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RIO DIÁ do

Curitiba, segunda-feira, 14 de junho de 2010 - Ano XII - Número 576 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

Cresce procura da juventude por concursos públicos

BRASI

L

redacaolona@gmail.com

Perfil

Linhas da vida Risos, choro, alegria e tristeza: conheça as histórias da vida de Maria Lucia Baena Moreira Pág. 7

Comunicação Popular Fernando Mad

Rádio para o povo A experiência da Rádio Comunitária Itaperuçu mostra como os veículos de comunicação populares podem ser alternativas no processo de comunicação. Pág. 4 e 5

Cultura Estrangeira

É a França no Brasil Divulgação

Geison Martins concilia o estudo na faculdade com os concursos

Com as dificuldades de se estabelecer em cargos privados, muitas pessoas procuram concursos públicos como alternativa. Os jovens são muito presen-

tes nas salas de provas, já que o setor permite que sejam conciliados os estudos acadêmicos com o emprego. Pág.

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Entrevista com a diretora da Aliança Francesa aborda a relação entre os dois países por um viés histórico. Além disso, ela comenta sobre a hospitalidade do povo brasileiro. Pág. 8


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Curitiba, segunda-feira, 14 de junho de 2010

Expediente

Opinião

Marisa Rodrigues

Reitor: José Pio Martins. Vice-Reitor: Arno Antonio Gnoatto; Pró-Reitor de Graduação: Renato Casagrande; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Cosme Damião Massi; PróReitor de Pós-Graduação e Pesquisa e PróReitor de Extensão: Bruno Fernandes; Pró-Reitor de Administração: Arno Antonio Gnoatto; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira e Marcelo Lima; Editoreschefes: Aline Reis (sccpaline@ gmail.com), Daniel Castro (castrolona@gmail. com.br) e Diego Henrique da Silva (ediegohenrique@ hotmail.com).

Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”. O LONA é o jornal-laboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP Redação LONA: (41) 33173044 Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000

Whisky uruguaio sem gelo

Campeonato de estrelas Talita Lima

Vinicius Ferreira vinipicture@hotmail.com

Um filme de medidas, de pequenas doses, por vezes, meticulosamente melancólico, por outras um tanto programático em sua tentativa de filmar a rotina e o seu desvio. Com uma química rara de olhares e gestos, oriunda de uma construção cênica que beira o cinema sem palavras, e de um trabalho de atmosfera de grande habilidade, onde a edição de som, a montagem e o gestual dos personagens parecem todos parte de uma engrenagem de afetos apequenados e em ebulição. A relação fria, mas carinhosa, entre Jacobo e sua falsa mulher (Mirella Pascual, em grande atuação), encontra na figura expansiva do irmão de Jacobo (Herman) o ponto perfeito de desequilíbrio. A solidão, a repetição e a possibilidade de duas pessoas se aproximarem de uma nova forma depois de um longo tempo de convívio silencioso aparecem no filme mais como insinuação do que como evento. E é notável a forma com que o roteiro e as cenas conseguem não apenas fazer a observação das manias de Jacobo, mas torná-las gestos físicos e rítmicos que denotam o espírito do personagem sem que para isso seja necessário qualquer tipo de explanação verbal e direta. O acordo monossilábico entre os dois personagens, o bilhete não lido que Marta entrega a Herman antes de sua partida, a ausência de Marta no último plano são pequenos movimentos de repetição e diferença, de reiteração e desvio, que fazem com que tudo permaneça no mesmo lugar, mas talvez não mais da mesma forma. A crítica e ao mesmo tempo o elogio da solidão e da alegria (como o título Whisky, dos sorrisos encomendados), a forma com que o jovem casal que encontram no hotel é filmado sem nenhum tipo de cinismo (e, sim, ironia) e o brilho quase mímico dos olhos de Mirella, fazem do filme um pequeno acúmulo de sutilezas que merece atenção. Há, talvez, um excesso de comentários cômicos marcados, o que também deixa aflorar um certo esquematismo em algumas passagens narrativas. Mas nada que tire o interesse de uma obra que é, antes de tudo, um exercício de ritmo e de anti- heroísmo. Nele, um homem rabugento e cheio de manias (o ritmo é expressado, organicamente, por elas) se torna protagonista de uma história de afeto condensado, marcada pela ausência de expressões e intenções claras e, principalmente, sem precisar que ninguém deixe de ser como é para que aconteça em sua beleza de não-realização. E isso é um ponto marcante no filme: não há redenção amorosa, porque não há crise deflagrada. Jacobo sabe que Marta sente algo por ele, Marta sabe que Jacobo poderia sentir algo por ela – e nada mais precisa acontecer para que algo, entre os dois, exista ali naquele pacto de formalidades. O gesto final de Jacobo em recompensar sua falsa mulher com uma boa quantia em dinheiro, dentro dos parâmetros do personagem, denota antes paixão do que frieza, antes desvio afetivo do que norma de conduta. E isso, para a máquina-Jacobo, é muito mais do que um gesto de mera gratidão formal. E mesmo que talvez seja por demais melancólica a forma como expele Marta de sua vida, seu gesto é antes de tudo uma declaração final de que as coisas não poderiam continuar como se nada tivesse acontecido. O que Jacobo sente não lhe cabe mais na rotina que tanto preza – mesmo que na forma de um vazio acolhedor, ele sabe. E se protege.

