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LABORATÓRIO DA NOTÍCIA - 1

Curitiba, 5 de abril de 2006

Curitiba, quinta-feira, 13 de abril de 2006 Ano VIII - Nº 202 Jornal-laboratório diário do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Positivo - UnicenP - jornalismo@unicenp.edu.br

Procon compara preços de produtos da Páscoa Ana Cláudia Maia

Professor faz denúncia contra IAP O Instituto Ambiental do Paraná foi acusado, no início do mês, de tolerar a instalação de postos de combustíveis sem a licença obrigatória na região de Maringá. A denúncia foi feita por professor de geografia da Universidade Estadual de Maringá.O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, disse que só vai se manifestar sobre o caso depois de notificação. Página 3

Prefeitura reforma oito unidades de saúde

Sebrae tem nova sede em três bairros Mais três bairros de Curitiba contam com o atendimento do Sebrae. O órgão passou a atender diretamente os bairros Boqueirão, Xaxim e Hauer, e já auxilia empresários das regiões. Com a medida, o Sebrae pretende descentralizar e facilitar o acesso aos serviços que oferece. Página 6

O Procon-PR oferece aos consumidores um levantamento com preços dos produtos alimentícios consumidos na Páscoa. Foram analisados itens das marcas Garoto, Kinder, Nestlé, Lacta e Bauducco. O consumidor pode acessar o serviço por meio do site oficial do órgão, www.pr.gov.br/procon; ou pelo serviço telefônico Disque-Procon, 0800-41-1512. Os produtos com maior diferença de preços chegam a 66,98% de variação de uma local para outro. Página 3

Economistas explicam que comerciantes aproveitam o período de consumo e elevam os preços

Loja de lingeries inova em vendas online Página 6

Cresce procura pelo idioma mandarim Página 7

Ensaio Fotográgico conta história da fotografia Página 8

Cerca de R$11 milhões estão sendo investidos em oito em unidades de saúde da capital. A verba foi disponibilizada pela Prefeitura de Curitiba, e será aplicada em reformas e ampliações. Juntas, as oito unidade que estão em obras têm capacidade para atender a uma média de 4 mil pacientes por dia. Página 5


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Curitiba, 13 de abril de 2006

EDITORIAL

Adeus, ética A ética é um valor que caiu quanto ela. em total desuso. Tal constataO problema ético na condução evidencia o estado de cata dos advogados é escandalorência moral em que a socie- so, e já foi diagnosticado pela dade mergulhou. seccional paulista da Ordem A insignificância que a étidos Advogados do Brasil. A ca adquire hoje é ilustrada OAB/SP reprovou a atitude dos com perfeição na principal re- profissionais, e vai analisar o portagem exicaso para enconbida pelo protrar uma punição grama Fansadequada. EnTão antiética tástico, no últiquanto isso, Máquanto as mo domingo. rio Sérgio de OliEla mostra Máveira já foi afasinstruções dos rio Sérgio de avogados de Suzane tado do Tribunal Oliveira e Denide Ética da Oré a forma como a dem, órgão do valdo Barni Júnior, advoga- imprensa descobriu qual, ironicados de Suzane mente, fazia para farsa von Richthote. fen, instruindo Sob o mesmo sua cliente a chorar e desistir caso, o outro exemplo de desda entrevista, no momento em vio ético é a filmagem ilícita que estivesse em frente às câda TV Globo. O diálogo entre meras. Uma farsa pública e te- cliente e advogado é privado e levisionada com o objetivo de protegido por lei, e esse fato gerar apelo emocional na opi- não foi respeitado pela equipe nião pública e redimir a jovem que realizou a reportagem. A da culpa que carrega. imprensa novamente ultrapasSuzane planejou com os ir- sou os limites que lhe cabem, mãos Daniel e Cristian Cravi- e repetiu o crime que já se tornhos o assassinato dos pais, nou sua marca registrada, a inMarísia e Manfred von Rivasão de privacidade. chthofen. O plano foi execuCabe um rápido raciocínio: tado em 31 de outubro de se a quebra do sigilo bancário 2002, na mansão das vítimas, de Francenildo Costa foi conenquantos elas dormiam. Os denada, por que a quebra da três assumiram a autoria do privacidade entre Suzane e crime e foram presos. seus advogados também não Por si só, o assassinato dos é? O princípio da invasão depróprios pais é um rico objeto sautorizada é o mesmo, mas de análise do corrompimento falta senso crítico à imprensa da ética; mas ele não vem só. para identificar o erro. Junto, está a instrução dos Então, está erguido o atual advogados, profissionais desdilema ético: ou se deixa estinados a preservar a lei, que capar ações que ferem a étiagora buscam formas de en- ca, ou elas são diagnosticadas ganá-la; e os meios pelos quais por meio de outras condutas a equipe de reportagem des- imorais. Somente a falta de cobriu a farsa tão antiéticos ética condena a si mesma.

