Revista Rio Center 80 anos

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RIO CENTER Direção Geral FLÁVIO ALCIDES Marketing MARIANA ARAÚJO DE SÁ Assistente de Marketing ANA LUÍZA MOURA Visual Merchandising ANDRÉ LUIZ PEIXOTO

MARCA PROPAGANDA Direção Geral JOSÉ IVAN FERNANDES Atendimento CHIARA TEIXEIRA Produção ALCENÍZIA SANTIAGO Redação BABI BARBALHO GUILHERME VARELLA Direção de arte JOÃO CARLOS RIBEIRO

REVISTA RIO CENTER Direção de redação BABI BARBALHO Reportagem CRISTIANO FÉLIX VIRGÍNIA FRÓES BABI BARBALHO TALLYSON MOURA Fotografia GIOVANNA HACKRADT Projeto gráfico PAULO ANJOS Direção de arte JOÃO CARLOS RIBEIRO Styling CRISTIANO FÉLIX ANA LUÍZA MOURA ANDRÉ LUIZ PEIXOTO Produção CRISTIANO FÉLIX ALCENÍZIA SANTIAGO VIRGÍNIA FRÓES ANA LUÍZA MOURA ANDRÉ LUIZ PEIXOTO Revisão BABI BARBALHO GUILHERME VARELLA

80 #EDITORIAL

anos de história e moda

2017 marca os 80 anos da Rio Center, uma história construída com muito trabalho, desde a Casa Rio, na avenida Rio Branco, até as três lojas atuais, no Centro, Natal Shopping e Megastore. Fomos a primeira loja de departamento de Natal, a pioneira em oferecer a facilidade do cartão de crédito e até mesmo elevador, modernidades na época. Acompanhamos o desenvolvimento da cidade, nos reinventamos e conquistamos nosso espaço no coração dos potiguares, sem jamais perder a identidade: continuamos sendo a mesma empresa familiar de credibilidade, que oferece a qualidade das melhores marcas e com mais facilidade para vocês, nossos clientes.

Uma história tão bonita merece uma edição tão especial como essa. A equipe está cada vez maior, trazendo mais editoriais e conteúdos para toda a família: tem moda, cultura, gastronomia, maternidade e muito mais, traduzindo toda a variedade das nossas lojas para as páginas impressas. Na celebração dessa grande festa tem editoriais e matérias com colaboradores de todas as idades, tamanhos e gêneros, modelos profissionais e modelos de primeira viagem, todos juntos e misturados, como uma verdadeira comemoração deve ser.

Ainda temos tanto caminho pela frente. Os sonhos de 80 anos atrás do jovem empreendedor Alcides Araújo continuam, escrevendo página por página na história da nossa cidade. Obrigado e até a próxima! Equipe RIO CENTER

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SUMÁRIO 05 MAIS QUE UM MARCO 09 CLIMA DE FAMÍLIA

109 DECORAÇÃO VERÃO 2018

135 RECEITA: BRIGADEIRO DE BANANA

110 SUA CASA, SUA PRAIA

137 VEM, FÉRIAS!

117 O AMOR ESTÁ NO AR

13 MULHERES À FRENTE

123 MEU DIA DE NOIVA

18 AUDREY & EMMA

127 NAS MÃOS CERTAS

24 DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO

131 LA BICICLETA CAFETERIA

35 POTIGUARES DE ESTILO

133 PATRIMÔNIO IMATERIAL DO RN

39 SAPATARIA

44 TEMPO DE LEVEZA 59 TUDO COMBINA COM TUDO 62 TROPICALISTAS 75 FÉRIAS EM MOVIMENTO 83 YOGA - ESTILO DE VIDA 86 MAKE UP PARA TODAS 91 VERÃO DE CUIDADOS 95 DESTINO DE FÉRIAS 99 RADAR CULTURAL 102 MOCÓ: ARTISTA DE CORES, ENTRE UM DESERTO E OUTRO

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149 MÃE DE 5 152 LANÇAMENTO DA REVISTA RIO CENTER OUTONO/INVERNO 2017 154 DESCRITIVO


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#HISTÓRIA

Rede que ajudou a desenhar o mapa do varejo em Natal, aos 80 anos, olha o futuro e planeja abrir mais duas unidades, aumentando seu raio de atendimento na cidade As histórias são construídas invariavelmente em três tempos: presente, pretérito e futuro. Por mais que existam nuances de subjuntivo e imperativo, infinitivo e gerúndio, são esses marcadores que evidenciam as experiências, como um espelho da realidade, refletindo e ajudando a visualizar os próximos passos. Ao completar 80 anos, a Rio Center faz essa projeção. E está negociando mais duas lojas em Natal, a primeira na Zona Norte e outra no bairro do Alecrim. Nas duas regiões, o magazine irá aportar em espaços comerciais robustos: um shopping e uma galeria comercial em formato de outlet. Esse segundo empreendimento pertence ao Grupo 15, o mesmo que tem investimentos no Braz, Bom Retiro e Rua 25 de Março, em São Pau-

MAIS QUE UM MARCO lo. Será climatizado e ocupará uma área de 35 mil metros quadrados, com nove andares, na Avenida Presidente Bandeira. “A expectativa é que a gente consiga expandir para essas duas áreas até o final de 2019, estamos falando em curto prazo. Já fizemos a reserva de espaço nos dois empreendimentos”, confirma o presidente da Rio Center, Flávio Araújo, complementando ainda que a empresa, apesar de consolidada, busca a melhoria contínua de seus serviços, com base no atendimento ao cliente e administração de estoques fundamentada no “just in time” americano. O sistema tem como determinação principal que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes do tempo certo. Saber detectar esse momento para oferecer os me-

lhores produtos é o diferencial da Rio Center. A empresa mantém, desde a fundação, o modelo tradicional de atendimento, com vendedores recebendo os clientes e apresentando a mercadoria. “Trabalhamos com moda, um tipo de mercadoria que não tem prazo de validade para consumo, mas perece rápido em termos de conceito. A cada dois meses acontecem muitos lançamentos nesse setor. Então, para oferecer o que está na moda, nos antecipamos em pesquisa e contamos com a parceria de marcas fortes, que estão conosco há décadas. Além disso, nossos vendedores fazem cursos e atualizações quatro vezes por ano, justamente para poder oferecer ao cliente a informação de moda”, destaca.

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MEMÓRIAS AFETIVAS E OLFATIVAS Em se tratando de moda e de estratégia, a Rio Center faz escola. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando ainda se chamava Casa Rio, a empresa ousou ao colocar na frente da loja do Centro, uma faixa informando que ali se falava inglês. O público-alvo eram os soldados norte-americanos. Como para eles o amanhã era incerto, os militares deixavam por aqui tudo o que recebiam. Compravam meias de seda para presentear suas mulheres e o icônico perfume Fleurs de Rocaille, criado por Ernest Daltrof, considerado o gênio por trás da Caron Parfums. A empresa parisiense funcionava como “haute couture”, expressão traduzida ao pé da letra como “alta costura” e que é equivalente ao prêt-à-porter para a indústria da moda. No Fleurs de Rocaille, criado em 1933, a composição revelava um efeito sensual, um ensaboado cremoso. As principais notas são florais picantes. Logo na saída, o perfume libera aroma de rosas, jasmim e lilás. Depois aparecem as notas verdes e aldeídos que evoluem para cravo, ylang-ylang, sândalo e âmbar.

De tão marcante, foi parar no filme “Perfume de Mulher”, um clássico protagonizado por Al Pacino. Na película, o ator vive Frank, um militar aposentado, cego, que reconhece as mulheres pelo cheiro. Fleurs de Rocaille era o que caracterizava a professora Christine Downes. A memória, além de olfativa, também é afetiva para a Rio Center. Flávio lembra que o perfume, fabricado na Europa, era importado por um representante de São Paulo. Já no Brasil, levava cerca de 20 dias para que o perfume chegasse a Natal. “As estradas não eram boas, o que fazia o trajeto ser mais demorado. Mas a gente se programava para não deixar faltar na loja. Era um sucesso!”, lembra. Foi com o sucesso de vendas do perfume que a Rio Center conseguiu abrir sua segunda unidade e mais dois investimentos: uma loja de máquinas de costura, além de projetos no ramo imobiliário. Vendendo cortes de tecido, máquinas e já oferecendo o serviço de vitrinistas e estilistas, que entregavam aos clientes um croqui com o vestido desenhado, foi rápido atualizar o modelo de negócio. “Confecção só

existia em boutiques. A gente é que foi inserindo as roupas no meio dos tecidos e quando vimos, o negócio se transformou”, lembra Flávio Araújo.

Ao lado, a cena clássica de Al Pacino dançando tango no filme “Perfume de Mulher”, sob o olhar de Charlie Simms (Chris O’Donnell). Acima, anúncio do Fleurs de Rocaille, um sucesso de vendas da Rio Center.

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COMO TUDO COMEÇOU Alcides Araújo, paraibano da cidade de Guarabira, aprendeu com o pai o gosto pelo comércio. Quando veio com os seis filhos para Natal, Elpídio José de Araújo foi morar no bairro das Rocas. Mais que isso: foi viver e trabalhar. Abriu um pedaço da sala de estar de casa, passou um balcão e começou a vender. “Entre brilhantinas e frisos de cabelo, o produto que mais girava era o carvão. Ele era comprado em um maior volume e fracionado, com a intenção de ser vendido para o consumo doméstico”, conta Flávio. Protagonista de mudanças que desenharam o comércio varejista do RN, Alcides Araújo começou a trabalhar ainda criança e dizia comumente que só não teve uma infância mais difícil porque gostava de trabalhar. E foi assim até os 90 anos. Seu legado, passado para os filhos, agora está nas mãos dos netos, que ao lado de Flávio Araújo, tocam o negócio.

De um comércio de tecido, a Casa Rio passou a incorporar produtos de beleza. O sucesso do perfume trouxe outros. As lojas foram modernizadas e a empresa mostrou para a cidade o caminho natural da verticalização, no final dos anos 1970. Foi precisamente a 16 de outubro de 1977 que a Rio Center surgiu com esse nome em um edifício de cinco andares, na Cidade Alta. Depois veio o desafio de criar o primeiro cartão de crédito do Rio Grande do Norte. Com administração própria, esse modal de compra parecia inconcebível. Mas, um ano após o lançamento, já havia uma carteira formada com oito mil clientes. “Foi realmente um sucesso estrondoso. Para você ter uma ideia, no Brasil existiam poucos projetos desse tipo e, aqui em Natal, o Diners Club operava com pouco mais de dois mil cartões”, compara Flávio Araújo. Novos desafios foram postos. A empresa abriu uma loja no Lagoa Cen-

ter, no Natal Shopping e a Megastore. Esse último empreendimento trouxe um conceito inovador embalado pela arquitetura de um edifício modernista. Com 3,4 mil m² de área e amplo estacionamento, a Rio Center conquistou outra proporção. “Sempre fomos em busca de melhorias, da melhor forma de servir. Quando eu era vendedor, não existia esse estilo de loja com mercadoria aberta. Para mostrar uma camisa, a gente abria uma caixa, tirava o papelão usado para dobrar e vários alfinetes. Lá atrás, ousamos ao tirar o balcão e fazer a primeira loja de departamento da cidade. A ideia de sermos pioneiros sempre existiu e vai continuar guiando nosso trabalho”, garante Flávio, que apesar de hoje estar na cúpula das decisões, pensa no chão da loja. Ele já foi office-boy e estreou como vendedor aos 15 anos, ainda adolescente. “A gente trabalhava de gravata, era um sucesso”, brinca.

TIMELINE 1937 – Abertura da Casa Rio, na Rua Ulisses Caldas 1952 – A segunda loja abre as portas na Av. Rio Branco 1958 – A Casa Rio, além de moda e produtos de beleza, passou a ter uma linha de decoração na sua nova loja 1977 – Foi criado o atual nome: Rio Center. A rede verticalizou, passando a ocupar também um prédio de cinco andares na Rua João Pessoa. A loja passa a ser considerada de departamento 1978 – Foi criado o primeiro cartão private label do RN, um dos poucos do Brasil: o cartão Rio Center. Com recursos e administração própria, oferece até hoje uma série de vantagens para os clientes 1991 – Com a expansão da cidade veio a abertura da primeira loja fora da Cidade Alta. O ponto escolhido foi o Lagoa Center, no bairro de Lagoa Nova 1994 – Pioneira, a loja foi convidada para ser âncora do Natal Shopping, que acabara de ser construído 2004 – O desafio de construir um novo conceito inspirou a família Alcides a criar a Megastore, com 3,4 mil m² e estacionamento para 160 carros 2013 – Reinauguração da loja âncora do Natal Shopping. O layout intuitivo de disposição de produtos oferece uma experiência diferente ao cliente 2017 – A Rio Center chega ao marco de 80 anos 2019 – Previsão de abertura de duas novas unidades, na Zona Norte e Alecrim

GUIOMAR ARAÚJO, ESPOSA DE ALCIDES ARAÚJO, E UM OFICIAL EM FRENTE À ANTIGA CASA RIO, NA CIDADE ALTA, EM 1944.

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Da esquerda para a direita. Em pé: Marcos Antônio, Josiel Batista, Maria de Fátima, José Eraldo, Sayonara Dantas, Rosânia Maria, João Maria e Marilene Bernardo. Sentados: Hilda Carlos, Maria das Graças, José Almir, Emmanuel Nazareno, Sueli Melo e Antônia Iracilda.

De um time de colaboradores com centenas de funcionários, selecionamos algumas das várias histórias de sucesso e dedicação. Algumas dessas pessoas entraram na Rio Center para o primeiro emprego e trabalham até hoje com a empolgação do primeiro dia TEXTO TALLYSON MOURA FOTOS GIOVANNA HACKRADT

CLIMA DE FAMÍLIA Trabalhar no mesmo lugar por décadas e manter a energia do primeiro dia de trabalho não é algo fácil. É preciso, antes de tudo, gostar do que se faz. Depois, somem-se fatores como ser reconhecido e valorizado dentro da empresa, além de manter excelente nível de relacionamento profissional. O segredo da satisfação profissional quem revela é o gerente geral de uma das unidades da Rio Center, Marcos Antônio de Medeiros Câmara, 56 anos de idade, dos quais 37 foram dedicados à marca.