tallyy@gmail.com

Um time de futebol é mais importante para quem: torcedores ou jogadores? Eu fico do lado do torcedor, que é a minha posição também. Simples: o jogador tem um contrato e ganha um salário para estar defendendo o time; o torcedor não tem contrato e muito menos recebe salário por torcer; na verdade, ele ainda gasta seu salário com o time do coração. Um jogador é um ídolo para a torcida, muitas vezes ele não está numa boa fase. Tem problemas como qualquer mortal, mas para ele uma lesão é algo que compromete toda a sua história, pode inclusive mudar a história do time todo. Um jogador não faz o jogo sozinho, é para isso que existe o elenco. O elenco é todo o time, seja ele titular ou reserva, um depende do outro. Independente da fase em que o jogador está, a torcida costuma apoiar seu ídolo, por toda sua história e toda a importância que ele tem dentro do elenco. Ele saiu, mas voltou! Ele se machucou, mas vai se recuperar! Ele está jogando mal, mas sempre jogou bem! De um lado a experiência, do outro a novidade.

Nós, torcedores, respeitamos os jogadores, e muitas vezes até não nos importa a fase pela qual ele esteja passando, nem o time que esteja defendendo, vamos manter o respeito e ainda agradecer pelo que um dia ele fez de bom ao nosso time.

A experiência não está ajudando nesse momento. Machucado, sem ritmo e não titular. Porém, podemos contar com a certeza de que temos uma juventude que está com muita vontade de continuar fazendo sua parte e defender seu time com honra e amor a camisa. Nós, torcedores, respeitamos os jogadores, e muitas vezes até não nos importa a fase pela qual ele esteja passando, nem o time que esteja defendendo, vamos manter o respeito e ainda agradecer pelo que um dia ele fez de bom ao nosso time. Agora, por favor, não me venha com ataque de estrela! Sem essa de não, eu não quero dar entrevista. Você está mal, não está jogando porque está machucado, mas nós aqui não temos culpa por isso, e ser mal recebido é falta de educação. Como torcedora, a decepção foi imensa, a demonstração de falta de respeito é o que mais machuca.


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Curitiba, segunda-feira, 14 de junho de 2010

Lei que obriga autoescolas Jovens apostam a oferecer aulas noturnas em concursos já está em vigor públicos para Agora, 20% das aulas práticas veiculares serão à noite; a medida uma vida mais visa ensinar motoristas a agir no trânsito neste horário tranquila Jéssica Tokarski

Entrou em vigor no final do mês de maio a Lei n° 12.217/ 2010. Segundo a lei, os Centros de Formação de Condutores (CFCs) serão obrigados a oferecer aulas noturnas de direção veicular. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu que, das 20 horas/aulas necessárias para obter a Permissão para dirigir (PPD), 20% terão que ser noturnas, ou seja, quatro aulas. Nos casos de adição ou mudança de categoria, a porcentagem é a mesma, o que significa três aulas das 15 obrigatórias. A norma vale para os alunos que abriram seu processo de obtenção de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a partir do dia 17 de maio. O dono de autoescola Vanderlei José Melo acredita que a medida é correta e que as aulas noturnas são importantes no processo de formação do condutor. “Temos uma matéria chamada Direção Defensiva; nela mostramos aos alunos as condições adversas no ato de dirigir, como por exemplo dirigir à noite, com chuva, em estradas mal sinalizadas,

etc. O ideal seria que pudéssemos preparar os alunos para todas estas adversidades, mas infelizmente é muito difícil. Então pelo menos vamos ensiná-los a usar as luzes, alta, baixa, encontrar um veículo com luz alta em sentido contrário e outras situações que possam vir a ocorrer à noite”, comenta Melo. A estudante Heloísa Venski, que dirige há cinco meses, já percebe as diferenças entre conduzir um veículo de dia e à noite. “De noite a atenção redobra. Há possibilidade de ofuscamento e devemos saber também que, ao olhar diretamente para um carro com luz alta, perdemos a noção de direção por instantes”. O Coordenador da Controladoria Regional de Trânsito do DETRAN/PR, Herivelto do Carmo, diz que não há previsão para a realização de exames práticos no período noturno. Entretanto, a regra servirá ao menos para inicializar a aprendizagem dos motoristas e alertá-los dos perigos redobrados que existem no trânsito nesse horário. Segundo Carmo, o aumento das taxas para retirar a habilita-