Cobrar menos e oferecer mais Renato Amendola/ LONA

Suelen Ivanovski A carga tributária brasileira atingiu um novo recorde histórico em 2005. De R$ 1,1 trilhão do Produto Interno Bruto (PIB), 38% foram recolhidos em impostos. A surpresa é que apenas 18 milhões foram aplicados em serviços da esfera pública, tais como áreas prioritárias, entre elas a construção de novas estradas, escolas, postos de saúde, entre outros. Não dá para negar a eficiência do Fisco, por meio da Receita Federal, em cobrar esses recursos dos contribuintes. Mas seria ótimo constatar também a mesma eficiência na hora de utilizar esse dinheiro para prestar serviço à população, trazendo qualidade para as áreas de educação, segurança, saúde e infra-estrutura. A verba que deveria ser canalizada para suprir as necessidades do setor público, ou seja, a devolução em forma de serviço pelo que o cidadão pagou, não é utilizada. O Brasil nunca foi um exemplo com a sua política, principalmente a econômica, mas causa certo receio em saber que existem respaldos suficientes para uma mudança. Não há desculpas para o que acontece aqui. O peso dos impostos sobre a sociedade brasileira fica muito próximo aos níveis de países desenvolvidos da Europa, como a Alemanha, cuja carga é da ordem de 36% do PIB. Com a diferença de que, nesses países, o cidadão conta com uma forte contrapartida do Estado. Apesar de haver uma cri-

se no chamado “welfare state”, ou estado de bem-estar social que se acentuou depois dos anos 80 -, o amparo que ingleses, franceses e até mesmo os norte-americanos encontram no setor público é infinitamente maior do que no Brasil. Exemplo dos péssimos serviços oferecidos pela saúde pública brasileira pode ser encontrado numa história recente, amplamente divulgada pela imprensa, que parece ter até mesmo piada. O bon vivant e ladrão internacional Ronald Biggs, refugiado durante décadas no Brasil - já que era procurado pela polícia inglesa por ter assaltado um trem pagador na década de 60 - preferiu voltar a seu país e se entregar à polícia. O motivo foi que, mesmo preso, Biggs, bastante doente, teria tratamento de saúde gratuito na Inglaterra. No Brasil,

sem dinheiro, provavelmente cairia num hospital com pouca estrutura e superlotado. Para o ladrão inglês, ficar preso foi melhor negócio do que ter que encarar, depois de ter torrado toda a grana do trem, o sistema de saúde nacional. Poucos países retiram uma parcela tão grande da riqueza construída pelos cidadãos. Nas Américas, o mais próximo é o Canadá, com carga tributária de 34% do PIB. Nos EUA, a carga é de 25%. Isso quer dizer que há como cobrar menos e oferecer um serviço público bem mais eficiente. O que falta por aqui é um planejamento seguro. Dizer que é inviável colocar em prática tamanhas soluções que a área pública exige é pura modéstia, já que o Brasil detém capital suficiente para o crescimento. O empenho deve ser com certeza maior.

O LONA é o jornal-laboratório diário do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Positivo –

UnicenP

Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-330. Fone (41) 3317-3000

Reitor: Oriovisto Guimarães, ViceReitor: José Pio Martins, Pró-Reitor Administrativo: Arno Antônio Gnoatto, Pró-Reitora de Extensão: Fani Schiffer Durães, Pró-Reitor de PósGraduação e Pesquisa: Luiz Hamilton Berton; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Cosme Damião Bastos Massi; Dire-

tor do Núcleo de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas: Euclides Marchi, Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro, Professor-orientador: Marcelo Lima. EQUIPE (ALUNOS) Editor-chefe: Renan Colombo. Fechamento: Renan Colombo e Guilherme Guinski. Alunos

do 2.º ano noturno A: Adriano Artur Timm, Adrielly Aparecida Silva Slesinski, Adryan Rodrigues Santos, Alexandre Fernandes da Silva, Aline Sajnaj Ferreira, Amanda Krause Guidolin, Ana Claudia Maia, Ana Claudia Rocha Rodovanski, Ana Luisa Toledo Alves, Andre Luis Gedeon de Melo, Antonio da Silva Junior, Beatriz Junqueira de Carvalho Kunze, Carolina Knopfholz, Caroline Augusta de

Andrade Michel, Debora Bueno Adams, Edson Luiz Alves Filho, Eduardo Carneiro de Almeida, Eduardo Macarios Goncalves e Silva, Fernanda Cequinel dos Santos, Gabriel Franco Lopes, Greyce Bruna Farias, Jean Wilson Martins de Oliveira, Jordana Girardi Feller, Juliana Carla Bauerle Motta, Lais Cristina Machado, Marcio Laurindo M. Silva.


