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Curitiba, quarta-feira, 20 de outubro de 2010 - Ano XII - Número 611 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

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redacaolona@gmail.com

Vox Populi aponta crescimento de Dilma; tucano contesta instituto Pesquisa aponta vantagem de 14 pontos da candidata Dilma Roussef (PT) sobre o candidato José Serra (PSDB). O resultado voltou a polemizar um tema recorrente dessas eleições, que é a credibilidade das pesquisas eleitorais Pág 3

AENotícias/divulgação

Emprego

Agência do Trabalhador promove formalização de pequenos empreendedores Pág 3

Comportamento

Óculos de grau encontram barreira entre as mulheres

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2 Expediente Reitor: José Pio Martins. Vice-Reitor: Arno Antonio Gnoatto; Pró-Reitor de Graduação: Renato Casagrande; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Cosme Damião Massi; PróReitor de Pós-Graduação e Pesquisa e PróReitor de Extensão: Bruno Fernandes; Pró-Reitor de Administração: Arno Antonio Gnoatto; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira e Marcelo Lima; Editoreschefes: Daniel Castro (castrolona@gmail. com.br), Diego Henrique da Silva (ediegohenrique @hotmail.com) e Nathalia Cavalcante (nathalia. jornal@gmail.com) .

Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”. O LONA é o jornallaboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP Redação LONA: (41) 3317-3044 Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000

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Opinião

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come Paula Jordana Silka Dados do IBGE (2009) mostram que nas grandes cidades brasileiras não existe sequer um indivíduo que não tenha sido vítima de violência: 48% das pessoas já foram molestadas, 31% tiveram algum bem pessoal furtado, 15% já se defrontaram com um assaltante dentro de casa, 2% presenciaram assalto a ônibus. Quem nunca se sentiu perseguido por uma sensação de que está sendo vigiado ou que seu espaço foi literalmente invadido? Parece que a violência anda crescendo, e para quem será que os assaltantes pedem na hora de pedir proteção? Certamente, não deve ser Deus, pois nem a fé eles têm perdoado. Vale a pena recordar o episódio do Seminário Sagrada família, no bairro Santo Inácio, que foi assaltado. Os marginais renderam 17 pessoas, entre elas seminaristas e o padre. Resta saber agora para quem eles confessariam o crime; o fato é que até a “casa” de Deus foi saqueada. Se a ajuda divina não vem e nem ela mesma está longe dos ataques dos bandidos, o que fazer com a sucessão de assaltos que vem ocorrendo com frequência nos bairros São Braz, Santo Inácio, Santa Felicidade e Saturno? Certamente esperar o socorro dos policiais, já que a cada dia os ladrões encontram um meio mais “extraordinário” de entrar nas casas, seja pelo telhado, pela janelinha do banheiro ou escalando as paredes; depois é só arrombar uma porta e sair. Depois do assalto, vem aquele velho boletim de ocorrências em que você deve descrever tudo o que foi furtado, porém você certamente não se dará conta de tudo o que lhe foi roubado. E uma resposta singela do policial: se eu encontrar algum pertence, entro em contato com você.

Parece que a violência anda crescendo, e para quem será que os assaltantes pedem na hora de pedir proteção? Certamente não deve ser Deus, pois nem a fé eles têm perdoado. Rezar para sair de casa e orar para entrar nela, a religião já não faz diferença. Acreditar em algo que proteja é que talvez faça a diferença, é assim que tem sido nesses bairros. O jeito mesmo é tentar se prevenir de todas as formas, montar uma verdadeira prisão domiciliar, aquelas com direito a grade, alarme e um bom cachorro. Lembro quando diziam que sair de casa era perigoso, mas começo a questionar se ficar dentro dela é o lugar mais seguro. Como diria o ditado: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

Progresso armado Jeferson Leandro Nunes Trecho de reportagem do R7, site de notícias da Record: “O crime organizado teria mais do que o dobro de armas que a polícia no Brasil. Um mapeamento completo sobre armamentos leves indica que existem cerca de 17 milhões de itens em circulação no país, quase um para cada dez habitantes. Mas o maior problema é que 57% são armas ilegais ou usadas sem o porte. Grupos criminosos ainda mantêm um arsenal impressionante de mais de 5,2 milhões de peças. A polícia tem apenas 2,1 milhões.” “Senhor bandido, será que o senhor teria, por gentileza, aí uma 765?”. Quem deve ser o poder de controle no Estado brasileiro: a polícia ou os bandidos? Quem deve andar armado nas ruas não são os malditos criminosos que imperam nos morros cariocas, nas vielas das favelas de todos os estados, e inclusive aí na sua rua, ou você nunca viu?! Se não viu, não quis ver. Para quem se pergunta de onde vêm essas armas, a resposta é simples: da própria polícia, muitas vezes; do contrabando; das vendas ilícitas por parte de comerciantes porcos e fraudulentos que não se importam se uma vida, seja ela de um inocente ou não, será tirada como se aquela pessoa fosse apenas um animal qualquer, nada contra os animais, estes sim, nunca mataram seus semelhantes por motivos banais.

