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RIO DIÁ do

Curitiba, sexta-feira, 15 de maio de 2009 - Ano XI - Número 486 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

Polícia espera novas denúncias sobre estupro de universitárias Divulgação

L BRASI

jornalismo@up.edu.br

Especial

Pesquisa classifica os esportes mais

“sedentários” Jogar uma partida de xadrez ou então um bilhar com os amigos são consideradas práticas esportivas. Mas por serem classificados como esportes não quer dizer que o movimento das peças em um tabuleiro ou a preocupação de como será a sequência de uma jogada sejam as melhores formas de exercício físico. Preparadores físicos alertam que o esforço exigido em atividades com pouca movimentação é mais mental, o que não deixa de ser importante para o bem-estar do corpo.

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Cuidar de crianças pode ser caminho para quem quer morar no exterior A Delegacia da Mulher divulgou a foto do homem suspeito de violentar estudantes universitárias em Curitiba. A imagem foi capturada enquanto o possível criminoso entrava em um motel, na BR 277. Duas vítimas de estupro reconheceram o homem como autor dos crimes. A polícia espera que, com a divulgação do retrato, mais pessoas denunciem o possível estuprador. Autoridades da Delegacia da Mulher alertam que algumas medidas podem ser tomadas pelas mulheres afim de evitar situações propícias à violência sexual. Página 3

Programa de intercâmbio chamado au pair é uma das portas de entrada para quem pretende morar por um tempo no exterior. Culturas e línguas diferentes proporcionam uma troca de conhecimentos entre as pessoas, o que é importante também para a formação das crianças cuidadas. A preferência ainda é para mulheres, mas é possível encontrar homens que tomam conta de meninos e meninas em outros países por meio da forma de intercâmbio.

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Opinião Comportamento

Na ponta

da bala

Yohan Barczyszyn Está nas transmissões televisivas, nas ondas de rádio, cobrindo as calçadas, em forma de folhetos, anúncios, cartazes que revestem os muros e janelas. Ela está diante do seu olhar, inclinada a oferecer uma felicidade sustentável. A propaganda. A deusa mais bela e horrenda do século 21. Ela infiltra-se em seu lar, fazendo eternas promessas de plena satisfação. Sua voz e seu coração estão nas embalagens, comerciais e revistas. Um mundo vendendo a si próprio. Por essa ousadia, existe um preço sendo cobrado. Vivemos em uma selva, e a máquina capitalista permanece fixa no topo da cadeia alimentar, utilizando-se de um colossal arsenal de armadilhas e disfarces para nos capturar, nós, suas dóceis e obtusas presas. Estamos conectados ao restante do mundo em tempo real, todo o tempo. Lançamo-nos assim em busca de informação, análise e diversificação; e somos aos poucos feridos pelos espinhos sutis da propaganda. Nas páginas de um jornal, entre os blocos de um noticiário; somos perseguidos, arranhados e mordidos por ofertas, condições, financiamentos. Já adentramos uma cultura de masoquismo social. Compramos o que não precisamos, gastamos o que não temos. Onde há conteúdo (ainda que se

mostre mutilado), há publicidade, imposição de desejos e alienação subconsciente. No lugar de matérias, colunas ou artigos, estão alojadas maravilhosas fotos, logomarcas e frases de efeito. Partilha-se desse modo um universo onde a realidade, juntamente com seus fatos e consequências, torna-se pano de fundo de um cenário onde a compra e a venda são as personagens principais. Entretanto, apesar da grotesca ferocidade atribuída à propaganda, ela não é autossustentável. É, sim, uma arma de guerra da era contemporânea e, como tal, precisa ser carregada, engatilhada e disparada. Há algo ou alguém por trás do gatilho; um ser cujo rosto tem milhares de feições; sua voz surge das gargantas da multidão. Somos eu e você, nós, quem servimos como matéria-prima bélica para este embate; somos o metal na ponta da bala, e o sangue na parede. Somos o fruto do nosso próprio flagelo.

Confissões

de mãe?

Yasmin Taketani Não sabia quem era Maria Mariana Plonczynski de Oliveira e não me fazia falta. Mas, instigada pelos comentários que sua entrevista à revista Época suscitou, resolvi dar uma olhada. A atual mãe de quatro filhos ficou famosa na década de 90 pelo seu livro Confissões de adolescente, que logo virou peça de teatro e seriado de TV. Até aí nada de mais, sempre aparece alguém desse tipo. A reação das pessoas quando ouviam falar na atriz, escritora e mãe me parecia um pouco exagerada. Quase sempre vinha acompanhada de uma risada nervosa e “Meu Deus, essa mulher tem problemas”. Mas, depois de ler a entrevista, entendi a revolta. Maria, que diz saber fazer “de um limão uma limonada”, sabe é fazer e dizer besteira. Muita besteira. O ponto principal da autora de Confissões de mãe é a crítica ao fato da maternidade estar em baixa. De acordo com ela, deveríamos retroceder ao discurso do século XIX: cuidar dos filhos