ção depende dos CFCs. “Vai do mercado e dos custos de cada um, o DETRAN não interfere nessa questão. As taxas recolhidas por nós não sofrerão alteração em razão disso”, explica o coordenador. No entanto, dificilmente os custos continuarão os mesmos, já que muitas autoescolas terão que contratar mais profissionais. “Dificilmente escaparemos dessa medida. O horário noturno é o que tem mais procura, agora ainda teremos que encaixar esses alunos que fazem aulas de dia para completar a carga horária à noite”, conta Melo. Apesar de a lei trazer benefícios para os condutores, causará alguns transtornos para a organização dos CFCs. “Teremos que nos adaptar com esta regulamentação para continuarmos formando alunos no mesmo prazo que costumávamos trabalhar. E se precisarmos contratar mais funcionários, também será necessário adquirir mais veículos”, esclarece Melo. Ele lembra também que apenas os estados do Paraná e de Tocantins têm como conferir que as autoescolas estão cumprindo a legislação: “São os dois únicos estados da federação que possuem biometria digital”, explica. Jéssica Tokarski

“O ideal seria que pudéssemos preparar os alunos para todas estas adversidades, mas infelizmente é muito difícil”. Vanderlei José Melo, dono de autoescola

Fernando Mad Altos salários e estabilidade profissional são chamarizes que atraem facilmente. As salas cheias nos domingos dos concursos públicos são provas incontestáveis disso. E cada vez mais o número de jovens entre os inscritos impressiona, mas não sem causa. Com a grande concorrência e a busca por profissionais especificamente qualificados, o cargo público é uma alternativa interessante para aqueles que ainda não possuem um diploma superior. Porém, não é apenas a remuneração e a segurança no cargo ocupado que aparecem rapidamente na mente dos jovens candidatos. “Quem dizer que pensa só na estabilidade está mentindo. O que vem à cabeça na hora de se inscrever é ganhar bem e trabalhar pouco, sempre”, diz Geison Martins, que acabou de prestar o segundo concurso neste ano. “Eu quero mais é ganhar bem e me preocupar pouco. Aproveitar bastante enquanto estou novo”, completa o jovem. O ideal de Geison pode até parecer errado para alguns, mas não é nada infundado e nem diz respeito a um pensamento de minoria. Devido à concorrência e falta de experiência, os jovens têm que se sujeitar a salários baixos e acúmulos de responsabilidades para se manterem firmes no setor privado, o que é ainda mais prejudicial para os que conciliam emprego com estudos. Um cargo público se torna

também a solução para quem deseja concluir com calma os estudos. “Agora eu posso me concentrar e terminar minha faculdade. Passei por momentos complicados quando estava em empresas privadas. Precisava fazer hora extra e atrasava para as aulas, perdia provas, não tinha tempo para trabalhos. E era ainda pior porque eu corria risco de perder a bolsa de estudos’’, relata Rafael Carvalho, que após vários concursos assumiu um cargo público em março deste ano. “Agora posso fazer os trabalhos com calma, me dedicar aos trabalhos. Posso correr e recuperar o tempo de dedicação perdido”. Para o psicólogo Henrique Padilha, a ideia de buscar bom emprego com pouco trabalho não é exatamente o problema a ser tratado nesse caso. “O que acontece com os concursos públicos é semelhante ao vestibular. Na hora de escolher o curso universitário, por muitas vezes o jovem escolhe por influência de futuro financeiro, estabilidade. Nem o candidato analisa se é algo que realmente tem vontade”, compara. “A vantagem dos concursos públicos é que o jovem não terá a sensação de tempo perdido, afinal o salário estará na conta todo o mês”, completa. Independente dos ideais pessoais de cada um, milhares de jovens lotarão as salas buscando uma vaga no desejado mundo dos cargos públicos ainda esse ano. Sempre há, claro, quem prefira o estresse e a dita insegurança do setor privado. Para estes, fica um muito obrigado de todos os concursandos.

“Quem dizer que pensa só na estabilidade está mentindo. O que vem à cabeça na hora de se inscrever é ganhar bem e trabalhar pouco” Geison Martins, estudante


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Curitiba, segunda-feira, 14 de junho de 2010 Eduardo Macarios

