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RIO DIÁ do

Curitiba, segunda-feira, 17 de maio de 2010 - Ano XII - Número 559 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

Opinião

Jornalismo em tempos de pré-eleição A imprensa paranaense traça vários cenários diferentes a respeito das disputas eleitorais. O nosso articulista comenta como essas especulações afetam o debate político.

BRASI

L

redacaolona@gmail.com

A face obscura da Assembleia Legislativa José Gil

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Cultura

Mulheres & Jazz O Projeto Jazz e MPB no Campus, da Universidade Positivo, reúne na próxima quartafeira amantes da música e nomes como Helinho Brandão. As apresentações acontecem no período da manhã, a partir das 8h30, e da noite, às 20h, no bloco azul. Pág. 8

Divulgação

Academia

Aprendendo na prática Alunos de Odontologia da Universidade Positivo prestam atendimento à comunidade e utilizam a clínica como uma oportunidade de praticar o que aprendem em sala de aula Pág. 7

Jornalistas envolvidos na investigação que resultou na publicação da série de reportagens dos “Diários Secretos”, do jornal Gazeta do Povo e RPC TV, falam sobre a produção e os dois anos de apuração das fraudes na Assembleia Legislativa do Paraná. O Ministério Público vai usar as publicações para

verificar as denúncias que já resultaram na prisão de três pessoas e já fizeram com que 13 envolvidos fugissem da Justiça. O debate aconteceu no auditório do bloco azul da Universidade Positivo e reuniu estudantes e professores de jornalismo da instituição. Pág. 3


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Espaço do Leitor Gostei da coluna dos bares. Muito boa e os colunistas são muito charmosos. Fernando Castro, via twitter (@fernandoemm); brincando, pois fala da própria coluna. Juliano, retiro o que disse antes. Coluna é opinião, mas tome cuidado com o que escreve.Um dos erro: o PT não governa há décadas. Rodrigo Cintra, via twitter (@rodrigo_cintra) sobre a coluna de Juliano Zimmer, publicada na última quinta-feira.

Erratas O crédito das fotos publicadas na matéria “Verde está na moda” (pág. 5), no LONA, de ontem estão invertidos. A foto dos capacetes publicada ontem, sem crédito, na coluna de esportes, é de autoria de Danilo Georgete.

Curitiba, segunda-feira, 17 de maio de 2010

Opinião

Redes antissociais

Divulgação

Fernando Mad malkmad@gmail.com

Na semana passada mandei um email para meu irmão perguntando se ele sabia onde estava minha mãe. Ele respondeu que não. Levantei da cama, fui até a cozinha pegar café e o encontrei no caminho. Cumprimentos visuais e nada mais. Voltei pro quarto e ele me comunica que a mãe estava dormindo no quarto dela. A internet veio para facilitar várias coisas, é um meio democrático e todas as ladainhas de discursos comuns sobre a tecnologia em questão. É natural que as redes sociais ganhassem suas versões virtuais. Infelicidade. Até concordo que é interessante estar conectado com pessoas do outro lado do mundo. Pessoas que gostam do mesmo que eu e que de outra maneira eu jamais conheceria. Mas a pessoa continua lá, no outro lado do mundo.

Festas, reuniões, dúvidas. Tudo marcado pela internet e apenas por ela. Trabalhos deixam de ser entregues por uma queda no serviço de internet

Expediente Reitor: José Pio Martins. ViceReitor: Arno Antonio Gnoatto; Pró-Reitor de Graduação: Renato Casagrande; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Cosme Damião Massi; Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa e Pró-Reitor de Extensão: Bruno Fernandes; Pró-Reitor de Administração: Arno Antonio Gnoatto; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira e Marcelo Lima; Editores-chefes: Aline Reis (sccpaline@gmail.com), Daniel Castro (castrolona@gmail.com .br) e Diego Henrique da Silva (ediegohenrique@hotmail.com).

Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”. O LONA é o jornal-laboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP Redação LONA: (41) 3317-3044 Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000

Noticiário indeciso

Criamos uma dependência imposta de convívio virtual que parece estar substituindo a vida real. Ao ponto absurdo de que ficar impossibilitado de conectar-se por certo período significa a exclusão e a desatualização de tudo o que acontece na sua sociedade. Festas, reuniões, dúvidas. Tudo marcado pela internet e apenas por ela. Trabalhos deixam de ser entregues por uma queda no serviço de internet. Ou mesmo por um problema elétrico. Telefone é recurso de emergência. Carta... Alguém recebe carta que não seja cobrança? Não sou contra a existência de redes virtuais. E sei que este texto só faz sentido para a minoria da população com acesso à internet. Mas eu sei que é esse o perfil da maioria dos leitores. Afinal, o pedido veio por email e o texto será enviado por email. Apesar do impresso, comentários possíveis serão enviados pela rede virtual. Ao vivo no máximo receberei um: “Eu li’’. O meu contra é a “antissocialização”, quando as pessoas se mostram capazes de conviver socialmente no mundo virtual. Estamos num ilusório mundo de empatia extrema com o japonês que tem sotaque engraçado, mas não sabemos o nome nem a voz do nosso vizinho. Divulgação

