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RIO DIÁ do

Curitiba, quarta-feira, 10 de junho de 2009 - Ano XI - Número 504 Jornal-Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo

25 mil recebem conta de luz errada

BRASI

L

jornalismo@up.edu.br

Arte

Artistas apontam problemas da sociedade em obras de arte

Alguns clientes da Companhia Paranaense de Energia (Copel) tiveram variação de até 200% a mais nas faturas de energia elétrica para serem pagas neste mês. O erro, de acordo com a companhia, aconteceu porque uma empresa que fazia a leitura dos medidores abandonou o serviço. Por isso as contas erradas foram mais frequentes nos bairros Santa Felicidade, Portão e Bacacheri, pois estas eram as regiões em que esta empresa prestava serviços à Copel. Os erros já foram corrigidos e dentro de alguns dias os consumidores receberão uma nova conta, com o valor corrigido. Cerca de 10 mil contas erradas foram pagas, mas estes clientes terão direito a reembolso ou então a crédito para as próximas faturas.

Goya, um artista do século XVIII, levou às suas obras a percepção de uma sociedade em grande parte controlada pela igreja e problemática. E apesar das mudanças na arte de hoje, especialistas apontam que existem pessoas que podem ser comparados a Goya e sua perspectiva crítica.

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Marisa Rodrigues

Jornalismo da UP é destaque em prêmios de comunicação Expocom, Sangue Novo e Putz foram os últimos eventos nos quais alunos do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo inscreveram trabalhos para disputar prêmios. Em todos os eventos, o curso obteve êxito. Na Expocom, que aconteceu em Blumenau-SC no final do mês de maio, o curso conseguiu cinco prêmios. Somado aos três conquistados pelo Curso de Publicidade e Propaganda da UP, a instituição foi a que conquistou a maior premiação entre todas as participantes. No Sangue Novo - evento realizado pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR) para premiar estudantes, a UP levou 10 prêmios e ficou com a primeira posição entre as instituições privadas de ensino, e a segunda colocação no número geral de vencedores. Já no Festival Universitário de Cinema e Vídeo de Curitiba (Putz), foram cinco vídeos classificados para a mostra. O vencedor ainda não foi divulgado. O evento começa amanhã e vai até o próximo domingo. Páginas 5, 6, 7 e 8


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Curitiba, quarta-feira, 10 de junho de 2009

Opinião Dia dos Namorados

Política

O amor é uma dor...

Guerrilheira Dilma

Renata de Andrade Doze de junho: data em que não se comemora o dia de Santo Antônio, nem o de São Valentim e muito menos o dia dos namorados. Esse é o dia das compras, da felicidade dos empresários. Uma pesquisa empresarial mostrou que, em 2008, as vendas aumentaram efetivamente no Dia dos Namorados. E melhor – ou pior: mais da metade do pagamento foi a prazo. E dentre os presentes mais dados aos amantes foram celulares, bolsas e sapatos. Em quase todo o mundo, o Dia dos Namorados é comemorado em 14 de fevereiro. Já no Brasil, há exatos 60 anos, uma empresa lançou a campanha publicitária “Não é só de beijos que se prova o amor”, que escolheu junho, um mês fraco em vendas, para a comemoração. E desde então, este dia é a terceira data mais lucrativa para as lojas, perdendo apenas para o Natal e o Dia das Mães. Mas o amor não pode ser provado com muito carinho, companheirismo e fidelidade? Não!!! O que são esses sentimentos comparados a um lindo celular de última geração ou uma caríssima bolsa? Imagine só alegrar sua amada com um lindo sapado Prada, parcelado em cinco vezes, levar um belo

chute na bunda de R$ 5 mil e ainda ter que lembrar desse dia toda vez que receber o boleto do cartão de crédito? Poderíamos comemorar o Dia dos Namorados como os ingleses, com crianças cantando canções e ganhando doces e frutas; como em Gales, onde os presentes são colheres esculpidas em madeiras, pintadas com chaves, corações e fechaduras; ou como na Finlândia e na Estônia, onde se comemora a amizade e não a paixão. Poderíamos até não comemorar este dia como fazem os norte-americanos em 15 de fevereiro, o Dia da Consciência Solteira. O fato é que tudo se torna motivo de consumo. Está ficando muito caro ser filho, neto, sobrinho, amigo... A ideia do Dia dos Namorados se perdeu. Antes, nesta data, os apaixonados trocavam mensagens de amor. Hoje, compram-se presentes caros e impessoais para impressionar e mostrar merecimento à pessoa amada. E, para os que discordam, lembrando que os cartões com mensagens de amor também acompanham estes presentes, aí vai: quantas pessoas escrevem uma mensagem de amor? “Para que perder tempo lembrando de fatos bonitos para escrever, se um cartãozinho, por mais comum que seja, só custa três reais?”