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Curitiba, 13 de abril de 2006

Procon-PR realiza levantamento com o valor dos ovos em diversos mercados de Curitiba

Pesquisa de preços facilita economia na Páscoa ços entre os mercados são o Colomba Pascal Frutas e o Colomba Pascal Gotas de chocoO Procon-PR disponibiliza late, ambos da Bauducco; a em seu site e em seu serviço variação entre o menor e maitelefônico, o disque Procon, um or valor é de 66,98%. No sulevantamento com preços e lo- permercado Pão de Açúcar, o valor do produto é R$10,60, cais de venda dos ovos de Pásenquanto no Carrecoa das marcas four ele custa Garoto, Kinder, R$17,70. A menor Nestlé, Lacta e Bauducco. A pes- A pesquisa pode diferença, 8,12%, quisa também ser consultada está no Mundy Prepode ser consulta- por meio do site mium, da Garoto. No Carrefour e Exda por meio do www.pr.gov.br/ tra, o produto cus“Disque-Econota R$ 42,50. No mia”, da Prefeituprocon Muffato, o preço é ra de Curitiba. R$ 45,95. Os supermercaO economista André Molina dos pesquisados pela instituiexplica que os donos dos estação são o Angeloni, Big (da Rua Francisco Derosso), Carrefour belecimentos comerciais se (Marechal Floriano), Condor aproveitam da época em que (Avenida Brasília e Martin Afon- os consumidores estão mais so), Extra (Avenida Presidente dispostos a gastar, como a pásKennedy), Mercadorama (Co- coa, para elevar o valor dos mendador Araújo), Muffato, produtos. “Há muita demanda Pão de Açúcar (República Argen- para os ovos de Páscoa. O extina) e Wal Mart (Avenida Pre- cesso de procura aumenta tansidente Arthur Bernardes). to que alguns comerciantes se Mesmo com a pesquisa, o Pro- aproveitam disso para obter con-PR informa que pode exis- um lucro maior”, explica. Para tir variação de preço entre a Molina, outros aspectos que inlistagem e os reais preços das fluenciam na escolha do local da compra são a comodidade e a mercadorias. rapidez: “Quando saem pesquiSegundo a pesquisa de 27 e 28 de março, os produtos sas de preço, a tendência é que com maior diferença de pre- os locais mais baratos estejam

Maria Fernanda Takahashi Vinicius Boreki

Arquivo/ LONA

O mercado Angeloni, no Água Verde, apresentou os preços de chocolates mais elevados cheios. Isso acarreta em transtornos ao comprador. Os cidadãos com maior poder de compra escolhem os locais mais caros por conforto”. No Supermercado Angeloni – que está com preços elevados em grande parte dos ovos – uma funcionária explica que a pesquisa do Procon-PR está defasada, e que o mercado tem uma pesqui-

sa própria. “Nós temos a nossa pesquisa. E ela nos informa que os nossos preços estão muito semelhantes aos da concorrência”. A pesquisa do consumidor não é aceita nos supermercados como forma de obtenção de desconto: “A gente não faz o preço da concorrência”, declara a funcionária. “Não cobrimos a oferta dos concorrentes pela pesquisa do

Procon”, conta uma funcionária do Muffato, mercado com preços mais acessíveis ao consumidor, segundo o levantamento. Serviço O telefone do disque ProconPR é 0800-41-1512. O “DisqueEconomia” é acessado pelo número 3262-6564. A pesquisa pode ser consultada por meio do site www.pr.gov.br/procon.

Feiras oferecem produtos de Páscoa Ana Cláudia Maia Quem procura opções de presente de Páscoa com preços acessíveis para todos os bolsos já pode visitar as feiras montadas nas praças Osório, Generoso Marques e Tiradentes. As feiras especiais de Páscoa, que tiveram início em 1º de abril, vão funcionar neste ano até domingo. Elas reúnem 150 módulos, que comercializam produtos da época preparados artesanalmente e com preços variados - a partir de R$ 5. Além das feirinhas, que vão comercializar produtos exclu-

sivamente para a Páscoa, a praça Osório vai contar também com duas barracas especiais: uma para atendimento turístico e outra com oficina de artesanato, além do espaço “Toca do Coelho”, para brincadeiras e atividades infantis. Os expositores submeteram seus produtos a uma avaliação feita pelo Instituto Municipal de Turismo, indicados por membros titulares dos artesãos na Comissão das Feiras. Segundo a gerente das Feiras de Artesanato da Secretaria Municipal de Turismo, Cristiane Fonseca Ribeiro, o número de produtores que procuram as feiras especiais aumenta a cada

