Page 1

RIO DIÁ do

Curitiba, quinta-feira, 23 de setembro de 2010 - Ano XII - Número 595 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

BRASI

L

redacaolona@gmail.com Luciano Sarote/ Arquivo LONA

Evento discute ensino e emprego para portadores de necessidades especiais

Começa hoje o 3° Encontro de Curitiba sobre Escolariedade e Empregabilidade de Pessoas com Deficiência, que vai até sábado (25)

Construção civil

Coluna | Gênero

Geral

Setor gera 190% mais empregos do que no ano passado

Homem também tem que cuidar da casa

Programação da Bienal do Livro do Paraná já pode ser consultada

Pág. 4 e 5

Pág. 6

Pág. 3


2 Expediente Reitor: José Pio Martins. Vice-Reitor: Arno Antonio Gnoatto; Pró-Reitor de Graduação: Renato Casagrande; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Cosme Damião Massi; PróReitor de Pós-Graduação e Pesquisa e PróReitor de Extensão: Bruno Fernandes; Pró-Reitor de Administração: Arno Antonio Gnoatto; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira e Marcelo Lima; Editoreschefes: Daniel Castro (castrolona@gmail. com), Diego Henrique da Silva (ediegohenrique @hotmail.com) e Nathalia Cavalcante (nathalia. jornal@gmail.com) .

Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”. O LONA é o jornallaboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP Redação LONA: (41) 3317-3044 Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000

Curitiba, quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Opinião

Vigiar e punir Ehnaeull E. G. Gonçalves De um lado, uma multidão. Do outro, soldados armados, veículos e tanques de guerra. A cena poderia representar um levante popular, mas é o cotidiano do povo palestino: toda vez que querem locomover-se dentro de seu território, são barrados por soldados israelenses. Não há a mínima liberdade de ir e vir. Isso ocorre diariamente em todo o território da Cisjordânia: centenas de palestinos passam cotidianamente de uma cidade a outra para trabalhar, sempre envoltos pelas forças do estado de Israel. Embargos, assentamentos e racismo são constantes para os palestinos. Mães, em meio a uma forte chuva, são mandadas de volta com os seus filhos pequenos; trabalhadores ficam horas debaixo do temporal, esperando a boa vontade do soldado para voltarem para casa depois de um dia de trabalho. Ônibus escolares são parados e impedidos de entrar em uma cidade devido a um suposto toque de recolher, mas sem motivo aparente sua passagem é liberada. Casos como esses são mais comuns do que se pensa e revelam as intenções israelenses de cercear a liberdade do palestino. Independente do governo, Israel não reconhece a autodeterminação do povo palestino. Além de só aceitar acordos de paz que não ajudem efetivamente os árabes, continua a construir assentamentos na Cisjordânia, bloquear o acesso à Faixa de Gaza e a violar os direitos humanos, em total confronto com leis internacionais e resoluções da ONU. Em algumas cidades palestinas da Cisjordânia, como Hebron, colonos judeus andam armados e intimidam os cidadãos árabes do local – como descreve Joe Sacco em “Palestina, uma Nação Ocupada”. Sob auspícios do exército e do governo israelenses, esses estrangeiros têm, na prática, mais direitos que os demais, não-judeus. Medidas racistas não são esporádicas. Em setembro desse ano, Israel ordenou a expulsão

de 400 crianças e suas famílias do país. Motivo? “Essas crianças não são judias”. A própria Constituição da nação celebra o racismo, ao considerar que o país é só para os judeus – deixando os não-judeus relegados a uma condição inferior. A ingerência israelense também afeta a democracia na Palestina: em 2006, o Hamas foi eleito pelas urnas. Porém, Israel não reconheceu a votação – possivelmente pelo grupo eleito se opor frontalmente às políticas do ocupante – e impediu a posse, fazendo o partido isolar-se na Faixa de Gaza e deixando a Cisjordânia sob “controle” do Fatah, grupo mais dócil a suas ações – as aspas devem-se à influência constante dos sionistas nas políticas adotadas pelo Fatah. O embargo em Gaza deve-se primariamente a isso: por ter ousado eleger um grupo que não está disposto a submeter-se a Israel, a população dessa área é forçada a viver em condições sub-humanas. Em Israel, o alistamento é compulsório aos 17 anos. Homens devem servir por três nãos e mulheres, por dois. Quem se recusar, é preso. A própria cultura israelense valoriza o serviço militar: além de ser tida como um ritual de passagem, os que não servem dada a alcunha de “traidor” e “covarde”. A esses jovens, em sua maioria com conceitos prematuros do mundo e imaturos, é dada a obrigação de controlar e vigiar os palestinos que trafegam por Jerusalém ocidental e por Tel-Aviv, além daqueles que ousam sair de suas cidades na Cisjordânia. Entre aqueles que se opuseram a servir nos territórios ocupados, está Omri Evron, jovem de 19 anos natural de Tel-Aviv. Sua história é emblemática: aos 16, tomou a decisão de não entrar no exército e foi preso, inicialmente por 21 dias. Porém, nos meses seguintes, foi sentenciado novamente, cada vez por um tempo maior. De acordo com ele, “é ingenuidade acreditar que quem serve às FDI [Forças de Defesa de Israel] não está contribuindo com a ocupação”. Por não saber quanto tempo ficará

