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RIO DIÁ do

Curitiba, quarta-feira, 26 de maio de 2010 - Ano XII - Número 566 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

BRASI

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redacaolona@gmail.com

Curitiba recebe heróis da Copa do Mundo Fernando Mad/ Lona Diego Henrique da Silva

Pepe, Félix, Edu, Márcio Santos e Cafu estiveram em Curitiba para inaugurar a exposição “A Pátria de Chuteiras”, promovida pela Associação Brasileira dos Campeões Mundiais, no Memorial de Curitiba. O evento reuniu a imprensa esportiva de todo Brasil. Desde ontem estão expostas camisas históricas usadas por craques que marcaram seus nomes nas Copas do Mundo, entre eles o italiano Roberto Baggio e o argentino Diego Maradona. Pág. 3

Opinião

Cultura

Há espaço para pensamento crítico na sociedade

Fernanda Takai apresenta seu novo trabalho solo

Entrevista

Colunas

Cinema & Mundo Nerd

Eles foram atrás e revelaram o que havia nos Diários Secretos da AL

Nossa articulista analisa a importância do pensamento crítico na obra do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht.

Veja como foi a apresentaçãoda cantora no Cietep, que também tem como projeto paralelo a participação na banda Pato-Fu.

Confira uma entrevista feita com Karlos Kohlbach, James Alberti e Gabriel Tabatcheik, repórteres que trabalharam na investigação dos crimes cometidos na Assembleia Legislativa do Paraná. Os três, juntamente com Katia Brembatti, trabalharam durante quase dois anos apurando as irregularidades e organizando os dados necessários para que as reportagens fossem publicadas.

Ontem foi o Dia da Toalha. Conheça mais sobre a data, que teve origem na literatura, no espaço dedicado ao mundo nerd. A coluna de cinema aborda as novas versões de duas grandes produções: Sex and the City 2 e Shrek 4.

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Curitiba, quarta-feira, 26 de maio de 2010

Espaço

Opinião

do Leitor

Crítica. Pra quê?

Quanto ao comentário de @willbressan minha pergunta é: visão unilateral de que pessoa e de que partido? Priscila Schip, estudante do quinto período de jornalismo, em resposta ao comentário de William Bressan publicado no Espaço do Leitor de ontem (25/ 5), via Twitter. A visão unilateral de um partido: todos os eleitores do PT são militantes e só eles sabem o que é escolher um líder. Visão unilateral de uma pessoa: Lula. Ele é perfeito e satisfaz todos os problemas da classe trabalhadora. William Bressan, estudante do terceiro período de jornalismo da UP, via Twitter.

Errata A autoria dos textos do “Menu” de ontem são de Daniel Castro e Rodrigo Cintra; Aline Reis não participou.

Expediente Reitor: José Pio Martins. Vice-Reitor: Arno Antonio Gnoatto; PróReitor de Graduação: Renato Casagrande; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Cosme Damião Massi; Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa e Pró-Reitor de Extensão: Bruno Fernandes; Pró-Reitor de Administração: Arno Antonio Gnoatto; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira e Marcelo Lima; Editores-chefes: Aline Reis (sccpaline@gmail.com), Daniel Castro (castrolona@gmail.com.br) e Diego Henrique da Silva (ediegohenrique@hotmail.com).

Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”. O LONA é o jornal-laboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP Redação LONA: (41) 3317-3044 Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000

Bertold Brecht, crítica e sociedade Luma Bendini lumafb@hotmail.com

“É preciso ter pensamento crítico”. Quantas vezes esse discurso foi repetido, quantas vezes nos tentaram incutir a ideia da não-acomodação, da mobilização. Da revolução. Mas o que de fato é o pensamento crítico? Cansada de ver a geração coca-cola perdida, essa é uma pergunta que não cala em meus pensamentos. Compartilho, então, algumas conclusões recentes motivadas por estudos a cerca da obra de Brecht. Bertolt Brecht foi um dramaturgo e teórico alemão que viveu entre 1898 e 1956. Mergulhado no complexo contexto político da Europa entre guerras, o teatro de Brecht de fato refletiu uma insistente necessidade de criar o pensamento crítico no público. Nada de ser iludido pela caixa cênica. Para ele, o teatro não podia ser um escapismo. É importante, contudo, entender que o pensamento crítico tinha para Brecht um objetivo bastante definido e justificado por seu contexto histórico: “Essa atitude [de produzir qualquer coisa a partir da reflexão] é de natureza crítica. Perante um rio ela consiste em regularizar o seu curso; (...) perante a sociedade em fazer a revolução.” Essa citação está no artigo Pequeno Organon para o Teatro, do seu livro Teorias sobre o Teatro, em que ele sistematiza o famoso conceito de estranhamento. O processo de estranhamento se dá quando o espectador simbolicamente se distancia do teatro para ter uma visão crítica da cena. Em outras paDivulgação

