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Curitiba, quarta-feira, 6 de outubro de 2010 - Ano XII - Número 604 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

Serra e Dilma disputam o apoio de Marina Começo da campanha para o segundo turno envolve busca por alianças e apoios dos candidatos que já venceram as suas disputas

BRASI

L

redacaolona@gmail.com

Cultura

Pág. 3 Divulgação

Preconceito com telenovelas pode ter raízes históricas

Pág. 8

Política

Análise dos desafios do próximo presidente Pág. 3

Resenha

Um retrato brasileiro em “O Bem Amado” Pág. 7


2 Expediente Reitor: José Pio Martins. Vice-Reitor: Arno Antonio Gnoatto; Pró-Reitor de Graduação: Renato Casagrande; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Cosme Damião Massi; PróReitor de Pós-Graduação e Pesquisa e PróReitor de Extensão: Bruno Fernandes; Pró-Reitor de Administração: Arno Antonio Gnoatto; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira e Marcelo Lima; Editoreschefes: Daniel Castro (castrolona@gmail.com), Diego Henrique da Silva (ediegohenrique @hotmail.com) e Nathalia Cavalcante (nathalia. jornal@gmail.com) .

Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”. O LONA é o jornallaboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP Redação LONA: (41) 3317-3044 Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000

Curitiba, quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Opinião

Preconceito Quem quer no ambiente dinheiro? de trabalho Jeferson Leandro Nunes

Tatiane Godinho Uma flor na nuca, um dragão colorido no braço, uma bola de metal na ponta da língua. Discretos e chamativos, tatuagem e piercing, que um dia foram símbolo de rebeldia, ganham, a cada dia, mais adeptos, inclusive no mundo corporativo. E provocam, entre as pessoas, as mais diferentes reações. A tatuagem e o piercing ainda são associados, por alguns chefes mais conservadores, como símbolos de rebeldia e despreparo. A competência e a pró-atividade ficam em segundo plano. Para eles a aparência é o fator determinante.

Ainda que as empresas não divulguem a proibição do uso de tatuagens e piercings, esse critério pode acabar sendo usado na hora da contratação

Recentemente, no Paraná, uma empresa foi denunciada por empregados, pois estabelecia normas em relação a vestimentas e acessórios, entre elas a proibição de tatuagens e piercings. Os funcionários entenderam que o empregador só poderia exigir as obrigações e tarefas deles, enquanto funcionarios, sem interferir no lado pessoal de cada um. Casos como esse acontecem diarimente em todas as cidades. É uma prática comum nas empresas, principalmente na admissão de funcionários. Ainda que as empresas não divulguem a proibição do uso de tatuagens e piercings, esse critério pode acabar sendo usado na hora da contratação. Os candidatos às vagas que não têm um visual considerado adequado são prejudicados na seleção. No caso de demissão, acontece a mesma coisa. Muitos funcionários são mandados embora após fazer uma tatuagem em local visível. O que eles não sabem é que se o motivo da dispensa for por preconceito de tatuagens ou piercing é possível fazer uma reclamação trabalhista na Justiça do Trabalho, pedindo indenização por danos morais. Em pleno século 21 é inacreditável que ver que o nível de atuação do profissional já não é mais requisito suficiente. Pregase tanto a liberdade e o desprendimento de preconceitos, porém, tudo acaba ficando só no discurso. Há muitas pessoas que são bem mais preparadas, com um nível de inteligência elevado, mas que perdem suas vagas devido a uma arte na pele. Tolos são aqueles que ainda mantem essa visão retrogada, afinal, a aparência não é sinônimo de capacidade e nem de sucesso profissional.

“A gente não quer só dinheiro. A gente quer dinheiro e felicidade”. Lá se foi o tempo em que as pessoas diziam: “Dinheiro não é tudo” ou “Dinheiro não traz felicidade”, bom seria se Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Brito pudessem reescrever a letra da música “Comida”, eles teriam que retirar o ‘não’ e deixar “A gente quer só dinheiro...”, aí sim seria um sucesso de vendas. Em uma visão bastante maldosa da minha parte, confesso, digo que o dinheiro compra tudo. O amor compra. O carinho compra. A felicidade, não, isso ele não compra, manda buscar. O capitalismo, tão criticado pelo senhor Marx, tomou conta do mundo de um jeito que ninguém consegue mais ter controle sobre ele. Nem mesmo o Estado controla suas contas (disse o Estado, e não os políticos), quem somos nós, meros mortais para fazer isso? Ter um salário no fim do mês nem está tão difícil - já que as taxas de desemprego têm caído vertiginosamente, com o crescente desenvolvimento das indústrias – o difícil mesmo é conseguir pagar todas as contas que chegam com o número de notas que caem na mão após saírem da boca dos caixas eletrônicos. As contas vêm do consumo, palavra de ordem do atual modo de vida da população mundial. O pensamento fixado nas mentes de todos (mais nas femininas, sem dúvidas) é o de comprar, comprar e... Comprar. A atitude de gastar é mais bem vista do que a de economizar, por que é que chamamos quem não compra de “pãoduro”, “mão-de-vaca” ou outros nomes pejorativos, e quem gasta muito, chamamos de quê? “Gastador”, “consumidor”? Aliás, essa é uma palavra legal, todo mundo diz: “Eu sou um consumidor” e com muito orgulho ainda.