na prisão, ele declara-se preparado para uma estadia longa atrás das grades. “Obviamente, eu tenho alguns medos e preocupações, mas também uma família que me apoia, amigos que estão fazendo o que podem para me ajudar. Mais importante, eu sinto que essa é a cosia certa a se fazer”, explica Evron. Parte desse cenário é mostrado com clareza no documentário “Checkpoint”, de Yoav Shamir. Vencedor da edição de 2003 do IDFA – o mais importante festival de documentários do mundo -, o documentário mostra como os palestinos são humilhados diariamente, tendo que se submeter ao jugo do ocupante - que, com suas metralha-

doras e mentalidade segregacionista, força-os a esperar por razões que vão desde a má-vontade ao ódio puramente racista. Rodado por um israelense consciente das atrocidades cometidas pelo genocida Ariel Sharon e pela linhagem de governantes de Israel, “Checkpoint” deixa claro a que ponto chegou a degradação moral de Israel, ao submeter diariamente milhares de cidadãos a humilhações - inclusive crianças. Porém, os agredidos não abaixam a cabeça e desafiam os dogmas racistas do invasor, questionando a “paz baseada no apartheid” do ocupante. Isso não é paz: é a recriação israelense dos campos de concentração.

Dilemas de um Ricardão Daniel Castro Os bastidores da política paranaense estão quentes. No entanto, não é somente a briga de cachorros grandes na disputa pelo governo do estado que movimenta os jornalistas atrás de declarações polêmicas que possam parar as máquinas e apimentar o confronto entre Osmar Dias e Beto Richa. Aliás, o último burburinho envolve o candidato tucano, mas apenas como ator coadjuvante. O protagonista da vez é o candidato do PP ao senado, Ricardo Barros, companheiro de chapa de Beto Richa. Barros causou polêmica ao reclamar que Richa gostaria de usar o seu horário na propaganda eleitoral para fazer campanha. As reclamações fazem coro com outras registradas anteriormente, sobre uma possível preferência pela campanha do outro candidato ao senado na chapa tucana, o deputado federal Gustavo Fruet. Os protestos de Barros chegaram ao ápice quando ele disse que seus companheiros de palanque poderiam ter uma surpresa na passagem de Lula por Maringá, que acontece hoje.

As ligações entre Barros e Lula são antigas, já que o paranaense era vice-líder do governo na Câmara dos Deputados. Como no Paraná o PP foi fisgado por Beto Richa para apoiar a sua candidatura, Barros virou um peixe fora d’água, o que explica todas as reclamações, protestos e mágoas que ele vem acumulando no decorrer da campanha. Pouco conhecido em Curitiba, Barros tem força principalmente em Maringá, onde foi o prefeito mais jovem da cidade, como não se cansa de afirmar em suas propagandas políticas. De lágrima em lágrima, ele vai contribuindo para esquentar a briga pelas duas vagas do senado que estão em disputa. Como grande parte do eleitorado está indecisa, os candidatos têm trabalhado forte para conquistar o povo que ainda está em cima do muro. No entanto, se serve de conselho para Barros (quanta pretensão), fazer ameaças e pular de galho em galho não ganham votos, ou no mínimo não deveriam. Se bem que, no Paraná, trocar de lado e fazer alianças misteriosas não é nenhuma novidade.


3

Curitiba, quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Inclusão

Tecnologia como forma de inclusão Terceira edição de fórum incentiva inclusão de pessoas com deficiência em escolas e no mercado de trabalho Giulia Lacerda Começa hoje o III Fórum de Curitiba sobre Escolaridade e Empregabilidade da Pessoa com Deficiência, no Parque Barigui. O tema deste ano é “As tecnologias mediando a inclusão da Pessoa com Deficiência”, e o evento ocorrerá durante três dias. Segundo a psicóloga da Secretaria Municipal da Educação e responsável pelo fórum, Areni Pierin Molinari, hoje ainda há dificuldade em se promover a inclusão tanto na escola quanto no mercado de trabalho. “O objetivo é reunir instituições e

discutir onde está a dificuldade e como é possível superá-la para que a lei da inclusão seja realmente cumprida”, explica. O fórum terá início com abertura oficial hoje as 18h30, no salão de atos do parque, e contará com diversas palestras e apresentações, como da Banda Show Affinitas, da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Ponta Grossa. Além disso, haverá mesas-redondas e debates sobre assuntos relacionados à importância da diversidade. Toda a programa-