Antonio Carlos Senkovski Poderia ter sido: “onde já se viu a mestre em ciências econômicas pela Universidade Estadual de Campinas como nossa próxima presidente da república?”, ou então a ex-torturada, a atual ministra da Casa Civíl. Mas não, o termo utilizado no texto “Sem prosseguir o mandato”, publicado no Lona de ontem, para se referir à Dilma Roussef foi “a ex-guerrilheira”. Não que esteja errado. Dilma foi mesmo guerrilheira, e das boas, como ela mesmo já disse. O único detalhe é que ela lutava contra o espírito da ditadura, contra a repressão e a tortura, nada mais. No entanto, isso não tem importância. Se pegar em armas e lutar pela justiça ao povo brasileiro é um defeito para uma candidata a presidente, o que será que um alguém deve ter para ser a pessoa ideal ao cargo? O defeito de Dilma parece estar mais ligado ao fato de ela permanecer na política, mesmo em tempos de desconfiguração partidária, do que a outra coisa. Mas isso não é levado em consideração no texto. O câncer da “ex-guerrilheira” é um deta-

anos de prisão na década de 70. Coisas assim, no entanto, não ficam na história. Assim como não fica o fato de o governo Lula ter acabado com o déficit na Balança Comercial ou o momento histórico no qual, pela primeira vez na história, o Brasil passou a emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Aliás, o que fica na história então? Como uma dica, fica - pelo menos aqui - uma forma “adequada” para classificar Dilma. O conceito dado pelo comandante da operação que capturou Dilma para a tortura a chamou de “Joana D’arc dos subversivos”. Talvez fosse um nome mais propício para quem quer “queimar” a imagem da “exguerrilheira”.

Expediente Missão do curso de Jornalismo “Formar jornalistas com abrangentes conhecimentos gerais e humanísticos, capacitação técnica, espírito criativo e empreendedor, sólidos princípios éticos e responsabilidade social que contribuam com seu trabalho para o enriquecimento cultural, social, político e econômico da sociedade”.

Divulgação | sxc.hu

lhe muito mais importante. Ela não poderia ter dado esclarecimento à imprensa, isso vai favorecê-la na campanha. Ora, como se o candidato(a) “ideal” do outro lado não pudesse também usar a doença a favor dele(a), exatamente como foi feito na publicação de ontem. Esqueceu-se de que a mídia tem o poder de cobrir um determinado fato de acordo com o que quer transmitir. A única e insistente pergunta de um repórter de certa grande emissora de televisão na primeira entrevista coletiva à imprensa já diz alguma coisa: “qual o tamanho do tumor?” Se Dilma fosse eleita a presidente do Brasil, ela teria um vice. A possibilidade de outra pessoa ter que assumir a presidência por causa da doença não seria uma receita à oposição de como roubar votos da candidata? Felizmente, ao que tudo indica, Dilma está bem - tanto que não parou de trabalhar. Parece que a doença não foi mais forte do que superar os dias de tortura e os três

Divulgação | Milton César

no bolso!

Reitor: Oriovisto Guimarães. Vice-Reitor: José Pio Martins. Pró-Reitor Administrativo: Arno Antônio Gnoatto; Pró-Reitor de Graduação: Renato Casagrande; Pró-Reitora de Extensão: Fani Schiffer Durães; Pró-Reitor de Planejamento e Avaliação Institucional: Renato Casagrande; Coordenador do Curso de Jornalismo: Carlos Alexandre Gruber de Castro; Professores-orientadores: Ana Paula Mira, Elza Aparecida e Marcelo Lima; Editores-chefes: Antonio Carlos Senkovski, Camila Scheffer Franklin e Marisa Rodrigues.

O LONA é o jornal-laboratório diário do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo – UP, Rua Pedro V. Parigot de Souza, 5.300 – Conectora 5. Campo Comprido. Curitiba-PR - CEP 81280-30. Fone (41) 3317-3000


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Geral

Divulgação

Energia

Cinema

Erros na Copel aumentam em 200% o valor da fatura Cerca de 25 mil clientes tiverem suas faturas adulteradas Paula Just A secretária Kendra Bohn levou um susto quando recebeu sua conta de luz na semana retrasada. A sua conta que geralmente custa R$ 50, estava três vezes maior. “Eu fiquei muito assustada. Como uma pessoa que mora sozinha poderia gastar tanto quanto aquele preço?”, diz. Imediatamente, Kendra ligou para a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e contou seu problema. “Eles não levaram muito em consideração a minha reclamação. Falaram que constava no sistema esse preço e pronto”, disse. Mas Kendra não engoliu essa e contratou um advogado. Mas antes mesmo que o advogado pudesse trabalhar, a companhia retornou e disse que houve um erro nas emissões de faturas. O problema que aconteceu com a secretária atingiu também cerca de 25 mil moradores, principalmente dos bairros Santa Felicidade, Portão e Bacacheri. O valor de suas contas de energia elétrica indicavam um consumo de até 200% maior do que a média do mês de abril. De acordo com o assessor de imprensa da Copel, Julio Malhadas, a empre-

