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RIO DIÁ do

Curitiba, terça-feira, 18 de maio de 2010 - Ano XII - Número 560 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

BRASI

L

redacaolona@gmail.com

Manifestação no Centro pede fim dos manicômios O Coletivo da Luta Antimanicomial do Paraná promoverá hoje o Ato pela Reforma Psiquiátrica, às 8h30, na Praça Santos Andrade, no centro da cidade. A manifestação, que contará com a participação de estudantes e de profissionais da área psiquiátrica, marca as comemorações do Dia da Luta Antimanicomial. Pág. 3 Maria Carolina Lippi

Colunas A banda irlandesa U2 é o tema da coluna de Álbuns Clássicos de hoje, com o seu CD “Boy”, de 1980. O espaço literário traz uma reflexão sobre as obras do escritor francês Gustave Flaubert, com destaque para Felicité, personagem do conto “Um coração Singelo” Pág. 6

Café e arte O barista é o profissional responsável pelo preparo do café nas melhores cafeterias. Parece simples, mas existe até um campeonato para premiar os melhores preparadores da bebida. Pág. 5

Começou ontem o XI Congresso da Intercom Sul, em Novo Hamburgo (RS). Mais de 1700 pessoas participam do evento, que reúne pesquisadores, professores e estudantes de Comunicação do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Pág. 8

Meninos e meninas separados em sala de aula?

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Espaço do Leitor Muito bom o artigo do Fernando de Castro sobre a cobertura das eleições 2010, e a matéria da Maria Carolina Scherner sobre o debate com os jornalistas que investiga(ra)m as corrupções na AL/PR, no LONA de ontem. Isso sim é escrever sobre política. Luiz Felipe Deon, estudante de jornalismo, via twitter (@lfdeon) O grande problema é sempre o mesmo: todo os dias são publicados os textos das mesmas pessoas, que são amigas dos editores. Isso empobrece o jornal. É preciso haver uma abertura maior para todos participarem. Só assim, haverá motivação para as pessoas escreverem no jornal (Ana Paula Glockner e Camila Franklin, quinto período de Jornalismo.)

Expediente Reitor: José Pio Martins. Vice-Reitor: Arno Antonio Gnoatto; PróReitor de Graduação: Renato Casagrande; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Cosme Damião Massi; Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa e Pró-Reitor de Extensão: Bruno Fernandes; Pró-Reitor de Administração: Arno Antonio Gnoatto; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira e Marcelo Lima; Editores-chefes: Aline Reis (sccpaline@gmail.com), Daniel Castro (castrolona@gmail.com.br) e Diego Henrique da Silva (ediegohenrique@hotmail.com).

Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”. O LONA é o jornal-laboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP Redação LONA: (41) 3317-3044 Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000

Curitiba, terça-feira, 18 de maio de 2010

Opinião

A escravidão do voto

Memória é o que falta

Aline Reis

Nathalia Cavalcante

sccpaline@gmail.com

nathalia.jornal@gmail.com

Outro dia estava vendo meu Twitter quando li um tweet que dizia: “depois de 122 anos de libertação, ainda somos obrigados a votar”[sic]. Como assim, “obrigados a votar”? O voto é um direito conquistado, sobretudo no Brasil, onde passamos grande parte da nossa história dominados por ditaduras autoritárias, com o perdão da redundância. O fulano que postou isso no sítio de relacionamentos deve ter uns 15 ou 16 anos e isso é o mais preocupante. A nossa juventude alienada de todo processo histórico de lutas e reivindicações de uma geração marcada pela ditadura. Decerto não conhece o Pasquim, acha que a Dilma Rousseff foi presa porque é terrorista e depois toma uma coca no bar da esquina. Votar, ao que me parece, para eles significa assumir a responsabilidade pela direção do país. E responsabilidade assusta. Assusta porque se as coisas não dão certo, você também tem sua parcela de culpa. Assusta porque criticar é mais fácil que reconhecer o erro. Assusta porque ninguém está nem aí para o futuro do país. Eles só não querem votar. E depois disso ficam revoltados com o que chamam de “políticas assistencialistas” como o Bolsa Família, o ProUni e afins. Ainda no mundo “Twittal” a candidata à Presidência Marina Silva (PV) postou: “Quem critica o Bolsa Família são aqueles que nunca passaram fome”. Fato. Nunca vi ninguém que receba o auxílio do governo de forma justa reclamar disso. Não só por mera conveniência, digo aqui que as pessoas que criticam geralmente conhecessem pouco ou não conhecem a política. São os zé-ninguéns que reproduzem o senso comum. O senso comum que diz: “Não perco meu voto, eu voto em branco”. Tá bom. Votar em branco nada mais é do que comodismo. Geralmente, quem vota em branco é o cara ou a guria que não tem problemas educacionais, que mora num condomínio fechado e que, aos fins de semana, vai ao cinema assistir Avatar. O voto em branco manifesta a burrice de classificar aquilo que é um direito como um dever. E depois de toda essa reflexão, cheguei à conclusão de que escravidão nada tem a ver com voto. E tenho dito.