ção deste ano está voltada para a importância da tecnologia no processo de inclusão das pessoas com deficiência e, assim como nas edições anteriores, busca uma mais conscientização sobre os potenciais dessas pessoas. No último dia do evento, sábado, acontecerá o Dia da Cidadania Especial das 9h às 17h, onde serão ofertados cortes de cabelo, atividades de lazer, informações jurídicas, entre outros, às pessoas com deficiência e seus acompanhantes ou familiares. Para atender o público, aproximadamente 500 colaboradores irão traba-

lhar na ação. Para conhecer a programação completa e fazer inscrições basta entrar no site (www. cidadedoconhecimento .org.br) e clicar no banner sobre o III Fórum de Curitiba sobre Escolaridade e Empregabilidade da Pessoa com Deficiência. “As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até mesmo nos dias do evento. O interessado só precisa informar o nome, CPF e alguns dados sobre a instituição onde trabalha ou estuda e se possui algum tipo de deficiência”, afirma Areni.

“O objetivo é reunir instituições e discutir onde está a dificuldade e como é possível superá-la para que a lei da inclusão seja realmente cumprida” Areni Pierin Molinari, responsável pelo fórum

Geral

Divulgada a programação da Bienal do Livro Ailime Kamaia Na terceira-feira, foi realizada uma conversa entre a organização da 1ª Bienal do Livro e imprensa no Estação Embratel Convention Center, local que receberá o evento. O objetivo era divulgar a programação oficial da Bienal, que acontece entre os dias 1º a 10 de outubro. Quem apresentou as novidades foi Andréia Raspold, vice-presidente da Fagga Eventos (empresa organizadora da edição paranaense e da tradicional Bienal fluminense). As atrações estarão di-

vididas em diversos espaços temáticos. O Café Literário receberá autores para debaterem diversos aspectos da Literatura. Com curadoria do jornalista e editor do jornal literário Rascunho, Rogério Pereira, nomes como Moacyr Scliar, Ignácio de Loyola Brandão, Arnaldo Bloch, Cristovão Tezza e Ruy Castro, entre muitos outros, deverão estar presentes. Os temas debatidos vão desde a construção do leitor até a relação entre cinema, TV e quadrinhos com o gênero literário. As crianças não pode-

riam ficar de fora e terão programação específica no espaço Circo das Letras, assim como os jovens aproveitarão as atividades do Território Jovem. Para os interessados em debater sobre a produção artística voltada para o público infanto-juvenil haverá o Fórum de Literatura Infantil e Juvenil. O Fórum será realizado nos dias 5 e 6 de outubro e dará voz para escritores, ilustradores, cineastas e educadores que se preocupam com o tema. Um programa de visitação escolar gratuito está previsto, assim como bibliotecários, professores e profissionais do livro (ligados ao mer-

cado editorial e livrarias) não terão a entrada cobrada (mediante inscrição). Para os demais interessados o valor do ingresso será de R$ 8,00 (meia-entrada, R$ 4,00). A expectativa é que sejam 200 mil visitantes durante os dez dias de evento. A 1ª Bienal do Livro do Paraná irá homenagear o crítico literário Wilson Martins, falecido em fevereiro deste ano. Durante 60 anos o crítico produziu análises e resenhas sobre a produção editorial do país. A homenagem fica por conta da mesa-redonda formada pelos amigos de Martins, Affonso Romano de

Sant’Anna e Miguel Sanches Neto no encerramento do evento. Mais informações no site www.bienaldolivro parana .com. br. Divulgação


4

Curitiba, quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Construção civil

Setor passa por período de otimismo Construtoras paranaenses criam mais de 15 mil novas vagas de trabalho, 208% a mais do que no ano em 2010 Paola Pruchneski O Cadastro Geral de Empregados (CAGED) mostra que apenas no primeiro semestre deste ano a construção civil empregou, em todo o Brasil, 230.019 novos trabalhadores, número 190% superior ao registrado no mesmo período no ano passado. No Paraná, foram criadas 15.434 novas vagas, 208% a mais do que no ano passado. Em Curitiba e Região Metropolitana, os números são expressivos, com 9.498 novos postos de empregos gerados de janeiro a junho de 2010, ou seja, 160% de crescimento. Houve um aumento de quase 15% no total de trabalhadores contratados, que hoje soma 74,5 mil pessoas, de acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (SINDUSCON-PR). Uma empresa que aposta no Paraná é o Grupo Brasanitas, que mantém 5% de negócios gerados no estado. Segundo o diretor comercial da empresa, Marcelo Trofati, o potencial de mercado no Paraná cresce dois dígitos ao ano. Londrina e Maringá são as principais regiões em que a empresa investe, além da estrutura e suporte já existentes para a demanda de novos clientes. Curitiba é um atual cenário positivo junto com os fregueses conquistados. O Grupo atende clientes como: Natura,Vale, vários shoppings do Grupo Multiplan e Hospital Albert Einstein. Na empresa Terex Latin America do setor de construção civil, oferece Plataformas Aéreas de Trabalho, Construção, Guindastes e Processamento de Materiais. Em maio deste ano, a Terex fechou parceria com a empresa Tauron, de Curitiba,