Neste ano, as feiras especiais de Páscoa tiveram início em 1º de abril e vão funcionar até o dia 16 ano, assim como o nível de exigência em relação aos produtos avaliados. Artesãos e feirantes que foram selecionados para comercializar seus produtos nas feiras trabalharão durante os16 dias ininterruptos, a fim de atender ao público visita as feirinhas temáticas. As feiras de Páscoa, já tra-

dicionais na cidade, oferecem nas barracas diversos produtos: cestinhas, enfeites, artesanato de borracha, ovos de cerâmica, embalagens em formato de cenoura, coelhos de feltro e comidas típicas. Também são ofertados doces, como bombons recheados, trufas, ovos glacerados e decorados, coelhos de chocolate, ovos de galinha pintados e recheados com amendoim. Segundo a feirante Maria da Graça Wünder, as feiras especiais são realizadas para proporcionar aos curitibanos acesso a artigos decorativos e alimentos com preços mais baixos do que os praticados no merca-

do. Com as feiras, os artesãos ganham mais uma alternativa para comercializar e expor seus produtos, melhorando, assim, a renda familiar. Com a grande criatividade dos artesãos, os visitantes podem encontrar nas feiras ovos de chocolates personalizados. E em clima de Copa do Mundo, por apenas R$19,50 é possível levar para casa um ovo com as cores da seleção brasileira. Serviço As feiras especiais de Páscoa estão abertas de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h.


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Curitiba, 13 de abril de 2006

Baixa do dólar facilita ida de estudantes ao exterior em busca de emprego temporário

Trabalho no exterior agrada estudantes brasileiros Natasha Schiebel

Arquivo pessoal Karin Mesquista

Em busca de dinheiro, experiências novas, estudo de línguas e culturas diferentes cada vez mais estudantes brasileiros passam suas férias, de inverno e de verão, trabalhando em diferentes países. Os destinos mais procurados são Estados Unidos e Canadá, que atraem a atenção dos estudantes por oferecerem salários considerados altos em atividades que os americanos e canadenses se recusam a realizar, como as de faxineira e de garçom. Mas há outros países que também estão nas rotas dos jovens, como Inglaterra, Alemanha e Escócia, que agradam a estudantes com diferentes perfis. Enfim, os estudantes têm várias opções quando a vontade é trabalhar fora. Porém, muitas vezes a idéia inicial de voltar ao Brasil com dinheiro no bolso - principal intenção da maioria dos jovens muda com o decorrer da viagem, pois os estudantes percebem que, mesmo recebendo para trabalhar, eles possuem muitos gastos longe de casa, como alimentação e estadia, o que dificulta o retorno financeiro esperado. Karin Mesquita, 18 anos, estudante de Publicidade e Propaganda, passou o final de 2005 e início de 2006 trabalhando no parque de diversões Walt

A estudante Karin Mesquita e seu “chefe” na Disney: boas recordações e experiências Disney World, nos Estados Unidos, pelo programa “International College Program” e só traz boas lembranças da viagem. Karin diz que em momento nenhum seu objetivo na viagem foi obter lucro e que por isso não trouxe muito dinheiro quando voltou ao Brasil. Segundo Karin, morar fora e sozinha, trabalhar

em outro país, conhecer outra cultura e praticar outra língua foram os principais motivos que a fizeram viajar e também a certeza de que essa viagem lhe acrescentaria uma experiência de vida muito importante para seu futuro. É claro que ela encontrou dificuldades em seus primeiros

dias longe do Brasil. Habituada a falar um inglês que ela denomina formal, teve de encarar o inglês do dia-a-dia, o inglês cheio de gírias. Porém, nada a fez desistir. Com a ajuda de amigos que fez por lá, e que trouxe no coração quando voltou para cá, teve que aprende “à força” a língua que seu che-

fe e seus clientes falavam. “A maior dificuldade de todas está sendo aqui, depois que já voltei e estou em casa, mas sinto falta de tudo lá. Depois de uma experiência assim, onde você muda em muitos aspectos mas seu ‘mundinho’, aqui continua o mesmo. A pior parte é ter que se readaptar a um mundo que foi seu, mas que agora, é muito pequeno para você”. E parece que o programa de trabalho no exterior não só agradou a Karin, mas a quase todos os brasileiros que passam meses trabalhando, estudando ou apenas visitando outros países e conhecendo suas diferentes culturas. Karin conta que, apesar de os Estados Unidos possuírem leis rígidas, passar meses fora do Brasil e de nossos costumes a fez se sentir mais livre e que hoje ela tem mais conhecimentos sobre ela mesma por causa dessa experiência que viveu. Em Curitiba, há várias agências especializadas em intercâmbio que realizam programas de trabalho e também de estudos no exterior. A agentes afirmam que, com a baixa do dólar, os programas tornam-se mais acessíveis aos estudantes pois o preço desses programas é, em geral, dado em dólar e com a queda da moeda hoje se pode fazer o mesmo intercâmbio feito há um ano por um preço muito inferior.

