Issuu on Google+

RIO Á I D do

L BRASI

Curitiba, sexta-feira, 5 de setembro de 2008 | Ano IX | nº 432| jornalismo@up.edu.br| Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo |

Segundo semestre começa com crescimento industrial Katna Baran

O IBGE divulgou ontem pesquisa que aponta o Paraná como o segundo estado que mais cresceu na indústria em relação a média do primeiro semestre. A retomada do aumento veio depois do recuo do mês de junho. O crescimento foi de 2,1% em julho em relação ao mês anterior. Os especialistas dizem que nos próximos meses o Brasil pode esperar que os números do setor industrial só melhorem, já que agora entramos no período em que são produzidos os bens de consumo do Natal. Além disso, os números demonstram que o país não perde o fôlego com as crises internacionais e que tem condições de manter os índices da economia estáveis.

Página 3

Kumon se adapta ao perfil de cada aluno Esta técnica de ensino se preocupa com o interesse de cada estudante, deixando de lado a definição de uma grade curricular.

Páginas 4 e 5 Ensaio fotográfico: O culto à tradição ucraniana chegou no Brasil há cerca de 100 anos com os imigrantes - Página 8

História pessoal exemplifica momento histórico Hoje se comemora o Dia Nacional da Farmácia Maria Perpétuo Lima é uma das mulheres que conquistam o mercado de trabalho, antes dominado pelos homens.

A demanda da indústria farmacêutica é cada vez maior e hoje é possível encontrar, além de remédios, vários produtos nas farmácias.

Página 6

Página 7


Curitiba,

2

Desorganização geral? caindo, é a saturação destes serviços que resulta em piora? Hoje até cidades interioCento e dez pessoas. Muito ranas, como Maringá, comeou pouco? Depende do contex- çam a demonstrar que estão to, sem dúvida. Uma pesqui- tendo lotação maior do que sa do IBGE revelou que Curi- sua capacidade. Para melhorar um setor, tiba acolhe esse número de novos moradores por dia (en- seja ele a área da saúde, da tre nascimentos e fluxos mi- educação, transporte ou o que gratórios, já descontando os for, é necessário pensar em falecimentos). Isso significa toda uma infra-estrutura. Quanto maique em um ano or forem os a população da índices de nacidade aumen- Falta hoje uma talidade, metou em pouco preparação melhor lhor deve ser mais de 30 mil h a b i t a n t e s . de quem administra o atendimento nas materCom isso, a ci- as verbas públicas nidades. Isso dade já ultrase dá em passou 1,8 mi- para saber regular qualquer lhão de habi- e melhorar a vida área. Como se tantes. diz: uma coiNão é de da cidade sa puxa a ouhoje que as cidades têm ficado cada vez tra. Falta hoje uma preparamais lotadas — e aumentam assim as reclamações das pes- ção melhor de quem adminissoas que vivem nelas. Uns di- tra as verbas públicas para zem que a saúde é que não saber regular e melhorar a está boa; outros que é o trân- vida da cidade. Se a cidade de sito que está horrível. Agora, Curitiba é alvo de superlotase paramos para pensar, ções e fluxos migratórios, é nenuma cidade que possui 1,8 cessário proporcionar condimilhão de pessoas, onde pode- ções para que ela cresça ademos conseguir bons serviços quadamente. Falta hoje um planejapara toda essa gente? Os serviços, em especial os mento mais adequado para públicos, vêm decaindo. O receber essas pessoas que vêm questionamento aqui é: será de fora e as que ainda estão que é só a qualidade que está por crescer na cidade. Nathalie Jaime

Expediente Reitor: Oriovisto Guimarães. Vice-Reitor: José Pio Martins. Pró-Reitor Administrativo: Arno Antônio Gnoatto; Pró-Reitor de Graduação: Renato Casagrande;; Pró-Reitora de Extensão: Fani Schiffer Durães; PróReitor de Pós-Graduação e Pesquisa: Luiz Hamilton Berton; Pró-Reitor de Pla-

nejamento e Avaliação Institucional: Renato Casagrande; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira (colaboração), Elza Aparecida de Oliveira e Marcelo Lima; Editores-chefes: Anny Carolinne Zimermann e Antonio Carlos Senkovski.

