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RIO DIÁ do

Curitiba, terça-feira, 1º de junho de 2010 - Ano XII - Número 570 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

Credoincruz! O humor de Guimarães Rosa personificado em Nhô Augusto abre brechas para discussão: neologismos ou clichês? O que está presente nas obras do escritor? Pág. 6

IPI

redacaolona@gmail.com

Menos fumaça, mais saúde Fernando Mad/ LONA

Brasileiros trabalham quase seis meses por ano apenas para pagar impostos. O IPI é um deles, mas nem todos sabem o que significa essa sigla. Entenda o que é e como ele afeta o dia a dia dos brasileiros. Pág. 7

Doenças de inverno A rinite se manifesta em diversos momentos, no entanto, no inverno, a doença tende a piorar. Algumas medidas podem contribuir para amenizar o malestar causado pela inflamação, entre as quais usar edredons em vez de cobertores, evitar ficar próximo de pelúcia e tapetes empoeirados. Pág. 5 ção ulga Div

L BRASI

Ontem foi a data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como sendo o “Dia Mundial sem Tabaco”, e, em 2010, a campanha voltou-se para o público feminino com o tema “Gênero e tabaco com ênfase no marketing para mulheres”. Dados divulgados ontem no suplemento de Saúde, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), encomendada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2008, apontam que cerca da 24,6 milhões de pessoas fumam no país. Na Região Sul, o número chega a 19% da população. Em Curitiba, membros da Secretaria Municipal da Saúde estiveram ontem nos terminais Fazendinha, CIC, Cabral e Boqueirão realizando blitze educativas. Isso se deveu a uma pesquisa feita pelo Centro de Saúde Ambiental, que apontou que cerca de 900 pessoas são flagradas fumando nos terminais da capital. Pág. 3


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Espaço do Leitor O colunista de politica Juliano Zimmer não tem TV em casa? Ele continua insistindo que o Ficha Limpa não deu em nada e tipo, só falta o Lula sancionar. Julliana Deon, estudante de Publicidade e Propaganda da UP, via twitter (@jul_liana), sobre a coluna de Juliano Zimmer, publicada na última quinta-feira.

Curitiba, terça-feira, 1º de junho de 2010

Opinião

Bafana Brasilis

O analgésico futebolístico

Cássio Bida de Araújo cassiobida@gmail.com

Divulgação

Expediente Reitor: José Pio Martins. ViceReitor: Arno Antonio Gnoatto; Pró-Reitor de Graduação: Renato Casagrande; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Cosme Damião Massi; Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa e Pró-Reitor de Extensão: Bruno Fernandes; Pró-Reitor de Administração: Arno Antonio Gnoatto; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira e Marcelo Lima; Editores-chefes: Aline Reis (sccpaline@gmail.com), Daniel Castro (castrolona@gmail. com.br) e Diego Henrique da Silva (ediegohenrique@ hotmail.com).

Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”. O LONA é o jornal-laboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP Redação LONA: (41) 33173044 Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000

Thomas Mayer Rieger thomasmr@hotmail.com

Começou de novo. De quatro em quatro anos, a Federação Internacional de Futebol, a FIFA, organiza o maior evento futebolístico do mundo: a Copa do Mundo, que envolve seleções de 32 países. E, toda vez, empresas de pequeno, médio e grande porte exploram a paixão do brasileiro (tida erroneamente como empírica e inegável) pelo esporte e se valem dela para estimular uma pressuposta necessidade de consumir objetos inegavelmente essenciais: bandeirinhas, trombetas, nada irritantes buzinas, camisetas “oficiais da Copa”, que levam a assinatura de conceituados designers. De quatro em quatro anos, o país das pessoas que vivem reclamando dos altos impostos, taxas abusivas e cobranças infindáveis esquece dessas reclamações e gasta seu tão suado dinheiro num patriotismo superficial, colorido e apaixonado. O conceito de paixão se entende pela definição de “um irracional mas irresistível sentimento por uma crença ou ação”. Quem já se apaixonou logo entende do que se fala aqui: não importa o que aconteça, o que falem, o quanto nos machuquemos. Aquilo ou aquele que é o dono de nossa paixão sempre subjuga qualquer outro fator e acaba monopolizando nossos desejos e anseios. Em outras palavras, esquecemos de tudo e todos e passamos a nos importar apenas com nossa paixão. E é exatamente isso que se vive a cada quatro anos, uma amnésia causada pela paixão coletiva pelo esporte. Inclusive aqueles que não o acompanham normalmente param tudo para saber se a “a bola furou a rede”. As ruas ficam desertas. Os bares ficam lotados. As manchetes dos mais importantes veículos informativos são invadidas pela paixão verde-e-amarela, pelos magos de chuteiras. Essa histeria coletiva é o modo mais efetivo de calar a população, conduzi-la a um estado de felicidade incomum, de fazêla esquecer de seus problemas e levá-la à ignorância dos fatos (ignorância, lembre-se, é o ato de ignorar). A Copa do Mundo é um grande tapa-buraco nos problemas brasileiros, um imenso analgésico para aliviar as constantes dilacerantes dores das quais sofremos diariamente. O governador que rouba descaradamente dos cofres públicos deixa de ser criticado, o assassino de tantos inocentes deixa de ser alvo de cobrança, a crise na economia perde seu impacto e vira uma “marolinha”. Mas é só outra seleção colocar as mãos na taça que o efeito do analgésico cessa. As ataduras se rompem, e o brasileiro toma uma dolorida dose da injeção da lembrança.