Fernando de Castro castro.jorn@gmail.com

É natural que em um ano de eleições, como o corrente 2010, o noticiário político seja composto – além do factual – de especulações sobre alianças e composições. Contudo, sobretudo nas últimas semanas, está acontecendo uma massiva banalização dos conteúdos noticiosos apresentados pelos jornais a respeito destas especulações. Como já dito, é natural que as indefinições no cenário político gerem assunto e, sem dúvidas, há demanda para divulgação deste tipo de material, porém, o espaço para essas especulações articuladoras deveria ser restrito (ou quase) às colunas políticas dos veículos. Não é o que tem acontecido. A invasão das conjecturas políticas para as páginas de notícias gera insatisfação ao leitor que busca ali uma reportagem mais aprofundada sobre outros temas. Não é por falta de assunto, com toda certeza, que os jornais têm preferido abordar tais temáticas. A proximidade das eleições traz também uma grande agitação no Congresso, e temas de grande relevância são constantemente votados e discutidos, como o Projeto Ficha Limpa, que corre contra o tempo para ser aprovado a tempo das eleições deste

Para onde vai Osmar Dias? Candidato ao governo? Ao Senado? Fará alianças? Com o PSDB ou com o PT? A indefinição do senador do PDT é a pauta diária dos veículos de comunicação do estado ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, além de trabalhos importantes nas comissões. Estes temas, quando abordados, possuem uma diminuta relevância – em termos de espaço – com relação às supracitadas especulações. Para onde vai Osmar Dias? Candidato ao governo? Ao Senado? Fará alianças? Com o PSDB ou com o PT? A indefinição do senador do PDT é a pauta diária dos veículos de comunicação do estado que, aparentemente mais indecisos que Osmar, entraram no jogo especulativo da política local. Contribui – e muito – para essa padronização de conteúdo as declarações via Twitter. Com a participação assídua e crescente dos políticos nessa mídia social, é comum que as frases e comentários sejam aproveitados por mais de um jornal – quase uma coletiva virtual. Nesse mar de indecisões, naufraga o leitor.


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Curitiba, segunda-feira, 17 de maio de 2010

Política

Por trás dos

Diários

secretos Investigações sobre os funcionários da Assembleia Legislativa do Paraná, que resultaram em denúncias contra a Casa, exigiram dois anos de dedicação de jornalistas da Gazeta do Povo Maria Carolina Lippi O auditório do bloco azul da Universidade Positivo (UP) recebeu na última quinta- feira a equipe que produziu a série de reportagens sobre os Diários Secretos, publicada na Gazeta do Povo e também na Rede Paranaense de Comunicação (RPC), para uma conversa com estudantes de Jornalismo. Neste mesmo dia, o Ministério Público entrou com uma ação pedindo o fim dos Diários Avulsos na Assembleia Legislativa e que todos os atos da instituição sejam publicados em Diários Oficiais. Além disso, todos os atos de contratação, demissão e aposentadoria de funcionários da Casa dos últimos cinco anos deverão ser publicados no site e na publicação Diário Oficial. Segundo os profissionais, a série nasceu de uma matéria sobre funcionários fantasmas da então deputada Beti Pavim (PMDB) e candidata à prefeitura de Colombo, em 2008. Denúncias foram apresentadas a um jornalista do grupo da RPC. A partir desta denúncia, mais jornalistas passaram a investigar e produzir um série de reportagens chamada de Diários Secretos, divulgadas desde de 15 de março deste ano, são eles: Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, James Alberti e Gabriel

Tabatcheik; os dois primeiros repórteres do jornal Gazeta do Povo e os dois últimos da Rede RPC. Em maio de 2008, Alberti fez uma reportagem sobre funcionários fantasmas da deputada estadual Bete Pavin e de acordo com a reportagem, Bete mantinha pelo menos cinco funcionários que não davam expediente. A partir dessa matéria, Alberti recebeu uma denúncia sobre os Diários Secretos. “Com ajuda de três trainees, entramos na Assembleia e conseguimos fazer cópias desses documentos e iniciamos o tabelamento. Foi uma coisa amadora. Nós não sabíamos aonde íamos chegar, só tentávamos responder a seguinte pergunta: quantos funcionários a Assembleia Legislativa do Paraná tinha”. Com diários do período de 1998 até 2008 em março de 2009, Alberti ganhou o apoio de Katia, Karlos e Tabatcheik - união do meio impresso com o jornalismo televiso da RPC - para a investigação. Com os documentos foram analisados todas as admissões, demissões, férias e aposentadorias dos funcionários da Casa. Os quatro jornalistas passaram então a revisar os dados, já que no mesmo mês a Casa divulgou na internet a