“Na hora que você enraíza, aquilo faz parte do seu eu, do seu sangue. A gente sai num dia, e não vê a hora de voltar ao trabalho no outro”, garante. E Marcos não está sozinho. Além dele, outros trezes funcionários antigos demonstraram o mesmo sentimento durante sessão de fotos para esta revista, edição especial de 80 anos. Nesta relação de muita parceria, as histórias pessoais de cada um se confundem com a trajetória de sucesso da Rio Center. “É uma

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empresa familiar que gera um clima de família”, analisa. “E a gente está num momento de muita felicidade, em saber que participou da construção dessa história”, continua. Maria das Graças Morais, 67 anos, é a funcionária mais antiga da Rio Center. E talvez, das escolhidas para o ensaio, a que mais impressiona pela jovialidade. Onde se procura cansaço por 43 anos dedicados ao trabalho, só se encontra garra e orgulho. “Foi meu primeiro e único emprego. Eu me sinto muito feliz porque faço parte de uma história bonita e muito digna. Tem uma sementinha que plantei lá dentro”, disse de peito erguido e voz embargada, sem conseguir segurar a emoção. Ela começou como auxiliar de vendas, quando a empresa ainda se chamava Casa Rio, e hoje é a responsável pelas compras de lingerie das três lojas da rede. Com 55 anos, a vendedora Maria de Fátima da Silva afirma ter saúde de uma jovem de 20 – idade que tinha quando começou a trabalhar na empresa. Conhecida carinhosamente por alguns clientes como o patrimônio da Rio Center, ela nem cogita parar. É a troca diária que a mantém ativa. “Como diz seu Flávio, faz um bem danado trabalhar lá. Gosto muito do que faço”. Sueli Melo, não fica atrás no quesito disposição, mas sua idade é um segredo absoluto. Talvez porque, para ela, o que valha mesmo são os 32 anos como consultora de moda do setor feminino. Com uma agenda lotada de clientes, construídas nestas últimas três décadas, ela é a vendedora ouro da unidade do Natal Shopping. Antônia Iracilda Bezerra, 58, é taxativa em dizer “trabalharia mais 40 anos, se preciso fosse”. Atuando no setor fiscal, uma área pequena e com poucos funcionários, o clima de família é ainda mais forte. Ilda Carlos, 53, também não se vê sem trabalhar. “Tenho muito a contribuir ainda. Sou nova, com muito pique, e tenho a sorte de estar em uma empresa sólida e honesta. Tudo o que eu tenho hoje dentro da minha vida profissional e pessoal, eu conquistei ao lado da Rio Center, nestes 32 anos de parceria”, realça. Josiel batista do Nascimento, 52 anos, completa: “é uma

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INTEGRAÇÃO

Eu me sinto muito feliz porque faço parte de uma história bonita e muito digna. Tem uma sementinha que plantei lá dentro. empresa boa de trabalhar, muito acolhedora. A gente se sente muito à vontade e, por isso, nem parece que já passaram 28 anos”. Do trabalho, Rosânia Maria de Medeiros, 54 anos, extraiu o que considera uma lição de vida. “Aprendi muito! A maneira como nos tratam com dignidade e a responsabilidade que eles têm é algo que levamos para casa e repassamos para as pessoas do nosso convívio. São valores que devem ser repassados”. Em poucas palavras, Almir Costa, 46 anos, 26 dedicados à rede, resumiu bem o sentimento de todos: “O bom mesmo é saber que a gente faz parte dessa história”. Marilene Bernardo, 47 anos, conclui “a Rio Center é a nossa casa”.

Estes funcionários acompanharam de perto muitas mudanças dentro da empresa e viram filhos assumindo o lugar dos pais na diretoria. Os principais valores - aqueles imateriais, mas que são apontados como responsáveis pela solidez do negócio -, entretanto, foram preservados e transmitidos. Na Rio Center, garantem, do menor ao maior funcionário, todos têm livre acesso à diretoria. A maioria é conhecida pelo nome, e os patrões estão dentro da empresa colocando a mão na massa e vivenciando a realidade do dia a dia. Esta é uma importante vantagem na visão de Emannuel Narazeno Freire, 52. “Quando você está dentro da sua empresa, junto aos colaboradores, você vê os problemas, as dificuldades. Estando fora fica mais difícil identificar”. “Dentro da empresa todos somos uma verdadeira família. E os donos estão ali, integrados à equipe. Se ninguém falar ‘aquele é o dono’, ninguém vai saber. Este é o grande diferencial destes 80 anos de história”, acrescentou João Soares, 48 anos de idade e 31 de empresa. João é comprador do setor masculino, setor que exige a reciclagem constante. “Com a velocidade hoje da moda, é preciso se atualizar diariamente, saber o que é tendência e o que está em evidência”, aponta, destacando que há um investimento muito forte também na qualificação profissional dos colaboradores. Quando se está em uma empresa que valoriza a experiência profissional, a busca pelo conhecimento não cessa com o passar dos anos. Que o diga a consultora de moda Sayonara Dantas, 49. Desde os 19 anos no mesmo setor, ela tornou-se uma expert em lingerie. “E por trabalhar com o que gosto, ainda tenho muito gás para continuar”. O aprendizado constante também está na relação estreita com os patrões, cuja nova geração tem idade inferior a este grupo de funcionários. “A nossa cabeça não envelhece. Nós vamos aprendendo cada vez mais. Está sendo muito gostoso. Ideias novas, reuniões novas...”, afirma José Eraldo Paiva, 61 anos de idade, 35 de empresa.


0 8 Anos ParabĂŠns pelos 80 anos, de qualidade, conforto e parceria. 11


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#COMPORTAMENTO

MULHERES

À FRENTE No processo de evolução das empresas familiares, um dos pontos críticos é o momento da sucessão. Estimativas apontam que de cada 100 organizações assim, apenas 30 chegam à segunda geração. Mas o que poderia vir a ser uma preocupação, no O Borrachão se deu de forma gradativa e natural. Hoje as irmãs Renalle Gurgel, Raissa Diniz e Renata Dumaresq comemoram os 40 anos da marca especializada em produtos derivados de borracha, e que cresce com ares modernos, apostando em produtos de novas linhas. A diversificação surge, além

Com quarenta anos de história, rede O Borrachão é liderada por três mulheres: irmãs, empreendedoras e focadas na continuidade do patrimônio e legado da família TEXTO TALLYSON MOURA FOTO GIOVANNA HACKRADT

de necessidade, como estratégia para atender ao mercado da Construção Civil. O comércio, afirmam, estava no sangue, não tinha como fugir. Elas sequer conseguem identificar em que momento exato despertaram para o empreendedorismo. Quando crianças, antes dos 10 anos de idade, brincar de vender já era a principal diversão. “No verão, a gente catava búzios e vendia na beira da praia; anéis e pulseira de borracha...”, recorda Renalle, diretora administrativa e a mais velha das três. A diferença de idade entre ela

e a caçula é de cinco anos. Entretanto, as irmãs têm em comum uma trajetória profissional que começou na base da empresa como training, por volta dos 18 anos, até chegarem atualmente aos cargos de diretoria. Durante a entrevista, ficou bastante clara a sintonia que existe entre elas, algo muito além do DNA. Cada uma responde por uma área da empresa. Juntas, elas formam uma espécie de corpo humano, cuja saúde depende do bom funcionamento das células. E unidade à empresa não falta. Todos os passos são estudados e dados a partir da ideia de consen-

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Nunca senti nenhuma resistência por ser mulher. Nem dificuldade, nem benefício.

so. Nessa história de integração e sucesso, prevalecem o forte compromisso com o negócio, o alto nível de dedicação e o interesse em garantir a prosperidade para que a empresa possa ser transferida para a próxima geração. “Os desafios são inúmeros e diários. A gente vive esse momento de muita conturbação política, econômica, financeira e tudo isso afeta o negócio. Mas a gente quer estar sempre à frente. No que pode se modernizar, se estruturar, ou enxugar no que for preciso”, destaca Raissa, a diretora comercial, que reconhece a responsabilidade que as três têm nas mãos: manter de pé e com saúde a empresa fundada por seu pai, Gilberto Costa, há 41 anos. Algumas decisões foram fundamentais para que O Borrachão conseguisse ultrapassar o momento pico da recessão econômica. As irmãs se anteciparam à crise, analisando o impacto que sentiriam, e readequaram os custos. Desde então, têm mantido constante um processo de qualificação e realinhamento. “Investir em consultoria e na nossa formação é uma saída, mas não adianta ter apenas o conhecimento, é preciso implementá-lo”, garantiu Renata, a diretora financeira. A empresa tem três unidades em Natal, com finalidades distintas. O showroom na Avenida Campo Sales é focado no segmento de revestimento, enquanto a unidade da Rua Jaguarari atende os construtores de grandes obras e um pouco do varejo. Já a loja do Alecrim é voltada para indústria, com foco em prestadores de serviços e profissionais liberais. No total, há 75 funcionários diretos. Na parte de grande obra, disputam

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certames com empresas de outros estados, e, não raramente, levam a melhor. No portfólio do que já foi feito está a parte de drywall (forro e parede) da Rio center, 80% das lojas do Midway Mall, Arena das Dunas, Teatro Riachuelo, Norte Shopping e Call Center Riachuelo. O Borrachão ainda atende obras em João Pessoa, Mossoró e, com foco no empresarial, vem fechando obras inteiras com construtoras.

EMPODERADAS Esposas, mães e donas de si. Os ensinamentos da mãe Cléa de Fátima ainda reverberam nas três filhas, que desde crianças aprenderam a regra ‘número 1’ do empoderamento feminino: lugar de mulher é onde ela quiser. O tratamento recebido em casa sempre foi igual ao do irmão, sem qualquer distinção de gênero. “Ela sempre nos mostrou que dentro da família, fosse menino ou menina, seriam iguais. Mamãe foi muito forte nisso, bem feminista mesmo”, revela Raissa. Buscar a independência era regra. “Mulher não pode ficar somente em casa; mulher tem que trabalhar”, repetia incansavelmente a mãe, que por ter tido quatro filhos, teve que largar o curso de jornalismo. A educação dada por Cléa criou nas meninas uma base sólida e segura, de tal modo que elas não se intimidam em atuar numa área na qual a presença masculina é superior. “Nunca senti nenhuma resistência por ser mulher. Nem dificuldade, nem benefício”, acrescenta Renalle, que lida rotineiramente com muitos engenheiros e operários da construção civil. Herbert Costa, o quarto fi-

lho, também começou na empresa, mas seguiu um caminho independente no ramo de importações.

ENGOLINDO A CRISE Empreender é um dom que não se sustenta apenas pelo talento nato. Ainda mais em tempos de crise, é preciso ir além para que o investimento – seja de tempo ou de dinheiro – não resulte em frustração e dívidas. Para quem pretende iniciar um novo negócio, as diretoras do O Borrachão alertam: É preciso ter certeza do que se quer e amplo domínio da área escolhida. “Numa crise dessas, empreender é muito arriscado. Exige muita responsabilidade. Primeiro, é preciso saber o que quer e gostar muito disso”, afirmou Renata. “Empreender é todo dia ter um leão para matar e um sapo para engolir. E você tem que tocar para frente porque é seu o negócio, e é o seu dinheiro que está ali investido. Não adianta culpar o governo, o cliente que não vai comprar ou o concorrente que está desesperado fazendo queima de estoque”, continuou Raissa. No caminho do sucesso, a capacitação é fundamental. Manter-se em constante reciclagem, garantem elas, ainda ajuda a perceber as oportunidades que nascem na crise. “O detalhe é você ser bom naquilo e fazer do limão uma limonada”, conclui Renalle. A despeito do cenário econômico, a perspectiva é de expansão em 2018. “Talvez a crise continue, mas a gente sabe que vai ter que ir pra cima. Se ficarmos paradas, ela nos engole. E é a gente que vai engolir ela”.


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AUDREY & EMMA, MULHERES COM O DNA DA AUTENTICIDADE 18


#MODA

A diva do cinema no século XX e sua única neta, Emma, ajudam a mostrar que sempre existiram mulheres fortes. Mas, hoje, muitas delas não têm mais medo de serem julgadas por nada: assumem suas verdades. E vestem a moda do seu tempo, da Givenchy aos figurinos sustentáveis do potiguar Geová Rodrigues TEXTO CRISTIANO FÉLIX FOTOS TIAGO CHEDIAK

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Na moda, o adjetivo atemporal é dado aos itens considerados básicos ou aos clássicos. Qualquer das duas características, para ser reconhecida, primeiro precisa encontrar algo em que se enquadre. Não foi assim com Audrey Hepburn. Alta e magra, com 1,70 metro e apenas 50 quilos, a atriz não deveria alcançar um lugar no panteão das divas de sua época. Ela não se encaixava no padrão curvilíneo de Marilin Monroe e Doris Day. E, mesmo assim, conseguiu chegar lá e segue sendo, até hoje, referência de elegância e estilo. A mulher, em sua beleza e posição, passou por câmbios significativos nas últimas décadas. Socialmente, avançamos e muitos direitos foram conquistados ou assegurados. Elas foram as que mais lutaram por esse espaço. Mas não dá para dizer que mudaram. Sempre houve mulheres com espírito aguerrido. O que talvez tenha mudado com esse ganho de território é que, agora, mais se mostram assim. Audrey e sua única neta, Emma Ferrer, são exemplos disso. As duas não chegaram a se conhecer. Filha de Sean Hepburn Ferrer, o primogênito de Audrey, Emma

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nasceu em 1994, um ano depois da morte da avó. Levou tempo, inclusive, para que ela conseguisse conectar a imagem da atriz com a mulher que aparecia nos guardados da família. Do baú de recordações, uma gola rolê que usa inverno após inverno, e um colar com 17 pequenos corações de ouro. “É o bem mais precioso que tenho”, destaca. A joia foi dada de presente pelo pai no seu 17º aniversário. Emma e seu pai estão escrevendo a quatro mãos um novo livro sobre a vida e obra de Audrey. Talvez esse seja – embora possa soar com dicotomia – o mais emocional e racional de todos eles. Explico: a carga afetiva será, sem dúvida, dada pelo filho Sean, enquanto o olhar feminino e de admiração, com um certo distanciamento, será emprestado pela neta. O capítulo moda, por afeição, também deve ser ampliado, já que é comum ao universo das duas. Sobre isso, Sean já escreveu num primeiro livro: “As pessoas falam das roupas de mamãe, de seu porte. Sua elegância não vinha do que se podia ver. Vinha de sua alma”. Qualquer pessoa poderia julgá-lo

por falta de isenção, mas a imagem criada por Audrey também mostra que o vínculo afetivo não traz nenhum prejuízo para a verdade. Outros escritores renomados já atestaram. “Audrey tinha a rara qualidade de ter consciência de quanto sua vida era extraordinária. Isso lhe dava humildade, em vez de lhe subir à cabeça”, publicou Melissa Hellstern, autora da biografia “How to be Lovely” (ou Como ser Amável), sobre Audrey. A vida da diva do cinema, fora das telas, é repleta de cenas e narrativas dolorosas. Nenhuma delas, porém, corrompeu sua integridade. Audrey sofreu quatro abortos, foi traída inúmeras vezes por seu segundo marido, o psiquiatra Andrea Dotti, e o mais chocante: passou apuros, entre a infância e adolescência, quando testemunhou o extermínio de parentes e passou fome. Durante seis anos, na época da Segunda Guerra Mundial, Audrey viveu na Holanda ocupada pelos nazistas. Já adulta e famosa, disse em diversas entrevistas: “Ao ler Anne Frank, me reconheci em seus medos e tristezas.”


Emma, que destaca da filmatografia de Audrey “Cinderela em Paris” (1957), posa no East Village, com roupas do potiguar Geová Rodrigues. Na página ao lado, dos álbuns de família, um passeio da diva com seu primeiro marido, Mel Ferrer e o cão yorkshire Mr. Famous, em Roma, 1960. Na sequência, imagem com crédito AP, de uma prova de vestido no ateliê de Hubert de Givenchy. O longo feito em organza é exclusivo, do ano de 1958.