Viver em locais que oferecem risco de desabamento e à saúde não é a primeira alternativa das pessoas. A falta de opção leva a população carente a morar em lugares que não contam com os recursos de uma cidade moderna. Nesses locais, a precariedade é o que impera. Levada a construir suas casas próximas a esgotos e encostas, a população pobre é a principal vítima das forças da natureza. Com as fortes chuvas, o noticiário de TV e dos jornais fica repleto de tragédias que poderiam ter sido evitadas. Isso reforça o que ocorreu em Niterói (RJ), no início de abril, e que acontece por todo o país. O Morro do Bumba, local que abrigou o segundo aterro sanitário da cidade, passou a receber moradores anos depois de ter sido desativado. Em abril, literalmente afundou, engolindo e matando dezenas de pessoas.

Divulgação/ Blog Marcelo Abreu

As pessoas esperam respeito, pela lembrança de quem tem o dever de garantir qualidade de vida. Lembrar da população somente como eleitora e deixá-la à mercê por quatro anos passou a ser rotina. A ocupação do morro, feita de maneira irregular, mas com a conivência do setor público, trouxe uma série de riscos para os moradores, apesar de haver esperanças. Desde que ocupou a área, a comunidade esperava melhorias no local. E, num primeiro momento, encontrou: foram implantados escola, obras de saneamento, programa de saúde pública, instalação de luz, quadra e creche. O problema é que, mesmo sabendo dos riscos — mas de olho nas eleições —, o poder público apenas ajudou a remediar a situação dos moradores, sem oferecer uma alternativa melhor, que seria criar habitações populares em área segura. Apesar da tragédia ocorrida no local, o prefeito preferiu deixar a culpa por conta da natureza. Em entrevista à CBN, Jorge Roberto Silveira comparou o desastre a tsunamis e terremotos. “Eu não fujo das minhas responsabilidades, mas ninguém responsabilizou governantes da Ásia pelo tsunami ou os chilenos pelo terremoto. O que houve foi um desastre natural”. Silveira disse que não teve culpa alguma pelo desabamento. Chegou a afirmar que sequer se lembrava de que até 1986 o local havia sido um lixão. “Quando fui ao Bumba, vi que as pessoas procuravam um culpado, mas eu não tenho culpa, não mandei chover aquela quantidade de chuva.” Realmente, ele não mandou chover, mas também não poderia se colocar desta maneira diante da situação. De acordo com O Globo, “com a desativação do lixão do Morro do Bumba, foi proibida a ocupação do local, mas aos poucos, por falta de fiscalização, foram construídas pequenas casas de alvenaria”. Depois que o problema mostra suas consequências, não basta encontrar os culpados. As pessoas esperam respeito, pela lembrança de quem tem o dever de garantir qualidade de vida. Lembrar da população somente como eleitora e deixá-la à mercê por quatro anos passou a ser rotina. Enquanto isso esperam-se novos temporais, para virem à tona mais desmoronamentos de moradias irregulares e continuar a falta de planejamento habitacional para estes eleitores, quer dizer, moradores.


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Curitiba, terça-feira, 18 de maio de 2010

Por uma sociedade sem MANICÔMIOS Daniel Castro Como o próprio nome diz, o Movimento Antimanicomial defende a extinção dos manicômios e a substituição do modelo de tratamento psiquiátrico atual. Os militantes da luta se empenham em defender um tratamento mais humano para as pessoas que apresentam algum tipo de transtorno mental, buscando lidar com os pacientes de forma diferente da qual eles são tratados nos manicômios. Para entender a luta é necessário buscar referências históricas que datam da Revolução Francesa, quando aqueles que eram considerados alienados por não possuírem razão e serem alucinados eram mandados para asilos psiquiátricos. Esses asilos tornaram-se espaços de exclusão e sinônimos de tratamento desumano para com os pacientes. No Brasil, as lutas pelas reformas na psiquiatria ganharam força em 1978, com o surgimento do Movimento dos Trabalhadores de Saúde Mental (MTSM). Em 1987, durante encontro do MTSM realizado em Bauru, a luta ganhou força com o lema: “Por uma Sociedade Sem Manicômios”, e passou a conquistar espaço em diferentes esferas da sociedade civil. Com isso, em 1989 foi criado o projeto de lei Paulo Delgado, propondo a extinção do modelo psiquiátrico atual, que seria substituído gradualmente por outras formas de atendimento pautadas em modelos assistenciais e que privilegiam a tecnologia de cuidados, responsável por criar vínculos afetivos entre os pacientes. No entanto, o projeto só foi aprovado em 2001, com um texto diferente do original. Para Diana Theodoro, trabalhadora de saúde mental e militante do coletivo da luta, o preconceito com o portador de transtorno ainda é grande, o que faz com que o movimento avance devagar. “As pessoas pensam que o louco é um sujeito perigoso. A

mídia atua reforçando o discurso, o que faz com que ele se perpetue no imaginário social”, explica. Para ela, seria necessária uma mudança de comportamento da sociedade. “A partir do momento em que as pessoas conhecem e convivem com os pacientes, passam a respeitá-los”, disse. No Paraná existe apenas um hospital psiquiátrico público. A mudança de modelo

requer um investimento governamental no sistema gratuito de saúde, o que afeta os interesses da indústria hospitalar. “Uma vez que se tenta fechar os manicômios, você interfere em uma mercadoria que gera lucro para os donos dos hospitais psiquiátricos”, conta a militante. A estudante de Psicologia da UFPR Náthalie Pavese acredita que os manicômios medicam os pacientes de forma inapropriada,