À serviço da

comunidade

Rádios comunitárias são apoio à população por meio de trabalhos sociais Camila Aragão Camila Kelczeski A comunicação comunitária trata-se de uma “comunicação do povo”, feita por ele e para ele, visando à transformação das estruturas opressivas e as condições desumanas de sobrevivência. É caracterizada como uma expressão das lutas populares por condições melhores de vida. Um instrumento político das classes

subalternas, para externar sua concepção de mundo, e o compromisso na construção de uma sociedade justa. “A ideia de fazer a rádio surgiu porque nós estávamos com problemas na cidade; foi a maneira que achamos para solucionar”, conta uma das fundadoras da Rádio Comunitária Itaperuçu. No início, entendia-se que, para democratizar a comunicação, era necessária a existência de meios de comunicação democráticos. No final dos anos 80, com a criação do FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação entendeu-se que era preciso “democratizar a comunicação para democratizar a sociedade”, adotando esse lema em suas atividades. Os grupos que atualmente se articulam em torno da comunicação como atividade-fim são basica-

mente produtores e/ou usuários das rádios comunitárias e canais comunitários de TV a Cabo. O FNDC se desmantelou em função de vários fatores, mas basicamente devido à enorme distância que separava o interesse e o conhecimento acumulado de seus ideólogos e as necessidades dos conjuntos dos movimentos sociais. O serviço de Radiodifusão Comunitária foi criado pela Lei 9.612/98, regulamentada pelo Decreto 2.615 do mesmo ano. Trata-se de uma radiodifusão sonora, em frequência modulada, de baixa potência (25 Watts). Os grupos que podem explorar são associações e fundações comunitárias que não possuem fins lucrativos e que tenha sede na localidade da prestação do serviço. A programação deve ser pluralista e sem qualquer tipo

de censura, e aberta à expressão de todos os habitantes da comunidade. A programação diária deve conter informações, lazer, manifestações culturais e tudo aquilo que contribua para a comunidade, sem discriminação, respeitando sempre os valores éticos e sociais das pessoas e das famílias. Qualquer cidadão da comunidade tem o direito de emitir a opinião sobre qualquer assunto abordado na programação da emissora, assim como manifestar as suas idéias, sugestões, reclamações e reivindicações. “O microfone vai estar sempre aberto para os moradores. Qualquer pessoa pode participar da programação”, comenta o locutor da Radio Comunitária de Itaperuçu, Reginaldo Liberato. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

define a freqüência em que será utilizada a emissora. Esse canal pode variar de 88 a 108 Mhz em FM. A lei 10.597, de 2002, prevê que a autorização para a execução do serviço da radiodifusão tem validade de 10 anos e renováveis por mais 10, desde que as exigências legais sejam cumpridas. A cada entidade é outorgada apenas uma autorização para a execução do serviço. Para que a radio não perca a sua autorização deve se trabalhar dentro da lei. A Rádio Itaperuçu é a terceira rádio comunitária do Paraná, sendo muito respeitada, pois em 8 anos atuando na comunidade, nunca teve problemas em relação ao descumprimento da lei História A história da Rádio Itaperuçu FM teve início no ano


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Curitiba, segunda-feira, 14 de junho de 2010

de 1998, em uma igreja católica da cidade. Nessa época, o único meio de comunicação existente na cidade era um alto falante, que transmitia as missas e alguns recados. Um grupo de mais ou menos oito pessoas da igreja deu os primeiros passos em direção à rádio. Surgiu uma rádio “pirata”, que fazia a transmissão de missas e recados para a comunidade. Mas como não tinham documentação, a Anatel pediu para fechar a rádio até a sua regularização. Foram quatro anos até que toda a documentação estivesse pronta e rádio pudesse ir ao ar. Nesse momento, quem assumiu o projeto foram as irmãs Claudete e Mirian Bini, pois são escrivãs em um cartório local, e sabiam um pouco mais sobre as leis. Depois de muito esforço, a Rádio Itaperuçu foi ao ar. Para a compra dos equipamentos, foram feitos bingos, festa, e colocaram barracas nas festas com frutas para vender. “Antigamente a sa-

fra de poncã era muito forte aqui, e para arrecadar dinheiro nós colocávamos uma barraca nas festas para vender a fruta”, comenta Claudete. O terreno onde está localizada a Rádio Itaperuçu foi doado pela Votorantim, e a primeira construção foi feita com ajuda de comerciantes locais. No começo era uma “casinha meia água”, graças a doações foi possível ampliar a casa e aumentar a estrutura da rádio. Estrutura O veículo trabalha com a comunicação comunitária, fazendo a localização de documentos perdidos, denúncias sobre saneamento e asfalto, além da divulgação de eventos da cidade. Não possuem uma linha de reportagens e música. Eles transmitem o que a comunidade pede. Em relação à música, a diretoria decidiu não tocar funk, devido ao vocabulário utilizado. A rádio não tem uma ren-