Em uma visão bastante maldosa da minha parte, confesso, digo que o dinheiro compra tudo. O amor compra. O carinho compra. A felicidade, não isso ele não compra, manda buscar

Mas não há nada a se fazer a não ser acreditar em Truman Capote, que disse que o dinheiro não tem a mínima importância, desde que a gente tenha muito. E digo mais: muito ainda é pouco. O dinheiro, apesar de ser algo material, é intangível, pois ninguém nunca vai alcançar o máximo que quer, pois o que precisa não é o bastante. SXC


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Eleições 2010

Busca pelo apoio de Marina marca início do segundo turno

Desafios até

2014

Brasil: país da América do Sul com maior destaque internacional, com PIB maior que de vários países europeus, grande potencial energético, quinto maior país mundial em extensão territorial e abrigo de importantes elementos naturais. Há algum tempo o Estado brasileiro mantém o discurso de ser o “país do futuro”. Mas o futuro não chegará tão cedo se algumas medidas não forem adotadas no presente.

No entanto, para especialista, a força verde deve ser minimizada Daniel Castro A existência de um segundo turno na disputa pela Presidência da República não permitiu que os governadores e senadores eleitos curtissem a ressaca da vitória. Desde segundafeira, os principais nomes do PSDB e PT começaram a definir estratégias eleitorais e apoios para os candidatos Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB). A pivô de todas as discussões é a candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (PV). Após o anúncio de que a decisão de apoio do Partido Verde sairá em até 15 dias, tucanos e petistas duelam nos bastidores sonhando em conquistar grande parte dos quase 20 milhões de votos verdes obtidos no primeiro turno. O professor de filosofia da Universidade Positivo Pedro Elói Rech aponta a falta de definição como um elemento essencialmente brasileiro. “O Partido Verde é um dos partidos com definições mais claras. Você pergunta e o verde imediatamente te responde. Só que aqui no Brasil tudo é diferente, demoram 15 dias para tomar uma decisão”, afirma. O candidato derrotado ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, já declarou apoio ao candidato José Serra. No entanto, a posição oficial do PV só sairá após intensas discussões. Todo esse processo fortalece Marina Silva dentro do partido, e contribuiu para um projeto pessoal mirando 2014, quando poderá tentar uma nova eleição. Apesar das especulações com relação ao apoio do Partido Verde, Pedro Elói minimiza

o impacto de uma possível transferência de votos. “Acredito que interfira pouco. O PV como partido tem muito pouca expressão. Não acredito em transferência de votos, porque a Marina Silva não conseguiu transferir nem para os candidatos a governador e deputado”, explica. Independente do destino do apoio, a existência de um segundo turno é visto com bons olhos por Pedro Elói. “A discussão política cria condições de formação de consciência um pouco mais aguda, de percepção dos interesses em jogo”. Sobre as agressões pessoais, o professor não acredita que elas sejam a tônica do debate. “Acredito que vai entrar muito pouco. Existe no sentido de desqualificar a Dilma como administradora e mulher sem biografia, mas acredito que basicamente serão confrontos de projetos”.

“Não acredito em transferência de votos, porque a Marina Silva não c o n s e g u i u transferir nem para os candidatos a governador e deputado” Pedro Elói Rech, professor de filosofia

Thomas Mayer Rieger

Desenvolvimento sustentável Era raro ouvir o termo “sustentabilidade” há dez anos. Hoje em dia, entretanto, o avanço desenfreado da extração de recursos naturais visando o desenvolvimento econômico já vem mostrando seu lado negativo. Secas, tempestades e racionamentos de água e energia são apenas uma amostra do que pode vir por aí, caso o modelo produtivo do país não seja adaptado. A famosa sustentabilidade vem, na verdade, em forma de tapar os buracos abertos pela força capitalista. Para o Brasil manter seu avanço industrial, é crucial a criação de um novo Código Florestal, que possibilite uma convivência harmoniosa entre a economia e a natureza.

Política Externa

A palavra que define a postura exterior brasileira é “ambiguidade”. Por mais que o país se destaque e seja reconhecido internacionalmente por seu modelo político, o Brasil vive em cima do muro quando se fala em tomadas de decisão. É bem verdade que o “fazer política” se relaciona à estratégia e ao não-radicalismo, mas

isso não elimina a necessidade de uma construção de um caráter internacional bem definido. O país precisa definir suas prioridades e deixar posturas ideológicas baseadas em “esquerda” e “direita” de lado, para que, assim, as grandes potências possam estabelecer relações de confiança, o que só traria benefícios mútuos.