e da casa é a função social da mulher, reproduzir é seu papel no mundo, ela deve ser submissa e o homem deve ser o provedor, visto que ele é frio e mais forte. Não são as feministas que devem surtar com tais afirmações. Qualquer pessoa com bom senso deveria, afinal, levamos séculos combatendo essa ideia: o que existe é uma construção social dos papéis masculinos e femininos na sociedade, como a construção social absurda de que o negro seria inferior ao branco, fato que “justificava” sua exploração em séculos passados e é utilizada até hoje. Enquanto lutamos pela igualdade de gênero, Maria Mariana escreve um livro com ideias ultrapassadas que infelizmente terão influência em muitas pessoas: “Apanhar cueca suja que o marido deixa no chão é um aprendizado de paciência e dedicação”. E isso veio de alguém que alega ter lido Dostoievski na adolescência e ter sido muito madura. A maturidade ela jogou no lixo e o Dostoievski deve ter sido lido em chinês. Só

assim para ela não crer na igualdade de gênero e acreditar que a mulher que tiver um parto natural vai ser uma mãe melhor. Hoje em dia sofremos, de fato, muita pressão para que sejamos profissionalmente bemsucedidos (as) e acabamos tendo menos tempo com nossas famílias. Mas, a felicidade varia de acordo com cada um de nós e pode ser encontrada de várias maneiras: não só profissionalmente, nem somente por meio da maternidade. Poucas podem largar a carreira profissional para cuidar dos filhos, nem todas querem e não é por isso que elas são mulheres inferiores e que não “caminharão para frente”, como ela afirma. Maria Mariana, com sua cara sem expressão, tem condições para ser mãe em tempo integral e criar seres humanos “mentalmente sadios, equilibrados, que consigam se manter”, mas agora tenho que finalizar esse texto para a minha mãe fazer o trabalho dela. Ah, ela foi e é uma ótima mãe. Mesmo trabalhando e tendo feito cesárea.

Expediente Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”. Divulgação

Reitor: Oriovisto Guimarães. Vice-Reitor: José Pio Martins. Pró-Reitor Administrativo: Arno Antônio Gnoatto; Pró-Reitor de Graduação: Renato Casagrande; Pró-Reitora de Extensão: Fani Schiffer Durães; Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa: Luiz Hamilton Berton; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Renato Casagrande; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira, Elza Aparecida e Marcelo Lima; Editores-chefes: Antonio Carlos Senkovski, Camila Scheffer Franklin e Marisa Rodrigues. O LONA é o jornal-laboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP, Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000


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Segurança Comportamento

Polícia divulga imagem de suspeito por estupro Delegacia da mulher espera ter novas denúncias por parte de outras vítimas do estuprador Diego Sarza Um estuprador vem chamando a atenção da Delegacia da Mulher (DM) de Curitiba. Duas vítimas reconheceram o homem, que tem preferência por atacar estudantes universitárias. Com a liberação da imagem do suspeito, capturada por uma câmera de segurança, a expectativa é que outras vítimas apareçam. Segundo a DM, o suspeito anda bem vestido, com roupa social, tem boa aparência, é branco, idade entre 30 e 35 anos e tem aproximadamente 1,80 m de altura. Ainda segundo a delegacia, o estuprador pede em voz baixa perdão para Deus durante o ato criminoso. O último caso registrado aconteceu no dia 4 deste mês, o maníaco rendeu a garota em um bar localizado nas imediações da Universidade Tuiuti, fez com que ela entrasse em um carro e a conduziu para a BR277, onde entrou em um motel,

lá a universitária aproveitou um descuido do criminoso para ameaçá-lo com uma garrafa de vidro, sem ter o que fazer, ele acabou fugindo do local. Antes, porém, outra vítima foi atacada pelo mesmo homem. O caso aconteceu em fevereiro, dessa vez a abordagem ocorreu no estacionamento da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), o estuprador entrou no carro da garota e com um revólver a obrigou a dirigir também em direção a BR-277, entretanto no meio do caminho, pediu que a universitária entrasse em uma estrada sem movimento, onde a violentou. A imagem do suspeito pôde ser feita graças à câmera de segurança do motel, que filmou o homem no momento em que ele entrava no estabelecimento. Por causa da película reflexiva do vidro do automóvel, ele achava que não seria focalizado. Mas o equipamento conseguiu registrar o rosto do possível manía-