para a distribuição de equipamentos compactos no Brasil, como minicarregadeiras e miniescavadeiras, utilizadas em diversos segmentos, especialmente o de empreendimentos imobiliários e de infra-estrutura. Quando se trata de serviços de locação dos equipamentos, os preços não são tabelados, pois estes valores para a empresa variam de acordo com a aplicação em que trabalhará o equipamento. A mesma definirá o modelo desse equipamento, o seu acessório e se acompanharia ou não os operadores treinados. O prazo para a entrega é rápido contando com um estoque adequado a realidade do mercado, ou seja, pronta entrega. A empresa vai investir na estrutura física da nova concessionária, na manutenção de um estoque completo da linha, capacitação técnica da equipe (seja comercial, administrativo, pós-venda), e a cobertura do mercado de São Paulo, que já estão penetrando. Também estão apostando em novas soluções para aproximar o cliente e manter um relacionamento com ele, estudando projetos que permitam trabalhar em outras regiões. Para essa empresa o mercado imobiliário em Curitiba, sempre foi muito tradicional, as construções sempre seguindo as mesmas tendências. Com a modificação do perfil das construções, a abrangência de regiões em que antes não tinham tantos investimentos significativos neste setor, a especialização em oferecer uma diversidade de diferenciais construtivos aos compradores, o cenário de fato mudou, pode ser visto em Curitiba hoje uma infinidade de prédios e condomínios residenciais, empresariais e comerciais que atingem todas as classes.

Com um crescimento tão expressivo, o mercado da Construção Civil terá em todos os segmentos ligados a ele um crescimento constante, principalmente para as construtoras, incorporadoras, empresas de máquinas e equipamentos, en-

tre outros que forem inovadores. “O fato é que se antes tínhamos uma malha viária adequada, modelos de transporte coletivo eficiente, projetos culturais, ou seja, tudo que poderia gerar qualidade de vida fazendo frente a outras cidades tão bem es-

truturadas no mundo, hoje também possuímos um mercado altamente rentável e competitivo no segmento imobiliário”, afirma Juliano Felix Carneiro, diretor geral da Tauron, distribuidor da Terex com sede em Curitiba-PR. Divulgação


5

Curitiba, quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Construção civil

Maquetes facilitam venda de imóveis Ao melhorar visualização de apartamentos ainda na planta, elas têm ajudado a impulsionar negócios Wilton Fontes Ramos O menino de carrinho ante um gramado sintético brinca de ser criança. Pequenas mãos seguras que, na sua imaginação de trânsito, e aos sons das buzinas e derrapagens proferidos por ele baixinho, imita o caos da tarde, absorto aos contrastes em escala da vida lá fora. Mas, por hora, este é o seu mundo: uma faixa verde, cercada por um muro de mais ou menos 10 centímetros, que acaba nos quatro ângulos de um mundo à parte. O menino descrito acima, na sua cena em atenção, é uma amostra do fascínio que as maquetes exercem nas pessoas. Somos, afinal, crianças grandes e teimosas diante das responsabilidades, com um olhar curioso abarcando um universo entrecortado. No caso, ele está acompanhado de seus pais — que também pararam, encantados, admirando as maquetes dos apartamentos apresentados idealizados — nas pesquisas de preços para aquisição de um imóvel. Como suporte das suntuosas ofertas que o mercado oferece, as maquetes (representações em escala) enchem os olhos e projetam, em miniatura, uma vida grandiosa de sonhos a serem concretizados. As maquetes são ferramentas fundamentais para compreender e comunicar um empreendimento, ou produto, e dão um enorme suporte às vendas. Bruno Dias de Macedo, corretor de imóveis da Imobiliária Galvão, conta que as maquetes (também conhecidas como “maquetas” ou simplesmente “modelos”; “mockup”, no entanto, para quem já ouviu o termo associado, é a representação exagerada de um produto ou

conjunto de detalhes que formam um projeto) ajudam, e muito, nas escolhas dos futuros proprietários de imóveis. “As pessoas chegam, observam o projeto, visualizam o cenário todo. Nas maquetes, elas idealizam suas conquistas, planos e uma série de detalhes”, conta. E acrescenta: “Por exemplo: identificando a posição escolhida do imóvel nas maquetes, as pessoas calculam a incidência do sol e outras observações que muitas vezes nem a gente está cuidadoso em notar.”