lavras, o público não deve se envolver com o enredo da peça para que consiga distinguir ficção e realidade. Assim, seguindo a teoria marxista - muito influenciadora no pensamento brechtiano, a síntese do teatro seria a revolução para uma posterior sociedade socialista. Trazendo para nossos dias, porém, é fácil perder o senso de “crítica” que Brecht trazia em sua obra. Então, a quem vem o estranhamento no teatro de 2010? Ou ainda, mas amplamente, a que (ou quem) serve a visão crítica nos dias de hoje? Antes de usar deliberadamente a palavra “crítica” é preciso pensar no seu conceito. Para entendê-la é possível pensar no oposto: onde não há o pensamento crítico. Nas sociedades teocentricas, por exemplo, já que todas relações sociais são dadas por provisão divina. Após a Revolução Francesa (1789), porém, emerge no pensamento humano o espaço público que supostamente representa todos: uma verdade construída a partir de várias vozes. É nesse momento que nasce a ideia de pensamento crítico, em que crí-

Assim, seguindo a teoria marxista - muito influenciadora no pensamento brechtiano, a síntese do teatro seria a revolução para uma posterior sociedade socialista tica vem de crises, que também origina a palavra crescimento. Portanto “formar senso crítico”, “permitir espaço para a crítica”, apenas para ficar em expressões usadas nesse mesmo texto, hoje em dia tem muito mais o sentido de tomada de consciência do que de coação para uma atitude específica (como era a revolução nas dias de Brecht). Não entendo, porém, que essa tomada de consciência crie novos moldes de engessamento, ou proponha uma nova ideologia dominante e, de alguma forma, continue permitindo que “o homem impessa o homem de produzir a si próprio” – citando mais uma vez o dramaturgo alemão. Para isso a polifonia no teatro e na sociedade é essencial. Permitir lacunas, brechas, para que não haja uma única leitura da obra e da realidade, mas sim uma abertura para reflexão e novas formas de olhar a realidade. Essa também é a ideia embutida nos termos “consciência política”, “envolvimento político”. Não uma política partidária ou burocrática efetivamente, mas sim uma noção e atitudes pertinentes ao homem que constroi sua realidade e a dos outros que o cercam, ou seja, pequenas relações cotidianas. É preciso corrigir o conceito de engajamento política na sociedade moderna, aquele que diz respeito apenas à política “profissionalizada”. O sociólogo Pierre Bourdieu, ao analisar aspectos da vida política, percebe que as atividades exercidas por especialistas – profissionais da política – têm concentrado o capital político nas mãos de um grupo restrito. Por isso, a política é entendia como algo específico dos “políticos especializados” e não como uma atividade pertinente a todos os cidadãos, formando, assim, um abismo entre a política institucionalizada e a participação popular na política. Afinal de contas, como diz um dos mais inteligentes clichês: toda atitude é uma atitude política. Embora conceito como “engajamento político” ou mesmo “pensamento crítico” possam estar bastante diluídos no atual contexto histórico - na sociedade em que tudo já foi visto, experimentado e banalizado, não podemos esquecer da utopia que rege a arte e, indiretamente, a vida. A necessidade de ver além do que está imposto, ver e deixar ser visto. Brecht diz que “o que permanece inalterado há muito tempo parece ser inalterável”. Parece.


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Esporte

Cinco vezes melhores do mundo Exposição “A Pátria de Chuteiras”, que abriu para visitação do público hoje, reúne relíquias do futebol e trouxe campeões mundiais a Curitiba Fotos:Fernando Mad/ LONA

GOOol

Futebol cinco estrelas: Félix, Edu, Pepe, Márcio Santos e Cafu (da esquerda para a direita)

Aline Reis

Em 1958, no Brasil, passaram a ser produzidos Fuscas. Nos Estados Unidos nascia aquele que mais tarde seria considerado o Rei do Pop: Michael Jackson. No Vaticano, morria o Papa Pio XII. Mas nenhum desses acontecimentos é tão lembrado quanto a conquista do campeonato mundial pela Seleção Brasileira, na Suécia. O capitão Pepe era um dos jogadores mais importantes daquele time, mas que pelo capricho do destino teve seu brilho um pouco ofuscado pela presença de um guri chamado Pelé. No Chile, em 1962, o feito se repetiu. E essa emoção aconteceria mais três vezes, no México (1970), nos Estados Uni-

dos (1994) e na Coreia do Sul e Japão (2002) para a felicidade dos brasileiros e brasileiras. Aproveitando o clima da Copa do Mundo e a presença da Seleção Brasileira em Curitiba, aconteceu ontem a abertura da exposição “A Pátria de Chuteiras”, no Memorial de Curitiba. Na segunda-feira, houve o lançamento da mostra (para convidados), que contou com a presença dos ex-capitães dos títulos mundiais, com exceção de Dunga, que está concentrado com a Seleção. Em seu lugar, estava o jogador Márcio Santos. Jornalistas de todo o Brasil e até de outros países estavam presentes na coletiva, na qual o tema central foi a Seleção de

