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SETEMBRO 2018 / 11ª EDIÇÃO / 6º ANO

FERNANDA E MURILO “Casamento real não precisa ser um conto de fadas. O principal é existir respeito”

MODA AFETIVA Roupas e joias de família unem gerações

O SORRISO Jair Oliveira homenageia o pai com canção inédita


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#EDITORIAL

EXPEDIENTE

DA NOSSA FAMÍLIA

RIO CENTER Direção Geral FLÁVIO ALCIDES Marketing MARIANA ARAÚJO DE SÁ Assistente de Marketing ANA LUÍZA MOURA

para a sua

Visual Merchandising ANDERSON RANIERE Anuncie com a gente: comercial@riocenter.com.br www.riocenter.com.br @riocenter /riocenter /lojasriocenter

REVISTA RIO CENTER Projeto MARCA PROPAGANDA Edição CRISTIANO FÉLIX (TOQUE DE MÍDIAS) Produção TASSIA CONSULIN Revisão ANDREA BRAZ Reportagens LEONARDO DANTAS TALLYSON MOURA Fotografia GIOVANNA HACKRADT RAVMES Direção de Arte PAULO ANJOS

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ovimento gera mais movimento. E, às vezes, diante do cenário de tantas agitações e mudanças, nos perguntamos a razão de repetir quase que automaticamente algumas ações. Parar e pensar sobre isso é preciso. Esta revista que você tem em mãos marca a renovação do propósito da Rio Center. Somos “A loja da família”, uma empresa com base familiar construída e amadurecida ao longo de 81 anos. É com a missão de te receber de braços abertos que abrimos a porta da nossa casa todos os dias. Essa reflexão sobre família nos leva a um caminho cada vez mais plural, respeitando as individualidades e os desejos de cada um. É por isso que escolhemos a modelo Fernanda Tavares e o ator Murilo Rosa para a capa desta publicação. Eles acreditam que se encontraram já em outras vidas e têm extremo alinhamento sobre como construir a relação. Concordaram inclusive em casar “grávidos”, depois que Murilo pediu a mão de Fernanda às primas e irmãs, já que os pais dela não estavam presentes na festa de réveillon em que tudo aconteceu. São quebras de padrão como essa que nos mostram que a ideia de perfeição é também aberta: está no olhar de quem vê. Percebemos a importância de trazer à luz questões que realmente fazem a diferença na vida de cada um de nós. Promovendo essa reflexão, podemos impulsionar nossa sociedade e mudar o mundo inteiro, para que haja menos diferença e mais aceitação. Aceitar é acolher e, no seio da família, também sinônimo de amar. Nas próximas páginas, você vai poder entender melhor sobre isso, quando ler as histórias de duas famílias com crianças autistas. Temos mais emoção na retomada da carreira solo de Jair Oliveira, que homenageou o pai, o saudoso cantor Jair Rodrigues, com a música “O Sorriso”. E também na reportagem sobre como a moda afetiva conecta gerações através de roupas e joias. Temos muito mais conteúdo para te fazer aproveitar o tempo e poder repensar alguns temas. Sinta-se à vontade. Como já foi dito, nossa casa também é sua.


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08 Moda Afetiva Herança fashion de geração em geração

12 Meus Olhos Coloridos

Refletindo a estética da estação mais quente do ano, os olhos ganham destaque

23 Paraíso Tropical

Tons quentes e frios se misturam na estação mais colorida do ano

De pai para filho 80

Marítimo refrescante 36

Jair Oliveira homenageia o pai, Jair Rodrigues, com a canção “O Sorriso”. O single marca a retomada da carreira solo do cantor

Imponentes botões que remetem a uniformes militares se contrastam com listras clássicas e pontos de luz

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Fernanda e Murilo

84 Duo

Cantoras Ana e Vitória gravaram os nomes emendados e conquistaram o país com canções cheias de sotaque e emoção

Juntos há 14 anos, os dois não vivem um conto de fadas. O casamento dá certo porque “somos amigos e temos respeito um pelo outro”, garante a potiguar que cogita aumentar a família. “Murilo está tentando me convencer, ele sempre quis ter uma menina”

87 Movimente-se

Um toque de conforto e mobilidade, outro de beleza e tecnologia. Tudo o que um look de treino precisa ter

93 Amor e Luta

Mães transformaram dor inicial do diagnóstico de autismo em amor e força pra lutar pelos direitos de seus filhos

97 Crianças desconectadas

53 Casar na praia

Com o barulho das ondas a embalar os noivos e convidados, esse tipo de cerimônia conquistou definitivamente seu espaço: tem cheiro de maresia e clima de romance. Famosos também se renderam

57 A soma das partes

Entre a moda íntima e o casual praiano, a lua de mel de um jovem casal se faz pelos recantos do nosso litoral

67 Imprimindo personalidade DIY resgata o prazer em fabricar ou transformar peças

Universo masculino 69

O homem se atualiza, mas guarda códigos tradicionais. Mesclando referências tropicais, jeans e alfaiataria, o modelo internacional Marcos Patriota entra numa barbearia para mostrar que, mesmo no verão, nem tudo são flores

Especialistas defendem uso equilibrado das novas tecnologias; na contramão da modernidade, brincadeiras de antigamente devem ser priorizadas

101 Infância Lúdica

Crianças divertem-se no parque com roupas escolhidas por elas mesmas

113 Naturalmente

Volta da feira livre, num formato intimista, quase de casa


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#MODA

Moda afetiva UNE GERAÇÕES Surge um novo jeito de falar do que é pessoal. O que era intransferível evaporou, mudou para resgate. Nesse alinhavar de emoções, roupas e joias contam a história das famílias e projetos buscam conectar marcas aos valores de uma sociedade mais horizontal

texto CRISTIANO FÉLIX fotos GIOVANNA HACKRADT

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s preparativos para a festa da empresa começaram na véspera. Por causa das demandas de trabalho, Catharine Medeiros (37) não conseguiu eleger o vestido para usar naquela noite. Recorreu a mim. Como envolvia a entrega de um prêmio, recomendei que ela fosse de preto, com uma silhueta mais enxuta. Sem tanto movimento no palco, pelo menos ficaria bem nas fotos. De frente, parecia um tubinho básico. Mas as mangas tinham transparência, o aroma vintage do desenho de poás e ombreiras mais bufantes. Nas costas, o vestido já apresentava um recorte que tornava a peça mais contemporânea. Ela me perguntou se, mesmo assim, não ficaria com um ar muito conservador. Sugeri que na edição do look, para contrapor essa ideia, usasse acessórios mais modernos e o cabelo preso, com um rabo de cavalo desconectado. Talvez uma sandália pink, para dar um ponto de luz à produção. E a bolsa poderia ser uma de madrepérola. Mandei a foto de uma modelo com a referência da bolsa. Eu não sabia da continuação dessa história. Só descobri dias depois, já passado o evento, quando minha mãe colocou num desses aplicativos de conversa, no nosso grupo de família: “Cathe, olhe a bolsa que você usou. Já tem 42 anos!”. Pesquisando sobre moda afetiva para escrever essa reportagem, meu olhar jornalístico mostrou que era inegável a riqueza dessas personagens. Resolvi escrever em primeira pessoa, sem precisar me preocupar em guardar distância dessa notícia para reportá-la com imparcialidade. Sempre fui o que, muito antes de trabalhar com moda, ajudava dentro de casa na escolha das roupas para ocasiões especiais. Ainda tenho muitos vestidos da minha mãe na memória e sempre atei os nós das gravatas do meu pai. Uma foto em preto e branco acompanhava a mensagem da minha mãe, de uma das festas em que usou aquela mesma bolsa. Ela se chama Nize, tem 61 anos, e àquela época ainda era noiva do meu pai. A diferença entre mãe e filha é de 24 anos e o biotipo é bem parecido. Apesar disso, os pés não. Uma delas usa entre 35 e 36 e a outra calça 37. A despeito da diferença, elas foram se acostumando aos empréstimos de tal forma que hoje minha mãe compra sapatos maiores que a própria numeração para que minha irmã possa usá-los. “Acho que meu pé até cresceu”, brinca Nize, antes de completar: “Ela começou a querer usar meus sapatos por volta dos oito anos de idade, como qualquer menina faz. Mas ao completar 15, isso virou oficial”, lembra. As joias – itens que normalmente passam de geração em geração – também começaram a ser doadas por essa época. Inclusive, no dia da sessão de fotos para essa matéria, Catharine estava usando um anel feito em filigrana que já pertenceu à avó de uma prima do meu pai. “Esse aqui vai ser de Ingrid, quando ela crescer”, afirma Catharine, lembrando sua filha primogênita, de nove anos.

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Detalhe da bolsa de madrepérola usada por Catharine na noite de premiação. Ao lado, o vestido que ela comprou para ir ao evento, na foto de referência da marca, com uma modelo usando bolsa feita com o mesmo material. No registro histórico em preto e branco, Nize aparece com ela em outra festa, 42 anos atrás. Abaixo, o vestido que foi a primeira peça que Ingrid ganhou da avó, depois da descoberta do sexo do bebê

EMOÇÕES CONECTADAS POR ROUPAS A família inteira comemorou quando Catharine ficou grávida, poucos meses depois de se casar. Meus pais esperavam ansiosamente o primeiro neto. Pelo pré-natal e as ultrassonografias feitas desde o terceiro mês, um menino estava por vir. Mas, num desses exames, depois de mais seis meses de gestação, o bebê ficou numa posição que não dava para ver a genitália. “Insisti muito para que o médico dissesse para mim que estava tudo bem com meu filho. Ele disse que não poderia confirmar o sexo e, vendo minha ansiedade, pediu para que eu fosse para casa, comesse muito doce, e voltasse depois de dois dias”, lembra Catharine. Com tanto açúcar, a criança se mexeu e, no instante do exame, o médico foi categórico. “Ele me disse: ‘Parabéns, você vai ter uma menina!’. Eu fiquei em choque, não esperava aquilo. Passei a gravidez inteira esperando um menino, preparei o enxoval e todos os meus planos precisavam mudar de uma hora para a outra”, recorda. Nize havia guardado um dos vestidos de Catharine. Ele parece de boneca, num tom rosa seco, hoje já bem mais apagado pelo efeito do tempo. Tirou do baú e a presenteou. “'Essa roupinha foi sua e eu vim falar que é incrível ser mãe de menina’, foi o que ela me disse quando me entregou. Eu estava muito triste de verdade, mas, a partir dali, comecei a vencer o luto e a enxergar a maternidade novamente como um presente”, revela Catharine. Dessa época, lembro que pouca coisa foi aproveitada. Nossos pais tinham acabado de voltar de uma viagem de férias pela África e trouxeram de lá muitas roupinhas para o enxoval do neto. Essas foram as que mais deram certo, quase tudo tinha tons neutros, fibras mais naturais. Ingrid, minha sobrinha que virou afilhada, usou muito no seu primeiro ano de vida. Várias delas foram guardadas para o segundo filho, dessa vez um menino, o Nicolas.