sa Oseika e Costa Ltda, que prestava serviços terceirizados para a empresa e é responsável pela medição de consumo da população, teria abandonado o serviço, resultando na incoerência das faturas emitidas. “Ela [a empresa] simplesmente abandonou o serviço e quando recebemos as faturas, a diferença de preço era evidente”, diz. A empresa afirmou que os clientes que receberam as contas erradas já tiveram as faturas canceladas e deverão receber as corretas nos próximos dias. Porém, há um dispositivo no Código de Defesa do Consumidor (CDC), que dá ao cliente o direito de receber o dobro da quantia que receber errada. Kendra está ciente dessa lei por meio de seu advogado, mas acha desnecessário. “Não me causou prejuízos, foi apenas um susto. Eu não tive que pagar nada, tudo foi resolvido rapidamente. É totalmente inútil entrar na justiça para receber dinheiro de uma empresa que não fez de propósito”, diz. Para Julio, não é esperado que os clientes apelem para a justiça, afinal a empresa não agiu de má-fé. Segundo ele, mesmo erradas, 10 mil consumidores chegaram a pagar a conta. Os cli-

entes já foram notificados que houve um erro e terão duas opções de reembolso. “Elas podem optar por serem reembolsadas com a diferença em dinheiro ou reverter essa quantia a mais que pagaram em créditos para as próximas faturas”, diz.

Serviço Para quem tiver dúvidas sobre o valor deste mês, deve comparar com o mês de abril – no histórico que consta na fatura - para ver se há uma grande diferença. Se sim, o cliente deve ligar para o serviço de atendimento da Copel, no número 0800-51-00-116, opção 9.

Jornalismo da UP tem quatro alunos classificados no Putz Festival de cinema universitário vai até domingo; cinco vídeos representam o curso Cinco vídeos de estudantes do Curso de Jornalismo da Universidade Positivo foram selecionados para o Festival Universitário de Cinema e Vídeo de Curitiba (Putz). Esses vídeos serão exibidos durante o festival, que começa amanhã e vai até domingo. Na categoria Vídeo Reportagem, Renata de Andrade concorre ao prêmio do Putz (uma bolsa para o curso de Cinema Digital no Centro Europeu) com a reportagem “Mulheres como bombeiros”. Renata participa pela primeira vez da mostra e disse que quando inscreveu o projeto não imaginou ter chance de ser classificada. “É importante que mesmo quem acha que o vídeo não será selecionado se inscreva”. Rhuana Ramos, com “Negativismo na Mídia”, e Raphael Moroz, com “Paralisia cerebral”, também foram classificados em Vídeo Reportagem. “Vinícola Durigan: a tradição italiana em Curitiba”, de Raphael Moroz, será o representante do jornalismo da UP na categoria Vídeo Institucional. O estudante da UP que tem indicado trabalhos em duas modalidades, Raphael Moroz, identifica no evento uma oportunidade de divulgação do trabalho dos estudantes. “Depois do empenho de fazer um vídeo, é bom ter o reconhecimento. Isso valoriza bastante, já que são quatro dias de mostra e várias pessoas irão assistir nosso trabalho”. Além destes representantes, Paola de Souza Marques, estudante do Curso de Jornalismo da UP, fez parte de uma equipe formada por pessoas de outras instituições. O vídeo dela concorre na categoria Ficção e tem o título de “A maldição das mensagens instantâneas”. O festival terá na programação, além da exibição dos filmes, conversas sobre assuntos como o cinema brasileiro pósmoderno e debates com os realizadores. O Festival Universitário de Cinema e Vídeo de Curitiba (Putz) acontece no Teatro do Sesc da Esquina (Rua Visconde do Rio Branco, 969) e tem início todos os dias às 14h. A entrada é franca.


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Cultura Ensaio

Os “Goyas” do nosso tempo Um paralelo entre o pintor espanhol e os possíveis “Goyas” da contemporaneidade Gustavo Krelling É um dia de sol na Espanha do século XVIII, a moça está sentada na grama, em uma mão ela segura um leque, sugerindo o calor do dia. Sugere também calor o guarda-sol do rapaz que protege a moça. Porém, a indumentária da donzela parece não contribuir para o refresco. Sobre ela, um cão repousa, e sobre nós é lançado um olhar. Olhar nada ameaçador. É um olhar rococó, idílico, pastoril, um olhar de um Goya que ainda não havia se revoltado com a sua sociedade. A obra O guarda-sol corresponde à primeira fase do pintor espanhol. Nessa fase ele realizava pinturas e desenhos para virarem tapeçarias na Real Fábrica de Tapeçarias de Santa Bárbara; os assuntos populares eram tratados por Goya com graça e humor. O professor de história da arte da UFPR, Paulo Reis, comenta sobre a primeira fase de Goya. “Essa é uma pintura preocupada em representar a natureza, tudo é uma festa, mas possui uma cor muito sofisticada, que posteriormente vai estar presente na pintura romântica”. Mas com o tempo esse artista foi adquirindo independência e foi chamado para ser o pintor oficial da câmara do rei Carlos III e posteriormente o pintor de Carlos IV. Goya não deixou a obediência real dominar sua pintura, ele perpetuou sua opinião na face dos monarcas. Isso pode ser percebido em sua obra, A Família de Carlos IV, é uma sátira tímida, mas que, na época, foi muito elogiada pelos reis. Podemos observar, quase no centro do quadro, a rainha Maria Luísa, que possui uma pincelada mais contida que o restante da obra. Isso revela a frieza da ma-

