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EDITORIAL

EXPEDIENTE

The Future is

RIO CENTER Direção Geral FLÁVIO ALCIDES Marketing MARIANA ARAÚJO DE SÁ Assistente de Marketing ANA LUÍZA MOURA Visual Merchandising ANDRÉ LUIZ PEIXOTO

Female

Anuncie com a gente: comercial@riocenter.com.br www.riocenter.com.br @riocenter /riocenter /lojasriocenter

REVISTA RIO CENTER Projeto MARCA PROPAGANDA Edição CRISTIANO FÉLIX (TOQUE DE MÍDIAS) Criação BABI BARBALHO Produção BIBIANA SIMONETI Revisão BABI BARBALHO GUILHERME VARELLA Reportagens CRISTIANO FÉLIX TALLYSON MOURA Fotografia GIOVANNA HACKRADT PEDRO FONSECA RAVMES Direção de Arte PAULO ANJOS

A

frase ressurgiu no cenário da moda, estampando camisetas e gritando ao mundo: o futuro é feminino. A afirmação não é à toa, segundo as estatísticas, as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço e liderando o mercado de trabalho. Por aqui, o futuro já acontece. As mulheres da Rio Center estão presentes nos mais diversos cargos, construindo um ambiente com igualdade e respeito. Consequentemente, essa foi a motivação para nossa 10ª edição da Revista Rio Center, com convidadas da nossa terra em um ensaio de fotos exaltando o empoderamento feminino e ainda um papo sobre carreira, beleza, aceitação e, claro, muita força. Em seguida, confira as matérias de arte, cultura e gastronomia por mulheres, provando que o nosso futuro já é agora. Foi também pensando no futuro que criamos o primeiro private label do Rio Grande do Norte, o Cartão Rio Center, em 1978. Nosso cartão comemora 40 anos e nessa edição passeamos pela história para mostrar como o marco foi inovador e transformou o modelo de comércio local. 2018 é ano de Copa do Mundo e o evento influencia o editorial fitness e uma viagem pelos pontos turísticos do país sede dos jogos, a Rússia. Temos a novidade de um editorial teen, com a geração Z, além de fofura e inclusão com o ensaio infantil. Vire a página e confira dicas de moda com conteúdo, além de beleza, comportamento, decoração, bem-estar e muito mais, para toda a família se inspirar. Obrigado e até a próxima!

Equipe RIO CENTER


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SUMÁRIO CAPA

REPORTAGENS

Poder Feminino

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Da TV à segurança pública, mulheres fortes mostram como encaram e combatem o machismo no trabalho e na vida

9 Quarentão O primeiro cartão private label do RN acaba de completar quatro décadas e continua cheio de facilidades

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cheiro da ultravioleta Especialista em perfumes aponta relações entre a Ultravioleta e os aromas

ESTILO & BELEZA

12 Referência

77 Meditação

nômade

A cabeça travou? Faça como no smartphone: reinicie!

Um editorial de moda que inspira liberdade

73 Melhor

Envelhecer é uma etapa de dores e delícias. Aprenda a apreciála com quem já chegou nesta importante fase da vida

83 Sabor

24 Fino

vitória

contraste

idade

de

De arquiteta a chef premiada, Sônia Benevides conta como a gastronomia mudou sua vida

A moda masculina despida de machismo

41 Ao

natural

Maquiadores apontam como deve ser a beleza da estação

59 Home

sweet home

Todo o conforto do lar, em um belo editorial de moda íntima

93 Sport

Street

e

Esportivo circula nas ruas como casual e vira nova febre fashion

99 Teen Geração Z mostra que também está conectada com o mundo fashion

105 Melhor

89 Destino

O fofurômetro vai explodir com estes pequenos cheios de estilo

O país sede da Copa do Mundo de 2018 e suas maravilhas históricas e multicoloridas

da infância

Rússia


WINTER 18


#HISTÓRIA

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ANOS DE FACILIDADE Primeiro private label do RN, o Cartão Rio Center revolucionou o jeito de fazer compras parceladas em Natal

texto TALLYSON MOURA

colagens PAULO ANJOS

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A

inovação é uma marca que a Rio Center carrega desde sua fundação. Nestes 80 anos de história, tem, em vários momentos, dado a primeira pincelada do desenho sobre o qual se estrutura o comércio de Natal. Um exemplo disso foi quando, em 1978, lançou o cartão de crédito próprio, o primeiro private label do Rio Grande do Norte e um dos primeiros do Nordeste. Completando 40 anos de criação, o Cartão Rio Center não para de se modernizar e oferece aos clientes da rede a possibilidade de parcelamento em até 10 vezes sem juros, e sem cobrança de qualquer taxa de juros ou de anuidade. “O slogan do nosso cartão é ‘não custa nada e faz um bem danado’. E assim ele continuará: com custo zero, facilitando a experiência de compra dos nossos clientes”, explicou Flávio Araújo, diretor da rede e um dos idealizadores do cartão. Araújo recorda do sucesso que foi na época do lançamento. Até então era comum para compras parceladas a utilização de carnês, cujo acúmulo causava uma série de transtornos ao cliente. O Cartão então chegou para desburocratizar todo o processo de aquisição dos produtos da rede. O comprador passou a se preocupar apenas com uma única fatura que incluía todas as compras, gerada ao fim de cada mês. Como o capital de giro da rede era pequeno, e optou-se por não buscar crédito em bancos, o cartão começou propiciando pequenos parcelamentos. Inicialmente três – uma entrada mais dois. Mas à medida que a novidade se consolidava, as facilidades foram aumentando. Em seguida, passaram a ser autorizados cinco parcelamentos, com entrada. Pouco tempo depois a entrada foi extinta, e o número de pagamentos subiu para seis. “Fomos montando nosso capital de giro próprio em cima da venda do cartão e ampliando o número de parcelas. Nesta

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brincadeira, já estamos completando 40 anos e o sucesso é absoluto”, explicou Flávio. Hoje, há cadastrados em torno de 110 mil cartões, dos quais cerca de 1/3 compra efetivamente. Há em curso várias ações para modernizar o sistema e programas para fidelizar o cliente. Aquele que paga em dia, por exemplo, concorre mensalmente a prêmios em dinheiro e em produtos. Há algumas novidades que ainda estão em fase embrionária, mas devem ser anunciadas em breve, garante Flávio. Sem querer adiantar do que se trata, ele assegura, entretanto, que segue a mesma linha adotada pela Rio Center desde que abriu suas portas. “Iremos sempre primar por fazer das nossas lojas um lugar gostoso, bom de passear e melhor ainda de comprar, sem estresse e sem burocracia”, garante o empresário.

A REGRA É INOVAR Uma boa novidade puxa a outra, e o cartão Rio Center não veio sozinho. Na verdade, ele foi o fruto de outra inovação que também ajudou a moldar o comércio em Natal. Em 1977, a rede abriu uma loja na Avenida João Pessoa com um conceito completamente novo: as peças estavam todas à mostra em araras num sistema de autosserviço, onde o cliente passaria a vivenciar a compra de um jeito absolutamente diferente. “Isso revolucionou o comércio de Natal. Naquela época não existia isso na cidade. Tudo exposto, tudo aberto. Isso deu um reflexo em todo o comércio e atingiu tudo: farmácias, perfumarias e os próprios lojistas começaram também a entrar nesse novo formato”, destacou Araújo, recordando que antes todo o comércio da cidade mantinha suas mercadorias em armários. Os remédios da farmácia eram em prateleiras. Considerada a primeira loja vertical de Natal, a Rio Center da João Pessoa ficava em um prédio de cinco andares, e chamava atenção também pelo mix de produtos, sempre atualizado com o que havia de mais moderno no país.

SUPERAÇÃO O Cartão Rio Center foi um benefício mantido pela empresa mesmo quando a economia mandava fazer exatamente o contrário. Entre as décadas de 80 e 90, os preços de produtos e serviços brasileiros subiam absurdamente de um dia para o outro, e isso impactava diretamente nas compras parceladas. No auge da hiperinflação, um produto comprado a R$ 100 num mês já estaria custando cerca de R$ 187 no mês seguinte. Nesta época, a Rio Center já praticava o parcelamento em seis vezes sem entrada. Como não havia cobrança de taxa nem de juros, era impossível acompanhar o aumento dos preços. Por outro lado, o Governo obrigava as empresas a diminuírem mensalmente o valor das prestações. Essa conta custou caro, e pôs em risco a saúde econômica da marca. “Mesmo sem a gente cobrar juros, o governo entendia que cobrávamos se estávamos vendendo em seis pagamentos. Com uma inflação daquelas, o governo obrigava o comércio a deflacionar. Então o cliente comprava em seis pagamentos, mas quando vinha pagar, existia uma tablita do governo para deflacionar. A ponto de que teve épocas em que as duas últimas parcelas nós perdemos. Isso criou um prejuízo enorme porque a gente teve que seguir a deflação”, recorda Flávio Aráujo.

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A referência é nômade, a liberdade premissa do empoderamento dessa mulher. Ela é aventureira como as mocinhas do Velho Oeste. Mas se desfaz de franjas e outros clichês. Tons terrosos e jeans vaqueiros em lavagens marcantes ajudam a reavivar o clima de deserto. São peças que ganham protagonismo, mas aceitam dividir a cena com um autêntico mix de estampas. Terceiras e quartas peças surgem em diferentes comprimentos. Ela pode ser cropped ou maxi, dependendo do entusiasmo

Modelo GARDÊNIA ALVES (TRÁFEGO MODELS) Beleza SINVAL DE SOUZA Estilo CRISTIANO FÉLIX Fotografia RAVMES


Página anterior Vestido MOÇA BONITA Colete LADY ROCK Nesta página Colar VICKY BIJOU Chemise MOÇA BONITA Jaqueta LADY ROCK Calça DIMY


Brinco VICKY BIJOU Regata ANGEL Vestido MOร‡A BONITA Jaqueta INSP Calรงa DIMY Sandรกlia BOTTERO


Brinco VICKY BIJOU Vestido MOÇA BONITA Vestido longo GULE GULE Cinto DUDALINA


Coleira VICKY BIJOU Blusa GULE GULE Vestido MOÇA BONITA Cinto BAUARTE


Brinco VICKY BIJOU Chemise MOร‡A BONITA Cardigan COR DOCE Bolsa BAUARTE Calรงa BY PICLE Babuche CRAVO E CANELA

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Regata CHEROY Vestido MOร‡A BONITA Calรงa DUDALINA Babuche CRAVO E CANELA


T-shirt MOÇA BONITA Blusa GULE GULE Pantalona MOÇA BONITA


Vestido MOร‡A BONITA Kimono e calรงa GULE GULE Sandรกlia BOTTERO

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Sutiã RECCO Blusa e pantalona GULE GULE Echarpe BAUARTE


f

ino

contraste

Lenço no pescoço como forma de reverência à mulher. Sem perder a virilidade, o homem acerca-se do feminino, torna-se trendy, mescla clássicos com uma pegada contemporânea. Gravatas borboletas e suspensórios são alguns dos acessórios fundamentais para completar a produção, que não prioriza o corte ajustado da camisaria contrapõe com calçados de cano médio

Modelo TIAGO SILVEIRA Beleza THAYGO CARLOS (SINVAL DE SOUZA) Estilo CRISTIANO FÉLIX Fotografia RAVMES


Página anterior Lenço BAUARTE Calça INDIVIDUAL Nesta página Paletó FIDELI Camisa AD Suspensório SARAIVA Calça INDIVIDUAL


Lenรงo BAUARTE T-Shirt AD Calรงa INDIVIDUAL


Camisa OGOCHI Gravata SARAIVA Calça BAREZY Sapatênis SHELTER


Camisa DUDALINA Gravata SARAIVA Paletรณ ARAMIS


Camisa OGOCHI Gravata e suspensรณrio SARAIVA Calรงa BAREZY

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Camisa DUDALINA Suspensório SARAIVA Calça BAREZY Sapatênis SHELTER


Camisa INDIVIDUAL Tricot DUDALINA Gravata SARAIVA Calça BAREZY Sapatênis SHELTER


@KINGJOEOFICIAL

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KINGJOE.COM.BR


#COPIEOLOOK

URBANO & CONFORTÁVEL

O consultor de moda e modelo Rhelden Spirandelli aposta numa pegada mais fashion em ocasiões especiais. Mas, no dia a dia, tem um estilo urbano, super prático e minimalista. Suas dicas caem bem em quem gosta de looks confortáveis, com uma forte inclinação para o esportivo

QUADROS Camisa xadrez é uma peça curinga do guarda-roupa masculino e aparece em vários tamanhos de padronagem nessa estação. Aposte nos clássicos como a estampa “Príncipe de Gales” ou cores atemporais como o azul. Vale vestir, levar sobre os ombros ou, num festival de música, amarrar na cintura.