O LONA é o jornal-laboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-330. Fone (41) 3317-3000

Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”.

sexta-feira,

5

de

setembro

de

2008

Beleza ou perfeição? Divulgação

Tatiana Sbalchiero

Festas, baladas e muita curtição. Essa é a vida que qualquer adolescente deseja, mas quando a forma física não é considerada perfeita, como aquela que se vê na televisão, isso pode ser um problema. Nos últimos três anos aumentou, e muito, o número de cirurgias plásticas em adolescentes. Entre 2000 e 2003, no Brasil, 15% dessas cirurgias foram realizadas jovens de 14 a 18 anos. Isso demonstra que desde muito cedo as meninas - porque os procedimentos são realizados especialmente no sexo feminino - estão se preocupando com a auto-afirmação numa sociedade que confunde beleza com perfeição. A insatisfação com seu próprio corpo tem levado adolescentes ainda em fase de desenvolvimento a realizarem intervenções cirúrgicas para satisfazer o ego ou para serem “aceitas” pela sociedade. Mas será que essas pessoas sabem o que estão fazendo? Especialistas confirmam que na

Prótese de silicone maioria dos casos as cirurgias não eram necessárias, já que o corpo destes adolescentes ainda está em desenvolvimento e crescimento. Apenas em casos bem específicos eram mesmo recomendados. Dois exemplos de modismos que vêm preocupando pais e profissionais são os aumentos na procura por cirurgias como lipoaspiração e implante de silicone, que são pedidos até como presente de aniversário pelos adolescentes. Esta realidade levanta questões de idade mínima para as cirurgias, alguns especialistas estabelecem 17 anos como faixa etária mínima para evitar

problemas. Porém, antes da intervenção cirúrgica um critério deve ser levado sempre em conta: a maturidade psicológica de cada indivíduo, já que muitas vezes o paciente realiza a cirurgia e se arrepende. Se sentir bonita é uma vontade que deve partir de cada um para depois as pessoas que nos rodeiam conseguirem ver esta beleza. Ela é natural e particular de cada indivíduo, ninguém se iguala a ninguém e por isso não são fatores artificiais que vão conseguir mudar esta realidade de não aceitação. A mudança tem que partir da cabeça para refletir na vida.

Identidade e pátria Vanessa Ramos

A nação brasileira vai comemorar amanhã mais um ano de independência. Mas que independência é essa? Cada criança que nasce possui direitos, porém estes infelizmente não chegam até elas ou não têm garantia de que vão ser cumpridos. Quando nascem, muitas vezes os pais não têm nem o que comer, não têm o que vestir e ainda não têm um nome. São incontáveis as crianças que nascem no país, crescem e morrem sem nunca ter tido uma identidade. A herança deixada pelos pais é somente o nome de batismo, mas até esse nome lhes é tirado. As crianças não têm nome, mas têm uma pátria. De três a quatro vezes por ano acontece o Paraná em Ação, um programa que presta servi-

Entre os milhares de atendimentos está o da aposentada Ena Maciel, que, aos 77 anos, ainda não possuía carteira de identidade ços como emissão de documentos, carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho e exames preventivos de saúde. A edição mais recente aconteceu no início de setembro, no Centro Cívico. Cerca de 150 mil atendimentos foram realizados. Entre os milhares de atendimentos está o da aposentada Ena Maciel, que, aos 77 anos, ainda não possuía carteira de identidade. E foi ao Paraná em Ação com um único objetivo: tornar-se uma cidadã.

É uma ação que ajuda pessoas que, na grande maioria, não têm condições de pagar por um serviço oferecido, ou então não têm tempo durante a semana, devido ao trabalho, que não permite as pessoas terem um horário compatível com estas atividades de cartório. O programa Paraná em Ação, que sempre acontece nos finais de semana, algumas vezes ao ano, é uma das formas de levar serviços públicos às pessoas. Nisso, o projeto é bastante positivo. O grande problema, no entanto, é que a população deveria ter acesso a muitos desses serviços no seu dia-a-dia. Isso só não acontece porque o Estado não consegue chegar às pessoas que mais precisam deles, ou seja, àqueles que moram longe das áreas centrais, em bairros cuja estrutura de serviços públicos é muito precária.


Curitiba,

sexta-feira,

Geral

5

de

setembro

de

2008

3

O estado acompanhou o aumento do índice no Brasil, que passou de 6,2% para 8,5% em julho