triarca. Goya retrata seu gênio possessivo, uma rigidez que expressa quem realmente comandava o trono. Já o rei, Carlos IV, é retratado com uma pincelada mais solta, seu rosto é corado, ele possui um olhar perdido, entregando para o observador o caráter débil do governante. Na virada do século XVIII para o século XIX, Goya está decepcionado com o mundo. A hipocrisia da sociedade espanhola, da igreja, é tremenda e é apontada por ele. Paulo Reis aponta esse momento como sendo uma terceira fase do pintor, talvez a mais interessante. “Goya nesse período é influenciado pelos pensadores iluministas, mas acaba se decepcionando com esse projeto, pois as coisas não parecem caminhar rumo à felicidade prometida. É uma pintura de desencanto. É um pintor que pensa a existência humana”. Goya não fazia apenas pinturas, mas também gravuras. Essas gravuras, de sua terceira fase, são extremamente críticas. Há uma série de 80 gravuras intitulada Os Caprichos. Entre elas, está Tú que no puedes, que representa o mundo ao reverso, os homens são quem carregam os burros. Esse é um antigo símbolo da loucura humana, uma imagem comum da opressão. Goya quis representar, neste caso, os camponeses que têm que suportar o peso brutal da aristocracia. É uma representação um pouco caricata e com uma carga de humor. A professora de Gravura da UFPR, Dulce Osinski, comenta a personalidade do artista nesse momento. “Eu acho que Goya é um artista muito importante, é tão sui generes, que, no período em que ele viveu - a virada do século XVIII para o sé-

culo XIX - a maioria dos artistas sobrevivia das ações de mecenato com o estado e a igreja, mas Goya rompe com isso, pois critica a sociedade que sustenta ele. Critica a corte e a igreja. Goya enfia o dedo na ferida da sociedade.” Mas quem são os “Goyas” da nossa época? Que crítica eles fazem? Tanto o professor de história da arte como a professora de gravura apontam o artista plástico brasileiro, Cildo Meireles, como um possível Goya da contemporaneidade. O professor expõe os motivos pela escolha do artista. “É um artista que tem uma poética sofisticada em termos de linguagem, mas que traz embutida nela uma questão de crítica social muito forte. Cildo Meireles tem a verve de Goya.” Na obra Nota de zero cruzeiro, Cildo Meireles critica o valor da moeda em circulação naquela época; no papel de um herói nacional, está o índio. Qual o valor desse índio? O valor que o país dá ao índio está expresso na cédula. É uma brincadeira, que toca na ferida da sociedade exclusiva brasileira. Saindo do campo das artes plásticas, mas ainda na área visual, encontra-se mais um “Goya” da nossa época. É o caso do chargista. O chargista do jornal O Estado do Paraná, Dante Mendonça, explica a função da charge e como podemos compará-la com Goya. “Não só nos dias de hoje, mas desde a origem da charge, que é francesa, e quer dizer carga, crítica, a função do chargista é ver o reverso da sociedade, o avesso do avesso. É a caricatura. O humor. É mostrar as deformidades da alma humana, especialmente a dos políticos, que não são muito humanos. A função da charge é ser um

Goya, desenhar o outro lado da vida.”. Goya, ao publicar suas gravuras críticas, foi reconhecido até no exterior pela sua ousadia. Mas as gravuras tiveram que ser retiradas de circulação por medo da inquisição. Em 1803, ele entregou ao rei as tábuas, da série Os Caprichos, e 240 exemplares da tiragem em troca de uma pensão para o seu filho. A repercussão das gravuras de Goya era imensa, mas qual é o impacto que a charge causa na sociedade atual? Dante comenta sobre a repercussão de seu trabalho. “Na época da ditadura tínhamos que ser mais sutis, mas a repercussão era bem maior que nos dias de hoje. Me lembro de uma charge em especial na década de 70 aqui em Curitiba, era uma época que faltava bastante água na cidade, uma seca terrível. A Sanepar não tomava nenhuma providência e o povo sem água para tomar banho, uma calamidade. Então eu desenhei uma charge com o diretor da Sanepar andando na rua com uma toalha de banho, um calção e sabonete e embaixo eu coloquei uma legenda que dizia ‘Se você não tem onde tomar banho, ligue para a casa do diretor da Sanepar, que lá a água é farta e corre nos chuveiros’, e coloquei o número do telefone da casa dele. Foi um horror! O diretor da Sanepar teve que trocar o telefone, pois muita gente ligou para ele”. Seja no século XIX ou XXI, nossa sociedade sempre foi problemática. A igreja ainda faz seus absurdos, os políticos e governantes ainda roubam, mas ainda temos “Goyas”, alguém que aponta os problemas sociais. Como diz a professora Dulce, “Goya enfia o dedo na ferida da sociedade”. A crítica é mais uma entre as muitas funções da arte, às vezes não bela, mas necessária.