Educação Iniciativas como o “novo Enem” e o “ProUni” realmente deram uma nova cara ao sistema educacional brasileiro. Entretanto, a falta de investimentos na escola básica e o foco quase exclusivo nas universidades, geraram uma falha no ciclo educacional no Brasil. O que faltou antes e não foi corrigido agora é simples: para se chegar à universidade, precisa-se de uma boa base desde cedo, e faltam investimentos no ensino fundamental público. Ademais: esquece-se que, para uma boa educação, são necessários bons professores. E, para que a produtividade deles aumente; salários justos, dignos e condizentes com a importância desse profissional, indispensável em qualquer categoria do mercado de trabalho, são, na verdade, uma necessidade básica.

Logística e Transportes A integração nacional é baseada no sistema rodoviário, que tem um impacto ambiental e econômico muito maior que o ferroviário. O transporte de grãos, por exemplo: se as linhas e máquinas ferroviárias recebessem maior investimento, seria possível levar uma maior quantidade de produção num tempo menor. Metrôs e trens têm outro lado positivo: por utilizarem linhas diferenciadas das de rodovias e ruas, a quantidade e a duração de congestionamentos seria reduzida, consideravelmente.

Política desacreditada Leis como a Ficha Limpa, apesar de serem úteis e bem intencionadas, não seriam necessárias se os políticos eleitos para defenderem os interesses da população realmente o fizessem. Frases como “todo político é corrupto” e “político é tudo ladrão” não seriam tão corriqueiras se a política fosse mais próxima das pessoas. Vive-se num mundo tecnológico, e ferramentas que garantam a transparência política não são poucas.


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Nova Ortografia

Opinião

O telefone em forma de gramática Serviço atende pessoas com dúvidas de português e ajuda na hora de construir textos André Rosas Quem nunca teve aquela dúvida de gramática? Sujeito simples ou composto? São obstáculos que muitas pessoas certamente encontraram durante sua caminhada escolar e até mesmo na hora de escrever aquela carta para o amigo ou familiar. Mas quando surge aquele ponto de interrogação na mente, para quem recorrer? Talvez a própria gramática ou a internet. Em Curitiba, existe uma terceira opção: a Telegramática. O projeto, que completa seu 25° aniversário neste ano, possui uma central de atendimento para sanar todas as dúvidas da língua portuguesa, inclusive da reforma ortográfica. Beatriz Castro Cruz, coordenadora do projeto, explica que o serviço surgiu através do antigo responsável pelo serviço, que através de uma sugestão implantou o plano em parceria com a Telepar e a Prefeitura de Curitiba. A ação é derivada de um projeto no estado do Arkansas, nos Estados Unidos, chamado GrammarPhone. “A diferença está que lá é só tirar dúvidas e pronto, aqui acabamos desenvolvendo todo um diálogo, analisando o texto de uma forma geral”, explica Beatriz. O serviço atende uma média de 200 pessoas por dia, e em 2009 foram mais de 65 mil no ano todo. Com

a explosão da internet, muitos acharam que o serviço seria esquecido, mas não, houve um aumento de 25% em relação aos anos anteriores. Segundo Beatriz, mesmo com este aumento, o projeto teve de ser adequado e ganhou uma página virtual. “O atendimento pela internet é bem menor, mas a vantagem e o diferencial é são que os usuários podem mandar o texto na íntegra para correção, e ele sempre é corrigido no mesmo dia”, aponta. A clientela é variada, mas a maioria acaba sendo de estudantes. Fabielle Cruz, estudante de jornalis-

O serviço atende uma média de 200 pessoas por dia, e em 2009 foram mais de 65 mil no ano todo. Com a explosão da internet, muitos acharam que o serviço seria esquecido, mas não, houve um aumento de 25% em relação aos anos anteriores

mo, começou a utilizar o serviço quando entrou na faculdade e, quando questionada sobre a preferência de tirar as dúvidas de gramática via telefone, aponta as principais vantagens do sistema. “Ele acaba sendo mais rápido e direto. Não precisa ficar procurando e procurando. Sem falar que a internet é uma terra sem lei, e nem tudo é confiável”, explica a estudante. Para a coordenadora do projeto, o telefone acaba servindo como um escudo. “Muitos têm vergonha de perguntar, o telefone acaba fazendo a pessoa perder timidez”, afirma. A central conta com sete operadores, todos formados em Letras. Mas para quem pensa que apenas os curitibanos utilizam o serviço, se engana. “É engraçado, recebemos ligações de todos os lugares do país, mas e já atendemos pessoas dos Estados Unidos e do Chile. São pessoas que deixam o Brasil e, por esquecer uma ou outra coisa, ligam para perguntar”, afirma. O serviço funciona de segunda a sexta feira a partir das 8 horas da manhã. Na opinião da estudante Fabielle, o atendimento é até rápido demais. “Seja em horário de aula ou durante a tarde, é sempre muito rápido e tranquilo. Dá até vontade de ligar mais e mais”, afirma Fabielle.