Camisa slim fit AD

CLEAN A camiseta básica é o ponto neutro do look, serve de base para ousar nas outras peças e conseguir destaque na produção como um todo. Escolha cores que destaquem o seu tom de pele. T-shirt KING & JOE

AJUSTADO

SLIP ON Praticidade é a palavra de ordem! E esse modelo de tênis tem nome e sobrenome. Aposte em cores claras para ganhar um ar mais cool.

A calça mais ajustada continua firme e forte. O modelo de referência é jogger, mas você também pode escolher uma skinny e brincar com os destroyed. Nessa tendência, quanto mais detonado, melhor! Calça color AKTOOS Slip on RAFARILLO

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must-

HAVE

#COPIEOLOOK

Considerada a Gisele Bündchen das redes sociais, a blogueira Thássia Naves usa e abusa da terceira peça, sempre com muito estilo. Mesmo apostando em peças básicas, suas produções são muito bem pensadas, como quando usa roupas casuais com um salto dourado!

JAQUETA Clara ou mais escura, com manga longa, ¾ ou sendo um maxi colete: o jeans está por cima! Como o preto é eterno – e muito forte no inverno –, essa é nossa aposta.

Jaqueta DUDALINA

SMS Usar o peito para demonstrar ideia ou sentimento é um ponto forte em uma produção assim. Ao sugerir esse modelo, propomos estampas em cores quentes sobre tons frios.

T-shirt GROOVY

GEOMETRIA As listras são o ponto de maior contraste da produção. É por isso que, além da assimetria da estampa, o corte pode revelar mais pontas. Saias desse tipo garantem sofisticação e, nesse caso, põem um limite na informalidade. Dependendo da sua área, você pode até ir trabalhar assim.

AOS SEUS PÉS Saia PRACTORY

Sandália dourada como ponto de contraste no look. Escolha um modelo que deixe mais o pé à mostra, para alongar a silhueta e valorizar o comprimento da saia.

Sandália DIVITRINI

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#BELEZA

Aja NATURALMENTE ASSUMINDO OS CACHOS A linha Meu Cacho Minha Vida da Lola Cosmetics proporciona fácil pentear, selagem de cutículas e um crescimento saudável dos fios, com mais definição de cachos, claro. Os extratos vegetais estão em todos os artigos, sendo a manteiga de cupuaçu uma unanimidade entre eles. Apesar de embalagens mais robustas, ele tem bico dosador que permite o uso racional dos produtos.

PELE EM HIGH DEFINITION

PARA RENASCER

Shampoo e Condicionador Meu Cacho Minha Vida LOLA

A máscara Morte Súbita tem densidade, mas não é tão grossa assim, justamente para facilitar a plicação. Como é indicada para cabelos danificados, é branquinha, sem cor. Isso ajuda muito a não pigmentar fios loiros, por exemplo. É rica em agentes hidratantes e reconstrutores e completamente livre de parabenos, óleo mineral e silicone insolúvel. Máscara Morte Súbita LOLA

Base líquida HD com alta cobertura VULT

OUSADIA NOS LÁBIOS Se a pele pede leveza, a boca da estação pede cor. É aí que entra o Batom Matte da Vult. Queridinho entre as blogueiras, ele é confortável de usar, proporciona alta cobertura e cores duradouras com acabamento matte, além de auxiliar na hidratação e nutrição dos lábios. Nossa sugestão: as cores 07 e 23, que são a cara do outono inverno.

Indicada para quem busca alta cobertura com efeito opaco, a Base Líquida HD Vult disfarça as linhas de expressão e uniformiza a pele com acabamento extremamente natural. Sua fórmula não obstrui os poros e é à prova d’água, o que promove uma maior duração do produto sobre a pele, mantendo uma aparência perfeita por muito mais tempo. A maquiagem HD traz o mesmo conceito aplicado nas imagens de televisão de alta definição e foi elaborada para deixar a pele impecável. É indicada para todos os tipos de pele, e cai muito bem nas mistas e oleosas por ter efeito matte duradouro.

FINALIZAÇÃO NATURAL

Batom matte VULT

A aposta de pele “nada” passa por produtos de alta tecnologia e que não pesem tanto. O Pó Compacto Vult é ideal para finalizar a make com acabamento aveludado e, por possuir pigmentos minerais micronizados, proporciona aquele efeito naturalmente bonito.

Pó compacto translúcido VULT

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#BELEZA

MENOS

É MAIS

Beleza o mais natural possível quebrará linha dramática das maquiagens deste inverno 2018. A estação permite olhos fortes, mas nada muito marcado

S

eguindo a tendência do que já está acontecendo com os cabelos, a maquiagem também está entrando nessa linha mais natural e pede por uma pele menos carregada. A explicação é simples: o brilho natural de uma pele bem preparada atrai mais atenção do que um rosto com contorno carregado, e, por isso, é esta a grande aposta dos profissionais para o outono/inverno de 2018. Para as meninas que gostam de usar maquiagens mais dramáticas no inverno, entretanto, há um alento. Se por um lado a pele terá aquele efeito nada, a estação ainda permite que olhos e bocas venham mais destacados, com tons escuros e impactantes. A Ultravioleta, cor do ano pela Pantone, configura uma opção para quem quiser fugir do básico. O maquiador Thalyson Salvino explica que o efeito “pele nada” não significa que não tenha sido usado produto algum. O segredo está na evolução tecnológica dos cosméticos. “A tecnologia dos produtos está mais avançada, tornando-os mais oclusivos à pele e deixando o aspecto mais natural, porém com bastante luminosidade. Tudo isso proporciona leveza à pele”,

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destaca. Ele ainda aponta que essa beleza clean deve continuar por um bom tempo, o que é sinalizado pelas próprias marcas que estão trabalhando muito em cima desta linha. Aliando a modernidade dos produtos com o trabalho de um bom profissional, é possível destacar os traços de cada mulher sem parecer que elas estão muito maquiadas. E isso tem sido observado nas passarelas internacionais – que apontam tendências, mas nem sempre de uma forma usual – e no “red carpet” dos principais eventos mundiais, como na última cerimônia do Oscar, comprovando que uma maquiagem natural com contorno e iluminação na medida certa pode deixar qualquer mulher sofisticada e elegante. Remetendo à leveza da tendência clean, os olhos podem vir fortes, pela dramaticidade da estação, mas nada muito marcado. “Até quem optar por um preto, terá que ser esfumado e iluminado. Sempre com iluminação na pálpebra pra não deixar tão chapado”, defende Thalyson. O também maquiador potiguar Anilson Knight aposta em cílios e no delineador gatinho para valorizar o olhar feminino. Quando trata-se de cor, ambos pedem cautela, mesmo elas tendo aparecido muito fortes nas principais passarelas de moda mundo à fora. Eles explicam que aquele trabalho nas modelos é algo artístico, e que não cabem ao dia a dia. Somese às cores, os grafismos e a maquiagem tribal, que também desfilaram em Milão e Paris. “Dá pra usar em um ou outro evento temático, dá pra fazer traços tribais, mas não é o que veremos nas festas glamurosas nem o que recomendaremos para nossas clientes”, assinala Anilson.

BRILHO FICA Transpassando estações, o brilho continua. O iluminador se mantém em alta, substituindo o contorno de cores escuras na técnica chamada ‘strobing’ - ilumina-se os pontos mais altos com a intenção de realçá-los e fazendo o processo contrário ao do contorno. A textura do brilho é que vem diferente. “Aposto no prateado e dourado como pigmento prensado. Ele vem para dar um efeito ‘glow’ por cima da maquiagem”, afirma Thalyson. “Brilho sempre vai estar em alta. Seja primavera, verão, outono ou inverno, toda mulher ama estar brilhando”, completa Anilson.

ULTRAVIOLETA Eleita a cor do ano pela Pantone, a Ultravioleta é tendência na maquiagem. No entanto, é necessário ficar atenta a algumas ponderações dos especialistas. Apesar de ser uma cor muito bonita e de ficar muito bem nos olhos, talvez seja mais interessante ela aparecer como finalização e não de forma crua. E, como todas as outras cores, é preciso levar em conta a ocasião. Se o momento será eternizado em fotografias, como casamentos e formaturas, é de bom tom usar tons mais sóbrios e atemporais. Afinal de contas, a moda está em constante mudança e é bem possível que aquela noiva ou formanda não goste da maquiagem ao olhar as fotos lá na frente. Para o dia a dia, pra festa, pra balada, o colorido está liberado.