No Dia da Luta Antimanicomial, profissionais e estudantes de psicologia defendem uma ampla reforma psiquiátrica

deixando de lado fatores importantes para o tratamento. “É importante que haja o contato com a família e com a sociedade. Quando a pessoa sai do manicômio, ela não está preparada para viver em sociedade porque foi excluída durante esse processo”, afirma. A estudante ressalta ainda que a discussão é uma importante forma de lutar por melhorias na saúde de uma maneira

geral. “Defendemos um sistema de saúde público de qualidade. Os doentes mentais não são menos cidadãos, e por isso devem ser respeitados”, diz. Serviço O Coletivo da Luta Antimanicomial do Paraná promoverá hoje o Ato pela Reforma Psiquiátrica, às 8h30 na Praça Santos Andrade. A praça fica no Centro de Curitiba.

Claudia Raia realiza workshop no Teatro Positivo Priscila Paganotto A equipe de produção do espetáculo “Claudia Raia em Pernas pro Ar” conversou com um grande público admirador do teatro, no domingo, no auditório do Teatro Positivo. Em um diálogo descontraído com os participantes, depois da passagem de um vídeo, Claudia Raia esclareceu dúvidas sobre a produção da sua peça, que está rodando o país. O vídeo revelou que a produção da peça envolve aulas pesadas de canto, dança, encenação, figurino, além da tecnologia utilizada para o cenário. Com argumento de Luis Fernando Veríssimo, texto de Marcelo Saback e direção de Cacá Carvalho, acompanham Claudia Raia na equipe de atuação onze atores, cantores e bailarinos, além de orquestra. O espetáculo é sobre um sonho, cuja protagonista, Helô (personagem vivida por Claudia), é a sonhadora. Sonha para experimentar uma outra vida fora da sua realidade cotidiana de dona de casa muito exemplar. O que chama atenção é que a atriz, aos 43 anos,

além de representar, cantar e dançar, vive várias “Helôs”, mudando suas roupas muitas vezes durante a peça. Dirigir um espetáculo destes, segundo Cacá Carvalho, significa receber um presente. Ele dá também a dica àqueles que querem seguir este estilo teatral: “Só tem duas maneiras de aprender a subir na vida: através do conhecimento e do roubo. Um bom ladrão rouba com eficiência de um livro, de um espetáculo, com o olho e com o ouvido”. Francielle Gonçalvez Gomes é estudante de teatro e afirma que conversar com o elenco foi uma grande oportunidade. “Você fica impressionada de ver o talento de todo mundo. Uma coisa que eu vou levar daqui é a experiência. Isso é um sonho”. “Quando eles participam de um evento como este, eles começam a enxergar o espetáculo de uma forma que eles nunca viram. Os espetáculos da fundação cultural sempre foram pequenos, experimentais, e eles começam a enxergar que tudo é muito maior e que eles podem também sonhar com isso”, afirma Tatyane Ravedutti, professora de teatro da Regional da Fundação Cultural de Santa Felicidade.

Trata-se de um teatro musical, onde o trabalho é muito mais complexo, pois o ator deve atuar, cantar e dançar com eficiência. Para isso, é utilizada a técnica “belting”, onde a voz falada tem o mesmo tom que a voz cantada, não dando a impressão de que o ator muda a voz para cantar. “Tudo é ao vivo, nada é gravação durante a peça”, diz Marconi Araújo, diretor musical. Este foi o principal desafio para Claudia Raia. Quando decidiu fazer o espetáculo, a atriz começou a fazer aulas de canto duas vezes por dia, das 7h30 da manhã às 9h30 e às dez horas da noite. “Um trabalho cansativo, mas se o desafio fosse pequeno, não seria para mim”, afirma Claudia, que em um ano conseguiu dar um grande salto na afinação da sua voz. Juntos, todos os trabalhos realizados devem contar a história: a roupa utilizada, cada movimento da coreografia, cada música, iluminação e cenário. Claudia conta que teve vontade de desistir várias vezes, mas seus colegas não a deixaram. Foi realizada uma preparação de três meses dos atores em cada área citada,

trabalhando de oito a dez horas por dia. No final do dia, os atores ensaiaram com tudo o que foi aprendido nas aulas. “A aula de balé, por exemplo, é essencial para que o ator não se machuque em cena”, afirma Claudia. Ao responder uma pergunta da plateia, ela resumiu a construção de sua peça em duas palavras: coragem e dificuldade. A ideia parecia impossível de ser concretizada, pois ser itinerante exige que a equipe monte cenários com 45 microfones em cinco/seis horas e tudo tem que funcionar perfeitamente. São 51 pessoas trabalhando e 20 toneladas de equipamentos, que precisam ser deslocados pelo país inteiro. A preparação do local da apresentação da peça deveria ser feita em uma semana, mas está sendo em três dias. “Isso quando o teatro libera esse tempo para a gente, quando conseguimos chegar a tempo na cidade, enfim, quando temos sorte”, conta Claudia. A protagonista finaliza o encontro afirmando que “a gente não deve correr dos sonhos, mas sim ir atrás deles”.