Tudo o que o técnico Dunga queria e precisava nesse início de preparação para a Copa do Mundo está sendo cumprido. Paz, sossego e disciplina. Esse é o tripé que deve guiar o Brasil até a estreia contra a Coreia do Norte no dia 15 de junho em Joanesburgo. Até lá, muito trabalho e dois amistosos. O primeiro contra Zimbábue no dia 2 de junho e o último antes da Copa começar contra a Tanzânia no dia 7, a quatro dias do início do mundial. O comandante brasileiro queria adversários mais fortes antes da partida contra os norte coreanos. Pedido mais que justificado. Contudo, em um mundo extremamente capitalista como o nosso, infelizmente o preço dos dólares fala alto e sobram à seleção canarinho adversários inexpressivos, cujo resultado não seja outro a não ser uma goleada. O problema é recorrente, especialmente nos dois últimos mundiais. Como quem marca os amistosos é a CBF, os mandatários do futebol preferem os milhões ao invés de preparar a seleção para uma estreia de respeito. Na última Copa foi assim. Farra de Weggis à parte, o Brasil enfrentou um combinado de jogadores de uma comunidade local. O resultado foi um sonoro 8 a 0 e a impressão que a seleção de Parreira estaria pronta para o mundial. Ledo engano. Duas partidas na Copa bastaram para mostrar que havia muito trabalho a ser feito. O clima da preparação comandada por Dunga lembra um pouco o modelo seguido por Luiz Felipe Scolari em 2002. Seleção longe da torcida, concentrada no trabalho físico e sem muito alarde. Naquela ocasião, deu certo. Resta saber qual será o resultado em solo sul-africano. Como já disse: se houver a necessidade de praticar medidas impopulares para conseguir um sucesso a longo prazo que assim seja. A partir do dia 15 de junho essa blindagem e o trabalho desenvolvido pelo capitão do tetra ao longo de quatro anos serão colocados à prova. Divulgação


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Geral

Ações contra o tabaco marcam campanha Mesmo com proibição do consumo de cigarros em lugares fechados como bares, lanchonetes e terminais, muitas pessoas continuam fumando em locais inapropriados Willian Bressan

pulação. "O número de doenças respiratórias consequentemente diminui. Assim o governo passa a gastar menos com a saúde pública, em partes, não haverá tantos fumantes passivos necessitando de atendimento, assim menos dinheiro de impostos será destinada para esse fim. A educação poderá receber mais atenção, por exemplo”, diz. Porém, mesmo com a Lei ainda há pessoas que não respeitam a proibição do fumo em determinados espaços. “Eu ainda vejo pessoas fumando dentro dos terminais. Não me incomoda mais muitos ainda não respeitam a lei”, explica a também estudante Luiza Vianna.

Cigarro x saúde

Camila Kelczeski Mariana Sartori Aconteceu ontem, em Curitiba, a comemoração do Dia sem Tabaco. O dia também foi marcado pelos seis meses da Lei Antifumo na cidade. Para iniciar as comemorações, grupos de fiscais da Secretaria Municipal de Saúde realizaram blitze educativas em quatro terminais de ônibus. O trabalho começou às 6h30 nos terminais Fazendinha, Boqueirão, CIC e Cabral. João Alberto Lopes Rodri-

gues é médico e responsável pelo controle do tabagismo da Cidade de Curitiba, e explica que o dia sem tabaco, é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo é conscientizar as pessoas do malefício que o cigarro traz para a saúde da população, tanto fumantes ativos, como passivos. Rodrigues diz que a realidade dos lugares que antes permitiam o fumo dentro de locais fechados, mudou. “As pessoas têm mais qualidade

de vida e é também uma questão de respeito com os demais”. Depois da lei, várias pessoas como formadores de opinião, entidades de classe e associações que agora cumprem a lei, elogiam os resultados que a proibição do uso do tabaco em lugares fechados traz. “Nós recebemos ligações, e-mails e vários elogios por estar conseguindo cumprir a lei”, conta. Em Curitiba, a lei Antifumo foi sancionada pelo então prefeito Beto Richa e, mesmo em vigor há menos de um ano, já traz bons resultados, principalmen-

te para pessoas que nunca fumaram. Muitos curitibanos concordam com a lei, como Ana Claudia Hoeflich. “Se fosse uma coisa que prejudicasse só quem fuma não teria o porquê de proibir, mas como as outras pessoas se tornam fumantes passivos e podem ter a saúde prejudicada mesmo sem fumar tem que ser proibido”, defende. Apesar de ser fumante, a estudante Ana Beatriz Gori acredita que a lei antifumo seja importante para toda po-