Dunga para o mundial da África do Sul. Todos os craques concordaram com a convocação feita pelo técnico e enfatizaram o trabalho de três anos dentro da Seleção, além das conquistas, como a Copa América. “A gente tem que confiar no técnico da Seleção, porque ele sabe das qualidades dos seus jogadores”, disse Pepe, ex-Santos. Márcio Santos comentou sobre as comparações feitas entre a Seleção Tetracampeã, em 94, a Seleção de 90 e a atual formação. “Em 90 começou errado, sofremos nas eliminatórias e o grupo não correspondeu à expectativa. Mas pela pressão vencemos em 94. Agora (2010) eles têm a chance de concertar

o que houve em 2006. Agora o Dunga tá tentando mudar e vai dar certo”. Ponto forte e unanimidade na Seleção, Júlio César mereceu atenção especial aos comentários do ex-goleiro Félix. “O goleiro foi a função que mais evoluiu dentro do futebol. Hoje tem treinador de goleiro, alguém que pode corrigir seus erros. E, sem dúvida, o Júlio é o melhor do mundo”, falou o campeão. A exposição é organizada pela Associação dos Campeões do Brasil e tem apoio da Fundação Cafu, além de órgãos ligados ao esporte. O objetivo da mostra é reforçar a memória do futebol brasileiro, tanto que o jogador Edu se emocionou ao ver

um menino de dez anos lhe pedindo um autógrafo. “É importante para nós saber que ainda somos reconhecidos. Uma exposição como esta mantém viva a memória do futebol”. Entre as peças expostas estão a camisa que Cafu usou ao levantar a taça de campeão na Coreia do Sul e Japão, além da camisa da Itália usada por Baggio na final em 94, chuteiras, e fotos que vão do Uruguai de 1950 até a “mão de Deus” argentina. A exposição fica aberta para visitação de terça a sexta-feira das 9h às 18h; sábado e domingo, das 9h às 15h no Memorial Curitibano e a entrada é franca. Colaborou Lucas Kotovicz


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Curitiba, quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dorme

Michael Lorenzo/ SXC

Especial

que a Cuca vem pegar...

Luis Gustavo Fonseca 22h30min. Tudo preparado para começar uma nova noite na cama. Ela arruma os lençóis de flanela, o travesseiro de pena de ganso, o pijama rosa de listras branc as e o c o be r t o r e s p e s s o . Anda alguns passos até atravessar o quarto, apaga as luzes no interruptor ao lado da porta, atravessa novamente o quarto no escuro e deita na cama. Poderia ser uma excelente noite de sono para Edite Quintino, 49 anos, mas por um detalhe não será: a aposentada sofre de insônia há quatro anos. Até parece que ela fica pensando na história da Cuca que a mãe contava quando ela era pequena. Mas a Cuca agora virou um pesadelo chamado insônia e, dessa vez, atrapalha a vida de Edite de verdade. “Tem dia que eu fico olhando para o teto e quando percebo o dia já amanheceu”, conta. Edite é apenas mais uma brasileira que tem problemas com as noites maldormidas. Segundo uma pesquisa rea-

lizada pela Market Analisys, cerca de 40% dos brasileiros, no geral, dormem menos do que o necessário, e mais da metade desses, cerca de 60%, afirmam ter insônia por pelo menos uma vez na semana. Os dados ainda revelam que são os micro e pequenos empresários e trabalhadores do setor privado que mais sofrem de insônia, cerca de 50% deles. O problema disso é que um sono interrompido pode trazer consequências muito graves para a saúde das pessoas. Aos poucos, ele acaba com a qualidade de vida de quem sofre com a insônia. Uma pessoa com falta de sono pode ter inúmeras dificuldades em sua vida social. Frequentemente, quem sofre para dormir apresenta muito cansaço durante o dia, perda de memória, além de falta de energia e de concentração e irritabilidade. “O sono é essencial, pois sua função é de reparação e descanso, tanto físico como mental. Funções como fixação da memória são efetiva-

das durante o sono e pela grande importância deste descanso que o sono provê é essencial que ele ocorra tanto em quantidade como em qualidade”, é o que ressalta a otorrinolaringologista e especialista em medicina do sono Karin Dal Vesco. A insônia é dificuldade que a pessoa tem tanto para iniciar quanto para manter o sono, e é caracterizada quando faltam horas de sono ou o sono é muito interrompido. Apesar de a pessoa sentir vontade de dormir, ela não consegue. A falta dessa função do corpo gera muitas sequelas. Essas conseqüências são sentidas de perto por Edite. “Quando eu não consigo dormir, o meu dia seguinte vira um caos. Sempre fico mal humorada, e acabo descontando em todo mundo. Me sinto fraca, sem ânimo para fazer nada. Têm dias que eu deito na cama pela tarde e estou muito cansada, chego a chorar de cansaço mas não consigo pregar o olho”, revela Edite. O que é, e o que não é Para se ter uma ideia existem três tipos de insônia. Elas são classificadas em transiente, de curto-prazo e geralmente sem riscos, intermitente, que ocorre de tempos em tempos em determinados períodos da vida das pessoas e a crônica, que é constante e ocorre na maioria das noites e permanece por mais de semanas ou até meses, que é o caso de Edite. E isso é muito comum não só