Paraná começa segundo semestre com aumento no crescimento da indústria (56,3%) – o que inclui a produção de cimento. O crescimento do item minerais não metálicos, no qual Depois de ter caído 1,1% se inclui o cimento, se justifientre junho e julho, o crescica pela retomada da indústria mento da indústria no Estado da construção civil devido à do Paraná começou o segundo ampliação de linhas de crédisemestre acima da média. to bancário específicas para o Dados do Instituto Brasileisetor. ro de Geografia e Estatística O economista José Gui(IBGE) divulgados nesta semalherme Silva Vieira diz que o na mostram que nos primeicrescimento da produção inros seis meses deste ano, o perdustrial se deve, em parte, às centual de crescimento fechou expectativas de vendas no em 11,2%, abaixo do total de Natal. “Os produtos são feitos 15,1% no primeiro mês do semuito antes da gundo sedata”. Segundo mestre. Os setores que ele, o aumento O Estado na “temperatuacompanhou mais puxaram o ra” da indúso aumento do crescimento foram: tria era algo índice no Brasil, que automotivo, edição previsto: “Tudo é normal a não passou de e impressão, refino ser o aqueci6,2%, no primento na consmeiro semesde petróleo e trução civil. tre, para produção de álcool Esta é uma 8,5% em juárea que serve lho. e materiais não muito bem de Dez dos metálicos alavanca para o 14 Estados desenvolvimenpesquisados to da economia. pelo IBGE O maior número de construobtiveram resultados positições influencia diretamente no vos. O maior destaque foi para consumo de cimento, de aço e o estado de Goiás, primeiro code outros materiais de conslocado no ranking das unidatrução”. des federativas brasileiras. No caso desse Estado, tive papel Mais clientes decisivo a produção de alimentos e bebidas, com um aumenQuem trabalha nas obras to18,6%. sentiu que houve mesmo uma O pior desempenho ficou maior procura nos serviços. O para o Estado de Pernambuconstrutor civil Roberto Ghisi co, que recuou cerca de 3,2% trabalha com um grupo de seis em relação ao mês anterior. a oito pessoas, mas, com mais Os maiores impactos negaticlientes procurando seus servos ficaram por conta da proviços, ele até já pensou em dução de papel e celulose (ampliar o número de trabalha10,5%) e calçados e couro (dores na sua equipe. 20,9%). “Na verdade, como eu ainNo Paraná, os setores que da sou pequeno no negócio, esmais puxaram para o crescitou mantendo as pessoas que mento foram: automotivo eu tenho como cliente por meio (38,5%), edição e impressão de um trabalho de mais quali(41,1%), refino de petróleo e dade”, afirma. produção de álcool (22,6%) e Ghisi alerta para uma esminerais não metálicos cassez de mão-de-obra quali-

Divulgação/ Renault

Antonio Senkovski

O setor automotivo cresceu 38,5% em um ano no Paraná ficada na área da construção. Segundo o construtor, se fosse contratar mais pessoas para trabalhar na sua equipe, teria que dar um treinamento adequado ao seu padrão de qualidade. Além disso, ele teria que pagar a mesma quantia que paga para alguém que já trabalha com ele. “Neste caso”, analisa, “é melhor ficar do tamanho que eu estou e cobrar um pouco mais, que é o que vem acontecendo”. Um setor que surpreendeu no balanço do crescimento da indústria no mês de julho foi o de produção de livros didáticos. José Guilherme Vieira, porém, diz que esse aspecto é um fator bastante pontual. “Não há uma justificativa sistêmica para isso e não quer dizer que agora o analfabeto

Um setor que surpreendeu no balanço do crescimento da indústria no mês de julho foi o de livros didáticos vai poder comprar livros”. Para Vieira, a expectativa é de que o Brasil não tenha índices negativos no crescimento industrial daqui pra frente: “O Brasil, ao contrário do resto do mundo, não dá sinais de que sofre com a crise internacional. A única indústria que pode sofrer com queda é a de exportação, justamente pela dificuldade do mundo inteiro”. Além disso, “mesmo em

um período em que a economia desacelera [de maio até junho], o Brasil continuou aquecido. Agora, entrando nos meses de maior movimentação, não sofreremos novas quedas”. Segundo o economista, outro aspecto desencadeado pelo aumento nos números da indústria é que, com esse resultado, o que acontece são greves dos funcionários querendo que esses reflexos se concretizem também em suas folhas de pagamento. “O momento agora é de oscilação e é provável que os especialistas errem as previsões dos índices econômicos”. Essa oscilação, porém, não tem um aspecto negativo. “No ano que vem o presidente até já disse que o salário mínimo sofrerá grandes aumentos, inclusive além da inflação”, declara.