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MOVIMENTO MÁGICO Quiçá todas essas dificuldades tenham feito ela ser tão cuidadosa com a vida pessoal quanto atenciosa com fãs e a equipe que a cercava. As sequelas físicas também foram inevitáveis. A desnutrição a fez ter problemas com metabolismo durante a vida inteira. Ganhar peso sempre foi uma dificuldade. A forma física e a discrição, porém, atraíram o estilista francês Hubert de Givenchy, que a vestiria por toda a vida. Dentro e fora das telas, sustentava um guarda-roupas elegante. E emprestava movimento às peças que vestia. Muitos atribuem esse “mágico movimento” aos muitos anos de balé. Nos pés, sapatilhas sempre foram mais convenientes. Ajudou, inclusive, a transformar o sapato em uma moda indispensável. Em 1950, o designer Salvatore Ferragamo criou uma em sua homenagem. Apesar disso, “ela nunca foi escrava de tendências”, sustenta a neta Emma, que já definiu o título do seu livro. “Audrey’s Closet” faz uma análise de como a atriz se tornou um dos maiores ícones de estilo no século XX. Pela análise de Emma, o fator principal é que Audrey sabia do que gostava e o que caía bem em seu corpo. Vivendo no East Village, um dos últimos bairros considerados autênticos de Nova York, Emma tem um amigo potiguar que trabalha com moda. Geová Rodrigues, natural de Barcelona, interior do Rio Grande do Norte, é quem assina seu figurino para as fotos que ilustram essa reportagem. Bem distante da Tiffany, na Quinta Avenida, onde Audrey filmou a cena inaugural de “Bonequinha de Luxo”(1961), ele solidificou um trabalho reconhecido internacionalmente e publicado em diversas revistas de moda ao longo das últimas três décadas. Geová trabalha reaproveitando materiais, num alto exemplo de design com sustentabilidade. O ensaio fotográfico é o tipo que Emma gosta de fazer. Ela, que se dedica a escrever e pintar – estudou quatro anos na “The Florence Academy Of Art”, provavelmente a melhor escola de pintura tradicional do mundo –, protagoniza momentos

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assim à medida que os convites de amigos são feitos. “Honestamente, não acompanho a indústria fashion. Eu sei, é uma raridade para alguém da minha idade, com meus antecedentes, vivendo em Nova York e sendo uma manequim. É importante que os estilistas se chamem de artistas, mas que entendam que a peça precisa ser prática. Atualmente, a Valentino (comandada por Pierpaolo Piccioli) faz coisas bonitas. O que Riccardo Tisci criou na Givenchy foi

espetacular”, analisa. Outras várias semelhanças entre elas, sabemos que há. Audrey apoiava causas humanitárias do Unicef, e Emma é porta-voz do UNHCR, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR, sigla em português). Porém, os baús da família prometem ser abertos para revelar muito mais. Falta pouco para descobrirmos. O livro de Emma e Sean tem previsão de lançamento para 2018.

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DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO A extravagante moda dos anos 80 está de volta às passarelas e às ruas. Prepare-se para se divertir com as produções: cores vibrantes, babados e ousadia compõem os looks da estação. Inspire-se em nosso editorial e permita-se reviver as tendências mais fashionistas dos anos 80 no seu dia a dia Modelos ESTER DUARTE, SARAH ARAÚJO, JOÃO BRUNO PEREIRA e PEDRO ALMEIDA Beleza AILTON QUEIROZ Fotos GIOVANNA HACKRADT

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Brinco EXPRESS Blusa KAELE Short saia GROOVY Cinto metalizado BAUARTE

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Camisa ARAMIS Calça AD Sapatênis FREEWAY

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Ela: Blusa LADY ROCK Saia CHEROY Tênis LYND Ele: T-shirt RESERVA Calça AD Bota em couro JOTA PE

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Macacão INSP Colete LADY ROCK Anabela MS SOCIAL

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Bandana BAUARTE T-shirt CONTAGIE Cinto BAUARTE Saia metalizada DIMY

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Bandana BAUARTE Colar EXPRESS Top GULE GULE Blusa em tela GROOVY Short destroyed GROOVY Tênis BEBECÊ

Brinco EXPRESS Vestido CHEROY Bomber jacket INSP Tênis CRAVO E CANELA

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Camisa slim fit DUDALINA T-shirt ACOSTAMENTO Bermuda AD Sapatênis ANATOMIC GEL

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T-shirt ACOSTAMENTO Calça ACOSTAMENTO

Brinco e colar EXPRESS Macacão KAELE Salto CECCONELLO

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T-shirt silk AD Calça destroyed ACOSTAMENTO Sapatênis DEMOCRATA

Bandana BAUARTE T-shirt GROOVY Short saia INSP Anabela CECCONELLO


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LUCAS LUCCO E CATI LAUSER

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POTIGUARES DE

#MODA

ESTILO Anna, Caio e Gabrielle: potiguares da área de cultura e moda contam suas inspirações, apostas e dicas nessa entrevista de estilo e personalidade Anna Conegundes tem 27 anos, é estudante de Design na UFRN e atualmente trabalha com produção de moda, styling e como professora de inglês. Apaixonada por moda, fotografia, música e cinema, ela se destaca pelo estilo único, além de montar looks incríveis para editoriais de moda da cidade. FOTO: IAN RASSARI

Caio Vitoriano tem 39 anos, é designer, professor universitário e coordenador de comunicação do IAP Cursos. O cinema é uma de suas paixões, assim como o desenho e a música, que são grandes influências nas suas aulas e na maneira de se vestir. FOTO: ANA RIBEIRO

Gabrielle Barros tem 26 anos e é formada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRN. Atualmente, tem se envolvido em projetos audiovisuais e teatrais como diretora artística, unindo seus conhecimentos acadêmicos à paixão por moda e maquiagem.

Revista Rio Center: Como você define seu estilo? Anna Conegundes: Eu gosto de conforto. É o mais importante na hora de se vestir, então no momento acho que defino meu estilo como urbano/sport style. Caio Vitoriano: Acho que casual elegante. Existe essa nomenclatura? (rs) Gosto bastante de camisa de tecido de manga longa e t-shirt de rock, mas mesclo com tênis de skate ou sapatênis, jeans e outros acessórios que são mais “descontraídos”. Gabrielle Barros: Previsível, antes de mais nada. Sei as modelagens que eu quero ou não no meu guarda-roupa e raramente fujo disso. Descobri que é melhor ter um estilo sucinto, com várias peças bem selecionadas que eu tenho certeza que vão durar, e me vestir bem. Adoro tons neutros (preto, branco, bege, cinza...) e não sou muito uma pessoa de estampas ou acessórios. Também amo misturar peças esportivas com outras mais clássicas e delicadas. RRC: Onde você busca inspirações sobre moda? Anna Conegundes: Costumo olhar muito o Pinterest, Tumblr e o WGSN, que é um site sobre tendências, não só na moda, como em fotografia e design. Também gostava muito do NY Times por causa do Bill Cunningham, que na minha opinião era o melhor fotógrafo de Street Style do mundo, mas que infelizmente faleceu. Aqui do Brasil, gosto de buscar inspirações em algumas revistas, tipo a Harper’s Bazaar Brasil, Elle e Vogue. Caio Vitoriano: Minhas referências são mais casuais mesmo. Não planejo muito, mas fico atento à moda urbana, camisas de corte elegante e estampas de rock. Gabrielle Barros: Eu acompanho algumas poucas mar-

FOTO: GUSTAVO DANTAS

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Eu gosto de conforto. É o mais importante na hora de se vestir

cas e costumo ser fiel à elas, é basicamente o mesmo princípio que aplico no meu guarda-roupa. Os desfiles das semanas de moda são inspiradores para mim, sempre se pode tirar alguma dica deles e, inclusive, prever as tendências que chegarão nas lojas de departamento. Filmes e séries também acabam me influenciando muito, além disso, o Instagram é uma boa ferramenta pra se informar. RRC: Quem é seu ícone de estilo? Anna Conegundes: Eu não consigo escolher só um, socorro! Eu amo o Jaden Smith, a Willow Smith, a Jordyn Woods e a Rihanna. Caio Vitoriano: Não tenho um ícone, mas um cara que acho estiloso atualmente é o compositor e guitarrista americano Josh Homme (front man do Queens of Stone Age). Gabrielle Barros: Não tenho um ícone hoje em dia. Essa palavra me remete a alguém que te inspira totalmente e que reflete 100% seu estilo. Não consigo mais pensar em alguém assim. Mas eu diria que as pessoas com as quais mais me identifico hoje são: Kim Kardashian, Karol Queiroz e Kendall Jenner. RRC: Qual o item preferido do seu guarda-roupa? Anna Conegundes: Camisetas, amo! Caio Vitoriano: Acho que é um cinto surrado que uso. Gabrielle Barros: Eu adoro duas peças em especial: uma calça social preta que foi da minha mãe e uma camisa social com estampa discreta de penas. RRC: Qual tendência atual você mais curte e quer que continue? Anna Conegundes: O conforto meio que se tornou tendência, né? Há uns tempos, as pessoas se sacrificavam muito para usar coisas desconfortáveis que eram “bonitas.” Hoje está ok usar um look arrumadinho junto com um tênis. Acho tudo relacionado ao sport style incrível! Sempre amei muito, espero que tudo continue assim. Caio Vitoriano: Curto bastante essa experimentação das roupas sem gênero definido. Gabrielle Barros: Decote ombro a ombro! E gostaria muito que a gente não abandonasse a cintura alta nem tão cedo. RRC: E qual tendência já deu o que tinha que dar? Anna Conegundes: Acho que tênis metálicos. Já deu o que tinha que dar, gente.

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Caio Vitoriano: Várias. Nunca curti esse revival da pochete. Gabrielle Barros: Veludo molhado, na minha opinião, jamais deveria ter voltado. RRC: A cor mais presente no seu guarda-roupa é… Anna Conegundes: Rosa, rosé, pink, rosa quartz, todos esses tons. Caio Vitoriano: Varia entre os azuis e pretos. Gabrielle Barros: Preto! RRC: Qual é a sua aposta de tendência para o verão 2018? Anna Conegundes: De cores, aposto na cor Pink Yarrow, que é um rosa bem intenso, e a cor Flame, um laranja bem quente, todas da Pantone. De tendências de roupas, aposto nos babados e look pijama (amo!). Caio Vitoriano: Não tenho uma aposta, mas acredito que as estampas e cores fortes continuam. Gabrielle Barros: Tenho lido por aí que a cintura baixa vai ser a próxima grande tendência a voltar para os nossos armários. Como sempre acontece quando algo “volta”, provavelmente vamos receber uma versão reformulada disso. Talvez o nosso verão absorva essa tendência em shorts e saias... as calças podem esperar! RRC: Qual peça de moda você considera a cara do natalense? Anna Conegundes: Difícil responder, mas tudo relacionado ao tropical. Acho que chinelos e shorts são a cara do natalense. Como aqui é muito quente e hoje o chinelo é sim um item de moda, acho bem a cara do nosso povo. Caio Vitoriano: Acredito que o óculos de sol deveria ser. Gabrielle Barros: Shorts jeans com certeza. É uma peça que passa por quase todas as “tribos” daqui, além de ser adequada ao calor e super curinga. RRC: Na sua visão, a moda potiguar é sinônimo de… Anna Conegundes: Crescimento! Nós estamos crescendo, mesmo que aos pouquinhos. Buscando aos poucos por uma identidade, e isso é muito importante. Já temos produtores locais incríveis, só falta mais incentivo e alcance nacional. Caio Vitoriano: Futuro promissor. Gabrielle Barros: Experimentação. Claro que existe uma boa parte da população que consome moda de uma maneira muito controlada e padronizada, mas eu diria que o natalense está tentando fugir disso cada vez mais. Nunca vi estilos tão distintos pelas ruas como tenho visto hoje em dia.


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SAPATARIA

CHINELÃO ITAPUÃ SAPATÊNIS RAFARILLO MOCHILA CORAMELLA

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CINTO RILDAN CINTO DUPLA FACE OGOCHI BOTA EM COURO JOTA PE SAPATÊNIS WEST COAST DOCKSIDE PEGADA

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RASTEIRA USAFLEX ANABELA STEPHANIE SAPATÊNIS BOTTERO BAÚ EM COURO SMARTBAG

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C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

SANDÁLIA METALIZADA CECCONELLO TÊNIS BEBECÊ SANDÁLIA USAFLEX

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Tempo de leveza

Mais uma vez chegou o verão e as tendências estão quentíssimas. Mas nada de passar calor! As influências campestres desta estação tornam tudo mais leve, como um dia de resort. Escolha as suas peças favoritas e aproveite com muita sombra e água fresca Modelos THAYSA BELLO, LUAN JÁCOME, MIGUEL CORTÉS e ANDRÉIA DIAS Beleza MATHEUS AUGUSTO e THAYGO CARLOS Fotos GIOVANNA HACKRADT


Blusa e calรงa KAELE

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Polo AD Short SAKA PRAIA Dockside PEGADA

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Camisa DUDALINA Short AD


Camisa e bermuda DIMY


Ela: Brinco EXPRESS Vestido CHEROY Sandรกlia BOTTERO Ele: Camisa DUDALINA Bermuda OGOCHI Dockside PEGADA

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Vestido DUDALINA Sandรกlia CECCONELLO Almofadas CORTBRAS

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Esquerda: Camisa ACOSTAMENTO Short SAKA PRAIA Chinelão DEMOCRATA Direita: T-shirt ACOSTAMENTO Bermuda INDIVIDUAL Chinelão ITAPUÃ


Blusa DIMY Colar EXPRESS Short GULE GULE


Blusa ANGEL Calรงa GULE GULE


Camisa AD Bermuda ACOSTAMENTO Chinelão DEMOCRATA

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Macacão CHEROY Colar EXPRESS Anabela STEPHANIE


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UMA MARCA DO GRUPO LUNELLI


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#MODA

TUDO COMBINA COM TUDO A designer de moda Virginia Borges indica como compor diferentes propostas de looks com peças-chave da nossa nova coleção. Inspire-se com as tendências do verão e aposte na versatilidade das produçõesw

Lenço BAUARTE Blusa GULE GULE Calça KAELE Babuche USAFLEX

Item curinga! Com a troca certa das peças é possível reinventar completamente o look

Body GULE GULE Sandália CECCONELLO

Calça alfaiataria GULE GULE Sandália CECCONELLO

Cropped INSP

O cropped deixa qualquer composição mais descontraída!

Minissaia INSP Saia ou minissaia? É só mudar o comprimento que a produção ganha outra proposta!

