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FURACÃO GRAÇA Autor(es) des-Conhecido(s) Uma resenha meteorológica, em imagens, de uma passagem que deixou marcas - positivas - em todos nós.


“Furacão Graça”

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Primeiros Ventos Não havia memória de um Cônsul português participando em cerimónias da Academia do Bacalhau de Maputo. Ou promovendo encontros de “Networking” lusitano no Consulado de Portugal. Começaram a ouvir-se em Maputo as expressões “Mas isso é extraordinário!”, “Absolutamente”, e “Faz-se aqui no Consulado!”

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“Furacão Graça”

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O folheto que nunca chegou, porque foi parar à FACIM, onde era antigamente a Escola Portuguesa; os logos de patrocinadores arrumados em barroca grelha, com parte considerável apenas em texto. As primeiras reuniões da Comissão Organizadora, verdadeiras sessões de pugilato verbal; os discursos, então estranhos, do impressionante Comendador Cardoso Homem; a primeira vez que se ouviu o tronituante grito de guerra: “OH ROSE!!”; E outros sons de alto teor decibélico, como “Isto não é um evento do Millennium! Têm que tirar essa lona imediatamente!! A primeira vez em que a Ana Isabel descobriu como é prático esconder-se entre as criancinhas; O Carlos Pinto a gerir os Restaurantes com mestria. Cenas mil que, entre o choque e a boa vontade, se foram gerindo atabalhoadame nte, até ao último suspiro em que, sentados num banco de pedra, suspirámos: “Olha... Conseguimos...

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“Furacão Graça”

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Primeira “Chuvada” de Exposições A primeira “Intersecções”, que reúne de uma só penada os grandes mestres Moçambicanos; era apenas a primeira pedrada no charco, prelúdio de uma longa sucessão em que o Consulado de Portugal se tornou num dos centros mais activos de divulgação cultural em Maputo. Fortes amizades nasceram, incluindo a que acompanhou Mestre Malangatana até ao fim. E nunca mais os artistas Moçambicanos deixaram de estar presentes em todas as iniciativas lúdicas e culturais do Consulado e da Comunidade.

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“Furacão Graça”

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Primeiro “Nevão” de Natal Foi logo em 2009 que a Fortaleza viu o regresso em massa dos Portugueses. E foi logo em 2009 que se começou a fazer bem a quem mais precisava. Foram as rifas, cuja campeã incontestada sempre foi a Elsa; foram as apresentações em Palco; foi o leilão da camisola do Eusébio, que arrebatou o quádruplo do leilão anterior, de um quadro do Mestre Malangatana...

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“Furacão Graça”

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O agitado mar de “Jantares lá em casa” Deve ser normal que a residência consular conheça forte actividade social. O que não é normal, é que para tanto jantar e recepção informal sejam convidadas pessoas de tantos extractos socio-económicos e culturais, de tantos quadrantes da sociedade civil estatal e militar, de tantas origens e cores. E isso é que é “Extraordinário!” Principalmente com o Porto Tónico; as tirinhas de cenoura com molho de mayonaise; os pratos vegetarianos; a forma como toda a gente era apresentada como “o melhor de Moçambique”.

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“Furacão Graça”

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As Monções de Mensagens Se a TDM e a TVCabo tivessem acções, muito teriam que agradecer à cônsul de Portugal, pelos Terabytes de mensagens, emails, anexos, logotipos, checklists, cartas, imagens e artigos digitalizados que aumentaram durante 4 anos o tráfego online em Maputo. Mas realmente notável, foi a forma como o Consulado de Portugal passou a estar presente na vida dos Portugueses, com comunicação regular e relevante. “Com as minhas saudações” passou a ser expressão conhecida e bemvinda.

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“Furacão Graça”

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O Vendaval de 2010 A reedição do 10 de junho de 2010, ainda insegura, mas muito mais profissional, com direito a credenciais, e DVD e tudo; as infidáveis actuações em palco da Joana Fartaria; o êxito incontornável dos pastéis de nata do Alexandre; a reedição, com vigor renovado, do “OH ROOSE!!”; a presença incansável da nossa Sónia Sultuane; o artesanato infantil a ganhar pujança; a máquina de organização militar das senhas do Adolfo; mais patrocinadores; e uma afluência sempre crescente, a enfunar as velas do ânimo.