Curitiba,

4 Especial

sexta-feira,

5

de

setembro

de

2008

O Kumon já conta com 3,2 milhões de alunos em todo o mundo

50 anos de Método Kumon Renata Penka/ Lona

Renata Penka e Diego Lopes

Falta de atenção nas aulas, dificuldade de entendimento dos conteúdos, indisciplina e outros problemas são muito comuns entre as crianças. Os pais muitas vezes não sabem como ajudar seus filhos a melhorar o aprendizado. Alguns dedicam horas de seu dia para tentar sanar as dificuldades da criança, mas sem sucesso. Toru Kumon foi além: em 1954, no Japão, ele desenvolveu um método de aprendizagem permitindo que seu filho conseguisse estudar conteúdos do segundo grau enquanto ele ainda estava na sexta série. Toru Kumon não considerou a idade e a série escolar do filho, mas a vontade e o potencial da criança a ser explorado. O sistema de ensino leva seu nome, o Método Kumon. Em 1958 fundou o Kumon Instituto de Educação de onde o método começou a ser difundido pelo Japão e pelo mundo. A primeira unidade criada fora do país de origem foi em São Paulo, em 1974, onde fica a sede do Kumon Brasil. Atualmente, o instituto conta com um total de cem mil alunos espalhados pelas unidades em todo o país. Toru Kumon nasceu em março de 1914, na província de Kochi, no Japão. Diplomou-se em matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade Imperial de Osaka. Lecionou na sua cidade natal, Tosa, e durante a Segunda Guerra foi professor da marinha do Corpo de Tsuchiura. Posteriormente, desenvolveu a carreira na região de Osaka, onde lecionou ao longo de 33 anos. Em 1995, faleceu deixando o Kumon com cerca de 3,2 milhões de alunos em todo mundo. Luci Lorenzatto é pedagoga e foi convidada pelo Kumon para participar de um encontro de divulgação do método. Depois de conhecer a proposta e fazer alguns testes, veio o resultado: ela estava apta a abrir uma unidade do Kumon. Em agosto de 2001, começou a funcionar a unidade no bairro Novo Mundo. Luci afirma que um dos

A principal característica do método é o acompanhamento individual do aluno maiores motivos dos pais matricularem seus filhos no Kumon é o despreparo do aluno para seguir sua série escolar: “Nas séries iniciais os principais problemas são a alfabetização e, na parte de matemática, a falta de entendimento nos cálculos. A associação de conteúdos é o que dificulta muito. Para os alunos adultos, a maior dificuldade é o não entendimento de estágios mais avançados devido ao esquecimento dos tempos em que conteúdos anteriores, necessários ao aprendizado, foram vistos na escola”. O aluno de Kumon vai à unidade duas vezes por semana durante uma hora para realizar suas atividades. Lá ele pega a pasta com seu boletim e as lições para serem feitas no local, entrega para a orientadora ou sua auxiliar tudo o que

foi feito em casa, para que elas três meses de Kumon, os pais corrijam, e vai realizar as tare- já percebem uma mudança nos filhos, eles passam a ter uma fas daquele dia. Depois, pega com a orienta- maior concentração nos estudos dora sua lição corrigida e entre- e até mesmo em casa, em diferentes ativiga as realizadas dades. “Os no dia. Nesse “fiquei sabendo de p r o f e s s o r e s momento o estudante tem com a tudo, soube que no percebem a mudança de orientadora um Kumon não comporta“feedback”, que é da criuma conversa existiam férias nem mento ança, a sua sobre tudo o que feriados, e assim melhora e logo já realizou, as omunicam suas notas e resolvi colocar ele caos pais o dequais serão as no método” senvolvimento próximas taredos alunos”, fas. As lições de casa devem ser realizadas todos diz Luci. A principal diferença do méos dias da semana durante certodo Kumon de ensino para o ca de 30 minutos. Luci possui 28 alunos em método convencional é que, ensua unidade, com idades que quanto na escola existe uma variam de 5 a 28 anos. Ela co- grade pré-estabelecida e com menta que normalmente após tempo definido para ser execu-

tada, no Kumon a grade se adapta às necessidades de cada aluno. A pessoa estuda por conta própria e descobre, com o auxílio da orientadora, quais são os seus pontos fortes e quais são suas dificuldades, o que é muito complicado de fazer em uma sala de aula normal, onde a criança disputa com mais 30 alunos a atenção do professor.

A solução de Fátima Os resultados do Kumon despertaram o interesse de Fátima Luciano Machado, que procurava uma solução para a falta de atenção que o filho Douglas tinha na escola. “Um pouco ele brincava, um pouco ele estudava, e eu me preocupei com isso, porque essas coisas iam prejudicar o desenvolvimento dele”, afirma Fátima. Através de amigos que fazi-


