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RIO DIÁ do

Curitiba, terça-feira, 21 de setembro de 2010 - Ano XII -Número 593 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

BRASI

L

redacaolona@gmail.com

Vendas crescem 13,54% em Curitiba e Região Metropolitana SXC/Stella Levi

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou aumento de vendas do comércio no país no mês de julho. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira e registraram alta de 10,9% com relação ao mesmo período de 2009. Na capital paranaense, os números acompanharam a tendência nacional e alcançaram a marca de 13,54% de crescimento. Pág. 3

Saúde

Volume inadequado dos aparelhos de som pode prejudicar a audição Págs. 4

Meio Ambiente

Boca Maldita reúne manifestantes em prol do meio ambiente Pág. 7


2 Expediente Reitor: José Pio Martins. Vice-Reitor: Arno Antonio Gnoatto; Pró-Reitor de Graduação: Renato Casagrande; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Cosme Damião Massi; PróReitor de Pós-Graduação e Pesquisa e PróReitor de Extensão: Bruno Fernandes; Pró-Reitor de Administração: Arno Antonio Gnoatto; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira e Marcelo Lima; Editoreschefes: Daniel Castro (castrolona@gmail. com.br), Diego Henrique da Silva (ediegohenrique @hotmail.com) e Nathalia Cavalcante (nathalia. jornal@gmail.com) .

Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”. O LONA é o jornallaboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP Redação LONA: (41) 3317-3044 Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000

Curitiba, terça-feira, 21 de setembro de 2010

Opinião

Um sonho há

60 anos no ar Willian Bressan Tim-Tim! A televisão brasileira comemorou no último sábado 60 anos de muitas histórias e sucessos! Ao longo de seis décadas, o maior veículo de comunicação de massa serviu para unir brasileiros e transformar o país de norte a sul. A velha senhora, por vezes demonizada nos cursos de Comunicação Social por ser a responsável pela alienação do público, do atraso cultural e da manipulação dos fatos, ainda continua sendo a minha grande paixão. A televisão, no Brasil, é fruto do sonho de um homem que não media esforços para vê-los realizados. Assis Chateubriand foi chamado de louco, porque afinal ninguém por aqui sabia fazer o novo veículo. No entanto, ele não desistiu. Importou câmeras, switcher e todos os equipamentos necessários para que a TV entrasse no ar. Reza a lenda que, após instalados todos os equipamentos, os engenheiros disseram a Assis que estava tudo pronto para entrar no ar, porém não havia receptadores. Assis não se deixou abalar. Importou 200 aparelhos e instalou em diversos pontos de São Paulo e em algumas casas da elite. Finalmente, em 18 de setembro de 1950, entrava no ar a PRF3 TV Tupi de São Paulo, apresentando Lolita Rodrigues cantando o hino da televisão brasileira (já que a Hebe Camargo preferiu ir namorar a participar da cerimônia). Ao final das transmissões, Cassiano Gabus Mendes teria perguntado: "O que colocaremos no ar amanhã?". Hoje, 60 anos depois, a TV sabe muito bem o que colocar no ar todos os dias, tendo se transformando numa indústria. Dos áureos tempos dos anos 50 e 60, dos primeiros programas e das primeiras novelas, a grande coqueluche de criatividade dos anos 70 e 80, a televisão merece ser aplaudida em pé por todos. O veículo que nasceu para ser uma extensão do rádio - "a informação com imagem" - trilhou um caminho próprio, baseado na sorte e na paixão de profissionais como Cassiano Gabus Mendes, Boni, Daniel Filho, Walter Clark, entre tantos outros nomes. Que essa velha senhora ainda continue viva por muitos anos, e que nunca se esqueça das suas histórias e do início em que tudo não passava de mero sonho de um homem da imprensa.

A velha senhora, por vezes demonizada nos cursos de Comunicação Social por ser a responsável pela alienação do público, do atraso cultural, e da manipulação dos fatos, ainda continua sendo a minha grande paixão