Réplicas De acordo com a empresa Réplica Maquetes, o processo de produção das maquetes dura em média 45 dias. Mas isso depende muito dos projetos — e da empresa escolhida para execução dos pedidos, ou mesmo das funcionalidades do projeto dentro de um contexto prático ou publicitário. Geralmente, os projetos contam com equipes específicas que se dividem nas suas responsabilidades. Temse, por exemplo, grupos de profissionais treinados que cuidam da pintura, marcenaria e revestimentos. As bases das maquetes comumente são feitas de acrílico (material termoplástico rígido e transparente), cujas peças passam por cortes a laser. Tais suportes — esqueletos a serem preenchidos com detalhes — servirão de estrutura dos prédios, como portas, janelas e torres. Também são utilizadas para a estrutura das maquetes polietileno e MDF (do inglês: Mediumdensity fiberboard); este último, um material fabricado através da aglutinação de fibras de madeira com resinas sintéticas e outros aditivos. Após a montagem dos componentes, a estrutura passa por

uma primeira camada de tinta branca e só depois começa a pintura de acordo com as especificações do projeto original. São utilizadas as mesmas referências de cores definidas nos projetos e criados os mesmos efeitos de acabamento. Luciano Scheidt, engenheiro civil, conta que as maquetes auxiliam na visualização material dos projetos — além, é claro, da parte visual que lhes cabem importantes atribuições. “Sem as maquetes o projeto fica pobre”, afirma Scheidt. Mas ele reclama também dos preços cobrados pelas empresas da área. “Projetos bem acabados de maquetes, de empresas conceituadas no mercado, estão numa faixa de custo que vai de R$15 mil a R$70 mil para mais. Cons-

trutoras pequenas, que é o meu caso, digo, o local onde eu trabalho, pecam por apresentarem projetos baratos e grosseiros”. O processo de paisagismo também é feito nos mínimos detalhes. Tudo vale para encantar futuros compradores de imóveis. Quando prontas, as maquetes são acomodadas em bases de madeira. Finalizadas, elas pesam em média 40 ou 50 quilos, mas podem chegar a 150, dependendo do tamanho. Contrapondo aos projetos lúdicos, que, generalizando, poderiam ser classificados os projetos de maquetes, existe uma tendência de mercado que confere às tecnologias visuais disponíveis uma elaboração para campanhas de vendas. São os desenhos assistidos por computador

que recebem a denominação específica de “maquete eletrônica” — cenários virtuais estes, ricos em detalhes, que conferem a sensação de abrigo em tempo real. Independente das novas tecnologias, o encanto que as maquetes exercem nas pessoas remete a uma fase de infância. O trajeto de passeio feito pelo soldadinho de chumbo (ou boneca preferida) que, pilotando o seu jipe (ou guiando o seu Cadillac rosa), adentrava, depois de um árduo dia de trabalho, na sua residência feita com esmero. Admira-se nas maquetes as construções que são comparadas às nossas saudosas edificações feitas de caixas de sapatos ou arrumações em papelão. Wilton Fontes Ramos/ LONA

As maquetes conseguem exercer um fascínio sobre as pessoas


6

Curitiba, quinta-feira, 23 de setembro de 2010 Dilvugação

Priscila Schip

Henrique Bonacin Filho

Escreve quinzenalmente sobre questões de gênero, sempre às quintas-feiras priscilaschip@gmail.com

É colunista de política e escreve quinzenalmente, às quintas-feiras, para o Lona hbonacin.ike@gmail.com

Gênero

Reprodução

O seu namorado não deve ajudar com as tarefas domésticas

Me deparei com esse tweet acima, hoje. Pois então, né? Volta e meia escuto algum comentário do tipo: “Nossa que homem perfeito, ele até te ajuda em casa!”. Pois bem, mulheres. Vou contar uma coisa para vocês: o seu namorado não deve lhe ajudar com as tarefas domésticas. Por quê? Porque se ele te ajuda, é porque ele está te fazendo um favor, está sendo bonzinho. Ele não tem que te ajudar, porque a responsabilidade de deixar a casa limpa não é sua. A responsabilidade é dos dois. Não parece óbvio? Quem deve limpar a casa? Quem mora nela. Simples assim. Não se deixem abalar pelo comentário de suas avós. A minha, por exemplo, quando os meus pais eram casados, e ela encontrava o meu pai lavando a louça, ficava indignada: “Como pode? Tanta mulher nessa casa e meu filho lavando a louça?”. Pois é, vovó, ele comeu, ele sujou: ele lava também. Mas falando em avós, uma coisa do tempo delas, que ainda fazem, é Chá de Panela. Se você for fazer o seu – aquele tradicional em que a futura esposa tem que adivinhar os presentes e, se errar, tira a roupa, paga mico e blá-blá-blá – por favor, não me convide, porque eu não vou. E por quê? Primeiro que eu não acho divertido ficar adivinhando presentes. “Oh, que legal, mais um copo!”, “Uau, um jogo de panelas”, “Uhu, um rolo de macarrão!”. Essa última, ainda garante a piadinha infame: “Esse vai ser útil, hein?”. Fora toda essa derrama de “diversões”, em um Chá de Panela tradicional, só vão mulheres. Ei, espera aí, vamos pensar: O Chá

de Panela é uma festa promovida a fim de que o futuro casal receba presentes para mobiliar a sua nova casa, em especial, a cozinha, certo? Certo. Então, se é para o casal, por que só a mulher participa? Por que quem vai usar os pratos, panelas e copos é só ela, né? Deve ser. Até porque se entrar nessa de Maria Madalena, lave os pés dele também.