Curitiba,

sexta-feira,

5

de

setembro

de

2008

am o Kumon, ela descobriu o eu conseguia aprender tudo método e achou interessante o bem mais rápido. Depois, quanfato de o aluno ter que praticar do avancei para os estágios em casa todos os dias da sema- mais complicados, eu demorana e de o estudo ser individua- va um pouco mais para fazer lizado, o que possibilita um tra- as lições”, afirma Douglas. O Kumon é recomendado balho específico contra a dificulpara qualquer pessoa: uma cridade apresentada. Fátima decidiu ir até uma ança pequena que não saiba ler unidade do Kumon para con- nem escrever, quem têm dificulversar com uma orientadora e dade na escola, estudantes que descobrir se seria possível me- buscam aperfeiçoamento, adullhorar a falta de atenção de tos que já são formados e tamDouglas. Ela conta que lá teve bém pessoas da terceira idade. Todo aluno que vai iniciar o todas as suas dúvidas esclarecidas: “Fiquei sabendo de tudo, Kumon faz um teste para ver soube que no Kumon não exis- em que estágio vai começar. tiam férias nem feriados, e as- Funciona como um nivelamensim resolvi colocar meu filho no to e o estudante só começa o método a partir do conteúdo que método”. Algum tempo depois de já ele já tiver domínio. O valor de estar no Kumon, Douglas come- cada disciplina de Kumon é de çou a apresentar os primeiros 125 reais mensais. Durante o período em que resultados. Suas notas na escola melhoraram, principalmen- aluno cursa o método, ele recete em matemática, porque esta be premiações a cada avanço. foi a primeira disciplina que ele Quando está adiantado em recursou no método. “Em casa lação a sua série escolar, recevocê poderia estar fazendo algo be um certificado de aluno adiperto dele, que ele não parava antado, que significa que já dode fazer os exercícios de Kumon mina conteúdos que ele ainda e nem mesmo a lição da esco- não aprendeu na escola. la”, diz Fátima. Como no Kumon cada aluno é responsável Kumon Paraná por seus mateNo Paraná, riais e atividao Kumon che“O Kumon não des, a necessigou em 1977 na atrapalha e nem se cidade de Londade de responsabilidade e ordrina na unidaconfunde com a ganização é de da orientarotina de estudos fundamental, dora Suzana isso contribuiu do aluno. O estudo Kavik, que também para a após 31 anos deve ser feito em atenção de ainda está danDouglas com os do aulas. Postorno de 30 estudos. teriormente a minutos diários, Na escola filial foi estenos professores além de freqüentar dida para Curicomentam a tiba, que divide uma unidade duas melhora do com o escritório menino: “O vezes por semana" de Londrina a Kumon já ajucoordenação dou muito, e das unidades continua ajudando bastante. do Paraná. A filial Curitiba é Ele até fez uma prova para pas- uma das 14 espalhadas pelo sar no concurso do Colégio da Brasil, sendo responsável por Polícia Militar e conseguiu por- 130 unidades que estão em parque, devido ao Kumon, ele sa- te do Paraná e de Santa Catabia conteúdos mais avançados rina. Dentro destas unidades do que o de sua série escolar”, estudam cerca de seis mil aluorgulha-se a mãe. nos. Douglas já fez dois anos de O trabalho da filial consiste matemática e agora completou em divulgar o método, dar auum ano em português. O estu- xílio aos orientadores das unidante começou o Kumon quan- dades, distribuir material didádo estava na segunda série, tico e cuidar da parte adminishoje ele estuda a quinta série trativa da rede de franquias. do Colégio Padre João Bagozzi. Cada orientador é dono de sua Segundo ele, a sua rotina de es- franquia, mas é treinado e oritudos foi ficando maior com o entado dentro da filial, além de Kumon. “No começo todas as li- estar periodicamente recebendo ções eram mais fáceis e assim atualizações referentes ao mé-

5 Diego Lopes/ Lona

O material didático foi desenvolvido visando a autonomia do aluno todo. Uma franquia do Kumon pode ser aberta por qualquer pessoa que goste de trabalhar com ensino, desde que tenha uma formação profissional de terceiro grau, na área de educação preferencialmente. Existem casos em que orientadores são formados em áreas como engenharia, biologia, direito e mesmo assim possuem uma unidade por gostarem de educação, possuírem um curso superior e tempo para realizar as atividades de ensino e administração da unidade. Simone Souza trabalha há 15 anos no Kumon e há três está na filial de Curitiba, onde ocupa o cargo de gerente. Ela explica que muitas pessoas nutrem um excesso de expectativas com o método acreditando que os resultados surgem de forma automática. “Algumas pessoas entram no método achando que depois de pouco tempo já vai estar melhor na escola e assim vai poder abandonar o Kumon”. Segundo Simone, a melhora significativa vai depender de quanto o aluno está disposto a se dedicar ao método e também de sua paciência com as tarefas. “O estudo diário é que realmente faz a diferença para o aluno. Nosso interesse é que ele vá buscar a autonomia, vá buscar o conhecimento por

si só”, comenta Simone. Sobre eventuais conflitos com o ensino regular, Simone diz que “o Kumon não atrapalha e nem se confunde com a rotina de estudos do aluno. O estudo deve ser feito em torno de trinta minutos diários, além de freqüentar uma unidade duas vezes por semana”. A gerente ainda enfatiza os principais pontos que, para ela, são o diferencial do Kumon: “É um método de ensino individualizado, aonde o foco é desenvolver no aluno algumas características que ele vai levar para a vida. O método busca formar pessoas capazes de realizar qualquer atividade através do estudo diário para estimular ainda mais a capacidade de cada um”.