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Curitiba, terça-feira, 18 de maio de 2010

Saúde

Modalidade de massagem representa melhoria imediata nos níveis de estresse no trabalho Cresce no país a Quick Massage: terapia de poucos minutos e resposta rápida na intenção de elevar o bem-estar entre funcionários Érica Silka

Quem passou pela experiência conta que o alívio das tensões é imediato

Daniel D'Alessandro Alguns instantes de relaxamento durante o expediente podem gerar benefícios surpreendentes para a saúde do funcionário e para a empresa. Aliado a isso, a Quick Massage, vertente da massoterapia utilizada em ambientes corporativos, tem demanda crescente em todo o Brasil. Trata-se de sessões de massagem que duram de 15 a 20 minutos, feitas em cadeiras especialmente projetadas com o objetivo de promover o equilíbrio físico, mental e energético, aliviando tensões e dores localizadas. Algumas das técnicas realizadas são movimentos de dedos e palmas das mãos, com manobras de deslizamentos superficiais e profundos, além de amassamento, pressões, vibrações e percussão. Uma sessão da massagem é capaz de aumentar a circulação do sangue, o que gera a redução dos riscos de lesões, principalmente quando o tempo está frio. A irrigação sanguínea abundante faz com que os músculos fiquem prontos para responder às exigências dos exercícios sem que haja

traumas musculares. Dentre as vantagens que o serviço produz para o empresariado, estão os resultados em curto prazo, que incluem melhoria na disposição dos empregados e, consequentemente, aumento da produtividade. “Além disso, o nível de atenção dos funcionários melhora, bem como a qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho”, diz Ângela Brandini, professora de massoterapia e responsável pela aplicação da Quick Massage em empresas de Curitiba. São vários os setores que procuram a terapia no Brasil, como hospitais, bancos, comércio e, principalmente, agências de telemarketing. “Normalmente aplicamos nos ambientes em que os níveis de estresse e pressão são grandes”, afirma Brandini. No entanto, a massoterapeuta aponta que há contraindicações para a realização da massagem, como patologias em fase aguda, processos infecciosos e inflamatórios em estágios avançados, febre, enfermidades tumorais e alterações neurológicas.

Custo-benefício Kelly Giulianis promove sessões de Quick Massage em sua empresa há quatro anos. Ela afirma que a resposta positiva adquirida em pouco tempo foi surpreendente. “A relação entre custo e benefício é fantástica, já que as despesas não passam de R$10 por funcionário em cada massagem”, diz. Seu quadro de empregados reduziu em até 35% as faltas esporádicas ao longo do primeiro mês de aplicação; desde então, seus funcionários passam pela terapia quinzenalmente. Kelly conta ainda que 15 dias é o período ideal entre uma sessão e outra. “Após aproximadamente 14 dias, os funcionários voltam a ficar expostos ao nervosismo. É necessário que seja algo contínuo dentro da corporação”. Recomendação A Quick Massage é unanimidade também entre as pessoas que passaram pela experiência. Marli Ribas é recepcionista de um hospital em Curitiba e recomenda a qualquer pessoa que faça uso da

massagem. “Percebi um alívio imediato logo na primeira aplicação”, afirma. Marli lista boa disposição e bemestar até mesmo em casa como as vantagens que adquiriu. Para ela, essa terapia alivia malefícios do cotidiano como um todo, não sendo res-

tritas ao tratamento das tensões corporativas. “Há várias coisas na nossa vida que nos irritam bastante. Tenho ido aos bancos, por exemplo, apenas no meu horário de almoço, após passar pelas massagens aqui no hospital”, observou.

Érica Silka


5 Arquivo Pessoal Simoni Yamaguty

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Geral

Conhecimento que cabe em uma

xícara

Laura Beal Bordin

“Experimenta este, tem notas de jasmin”. Qualquer pessoa que escute esta frase acredita que esteja se falando de perfume. Mas, acredite se quiser, neste momento a barista e especialista em cafés Simoni Yamaguti segurava uma pequena xícara cheia com uma variedade especial da bebida. “A diferença vem da fazenda. A qualidade do café é um processo. Um processo que deve ser respeitado”, diz. Para Simoni, dez anos atrás poucas pessoas sabiam apreciar o café. Este número vem aumentando nos últimos anos, como mostram dados da Associação Brasileira de Café e Barista (ACBB). Criada em 2005, a associação

passou de apenas 19 associados para mais de 90 em 2009. “Muita gente não gosta do amargor do café, mas poucos realmente sabem que o bom café não é amargo”, conta Simoni ao explicar qual é a importância de um barista na qualidade da bebida. Assim, fica fácil perceber o quão difícil é encontrar a bebida perfeita. E o barista perfeito. Simoni é proprietária de um café em Curitiba e sabe como ninguém falar sobre o barismo. “O barista deve ser destemido. Não pode ter limitações e saber trabalhar bem com a sensorialidade. Como em qualquer profissão, o prazer, gostar do que faz é essencial”. Além disso, a especialista resalta que gostar de café é imprescindível. “O paladar do ba-

O barista é o profissional da xícara perfeita, conhece tudo sobre cafés e sabe como combiná-los

rista deve ser melhor do que o do cliente. Senão, seu trabalho nem seria notado”.