Não se deixem abalar pelo comentário de suas avós. A minha, por exemplo, quando os meus pais eram casados,eela encontrava o meu pai lavando a louça, ficava indignada:“Como pode? Tanta mulher nessa casa e meu filho lavando a louça?”. Pois é, vovó, ele comeu, ele sujou: ele lava também

Política

Lula e Clinton Agora, na reta final das Eleições 2010, é possível ressaltar um momento peculiar do governo brasileiro, ocorrido também nas urnas norte-americanas. Dois anos após assumir a presidência dos EUA, Bill Clinton não obteve o apoio necessário dos novos parlamentares, para que seus planos de governo fossem colocados em prática. Clinton foi envolvido em escândalos – vale ressaltar que nunca foram comprovados – como o caso Monica Lewinsky, que quase o levou ao impeachment. O que Bill Clinton fez nesse momento? Tornou-se um presidente de oposição. A força dele estava na aceitação e no apoio popular. Assim, terminou seu governo com uma enorme aprovação americana. Hoje é um homem que tem grandes atuações diplomáticas pelo mundo, a exemplo disso, conseguiu negociar com o ditador norte-coreano, Kim Jongil, a soltura das duas jornalistas, Laura Ling e Euna Lee, que entraram ilegalmente na Coreia do Norte. Após as desculpas de Clinton a Kim, as duas jornalistas puderam voltar para Los Angeles. Parafraseando com o cenário brasileiro, nosso presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, vive algo semelhante. Na Câmara Federal, teve que se render à força peemedebista, para conseguir alguma atuação. Daí, como de praxe, houve o fornecimento de alguns cargos aos aliados. Mesmo assim, foi um governo que se sustentou pelo grande apoio popular e, por essa jogada, com o PMDB. Não podemos nos esquecer da ferrenha oposição do Partido da Imprensa Golpista (PIG), definição do povo dito de esquerda. Assim, Lula, como já dizia Lavoisier, “nada se cria, tudo se transforma”, realizou um governo em que apenas reformulou os projetos já existentes. Puxando para as eleições 2010, após consolidar a imagem de Dilma Rousseff perante o país, com quase certa vitória, o presidente vai para uma verdadeira luta por todo o país, para que seus aliados se elejam nos governos estaduais. No Paraná, isso é visível com o crescimento do candidato aliado, Osmar Dias. Após o bate-papo no horário eleitoral entre os “amiguinhos” Osmar e Lula, as pesquisas de votos vêm refletindo isso. Mesmo com a grande aceitação em Curitiba, o candidato Beto Richa sofre retaliação da imagem do presidente ao lado de Osmar. Richa está estagnado, enquanto Dias vem captando os votos dos outros candidatos e dos indecisos que somavam mais de 10%. Falam as más línguas que podemos esperar uma derradeira virada nas próximas pesquisas de pelo menos dois pontos percentuais, isso significa na verdade um empate na prática, pela margem de erro. Entretanto, é um empate com gosto de vitória para a coligação “A União Faz Um Novo Amanhã”. E, sem dúvida, o drama deve ser grande dentro do comitê do PSDB. Voltando a Lula, após eleger Dilma e conseguir o apoio da maioria dos governos estaduais e Congresso Nacional, finalmente crê-se que o plano de governo lulista poderá ser colocado de fato em prática, ou não, cabe às surpresas que o futuro revelará. Para terminar, repasso uma metáfora que li na revista Época, há algum tempo. Personagens como Clinton e Lula, no cenário mundial, após seus governos, são verdadeiros cavalos do jogo de Xadrez. Eles não têm a força de uma dama nem a importância de um Rei, entretanto, depois de seus governos, conseguem realizar movimentos diplomáticos que só eles têm a capacidade e eficácia de se fazer.