As Novidades Em 2004 foram incluídas duas novidades nas disciplinas do Kumon, as línguas inglês e japonês, que se somaram ao português e matemática, matérias oferecidas há mais tempo. O diferencial do Kumon de inglês e japonês é o material didático próprio, que também tem a função de desenvolver no aluno a independência e autonomia. Não há uma aula específica de conversação, existe um CD gravado por nativos americanos e japoneses com o qual o estudante

aprende toda parte de audição da língua. O orientador trabalha a percepção da palavra que o aluno fala e verifica se a pronúncia está correta, mas o objetivo principal é trabalhar a escrita da língua. O Kumon de espanhol já existe, mas apenas nos países que falam essa língua. Há o interesse de trazer esta disciplina para o Kumon Brasil, porém sem previsão de quando será adaptado. Em 2008 o Kumon Instituto de Educação completa 50 anos de existência mantendo o objetivo de educar de forma cada vez mais eficaz e sempre buscando explorar ao máximo o potencial de cada aluno. A frase de Toru Kumon: “Vamos tentar. Se não tentarmos não vamos saber se conseguiremos”, mostra qual era o desafio proposto por ele, primeiramente a seu filho, e hoje a 3,2 milhões de alunos espalhados por 44 países, que é o desafio de superar as próprias expectativas. Antes de morrer o professor deixou a missão que define como deve ser o espírito daqueles que hoje dão continuidade ao seu projeto: “Descobrir o potencial de cada indivíduo, desenvolvendo-lhes as habilidades ao máximo limite, formando assim pessoas responsáveis e mentalmente sãs que contribuam para a comunidade global.”


Curitiba,

6 Perfil

sexta-feira,

5

de

setembro

de

2008

Maria Perpétuo é a típica mulher moderna: cuida da família e mantém dois empregos

Ela corre o dia todo Rebeca Alcântara/LONA

Rebeca Alcântara

“Amélia não tinha a menor vaidade, Amélia que era mulher de verdade”. A composição de Mário Lago deixou de ser verdade depois que as mulheres resolveram ocupar seu espaço no mundo que era só dos homens: o mercado de trabalho. Só que a jornada continua diferente da deles. É difícil a mulher que chega em casa e não se incomoda com a bagunça ou com a educação dos filhos. Principalmente, aquelas mães que não têm ajuda para criá-los. Maria Perpétuo Lima, 42 anos, é viúva do primeiro marido e separada do segundo. Com dois filhos, cria sozinha o mais novo, de 12 anos, Luiz Felipe. Professora em casa e fora dela, dá aulas de educação física em duas escolas nos três períodos. Os finais de semana deixaram de ser sinônimo de descanso há dois anos com a estréia do Comunidade Escola, um programa da Prefeitura de Curitiba, que abre a escola no sábado e domingo com atividades para a comunidade. Ela é coordenadora do projeto e põe ordem na bagunça da criançada. “A Pê? Ela é muito humana”, essa frase é ouvida em coro pelos colegas que trabalham junto com ela há 10 anos. É aquela que você pode contar em todos os momentos. De sorriso fácil, é companheira para as farras e brincadeiras, mas sabe chamar a atenção quando precisa. Trabalha muito, porém não esquece a casa e a família. Participa ativamente de tudo que seu filho faz, dá aula na mesma escola que Felipe estuda e ainda participa da Associação de Pais e Mestres. Toda semana é feita uma reunião para os pais ficarem cientes de tudo o que acontece na escola e na vida de seus filhos. Mais uma forma de aproximação, ela sabe de tudo que “seu filhão” faz. Mesmo depois de um final de semana cheio de coisas pra fazer Perpétuo não perde o pique durante a semana. Ao contrário, “parece que me renova”. Ser participativa na vida dos outros

Perpétuo é coordenadora do projeto Comunidade Escola é uma das vocações dela. Se relaciona bem com todos, sofre pelos conhecidos, consegue entender o que acontece no coração de um colega, assim se aproxima facilmente. "Gosto de ficar com as pessoas. A gente aprende muito com elas". Segunda-feira não é motivo para desânimo. Seis horas da manhã ela já está em pé preparando o café para o filho. Os dois vão juntos para a escola, no caminho conversam e ouvem música. Aula logo cedo, “vamos acordar moçada”, já chega animando seus alunos. Como hoje a segunda e a terceira aulas são vagas, dá tempo suficiente para uma sessão de massagem, na Associação de Professores. Lá ela tira a tensão para começar bem a semana. Na hora do almoço voltam juntos para casa e ainda Felipe leva para a escolinha de futebol onde ele treina. Como achou que a mãe estava trabalhando muito, nesta semana ela largou o