Macaquinho GULE GULE

Blusa e saia GULE GULE Bolsa em couro SMARTBAG

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T-shirt e bermuda AD Chinelão DEMOCRATA

Calça slim fit DUDALINA T-shirt AD Bota em couro JOTA PE

Bermuda colour AD Chinelão DEMOCRATA

A proposta descontraída do chinelão e da bermuda se transforma com a calça jeans

T-shirt AD

Camisa slim fit DUDALINA Calça OGOCHI Bota em couro JOTA PE

A camisa jeans garante mais seriedade na combinação, mas é só trocar por uma t-shirt para uma ocasião mais informal

Virginia Borges Azevedo é designer de moda graduada pela ESMOD Lyon, criativa por essência e apaixonada por arte. Possui Bacharel em jornalismo pela universidade Potiguar e é mestre em Estudos da Mídia pela UFRN, com enfoque em corpo mídia, antimoda, juventudes e singularidade. Atualmente é coordenadora da Pós-graduação em Cultura da Moda, do Master em gestão e Design de Moda da UnP, professora e coordenadora acadêmica do CST em Design de Moda.

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Tropicalistas

O mar azul, o sol ardente e as estampas tropicais marcam presença nos biquínis, maiôs e bermudas. Palmeiras, flores e estampas étnicas têm lugar privilegiado nas praias, combinadas aos modelos de cortes ousados e os delicados biquínis de lacinho, que deixam as produções cheias de personalidade Modelos DENNISE TAVARES, DEYSE CÂMARA, EVERTON BARBOSA e JEAN ALVES Beleza MATHEUS AUGUSTO e THAYGO CARLOS Fotos GIOVANNA HACKRADT


Camisa AD Short BILU NEW

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Blusa ANGEL Biquíni CIA MARÍTIMA

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Ela: Biquíni e macaquinho CIA MARÍTIMA Saída de praia BALI BLUE Ele: Short AD


Bermuda PENA

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Maxi colete ETTA Colar EXPRESS Biquíni CIA MARÍTIMA

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Bermuda PENA

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Body e vestido CIA MARÍTIMA


Biquíni e blusa CIA MARÍTIMA

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Sunga SPEEDO


BODY CIA MARÍTIMA


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#FITNESS

FÉRIAS EM MOVIMENTO Não existe desculpa para parar de se exercitar durante as férias. Prepare o figurino e o protetor solar que o treino funcional combina perfeitamente com a praia

Quem gosta de manter uma rotina fitness até mesmo em ritmo de veraneio precisa experimentar o treino funcional na praia. Esse tipo de atividade trabalha vários músculos do corpo e combina exercícios associados ao cotidiano: agachar, empurrar, girar, correr, pular. Tudo isso junto ao bem-estar e ar livre que só um dia na praia pode proporcionar. Para Ingrid Kelly Moreira, graduada em Educação Física pela UFRN e coach de Crossfit, o treinamento funcional é uma ótima maneira de aperfeiçoar os movimentos naturais do corpo, corrigir a postura, fortalecer a musculatura das pernas, abdômen e lombar. Ingrid, que pratica treinamento funcional há 13 anos, explica que o exercício também permite uma melhora da coordenação motora, resistência cardiovascular, fortalecimento muscular, ganhos de potência e velocidade. O diferencial do treino fica ainda maior quando praticado na praia. O exercício fortalece a musculatura dos pés e por conta da irregularidade trabalha os proprioceptores da musculatura do corpo, que ajuda na prevenção de lesões. De acordo com Ingrid, o funcional na praia

se torna mais dinâmico e com maior possibilidades de movimentos, o que é mais motivante. Porém deve-se ter cuidado com treinos muito longos, pois a irregularidade da areia pode provocar sobrecarga em um lado do corpo, e em dias muito quentes, a temperatura na hora da atividade pode causar tonturas, enjoos e insolações. Uma das maiores vantagens do treinamento funcional é ajudar nas funções do dia a dia, como brincar com os filhos ou sobrinhos, ter mais disposição pra trabalhar e até mesmo conseguir levantar uma mala pesada, por exemplo. Como consequência de todo esse trabalho, o corpo ganha mais músculos, diminuindo assim a gordura corporal e as taxas do sangue como colesterol e açúcares. Sobre o visual, Ingrid fala que o importante é se sentir bem e confortável para fazer um bom treino. O ideal é apostar em tecidos soltos que ajudam na troca de calor e não bloqueiam a transpiração. Materiais que ajudam na evaporação do suor são os mais indicados, principalmente nos dias de verão e calor intenso. Lembre-se sempre do protetor solar.

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Tal mรฃe: Garrafa e top LIVE! Calรงa com corte a laser LIVE! Tal filho: Regata SPEEDO Short LUPO Coqueteleira LIVE!

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Top e short saia LIVE!


Top, camiseta e calรงa LIVE!


Ele: Regata machĂŁo e short LUPO Ela: Top LUPO Regata nadador e short LIVE!

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Top e calรงa LIVE!

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Camiseta e calça térmica LUPO


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#COMPORTAMENTO

Y OGA ESTILO DE VIDA

TEXTO ADRIANA KELLER

O Yoga convida os interessados aos recantos mais conhecidos e “turísticos”, que são os ásanas (posturas), os pranayamas (respirações) e a conexão consigo mesmo através do relaxamento e da meditação. É uma filosofia de vida, uma escolha simples que desvenda a complexa forma de como usar nosso tempo de existência para uma conduta de crescimento e evolução como seres humanos. Você pode encostar o pé no topo da cabeça enquanto recita o OM, mas se não consegue dar bom dia para o porteiro do seu prédio, você não pratica Yoga. Yoga significa união em sânscrito, essa palavra pode ser interpretada de várias formas e dizer muitas coisas diferentes. Mas, para começar, vamos simplesmente falar sobre a união de nós mesmos, do nosso corpo físico unido e alinhado com nosso corpo energético (nossa vibração, nossa energia) e com o nosso corpo emocional (nossos pensamentos, ações e sentimentos). Qual é a receita dessa união? No corpo físico é fácil. Alimentação saudável o mais natural possí-

vel, exercícios físicos para manter um corpo flexível, articulado, ágil, jovem e com os músculos trabalhados. Talvez 60% das pessoas que você conhece fazem isso. O corpo energético só poderá ser trabalhado se conseguirmos olhar para ele, identificar seus pontos fracos e fortes e para isso será preciso olhar para dentro, observar mais e falar menos, meditar, ativar a concentração, ser positivo nas atitudes e vibrar alegria. Enquanto o corpo emocional é o responsável pelas atitudes agressivas, a falta de ética, os pensamentos maldosos, o julgamento, o ego inflado. E o apego? Ui! Apego às pessoas, às idéias e principalmente às coisas materiais. Essa é a parte difícil do Yoga, o pé na cabeça é para os fracos. Mas, como tudo na vida, basta querer e começar. Marque sua aula de Yoga e trabalhe seu corpo físico, tente melhorar sua alimentação, não é preciso dizer o que é bom ou ruim para o seu corpo, você está cansado de saber isso. Pare 10 minutos por dia para silenciar, para passar um scanner por dentro de si. Comece a deixar de

lado as atitudes menos virtuosas e troque por outras que proporcionem mais o bem-estar do outro e menos o seu. Ceda sua vez. O caminho é longo, tortuoso e cheio de obstáculos, mas vale muito a pena estar nele. Por isso, desejo que você tenha tempo para aprender a deixar entrar o Yoga na sua vida. A hora é agora.

Adriana Keller é paulistana e instrutora de Yoga em Portugal, onde dá aulas na Universidade de Música de Lisboa e em outras escolas da capital portuguesa.

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Larissa veste: Top, blusa e calça cirrê LIVE!

técnicas de respiração (também conhecidos como pranayamas) e a meditação como meus grandes aliados, além de ferramentas fundamentais para uma boa prática. Passei a conectar corpo e mente, ajudando a encontrar o centro de todas as energias que são responsáveis por reger e equilibrar a vida com tranquilidade e positividade. Posso dizer, sem medo de ser piegas, a tão repetida frase: a ioga foi um divisor de águas em minha vida!

Entrevista - Larissa Matos (praticante de yoga há 5 anos) REVISTA RIO CENTER: Como você decidiu começar a prática da ioga? LARISSA MATOS: Foi uma decisão repentina. Eu já havia tentado fazer aulas de ioga muito antes, mas não me conectava e não me via envolvida na experiência. Muitos anos depois, por causa do estresse causado pela ansiedade, a necessidade de “organizar” os pensamentos e com a chegada do meu filho, resolvi

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procurar a ioga de mente aberta, como auxílio para dar um ritmo mais tranquilo à vida. Busquei a ioga para aprender a ter um tempo “só para mim”, me presentear com a minha presença, com o encontro comigo. Quais foram os benefícios que a ioga trouxe para a sua vida? LM: Comecei a ter uma vida mais saudável e em harmonia com meus pensamentos, criando e renovando as energias a cada novo dia. Finalmente aprendi a respirar, o que já era quase um desafio, ao utilizar as

RRC: O que você recomenda para quem quer começar a praticar ioga? LM: O início da prática não é fácil. É importante respeitar os seus limites físicos e psíquicos. Buscar desligar-se dos problemas e da correria da rotina são os maiores desafios. Mas com a prática, começam a surgir descobertas e experiências sobre si que são libertadoras e fazem crescer ainda mais a vontade de estar conectado nesse seu mundo, em conjunto com a energia do universo. É muito importante que a pessoa procure um profissional que tenha uma boa formação, que já vá para a prática com alguma avaliação física ou médica, caso ela tenha alguma limitação, e também que vá de mente e coração abertos, sem a expectativa de ter grande desempenho no início. É um aprendizado que demanda tempo e prática.


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MAKE

UP

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PARA TODAS A beleza da mulher brasileira não segue regras: somos loiras, morenas, ruivas, negras e todas em uma só. A maquiagem também aposta na diversidade e pode ser usada para ressaltar o que temos de melhor. Confira!


#BELEZA

MAQUIAGEM PARA NEGRAS PELE: Comece com um primer para evitar que a pele fique com um aspecto acinzentado. Aposte em um corretivo em tom alaranjado que disfarça imperfeições e ilumina a pele. Uma base oil-free ajuda a manter a uniformidade da pele por mais tempo. O blush bronze ou rosa queimado ajuda a dar um ar saudável de forma natural. DICA! Se você não encontrou uma base do tom ideal da sua pele, vale a pena misturar duas tonalidades aproximadas para encontrar a cor certa. OLHOS: Nas sobrancelhas, use um lápis marrom acinzentado para preencher as falhas e esfume com uma escovinha. A cores mais indicadas de sombra são marrom (em um tom mais claro que a pele), preta, dourado e, para as mais ousadas, verde, azul royal e roxo. BOCA: Uma make do dia a dia fica ainda mais bonita com um batom nude em nuances claros de marrom. Ao apostar nas cores, escolha tons de vinho, vermelho intenso e rosa.

ROZEANE OLIVEIRA, 31 ANOS

BATOM MATTE VULT

PRIMER OIL FREE HD TRACTA

MAQUIAGEM PARA RUIVAS PELE: Se você tem sardas, chegou a hora de abraçá-las! Use um corretivo apenas para disfarçar imperfeições e um pó translúcido para uniformizar a pele. Nada de tentar esconder as sardas com make. Pode apostar no blush pêssego ou rosado para valorizar sua cor natural. OLHOS: Sombras acobreadas, bronzes e terrosas não têm erro. Marrons e dourados também são ótimas pedidas na hora da make. Se quiser valorizar mais o olhar, marque bem o contorno dos olhos com delineador e lápis. Não esqueça da máscara para cílios. BOCA: Os lábios das ruivas ficam lindos com batons de um rosa mais fechado ou tons alaranjados puxados para o vermelho.

BRUNA LEITE,

22 ANOS

DELINEADOR LÍQUIDO À PROVA D’ÁGUA PAYOT

PÓ FACIAL LOOSE POWDER TRANSLUCENT TRACTA

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MAQUIAGEM PARA ORIENTAIS

AKEMI KITAYAMA, 25 ANOS

LAPISEIRA LABIAL VULT

PELE: Tons e cores muito marcados podem ser prejudiciais para a make das orientais, por isso lembre sempre de não pesar a mão e valorizar a sua beleza natural. Uma boa ideia é usar o blush coral na diagonal para criar um efeito alongado no rosto. OLHOS: O segredo é esfumar para valorizar o olhar. Se você quer aumentar os olhos, aposte no lápis preto e lápis branco na linha d’água. Para valorizar o olho puxado, use sombra preta (sombras escuras são as mais recomendadas) no côncavo do olho, aposte no iluminador no canto e o delineador, que faz toda a diferença. BOCA: O contorno é ideal para aumentar lábios mais finos. O gloss também é um grande aliado para deixar a boca mais cheia.

SOMBRA UNO ACABAMENTO MATTE VULT

MAQUIAGEM PARA PELES MADURAS PELE: Antes da make, lembre de usar um hidratante para deixar a pele mais bonita. O segredo é esconder as linhas de expressão mais marcantes, para deixar o rosto mais leve, sem exagerar. Tenha cuidado também para não pesar a mão no pó compacto, quando aplicado por todo o rosto, ele deixa os sinais de expressão ainda mais evidentes. Por isso, deve ser aplicado com a ajuda de um pincel específico e apenas na região T, que geralmente apresenta brilho em excesso. O blush ajuda a dar mais vida à pele. OLHOS: O ideal é optar por sombras de tons neutros. A paleta do marrom, por exemplo, destaca o olhar sem realçar as marcas da idade. BOCA: O lápis delineador labial junto aos batons matte mantêm o desenho dos lábios por mais tempo.

ROBERTA LUCENA, 50 ANOS

LÁPIS DELINEADOR LABIAL TRACTA CONTORNO DOS OLHOS ANTIFATIGUE PAYOT

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#VULTCOSMETICA

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#BELEZA

VERÃO DE CUIDADOS

CHAPÉU MANLY

Shampoo AMEND

Máscara para cabelo AMEND

Leave-in AMEND

Chega o verão e logo pensamos em dias de sol e mar ou piscina. É tempo de aproveitar ao máximo a estação mais quente, por mais que em Natal haja 300 dias de sol por ano. Mas, para viver tudo isso sem problemas futuros ou imediatos, é preciso tomar alguns cuidados. O filtro solar é indispensável, assim como o aumento da ingestão de líquidos. Disso todos sabemos, mas os cuidados não param por aí. Manter pele e cabelo saudáveis exige atenção. Com a ajuda de duas especialistas da área de dermatologia e estética, a Rio Center reuniu dicas de como aproveitar o verão sem prejuízos para a saúde e a beleza. Nossas convidadas são as médicas Danielle Espinel, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia no RN, e a cirurgiã plástica Danielle Gondin.

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DICAS PARA PELE PERFEITA HORA CERTA Comecemos pelo básico: Evite tomar sol nos horários próximos ao meio-dia. Contudo, é válido ressaltar que o sol não é apenas vilão. Se a exposição for moderada e logo após o despertar, podemos acrescentar os benefícios do aumento dos níveis da vitamina D e redução de hormônios relacionados ao estresse, como cortisol e noradrenalina, melhorando o humor.