Quem deve andar armado nas ruas não são os malditos criminosos que imperam nos morros cariocas, nas vielas das favelas de todos os estados, e inclusive aí na sua rua, ou você nunca viu?! Se não viu, não quis ver. Tráfico de drogas, de influência, traição, desavenças, rivalidade, política, está aí uns dos motivos que mais faz com que as pessoas morram nesse país chamado Brasil, e outros tantos que não vale nem comentar. Enquanto armas circularem pelas mãos erradas (não que as da polícia muitas vezes não sejam tais), o país não vai prosperar e nem chegar a lugar algum, enquanto os criminosos estiverem roubando o lugar que deveria pertencer ao Estado e este por sua vez abrigando mais e mais corruptos, que nada mais são que criminosos bem vestidos, esqueça aquele lema “Ordem e progresso”, afinal, tudo está em desordem e o progresso se encontra bem longe.


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Eleições 2010

Empreendedorismo

Dilma Rousseff cresce em pesquisa Petista aparece com 57% dos votos válidos, enquanto José Serra tem 43% Paola Marques Daniel Castro Foi divulgado nesta terçafeira um levantamento realizado pelo Vox Populi para a Presidência da República. Os números apontam que Dilma Rousseff (PT) tem 57% dos votos válidos (aqueles que excluem brancos, nulos e indecisos) contra 43% do candidato José Serra (PSDB). A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, e a margem de erro é de 1,8 ponto percentual. No levantamento anterior, realizado nos dias 10 e 11 de outubro, a candidata do PT registrava 54% dos votos válidos contra 46% do candidato do PSDB. Considerando as intenções de votos que incluem brancos, nulos e indecisos, Dilma aparece com 51% das intenções de voto e Serra com 39%. De acordo com o Vox Populi, 4% dos entrevistados se declararam indecisos, e os brancos e nulos somaram 6%. O levantamento também analisou o voto religioso. Entre o eleitorado evangélico, Serra possui 44% das intenções de voto contra 42% de Dilma. Entre os ateus, Dilma tem 49% e Serra 36%. Já entre os católicos, Dilma possui 54% das intenções de voto e Serra 37%. Com os que se declaram não praticantes de nenhuma religião, Dilma fica com 55%, contra 37% de Serra. Segundo o instituto de pesquisa, 89% dos entrevistados se declararam decididos sobre em quem votarão no dia

Mutirão da formalização acontece até o final do mês Profissional autônomo pode se tornar um microempreendedor individual gratuitamente Maria Carolina Lippi

31 de outubro e 9% afirmaram que ainda podem trocar de candidato. Polêmica As tão controversas pesquisas de opinião ganharam mais um capítulo com a declaração do não menos polêmico Presidente do PSDB, Sérgio Guerra, nesta terça-feira. O tucano criticou o Vox Populi pelas pesquisas, acusando o instituto de estar a serviço de um partido. "Desde o começo, houve sempre uma diferença muito grande entre pesquisas e resultados. Eles erraram e começaram a errar mais ainda agora no segundo turno", afirmou. Ele foi além e classificou a pesquisa do instituto como “safadeza”. As declarações fortes de Guerra atingiram inclusive o presidente do Vox Populi. "Marcos Coimbra não vai eleger presidente. Ele não é o povo", desafiou. Como resposta, Coimbra defendeu a responsablidade do instituto. "Acusações assim acontecem quando uma pesquisa não é favorável a um candidato”, justificou. Este fato coloca lenha na fogueira e aumenta a cruzada contra os institutos de pesquisa, que foram alvo de inúmeras críticas no primeiro turno, principalmente nas eleições estaduais. No Paraná, as pesquisas chegaram a ser impugnadas pela justiça após pedido do PSDB.

A Agência do Trabalhador de Curitiba e a Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná promovem até o dia 31 de outubro o Mutirão da Formalização. Profissionais autônomos poderão se tornar um Micro Empreendedor Individual (M.E.I.) e se transformarem em profissionais legais com direitos trabalhistas assegurados. Durante todo o mês, a Central do Profissional Autônomo da Agência do Trabalhador irá orientar os profissionais autônomos, aqueles que trabalham por conta própria e sem carteira assinada, por meio de palestras e outras atividades, a se formalizarem. De acordo com a Gerente de Atendimento da Central do Profissional Autônomo, Adriana Porto, o trabalhador que deseja se formalizar necessita ter renda de no máximo R$: 36 mil no ano, ou seja, de no máximo R$: 3 mil por mês. “O autônomo que se encaixa nesse padrão pode se formalizar de maneira bem rápida, entre dez e quinze minutos é feito o cadastro no sistema e o trabalhador sai da Agência do Trabalhador tendo garantias e maior credibilidade no seu trabalho”. O Micro Empreendedor Individual garante benefícios como aposentadoria; auxílio doença; licença maternidade; pensão familiar no caso de seu falecimento e auxílio reclusão – benefício dado aos familiares do trabalhador caso ele seja preso. O M.E.I. também pode contratar até um funcionário com custos mais baixos; ter acesso a crédito e outros serviços bancários; ter