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É DE CASA Desafiado dentro de casa, no dia em que comecei a escrever essas linhas, fui ao supermercado de pijama. Vestido assim só tinha me visto quem divide comigo a afetividade do meu lar. Mas a ideia de que o emocional pode ser mais casual, sem frivolidades, é justamente o que a indústria da moda de luxo quer passar. Prova disso é que a Gucci acaba de lançar, para o verão 2019, uma coleção cápsula com peças que não apenas remetem ao pijama de seda, mas são exatamente como esse clássico se apresenta, só que numa versão rua. A marca já tinha feito sua primeira investida numa coleção em 2009. E foi um sucesso. Em uma recente campanha de óculos, a grife também lançou um filme de Petra Collins com cenas como crianças dançando de mãos dadas numa festa que é um misto de pool party com cerimônia de batismo. É nessa perspectiva que se vê refletida a visão do diretor criativo da marca, Alessandro Michele, pelo desejo de colecionar bons momentos. Outra grande grife que trabalha no alinhavar de memórias é a Prada. No último destile de inverno, a passarela foi construída como um quarto para contar as histórias da sua dona. Com cama, pôsteres e livros, Miuccia Prada tentava estabelecer uma conversa íntima com o consumidor, dando pistas sobre o pensamento dessa mulher e, ao final, revelando como ela é. Já outras marcas, como a Diesel, são mais diretas ao falar de sentimentos, como na campanha “Faça amor, não muros”. É uma fase tão nostálgica essa da moda que tudo parece ter um pé no passado, um ar vintage. Mas é preciso fazer isso sem levantar poeira e cheiro de naftalina. É aí que a moda afetiva dá sua real contribuição: janta-se o novo com a recor-


Adulto e criança de mãos dadas no vídeo da Petra Collins para a campanha de óculos da Gucci. Ao lado, a Prada faz da passarela casa, com quarto de dormir, para alinhavar ideias de afeto e segurança

dação emocional para mostrar uma identidade. O que somos, afinal, precisa ser comunicado para quem nos vê, sem a necessidade de dizer uma palavra. A volta do estilo divertido e arrojado dos anos 1980 não te faz lembrar Jean-Paul Gaultier, sua mãe e a mulher empoderada que se apresenta na sociedade hoje? E os ugly sneakers (tênis feios ou de “tio”), não são velhos conhecidos da adolescência? Pois bem, a Balenciaga resgatou e fez estourar essa moda, copiada por centenas de outras marcas, propondo diversas combinações. Tudo é velho e novo. E pode te fazer sonhar.

TRAMA AFETIVA A moda tem duas grandes correntes que se opõem e se encontram noutras curvas. Ela é permanente – caráter irrevogável, sobretudo porque tratamos o vestir como conduta social – e ao mesmo tempo transformadora. Não traria nenhum prejuízo para a verdade se juntássemos os dois conceitos para dizer também que está em permanente transformação. Diálogos com o comportamento do consumidor mostram que as pessoas, apesar de essa ser uma conduta recente, estão cada vez mais preocupadas com a origem dos produtos que compram e os impactos que essas produções têm na comunidade e no meio ambiente. Esse novo jeito de pensar gera uma forma diferente de consumo e faz crescer o que se entende como economia criativa. Os temas econômicos às vezes parecem chatos ou complicados, mas há formas simples de fazer dar certo. Colocar o conceito de afetividade nesse processo é procurar envolver diferentes agentes da cadeia produtiva para encontrar soluções viáveis, sustentáveis, mais criativas e com menos desperdício. Ainda existe um abismo entre o que se entende por design e a aplicação dele na indústria. Normalmente, esse conceito fica restrito à parte estética do produto e, no caso da moda, é aplicado ao modelar ou alguma outra etapa do ciclo de criação da roupa. O movimento “fashion revolution”, embora

tenha sido muito positivo para nivelar a criação da usabilidade, embaçou ainda mais o cenário. A busca pelo preço mais baixo fez com que muitos sublimassem o significado de uma forma justa de produção, com geração de emprego, renda e desenvolvimento social de todos os envolvidos nessa cadeia. Mas, projetos como o Trama Afetiva, mostram que existe esperança, laços pessoais e outros simbolismos. O projeto reúne estudantes e profissionais interessados em repensar as formas de consumo e questionar modelos de organização social com a investigação de valores da sociedade contemporânea. Criado a partir de uma ideia de Amélia Malheiros e com direção criativa e de conteúdo de Jackson Araujo e Luca Predabon, o trabalho é feito com a assistência de nomes de peso como Alexandre Herchcovitch (À La Garçonne), Marcelo Rosenbaum (Instituto A Gente Transforma) e Itiana Pasetti (Revoada). Na sua segunda edição, o projeto acaba de reunir 10 participantes de um total de 443 inscrições de todo o país, para uma experiência de upcycling – processo que propõe a transformação de resíduos e artigos inúteis em novos produtos com valor agregado e novas possibilidades de utilização. “A proposta da economia afetiva é que, diferente da reciclagem, que normalmente gera produtos de baixo valor agregado, usemos o design para transformar a matéria-prima que sobra do processo produtivo da moda em algo que retorna gerando ainda mais valor”, observa Amélia Malheiros. Ao final, serão apresentados 25 produtos desenvolvidos a partir da ressignificação de malhas de algodão da Cia. Hering. O projeto é financiado pela Fundação Hermann Hering. A mensagem final é que todos nós podemos fazer diferente. Famílias podem repensar e repassar mais suas emoções adiante, dando novo significado ao consumo. Grandes empresas podem se aproximar ainda mais de organizações e iniciativas que praticam os princípios da horizontalidade, enquanto pequenos empreendedores devem ajudar na circularidade dos processos e do sucesso dos seus produtos, em contraponto aos acúmulos pessoais. O caminho já existe, o que precisamos é seguir juntos.

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OS MEUS OLHOS coloridos

Refletindo a estética da estação mais quente do ano, os olhos ganham o destaque já cantado por Sandra de Sá. A maquiagem é guiada pelo color bloking, mas ganha a leitura contemporânea do esfumado, como aposta o beauty artist Rodrigo Costa por TALLYSON MOURA

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colorido foi desdobrado, revisto e surge ampliado. A tendência de maquiagem com tons fortes, que já pintou rostos na última temporada, vem ainda mais evidente neste verão. Essa é a aposta do beauty artist Rodrigo Costa, um dos principais nomes da maquiagem no Brasil e o queridinho de famosas como Anitta e Sabrina Sato. A profusão de cores ressurge com uma forte referência dos anos 1980 e 1990, com um esfumado diferenciado nas pálpebras, quase triangular. Como contraponto aos olhos e boca, a beleza natural – com o mínimo possível de maquiagem – segue em ascensão. Como o clima abre espaço para a ousadia, cores como o pink e o verde se destacam. “O amarelo também vem com muita força nas unhas, nas sombras e, até no batom, pra quem quer ousar mais”, garante Rodrigo. Ainda segundo o especialista, o ultravioleta e o lilás, cores que despontaram no inverno, seguem firme, mesclando-se à atual paleta. Engana-se quem pensa que o color blocking é uma exclusividade das famosas: todas as mulheres podem aderir à tendência. Contudo, para quem não tem muita habilidade com maquiagem, a dica é ter certa cautela na hora de investir nas cores. Rodrigo sugere o uso de um delineador ou máscara de cílios colorida, que teriam aplicação mais fácil. “Eu indico trabalhar mais boca e olhos para conseguir manter uma maquiagem mais bonita e limpa. E evitar o uso de blush. Assim é mais fácil trabalhar, sem medo de errar”, destaca. Uma combinação que ele considera bastante bonita é a sombra azul royal com a boca laranja.

NATURALMENTE ILUMINADA Nos demais pontos, a pele é iluminada e recebe tons de dourado. Essa naturalidade da pele, afirma, ganha ainda mais espaço nesta estação dentro do movimento "welness beauty", no qual você usa o mínimo de maquiagem, e investe mais na pré-maquiagem, usando primers, hidratantes e iluminadores. “Você evita base e corretivo, e tenta deixar a pele com mais aspecto de hidratada do que de maquiada”, explica. Mas, se há necessidade de cobertura, a dica é usar um bb cream, um cc cream, ou uma base mais leve. Rodrigo revela que foi essa leveza na maquiagem que o fez se destacar e explodir nacionalmente há uns três anos, quando começou a fazer capas de renomadas publicações de moda como a Vogue – sonho de qualquer maquiador. “Minha assinatura é ver que a mulher está maquiada, mas imprimir a maquiagem natural; deixar a mulher bonita como se fosse uma segunda pele e não uma máscara”, afirmou. Se nas mulheres ele imprime sempre um aspecto de naturalidade, nos homens esse cuidado deve ser redobrado. Referência também de beleza masculina, Rodrigo Costa revela os seus próprios segredos para estar sempre impecável. Em primeiro plano está o cuidado com a pele, em clínica – como aplicação de lasers – e do dia a dia com o uso contínuo de hidratantes. “Se vejo que estou com alguma espinha, olheira ou ar de cansado, aí sim eu parto para a maquiagem. É minha terceira opção”. Para não marcar tanto nem ficar com aquela aparência de maquiado, a dica é usar um corretivo seco e jogar água termal por cima. Não precisa passar pó.


#MAQUIAGEM

Fotos: cedidas/reprodução

MAQUIAR É UMA ARTE

Maquiada por Rodrigo, Anitta encarnou Carmen Miranda no Rock in Rio Lisboa. Na foto acima, Isis Bataglia fotografada por Eber Figueira para editorial da revista Elle.

Rodrigo Costa ensina técnicas na Beauty Class. Acima: modelos mostram o resultado do curso para profissionais.