LIMPE A PELE Se você tem a pele oleosa, adote uma rotina de limpeza adequada ao seu tipo de pele, com produtos específicos. Neste período, o acúmulo de gordura aumenta, e isso pode trazer as temidas acnes. Antes de reaplicar o protetor solar, o ideal é que se limpe novamente a pele. Quanto mais produtos sobrepostos, somando-se à oleosidade produzida pela própria pele, maior o risco de causar problemas por oclusão dos poros. PROTETOR FACIAL DIÁRIO PAYOT

REAPLIQUE O PROTETOR A eficácia do protetor solar é de apenas 2h. Então, se vai se expor ao sol novamente após esse intervalo, reaplique o produto. O filtro solar ainda pode ser associado a outros cosméticos. Um bastante recomendado é a vitamina C tópica, substância capaz de reduzir o impacto dos danos do fotoenvelhecimento. Durante a exposição, a água termal é uma excelente pedida. A ingestão de antioxidantes e alimentação rica em vitamina A também ajuda a manter o viço da pele, além de contribuir com a manutenção do bronze.

INTENSIFIQUE CUIDADOS DURANTE TRATAMENTOS Verão não contraindica tratamento algum, a não ser que o paciente queira se bronzear. Então, seja contra acne – o que inclui o uso de ácidos – ou para tratar manchas ou envelhecimento, a recomendação é dar continuidade aos tratamentos, mas aumentando os cuidados. Se a pele estiver sensível, diminua a incidência dos produtos. Mesmo peelings mais profundos podem ser feitos, com acompanhamento, cuidado e atenção adequadas. Procedimentos estéticos como aplicação de Botox ou preenchimento também podem ser realizados. A única ressalva é para o caso de surgir algum hematoma. Nesse caso, é preciso evitar exposição ao sol.

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CABELO DE PRINCESA Os cabelos – sobretudo os longos – pedem atenção. Parece perseguição, mas toda programação de verão agride um bocado os fios, seja pela ação do sol, do vento, do sal da água ou do cloro. Os recém-descoloridos, defendem as especialistas, jamais devem entrar em contato com a água da piscina ou poderão ganhar um tom esverdeado. Primeiro, restaure o fio. O mesmo deve acontecer antes de entrar no mar. E para enfrentar o sol, aplique produtos que tenham proteção contra os raios solares. Uma novidade é o BB cream capilar, fundamental para manter os fios hidratados e protegidos dos danos solares. Ao chegar em casa, lave e hidrate. No verão ocorre também o aumento da oleosidade na raiz do cabelo e o ressecamento das pontas. Isso ocorre porque o calor estimula a vasodilatação, que é seguida pelo estímulo das glândulas que produzem sebo. Recomenda-se, então, o uso de xampus específicos para o couro cabeludo e outro para as pontas. Evite excesso de lavagens, pois isso estimula as glândulas sebáceas. A alternativa é associar xampu seco para amenizar o aspecto oleoso e manter as madeixas limpas.


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#FÉRIAS

DESTINO DE FÉRIAS COLMEIA CHALÉS Imagine acordar de frente para o mar, rodeado de natureza e tranquilidade. O paraíso perfeito para relaxar está mais perto do que você imagina: Colmeia Chalés. O complexo de chalés fica a apenas 28 km de Natal, à beiramar da Praia de Camurupim, e comporta 11 chalés, com uma ou duas suítes, além de estacionamento privativo coberto e área comum com piscina, lago artificial, churrasqueira, redário, sala de jogos e sala de tv. Os charmosos chalés são completos, com sala, cozinha, varanda e área de serviço, e o café da manhã pode ser servido no chalé ou preparado por conta própria.

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O local Os proprietários do Colmeia, Luiz Afonso e Rosemary Cestari, contam que o local tem um movimento diversificado, sendo bastante procurado por casais e também por famílias com crianças e animais de estimação. Recebem hóspedes em lua-de-mel e já celebraram até casamentos. Seja para quem for, a especialidade do local é servir conforto e sossego. É possível relaxar no chalé ou aproveitar o que a Praia de Camurupim tem a oferecer, como praticar stand up paddle, nadar no mar e ainda conferir as delícias dos restaurantes, com especialidade em frutos do mar. Arrume já as malas e encontre esse paraíso. Boas férias! O Colmeia Chalés fica localizado na Rua Praia de Camurupim, 1608 no município de Nísia Floresta.

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RADAR CULTURAL

#CULTURA

Você conhece a cultura da nossa cidade? Reunimos as melhores dicas para toda a família aproveitar CRIA. MACAXEIRA JAZZ O grupo instrumental potiguar formado por Diogo Guanabara (bandolim), Henrique Pachêco (baixo), Raphael Bender (bateria), Ticiano D’Amore (guitarra) e Marco Antônio da Costa (violão e piano) mistura ritmos estrangeiros clássicos, como jazz, blues e rock, com os regionais choro, samba e baião. O Macaxeira Jazz se apresenta desde 2006 e já contabiliza quatro turnês internacionais, com alcance até o Japão. A novidade para 2017 é o álbum autoral “Cria”, nome inspirado no fato de que quase todos os integrantes tiveram filhos durante o processo de criação das músicas. “Cria” já está disponível na plataforma digital Spotify e para download no site da banda: www.macaxeirajazz.com FOTO: LARINHA R. DANTAS

CABORÉ COLETIVO AUDIOVISUAL O Coletivo Caboré Audiovisual atua na produção de curtas-metragens independentes e projetos voltados ao desenvolvimento do cenário audiovisual potiguar. Criado em 2013, o grupo vem somando produções premiadas, como “Janaína Colorida Feito o Céu”, dirigido por Babi Baracho, “Sailor”, de Victor Ciriaco, além da popular websérie SEPTO, premiada internacionalmente na Argentina e Coréia do Sul. O Coletivo tem o desafio de fortalecer a cena no estado, já promoveu oficinas de produção audiovisual e não para de trabalhar. Ainda em 2017, o coletivo prevê o lançamento dos curtas “Enquanto o sol se põe”, de Márcia Lohss e Vitória Real, “Ainda Que Eu Ande Pelo Vale Da Sombra Da Morte”, de Helio Ronyvon, e a produção do “Sem Retrato e Sem Bilhete”, de Babi Baracho.

FOTO: JOHANN JEAN

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FOTO: RODRIGO SENA

TROPA TRUPE O Tropa Trupe surgiu em 2006 e desde então vem divertindo públicos de todas as idades, jogando com a improvisação e estabelecendo uma grande interação com a plateia. Atualmente é um dos mais respeitados grupos de circo do Nordeste, sendo contemplado anualmente em diversos editais e premiações internacionais e locais. Os artistas estão com apresentações imperdíveis para o mês das crianças. VARIETÉ TROPA TRUPE Dia 06 de outubro, às 19h, no Galpão Tropa Trupe (Av. Campos Sales, 930) A edição acontece toda primeira sexta-feira do mês e transmite o encanto e a magia do universe circense através de números de palhaços, integrados a dança, poesia e audiovisual. A Trilha sonora fica por conta de uma banda ao vivo com artistas convidados. FESTIN – FESTIVAL DE TEATRO INFANTIL DE NATAL De 9 a 27 de outubro, de segunda a sexta, às 15h Auditório do Sesc Cidade Alta O Tropa Trupe estará presente no festival com os espetáculos “Sancho Pança – O Fiel Escudeiro” e “TIC TAC”. SANCHO PANÇA – O FIEL ESCUDEIRO Dia 29 de outubro, às 10h, no Parque das Dunas (Av. Alm. Alexandrino de Alencar) O espetáculo acontece no Bosque Encena e apresenta o palhaço Piruá na pele de Sancho Pança, o fiel escudeiro de Dom Quixote.

COMPANHIA GIRA DANÇA A companhia de dança contemporânea com sede em Natal tem a proposta de ampliar o universo da dança através de uma linguagem própria, utilizando o conceito do corpo diferenciado como ferramenta de experiências. A Gira Dança traz para os palcos bailarinos cadeirantes, com Síndrome de Down ou nanismo e cria novas possibilidades, rompendo preconceitos e instigando os espectadores a repensarem os limites do corpo. A companhia, criada em 2005 pelos bailarinos Anderson Leão e Roberto Morais, apresenta seus espetáculos por todo o Brasil e também internacionalmente, em países como Costa Rica e Alemanha. FOTO: FERNANDO CHIRIBOGA

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www.adlifestyle.com.br

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#ARTE

MOCÓ:

ARTISTA DE CORES, ENTRE UM DESERTO E OUTRO Há q u e m diga qu e se mpre v o lt amo s a o p o n to d e partida para nos encontrar. Mocó cogitou voltar para Natal, mas, por hora, regressou à Califórnia. E abre, em primeira mão, as portas do seu novo ateliê TEXTO CRISTIANO FÉLIX FOTOS KARLA XIMENES

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São seis portas e uma dúzia de janelas. Uma delas, aliás, janelão. É por onde entra a luz necessária para pintar por horas seguidas. O prédio centenário, datado de 1852, virou ateliê. E casa, claro. Na sala principal, as luzes são de quermesse. Fios e mais fios se entrelaçam para conectar dezenas de lâmpadas. Mas elas são apenas um dos muitos elementos da atmosfera lúdica e livre do espaço. “O teto é escuro e, à noite, quando acendemos as luzes, a impressão é de que estamos fora de casa, num pátio”, anima-se Mocó, artista plástico potiguar radicado nos Estados Unidos. Ele acaba de voltar para a Califórnia, depois de uma temporada na Flórida. O casarão foi um achado. É um edifício histórico, um dos mais antigos da América do Norte. As instalações, inclusive, serviram de abrigo durante a Segunda Grande Guerra. Anna Eleanor, esposa do presidente Franklin Roosevelt, passou por lá, num programa de enfermeiras. A foto que registra sua presença está pendurada em uma das paredes do ateliê. “Consegui recuperar essa fotografia nos arquivos da cidade. Vou construindo os espaços aos poucos. Coloquei cortinas de teatro, em veludo vermelho, nas janelas. Tudo aqui vai ser revitalizado. Agora mesmo estou trabalhando e vendendo minhas pinturas para contratar um eletricista”, brinca. Quase duzentos anos atrás, na cidade de Benicia, cidade na região do Condado de Solano, houve um ciclo de riqueza muito grande. Todo o arsenal de guerra americano esta-

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va lá. A cidade foi capital do estado, ainda que por apenas 13 meses, e viveu um hub. Envolvido por essa atmosfera, Mocó passou a estudar mais sobre artistas da região e o Burning Man – festival de contracultura que acontece anualmente no deserto de Nevada desde 1986. É empolgante ver Mocó se contagiar e revelar tantas descobertas. Achados que facilmente ajudam a ligar pontos, nos fazem metaforizar para entender. É como se as janelas do casarão fossem as “janelas de sensações” que ele cria em formato de telas. “As minhas pinturas são grandes porque eu gosto que as pessoas façam parte do cenário. Nesse sentido, posso dizer que sou bem egoísta. Se você tem um Mocó, não quero nenhuma outra pintura por perto”, afirma. Conquistar um espaço de destaque nas paredes não chegou sem trabalho. Mocó é rotineiro: um tipo raro de artista brasileiro. Critica o movimento banal de altos e baixos, o barulho da falta de apoio e o ambiente que facilmente corrompe. Nada de festas e oba-oba. “Em geral, os artistas bebem muito, se queixam que o governo não apoia, a cena artística é um desastre. Virou moda reclamar, mas não deveria ser assim. Alguns amigos questionaram porque eu não interajo ou saí de grupos de WhatsApp, e eu respondo: Gente, tenho de trabalhar! Um artista precisa ser educado, estudar, entender o cenário em que está. É por isso que eu admiro o trabalho de Flávio Freitas e Ana Selma. Eles pensam como eu penso.”

Estabelecer uma rotina, sobretudo quando se trabalha em casa, ele reconhece que não é fácil. Mas segue no intento. Diz que procura acordar bem, tomar café e produzir. No inverno o trabalho é suavizado, já que existe menos luz. Mais uma vez, como se vê, os janelões vieram para somar.

DE REPENTE, CALIFÓRNIA Sair de Miami foi uma decisão com ares de condição. Quando chegou em Wynwood Walls, Mocó ficou animado com o movimento artístico do distrito de arte de Miami e eventos do calibre da Art Basel. Depois, percebeu que as vendas passaram a depender muito do fluxo brasileiro e latino na região, e caíram. Foi quando entendeu que o mercado de lá, embora promissor, estava mais aberto para receber a arte de rua, enquanto ele sempre foi de fine art. Prova dessa predileção por muros é que brasileiros como Os Gêmeos, Kobra e Alex Senna estão por lá. O Fine Art ou Belas Artes sempre foi sinônimo de pintura, escultura, música, poesia, dança, algumas performances de teatro e arquitetura. Nos últimos tempos, a partir do século XX, se abriu e a fotografia produzida por impulso artístico e estético, sem preocupação documental ou comercial, passou a ser inserida nesse status. Telas com impressão fine art também se encaixam nesse contexto. Enfim, houve muitas mudanças nas últimas décadas, inclusive a do estilo Naïf, ao qual Mocó sempre foi


rotulado. Em tradução literal do francês, essa é uma arte “ingênua”, sem preocupações, como o efeito de luz e sombra. “No início, a gente tem uma vaidade e a classificação de ‘ingênuo’ me incomodava um pouco, mas hoje sou orgulhoso disso. Acho que sou um dos percursores do movimento do naïf contemporâneo. O novo layout do mercado de arte abriu espaço para mudanças”, analisa.

ORIGEM E ESTILO

As minhas pinturas são grandes porque eu gosto que as pessoas façam parte do cenário. Nesse sentido, posso dizer que sou bem egoísta. Se você tem um Mocó, não quero nenhuma outra pintura por perto.

O estilo de Mocó é distinto, assim como o surgimento do seu nome artístico. No registro, ele é Rasmussen Sá Ximenez. Na infância passou a ser Mucinho. Ao imigrar para os EUA, passou a sentir um conflito mais forte. Era difícil explicar que um artista brasileiro que vivia nos Estados Unidos tinha nome de um groenlandês. O pai de Mocó, que trabalhava no campo da geologia, admirava o explorador e antropólogo Knud Rasmussen, que em 1902 realizou sua primeira expedição para conhecer a cultura Inuit. Os inuítes são os membros da nação indígena esquimó que habitam as regiões árticas do Canadá, do Alasca e da Groenlândia. “Mocó é um bicho da Caatinga, um roedor muito comum, mas o nome tem um ar meio francês. Também gosto por ser curto. Parece que quando a gente encontra o pseudônimo, se encontra no personagem. Mas no início eu sofria muito. Ia tomar banho e chorava, era como sair do armário”, lembra. Voltando ao estilo, a linguagem visual de Mocó tem um tanto de naïf, mas ele capturou uma percepção diferente de luz e cor. Além disso, os personagens parecem ter saído de um cordel. Apesar do tom divertido, a acidez da crítica social está sempre retratada. “Eu nunca vou deixar de me inspirar no meu Seridó. Aqui na Califórnia é deserto, algumas características são bem parecidas, como a intensidade da luz. A diferença é que existem quatro estações bem definidas. Continuo com meu estilo brasileiro de ver as coisas. É como Picasso, que morava na França e sempre pintou de um jeito muito espanhol”, compara.