Divulgação

co, que já foi reconhecido por ambas as vítimas. O caso de estupros envolvendo estudantes universitárias, leva à tona a falta de segurança dos campi e imediações

Prevenção e reação Casos como esse aparecem com frequência na mídia, mas existe alguma maneira de evitar a violência sexual? Segundo a delegada Sâmia Coser, algumas medidas podem ser tomadas a fim de impedir esse tipo de situação. “As mulheres devem evitar ir sozinhas até o carro, elas devem pedir para que algum amigo as acompanhe”, explica. A doutora Samia também recomenda que ao estacionar o carro as garotas devem procurar sempre um local iluminado, perto de guaritas, que geralmente possuem câmeras de segurança, o que teoricamente inibe a ação de estupradores. Segundo a delegada, caso a mulher perceba que está sendo seguida, o ideal é tentar entrar em um local movimentado, como um comércio, por exemplo. Além disso, ela fala que olhar fixamente para o possível estuprador o intimida. “Ele ficaria com medo que ela o reconhecesse”, afirma. Sobre reação, Sâmia é enfática. “Caso ele esteja armado, como foi o caso da última moça, é muito difícil regir”. Mas se o bandido não portar um revólver há a possibilidade de escapar. “Geralmente quando a vítima tenta fugir e ele [bandido] não está armado, ela acaba conseguindo”, completa. Para denúncias, o telefone da Delegacia da Mulher é: (41) 3219-8605.

de faculdades e universidades de Curitiba. A estudante de sociologia da PUC, Marcela Ribas, revela que nunca foi alertada para os cuidados a serem tomados dentro e nos arredores do campus. “Na verdade, eu nem sabia que isso tinha acontecido”, afirma. Ainda segundo a estudante, pessoas alheias à universidade têm acesso ao campus o que gera maior de suspeita. “Vemos pessoas estranhas dentro da universidade, inclusive no estacionamento, mas o pessoal que trabalha fazendo a vigilância sempre está em contato com os alunos”, contrapõe Marcela. Já a estudante de administração da Tuiuti, Renata Ehleke, diz que a segurança dentro do campus é reforçada. “Sempre me senti segura, mesmo por que, sempre vi inúmeros vigias por lá”. Por outro lado, a universitária comenta que não dá para saber quem realmente é estudante. “Como tem muita gente, é muito

difícil saber quem estuda e quem não estuda lá, não há fiscalização nesse sentido”, completa.

Outros casos No ano passado a cidade de Bandeirantes, no norte do Estado, foi surpreendida por casos de estupros envolvendo estudantes universitárias. Só em 2008, quatro garotas foram violentadas na região. O último caso aconteceu em agosto, quando um homem armado invadiu uma república de estudantes e estuprou uma menina de 18 anos, estudante de enfermagem. Depois do ocorrido, os moradores de Bandeirantes foram às ruas reclamar contra a insegurança no município. O acusado, um rapaz de 21 anos, foi preso e reconhecido pela vítima. Segundo o delegado da cidade, ele já havia sido detido anteriormente, acusado do mesmo crime, mas foi solto porque a vítima não quis registrar a ocorrência.


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Especial Sedentarismo

Esporte: Esporte aliado ou inimigo? Pesquisa revela quais são os esportes considerados como “sedentários”; bilhar, vôlei e arco e flecha fazem parte da lista

Cássio Bida de Araújo - Então, doutor? Como está o velho corpaço aqui? - Bom... Poderia estar melhor. Você está acima do peso! Além do mais, a pressão e o colesterol estão altos demais. - Eu sei que exagero um pouquinho na comida, mas procuro me cuidar e evitar o sedentarismo. - Certo. Pratica algum esporte? - Ah, sim! Jogo xadrez todos os dias e meu bilharzinho com os amigos no final de semana. Quem fez algum exame médico mais detalhado já passou, pelo menos uma vez, por este tipo de interrogatório. Ainda mais se está com problemas de peso ou pressão. Quando o médico chega com a recomendação de se praticar algum esporte, muitos torcem o nariz ao sair do consultório. Alguns saem dessa

situação de forma espirituosa, como o caso da conversa fictícia ao lado. Apesar disso, o xadrez e o bilhar podem, sim, ser caracterizados como esportes. Mas, afinal, o que define uma determinada modalidade como esporte? Segundo o dicionário, esporte é a prática metódica de exercícios físicos, que consistem, geralmente, em jogos competitivos entre pessoas, ou grupos de pessoas, organizados em partidas. Outra definição possível para esta palavra, tão aclamada pelos médicos na luta contra o temível sedentarismo, é que o esporte é toda atividade física sujeita a regulamentos e que geralmente visa à competição. Fala-se tanto em atividade física, mas ambas as modalidades acima não exigem muito esforço físico. A revista Mundo Estranho divulgou uma pesquisa que enumera as modalida-

O xadrez é um esporte trabalha a mente e exige um grande esforço cardiovascular

des que menos exigem esforço físico (ver quadro abaixo). De acordo com a pesquisa, o bilhar lidera a lista dos mais “sedentários”, queimando apenas 176 calorias após uma hora de atividade. Entre os que menos gastam calorias, incluem-se também o vôlei (245 calorias) e o arco e flecha (273 calorias).