carga tributária menor e diferenciada; além da emissão de nota fiscal por meio do C.N.P.J. (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) que ele passará a ter. Adriana acredita que a formalização favorece o trabalhador principalmente em situações em que ele é incapacitado de exercer a profissão. “Se hoje um autônomo se machuca, vai ficar parado e sem renda. O Empreendedor Individual, não. Ele tem acesso ao auxílio doença, aposentadoria no futuro. A mulher trabalhadora também tem acesso ao auxílio maternidade”, afirma. Todo o processo para se tornar um Micro Empreendedor Individual é gratuito e também pode ser feito por um contador sem custo nenhum. O contabilista Antonio Carlos Scherner, atende autônomos que desejam se formalizar e afirma que alguns profissionais contábeis são obrigados a fazer o processo. “Os contadores que têm escritórios de contabilidade e são encaixados no regime do Simples Nacional são obrigados a prestar o serviço”. Apesar de o processo ser gratuito, o trabalhador legalizado passa a contribuir mensalmente com o governo federal, estadual e municipal; porém as taxas são fixas e há uma pequena variação dependendo do ramo em que o Micro Empreendedor Individual se encaixa. Mensalmente é preciso ser pago o INSS para o governo federal no valor de 11% sobre o salário mínimo, o que corresponde a R$: 56,10. Caso o empreendedor seja da área

do comércio ou indústria, deve ser pago R$: 1,00 mensal de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) ao governo estadual; e caso o empreendedor trabalhe na área de prestação de serviço, deve ser pago o ISS (Imposto sobre Serviço) no valor de R$: 5,00 ao governo municipal. Com isso o M.E.I. é encaixado no regime tributário do Simples Nacional e fica isento de outros impostos federais. As taxas devem ser emitidas pela internet pelo próprio trabalhador ou pelo contador e anualmente deve ser feita a Declaração de faturamento. “Se o empreendedor tiver conhecimento pode fazer sozinho pela internet. Caso contrário ele pode pedir ao contador para emitir as taxas e fazer a declaração sem custo”, afirma Scherner. O fotógrafo e estudante de jornalismo Eduardo Macarios se tornou um Micro Empreendedor Individual no ano passado. A necessidade de expandir seus negócios o levou a se tornar um profissional formalizado. “Fechei um trabalho com um cliente e tive certas exigências. Como ainda não tinha uma empresa aberta, corri coma documentação para apresentar a tempo”. Ele acredita que houve uma “profissionalização” do seu negócio com a transição de profissional autônomo para Micro Empreendedor Individual. “As coisas ficam mais transparentes e profissionais. Hoje posse atender a empresas que antes não me contratariam por eu não poder emitir nota fiscal, por exemplo. Sinto que deu mais credibilidade ao meu negócio”, finaliza.


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Saúde

Programa ajuda quem quer parar de fumar

A doença do século Presente em todas as classes, a depressão é uma desordem psiquiátrica muito mais frequente do que se imagina SXC/Michal Zacharzewski

Pessoas que querem largar o vício recebem acompanhamento Felipe Rocha A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que um terço da população mundial adulta seja dependente do cigarro. O tabagismo é considerado um dos principais fatores de risco para doenças cardíacas. No Brasil, a OMS estima que 20% da população seja fumante. Tendo como base esses estudos e o constante crescimento desse número de fumantes, o Hospital Cardiológico Constantini criou o Programa Inspire, que tem como objetivo ajudar as pessoas a largar o vício. O coordenador do programa, Marcos Nascimento, diz que há 10 anos o jovem iniciava o tabagismo por volta de 19 anos. Hoje, é considerado uma doença pediátrica, e seu início ocorre por volta dos 10 anos. O principal objetivo do programa não é somente fazer as pessoas pararem de fumar, mas que não se inicie no vício. O programa inclui apoio de uma equipe de médicos formada por cardiologistas, pneumologistas, nutricionistas e psicólogos que orientam os pacientes e fazer todo o acompanhamento na fase inicial e no decorrer do tratamento. Um dos atrativos do projeto é que ele trabalha na forma de “in company”, ou seja, pode atender as pessoas nos seus locais de trabalho. “Hoje um dos principais problemas para quem quer abandonar o cigarro, além da própria dependência química, é

a dificuldade de horário e de deslocamento até o médico. Com este programa, o paciente já fica com a consulta marcada quando vai trabalhar. Isso facilita muito a adesão ao tratamento”, explica Nascimento. Muitos fumantes que têm vontade de parar tentam sozinhos, mas, segundo cita o médico, o número de pessoas que realmente consegue não passa dos 3%. Nascimento ainda explica que o fumo é a primeira causa de morte no mundo que pode ser evitada. “A segunda é o trânsito, e a terceira, o fumo passivo, aquele de quem convive com a fumaça do cigarro”. Vantagens Além, claro, da questão de saúde pública que envolve o tabagismo - já que o cigarro está associado a 52 tipos de doenças diferentes, entre respiratórias, cardiológicas e cânceres – outro ponto é a economia gerada com o abandono do vício. Uma pessoa que fuma um maço por dia, no valor de R$ 5,00 cada, economiza no decorrer de um ano R$ 1.800,00. Outra vantagem é o resgate da liberdade que se perde com a dependência química. “O tratamento devolve ao paciente a chance de circular no meio social sem o constrangimento do odor e do mal-estar

provocado pelo cigarro”, afirma Nascimento. Como funciona Para pessoa física o programa prevê inicialmente uma consulta com um cardiologista ou pneumologista. A partir da primeira avaliação, o paciente será encaminhado para um acompanhamento mais detalhado e consultas com outros profissionais da saúde como nutricionistas e psicólogos. O prazo mínimo de tratamento é de três meses. “A terapêutica depende de cada caso. Alguns precisam da ajuda de medicamentos para diminuir não apenas os sintomas da abstinência, mas também a chance de recaída. Uma abordagem adequada aumenta a possibilidade do abandono definitivo”, reforça Nascimento.