para ela. Para mais de um quarto da população brasileira, o que corresponde a quase 63 milhões de pessoas, o anoitecer é um dos momentos mais difíceis do dia. Eles sabem o que os aguarda: uma nova noite se revirando na cama. E, nesse momento, contar carneirinhos já não ajuda mais. Segundo a médica Karin Dal Vesco, dormir bem é essencial para manter uma boa qualidade de vida. Além disso, ela também adverte que é importante as pessoas saberem quando existe uma insônia grave ou quando é apenas um problema simples na hora de dormir. “A insônia pode ser um simples problema se durar pouco tempo e tiver cura espontânea, quando este quadro persiste é caracterizado um quadro de insônia crônica que requer tratamento”, afirma a especialista. O problema de Edite começou há quatro anos, quando ainda era funcionária do banco. Ela trabalhava oito horas por dia, mas a pressão e o estresse, além das horas extras que fazia no trabalho, contribuíram para o problema que a persegue até hoje. “Entrei em depressão por causa da pressão do trabalho e junto com ela a insônia acabava com minhas noites; fui ao médico e ele me receitou um coquetel de remédios para dormir”, afirma. Coquetel esse que fica na cabeceira de cama de mogno da aposentada, ao lado de um espelho grande e redondo pregado na parede. O coquetel consiste em medica-

mentos contra estresse, remédios para dormir e alguns contra a depressão e dores de cabeça. “É tudo ‘mataleão’. Tem dia que eu fico andando pela casa de noite. Eu passo em frente a esse espelho e vejo um zumbi. Já levei até susto comigo mesma”, recorda. Depois que conseguiu a aposentadoria do banco, o problema de Edite diminuiu, mas apenas isso. “Eu queria dormir bem, mas infelizmente acho que vou continuar com meus medicamentos para fazer com que isso aconteça”. Para Karin Dal Vesco, hábitos inadequados são, muitas vezes, as maiores causas de transtornos ocorridos no sono. “Horários irregulares, hábitos de dormir muito tarde e acordar muito cedo ou vice-versa, a realização de atividades estimulantes durante a noite como assistir televisão e navegar na Internet, além do consumo excessivo de cafeína podem causar distúrbios no sono”, afirma. A médica explica que os tratamentos para insônia são variados. Começa, geralmente, pelo tratamento comportamental não-medicamentoso com correção de hábitos inadequados em relação ao sono, técnicas de relaxamento e psicoterapia. Mas podem variar conforme o estado clínico do paciente. “Os tratamentos dependem da origem do problema e será direcionado para a causa do mesmo. Pode ser com medicamentos, homeopatia ou até terapias alternativas”, revela.


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Frequentemente, quem sofre para dormir apresenta muito cansaço durante o dia, perda de memória, além de falta de energia e de concentração e irritabilidade Na juventude Os patos que ficam na beira do lago de um condomínio residencial, em Curitiba, onde mora Camila Scheffer Franklin, 22 anos, já serviram de companhia para a estudante durante várias noites sem dormir. Ela garante que sofre de insônia há mais de 14 anos. “Eu acho que deve ter começado com a morte do meu pai, quando eu tinha nove anos. Hoje eu estou com quase 23”, recorda. Camila conta que inicialmente a insônia começou como um trauma psicológico devido ao luto pela morte do pai. “Eu tinha esperança que meu pai voltasse para casa. Então qualquer barulhinho durante a noite eu ficava atenta. Não chegava a pegar no sono profundo. Qualquer barulho eu acordava para saber. Será que era meu pai que estava voltando? Será que vão levar minha mãe agora? Era aquela bagunça de cabeça de criança”, conta. O grande problema de

Camila é que a falta de sono persistiu e a perseguiu como uma Cuca raivosa atrás de seus inimigos, até hoje. “Mais tarde quando o luto foi passando, eu acabei criando uma mania de ficar atenta a barulhos que aconteciam na casa e na movimentação da rua durante a noite e isso acabou originando a minha insônia propriamente dita. Entrei em um curso de arquitetura em 2003. Comecei a perceber que o estresse dos projetos de arquitetura também me deixava com insônia. Depois, a paixão pelo futebol, quando o meu time perdia também era motivo para eu ter insônia, qualquer coisa ligada ao meu emocional me levava a ter insônia”, comenta. Karin Dal Vesco afirma que a insônia em jovens é comum. Apesar de a maior parte dos insones serem mulheres e pessoas mais velhas, os jovens não estão excluídos dessa parcela. “Geralmente os problemas nos jovens são ocasionados por