Depois de muito esforço, a Rádio Itaperuçu foi ao ar. Para a compra dos equipamentos, foram feitos bingos, festa, e colocaram barracas nas festas com frutas para vender da, ela sobrevive de apoios culturais, que pagam as contas de luz e água, além da compra de algum equipamento, quando necessário. Os valores cobrados por anúncios são simbólicos (em torno de vinte ou trinta reais). Devido a essa precariedade, eles não possuem gravadores e internet, além de todos os funcionários da rádio serem voluntários. Por isso, os próprios apresentadores têm que fazer a operação de mesa. Reginaldo Liberato tem um programa diário e se orgulha do que faz: “a recompensa que nós te-

mos é a ajuda feita para a comunidade. É isso que nos motiva para trabalhar voluntariamente”. A Itaperuçu está entre as quatro rádios mais ouvidas na região. Seus ouvintes são de 7.000 pessoas, em uma cidade de 13.000 habitantes. Comunidade A comunidade possui uma participação muito ativa na programação da Rádio Itaperuçu. A aprovação e o apoio ao serviço social são muito gratificantes a todos. Quem confirma é o comerciante Ari da Foto. “A rádio surgiu na hora certa na ci-

dade, trouxe muitos benefícios a população”. Muitos moradores da cidade comentam que existia uma cidade antes da criação da rádio, e houve uma mudança em Itaperuçu depois que a rádio surgiu. Toda a comunidade ajuda quando a rádio solicita. “Uma senhora deve todos os seus objetos perdidos devido a chuva, e veio nos pedir ajuda, para ganhar pelo menos um colchão. Fiz o pedido, e rapidamente recebemos várias ligações querendo fazer a doação do colchão”, conta Liberato.

Eduardo Macarios

A rádio não tem uma renda, ela sobrevive de apoios culturais, que pagam as contas de luz e água, além da compra de algum equipamento, quando necessário


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Saúde

Cuidados com a pele também no inverno

Vanessa Dasko Escreve semanalmente sobre comunicação empresarial, sempre às segundas-feiras vanessadasko@gmail.com

Comunicação Empresarial

Jefferson Leandro Nunes

Integração, comunicação e informação na intranet Como juntar documentos, normas, procedimentos, projetos, notícias e o principal elemento que tornam as atividades organizacionais possíveis, que são as pessoas? Para interligar processos administrativos, estratégia empresarial e relações humanas, as organizações utilizam a intranet, um portal eletrônico interno, com acesso restrito aos colaboradores. Mas o que chama a atenção nesta ferramenta que está dentro do pacote da comunicação empresarial são as novas formas e possibilidades de integração e humanização. Como falamos por aqui, a comunicação está cada vez mais ligada a valores e cultura empresarial. Nunca se falou tanto em comunicação e informação em uma era cada vez mais digital. O recado é que quem não se atualizar vai ficar para trás no mercado de trabalho. É por isso que algumas empresas estão cada vez mais atentas as novas ferramentas que integram a socieda-

Se por um lado o papel do jornalista nas empresas é ajudar nas formas de comunicação voltada para colaboradores e outros públicos estratégicos, como a própria sociedade, ele também pode participar da formatação dessa nova forma de comunicação interna

de e o público interno, stakeholders, nos produtos e serviços prestados. E por que não integrar todas essas ferramentas, como os formatos de redes sociais, para desenvolver uma intranet inovadora, que vai além da informação de procedimentos internos? Essa é uma das estratégias que as empresas estão começando a desenvolver em 2010. Além da informação e comunicação de notícias e procedimentos administrativos, a intranet está em revolução. Com as várias possibilidades disponíveis pelo mercado de comunicação digital, ela pode se

tornar um ambiente de integração humana e compartilhamento de conhecimento dentro das empresas. Os chamados “orkuts corporativos” estão sendo aos poucos incluídos no ambiente virtual das organizações. E as vantagens de investir em integração humana são várias. Entre as principais está a geração de transparência, compartilhamento de informações e conhecimento, além de melhora significativa no clima organizacional. Se por um lado o papel do jornalista nas empresas é ajudar nas formas de comunicação voltada para colaboradores e outros públicos estratégicos, como a própria sociedade, ele também pode participar da formatação dessa nova forma de comunicação interna. Esta maneira de integrar colaboradores é uma quebra de paredes entre departamentos e setores da organização. Pensar em planejamento estratégico de comunicação nas empresas sem dar uma atenção especial ao desenvolvimento e criação de um portal eletrônico interativo e ligado diretamente com as redes sociais é não cumprir um plano completo de políticas da comunicação institucional. Claro que não dizemos aqui de abrir o conteúdo da empresa para toda a comunidade. Mas sim, de integrar links e conteúdos dessas redes, das quais muitos colaboradores fazem parte, para centralizar e ao mesmo tempo valorizar a humanização nas empresas. Essa é uma lição de casa que não pode faltar ao comunicador empresarial. E já tem sites ligados nessas inovações e gerando prêmios para portais que trazem novidades. E como sempre, um dica no final. O Intranet Portal (www.intranetportal.com.br), primeiro site do Brasil focado em portais corporativos e de gestão do conhecimento, traz diversos textos sobre o assunto e inclusive a terceira edição do Prêmio intranet portal, para portais inovadores. Se a sua empresa tem uma intranet interativa, as inscrições estão abertas até o dia 26 de junho. Até a próxima!