Matheus Dutra O cigarro é um vilão para a boa saúde.Todos os anos milhões de pessoas são vítimas de males causados pelo hábito do tabagismo. Conforme o Ministério da Saúde, não existem parâmetros seguros para o consumo do tabaco. Isso porque um cigarro chega a possuir mais de 4700 substâncias tóxicas e deixa o fumante vulnerável a um grande número de doenças, entre as quais, são mais frequentes: + Câncer de pulmão + Câncer de boca + Câncer de laringe + Câncer de estômago + Infarto do miocárdio + Enfisema pulmonar + Bronquite + Trombose vascular


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A garota que largou das propagandas e correu para a

Perfil

“Você acha que você não vai se apaixonar pelo yoga? É porque você ainda não conhece a Evelyne”. Esse é o tipo de jargão utilizado pelos amigos de Evelyne Baldan, a garota bemhumorada que conheceu a grande paixão da sua vida quando estava prestes a dar o mergulho final naquela que hoje ela classifica como sendo a sua “pior escolha”. Há cinco anos, “Eve”, como costuma ser chamada pelos “mais chegados”, se deparou com um grande problema: estava no último ano do curso de Publicidade e Propaganda e ainda não tinha passado por um estágio, atividade obrigatória para concluir o seu curso. Depois de muita procura ela se lembrou da casinha laranja pela qual sempre passava ao ir para a faculdade. Lá eram oferecidas aulas de yoga, e Evelyne bateu na porta da escola e pediu para estagiar, criando todo o tipo de material para divulgação. Já no primeiro dia de trabalho, o coração da futura publicitária ficou aos pulos. Ela observava a rotina da escola e se encantava cada vez mais. A relação de amizade e respeito que os instrutores mantinham entre si era o seu ponto de adoração. “Aquelas pessoas compartilhavam tudo umas com as outras. Se era estabelecida uma meta mensal e um instrutor não conseguia cumprir, eles sentavam , conversavam, e sugeriam um modo de melhorar o desempenho do companheiro. Ninguém apontava o dedo pra nin-

guém, se um ganhava, todos ganhavam”, relembra. Os meses se passaram e a paixão só aumentou. Foi então que Evelyne decidiu dar um basta no que já lhe incomodava há muito tempo: o curso de publicidade. O curso foi largado com apenas uma matéria pendente, e todo o tempo que pertencia a ele passou a ser do yoga. “Eu não aguentava mais ouvir os meus colegas de publicidade comemorando porque tinham ficado só uma vez até depois da meia noite na agência naquela semana. Eu não queria aquilo”, completa. Agora com 27 anos, e cinco anos mais experiente no yoga, Evelyne já é instrutora. “Eu amo o que faço. O yoga é muito diferente do que eu pensava que ele era. Na verdade, eu achava que yoga (pronúncia fechada) era yoga (pronúncia aberta), que é terapia, coisa pra gente calma. O yoga é, na verdade, um bom modo de se adquirir força físi-

Rinite alérgica atinge cerca de 30% da população Camila Almeida Patrícia Schor

meditação

Jessica Danielle

Saúde

ca e mental. Eu adoro”, comenta bem-humorada. A faculdade de Publicidade e Propaganda nunca foi concluída. A instrutora tentou três vezes concluir a única matéria que lhe falta, mas diz que desistiu em todas: “Eu reprovo por falta! Eu fico lá na sala pensando nos meus amigos que estão praticando yoga e não consigo ir mais. E, além disso, eu devo ter umas trezentas horas complementares para completar. Não tenho mais interesse em terminar o curso”. Aos sábados de manhã, Evelyne pode ser vista no parque Barigui conversando com os interessados no yoga com aquela expressão de quem teve a vida salva, enquanto o amigo dá aulas ao ar livre. Ela fala com um ar de menina fascinada, e – ainda assim – jamais deixa de ser a mulher determinada que gosta de afirmar: “Eu não trocaria isso aqui por nada nesse mundo!” Fotos: Arquivo pessoal