Desmistificando o sedentarismo Contudo, embora não haja muito gasto calórico nestas modalidades, a falta de esforço físico é compensada pela alta atividade mental exigida. O bilhar é um dos esportes que utiliza muito a mente, visto que, cada tacada é um verdadeiro ritual. Desde a posição onde bater com o taco na bola, até a trajetória final, visando à caçapa são diversas variáveis que surgem na mente do jogador, principalmente matemáticas. A origem do jogo é incerta, mas reivindicada por vários países. As primeiras referências mais claras surgiram ainda no século XVII em obras do escritor inglês William Shakespeare. Desde então, o jogo se desenvolveu e foi aperfeiçoado. Em 1922, foi criada a Union Internationale des Fédérations d’Amateurs de Billard (União Internacional de Amadores de Bilhar). A partir dela, as regras foram definitivamente estipuladas. No Brasil, o bilhar foi reconhecido como esporte em 1988, com a criação da Federação Brasileira de Sinuca. Logo após isso, as competições começaram

“Quem está acima do peso, mas pratica algum esporte regularmente, tem uma vida mais saudável que um sedentário em dia com a balança. Nem sempre ser magro é ser sadio” SAMIR DAHER, ESPECIALISTA EM MEDICINA ESPORTIVA para valer no país e o esporte se popularizou. Hoje não é difícil encontrar estabelecimentos em qualquer esquina que ofereçam a “mesa verde” como uma opção de diversão. Existem diversas variações dos jogos de bilhar. A mais popular no Brasil é a Sinuca, jogada com oito, dez ou vinte e duas bolas, dependendo da competição. Entre essas bolas, uma, três ou quinze são vermelhas e valem um ponto cada. Além da branca (bola utilizada para acertar e encaçapar as outras) e da vermelha, também se usam uma bola amarela, uma verde, uma marrom, uma azul, uma rosa e uma preta em sequência. Ao final do jogo, vence quem tiver mais pontos após a bola preta ser encaçapada. A modalidade mais popular entre os amadores é conhecida como bola oito, que é bastante semelhante à sinuca. Com uma diferença: não há a necessidade de derrubar as bolas de forma consecutiva. Ganha o jogo quem, ao final da partida, encaçapar a bola 8. Para quem joga o bilhar por prazer, nos finais de semana, realmente o esforço não é muito exigente. Ao contrário de quem é atleta profissional.

“Chego a sair de alguns campeonatos, depois de dois, três dias de competição, bastante cansado. Tanto que, no dia seguinte, chego em casa e caio direto na cama”, relata Noel Rodrigues Moreira, que pratica o esporte desde os dezoito anos de idade. Dono de um estabelecimento comercial no centro de Curitiba, um snooker bar que já tem há dez anos, Noel conseguiu tudo graças ao esporte que, segundo ele, não tem nada de sedentário. “Em algumas partidas, o jogador chega a percorrer cerca de 1200 metros em cerca de uma hora”, comenta. O atleta segue uma rotina de treinos disciplinada, cerca de três a quatro horas por dia antes de cada competição importante. O resultado: uma coleção de títulos. No currículo, doze títulos paranaenses, um sulamericano, quinze títulos da Copa Brasil e mais dois títulos brasileiros. A influência do fator psicológico merece destaque, especialmente em jogos decisivos. “A sinuca é um jogo que mexe com o nervosismo da pessoa. Deixa os nervos à flor da pele, é impossível ficar parado”, ex-


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Especial Sedentarismo plica Noel Moreira, que já chegou a jogar uma partida decisiva pelo campeonato paranaense de sinuca que durou duas horas e 45 minutos. Mesmo com a pouca movimentação do corpo, é necessária uma preparação antes de iniciar o jogo. Um trabalho específico de alongamento na região do braço ajuda a diminuir os riscos de dores na região, a mais exigida.