IAP é foco de denúncia Larissa Belkis Após a denúncia feita ao Banco Mundial pela Rede Mata Atlântica, alegando que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) estaria autorizando o corte de espécies ameaçadas e que o Programa Pr Bio não estaria utilizando os US$ 8 milhões destinados para garantir a preservação das áreas remanescentes

de Mata Atlântica no estado, este mês outra denúncia contra o IAP foi feita. Desta vez o Instituto é denunciado por supostamente tolerar postos de combustíveis sem a devida licença. A ação popular foi protocolada no início do mês no cartório cível do Fórum de Maringá. A ação denuncia o Instituto de agir de forma negligente ao deixar de fiscalizar o cumprimen-

to da lei 273 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de novembro de 2000. O autor da ação, o professor do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Jorge Villalobos, afirma que dos 70 postos da cidade, somente seis teriam a autorização adequada. No Estado, dos 2,5 mil postos, apenas 20% estão com a obri-

gação em dia. O presidente do Sindicato de Combustíveis do Paraná (SindiCombustíveis), Roberto Fregonesi, afirma ser negligência do IAP a falta e licenciamento. “Acionamos o IAP para manter em dia os licenciamentos, mas os donos de postos é que são acusados de negligência”. O chefe da regional do IAP de Londrina, Ney Paulo,afirma que os licenciamentos estão mesmo

em processo lento. “Não estou a par do que está acontecendo em Maringá, mas sabemos que há muito trabalho mesmo a fazer e estaremos correndo atrás do prejuízo durante o feriado”. O Secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, só se pronunciará sobre o assunto após notificação oficial.


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Curitiba, 13 de abril de 2006

Oito unidades de sáude municipais passam por reformas e ampliações

Prefeitura investe em unidades de saúde Milena Bertolotti A Prefeitura de Curitiba está investindo cerca de R$11 milhões em unidades de saúde na capital. No final de março, foi inaugurada a Unidade de Saúde 24 horas do Pinheirinho, com capacidade para atender de 600 a 700 pessoas por dia. Agora, a rede municipal tem seis unidades para atendimento de urgência e de emergência. Além dessa obra, a Secretaria Municipal de Obras Públicas está construindo e reformando outras oito unidades de saúde – cinco delas são de atendimento 24 horas. Juntas, as oito unidades têm capacidade para realizar uma média diária de 4 mil atendimentos. No local onde estão sendo reformados e construídos os novos prédios vivem cerca de 1,07 milhão de pessoas, que poderão ser beneficiadas com os novos postos. Já as unidades 24 horas serão de utilização dos moradores de toda cidade. A empregada doméstica Simone Alencar Bezerra, moradora do bairro Fazendinha – local onde a Unidade passa por reformas e ampliação, tem esperança na melhoria do atendimento e na qualidade dos médicos. “A Unidade do Fazendinha é péssima, além de ficar horas e horas esperando, os médicos ainda nos tratam mal. Prefiro ir ao Campo Comprido, onde o atendimento é bom. Mas como fica longe para eu ir, vou no meu bairro mesmo”.

Opinião diferente tem o porteiro Irineu de Oliveira Marcelino.“A unidade 24 horas do Campo Comprido é excelente. Para mim é melhor que plano de saúde particular, pois os médicos são ótimos e não tenho do que reclamar”. Mas acrescenta que, em contra-partida, a maioria das outras Unidades de Saúde encontra-se em situação oposta. Já o porteiro Luiz Fernando Siqueira diz que estava na hora de a prefeitura investir nas unidades de saúde: “O SUS é complicado, já que tem muita gente e pouco médico para atender. Muitas pessoas moradoras das cidades vizinhas costumam vir para Curitiba para fazer consultas”. Ele também espera melhorias no quadro de médicos: “Tem que melhorar nas especialidades médicas. Em toda consulta você é encaminhado para um clínico geral e só depois, se for algo mais grave, ele encaminha para um especialista. O encaminhamento demora muito, se for alguma coisa séria, já era”. Os investimentos e as mudanças nas unidades variam de acordo com o local e suas necessidades. A unidade 24 horas do Pinheirinho, que beneficiará 250 mil pessoas da regional e bairros vizinhos, contará com consultórios médicos, sala para curativos, leitos de observação e internação e casa de lixo hospitalar. O investimento total é de R$ 970 mil. A unidade 24 horas Fazendinha, que está sendo