turno da tarde para ficar mais tempo juntos. Assim quando ele está em casa, ela também está. A noite a rotina de serviço continua, agora na outra escola. A vida de mulher moderna é bem diferente da mulher de 30 anos atrás. Estudos mostram que nos anos 70 a mão-de-obra feminina correspondia a 32,5% do total. Hoje já beira os 50%, empatando com os homens. Essa diferença decorre do crescimento do setor de serviços, em que é mais forte a presença da mulher. Um terço das trabalhadoras são professoras como a Perpétuo. Segundo dados recentes do IBGE, das 35,4 milhões de mulheres que trabalham fora no País, 32,3 milhões também se ocupam dos afazeres em casa, como ela. É difícil encontrar mulher que goste dessa rotina, mas “é melhor levar uma vida corrida para criar seus filhos do que deixá-los em um ambiente familiar com brigas que só interfiram no cres-

cimento emocional, não trazendo nada de bom”. Mesmo com tantas tarefas pessoais para resolver, Perpétuo não esquece da sua segunda família: a escola. Momentos importantes, alegres e tristes, são passados com união entre alunos e professores. Ela já viu casamentos nascerem ali dentro da escola. Acompanhou adolescentes grávidas que foram abandonadas pelos namorados, dando toda a atenção e ficando à disposição para qualquer conversa. Também presenciou cenas tristes e marcantes. “Um aluno para quem a gente deu força para sair do tráfico morreu pouco tempo depois, por motivo de vingança”, recorda, aborrecida. O que dá mais satisfação é encontrar um aluno dez anos depois e ver que ele está com um bom emprego, formando sua família e agradece a ajuda que a professora deu. Quarta-feira é dia de folga no turno da noite. Sinônimo de sair

para dançar. O agasalho branco e o guarda-pó azul dão espaço para uma “nova mulher”. Salto alto, saia, batom forte, maquiagem bem feita e cabelo com escova de chocolate para ficar liso. Assim está pronta para o baile de quarta. Afinal, as aulas dança de salão de terça têm que servir para dar um show na pista. Normalmente, vai com os amigos, assim Felipe não fica com ciúmes. Mas não demora muito na festa: 23h30 já está em casa. E para garantir os joelhos firmes, faz hidroginástica nas horas vagas. Para quem pensa que todo esse corre-corre é estressante está enganado. O mito que mulheres que trabalham fora estão mais propensas a ter problemas de saúde, como estresse e pressão alta, pode não passar de história. Um estudo feito em 2006 pela filial brasileira da International Stress Management Association concluiu que conciliar uma vida agitada, dando atenção para o trabalho, filhos, afazeres domésticos e vida social é menos estressante do que se dedicar a apenas uma tarefa. A mulher pode dividir as preocupações e a atenção, não depositando toda sua alegria ou frustração a uma coisa só. Apesar de ser muito alegre, o coração de Maria Perpétuo carrega algumas decepções. No primeiro casamento era muito feliz, teve seu primeiro filho, Paulo Henrique, que hoje mora em Cuiabá. Só que um dia, quando seu marido voltava do trabalho, sofreu um acidente grave de moto e morreu. “Foi bem difícil para mim, ele era meu companheiro”, lembra. Após sete anos de recuperação, o psicólogo a incentivou a arrumar um namorado e seguir com sua vida. Depois de um tempo se casou novamente e teve o filho mais novo. Mais tarde se separou e agora mora com o caçula. Pérpetuo não tem só alegrias ou frustrações. Passa por momentos difíceis, mas recupera-se deles. “Sou um mix de emoções e sentimentos. Represento todas as mães, professoras e mulheres trabalhadoras”, completa.