O transporte-modelo de Curitiba e o caos Mariana Ribas Sartori Quem anda de ônibus logo cedo em Curitiba sabe como é ter que enfrentar filas e aglomerações de pessoas dentro de terminais, tubos e nos ônibus. A história de que Curitiba é a cidade-modelo, que aqui tem muitas árvores e que o transporte é de excelente qualidade vai por água abaixo quando precisamos nos deslocar de um lugar para outro da cidade. A indignação com a falta de infraestrutura do transporte público então vem à tona. Não é à toa que o dia sem carro não funcione, e ainda bem que isso nunca deu certo de fato. Afinal, pense se todas as pessoas que lotam as ruas causando engarrafamentos de quilômetros resolvessem andar de ônibus? A confusão estaria armada, daí sim, ninguém senta, ninguém se mexe e muito menos pensa em chegar no horário para algum compromisso importante. De nada adianta as ruas estarem vazias, sem poluição, se o transporte público não pode suprir as necessidades de quem tenta colaborar com essas campanhas. Dentro dos ônibus está estampada na cara das pessoas que a insatisfação com o desconforto é geral. Ainda encontramos pessoas que conseguem fazer piadas da própria situação, uma maneira talvez de tentar fazer o tempo passar mais rápido e sem estresse. Numa manhã, um grupo de senhoras, espremidas do meu lado falavam sobre a campanha política e a sujeira pela cidade

provocada pelas faixas, placas, jornais e panfletos trazendo estampados o rosto de cada político que estava na corrida eleitoral. O desconforto para os olhos é similar ao desconforto de estar ali dentro, no meio de tanta gente que não conhecemos. A proximidade é tão grande com essas pessoas, assim como é a proximidade dos políticos com a população em época de eleições, tudo pode ser comparado em certa medida, até mesmo o rótulo de cidade-modelo que a capital carrega equivocadamente. Se analisarmos bem, os políticos também se escondem atrás de rótulos com as propostas e promessas que dificilmente acreditamos que serão cumpridas. No final da história já sabemos: as máscaras caem, nada foi realizado e se tudo der certo um desvio de dinheiro ainda é descoberto. A situação é caótica, e infelizmente acredito estar longe de uma solução eficaz. As mesmas senhoras que estavam do meu lado, em seguida comentam que pela idade que elas têm não precisam mais votar, e dão graças a Deus por terem essa “benção”. Infelizmente, a política no Brasil afasta as pessoas e não empolga muita gente para que a democracia seja realmente uma festa. As pessoas pedem por favor, pra não terem que fazer parte da vergonha que é a política no Brasil. Estar no aperto do ônibus na manhã de Curitiba aproxima você das pessoas e da realidade do nosso país e principalmente da nossa cidade.

Infelizmente, a política no Brasil afasta as pessoas e não empolga muita gente para que a democracia seja realmente uma festa


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Educação

Comportamento

Graduação no exterior Dicas e os procedimentos para quem quer estudar fora do Brasil Nádia Zillig Existem inúmeros programas para quem deseja viajar para o exterior, tanto para estudo quanto a trabalho. Mas para quem deseja aprimorar seus conhecimentos, um dos intercâmbio mais interessantes é a graduação. Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, é ótimo ter no currículo um curso superior no exterior. Além de enriquecer o currículo, uma graduação no exterior acrescenta também um conhecimento de um novo idioma, de uma nova cultura, muitas experiências, acaba conhecendo pessoas do mundo inteiro, ganha maturidade e um novo olhar sobre o mundo. Atualmente, os Estados Unidos e o Canadá são os países mais procurados para quem deseja fazer graduação. De acordo com Mônica Oliveira, agente de turismo da Central de Intercâmbio, as universidades americanas são mais procuradas por terem uma qualidade de ensino excelente. “As universidades desses dois países estão nas primeiras posições do tradicional ranking da publicação britânica The Times Higher Education Supplement, cuja eleição das melhores faculdades é considerada a mais prestigiada do mundo”, afirma Mônica Oliveira. E pra quem tem talento em algum esporte, ou tem um histórico escolar com boas notas, tem grandes chances de conseguir um bolsa parcial e até mesmo a integral.