E quem governa para os ricos Aline Reis

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Duas semanas separam o Brasil da próxima eleição. Mais duas semanas também para que possamos acompanhar a campanha das candidatas e candidatos ao Palácio do Planalto. A propaganda política tem se mostrado cada dia mais astuciosa, mas fiquemos certos de que nem sempre a estratégia adotada pelos marketeiros é a mais acertada, um exemplo disso são as propagandas dos partidos de menor expressão tais quais PCO, PR , PSTU e outros. O que chama atenção é a preferência pelos pobres. Até mesmo os chamados partidos de direita, como é o caso do PSDB, trazem em seus discurso presidencial a origem humilde do seu candidato. “Quem é pobre me conhece, sabe o que eu fiz por eles...” é a fala de José Serra durante o espaço dos tucanos na propaganda. Não cabe a mim dizer ou questionar neste escrito o que fez ou não José Serra pelos pobres paulistanos, mas, da minha parte cabe indagar: quem governa para os ricos? O vice presidente da chapa de José Serra, Índio da Costa (DEM) traz consigo a ideologia do antigo PFL , hoje Democratas, de vertentes neo-liberais e é impossível não associar a máxima do ideal capitalista à classe mais rica. Em quem os ricos vão votar? Decerto surge dessa dúvida grande parte dos 11% das intenções de voto da candidata do Partido Verde, Marina Silva. As propostas da ex-ministra e senadora Marina giram em torno do desenvolvimento sustentável. A modinha do ‘salve a natureza’ faz a classe média tipicamente antenada às tendências pensar no 43. Além disso, as propostas de Marina Silva para educação, saúde e habitação são muito interessantes, ao passo que, não são de maneira nenhuma enfáticas no quesito distribuição de renda. Num outro nicho, os marketeiros de Marina Silva apelam para Caetano Veloso, Wagner Moura e pessoas que são simpáticas a todas as classes sociais porque aparecem na Globo. Não tão sutil, Plínio de Arruda Sampaio, candidato do PSOL, ataca o capitalismo e faz críticas a todas e todos os candidatos de todos os partidos e de todos os cargos. Se por quimera fosse eleito, Plínio provavelmente seria mais flexível e, por hora, aceitaria as formas humanizadoras do capitalismo, mesmo que este seja desumano. Ninguém quer se alinhar aos ricos de forma exclusiva ou de forma aberta. Deve ser porque temos pouquíssimos ricos e muitíssimos pobres no Brasil. Por obséquio, desconsidere minha veia partidária, mas temos que reconhecer que os pobres estão menos pobres desde 2002, quando o presidente Lula tomou posse. Deve ser por isso também que Dilma está tão à frente nas pesquisas de intenção de voto. Os pobres que deixaram de ser pobres votam Dilma. Os pobres que continuam pobres têm a esperança de melhorar de vida , por isso votam em Dilma (salvo aqueles que aparecem na propaganda eleitoral de José Serra). A classe média de modinha vota em Marina Silva e a burguesia dominante que tem medo do comunismo permanece com Serra, que mesmo alegando origem humilde e preocupação com os favelados, continua sendo a esperança da riqueza.


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Economia

Vendas de julho em Curitiba e Região Metropolitana crescem 13,54% em relação ao mesmo período de 2009 Também ocorreu aumento com relação ao mês de junho deste ano, seguindo tendência nacional Willian Bressan O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira que as vendas no comércio do Brasil aumentaram 0,4% em julho, em se comparando com as do mês anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento foi de 10,9%. O comércio de Curitiba e Região Metropolitana vive um bom momento segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio do Paraná (FECOMERCIO-PR). Dados mostram que as vendas cresceram 13,54% no mês de julho em relação ao mesmo período do ano passado. Os números também são melhores em relação ao mês de junho deste ano. As causas para a boa fase do comércio são várias: adiantamento de parte do 13º salário por alguma categorias de trabalhares, compra de produ-

tos relacionados à Copa do Mundo e a chegada das frentes frias. Além disso, a estabilização dos preços foi importante para o desempenho. Ainda segundo a pesquisa, mesmo após a extinção dos benefícios fiscais para alguns segmentos, o ramo de veículos manteve bom desempenho, as lojas de departamentos e as de móveis, decorações e utilidades domésticas continuaram com vendas crescentes, juntamente com os supermercados. A melhoria de renda da classe C e o processo de ascensão das classes D e E estimularam o consumo. Para o professor de Filosofia da Universidade Positivo Pedro Eloi Rech, as ajudas, bolsas concedidas pelo governo, o aumento do salário mínimo real acima da inflação, as negoci-

ações salariais e a melhor distribuição de renda dentro da concepção de classe contribuíram para que as classes C, D e E movimentassem mais o comércio. “Além disso, o favorecimento do crédito, especialmente o consignado, fez com que o Brasil passasse praticamente incólume pela crise no ano passado”, comenta. O crescimento da demanda e o receio de elevação da inflação foram utilizados pelo Banco Central como justificativas para elevar as taxas de juros entre março e julho (de 8,75% para 10,75%), visando conter possíveis pressões inflacionárias associadas à elevação da demanda. Setores Em relação ao mês de junho deste ano, os setores que

mais se beneficiaram com a boa situação do comércio foram as livrarias e papelarias, por conta das voltas às aulas; de tecidos, óticas e de vestuários, devido à chegada das frentes frias. Os menores crescimentos foram registrados em calçados, cine-foto-som, farmácias e perfumarias. Cuidados Apesar de as vendas crescentes no primeiro semestre terem sido estimuladas por fatores como financiamentos maiores, prazos extensos, taxas de juros assimiláveis, aumento do emprego e maior massa de salários, todos importantes para o aquecimento da economia local, o endividamento crescente de parcela da população irá requerer cuida-

dos a médio e longo prazo principalmente no que diz respeito a compra de imóveis pela redução do IPI e ocupação de imóveis novos que estão sendo entregues. Tendências As concessionárias de veículos conviveram com a redução das vendas, associadas à extinção da redução do IPI, mas mantiveram bom desempenho. Segundo as previsões, os lançamentos e as inovações podem agilizar o segmento. Os combustíveis e lubrificantes devem ser beneficiados pelo número maior de carros flex e poderão contribuir para elevar o faturamento nos próximos meses, associados à economia aquecida e transporte de mercadorias (produção-distribuição-consumo).