listas de funcionários desde o ano de 2006. “Nós passamos a revisar os dados, havia muitos erros, e a melhorar nossa planilha, e chegamos à base de dados que colocamos na internet”. De acordo com Alberti, os números referentes ao período de 1998 a 2005 não estão na internet porque somente foram feitas cópias dos diários que continham movimentações de funcionários. No decorrer das investigações, a equipe conseguiu todos os diários numerados a partir de 2006, mesmo aqueles que só continham discursos. “Já que tínhamos todos os diários, resolvemos focar o trabalho deste período para cá”. Com os dados tabelados, deu-se início as investigações dos funcionários. O trabalho foi feito em sigilo e ininterruptamente. “Foram quase dois anos e não tinha feriado, final de semana. No feriado de 7 de setembro a gente ficou até as 4h trabalhando para planilhar tudo. De dois em dois, uma ia ditando e o outro digitando”, ressaltou Kohlbach. Ele ainda disse que nem mesmo a chefia e os quatro jornalistas sabiam no que resultaria a investigação. “Eu e a Kátia saímos do dia a dia do jornal, comprometemos a equipe, porque não tinha condição de contratar gente para colocar no nosso lugar. Mas foi um aposta que eles (as chefias) fizeram e a cada descoberta a

gente comunicava a chefia, só que nem eles sabiam onde tudo ia dar. Eles realmente só souberam três semanas antes de a reportagem ser publicada”, afirma. A principal questão investigada sobre os Diários Secretos surgiu quando a equipe descobriu uma funcionária de um deputado, que cobrava medidas em relação à transparência na Assembleia e apresentava projetos na área. “Descobrimos o que chamamos de furo. Pegamos a lista da transparência e retiramos da nossa base de dados, que de 2006 para cá tinha cinco mil funcionários, os funcionários que foram aposentados, os exonerados e os que entraram em programa de demissão voluntária”, relata Alberti. Portanto, na lista só permaneceram os funcionários ativos. “Pegamos esses funcionários da Casa e batemos com os da lista da transparência. Tinha que dar o mesmo número, mas não deu. Tinha 607 pessoas a mais”. Para investigar esses funcionários que não estavam na lista da transparência, os repórteres passaram a não receber ofícios da Assembleia que certificavam que determinado funcionário foi exonerado, citando o número do ato em que foi publicado. Somente passaram a ser aceitos atos publicados no Diário Oficial.

“Foi nessa hora que descobrimos como era importante o número. Porque nós tínhamos todos os atos numerados e quando foi publicado, além dos avulsos. Passamos a descobrir que havia atos que não estavam divulgados em lugar nenhum”, afirma Tabatcheik. São 2.168 atos secretos. “A Assembléia não trabalhava com os diários, sim com os atos. Com isso, eles passaram a publicar diários adoidado, com atos de lá atrás, o que deu no fechamento da gráfica de lá”, diz Alberti. Quando as reportagens foram publicadas e ao ar, os repórteres receberam uma grande quantidade de denúncias. “Na história do grupo, foi a reportagem com maior número de e-mails recebidos, são centenas de denúncias recebidas”, afirma Alberti. Mas percebem que ainda não há uma maior movimentação da sociedade. “Os paranaenses são muito contidos. Um conversa com o outro, reclama e fica nisso. Depois ele vai trabalhar, depois de oito horas vai para casa”, diz Tabatcheik. Todas as reportagens foram entregues ao Ministério Público e até o momento três ex-diretores da Assembléia, José Ary Nassiff, Abib Miguel e Claudio Marques da Silva continuam presos. Outros treze envolvidos continuam foragidos.


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Thomas Mayer Rieger

Curitiba, segunda-feira, 17 de maio de 2010

literária Uma vida

Uma conversa com José Ghignone, o proprietário da Livraria Ghignone

Thomas Mayer Rieger Willian Bressan Yasmin Taketani Utrabo

Monteiro Lobato, Graciliano Ramos, Gilberto Freyre, Carlos Drummond de Andrade. O proprietário da Livraria Ghignone, José Ghignone, conheceu todos. Nascido em 1921, o livreiro viveu tudo o que a maioria das pessoas só chega a conhecer por meio dos livros. A vida desse apaixonado pela literatura se mistura à história de Curitiba.

Como surgiu a Livraria Ghignone? A livraria surgiu da amizade do meu pai com Monteiro Lobato, o homem que incentivou meu pai a vender livros e o primeiro editor brasileiro. O nome da empresa era Monteiro Lobato & Cia. Mais tarde, ele fundou a Companhia Editora Nacional e convidou meu pai para distribuir os livros dele – porque até então, os livros vinham de Portugal. E foi o Lobato que começou a editar nossos autores: Arthur Azevedo, Machado de Assis etc. Como foi crescer tão próximo a uma livraria? Eu só não nasci na livraria porque era domingo. Minha mãe já ajudava meu pai naquele tempo, então eu tomei gosto pelos livros, começando a ler os infantis quando menino. Eu tinha um irmão mais velho que trabalhava na livraria e sepa-

rava os livros para mim. Então eu passei a trabalhar na livraria; eu era guilhotinador. Os livros vinham fechados, naquele tempo, em dobras, então a gente ia para a guilhotina e os cortava. Era um caderno de papel dobrado, um sobre o outro. Depois eles costuravam e colavam a capa. Então, para abrir, folha por folha, tinha que guilhotinar dos dois lados. Então, eu entrei brincando na guilhotina. Manter a livraria foi uma coisa natural? Foi. Meu pai tinha muitos contatos e eu viajava muito com ele para São Paulo e para o Rio de Janeiro na época. Então eu tive a felicidade de conhecer os amigos dele que eram escritores: Graciliano Ramos, Gilberto Freyre, José Lins do Rego e o editor José Olympio, que era o mais famoso do Brasil. Na época, só se fazia