Corpo e mente em duelo Um dos esportes que não consta na pesquisa, mas que também merece destaque é o xadrez. Embora não exija muitos movimentos do corpo é um dos esportes que mais trabalha a mente e, acredite, exige um grande esforço cardiovascular. Assim como o bilhar, o xadrez possui diversas variantes. A forma mais popular do jogo é de um tabuleiro com 32 peças, sendo 16 brancas e 16 pretas. O objetivo principal do jogo é derrubar o rei adversário, jogada conhecida como xeque-mate. Há a modalidade de jogo por tempo, mas, em alguns casos, as partidas podem durar horas. Por vezes dias, o que gera um grande desgaste por parte dos atletas. Por conta disso, faz-se importante uma boa preparação física para competições mais longas. O preparador físico Nuno Cobra, que já treinou atletas como Ayrton Senna, Rubens Barrichello e Mika Hakkinen, escreveu um artigo sobre a exigência do preparo físico exigido cada vez maior para o bom desempenho de um enxadrista. Quanto mais alto o nível da competição, maior o desgaste do atleta e, por consequência, a necessidade de um bom funcionamento do sistema cardiovascular como um todo. “Uma bomba ejetora mais plena (o coração) colocará nas células do cérebro uma quantidade maior de oxigênio. Esse cérebro mais oxigenado possibilitará maior eficiência, maior lucidez e, principalmente, maior velocidade do pensamento, de interpretação e reação aos movimentos complexos presentes no xadrez”, explica Nuno. Em algumas competições mais tensas, atletas monitora-

dos chegaram a registrar perda importante de peso após uma, duas semanas de realizada a competição. Isso mesmo recebendo uma dieta normal e ficando no conforto de hotéis. Apenas uma demonstração do quão desgastante este esporte quando praticado em alto nível pode ser. Embora seja uma batalha interessante, há poucos espaços públicos para a prática do esporte. Um deles é a Biblioteca Pública do Paraná. No segundo andar, há uma sala onde jogadores das mais variadas idades se enfrentam de segunda a sábado, durante o horário de funcionamento do local. O vendedor Flávio Costa é um deles. Joga xadrez há vinte anos e frequenta ocasionalmente o espaço aos finais de semana. Para ele, é uma forma de manter a mente desenvolvida e ativa, além de ajudar em outras atividades.

“Sedentários”, mas com benefícios Do ponto de vista da movimentação corporal, os esportes listados na pesquisa não exigem muito esforço. Contudo, eles proporcionam diversos benefícios, desde o aprimoramento na coordenação motora até o aumento da concentração. “Um esporte como o vôlei, por exemplo, privilegia mais a parte técnicotática em relação à preparação física. Mas traz benefícios da mesma forma, como a prática de qualquer esporte”, cita a preparadora física Luciana Diniz Lell. Segundo Luciana, o que faz de uma determinada modalidade sedentária ou não é o gasto energético. Quanto maior a movimentação do atleta durante a prática do esporte, mais calorias ele queima, embora a quantidade de calorias queimadas varie de acordo com cada organismo e da intensidade em que se executa a atividade. Tanto entre amadores e profissionais há um consenso quanto aos perigos do sedentarismo. Isto porque ele representa a total falta de atividade do corpo. Doença que tem evoluído em função dos hábitos decorrentes de alguns confortos da vida moderna, como o controle remoto, os automóveis e principalmente o advento da informática. Atual-

mente, o computador e o videogame são as diversões preferidas das crianças e também de alguns adultos. E a rotina diária acaba subtraindo o tempo das atividades esportivas. Mesmo quem está acima do peso, pode manter uma rotina de atividades físicas. “Quem está acima do peso, mas pratica algum esporte regularmente, tem uma vida mais saudável que um sedentário em dia com a balança. Nem sempre ser magro é ser sadio”, alerta o especialista em medicina esportiva Samir Daher. Independente da preferência por esportes que privilegiem mais o corpo ou a mente, o mais importante é não deixar nem corpo, nem mente parados. “É fundamental que se haja um equilíbrio entre os dois, pois uma mente sem ocupação prejudica o corpo”, explica Luciana. A prática de um esporte, independente de qual seja, proporciona uma melhoria na qualidade de vida e no bem estar da pessoa, além de melhorar a disposição e aumentar a autoestima.

Fotos: Cássio Bida/LON A

Para jogar sinuca e evitar lesões, o alongamento da região do braço é recomendado para diminuir tensões.

Os mais e os menos sedentários Considerando uma pessoa de 70 kg que realiza uma hora de atividade Mais sedentários 1) Bilhar (176 calorias) – poucos deslocamentos, pouca aceleração do metabolismo. Trabalha mais com a concentração do jogador. 2) Canoagem por lazer (185 calorias) – o esportista segue apenas o fluxo da água. Como não luta contra a correnteza, os movimentos são mais leves 3) Dança livre (214 calorias) – apenas movimentos suaves, o que gera menos gasto calórico. 4) Vôlei (245 calorias) – apesar de exigir saltos e movimentos intensos, os deslocamentos são curtos. O que reduz o gasto calórico 5) Arco-e-flecha (273 calorias) – esforço concentrado mais no braço, que precisa aguentar o tranco da flechada. Trabalha mais a parte psicológica.