A instrutora dá aulas de segunda a sexta na unidade Uni-yôga do Alto da XV

A alergia não é uma doença no sentido típico. Na realidade, trata-se de uma resposta do organismo, que não tolera contato com determinados produtos físicos, químicos ou biológicos, e reage, de forma exagerada, a uma ou mais substâncias aparentemente inocentes que, quando inaladas, ingeridas ou por contato com a pele causam irritabilidade. Entre os tipos mais comuns de alergia está a rinite alérgica, que afeta até 30% da população e tende a ser crônica, ou seja, se manifesta com crises frequentes. Por ser uma resposta inflamatória da mucosa que reveste o nariz, toda vez que entra em contato com os agentes alérgenos, a rinite apresenta alta incidência nas últimas décadas. Ela é influenciada por fatores como poluição, moradia, vida sedentária, ambientes com ar condicionado, entre outros. “Existem pessoas, adultos ou crianças, que apresentam rinite alérgica durante o ano todo, e outras cujas manifestações se concentram em determinadas épocas”, explica Juliana Trindade, otorrinolaringologista. A rinite alérgica nunca é contagiosa. Normalmente, existe uma história familiar de rinite, ou seja, é hereditária. Por exemplo, quando os pais têm rinite alérgica, o filho tem 80% de chance de ter também, como é o caso da empresária Lurdes Moreira. Mãe, pai e irmãos têm rinite alérgica. “A vida inteira tive rinite e, como meu nariz é fino, quando congestiona já viu, né? O ar vai passar por onde? Aí fico pingando descongestionantes nasais, que detonam a mucosa e viciam.

Tem dias que congestiona tanto que não consigo respirar, comer, e até falar”, conta a empresária. Os sintomas mais comuns da renite são coriza, espirros, coriza hialina (secreção transparente) e obstrução nasal, porém, podemos ainda observar lacrimejamento, perda do olfato e do paladar, congestão em face, mau hálito e tosse. “Porém, o tratamento com descongestionantes nasais no início é uma maravilha: descongestiona mesmo. Mais tarde você vai percebendo que depois de 12 horas o nariz começa a fechar; aí o prazo do efeito do remédio vai diminuindo e diminuindo, até que depois de uns meses o organismo se acostuma e acaba pingando o medicamento no nariz a cada três ou quatro horas”, diz Trindade. Algumas pessoas tentam amenizar os sintomas da renite com ervas; uma forma natural e que normalmente não apresenta risco viciante. Alguns dos remédios naturais são: a erva-de-são-joão (chá), óleo de eucalipto (sobretudo para a rinite alérgica), alfazema e unha-de-gato, que são usadas em forma de infusão. No entanto, nenhuma ação, natural ou não, apresenta cura. Elas representam somente alívio em momentos de crise. Como a renite não tem cura, o jeito é a prevenção, que consiste em detalhes como retirar de casa tapetes, carpetes, cortinas, bichos de pelúcia. Nunca passar vassoura e, em seu lugar, usar pano úmido ou aspirador. É preferível não ter animais de estimação e, se isso for impossível, é necessário dar banhos semanais neles. Por último, é melhor optar pelo edredom em vez de cobertor, e trocar as roupas de lã pelas feitas de materiais sintéticos ou algodão.


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Curitiba, terça-feira, 1º de junho de 2010 Fernando Mad/ LONA

O chamado IPI pode chegar a até 55% do preço final de um produto Economia

Entenda

o que é e como funciona o

IPI

O brasileiro não sabe quanto paga de Impostos sobre Produtos Industrializados

Manoela Militão Além do Imposto de renda, IPTU, IPVA, ICMS, o brasileiro paga muito mais impostos em produtos do dia a dia, como comida, eletrodomésticos, bebidas, enfim, qualquer tipo de bem consumível. O chamado IPI, Imposto sobre Produtos Industrializados, pode chegar a até 55% do preço final de um produto. Mais de 40 % da arrecadação total de imposto pelo Governo Federal de-

rivam deste tipo de taxação, chamado de “imposto invisível”. O imposto sobre produtos industrializados incide desde o pãozinho francês de todo dia (7%) a artigos de luxo, como carros (39%) e joias (50%). Essa taxação é ainda maior em produtos importados. De acordo com o economista Yuri Siqueira, isso fere os conceitos econômicos da livre concorrência. “As taxas são altas para o produto importado e para o produto na-

cional também. Se a carga tributária fosse menor, talvez sobrasse mais dinheiro no mercado e a economia fosse beneficiada”. Ou seja, quando a carga tributária é alta tanto para produtos importados quanto para produtos nacionais, o nacional tem menos vantagem, pois concorre com outro produto de maior qualidade e que possui praticamente a mesma taxa tributária. “O governo sobretaxa os produtos importados, a fim

de que ele entre com preço superior ao nacional, inibindo o livre comércio e a concorrência para preços menores, enfim, não deixando as leis de economia agirem como em qualquer país chamado democrata”, explica Siqueira. De acordo com o economista, os produtos brasileiros teriam capacidade de concorrer com os produtos importados. Porém, o governo deveria conceder subsídios aos setores primário, secundário e terciário para que