Taurino turrão, como ele mesmo se define, Rodrigo Costa ralou muito até se tornar uma das figuras mais respeitadas do Brasil no segmento da beleza. Formado em Belas Artes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, viu na maquiagem uma alternativa rentável para dar continuidade ao seu dom (ele exercitou artes plásticas, pintura a óleo sobre tela, desde os 13 anos de idade) e um caminho para se aproximar de outra paixão: a moda. Logo após se formar, entrou para a Mac, a convite de uma amiga, e em pouco tempo já estava assinando desfiles do São Paulo Fashion Week. Hoje, aos 38 anos, e com pouco mais dez anos de carreira, Rodrigo tem um currículo de dar inveja. Seus pincéis já embelezaram tops internacionais como Kendall Jenner e Behati Prinsloo, além das top models brasileiras Izabel Goulart e Isabeli Fontana. Ao lado de nomes de peso, como o fotógrafo australiano Russell James, assinou a beleza da capa das revistas de moda mais conceituadas do Brasil. “Não tenho do que me queixar. Se perguntarem pra mim ‘você é feliz? Você chegou aonde queria?’, posso dizer que sim. Claro que tenho várias outras ambições, mas hoje já me sinto muito realizado”, afirma. O segredo, ele garante, está na força de vontade de querer chegar longe e no pensamento positivo de que sempre vai dar certo. “Qualquer coisa em que eu coloque a mão, eu não imagino que isso não possa dar certo. Acho que isso me ajuda muito”. Entre as celebridades brasileiras, Anitta é sua grande parceria da vez. A artista pop, que está desenvolvendo carreira internacional, leva o maquiador em todas as suas viagens. Eles estavam juntos na recente turnê da cantora na Europa e nas premiações latino-americanas. Não é difícil vê-lo nos stories da cantora, que tem mais de 30 milhões de seguidores no Instagram, e isso ajuda também a projetá-lo como influenciador. No seu perfil na rede, por meio do qual compartilha informações com quase 150 mil internautas, ele não fala só de maquiagem. Tem muito de moda e de comportamento. Apresenta tendências extraídas da observação, outro grande talento do maquiador, que já lançou até coleção de óculos em parceria com a italiana Spektre, marca artesanal independente. “O influenciador aprende com a vida, com a cultura, com tudo que a vida mostra pra ele. Isso é que é o gostoso. Quando a pessoa tem a sensibilidade de olhar e dizer: 'nossa, isso é legal, isso vai dar certo'”. Nas redes sociais a informação compartilhada é introdutória ou conceitual. O aprofundamento em outros meios, portanto, é indispensável. É por isso que ele ministra cursos periodicamente, nos quais apresenta todos os seus segredos e truques por trás dos seus trabalhos mais importantes, das produções das celebridades e das capas de revistas como Bazaar, Elle, Glamour, Lui Magazine, Marie Clair e Vogue.

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#STILL

NEON nas noites de Pipa

Nas areias, os biquínis ganham cores marcantes. Os acessórios transpiram ainda mais confiança, o fluorescente das peças brinca com um estilo quase clubber em pleno litoral. Hit dos anos 1980, os tons flúor voltam ao radar e são aposta certa para agradar fashionistas. À noite ela monta um visual totalmente variado. Mistura short de linho com cropped de malha, sem se distanciar do arrojo dos tons de pink e tangerina. Ela é fresh!

Cropped com elastano DIMY Short em linho GULE GULE

Saída em renda MANVAR Bolsa em silicone BAUARTE

Sutiã e calcinha RYGY

Sandália STARSHOES

Protetor facial PAYOT Geléia corporal pós sol & mar LOLA

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TERRACOTA

de Jacumã Com o apelo contemporâneo da busca pelo natural, o terracota – para a Pantone a cor é chamada Laranja Chama – sugere autossuficiência. É ideal para mulheres maduras e revela expressiva energia. Vai bem em peças mais fluidas, seja um vestido com recortes ou uma pantalona de crepe ou viscose

Creme de hidratação LOLA Creme para cabelo pré/ pós sol & mar LOLA

Colar em couro VICKY BIJOU

Regata em crepe ERRE ERRE Pantalona em viscose HIRUS

Bolsa em couro WJ ACESSÓRIOS

Maiô magnólia MANVAR

Anabela MS COMFORT

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TRACKSUITS EM

Gostoso

Tudo azul nesse pedaço do litoral, perto de onde começa a BR-101, que liga o país. Gente de todos os cantos do Brasil aparece em São Miguel para aproveitar o clima quente e úmido e os ventos alísios ideais para a prática de esportes aquáticos como o kitesurf. O tracksuits revela o ápice das influências do surf e do streetwear na moda, com um estilo confortável e muitas variações: de cores, estampas e grafismos

Boné SAKA PRAIA

Sunga MASH Shampoo para cabelo e barba HASKELL

Bermuda surf silkada SAKA PRAIA Sapatênis DEMOCRATA

T-shirt 100% algodão ARAMIS Bermuda com elastano SAKA PRAIA

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ÉTNICO NA

balada de Pirangi O visual étnico assume seu lado mais sóbrio, com tons naturais. Mas não há monotonia nessa quebra da uma estação para a outra. O movimento estético que se inspira em raízes de tribos indígenas americanas, astecas e também brasileiras é contrastado com tassels e lenços usados como faixa, no cós do jeans destroyed. O biquíni mostra outra forte tendência: estampa tropical all print, inclusive na saída de banho

blusa e short DIMY

Saída RYGY

Colar VICKY BIJOU

Anabela MS COMFORT

Sutiã e calcinha maldivas RYGY

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SAKAPRAIA


PA ÍSO

RA

tropical fotografia RAVMES modelos MADU MORAIS e GUILHERME HOLANDA (Tráfego Models) estilo CRISTIANO FÉLIX beleza MANNDU locação TAO PARADISE


Camisa em linho SAKA PRAIA Bermuda em algodĂŁo ARAMIS

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Colar VICKY BIJOU Vestido em linho ERRE ERRE Flat NATHÁLIA NOVELLO

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Body em crepe DIMY Calça em linho GULE GULE Chapéu MANLY

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Guilherme veste Camisa em viscose SAKA PRAIA Short 100% algodĂŁo AD Madu veste Regata em crepe e short em linho BY PICLE


Kit pulseira VICKY BIJOU Viseira MANLY Vestido em crepe GULE GULE


Camisa em linho AD Sunga MASH


Regata em crepe CHEROY Pantacourt 100% viscose ERRE ERRE


Guilherme veste Bermuda 100% algodĂŁo ARAMIS Madu veste Blusa em linho MX Short em linho ERRE ERRE Kit pulseira VICKY BIJOU


Blusa em linho GULE GULE Saia em crepe BY PICLE Colar VICKY BIJOU


Camisa em linho AD Sunga SAKA PRAIA


Maiô MANLY Pantalona HIRUS Colar VICKY BIJOU


NAVY NEW WAVE fotografia RAVMES estilo CRISTIANO FÉLIX beleza DANIEL DOS ANJOS (Sinval de Souza) modelo MILENA BALZA (Tráfego Models)

Avista-se no horizonte uma linha tênue entre passado e futuro. Da marinha mercante, a moda se mune de imponentes botões e faixas que marcam a cintura. Do litoral, a mulher pesca o linho, as listras e outros pontos de luz, além das cores clássicas: branco, vermelho e marinho. Coloque seu chapéu e embarque nessa viagem. Todas a bordo!


Macação com elastano DIMY Sandália MARIOTTA


Colar VICKY BIJOU Regata em linho GULE GULE Pantalona em viscose GULE GULE Sandรกlia MARIOTTA


Colar VICKY BIJOU Regata em crepe ERRE ERRE Pantacourt em linho MX


Maiô MANLY Saia 100% viscose ERRE ERRE Sandália MARIOTTA


Chapéu MANLY Colar VICKY BIJOU Macacão em linho HIRUS Sandália MARIOTTA


Maiô MANLY


Body e calรงa canelada GULE GULE Cinto BAUARTE Floater DI VITRINI


Chapéu MANLY Macacão em crepe ERRE ERRE Sandália DELOTTO


Regata e pantacourt em linho MX


#CAPA

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primeiro plano Fernanda Tavares e Murilo Rosa não pararam de trabalhar para ter filhos, tampouco pretendem fazer isso quando a família voltar a crescer. Conciliar papéis é o que os aproxima de um casal normal. “Os filhos vêm para acrescentar amor”, ela garante

texto CRISTIANO FÉLIX fotos MARCOS ROSA

m casal convencional com algumas ideias bem pouco convencionais. Fernanda Tavares e Murilo Rosa planejaram casar grávidos, para atender a um desejo dela, independentemente do julgo social – inclusive do pai do noivo. Fizeram isso depois que ele pediu a sua mão em casamento às irmãs e primas, numa noite de réveillon, já que os pais dela não estavam presentes. Isso aconteceu no ano de 2006. E lá se vão mais de 11 anos de união, dois filhos e muitas histórias. “Na verdade, a gente queria ter quatro filhos”, diz, dando uma boa risada. Mas ela pondera que: “É um mundo tão maluco esse que a gente vive que, vendo nossa família hoje, eu acho tudo lindo e me sinto completa. Esse é o meu momento hoje, mas as coisas podem mudar, né? O Murilo está tentando me convencer a ter o terceiro. Ele sempre sonhou em ser pai de uma menina. Seria ótimo eu poder programar isso, mas não está ao meu alcance. Eu acho que, se estivesse, me animaria mais a entrar nesse mundo de unicórnios e borboletas”. A maternidade mudou a modelo. Pouco mais de um ano atrás, quando fiz outra entrevista com ela, Fernanda já era uma mulher diferente. Ela estava indo acompanhar a entrega de poços artesianos no interior da Paraíba, através de um projeto social. Como madrinha do Love Together Brasil, ela tem a missão e ajudar a projetar o trabalho da instituição, de levar saúde e educação a crianças do sertão nordestino. Naquela entrevista, Fernanda ponderou, sem aparentar qualquer frustração, sobre como saiu do corpo ideal para uma top model para o corpo necessário na fase de amamentação. Ela também falou de sonhos ainda não realizados, como o de ter uma linha de produtos orgânicos licenciados e atuar em outras causas nas quais acredita. “Quero que todas as crianças cresçam com dignidade, se tornando adultos em um mundo justo, e que a indústria da moda não precise mais sacrificar animais para fazer roupas”, disse. A maternidade é realmente uma questão importante. E não só para ela, como de resto para tantas outras mulheres. No Brasil, segundo dados do Instituto Market Analysis, cerca de 50% das mulheres afirmam ter deixado algumas das metas profissionais de lado depois das crianças. Não é que a busca por formação e qualificação deixe de fazer sentido de um dia para o outro, mas as responsabilidades com a educação dos filhos exercem seu peso. Feita em parceria com a rede WIN, ouvindo 4.933 mulheres no país, a pesquisa conclui que na maternidade também se geram ambiguidades. Ao mesmo tempo que para 80% ela simboliza a maior experiência de vida, aparece como o fator que dificulta à mulher explorar todas as suas habilidades profissionais. E a dicotomia perpassa a visão feminina. Ao passo que a sociedade coloca a mãe num lugar central, muitas mulheres grávidas ou com filhos pequenos ainda perdem seus empregos após o período de licença. Fernanda é uma privilegiada nesse aspecto. “A gente tem duas pessoas incríveis que trabalham em casa e com elas contamos para tudo”, comenta. Um revezamento entre ela e Murilo, que é mais coincidência que proposital, também ajuda. “Por sorte, sempre um de nós está presente quando o outro precisa se ausentar para trabalhar. Eu sei que conciliar os papéis é realmente difícil para nós mulheres. Por isso é que, nessa situação, eu penso na importância da figura feminina para unir a família.