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A classificação de ‘ingênuo’ me incomodava um pouco, mas hoje sou orgulhoso disso. Acho que sou um dos percursores do movimento do naïf contemporâneo.

O AMOR PELA MESA Nessa ideia de fazer o espectador entrar na tela, Mocó pinta ambientes inteiros. As mesas estão sempre presentes na sala. São redondas quase sempre. E com garrafas de vinho sobre, pode perceber. Esse quiçá seja outro ponto curioso para registrar sua transformação em artista ou no artista que é hoje. Rasmussen estudou economia, geologia, foi assessor parlamentar de ministros até que resolveu estudar gastronomia em São Paulo. Já nos Estados Unidos, foi contratado pelo “restaurante dos sonhos”, com duas estrelas Michelin e salão frequentado pelo ator Robin Williams e o músico Tom Waits. Nas horas livres, ele pintava. E quando se deu conta, o hobby tinha virado trabalho. Passou a se dedicar mais, até que foi convidado a expor. “Eu não era o artista principal, mas minhas cores e a forma do meu trabalho chamaram a atenção dos críticos. Uma semana depois, uma

pessoa chegou na minha casa para comprar uma tela. A pintura passou a pagar minhas contas e quando me dei conta, estava cheio de tintas e pincéis”, lembra. Por uma associação emocional com a cozinha, as mesas estão presentes. “É o componente que atrai pessoas. Mesa é espaço de reunião, celebração. As garrafas entraram naturalmente, mas eu também tive um estalo comercial. Aqui onde moro existem muitos vinhedos. Certa vez coloquei uma Lagunitas – rótulo de cerveja – em uma Santa Ceia, o pessoal ficou sabendo, comprou o trabalho e colocou na fábrica. Eu vi que o lance com a bebida tinha dado certo”. Outros elementos podem e surgem a qualquer momento. As formas são estudadas numa espécie de atlas para pintores, recomendada pelo artista. Trata-se do “Picture Book”, de John Derian. “Tenho consultado muito esse livro e acho que todo

artista deveria ter como referência. É cheio de desenhos em grande formato, detalhados. Tem de tudo, de flores a insetos. Comprei por cerca de 30 dólares”, diz. No Brasil a edição sai por R$ 191, no mesmo site usado por Mocó. Por falar em outros elementos, artistas brasileiros também podem esperar por outro ensinamento. É que antes de montar o novo ateliê na Califórnia, Mocó pensou em voltar para Natal e adotar um casarão na Ribeira. Por causa do conturbado momento político e econômico, foi desencorajado por amigos. Mas todo o estudo sobre como gerenciar o processo de abertura de um espaço cultural deve ser disponibilizado em vídeo. O projeto de Mocó ainda inclui a meta de realizar uma exposição por ano. Itinerante, de preferência. A primeira dessa nova safra deve vir para o Rio Grande do Norte até o próximo ano. Aguardemos, pois.

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#CASA&DECOR

DECORAÇÃO VERÃO 2018

Do litoral norte ao litoral sul, as famílias potiguares gostam mesmo é de aproveitar o verão com tranquilidade e conforto. As arquitetas Sylvia Furtado e Helena Rêgo, da Coruja Arquitetura, contam dicas e tendências de decoração para usufruir o melhor das casas de praia Revista Rio Center: Quais você diria que são as tendências de decoração para o Verão 2018? Coruja Arquitetura: O rosa vem com tudo, não apenas em paredes, mas como em objetos e até em móveis. A cor tem como o seu maior representante o flamingo, que é a cara do verão. Os elementos naturais como madeira bruta e pedras naturais também estão em alta. Revista Rio Center: Qual a diferença entre um projeto de moradia convencional e um projeto de casa de praia? Coruja Arquitetura: Digamos que a maior diferença está nos acabamentos propostos, já que no que se diz respeito à elaboração, a função e a harmonia norteiam o projeto. Revista Rio Center: O que é indispensável no projeto de uma casa de praia? Coruja Arquitetura: Uma boa ventilação, muita cor e conforto. Revista Rio Center: Como integrar natureza e arquitetura no projeto? Coruja Arquitetura: Com espaços amplos e integrados. Também é permitido usar e abusar do verde. Revista Rio Center: Quais são os materiais mais usados nos projetos de casa de praia? Coruja Arquitetura: O destaque vai para a madeira e também é interessante recorrer a pisos frios no acabamento da casa. Revista Rio Center: Quais são os cuidados de manutenção e preservação com a casa de praia? Coruja Arquitetura: O calor e a maresia exigem cuidados específicos e constantes, por isso é importante pensar em materiais de fácil manutenção e evitar ao máximo o ferro no projeto. O ideal é investir em materiais resistentes como o madeira, PVC, alumínio e concreto.

Arquitetas por coração, formação e vocação. Sylvia e Helena se conheceram em 2008 na faculdade de Arquitetura e juntas há quase 10 anos fazem Coruja Arquitetura. Um escritório que tem como especialidade fazer casas com cara de casa, que trazem a personalidade de quem mora.

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Almofadas CORTBRAS Urso mãe e filho AILTON DESIGNER Pote MABRUK Vaso SANTA CECÍLIA Pinha CASA BONITA Caixa para bijuterias LIMOEIRO

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SUA CASA, SUA PRAIA Em clima de veraneio, convidamos arquitetas para decorarem ambientes de casas de praia com os produtos do nosso setor de Casa & Decor. O resultado são ambientes coloridos e descontraídos, com aquele charme e aconchego especial que só a praia consegue ter

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Cuidadosas, detalhistas e super comprometidas, as arquitetas GRACITA LOPES e SHEILA LOPES são formadas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e sabem como valorizar as ideias e expectativas dos clientes. Uma abordagem que nem sempre conduz pelos caminhos mais simples, mas certamente contribui para que cada projeto seja único.

Vasos MABRUK Vaso ikebana CHALÉ KALÉ Potes MABRUK Vasos BTC Abajur 5L TREVISAN

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Petisqueira 3 bowls BTC Boleira BTC Cachepot em cerâmica BTC Faqueiro 24 peças BTC Pote (tampas azul e laranja) LOJSNOVI Pote (transparente) LOJSNOVI Caixa abacaxi ENTRECASA Tigelas OXFORD Lugar americano COPA&CIA Kit guardanapo amarelo COPA&CIA Kit guardanapo listrado COPA&CIA Kit argolas para guardanapos com 4 peças COPA&CIA Jogo de taças MIMO STYLE Torradeira linha color CADENCE Cafeteira linha color CADENCE Galhos de samambaia CHALÉ KALÉ

Arquitetas por coração, formação e vocação. SYLVIA e HELENA se conheceram em 2008 na faculdade de Arquitetura e juntas há quase 10 anos fazem Coruja Arquitetura. Um escritório que tem como especialidade fazer casas com cara de casa, que trazem a personalidade de quem mora.

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O amor

CAMISOLA PAULIENNE PIJAMA EM MICROFIBRA MODO AVIÃO

está no ar

Para celebrar o amor no dia a dia do casal, entram as cores vermelho, azul-marinho e branco, com estilo romântico, valorizando os clássicos e sem medo de ser feliz. Afinal, amar nunca sai de moda 117


PIJAMA EM VISCOSE MODO AVIÃO JOGO DE CANECA ROJEMAC

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SHORT DOLL COLEÇÃO EXCLUSIVA ANA HICKMAN BY RECCO COLCHA CASAL COM 3 PEÇAS EM 200 FIOS SCAVONE

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CUECA BOX CALVIN KLEIN COLCHA 2 PEÇAS 200 FIOS SOLTEIRO SCAVONE

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SUTIÃ E CALCINHA VALISERE COLCHA 2 PEÇAS 200 FIOS SOLTEIRO SCAVONE

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#CASAMENTO

Meu

dia de

noiva TEXTO ANDRESSA CASTRO FOTOS WELLINGTON FUGISSE

Minha história com Vicente Neto começou na UFRN, em uma aula de dança de salão. Não aprendemos a dançar, mas encontramos um amor, que começou despretensiosamente e se consolidou durante nossos dias juntos. Mudamos muito durante o namoro: de faculdade, de emprego, de esporte e hobbies, mas permanecemos juntos, levando as mudanças com bom humor e companheirismo. O pedido de casamento foi surpresa, no aeroporto de São Gonçalo, quando completamos dez anos de namoro. A partir de então, começamos os preparativos e casamos um ano e meio depois. Minha mãe teve um papel fundamental, pois me ajudou a organizar e a financiar esse sonho. A sugestão de deixarmos a lista de casamento na Rio Center foi dela, decisão que nos garantiu mais variedade na escolha dos presentes e também mais praticidade aos convidados.

O GRANDE DIA Optei por não reservar dia de noiva nos salões badalados da cidade, como haviam me recomendado. Mantive a parceria com a minha cabeleireira de confiança, Aninha Araújo, que foi arrumar a mim e a minha mãe na suíte de hotel que havíamos reservado para a noite de núpcias, o que permitiu descontração e leveza antes do casamento.

IGREJA A cerimônia religiosa foi na Igreja Bom Jesus e foi emocionante ver os que mais amamos reunidos, uma enxurrada de amor emanando dos nossos amigos e familiares. Fizemos nossos votos, o que deu um tom pessoal à cerimônia e foi muito especial. Estávamos muito felizes.

RECEPÇÃO A recepção foi no Versailles, que estava lindo: decoração clássica e romântica, com flores brancas, muito verde e muitas luzes. Tiramos algumas fotos, fizemos uma pausa para jantar, descemos para o salão, dançamos uma música só nós dois, agradecemos e então caímos na festa. Foi incrível juntar nossas famílias e diversos grupos em um só lugar, ao nosso redor, celebrando nosso amor.

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5 DICAS PARA O CASAMENTO DOS SONHOS 1 bre vocês e seus gostos. Nós opFaçam escolhas que falem so-

tamos por tapete verde na igreja e uma decoração rica em folhagens, porque representava nossa relação com a natureza.

2 çam vocês se sentirem à vontaContratem profissionais que fa-

de. Alguns noivos ficam tão nervosos no dia que não aproveitam o casamento. Deem preferência aos profissionais flexíveis e dinâmicos. Nós contratamos: Cybelle Parente como cerimonialista e Wellington Fugisse na fotografia. Valeu a pena! um padre ou cele3 Escolham brante que esteja de acordo com o que vocês acreditam e sentem, que permita o que vocês desejam na igreja (alguns padres fazem restrições de músicas e decoração). Escolhemos o Padre Valtair, da paróquia de São Camilo de Lelis.

4 seus corações. Elas são muito im-

Escolham as músicas que tocam

portantes e modulam o momento.

5 tante é o amor. Não desperdi-

Lembrem-se que o mais impor-

cem tempo demais nas fotografias. Não se estressem com os imprevistos. Rezem, dancem, recebam seus convidados, comam, bebam, abracem as pessoas que vocês mais amam e recebam toda energia boa que delas emana.

DICA DE OURO Por que a Rio Center é ótima opção para lista de casamento?

“O ponto forte é a variedade, pois a loja oferece não apenas produtos de cozinha, mas também roupas de cama, mesa, banho e muito mais, favorecendo a melhor combinação para cada casal. Nós, que gostamos de viajar, pudemos escolher, por exemplo, malas de viagem.”

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A exclusiva tecnologia SoftMax consiste em adicionar ar entre as fibras do algodão. O processo acontece em máquinas italianas de última geração e garante uma toalha com muito mais fofura, volume e absorção.

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#CASAMENTO

NAS MÃOS CERTAS

TEXTO TALLYSON MOURA

No dia do casamento, a regra para noivos é uma só: aproveitar. Cuidar dos detalhes virou missão para profissional, num mercado que se mantém aquecido pela experiência e criatividade Engana-se quem pensa que casar saiu de moda. Os matrimônios estão em alta, e seguem mantendo aquecido um mercado que está em plena expansão: produção de eventos e cerimoniais. Certos de que querem viver um dia inesquecível e agradável, e não só oferecer um momento de diversão aos convidados, os noivos passam para as mãos de especialistas a responsabilidade com cada detalhe da cerimônia e festa, com a garantia de que tudo dará certo - do começo ao fim. A organização do grande dia começa com bastante antecedência. A busca por este especialista com experiência e boas referências é um dos primeiros passos. A partir dali, o sonho começa a se concretizar como um grande quebra-cabeça no qual cada peça tem o seu papel. Do maquiador da noiva ao operador de luz, todos têm um peso sobre o resultado final e reuni-los é um desafio para o produtor. “É de responsabilidade minha que o resultado seja satisfatório, e isso se dá com o compromisso de todos os prestadores de serviço. Pra isso, exis-

te um cronograma de montagem de eventos, e todos devem estar conscientes dos seus horários e seus limites, para que possam entregar a tempo aquilo a que se dispuseram”, explica Markus Guedes, que trabalha há 10 na gestão de casamentos, e enxerga a comunicação como algo fundamental para o sucesso de um evento. Para que tudo dê certo, além da escolha de bons prestadores de serviço e que trabalhem em sinergia, é importante fundir a experiência do produtor ao sonho de quem está casando. “O evento tem que ter a cara, os conceitos, os pensamentos e os sonhos dos noivos. É muito importante a junção entre quem produz a festa e quem está casando”, destaca Chrystian de Saboya, que já trabalha com eventos há nada menos que 25 anos. Ele acrescenta que é fundamental ao produtor conhecer os melhores locais, os melhores profissionais e até lojas bacanas da cidade onde podem ser deixadas as listas de presentes. “Organização e planejamento são as palavras-chave para êxito na

execução de tudo”, assinala Cláudio Paiva, da Nobres Cerimoniais, que percebe um aumento no número de opções para os noivos. “Os modelos engessados deram espaço para a criação, ousadia e tipos de emoções diversificadas”, continua. Dentro da lógica de que nem sempre o mais caro é o melhor, ele pontua ainda que é possível encontrar os profissionais certos por preços acessíveis. E é essa possibilidade, defende Kamilla Farias, da Sonhos Cerimonial, que tem conseguido manter este mercado em alta. “O segmento de casamento é um dos setores que mais se expande e movimenta a economia brasileira. Entre 2016 e 2017, nos deparamos com um cenário econômico de muita turbulência, porém em meio a tudo isso, os noivos estão se adaptando, reduzindo custos, lista de convidados, para não adiar ou deixar o sonho de lado”. A Sonhos Cerimonial está no mercado de eventos desde 2010, mas – na linha inversa de outros cerimoniais - já nasceu voltada para matrimônios.

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Luciano Almeida produz alguns do eventos da sua casa, o Olimpo. Markus Guedes e Chrystian de Saboya são produtores experimentados, com mais de uma década de trabalho no ramo. Além deles, Kamilla Farias tem uma empresa especializada em cerimoniais.