Educação

Fim do prazo de inscrição para vestibular da UFPR marca reta final de preparação para os estudantes A ansiedade e o estresse podem diminuir o desempenho do aluno no dia da prova do vestibular Marjori Von Jelita Esta segunda-feira marcou o encerramento do prazo de inscrição para o vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Agora faltam só dois meses para a prova da primeira fase do vestibular da Federal. E como anda o coração e a rotina de estudo dos que buscam uma vaga na universidade? Para Guilherme Rodrigues, de 17 anos, que busca uma vaga na UTFPR no curso de Engenharia Mecatrônica, a sua rotina foi imposta pelo pai, que exige dele no mínimo cinco horas extras de estudo fora o tempo em sala

de aula no cursinho. “Se eu não terminar todos os exercícios que o cursinho aconselha a fazer em casa, meu pai não me deixa dormir, mas isso é bom, pois não acumulo matéria e fixo melhor o conteúdo”, reconhece o adolescente. O professor de cursinho pré-vestibular Beto Morais garante que a adrenalina e o medo ajudam na hora dos estudos para obter um bom resultado na prova e ingressar na universidade. “Acredito que sem receio o aluno não encontra garra

para superar os obstáculos. Esses jovens têm de colocar na cabeça que a concorrência é grande e só com determinação e esforço o resultado pode ser positivo”, diz o professor. A equipe de professores de um dos cursinhos pré-vestibular mais tradicionais da cidade de Curitiba acredita que a segurança maior tem que vir por parte dos professores. Para o professor Ivo Carraro, a palavra do docente tem de ser forte e segura, assim os alunos sentem maior confiança para enfrentar as dificuldades da concorrência do vestibular.

“O medo é um sentimento natural do ser humano, porém o problema é quando o medo passa para um nível alto de ansiedade, prejudicando o aluno direto no seu emocional, dificultando o seu desempenho”, complementa o professor. Vivian de Oliveira Santos diz ter um ótimo remédio para diminuir sua ansiedade durante o ritmo de estudos. “Namorar deixa o meu coração mais calmo para encarar os estudos, porém eu sei que tenho que dividir o meu tempo entre os estudos e o meu namorado”.

Segundo a psicóloga Mariana Pastuchi, especialista em comportamento adolescente, é muito importante a família observar o jovem estudante e tentar não pressionar na sua rotina de estudos, pois a pressão pode acabar desestimulando o adolescente ao longo da jornada de estudos. “As dúvidas dentro da cabecinha desses jovens já são muitas, porque fora a rotina e o objetivo de querer passar na prova, muitos ainda têm que decidir para que profissão vão prestar o vestibular”, afirma a psicóloga.


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Curitiba, terça-feira, 21 de setembro de 2010

Economia

Saúde

Em Audição em stand-by risco Muitos brasileiros reclamam do valor da conta de luz, mas se esquecem que um simples ato de retirar da tomada os produtos eletrônicos que ficam no modo stand-by deixaria a conta menos pesada para o bolso de muitas famílias Barbara Helena Diferente do que muitos pensam, os aparelhos conectados na tomada gastam, sim, energia, e isso traz um aumento significativo na conta da maioria da população. O modo de espera ou stand-by, quando acionado, é responsável por 10% a 15% do gasto mensal da conta de luz de uma residência. A estimativa é do engenheiro eletrônico Emílio Casagrande. As pessoas devem ficar atentas não só ao valor da conta, mas também na hora de comprar o produto. Para Casagrande, o principal erro das pessoas é achar que o modo stand-by não consome energia. “As pessoas pensam geralmente em um só aparelho, mas se esquecem que o diferencial no gasto é a soma de todos juntos, que ficam com a luz vermelha acesa”, acrescenta. Para ele, os principais produtos que consomem energia são os que possuem controle remoto. “Os equipamentos nunca são desligados totalmente, porque precisam de energia para acionar o sinal dos controles”, afirma. Esses equipamentos geralmente são o DVD, som e TV. A família que gasta mais energia no modo stand-by é a que tem mais recursos financeiros, pois possuem aparelhos mais sofisticados. E, segundo Emílio, os