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"NÃO EXISTE FÓRMULA CERTA! SOMOS MUITO AMIGOS, MAS DISCORDAMOS TAMBÉM. PARA QUE ESSAS DIFERENÇAS NÃO PESEM, ACHO QUE PRECISA EXISTIR RESPEITO EM PRIMEIRO LUGAR. CADA UM TEM SUA OPINIÃO E O SEU JEITO DE SER" Não é uma questão de recuperar o tempo, porque ele não é perdido quando a gente está produzindo, mas, quando o nosso dia de trabalho é mais agitado, a gente precisa lembrar de outra prioridade. Eu mesma, quando passo o dia fora, chego em casa e faço questão de dar banho, o jantar e colocar os meus filhos para dormir. Mãe sempre dá um jeitinho”, defende.

CASAR GRÁVIDA: UM SONHO Pais de Lucas (10) e Artur (5), Fernanda e Murilo namoraram por mais de três anos até decidirem tocar as alianças de mão. Numa conversa bem íntima ela externou o desejo de casar grávida. E foi apoiada pelo companheiro. “Acho que a gente hoje é mais livre dessas ideias preconcebidas de seguir o roteiro de namorar, noivar, casar e só depois ter filhos. Meu sogro é muito tradicional e quando eu falei que queria casar grávida, ele achou estranho. Na verdade, quando tive esse desejo pela primeira vez, eu mesma me senti meio estranha, justamente por causa da cobrança da sociedade. Até ali nunca tinha sido uma preocupação o que as pessoas iriam pensar. O casamento é um momento tão especial de aceitar outra pessoa na vida que, na minha cabeça, nada mais coerente que já existir um fruto desse amor. Eu e o Murilo sempre falamos que o nosso encontro é de outras vidas, com certeza. A única coisa que eu mudaria, se fosse repetir hoje, era casar com a barriga um pouco menor”, brinca. Quando começou a planejar a cerimônia e fez a primeira prova do vestido, Fernanda achou que “tinha muito tecido sobrando”. A peça foi assinada pelo estilista Ocimar Versolato. Um dia antes do casamento, na última prova do vestido, ele já não cabia mais. Eu pensei: “Nossa, uma festa tão linda e a noiva vai chegar remendada”, diz, divertindo-se com a lembrança, antes de completar: “O Ocimar (1961-2017) era um gênio e me deixou do jeito que sempre sonhei.” Em uma rede social, em dezembro passado, Fernanda fez uma homenagem ao estilista, lembrando justamente dessa peça. “Hoje faleceu um cara que foi muito importante para mim. Um dos meus primeiros desfiles, na minha primeira temporada em Paris, foi para ele. Top models lindas, imprensa do mundo, plateia internacional, e eu lá, sendo carinhosamente recepcionada por aquele cara de boné e óculos que, desde

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aquele momento, foi tão especial comigo e com minha mãe (Cheila Correia). Esse carinho logo se transformou em amizade. E em meio a tantos estilistas incríveis que conheci, foi ele quem eu escolhi para fazer o vestido mais importante que eu usaria na minha vida”. Sobre os dias que seguiram a essa cerimônia marcante, Fernanda não romantiza. Pelas palavras, dá para sentir que ela vive o dia a dia, como uma construção: “Casamento de verdade não é um conto de fadas. A gente tem dois filhos e consegue levar bem a relação, mesmo não existindo mais só um casal. Vejo muitos casais próximos que se separam logo depois de ter filhos e não acho que seja justo, com os dois, com a criança ou a relação. Os filhos vêm para acrescentar amor. Claro que é difícil mexer na rotina. As viagens que poderiam ser feitas a qualquer momento, deixam de existir. Mas é bobeira permitir uma relação chegar ao fim da linha, se a gente pode contornar”.


MURILO, PAI DE MENINO Ele nunca escondeu da esposa que queria ter uma filha mulher. Fernanda, ainda criança e brincando de bonecas, sonhou com isso também. “Mas aí eu conheci o Murilo e pensei: Esse cara é pai de menino!”, exclama. Apesar de não ter querido saber o sexo do primeiro filho durante toda a gestação, ela garante que já sentia que era o Lucas quem estava a caminho. “Não fiz o exame para saber porque eu queria ter a surpresa. Para mim, o mais importante era ser mãe, ter uma família. É claro que quase matei a minha família inteira do coração, todo mundo queria saber o sexo do bebê. Acho que a gente precisa ter a capacidade e a sabedoria de esperar”, argumenta.

O enxoval foi todo feito do jeito do casal. Peças suficientes para não mais que os três primeiros meses de vida da criança, em tons neutros. “Depois do parto é que eu me animei e comprei mais coisas. O bom de tudo é que o Murilo é meu parceiro e sempre concordou com essa decisão. Os nossos dois filhos foram bem planejados”. Os dois não conseguem planejar nada sem as crianças. Em todas as viagens, os meninos estão junto. “Já cumprimos a cota de viagens sozinhos. A minha profissão sempre exigiu muito isso e a do Murilo também. Agora é a vez da nossa família”, garante ela, que tem como um dos programas preferidos passar os finais de semana na casa da fazenda, distante duas horas e meia da capital do Rio de janeiro. “Eu chego a perder os meninos lá, de tão livres que eles ficam. É um mundo totalmente diferente da rotina da cidade”.

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"CASAMENTO DE VERDADE NÃO É CONTO DE FADAS. É BOBEIRA DEIXAR UMA RELAÇÃO CHEGAR AO FIM DA LINHA, SE A GENTE PODE CONTORNAR”

CARREIRA FRENÉTICA Depois de sair de Natal aos 14 anos de idade, após ser finalista do concurso Elite Look of the Year, Fernanda não parou. Viveu em Paris, Milão, Nova York e fez campanhas e desfiles para grandes grifes em todos os continentes. No hall de trabalhos estão nomes como Chanel, Versace, Chloé, Prada, Valentino, Dolce & Gabbana, Louis Vuitton, Giorgio Armani e Yohji Yamamoto, além, claro da Victoria's Secret. Angel – como são chamadas as modelos da marca – entre os anos de 2000 e 2005, Fernanda fala sempre que se sentiu segura com calcinha, sutiã, salto alto e só. Pudera. Com 1,78 metro de altura, ela sempre representou bem o corpo curvilíneo da mulher brasileira, tendo o padrão esguio das modelos. Por alguns anos, no auge da carreira, diz ter sofrido com os padrões. Mas recentemente deu depoimentos contundentes e politizados em entrevista à revista Vogue. O pior momento da

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Fernanda é preparada para o casamento pelo estilista Ocimar Versolato e levada ao altar pelo pai, o cantor Fernando Luíz. Ao lado, pose de "angel" em desfile da Victoria's Secrets. Abaixo, em férias com Murilo em Tibau do Sul e, mais na ponta, aparece com os filhos Lucas e Artur, as duas irmãs e o cunhado, num momento de descontração com línguas de fora, depois de um café colorido.

carreira, ela contou, foi quando, em 1998, foi cortada do desfile de alta-costura do inverno da Versace porque seu quadril teria preenchido demais o vestido, quando comparada a outras modelos do fitting. Quatro anos mais tarde, Donatella Versace cismou que precisava de curvas na passarela. “Ninguém melhor que eu para ocupar o posto de destaque. Minutos antes da apresentação, Donatella fez a magérrima Natalia Vodianova tirar do corpo um vestido que parecia meio sem graça para que eu o usasse. Em mim, a peça ficou 'uau'", declarou à publicação. Fernanda não tinha um corpo diferente. Era a mulher da marca que passara a ser mais sexy, coisa de momento da indústria. A verdadeira mudança, como já foi dito aqui, chegou mais tarde na vida dela. Além dos filhos e do marido, Fernanda não bebe álcool desde sempre. Prioriza o consumo de produtos orgânicos, sem glúten ou adição de açúcar. Pode se dar ao luxo de chegar à casa dos 70 quilos numa futura gravidez, como já aconteceu na primeira. E certamente vai continuar se sentido bonita ao se olhar no espelho. A beleza vem de dentro.


www.buddemeyer.com.br


foto Camilla Bandeira

#CASAMENTO

Na praia, N Ó S D O I S Para fugir das cerimônias tradicionais, casais apostam no combo céu e mar como cenário para seus casamentos; febre entre os famosos, tendência exige planejamento texto TALLYSON MOURA

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izer “sim” à beira-mar é mais do que romântico. O clima praiano propicia frescor e leveza à cerimônia, assinalada por uma decoração integrada à natureza e trajes menos formais. Casar ao ar livre, com pés na areia ou em resorts com vista para o mar, é uma excelente opção para fugir do tradicional. E quando se vive em um estado como o Rio Grande do Norte, com quatrocentos quilômetros de litoral, paisagens paradisíacas e tempo aberto boa parte do ano, tudo fica mais fácil. Mas como qualquer outra, essa modalidade de casamento exige bastante planejamento. Decidido o tipo de cerimônia, se é simples e intimista ou mais luxuosa, o passo seguinte é escolher o local. Cada possibilidade exige providências diferentes – do contrato de fornecedores à logística para receber os convidados. Ibsen Vila e Mariana Simonetti decidiram por uma cerimônia para 300 convidados no Hotel Ponta do Madeiro, nas falésias da bela Praia do Madeiro, em Tibau do Sul, a menos de 100 km de Natal.