traumas ou ansiedade”, lembra a médica. Por causa da insônia, aos 17 anos, Camila foi parar no instituto de neurologia de Curitiba. “Eu estava há 13 dias sem dormir, não conseguia pregar o olho. Consequentemente ficava com aquele ‘humor de cão’. Completamente burra e sem conseguir prestar atenção em nada, em concentrar em nada e aí eu vi que realmente tinha alguma coisa errada”, recorda. Depois de tratamentos ineficazes com homeopatia e algumas doses de fortes medicamentos para dormir, hoje, a insônia já virou parte do cotidiano de Camila. Com bom humor, a estudante conta que teve que se acostumar com a situação e acha até estranho pessoas que conseguem dormir uma noite inteira. Ela fala que acha muito engraçado quando o namorado vai dormir em sua casa. Enquanto ele fica dormindo, ela fica ao lado dele observando-o, acordada por um tempão.

“Minhas noites são assim: supondo que eu vá para a cama 11 da noite, eu terei um sono bom por mais ou menos duas horas. Depois, geralmente, eu começo a acordar. Daí eu fico pensando que logo eu terei que acordar e levantar para um novo dia e perco o sono ou fico acordando toda hora. Quando tem alguma coisa que está me pressionando e que vai acontecer no dia seguinte, por medo de perder o horário, eu acabo ficando acordada mesmo”, afirma. Nessas noites não dormidas Camila aproveita para fazer muita coisa. Enquanto as cigarras cantam do lado de fora da casa, dentro do quarto, a estudante aproveita para ler, escutar música e mexer no computador. Essas, pelo menos, são as atividades mais normais que a menina faz enquanto a mai-

oria das pessoas está sonhando em suas camas. Mas além dessas atividades, existem aquelas que podem parecer estranhas para muita gente. “Eu já fui passear com meus cachorros de madrugada. No condomínio onde eu moro tem um lago, e eu já fui ver os patos no lago de madrugada. As vezes eu ligo a TV e está passando o “Corujão”, alguns filmes bem antigos e dá até depressão e as vezes, também, eu começo a jogar vídeo game”, revela. Mas Camila ainda acredita que, um dia, poderá voltar a dormir bem. “A pior coisa é saber que o sono não virá. Os passarinhos começam a cantar, as cigarras já não fazem barulho e você fica lá, deitada olhando para o teto, e é horrível a sensação de você ver a noite virar dia”, diz.

Segundo uma pesquisa realizada pela Market Analisys, cerca de 40% dos brasileiros, no geral, dormem menos do que o necessário, e mais da metade desses, cerca de 60%, afirmam ter insônia por pelo menos uma vez na semana Divulgação/ SXC

Um sono interrompido pode trazer consequências muito graves para a saúde das pessoas


Divulgação

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Fernando Mad Camilla Di Lucca Escreve quinzenalmente, às quartas-feiras,

Vinicius Stempniak Escreve quinzenalmente, às quartas-feiras, sobre cinema vinniesteps@hotmail.com | www.cinejoia.com

Escreve quinzenalmente sobre arte, sobre o mundo nerd sempre às terças-feiras malkmad@gmail.com cami.baudelaire@gmail.com

Imagens: Divulgação

Mundo Nerd

Cinema

Sex and 'Shrek para the City 2 Sempre' lidera, Personagens amigas, atrizes inimigas. A formula deu certo! É inegável falar que Sex mas decepciona and the City é um sucesso. A moda e a diversão estão de volta. Em Sex and the City 2, Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda arrasam novamente pela Big Apple. O que acontece depois do “sim”? A vida é exatamente como elas desejaram que fosse, mas não seria Sex and the City se a vida não guardasse mais algumas surpresas… Desta vez elas aparecem na forma de uma aventura glamourosa e ensolarada, que carrega as mulheres de Nova York para um dos destinos mais luxuosos, exóticos e enigmáticos do planeta, onde a festa nunca termina e há sempre algo misterioso em cada esquina. Uma viagem que surge no momento perfeito para as quatro amigas, que se descobrem envolvidas nas regras tradicionais do casamento e da maternidade e tentam lutar contra isso. “Sex and the City - O Filme” arrecadou US$ 390 milhões nas bilheterias mundiais. Sendo assim, a protagonista Sarah Jessica Parker recebeu um cachê de US$ 30 milhões para atuar e produzir o segundo longa. Estreia nesta sexta-feira.

“Shrek Para Sempre”, último filme da franquia “Shrek”, estreou em primeiro lugar nas bilheterias norte-americanas, mas foi considerado um fracasso... A DreamWorks Animation havia anunciado que esperava arrecadar baixos US$ 80 milhões no primeiro fim de semana, e ainda assim se decepcionou: a animação fez apenas US$ 71,2 milhões. Eu já estaria bem feliz. Mas a decepção da DreamWorks é justificável. Em seu primeiro fim de semana, “Shrek 2” fez US$ 108 milhões e “Shrek Terceiro” arrecadou US$ 121 milhões. O filme tem estreia prevista para 9 de julho no Brasil e é uma das grandes promessas de bilheteria do ano.

ação Divulg

Não entre em pânico!