Premiações O reconhecimento do profissional barista vem com premiações em campeonatos. Isso mesmo, existem campeonatos para avaliar os profissionais do café. Existem até mesmo treinamentos específicos para este tipo de avaliação. Os competidores são avaliados principalmente por suas técnicas de preparação da bebida. O barista Ricardo Nisiide já participou no Campeonato Paranaense e foi premiado com o 5º lugar, classificando-se para o Campeonato Brasileiro de Baristas, realizado pela ACBB

em março deste ano. O primeiro classificado na etapa brasileira participa do campeonato mundial, que reúne os melhores baristas de 22 países. Nisiide ficou em décimo lugar, mas acredita que o aprendizado vale mais que qualquer premiação.”A maior recompensa é o reconhecimento da importância da profissão”. O barista acredita que o campeonato é uma forma de gerar conhecimento e interesse dos consumidores em saborear a bebida em estabelecimentos que sabem como preparar a bebida de forma adequada. O campeonato consiste em preparar, em apenas 15 minutos, 4 expressos, 4 cappuccinos e 4 drinques de assinatu-

ra. Este tempo também envolve apresentar e servir os juízes, de forma correta e carismática, demonstrando sua paixão pela bebida. O barista tem, previamente, 15 minutos para a organização de sua estação de trabalho, e o mesmo tempo para realizar a limpeza dos equipamentos. Como proprietária de um café, Simoni ressalta que o campeonato e o tempo escasso são necessários para situar o barista no dia a dia de um café. Ricardo Nisiide concorda: “Ter participado do campeonato nacional pela primeira vez era somente conhecer outras pessoas que também trabalham na área e vivenciar um pouco mais da profissão”.

Arquivo Pessoal Ricardo Nisiide

Formação

Ricardo ficou na 10ª colocação no campeonato nacional de baristas

No Brasil, não existe uma regulamentação, ou formalidade para a prática da profissão. Mas isso não torna o mercado de trabalho menos concorrido. Simoni diz que o mercado para um barista é amplo e restrito ao mesmo tempo. Amplo, pois é um segmento pouco explorado, e restrito, porque exige bastante experiência. A especialista ainda afirma: “Precisamos formar baristas, e não operadores de máquinas”. Vários cursos são ofertados, mas para Simoni são poucos os que realmente, com poucas horas de teoria e prática, conseguem formar profissionais qualificados. Nisiide acredita que a profissão em Curitiba esteja caminhando, embora em passos lentos. “Aos poucos os consumidores vão tomando consciência da diferença de um bom barista no preparo do café”. O barista premiado ainda conseguiu resumir em poucas palavras a beleza de fazer o que se gosta:”a profissão me ensinou que os mínimos detalhes fazem uma grande diferença na xícara”.


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Curitiba, terça-feira, 18 de maio de 2010

Marcos Assis

Eli Antonelli Escreve quinzenalmente sobre literatura, sempre às terças-feiras eliantonellijornalismo@gmail.com

Álbuns clássicos

Literatura

O perfil de Felicité aos olhos de Flaubert Ao pensar no escritor francês Gustave Flaubert, a primeira obra que vem à mente de muitas pessoas é “Madame Bovary” – obra que levou o escritor ao júri, pois foi considerada, num primeiro momento, imoral e contrária às normas morais e religiosas dos padrões da época. Em 1856, enfim, o processo foi arquivado e o adultério de Emma Bovary, legitimado dentro de uma sociedade provinciana em busca de uma vida melhor, foi liberado para ser imaginado e analisado por milhares de leitores ao longo dos séculos. Flaubert escreveu outras obras de destaque, como “Educação Sentimental” e “Salammbô”. A maioria delas era baseada em suas paixões intensas e seus amores platônicos. Porém, foi em “Um coração singelo” que ficou mais claro a capacidade de Flaubert de transformar palavras em imagens. Felicité, a protagonista, é diferente de Emma Bovary, que se perpetuou como uma personagem marcante, uma mulher à frente de seu tempo, que quebrou a ordem estabelecida para o seu destino. Felicité é uma criada que vive nas províncias de Pont-I’Évêque, na França, nos primeiros anos da década de 1800. Sua história de vida se confunde com a de uma santa, tamanha é sua dedicação, primeiramente a um namorado, ao seu trabalho, aos filhos, à pa-

Divulgação

Gustave Flaubert

Escreve quinzenalmente, às terças-feiras, sobre álbuns clássicos de música anubisctba@bol.com.br