coisa boa; hoje está se trocando a qualidade pelo consumo. O senhor não se interessou por alguma outra profissão? Eu estudei até o primeiro ano de Direito, quando fui estagiar no Rio de Janeiro, na Editora José Olympio. Lá eu suspendi o curso, porque eu gostei muito de ficar na livraria. Lá eu convivia com Drummond, Bandeira, Aníbal Machado – os grandes autores da época. Existe alguma história inusitada que marcou o senhor? Os lançamentos. Quando eu estava na José Olympio, foi lançada a obra do Getúlio Vargas, desse evento eu me lembro bem. Era uma coletânea de discursos e chamavase “A nova política do Brasil” (1938), sobre o programa do Getúlio, que foi, sem dúvida, o criador do desenvolvimento

“Eu só não nasci na livraria porque era domingo” José Ghignone


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Curitiba, segunda-feira, 17 de maio de 2010

nacional. Quer queira ou não, criou a Eletrobras, a Petrobras, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), a Siderúrgica (Companhia Siderúrgica Nacional). Então esse foi o momento grandioso de lançamento do Getúlio porque vieram muitas autoridades, inclusive do exterior, para o lançamento. E depois aqui, nós como representantes da José Olympio, vendemos coleções para o governo do Estado, compradas pelo interventor Manoel Ribas. Eu lembro que esse evento foi muito trabalhoso e que, no fim, a gente esperava que o Ribas comprasse muito, mas ele comprou pouco [risos], apesar de receber com o autógrafo do presidente. E aqui em Curitiba? Eu me lembro muito do movimento feito pelo Dalton Trevisan, contra o Paranismo, com aquele jornalzinho, o Joaquim. Qual o público da livraria? Houve uma mudança nele? É um público muito diversificado: aqui tem estudante, bibliófilos, mulheres, homens, crianças... Não [houve mudan-

ça], nós temos uma tradição que nos conserva ainda muita gente nossa, da época da Rua XV. Com a mudança para cá [Comendador Araújo], nós perdemos muito contato, mas os fregueses fiéis à livraria vêm.

lançamos aqui: Fernando Morais, João Ubaldo Ribeiro, autores que fazem parte do primeiro time. Hoje nós temos meia dúzia de grandes escritores (antigamente tinha muito mais).

Por que houve essa mudança da Rua XV para a Comendador Araújo? Porque a Rua XV ficou insuportável. Eles liberaram para camelôs, fecharam a rua, não deram uma estrutura suficiente. Então começaram a dominar a Rua XV a malandragem, punguistas, camelôs e começaram a proliferar as lojinhas de R$1,99. Por quê? Porque com o fechamento da Rua XV, as propriedades foram perdendo valor, e nós éramos proprietários. Então vendemos uma parte, alugamos outra e aplicamos o dinheiro aqui.

O senhor é um apaixonado por literatura. Quais seriam as outras paixões que o senhor mantém? Eu sempre gostei da arte de um modo geral. Inclusive, nós tivemos, dentro da livraria, os maiores pintores; todos frequentavam a casa. O Poty, por exemplo, era uma cria da Livraria Ghignone. Desde menino, ele já reservava o gibi. E outros: tinha aquele cineasta, Valêncio Xavier; o Armando Ribeiro Pinto; o poeta José Paulo Paes. Era muita gente.

Desde sempre a livraria Ghignone tem sido um ponto de encontro de escritores, de amigos. O senhor acha que essa tradição é mantida? Ainda fazemos muitos lançamentos aqui, de autores, de poetas daqui etc. Os autores nacionais – os melhores – nós

O que o senhor acha da nova geração de escritores? Algum chama mais sua atenção? Eu acho que os bons que tem aí são esses que eu falei. O Fernando Morais, o João Ubaldo Ribeiro, o Dalton Trevisan, que continua sendo um grande autor. O Dalton foi um escritor universal: ele foi do

pitoresco até o drama, a tragédia. O Dalton é tão bom quanto qualquer outro autor brasileiro, só que o gênero dele é outro. Ele tem uma visão realista, diferente dos outros, humana. E dos escritores estrangeiros, quais o senhor destacaria? O Thomas Mann, o Balzac, o (James) Joyce... Tudo isso eu li. Se eu for dizer, é uma barbaridade de livros. O que falta aos novos escritores? Eu acho que falta talento. Se formos ver, o Fernando Morais e o Ubaldo são dois escritores de talento que escrevem até hoje. Os outros não escrevem porque talvez falte. O senhor se considera descrente na literatura atual? Descrente não; só acho que não existe a mesma qualidade que existia antigamente. Editora Globo, Editora José Olympio, Editora Nacional, João Martins, José de Barros Martins, Ênio Silveira.... Como esses não apareceu mais nenhum. Foram os grandes editores, todos eles tinham programação de qualidade e vendável. Hoje, uma pro-