“O tratamento devolve ao paciente a chance de circular no meio social sem o constrangimento do odor e do mal-estar provocado pelo cigarro” Marcos Nascimento, coordenador do programa

Camila Aragão No Brasil, a depressão já é a segunda causa de maior afastamento no INSS. O paciente depressivo passa por uma perícia. Se for constatada a incapacidade laboral do segurado, ele tem o direito ao auxílio-doença. E quando se verifica que a patologia acarreta incapacidade permanente é possível a aposentadoria por invalidez. Segundo o psiquiatra Mauricio Bianco, é preciso ter cuidado na análise do paciente. “É necessário avaliar o humor da pessoa, se ela tem crise de choro, falta de prazer nas atividades habituais e se há sintomas associados, como cansaço, hipersonia ou a perda do sono”. A depressão é uma das condições mais frequentes na vida adulta e afeta de maneira devastadora a qualidade de vida. No ano passado, o Japão teve um gasto de US$ 32 bilhões. Esse valor foi baseado em um levantamento nacional que soma a renda perdida, tratamentos e benefícios sociais. A forma de manifestação é extremamente variável de paciente para paciente. Alguns pacientes perdem a vontade de continuar a viver, outros se sentem um peso para os filhos e acabam escondendo o que sentem. Pacientes depressivos costumam somatizar esse sentimento e se queixam de várias coisas ao mesmo tempo. A paciente Rita Bernardo afirma que sente dores generalizadas, e que se cansa com facilidade. As pernas ficam pesadas. S e g u n d o pesquisa elaborada pela Associação Médica Brasileira, 20% da população terá algum tipo de transtorno mental. E nos postos de saúde entre 18 e 22% dos atendimentos na farmácia é de medicamento controlado. No mês de junho de 2010 foram 1.027 medicamentos psicotrópicos. Os medicamentos mais procurados em farmácias do Posto de Saúde são: Amitriptilina, Fluoxetina, Diazepan e Clonazepam. Não serão os antidepres-

sivos, tampouco, os livros, nem os psicanalistas ou então, consultando os milagreiros de plantão que o sujeito vai sair dessa. Para Rita Bernardo, “a depressão é uma doença da alma que acontece na esfera espiritual, imaterial, adoecendo o espírito o físico também sofre.” As reais causas da infelicidade, só poderão ser vencidas pela própria pessoa. Agindo dessa forma, a depressão será desmascarada, e toda orientação vinda de terceiros e a eficácia dos medicamentos, cumprirão o papel de coadjuvantes. Existem as depressões monopolares e a depressão bipolar. O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases de alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas. Regina dos Santos faz tratamento para depressão bipolar há cinco anos, e afirma que muitas vezes a pessoa parece estar bem, e há outras fases que se sente deprimida. “O tratamento me ajuda a equilibrar, e ficar em um estado normal, ou pelo menos quase normal”. Existe a depressão pósparto, que segundo psicanalistas são as mais delicadas no tratamento. Um dos sintomas é o afastamento do bebê, a mãe passa a não querer saber do seu filho. Pois se acha incapaz de tomar conta dele. Para o psiquiatra, os tratamentos mais eficazes são as psicoterapias e os antidepressivos. “Quando uma cliente chega para iniciar o tratamento eu apresento os prós e contras da medicação, pois ela não é isenta de riscos, e verifico qual a mais indicada para a pessoa.” Existem outras técnicas como a osteopatia, a quiroprática, a osteopatia craniana, a terapia sacro craniana, a libertação mio facial. As duas ultimas terapias são muito mais abrangentes e completas, pois trabalham o sistema sacro craniano e também o corpo.


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Comportamento

Óculos de grau “enfrentam” barreiras para serem aceitos pelas mulheres Recente pesquisa divulgada pelo IBOPE mostra que as mulheres demonstram restrições e barreiras quanto à utilização de óculos para corrigir visão Giórgia Gschwendtner Entre os dias primeiro e 22 de março, foram realizadas pesquisas sobre o uso de óculos de grau, por mulheres, na faixa etária de 18 a 64 anos. As informações foram captadas pelo IBOPE Media a pedido de uma marca de lentes para óculos. O público feminino entrevistado pertencia às capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza. Os resultados obtidos tiveram como base a opinião de 284 mulheres. O motivo que levou à realização das entrevistas foi a compreensão da relação estabelecida entre as mulheres e os óculos. Hoje, dois terços da população de brasileiras precisa usar óculos. As considerações em relação ao acessório de correção visual contêm diversas opiniões. Para 66% das usuárias, existem dificuldades de aceitação. Outras 32% simplesmente ignoram, mesmo sabendo que somente elas próprias serão prejudicadas. E 22% relatam que as atrapalha durante o dia a dia. O principal ponto que a pesquisa mostrou, na questão da recusa do objeto, é que as mulheres não o enxergam como algo de acordo com a moda. Ainda não há uma associação estilísti-