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THALYSON SALVINO E ANILSON KNIGHT APOSTAM NUMA BELEZA CLÁSSICA, COM A PELE BRILHANDO NATURALMENTE E OS OLHOS COMO PONTO DE DESTAQUE; APOSTE NOS TONS TERROSOS


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#PERFUMARIA

SINTA O CHEIRO DA COR Especialista em perfumes, Dênis Pagani recebeu a missão de converter a Ultravioleta, cor do ano pela Pantone, em aromas. Descobertas levaram-no à origem da perfumaria texto TALLYSON MOURA colagem PAULO ANJOS

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ense numa cor. Agora, imagine seu cheiro. Difícil? Esta tarefa parece um pouco confusa, mas não é impossível de se executar. Basta observar o que está por trás da cor, focar nas sensações que ela provoca e buscar a lembrança de um cheiro que cause efeito semelhante. Esta missão de integrar visão e olfato foi dada a Dênis Pagani, especialista em perfumes. A pedido da Revista Rio Center, ele traduziu em aromas a Ultravioleta, cor escolhida pela Pantone para o ano de 2018. A Cor do Ano Pantone é sempre uma aposta forte no mundo do design e da moda, mas respinga em várias outras áreas, por ser escolhida seguindo tendências culturais, acontecimentos políticos e até emoções emergentes. De acordo com a própria marca, trata-se do resultado de uma reflexão e da identificação daquilo que está em falta no mundo atual. Descrita como criativa, imaginativa, complexa e contemplativa, a Ultravioleta traz certa qualidade mística e espiritual. “A Ultra Violet (nome em inglês) sugere os mistérios do Cosmo, a intriga daquilo que ainda está por vir e as descobertas que estão além do lugar onde nos encontramos agora”, detalha a marca, apontando ainda que esta cor “simboliza a experimentação e o não conformismo, levando os indivíduos a conhece-

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rem a sua marca única no mundo e expandirem as fronteiras através de soluções criativas”. Diante dos detalhes, a tarefa de Dênis tornou-se mais fácil. Ele então foi direto à origem da perfumaria, onde estão os incensos – tudo que se usa pra exalar perfume a partir da queima, e não necessariamente aqueles incensos comprados em palitinhos. Ele recorda de madeiras, como o palo santo, ou resinas, como o líbano, o incenso da Igreja Católica, a mirra, e até mesmo alguma preparação que poderia envolver frutas e resinas e flores e óleos. “Isso tudo sempre foi queimado ali na origem da coisa, com o intuito de fazer uma relação entre o mundo terreno e o mundo espiritual. Vem daí a ideia de mistério. Em relação à Ultravioleta, tendo a ir para esse lugar quase místico que está na origem da perfumaria”, afirma. Para conectar-se com a cor do ano, talvez seja interessante então voltar ao berço de tudo. Pagani não cita um rótulo específico que crie esta conexão, e lembra que é bem provável que a Ultravioleta também esteja nos mood-boards das companhias que estão criando fragrância pra esse ano ou que começaram a criar no ano passado. Para além da cor, é possível também fazer a conexão do perfume com o look – que pode vir com a Ultravioleta em várias peças da composição. Dênis explica que, de olho nos códigos de cada roupa, seja ela mais atual, contemporânea ou com uma pegada retrô, é possível chegar a uma equivalência em fragrância. “Mas eu gosto muito também de mensagem trocada quando a gente está falando em estilo. Fica menos previsível, uma pessoa com uma roupa moderna usando um perfume que registra antigo. Ou alguém com um estilo mais casual e despreocupado usando um perfume que é mais vanguardista, que chama atenção pra si. Eu gosto deste tipo de sinal trocado”, assinala. O especialista garante, entretanto, que a perfumaria não pede nada. A única exigência é se identificar com aquilo que está usando. Assim como traduz a cor Ultravioleta, o universo dos perfumes é um espaço de liberdade bastante grande para cada um fazer como se sente melhor. “Talvez coordenando roupa com perfume, talvez descoordenando, talvez confundindo”. Foto: João Bertholini

ALFABETIZE SEU NARIZ Dênis Pagani é paulista e tem um site chamado 1nariz, que desde 2012 dá muitas informações sobre fragrâncias e perfumes. Hoje ele atua como consultor pessoal – tipo um personal stylist para perfumes -, e ministra um curso onde ajuda as pessoas a alfabetizarem o próprio olfato. “Nada mais é do que juntar palavra com sensação. O nariz está sempre lá trabalhando, mas a gente não tem o costume de prestar atenção e nomear estas sensações. E uma coisa muito legal de quando você passa a fazer isso, é que você forma uma memória no próprio ato de nomear. Passa a catalogar esses cheiros, e começa a traçar a relação entre essas coisas”, explica. Sua função, define, é traduzir o que está dentro do frasco e nos cheiros por aí, em coisas que possam ser entendidas.

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Este ato de dar nome aos cheiros fica bem claro quando ele descreve suas apostas em perfumes para o outono/inverno 2018. A tendência, garante, continua no terreno do perfume gourmet, que é um perfume mais adocicado, gustativo, decoroso, mas nesta estação ele vem num caminho de um pouco mais de conforto, um pouco menos invasivo. “Vem com notas mais cremosas, leitosas, envolventes, texturas mais macias, felpudas, atoalhadas, que dão ideia de conforto. Vem muito acolher uma certa ansiedade que a gente vive hoje”, detalha. Denis fala com a propriedade de quem já ganhou um público cativo e conquistou gente da indústria e perfumistas, para os quais também presta consultoria, dá palestra em eventos e participa de workshops. Suas ideias já apareceram em publicações de peso, como Vogue e Claudia. E em 2015 foi escolhido como o especialista em perfumaria para o prêmio Cosmopolitan de Beleza, quando avaliou 114 perfumes em oito dias.


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#CAPA

MUDANÇA DE DENTRO PARA FORA Mulheres potiguares, em diferentes épocas, mostraram o poder do ativismo. Na luta pela igualdade de direitos, elas seguem a marcha de feministas ilustres como Nísia Floresta e Celina Guimarães. Usam a voz e seu trabalho, em diferentes áreas, para conseguir o que querem texto CRISTIANO FÉLIX e TALLYSON MOURA

A

s mulheres estão em momento de luta. Um conclame mundial vem denunciando casos de abuso, assédio, descriminação e diferenças de salários. No grito em coro, elas brigam por espaço, respeito e autonomia. Mas há uma transformação muito delicada e absolutamente necessária, que precisa acontecer em mais e mais mulheres para que o reflexo na sociedade seja sólido: é o chamado empoderamento feminino. Esse movimento coletivo parte de uma consciência individual para gerar ação e potencializar o debate sobre os direitos civis e, nesse caso específico, o direito das mulheres. Frutos de uma sociedade machista, muitas mulheres ainda reproduzem conceitos misóginos e libertar-se disso é tarefa árdua. Jolúzia Batista, diretora da ONG Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), com sede em Brasília, explica que a formação familiar da mulher ocorre há muito tempo dentro de um sistema patriarcal. E que a subjetividade feminina foi formatada para a submissão, o cuidar, o servir, para o não se perceber como ser que pode ter desejos e vontades. “Muito mais do que lidar com a curiosidade, o experimento científico, o trato com os números ou a desenvoltura e o gosto pela política partidária”, comenta. Ir de encontro à sua própria educação para encontrar-se consigo mesma, com seus anseios, é algo interno e o maior desafio. Mas trata-se de uma mudança primordial, e a explicação é simples: a aceitação em massa de formas mais liberais da conduta feminina virá sempre acompanhada de um intenso questionamento até que as próprias mulheres internalizem que é preciso mudar, que é preciso existir com mais liberdade e autonomia e que a violência não é algo normal. Já existem importantes avanços graças à luta feminista. Um lento processo de mudança dos padrões culturais de gênero amenizou as tradicionais barreiras à entrada das mulheres no mercado de trabalho, reduziu a taxa de fecundidade e elevou continuamente os níveis de escolaridade nas últimas três

fotos GIOVANNA HACKRADT

décadas. Porém, como são conquistas recentes, se contarmos o tempo da história da humanidade, elas ainda precisam ser absorvidas e, então, fazer sentido para a grande maioria delas. No entender de Jolúzia, entre todas as frentes nas quais é preciso se posicionar e lutar por espaço, as mudanças nas relações pessoais – afetivas, amorosas conjugais, sexuais – são as mais complicadas. Esses padrões no campo afetivo, afirma ela, são mais profundos e difíceis de mudar porque envolvem enfrentamentos com os homens nos tensionamentos dos seus privilégios masculinos, e mexem também com a emoção e com o projeto aprendido na sociedade do que é ser mulher. E quando uma mulher se impõe, não faltam homens para chamar aquele comportamento de luta e libertação de “mimimi”. Na internet, aliás, esse termo se transformou em sinônimo do feminismo em algumas páginas das redes sociais. Jolúzia tem uma impressão bem sólida a respeito de quem diminui e ironiza o movimento. “São pessoas que acreditam que a sociedade muda com a 'evolução natural' da história. Sem conflitos. Sem rupturas. A presença de uma mulher que questiona a norma social, os privilégios de sexo e gênero, que com a sua própria vida tenciona a mudanças na sociedade, é óbvio que será vista como chata e pedante. O machismo nos coloca neste lugar por autodefesa. Porque em time que se está ganhando não se mexe! Não é assim que se fala popularmente para exemplificar a razão de ser de certas estruturas que não se alteram?”. Na cultura machista, ser mulher é ter que aprender a se comportar; ser mulher é estar sempre atenta e em prontidão para atender a toda a família, e para sentir-se culpada ou em dívida, caso queira realizar um outro projeto de vida; ser mulher é estudar mais e ainda ter um rendimento médio de 75% do que os homens recebem, como mostrou o estudo mais recente do IBGE, divulgado em março deste ano; ser mulher é sofrer assédio e ter que se calar. Não, isso não pode continuar. E só há um caminho: empoderar-se!

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FORÇA DO COLETIVO O caminho a ser percorrido em direção à igualdade de gênero, em um cenário em que homens e mulheres gozem das mesmas oportunidades, ainda é muito longo, mas começou a ser construído com a ação de potiguares pioneiras. Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810-1885), pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, é um dos nossos maiores exemplos. Ela, que começou a escrever sobre o tema com apenas 21 anos, no jornal “Espelho das Brasileiras”, de Pernambuco, tratou da condição da mulher de maneira visceral. Já no seu livro de estreia, o “Direitos das mulheres e injustiça dos homens” – uma livre adaptação de “Woman not inferior to man”, de Mary Wortley Montagu –, foi reconhecida pela influência do Positivismo na sua obra, sobretudo no que tange ao papel social das mulheres. Estamos nos idos de 1832. Em uma sociedade patriarcal, escravocrata e recém-saída da condição de colônia, Nísia foi mulher bastante incomum. Afinal, a valorização intelectual do gênero feminino beirava a inexistência. Mas, suas teorias e defesas muito à frente do tempo foram reconhecidas na Europa, mais notoriamente na França, onde viveu no exílio por cerca de 28 anos. Se hoje as mulheres têm o domínio sobre o próprio corpo e o direito de se unir e separar de parceiros, sem rusgas ou julgamento, isso também se deve a ela. Seu primeiro casamento, arranjado pelo pai aos 13 anos, não durou mais que poucos meses. E o improvável aconteceu: ela foi aceita novamente em casa para mais tarde se casar com Manoel Augusto de Faria, com quem teria três filhos.

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É injusto resumir um legado tão amplo. Tampouco pode-se esquecer de outras conquistas das mulheres potiguares, como o direito ao voto. Foi de Celina Guimarães Viana, na cidade de Mossoró, o primeiro voto de uma mulher no Brasil, nas eleições de 5 de abril de 1928. Isso aconteceu porque Celina soube identificar uma brecha na Lei nº 660, de outubro de 1927, que estabelecia as regras para o eleitorado solicitar seu alistamento e participação. O Rio Grande do Norte foi o primeiro estado a regulamentar seu sistema eleitoral, acrescentando um artigo que definia o sufrágio “sem distinção de sexo”. O voto feminino no país só foi assegurado quatro anos mais tarde, em 1932, durante o governo Getúlio Vargas, após uma intensa campanha nacional pelos direitos das mulheres. Para todos esses casos, há percussoras, que se dispõe a estar na linha de frente da batalha. Mas as mulheres que as seguem têm o papel fundamental de primeiro empoderar-se. Cumplicidade, empatia e apoio mútuo entre as mulheres – ações que definem o conceito de soronidade – são absolutamente importantes para o enfrentamento das situações de opressão normatizadas por uma cultura patriarcal. É pelo necessário e urgente processo de integração que a Revista Rio Center ilustra sua reportagem de capa com um time de cinco mulheres. Mais que empoderadas, elas traduzem, de forma singular, em diferentes áreas de atuação, o carisma, o talento e a garra da mulher potiguar.