Menos sedentários 1) Boxe (932 calorias) – diversos deslocamentos durante a luta, fora a energia gasta com os golpes. 2) Squash (890 calorias) – envolve muito deslocamento, velocidade, flexibilidade, força e resistência. 3) Judô (819 calorias) – é um esporte que exige muita força, além de flexibilidade e coordenação motora. 4) Natação - estilo Crawl (655 calorias) – é o esporte mais completo, exige bastante de braços, costas e pernas. 5) Basquete (580 calorias) – grande deslocamento em quadra durante uma partida. Em média, um atleta percorre 8 quilômetros na quadra. Fonte: Revista Mundo Estranho


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Coluna

Fotos: divulgação

Cinema

Chama o garçom!

Um filme memorável,

Dá licença de contá

Raphael Moroz Do que você tem dúvida? O comportamento de determinada pessoa instiga você a duvidar de sua conduta? Se até o futuro de cada ser humano é incerto, porque a dúvida não faria parte de nossas vidas? Ela faz. E é baseado nessa certeza que “Dúvida” constrói a sua linha narrativa. O ano retratado é 1964, e o cenário do filme é a escola St. Nicholas, situada no bairro nova iorquino Bronx. A instituição, marcada pela rigidez disciplinar, acaba de receber o seu primeiro aluno negro, Donald. Conforme o esperado, inclusive pelos pais do menino, Donald é rejeitado pelos colegas, que o julgam por sua raça. Apesar disso, Donald tem um defensor na escola: o padre Flynn (Philip Seymour Hoffman), que o acolhe em seus momentos de tristeza e desânimo. No entanto, após um estranho encontro do menino com o padre, a relação que os dois possuem - aparentemente de amizade - começa a ser monitorada pela diretora da instituição, a intocá-

sem dúvida vel irmã Aloysius (Meryl Streep). É a partir deste momento que “Dúvida” diz, realmente, a que veio. Com seu imenso senso farejador, sempre desconfiando de tudo e de todos, Aloysius nutre, do começo ao fim do filme, uma certeza: a de que o padre Flynn é um pecador em potencial, que se aproveita do carinho que Donald lhe tem para suprir seus desejos sexuais. Quanto a isso, o filme tem um cuidado impecável, já que os termos “pedofilia”, ou até mesmo “homossexualismo”, não aparecem em nenhum momento. As conclusões do espectador quanto a isso provém de diálogos recheados de insinuações – talvez um dos pontos mais altos do filme. A tensão causada pela luta de Aloysius para provar a possível atitude imoral de Flynn faz com que o espectador grude seus olhos na tela do começo ao fim. Ela faz com que o público preste imensa atenção em cada diálogo, em cada olhar e em cada insinuação. “Dúvida” não é só magistralmente escrito, é também brilhantemente interpretado. Ao assistir ao filme, somos brindados com atuações magníficas, que nos en-

volvem dentro do enredo, e nos fazem sofrer com o conflito de cada personagem. Amy Adams, como a assustada professora que não sabe em quem acreditar, se revela um grande talento. São dela e de Meryl Streep os olhares mais expressivos do filme. Viola Davis, como a mãe do menino, só aparece em duas cenas de “Dúvida”, e mesmo assim, garantiu uma indicação ao Oscar. É dela a atuação mais contida e provocante do filme, representando a mãe que não possui esperanças quanto ao futuro do filho. É impossível não se revoltar quando, em uma conversa dela com a irmã Aloysius, ela, completamente insensível, afirma que não pode fazer nada para mudar o destino doloroso do filho. O longa é, ao contrário da maioria das produções cinematográficas atuais, um filme para ser digerido aos poucos. É necessário parar e repensar cada diálogo, cada atitude dos personagens. Depois do filme nos envolver completamente com os seus questionamentos, é inevitável que saiamos do cinema pensando em nossas próprias dúvidas.