ca entre roupa e óculos. Tanto que, para 27% das entrevistadas, a utilização de óculos as faz menos atraentes e bonitas. Considerando que, atualmente, apesar dos inúmeros modelos e adequações dispostas no mercado, muitas pessoas não se sintam confortáveis na hora em que precisam corrigir sua visão, as desculpas para se desviar do tratamento estão menores. Além disso, já existem outros métodos. Segundo o oftalmologista Jhony de Polo, existem muitos tipos de tratamento e intervenções oftalmológicas que podem tornar a pessoa independente do uso de óculos. “Atualmente, os mais usados são as lentes de contato e as cirurgias”. Polo explica também que muitas vezes essas outras opções podem inclusive melhorar a qualidade de vida e a visão do paciente. Em relação aos danos causados ao indivíduo quando ignora o uso, Polo ressalva: “Não existem danos ligados diretamente à falta de utilizar óculos de

Elena, aos 61, já não encontra problemas com o acessório, mas, se pudesse escolher, ele não faria parte da sua vida

Giórgia Gschwendtner

grau, o que ocorre é que a pessoa terá uma visão limitada”. E faz uma importante recomendação sobre o óculos de sol. “Os óculos de sol com filtro UVA e UVB são muito importantes para evitar lesões e agravamento

de doenças oculares préexistentes, como a catarata e Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI)”. Os problemas mais comuns que precisam eventualmente de óculos de grau são miopia, que é a dificuldade

para enxergar longe, astigmatismo, visão borrada, hipermetropia, que é a dificuldade para enxergar mais perto e por fim a presbiopia, dificuldade para enxergar perto que se manifesta geralmente a partir dos 45 anos.

Opinião e experiência

Apesar dos vários modelos ofertados, os óculos ainda não são objeto de consumo e moda para as mulheres Giórgia Gschwendtner

A estudante de design de moda Elena Cordeiro Leite, 61 anos, começou a usar óculos aos 32 anos por apresentar miopia. Hoje, sua necessidade mudou e o problema é enxergar de perto, isso por conta da idade. Não se importa mais em usar e também experimentou lentes, considerava mais trabalhoso, mas, esteticamente mais agradável. “Eu me achava feia de óculos. Achava que eu não combinava com o óculos, ou ele comigo”. Já Renata Korovsky Moura, 17 anos, estudante, adora usar óculos e optou por lente por uma questão de praticidade. “Eu treinava voleibol e nesse caso o uso das lentes de contato era imprescindível. E acabei me acostumando”.


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Willian Bressan

Anna Luiza Garbelini

Escreve quinzenalmente sobre televisão, às quartas-feiras wbressan@gmail.com

Escreve quinzenalmente sobre cinema, às quartas-feiras luly_amg@msn.com

Cinema

Televisão

Todos aguardam o “Insensato Coração” É. A mocinha de “Passione” pode não ter sido assassinada no fatídico capítulo exibido no início de outubro. Na verdade, a bala atravessou o estúdio de “Passione” e foi fazer sua vítima na próxima novela das oito, “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Por ironia, a mocinha, que seria interpretada por Ana Paula Arósio, acabou sendo atingida pela bala perdida. Brincadeiras à parte, a atriz foi afastada na última semana por não ter comparecido às primeiras gravações da trama em Florianópolis. Com a crise insaturada nos bastidores do principal produto da emissora, iniciou-se uma busca pelo banco de talentos para achar uma substituta para Ana Paula Arósio, a “chata”. A saída da atriz, dizem as más línguas, foi comemorada na praça de alimentação do Projac por autores, atores e diretores. Ana Paula é o exemplo de atriz “estrelinha.” Costuma ter crises histéricas durante as produções, além de se achar a última bolacha do pacote. Pior de tudo é que ela não decora texto. Diretores já tiveram que encurtar as falas da atriz em diversas novelas para que ela pudesse gravar. Para este colunista, também é um grande alívio. Ana Paula é o tipo mocinha insossa, sem sal, nem açúcar. Não tem carisma, e aquela voz chata dela dá nos nervos. Imagina aguentá-la como protagonista da novela das oito por 200 capítulos? Sorte que, para este colunista, pelo menos, Gloria Pires e Fábio Assunção salvariam a pátria. Mas o mistério e a crise já foram resolvidos na noite de

ontem. A substituta anunciada para Ana Paula é uma atriz jovem e promissora: Paola Oliveira, de apenas 28 anos. Caberá a ela intrepretar a designer de interiores Marina Drummond, que irá balançar o coração dos irmãos Léo (Eriberto Leão) e Pedro (Fábio Assunção), além de causar a inveja em Norma (Gloria Pires). Que noveleiro, afinal, não espera ansioso por “Insensato Coração”? Será a volta, finalmente, de Gloria Pires em uma grande vilã de Gilberto Braga, no horário nobre, fazendo maldades com Fábio Assunção (quem não se lembra do inescrupuloso Renato Mendes de “Celebridade”?). Para animar ainda mais, as primeiras externas estão sendo feitas em Florianópolis, na capital catarinense. A ideia é fugir do eixo Rio-São Paulo e 50% da novela será ambientada lá, com outro núcleo no Rio, para os fãs da cidade maravi-