O local era o cenário perfeito nos sonhos da noiva, confirmado pela convicção religiosa de ambos. “Mariana desde mais jovem tinha o sonho de casar lá, e como somos espíritas não faria muito sentido fazer o casamento tradicional na Igreja”, contou Ibsen. Por ser uma cidade litorânea, os fornecedores e empresas especializadas já têm expertise nesse tipo de cerimônia, e toda a organização se deu com muita fluidez. Casar ao ar livre, entretanto, exige alguns cuidados a mais. A preocupação principal é o tempo. É preciso estar preparado para a possibilidade da chuva. Ibsen e Mariana acompanharam com apreensão a previsão do tempo. Por duas semanas seguidas, fez sol, mas exatamente nos dois dias reservados para o casamento, choveu. O bom é que eles já estavam com um "plano B" montado, e o tempo fechado não tirou a beleza da cerimônia. Uma tenda transparente foi montada para os convidados, e os noivos ficaram numa área descoberta para não perder a vista das falésias, e usaram guarda-chuvas. Mariana conta que toda a decoração foi pensada em harmonia com o cenário, conversando com o mar, o céu e as vá-

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fotos MEGALUME

rias árvores que compõem o local. A escolha significou também adequar outros detalhes ao estilo praiano, com vestido, cabelo e maquiagem. “E eu também não tive nenhuma dificuldade nisso. Todos os profissionais estão muito alinhados nesse sentido. Esse estilo de casamento, ao ar livre, pede um vestido mais fluido, sem tanto brilho. E o cabelo e maquiagem, deixamos o mais próximo do natural para harmonizar com a natureza”, destaca. Outra questão superada facilmente foi a logística de acomodação dos convidados. O próprio hotel onde aconteceu a cerimônia conseguiu absorver metade deles. Os demais, se hospedaram em pousadas ou hotéis próximos. Tibau do Sul tem um bom leque de opções para todos os preços e gostos.

FEBRE ENTRE FAMOSOS Um mar como cenário. O casamento na praia é uma das ideias que tem conquistado também os famosos para a hora do sim. As últimas celebridades a brindarem o amor com o pé na areia foram os atores globais Camila Queiroz e Klebber Toledo, que se casaram em Jericoacoara, no litoral do Ceará. A cerimônia para poucos convidados, cercada por muitas flores e o sol descendo no horizonte, começou no início da tarde e teve a entrada da noiva como um dos momentos mais marcantes. Camila, cujo pai faleceu em 2017, entrou de mãos dadas com sua mãe, Eliane Queiroz (51). Outros famosos também já deram o que falar em seus casamentos al mare. Podemos lembrar dos belos Gabriela Pugliesi e Erasmo Viana, que subiram ao altar na badalada praia de Trancoso, da Bahia. E também em 2016, foi a modelo Isabeli

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No canto esquerdo, vista área da cerimônia do casamento de Ibsen e Mariana, no belo cenário de Pipa, por trás das falésias da Praia do Madeiro. Abaixo, está o registro do casamento dos globais Camila Queiroz e Klebber Toledo, no Ceará. A top model Isabeli Fontana, na foto seguinte, foi mais longe: casou-se nas Maldivas, onde ousou com seu vestido transparente Fontana e o músico Di Ferrero, que disseram sim no paradisíaco resort Soneva Fushi, na ilha Kunfunadhoo, nas Maldivas. Antes mesmo de virar uma febre, Gisele e Tom Brady fizeram sua segunda festa de casamento em abril de 2009, na praia de Punta Cana, na Costa Rica, bem longe dos holofotes e da imprensa. A cerimônia aconteceu na varanda da casa da modelo, de frente para o mar.


Ena mora dos A lua de mel num cenário paradisíaco do litoral, assim como a cerimônia, é o sonho de muitos casais recémformados. O clima de romance está na maresia, nas rendas, nos lencóis e nos cafés a dois

fotografia GIOVANNA HACKRADT estilo CRISTIANO FÉLIX beleza DANIEL DOS ANJOS (Sinval de Souza) modelos ANA CLARA MEDEIROS E LUCAS LEITE (Tráfego Models)


Ele veste Cueca LUPO Ela veste Camisola RECCO

Jogo de jantar 30 peรงas OXFORD Faqueiro 130 peรงas ROJEMAC Prato multiuso em cristal MONTARTE Kit guardanapo 6 peรงas NIAZITEX Prato em porcelana BTC Jogo de lenรงol 200 fios King BUDDEMEYER Colcha 300 fios King KARSTEN


Ele veste Pijama em malha PAULIENNE Ela veste Camisola RECCO


Camisola PAULIENNE


Saída VESTY FASHION Calça em poliviscose FOR WHY Bolsa WJ ACESSÓRIOS Anabela BOTTERO


Ele veste Polo em malha OGOCHI Bermuda sport wear BAREZY Chinelão DEMOCRATA Ela veste Saída VESTY FASHION


Sutiã e calcinha VALISERE Robe em poliamida MARIA CÂNDIDA Castiçal em metal ENTRECASA

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#COMPORTAMENTO

IMPRIMINDO

personalidade texto LEONARDO DANTAS foto GIOVANNA HACKRADT

É

bem provável que você já tenha visto algum vídeo ou tutorial com a hashtag DIY, que significa Do It Yourself, em português "faça você mesmo". Como o próprio nome diz, essa tendência mundial resgata o prazer em fabricar, customizar ou recuperar algo por conta própria. Apesar desse boom atual em torno da prática, o termo se popularizou na metade do século passado e fazia referência quase que exclusivamente a consertos domésticos. Mas o movimento punk e a sua negação ao consumo transformou a prática em lifestyle. A partir dali, o #DIY vem se expressando nas mais diversas tribos e segmentos. A produção caseira de perfumes é catalogada na mesma palavra-chave que pinturas com textura e a cultura de hortas em casa. Inclusive, integradas em um mesmo espaço. O “feito à mão” representa hoje uma mudança nas relações de consumo. Em um planeta de recursos naturais finitos, a sustentabilidade deixou de ser trend para ser tornar necessidade. Em meio ao corre-corre diário, Ricardo Pessoa separa um tempo de sua rotina para pesquisar referências que transformem seu lar. "Eu queria fazer muita coisa e não tinha dinheiro para planejar todos os móveis", lembra. Se, de um lado, o fator econômico é decisivo nas escolhas, no #DIY vale a criatividade e a máxima "a prática leva à perfeição". "Eu percebi que se eu não me pressionasse para produzir um acabamento profissional, eu poderia fazer parecido. No meio do processo a gente vai descobrindo a tática e alcançando a perfeição. É uma sensação de conquista", afirma Ricardo, que já instalou lustre, pintou paredes, aplicou texturas, montou móveis etc.

HANDMADE COM TOQUE ARTÍSTICO Na construção de uma identidade através da customização, o artista visual caicoense Henrique Araújo, íntimo da tinta acrílica, das telas e do papel, vem transformando roupas, bolsas, carteiras e sapatos com suas imagens multicoloridas e exclusivas. Formado em artes plásticas, Henrique se inspira em tudo que vê. "Música, livros, museu, história, moda, botânica, o acúmulo de informações recebidas no dia a dia. Tudo isso é inspiração", comenta. O artista sempre produziu peças e acessórios exclusivos e sob medida manualmente. Seu interesse por

diferentes tipos de materiais, talvez influenciado pela mãe, formada em artes industriais, é o segredo do sucesso. "Sempre procurei conhecer e explorar os potenciais de cada elemento, seja couro, madeira, tecido ou metal. O importante é construir uma identidade de trabalho", afirma. Acima de todo o conceito de liberdade e até mesmo de resistência política ao consumo, o "faça você mesmo" pode ser também uma grande brincadeira, que nos desafia a descobrir soluções criativas e sustentáveis; levando nosso potencial de criação ao máximo.

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_ RE Solto, o novo homem passeia pelo universo masculino tradicional, com uma pegada mais fashion. Tropicaliza a alfaiataria, deixa os pĂŠs respirarem e o rosto tambĂŠm. Barba feita na navalha e xadrez sempre atualizado no melhor mix and match


Polo em piquet INDIVIDUAL Calรงa com strech ARAMIS


T-shirt e camisa 100% algodรฃo KING&JOE Calรงa em linho maquinetada AD Sandรกlia DEMOCRATA


Camisa jeans e colete ARAMIS Calรงa jeans DUDALINA Sapato PEGADA


Polo em piquet HIGHSTIL Costume em poliviscose FIDELI Meia LUPO Sapatênis DEMOCRATA


Camisa jeans ARAMIS Jaqueta jeans AD Calça com elastano FIDELI Sapatênis DEMOCRATA


T-shirt em algodão KING&JOE Calça Essential OGOCHI Sapatênis DEMOCRATA


Camisa em algodão KING&JOE Calça color ARAMIS Sapatênis DEMOCRATA


Camisa em algodão compactado OGOCHI Calça com elastano FIDELI Sapatênis DEMOCRATA


fotografia GIOVANNA HACKRADT / estilo CRISTIANO FÉLIX / beleza MANNDU / modelo MARCOS PATRIOTA (40 Graus)

Camisa 100% algodão ARAMIS Calça com strech ARAMIS Sapatênis DEMOCRATA


de pai

A alegria, grande herança de Jair Rodrigues, está viva na arte e na personalidade de Jairzinho; “O Sorriso” é o primeiro single do novo álbum do cantor, que será lançado em dezembro

para

texto TALLYSON MOURA fotos EDUARDO PIMENTA

N

ão é preciso ir longe para encontrar semelhanças entre Jair Oliveira e o saudoso Jair Rodrigues, um dos maiores nomes da música nacional. O sorriso aberto e constante, marca do pai, está frequentemente presente no rosto do filho, mostrando que a musicalidade não foi a única herança. Este símbolo de otimismo que tão bem define a trajetória do grande artista morto em 2014, aos 75 anos, está sendo perpetuado como característica familiar, mas ganhou também um novo espaço na arte através da canção "O Sorriso". Primeiro single do novo álbum de Jairzinho, a homenagem já está presente em todas as plataformas digitais. Composta na madrugada seguinte após a perda de Jair, a letra esmiúça a saudade recente, mas não fala de tristeza. Embora as duas primeiras estrofes pareçam melancólicas, como “A realidade / Abraça a saudade / E aperta pra sufocar”, a canção muda a temática no meio do percurso, mostrando-se otimista, como o próprio sorriso que inspirou o título. “Eu, com certeza, posso afirmar que ele foi uma das pessoas mais alegres que conheci. Tinha sempre uma postura muito positiva em relação às coisas. Isso é louvável. Essa música é uma homenagem a essa postura de Jair Rodrigues em relação à vida”, destaca. Foi entre tantos sorrisos dados e retribuídos pelo destino, que o grande parceiro de Elis Regina se transformou em um dos maiores nomes da música nacional. Como artista, deixou um legado

musical extenso, com mais de 50 discos lançados e uma carreira cheia de sucessos e momentos marcantes para a música brasileira. Tudo é motivo de muito orgulho para o filho que tem em seu genitor sua maior referência artística. “Cresci acompanhando muito o trabalho dele, indo aos shows, às gravações, aos ensaios...”, lembra. Quando questionado se há também um peso em ter de, talvez, dar continuidade à obra do pai ou alcançá-lo, ele garante sorrindo que não. “Esse peso fica mais para quem está de fora que pra mim ou minha irmã. A gente tem a referência forte do Jair Rodrigues, mas nunca fica tentando copiá-lo ou se distanciar dele. A gente tem isso muito claro: cada um tem sua própria carreira”.