7

Curitiba, quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Saúde

Amamentação por sondas garante alimentação de bebês Gislaine Cristina da Silva Uma sala de coleta de leite materno está garantindo a amamentação e a saúde de bebês prematuros atendidos pelo Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo. As crianças que nascem antes de sua completa maturação intra-uterina são dependentes da nutrição que lhes é oferecida, e o leite humano é a única alimentação que garante a sobrevivência dos pequenos. Como os bebês que nascem antes dos nove meses de gestação não conseguem mamar direto nos seios de suas mães devido a pouca idade, a alternativa é a alimentação feita por sondas. Segundo a enfermeira gestora da sala de coleta de leite materno do hospital, Eliane Maziero, a amamentação por sondas é a única responsável pela alimentação da criança. Além de o leite humano ser o alimento principal para o desenvolvimento do bebê, as crianças prematuras não conseguem coordenar a sucção. Eliane explica ainda que o ato de sugar o leite pode levar a um gasto excessivo de energia, fazendo com que o recém nascido perca peso. Por isso, o bebê precisa alimentar-se através de sonda gástrica. O leite que as crianças recebem por sondas é, no geral, de suas próprias mães, que as acompanham no hospital. A ordenha do leite materno acontece em uma sala especial, totalmente esterilizada, com a presença de uma profissional. O leite é acondicionado em vidros também esterilizados e colocado em um refrigerador, onde ele pode ser mantido durante 24 horas na geladeira e até três meses congelado. Segundo Eliane, o hospital ainda não teve casos de mães sem condições de amamentar as crianças. Caso isso ocorra, o leite materno deve ser buscado em

Bebês prematuros na UTINeonatal recebem amamentação por sondas Divulgação: SECS –AEN

um dos dois bancos de leite de Curitiba. Nessa situação, Eliane ressalta o pequeno número de doações de leite no Paraná, que não é suficiente para atender a demanda no Estado. Hoje, no Brasil são 270 Unidades de Banco de Leite Humano (BLH). No Paraná, existem apenas oito unidades de BLH, localizadas em Londrina, Maringá, Toledo, Cascavel, Foz do Iguaçu e Curitiba. Continuidade Mesmo após deixar a UTINeonatal no hospital, os bebês continuam recebendo o leite por sondas ou diretamente pela boca até que consigam sugar o leite do seio da mãe.

Até que isso aconteça, uma fonoaudióloga realiza uma avaliação motora-oral para avaliar a força de sucção da criança. Ana Paula Mendel, de Curitiba, está com sua filha na UTINeonatal do Hospital Infantil de Campo Largo. Sua primeira filha nasceu prematura com sete meses de gestação e precisa receber o leite materno por uma sonda. A mãe sabe da necessidade do leite humano para o bebê. “Mesmo com a amamentação feita por sonda, deu para perceber uma grande melhora. O leite materno tem todos os nutrientes que ela precisa e por isso, pretendo manter a amamentação até quando eu puder”, diz Ana Paula.

Alimentação Nos primeiros seis meses de vida da criança, a amamentação deve ser exclusiva. Nem mesmo água precisa ser dada ao bebê. Somente após esta idade o número de mamadas começa a ser reduzido e outros alimentos começam a ser introduzidos na dieta do bebê. Todas as vitaminas, minerais, proteínas e outros nutrientes estão presentes no leite materno e garantem o melhor crescimento e desenvolvimento da criança. Além disso, a amamentação facilita a transferência de imunidade materna para o recém nascido, deixando ele longe de in-

fecções, desnutrição, alergias e outras doenças. “Dizemos que o leite materno é a primeira vacina que os bebês tomam. Isso porque o leite materno contém os anticorpos imunoglobulinas, que garantem a saúde da criança”, diz Eliane. O Ministério da Saúde recomenda que a amamentação seja mantida até os dois anos da criança ou mais.

O leite que as crianças recebem por sondas é, no geral, de suas próprias mães, que as acompanham no hospital.


8

Curitiba, quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cultura

O incentivo da literatura

Menu Nathalia Cavalcante A bossa nova de “Os Cariocas” será apresentada no Auditório Mário de Mari, neste domingo. O grupo musical traz no repertório “Águas de Março”, Balanço Zona Sul, entre outras. Onde: Auditório Mário de Mari - CIETEP Quando: 26/09/2010, às 19h Preço: R$ 20

Com leitura e artes plásticas, crianças produzem seus próprios livros Laura Beal Bordin Aulas de redação e produção de texto, ilustração e artes plásticas ajudam crianças de 8 a 12 anos a produzir seus primeiros livros. O projeto “Letrinhas – Escrevendo meu primeiro livro” foi idealizado pelo professor e jornalista Manoel Vilela e posto em prática pelo seu irmão, o engenheiro aposentado Hamilton Vilela de Magalhães, através da Letternet Livraria e Editora. “Eu segui a área de exatas, mas a minha família sempre teve ligação com a cultura”, diz ele, ao explicar a razão que o levou a, após passar 30 anos construindo estradas, construir nas crianças a vontade de conhecer. E conhecer, no caso, pode ser demonstrado através da edição de um livro escrito por elas mesmas. Na Academia Brasileira de Letrinhas, além de aprender diferentes formas de construção textual e teorias, as crianças desenvolvem textos baseados nos conceitos de literatura, e ainda têm contato com artes plásticas — criando as ilustrações de seus próprios livros. Segundo Magalhães, a criança tira todas as inspirações dela mesma — não se concentrando apenas no que acontece no exterior. Além da formação literária, é um exercício de construção pessoal. Conhecimento que, para Hamilton, ajuda a desfazer o mito de que “língua portuguesa é uma matéria chata”, rompendo com o sistema atual, que coloca as crianças em uma postura passiva no ensino. “Conhecer seu indivíduo interior implica muito na arte — música, artes plásticas, artes cênicas”, explica Hamilton, falan-