lhosa. No elenco, gente da melhor qualidade, como já citados Eriberto Leão, Fábio Assunção, Glória Pires, Paola Oliveira, Nathália Thimbergue, Nathália do Valle, Lázaro Ramos, Deborah Secco, Camila Pitanga, Deborah Evelyn, Tarcísio Meira, Antonio Fagundes, entre outros. E o tema que deve embalar grande parte da trama será “Só louco”, de Dorival Caymmi. Só louco /Amor como eu amei/Só louco/Quis o bem que eu quis Ah! Insensato coração/ Porque me fizeste sofrer/Porquê de amor para entender/ É preciso amar, porque... A direção fica a cargo de Dennis Carvalho (parceiro de Gilberto desde “Vale Tudo”) e a estreia está marcada para o dia 17 de janeiro. Todos aguardam, ansiosamente, o “Insensato Coração”. Divulgação

Para o colunista, Fábio Assunção e Gloria Pires salvariam a pátria em Insensato Coração

As Brumas de Avalon: um filme sem magia De acordo com a milenar mitologia céltica, no dia 20 de outubro é comemorado o dia da maior de todas as feiticeiras, a Senhora do Lago, que é a representante da deusa em que creem as tribos pagãs. Até hoje, a tradição de celebrar a data se mantém forte em alguns pontos do País de Gales. A imagem dessa mulher foi imortalizada pela escritora Marion Zimmer Bradley na coleção “As Brumas de Avalon”, que versa sobre a perspectiva feminina das lendas de Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. Nessa história, no entanto, a protagonista não é a Senhora do Lago, Viviane, a tia de Arthur que lhe presenteou com a poderosa espada Escalibur, mas sim a irmã do rei, Morgana, que está sendo treinada para assumir o cargo da tia. A saga é dividida em quatro livros que retratam o dia a dia na ilha mágica de Avalon, a vida na corte, os conflitos por causa das diferenças entre religiões e os sentimentos da Morgana sacerdotisa, mãe, amante. Tão grande foi o sucesso da trama, que os leitores esperaram impacientemente por uma versão cinematográfica, que só foi gravada em 2001 – exclusivamente para a televisão - e decepcionou a grande maioria do público. Os motivos para isso são muitos, a começar pela grande diferença entre as versões. Obviamente, um filme não tem a obrigação de ser uma cópia exata do livro, como já diz o termo, faz-se uma adaptação entre dois formatos completamente diferentes. No entanto, é preciso ter bom senso para não deturpar a essência da história, o que não aconteceu no caso. Isso porque itens cruciais foram alterados, como por exemplo, a postura de Arthur (Edward Atterton) em relação ao fanatismo da esposa Gwenwyfar (Samantha Mathis), que o chantageava para decretar de uma vez por todas um reino cristão. Enquanto no livro, Arthur era manipulado pela rainha, o filme mostra-o bastante mais firme e fiel à promessa que fizera à Viviane (Anjelica Huston) – que se consistia em manter a harmonia entre o paganismo e o cristianismo. A rainha por sua vez, aparece menos mimada e mais compreensiva, assim como os padres que no filme também são representados menos radicais. Outra diferença que pode incomodar os fãs é a mudança de caráter de Morgause (Joan Allen) irmã mais nova de Viviane que no longa é apresentada como a grande vilã. Seguem-se também alterações quanto aos destinos e morte dos personagens. A única que se mantém mais fiel ao original é Morgana (interpretada por Julianna Margules) que assim como no livro é a principal e também a narradora, apesar de não ter tido retratado o seus romance com o primo Lancelot, o que é essencial para o desenrolar dos fatos. Infelizmente o diretor Uli Edel não conseguiu passar muito da profundidade da trama. É claro que a responsabilidade era grande, afinal, era preciso compactar quatro obras em um só filme e ainda atender às expectativas de milhares de fãs, que fizeram cada um uma interpretação diferente. Por isso é preciso ser justo e elogiar a belas paisagens e figurinos, que passam uma rasa ideia da atmosfera mística da história. Resta aos apreciadores, esperarem por uma outra versão de cinema, mas caprichada e fiel aos livros. Enquanto isso não acontece o melhor a se fazer é ler ou reler a tetralogia e se encantar com a boa escrita de Marion ao descrever essa cultura tão diferente e misteriosa, que nos faz torcer para que tudo isso tenha existido de verdade.