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Expocom Prêmiados

UP é a instituição mais premiada na Expocom Sul Ailime K. Espinola Moreira Anna Luiza Garbelini Alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Positivo (UP) obtiveram excelente resultado na Expocom Sul 2009, exposição de trabalhos acadêmicos aberta a cursos superiores das áreas de comunicação da Região Sul. Dentre os 21 trabalhos classificados, 8 foram premiados — 5 deles feitos por alunos de Jornalismo e 3 por estudantes de Publicidade. Todos eles vão concorrer, em setembro, na Expocom Nacional, que será realizada na Universidade Positivo. A UP foi a instituição mais premiada da exposição, realizada de 28 a 30 de maio em Blumenau. A Universidade Positivo obteve um número de prêmios maior do que qualquer outra instituição, mesmo tendo em vista as categorias em que não pôde inscrever trabalhos — nas habilitações em Relações Públicas, Cinema e Produção Editorial, cursos que não são oferecidos na instituição. O coordenador de Jornalismo da UP, Alexandre Castro, afirma que a premiação é importante porque mostra o reconhecimento externo em relação à qualidade do trabalho dos alunos. Castro ressalta que a UP conseguiu um resultado bastante superior ao de instituições tradicionais de todo o Sul do país — e não apenas do Paraná, o que mostra a dedicação de professores e alunos à realização dos trabalhos. A Expocom premiou 23 instituições que mantêm cursos nas habilitações da área de Comunicação Social. A instituição que conquistou o maior número de prêmios depois da UP foi

a Universidade Regional de Blumenau (Furb), com seis trabalhos; a terceira instituição foi o Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi), de Blumenau, com 5 trabalhos. O quarto lugar foi ocupado pela Universidade Católica de Pelotas (UCPEL) e pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), empatadas com 4 prêmios. Se se considerar apenas as instituições paranaenses na exposição, a PUCPR aparece em segundo lugar, com 2 prêmios, e a FAE, em terceiro, com 1 prêmio.

Vencedores Os oito trabalhos premiados da Universidade Positivo foram os seguintes: “Cabeça na bola”, de Robertson Luz (categoria: Fotografia Jornalística; orientação: Zaclis Veiga); “Reflexo aparente”, de Felipe Waltrick (categoria: Fotografia Artística; orientação: Zaclis Veiga); “Teia na parede”, de Gabrielle Chamiço (categoria: Mural-Laboratório; orientação: Emerson Castro); “Retrospectiva cultural outubro 2008”, de Gustavo Krelling (categoria: Revista Customizada; orientação: Ana Paula Mira); “Portas Fechadas: a juventude marginal procura uma saída”, de Renan Colombo (categoria: Livro-reportagem; orientação: Elza Aparecida de Oliveira Filha). Os trabalhos de Publicidade e Propaganda premiados são os seguintes: “Lona – Você precisa ler mais”, de Tatiane Monteiro da Silva (categoria: Campanha Promocional; orientação: Sérgio Menezes e Maria Cora Chaves); “Cores do Japão”, de Felipe Pinheiro (categoria: Filme Publicitário; orientação: Alexandre Tadeu dos Santos); “Calvin Klein”, de Felipe Pi-

nheiro (categoria: Fotografia Publicitária; orientação: Wilton Castelo). Os ganhadores da Expocom Sul nas suas diversas categorias recebem um certificado e autorizam automaticamente a reprodução do seu trabalho no site da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) nos anais dos congressos, além de representar a região no Expocom Nacional. O objetivo da Expocom é promover o intercâmbio entre estudantes e professores de diversas escolas de comunicação, incentivar inovações na área, servindo de estímulo para outros alunos. Veja nas páginas a seguir o depoimento dos alunos vencedores da Expocom Sul.

Vanessa Dasko/LONA

Robertson, Gustavo, Felipe Waltrick, Tatiane e Felipe Pinheiro

Relação de prêmios por curso Curso

UP FURB UNIASSELVI UCPEL UFSC UNISC UNOESC UCPEL UNISINOS UFSM PUC/PR IPA/RS FAE/PR UNIVALI FACINTER UFRGS UEL FACCAT FACINTER UNICENTRO UEL IPA UNIVALI

Cinema

Transdisciplinar

Produção editorial

Relações públicas

3

2 3 1 3 2

1

1 1 1

Jornalismo

4 4

1 1

3 3 4

1 2

3

1

Publicidade

3 2

1 1 1 1 1 1

Soma

8 6 5 4 4 3 3 3 3 3 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1


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Expocom Depoimentos

Cabeça na bola

Portas Fechadas: a juventude marginal procura uma saída

Robertson Luz

Renan Colombo

A fotografia foi tirada no Atletiba, no primeiro turno do campeonato brasileiro de 2009.No mesmo dia em que as meninas fizeram a transmissão pela rádio. Fui fotografar do lado do Jonathan Campos, da Gazeta do Povo. Vi que um jogador do Atlético estava caído, até o goleiro do Coxa pedia ajuda. Saímos correndo parta ver o que tinha acontecido, e então eu fiz a foto.O Jonathan fez uma foto do mesmo ângulo, que saiu na Gazeta no dia seguinte. A minha foto acompanhou a matéria do LONA sobre o garrincha. Conversei com a professora Zaclis Veiga, para mandar essas e outras para o Sangue Novo. Já Para a Expocom, tinha que ser apenas uma. Perguntei novamente para a professora, e ela imediatamente indicou esta, mandei fazer uma ampliação e levei para Blumenau. Concorria com mais quatro estudantes, mas no fundo senti que ia ganhar. Achei que o que