MARGOT FERREIRA De todas as convidadas, a jornalista Margot Ferreira, 47 anos, é a única que não nasceu no Rio Grande do Norte. Mas o sangue de Poty, defende, corre em suas veias e traz com ele “o DNA visionário de garra e luta que as potiguares têm”. Apresentadora por 22 anos do principal telejornal do estado, na afiliada da Rede Globo, e dona de um carisma ímpar, Margot Ferreira tornou-se não só um dos rostos mais conhecidos no estado, mas também a maior referência feminina do telejornalismo local. Margot conta que não sofreu, em sua profissão, com o machismo. Mas reconhece que havia um tratamento desigual no começo. As mulheres, lembra, eram apenas locutoras. Estavam ali para ler notícias e, diferentemente dos homens, não tinham muito espaço para opinar. Isso, felizmente, mudou. Ela, então, segue no jornalismo, em um cargo de comando: é âncora do telejornal de maior audiência da TV Ponta Negra, a afiliada do SBT. Produz, edita, apresenta, e faz de tudo um pouco. No seu trabalho, enxerga uma ferramenta de luta. “A imprensa é uma das poucas armas que temos. E divulgar qualquer tipo de crime é uma saída poderosa e inteligente num país de justiça falha”, destaca, ao falar dos casos de assédio sexual em pauta atualmente. O empoderamento é nítido, mas não recente. Apesar do termo ser novo, o conceito para ela é antigo e está no DNA. “Minha avó materna, viúva e mãe de 12 filhos, saiu de Patu e veio para Natal com todos eles, com a cara e a coragem, em busca de uma vida melhor. Minha mãe também sempre trabalhou fora e foi por causa do seu trabalho que as oportunidades para nós, filhos, surgiram. Por isso, acho que sou empoderada, sim. Um empoderamento que, felizmente, minhas duas filhas também herdaram.”

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KHRYSTAL

Colar VICKY BIJOU Blusa e saia GULE GULE

No que diz respeito à força da potiguar, talvez Khrystal, 35, seja, das cinco mulheres convidadas, a que melhor traduz isso fisicamente. Seu nome remete a algo frágil, delicado, que facilmente pode se quebrar, mas, paradoxalmente, ela é daquelas que transmitem resistência até no olhar. Quando canta então, o chão parece tremer sob os pés de quem assiste. Seu canto tem energia, intensidade, vigor, e a voz é, para ela, uma arma na luta contra a misoginia e as mais variadas formas de intolerância. “A música é o meu canal de comunicação com o mundo e não perco a oportunidade de discutir comportamentos e observações sobre a vida através dela”, conta. Khrystal vem de uma família grande, na qual todos têm a música como algo muito importante. Sua trajetória já tem 18 anos completos, construída com passos firmes dentro da Música Popular Brasileira. A MPB, define ela, é especial, diversa e criativa. Como referências musicais, cita Cássia Eller e Elis Regina, mas é nas mulheres simples, como sua mãe, de onde extrai sua maior inspiração. Sua origem é motivo de orgulho. “Acho que o fato de ser nordestina deixa tudo mais especial. Somos originais, criativas e nosso sotaque é belo.” Quem vê tanta confiança, nem acredita que ela já se sentiu mal por não se enquadrar aos padrões estéticos. Os cabelos, hoje cheios de cachos imponentes e muito volumosos, já passaram por bastante química para que ficassem lisos. Mas tudo isso é algo superado há muito tempo. “Se gostar, se entender é muito importante. Quando estamos convictas de nós mesmas, tudo em volta fica mais leve. Isso é saúde!”, afirma.

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TITINA MEDEIROS “Não me considero ainda uma mulher empoderada. O que falta é ter algumas coragens”. A declaração dada por Titina Medeiros, 41, uma das atrizes potiguares de maior sucesso no cenário nacional, não traduz apatia. Muito pelo contrário. Mostra que, para esta seridoense que ganhou o país com seu bom humor, o feminismo se tornou um assunto muito sério. “Eu digo que não sou ainda porque eu me vejo repetindo padrões da educação que tive. A gente vem de uma cultura onde o machismo é muito presente. Você é criada dentro dessa cultura, para ser condicionada a essa cultura”, explica. “Inclusive, eu agradeço imensamente a essa nova geração de meninas, dos 25 anos abaixo. Elas realmente fazem esse discurso do feminismo, discurso do empoderamento, que a minha geração, infelizmente, não teve essa coragem, apesar de ter isso latente”, acrescenta. E é através da arte que Titina faz coro nesta luta. Em seu espetáculo “Meu Seridó”, que tem sido sucesso absoluto, fala muito de questões enraizadas na cultura nordestina, as mulheres prometidas para casar pelos próprios pais, por exemplo. A arte, atesta ela, é uma ferramenta de empoderamento porque é uma ferramenta de expressão. “Quando a gente tem espaço para se expressar, a gente naturalmente se empodera. Eu nasci no sertão, venho de uma cultura machista! Essa realidade está no meu espetáculo e eu precisei gritar isso”, destaca. Mesmo convivendo em meio a artistas e intelectuais, Titina acredita não estar blindada. O sexismo, aponta, não tem a ver com classe social nem com conhecimento; tem a ver com hábito. “Eu sempre falo, ‘a gente só vai mudar de fato quando a gente mudar a ação, mudar o hábito’. O machismo está impregnado em toda a sociedade brasileira, seja na classe baixa, nas mais altas, nos intelectuais ou não intelectuais”. E quando se traça um comparativo entre homens e mulheres, fica evidente a desigualdade entres os gêneros.

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Quando a gente tem espaço para se expressar, a gente naturalmente se empodera. Eu nasci no sertão, venho de uma cultura machista! Essa realidade está no meu espetáculo e eu precisei gritar isso.


GREYCE XAVIER A estilista Greyce Xavier, 32, também já atuou em um universo prioritariamente masculino. Antes de migrar para o mundo fashion, foi contadora por 10 anos – mais para satisfazer a família que por gosto pessoal. Contudo, o empoderamento também nasce da coragem de ser o que quiser, e deste modo ela se dispôs a recomeçar sua trajetória profissional. No trabalho atual, não precisa se preocupar com o machismo. Lida diretamente com o público feminino, com quem conversa com muita criatividade usando roupas como o maior instrumento. E a moda hoje, defende, está se moldando aos vários tipos de mulher. E isso é também uma ferramenta de empoderamento. “Hoje a alfaiataria está dando espaço para fazer roupas com um melhor caimento para mulheres de corpos variados. E este é um processo que nasce dentro da própria mulher. Não é a mulher que tem que se ajustar àquela roupa, é a roupa que tem que ser ajustada àquela mulher”, destaca a jovem. Historicamente as mulheres se empoderaram e promoveram rupturas no simples fato de vestir. A relação da mulher com a alfaiataria não pode ser contada sem citar a atriz alemã Marlene Dietrich, primeira grande figura a aparecer publicamente usando calças e que, pouco depois, surgiu no filme Marocco, de Josef Von Sternberg, com terno e gravata. Ela abriu espaço para que o debate entre os papeis de homens e mulheres fossem discutidos, o que, pode-se dizer, foi definitivamente consolidado na moda a partir da década de 1960, quando Yves Saint Laurent criou o primeiro smoking para elas.

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SHEILA FREITAS

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Segundo dados do IBGE, 62,2% dos cargos gerenciais no Brasil são ocupados por homens e apenas 37,8% pelas mulheres, mesmo elas tendo maior grau de escolaridade. Isso mostra que o caminho trilhado pela delegada Sheila Freitas, 52, até tornar-se uma das duas únicas secretárias de segurança estaduais do país não foi fácil, e é inspirador. Hoje ela está à frente de um verdadeiro batalhão – eminentemente masculino –, e lida com isso com muita naturalidade. “Sempre vivi neste mundo onde a maioria é formada por homens, mas nunca tive nenhum problema com isso. Muito pelo contrário, sempre me senti acolhida”, conta, levando em consideração os 18 anos que tem de experiência como policial civil. Sheila, por outro lado, defende uma participação maior de mulheres na segurança pública. Para ela, todos os concursos para o segmento deveriam ser nos moldes do que acontece na polícia civil, sem limites de idade ou restrição a gêneros. “Às vagas, todos concorrem e que vençam os melhores. A gente precisa que isso se torne uma constante nos concursos públicos, sobretudo nesta área. E o impacto que eu vejo nisso tudo é uma humanização maior dos profissionais da área de segurança, pela sensibilidade da mulher, pela própria natureza feminina, que melhora as relações de trabalho”, destacou ela. E como agente de segurança, ela fala com propriedade dos caminhos que devem ser seguidos para enfrentar a violência contra a mulher. A secretária defende que sejam feitas mais campanhas educativas, inclusive nas escolas, para que as crianças aprendam que não se pode tratar uma mulher com diferença. “É preciso que a vítima denuncie, mas é preciso também criar toda uma rede de apoio”, conclui.

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SETE MULHERES Sete é um número que, curiosamente, representa a perfeição e a totalidade. O arco-íris tem sete cores, a semana tem sete dias, existem sete notas musicais e sete maravilhas no mundo. E, por bem pouco, a capa da Revista Rio Center não traz sete mulheres. A agenda de duas delas, que já não moram em Natal, impossibilitou a foto em grupo, mas elas não podiam ficar fora desta reportagem especial. Virna Dias, 46, descobriu o esporte ainda criança, quando brincava de queimada nos intervalos da escola. Com muita garra e talento, chegou à seleção brasileira de vôlei e é, até hoje, uma grande referência no esporte. No caminho até o topo, conta que não esbarrou com o machismo. E as poucas distorções que existiam já foram corrigidas. “Não vejo isso na área do voleibol. Até porque as mulheres têm tantos títulos conquistados quanto os homens, e os salários hoje se equivalem. Essa é uma questão mais de passado. Hoje, na realidade do vôlei, não existe, não”, destaca. Fora do RN, estado que teve que deixar aos 15 anos de idade para seguir seu sonho, colecionou conquistas, sendo as medalhas olímpicas de Atlanta e Sydney as mais importantes. Mas sempre que pode, retorna à cidade que trata como lar. “Natal é meu refúgio, quando eu vou buscar um pouco das minhas origens, encontrar amigos de infância, matar saudade da culinária que é deliciosa”, conta. Todo fim de ano ela passa quase um mês na capital potiguar com os filhos. “Amo minha cidade, amo”. Mesmo aposentada do vôlei, Virna não largou completamente o esporte. Tornou-se palestrante, ajuda a dupla de vôlei de praia Ágatha e Duda, e cuida de projetos sociais no Rio de Janeiro e em Campinas, onde mora atualmente. Natália Noronha, 23, está fazendo o mesmo caminho que Virna fez ainda aos 16 anos. O meio onde atua, entretanto, é predominantemente masculino. Essa diferença entre as duas faz com que Natália precise rotineiramente reafirmar que ‘lugar de mulher é onde ela quiser’. “Ser mulher significa resistir. Quando a gente está num espaço onde homens são protagonistas e, por isso, mulheres têm menos voz e menos espaço, essa já é uma forma de resistência. E lutar contra opressões e preconceitos, e violência de gênero é também uma forma de resistir.” Vocalista e guitarrista da banda Plutão Já Foi Planeta, que conquistou o Brasil em uma das edições do reality Super Star, Natália convive com uma grande diferença quantitativa entre homens e mulheres. Para ela, isso é um reflexo direto de como a sociedade é criada: os meninos são estimulados à criatividade, a desenvolver habilidades manuais, a tocar instrumentos; enquanto as meninas são mais ensinadas a tarefas associadas a casa e a cuidados com crianças. “Isso acaba criando homens mais empoderados a tocarem instrumentos e serem ativos no meio musical. O que a gente tem que fazer pra mudar isso é começar pelos pequenininhos, incentivar nossas crianças igualmente a tocarem instrumento e desempenharem qualquer função”, assinala a artista, que atendeu nosso convite para a entrevista num momento de muita agitação, a gravação de um novo clipe e os ensaios para a estreia no Lollapalooza, um dos maiores festivais de música do mundo. Subir nesse palco e em tantos outros é o que elas estão fazendo. E nós, não devemos ser apenas uma plateia assistindo: o dever da mudança é de todos.