Curitiba,

Geral

sexta-feira,

5

de

setembro

de

2008

7

Brasil conta com cerca de 80 mil estabelecimentos, segundo Conselho Regional

Hoje é o Dia Nacional da Farmácia salário não é tão satisfatório assim”, afirma Dayana. Ela ressalta, ainda, que a maior A farmácia é um mercado barreira desses profissionais é muito antigo. De acordo com encontrar um local no qual as vários pesquisadores, a origem pessoas se adaptem, e que seda palavra deriva do grego jam bem remuneradas. O mercado de trabalho nespharmakon, que significa remédio. Mas essa ciência come- sa área é muito difícil, e quem çou a existir muito antes que procura trabalhar em farmáa própria denominação. A data cia precisa ter consciência da de surgimento exata é impos- concorrência e realmente corsível saber, pois desde a época rer atrás do que necessita. “No das cavernas o homem já ma- Paraná existe espaço nessa nipulava ervas para aliviar as área, mas a procura é muito grande. Logo, quem pretende suas dores. Já no Brasil, os índios cu- seguir essa carreira, deve ter ravam as doenças com as er- em mente que no início é convas naturais. Os primeiros “bo- corrido”, explica Dayana. A profissão de farmacêutiticários”, ou seja, os primeiros farmacêuticos no país foram os ca possui um lado muito posipadres jesuítas. Foi nos Colé- tivo. “Ensinar as pessoas a não fazer uso de gios da Compaalto-medicanhia de Jesus que Os primeiros ção, mostrar surgiram as prique associanmeiras “boticas”, “boticários”, ou do medicaonde se podia en- seja, os mentos você contrar desde dropode prejudigas e medicamen- primeiros car a saúde, tos das grandes farmacêuticos a levar para metrópoles até elas alguns plantas medici- atuarem no Brasil conhecimennais indígenas da foram os padres tos médicos, terapêutica dos jesuítas entre outras pajés. informações, A primeira escola para o ensino específico de foi tudo isso que me motivou a farmácia foi criada em 1839, fazer o curso de farmácia”, fala em Ouro Preto, no estado de Dayana. A lei nº 3.820, de 11 de noMinas Gerais. E o primeiro farmacêutico em Curitiba foi Au- vembro de 1960, criou os Conselhos Federais e Regionais de gusto Stellfeld. A indústria farmacêutica Farmácia, concretizando idéicresceu muito desde então, e a as de classes e reconhecendo a demanda é cada vez maior, profissão de farmacêutico. principalmente nas grandes ci- Para abrir uma farmácia são dades. Hoje, em cada farmácia, necessários alguns requisitos, é possível encontrar muito como pensar em uma boa locamais que remédios. As lojas lização. Segundo a Organizavendem de tudo, cosméticos, ção Mundial de Saúde, a área alimentos, produtos para a hi- de abrangência de atendimengiene pessoal e de limpeza, en- to de uma drogaria deve ter tre outros produtos. E todas es- pelo menos 10 mil clientes em sas modificações são feitas em potencial. É necessário ter função do público consumidor. uma estrutura muito bem areA Farmacêutica Dayana jada e clara, dividida em espaZorzi é formada pela Pontifícia ços para o estoque, recepção do Universidade Católica do Pa- cliente, aplicação de injeções, raná. Ela trabalha na área des- e levar em conta outros aspecde o ano 2000. “A maior difi- tos. Existe toda uma legislação culdade no trabalho de farmacêutica hoje é a oferta de tra- específica para abrir o comérbalho. É um campo bastante cio. Leila Castro é responsável saturado de profissionais, e o pelo cadastro das farmácias. Ela

Fotos: Renata Penka / LONA

Renata Penka

A farmacêutica Dayana reclama da pequena oferta de trabalho na área trabalha no Conselho Regional de Farmácias do Paraná, e conta quais são os documentos necessários: “registros na junta comercial, na secretaria da receita federal, secretaria da fazenda, prefeitura do município, registro no INSS ou CNPJ, alvará da vigilância sanitária, um responsável técnico, e registro do ministério da saúde.” Ela assegura que todas as informações são encontradas site do Conselho, www.crf-pr.org.br. Ou então, pelos telefones (41)33630234 e (41)3901-2345. Atualmente estão registrados junto ao Conselho Regional de Farmácias do Paraná 77 estabelecimentos farmacêuticos, que envolvem dispensação, manipulação ou homeopática. O farmacêutico e administrador

Sérgio Satoru Mori, que é gerente geral do Conselho Regional de Farmácias do Paraná, afirma que o número de farmá-

cias no Brasil chega a 80.306 estabelecimentos, número esse, de dezembro do ano passado.


Curitiba,

8

Lembranças da Ucrânia Texto e fotos: Katna Baran

Há mais de cem anos, os primeiros imigrantes ucranianos desembarcavam no Brasil em busca de uma nova vida em nossas terras. A esperança de dias melhores esbarrou nas dificuldades encontradas com a comunicação e o desconhecimento das atividades agrícolas do país. Aos poucos, os ucranianos foram se estabelecendo e criando suas raízes, principalmente aqui no Paraná, sempre com a ajuda da fé impulsionada pela Igreja, até hoje marcante na vida dos descendentes. Crianças, jovens e adultos que compreendem a quarta e quinta geração dos bravos imigrantes ajudam na preservação dessa cultura por meio da dança, das canções, da língua, das festas típicas e do artesanato, levando os filhos e simpatizantes da Ucrânia a viajar por esse maravilhoso país.

"A Ucrânia não morrerá jamais, enquanto houver no mundo um grupo jovem que dance suas danças típicas, cante suas canções folclóricas e cultive as suas tradições como uma chama sagrada. Os valores ucranianos hão de passar de uma geração para outra até o fim dos séculos”. Helena Kolody, poeta paranaense

sexta-feira,

5

de

setembro

de

2008


LONA 432- 05/09/2008