aparelhos mais antigos absorvem muito mais energia do que os novos. “Antigamente, as empresas não se preocupavam com o consumo dos aparelhos nem o gasto deles. Já os mais novos atendem a exigências técnicas de órgãos controladores”, diz. Um exemplo da diferença é a televisão, que deve gastar no máximo um watt por hora, mas no caso de um aparelho mais antigo, esse valor pode chegar a dez watts/ horas. Para o engenheiro eletrônico Jorge Silveira, se todo o consumo eletrônico de stand-by de uma casa for somado, o volume de energia será, aproximadamente, de 50 watts/hora, referente a uma lâmpada acesa. Um exemplo que ele dá é o forno de micro-ondas. “O aparelho gasta mais quando está parado do que quando é usado, pois o uso não passa de alguns minutos, mas ele fica ligado na tomada o dia todo”, reforça. Segundo Silveira, a principal dica para diminuir a conta de luz no final do mês é retirar o aparelho da tomada quando não for mais usálo. “Se todos tiverem a consciência de retirar da tomada — não só quando forem viajar — os equipamentos não gastarão tanto, e ainda não correrão o risco de uma forte descarga de energia queimá-los”, diz.

Mais presentes no dia a dia, os aparelhos de som podem se tornar vilões para a saúde Manuela Ghizzoni Nos últimos anos, a variedade de aparelhos portáteis que tocam músicas, como mp3 e mp4, cresceu consideravelmente. Com o preço mais baixo e a capacidade de som cada vez mais alta, os mp3 se tornaram instrumentos indispensáveis no dia a dia, especialmente para crianças e jovens que passam horas plugados em seus fones de ouvido. Aos 18 anos, a estudante Caroline Carboni garante nunca deixar de levar o seu mp3 player na bolsa. “Costumo ouvir música umas três horas por dia. No trabalho, o volume é consideravelmente baixo. Mas, quando viajo, costumo deixar o mais alto possível”. Porém, quando utiliza os fones de ouvido por muito tempo, a estudante afirma sentir um pouco de incômodo. “Um dia cheguei a ouvir um zumbido no ouvido”. Assim como Caroline, várias pessoas estão sentindo as consequências do uso prolongado de fones de ou-

vido. A mais grave delas é a surdez. Em 2008, a União Europeia divulgou um estudo assegurando que mais de 10 milhões de pessoas correm o risco de ficarem surdas por causa do alto volume de seus aparelhos mp3. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que 10% da população possui algum tipo de deficiência auditiva. De acordo com a OMS, a exposição excessiva a ruídos musicais é considerada a segunda maior causa da perda de audição. A fonoaudióloga Danielle Guerra explica que sinais de irritação e dor no ouvido podem ser sintomas de danos na audição. “O indivíduo pode ter irritação na pele, zumbidos e dificuldade para entender o que as pessoas ao redor estão falando e também de onde o som vem”. Para quem sente que a audição está prejudicada, o melhor a fazer é procurar ajuda médica. “A primeira medida a ser tomada é consultar um otorri-

nolaringologista, para ser feita uma limpeza no ouvido e verificar se há outro empecilho para a pessoa não estar ouvindo bem. Depois sim, deve-se procurar um fonoaudiólogo para fazer uma audiometria e avaliar o quanto se está ouvindo a menos”, aconselha Danielle. A perda auditiva é irreversível. Dessa forma, Danielle garante que o melhor a se fazer é prevenir futuros danos. “Não se deve ficar em lugares com som muito alto e ruídos excessivos”. Para quem não pretende deixar de usar os fones de ouvido, a fonoaudióloga explica qual é a maneira ideal de utilizá-los. “Os aparelhos de hoje chegam até 140 decibéis, sendo que 85 são o ideal por oito horas. Então, a metade do som do aparelho é o volume ideal. É possível também fazer um pequeno teste que é a pessoa que está ao seu lado, não ouvir a música que você está ouvindo”.

O indivíduo pode ter irritação na pele, zumbidos e dificuldade para entender o que as pessoas ao redor estão falando e também de onde o som vem”

Danielle Guerra, fonoaudióloga Diego Silva/LONA


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Internet

Internet embala desenvolvimento da moda Rede mundial de computadores promove democratização do acesso às informações, mas também causa desconfiança com relação ao seu conteúdo Maria Ester Chaves Niespodzinski Assim como qualquer outro tema, a moda também invadiu e está ganhando, cada vez mais, seu espaço na internet. Temas como vestimentas, maquiagens, penteados e até mesmo comportamento estão preenchendo blogs e sites de inúmeras pessoas. De acordo com a blogueira e estudante de moda Letícia Vilela, o número de pessoas que estão se dedicando ao trabalho de postar comentários e opiniões sobre moda está cada dia maior. “Hoje você encontra muita coisa sobre moda na internet, assim como qualquer outro assunto. E diferente do que muita gente pensa, a moda está sendo abordada não só por estilistas e designers de moda, mas também por pessoas de outras áreas.” Para a professora e consultora de moda Marianne Rohrig, essa entrada na moda na internet tem duas visões. Por um lado, existe a democratização da moda: muito mais pessoas, agora, estão tendo acesso a esse mundo e estão podendo contribuir com a produção desses materiais. Por outro, a internet está causando uma “massificação” da moda e com isso muito conteúdo se torna impróprio, não-confiável e acaba, dessa forma, caindo no lugarcomum. “Hoje, é preciso saber o que achar e onde achar”, afirmou. Apesar do grande contingente de blogueiros de moda, a maioria ainda se encaixa no público que procura esses assuntos na internet. Como é o caso da estudante Ana Paula