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O aconchego da nova morada é o que todo o casal recém-formado quer. E para decorar esse espaço, contamos com a consultoria de Renata Matos. A arquiteta, além de assinar o projeto do apartamento, fez a curadoria de adornos. No ambiente de intimidade, leveza é a palavra de ordem. Afinal, sair da cama em dias preguiçosos, só se for para estar cômodo em qualquer outro espaço


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#BEM-ESTAR

É PRECISO SABER VIVER Quando encarada com leveza, a velhice vem acompanhada também de delícias. Os sorrisos do casal Marilene e Sebastião comprovam isso texto TALLYSON MOURA

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nvelhecer é algo muitas vezes visto erroneamente como um defeito, algo indesejável. É preciso, portanto, dar à velhice o seu real significado: não é o fim, é parte de nós. Aprender a conviver com as limitações não é escolha; é lei, e este processo deve se dar com toda a leveza que só a maturidade traz. São as bagagens acumuladas ao longo da vida que recobrem os anos mais avançados com uma energia que é inegável. O casal Marilene, 75, e Sebastião Oliveira, 86, é prova de que a vida pode continuar sendo boa, a qualquer momento. Juntos há 49 anos, eles vivenciam diariamente as mudanças físicas que a passagem do tempo impõe, mas as encaram com vitalidade e bom humor inspiradores. E extraem da velhice as vantagens que os cabelos brancos e a lentidão dos passos trazem. “Não precisamos olhar muito o relógio, no tocante às nossas obrigações do dia a dia; não há necessidade de acordarmos muito cedo e trabalhamos somente nos dias que forem considerados os melhores para nós”, aponta Marilene. De sorriso fácil e postura elegante, ela não trata a velhice como ‘melhor idade’, mas analisa a chegada das limitações de forma prática. “Temos que conviver com elas [limitações] para termos um futuro sem

fotos GIOVANNA HACKRADT problemas e felizes”. E tem coisas que o tempo não muda. As mais de sete décadas de vida de Marilene não lhe tiraram, por exemplo, a paixão pela dança nem a vaidade – apesar de que foram necessárias algumas adequações. O volume de dança já não é o mesmo. Ainda assim, até bem pouco tempo atrás, fazia aula quatro vezes na semana numa turma só para mulheres. Deu uma pausa breve e logo estará de volta, garante. Os ritmos preferidos são forró e bolero. E foi nos passos a dois, que a paixão de criança chegou à vida adulta e permanece até hoje. “Sempre gostei muito de dançar. Quando menina, fiz um pouco de ballet. Depois que nos casamos, íamos com frequência a festas, onde dançávamos muito”, conta Marilene que, por muito tempo, organizou eventos com seu marido. “Já moramos em várias cidades do interior e sempre promovíamos muitas festas, tais como Padroeira, aniversários dos clubes, debutantes e de misses”, recorda. Da vida profissional, Marilene ainda traz o prazer nos penteados, a elegância nos gestos e a paixão por maquiagens. “Trabalhei oito anos em companhia de aviação e, naquele tempo, as funcionárias das companhias aéreas tinham que estar sempre

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Temos que conviver com elas para termos um futuro sem problemas e felizes

MARILENE OLIVEIRA, ao falar de limitações bem arrumadas”, conta. Era um trabalho bastante desafiador para uma jovem de apenas 18 anos, na época. Sebastião, por sua vez, trabalhou por 34 anos no Banco do Brasil, passando por muitas agências em todo o estado. Juntos, eles mantêm há 10 anos um espaço de comercialização de produtos da Herbalife, empresa global de nutrição voltada para controle de peso e cuidados pessoais. Denominado Espaço de Vida Saudável, o ambiente também propicia aos dois fazer novas amizades e estreitar relações interpessoais. “É onde exercitarmos nossas mentes, onde recebemos pessoas muito queridas, quase nossa família”, afirma ela. Sebastião também gosta muito de ler, ouvir música e assistir televisão. É um pouco acomodado em relação à atividade física, mas para seus quase 90 anos, assegura Marilene, está muito bem. Ela também é apaixonada por decoração e cozinha. Para pesquisar, usa um tablet mostrando que não ficou pra trás no quesito tecnologia. “Através dele, vejo e procuro tudo que me interessa”. Mas, sem dúvida, é a boa convivência com os filhos e amigas seu maior tesouro. E para sua satisfação, a casa está sempre cheia. O casal teve quatro filhos, sendo dois homens e duas mulheres, e já têm três netos, todos morando em Natal.

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Marilene veste Blusa CHEROY Calça PRACTORY Sebastião veste Polo ARAMIS Calça INDIVIDUAL


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#SAÚDE

DESLIGUE A MENTE texto TALLYSON MOURA

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epois de algum tempo de uso, os smartphones costumam sofrer congelamentos repentinos. O travamento geralmente acontece por falta de memória para rodar o volume de dados armazenados no parelho. Nem é preciso dominar o mundo da informática, para saber que a primeira providência a ser tomada é reiniciar o sistema. Numa sociedade cada vez mais ansiosa e hiperconectada, esta reinicialização também precisa ser feita com as pessoas. E um jeito de fazer isso é através da meditação. A prática permite que se entre num estado contemplativo capaz de acalmar o ritmo respiratório, os batimentos cardíacos e sentimentos de ansiedade, possibilitando uma sensação imediata de bem-estar, paz e tranquilidade. O praticante termina a meditação pronto para encarar os novos desafios. “A função prioritária da meditação é de acalmar a mente. No mundo de hoje, vivemos uma vida intensa, corrida, muito atropelada. A mente precisa ser reiniciada”, afirma Regina Foster, coach da Share International e praticante da meditação há mais de 10 anos. As práticas são diversas e aplicadas com bons resultados nas residências, escolas, em centros terapêuticos e até mesmo no ambiente de trabalho. Regina explica que a meditação é recomendada para pessoas de todas as idades. Ela sugere aos interessados, entretanto, que procurem centros de meditação e façam uma experi-

Como o corpo humano é uma máquina complexa, a gente precisa desligar por uns instantes. E a meditação pode ser uma ótima aliada no combate ao stress. Entenda melhor como isso funciona – inclusive com um empurrãozinho da tecnologia

mentação dos vários estilos. Se não há um centro próximo, essa busca pode ser feita na internet. “Depois de compreender a meditação e adaptá-la ao seu estilo, você pode praticá-la em casa perfeitamente”, afirma. Ela assegura que é possível meditar em qualquer lugar. “Agora, obviamente, pra quem está começando, é importante encontrar um lugar confortável, que não tenha muito barulho, onde você possa se concentrar.” O primeiro contato de Foster com a meditação foi quando assistiu a uma palestra de Benjamin Cream sobre a meditação de transmissão. Ela é potiguar, mas mora em Dallas, nos Estados Unidos, há 35 anos. Desde o encontro, começou a se dedicar a este estilo de meditação, que é bem diferente do método convencional. “A meditação de transmissão é um serviço à humanidade, transformando energias não captáveis pelo ser humano em energias que podem ser absorvidas pelo nosso corpo”, explica. A meditação sempre foi associada às religiões, mas é possível meditar sem venerar o Buda. Basta respirar fundo, prestar atenção ao seu redor: nos sons, nas sensações físicas, nos seus pensamentos, um de cada vez. E os benefícios são comprovados cientificamente. No ocidente, a meditação vem ganhando mais adeptos com outro nome: mindfullness, termo que se popularizou sob um aspecto mais laico e universal. No português, o seu significado mais usual é “atenção plena”.

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Regina Foster é coach da Share International e praticante da meditação há mais de 10 anos

APRENDA A MEDITAR COLOQUE-SE EM UMA POSIÇÃO CONFORTÁVEL

Não é preciso ficar em uma posição de lótus. Pode sentar numa poltrona ou até deitar - o que for mais aconchegante. O mais importante é montar um cenário livre de distrações. A posição desconfortável pode lhe roubar o foco.

RESPIRE FUNDO E FECHE OS OLHOS

Coloque a atenção na respiração. Sinta como o ar entra e sai; como o peito sobe e desce. É automático.

CONTINUE A OBSERVAR A RESPIRAÇÃO

Você vai perceber sua mente desviar e se perder em algum pensamento. Tão logo fique ciente de que sua atenção desviou, traga-a suavemente de volta à sua respiração.

SE PREFERIR, ENTOE UM MANTRA

Um mantra nada mais é do que um foco, como a respiração, para controlar a mente. Se inspirar e expirar não é suficiente, procure algo que tenha um significado: uma prece, um verso, palavras em sânscrito...

MANTENHA A ATENÇÃO PLENA NO PRESENTE

Meditar é situar-se no aqui e agora. A respiração e os mantras são apenas um artifício para você ficar com sua mente o maior tempo possível no presente.

MEDITE DE NOVO E DE NOVO

A meditação é um treino que exige persistência. Mantenha certa regularidade, e vá aumentando o tempo e variando os tipos para ir treinando a mente de diferentes formas.

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EMPURRÃOZINHO TECNOLÓGICO Para começar a meditar não é preciso de muito esforço, e a tecnologia pode dar uma forcinha. Hoje em dia já existem aplicativos de meditação guiada que dá pra ter no smartphone ou no tablet, e nós listamos três que consideramos importantes. Estas ferramentas vão te ajudar a fazer uma pausa no dia a dia agitado e desconectar do mundo alheio.

Headspace

Com uma proposta de meditações diárias de 10 minutos, o app pretende mostrar como a prática pode ser parte do dia a dia moderno.

5 minutos

Criado pela ONG Mãos Sem Fronteiras, o app propõe uma meditação diária de cinco minutos. Ao completar este tempo, o usuário soma minutos pela paz no meditômetro contador mundial de tempo meditado, hoje em mais de 10 milhões de minutos.

Insight Timer

O app é um dos mais populares e oferece mais de seis mil meditações guiadas em áudio por 1,2 mil professores ao redor do mundo.