gramação editorial importante é a do livro de bolso L&PM, que só está editando livros de qualidade: é o programa mais completo. A tecnologia digital vem se desenvolvendo cada vez mais rapidamente. Atualmente, existe o Kindle, um leitor digital livros. Como o senhor imagina que o comércio na livraria se dará com essa tecnologia? Não tenho a menor ideia, prefiro deixar acontecer. Mas o senhor não trocaria o livro... Não. O livro é o livro. Enquanto muitas livrarias de rua têm fechado suas portas, as grandes livrarias, como as de shopping, crescem cada vez mais. Como é se manter em um mercado que aparenta mais difícil a cada dia? As livrarias de shopping derivam muito para outros assuntos: o CD, o DVD e outras mercadorias que são o que as sustentam. Os livros que eles têm lá, nós temos aqui. Nós aqui só nos dedicamos ao livro e às revistas.

Thomas Mayer Rieger

Projeto da Prefeitura vai revitalizar uma das ruas mais tradicionais de Curitiba e criar centro cultural

“Na época, só se fazia coisa boa; hoje está se trocando a qualidade pelo consumo.” José Ghignone


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Alinne Rodrigues

Vanessa Dasko

Escreve quinzenalmente sobre moda, sempre às segundas-feiras alinnear@hotmail.com

Escreve semanalmente sobre comunicação empresarial, sempre às segundas-feiras vanessadasko@gmail.com

Fotos: Dilvugação

Comunicação Empresarial

A assessoria de imprensa e o jornalista

Moda

Ankle boots,você também vai amar Ela chegou meio tímida. Nos desfiles outono/inverno 2010 muitos fashionistas não acreditavam que ela iria fazer sucesso, porém ela veio, e veio com tudo. São as ankle boots, ou seja, aquela botinha de cano bem baixinho, que pode ou não ter um salto, dependendo do seu look e da ocasião. Prática, elegante e com um estilo que pode ir do rock ao clássico, pois vem dos desfiles de fora, é a tendência desta estação. Tem o estilo rock´n roll, com muitos acessórios, metal e o preto, não esquecendo do nude, aquele tom mais clarinho entre o bege e o marrom, que também é a cor do momento. Entretanto, ainda há a dúvida: como combiná-las? Com um bom gosto ela pode ser combinada com quase tudo: vestidos curtos, shorts, jeans, skinny e claro, as leggings, que estão super em alta, indo do pretinho básico às bem coloridas, com estampas de oncinha, listras e zebrinha. Elas também caem muito bem com meia 7/8. Porém, é bom tomar cuidado, já que não é todo mundo e nem qualquer tipo de roupa que combina com as botas. Por ficarem na altura do tornozelo, elas dão um ar de pernas mais grossas. Então, mulheres mais baixas e com pernas grossinhas, tomem bastante cuidado; prefiram usá-la com uma legging preta, pois esse tipo de meia bem famoso ajuda à alongar as pernas. Já as altas e com pernas finas, podem usar e abusar. Outro erro é a junção com calças de boca larga, que não combinam e ficam estranhas.

Pode apostar Se você ainda está em dúvida sobre qual tipo, modelo, ou cor comprar, aqui vão algumas dicas: De salto alto preto - O modelo mais clássico e elegante que combina com tudo. Com detalhe de zíper atrás, fica ainda mais bonita. De camurça - Geralmente vem com plataforma e ajuda aquelas que têm dificuldade com saltos altíssimos e finos. Peep toe – São as mais estilosas e podem ser usadas no inverno e no verão. Com o dedinho a mostra, ela vem com babados e laços, com ar bem romântico. Rocker - Com correntes, tachas, saltos altíssimos e finos, vêm do estilo rock´n roll, que é totalmente cool. Um dos modelos que vale a pena ter no armário. Entre outras mais ousadas, existem aquelas com saltos coloridos e, claro, a rasteira, que é ótima para o dia a dia, bem confortável e que vai bem com quase tudo. Não tenho como não amar e não comprála. Elas são o ápice do outono/inverno, e tudo indica que continuem no verão.