troa, ao sobrinho e por fim a um papagaio. A edição da editora Rocco tem apenas 72 páginas. Mas, com palavras selecionadas, como só Flaubert sabia fazer, é possível passar pela vida de Felicitá em seus mínimos detalhes. A obra é um exemplo de um bom perfil, tamanho o detalhamento da vida singela da personagem. No decorrer da história, o leitor aguarda algum acontecimento bombástico que trará toda uma ruptura dentro da narrativa. Mas este acontecimento não vem; ao final da obra o leitor tem a sensação de que está numa janela, acompanhando tranquilamente o desenrolar de uma vida. Flaubert tinha uma capacidade de trabalhar as palavras de modo que as imagens não eram necessárias. Em 2006, a editora Scipione lançou uma coleção curiosa. Por meio de ilustrações e textos curtos, as cinco obras buscavam projetar o leitor fazendo você sentir, vivenciar e entender a vida em épocas e em países diferentes. Em “como seria sua vida na idade média?”, por exemplo, o leitor se vê diante de informações detalhadas, como que roupas você usaria na corte do rei, ou como você aprenderia a ler e a escrever ao invés de aprender um ofício. Para imaginar a vida de Felicité, seu tempo, seu mundo, séculos depois da Idade Média, não é necessário nenhuma ilustração, pois Flaubert tinha a capacidade de desenhar as imagens com suas palavras. Ítalo Calvino, em “Por que ler os clássicos”, afirma que o autor fazia muito bem esta relação palavra e imagem. Para ele, em “Um coração singelo” é possível ver os acontecimentos pelos olhos de Felicité. Madame Bovary e Coração Singelo vão para galeria dos clássicos certamente, por serem obras atemporais. A articulista Aline Pereira afirma que essa classificação se dá à obra quando, mesmo originárias de séculos passados, ainda são capazes de transmitir uma mensagem que condiz com a realidade atual. No caso de Madame Bovary, podemos afirmar que o que faz dela uma obra clássica é a capacidade de provocar este desconforto nos leitores, com temas polêmicos para serem vasculhados ou pelo texto ser capaz de fazer o leitor olhar para seu próprio umbigo. E em “Um coração Singelo”, a resposta de sua relevância está nas palavras do prefácio da obra da edição de 1987, em que Fernando Sabino destaca que esta obra é a descrição perfeita do que de mais puro, inocente e delicado pode existir como sentimento na alma humana.

Boy

Rep

rodu

ção

Banda - U2 Ano de lançamento - 1980

A década de 80 começava recheada de boas bandas. Joy Division, Talking Heads, The Clash. De Dublin, na Irlanda, cidade conhecida na época mais pelos ataques sangrentos do IRA (Exército Republicano Irlandês) e pelas brigas entre católicos e protestantes, uma obscura banda lançava o primeiro de uma série de álbuns que a tornaria um dos maiores grupos do mundo nas décadas seguintes. “Boy”, lançado em 1980 pelo U2, unia o bom e velho rock and roll com a fúria punk da época. As guitarras cheias de delay e harmônicos de The Edge, estilo característico e inigualável, a voz juvenil, na época, de Bono Vox, o baixo marcado e simples de Adam Clayton, e a bateria marcial de Larry Mullen Jr, já no primeiro disco mostravam um entrosamento e uma química própria das grandes bandas. A capa mostra o menino Peter Radar, vizinho de Bono, e não traz nem o nome da banda nem do disco. “I Will Follow” abre o CD, mostrando logo de cara o lado religioso da banda. A letra fala da relação com Deus, influência do país dos caras. Bono forçava a barra de vez em quando. Ele mesmo declarou nos anos 90 que era meio demagogo, e que tinha se enchido de falar em nome de certas coisas, como religião e seu próprio país. “Out of Control”, “Stories for Boys” e “The Eletric Co.” são fantásticas. O trabalho instrumental é simples, indo direto ao assunto, ao que interessa, sem as firulas instrumentais intermináveis que tinham marcado o rock progressivo dos anos 70, e que tinham sido destruídas pelo punk em 77. Eles sempre estiveram envolvidos com questões mundiais, como a fome e a aids. Em 1985, tocaram no Live Aid, festival que reuniu as maiores bandas da época, como o Queen, com a grana sendo revertida para combater a fome na Etiópia. O U2 manteve uma qualidade linear nos seus álbuns até “Rattle and Hum”, lançado em 1988. A partir daí a banda flertou com a música eletrônica, essa praga moderna, e acabou se perdendo um pouco em relação ao seu verdadeiro som. Ao vivo eles são, junto com os Stones, as únicas grandes bandas de estádio que sobraram. Bandas de estádio são as aquelas que, diante do crescimento do rock no final dos anos 70, passaram a tocar em grandes arenas, pois lugares pequenos já não acomodavam seu público. Confira alguns vídeos memoráveis dos caras, como o “Live at The Red Rocks” e “Rattle and Hum”. Ouvindo a discografia deles até 1988, no álbum “Rattle and Hum” você estará com o melhor que o U2 produziu em mais de 30 anos de carreira.


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Curitiba, terça-feira, 18 de maio de 2010

Educação

Especialista defende escola com

divisão

Maria Carla Guimarães, assessora da única escola com divisão de gêneros de Curitiba, alerta que falta de informação gera preconceitos ao modelo Tálita Rasoto Um ensino mais atraente pode ser o trunfo de muitas escolas para atrair pais que desejam matricular os filhos em uma instituição com ensino diferenciado. Entre as distinções, a divisão de gênero se tornou mais uma opção. Levando em conta as fases do desenvolvimento pedagógico de meninos e meninas, a Escola do Bosque e Mananciais, recém-inaugurada em Curitiba, prega o ensino dividido por gêneros. A assessora da escola, Maria Carla Guimarães, conta quais são os desafios e os benefícios que esta metodologia de ensino acarreta, bem como o preconceito herdado pelas escolas sexistas do século passado. Quais são as dúvidas mais frequentes apresentadas pelos pais quando querem conhecer e matricular o filho na escola? As questões que vêm em pauta quando os pais ou pessoas pedem informação sobre a escola são a da sociabilização e da separação dos gêneros. Se isso não vai causar algum prejuízo para os alunos e como conviver. A educação acontece naturalmente entre gêneros opostos e iguais, e a dúvida vem pela falta de conhecimento, por ser uma opção nova, que quebrará alguns paradigmas. A educação mista já foi incorporada há muito tempo pela sociedade, o que causa esse tipo de questiona-