Para quem já está cursando o ensino superior aqui no Brasil, já existem várias universidades que têm convênios com universidades estrangeiras. A Universidade Federal do Paraná tem um programa de mobilidade acadêmica. A estudante de jornalismo da Federal Anna Emilia Soares viajou através desse programa ano passado. “Fui ao setor de relações internacionais ver quais são as universidades com que eles tinham convênio. Interessei-me por uma universidade localizada na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, corri atrás dos documentos e, como a universidade que escolhi não era concorrida, não tive que fazer a prova para conseguir a bolsa, mas geralmente quando há várias pessoas interessadas no mesmo lugar existe uma prova de seleção”, conta Anna. Mesmo não tendo dificuldades para conseguir a bolsa, Anna teve dificuldades de adaptação. “O ensino americano é totalmente diferente do americano, já tinha cursado dois anos de comunicação aqui no Brasil, mas quando cheguei lá era tudo diferente, as matérias, a didática, o idioma, é claro, as pessoas e a cultura também. No começo foi difícil, mas depois me acostumei com o sistema de ensino e com o resto. A experiência e conhecimento que você ganha com uma viagem dessas é impagável”, diz Anna. Existem outras universidades que tem convênios, é só pesquisar. Mas para quem acabou de terminar o Ensino Médio, é só procurar uma agência de viagem, e quem sabe até conseguir uma bolsa. É só escolher o melhor destino e aproveitar.

Quem tem talento em algum esporte, ou tem um histórico escolar com boas notas, tem grandes chances de conseguir um bolsa parcial e até mesmo a integral

Trabalho de palhaço

não é

brincadeira

A profissão de palhaço vai além de levar diversão ao público; o trabalho é mostrar a realidade de uma forma diferente Amanda Fernandes Fernando Chilippi Neto, mais conhecido como palhaço Macaxeira, está na profissão há dez anos e faz parte da Companhia dos Palhaços há dois. Ele é formado em Gestão da Informação pela Universidade Ferderal do Paraná (UFPR) e começou a fazer malabarismos no período da faculdade, época em que entrou para a Companhia dos Palhaços em Curitiba. A Cia dos Palhaços, que teve início em 2004, possui um grupo formado por seis palhaços: Macaxeira, Wilson, Sarrafo, Alípio, Sombrinha e Tinoca (a única mulher do grupo). Atualmente, o grupo não está aberto a novos integrantes. A companhia conta com cursos de improvisação na linguagem do palhaço, que tem como objetivo desinibir os atores e fazer com que desenvolvam a criatividade. O nome do palhaço é uma espécie de batismo e serve para diferenciar a pessoa do personagem, como se a pessoa tivesse duas personalidades e uma não tivesse ligação com a outra. Não há grande diferença entre palhaço e clown. Normalmente, o palhaço é aquele que trabalha no circo e o clown está mais envolvido em peças de teatro. A profissão de palhaço não tem uma ligação direta com o circo. “Esse é um pensamento tradicional que acabou ficando na cabeça das pessoas. Os palhaços podem

se apresentar tanto em circos como em teatros e até mesmo nas ruas”, é o que conta o palhaço Macaxeira. O palhaço é um artista que tem como principal objetivo animar pessoas e mostrar a realidade do mundo em diversas versões, sendo elas positivas ou negativas mas sempre quebrando barreiras. “Para tornar-se palhaço, é preciso colocar a cara para bater”, é o que diz Fernando sobre sua profissão que não é

tão fácil quanto parece. É necessário ter conhecimento sobre o que está acontecendo e passar isso para o público com um outro ponto de vista. O público não tem uma idade específica, mas na maioria das vezes as aprentações são feitas para as famílias que vão juntas assistir os espetáculos. Não necessariamente crianças, como muitos pensam, mas pessoas de todas as idades, incluindo jovens e idosos.

“Esse é um pensamento tradicional que acabou ficando na cabeça das pessoas. Os palhaços podem se apresentar tanto em circos como em teatros e até mesmo nas ruas” Palhaço Macaxeira, sobre o fato da profissão de palhaço ter uma ligação direta com o circo. Divulgação/ Site Cia dos Palhaços


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Camila Picheth

Crônica Crônica

Escreve quinzenalmente sobre televisão, sempre às quartas-feiras albunsclassicos.blogspot.com