o preço final fosse reduzido. O IPI é utilizado pelo governo para estimular, como foi o caso do IPI reduzido dos carros há pouco tempo, ou para frear a venda de determinados produtos, como bebidas alcoólicas e cigarro. A alíquota de imposto varia de acordo com o produto. O cigarro, por exemplo, possui uma taxa de 300%, e bebidas alcoólicas 83%. Nestes casos, servem para diminuir e controlar a compra destes produtos. As alíquotas são fixadas pelo poder Executivo e seguem a TIPI, Tabela de Incidência do Imposto Sobre Produtos Importados. E a base de cálculos depende do tipo de transação que é realizada: venda em território nacional ou importação. Neste caso, é contabilizado o preço de venda, além do imposto de importação e as taxas, como as de seguro e frete. Somando todas estas taxas, o preço final do produto importado chega com um preço muito elevado ao consumidor. Uma saída encontrada por muitos brasileiros é a compra de produtos no exterior. O estudante Paulo Martins acredita que a diferença dos preços é tão grande que vale a pena viajar para comprar o produto no exterior. Entre os produtos citados que são considerados mais vantajosos estão roupas (34%), calçados (36%) e produtos eletrônicos (variam de 30 a 50%). Divulgação

Divulgação

Para incentivar o consumo brasileiro durante a última crise, o governo concedeu redução do IPI para automóveis e produtos da linha branca


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Eli Antonelli

Marcos Assis

Escreve quinzenalmente, às terças-feiras, sobre assuntos ligados à literatura elijornalismo@yahoo.com.br

Escreve quinzenalmente, às terças-feiras, sobre os álbuns clássicos da música anubisctba@bol.com.br

Literatura

Música

O humor e linguagem de Guimarães Rosa “Serão os pajens da Virgem, Ladeiam-na Como círios de paz, Colunas Sem estorço. Taciturnos Eremitas do obscuro, se absorvem. Sua franqueza comum equilibra frêmitos e gestos Circunstantes. Os animais de boa-vontade” Guimarães Rosa

Um mês após a morte de Guimarães Rosa, a revista Realidade em dezembro de 1967 publicava os seus últimos poemas com temas focados no Natal. Aos 59 anos, prestes a ser indicado ao prêmio Nobel, o diplomata e médico mineiro deixou suas marcas na história da literatura brasileira. O sertanejo e a discussão entre o bem e o mal eram alguns dos elementos presentes em seus enredos. Mas é a linguagem o traço fundamental que faz a literatura de Guimarães Rosa peculiar e excepcional. O escritor era poliglota, falava mais de dez idiomas e dialetos. Clenir Bellezi de Oliveira em artigo para a revista Discutindo Literatura (13) enumera os componentes que constituíram essa linguagem: a incorporação do falar coloquial do sertanejo - marcado principalmente, pela viagem do escritor em 1952 pelo sertão mineiro - em que inspirou as expressões e ditos populares presentes em suas obras; utilização de recursos poéticos; emprego de neologismos; utilização de diminutivos; emprego de aforismos, ou seja, conceitos como verdades absolutas; rupturas sintáticas e contextos que transfere palavras usualmente de determinada classe gramatical para outra. Esse estilo de Guimarães foi incorporado primeiramente na novela “A hora e a vez de Augus-

to Matraga”, dos anos 1940. O texto faz parte da obra “Sagarana”, que marcou o início da carreira do escritor. O personagem principal Nhô Augusto é filho de um poderoso coronel, tem fama de brigão e não respeita as mulheres. Com a morte do pai, se perde em dívidas, o que acaba fazendo com que seja abandonado pela família. Antes de ir atrás da esposa, resolve enfrentar o major Consilva, que passa a mandar no vilarejo, Nhô Augusto toma uma surra que quase o leva à morte. Na segunda parte da narrativa, Nhô Augusto vive num lugarejo distante e passa a se ligar mais em Deus e repensar sua vida e seus crimes. Na terceira parte retorna a cidade, momento final da narrativa em que é convidado a fazer parte do bando de Joãozinho Bem-Bem. Alguns leitores se posicionam meio incrédulos a presença de humor no texto de Guimarães Rosa, devido a fama de extensa presença de neologismos e leitura de difícil compreensão. Walnice Nogueira Galvão no artigo “O humor de Guimarães Rosa” afirma que essa crença é um engano. “Não só o humor reponta por toda obra de Rosa, aqui e ali, mesmo em meio à gravidade e à melancolia. Mas há também narrativas inteiramente burlescas ou sátiras, do começo ao fim”. Em “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, o narrador utiliza a mesma linguagem do sertanejo o que traz um mesmo ritmo em toda a obra. No ápice da estória pode-se observar este ritmo e linguagem tão característicos de Guimarães Rosa “_Epa! Nomopadrofilhospritossantamein! Avança, cambada de filhos-damãe, que chegou minha vez”.../E a casa matraqueou que nem panela de assar pipocas, escurecida à fumaça dos tiros, com os cabras saltando e miando de maracajás, e Nhô Augusto gritando qual um demônio preso e pulando como dez demônios soltos.” O humor e a fala característica pode ser conferido em vários trechos “Eh, Seu Joãozinho Bem Bem, já bateu com o rabo na cerca. Não tem mais”, são falas ligeiras um tanto melancólicas como afirma Galvão que reforçam o humor presente na obra. Divulgação