PRESENTES: O LOCAL CERTO FAZ TODA DIFERENÇA A lista de presentes é item relevante do casamento e requer atenção para alguns detalhes. Mesmo ficando mais a cargo da noiva, os produtores de eventos sugerem alguns cuidados para que tanto os convidados quanto os presentados fiquem satisfeitos ao final de tudo. Escolher um local que ofereça uma grande variedade de produtos, com preços diversificados e que possibilite boas condições de créditos no caso de troca é fundamental. O produtor Luciano Almeida explica que, escolhendo o lugar certo, os noivos podem montar uma lista não focada necessariamente no que eles desejam para a casa, mas focada em encontrar diferentes valores financeiros. “Deste modo, seus convidados terão a comodidade de comprar o presente dentro de suas condições e sentir que estão dando aos noivos o que eles querem. No final das contas, esta lista vai virar um grande crédito financeiro para troca, e aí sim eles vão ficar com o que realmente querem”, afirmou. “A noi-

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va inteligente deixa a lista em lojas com maior variedade de produtos. Quanto mais coisas tiver nessa megastore, por exemplo, melhor para a noiva no ato de troca porque ela vai ter mais opções”, continua. Já em relação à escolha do presente pelo convidado, Luciano põe fim ao que chama de “gafe de etiqueta”. Ele assinala que, de forma alguma, o grau de intimidade deve determinar o valor do presente. Este pensamento errado assustou por muito tempo padrinhos e madrinhas. “A qualidade do presente deve ser mensurada pela capacidade financeira de quem presenteia”, destaca. Do mesmo modo, o convidado é livre para comprar o presente fora da lista. Isso é comum quando se quer dar algo mais valioso ou com uma pegada muito individual. Mesmo assim, ele alerta para escolha certa do local de compra. “Todavia, é fundamental que se dê o presente de algum local que a noiva possa trocar ou creditar, porque aí o presente não vira um engodo caso ela não goste”.

DELIVERY Na Rio Center os noivos têm a comodidade de receber os presentes em casa, sem custo adicional


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LA BICICLETA CAFETERIA

O espaço criado pela arquiteta Helena Rêgo funciona no 1º piso da Rio Center Megastore

Com a proposta de receber pessoas em um lugar aconchegante e informal, a arquiteta Helena Rêgo teve a ideia de criar a La Bicicleta Cafeteria, um lugar especial para bater papo e apreciar um delicioso café. Através de um desejo do grupo Rio Center para servir aos seus clientes com mais conforto e charme no espaço da Megastore, o Café foi inaugurado em março de 2017, no 1º piso da loja, completando hoje cinco meses de satisfação e sucesso. A paixão pela arquitetura e por um bom café fica evidente na decoração charmosa e no nome do lugar. “La Bicicleta” é um partido arquitetônico voltado para o tema da mobilidade urbana, pois a bicicleta transforma o ambiente urbano ao unir diversos pontos e integrar o cidadão à cidade. Esse conceito resulta em um local

agradável, com estilo despojado e gostoso de vivenciar, assim como o ato de apreciar um bom café. A La Bicicleta oferece um cardápio diversificado recheado de iguarias: cappuccino, chocolate quente, bolos, salgados, e claro, um delicioso café espresso preparado com carinho. Além disso, os clientes da loja podem desfrutar de um espaço com mobiliário e instalações pensados especialmente para o bem-estar. Afinal, aproveitar as coisas boas da vida, conversar com amigos e ter um momento agradável no seu dia são as maiores propostas da cafeteria. *A La Bicicleta Cafeteria está localizada no 1º piso da Rio Center Megastore, na Avenida Antônio Basílio. É aberta de segunda a sexta, das 10h às 20h.

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#GASTRONOMIA

PATRIMÔNIO IMATERIAL DO RN

Natal tem uma gastronomia de alta qualidade, com história e sabores típicos da nossa terra. Mesmo com as novidades em restaurantes, o potiguar não esquece as origens, principalmente quando se trata de um dos pratos mais conhecidos e amados da cidade: a ginga com tapioca

A COMBINAÇÃO PERFEITA Tem quem diga que ginga com tapioca tem gosto de infância, tem quem ame combinar o prato com cervejinha gelada na beira da praia e que não existe petisco melhor na culinária potiguar. A verdade é que a ginga com tapioca é tão a cara da cidade de Natal que foi considerada Patrimônio Imaterial do RN. Para quem não conhece, o prato consiste em um espeto de pequenos peixes, chamados de ginga, envolvidos em fubá, depois fritos com o óleo de dendê bem quente e servidos com tapioca. Toda essa história começou com Dona Dalila e Seu Geraldo, na praia da Redinha. Eles foram os primeiros a decidir preparar a ginga como alimento, pois pelo seu tamanho ela era desprezado pelos pescadores. Foi só temperar, fritar, usar como recheio na tapioca e o sucesso foi certeiro. Hoje quem dá continuidade ao trabalho de Dona Dalila é Ivanize Januário e sua filha Sandra, que comandam o boxe 13 no Mercado da Redinha. Desde então, a ginga com tapioca se popularizou e se espalhou pelos quatro cantos da cidade, com várias versões e preços, chegando até um dos melhores restaurantes da cidade, a tapiocaria Casa de Taipa.

FOTOS CEDIDAS PELA CASA DE TAIPA

CASA DE TAIPA O estabelecimento dos proprietários Dúnia Milagres e Maurício Manzano existe desde 2001 e foi batizado com o nome Casa de Taipa para exaltar a cultura nordestina. Com produtos de qualidade, ambiente diferenciado e bom atendimento, a tapiocaria atrai clientes natalenses e principalmente turistas, que buscam apreciar os mais de 30 sabores diferentes de tapioca oferecidos pela Casa, sendo carne de sol o mais pedido. É claro que neste cardápio não poderia faltar a famosa ginga com tapioca. Para ir além do convencional e honrar um dos pratos mais populares e famosos da gastronomia da nossa cidade, a Casa de Taipa decidiu impressionar no sabor e apresentação da ginga com tapioca: foi criado um molho para acompanhar, além de uma dose de meladinha (cachaça com mel de engenho), tudo isso servido em um bonito prato de madeira. O segredo, conta Dúnia, é manter o padrão de qualidade, usar produtos frescos e estar sempre atento às críticas, buscando novas combinações, mas sempre com o toque regional. Afinal, a atmosfera da casa e o cuidado com o prato tornam a experiência de comer ginga com tapioca algo único, principalmente para quem está visitando Natal pela primeira vez. Um prato feito para se sentir em casa.

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#GASTRONOMIA

RECEITA DE BRIGADEIRO DE BANANA

por Priscilla Goes

A receita de brigadeiro de banana é fácil e vai agradar toda a família. Convide as crianças para serem assistentes na cozinha e a diversão estará garantida

BRIGADEIRO DE BANANA INGREDIENTES 3 bananas maduras 1 lata de leite condensado 1 lata de creme de leite 1 colher de chocolate em pó 1 colher de manteiga sem sal Queijo de manteiga ralado Canela a gosto MODO DE PREPARO Frite as bananas com a manteiga. Em seguida, acrescente o leite condensado, o creme de leite e o chocolate. Quando estiver desgrudando da panela, está pronto. Finalize com o queijo de manteiga e a canela. Bom apetite!

PRISCILLA GOES Priscilla Gois é do Rio Grande do Norte e já comandou diversas cozinhas em Natal. É gastróloga e trabalha profissionalmente como cozinheira há dez anos. Como empresária, comandou o restaurante Horta e Trichefs. Atualmente trabalha no Espaço Casa Gastronomia, com eventos, jantares harmonizados e temáticos e com consultoria.

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Vem, férias! Os looks dos pequenos e pequenas são como a estação do sol: coloridos e leves. É necessário muito conforto para que aproveitem ao máximo todas as brincadeiras dessas tão desejadas férias

Arco ANA MARIA Conjunto PETIT CHERIE Sandália ORTOPÉ

Vestido VIDE BULA Sapatilha PAMPILI

Arco SARAH KALLEY Macaquinho LILYSKY Sapatilha BOTTERO

Vestido MOMI Tênis com led e rodinha PAMPILI

Arco ANA MARIA Conjunto VIC&VICKY Rasteira CECCONELLO

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Camisa e t-shirt MARISOL Bermuda BROS Sapatênis KLIN

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Polo BANANA KIDS Bermuda COLCCI Sandália KLIN


Ela: Arco SARAH KALLEY Conjunto VIC&VICKY Sandรกlia MS CONFORT Ele: Camisa e calรงa OGOCHI Dockside GAMBO

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Esquerda: Vestido PETIT CHERIE Tênis GAMBO Direita Conjunto PETIT CHERIE Tênis BEBECÊ


Arco SARAH KALLEY Conjunto PETIT CHERIE Patins BEL SPORTS

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Vestido VIC&VICKY Tênis KLIN Mochila PAMPILI

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Arco ANA MARIA Vestido PETIT CHERIE Tênis PAMPILI Arco ANA MARIA Vestido PETIT CHERIE Sandália BOTTERO


Arco SARAH KALLEY Vestido LILICA RIPILICA Rasteira GAMBO Arco ANA MARIA Vestido em neoprene VIC&VICKY Sapatilha GAMBO

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Conjunto MARISOL Sapatênis PASSO LEVE Arco ANA MARIA Conjunto LILYSKY Sapatilha GAMBO Conjunto BROS Sandália TIGOR T TIGRE

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Ele em cima: Polo OGOCHI Calça slim fit OGOCHI Tênis KLIN E ele na direita: Conjunto COLORITÁ Sandália TIGOR T TIGRE

Ele na esquerda: T-shirt ACOSTAMENTO Bermuda OGOCHI Sapatênis ORTOPÉ Ele em baixo: T-shirt ACOSTAMENTO Bermuda COLCCI Sapatênis GAMBO

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Modernos e estilosos com luzinhas divertidas!

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MÃE DE 5 TEXTO TALLYSON MOURA FOTOS GIOVANNA HACKRADT Embora pareça clichê, a maternidade traz um novo sentido para a vida da mulher. É o que fala as que já passaram pela experiência, e ninguém duvida que seja verdade. Acontece que com a chegada dos filhos, as prioridades mudam, e até o que parecia inicialmente um projeto gigantesco, torna-se pequeno perto da missão de alimentar, proteger, educar, amar e tudo o mais que possa existir entre o existir e o continuar existindo em outro corpo.

A jornalista Michelle Rincon, 40 anos, integra o grupo de mulheres que viram a vida mudar após o primeiro filho. Mas, para ela, o projeto de ser mãe sempre foi superior a todos os outros – mesmo diante do jornalismo, uma grande paixão. “Tem mulher que sonha em ter uma carreira, casar, constituir família e ter filhos, nesta ordem. Meu sonho era ter filhos. Eu acho que talvez por isso, eu tenha tido tantos”, revela. Michelle é mãe de cinco! “Quando

Planejados e muito esperados, Bruno, Beatriz, Rafaela, Nathalia e Enzo se somam no maior projeto da jornalista Michelle Rincon: a maternidade falo, o pessoal fica meio pirado. Ninguém diz ‘poxa que legal’”, comenta. É bem comum as pessoas acharem que ‘escapou’, que foi sem querer. “E não foi assim! Todos os cinco foram super planejados, super esperados”, afirma. O susto das pessoas é ainda maior porque, paralelamente à maternidade – e não antes –, Michelle conquistou o sucesso profissional. Uma das jornalistas mais conhecidas do Rio Grande do Norte, já com 20 anos de trabalho nos

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maiores veículos de comunicação, ela é a responsável por coberturas de grande destaque, incluindo participações nos telejornais nacionais da Rede Globo. A sensação, descreve, é como se as pessoas achassem que “tudo bem ter muito filhos”, mas ter filhos e uma rotina produtiva fora de casa fosse algo impraticável. Porém, Michele, com doçura e tranquilidade, mostra que é possível dar conta. Ninguém se engane com o texto inicial e acredite que é fácil ter essa jornada. Michele classifica como um desafio constante. E o momento mais difícil, conta, é quando se passa a lidar com formação de personalidade e de valores. “A gente vive numa sociedade em que as coisas estão se processando de uma forma muito rápida. E o tempo passa muito depressa. Em que momento que eu vou ter o contato com eles para saber como eles estão, com que estão andando, o que estão pensando, o que está deixando eles pirados, tranquilos, ansiosos, angustiados?”, questiona. A pergunta é retórica, com resposta imediata. “Sempre tem espaço. Tudo é questão de a gente priorizar”. A maternidade é um projeto que não expira nem tem intervalo. Ele tem sido executado diariamente em tempo integral, desde que, aos 21 anos de idade, ela teve Bruno, o filho mais velho, hoje com 16 anos, fruto do primeiro casamento. Michele chegou à afiliada da Globo no estado, pouco antes disso, contratada como repórter. Levar informação ao público e ser mãe, foi algo que ela sempre conciliou. Depois do primogênito, foram três gravidezes – uma das gêmeas Beatriz e Rafaela, 14 anos) –, a de Nathalia, 4, e o ciclo foi encerrado com o pequeno Enzo, hoje com um ano de idade. O segundo menino do time é capricorniano, assim como o irmão mais velho. Aliás, não é por serem mais velhos que alguns filhos demandem menos atenção. Pelo hábito da repetição, Michele sabe muito bem cuidar de criança, ao passo que a adolescência é uma etapa ainda em descoberta. “Vou construindo espaço s e me preparando também. Aí vejo o melhor momento, e chamo para conversar”, revela.

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Tem mulher que sonha em ter uma carreira, casar, constituir família e ter filhos, nesta ordem. Meu sonho era ter filhos.

uma surpresa”. E foi assim que veio o número cinco do time de basquete, como ela mesma brinca. Após último parto, a sua obstetra, ainda na mesa de cirurgia, disse: “Olha, o útero ainda está bom. Se fizer um parto programado dá para ter mais um’. Eu quase que respondi: “Então, não ligue agora não’”, recorda. Michelle poderia ter o sexto, o sétimo... e uma coisa é certa: ela iria amar. E não é que ela sinta a necessidade de reviver alguma fase específica da maternidade: ver a barriga crescer ou ter bebê em casa. É uma questão bem mais ampla e que lhe enche os olhos só em falar. “É o prazer de ser mãe como um todo, como uma dádiva, como um presente”.