#GASTRONOMIA

LUGAR DE MULHER TAMBÉM É BRILHAR NA COZINHA Aprender por tentativa e erro estava custando muito caro. Foi o que fez a chef Sônia Benevides buscar a profissionalização. Por ser mulher e trabalhar na cozinha, já sofreu muito preconceito, mas todo esforço foi recompensado. Clientes e prêmios ela tem texto CRISTIANO FÉLIX fotos GIOVANNA HACKRADT

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O

brilho nos olhos de encantamento que Billy Elliot tem ao entrar pela primeira vez numa escola de dança é o ponto de partida para entender o despertar para a profissão dos sonhos. Interpretado pelo ator Jamie Bell, o personagem que dá nome ao filme é confrontado diversas vezes por seu pai e irmãos. Poderia ser futebolista ou boxeador, mas o menino tinha o sonho de ser bailarino e, no longa-metragem, é contada sua saga até chegar ao Royal Ballet School, de Londres. É com essa referência que a chef de cozinha Sônia Benevides começa a descrever seu ingresso no mundo da gastronomia. “Eu me senti pertencendo àquele mundo”. Desde a entrada na faculdade - e ao longo dos últimos 15 anos -, conquistou admiradores e premiações, entre eles uma estrela do Guia Quatro Rodas no restaurante O Bule, na Lagoa do Bonfim, e, mais recentemente, no início deste 2018, o prêmio Dólmã de melhor chef. Até chegar ao Marechal, restaurante que comanda há cerca de um ano, o caminho foi longo. “Senti preconceito desde o primeiro dia. Como arquiteta eu era mediana e, quando resolvi deixar a profissão, em 2003, até alguns familiares me chamavam de louca. Uma mulher ser cozinheira era algo banal, que se dizia uma obrigação”, lembra. O atual momento da gastronomia é outro, como ela mesma ressalta. Mas, no campo profissional, a cozinha se tornou um espaço muito masculino. “Como diz o ditado, a gente precisa ‘endurecer sem perder a ternura’, mas no início a gente perde um pouco. Essa dificuldade jamais me fez pensar em desistir, embora às vezes eu precise me fazer de surda”, confessa. Do mesmo seio da família em que sentiu rejeição, ela tirou algumas das mais fortes inspirações. Buscando na sua memória afetiva, os almoços nos finais de semana na Lagoa do Bonfim estão elencados em primeiro plano. Um tia fazia o empadão de frango e outra ficava com os doces, enquanto a mãe de Sônia fazia os seus famosos bolinhos de banana. “Esse tipo de bolinho faz parte de uma linha mais ‘comfort food e é algo que implantei, com nova roupagem, no Marechal. Inclusive Marcos, nosso maître, não aceita que ele saia do cardápio”, diz entre risos. A chef também fala com uma saudade latente no olhar do camarão à grega que era servido no restaurante da Rampa, berço histórico de Natal. “O molho de tomates era muito especial e eu tenho a impressão de que até a batata frita de lá era a melhor do mundo”. No entanto, esses regionalismos só afloraram quando Sônia foi estudar em Santa Catarina. “No Sul, o pessoal da gastronomia tem uma curiosidade muito genuína sobre os produtos daqui. E foi a partir da visão deles que eu comecei a me apropriar das nossas referências regionais.” Apesar de utilizar muitos ingredientes locais, a gastronomia da chef Sônia Benevides não se encaixa na classificação de regional. Isso se deve exponencialmente ao uso de técnicas de vanguarda aprendidas em diferentes escolas, principalmente europeias. Com mestrado em ciências gastronômicas pela Universidade Nova de Lisboa e cursos na renomada Basque Culinary Center, na cidade espanhola de San Sebastián. A escola de gastronomia tem entre seu conselho de avaliadores nomes como o chef brasileiro Alex Atala, do D.O.M., reconhecido como um dos melhores do mundo desde 2006 pela San Pellegrino World’s 50 Best Restaurants, seleção que é considerada o Os-

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car da gastronomia. E, além dele, o chef catalão Ferran Adrià, considerado o papa da culinária de desconstrução e o mais influente do mundo pelo seu trabalho no restaurante El Bulli. “Conhecer o ramo e estar perto dos melhores te deixa mais pronta para encarar os desafios. Lembro que durante os quatro anos do mestrado em Portugal, li muitos livros sobre como alguns chefs espanhóis estavam transformando o cenário da gastronomia. Então, quando consegui a oportunidade de entrar na Basque, fiquei muito emocionada”, lembra.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Comandando uma equipe de 20 pessoas, sendo nove delas na cozinha, a chef Sônia Benevides está como quer, vivendo um modelo novo, desafiador. Ao mesmo tempo em que exercita o poder da criação, com sua cozinha autoral, gerencia todo o sistema do restaurante Marechal, do pessoal até o abastecimento. No início desse ano, já tinha em mãos a programação da casa para todo o semestre, incluindo uma reformulação no cardápio, a primeira mais profunda. “Acho muito pertinente o meu modelo de trabalho hoje, tendo espaço para criar e respeitando o tempo de maturação de cada prato. Não adianta ter pressa! O meu primeiro cardápio para o Marechal nunca foi implantado na íntegra”, revela, sem ressentimentos. “É aos poucos que a gente entende o que o cliente espera e para o que ele está aberto. Será que não implantamos porque era muito ousado? Talvez sim”, ela mesma responde, antes de completar: “Muitas das ideias daquele início eu não esqueci e, só agora, acho que o público pode estar mais preparado. O trabalho é de formiguinha e, nesse sentido, eu sou muito paciente.” Ser chef executiva e ter todo um aparato na cozinha também ajuda a desenvolver um trabalho de ponta. Entre os equipamentos pouco comuns – mas que nem é dos mais caros – está o cilindro de nitrogênio líquido. Trata-se de um equipamento que resfria o nitrogênio a -196° celsius. É com ele que a chef faz o “Globo de Umbu”, sobremesa que dá nova roupagem à tradicional umbuzada. “É com uma técnica diferenciada que a gente aproxima os jovens do tradicional, do nosso regionalismo”, avalia, ressaltando que o equipamento usado não existe em nenhum outro restaurante de Natal. A despeito de criações e tecnologias, Sônia se sente realmente satisfeita por outra perna desse tripé: trabalhar com gente. Sem citar nomes, ela fala, com doçura na voz, sobre um jovem de sua equipe que “não estava no caminho de um futuro muito bom”, mas “ele mudou a atitude ao vestir sua dolma” – nome dado ao uniforme dos cozinheiros. “Não se trata de mudar vidas, às vezes é salvar mesmo. E eu me sinto bem assim: só de trabalhar em equipe, fazer parcerias. Quando estou criando, todo mundo vem pra cima para ver o teste do prato”, orgulha-se. É esse trabalho de mãos dadas que deu a Sônia tanto reconhecimento, registre-se outra vez. Mas prêmios não a envaidecem. “Prêmio é bom porque a gente se dá o direito de ter cinco minutos de piração. Outro fato importante é se sentir norteado, ter o conforto de saber que está no caminho certo.”


Prêmio é bom porque a gente se dá o direito de ter cinco minutos de piração. Outro fato importante é se sentir norteado, ter o conforto de saber que está no caminho certo.

COMER COM OS OLHOS As receitas desenvolvidas por ela não começam pelo sabor ou aromas, como pode-se presumir inicialmente. O ponto de partida das suas criações tem viés estético, surpreendentemente. “Muitos chefs que conheço sabem fazer pratos incríveis, mas se perdem na hora de montar. Eu não tenho esse problema porque penso primeiro no formato. O sabor do prato, para mim, é algo mais prático, que se monta na cabeça”, explica. De certo, ainda tem muitos desafios – os próprios e outros impostos pelo mercado. Mas, sobre o futuro, Sônia Benevides se diz “bipolar”. Adoro a cidade, sou bastante cosmopolita, mas o campo também faz bem à minha alma. Sou muito curiosa com o artesanal, o luxo do feito à mão. Acho que um dia ainda vou voltar a isso. Talvez eu ainda me ligue a um projeto futuro na área de educação. Quem sabe até ajudando a montar uma escola de gastronomia. Acho que hoje posso ter uma voz que seja capaz de modificar”, conclui. Já temos candidatos a se inscrever?

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MULHERES REAIS versus deusas Controlada pelo homem por muitos séculos nas artes plásticas, a nudez feminina ganha novos contornos com a expressão de mulheres que estão na linha de frente da arte contemporânea, como Adriana Verejão e Anasor ed Searom. Elas rompem conceitos sobre sexualidade, a idealização do corpo e a construção de padrões estéticos

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uando Sandro Botticelli concluiu a obra O nascimento de Vênus, em 1483, ficou claro o discurso visual de que a figura da deusa tratava da imagem feminina com graça e beleza. Ou, como definiu Kenneth Clark, deveria representar “uma ninfa de excelentes atrativos, sua alma e sua mente seriam o amor e a caridade, seu conjunto constituiria a honestidade o encanto e o esplendor”. Hoje, passado mais tempo que a história do Brasil desde o descobrimento, o nu das mulheres é uma arma política que questiona os limites entre o que é permitido expor. Uma das artistas brasileiras a romper com o olhar masculino considerado patriarcal é a carioca Adriana Varejão. Em sua obra Dadivosa, de 1999, criou uma Vênus de quatro peitos a partir de uma fotografia do seu próprio busto. Outra figura exponente na arte de provocar é Anasor ed Searom – anagrama de Rosana

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de Moraes -, artista paulista representada em Natal pela Toque de Mídias. Anasor expôs recentemente na Casa Cor RN uma obra de sua famosa série “Passa-louca”, que já bateu asas por diversos países, incluindo exposições no Museo Eugenio Granell, em Santiago de Compostela (Espanha), e Museo De La Solidariedad Salvador Allende em Santiago (Chile). A obra exibida em Natal é uma releitura da Vênus de Botticelli, inserindo na imagem da deusa a cabeça de um gavião-de-penacho. No lugar das longas madeixas há uma faixa na qual estão escritos os três preceitos da proporção áurea. A tela tem 100 x 50 cm, tamanho superior ao comumente costuma pintar. Sobre a sensualidade em seus trabalhos, ela explica que aborda o erotismo dentro de um tema universal que é a figura humana. “É uma pesquisa pessoal e não está pautada em julgamentos morais alheios. Sendo assim, não tenho receio

de retaliações”, afirma. “Se eu tivesse parado de produzir ao escutar os primeiros repúdios moralistas à minha estética e temática, não seria artista”. Sobre os recentes episódios de censura, ampliados principalmente depois do cancelamento do Queermuseu, no Santander Cultural, em Porto Alegre, Anasor é taxativa: “Considero uma censura, sendo também um atentado ao direito de expressão e à hipotética democracia brasileira”. A artista recorda ainda de outras circunstâncias de censura e exclusão na História da Arte. “Tivemos as reações contra os impressionistas, o conceito nazista de arte degenerada, repúdios no nosso próprio modernismo e, mais recentemente, a destruição de patrimônios históricos da humanidade por extremistas religiosos no Oriente. Dessa forma, podemos refletir que a intolerância não gera conhecimento, e tão somente destrói, deforma e aprisiona as mentalidades”.


Foto: Brunno Martins

#CULTURA

Elza Potiguar Está prevista para julho a estreia do espetáculo Elza Soares – O musical. O projeto representará as várias faces da consagrada cantora e compositora brasileira, com o talento de sete mulheres negras. Entre elas, a potiguar Khrystal. O projeto tem direção musical de Pedro Luís, texto assinado por Rafael Gomes com Vinicius Calderoni, e produção da Sarau Agência de Cultura Brasileira, a mesma responsável pelos musicais ‘Gonzagão – A Lenda’, ‘Auê’, ‘Gota D’Água [a seco]’ e ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’. O espetáculo vai estrear no dia 23 de julho, data do aniversário de 81 anos da cantora, no Rio de Janeiro.

O espetáculo Meu Seridó desnuda de forma muito intensa e ao mesmo tempo simples o sertão das mulheres esquecidas e das que sonham. Com fortes questões norteadoras, aborda, além da condição da mulher no sertão, a extinção do indígena em detrimento do boi e a desertificação. Idealizado pela atriz Titina Medeiros, a peça tem direção de César Ferrario e texto de Filipe Miguez (autor da novela Cheias de Charme). O projeto deve voltar em maio com uma imperdível micro-temporada de dois finais de semana.