mento e insegurança. Essas questões são respondidas não só aqui na escola, mas nos meios de comunicação, em pesquisas e no estudo da neurociência. Quais as maiores dificuldades que uma criança apresenta quando vem de uma escola mista? A postura inadequada, o desrespeito entre os gêneros, o bulling e os alunos que se provocam mutuamente são os maiores problemas, mas vamos nos adequando com o tempo, pois a escola educa a criança como um todo. Isso é uma forma de dizer que nós estamos preocupados com a formação humana, com a dignidade, com as virtudes que o aluno pode desenvolver e com o potencial que ele tem. A gente trabalha não só a alfabetização e a coordenação motora. Então, quando essa criança vem para gente com alguns modos, como correr demais, falar demais em horas inadequadas – como na hora de aprender – a gente vai moldando inicialmente aqui dentro. Essa diferenciação acarreta problemas quando há convivência entre meninos e meninas? Não, ao contrário disso. Por estarem separados, quando forem conviver na adolescência ou na juventude, vão se respeitar mais, porque foram separados na questão de educar, na questão da intelectualidade e na hora de interagir e sociabilizar. A gente procura resgatar a reafirmação da sexualidade dos dois gêneros e o respeito entre eles. Que mudança de comportamento se sobressai quando a criança frequenta uma escola sexista? Principalmente a mudança de postura no dia a dia. A gente trabalha muito a ordem e isso reflete

no cotidiano, pois eles passam para os pais e os coleguinhas. A própria forma de absorção do conteúdo é diferente: eles absorvem mais quando estão entre iguais, e seu aproveitamento e rendimento são melhores. Qual é o maior preconceito que há sobre esse modelo de ensino? O preconceito vem da falta de informação, gerando medo do desconhecido. Então, ocorre esse “pré-conceito”, um conceito não elaborado. Por exemplo: o fato de você separar não significa que você vai segregar. No século passado, isso acontecia porque o currículo era diferenciado: as meninas aprendiam a cozinhar e costurar, e os meninos a capinar e tinham aulas de mecânica. Hoje em dia, a gente separa para ver uma eficácia da educação e da absorção do conteúdo. O currículo é o mesmo; eles aprendem as mesmas coisas, só que a assimilação deles se dá de forma diferente. Escolher trabalhar com essa forma de ensino a fez mudar alguns conceitos sobre o assunto? Quando eu conheci a Escola do Bosque e Mananciais, a princípio houve um estranhamento da minha parte, pois eu me surpreendi com a ideia de separar meninos e meninas, principalmente por meninos terem aula com professores e meninas com professoras. Procurei me informar, li muitos artigos e eu me encantei. A convivência entre os gêneros na educação mista quando os alunos são adolescentes é muito desconfortável, pois na faixa etária entre 13 e 14 anos é difícil o professor manter a ordem em sala de aula e o foco dos alunos na aprendizagem. Eles estão preocupados com a roupa, celular e relógio. Na verdade, a escola tem a função de ensinar e educar, e isso acaba desviando do objetivo.

de gêneros

“A educação acontece naturalmente entre gêneros opostos e iguais, e a dúvida vem pela falta de conhecimento, por ser uma opção nova, que quebrará alguns paradigmas”, Maria Carla Guimarães, assessora da Escola do Bosque e Mananciais Chris Greene/ SXC

Meninos de um lado, meninas do outro. Com o novo método de ensino, habilidades de cada gênero serão valorizadas; o sistema ainda é polêmico na educação brasileira Guillermo Ossa/ SXC


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Curitiba, terça-feira, 18 de maio de 2010

Comunicação, cultura e juventude no Intercom Sul Aline Reis e Maria Carolina Lippi, de Novo Hamburgo (RS) Começou ontem o XI Congresso da Intercom Sul, este ano realizado em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Mais de 1700 pessoas participam do evento, que reúne teóricos, professores e estudantes de comunicação social do Paraná, Santa Catarina, além dos gaúchos. Estiveram presentes na conferência de abertura o prefeito da cidade, Tarcísio Zimmermann, a professora coordenadora do Intercom Sul, Paula Phull, o presidente da Intercom, Antônio Hohlfeldt, e a professora doutora em comunicação Raquel Recuero, da Universidade Católica de Pelotas. Racuero falou sobre as redes sociais e sobre a importância que elas têm no que diz respeito à comunicação e à socialização. “A gente é diferente [na web] porque é fácil ser diferente com um monte de gente igual à gente”, disse, durante a palestra, fazendo uma reflexão críti-

ca sobre os sítios de relacionamento como o Orkut. A pesquisadora ainda falou sobre a vida em rede: hipermidiática, pública e coletiva, segundo ela. “O canal de comunicação de 80% dos brasileiros entre 10 e 24 anos é a internet, por isso, a inclusão social para muitos é o Facebook, o Orkut e o Twitter”. Outro ponto abordado na palestra foi o conceito de sustentabilidade. O diretor da MTV/RS, Vitor Faccioni exibiu um vídeo de 30 minutos que mostrou o que os jovens entendem por sustentabilidade. Algumas partes causaram risos na plateia, que por vezes eram de indignação, como no caso do estudante de jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Daniel Ito Isaia. “Quando um jovem não ‘está nem aí’ com a sustentabilidade mostra como a mídia é deficiente. Isso é consequência da indústria cultural e das ações midiáticas feitas de forma irresponsável e descompromissada”.