Ontem, 25 de maio, comemorou-se o dia da toalha. O que é o dia da toalha? É a data comemorativa pela morte de Douglas Adams. Quem é Douglas Adams? Autor do Guia do Mochileiro das Galáxias? É um livre... Espere. Você realmente não sabe estas coisas? O que faz aqui? O Guia do Mochileiro das Galáxias é a obra máxima do escritor e filósofo (por que não?) Douglas Adams. A saga, que consiste de cinco livros, relata as aventuras de Arthur Dent e sua trupe pelo universo após a destruição da Terra. E a toalha? De acordo com o Guia, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro. Parte pelo valor prático, como usá-la ao redor da cabeça para evitar o olhar da terrível besta voraz de Traal (um animal burro, que acha que se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você) ou mesmo usá-la para se enxugar, caso ela esteja um pouco limpa. Mas o importante é o valor psicológico da toalha. Nas palavras do próprio autor no livro: “Quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial etc., etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha "acidentalmente perdido". O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.” Infelizmente para todos os admiradores de uma bem-humorada e intelectual leitura, Douglas Adams deixou o universo no dia 11 de maio de 2001. O luto formal seria uma ofensa para um sujeito que sempre colocou piada em tudo. Então no dia 25 de maio todos pegaram suas toalhas e fizeram uma homenagem para o autor. A homenagem se repetiu anualmente e se tornou mundial, uma agora tradição nerd. Se ainda não fez sentido para você, leia já a saga do Guia do Mochileiro da Galáxia e sempre saiba onde sua toalha está. Se fez sentido para você desde o início, até mais e obrigado pelos peixes!


Curitiba, quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bastidores Bastidores Bastidores dos Diários Secretos

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Entrevista

Repórteres contam como foi o trabalho investigativo do caso “Diários Secretos”, desde a obtenção dos diários diretamente da Assembleia até o trabalho de montagem da enorme base de dados Lucas Kotovicz

Quatro repórteres. Juntos, eles denunciaram a maior fraude na Assembleia Legislativa do Paraná de todos os tempos. Juntos, eles transformaram a história do jornalismo investigativo paranaense. Eles são Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, James Alberti e Gabriel Tabatcheik, autores da prestigiada série de reportagens denominada “Diários Secretos”, que denunciou irregularidades no uso do dinheiro público. Estima-se que o valor deste desvio ultrapasse R$100 milhões, sendo que já foram comprovados R$26 milhões. Foram os três homens do grupo que estiveram no auditório um do Bloco Azul da Universidade Positivo, no dia 13 de maio. Alberti, Kohlbach e Tabatcheik responde-

ram todas as perguntas dos alunos e professores, que ali estavam, sobre os bastidores do caso Diários Secretos, fruto de quase dois anos de investigações. Como vocês souberam que havia alguma irregularidade nos diários da Assembleia? James: O Karlos já tinha feito uma série de reportagens chamada “Gafanhatos”, que falava da existência de funcionários fantasmas na Assembleia, e a Kátia falava da não-veiculação dos diários da Assembleia. Eu fui fazer uma matéria sobre funcionários fantasmas de uma deputada que concorria à prefeitura de uma cidade da região metropolitana e, ao fazer essa reportagem, a pessoa que nos trouxe o documento acabou revelando o caminho aos diários da Assembleia. Como vocês tiveram o acesso efetivo aos diários? Como conseguiram fazer cópias de todos esses documentos? James: Quando eu fiz a matéria sobre os funcionários fantasmas da deputada, eu perguntei para o cara que me trouxe os diários da Assembleia: “Onde é que você conseguiu isso?”. E ele falou: “No segundo andar, em tal lugar, em tal setor.” Na verdade, os repórteres da Gazeta do Povo procuravam em outro lugar. Então, eu fui neste lugar com três trainees (estagiários), e disse para a funcionária que estava lá: “Eu sou monitor desses estudantes e nós queremos fazer um trabalho sobre a Assembleia do Paraná. Então, queremos ter acesso aos diários da Assembleia.” Ela concor-

dou. Sentamos em uma mesinha e ela trouxe os diários do ano de 1998. Separamos todos os que tinham nomeações, exonerações... Separamos os de 98, pegamos os diários de 99, pedi para a funcionária para levá-los para xerocar e disse que trazia no começo da tarde. Ela novamente concordou. No outro dia fizemos o mesmo processo. No último dia um diretor da Assembleia, que até hoje eu não sei o nome, perguntou o que estávamos fazendo ali e de que Universidade éramos. Disse também que precisávamos de algum documento para explicar o que estávamos fazendo. Eu disse: “Tudo bem, amanhã eu trago para o senhor.” Só que nós tínhamos terminado. Assim, eu xeroquei todo o material, entreguei e nunca mais voltei lá. Até hoje eles não sabem bem como a gente conseguiu isso. Mas foi simples: a gente foi lá, pediu, e a funcionária que estava lá entregou Quando vocês começaram a trabalhar efetivamente em cima dos diários e, inicialmente, qual era o objetivo? James: Nós tínhamos a intenção de responder a seguinte pergunta: quantos funcionários têm a Assembleia do Paraná? Isso começou em maio de 2008. Em março de 2009 a Assembleia publica a lista de funcionários. Nesse momento nós já tínhamos uma planilha de Excel com nomeações, exonerações e aposentadorias, de 1998 a 2008. Assim, a Kátia, que ficou sabendo que nós tínhamos esse material, nos procurou na RPC e con-