Arquivo LONA

As verbas destinadas à reforma das unidades variam de acordo com a necessidade do local ampliada, passará a ter também pronto atendimento infantil, em um investimento de R$ 1,84 milhão. Ampliações e reformas também são feitas na unidade 24 horas Sítio Cercado com um investimento de R$ 1,65 milhão. Já a Unidade 24 horas Cajuru recebeu R$2,64 milhões, e terá pronto atendimento infantil e uma estrutura maior e mais moderna. A Unidade 24 horas Boqueirão também passa por ampliações, com um investimento de R$ 1,78 milhão. A prefeitura, além de inves-

tir nas unidades 24 horas, também investe na região sul da cidade, e está construindo duas novas unidades de saúde. Uma é a unidade Rio Bonito, no Campo do Santana, que beneficiará 15 mil pessoas moradoras da região. A nova unidade está prevista para atender 350 pessoas por dia, e contará com programas de atenção ao adulto, idoso, mulher, criança e mãe curitibana, grupos de hipertensos e diabéticos. O novo investimento terá salas de recepção, espera, odontologia,

farmácia, pré-consultas, consultórios, exames, clínica geral, enfermagem, pediatria, curativo, observação, inalação, vacina, sanitários, espaço de saúde, além de acesso completo para portadores de deficiência. O investimento é de R$ 1,04 milhão. A outra é a Unidade Monteiro Lobato, no Tatuquara, prevista para atender 19 mil pessoas. A unidade terá clínica odontológica, espaço saúde e é vinculada ao Plano de Saúde Família. O investimento é de R$987,8 mil.

Milhões de latino-americanos não recebem água potável Sabrina Demozzi De acordo com informações apresentadas no relatório do IV Fórum Mundial de Água, em março, 120 milhões de latino-americanos que vivem nas cidades e áreas urbanas ainda não têm acesso a fontes confiáveis de serviços de água. A maior parte se

concentra no Brasil, com 57 milhões; México, com 10 milhões; Argentina, com 18 milhões; e Venezuela e Peru, com sete milhões cada um. O assessor para Águas e Serviços Públicos da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe, Cepal, Miguel Solanes, considera que só com uma me-

Nesse quadro da América Latina, a grande exceção fica por conta do Chile lhora dos indicadores econômicos será possível alcançar me-

lhores resultados. O analista da Cepal citou os avanços conseguidos pelo Brasil desde o Fórum de 2003, em Kyoto, graças aos esforços governamentais para melhorar o acesso à água. O Chile tem situação diferente. O país registrou 100% de cobertura no acesso à água potá-

vel e ao saneamento graças ao crescimento econômico e ao tratamento dos serviços públicos como prioridade política. O fornecimento inadequado de água e a falta de saneamento nos países em desenvolvimento é a sexta maior causa de mortes, de acordo com os analistas do Conselho Mundial de água.


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Curitiba, 13 de abril de 2006

Parceria entre associações leva o Sebrae aos bairros Boqueirão, Hauer e Xaxim

Sebrae ganha sede em três bairros Marianne Cabral Baggio O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) agora atua em mais três bairros de Curitiba. Uma sede órgão foi instalada nos bairros Boqueirão, Hauer e Xaxim, e desde 15 de março recebe atuais e futuros empresários das regiões. O atendimento nos bairros é feito em horário comercial, na Associação dos Empresários do Grande Boqueirão (ENGRAB). Seus benefícios vão além de cursos, palestras, consultorias e treinamento de pessoal, já que os bairros tendem a adquirir cada vez mais autonomia em seus negócios. O presidente da ENGRAB, Francisco Garcez, conta que a expectativa pela presença do Sebrae no Boqueirão era grande: “Foi uma conquista da comunidade”. Ele explica que a novidade traz comodidade aos empreendedores da região, que agora podem capacitar e qualificar suas empresas. “Hoje há uma tendência em regionalizar tudo. Os bairros são independentes, e o Sebrae agora entra nessa onda”, acrescenta Garcez. O objetivo do Sebrae nos bairros, segundo a assessoria de imprensa do programa, é

descentralizar o atendimento, que em todo o Paraná é feito presencialmente, via internet ou por telefone. “Levar os serviços pra quem não tem internet, telefone e não pode ir até o Sebrae”, explica a assessora Alice Duarte. Uma das razões da existência do programa é a carência de conhecimento e qualificação dos empresários da região. Na sede de cada bairro serão feitos os primeiros atendimentos e orientações aos empresários, comandados por funcionários treinados. Alguns cursos e palestras também poderão acontecer no local futuramente. O programa é uma parceria do Sebrae, da Federação de Comércio do Paraná (Fecomércio), da ENGRAB, e da Associação dos Moradores do Grande Boqueirão (AMOAB). O que é o Sebrae O Sebrae é uma sociedade civil sem fins lucrativos que promove o crescimento de empresas de pequeno porte. Para isso, oferta cursos de capacitação, facilidade no acesso a serviços financeiros, estímulo à cooperação entre as empresas e incentivo ao desenvolvimento. Seu papel também é promover empregos, já que um total de 56,1% da força de