A palestra de abertura na Feevale enfatiza redes sociais e visão do jovem em relação ao meio ambiente

Menu Daniel Castro

Artesanato Internacional Começou no último final de semana e vai até o próximo a 24ª edição da Feiarte, tradicional feira internacional de artesanato. A mostra conta com estandes que mostram a cultura de 20 estados e 15 países participantes. Este ano o destaque fica por conta de Pernambuco, estado homenageado com um estande de 150 m². O Uruguai também terá um espaço dedicado especialmente para o seu artesanato. Quando: Até o dia 23/5. Segunda a sábado, das 14h às 22h, e domingos, das 14h às 21h. Onde: Centro de Exposições do Parque Barigui Quanto: O ingresso custa R$ 8,00, sendo que menores de 12 anos não pagam e pessoas acima de 60 anos pagam R$ 4,00. Divulgação

Após as explanações dos palestrantes, a plateia pôde fazer perguntas durante 15 minutos e, em seguida, a prefeitura de Novo Hamburgo disponibilizou transporte para um tour cultural e comercial pela cidade. À tarde, houve mesas do Intercom Júnior, Expocom e trabalhos da Publicidade e Propaganda, bem como Relações Públicas. Durante a noite houve oficinas focadas na reflexão sobre comunicação, principalmente na área jornalística, além de outras palestras e apresentações culturais.

Artesanato de Caruaru, na região do Agreste de Pernambuco

Intercom Júnior reúne trabalhos de estudantes de comunicação da Região Sul Ontem foram apresentados os trabalhos de graduandos de Comunicação Social no Intercom Jr. Integrante do XI Intercom Sul 2010 – Comunicação, Comunidade e Juventude, que acontece até amanhã em Novo Hamburgo (RS). As apresentações de jornalismo foram divididas em duas sessões, ambas coordenadas pelo professor Luiz Ferraretto, da Universidade Caxias do Sul (UCS). Após as doze apresentações da primeira sessão, houve debates sobre os temas explanados. Cerca de 50 pessoas presenciaram os estudos, entre eles, estudantes da Universidade Positivo. Willian Marcondes Bressan tratou do tema “Liberdade de imprensa X Liberdade de empresa”; Alime Kamaia e Anna Luiza Garbelini falaram sobre “Festival Lupaluna, um exemplo de agendamento nas pági-

nas da Gazeta do Povo”, e Aline Reis e Maria Carolina Lippi discutiram sobre a relação entre mídia e esporte em “Comparativo entre diário esportivo Lance! e o caderno esportivo do jornal Folha de S. Paulo”. Todos os estudantes estão no terceiro período. Muitos dos trabalhos se basearam no estudo do jornalismo na internet. O webjornalismo ou jornalismo digital foi tema de Augusto Moreira Pinz, estudante de Jornalismo do sexto período da Universidade Católica de Pelotas. Seu estudo “O jornalismo digital mostrando uma comunidade ao mundo” é um projeto de site jornalístico voltado com notícias da cidade gaúcha de Canguçu. Na cidade não há jornal impresso, somente os vindos de Porto Alegre, que não dão atenção aos acontecimentos da cidade do estudante. O blog foi uma

alternativa de Pinz para escrever sobre o que acontece na cidade de 56 mil habitantes. Pela primeira vez apresentando no Intercom Júnior, o estudante apreciou a oportunidade de debater sobre o que foi apresentado pelos acadêmicos. “Adorei a questão do debate, foi muito bom. Há várias coisas boas para explorar em comunicação”. O coordenador Luiz Ferraretto elogiou os trabalhos e a importância dos alunos, futuros pesquisadores e profissionais de mercado, apresentarem metodologia em seus estudos. “Para ciência existe metodologia. Temos que ver de que ponto está olhando o problema e ver que ponto é empírico. Se estão fazendo pesquisa, você deve pensar em metodologia”. Durante o dia de hoje, ainda haverá apresentações de trabalhos do Intercom Júnior e Expocom. (AR e MCL)

Para rir Amanhã é dia de stand-up comedy com Diogo Portugal no Teatro Regina Vogue. A apresentação “Portugal é aqui” conta com os personagens de sucesso da carreira do artista. Quem for até o teatro verá o office-boy Elvisley, a manicure Marlene Marluce Catarina, a ex-prostituta Pamela Conti e o porteiro Ediomar. Quando: Amanhã, às 21h00. Onde: Teatro Regina Vogue - Av. Sete de Setembro, 2775 - Shopping Estação, Curitiba - PR Quanto: R$ 40 a inteira e R$20 a meia-entrada.Ingresso

Arte popular Para quem gosta de pintura e escultura, a Sala do Artista Popular traz a exposição “Naïf Sob Dois Olhares”. Um desse olhares é de Antônio Carlos Rigatto, que apresentará dez obras em acrílico sobre tela. Os temas retratados são bastante nacionalistas, como o carnaval, o desfile de Sete de Setembro e paisagens do Pantanal. O outro olhar fica por conta de Valdir de Andrade, que mostrará suas esculturas, privilegiando temas como casas e bichos. Onde: R. Saldanha Marinho, s/nº - anexo à Secretaria de Estado da Cultura Quando: Até o dia 13/6 Quanto: Gratuito


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