versamos pra gente fazer uma matéria em conjunto. Discutimos com a chefia e transformarmos isso num projeto corporativo. Nesse processo foram incluídos o Karlos, o Gabriel e a Kátia. Então, nós começamos a realizar esse material - que tinham milhares de erros - e a melhorar a nossa planilha. Por fim, chegamos à planilha que é a base de dados que está na internet, que só tem dados de 2006 em diante. Não tem os dados de 98 a 2005 porque nós xerocamos só os diários que tinham movimentações de funcionários. Nós começamos a fazer a investigação e chegou um momento em que tivemos acesso a todos os diários da Assembleia do ano de 2006, mesmo os que não tinham nenhum tipo de movimentação. Aí nos impusemos ao desafio de ter acesso a todos os diários de 2006 em diante, e conseguimos. Os diários avulsos nós não tínhamos controle, ninguém consegue controlar. Como nós tínhamos todos os diários oficiais da Assembleia de 2006 pra cá, resolvemos focar nesse período em que nós tínhamos todos os documentos oficiais. Como foi o trabalho de montagem da planilha com os dados dos diários? James: Foi um trabalho muito chato mesmo, de muita persistência. Tivemos que ficar dias e noites, durante meses, olhando e checando nome de fulano, função de fulano, funcionário de qual deputado... Passamos por 80 ou 90 mil linhas de Excel e checamos isso cinco vezes. Realizamos um monte de tabelas, com um monte de in-

formação. Nós não tínhamos sequer percepção de que o volume de desvio era tão grande, de que as coisas tinham essa dimensão. Existe um material muito grande que ainda não veio à tona, e a gente nem sabe se ele vem. Gabriel: É evidente que, quando começou, nós pensávamos que iríamos trabalhar algumas semanas, um mês, no máximo. Mas nós começamos a descobrir coisas... aí descobria uma maior, depois uma maior ainda. A gente chegou, várias vezes, a quase publicar, mas aí descobríamos uma coisa muito grande e dizíamos: isso não está certo. No começo a gente não pegava nem a data em que o cara tinha entrado na Assembleia. A gente teve que descobrir também como os diários funcionavam. Não podíamos ligar na Assembleia e falar: “Olha, nós temos um diário aqui...”. Depois de um ano e meio trabalhando é que a gente entendeu como os diários funcionavam. Karlos: A gente demorou quase dois anos para divulgar tudo isso. O James ficou mais tempo. No feriado de Sete de Setembro a gente ficou até as quatro horas da manhã trabalhando. Então, o processo era de dois em dois: um ia falando e o outro, digitando. Depois passamos a fazer cinco correções. Cinco checagens pra ver se as informações estavam certas, pra definitivamente não errar. Porque é um tipo de matéria que, se você errar um nome, você expõe uma pessoa que não tava na Assembleia... aí você toma um processo enorme.


8 Cultura

Curitiba, quarta-feira, 26 de maio de 2010

O carisma de

Fernanda Takai Cantora se apresentou no domingo no Teatro Sesi/Cietep Matheus Chequim Não eram nem 19h30 quando Fernanda Takai subiu ao palco do Teatro Sesi/Cietep, no último domingo. O concerto estava marcado para 19h, mas a cantora parece ter respeitado o atraso de parte do público, que deixava alguns lugares vagos quando se sabia que os ingressos já estavam todos esgotados desde quinta-feira. A vocalista da banda Pato-Fu vinha a Curitiba pela segunda vez em pouco mais de seis meses, para apresentar as músicas de seus primeiros trabalhos em carreira solo: o CD Onde Brilhem os Olhos Seus, um tributo a Nara Leão, e o CD/DVD Luz Negra, registro ao vivo do show do primeiro disco. O espetáculo foi inclusive premiado no ano passado como o melhor de música brasileira pela Revista Bravo. Já com todos os lugares ocupados, “Canta, Maria” e “Luz Negra” iniciaram a apresentação de forma tímida, direta, sem mais surpresas ou emoções. Praticamente não houve intervalo de tempo entre as duas mú-