De tudo um pouco Marina Lima chega ao 21º álbum da carreira, misturando ritmos e com uma visão bastante politizada. O “Novas Famílias” traz críticas duras à extrema direita, ao machismo e à visão conservadora de um modo geral. O novo álbum, já disponível nas plataformas de streaming, apresenta ainda parcerias com nomes de peso, como o irmão Antonio Cicero, Letrux, Silva e Marcelo Jeneci. Vale conferir! Foto: Rogério Cavalcanti

Foto: Divulgação Globo

Sertão feminista

3 séries #girlpower para assistir no Netflix The Crown

A série, já em sua segunda temporada, conta a história da rainha Elizabeth, que assume o trono da realeza britânica aos 25 anos. Outro destaque é a princesa Margaret, que passa por cima da tradição para forjar sua própria identidade.

As Telefonistas

Na história, que se passa em 1920, quatro telefonistas da Espanha discutem sobre liberdade e direito das mulheres. Apesar de leve, a série é também uma crítica à forma como as mulheres eram vistas na sociedade naquela época.

Glow

Na Los Angeles dos anos 80, um grupo de mulheres de personalidades distintas encontra na luta livre uma chance para recomeçar. E é neste espaço completamente dominado por homens que elas provam – com muito glitter, golpes incríveis e glamour - ser duras na queda.

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#VIAGEM

DESTINO RÚSSIA Sede da Copa do Mundo de Futebol, a Rússia receberá muitos brasileiros ansiosos por ver a seleção canarinho brigar pelo hexacampeonato. Mas a paixão pelo esporte não será o único combustível para esta viagem Em território, ele é o maior país do mundo, atravessando dois continentes, Europa e Ásia. E ostenta uma história riquíssima e cenários de tirar o fôlego, além de gastronomia marcante e cultura vasta. Visitar a Rússia é como conhecer um pouco mais sobre o passado. Os palácios e monumentos da época dos czares, donos de um colorido incrível, estão entre as principais atrações do país, que terá 11 cidades-sedes no mundial esportivo. Se há pouco tempo de estadia, porém, sugerimos que se divida apenas entre São Petersburgo e Moscou, as duas mais conhecidas. Ambas abundam belíssimas arquiteturas, traduzindo de forma grandiosa a emocionante história do país, e misturam de forma inexplicável o clássico com o exótico. Nelas, listamos cinco pontos turísticos que merecem a sua visita.

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Moscou CATEDRAL DE SÃO BASÍLIO A formidável Catedral de São Basílio, em Moscou, é um dos cartões postais mais famosos da Rússia inteira. A igreja ortodoxa cristã fica no coração da cidade, na Praça Vermelha, junto aos muros do Krêmlin. De tão multicolorida e alegórica, nem parece um templo religioso - pelo menos não os que estamos acostumados a ver. Suas nove cúpulas em azul, branco, verde, amarelo, vermelho e dourado são hipnotizantes.

TEATRO BOLSHOI Uma das casas de arte mais conhecidas do mundo todo, o teatro Bolshoi é referência quando o assunto é o ballet. Lá acontecem os mais belos espetáculos de dança do mundo. Fora isso, sua deslumbrante arquitetura é outro atrativo forte. No topo da fachada, por exemplo, você vai ver uma escultura de Apolo, o deus da arte, em uma charrete conduzida por quatro cavalos. Também chamam atenção as imensas colunas do pórtico.

PALÁCIO DO ARSENAL Além de ótimas fotos, a visita ao Palácio do Arsenal rende um verdadeiro banho de história e cultura, possibilitando uma verdadeira imersão na história da Rússia de muitos séculos atrás. Tesouros de valor inestimável, preciosos objetos, obras de arte, utensílios domésticos, carruagens, móveis e demais itens que fizeram parte do cotidiano dos antigos Czares estão guardados no interior da bela construção erguida em 1851.

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São Petesburgo MUSEU HERMITAGE Considerado um dos mais importantes do mundo, o Museu Hermitage é um desses casos onde as instalações são tão maravilhosas que disputam a atenção dos visitantes com as próprias obras de arte que ele abriga. A arquitetura palaciana, por si, já é uma belíssima atração. E o acervo com 3 milhões de itens de praticamente todas as épocas, estilos e culturas da história russa, européia, oriental e do norte da África não deixa em nada a desejar para os famosos Louvre, em Paris, ou MET (The Metropolitan Museum of Art).

Estádios da Copa

CATEDRAL DO SANGUE DERRAMADO De beleza impressionante, a Igreja do Sangue Derramado é, sem dúvida alguma, um dos locais que mais simbolizam São Petersburgo. O nome oficial é Igreja da Ressurreição do Salvador, mas ficou conhecida como Catedral do Sangue Derramado por ter sido construída no local onde o Czar Alexandre II foi assassinado. Assim como o de São Basílio, em Moscou, o belo templo ortodoxo ostenta cúpulas multicoloridas.

O estádio Luzhniki, em Moscou, vai receber sete jogos ao longo da competição, incluindo a partida de abertura e a grande final. O equipamento está localizado próximo à estação de metrô Sportivnaya, de fácil acesso para os torcedores. O primeiro estádio que receberá o Brasil é a Rostov Arena. Com capacidade para 45 mil espetadores, o palco é o mais próximo de Sochi, cidade localizada na região sudoeste da Rússia. Para chegar até lá de avião, saindo de Moscou, leva-se cerca de 2h20, a um custo médio de R$ 300. Os trens partem diariamente, mas o tempo de viagem sobe para 23 horas, enquanto de carro a viagem é ainda mais longa: 32 horas. Os brasileiros que quiserem acompanhar nossos atletas de perto terão muito o que fazer pela cidade, sobretudo os que gostam de vida ao ar livre. Na cadeia montanhosa de Caúcaso é possível fazer escaladas, rafting e até snowboard.

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t r o p S

street

&

O esportivo circula nas ruas como casual e vira nova febre fashion: o chamado Athleisure. Para estar do espaço mais hype até after hours, a roupa desenhada para ser activewear ganha sobreposição. Vale tela, jaqueta bomber e mais. Ou ela pode simplesmente aparecer num vestido ajustado, com essa pegada esportiva que nos é dada com muita tecnologia fabril e compressão, garantindo conforto e movimento na hora do treino

Fotografia GIOVANNA HACKRADT Estilo CRISTIANO FÉLIX Cabelo e maquiagem DANIEL DOS ANJOS (SALÃO SINVAL DE SOUZA) Atletas LORENNA ALCIDES, POLLYANA LOURISE E ARTHUR DUTRA

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Pรกgina anterior Vestido GROOVY Sandรกlia CRAVO & CANELA Nesta pรกgina Top LUPO Bomber jacket INSP Legging LUPO Ankle boot LYND

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Regata e calça LUPO Sapatênis FRANCAGEL

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Top straps e legging LUPO Blusa GROOVY Tênis LYND

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Nosedive Jovens em meio a telas de projeção, jogos de celular e redes sociais: pano de fundo de uma dinâmica cotidiana e divertida, mas que deve ser cheia de alertas. Nossos convidados sabem bem lidar com ela e, pela idade, fazem com supervisão dos pais. Nesse editorial extraímos apenas o melhor de ter a popularidade avaliada em cinco estrelas, como acontece em Nosedive – primeiro episódio da terceira temporada das série britânica Black Mirror. Cenário futurístico e texturas destacam tecidos planos e estampas leves


Pรกgina anterior Camisa e bermuda KING & JOE Vestido ANIMรŠ Blusa ANGEL Saia VIC & VICKY Bolsa PAMPILI


Conjunto VIC & VICKY


Blusa BOBBYLULU Saia GLOSS

T-shirt KING & JOE Bermuda INDIVIDUAL Sapatênis SHELTER


Cropped e saia AUTHORIA

fotografia PEDRO FONSECA / estilo CRISTIANO FÉLIX / maquiagem ISAÍAS MEDEIROS, THAÍSA RAFAELA, RAFAEL AUGUSTO (SALÃO SINVAL DE SOUZA) cabelo CAROL OLIVEIRA (SALÃO SINVAL DE SOUZA) / modelos ERICK FONSECA, ANNA LUÍSA PONTES, MARI MAIA, BIA SIMÕES E ANA LUIZA NILANDER


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True colors Livres e num ambiente de total descontração, as crianças que vestem Rio Center brincam com Tilt e Baboo, personagens criados a partir da imaginação delas. Aqui, todas aproveitam o melhor da infância, tendo a inclusão como palavra de ordem

Arco ANA MARIA Vestido LILICA Tênis PAMPILI Laço ANA BIJOUR Vestido LILICA Sapatilha GAMBO Monstrinho BABOO

Arco ANA MARIA Conjunto LILICA Sapatilha PAMPILI Monstrinho TILT

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Conjunto HAVE FUN Sapatênis GAMBO


Vestido MON SUCRÉ Sapatilha PAMPILI

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Arco ANA MARIA Vestido PETIT CHERRIE Cardigã LILICA Sapatilha GAMBO

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Polo OGOCHI KIDS Calça HAVE FUN Sapatênis KLIN Camisa, t-shirt e bermuda OGOCHI Sapatênis KLIN


fotografia GIOVANNA HACKRADT make ISAÍAS MEDEIROS, THAÍSA RAFAELA, RAFAEL AUGUSTO (SALÃO SINVAL DE SOUZA) cabelo CAROL OLIVEIRA E THAIGO CARLOS (SALÃO: SINVAL DE SOUZA)

Arco ANA BIJOUR Vestido PETIT CHERRIE Sapatilha GAMBO

modelos MAYSLA OLIVEIRA, ELENA MEDEIROS, DAVI LIMA, PEDRO HENRIQUE PORCIÚNCULA E MARIA FERNANDA PORCIÚNCULA


DESCRITIVO

SHOW YOUR WESTERN SIDE Página 13 Vestido Moça Bonita R$ 219,90 Colete Lady Rock R$ 159,90 Página 14 Colar Vicky Bijou R$ 59,90 Chemise Moça Bonita R$ 159,90 Jaqueta Lady Rock R$ 259,90 Calça Dimy R$ 449,90 Página 15 Brinco Vicky Bijou R$ 19,90 Regata Angel R$ 139,90 Vestido Moça Bonita R$ 219,90 Jaqueta INSP R$ 579,90 Calça Dimy - R$ 449,90 Sandália Bottero R$ 199,90 Página 16 Brinco Vicky Bijou R$ 19,90 Vestido Moça Bonita R$ 179,90 Vestido longo Gule Gule - R$ 239,90 Cinto em couro Dudalina - R$ 199,90 Página 17 Coleira Vicky Bijou R$ 29,90 Vestido Moça Bonita R$ 179,90 Blusa Gule Gule R$ 119,90 Cinto Bauarte R$ 69,90 Página 18 Brinco Vicky Bijou R$ 19,90 Chemise Moça Bonita R$ 349,90 Cardigan Cor Doce R$ 179,90 Calça By Picle R$ 179,90

Bolsa jeans Bauarte R$ 139,90 Babuche Cravo e Canela - R$ 199,90 Página 19 Regata Cheroy R$ 139,90 Vestido Moça Bonita R$ 189,90 Calça Dudalina R$ 349,90 Babuche Cravo e Canela - R$ 199,90 Página 20 T-shirt Moça Bonita R$ 109,90 Blusa Gule Gule R$ 99,90 Pantalona Moça Bonita R$ 139,90 Página 21 Vestido Moça Bonita R$ 169,90 Kimono Gule Gule R$ 289,90 Calça Gule Gule R$ 299,90 Sandália Bottero R$ 199,90 Página 22 Sutiã Recco R$ 174,90 Blusa Gule Gule R$ 199,90 Pantalona Gule Gule R$ 249,90 Echarpe Bauarte R$ 49,90