Grein, que diz acessar diariamente sites sobre o assunto. “Eu fiz um curso de moda e lá eu aprendi que a internet já faz parte do quadro da moda. Inclusive eu tive professores que, constantemente, estavam indicando sites para os alunos e, também, pedindo sugestões de outros endereços.” Renata Alves, que estuda e trabalha com moda, também vê a internet como algo muito positivo para o mundo da moda. “Eu leio todos os dias sites e blogs para me inteirar das novas tendências. E o melhor que a internet me proporciona é saber das novidades não só do Brasil, mas do mundo inteiro.” Sites de relacionamento também estão proporcionando novas formas de ocupação para quem trabalha com moda. A personal stylist, estilista e blogueira Carolina Loff está se utilizando de diversas vantagens da Internet para propiciar seu crescimento profissional. Ela começou postando notícias e opiniões sobre moda por simples hobby. Hoje, com ferramentas como o formspring – site de relacionamento em que as pessoas fazem perguntas, anonimamente ou não, e o dono do perfil responde – ela já está ganhando patrocínios publicitários e fazendo dinheiro com aquilo que começou como uma simples brincadeira.

ARTE em videoagendas Jéssica Carvalho

A era digital é também a era do spam. Que usuário da internet nunca foi vítima desses recadinhos desagradáveis? O fato é que eles são chatos e, muitas vezes, são ignorados — o que dificulta o trabalho das bandas que utilizam a internet para divulgar seus trabalhos. Pensando nisso, alguns músicos fogem do clichê e usam a criatividade, fazendo arte também na hora da divulgação. Esse é o caso da banda curitibana Sabonetes. Tudo começou no ano de 2008, quando os rapazes marcaram o primeiro show em São Paulo. Eles ainda não tinham muito público na cidade e contavam apenas com a internet e muita imaginação para resolver o problema. O resultado foi um vídeo classificado como "nonsense e psicodélico", feito especialmente para chamar a atenção das pessoas. As chamadas “videoagendas” passaram a ser gravadas bimestralmente pela banda, e são uma junção de gravações de situações inusitadas, editadas e publicadas no youtube, com a lista dos próximos shows no final. Os vídeos acabam ficando muito divertidos. Um exemplo disso é a videoagenda #14, em que os quatro integrantes passeiam pela cidade de São Paulo grudados uns aos outros por uma fita laranja. Eles andam de metrô, ônibus, escada rolante e ainda atravessam avenidas movimentadas. No processo de produção dos vídeos, Alexandre Guedes, o “Cajinha”, baterista da banda, assume a edição. O restante fica por conta da

criatividade de todos. “Na maioria das vezes, as ideias aparecem na hora das filmagens. A gente escolhe um lugar legal, pensa em alguma coisa legal pra fazer, vai lá e filma da melhor maneira possível. No final, é sempre uma surpresa, até para o pessoal da banda”, conta o baterista. As videoagendas se tornaram uma marca do Sabonetes. As pessoas comentam sobre isso no twitter, nos shows e dizem que eles são “aquela banda que faz os vídeos malucos na internet”. Os rapazes, por sua vez, não pretendem parar tão cedo de divulgar os shows dessa maneira. Eles acreditam que os internautas

assistem aos vídeos e, quando gostam, repassam para os amigos. Assim eles ganham mais público. Além disso, Cajinha afirma que as vídeoagendas não são só propaganda: “Eu encaro esses vídeos como arte. A agenda de shows é como se fosse apenas um pretexto para eles existirem. Arte sempre vale a pena ser feita.” As videoagendas podem ser encontradas no canal da banda no youtube, pelo endereço www.youtube.com/ user/bandasabonetes, e mesmo para quem não se interessa pelo pop rock dos curitibanos, elas são diversão garantida.

As chamadas “videoagendas” passaram a ser gravadas bimestralmente pela banda, e são uma junção de gravações de situações inusitadas, editadas e publicadas no youtube, com a lista dos próximos shows no final.