sicas, que, bem executadas, naquele momento compunham ainda assim um show satisfatório, mas sem nada de excepcional. A explicação veio logo em seguida, e de forma bem-humorada, quando Fernanda pediu desculpas ao público, dizendo que ela e os demais músicos da banda visitaram alguns amigos durante a tarde, e que o churrasco parecia estar atrapalhando sua mobilidade no palco. A platéia riu. “Espero que não atrapalhe na performance”, completou ela em meio aos risos, antes de seguir com a próxima canção. “Diz que fui por aí” já começou em um clima diferente. Várias pessoas cantavam e o público aos poucos foi ficando mais à vontade. Mas foi ao som de “Lindonéia” (de Caetano e Gil) e “Com Açúcar, com afeto” (de Chico Buarque) que o show cresceu consideravelmente, com bom desempenho tanto de Fernanda Takai quanto dos integrantes da banda. Interrupções como a do início, quando a cantora interagia um pouco com o público, passaram a ser mais frequentes. Com suavidade não só para cantar como também para falar, ora ou outra ela fazia comentários engraçados sobre coisas como o confinamento da seleção brasi-

leira em Curitiba, sobre sua maneira falta de coordenação motora para dançar as próprias músicas, ou até mesmo sobre seu hábito de falar bastante entre uma canção e outra. E o público ria, menos pela graça das brincadeiras que Fernanda fazia, e mais pela graça que ela tinha no jeito de falar. A versão de “Ordinary World”, de Duran Duran, foi um dos pontos altos do show, assim como a performance de “O Barquinho”, cantada em japonês e com a participação de uma espectadora muito corajosa que subiu ao palco a convite de Fernanda. “O Ritmo da Chuva” fechou o show com perfeição e emoção por parte da cantora, que ficou sensibilizada com a participação da platéia e não foi para o camarim antes de avisar a todos que estaria disponível dentro de alguns minutos no hall do Cietep para distribuir beijos, abraços e dar autógrafos. “E quem não tiver nada pra eu autografar, a barraca do beijo é grátis, hein?” disse Fernanda, e após receber aplausos, desceu do palco. Fernanda Takai foi adorável, encantadora e protagonizou um dos melhores shows deste primeiro semestre em Curitiba. O espetáculo terminou por volta das 21h15, horário bem acessível para se terminar um show em um domingo. Para os fãs, fica a expectativa do possível retorno da cantora em um futuro próximo, com o Pato-Fu.

Menu Rodrigo Cintra

MPB Baiana O músico e compositor baiano Tom Zé apresenta seu novo show, “Pirulito Pirulito da Ciência”, na capital paranaense, neste final de semana. O repertório é composto por canções que marcaram os 50 anos de carreiras do artista. Ao lado de sua banda, Tom Zé toca músicas como “Brigitte Bardot”, “Augusta”, “Angélica e Consolação” e “Tô, Hein?, Ui (Você Inventa)”, entre outras. Onde: Teatro da Caixa (R. Conselheiro Laurindo, 280, Centro). Quando: Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h. Quanto: R$ 20. Divulgação

Pensando rápido Para quem gosta de espetáculos de improvisação, a dica é a peça “Entre Risos e Improvisos”, em cartaz no Teatro Barracão Encena. No palco, os atores Alessandro Ferreira, Elton Krug, Gideão Campos, Juscelino Zilio, Kauê Persona, Lyncoln Lisboa e Vida Santos se revezam em jogos de improvisação com base em ideias e sugestões do público. Onde: Teatro Barracão Encena (R. Treze de Maio, 160, Centro). Quando: Sábado, às 23h; domingo, às 21h. Quanto: R$ 30.

Chuva de lâmpadas Seis mil lâmpadas incandescentes cheia de água compõe a exposição “Lágrimas de São Pedro – Acalento ao Sertão Nordestino”, em cartaz na Galeria da Caixa. A mostra do artista baiano Vinícius S.A. é inspirada na novena de São Pedro – quando os fieis oram pedindo as lágrimas do santo para compor a chuva – e reflete a relação sagrada do nordestino com a chuva. Onde: Teatro da Caixa (R. Conselheiro Laurindo, 280, Centro). Quando: Terça a sábado, das 10h às 21h; domingo, das 10h às 19h. Quanto: Gratuito.

Eriva Morais / Divulgação

Divulgação

Só pensam naquilo Esta é a última semana da temporada da peça “Os Comediantes: Tudo Sobre Sexo”, no Teatro Lala Schneider. Dez dos melhores comediantes de Curitiba se revezam no palco em uma verdadeira marotona do Riso. Nane Narineski, Daniel Marcondes, Joel Vieira, Sonya Bacila, Marino Jr, Ade Zanardini, Alisson Diniz, Maicon Santini, Claudinho Castro e Marcyo Luz fazem piadas sobre sexo e apresentam vários personagens. Onde: Teatro Lala Schneider (R. Treze de Maio, 629, Centro). Quando: Sexta, às 23h59. Quanto: R$ 30.

LONA 566 - 26/05/2010  

JORNAL LABORATÓRIO DO CURSO DE JORNALISMO DA UNIVERSIDADE POSITIVO