Televisão

Outras “Alices” A obra que retrata uma menina curiosa – a qual segue um coelho branco até um mundo maravilhoso – foi um dos contos que marcaram a infância de muitos, e continua a agradar até hoje. Todos já ouviram falar da história original de Lewis Carrol, do desenho da Disney, e do novo filme de Tim Burton. Mas e quanto à minissérie do canal SyFy? Depois da produção bem sucedida de Tin Man (versão SyFy de “O mágico de OZ”), o canal resolveu juntar novamente um mundo de fantasia com ficção científica. Com uma Alice mais velha, morena e lutadora de karate, temos uma realidade em que White Rabbit é uma organização controladora e o castelo de copas é um cassino com propriedades maléficas. O que deve ser levado em consideração é que a minissérie não é apenas uma mistura da história de Lewis Carroll com um toque SyFy. Existem muitos personagens e várias partes da trama que remetem ao livro “The Looking Glass Wars”, de Frank Beddor, e ao jogo de videogame “American McGee’s Alice”. No livro de Beddor, Alice (que na trama se chama Alyss) é a princesa do país das maravilhas, mas quando ocorre uma guerra civil, liderada por sua tia, Redd Hart, a menina foge para a Terra, junto com seu guarda-costas Hatter Madigan (o chapeleiro). No entanto, ambos são separados quando chegam à Terra – Alyss caindo, em Londres e Hatter, na França. A jovem é adotada pela família Liddell e ao passar do tempo, ela acredita que Wonderland não passa de um conto de fadas. Na trama, ainda pode se encontrar Jack of Diamons (um rapaz egoísta que fora definido como o futuro noivo de Alyss, quando ambos eram pequenos) e Blue Caterpillar (chefe dos guardiões de um sagrado cristal).

Já a história do videogame é mais sombria e mórbida. Depois do segundo livro de Alice, a casa da garota pega fogo, matando sua família. Ela se sente culpada pelo fato, e tenta se matar – tornando-se catatônica. Alice é colocada em um asilo e, dez anos mais tarde, o coelho branco a aborda pedindo sua ajuda para parar a Rainha de Copas. Como Wonderland é uma projeção da mente de Alice, o lugar se tornou uma terra insana e macabra, e Alice é a única que pode ajudar o lugar, assim como a si mesma. No

jogo, o Chapeleiro é um louco cientista. Ele faz vários experimentos na Lebre de Março, e substitui seu torço e braço direito por partes mecânicas. Tweedle Dee e Tweedle Dum são sádicos irmãos que trabalham para o Chapeleiro, gerenciando o asilo do lugar. A versão de Alice do canal americano possui algumas falhas, mas vale a pena conferir. A trama é dividida em dois capítulos, de uma hora e meia cada. Aos interessados, é preciso novamente recorrer à internet.

Rainha de Copas

No livro, Alyss é a princesa do país das maravilhas

A história do videogame é mais sombria e mórbida

Um sonho, os anjos, o coração. Marcos Monteiro Levanto. Quando dou por mim, já estou na rua. Sozinho com meus sonhos. Ao meu lado, nas calçadas, vejo anjos caídos transpassando suas lanças por corações partidos. Às vezes desejo ser um deles. Fingir que está tudo bem, e com minha lança perfurar corações e esconder meu medo. No meio da multidão de ninguéns, vejo seu rosto. Tão belo. Tão puro. Com um movimento suave coloco meus braços a te esperar. Recebo a clareza de seus movimentos. Aqui os anjos tentam nos acertar, brigamos, lutamos pelo que é nosso. Vivemos por nós e mais ninguém. Nosso amor é o escudo que está a nos proteger. Vencemos. O que antes eram lanças transformam-se agora em lágrimas. Levanto. Quando dou por mim, já estou sozinho. Na rua com meus sonhos. Ao meu lado, vejo amores resolvidos, que com lágrimas de felicidade transpassam anjos caídos partindo assim nossos corações. Finjo estar bem, junto do chão os pedaços que você partiu. No meio da multidão de rostos, vejo ninguém. Tão amargo. Tão negro. Com um movimento suave cravo em seu coração minha lança. Recebo seu pranto carregado de dor e medo. Aqui atinjo aqueles que tentam fugir. Aqueles que se dão a inutilidade de lutar. De perder. De se entregar. Aquilo que no começo era amor, agora já não passa de ódio. No meu sonho estou sozinho. Ao meu lado, vejo anjos caídos, lanças e corações partidos. Finjo estar tudo bem, sigo a procura de seu rosto. Ao meio de uma multidão, te encontro. Tão puro. Tão belo. Pego em seus braços, agora você está comigo. Brigamos, lutamos e com nosso amor, vencemos. Já não vejo mais as lanças. Já não vejo mais os anjos. Levanto. Quando dou por mim, já estou ao seu lado.

Levanto. Quando dou por mim, já estou sozinho. Na rua com meus sonhos. Ao meu lado, vejo amores resolvidos, que com lágrimas de felicidade transpassam anjos caídos partindo assim nossos corações.