Banda Sabonetes utiliza as videoagendas para divulgar shows pelo país


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Curitiba, terça-feira, 21 de setembro de 2010

Eduardo Macarios

Marcos Assis

Escreve quinzenalmente sobre literatura, sempre às terças-feiras eduardomacarios@gmail.com

Escreve quinzenalmente sobre música, sempre às terças-feiras anubisctba@bol.com.br

Literatura

Álbuns clássicos

Eu não gostava de ler Esta não é uma coluna de resenhas de livros, esta é uma coluna sobre leitura, sobre gostar de livros. Não importa qual seja o livro ou como ele chegou até você. É uma coluna pra quem se desespera ao ver que nunca vai conseguir ler tudo o que gostaria. Porém, eu não gostava de ler. Não lia quando era criança e não li nenhum dos livros que caíram no vestibular. “Quincas Borba”? “Terras do sem fim”? “O pagador de promessas”? Não li. Não lia nenhuma revista também, não por falta de oportunidade, alguém vai dizer. Eu tinha uma assinatura da Super (como é conhecida a revista Super Interessante para os verdadeiros leitores). Mas, confesso, nunca li uma edição inteira. Pelo menos o verso da caixa de cereal no café da manhã? Nem isso. E de quem é a culpa? Mas aprendi a gostar de ler, demorou, é verdade. Não só gosto de ler como virei um colecionador de livros. A pilha de livros que estou lendo não acompanha o ritmo da minha estante de livros não lidos. Sou criticado por isso, e falo pra mim mesmo que só vou comprar o próximo livro quando ler tudo que tenho! Não dá, acabei de encomendar “A Vida modo de Usar”, do Georges Perec, no Estante Virtual, por R$ 18, em perfeito estado! Em um dos primeiros livros que li, obras eram queimadas. Aliás, os bombeiros só eram chamados para queimá-los. Já em outro, anos mais tarde, um escritor judeu-americano atravessa a Ucrânia atrás da história da sua família que sobreviveu a Segunda Guerra Mundial, acompanhado do seu cachorro Sammy Davies Junior Junior, assim mesmo, com dois “Juniors”. Como eu cheguei até esses livros não importa, pode ser por indicação, ou a notícia de que tal livro vai virar filme,

ou até alguém que acabou de ler e mal consegue se conter no twitter! Somos bombardeados de informação por todos os lados, desde anúncio de shampoo pra careca a um lançamento de um autor local na livraria do seu bairro, basta escolher o que você quer ler. Tem até gente que gosta dos mesmos livros que você e já pensou em tudo isso: A New Yorker publicou faz alguns meses uma lista dos vinte autores americanos contemporâneos de destaque com menos de 40 anos, só para citar um exemplo. O importante é você gostar do que está lendo, se não estiver, vá assistir TV, vá dormir, qualquer coisa, mas não continue lendo isso. Você nunca vai terminar. A verdade é que sou um eterno novato nesse mundo, mas vou lendo o que consigo. Nesse contexto se encaixa perfeitamente a frase do escritor inglês Nick Hornby, que escreve

para a prestigiada revista inglesa Believer, justamente sobre livros: “Não quero receber nenhuma carta ou e-mail de ninguém dizendo que eu gasto muito dinheiro em livros, muitos dos quais jamais lerei. Disso eu já sei, não é novidade. Certamente, pretendo lê-los todos, mais ou menos. Minhas intenções são boas. Ah, e depois também o dinheiro é meu.” Citei: Quincas Borba, de Machado de Assis Terras do Sem Fim, de Jorge Amado O Pagador de Promessas, de Dias Gomes Fahrenheit 451, de Ray Bradbury Tudo Se Ilumina, de Jonathan Safran Foer New Yorker Super Interessante Believer Fresnei Polissilábico, de Nick Hornby

Fotos: Divulgação

Sex Pistols Álbum: Never Mind The Bollocks Ano de lançamento: 1977 Ícone do punk, o Sex Pistols definiu um estilo, criou um gênero musical. Com o lema “do it yourself”, faça você mesmo, os Pistols popularizaram as chamadas músicas de três acordes. A ideia do punk era que qualquer pessoa pudesse fazer música, que não era necessário o virtuosismo das bandas progressivas que dominavam a cena musical da época, como o Genesis ou o Yes, para um garoto criar uma canção. A bandeira do punk foi levantada para se opor ao ideal hippie de paz e amor. Numa Inglaterra abalada pelo desemprego, a pergunta era: o que poderia um jovem da classe operária fazer, além de montar uma banda de rock? A história conta que o estilista Malcolm McLarem criou a banda. Malcolm tinha uma loja de roupas chamada Sex, em Londres, e teria escolhido a dedo os integrantes da banda. Steve Jones e Paul Cook (respectivamente guitarrista e baterista) eram frequentadores da Sex. Glen Matlock, baixista, trabalhava na loja aos sábados. Faltava escolher um vocalista. Depois de descartar o crítico Nick Kent e o cantor Richard Hell para a vaga, a banda fez um teste com um adolescente de dentes podres chamado John Lydon. A “audição” foi feita própria loja, com o vocalista cantando numa jukebox. Johnny, que nunca tinha cantado na vida antes, foi aprovado, digamos, pela sua postura e comportamento anti-social. Em