Como parte da comunicação empresarial, a assessoria de imprensa é uma atividade que vem sendo feita por jornalistas. Por muito tempo, os profissionais de relações públicas também fizeram este trabalho, mas o que percebo no mercado de trabalho é que os jornalistas diplomados são mais procurados para exercer a função de assessor. O Código de Ética da profissão de jornalismo também apresenta entre as atividades a assessoria de imprensa. No Brasil, os primeiros passos do que mais tarde se tornaria a atividade de assessoria foram dados com a criação do informativo “Secção de publicações e biblioteca”, durante a gestão do presidente Nilo Peçanha, em 1909. A ditadura de Getulio Vargas trouxe à tona o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), e a Ditadura Militar, a Assessoria Especial de Reações Públicas (Aerp), que tinham como objetivo impor aos meios de comunicação press-releases oficiais. A preferência pelo trabalho dos jornalistas à frente das assessorias de imprensa se deve ao perfil dinâmico desse profissional. No processo, o jornalista se comunica com outros jornalistas. As formas de linguagem e texto convergem e por isso que os jornalistas são maioria nesse setor. Como o jornalismo tem a função de informar assuntos que interessam à população, o profissional que trabalha em assessoria de imprensa também desenvolve este trabalho. Segundo a jornalista Márcia Prestes, que conhece os dois lados — o do editor nas redações de jornais e a assessoria —, o profissional que trabalha como assessor precisa ter três características: agilidade, credibilidade e criatividade. Além disso, deve estabelecer relacionamento com a mídia. “É preciso puxar um gancho jornalístico nos releases que são encaminhados para a imprensa, pensar como o editor, como o jornalista que está na redação”, afirma. Para ela, o conhecimento sobre o que é notícia e o que importa realmente à sociedade traz o sucesso do assessor de imprensa. É preciso colocar a informação de forma atraente e que diferencie um produto ou serviço para a imprensa selecionar o assunto nas reuniões de pautas. “É bom vivenciar os dois lados para entender exatamente o

que o jornalista espera do assessor de imprensa”, complementa. Para atender bem e atingir os objetivos do cliente, o assessor de imprensa também deve ter um diagnóstico preliminar sobre o que é o assessorado, realizar reuniões para ouvir o cliente e fazer um diagnóstico da imagem do cliente na mídia. Os press kit, que é o uma pasta em que são arquivados todos os dados e informações sobre o assessorado, também vão fazer parte do dia a dia das agências de comunicação e assessores. O jornalista pode também fazer o follow-up, ou seja, obter o retorno, por meio de contato direto com as redações, sobre o recebimento e interesse do assunto sobre os press-releases encaminhados. É preciso ficar atento sobre a dinâmica de fechamento dos jornais e evitar entrar em contato com os veículos de comunicação nesses horários. É importante ter todos os dados dos meios de comunicação e um mailing list (lista com nome completo, cargo, editoria, número de telefone, e-mail e endereço) que deve ser atualizado sempre que possível. Os assessores de imprensa também são responsáveis pelo media training, um treinamento específico oferecido para preparar o cliente, orientálo quando estiver em contato direto com a mídia. Para mostrar os resultados o jornalista arquiva todas as informações que saíram sobre o seu assessorado em um clipping. Atualmente existem empresas especializadas nesse setor e elas diariamente enviam um relatório de imprensa para o assessor. Além dessas atividades o profissional também irá realizar as entrevistas coletivas e criar espaços entre a empresa e a comunidade. Maristela Mafei afirma em seu livro “Assessoria de imprensa, como se relacionar com a mídia” que o assessor de imprensa precisa ter um “tino” de repórter dentro da organização em que vai trabalhar. É por isso que os assessores de imprensa, jornalistas, também dispõem e praticam da mesma ética profissional. Ambos precisam existir para estabelecer uma esfera completa de informações para a sociedade, que espera mais do que produtos e serviços das empresas.


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Miguel Basso Locatelli

Universidade

Projeto de natação e hidroginástica da UP mostra preocupação com alunos e comunidade Objetivo é aproximar os acadêmicos do mercado de trabalho; segundo o coordenador, projetos beneficiam a comunidade Miguel Basso Locatelli A natação e a hidroginástica são atividades físicas importantes, principalmente do ponto de vista metabólico. Elas apresentam características aeróbias e são recomendadas para qualquer pessoa, já que promovem melhorias nos sistemas cardio-respiratório, muscular e articular. Foi pensando nisso e também no futuro dos acadêmicos de Educação Física - que a Universidade Positivo iniciou o Projeto de Natação e Hidroginástica, em 2002. Em 2001, já existia uma disciplina que trabalhava

com essa área, mas não eram oferecidos estágios. Um ano depois, o projeto começou com o apoio dos estagiários, facilitando o acesso das pessoas da comunidade, já que o trabalho passou a funcionar durante três meses. No ano seguinte, esse número aumentou para o período de quatro meses e, em 2004, o projeto passou a ter um funcionamento de seis meses. Como o projeto demonstrava estar funcionando, a prefeitura buscou a universidade para a realização de uma parceria com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, motivando a re-

alização do trabalho durante o ano todo. Essa parceria valoriza a instituição, que tem uma boa estrutura para oferecer um projeto como este. Segundo o professor e coordenador do projeto, Cesar Ricardo Feustel, a prefeitura tem alguns centros, como no Bairro Novo, mas são deficitários. Por isso, existe a procura pela universidade, oferecendo bolsas de auxílio para quatro alunos participantes dos trabalhos. “As aulas surgiram pela necessidade de oferecer aos acadêmicos uma aproximação com mercado de trabalho por meio da área aquática,