Os irmãos Jair Oliveira e Luciana Melo construíram trajetórias independentes do sobrenome do pai. O mais velho dos dois começou a seguir em seus próprios trilhos ainda na infância, como um dos integrantes do grupo infantil Balão Mágico, e já comemora 35 anos de um relacionamento sério com a arte. Como um músico experiente, Oliveira também deixou sua contribuição na carreira do pai, produzindo seus últimos cinco discos, dos quais alguns foram indicados ao Grammy Latino, principal premiação da América Latina que celebra anualmente os artistas, músicas e gêneros que mais se destacam. Os álbuns Intérprete e Alma Negra concorreram na categoria "Melhor Álbum de Samba/Pagode", em 2003 e 2006, respectivamente.

"A GENTE TEM A REFERÊNCIA FORTE DO JAIR RODRIGUES, MAS NUNCA FICA TENTANDO COPIÁ-LO OU SE DISTANCIAR DELE. A GENTE TEM ISSO MUITO CLARO: CADA UM TEM SUA PRÓPRIA CARREIRA"


#CULTURA

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LH foto YURI PINHEIRO

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FOCANDO NA CARREIRA SOLO

O SORRISO

O novo álbum de Jair Oliveira, a ser lançado em dezembro, marca o retorno do artista à carreira solo. Ele quebra o hiato de sete anos, tempo em que se dedicou a outros projetos. Intitulado de Selfie, o novo disco, define Jair, “fala muito das minhas coisas, dos meus sentimentos, de coisas que têm a ver com o meu cotidiano. É o álbum mais pessoal da minha carreira”. Com 11 faixas inéditas, o disco está sendo gravado em Nova Iorque, onde o artista está passando uma temporada com a família. O álbum conta com colaborações de músicos brasileiros que estão nos Estados Unidos, e pela primeira vez tem coprodução. Jair sempre produziu tudo sozinho, mas dessa vez convidou o Rogério Leão. Além de ser a primeira vez que grava um álbum fora do Brasil, as participações também estão contribuindo para a construção de um disco diferente dos anteriores. O estilo permanece centrado na MPB, mas carrega a sonoridade urbana nova-iorquina e de outras partes do mundo. A faixa "Seres Incríveis", que chegou a ser cogitada a batizar o disco, foi inspirada no cotidiano de Morena Baccarin, atriz brasileira radicada em Nova Iorque, conhecida por sua atuação na franquia Deadpool, da Marvel Comics. “Presenciei ela, que é bastante conhecida, caminhando pelas ruas com a sua filha pequena e quis mostrar como todos nós, famosos ou não, temos de batalhar no dia a dia e somos todos super-heróis”, explica Jair Oliveira.

É…A VIDA É TÃO FRÁGIL E O TEMPO É TÃO ÁGIL QUE A GENTE NEM VÊ PASSAR É…A REALIDADE ABRAÇA A SAUDADE E APERTA PRA SUFOCAR É…AÍ LÁ NO FUNDO O QUE VALE NO MUNDO É A LUZ DE UM SORRISO É…ESTE É O PARAÍSO! SORRIR É PRECISO PRA NÃO SE PERDER A RAZÃO DO SONHAR ENTÃO SORRI COM FORÇA SORRI COM VONTADE SORRI PRA VIDA PRA ELA TE SORRIR DE VERDADE SORRI COM FORÇA SORRI COM VONTADE SORRI PRA VIDA PRA ELA TE SORRIR DE VERDADE OBRIGADO POR TEU SORRISO

PROJETOS PARALELOS No período em que deixou a carreira solo adormecida, Jair se dedicou a uma infinidade de outros projetos. Em 2014, lançou um DVD chamado Jair Oliveira 30, em que gravou um show em comemoração aos 30 anos de carreira e, junto com esse DVD, preparou um documentário com o diretor Felipe Mansur contando a história destas três décadas. Ao lado da mulher, Tania Khalill, ainda dedicou muito tempo ao Grandes Pequeninos, trabalho em família que, em 2009, concorreu ao prêmio de melhor álbum infantil no Grammy Latino. O projeto que começou como livro e CD tomou corpo e, desde 2010, já foram lançados dois discos, dois espetáculos teatrais, um DVD e um canal do Youtube – que hoje em dia tá com 100 mil inscritos e mais de 40 milhões de views. Em um dos últimos projetos, juntou-se a Léo Maia e Wilson Simoninha (filhos de Tim Maia e Wilson Simonal), em um show chamado “Os Filhos dos Caras”. A homenagem musical percorreu algumas cidades do país, como Rio de Janeiro e Porto Alegre. Fora tudo isso, ainda houve os trabalhos na área de publicidade. Pouca gente sabe, mas a música “Mostra Tua Força, Brasil”, das campanhas do Itaú para as Copas de 2014 e 2018, foi produzida por ele. “Houve um hiato na carreira solo, mas não diria que foi um jejum, porque eu tenho me alimentado muito de música em todos os momentos da vida”, assinala.


É TÃO texto CRISTIANO FÉLIX foto VITOR AFFARO

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upla não, elas são um duo. E de nome emendado, como se lê. Anavitória acaba de lançar, sem aviso prévio, o álbum “O tempo é agora”, com 11 faixas e o desejo de perpetuar ao máximo a fase áurea das cantora Ana Clara Caetano e Vitória Falcão, ambas de 23 anos. E a prova da mudança do primeiro disco para essa segunda investida é que as gravações aconteceram no estúdio East West Recording, em Hollywood, entre maio e junho deste ano. Entoando um pop folk melódico, as cantoras que se uniram em carreira na cidade de Araguaína, no Tocantins, são há pelo menos dois anos uma das marcas mais rentáveis da indústria fonográfica brasileira, arrebatando o público jovem. Pelas naturais caraterísticas de interior, o duo prefere classificar o som de “pop rural”, embora tenha inclinado para o som mais universal no novo trabalho, como se pode ouvir na faixa-título. A ternura dos fãs, porém, será nutrida pela melodiosa “Porque Eu Te Amo”, em parceria com Tiago Iorc. Já a balada "Calendário", com Roberto Pollo ao piano, poderia estar em qualquer disco de nomes do panteão da música brasileira como Roberto Carlos e Nando Reis, com quem elas fizeram recente turnê, aliás. Além da gira nacional com o sempre lembrado titã e parceiro de Cássia Eller, Anavitória formatou um EP de músicas infantis com o produtor Alexandre Kassin, mais um com sucessos da axé music, e até lançou filme contando como a dupla se conheceu. Isso tudo logo soma-se à conquista do Grammy Latino com a canção “Trevo”, um disco de platina duplo com o single “Fica” – mais de 80 mil cópias vendidas – e à apresentação no Rock in Rio Lisboa. Com menos urgência, mas ainda muito interesse do público, as novas canções do duo vêm sendo moídas pela máquina do show business. Estão em todas as rádios e plataformas. Na primeira semana, chegou ao topo do iTunes Brasil, além de emplacar duas canções no Top 50 do Spotify.

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lar

Foi nesse sentido de não parar, que Vitória, em meio ao vai e vem dos carros em São Paulo, onde as cantoras vivem atualmente para tocar velozmente tantos projetos, conversou com exclusividade com a Revista Rio Center. E não estranhem o tom das perguntas que nada tem a ver com a carreira musical tão propalada pela mídia. Nós queríamos matar nossa – e sua também – curiosidade sobre essa quase-entidade de pés descalços e roupas rendadas das duas. Estilo é outra coisa que as gurias têm. O duo Anavitória trabalha com a voz, mas também se percebe que a imagem é muito importante. Qual cuidado que vocês têm com a preservação e disseminação desse estilo, digamos, mais natural? A preocupação é maior em estar se sentindo confortável e bem do que fazer uma imagem e tal. Mas eu acho que construiu muito a nossa identidade e como a gente se comunica. Vocês imaginavam que essa música “pop rural”, como costumam chamar, pudesse ser um pop nacional tão forte quanto se tornou? Acham que o interior do Brasil ainda tem muitos sotaques e talentos a serem descobertos? Quando você inicia um trabalho, coloca todo amor e vontade de que aquilo dê certo, mas em 2015, quando a gente lançou o primeiro projeto, que é o EP, a gente não imaginou que fosse tão rápido assim. Ficamos muito felizes e eu tenho certeza que existe muito gente por aí – afora o tamanho desse país, né, gente? –, com muita coisa pra ser vista. Existe muito uma história de que as coisas no nosso ramo musical funcionam no eixo Rio/São Paulo, mas tem muita gente boa lá pra cima, lá pros lados, pros meios e por todo canto. Encontrar outros sotaques na plateia, como os do Nordeste, passou a ser diferente para vocês que terminaram adotando São Paulo como morada oficial por causa da carreira? A gente adotou como nossa casa, mas é diferente. É muito massa, a gente ama sotaque. Além do Nordeste, no Rio também é muito engraçado como a galera faz um corê (leia-se coro musical) muito lindo e essa parada vai se transformando.

O contato de pés no chão, inclusive no palco, quer passar qual mensagem? Essa parada de pé no chão nasceu quando a gente estava gravando o primeiro vídeo. Eu já tinha ficado descalça e a Aninha ainda estava toda retraída, quietinha. E aí o Felipe (Simas, empresário das cantoras) disse a ela: “Fique de boa, se sinta em casa”. Foi pra quebrar o gelo e se sentir à vontade, mas virou o nosso jeito. Hoje eu não cogito outra possibilidade. Teve uma vez que a gente se calçou para um especial de carnaval. Estávamos de tênis e eu quase caí umas quatro vezes. Não sei, dá muita instabilidade (risos). O chão é que nos dá segurança. É a firmeza do pisar no solo que tem significado pra nós.

OUTROS SONS Luamarte Por Um Triz

Outro duo de cantores, representando uma nova safra da MPB, acaba de lançar o single “Por um Triz” e já chama atenção de produtores. LuaMarte soma as vozes de Joyce e Afonso Maciel, jovens que se conheceram na igreja e tiveram um encontro de almas na música. O som inicial é leve, com toque de folk, e nos remete à sonoridade de artistas como Anavitória e Marcelo Jeneci. Formado há pouco mais de um ano, o duo conta com as redes sociais como principal forma de difundir seu trabalho.

Duda Beat Sinto Muito

Não é incomum artistas usarem seus próprios infortúnios amorosos para gerar comoção em forma de música, como acaba de fazer Duda Beat, essa pernambucana arretada radicada no Rio de Janeiro, em sua estreia musical. De Adele até Maria Rita, muitos já seguiram o roteiro clássico. Mas o que a difere dos demais é a diversidade. Duda encarou suas sobras com humor, numa verdadeira sofrência indie, com um tecnobrega tão interessante que não se via desde que Felipe Cordeiro estourou. Sinto Muito, seu álbum de estreia foi produzido por Tróia e conta com grandes nomes da cena musical carioca na parte técnica.

