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A história da Aviação Naval em Portugal é uma narrativa de pioneiros, com um ânimo e uma visão muitas vezes associada à mística dos Descobrimentos. Centro de Aviação Marítima de Lisboa, na Doca do Bom Sucesso.

Com a entrada de Portugal na Grande Guerra, em 9 de março de 1916, os portos, navios e vias de comunicação nacionais estavam agora à mercê da arma submarina alemã. E os seus efeitos não se fizeram esperar. Em janeiro de 1917, o então Primeirotenente Sacadura Cabral propôs ao Ministro da Marinha a criação de um dispositivo de vigilância aérea da costa que, em articulação com os meios navais existentes, seria o meio mais eficaz para deteção de submarinos inimigos que impunemente atacavam portos e navios nacionais. Pelo decreto n.º 3395 de 28 de setembro de 1917, é então criado o Serviço e Escola de

Aviação da Armada, que iniciou a sua atividade operacional com a ativação do Centro de Aviação Marítima de Lisboa, em 14 de dezembro desse mesmo ano, instalado na Doca do Bom Sucesso. Ao longo do ano de 1918, até ao final da Grande Guerra, o Centro de Aviação Marítima de Lisboa realizou diversas patrulhas de reconhecimento ao longo da costa que lhe estava atribuída. Apesar da grande escassez de recursos, contou sempre com a elevada competência e dedicação de todos que nele serviram, garantindo assim a continuidade futura da componente operacional mais recente da Marinha Portuguesa: a Aviação Naval.

Aula de mecânica, no Bom Sucesso.

Primeiro curso da Escola Militar de Aeronáutica, em Vila Nova da Rainha, em 1916. Ao centro, sentado, o Primeiro-tenente Sacadura Cabral, então Diretor de Instrução daquela escola.

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Catálogo 2018  

Catálogo da Loja & Livraria do Museu de Marinha para 2018.

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