resumo, era perfeito para a vaga. Para quem escuta as bandas que se dizem “punks” nos dias de hoje, e nunca ouviu os Pistols, o choque é imediato. John Lydon, Joãozinho podre para os íntimos, era um tipo digamos, imprevisível. Cabelo espetado cor de cenoura, alguns dentes podres, roupas rasgadas e uma ferocidade no palco fazem de Lydon o estereótipo do punk. No álbum estão hinos como God Save The Queen, uma sátira do hino inglês “Deus salve a Rainha”, onde a banda já dá o tom do seu descaso com leis e ordem. Anarchy in the UK é um petardo, com sua letra caótica e um refrão destruidor, “I’m a antichrist, i’m a anarchist..." se contrapondo ao mundo flowerpower do movimento hippie, mostrando que, já naquela época, de lindo e maravilhoso este orbe azul não tinha quase nada. Em 2007 a banda voltou para fazer alguns shows. Os velhinhos na casa dos 50 anos não se fizeram de rogados, e, mantendo a ironia, Lydon declarou que voltaram apenas pelo dinheiro dos shows. Hoje você vê um moleque de cabelo azul, alargador na orelha, e camisa do NX Zero se dizendo “o punk””. Bullshit! Ouça os Pistols e descubra o que é punk.


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Curitiba, terça-feira, 21 de setembro de 2010

Meio ambiente

Economia

Por trás da Taxa Selic Thomas Mayer Rieger O governo federal liberou, no dia 29 de julho, a nova ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, com os novos valores da Taxa Selic: em vez de 0,75%, houve um aumento menor que o esperado, de apenas 0,5%, totalizando 10,75% ao ano. Ao aumentar a taxa, o Banco Central garantiu que a decisão irá contribuir para a intensificação do "processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde a última reunião do Copom, e que se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos". Mas o que isso significa? A economista Cíntia Rubim explica. O que é a Taxa Selic? A taxa Selic é a taxa básica de juros do país. Significa "Sistema Especial de Liquidação e Custódia" e é definida pelo Banco Central. Ela remunera os títulos da dívida, ou seja, os títulos que o Tesouro Nacional emite.

essa taxa tende a ser afetada no sentido de uma redução, para estimular o crédito, os investimentos e o consumo (o custo do capital cai). O que significa esse aumento da taxa em 0,5%, e não em 0,75%, como era esperado pelos economistas? O aumento de 0,5% significa que provavelmente a inflação anual do IPCA está se direcionando para a meta estipulada para 2010, por isso um aumento menor do que o esperado. E o bolso do consumidor, ele será afetado? Como? O bolso do consumidor é afetado, já que elevações de juros básicos tendem a refletir em maiores juros, como no de banco, em cartões e no

cheque especial. Só que esse aumento não é imediato, mas a longo prazo.

Divulgação/ Movimento com florestas

Afinal de contas, a situação econômica brasileira está favorável para investimentos? Sim. No Brasil há uma eficiente política de controle da inflação, um mercado interno em ascensão, o quinto maior índice de competitividade industrial e as taxas de desemprego têm caído ou se mantido estáveis. Tivemos uma boa recuperação da crise mundial de 2008, e os investidores internacionais estão otimistas quanto ao rumo do crescimento econômico brasileiro deste ano de 2010, que, para alguns analistas, beira os 7%. Divulgação/ Movimento com florestas Divulgação

Como ela afeta a economia nacional? Ela serve como referência para o sistema bancário e financeiro. Quando a taxa aumenta, espera-se que os juros ao consumidor aumentem em alguns meses. Além disso, ela é utilizada hoje no Brasil como medida de controle da inflação. Ou seja, quanto maior o IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, cuja meta anual é de 4,5%, mas o Banco Central tende a aumentar os juros para controlar o consumo. A economia internacional tem alguma relação com essa taxa? Em que sentido? A taxa básica é definida domesticamente, mas, em período de crise mundial,

Manifesto a favor do meio ambiente

Banco Central garantiu que a decisão irá contribuir para a intensificação do "processo de redução de riscos para o cenário inflacionário”

Ailime Kamaia No dia em que é comemorado o Dia da Árvore haverá eventos públicos no Centro de Curitiba durante a manhã e a tarde de hoje. Organizados pelos coletivos Sociedade Chauá e Eco Berrantes, o “Manifesto de Curitiba contra a Degradação do Código Florestal” e a “Passeata em Defesa do Código Florestal” visam lembrar a importância da Constituição que regulamenta ações e punições da área ambiental. Com início às 10 horas, o Manifesto acontecerá na Boca Maldita e prevê coleta de assinaturas contra o Projeto de Lei

que busca modificar o texto do Código Florestal Brasileiro. Além disso, haverá distribuição de material e informações no local. A ação irá até as 18 horas. Já a Passeata tem como de partida a Praça Santos Andrade às 16 horas e percorrerá a Rua XV de Novembro até a Boca Maldita. Além dos eventos realizados hoje, ambos os coletivos estão com a campanha em defesa do Código Florestal em suas páginas na internet. Para mais informações, acesse: http://www.chaua.org.br/ e http://ecoberrantes.weebly.com