À esquerda: o início de uma bela amizade, alicerçada no contraste gritante... 8


“Furacão Graça”

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2010: o ano em que os logos passaram a ser “o Rossio na Rua da Betesga”. 9


“Furacão Graça”

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O Ciclone Um grande amigo, uma grande obra – tragicamente a última – e o gesto único de entregar pizza à meia-noite; um dos muitos que distinguem esta Grande Senhora. Tempos intensos, vividos em pleno, desbravando terreno e marcando a diferença. Uma presença constante e amiga, em que a já familiar expressão “Isto é Extraordinário!..” ganhou nova dimensão. Obrigado, Mestre, obrigado Rose, obrigado, Graça.

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Malangatana

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2010: Black & White Christmas A Festa de natal de 2010 já teve direito a folheto, herdando do 10 de Junho a “Odisseia dos Logos”, com a adesão de mais patrocinadores: 500 prémios! Mais afluência, mais gritos nas montagens, pastéis de nata a conquistar corações e estômagos, Pais Natais de todas as cores, palhaços e pernas-de-pau, cobertura televisiva e dezenas de menções noticiosas. Ah, e não esquecer o Mouzinho de Albuquerque mascarado....

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“Furacão Graça”

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Chuvas fortes de Exposições Sucedem-se as Exposições, encontros, projectos e iniciativas, sempre de braço dado com a Cultura e Artes moçambicanas; sempre no espírito da “Intersecções” original. Graça Gonçalves Pereira deixa em Maputo um séquito de seguidores e admiradores, entre os mais notáveis artistas e figuras da Cultura Moçambicana. Além dos amigos.

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A Tempestade de 2011 Em 2011, já o “10 de Junho” era uma celebração esperada e consgrada. Conseguiu fazer-se mais fácil, mais fluido, com toda uma equipa já calejada e reforçada com sangue novo. Não fosse o amarelo berrante do folheto, e a coisa saía perfeita. Claro que se ouviu de novo o “OH ROOSE!!”; claro que houve noitadas; claro que toda a gente discutiu com toda a gente; mas no jantar “em casa da Cônsul, a seguir, todos os sorrisos voltam sempre.

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10 Junho 2011

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“Furacão Graça”

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E mais um Dilúvio de Rifas Em 2011, a Festa de Natal ostentou portentosa árvore iluminada, brilhou com o vidro da Marianela, quase esgotou as rifas porque a Elsa andou em campo e, finalmente, conseguiu realizar o sorteio sem apupos nem calúnias. Não faltaram os gritos e o stress do costume, mas tudo na Paz da Quadra Festiva. Houve mesmo momentos muito Zen durante as montagens...

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“Furacão Graça”

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O Furacão da Saudade Antecipada

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“Furacão Graça”

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Haja Graça

Anda aí pelo Maputo Uma tal de Diplomata De um País que já foi bruto E diz que mói, mas não mata

Eis que entra, furacão Esta Senhora tão estranha Que arranca do coração De nós todos esta manha

Do seu cabelo eriçado Já muita tinta correu Entre roxo e encarnado Tanta pinta queria eu

E deitando mãos à obra Qual general Estalinista Tudo consegue, sem sobra, Patrocinadores conquista

Desde que ela aqui chegou Nunca mais houve parança Disso testemunha eu sou Que ando há anos nesta dança

Más-vontades não a param Os maus humores desdenha Excepto o seu, já repararam? Quando não se vende a senha…

No meio dos Portugueses Há quem diga bem ou mal Mas quem diz mal são as reses, Quem não vê, ou é boçal

Ela é um vê-se-te-avias A mandar no Consulado Que até já viu melhores dias, Pois o Quénia está fechado

Pois de uma coisa estou certo Sem embuste ou falsidade Nunca ninguém chegou perto Do que ela fez na Cidade

Juntos já realizámos Mais do que era possível Sofremos, rimos, suámos, Mas sempre com muito nível

Nunca dantes cá houvera Tanta festa e exposição, Tanta obra, mail, quimera Em nome desta nação

É o nosso Cardoso Homem A resolver tanta coisa No Natal as rifas somem Assim que a Elsa lá poisa

Estávamos adormecidos, Os Tugas desta cidade Já não dávamos ouvidos Nem à Portugalidade

Até o grande Toni Com pavilhão do Benfica No 10 de Junho, que eu vi Tornou a festa mais rica

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“Furacão Graça”

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Mas algo todos sabemos Nada disto acontecia Se a comandar estes remos Não houvesse esta tia Que de tia não tem nada A não ser algum sotaque E a classe inabalada De quem merece destaque Haja Graça, bradam todos Os que já conhecem bem A Senhora grande a rodos Que Maputo ainda tem Por nós, é tem e terá Que a partida já estarrece Não é que outra seja má Mas já gostamos do stresse.

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Furacão Graça - Um livrinho artesanal