Arquivo LONA

O objetivo do Sebrae é beneficiar principalmente os pequenos empresários trabalho urbana brasileira, excetuando-se os cargos públicos, fica sob a responsabilidade de

pequenas empresas. Serviço ENGRAB – Rua Maestro Car-

los Frank, 1351. Portal Plaza Shopping - Curitiba/PR. Telefone: 3287-8576

Loja de lingeries inova na internet Thatianna Freitas Foi pensando em pessoas que não têm perfil de modelo que a empresária Deborah Klopffeisch montou uma loja virtual que vende lingerie com numerações especiais. Com o sucesso da nova idéia, ela deixou o emprego de bancária e dedicou seu tempo todo para gerenciar a empresa de lingerie. Deborah começou a vender roupas íntimas em 1998, quando comercializava peças nos tamanhos padronizados – isto é, P, M, G e GG. A partir de outubro de 2000, ela teve a idéia de produzir lingeries com modelagem maior. Segundo Deborah, não há uma modelagem padronizada no país. Então, foi preciso criar uma tabela de medidas, pois nenhu-

ma chegava à numeração 54. “A criação é meu trabalho, que é baseado em opiniões e sugestões das próprias clientes e em pesquisas sobre tendências e materiais disponíveis no mercado”. Em 2002, a loja da empresária, Camomilah Linggerie, passou a atender pela internet. “Descobri que as mulheres gordinhas, e os apaixonados por elas, têm um pouco de receio de entrar em lojas comuns e pedir lingerie. Além disso, algumas delas reclamam do atendimento que recebem e que tem poucos produtos de todos os tamanhos”, explica. Outro fator pelo qual ela optou por vendes on-line é que a maior parte dos clientes mora em São Paulo e no Rio de Janeiro, ou ainda no exterior: “Mui-

tas brasileiras que moram fora têm dificuldade de encontrar numeração de tamanho certo, por isso procuram a loja, 17% das visitas ao site são de outros países”. Hoje a loja vende peças que variam entre o tamanho 46 e 56, e trabalha com 47 modelos de calcinhas, 19 de sutiãs, oito de bodies e colants, 12 camisolas e mais 42 modelos de outras peças com cinta-liga, espartilhos, corselet. Por mês, são feitos cerca de 45 pedidos. “Muita gente ainda tem receio de comprar pela internet, mas há sempre um número grande de visitantes na loja. O número de vendas ainda é pequeno, mas em relação ao primeiro ano, crescemos”, diz, otimista. Para Deborah, a facilidade de produzir apenas o que é pedido, sem necessidade de estoque, é

uma forma de manter a empresa em um espaço pequeno e com poucos gastos: “Há uma necessidade geral de se personalizar o trabalho e o atendimento. É preciso ser especial, de alguma forma”. Quem se interessar pelas peças produzidas pela Camo-

milah Linggerie pode entrar no site da empresa: www. camomilah. com. Lá, os clientes ficam sabendo quais são as peças mais vendidas, como é feita a forma de pagamento, e podem conferir os modelos existentes no mercado. Arquivo/ LONA


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Curitiba, 13 de abril de 2006

Profissionais aprendem língua oriental como elemento de diferenciação no mercado

Crescimento da China estimula procura pelo idioma mandarim Bruna Prado A China é o país mais populoso do mundo, e o seu idioma oficial também é o mais falado no planeta. Por conta disso, um grande número de profissionais brasileiros se interessa por aprender a língua oriental. Sanderson Leitão trabalha no Ministério da Ciência e Tecnologia. Lá, ele está em contato com negociantes de diversos países que fazem operações de importação e exportação com o Brasil, e por isso fala sete idiomas. Mas o domínio dessas línguas não é suficiente para estar um passo à frente nessa profissão. Ciente da situação, Sanderson resolveu estudar um idioma que pudesse ser um diferencial: escolheu o chinês. Ele detalha o porquê da opção: “Todas as línguas que falo são ocidentais, queria aprender uma oriental. No ministério nós temos muitos acordos com a China e isso também me beneficiaria”. Na escola de línguas onde o professor Chang Yuan Chaing trabalha, a primeira turma de