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Curitiba, terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cultura

Menu Curitiba está carente de teatro de rua Nathalia Cavalcante

Metamorfose

O teatro de rua é uma das manifestações mais antigas da cultura popular. É apresentado em qualquer lugar público da cidade, sem custo algum. É permitido comer, beber, sair durante a apresentação ou até contracenar com os atores. No Brasil, esse tipo de teatro teve seu auge pouco antes da Ditadura Militar. Depois disso, o regime autoritário reprimiu uma série de manifestações culturais no país, dentre elas o teatro de rua. Um reflexo disso é que até hoje esse tipo de teatro é pouco praticado nas grandes cidades. Um exemplo ocorre em Curitiba. Por mais que a cidade seja a capital que promova o maior festival de teatro da América Latina, ainda é carente desse tipo de cultura. Alaor de Carvalho é ator de uma das poucas companhias de teatro que realizam espetáculos de rua. Ele afirma que é difícil encontrarmos artistas realizando intervenções urbanas, e que isso é muito importante para a formação da cultura. “O teatro de rua é a democratização da arte, como qualquer cidadão que passa ali pode assistir, a principal importância é a acessibilidade à arte do teatro. Pessoas que teoricamente não teriam como pagar para assistir um espetáculo têm essa oportunidade ali, no meio do caminho.” Alaor ressalta a importância da discussão dentro das universidades. “O teatro de rua ainda é visto como uma arte menor, assim como o teatro de bonecos, e acho impor-

tante trazer isso para dentro dos cursos universitários, principalmente os de artes cênicas, pois querendo ou não o teatro de rua é uma forma de proporcionar cultura para todos.” Por isso, a companhia Palavração da UFPR criou um núcleo de pesquisa de teatro de rua. Os atores se reúnem durante três tardes por semana para discutir o teatro de rua e de bonecos. Esses encontros já resultaram em um espetáculo de mamulengos chamado “As aventuras de uma viúva alucinada”, que é feito com bonecos de luva. Marcio Bosi é ator e trabalha na companhia. Ele afirma que, além de proporcionar cultura para todos, é superdivertido fazer teatro de rua. “É um contato bem mais direto com o público, sem contar que é um contato com diversos tipos de público, desde o morador de rua até o grande empresário que para pra nos assistir.” O teatro de rua é uma

manifestação que geralmente acontece só durante o festival de teatro. Alaor, junto com o grupo Arte da Comédia, está promovendo um encontro dos artistas de rua de Curitiba. “Nós descobrimos que tem muito grupo que optou em trabalhar na rua, mas só trabalham na época do festival. Nós estamos criando um movimento para que isso aconteça durante o ano inteiro e que fortaleça esse tipo de trabalho em Curitiba.” Durante o primeiro encontro, em agosto, houve a média de 20 representantes. O próximo vai acontecer dia 30 de setembro nas Ruínas São Francisco. “O interessante dessa reunião é conhecer um pouco mais dos grupos que estão nos bairros, ou até mesmo na região metropolitana. Isso fez com que o movimento crescesse na cidade e ficasse mais forte como em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.”

Onde: Guairinha. Rua XV de Novembro, s/ n°, Centro Quando: 22/09 a 26/ 09, às 20h. A última apresentação será às 19h. Preço: R$ 20 inteira R$ 10 meia

Desobediência O gaúcho Marlon de Azambuja expõe suas obras na mostra “Arte Favorece a Desobediência”. A exposição conta com colagens, desenhos, instalações, objetos, plantas e peça sonora que faz intervenções no ambiente. Onde: Ybakatu Espaço de Arte. Rua Itupava 414, Alto da XV Quando: Até 23/10. Terça a sexta das 14h às 19h e sábado das 10h às 13h Preço: Gratuito

Divulgação

Concerto e cinema A Cinemateca de Curitiba faz homenagem ao compositor Chopin no ano que de comemoração de 200 anos de seu nascimento. A programação da mostra apresenta filmes sobre a vida do concertista.

O teatro de bonecos, assim o como de rua, é visto como uma “arte menor”

Onde: Cinemateca de Curitiba Quando: 22/09/2010 a 26/09/ 2010. Sessões às 15h45, 18h, 19h15 e às 20h15 Preço: Gratuito

Divulgação

Jessica Leite

O poeta curitibano Paulo Leminski inspirou a criação da peça “Metaformose Leminski - Reflexões De Um Herói Que Não Quer Virar Pedra”, do grupo Delírio. O drama dirigido por Edson Bueno é ligado à mitologia grega.


LONA 593 - 21/09/2010