É um livro-reportagem, portanto uma história real, sobre três jovens privados de liberdade em sua volta à sociedade. O livro segue durante um ano esse "retorno" dos personagens. Fiquei feliz com a premiação, pois isto significa não só um reconhecimento para o au-

Retrospectiva Cultural Outubro 2008 Gustavo Krelling

premiou a foto foi sua expressão, a intensidade do sangue e a instantaneidade do acontecimento. Acho importante o Expocom por ser um evento de todo o Sul do país, por apresentar trabalhos de nível muito bom,

ser julgado por profissionais de várias áreas que não me conhecem. Além disso, a Expocom está dentro de um dos maiores eventos de comunicação da América Latina. É sempre bom ganhar, mesmo que seja no par ou ímpar.

Teia na parede Gabrielle Chamiço O trabalho inscrito na Expocom Sul foi o jornal-mural laboratório Teia na Parede. O projeto de 2008 tinha como

tor, mas para todo o trabalho desenvolvido. Com o prêmio o livro fica mais atrativo. Já existindo antes uma editora para lançá-lo, agora posso colocar na sua capa que foi premiado pelo Sangue Novo e pela Expocom Sul 2009.

proposta aplicar melhorias no projeto de 2007 (primeiro ano de publicação do Teia na Parede). A idéia era a de modificar a diagramação; abordar mais assuntos que não fossem Fotos: arquivo pessoal

somente os internos, do curso; gerar uma identidade do jornal-mural com o público leitor. Foram feitas várias mudanças, principalemnte na diagramação. Eram dois estagiários que atuavam na produção do jornal. A orientação, assim como em 2009, é do professor Emerson Castro. Este trabalho em conjunto foi fundamental para que o Teia na Parede fosse publicado todas as terças-feiras, no final de tarde, com qualidade e responsabilidade. Participar da Expocom e fazer valer a pena este trabalho é muito gratificante e importante. Não só para quem participou do processo, como também para motivar na continuação da produção do Teia na Parede.

O prêmio é de grande importância, pois reconhece uma pesquisa individual que pretende relacionar arte e jornalismo. Em minha opinião, o maior mérito da Expocom é dar visibilidade para trabalhos que sejam experimentais e inovadores. Isso é relevante para a sociedade, pois em breve, esses estudantes serão profissionais e estarão atuando no mercado de trabalho, que ne-

cessita inovações e novos pontos de vista.

Cores do Japão e Calvin Klein Felipe Pinheiro Concorri na Expocom em duas categorias, Fotografia Publicitária e Filme Publicitário. O nível dos concorrentes era muito bom, mas acabei vencendo nas duas categorias. Para mim é um feito muito importante, pois já trabalho nas duas áreas e estes prêmios me ajudam a ter uma noção da aprovação que meu trabalho tem. A Expocom é um evento muito legal, pois nos dá a chance de conhecer pessoas e pontos de vista diferentes,

de outros lugares. Já estou ansioso para a Expocom nacional em setembro.


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Curitiba, quarta-feira , 10 de junho de 2009

Expocom Depoimentos

Campanha

Sobre o trabalho Reflexo Aparente

Publicidade e Propaganda ganha prêmio na Expocom com campanha para o Lona

Felipe Waltrick Arte e fotografia se encaixam no momento em que o fotógrafo sai em busca de suas subjetividades através de imagens. Olhar para um vidro e perceber que o reflexo que sai e entra nos seus olhos é diferente para as outras pessoas amplia o conceito sobre o pensar e o agir fotográfico. A ideia do trabalho “Reflexo Aparente”, ganhador na categoria Fotografia Artística da XVI Expocom, é demonstrar que é possível dar novas aparências e interpretações em fotos que estão estáticas, ou seja, finalizadas. Para conseguir alcançar meu objetivo utilizei a técnica de sobreposição de cromos possibilitando que novas imagens fossem criadas, e como consequência, outras mensagens enviadas ao público. Confundir e dificultar o entendimento de quais elementos fazem parte da foto que está por cima ou por baixo cria novos reflexos e aparências, por isso o nome “Reflexo Aparente”.

Foram capturadas oito fotografias em formato cromo na primeira etapa do trabalho, sem pensar como elas poderiam receber outras interpretações. Após a revelação das imagens produzidas, a segunda etapa foi fazer diversas montagens, até chegar a uma combinação que criasse interações plásticas em duas fotos sobreexpostas, formando 4 imagens no final. Com a realização desse trabalho foi possível concluir que a fotografia de fato é arte e pode ser mudada após a captura das imagens, ampliando o espaço-tempo que é preciso para chegar ao produto final. Interações, montagens, recortes e colagens já eram metodologias dos pictorialistas para quebrarem o conceito de que a fotografia era o espelho do real. Pensamento que não pode ser aplicado nem para a foto arte, nem mesmo para o fotojornalismo. A fotografia na verdade é o reflexo do reflexo, do reflexo, do reflexo...