Johnson é referência para bluesman brasileiros A música de Robert Johnson é referência para 100% dos músicos de blues no planeta, sejam eles americanos, ingleses, africanos ou brasileiros. Nos anos 80 um filme fez muito sucesso fazendo um paralelo com a história de Johnson. Crossroads, ou “A encruzilhada”, em português, contava a história de um velho bluesman que ajudava um adolescente, Ralph Machio, a encontrar uma “música perdida” de Robert Johnson. O menino é um violonista de música erudita, clássica, que se apaixona pelo Blues. O bluesman concorda em ajudá-lo a encontrar essa música perdida, mas sua busca acaba levando-os ao próprio inferno, onde o velho músico tenta livrar-se do acordo que fez com o diabo. O demônio con-

“Copiar John Lee Hooker ou Robert Johnson é como reescrever um poema de Drummond ou de Fernando Pessoa”. Nuno Mindelis, guitarrista corda em libertar sua alma, mas determina que seja feito um duelo. Se o menino ganhar a alma do velho será libertada, mas se perder os dois terão que dar sua alma ao capeta. O duelo é entre o pupilo de Johnson, Ralph Machio, e o representante do demônio, nada mais nada menos que o guitarrista Steve Vai. Ralph ganha e o diabo liberta a alma de Johnson. Nuno Mindelis “Copiar John Lee Hooker ou Robert Johnson é como reescrever um poema de Drummond ou de Fernando Pessoa”. É assim que o guitarrista Nuno Mindelis define o estilo de Robert Johnson. Nascido em sete de agosto de 1957 em Cabinda, Angola, Nuno Mindelis vem construindo uma longa e criativa carreira dentro do Blues nacional. Com um estilo econômico de solar, ou seja, sem as firulas e exageros que a maioria dos guitarristas técnicos costumam cometer, Nuno interpreta o Blues como ele deve ser, com emoção, vindo da alma. Em 1998 ele foi eleito o "Melhor Guitarrista de Blues", segundo o concurso mundial de aniversário de 30 anos da revista Guitar Player. Seu mais recente trabalho foi lançado em 2005, o álbum “Outros Nunos”. Nele, o guitarrista tem parcerias com a cantora Zélia Duncan e o rapper Rappin' Hood, acrescentando novos elementos ao seu Blues. A forma que Johnson toca e canta é muito peculiar. Algumas pessoas comparam seu violão a um piano, pela forma como ele soa junto com sua voz. “Do ponto de vista técnico, a forma dele tocar é algo dificílimo. É meio como uma mulher dar à luz, cantar e tocar violão ao mesmo tempo, sei lá”, afirma Nuno.


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Saúde

Anorexia alcoólica: muito presente e pouco discutida Divulgação

A patologia é bastante comum entre mulheres de 15 a 25 anos de idade Tamyres Antunes Erika Furukita Autor renomado de novelas, Manoel Carlos tem como característica sempre abordar temas polêmicos pouco discutidos ou com a intenção de informar a população. A novela “Viver a Vida”, escrita por Manoel Carlos trouxe uma personagem com um transtorno que vem se tornando cada vez mais comum. Personificada pela atriz Bárbara Paz, a personagem Renata apresentou uma doença chamada de Anorexia Alcoólica ou Alcoolrexia. Este tema ainda é pouco discutido na mídia, mas segundo a diretora da clínica de reabilitação Nova Esperança, Aracélis Copedê são muitas as jovens afetadas. Em “Viver a Vida”, Renata foi uma modelo que passou muito tempo sem comer e quando frequentava festas bebia demais e dava vexame. A personagem perdeu amigos, o namorado e a confiança da mãe em função da bebida. De acordo com Aracélis, pacientes com anorexia alcoólica normalmente são jovens mulheres entre 15 e 25 anos. “Pacientes com essa patologia costumam ser neuróticos e ter uma visão distorcida da realidade”, explica a diretora. A personagem passa um tempo sem conseguir trabalhos e acha que é por estar gorda, quando na verdade é por causa dos exageros na bebida é que os amigos vão se afastando. “Muitas meninas apresentam o quadro primário de anorexia, o que gera uma posterior depressão. No caso das anoréxicas-alcoólicas, elas tentam ‘afogar’ essa depressão no álcool e adquirem o vício na bebi-