Luiz Felipe Marques Comecinho de 2006 e nascia o bar que acabou dando origem ao Saudosa Maloca, tema da coluna de hoje. Era o Esquina Brasil, cujo nome vinha justamente da localização, em mais uma esquina, dessa vez da Senador Xavier com a Duque de Caxias. Já o sobrenome Brasil descendia da decoração, do ambiente e da música: capas de discos dos nossos artistas por todo o bar, uma gostosa descontração todos os dias e samba – de altíssima qualidade. Depois de um tempo, porém, as coisas mudaram. Os finais de semana sempre de samba receberam dias de pop rock nacional e estrangeiro. Um pouco descaracterizado quase no fim de 2008, o bar foi vendido e no ano seguinte, eis que surge o Saudosa Maloca. Com o nome inspirado numa das maiores obras do também saudoso Adoniran Barbosa, o intuito da casa é fazer uma referência a capital paulista, alguns de seus ilustres cidadãos, suas tradições e seu samba. Dessa forma, quem já conhecia e gostava do velho Esquina, sente-se novamente abrigado por um bar, e logo ali, no mesmo endereço. Diferente de casas que hoje atraem um grande público, o Saudosa Maloca não tem por objetivo chamar bandas jovens de samba, samba rock, bossa e MPB para tocar novos sucessos. Nada disso. A mú-

sica da casa é de grande qualidade, dando ampla atenção para aquelas canções eternas, que nunca se cansa de escutar. Nos sábados, por exemplo, quem toca lá é O Mimeográfo, trio formado por Amauri, Edson e Kalil. Grupo simples, de ótima música e gostoso de ouvir como poucos hoje. Da música para o cardápio, o bar apresenta pratos diferentes mais elaborados e massas, mas sem deixar de lado – para agrado de paulistanos, curitibanos, novos baianos e todos mais brasileiros – as queridas porções, bem servidas e sem machucar muito o bolso. Para dar mais um toque da terra de Adoniran e dos Demônios, é servido um sanduíche de mortadela do mercadão. Um bom ambiente, samba na medida e boas porções, porém, iam se sentir sozinhos, pobres coitados, sem pelo menos um copo com colarinho, seja do chopp (preferencialmente o Brahma) ou da cerveja (agora a vez da Original), que podem ser escolhidos entre algumas marcas. Mais uma vez, preços não abusivos. O Saudosa funciona de segunda a sábado, a partir das 17h. Até as 19h a entrada é franca, a partir deste horário são cobrados R$ 5,00 por pessoa, valor convidativo a quem ama, gosta, sente saudade, não conhece direito, ou mesmo ainda não aprecia, mas quer viver um pouco, mesmo que pelo tempo de dois chopps, da querida cidade de São Paulo.


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Geral Cinema

Cuidando e aprendendo Cuidar de crianças no exterior é opção para quem quer morar fora e aprender uma nova língua, além de aspectos de uma cultura diferente retribui carinho recebido pelo au pair Aloísio

Allana Torres Cuidar de crianças nunca foi uma tarefa fácil e exige muita responsabilidade. Mas, essa é a ideia do programa AU PAIR, uma das maneiras mais comuns de fazer intercâmbio e aprender novos idiomas. A intenção é que você vá para casa de alguma família no exterior e cuide das crianças enquanto seus pais trabalham. Muito comum em vários países, este tipo de intercâmbio é regulamentado apenas pelo governo dos Estados Unidos, Holanda, França e Alemanha, por meio de agências vinculadas ao poder oficial. O programa oferece, sem exceção, trabalho em casa de

família com salário semanal de 176 dólares, quarto individual e todas as refeições e condições de subsistência. Além disso, o intercambista também recebe uma bolsa de estudos de 500 dólares por um ano de programa, autorização de permanência no país, válida por um ano, que pode ser estendida por, no máximo, mais um ano. Apesar disso, muitas pessoas perguntam por que se submeter a esse trabalho. Além da oportunidade de morar fora, ainda é possível praticar inglês, ter no currículo uma faculdade do exterior, adquirir mais responsabilidade e conhecimento de outras culturas. Camila Muchynsk é inter-

Domingo no Câmpus apresenta recital de piano e fagote No próximo domingo, dia 17, o projeto Domingo no Câmpus apresenta obras de Johann Bach, Heitor Villa-Lobos, Paul Hindenith e Camille Saint-Saëns, interpretadas por Fábio Cury, no fagote, e Josely Bark, no piano. O evento acontece às 11h, no Teatro Positivo, Pequeno Auditório, e os ingressos custam R$ 10,00. Professores, estudantes, doadores de sangue e pessoas acima de 60 anos pagam meia. Mais informações no site www.up.edu.br.