chinês abriu em 2003. As dificuldades em conseguir material didático adequado e em formar uma boa estrutura desestimularam os alunos, e a turma fechou. No ano seguinte, as aulas recomeçaram, desta vez com material melhor e com uma metodologia adequada aos padrões de ensino brasileiros. Neste ano, o curso está com quatro turmas de 16 alunos cada. “Durante esses três anos de curso a procura aumentou e as turmas estão mais sólidas, o que é bom para conseguirmos abrir turmas de níveis elevados”, conta Chaing. Outro ponto decisivo para o aumento do interesse pelo chinês é o estremecedor crescimento econômico que a China teve nas últimas décadas. Para o estudante de comércio exterior e estudante de chinês Rodrigo Teodoro Canezin, essa é a língua do futuro e um idioma imprescindível para sua profissão. Motivos culturais também estimulam as pessoas a procurarem aulas de chinês. A artista plástica Rosana Jonides ado-

Bruna Prado/ LONA

A escola de línguas do professor Chang Yuan Chaing tem quatro turmas com 16 alunos cada ra a cultura do país e sempre teve vontade de aprender o idioma. “Tenho muita vontade de

ir para a China e quero chegar lá falando pelo menos um pouquinho, em respeito aos chine-

ses. A sonoridade da língua também é muito bonita”, conta a artista.

Logistas reclamam de segurança em feira gastronômica do Água Verde Denise Paciornick As feiras noturnas em Curitiba se tornaram um ponto de encontro para jovens e adultos. Além de encontrar os amigos, as pessoas podem desfrutar de comidas típicas de vários estados e de paises diferentes. Para algumas pessoas, como dona Célia de Oliveira, de 56 anos, a feira do bairro Água Verde, que acontece nas quintas-feira, tornou-se um local e um dia especial para fazer a compra de frutas e verduras para a semana. A freqüentadora Julia Matesick, de 18 anos, também adquiriu o hábito de ir todas as quintas na feirinha e desfrutar de algumas das delícias do local. Porém, nem todos fazem da feira um local agradável de se freqüentar. Jovens que se reúnem para beber acabam tornando o passeio de muitas fa-

mílias e o trabalho dos feirantes em algo perigoso. Segundo a lojista Inês Cassiano Dias, de 38 anos, cenas de violência são freqüentes, pois a atitude dos jovens tem terminado em brigas e em muita confusão. Ela afirma que a segurança não é reforçada nesse dia, o que torna o trabalho um pouco difícil, pois acaba afastando os clientes, que sentem medo de ir ao Shopping Água Verde, que é em frente à feira. Antigamente, o movimento era maior em sua loja, nas quintas feiras, pois muitas pessoas de outras regiões da cidade vinham atraídas pela feira, mas hoje o movimento chega a ser mais baixo. A lojista Ana Paula Cavalheiro, de 22 anos, acredita que o que está faltando na feira da Água Verde é reforço policial, pois a aglomeração de pessoas é grande na rua.

Arquivo/ LONA

A feira gastronômica do bairro Água Verde acontece toda quinta


8 - LABORATÓRIO DA NOTÍCIA

Curitiba, 13 de abril de 2006

A lenda da máquina que escrevia com a luz Márcio Guedes Brüggemann

Sonner M. C. No passado os antigos já contavam a história De gregos e chineses que ficaram na memória Com uma grande descoberta chamada de câmera escura que serviria de auxílio ao desenho e à pintura Com ajuda química e do nitrato de prata A imagem no papel seria revelada A heliografia seria o começo de tudo Niepce revelou a “1º fotografia permanente do mundo” Com a morte de Niepce, Daguerre continua os experimentos Isso marcaria o começo dos novos tempos Um novo produto ali mesmo nasceria e receberia o nome de Daguerreotipia Aquilo que te fascina e aquilo que te seduz Não importa se é preta ou loira dos olhos azuis Tudo que se vê diz que ela reproduz A lenda da máquina que escrevia com a luz O iodeto de potássio misturado com o tiossulfato de sódio dava início ao processo das placas de colódio Mais pra frente viriam as placas de gelatina E a foto mais uma vez se aperfeiçoaria Você aperta o botão e nós fazemos o resto Com esse slogan a foto faria sucesso A estratégia de marketing tava pronta pro ataque A foto ganha o mundo com a máquina da Kodak Com a tecnologia esse instrumento iria evoluir E a fotografia viraria um souvenir E ninguém imaginava que essa tal de foto Traria mais dinheiro que o prêmio da loto Aquilo que te fascina e aquilo que te seduz Não importa se é preta ou loira dos olhos azuis Tudo que se vê diz que ela reproduz A lenda da máquina que escrevia com a luz Sonner M. C.

Sonner M. C.

LONA – 13/04/2006 – 202  

JORNAL-LABORATÓRIO DIÁRIO DO CURSO DE JORNALISMO DA UNIVERSIDADE POSITIVO.