A atriz Bárbara Paz, que viveu Renata, que superou a doença na novela “Viver a Vida” da”, explica Aracélis. A diretora explica que após um tempo pacientes portadores de transtornos obsessivos compulsivos – conhecidos como “TOC” – geralmente têm perda dos sentidos cognitivos. “Numa fase secundária da doença, o paciente continua se achando gordo e já está viciado no álcool, então para não parar de beber e não engordar, o doente começa a substituir as poucas refeições que tinha por doses de bebidas”, diz. CS foi diagnosticada com anorexia-alcoólica quando tinha 17 anos, hoje com 25 ela conta como foi evoluindo na doença. “Eu sempre fui baixinha e gordinha, eu sabia que baixinha seria para sempre, mas eu não precisava viver naquele corpo gordo para sempre. Eu fiquei paranoica, me olhava no

espelho e me via gigantesca. Sempre gostei de festas e sair com os amigos, eu sempre bebia cerveja nessas saídas. Em um determinado momento eu comecei a exagerar, bebia 12 latas de cerveja em uma noite”, conta CS. Com 16 anos, CS já era depende de álcool e foi diagnosticada com desnutrição. “Eu não deixava meus pais perceberem o meu vício na bebida, mas meus amigos percebiam, e não gostavam. Não tinha uma vez em que nós saíssemos que eu não desmaiasse de tão bêbada. Vi todos os meus amigos se afastando de mim e entrei em depressão profunda”, lembra. Com depressão e o vício no álcool, a adolescente de apenas 17 anos começou a substituir refeições por doses. “Cheguei naquele ponto em que se eu não tomasse uma dose de qualquer

bebida começava a tremer. Cerveja para mim era como suco. Até que eu comecei a trocar o suco de laranja, o café com leite da manhã por um copo americano de cachaça”, relembra CS com lágrimas nos olhos. Aos 17 anos, os pais de CS levaram a menina para uma casa de reabilitação. O tratamento durou três anos, mas ela afirma que tem medo de sentir o cheiro do álcool e recair. “Tenho consciência de que vou ser doente para sempre, mas pelo menos agora eu consigo ser feliz com os meus 1,60 e 55kg. Eu consegui meus amigos de volta”, diz. Mesmo após três anos de tratamento, CS deve continuar indo as consultas com psiquiatras, nutricionistas e psicólogos para evitar novas recaídas, e para cada vez mais se aceitar como de fato ela é.

Tratamento A diretora da Clínica Nova Esperança, Aracélis Copedê, explica um pouco mais sobre a doença e sobre como funciona o tratamento. De acordo com ela, é importantíssimo um tratamento com uma equipe interdisciplinar e multidisciplinar, pois pacientes com anorexia alcoólica tem mais tendência a se envolver com outros tipos de drogas, inclusive narcóticos como cocaína crack e ectasy. “Drogas com efeito euforizante e também anfetaminas são muito utilizadas pela busca do corpo perfeito e pelo prazer momentâneo que essas substâncias causam”, explica. “Apesar dos sintomas e das características dos pacientes com TOC serem, na maioria das vezes, parecido é importante uma equipe composta por psiquiatra, psicólogo, nutricionista e clínico geral atuarem juntos e comunicarem-se uns com os outros sobre os pacientes. Trabalhando juntos é mais fácil chegarmos a um tratamento adaptado a cada paciente e a cada patologia”, explica Aracélis. Outros profissionais que normalmente atuam nesses casos são: assistente social, musicoterapeuta e terapeuta ocupacional. Para o tratamento são usados vários recursos como: terapias de grupo, análise, atividades ao ar livre e muitas vezes aconselhamento espiritual. “O paciente precisa de ajuda em todos os aspectos, tanto biológicos, psicológicos, social e espiritual”, diz a diretora. Serviço Clínica Nova Esperança, tratamento para alcoolistas e dependentes químicos, telefone (41) 3244-4155, ou pelo site, www.clinicanovaesperanca.com.br. A clínica fica na avenida Silva Jardim número 4205.