cambista há dois anos e mora em Washington DC, nos EUA. “No Brasil eu tinha uma rotina, mas aqui tudo é diferente e vale muito a pena”. Ela cuida de três crianças, Lucas de um ano e meio, Madison de quatro, e Derek de oito anos. “Eu amo essas crianças demais, aqui todo mundo me trata como da família, ganho um dinheiro extra para sair e tenho até meu próprio carro”. Djeine Winiarski é a responsável por encaminhar Au Pairs na agência World Study e conta que esse tipo de programa é muito procurado por ser um dos intercâmbios mais baratos atualmente. “Geralmente, em outros programas de intercâmbio, o interessado faz um investimento muito grande para ficar poucos meses. O AU PAIR é um programa barato, porque quem está bancando tudo são as famílias, que gastam em média 10 mil dólares por au pair”, explica. “Porém, muita gente acha que ao chegar lá não terá que trabalhar muito, que vai poder viajar o tempo todo, mas não é bem assim. É muito complicado cuidar de crianças, independente da idade”. E isso é mais comum do que se imagina. Quem não possui experiência com crianças, ou simplesmente não consegue se adaptar à família, pode pedir o “rematch”, que é a escolha de outra família com ajuda da instrutora local. Giselly Cordeiro Nunes, de 22 anos, está em San Antonio

“Geralmente, eles preferem garotas. Acredito que seja por causa do senso comum de que au pair ou ‘nannys’ são sempre garotas” ALOÍSIO BINNI SILLA, 19

ANOS

no Texas. Ela já pediu “rematch” três vezes. “Achei que seria fácil chegar aqui, mas primeiro eu tive problemas com minha “host family”, pois o pai da família simplesmente me ignorava. A hora que ficou insuportável eu fui pra outra família. Depois de três meses eles começaram a passar por dificuldades financeiras e não podiam mais me pagar. Depois, fui para uma família onde a dona da casa era desequilibrada. Pedi para trocar pela terceira vez, e finalmente achei essa família com que estou agora. Gostei tanto que pretendo estender o programa por mais um ano”.

Para eles Aloísio Binni Silla, de 19 anos, está em Craston, Rhode Island e decidiu procurar esse programa por ser mais barato e por incentivo de uma amiga que já havia feito. “Eu sempre quis vir para os EUA, era um sonho antigo. Quando fiquei sabendo do programa me inscrevi na hora. Sempre gostei de crianças e tudo aqui supera minhas expectativas”. Por ser garoto, Aloísio diz que demorou um pouco mais para

achar uma família com que se identificasse. “Geralmente, eles preferem garotas. Acredito que seja por causa do senso comum de que au pair ou ‘nannys’ são sempre garotas, mas jamais sofri preconceito ou qualquer tipo de discriminação.”

Razões E o que faz famílias procurarem uma pessoa estrangeira, que nunca viram na vida, para colocar dentro de casa para cuidar de seus filhos? Sophie Hunston é mãe de Elijah, 10, e Carmem, de seis anos. Eles moram em Sacramento, na Califórnia, e sua au pair é Ângela Contijo, de 23 anos. “A Ângela é a terceira au pair que tenho. Mas é a primeira brasileira. Já tive uma mexicana e outra holandesa. Acho muito importante para meus filhos essa convivência com alguém de outra cultura. Meus filhos falam outras três línguas além do inglês e isso é fantástico. Nunca tive problemas com nenhuma delas; é difícil no começo lidar com as diferenças culturais e de pensamento, mas mesmo assim acho isso muito importante”.


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Curitiba, sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ensaio Nova Iorque

A verdadeira capital do

cinema Texto e fotos: Raphael Moroz Andar em Nova York é se sentir em um filme. A cada quadra e a cada monumento, a impressão que se tem é de que aquilo já foi visto antes, e realmente é possível, já que a cidade é o cenário de milhares de filmes, dos mais variados gêneros. Ao passar pela Brooklyn Bridge, os aficionados por filmes de desenho animado têm a vaga sensação de que, a qualquer momento, o homem-aranha pode saltar de uma extremidade da ponte para a outra, usando suas teias extremamente resistentes. As fãs de histórias românticas, ao andar pelas ruas da cidade, sentem-se poderosas e fabulosas, como Carrie Bradshaw e suas amigas, na série de televisão “Sex and the City”. Ao passar pelo luxuoso Plaza Hotel, é impossível não ter a impressão de que Kevin (Macaulay Culkin em “Esqueceram de Mim”) pode passar correndo a qualquer momento, indo em direção ao Central Park. Não importa o filme, a série ou a situação, Nova York é uma cidade para ser vivida intensamente.

Localizada no nordeste dos Estados Unidos , é a cidade mais populosa do país e uma das cidades mais importantes e influentes do mundo, já que nela está localizado o principal centro financeiro mundial, bem como a sede da Organização das Nações Unidas. Com seus 8 milhões de habitantes, a região onde a cidade se encontra é facilmente a maior de seu país e a segunda mais populosa da América do Norte.

Nova Iorque é considerada uma das cidades mais interessantes e fascinantes dos Estados Unidos - se não do mundo - por muitas pessoas, atraindo mais turistas do que qualquer outra cidade americana, sejam turistas domésticos ou internacionais. É frequentemente também considerada a cidade mais cosmopolita do mundo.


LONA 486- 15/05/2009