. E agora? “Entrei no campo, junto com a torcida e gritei: ‘Ô Charrão! Com todo respeito’, e dei um beijo no rosto dele. Blergh! Ele tava suado e fiquei com um gosto salgado”, diz entre risos. Em 1972, a primeira filha chegou: Margarete Chaves Simas. Mas o sonho de Carlos era outro: “Eu queria um piá para me acompanhar ao estádio”. Várias tentativas depois, as outras três filhas vieram. “Como não vai nascer piá, então as gurias vão pagar o pato”. Cada uma que chegou ganhou um nome a mais, até a quarta filha ter seis nomes no total. Vieram Karla Marizabete Chaves Simas, Kethy Liz Bernadete Chaves Simas e a caçula Bárbara Meg Betty Lis Chaves Simas. “E se tivesse outra ia ter sete nomes”, brinca. O menino não apareceu, mas todas as filhas acompanharam o pai no time da casa. “Eu sempre dei a liberdade para elas escolherem o clube que quisessem, desde que não fosse o Outro. Mas elas tiveram o bom-senso e torcem para o Atlético”, conta. O “Outro” de quem ele fala é aquele que o nome não pode ser mencionado: o Coritiba. “O verdadeiro atleticano fica mais feliz com a derrota do Coxa do que com a vitória do Atlético”, explica, com um sorriso malicioso. Imagine a dor de cabeça de ter quatro garotas em casa. “Desde que não namore um ‘coxa’, está tudo bem”, era a recomendação. Suas cores favoritas são vermelho e preto. Ele passa viradas de ano com as cores do coração. “Usar branco ou amarelo no reveillon não me acrescentou nada. Mas quando usei as cores do Atlético me senti bem, meu ano fluiu”, conta. Porém, há uma cor que ele não gosta de jeito nenhum. “Evito verde. Inclusive reparei desde a hora que você entrou que está com uma camiseta verde. É muito feia”, diz ao repórter, que por descuido ou

Fotos: João Pedro Schonath/ LONA

Carlos Simas e sua coleção: ingressos e álbum anti-Coxa pressa, acabou se esquecendo das recomendações em relação à cor. Se você pensa que é “doente” por um time, não conhece Carlos Simas. Ele tem todos os ingressos de todos os jogos do Atlético na Arena da Baixada. Tudo catalogado, com os resultados de cada partida. Ele tomou há cinco anos uma decisão: “Criei juízo e não piso mais nos estádios do Coxa e do Paraná”. Mas como continuar a coleção de ingressos? “Simples. Eu pago para alguém ir aos jogos quando é no Couto ou na Vila Capanema. Só para ter o ingresso e o gostinho de zombar os ‘coxa-branca’ quando eles perdem”. Se o Furacão vai jogar, pode se esquecer dele. “Já adiantei enterro por causa de jogo. No velório eu falei: ‘Olha, não é querer dizer, mas já está cheirando. Está na hora de enterrar’”, conta, aos risos. Com a camisa do clube no peito e com várias bandeiras pela casa, o empresário mostra o seu maior tesouro, escondido ali no seu escritório, que em cada canto tem um brasão do time que ama: seu arquivo de jornais. Carlos Simas tem vários álbuns com recortes de manchetes e matérias em que o Atlético Paranaense

vence. Além disso, o fanático tem uma arma na manga: o álbum anti-Coxa desde 1970. “Com estes jornais eu guardo a derrota do Coritiba para mostrar para os ‘coxa’. Você não sabe a alegria que me dá ao ler isso”, se diverte ao ver a manchete de um jornal de 1989: “Coxa faz um e toma quatro: Atlético vira e humilha”. Carlos Simas tem cinco netos – todos atleticanos. Por que será? “Tenho uma psicologia para que eles torçam para o mesmo time que eu. Como bom avô, dou as coisas para eles, para agradar. E sempre que posso levo as crianças para a Arena”. Na juventude, ajudou a criar o ETA: Esquadrão da Torcida Atleticana. Por isso e por ser tão fanático, ganhou do time a medalha de Atleticano do Século. “Apenas cem pessoas ganharam esse prêmio, entre fundador e jogadores. E eu estou no meio: sou um atleticano do século”, alegra-se. O resumo da sua vida pode parecer loucura. Apesar de tanto amor pelo Atlético Paranaense, não há vitória do time que seja maior do que a alegria da sua vida: “O maior orgulho da minha vida são as minhas filhas”, diz emocionado o senhor que só usa gravatas rubro-negras.


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Cultura

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Fotografias originais retratam o olhar dos fotógrafos alemães depois do nazismo

O olhar do pós-guerra Bárbara Pombo

Fotografias conscientemente estruturadas, com valores gráficos acentuados em branco e preto, resistentes e contrárias à objetividade nazista. Esse é a marca das imagens expostas em “Fotografia Subjetiva – A contribuição alemã 1948-1963”, apresentada na Casa Andrade Muricy até 28 de setembro. Com 165 fotografias originais, o curador alemão J.A Schmoll gen. Eisenwerth organizou a história da “fotografia subjetiva”, sob o ângulo da corrente alemã. Essa vertente teve êxito durante os anos de 1948 a 1963 – época pós-Segunda Guerra Mundial. Mas, ainda hoje, muitos fotógrafos contemporâneos consideram-se participantes da “tradição subjetiva”. A busca era por um significado artístico da realidade, a partir da interpretação pessoal e imagética dos autores. As imagens se assemelham a pinturas, como já ilustram as primeiras obras expostas: “Gotas e reflexos” de Adolf Lazi e “Escamas sobre a asa de uma borboleta” de Carl Struwe. E mais adiante as fotografias abstratas de Chargesheimer e Marta Hoepffner, que mais parecem desenhos. Nessa linha, a

fotografia de Marta, intitulada de “Auto-retrato no espelho” de 1941, é particularmente especial.