Nina Fernandes

EP

Entre músicas de filmes da Disney e Ella Fitzgerald, Nina encontrou sua maneira de cantar. Apaixonada por música desde a infância, a jovem de 18 anos estudou nos Estados Unidos e compunha inicialmente em inglês. Sua primeira música, “Your Eyes”, encantou Jair Oliveira, amigo de longa data do seu pai. Hoje, assumindo o português, Nina emplacou o single Cruel na novela Tempo da Amar, da Globo. E seu EP pelo selo Slap, da Som Livre, vem recheado de doçura nas faixas "Estrada", "História de Pescador", "Desgruda" e "Sem Fim".

Shawn Mendes Shawn Mendes

Qualquer um que tenha o mínimo contato com o Instagram já se deparou com colagens de flores em faces recortadas. Esse trabalho é a marca registrada do artista brasileiro Marcelo Monreal, idealizador do projeto Faces [UN] Bond, que fez a capa do terceiro álbum de Shawn Mendes. Com apenas 19 anos, ele tenta contrapor a juventude, mostrando algo mais íntimo. Talentoso com o violão, consegue algo mais cru e orgânico na faixa “In my blood”. O disco, segundo o artista, é inspirado na banda Kings of Leon.

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MOVEon

Se a regra é movimentar-se, não dá para ter os exercícios limitados pela roupa. Então, mexa-se com a gente neste editorial que explora, mais que a beleza, toda a mobilidade de peças esportivas em praticantes de Yoga e Calistenia

fotografia GIOVANNA HACKRADT beleza MANNDU modelos ANA BEATRIZ SOUZA, GABRIEL OLIVEIRA, MANUELLA GOIS E RAFAEI GUANAIS Locação HANGAR 42


Ele Short running LUPO Calรงa moletom LUPO Garrafa 1L UATT? Ela Top journey FILA Short training FILA


Toalha em algodão egípcio BUDDEMEYER Toalha frienze DÖHLER Garrafa titan TRAMONTINA Garrafa 1L UATT?

Da esquerda para a direita Ela veste Top em poliamida LUPO Legging embree LUPO Sapatênis ANA FLEX

Ela veste Top straps LUPO Regata double dots FILA Short tela LUPO Sapatênis BOTTERO

Ele veste Regata térmica LUPO Bermuda strike SPEEDO Sapatênis PEGADA

Ele veste T-shirt action SPEEDO Bermuda DNA II FILA Sapatênis nobucado PEGADA


Ele veste T-shirt hybrid FILA Bermuda diamond FILA Tênis nobucado PEGADA Ela veste Top em poliamida LUPO Short double training FILA Sapatênis BOTTERO

Top em poliamida LUPO Legging em poliamida LUPO


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#SAÚDE

AMOR e luta

Como mães de crianças com espectro autista transformam a dor inicial do diagnóstico em luta por tratamento e orgulho a cada conquista dos filhos texto LEONARDO DANTAS fotos GIOVANNA HACKRADT

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saac é uma criança extremamente carinhosa. Frequenta a escola no bairro onde mora com a família e adora brinquedos de montar. É também muito sorridente, garante a mãe, Haylene Dantas, que não se cansa de elencar adjetivos. Como produtora cultural, ela precisa se desdobrar para que não falte nada ao filho, chamado carinhosamente de bombom. Ele tem oito anos e há quatro foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista – TEA. Desde então, cada superação é motivo de orgulho para a família. O diagnóstico não foi simples. No primeiro ano de vida, o autismo não demonstrava nenhum sinal claro. “Ele interagia, era carinhoso, começou a andar e pronunciava algumas palavras. Só depois é que percebi as primeiras características”, lembra. Apesar das palavras soltas, Isaac não formava frases. Apontava para as coisas, numa comunicação não verbal. Por um tempo, a mãe acreditou que esse aparente atraso estava ligado ao fato de ter parado a amamentação na mesma época. Outras características foram observadas após o ingresso na escola. “Ele não conseguia prestar atenção, sentar com os coleguinhas. Afastava-se e brincava individualmente. A escola não soube lidar com isso de uma forma tranquila”. Mesmo já tendo buscado ajuda profissional, o diagnóstico correto só veio com a segunda neuropediatra consultada, Celina Reis. Os meses seguintes foram de muito aprendizado, e uma corrente de solidariedade foi formada. Mãe e filho foram amparados por parentes e amigos, que ajudaram a custear o

tratamento psicológico. Ela passou seis meses sem trabalhar, com dedicação exclusiva ao filho. A avó de Isaac virou mãe duas vezes. Haylene teve a vida transformadas após o diagnóstico do TEA, como uma sentença de amor e luta. O conselho é um só: amar incondicionalmente. “É preciso ser fortaleza nesse universo tão cheio de preconceito. Estar junto, comemorar cada descoberta. É amor, é filho. Uma extensão nossa no mundo”, finaliza.

NOVO RUMO Atualmente, Haylene respira mais aliviada. Isaac frequenta a escola regular no período da tarde e faz acompanhamento duas vezes por semana em uma clínica com equipe multidisciplinar de fonoaudiólogos, psicopedagogos e terapeutas ocupacionais. Os avanços vieram. Hoje o menino aprendeu a comer e a se vestir sozinho. Ele também é acompanhado pelo Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (CEPS), no Instituto do Cérebro. “Eles fizeram novas leituras, foi imprescindível. Percebemos que tudo que ele comia estava relacionado à cor vermelha. O interesse pelos jogos de montar também descobrimos no instituto”. Quando um dos brinquedos se quebra, Isaac tem seu único momento de agressividade. “Ele é muito sensível e carinhoso: toca, beija, abraça”, conta a mãe.

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Apresentador Luis Henrique com a esposa Helga Oliveira e seus dois filhos

IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO Apesar de ser um momento de angústia para os pais, o diagnóstico precoce do autismo é fundamental para o desenvolvimento da criança. “Quanto mais eu chorar, mais eu atraso meu filho”, racionaliza a dor a jornalista Helga Oliveira. Seu segundo filho, Caio (3), sofre do transtorno. O diagnóstico aconteceu somente no segundo ano de vida. “Eu vejo mães com seus filhos nas terapias, mas que alegam que não têm diagnóstico ainda. É importante saber de onde partir”. Caio frequentava o berçário desde os sete meses e era elogiado por aceitar novos alimentos, coisa rara para crianças nessa idade. Mas, em pouco tempo, o quadro mudou. E, além de não querer comer, passou a ter medo de piscinas e a não pisar na grama. Até o abraço do pai, o jornalista Luis Henrique, era evitado. Inicialmente, desconfiou-se de surdez. Os exames, no entanto, comprovaram que estava tudo bem com a audição. A preocupação persistia. Caio então passou a frequentar terapias de estimulação e respondia ao tratamento. “Ele era retraído, mas evoluiu bastante. Antes dos dois anos, balbuciava algumas palavras, mas depois parou”, lembra a mãe. Complicações gastrointestinais começaram a surgir. A Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo (ABA) é hoje o principal tratamento e foi um divisor de águas para Caio. O trabalho é intensivo, de até 40 horas semanais, e tem melhor eficácia em crianças de até 5 anos de idade. O custo é alto, mas, para famílias que têm planos de saúde, Helga destaca a Lei nº 12.764, de 2012, batizada de “Lei Berenice Piana”, que prevê a obrigatoriedade do fornecimento de atendimento multiprofissional ao paciente dentro do espectro autista. “Quando a criança tem o diagnóstico, é obrigação. Claro que muitas vezes é necessário uma batalha jurídica contra planos de saúde. Tem que lutar”.

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TEA De acordo com a neuropediatra Celina Reis, não existe uma causa única para o desencadeamento do TEA, já que estudos mostram uma natureza multifatorial e o envolvimento de aspectos genéticos associados a aspectos ambientais. Ela ainda aponta, como fator, circunstâncias tanto no período peri e pós-natal, que possam de alguma forma agredir o cérebro em desenvolvimento, como infecções, prematuridade e hipóxia neonatal. O desenvolvimento de uma criança com TEA é muito variável. Algumas podem apresentar dificuldades na comunicação e no potencial cognitivo, comprometendo sua autonomia. Outras podem se desenvolver como crianças sem o transtorno, manifestando habilidades especiais e até ingressar em cursos superiores. “Os pais têm papel fundamental na evolução do filho com TEA. É através deles que os profissionais podem transmitir toda a orientação para cuidados e estimulação nos momentos em que estiverem fora das terapias e nas situações do dia a dia”. Os estudos científicos ainda não concluíram uma fisiopatogenia específica para o TEA, logo não é considerado doença, mas um transtorno. Por isso não se pode falar em cura. “Atualmente, a intervenção aconselhada é a multiprofissional, com atuação interprofissional, o seguimento e a reavaliação periódica da criança com seus familiares, o tratamento de possíveis comorbidades e a prevenção de distúrbios secundários ao transtorno de desenvolvimento”, ressalta a médica.