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Cultura

O retrato da demagógica política brasileira

O último longametragem de Guel Arraes explora temas semelhantes aos já presenciados pelos brasileiros Nikolle Koutsoukos Amadori O B e m -A m a d o é u m a peça teatral escrita por Dias Gomes e ambientada na cidade baiana de Sucupira, no início da década de 60. A obra conta a história de Odorico Paraguaçu, prefeito da cidade, eleito com a promessa de campanha de construir um cemitério. A construção é realizada e passa-se mais de um ano sem que seja inaugurada. Motivo? A falta de um defunto. Inflamados por Neco, dono do jornal da cidade – A Trombeta – esquerdista e inimigo de Odorico, os eleitores começam a protestar, afirmando que o prefeito gastou toda a verba da prefeitura em uma obra desnecessária. O desafio de Odorico ao longo da história é achar um corpo para enterrar no cemitério. Para tanto, recepciona um moribundo, Ernesto, primo das três irmãs Cajazeiras, suas correligionárias, na esperança de que ele morra em Sucupira. Para surpresa de todos, Ernesto se restabelece. A segunda alternativa é buscar Zeca Diabo, um cangaceiro, para voltar a morar na cidade. Zeca retorna, é nomeado delegado da cidade, mas para desespero de

Odorico, Zeca volta pacato e sem a menor intenção de matar alguém. Por fim, quando senhor Dirceu, seu assessor e marido de Dulcineia, fala que está desconfiado da esposa e que recebeu algumas cartas anônimas falando que ela estava tendo um caso, Odorico vê aí a possibilidade de surgir um defunto e insinua que o amante de Dulcineia seja Neco. Odorico fornece um revolver a Dirceu e o instiga a se vingar do jornalista. Dirce vai à Trombeta, mas, por engano, mata Dulcineia e não Neco. Ao contrário do que se esperava, o corpo de Dulcineia não será enterrado em Sucupira, mas em Jaguatirica, no jazigo da família. Odorico fica transtornado ao ver que o povo está indignado com ele, por conta da morte de Dulcineia, e tem a ideia de simular um atentado contra si mesmo para passar de réu à vitima da história. Convoca Zeca Diabo para executar o atentado, mas ao invés de simular, Zeca mata Odorico de verdade, o tornando, o primeiro e ilustre cidadão de Sucupira a inaugurar o cemitério. A obra é dividida em nove atos, ou quadros como foram chamados pelo autor. Sua linguagem é fácil e divertida. As falas de Odorico são cheias de palavras inventadas, dando um tom irônico e divertido ao personagem. A temática que contextualizava a política regionalista da época continua atual e entrelaçada com a política brasileira até hoje. A obra foi escrita em 1962 e publicada em 1963. Encenada nos teatros pela primeira vez em 1969 fez muito

sucesso e acabou virando novela da Rede Globo, em 1973, quebrando dois paradigmas: A primeira novela colorida e a primeira produção global a ir ao ar no exterior. A história cativou tanto o público, que entre os anos de 1980 e 1984 a Rede Globo resolveu transformála em uma série de 220 capítulos, igualmente bem-sucedida. Por manter uma temática atual e personagens com os quais as pessoas até hoje se identificam, este ano o livro virou filme. Adaptado e dirigido por Guel Arraes, mesmo diretor de Lisbela e o Prisioneiro e o Auto da Compadecida, conta com um talentoso elenco: Marco Nanini, José Wilker, Matheus Nachtergaele, Andrea Beltrão, Zezé Polessa, Drica Moraes, Tonico Pereira, Maria Flor e Caio Blat. Quem narra a história é Neco (Caio Blat), que no filme não é o dono do Jornal, mas sim o fotógrafo deste. Neco se apaixona por Violeta (Maria Flor), filha de Odorico, seu inimigo político. O romance previsível e com final feliz é um dos pontos fracos do filme. O verdadeiro dono do jornal no filme é Vladimir (Tonico Pereira) que trava a antiga briga entre direita e esquerda com o prefeito Odorico e que no final aceita ter seu silêncio comprado por este. Ao ser flagrado por Neco, com o dinheiro, explica que aceitou a verba para poder usá-la na compra dos votos dos vereadores, conseguindo assim o impeachment de Odorico. Outros descompassos entre o livro e o filme: A personagem Hilário, tio das Cajazeiras, foi suprimido da trama. O motivo de Dulcineia ir

ao jornal não é chamar Neco à prefeitura, e sim publicar seu caso com Odorico. As cartas anônimas recebidas por Dirceu Borboleta são escritas por Doroteia que por isso acaba desvendando a manobra feita por Odorico (insinuando o caso entre Dulcineia e Valdimir). Há ainda a inclusão do movimento dos sem-terra, que acampam no cemitério, e o super-faturamento da obra com desvio da verba para a conta pessoal de Odorico e a construção de jazigos em que não cabem os caixões. A direção de arte foi muito bem executada, figurino e locações impecáveis. Já a trilha sonora deixa a

desejar. O marasmo de Caetano Veloso não acrescenta nada à obra. A temática continua mais atual do que nunca, ainda mais em ano de eleições, em que vemos políticos discursarem com propostas desinteressantes ou até mesmo sem propostas, discursarem com palavras difíceis que nada dizem, discursarem em nome do povo, mas em proveito próprio. O filme acaba sendo uma forma de rir da própria desgraça que assombra a realidade política brasileira. Rimos do filme, rimos da corrupção, rimos de nossa política, rimos de nós mesmos. Fotos: Divulgação