O movimento O início da “fotografia subjetiva” como vertente artística teve Bauhaus (escola de design, artes plásticas e arquitetura, que funcionou entre 1919 e 1933 na Alemanha) como cenário. Lá, os pioneiros da fotografia experimental dos anos 20 desejavam a reorientação da foto, no limite da sua possibilidade mais expressiva e criativa. O resultado é a fotografia estrutural, de forma PB (preta e branca) e com valorização marcante de valores gráficos. Da mesma maneira, o destino das pessoas, principalmente das solitárias diante dos destroços afetivos e materiais da guerra, desperta a compaixão e o interesse nos fotógrafos da época. A fotografia “Instantâneo” de Peter Keetmann é o melhor exemplo desse despertar na mostra. Fotojor nalismo Outro precedente importante da “fotografia subjetiva” foi a criação do grupo fotoform, em 1949, por Wolfgang Reisewitz. Jovens fotógrafos uniram-se a Reisewitz com o objetivo de trilhar vias independentes dos jú-

ris tradicionais. Além de produzir outro tipo de fotografia, diferente das imagens perfeitas e intensamente ideológicas do período nazista. Seis dos participantes do grupo integram a mostra: Otto Steinert, Peter Keetmann, Siegfried Lauterwasser, Toni Schneiders e Ludwig Windstoßer. Na primeira exposição em 1950, na cidade de Colônia, o primeiro grande sucesso do fotoform veio com o conceito fotografia moldada, ou seja, imagens construídas e pré-concebidas na mente do fotógrafo antes de serem capturadas. As obras de Chargesheimer são a principal representação dessa idéia. O grupo se desintegrou em 1957. A segunda fase da “fotografia subjetiva” é retratada na seção “Steiner e seus discípulos”. Monika von Boch, Kilian Breier e Joachim Lischke foram alguns dos alunos de Otto Steiner lançados na Escola de Artes de Saarbrücken. Já o fotojornalismo e a fotografia de marketing integram a exposição com trabalhos dos contemporâneos Stefan Moses que capturou momentos da Revolução Húngara de 1956, e de Robert Häusser com retratos da paisagem alemã do pósguerra. Um dos destaques é para a obra de Häusser “Banco na chuva”, de 1942.

Divulgação/ LONA

Instantâneo (1961), foto de Peter Keetmann Ser viço: Fotografia Subjetiva – A contribuição alemã 1948-1963. Local: Casa Andrade Muricy - Alameda Dr. Muricy, 915 – Centro.

Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 10h às 19h. Sábados e domingos das 10h às 16h. A mostra permanece até 28 de setembro e a entrada é franca.

Paraná é palco de exposição inédita no Sul do País Diana Axelrud

Uma moça da alta burguesia de São Paulo que andava chique pelas ruas de Paris. Ao mesmo tempo tinha preocupações sociais. Com todo seu pioneirismo ajudou a modernizar a arte no Brasil e se tornou um ícone nacional e internacional. Essa era Tarsila do Amaral, uma mulher à frente de seu tempo, que nasceu em 1886, no interior de São Paulo. Tarsila participou ativa-

mente do Movimento Modernista e da Semana de Arte Moderna de 1922. Uma de suas obras mais famosas, “Antropofagia”, foi a inspiração para o Manifesto Antropófago, um dos documentos mais importantes da arte brasileira. O autor do Manifesto foi o, na época, marido de Tarsila, Oswald de Andrade. Pela primeira vez o Paraná recebe as obra de Tarsila do Amaral. A exposição “Percurso Afetivo - Tarsila” está no Museu Oscar Niemeyer. O fio condutor da exposição é o “Diário de Viagens”,

“Antropofagia” foi a inspiração para o Manifesto Antropófago no qual a artista registrou desenhos e impressões de viagens pelo Brasil e pelo mundo, durante a década de 1920. A professora de Artes Willie Anne Martins levou seus alunos para conhecer a exposição. Para ela, o contato dos estudantes com as obras de Tarsila é válido: “É muito importante eles verem o

que o Brasil produziu e continua produzindo. Essa visita é um pontapé para ensinar arte brasileira para eles”. Um de seus alunos, André Luiz Winck, de 11 anos, nunca tinha visitado um museu. “Eu achei os quadros bonitos. O que eu mais achei interessante foi o da Antropofagia. Eu pretendo vir mais no museu agora.” O artista plástico Aníbal Andraus Neto também foi conferir a exposição. Ele explica a importância cultural de Tarsila do Amaral. “Ela é impor-

tante pelas pessoas que ela retratava, pelas cores da bandeira brasileira presentes em suas obras, pelas esculturas que lembram outros escultores brasileiras. Enfim, pelos aspectos do Brasil que ela colocava na sua arte”.

Ser viço A exposição ocorre até o dia 5 de outubro. O museu funciona de terça-feira à sexta-feira das 10h às 18 horas. Os ingressos custam quatro reais e dois reais para estudantes.


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Patrimônio da humanidade Texto e fotos: Daniel Mocellin

Formadas pelas quedas do rio Iguaçu, as precipitações das Cataratas têm 65 metros de altura em média e 2780 metros de largura. Em 17 de novembro de 1986, durante a conferência geral da UNESCO realizada em Paris, o Parque Nacional do Iguaçu foi tombado como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade, constituindo-se numa das maiores reservas florestais da América do Sul, atraindo gente de todos os cantos do mundo, que se fascinam ao olhar a imensidão e a força das águas.

Curitiba, segunda-feira, 18 de agosto de 2008


LONA 418- 18/08/2008