Clínica de Odontologia da UP disponibiliza serviços gratuitos Jéssica Leite Exercer a profissão, mesmo antes de formado, é uma boa oportunidade de conhecer o mercado de trabalho. Os alunos de Odontologia da Universidade Positivo têm a chance de trabalhar como estagiário dentro do próprio campus. Porém, isso não favorece apenas os futuros profissionais. As três clínicas que compõem o Centro de Odontologia funcionam desde 2003 e são abertas aos alunos, funcionários e à comunidade em geral, com

serviços de promoção da saúde e de prevenção de doenças bucais. O atendimento é gratuito. Os estagiários são alunos do 2º ao 8º período de Odontologia, orientados por vários professores. O atendimento faz parte da grade curricular do curso, sendo obrigatória a participação dos estudantes. Segundo o professor de Dentística, Fernando Osternack, a primeira matéria que exige a prática é a Técnica Operatória, realizada no 2º período. “O atendimento ao paciente é gradativo, ou seja, alunos iniciantes

atendem pessoas com menor problema dentário, como a realização da limpeza bucal. Já os alunos do 5º ao 8º período são responsáveis pelas cirurgias, próteses dos pacientes, e pelos casos mais graves”, conta Osternack. Para a aluna do 3º período Bianca Senna, a oportunidade de trabalhar como estagiária na clínica é importante. “Nós temos uma boa preparação teórica em sala, mas colocar tudo aquilo em prática é diferente. O contato com o paciente torna o aprendizado maior”, afirma. Ela acredita que o

praticando o estágio como forma de ensino”. Ele também analisa o projeto como uma garantia de acesso para as pessoas que têm menores possibilidades de realizar a atividade em uma academia particular. Devido à grande procura pelo esporte, este ano as aulas passaram a ser realizadas duas vezes por semana. O projeto conta com cerca de 300 alunos, monitorados pelos alunos das duas turmas da manhã e outras duas da noite. A participação depende do compromisso dos alunos. “Perde a vaga se o aluno somar três faltas consecutivas ou cinco complicado não é saber a técnica, já que os estagiários são orientados pelos professores, e sim conseguir lidar com o paciente. “Tem paciente que chega aqui com dor. A nossa função não se restringe somente à técnica, mas principalmente acalmá-lo para que o processo possa ser feito da melhor maneira possível”. Todos os alunos são obrigados a passar pelo estágio na clínica, que é equipada com cerca de 130 conjuntos odontológicos completos, disponíveis para cerca de 900 pessoas que passam por lá a cada semana. Os pacientes atendidos são fixos e realizam todo o tratamento dentário na clínica. Para se inscrever, a pessoa precisa entrar em contato e aguardar em uma lista de espera. O tempo de tratamento varia de um mês a um ano, dependendo do atendimento necessário. Um paciente que necessite de um atendimento de emergência pode ser atendido na clínica sem precisar esperar na lista.

alternadas, sem justificativas”, explica o professor. A estudante Amanda Tortato participa da natação há dois meses. Ela conheceu o projeto por meio de uma amiga. “Ela já fazia há algum tempo e me chamou para participar também, dizendo que a professora era querida e as aulas bem animadas”. A estudante realiza a atividade duas vezes por semana, mas a vontade era de praticar o esporte há mais tempo. Para ela, a realização da atividade dá uma sensação de conforto, principalmente pela natação ajudar na respiração e também no crescimento de músculos.

Serviço Cadastro de pacientes de segunda a sexta-feira, das 12h às 14h. Atendimentos de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h. Telefone: (41) 3317-3181. Rua: Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Bloco Marrom Responsável: Maria da Graça Kfouri Lopes

Divulgação


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Curitiba, segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cultura

Homenagem às mulheres no projeto JAZZ e MPB no Campus Dilair Queiroz Eli Antonelli Nesta quarta-feira ocorre a terceira edição do Projeto Jazz e MPB no Campus, promovida pela Coordenadoria de Cultura da Universidade Positivo. Neste ano, estão previstas oito apresentações do quinteto Helinho Brandão, sempre recebendo convidados e homenageando ícones do Jazz e da MPB. Na primeira edição, o grupo recebeu o trompetista Rogério Leitão e juntos homenagearam o saxofonista Wayne Shorter. “Comparando com o futebol, que é uma boa referência, podemos dizer que Shorter está para o Jazz, como Rivelino, Pelé, Maradona, Zico e Garrincha estão para o futebol. Shorter ao lado de John Coltrane faz parte do primeiro time do mundo do Jazz”, analisa Helinho. Tocar um estilo musical que surgiu no início do século XX, como o Jazz, dentro do campus tem sido um prazer para Helinho. “Este projeto é uma coisa muito legal para os músicos de jazz e músicos populares. Tiramos esse estilo musical desse mundo subterrâneo, mais marginal, no bom sentido da palavra, mais acostumado aos bares, de onde surgiu o jazz. O estilo foi criado dentro desse ambiente com o tempo ela passou a ser musica erudita no sentido mais complexo. É uma forma de arte mais sofisticada”, afirma. O