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Perfil

Entre números, letras e muitas idas e vindas b

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Camila Reimann O mundo fascinante das imagens e o que acontece para que elas cheguem até as televisões dos lares de todo o mundo fascinava Christian Schwartz na infância. Nascido no ano de 1975, a profissão almejada quando criança era de engenheiro eletrônico. No tom de voz e na firmeza das palavras e das decisões de sua vida, o professor do curso de Comunicação Social da Universidade Positivo já mostra que leva a cabo suas vontades. Foi na 8ª série que decidiu prestar prova para entrar no Cefet, aos 14 anos, para engenharia eletrônica. Quando menino, já lidava bem com os cálculos – filho de um economista e de uma professora de matemática - a ciência matemática e a música sempre fizeram parte da sua vida. A parte da música fica por conta do avô, que era clarinetista, e dos dois únicos irmãos, multi-instrumentistas que fazem parte da formação de uma banda curitibana. Acontece que Christian enveredou para o outro lado: das ciências exatas para as humanas: se descobriu apaixonado pelo mundo do jornalismo e da literatura. Para terminar seu curso técnico em eletrônica no Cefet, mais por vontade da mãe do que por vontade própria – o que lhe chamava atenção nas aulas do curso eram as disciplinas de português - em 1994 começou um estágio na Rede Manchete (atual Rede Independência de Comunicação). Displicente como técnico, era mestre na arte da leitura de jornais da redação. “Matava” o trabalho de estagiário em eletrônica para se dedicar ao deleite da leitura da Folha de S. Paulo, que a partir daí lia todos os dias. Ali também conheceu um de seus ícones do jornalismo, primeiro apenas como escritor, mais tarde como professor e agora como seu ami-

go e vizinho (moram no mesmo prédio), o escritor Cristovão Tezza. Recém-chegado ao curso de jornalismo, Christian já foi trabalhar em uma das mais importantes empresas jornalísticas daquele momento, a rádio CBN. Naquela época, a CBN chamava-se Rede Globo do Rádio, e como a TV Globo, a rádio criou um padrão. Não trabalhava como estagiário, fazia o mesmo trabalho que os outros repórteres. Como ele conseguiu? Segundo ele, para conseguir um trabalho assim, tem que ter informação, bastante leitura, ter um texto bom e estar “sempre ligado” nos acontecimentos. Daí em diante Christian teve uma trajetória que muitos estudantes de jornalismo almejam. Antes de se formar, já falava para a família e para os amigos que quando se formasse ia mudar-se de Curitiba. A CBN foi uma grande escola. Porém, o dinamismo do meio rádio lhe trazia uma vida profissional muito agitada, que acabava sacrificando muito a rotina, principalmente no tempo em que ele era repórter, pois “não se falava naquele tempo em matéria na internet. Agilidade é muito legal, mas tem que ter muito fôlego, trabalhar direto”. Quase ao mesmo tempo em que teve que sair da rádio CBN, devido a uma mudança na diretoria da rádio, Christian passou no Trainee da editora Abril, um curso de um mês que descobre os novos talentos do jornalismo e novos candidatos a jornalista nas redações da editora. A equipe da Abril forma pequenas redações com 3 escritores, 2 designers e um fotógrafo com a tarefa de produzir uma mini-revista de 8 páginas em um mês. No caso dele, foi parar na redação da revista Placar. Quando terminou o Trainee, conse-

guiu trabalho para o Guia do Estudante. Dois meses depois surgiu uma vaga na Revista Placar, depois passou para freelancer da revista Quatro Rodas. Enquanto trabalhava como freelancer, Christian trabalhou para a editora Peixes como repórter de aventura, onde passava muito tempo viajando, conhecendo lugares diferentes para fazer as matérias. Como um exemplo, Christian conta que uma vez passou 11 dias viajando de jipe de São Paulo a Fortaleza fazendo uma reportagem sobre o Rally dos Sertões. No fim de 1999 foi convidado a fazer o guia de restaurantes da Veja Curitiba. Christian desocupou o apartamento em São Paulo e voltou a morar em Curitiba. O diretor-executivo da revista gostou do trabalho dele e lhe convidou para assumir a sucursal da Revista Veja em Belém. Na Abril, além de uma experiência profissional almejada por muitos estudantes de jornalismo, encontrou também uma

namorada e futura esposa. A também curitibana e jornalista Liliana Negrello, que se aventurou com ele a morar em Belém. Passou um ano em Belém trabalhando como repórter investigativo, cobrindo toda a demanda da região Norte e Centro-Oeste do Brasil. Nesse período dedicou todo o seu tempo para o trabalho. Tinha o escritório da sucursal montado no mesmo lugar em que morava. Passava dia e noite sob a pressão do fechamento, como ele chama, “hard news”, onde a profissão despende quase toda a energia. Decidiu largar o comando da sucursal em Belém para voltar a estudar. Queria fazer pós-graduação, já pensando em ser professor. Então ele e Liliana mudaram-se para Birmingham para fazer especialização em estudos literários. A questão da sobrevivência ficou por inteira conta deles. Entre monitoria de pequenos estudantes de ensino fundamental, bares e serviço de intér-

prete para outros estrangeiros, além de conseguir se sustentar juntaram dinheiro o suficiente para depois de seis meses na Inglaterra passarem mais seis meses na França fazendo cursos. Voltaram para cá, e depois de um tempo trabalhando como freelancer novamente, Christian começou a lecionar na Universidade Positivo, onde dá aulas atualmente. Mas a vida dele não é só trabalho, é também Atlético Paranaense. Companheiro de jogo dos que diz ele serem os dois mais célebres atleticanos do momento, Cristovão Tezza e o filho dele, Felipe, seus vizinhos de prédio. Por conta disso, até virou personagem de “O Filho Eterno”, o mais recente e consagrado livro do autor, fazendo uma "pontinha" no enredo nas duas últimas páginas – mas recomenda para não deixarmos de ler o romance todo, que, suspeitamente afirma ser “o melhor romance brasileiro dos últimos anos”.