Divulgação/PRACTICE

Marisa Rodrigues A publicitáriaTatiane Monteiro, representando uma equipe de alunos de Publicidade e Propaganda na Universidade Positivo, foi premiada na Expocom Sul 2009 com a campanha de comunicação integrada “Você precisa ler mais”. O objetivo do trabalho foi o de aumentar o número de leitores do Lona dentro do campus da instituição. Para isso, a equipe da Practice Publicidade, agência experimental do curso, desenvolveu cartazes, camisetas, adesivos para carteiras das salas de aula e portas de banheiros, perfil do jornal em um site de relacionamento, além da entrega do jornal em locais com grande concentração de alunos e professores. O projeto também criou um novo logotipo para o jornal-laboratório e a concepção de displays para o Lona, que foram colocados próximos às escadarias dos blocos da universidade, facili-

tando a distribuição e divulgação do jornal. “Trabalhar na campanha promocional do Lona foi uma experiência muito legal pois pudemos desenvolver ações promocionais diferenciadas, mesmo com pouca verba, adequando a mensagem com o local onde era veiculada. Por ser uma campanha com grande variedade de peças toda a agência trabalhou junto e o resultado não poderia ser melhor”, afirma Tatiane Monteiro, que participou do projeto no ano passado, quando cursava a última série do curso. Ela também acrescenta que re-

ceber um prêmio de tamanha importância pode ser um bom diferencial no mercado de trabalho. “É gratificante ter seu trabalho indicado para uma premiação e a participação em um congresso como a Expocom Sul permite”.

Ficha técnica da campanha Agência: Practice Publicidade Cliente: LONA – Jornal Laboratório da Universidade Positivo Campanha: "Você precisa ler mais" Direção de Criação: Sérgio Menezes Redação: Ana Carolina Nolli, Bruno Leite, Tatiane Monteiro e Vinícius Biss Direção de Arte: Larissa Meyer, Diego Musiat e Gustavo Malucelli Ação Promocional: Practice Promo Supervisão das Ações: Christiane Monteiro Machado Display: Escritório experimental de Design da Universidade Positivo Making Of: Diego Zerwes Supervisão de Planejamento: Maria Cora Chaves Planejamento: Bianca Gugelmin Atendimento: Mariana Kuchnir Aprovação: Carlos Alexandre G. Castro

Vencedores da Expocom 2009 Categoria “Áreas Emergentes e Produção Transdisciplinar em Comunicação” | modalidade Fotografia Artística (avulsa): Felipe Waltrick; modalidade Revista Customizada: Gustavo Krelling. Categoria “Jornalismo” | modalidade Jornal mural-laboratório (conjunto/série): Gabrielle Chamiço; modalidade Livro-reportagem (avulso): Renan Colombo; modalidade Fotografia jornalística (avulsa): Robertson Luz. Marisa Rodrigues/LONA

Categoria “Publicidade e Propaganda” | modalidade Campanha promocional (conjunto/série): Tatiane Monteiro da Silva; modalidades Filme publicitário (avulso) e Fotografia publicitária (avulsa): Felipe Pinheiro.

Serviço As ações da Practice Publicidade podem ser vistas no link: http://www.youtube. com/ watch?v=UoesxjweQP0


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Curitiba, quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sangue Novo Premiados

Jornalismo da UP conquista 10 prêmios no Sangue Novo Aline Reis Diego Sarza Juliane Moura O curso de Jornalismo da Universidade Positivo alcançou, na última sexta-feira à noite, mais uma posição de destaque em premiações acadêmicas. Desta vez, os alunos conquistaram 10 prêmios no 14º Sangue Novo no Jornalismo Paranaense, promovido todos os anos pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais. A entrega aconteceu no auditório do SENAC, no centro de Curitiba. A UP conquistou 10 prêmios: 4 primeiros lugares, 5 segundos lugares e 1 terceiro. Na classificação geral, ficou em segundo lugar, com apenas dois prêmios a menos que a Universidade Federal do Paraná, que obteve 5 primeiros lugares, 3 primeiros lugares e 4 terceiros lugares. Em relação às instituições privadas, a UP ocupa o primeiro lugar, seguida da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), com quatro prêmios a menos. A UTP obteve 2 primeiros lugares, 1 segundo lugar e 3 terceiros lugares.