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Cultura

Retrato de uma

Rodrigo Cintra

GUERRA Nathalia Cavalcante O longa-metragem estadunidense de 120 minutos Platoon, de Oliver Stone, trata de forma realista a Guerra do Vietnã. Stone presenciou esse fato histórico e soube passar para a telona o cotidiano de quem fez parte daquele combate. O protagonista é representado pelo jovem Chris, interpretado por Charlie Sheen, que vai ao Vietnã, voluntariamente, como um idealista, assim chamado por seus companheiros. Chris parou os estudos para buscar algo na guerra que não encontrava nos livros. Com isso, enfrentou a dura rotina nos campos de batalha. Como se não bastasse presenciar a morte de perto, o jovem recruta teve de enfrentar um outro problema: o sargento Barnes. Ele, que já assustava por ter várias cicatrizes no rosto, também amendrontava por suas atitudes não coerentes, o que não era aceito por grande parte do pelotão (Platoon). No entanto, essa forma de pensar de Barnes ia de encontro com os ideiais do Sargento Elias, papel de Willen Defoe. Elias acreditava que para vencer a guerra não era preciso usar violência banalmente, como Barnes fazia. Logo, Elias ganhou a simpatia de Chris. Barnes era adepto da violência e não media esforços em aterrorizar a população, ação essa não defendida por Elias. Stone, além disso, mostra em seu filme como os soldados estadunidenses travavam o combate com os vietcongs, chamada assim pelos soldados do Estados Unidos a guerrilha comunista do Vietnã do Norte. Mas o que mais chama a atenção é o envolvimento dos soldados e a não preocupação em matar. Já que a morte tinha presença constante, a forma de fugir da realidade era através das drogas. Em meio à fumaça e à bebida, a guerra era esquecida por alguns instantes. Platoon

ganhou o Oscar em 1987 de melhor filme, direção, montagem e som. Quem assistir, possivelmente irá concordar com essas premiações. Como foi a Guerra do Vietnã Durante a Guerra Fria (1945 – 1991), o Vietnã foi dividido entre Vietnã do Norte (socialista) e Vietnã do Sul (democrático). A separação seria temporária, segundo a Conferência de Genebra, que tinha como objetivo recuperar a paz na Indochina e Coreia. A reunificação aconteceria por meio de eleição popular. Porém, o cancelamento da eleição culminou na guerra do Vietnã, em 1960. O Vietnã do Sul passou a contar com a colaboração dos

Sexo e consumismo no deserto

Estados Unidos, que tinham como presidente John Kennedy. Os Estados Unidos investiram fortemente em munições. Um dos materiais de guerra utilizado foi o Napalm, gel desfolhante. A guerra começou a cessar somente no período do então presidente Richard Nixon. Ele havia proposto em sua candidatura que caso fosse eleito retiraria os soldados dos Estados Unidos da guerra. Porém, com a sua entrada no governo passou a trazer os soldados em meio a fortes bombardeios, com a intenção de eliminar as trilhas utilizadas pelos vietcongs. Somente em 1975, os Estados Unidos retiraram os últimos soldados e foram derrotados.

O segundo longa-metragem da franquia “Sex and City” já estreou em todo o país. O filme traz as amigas Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), Charlotte (Kristin Davis), Miranda (Cynthia Nixon) e Samantha (Kim Cattrall) em novas aventuras amorosas, sexuais e econômicas. A história começa com a protagonista, Carrie, insegura com o casamento e com uma suposta traição do marido, Mr. Big (Chris Noth). Charlotte está à beira de um ataque devido ao trabalho que as filhas dão. Já Miranda está frustrada com o trabalho de advogada. A solução parece vir quando Samantha, que está passando por dificuldades financeiras, consegue uma viagem para as amigas aos Emirados Árabes. Mas o que deveria ser uma bela semana em um hotel luxuoso no meio do deserto, torna-se um tormento para as personagens, que têm de se submeter a fortes restrições religiosas. Em cartaz no Cinemark Barigui, Cinemark Mueller, Cinesystem Shopping Curitiba, UCI Estação, UCI Palladium e no Espaço Unibanco.

Vida nova longe de casa O cinema nacional também marca presença com a estreia de “Em Teu Nome”. O drama se passa durante os anos da Ditadura Militar no Brasil. Boni é um jovem estudante que adere à luta armada, mas é preso e exilado no Chile. Longe da família e dos amigos, descobre uma nova maneira de enxergar o mundo. Em cartaz no Espaço Unibanco.

Divulgação

Já que a morte tinha presença constante, a forma de fugir da realidade era através das drogas. Em meio à fumaça e à bebida, a guerra era esquecida por alguns instantes Fotos: Cineplayers

Chávez de perto Para quem gosta de documentários, a dica é o filme “Ao Sul da Fronteira”, sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Para fazer o documentário, o cineasta Oliver Stone acompanhou o político por algum tempo e registrou diversas de suas ações. Stone também documentou conversas informais com os presidentes Lula, Cristina Kirchner e seu marido ex-presidente Nestor Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai), Rafael Correa (Equador) e Raul Castro (Cuba). Em cartaz no Cineplex Batel. Divulgação

LONA 570 - 01/06/2010  

JORNAL LABORATÓRIO DO CURSO DE JORNALISMO DA UNIVERSIDADE POSITIVO

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