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Curitiba, quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cultura

O que será dos livros no futuro ?? Com o surgimento dos e-books, cria-se uma polêmica a respeito de um possível fim dos livros impressos

Juliana Guerra

Música de Câmara

Os artistas Davi Sartori, Gabriel Schwartz, Raïff Dantas Barreto e Danilo Koch participam da Série "Música de Câmara". Os selecionados para o programa são escolhidos através de editais, em troca, devem oferecer música de câmara à comunidade. O grupo fará um workshop para estudantes de músicas interessados no estilo. Onde: Capela Santa Maria - Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 - Centro) Quando: Dias 20 e 21, às 20h Quanto: R$10 O workshop acontece dia 22, das 14h às 18h

Amanda Queiroz Os e-books, ou livros digitais, como são conhecidos em português, fazem parte da bagagem tecnológica do século XXI. Eles são nada mais que a versão digitalizada de livros, ou mesmo artigos, monografias, que podem ser lidos em arquivos de PDF, PDA, documentos de texto em computadores ou celulares que suportam esses recursos, criando, assim, uma maneira mais prática e dinâmica de leitura. Como muita tecnologia que vem surgindo ao longo dos anos, os e-books causam certo receio nos leitores do “bom e velho” livro. Foi levantada a polêmica sobre até quando vão existir os livros impressos, já que as mesmas obras podem ser encontradas disponíveis online, sem ter que se deslocar para comprar ou alugar livros que, às vezes, são até difíceis de encontrar em sebos e livrarias, isso sem contar as despesas financeiras. A estudante de Engenharia da Computação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Cibele Reis, que recentemente fez uma pesquisa a respeito do assunto, elaborou a tese de que tem que existir uma tecnologia boa o suficiente para substituir o que os livros representam. Segundo ela, existe o Kindle - tecnologia desenvolvida pelo site Amazon, que é um leitor digital com um formato similiar a um iPad e que armazena arquivos em PDF, PDA, entre outros formatos. Para ela, este é o primeiro passo para a extinção dos livros

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impressos, mas os recursos que ele oferece não são suficientes pra suprir a ausência dos livros. Os Kindles são vantajosos em quesitos de armazenamento, pois podem salvar até 1500 livros em sua memória interna. Além de portar entradas de cartões de memórias e USBs, não cansam a vista como uma tela LCD, pois são construídos a partir do sistema e-ink, que facilita a leitura, funcionando como um papel. No entanto, peca na parte de finalidade, pois é um objeto muito direcionado e não vale o seu custo-benefício. Têm aqueles que se recusam a acreditar que um dia os livros não vão mais ser bens materiais. “Eu nem sei se estou preparada para isso, é meio assustador pensar que uma coisa que existe há tantos séculos vai sumir, vai virar digital. Eu não sei se conseguiria, eu preciso pegar no livro,

senti-lo, manuseá-lo, e não tê-los em arquivos no meu computador. Eu gosto é de fazer volume na estante”, comenta a estudante de Letras da UTFPR, Nabylla Fiori. “E o que seriam as bibliotecas? Um banco de dados em que você retira os arquivos via pendrive? Isso é muito surreal para mim”, brinca. Falta muito para os livros, tecnologia que provocou e difundiu uma revolução cultural no século XIII, sumirem de vez. Quando isso acontecer, vai ser um dos marcos da evolução da era digital. Os mais “ligados” em modernidades já estão se habituando desde já, e as vendas dos iPads, dos Kindles e objetos digitais recém-criados são provas disso. Os números só crescem e as empresas lucram, sem saber se suas inovações vão, de fato, vingar.

O Kindle, da Amazon, é um exemplo de leitor digital que apresenta vantagem no armazenamento

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GiraMundi Leitura, brincadeiras e acrobracias. O espetáculo GiraMundi apresenta a leitura como algo divertido e que desperta a imaginação, o livro se torna um objeto mágico. O espetáculo é bem humorado e encanta com seu impacto visual. O show conta com a participação da Cia. La Arena, de Buenos Aires. Para a comunidade, a companhia ofertará oficinas de arte circense. Onde:Circo da Cidade Zé Priguiça (Rua Benedicto Siqueira Branco S/N esquina com Rua Campo Mourão - Alto Boqueirão) Quando:Dias 21, 23 e 30 Quanto: Entrada Gratuita

Gravando Curitiba As bandas "O Trilho" e "Pão de Hambúrguer" se apresentam pelo projeto Gravando Curitiba, da Fundação Cultural de Curitiba. O Trilho O grupo existe desde 2009 com um objetivo claro: fazer rock'n roll. As músicas compostas pelos próprios integrantes da banda têm influência do rock dos anos 70. Pão de Hambúrguer A banda de rock formada em 2005 apresenta músicas de composição próprias com forte identidade lírica e instrumental. A banda é apontada como uma das mais promissoras da cidade.

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Onde: Teatro Universitário de Curitiba - TUC (Galeria Julio Moreira, - Centro) Quando:dia 23, às 21h Quanto:Entrada Gratuita


LONA611-20/10/2010  

JORNAL-LABORATÓRIO DIÁRIO DO CURSO DE JORNALISMO DA UNIVERSIDADE POSITIVO.

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