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#COMPORTAMENTO

CRIANÇAS

(des)conectadas Em plena era dos tablets e smartphones, especialistas defendem uso equilibrado das novas tecnologias pelos pequenos; na contramão da modernidade, brincadeiras de antigamente devem ser priorizadas texto TALLYSON MOURA fotos GIOVANNA HACKRADT

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tecnologia está presente no dia a dia da maioria das pessoas do mundo, e isso inclui as crianças. Essa inserção do universo digital no cotidiano infantil alterou as formas de brincar, o uso do tempo livre e trouxe novas linguagens. Prova disso é que hoje a maioria das crianças prefere eletrônicos a brinquedos convencionais. Os aplicativos presentes em tablets e smartphones têm algumas funções que podem prender as crianças, e esse aprisionamento virtual é o berço para muitos problemas futuros. A psicóloga Cristina Hahn explica que o uso exagerado da tecnologia na infância pode trazer uma série de danos. Entre eles, pode prejudicar a audição, a visão, a postura, desencadear o sedentarismo infantil, além de interferir no aprendizado. O que acontece é que essas plataformas digitais apenas jogam a informação para a criança, que não é estimulada a pensar. “Ela está sendo mais um recipiente das informações que uma pessoa que processa, internaliza, e mais do que isso, expressa o que está sentindo. Aí surgem os problemas de comportamento, de socialização”, explica. O grande segredo para o uso seguro das tecnologias, de acordo com Cristina, se resume em duas palavras: “limite e equi-

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"O GRANDE SEGREDO PARA O USO SEGURO DAS TECNOLOGIAS SE RESUME EM DUAS PALAVRAS: LIMITE E EQUILÍBRIO" Cristina Hahn, psicóloga líbrio”. Os pais têm que impor regras que devem ser cumpridas em relação ao acesso. A criança não pode fugir à modernidade, mas essa inserção no mundo virtual e tecnológico deve ser feita de forma equilibrada com todas as outras atividades cotidianas. A especialista defende que até os cinco anos de idade, a criança tenha acesso no máximo uma hora por dia. De seis a 12 anos, duas horas. E a partir dos 13 anos, três horas. Isso exclui, porém, o acesso para pesquisas da escola, por exemplo. Mas caberá ao adulto fazer esse acompanhamento e monitoramento do conteúdo. Cabe também aos pais oferecerem opções de entretenimento à criança fora da internet, e darem o bom exemplo. É preciso que seja feita uma análise de como está o próprio uso dessas tecnologias. De acordo com o estudo We Are Social, o brasileiro adulto fica mais de um terço do dia (9h14min) conectado a algum tipo de serviço vinculado à internet. Desse total, quase 4h ele passa nas redes sociais. E mais da metade da população (57%) utiliza os smartphones para acessar as redes sociais. As famílias estão hiperconectadas. Na casa da jornalista Suzana Schott, mãe do pequeno Luiz Gustavo (2 anos e 11 meses), a tecnologia é utilizada de forma dosada, em momentos curtos. “Ele tem acesso porque faz parte de uma nova realidade, no entanto, as velhas e boas brincadeiras ainda são muito bem-vindas e muito saudáveis”, afirma. A mamãe é adepta de jogos manuais, cadernos de desenho, livros de pintura. Na sala do apartamento onde vive, há sinais que comprovam isso. Com uma caneta na mão, o pequeno se joga no mundo da imaginação e colore, não só as folhas em branco, mas o apartamento inteiro. Suzana lembra que manter esse ambiente lúdico, com acesso medido ao tablet, não é o mais fácil. Após um dia inteiro de trabalho, o mais cômodo seria distrair a criança com um aparelho eletrônico. Não é difícil entretê-lo com um universo de cores e brincadeiras virtuais.

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“No entanto, eu acho que esse momento é tão único e tão especial de aprendizado, de evolução pra ele, que realmente tenho que participar. Brincar com meu filho, estimular que ele brinque, que ele suba em árvore, que faça bolhas de sabão; fazer brinquedos manuais, pintar, desenhar, eu gosto muito disso. E gosto de participar disso. A gente é assim: um pouco à moda antiga, mas, lógico, deixando aquele espacinho pras novas tecnologias”.

CONTEÚDO SEGURO No mundo virtual não há restrição: crianças e adultos compartilham da mesma realidade. Em apenas alguns cliques e palavras-chave , rapidamente pode-se obter acesso a todo e qualquer tipo de conteúdo. Isso inclui conteúdos de natureza agressiva e sexual, por exemplo. Por isso, os pais precisam redobrar a atenção sobre o uso seguro na internet. A pesquisa TIC Kids Online Brasil revelou que 41% dos usuários de Internet de 9 a 17 anos (10 milhões de crianças) declararam ter visto alguém ser objeto de discriminação na Internet. O levantamento aponta ainda que os usuários de Internet com idades entre 11 e 17 anos estão expostos a outros tipos de conteúdos sensíveis na rede, como assuntos relacionados a “formas de tornar-se muito magro” (27% entre meninas e 9% entre meninos) e “formas de machucar a si mesmo” (17% entre meninas e 12% entre meninos).

Iamma Radace, médica especialista em Otorrinolaringologia

EXPOSIÇÃO À TECNOLOGIA CAUSA ATRASO NA FALA O excesso de exposição às plataformas tecnológicas nos primeiros anos de vida pode atrapalhar também no desenvolvimento da fala da criança. É o que explica a médica especialista em Otorrinolaringologia Iamma Radace. Para muitos pais, expor os filhos a estas tecnologias é uma forma de estímulo. Mas o efeito é exatamente o contrário. A tecnologia, via de regra, atrapalha. Dra. Iamma revela que existem estudos que apontam o aumento em até 50% do atraso de fala em crianças expostas a esse tipo de estímulo, em demasia. “Não podemos ir contra a evolução tecnológica, isto é fato. Mas até um ano e meio de idade é desaconselhado o uso de smartphones ou tablets. Esses aparelhos não dão noção de tempo e espaço; logo, a criança não tem interação. A criança precisa interagir, verbalizar, errar, ser corrigida!”. Via de regra, explica a médica Iamma Radace, os meninos e meninas aos dois anos de idade já formam frases que fazem sentido para as pessoas de sua convivência – mesmo que os estranhos não entendam. Já aos três anos, espera-se que estabeleçam uma comunicação verbal entendível até para estranhos. Quando o processo de desenvolvimento da linguagem foge muito a esse padrão, é preciso procurar um especialista. A foniatria é área de atuação da otorrinolaringologia. Dra. Iamma destaca que as possíveis causas devem ser estudadas individualmente em cada caso – podendo ser até genéticas e neurológicas –, mas alerta que a tecnologia (uso de tablets e smartphones) tem sido um fator comum em boa parte das famílias que enfrentam esse problema.

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Juntamos seis crianças entre sete e 13 anos, todas filhas de colaboradores da grande família Rio Center, para mostrar o que existe de melhor na moda infanto-juvenil e o que elas adoram vestir. As escolhas dos looks foram feitas pelos próprios pequenos fotografia GIOVANNA HACKRADT beleza MANNDU modelos ISAAC RODRIGUES, MÁRCIO DA SILVA, LAURA E LETÍCIA QUEIROZ, EDUARDA SALES E HELOÍSA FERNANDES

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#SAÚDE

DA HORTA para a mesa

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sociedade evolui e os costumes mudam, mas outros podem regressar. Nem sempre o mais novo é melhor. Prova disso é que, em busca de mais qualidade de vida, as pessoas têm voltado a consumir alimentos orgânicos de pequenos produtores ou até plantados em casa mesmo. E os exemplos estão cada vez mais próximos. Na comunidade de Pium, em Parnamirim, cinco agricultores familiares se reuniram para formar a Associação de Agrofloresteiros do RN. O grupo conseguiu, junto ao Ministério da Agricultura, um selo de certificação para comercialização de produtos orgânicos para o consumidor final. “Cada um de nós organiza uma feira. Eu sou responsável por montar uma que acontece na Casa Escola todas as quintas-feiras, das 11h às 14h. A gente tem desde hortaliças, passando por frutas e produtos manufaturados, como coco ralado congelado e molho pesto vegano, que faço com o manjericão do meu sítio”, conta Marcelo Ferrari, idealizador da Caetê Eco Pousada, que além de hospedagem é um centro de aprendizado de sustentabilidade aplicada ao ecoturismo. Na plantação de orgânicos são adotadas práticas utilizadas antes do advento de agrotóxicos, dos produtos químicos e fertilizantes tão comuns no agronegócio. “Para combater pragas, nós utilizamos caldas. Misturamos líquidos naturais e borrifamos nas plantas, quando aparece por exemplo um pulgão ou alguma praga.” Uma das caldas é feita com óleo de cozinha, leite e água. “Plantamos flores coloridas próximas às hortas para atrair joaninhas, que se alimentam de pulgões”. Marcelo também conta que o cuidado começa na escolha das sementes. “Nós compramos sementes também orgânicas. Rastreamos fornecedores que nos passam nota fiscal comprovando a origem. Para um produto ser considerado orgânico é preciso rastrear tudo que esteja envolvido no processo. Desde a semente, aos adubos naturais, a água etc, tudo tem que ser catalogado, para você provar que não teve uso de nenhum aditivo químico no processo.” Ou seja, para ser orgânico não basta apenas a não utilização de agrotóxicos, como muitos concluem sem um aprofundamento no assunto.

BENEFÍCIOS NO CORPO De acordo com a nutricionista Mariana Melo, o principal benefício do consumo de produtos orgânicos é a redução de exposição à toxinas pela alimentação, algo muito importante

desde a gestação, para a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê. “É comprovado cientificamente que os alimentos orgânicos possuem valor nutricional maior do que os cultivados com a adição de agrotóxicos”. Ela também explica que os agrotóxicos prejudicam o funcionamento normal do metabolismo, podendo expor o organismo a doenças como câncer, respiratórias, inflamatórias, além de obesidade, resistência à insulina e outros malefícios. “Os compostos antioxidantes nos alimentos aumentam de acordo com as dificuldades que o ambiente os expõem durante o seu cultivo, e os agrotóxicos reduzem essa capacidade de ‘defesa natural’ da planta, deixando o alimento pobre nutricionalmente”. Uma dúvida recorrente para quem consome ou tem interesse em consumir alimentos orgânicos é sobre a venda em supermercados. “Os produtos são os mesmos. A grande diferença é o preço, pois os supermercados compram o alimento para revenda, agregando mais custo ao produto. O ideal é que se compre nas feiras, onde o lucro se dá diretamente ao produtor. Incentivar essa prática é fundamental para tornar os produtos mais acessíveis financeiramente”. Para Marcelo Ferrari, também há um mito de que o produto orgânico é mais caro. “Como a demanda é pequena e os processos de cultivo são artesanais, isso eleva um pouco o preço. Porém, é mais pelo custo da produção e demanda do que pelo processo em si”. A comercialização em supermercados e o fornecimento para restaurantes só são possíveis se o fornecedor possuir o selo “Produto Orgânico do Brasil”. Já nas feiras, é necessário um cadastro no Ministério da Agricultura. “Nossos produtos possuem um QR code e o cliente pode acessar pelo smartphone e comprovar se estamos aptos a comercializar. Caso você encontre alimentos classificados como orgânicos, mas que não possuem o selo ou o cadastro, é importante conhecer o agricultor”, alerta. Alimentos industrializados também podem ser orgânicos, basta serem produzidos nas mesmas condições que as frutas e verduras. “Produtos com 95% ou mais de ingredientes orgânicos podem receber a denominação. Por exemplo, biscoitos produzidos com farinhas orgânicas ou chocolates com cacau orgânico”, explica Mariana. A pecuária, a suinocultura e a avicultura que não utilizam hormônios, drogas ou antibióticos, também podem ser classificadas como orgânicas. Nesse caso, os animais recebem tratamentos homeopáticos e fitoterápicos, são alimentados em pastos sem agrotóxicos e são alimentados com legumes, verduras e grãos orgânicos.

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Revista Rio Center Primaverão 19  

As temporadas mais quentes do ano chegaram com muito glamour, novidades e tendências na 11ª edição da revista da Rio Center PrimaVerão 2019....

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