DIVIDINDO TRÊS POR CINCO A maternidade de Michelle tem mesmo um laço forte com o jornalismo. Foi durante uma cobertura, no início da carreira, que ela conheceu o pai dos primeiros filhos, o empresário Silvio Bezerra. Casaram-se e, um ano depois, tiveram o primeiro. No projeto do casal, três era um número ótimo. A conta, entretanto, fechou antes do esperado. A segunda gestação foi de gêmeos, como sonhava Michelle, mas isso despertou a vontade de ter mais filhos que o planejado inicialmente. “A gente sempre pensava em três filhos. E na minha cabeça, três filhos significavam três gravidezes. Quando a gente atingiu a meta dos três filhos já na segunda gravidez, eu fiquei com um sentimento de que estava faltando alguma coisa”, lembra. Esse desejo ficou adormecido por quase uma década, e voltou somente quando Michelle reencontrou com seu primeiro namorado, Vinicius Mello, cinco anos após se separar do primeiro esposo. Ele estava no Rio Grande do Sul, ela no Rio Grande do Norte, mas não custou a ele vir para Natal encontrá-la. “Aí veio a Nathalinha, ótima, desenrolada, esperta, mas...”, brinca, antes de completar: “Que tal se eu tiver mais um filho?! Mas agora quero fazer

Na licença maternidade de Enzo, Michelle iniciou um novo projeto que integrava mais uma vez sua profissão com a maternidade. Atendendo a uma sugestão dos filhos, criou o canal no Youtube “Mãe de Cinco”, onde divide, com uma linguagem bem menos formal que a da TV, experiências e informações que considera relevantes para outras mamães. Acima da vontade de informar, entretanto, ela enxergou na plataforma uma oportunidade de se aproximar dos filhos mais velhos, muito conectados à internet. “Bia que fez o primeiro vídeo, filmou, dirigiu. E isso acabou criando uma conexão maior, com a crianças, e um desafio para uma linguagem mais coloquial no jornalismo, que é o que a gente está buscando para a TV”, revela. Atualmente, o canal tem atualizações mais esporádicas, porque, ao voltar ao trabalho, ficou difícil conciliar tantas funções. “Não queria ser uma mãe de cinco no canal e uma mãe ausente em casa. Acho que em tudo, a gente tem de ter autenticidade. Optei por dar uma pausinha e retomar no próximo semestre ou no final do ano, quando Enzo já vai estar um pouco maior. E já tenho várias ideias, vários planos; quero retomar sim. É uma linguagem muito desafiadora, foi uma experiência muito legal”.


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LANÇAMENTO REVISTA RIO CENTER OUTONO/ INVERNO 2017 FOTOS: TIAGO LIMA

NATÁLIA MEDEIROS e LARISSA GIFFONI

FLÁVIO ALCIDES, SIMONE SILVA, MARIANA ARAÚJO, THAISA GALVÃO e JOSÉ IVAN FERNANDES

RENATA MATOS e CRISTIANO FÉLIX

Equipe MARCA PROPAGANDA

Equipe do Departamento de Moda Feminina com a coordenadora DAYANNA FREITAS, equipe DUDALINA e a CLIENTE GILDA LIMA

Equipe da BARBEARIA 33

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RENATA MATOS, JOSÉ IVAN FERNANDES, FLÁVIO ALCIDES e GERANA ARAÚJO

ALISON VENTURA, BRENO COSTA e BRUNO ALCIDES

ANA LUÍZA MOURA


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DESCRITIVO DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO (página 25) Brinco Express - 69,90 Blusa Kaele - 119,90 Short saia Groovy - 159,90 Cinto metalizado Bauarte 49,90

- 439,90 Sapatênis Democrata - 199,90 Bandana Bauarte - 19,90 T-shirt Groovy - 99,90 Short saia INSP - 199,90 Anabela Cecconello - 249,90 SAPATARIA

(página 26) Camisa Aramis - 359,90 Calça AD - 229,00 Sapatênis Freeway - 259,90

(página 39) Sapatênis Rafarillo - 169,90 Chinelão Itapuã - 99,90 Mochila Coramella - 664,90

(página 27) Blusa Lady Rock - 79,90 Saia Cheroy - 219,90 Tênis Lynd - 119,90

(página 40) Cinto Rildan - 69,90 Cinto dupla face Ogochi 124,90 Bota em couro Jota Pe - 329,90 Sapatênis West Coast - 239,90 Dockside Pegada - 189,90

T-shirt Reserva - 59,90 Calça AD - 289,00 Bota em couro Jota Pe - 329,90 (página 28) Macacão INSP - 399,90 Colete Lady Rock - 129,90 Anabela MS Social - 189,90 (página 29) Bandana Bauarte - 19,90 T-shirt Contagie - 79,90 Cinto Bauarte - 59,90 Saia metalizada Dimy - 249,90 (página 30) Bandana Bauarte - 19,90 Colar Express - 119,90 Top Gule Gule - 39,90 Blusa em tela Groovy - 79,90 Short destroyed Groovy - 199,90 Tênis Bebecê - 169,90 Brinco Express - 69,90 Vestido Cheroy - 149,90 Bomber jacket INSP - 459,90 Tênis Cravo e Canela - 249,90

(página 41) Rasteira Usaflex - 229,90 Anabela Stephanie - 249,90 Sapatênis Bottero - 179,90 Baú em couro Smartbag 489,90 (página 42) Sandália metalizada Cecconello - 199,90 Tênis Bebecê - 169,90 Sandália Usaflex - 149,90 TEMPO DE LEVEZA (página 45) Blusa Kaele - 89,90 Calça Kaele - 199,90 (página 46) Polo AD - 99,00 Short Saka Praia - 94,90 Dockside Pegada - 189,90

(página 31) Camisa slim fit Dudalina 374,90 T-shirt Acostamento - 169,90 Bermuda AD - 169,00 Sapatênis Anatomic Gel 289,90

(página 47) Camisa Dudalina - 269,90 Short AD - 139,00

(página 32) T-shirt Acostamento - 119,90 Calça Acostamento - 309,90 Bota em couro Jota Pe - 329,90 Brinco Express - 69,90 Colar Express - 99,90 Macacão Kaele - 269,90 Salto Cecconello - 49,90 T-shirt AD - 59,00 Calça destroyed Acostamento

(página 49) Brinco Express - 39,90 Vestido Cheroy - 229,90 Sandália Bottero - 139,90 Camisa Dudalina - 274,90 Bermuda Ogochi - 174,90 Dockside Pegada - 189,90

(página 48) Camisa Dimy - 329,90 Bermuda Dimy - 279,90

(página 50) Vestido Dudalina - 324,90

Sandália Cecconello - 199,90 Almofadas Cortbras - 69,90 (página 52) Camisa Acostamento - 269,90 Short Saka Praia - 99,90 Chinelão Democrata - 129,90 T-shirt Acostamento – R$ 199,90 Bermuda Individual – R$ 299,90 Chinelão Itapuã – R$ 99,90 (página 53) Blusa Dimy - 279,90 Colar Express - 139,90 Short Gule Gule - 119,90 (página 54) Blusa Angel - 169,90 Calça Gule Gule - 179,90 (página 55) Camisa AD – 199,00 Bermuda Acostamento - 284,90 Chinelão Democrata - 129,90 (página 56) Macacão Cheroy - 439,90 Colar Express - 99,90 Anabela Stephanie - 249,90 TUDO COMBINA COM TUDO (página 59) Lenço Bauarte - 39,90 Blusa Gule Gule - 119,90 Calça Kaele - 179,90 Babuche Usaflex - 209,90 Body Gule Gule - 119,90 Sandália Cecconello - 239,90 Calça alfaiataria Gule Gule 219,90 Sandália Cecconello - 259,90 Cropped INSP - 129,90 Minissaia INSP - 179,90 Blusa Gule Gule - 99,90 Saia Gule Gule - 159,90 Bolsa em couro Smartbag 749,90 Macaquinho Gule Gule 149,90 (página 60) T-shirt AD - 79,00 Bermuda AD - 169,00 Chinelão Democrata - 129,90 Calça slim fit Dudalina - 374,90 T-shirt AD - 79,00 Bota em couro Jota Pe - 329,90 Bermuda colour AD - 219,00 Chinelão Democrata - 129,90 Camisa slim fit Dudalina 374,90 Calça Ogochi - 174,90

Bota em couro Jota Pe - 329,90 T-shirt AD - 59,00 TROPICALISTAS (página 63) Camisa AD - 289,00 Short Bilu New - 39,90 (página 64) Blusa Angel - 299,90 Biquíni Cia Marítima - 306,00 (página 65) Biquíni Cia Marítima - 316,00 Macaquinho Cia Marítima 398,00 Saída de praia Bali Blue - 69,90 Short AD - 139,00 (página 66) Bermuda Pena - 134,90 (página 67) Maxi colete Etta - 139,90 Colar Express - 99,90 Biquíni Cia Marítima - 306,00 (página 68) Bermuda Pena - 119,90 (página 69) Body Cia Marítima - 298,00 Vestido Cia Marítima - 498,00 (página 70) Biquíni Cia Marítima - 306,00 Blusa Cia Marítima - 398,00 (página 71) Sunga Speedo - 129,90 (página 72) Body Cia Marítima - 328,00 FÉRIAS EM MOVIMENTO (página 76) Top Live! - 149,90 Calça com corte a laser Live! - 199,90 Garrafa Live! - 99,90 Regata Speedo - 59,90 Short Lupo - 129,90 Coqueteleira Live! - 69,90 (página 77) Top Live! - 149,90 Short saia Live! - 149,90 (Página 78) Top Live! - 159,90 Camiseta Live! - 119,90 Calça Live! - 189,90


(página 79) Regata machão Lupo - 99,90 Short Lupo - 99,90 Top Lupo - 89,90 Regata nadador Live! - 99,90 Short Live! - 149,90 (página 80) Top Live! - 149,90 Calça Live! - 179,90 (página 81) Camiseta térmica Lupo - 249,90 Calça térmica Lupo - 159,90 YOGA (página 84) Top Live! - 149,90 Blusa Live! - 109,90 Calça Cirrê Live! - 149,90 MAKE UP PARA TODAS (página 87) Batom matte Vult – 42,90 Primer oil free HD Tracta – 59,90 Delineador líquido à prova d’água Payot – 39,90 Pó facial loose powder translucent Tracta – 39,90 (página 88) Lapiseira labial Vult – 24,90 Sombra uno acabamento matte Vult – 19,90 Lápis delineador labial Tracta – 24,90 Contorno dos olhos antifatigue Payot – 104,90 VERÃO DE CUIDADOS (página 91) Chapéu Manly - 109,90 Máscara para cabelo Amend - 44,90 Shampoo Amend - 36,90 Leave-in Amend - 39,90 (página 92) Protetor facial diário Payot 84,90 SUA CASA, SUA PRAIA (página 110) Almofadas Cortbras – 69,90 cada Almofadas aquablock Cortbras – 69,90 cada Almofadas sarja Cortbras – 54,90 cada

Almofadas sarja lisa Cortbras – 39,90 cada Urso mãe e filho Ailton Designer – 259,90 Pote Mabruk – 249,90 Pote Mabruk – 199,90 Pote Mabruk – 119,90 Pote Mabruk – 129,90 Vaso Santa Cecília – 39,90 cada Pinha Casa Bonita – 69,90 cada Caixa para bijuterias Limoeiro – 379,90 (página 112) Pote Mabruk – 469,90 Vaso Mabruk – 269,90 Vaso ikebana Chalé Kalé – 99,90 Pote Mabruk – 249,90 Pote Mabruk – 199,90 Pote Mabruk – 119,90 Vaso BTC – 49,90 Vaso BTC – 59,90 Abajur 5L Trevisan – 499,90 (página 113) Petisqueira 3 bowls BTC – 199,90 Boleira BTC – 189,90 Cachepot em cerâmica BTC – 119,90 Faqueiro 24 peças BTC – 169,90 Pote (tampas azul e laranja) Lojsnovi – 59,90 cada Pote (transparente) Lojsnovi – 64,90 Caixa abacaxi Entrecasa – 139,90 Tigelas Oxford – 22,90 cada Lugar americano Copa&Cia – 59,90 cada Kit guardanapo amarelo Copa&Cia – 39,90 Kit guardanapo listrado Copa&Cia – 44,90 Kit argolas para guardanapos com 4 peças Copa&Cia – 54,90 Jogo de taças Mimo Style – 139,90 Torradeira linha color Cadence – 99,90 Cafeteira linha color Cadence – 79,90 Galhos de samambaia Chalé Kalé – 34,90 cada O AMOR ESTÁ NO AR (página 117) Camisola Paulienne - 144,90 Pijama em microfibra Modo Avião - 199,90

(página 118) Pijama em viscose Modo Avião - 174,90 Jogo de caneca Rojemac 134,90

(página 140) Vestido Petit Cherie - 239,90 Tênis Gambo - 239,90 Conjunto Petit Cherie - 359,90 Tênis Bebecê - 169,90

(página 119) Short doll coleção exclusiva Ana Hickman by Recco 269,90 Colcha casal com 3 peças em 200 fios Scavone - 479,90

(página 141) Arco Sarah Kalley - 44,90 Conjunto Petit Cherie - 269,90 Patins Bel Sports - 399,90

(página 120) Cueca box Calvin Klein 54,90 cada Colcha 2 peças 200 fios Solteiro Scavone 339,90 (página 121) Sutiã Valisere - 89,90 Calcinha Valisere - 64,90 Colcha 2 peças 200 fios Solteiro Scavone – 339,90 VEM, FÉRIAS (página 137) Arco Sarah Kalley - 44,90 Macaquinho Lilysky - 199,90 Sapatilha Bottero - 179,90 Arco Ana Maria - 44,90 Conjunto Petit Cherie - 319,90 Sandália Ortopé -169,90 Vestido Momi - 219,90 Tênis com led e rodinha Pampili - 349,90 Arco Ana Maria - 44,90 Conjunto Vic&Vicky - 229,90 Sandália Cecconello - 199,90 Vestido Vide Bula - 269,90 Sapatilha Pampili - 109,90 (página 138) Camisa Marisol - 99,90 T-shirt Marisol - 49,90 Bermuda Bros - 149,90 Sapatênis Klin - 139,90 Polo Banana Kids - 99,90 Bermuda Colcci - 189,90 Sandália Klin - 89,90 (página 139) Arco Sarah Kalley - 44,90 Conjunto Vic&Vicky - 199,90 Sandália MS Confort - 129,90 Camisa Ogochi - 159,90 Calça Ogochi - 139,90 Dockside Gambo - 199,90

(página 142) Vestido Vic&Vicky - 189,90 Tênis Klin - 129,90 Mochila Pampili - 129,90 (página 143) Arco Ana Maria - 44,90 Vestido Petit Cherie - 359,90 Tênis Pampili - 149,90 Arco Ana Maria - 44,90 Vestido Petit Cherie - 289,90 Sandália Bottero - 99,90 (página 144) Arco Sarah Kalley - 44,90 Vestido Lilica Ripilica- 279,90 Rasteira Gambo - 199,90 Arco Ana Maria - 44,90 Vestido em neoprene Vic&Vicky - 199,90 Sapatilha Gambo - 209,90 (página 145) Conjunto Marisol - 169,90 Sapatênis Passo Leve - 219,90 Arco Ana Maria - 44,90 Conjunto Lilysky - 239,90 Sapatilha Gambo - 209,90 Conjunto Bros - 229,90 Sandália Tigor T Tigre - 149,90 (página 146) T-shirt Acostamento - 89,90 Bermuda Ogochi - 189,90 Sapatênis Ortopé - 129,90 T-shirt Acostamento - 69,90 Bermuda Colcci - 199,90 Sapatênis Gambo - 209,90 Polo Ogochi - 129,90 Calça slim fit Ogochi - 199,90 Tênis Klin - 139,90 Conjunto Coloritá - 139,90 Sandália Tigor T Tigre - 149,90


A MARCA DO HOMEM MODERNO

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UMA MARCA DO GRUPO LUNELLI



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