FINO CONTRASTE Página 25 Lenço Bauarte R$ 19,90 Calça Individual R$ 274,90 Página 26 Paletó Fideli - R$ 609,90 Camisa AD - R$ 249,00 Suspensório Saraiva R$ 129,90 Calça Individual R$ 274,90 Página 27 Lenço Bauarte R$ 19,90 T-Shirt AD - R$ 119,00

Calça Individual R$ 274,90 Página 28 Camisa Ogochi R$ 239,90 Gravata Saraiva R$ 49,90 Calça Barezy R$ 179,90 Sapatênis Shelter R$ 209,90 Página 30 Camisa Dudalina R$ 319,90 Gravata Saraiva R$ 69,90 Paletó Aramis R$ 799,90 Página 31 Camisa Ogochi R$ 239,90 Suspensório Saraiva R$ 129,90 Gravata Saraiva R$ 69,90 Calça Barezy R$ 249,90 Página 32 Camisa Dudalina R$ 379,90 Suspensório Saraiva R$ 129,90 Calça Barezy R$ 179,90 Sapatênis Shelter R$ 209,90 Página 33 Camisa Individual R$ 319,90 Tricot Dudalina R$ 349,90 Gravata Saraiva R$ 69,90 Calça Barezy R$ 249,90 Sapatênis Shelter R$ 209,90

URBANO & CONFORTÁVEL Página 35 T-Shirt King & Joe R$ - 59,90 Camisa slim fit AD R$ 249,00 Calça Color Aktoos R$ 129,90

Slip on Rafarillo - R$ 199,90

MUST-HAVE Página 37 T-shirt Groovy - R$ 99,90 Jaqueta em sarja Dudalina - R$ 499,90 Saia assimétrica Practory - R$ 349,90 Sandália metalizada Divitrini - R$ 159,90

AJA NATURALMENTE Página 39 Shampoo Meu Cacho Minha Vida 500g Lola R$ 29,90 Condicionador Meu Cacho Minha Vida 500g Lola - R$ 29,90 Máscara Morte Súbita 450g Lola - R$ 39,90 Pó Compacto translúcido Vult R$ 29,90 Base líquida HD com alta cobertura Vult R$ 39,90 Batom matte Vult R$ 19,90

SAPATARIA Página 48 Sapatilha Delotto R$ 149,90 Scarpin Bottero R$ 189,90 Scarpin Delotto R$ 174,90 Página 49 Ankle boot Anatomic Gel - R$ 289,90 Sapatênis Democrata R$ 219,90 Sapatênis Shelter R$ 179,90

MUDANÇA DE DENTRO PARA FORA Página 50 (capa) Margot veste Colar Vicky Bijou R$ 29,90

Brinco Vicky Bijou R$ 19,90 Macacão Cheroy R$ 449,90 Sandália Bebecê R$ 139,90 Khrystal veste Brinco Vicky Bijou R$ 19,90 Macacão Cheroy R$ 359,90 Sandália Miss GNC R$ 149,90 Titina veste Blusa Gule Gule R$ 89,90 Calça Dudalina R$ 349,90 Greyce veste Brinco Vicky Bijou R$ 19,90 Blusa Gule Gule R$ 89,90 Jaqueta INSP R$ 579,90 Short Cheroy R$ 299,90 Sheila veste Capa Moça Bonita R$ 249,90 Blusa Moça Bonita R$ 149,90 Saia lápis Cheroy R$ 189,90 Sandália Bebecê R$ 139,90 Página 53 Margot veste Chemise Moça Bonita R$ 159,90 Calça Shanes R$ 179,90 Sandália Bebecê R$ 139,90 Khrystal veste Colar Vicky Bijou R$ 89,90 Blusa Gule Gule R$ 139,90 Saia Gule Gule R$ 239,90 Página 54 Titina veste Colar Vicky Bijou R$ 89,90 Blusa Practory R$ 139,90


Pantacour Moça Bonita R$ 249,90 Página 55 Greyce veste Brinco Vicky Bijou R$ 19,90 Macacão Groovy R$ 189,90 Scarpin Bottero R$ 159,90 Sheila veste Blusa Gule Gule R$ 139,90 Saia em crepe Cheroy R$ 179,90

ECOS DA INTIMIDADE Página 59 Roupão Buddemeyer R$ 249,90 Camisola Recco R$ 229,90 Calcinha Recco R$ 59,90 Página 60 Toalha de banho Marina Artex R$ 44,90 Toalha de rosto Georgia Buddemeyer - R$ 24,90 Tolha de banho Georgia Buddemeyer R$ 54,90 Kit com 3 cestos MOAS R$ 299,90 Página 61 Colcha matelassada king Boulevard Altenburg - R$ 239,90 Kit colcha queen Austin Karsten - R$ 369,90 Jogo de lençol queen Austin Karsten R$ 289,90 Kaftan em microfibra Recco - R$ 199,90 Boxer trunk modal Calvin Klein - R$ 49,90 Página 62 Blusa canelada Cor Doce - R$ 89,90 Calcinha Recco R$ 59,90 Manta Niazitex R$ 49,90 Página 64 Travesseiro 50x70cm Levitare Altenburg R$ 89,90 (cada)

Travesseiro Liberty Altenburg - R$ 39,90 (cada) Camisa super slim Aramis - R$ 319,00 Sutiã Recco R$ 139,90 Calcinha Recco R$ 59,90 Página 65 Pijama em malha Lupo R$ 129,90 (cada) Página 66 Jogo de taças para água Mimo R$ 154,90 Jogo para sobremesa bico abacaxi Class Home - R$ 149,90 Jogo de jantar Marsala 42 peças Casa Ambiente - R$ 759,90 Faqueiro Geneve 130 peças Rojemac R$ 2.399,90 Sousplat Mimo R$ 19,90 (cada) Lugar americano Copa & CIA - R$ 29,90 (cada) Jogo com 4 argolas para guardanapos Yoi R$ 69,90 Jogo de guardanapos 6 peças 50x50cm Niazitex R$ 129,90 Página 67 Camisa reta Aramis R$ 259,00 Bermuda Aramis R$ 319,00 Bule térmico 500ml Tramontina - R$ 159,90 Bule térmico 1L Tramontina - R$ 204,90 Chaleira 2L com apito em aço Tramontina R$ 329,90 Página 68 Cueca Lupo - R$ 54,90 Conjunto Recco R$ 289,90 Página 69 Porta retrato Rojemac R$ 99,90 Porta retrato Entrecasa R$ 134,90 Porta retrato com borda trabalhada Entrecasa R$ 114,90

Página 70 Camisa slim fit Aramis R$ 259,00 Bermuda em sarja Dudalina - R$ 274,90 Vaso em cristal perolado R$ 699,90 Vaso em vidro com design importado R$ 119,90 Galho Crisântemo Winmax - R$ 24,90 (cada)

É PRECISO SABER VIVER Página 73 Marilene veste Twin-set em linho Lafee R$ 279,90 Sebastião veste Camisa slim fit Aramis R$ 309,00 Página 74 Marilene veste Blusa em crepe Cheroy R$ 119,90 Calça Practory R$ 389,90 Sebastião veste Polo 100% algodão Aramis - R$ 179,00 Calça com elastano Individual - R$ 349,90

SPORT & STREET Página 93 Vestido canelado Groovy - R$ 149,90 Sandália flat Cravo & Canela - R$ 199,90 Página 94 Top lurex Lupo R$ 109,90 Bomber jacket em cetim INSP R$ 279,90 Legging canelada Lupo R$ 139,90 Ankle boot Lynd R$ 119,90 Página 95 Regata térmica Lupo R$ 89,90 Calça térmica Lupo R$ 159,90 Sapatênis Francagel R$ 299,90

Página 96 Top straps Lupo R$ 89,90 Blusa em malha tule Groovy - R$ 79,90 Legging animal print Lupo - R$ 159,90 Tênis metalizado Lynd R$ 99,90

NOSEDIVE Página 99 Erick veste Camisa King & Joe R$ 224,90 Bermuda King & Joe R$ 224,90 Mari Maia veste Vestido Animê (4/14 anos) - R$ 329,90 Página 100 Blusa Angel - R$ 99,90 Saia de conjunto Vic&Vicky (10/16 anos) R$ 229,90 Bolsa Pampili - R$ 119,90 Página 101 Conjunto Vic&Vicky (10/16 anos) - R$ 289,90 Página 102 Mari Maia veste Blusa Bobbylulu (10/18 anos) - R$ 89,90 Saia Gloss (12/16 anos) R$ 129,90 Erick veste T-shirt King & Joe R$ 59,90 Bermuda Individual R$ 299,90 Sapatênis Shelter R$ 179,90 Página 103 Cropped Authoria (12/16 anos) - R$ 139,90 Saia Authoria (12/16 anos) R$ 159,90

TRUE COLORS Página 105 Helena Laço Ana Bijour R$ 44,90 Vestido Lilica (2/12 anos) - R$ 199,00 Sapatilha Gambo (28-35) - R$ 209,90

Monstrinho Baboo R$ 79,90 Maysla Arco Ana Maria R$ 44,90 Vestido Lilica (2/12 anos) - R$ 169,00 Tênis Pampili (22-27) R$ 149,90 Maria Fernanda Arco Ana Maria R$ 39,90 Conjunto Lilica (2/12 anos) - R$ 189,00 Sapatilha Pampili (22-27) R$ 99,90 Monstrinho Tilt - R$ 79,90 Página 106 Conjunto Have Fun (1/3 anos) - R$ 109,90 Sapatênis Gambo (17-23) - R$ 189,90 Página 107 Vestido Mon Sucré (4/10 anos) - R$ 179,90 Sapatilha Pampili (22-27) R$ 99,90 Página 108 Arco Ana Maria R$ 39,90 Vestido Petit Cherrie (4/14 anos) - R$ 299,90 Cardigã Lilica (2/12 anos) - R$ 169,00 Sapatilha Gambo (28-35) - R$ 209,90 Página 109 Pedro Henrique veste Polo Ogochi Kids (2/10 anos) - R$ 99,90 Calça Have Fun (4/14 anos) - R$ 109,90 Sapatênis Klin (28-36) R$ 129,90 Davi veste Camisa Ogochi Kids (2/8 anos) - R$ 189,90 T-shirt Ogochi Kids (2/8 anos) - R$ 49,90 Bermuda Ogochi (2/10 anos) - R$ 179,90 Sapatênis Klin (16-22) R$ 109,90 Página 110 Arco Ana Bijour R$ 44,90 Vestido Petit Cherrie (4/14 anos) - R$ 339,90 Sapatilha Gambo (28-35) - R$ 209,90


ANUNCIO 2 antonio e filhos.pdf

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Revista outono inverno rio center 2018  

Além das tendências em moda nos diversos segmentos para o Outono Inverno, a 10ª edição da Revista Rio Center traz 5 mulheres na capa para re...

Revista outono inverno rio center 2018  

Além das tendências em moda nos diversos segmentos para o Outono Inverno, a 10ª edição da Revista Rio Center traz 5 mulheres na capa para re...

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