É com a chegada do frio que muitas pessoas descuidam da pele, o que faz com que algumas doenças, ressecamento e alergias sejam mais frequentes Jefferson Leandro Nunes Durante a estação do frio, a tendência é a pele sofrer mais com alterações do clima. O organismo humano tenta manter o maior órgão do corpo em uma temperatura agradável, porém, quando frio é intenso, isso se torna difícil. Essa situação acaba causando ressecamento e até rachaduras na pele, e em pessoas que apresentam rugas pode ser ainda pior. Segundo o dermatologista Jonas Wrezinger, é comum as pessoas sofrerem com os males causados pelo inverno. Ele afirma que os cuidados com a pele nesse período diminuem, pois a preocupação sempre é maior no verão. “A preocupação das pessoas está geralmente voltada para o verão, quando exibem mais a pele, porém isso é um erro. No inverno, a pele também precisa de cuidados, às vezes até mais do que no calor”, declarou Wrezinger. Na maioria dos casos, as mulheres são mais cuidadosas com a pele do que os homens. Para a manicure Eliane Barbosa, de 40 anos, é importante cuidar da pele sempre. “Tanto no verão quanto no inverno devemos cuidar da pele. Eu uso muitos cremes hidratantes e procuro não me expor muito a situações de temperatura extrema”, disse Eliane. O dermatologista Wrezinger aconselha em primeiro lugar uma boa hidratação. Ele também sugere o uso de cremes hidratantes e alerta para o excesso no tempo de banho. “O frio faz com que nosso corpo sinta mais necessidade de calor, e o banho quente se torna um grande vilão nessa hora. Com a temperatura elevada da água, as células que produzem a gordura do corpo diminuem sua atividade, o que agrava a situação”. As pessoas que sofrem com algumas

doenças como bronquite, rinite ou asma têm maior intolerância ao inverno, pois já possuem a pele geneticamente mais seca, e ficam mais sujeitas a dermatites e alergias. “É difícil saber todos os cuidados que devemos ter com a pele. Eu não uso nenhum tipo de creme, sofro com a pele oleosa, e ainda nesse frio, sem chance de tomar um banho que não seja de água extremamente quente”, declara o estudante de biologia Renan Ferreira, de 20 anos. A hidratação da pele pode ser feita interna e externamente. A interna ocorre quando o suor, que abriga água e sais minerais, atravessa as camadas da pele, chegando à epiderme. A externa acontece quando introduzimos água, por meio de cremes e cosméticos na camada superficial da pele. No verão, o corpo produz mais suor, o que mantém a pele mais constantemente hidratada, já no inverno o suor é escasso e o corpo não possui essa alternativa de hidratação, sendo fundamental o uso de cremes e o aumento com os cuidados. “É trivial que as pessoas cuidem de sua pele, mas há riscos quando esse tratamento não é acompanhado por um especialista. O costume da população é se diagnosticar por conta própria, e isso pode trazer agravantes ao invés de soluções”, alerta Wrezinger. Dicas para cuidar da pele como beber bastante líquido, evitar alimentos gordurosos, esbanjar das frutas e verduras, não tomar banhos excessivamente quentes, estar atento à utilização demasiada do ar-condicionado e consultar um dermatologista sempre que necessário, são essenciais para mantê-la bem hidratada e livre de alergias e outras doenças que incomodam bastante, seja no inverno ou no verão.


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- Se você pudesse, o que mudaria no seu corpo?, perguntei. - Assim que eu tiver a oportunidade quero tirar todas essas rugas, ela respondeu. Faria sentido ouvir isso de senhoras que enchem seus rostos de maquiagem e passam milhares de cremes para diminuir os efeitos da terceira idade. Mas ouvir isso de quem evita se maquiar e não gosta de brincos e colares foi um tanto estranho. Qual seria a explicação para tanta vontade de se livrar das suas marcas? Quem sabe o objetivo de tirar essas linhas do rosto era minimizar o franzido de seu rosto quando sorri. Quem sabe ela gostaria mesmo de apagar o sofrimento de sua tristeza. Quem sabe esquecer o próprio tempo. Quem sabe... Essas rugas no rosto de Maria Lucia Baena Moreira são marcas de uma soma de tristezas com alegrias, risos com choros, de vida com morte. Morte, essa, que já passou por sua história em dois momentos. Lágrimas de tristeza O casamento com o professor Maadir Moreira ocorreu apenas quando tinha 30 anos, realmente tarde para os padrões dos anos 60. Dessa união, nasceram Denise (em 1964) e Mario (em 1967). Descendente direto de árabe, Maadir tinha uma forte personalidade. Não deixava sua esposa receber determinados parentes em sua casa, não gostava de ter visitas após certo horário. O filho mais novo do casal foi crescendo e logo foi se percebendo a semelhança na personalidade do pai. Quando os dois brigavam, só restava a Maria Lucia ouvir os gritos e esperar o castigo dado a seu filho. Gritos que não duraram muito. Em 1980, Maadir faleceu vítima de um derrame, logo após uma sessão de brigas com seu filho. No enterro, os alunos do curso de jornalismo prestaram homenagem ao professor que estava indo cedo. O caixão era acompanhado por Denise e Maria Lúcia (Mário não quis se aproximar). As duas também acompanhariam outro caixão mais de 30 anos depois. Dizem que a pior perda é a