“O prêmio significa o reconhecimento externo dos nossos trabalhos. É um importante cartão de visitas, principalmente para os recém-formados, que estão disputando o mercado de trabalho com um grande número de pessoas”, afirma a jornalista Caroline Michel. Ela conquistou o primeiro lugar com o trabalho “Doação de medula óssea: uma atitude pela vida”, na categoria: Projeto em Radiojornalismo. Foi orientada pelo professor Luiz Witiuk, quando cursava, no ano passado, o 4.º ano de Jornalismo. Outro trabalho premiado foi o do jornalista Denis Arashiro, que além de conquistar o segundo lugar no Sangue Novo com a produção “Telejornalismo: um reflexo irreal”, ficou na mesma colocação na Expocom. “É importante ganhar este prêmio (Sangue Novo) porque é o reconhecimento do trabalho por profissionais renomados”, diz. A comemoração do primeiro lugar na categoria Fotojornalismo foi especial para a aluna Amanda Mara da Silva, autora do livro de fotorreportagem Nicolli Mazzarolo/LONA

Instituição

1º lugar

UFPR UP UTP UEL PUC Unibrasil FAG UDC Unopar Pitágoras Unicentro UEPG Unipar

5 4 2 1 3 1 1 1 1

2º lugar 3º lugar 3 5 1 2 3 2 1

“Atenção: a porta está fechada”, originalmente um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) orientado pelo ex-professor da UP Tomás Barreiros. Sua história é de superação. Nos meses em que estava concluindo as fotos para o livro, a aluna sofreu um problema de saúde que afetou parte da visão, o que tornou o trabalho muito difícil. Apesar disso, graças ao esforço e à vontade de concluir o trabalho, Amanda não só conseguiu uma ótima nota no TCC, mas também levou o primeiro lugar para casa. “As dificuldades na visão me levaram a encontrar soluções rápidas e eficientes. Percebi que ver a realidade está muito além da visão, está na percepção”, declara.

Destaque

Luiz Witiuk e Caroline Michel

Dentre os estudantes premiados, a maioria foi orientada pela professora Elza Aparecida de Oliveira Filha, que acompanhou cinco trabalhos presentes na lista de ganhadores do Sangue Novo. Quatro deles tiveram Elza como orientadora de TCC. “O prêmio Sangue Novo é um importante indicador de reconhecido do mercado de tra-

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Total 12 10 6 6 4 3 3 2 2 1 1 1 1

balho. O fato de o acadêmico ter sido vencedor do concurso agrega valor ao seu currículo. As empresas sabem da seriedade do julgamento”, diz. Os professores Marcelo Lima, Luiz Witiuk, Élson Faxina, Emerson Castro também foram orientadores de trabalhos premiados. De acordo com o professor Marcelo Lima, o Sangue Novo é o reconhecimento da qualidade da produção intelectual dos alunos da UP.

Objetivo Criado há 14 anos, o Prêmio Sangue Novo visa reconhecer o talento dos acadêmicos de Jornalismo. Neste ano, foram inscritos cerca de 300 trabalhos de 17 instituições paranaenses. Na cerimônia de entrega dos prêmios, a presidente do Sindicato, Aniela Almeida; o diretor Márcio Rodrigues; e a diretora de Educação da FENAJ, Valci Zuculoto, destacaram a importância da participação dos estudantes na defesa da obrigatoriedade do diploma aos jornalistas. Está marcado para hoje, no Supremo Tribunal Federal, o julgamento da obrigatoriedade do diploma. “É importante que os estudantes se engajem na causa

Trabalhos premiados do jornalismo da UP Receberam primeiro lugar os seguintes trabalhos da UP: “Atenção: a porta está fechada”, de Amanda Mara da Silva, 4.º ano (categoria: Fotojornalismo; orientação: Tomás Barreiros); “Doação de medula óssea: uma atitude pela vida”, de Caroline Augusta de Andrade Michel, 4º ano (categoria: Projeto em Radiojornalismo; orientação: Luiz Witiuk); “O medo no telejornalismo brasileiro: um estudo do caso João Hélio”, de Taianá Barbosa Martinez, 4º ano (categoria: Monografia; orientação: Elza Aparecida de Oliveira Filha); “Portas fechadas: a juventude procura uma saída”, Renan Colombo, 4º ano (categoria: Livro-reportagem; orientação: Elza Aparecida de Oliveira Filha). Obtiveram segundo lugar os trabalhos: “Telejornalismo: um reflexo irreal”, de Denis Arashiro e Marion Ceschini, do 4.º ano (categoria: Projeto em Telejornalismo; orientação: Elza Aparecida de Oliveira Filha); O rádio só fala ou tem ouvidos? Ouvintes como fontes de informação”, de Eloisa Parachen, do 4.º ano (categoria: Monografia; orientação: Elza Aparecida de Oliveira Filha); “A criança como mercadoria”, de Ana Cláudia Maia, do 4.º ano (categoria: Videodocumentário; orientação: Élson Faxina); LONA, todas as turmas (categoria: Jornal-laboratório; orientação: Elza Aparecida de Oliveira e Marcelo Lima). Em terceiro lugar ficou o trabalho: “Paiol de telha”, de Aline Sajnaj Ferreira, do 4.º ano (categoria: livro-reportagem; orientação: Elza Aparecida de Oliveira Filha).

do diploma obrigatório. Por isso oferecemos esse prêmio para aqueles que buscam o diploma. É uma satisfação grande premiar tantos trabalhos bons, feitos por aqueles que serão os futuros jornalistas”. Os vencedores foram escolhidos por meio de comissões integradas por jornalistas que atuam ou atuaram em cada uma das áreas envolvidas. Foram julgados trabalhos em 18 categorias.


LONA 504- 10/06/2009