maestro conclui ainda que a universidade é um lugar excelente para passar este tipo de música. “Fazer show para esta gente mais nova é uma grande satisfação para quem toca. É a oportunidade de poder trocar esta energia com o pessoal”, destaca. Segunda edição A segunda apresentação contemplou a MPB e homenageou o maestro Tom Jobim. O quinteto Helinho Brandão recebeu nesta edição a cantora Ana Cascardo que é de Itajubá e tem uma ligação com a música popular desde 1985. Ana fez várias participações em CDs de artistas paranaenses, entre eles Rogéria Holts, Anna Toledo e Gerson Bientinez. Participou do Vocal Brasileirão sob a regência do maestro Marcos Leite de 1995 a 2003. Em 2007 lançou seu primeiro CD solo com a participação de Sérgio Santos, André Mehmari e Chico Pinheiro. No ano passo lançou o livro e DVD de técnica vocal “Guia teórico prático da voz” em parceria com a fonoaudióloga Dóris Beraldo. Para Ana, Jobim é um referencial “Ele foi, sem dúvidas, um dos maiores expoentes da música popular brasileira. A genialidade de sua obra, influenciada por Villa Lobos e Debussy, suas harmonias jazzísticas, além da qualidade de suas letras, fizeram história e influenciaram gerações inteiras de artistas”, destaca. Para Helinho a escolha de

Na primeira edição, o grupo recebeu o trompetista Rogério Leitão e juntos homenagearam o saxofonista Wayne Shorter

Jobim não foi aleatória. "A seleção de obras de Tom Jobim, se deu pela importância universal que o maestro tem. Suas composições integram o mundo e fazem uma ligação com o jazz e choro, por exemplo. Muitas das composições selecionadas aproximam da obra de Villa Lobos. Um exemplo é "modinha’ que será apresentada. As músicas são bem brasileiras, mas com essa diferenciação: aproximam muito do jazz e não são bairristas e sim, universais," diz Helinho. Terceira edição A terceira edição é especial Helinho Brandrão e seus convidados apresentam “Carrossel” uma sequência de canções de autoria de Helinho que formam uma peça musical em homenagem às mulheres. A peça foi apresentada no final de 2009 e nesta edição contará com a interpretação da cantora Rogéria Holtz, focando mais a interpretação musical. Não será apresentado a peça como um todo. Helinho explica que são dez músicas que tem uma ligação uma na outra. “As letras falam da relação humana das mulheres e suas ligações com pai, amores, amigos”, conta. A cantora Rogéria Holtz fez parte da primeira edição da peça e conta que se encantou com a beleza das composições e que diz que dá vontade de gravar. “É uma visão masculina do universo feminino, mas é de uma leveza e tem uma musicalidade maravilhosa, são muito bonitas.” Além de Rogéria Holtz cantando e Helinho Brandão no sax a apresentação contará com a presença dos músicos convidados: Fabio Cardoso (piano), Mario Conde (violão) , Boldrini (baixo), Endrigo Betega (bateria) e Leonardo Gorositto (percussão) Serviço: Manhã: 8h30 – 9h10 Noite: 20h – 20h40 Local: Bloco Azul

Menu Rodrigo Cintra

Bom e barato O filme “Aconteceu em Woodstock” volta à tela de cinema do Cinemark Mueller. O longa-metragem que conta a história do mítico festival de rock é a atração desta semana do projeto Cine Cult. No filme, a família do jovem Eliot está para ser despejada do próprio hotel. Desesperado por dinheiro, o garoto oferece o local para promover um festival de rock. Mas ele não imagina as enormes proporções que o evento terá. Onde: Cinemark Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127, Centro Cívico). Quando: Até quinta, às 14h. Quanto: Preço promocional de R$ 7 (inteira).

Sobre mulheres Amor, abandono, sacrifício, escolha, dualidade, desejo e transcendência são os temas levantados pela peça “Marias e Madalena”, em cartaz no Teatro Cleon Jacques. Baseado no conto de mesmo nome, da escritora Marguerite Yourcenar, e em diversas versões sobre a história de Maria Madalena, o espetáculo discute as várias faces do feminino e a visão da mulher sobre si mesma. Onde: Teatro Cleon Jacques (Parque São Lourenço, snº, São Lourenço). Quando: Quarta a sábado, às 20; domingo, às 19h. Preço: R$ 10

O “Poeta da Luz” No Museu Oscar Niemeyer está em cartaz a exposição “Chambi – O Poeta da Luz”, com 88 fotografias em preto e branco do peruano Martín Chambi. Chambi foi o primeiro fotógrafo latinoamericano e também o primeiro a registrar Machu Picchu. Caracterizada pela rigorosa escolha de luz, enquadramento e composição, sua obra lhe rendeu o título de “poeta da luz”. Onde: Museu Oscar Niemeyer (R. Marechal Hermes, 999, Centro Cívico) Quando: Terça a domingo, das 10h às 18h Preço: R$ 4

Pintura Outro destaque do Museu Oscar Niemeyer é o trabalho do equatoriano Oswaldo Guayasamín. A mostra “Guayasamín” reúne 88 quadros que resumem os 60 anos de carreira do artista. As obras retratam sentimentos como dor, medo, espanto e tristeza. Onde: Museu Oscar Niemeyer (R. Marechal Hermes, 999, Centro Cívico) Quando: Terça a domingo, das 10h às 18h Preço: R$ 4


LONA 559 - 17/05/2010