Nas linhas da

Rodolfo May

vida

Curitiba, segunda-feira, 14 de junho de 2010

Perfil

Essas rugas no rosto de Maria Lucia Baena Moreira são marcas de uma soma de tristezas com alegrias, risos com choros, de vida com morte Rodolfo May

As rugas que marcam o rosto de Maria Lucia são os detalhes que a diferenciam de sua foto com 20 anos

de um filho. Maria Lucia viria a falar um dia: “Isso deveria ser proibido. Nunca uma mãe deveria enterrar um filho”. A luta de Mário durou dois anos contra um câncer. Toda a carga emocional da batalha caía sobre a vida de sua mãe e sua irmã, já que ele estava separado de sua esposa há 10 anos. As idas para o hospital, quimioterapia, cirurgia, ida para São Paulo, exames, cadeira de rodas e outras dificuldades mais com certeza acrescentaram ao rosto de Lucia mais algumas dessas marcas do tempo. A união com Alcy Joaquim Ramalho veio de uma declaração de amor feita na UFPR (onde os dois trabalhavam) em 1978. Todos os dias ele a observava e resolveu abrir mão de tudo por Maria Lucia: deixou um casamento estável e não se relacionou mais com os seus dois filhos por conta da separação. Depois de 20 anos morando juntos, ele pediu sua amada em casamento em uma cama de hospital. O infarto, em 2004, deixou Ramalho seis meses no hospital, com dificuldade para se locomover e complicadas sequelas no sistema respiratório. Muitos diriam que ele não resistiria, outros que ficaria vegetativo. Seu médico cardiologista afirma que ele é guerreiro e um caso de estudo. Guerreira é a palavra com a qual a família descreve Maria Lúcia. Entre problemas financeiros, de seu marido e a descoberta do primeiro câncer de seu filho, ela ainda manteve suas esperanças. Lutava a cada dia para sorrir mais do que chorar, sempre pensando que logo

estariam todos bem. Superação - Como você lida com a morte de seu filho?, perguntei - Perder um filho é a coisa mais difícil do mundo, mas com as pessoas que me cercam eu não posso ficar acuada. Guardo Mário dentro de mim e levo minha vida em frente, ela respondeu. Suas rugas se destacaram e seu semblante ganhou outro brilho ao contar de sua filha, Denise, seu genro, Paulo May e seus dois netos que convivem com ela diariamente. São essas pessoas que marcam seu rosto com tanto sorriso, tanta alegria. Por jogar vôlei há 63 anos, sua vida é extremamente ativa. Detesta ficar presa e ter horário para voltar. Os dias livres ela dedica a musculação, Pilates e exercícios aeróbicos. Nas terças e quintas-feiras vai para a Duque de Caxias treinar seu vôlei com as Damas de Vinho – “quanto mais velhas, melhor” – (categoria de campeonatos nacionais para senhoras com mais de 70 anos). - O que você mais tem na vida?, perguntei. Nem precisei esperar sua resposta. Conclui sozinho: AMIGOS. Ela havia contado das turmas do vôlei, do baralho às terças-feiras à noite, seus familiares, companheiras de trabalho da Universidade... São tantas as turmas que até impressiona o relacionamento constante dela com pessoas 20, 30 ou até 40 anos mais jovens. Pela superação em sua vida, simpatia e educação, Maria Lucia merecia viver pelo menos mais 78 anos. Quem sabe diminuir as rugas não seja uma preparação para sua longa vida. Quem sabe...

As idas para o hospital, quimioterapia, cirurgia, ida para São Paulo, exames, cadeira de rodas e outras dificuldades mais com certeza acrescentaram ao rosto de Lucia mais algumas dessas marcas do tempo


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Cultura

Juliana Guerra

ão Divulgaç

Uma carta para Julieta Capuleto

Estreou sexta nas telonas do Brasil a comédia romântica "Cartas para Julieta". No filme, Sophie está em Verona, na Itália, e se junta a um grupo de voluntários que respondem as cartas deixadas em um muro destinadas a Julieta Capuleto - da obra "Romeu e Julieta". Uma das cartas que Sophie responde foi enviada por Claire Smith em 1951. Após receber a resposta a sua carta, Claire volta a Verona em busca de um amor que já considerava perdido. Em cartaz no Cinemark Barigüi, Cinemark Mueller, UCI Estação e UCI Palladium.