do sobre os benefícios da arte no desenvolvimento das crianças. “E a literatura ajuda muito na expressão desse sentimento”, completa. Após a conclusão do curso, com duração de seis meses e acompanhamento de professores especializados, a criança tem seu livro editado e publicado em um evento, recebe um diploma e a condecoração de “membro da Academia Brasileira de Letrinhas”. Cerca de 20 livros já foram editados e publicados pela Letternet, através da atividade. O mentor do projeto não esconde a alegria quando vê as crianças completando seu curso, e aproveita para comentar sobre a atual situação da educação brasileira: “Só em Curitiba, temos 400 escolas de inglês, enquanto não temos nenhuma escola especializada em língua portuguesa. E a iniciativa privada se concentra apenas nos níveis superiores de ensino, esquecendo do início, quando as crianças começam a aprender”, constata Hamilton.

Outros projetos Além da Academia Brasileira de Letrinhas, a Letternet também criou o projeto “Uma Biblioteca em Cada Escola”, que ajuda a aumentar o número de exemplares nas bibliotecas em todo o país. Dentre os livros publicados pela editora, as escolas cadastradas pelo projeto têm descontos na compra de livros infantis. Assim, as escolas mais carentes, no interior do país, podem criar o hábito de leitura em seus alunos. A Casa de Cultura Letrinhas tem uma biblioteca com mais de cinco mil livros voltados ao público infanto-juvenil, e também abriga outros espaços: o Circo

Theatro Tem-Tem, que recebe sessões de contação de histórias, teatro de fantoches e oficinas de literatura; A Floresta Encantada, um espaço para conscientização das crianças sobre a necessidade de conservação da natureza e do meio ambiente; e o Letrinhas Ateliê, que oferece cursos de artes plásticas para crianças e adultos. Existem também os projetos Paraná, Brasil e Terra Notável, no qual as crianças aprendem sobre lugares específicos do estado, do país e do mundo. No material encontra-se um pequeno texto com a história do atrativo. Depois disso, há uma tela já riscada para a criança fazer a pintura. Entre os lugares retratados estão a Ópera de Arame, a Catedral de Maringá, o Pantanal e o Monte Everest. É uma maneira de as crianças terem aulas de geografia, história e artes de forma lúdica. Sobre a possibilidade de expansão do projeto, Hamilton diz que a intenção é estimular a criação de outros núcleos pelo país, utilizando a mesma metodologia do projeto Letrinhas: "Não é nosso objetivo fazer riqueza com isso, mas pretendemos que uma professora em uma cidade pequena do interior possa pegar esse método e aplicar em sua escola, com um custo extremamente baixo. Esse é a nossa intenção, fazer com que o método seja aplicado em âmbito nacional".

Serviço Livraria Letrinhas - Casa de Cultura Av. Sete de Setembro, 6234 Seminário - Curitiba/PR (41) 3027-7072 contato@letternet.com.br www.letternet.com.br

Divulgação

Odisseia da Palavra O Ciclo Especial de Leitura – Odisseia da Palavra, do Palacete Wolf, proporciona até este domingo leitura de textos da Roma Antiga. O mestre em linguística Roosevelt Araújo da Rocha Júnior conduz a leitura da primeira parte da obra Odisseia, do canto 1 ao 12, de Homero. Onde: Palacete Wolf. Praça Garibaldi, 07, Centro Quando: Até 26/09/2010, das 9h às 12h Preço: Gratuito

Terapia para Mulheres “Terapia para Mulheres” aborda o universo feminino contemporâneo. A peça fala sobre as dúvidas e relacionamentos em pleno século 21. A direção de Amauri Ernani Vieira apresenta esses momentos que podem estar à beira da crise. Onde: Teatro Cultura. Praça Garibaldi, 39, São Francisco Quando: 24/09/2010, às 21h Preço: R$ 20 e R$ 10 Divulgação

Guanabara Tempo Afora

O m ú s i c o fluminense Fred Martins se apresenta neste fim de semana, no Teatro da Caixa. O show “Guanabara Tempo Afora” também trará sucessos de Ney Matogrosso, Zélia Duncan e Maria Rita. Onde: Teatro da Caixa Quando: 24/09/2010 a 26/09/2010, às 21h. No domingo, às 19h Preço: R$ 10 e R$ 5

LONA-595-23/09/210  

JORNAL-LABORATÓRIO DIÁRIO DO CURSO DE JORNALISMO DA UNIVERSIDADE POSITIVO.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you