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Cultura

A novela e o preconceito a tudo que é popular

Willian Bressan Desde que me conheço por gente as pessoas carregam um preconceito extremamente grande com relação às telenovelas. E isso fica ainda mais evidente nos meios acadêmicos. Para alunos, professores, mestres, doutores, a novela geralmente é vista como uma coisa ruim, que estereotipa e diminui o ser humano, além de ser um produto destinado às classes baixas e que não possuem estudo. Sempre discordei dessa visão pessimista e extremista em relação ao produto mais brasileiro que temos. O produto que foi o responsável por levar nossa cultura ao mundo inteiro. O produto que proporciona a integração de todos os brasileiros através de uma história desenrolada em 200 capítulos. O produto que ganha a conversa dos bancos escolares, dos mercados, da feira, do ônibus. Apesar disso, a novela continua sendo relegada a uma atração de baixo nível cultural e intelectual. Nos últimos tempos, ainda bem,

esse panorama vem mudando e a teledramaturgia nacional tem se tornado objeto de estudo das escolas de comunicação em todo país. Mesmo com a mudança, é legal entender como esse produto de fácil identificação nacional se tornou conhecido por ser "do povo" e de pessoas sem estudo. Nas palavras da própria Gloria Perez: "O olhar de desprezo para a novela que a ‘intelectualidade’ tem, que eu ponho entre aspas, é um olhar de desprezo para o popular, onde a novela está inserida, e outras coisas que são populares também. O que é natural você compreende historicamente, porque toda a história do Brasil se fez sem nenhuma participação popular, não tem nenhum momento que você diga que o povo estava lá para tirar a foto no final. Então você faz a independência da República, a abolição, todas são coisas de gabinete... Não tem vontade do povo, então o povo sempre foi visto assim. Isso, essa coisa que é histórica,

influenciou muito na maneira - como essas pessoas, essa elite que teve direito à escola e tudo mais, enxerga o povo. Essa mesma elite que menospreza tudo que é popular, vai assistir, por exemplo, seriado americano, assiste “Uma linda mulher”, uma bobagem que diverte. Quantas vezes vocês ouviram falar isso? “É bobo, mas é divertido, mas adorei.” Mas o povo não pode se divertir, o povo que não tem ... só pode ter aula não é? Só pode ter aula, só pode assistir coisas que eduquem. Eu acho que isso é uma coisa que nós devíamos refletir, porque esse menosprezo, qual é a raiz desse menosprezo?" Apesar da mudança já estar ocorrendo, fica o apelo para que a telenovela seja valorizada de fato, e que a opinião, principalmente no meio acadêmico, não fique restrita ao senso comum, que tem, por característica própria, demonizar a tudo que é do povo e popular.

Apesar da mudança já estar ocorrendo, fica o apelo para que a telenovela seja valorizada de fato, e que a opinião, principalmente no meio acadêmico, não fique restrita ao senso comum, que tem, por característica própria, demonizar a tudo que é do povo e popular.

Menu Rodrigo Cintra

Música erudita Um dos mais importantes grupos da música clássica da atualidade, a orquestra de câmara Salzburg Chamber Soloists apresenta composições de Johannes Brahms, Dmitri Shostakovich e Heitor VillaLobos, entre outros, na Capela Santa Maria. Na sexta, dia 8, o grupo também oferecerá um workshop para estudantes interessados com aperfeiçoar a técnica musical, a partir das 14h.

Diana Daniel soprano

Quando: Quinta e sexta, às 20h Onde: Capela Santa Maria (Rua Conselheiro Laurindo, 273, Centro) Entrada Franca

Dança masculina A Cia. de Dança Masculina Jair Moraes estreia hoje seu novo espetáculo, “Tubo de Ensaio”, no teatro Guaíra. Na apresentação, os bailarinos apresentam trabalhos de diferentes coreógrafos que resulta em uma mistura do clássico e do contemporâneo. A companhia foi a primeira no Brasil a ser composta apenas por homens.

Divulgação

Quando: Quarta, às 20h. Até 3 de novembro Onde: Teatro José Maria Santos (R. Treze de Maio, 655, Centro,) Quanto: R$ 10

Dança Contemporânea A IV Mostra Pública apresenta as novas coreografias de Peter Abudi, Thaís Castilho, Sylviane Guilherme e Luciana Navarro no palco da Casa Hoffmann - Centro de Estudos do Movimento. Cada um dos artistas criou uma coreografia inédita para seis bailarinos mostrando diferentes formas de se expressar pela dança. Onde: Casa Hoffmann (Rua Claudino dos Santos, 58, Largo da Ordem) Quando: Quarta e quinta, às 19h30 Entrada Franca

LONA604-06/10/2010  

JORNAL-LABORATÓRIO DIÁRIO DO CURSO DE JORNALISMO DA UNIVERSIDADE POSITIVO.