Solteirona procura

Jéssica Leite O amor pela cultura e pela língua francesa trouxe Laure Gyselinck para o Brasil em 2004. No país que hoje é a sua casa, ela formou uma família e faz o que gosta: trabalha com a cultura e a língua francesa. Seu primeiro destino foi Goiânia; ficou lá durante dois anos e logo veio para Curitiba, onde reside há três anos e é diretora da Aliança Francesa (AF). Segundo ela, a adaptação ao novo lar foi fácil, pois os brasileiros são muito acolhedores. Nessa entrevista, Laure fala sobre a AF e seus objetivos no Brasil. Qual é o principal objetivo da AF no Brasil? Disseminar a cultura e principalmente a língua francesa no país. Para isso, há a realização de diversos eventos voltados também para a comunidade e as aulas de Francês na AF. O bom

é que a cultura francesa e a brasileira são próximas, o que facilita a procura das pessoas pelo novo aprendizado. O que aproxima a França do Brasil? Com certeza é a história mundial. No Século XVIII, a França era uma das potências mundiais e tudo girava em torno da Europa. O descobrimento do Brasil resultou numa mistura de etnias, e a francesa foi uma das que sempre esteve presente aqui. Hoje, há uma grande amizade entre esses povos, os brasileiros são muito bem-vindos na França, assim como a gente é muito bem recebido aqui no Brasil. Qual é a intenção dos eventos promovidos pela AF? A língua é o maior vínculo de cultura de um país. Através de eventos, a AF tenta mostrar e ensinar um pouco mais da cultura contemporânea francesa. As pessoas

“As pessoas pensam que a França se resume principalmente aos patrimônios históricos, e isso é um erro. O nosso objetivo é mostrar a cultura de hoje.” Laure, diretora da AF

pensam que a França se resume principalmente aos patrimônios históricos, e isso é um erro. O nosso objetivo é mostrar a cultura de hoje, que mudou muito em relação ao passado. A AF, além de ser uma Aliança, é uma escola. Vocês fazem algum tipo de intercâmbio? No momento não. Mas nós realizamos as entrevistas para candidatos. A França incentiva muito a entrada de estudantes estrangeiros no país. Isso facilita o intercâmbio que é superimportante para o conhecimento de outra língua, assim como a cultura do outro país. O “Ano da França no Brasil” foi contemplado com diversos eventos na cidade, e muitos deles realizados pela AF. Qual foi o retorno do público em relação a esses eventos? Os brasileiros, principalmente os curitibanos, têm muita curiosidade em relação à cultura francesa. De todos os eventos divulgados, a participação e a recepção das pessoas foram ótimas, o que é muito importante, pois isso ajuda a AF a cumprir o seu objetivo, que é disseminar a cultura Francesa no Brasil.

Serviço: Quem quiser conferir os eventos promovidos pela Aliança Francesa, deve entrar no site www.afcuritiba.com.br

Divulgação

entam s e r p a s o t n e v E cesa a n a r f a r u t l u c a brasileiros

Outro filme que estreou sexta é a comédia romântica "Plano B". Depois de muito esperar pelo homem perfeito, Zoe (Jennifer Lopez) decide ser mãe. No dia marcado para a inseminação artificial, ela conhece Stan, que tem tudo para ser o companheiro ideal. Durante algum tempo, Zoe tenta manter uma relação de amizade com o rapaz e se esforça para esconder os sinais da gravidez. Quando ela revela os motivos pelo qual age tão estranhamente, Stan diz aceitar a situação. O relacionamento se torna então uma preparação para o parto. Em cartaz no Cinemark Mueller, UCI Estação, UCI Palladium e Cinemark São José dos Pinhais.

O gringo e a prostituta

O cinema nacional marca presença entre as estreias com "Olhos Azuis". Na trama, John Wayne, chefe do departamento de imigração do aeroporto de Nova York, está prestes a se aposentar e decide se divertir em seu último dia de trabalho. Depois de beber um pouco, John impede a entrada de um grupo de latinoamericanos nos Estados Unidos apenas por diversão. Entre eles está o brasileiro Nonato, dois poetas argentinos, uma bailarina cubana e um grupo de lutadores hondurenhos. Dois anos depois, John vem ao Brasil atrás de uma garota chamada Luiza. Aqui, conhece a prostituta Bia, que o ajuda nessa busca. Divulgação Em cartaz no UCI Estação e no UCI Palladium

Escondidinhos

Na Cinemateca de Curitiba está em cartaz o filme "Casamento Silencioso". Em 1953, a Romênia passa uma semana de luto pela morte de Joseph Stalin. Durante essa semana, foi proibido qualquer tipo de comemoração. O anúncio foi dado quando Mara e Iancu estavam prestes a casar e toda a vila estava convidada para a festa. Apesar da proibição, o casal resolve seguir em frente com a cerimônia. Para que a festa aconteça, todos os convidados tomam muito cuidado para que as autoridades não notem nada. Em cartaz na Cinemateca de Curitiba Divulgação


LONA - 576 14/06/2010